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EP22: "Para mudar o mundo, é preciso mudar a forma de Nascer" com Mafalda Rodiles

· 55 min · S1 E22

Episode EP22: "Para mudar o mundo, é preciso mudar a forma de Nascer" com Mafalda Rodiles

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Sê muito bem-vindo a mais um episódio tão especial :)

E a convidada desta semana é a linda Mafalda Rodiles que tem uma força incrível a falar sobre este tema que, pessoalmente, considero muito importante de trazer até ti (tanto porque, eventualmente, esta será a semana em que irei parir o meu 6.º filho, como e até para desmistificar um assunto que diz respeito a todos nós, a toda a sociedade).

Assim, sejas tu mulher ou homem, convido-te desde já a ouvir este episódio em total abertura de consciência - para que JUNTOS nos possamos empoderar enquanto UM e sociedade que somos.

A frase escolhida para o título do episódio é de Michel Odent, o médico criador da cesariana que, após se deparar com o excesso de cesarianas e de aplicação de ocitocina sintética ou de outras intervenções médicas que têm acontecido (maioritariamente por moda e por protocolo médico), tem dedicado a vida a apelar a uma abordagem de parto mais natural, salientando o quão é imprescindível que não se percam todas as oportunidades que o parto natural em si proporciona - como por exemplo, a de sintetizar organicamente aquela que é a hormona do Amor.

A cesariana e todas as tecnologias descobertas são maravilhosas MAS somente para quando são realmente necessárias, não como “moda” ou como “pré-escolha”, e muito menos sem colocar na mesa, de forma séria, todas as consequências que estão implícitas. O certo é que o ser humano (na maioria) anda tão distante de si que até quando falamos sobre a vinda ao mundo se vê isso… Andamos tão distantes da nossa verdadeira essência que, até no processo de parto, entregamos o nosso poder pessoal ao outro. Vibramos no medo, fazemos o que nos ditam sem uma pesquisa aprofundada ou pensamento crítico, em vez de aproveitarmos o momento para nos centrarmos no corpo e nos conectarmos (a um outro nível) com o que é para fazer.

Ora, assim, distantes de nós mesmos e da nossa essência, como não vibrar no medo e na dor? Como não depositar no exterior uma decisão e ato que deveria ser sentido e empoderado desde de dentro? Como é que as mulheres de hoje não haveriam de “cair” na visão de que alguma coisa vai correr mal (como se isso fosse algo a esperar em 100% das vezes e não em menos de 15% das mulheres)?

Como sabemos, os hospitais, apesar de um sítio onde ninguém gosta propriamente de ir, passaram a ser O local do nascimento, e o médico passou a desempenhar o papel principal (e para que lhe seja comodo, a mulher tem de parir deitada, ser sujeita à episiotomia, entre uma série de procedimetos nada naturais - já não é a mulher nem o seu sentir que contam, tão pouco é o bebé ou a natureza em si.

E para que este modelo funcionasse - em que a intervenção de um médico é vista como sendo imprescindível -, era fundamental que as mulheres adquirissem a ideia de que são incapazes de fazer por si mesmas algo que sempre foi natural para que a Vida acontecesse (em todas as espécies); era fundamental que a mulher duvidasse de si, do seu poder interior (físico, mental, emocional e espiritual), que duvidasse da própria natureza e se sentisse incompetente para esta missão de dar Vida.

No fundo, toda esta visão são formas de querer controlar - até no que toca a Nascer.

Mas, como mudar o mundo se não alargarmos horizontes e nos permitirmos realmente conectar e confiar na Vida, até a este nível?

Escuta mesmo esta partilha com muito carinho e uma total abertura de coração e consciência. Depois, adoraria que nos deixasses o teu comentário. 🙏🏻😊

Gratidão Sobba por este apoio a mais um tema tão pertinente.

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