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O ChatGPT Português, confiança na IA e “engajamento” da IA generativa – e273s01

Episode O ChatGPT Português, confiança na IA e “engajamento” da IA generativa – e273s01

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Esta semana falamos sobre a Amalia o ChatGPT Português na Europa, da confiança na IA e o “engajamento” da IA generativa.

Episódio de 20/03/2025

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FRED

Tema:: O ChatGPT Português e a Corrida Europeia à IA

Imaginem que o vosso negócio dependia de uma tecnologia estrangeira que, de um dia para o outro, começava a ignorar as vossas necessidades.

Portugal decidiu resolver esse problema com um “ChatGPT português”.

Na União Europeia, há 24 línguas oficiais.

Entre os 27 Estados-membros, pelo menos 16 já anunciaram modelos de linguagem nas suas línguas nacionais, investindo em inteligência artificial com uma promessa comum: preservar a cultura e a língua dos seus países no mundo da IA.

Portugal apresentou o Amália.

Mas há um detalhe importante: a versão beta tem de estar pronta já no final de março… e, neste momento, ainda nem sabemos quem o vai desenvolver.

Criar um modelo de IA do zero não é apenas caro – estima-se um custo de 5,5 milhões de euros e a necessidade de uma enorme quantidade de dados para garantir um bom funcionamento.

O Governo afirma que o Amália não pretende competir com o ChatGPT, mas sim especializar-se na língua e cultura portuguesa.

Portugal é um dos cinco países da União Europeia que impulsionaram o financiamento público para um modelo nacional.

Além disso, há também investimentos em modelos mais abrangentes, como o EuroLLM, um modelo multilingue desenvolvido pela empresa portuguesa Unbabel em parceria com nove instituições académicas europeias, e que deverá ser uma das bases para o desenvolvimento do Amália.

Algumas Reflexões:

De quem são os dados que vão alimentar o Amália? - Vamos usar conteúdos de jornais e livros? - Como garantir que não há problemas de direitos de autor?

– Ter um modelo de IA nacional traz mesmo independência? - Ou, no final do dia, continuamos dependentes da OpenAI e da Google para o que realmente interessa?

Se este projeto falhar, talvez o Amália acabe por ser o “Magalhães da IA”. Mas se correr bem, quem sabe se no futuro a nossa querida Amália não estará a escrever discursos políticos, a responder a e-mails chatos e a ajudar a avó a procurar receitas de bacalhau à Brás.

Pergunta: O Amália é uma necessidade estratégica real ou apenas um projeto político para marcar território na IA?

DIOGO

Hook: As ferramentas de pesquisa que usam inteligência artificial muitas vezes dão respostas erradas, mesmo parecendo seguras do que dizem. Como podemos evitar?

Contexto: Um estudo feito pelo Tow Center no mês passado analisou oito ferramentas de pesquisa com inteligência artificial, como o ChatGPT, Perplexity, Gemini, entre outras para ver se encontravam e diziam de onde vinham as notícias corretamente. Eles usaram partes de 200 notícias diferentes de 20 jornais e revistas. O estudo mostrou que muitas vezes as ferramentas dão respostas erradas, mas parecem muito confiantes da resposta mesmo quando insistimos. O estudo relata ainda que os chatbots geralmente não dizem que não sabem responder a perguntas, e em vez disso inventam respostas.

Estão prontos para os resultados?

Então o Perplexity errou em 37% das vezes e foi o que menos errou no geral, e o Grok 3 errou em 94% das vezes. Mais, as versões pagas destas ferramentas erraram ainda mais, porque preferem mais dar uma resposta errada a dizer que não sabem.

Além disso, muitas vezes não mostram o link para a notícia original, ou mostram links errados. Também se descobriu que ter acordos com parceiros como o GhatGPT tem acordo com o wall street joural entre outros, não garante que os chatbots a presença desse meio.

Questão: Podemos nós confiar no motores de IA generativa para questões que envolvam pesquisa? Ou nunca?

AI Search Has A Citation Problem – Columbia Journalism Review

MIGUEL

Mais consumidores utilizam AI GENERATIVA para pesquisar compras e parecem mais engajados…mas este engajamento converte-se em vendas?

Finalmente uma notícia vinda do outro lado do atlântico que…

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