# Episódio #36: Dólar a R$ 5,18 e ainda não está caro, entenda.

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 8 Jun 2026, 28 min.

Audio: https://anchor.fm/s/11134a258/podcast/play/121196636/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-5-8%2F425764018-44100-2-2f12a04aab65c.m4a

No episódio de hoje, explicamos porque um dólar a R$ 5,18 não significa necessariamente que a moeda americana esteja "cara", e quais fatores realmente influenciam essa percepção para investidores e para a economia brasileira. Também comentamos as principais atualizações do Relatório Focus, com as expectativas do mercado para inflação, juros, câmbio e crescimento econômico, além dos impactos dessas projeções nos seus investimentos. E, em meio à volatilidade dos mercados, também trouxemos uma notícia positiva: o cenário para empresas boas pagadoras de dividendos continua chamando a atenção dos investidores, com diversas carteiras recomendadas destacando oportunidades para o mês. Confira a reportagem: Dividendos da semana: 23 FIIs e 11 empresas pagam proventos; confira a listaAcompanhe mais um episódio com uma análise simples e direta dos acontecimentos que estão movimentando o mercado financeiro e a economia.

## Transcript

[0:09] Ter oportunidade. E nem tudo que parece caro está
[0:12] fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães e
[0:15] eu sou especialista em investimentos e todos os dias eu
[0:18] venho aqui com Tatiana Pinheiro, doutora em economia.
[0:21] Para traduzir para vocês, nossos ouvintes, o que aparece aqui na
[0:24] nossa tela depois de todo o fechamento de mercado todo dia,
[0:28] um olhar de economia e investimentos para te ajudar a
[0:30] entender o mercado e o que fazer com ele.
[0:33] Se esse é um assunto que te interessa, eu te convido a
[0:35] seguir a página aqui do podcast para que todos os dias você
[0:39] aprenda um pouquinho mais conosco sobre esse universo.
[0:42] Hoje é dia, 8/06/2026, são 18 horas e 11 minutos.
[0:47] Esse é o episódio número 36. Tudo bem com você?
[0:50] Tudo ótimo, Ana. E você?
[0:52] Tudo. Bem, também aqui nesse frio de
[0:55] São Paulo. Onde já se viu?
[0:56] Acordei hoje com essa cidade em 11° para quem nos escuta agora e
[1:00] está também em São Paulo. Ah, vamos.
[1:03] Vamos nos solidarizar aqui uns com os outros, né?
[1:06] E para quem não está, parabéns. Espero que vocês estejam muito
[1:09] mais felizes que nós aqui. Com certeza.
[1:14] AI meu Deus, e sabe que é esse esse frio?
[1:17] Pelo visto chegou. Na bolsa a gente não teve uma
[1:20] alta muito grande. Pontualmente hoje a queda foi de
[1:23] 0.2%, mas o tombo ele tá muito grande.
[1:28] Daquele sonho que a gente tinha de chegar nos 200000 pontos, que
[1:32] agora tão cada vez tá um sonho cada vez mais longínquo,
[1:37] distante. E mais utópico do que nunca,
[1:40] hoje a gente chegou, fechou o dia ali próximo dos 168000
[1:44] pontos e também com o volume financeiro de negociação diária
[1:48] 30% abaixo da nossa média, que é de 28 bilhões, né?
[1:52] No No dia de negociação na nossa bolsa, a gente fala que o
[1:57] mercado ficou um pouquinho lateralizado para usar o termo
[2:00] de mercado financeira. De mercado financeiro?
[2:03] E parece também que a gente tá esperando, de repente, novas
[2:07] informações, novas, novos desdobramentos sobre esse
[2:11] conflito no Oriente médio, que já virou um cenário fixo aqui,
[2:15] com todas as suas consequências e tudo aquilo que a gente já vê,
[2:20] né? Como uma pressão inflacionária
[2:22] no mundo, no Brasil também em detrimento disso daí?
[2:27] É hoje Oo petróleo brent, ele fechou com uma alta de 1.3%,
[2:33] abaixo ainda dos 100 USD de negociação do barril, mas
[2:37] subindo sempre, subindo ali, trazendo mais um pouquinho desse
[2:41] preço. De petróleo pra cima.
[2:44] O que também impacta, como a gente sempre fala aqui, em todos
[2:47] os episódios, sobre esse preço de petróleo, que impacta uma
[2:52] cadeia inteira de distribuição não só dessa commodity, mas
[2:56] também pressiona preços de fertilizantes, de plástico, de
[2:59] álcool, de gás e assim sucessivamente.
[3:03] Hoje a gente também percebe aqui um movimento de pressão no
[3:07] câmbio. O câmbio subindo pela terceira
[3:12] sessão seguida, 5,18 BRL. Tati, você acha que esse valor
[3:17] está no preço? Eu acho que está.
[3:20] O está no preço porque faz sentido.
[3:23] E a gente vê isso em todos os anos de eleição.
[3:27] Eleição para presidente, a gente viu esse comportamento.
[3:29] A partir do momento que a gente vai se aproximando da da
[3:33] eleição, o debate eleitoral fica mais intenso.
[3:38] Oo real ele perde valor? Ele tende a perder, perder valor
[3:43] em relação ao dólar. E a gente tá vendo isso
[3:46] acontecendo agora. Parte, eu acho que é a cena
[3:50] eleitoral ganhando peso nos preços e aí entra o câmbio.
[3:55] Parte é o que você comentou. Faz pouco essa.
[4:00] Esse conflito no Golfo Pérsico sem solução cada vez mais longe
[4:07] parece da solução. Essa esse conflito permanente,
[4:13] ele fazendo o preço do brent ficar alto ali, rodando os 100
[4:18] USD o barril um pouco abaixo, às vezes um pouco acima, mas nessa
[4:23] nesse patamar, ele faz com que o crescimento econômico seja
[4:29] menor. Crescimento econômico pro mundo,
[4:32] países avançados e economias emergentes como a nossa.
[4:37] OAOCDE, ela divulgou na semana passada o seu novo Economy
[4:43] Outlook, que é o texto de cenário econômico deles com um
[4:48] título bastante direto, Under Pressure, né?
[4:51] Para lembrar, para citar Queen, Under Pressure, que tem tudo a
[4:55] ver com o que está acontecendo com esse.
[4:59] Com o evento o Golfo Pérsico não se resolvendo Estados Unidos,
[5:03] Irã, Israel e Líbano, não chegando num acordo e colocando
[5:08] o mundo inteiro sob pressão, a mensagem central desse relatório
[5:13] da OCDE é que a economia global entrou em 2026.
[5:18] Ela tinha entrado em 2026 mais forte do que se esperava,
[5:23] sustentada por investimentos em inteligência artificial.
[5:26] Que a gente. Vem falando aqui bastante
[5:28] condições financeiras favoráveis, porque tinha toda
[5:32] uma expectativa de corte de juros nos Estados Unidos, na
[5:36] Europa, nas economias emergentes aqui no Brasil e uma menor
[5:41] tensão comercial. Por quê?
[5:42] Porque o tarifácio tinha ficado para trás.
[5:44] Mas esse quadro mudou. Completamente com o conflito no
[5:49] Oriente médio, com o conflito no Golfo Pérsico AOCDE.
[5:53] Ela destaca que a interrupção do Estreito de ônus e os danos à
[5:59] infraestrutura de energia que os ataques entre os países acabaram
[6:05] resultando elevaram preços de energia, fertilizantes, insumos
[6:10] industriais críticos, como você indicou aí.
[6:13] E ao fazer isso? Né?
[6:16] E ao mesmo tempo jogar o crescimento pra baixo, né?
[6:20] Ela tem esse duplo efeito de inflação mais alta e crescimento
[6:25] mais fraco. Para os Estados Unidos, AOCDE
[6:28] projeta uma desaceleração para 2026 de é de crescimento
[6:31] econômico para 2% e de e para 2027 para 1,8%.
[6:35] Na zona do euro, a expectativa também é de desaceleração
[6:38] econômica 0,8% de crescimento. Para 2026, volta a crescer
[6:52] abaixo do crescimento potencial que é estimado ali é pelo pelos
[6:58] economistas do banco central europeu.
[7:01] A estimativa de crescimento é crescimento potencial da zona do
[7:06] euro é ao redor de 1%, então volta a crescer abaixo do
[7:10] crescimento potencial em 26 e 2027.
[7:14] Tem ali uma expectativa de recuperação para um.
[7:16] Vírgula 2 de crescimento econômico.
[7:19] China, a expectativa é desaceleração também esse ano,
[7:23] caindo crescimento econômico para 4,5 e continuando a cair
[7:27] para 2027 para 4,3. E o Brasil o crescimento, a
[7:32] expectativa para esse ano é de 1,6%.
[7:36] Só para a gente ter em mente que em 25 a gente cresceu 2,3, então
[7:41] é uma senhora desaceleração. A expectativa Focus, né?
[7:45] Do relatório Focus lá dos economistas, a mediana dos
[7:48] economistas é a expectativa é maior que isso.
[7:51] Então AOCDE aí, mostrando aí um impacto mais expressivo desse
[7:57] conflito, dessa alta do preço do petróleo sobre o crescimento
[8:00] econômico brasileiro. E pra 2027 AOCDEA velar uma
[8:05] ligeira recuperação do crescimento econômico brasileiro
[8:07] pra 201 a um, com uma inflação é alta ainda e um juros nesse
[8:15] patamar mais ou menos que a gente tem hoje.
[8:17] Em resumo, AOCDE vê uma economia global.
[8:20] Desacelerando, pressionada por energia, o petróleo, no caso,
[8:25] inflação, juros altos, os riscos geopolíticos, em que na semana
[8:30] passada a atenção com atenção comercial voltou em voga, com os
[8:35] Estados Unidos ali é Oo escritório representativo de
[8:40] comércio dos Estados Unidos recomendando ali a alta da
[8:43] tarifa de importações sobre 59 países, o Brasil incluído.
[8:48] Aí você pega. Né?
[8:50] Essa é o cenário eleitoral no Brasil por conta da eleição em
[8:55] outubro. Fazendo peso nos preços,
[8:58] começando a fazer peso nos preços e mistura com um conflito
[9:02] no Golfo Pérsico que não se resolve e que, com o petróleo AA
[9:08] 100 USD o barril, pressiona inflação e rouba crescimento
[9:12] econômico. Dá o resultado que a gente tem
[9:14] aí que é. Por exemplo, a taxa de câmbio
[9:18] perdendo valor, porque o Brasil ele fica menos atrativo se a
[9:22] nossa economia não crescer, a gente não é atrativo.
[9:25] O que que a gente tem para dar em troca?
[9:26] Taxa de juros elevada, isso já está elevado, então é o que está
[9:31] é esse patamar, o que que a gente tem para dar em troca?
[9:34] Além disso, perspectiva de crescimento econômico.
[9:37] Por quê? Porque é um país emergente.
[9:39] País emergente tende, AA tende, né?
[9:43] Vende aí uma promessa de mais crescimento econômico.
[9:47] A gente tem também pra oferecer a eleições.
[9:51] E o futuro. O que que fica nos próximos 4
[9:53] anos, próximos 4 anos mais arrumado.
[9:56] E quando a gente pega isso e vê o que que o Brasil tem pra
[10:00] oferecer, taxa de juros já tá dado.
[10:02] Né? Eu acho que é.
[10:04] É muito improvável que a gente volte a subir juros No No curto
[10:08] espaço de tempo. Mas a gente não está oferecendo
[10:11] crescimento econômico porque a gente está sofrendo como resto
[10:14] do mundo com esse choque de oferta, com esse preço do
[10:16] petróleo alto, que rouba crescimento no mundo, rouba
[10:19] crescimento da gente também. E a gente não está vendendo uma
[10:23] perspectiva melhor nos próximos 4 anos.
[10:26] Por quê? Porque.
[10:27] Internamente, a política fiscal, como a gente, eu já comentei
[10:30] aqui diversas vezes, tá bastante desarranjada, então dá esse
[10:34] resultado de taxa de câmbio depreciando, acho que veio para
[10:37] ficar, tá no preço 5 e 18 e eu acho que ela pode depreciar um
[10:42] pouco mais, conforme a gente vai é acentuando, aí vai ficando
[10:46] mais aquecido. O debate eleitoral também tá no
[10:49] preço essa taxa de juros elevada por mais tempo e tá no preço que
[10:54] você comentou há pouco que é a bolsa.
[10:57] De valores cada vez mais, né? O sonho dos 200000 pontos, cada
[11:01] vez mais distante. Isso está no preço.
[11:03] Não deveria ter. É muita Esperança da gente
[11:06] voltar para os 200000, 1000 pontos, com esse cenário, com
[11:11] esses ingredientes aí que eu acabei de falar.
[11:15] Esse relatório da OCDE deve estar bem interessante.
[11:18] Eu gostei deles usarem esse termo do under presher e eu até
[11:22] entendo toda essa pressão que a gente está tendo no câmbio.
[11:25] Mas a gente oferece crescimento, né?
[11:29] A gente teve esse PIB de 2025 de 2.3%.
[11:32] Ele foi muito impulsionado pela agropecuária, pelo consumo das
[11:36] famílias. Embora eu concorde que a gente
[11:38] realmente não tem um cenário monetário e nem fiscal de muita
[11:42] expansão aqui. Por exemplo, quando eu olho aqui
[11:45] para os dados do fechamento hoje, né?
[11:47] É claro que essa preocupação de alta persistente no petróleo.
[11:53] Pressiona combustível, como a gente falou, transporte, mas
[11:57] também pressiona o custo de produção.
[11:59] Dificulta o trabalho de todas as pessoas, inclusive dos bancos
[12:02] centrais, em combate à inflação no mundo.
[12:05] E aí a gente sabe que na semana que vem, dia 17, vai ter reunião
[12:08] do nosso banco central aqui. E se eu não me engano, vai ser
[12:11] uma super quarta, não é? Vai ser.
[12:14] Vai ser uma super quarta decisão nos Estados Unidos.
[12:18] A princípio, às 3:30 vem antes, né?
[12:21] Às 3:30 da tarde e depois a decisão de juros aqui no Brasil,
[12:25] às 6:30 da tarde. Pois é, então na quarta-feira
[12:29] que vem a gente vai ter os resultados das 2 taxas de juros,
[12:32] tanto do nosso banco central quanto do banco central dos
[12:34] Estados Unidos, que tem essa Oo objetivo de tentar contornar o
[12:39] nível inflacionário. Com a definição de taxa de juros
[12:44] e hoje que é segunda-feira, saiu o boletim Focus.
[12:47] Então é muito legal quando a Tati quando a gente pergunta pra
[12:50] qualquer economista sobre câmbio, é muito difícil da gente
[12:52] criar 111 valor, né? AI, mas o dólar vai subiu e o
[12:56] dólar vai caiu. Então já ficou muito claro aqui
[12:58] que na perspectiva da Tati, a gente tem espaço pra
[13:01] depreciação, ou seja, o dólar pode ficar mais caro do que o
[13:06] que a gente tá vendo agora. Mas eu queria também que você
[13:09] falasse Tati sobre essa projeção de juros especificamente, porque
[13:12] eu tô vendo aqui o relatório Focus do dia e vou deixar aqui
[13:16] claro para nossa audiência aqui, quem quiser acompanhar o
[13:18] relatório Focus, ele é postado no Instagram do banco central
[13:21] toda segunda-feira. Com a perspectiva de PIB, de
[13:24] inflação, de juros e de câmbio. É bem legal, porque a partir
[13:28] disso, o mercado também cria alguns parâmetros de de pra onde
[13:31] a gente tá indo, se tá perto desse número que tá sendo
[13:34] divulgado ou se a gente tá muito longe, né?
[13:37] E aí é muito legal ver o que aconteceu hoje, porque a
[13:41] estimativa da inflação de 2026 subiu, né?
[13:44] Ou seja, até o final do ano a gente ainda tem 6 meses de
[13:47] existência, de produção, de consumo, de crescimento, de
[13:51] impulsionamento. De de de gastos mesmo, né?
[13:55] E ainda de perspectiva de de manutenção aqui de taxa de
[14:00] juros, e a gente vê essa perspectiva da Selic subindo um
[14:03] pouquinho. Então, Tati, até onde eu me
[14:07] lembrava? O consenso de mercado para essa
[14:09] próxima reunião era de uma possível redução de zero 25%.
[14:14] Da taxa Selic, mas eu tenho visto que a partir de hoje tem
[14:18] um pedaço do mercado que acha que não vai nem cair isso, que é
[14:21] capaz que a taxa de juros se mantenha onde está.
[14:24] Pois é, de acordo com AB 3. AB 3 faz cálculo com base No No
[14:30] que da negociação do mercado no dia, ela consegue fazer o
[14:36] cálculo de qual a em qual probabilidade o mercado está
[14:39] apostando em manutenção, em corte de juros ou em alta de
[14:44] juros. E aí hoje virou, lembra que eu
[14:46] falava? Até sexta-feira passada, a
[14:49] grande maioria, quando você viu os preços de mercado no mercado
[14:53] de juros, você vê que tinha ainda uma maioria apostando em
[14:56] corte de juros. Agora, no dia 17 de junho, isso
[15:00] virou de acordo com AB 3. Agora, a manutenção é o mais
[15:05] provável. A manutenção.
[15:07] A probabilidade da manutenção passou para 60% e enquanto a
[15:11] probabilidade de corte caiu para 41%, então.
[15:16] A maioria, né? Espera já a maioria no mercado
[15:21] de juros, diferente dos economistas.
[15:23] Mas a maioria no mercado de juros espera manutenção já para
[15:26] agora. Já vê o ciclo de corte
[15:29] terminado, tanto que OA taxa de juros Futura com vencimento
[15:36] janeiro 27 terminou o dia de hoje em 14 e 51%.
[15:41] A Selic está em 14 e 50. Então isso é.
[15:45] Realmente, o que só corrobora o que AB 3 calculou a que estimou
[15:51] de probabilidades, o mercado de juros já não vê mais corte de
[15:55] taxa da Selic daqui para frente. E por que isso?
[15:58] Por conta dessa indefinição do Golfo Pérsico, essa esse preço
[16:03] do petróleo a 100 USD o barril, um pouquinho para cima, um
[16:06] pouquinho para baixo, ele traz uma pressão inflacionária muito
[16:10] grande. Para o país, por conta de todo
[16:13] do, do, da importância do petróleo em quase todo, em quase
[16:17] toda a cadeia produtiva que a gente já cansou de colocar aqui.
[16:22] E no relatório Focus a gente consegue ver isso, né?
[16:25] Essa essa não solução do do da, do do conflito do Golfo Pérsico
[16:32] como pressão inflacionária. Pra você ter uma ideia, esse
[16:34] Focus de hoje ele veio. Ele trouxe que os economistas
[16:39] estão projetando 5,11% de inflação para 2026.
[16:44] Antes do do conflito começar ali, antes do dia 28 de
[16:49] fevereiro, os economistas chegavam a chegaram a projetar
[16:53] 3,8% de inflação. Então a gente foi de 3,8 de
[16:57] inflação esse ano para 5,11 de inflação esse ano.
[17:02] E tem mais para 2027, os economistas, nesse relatório
[17:06] Focus divulgado hoje, eles estão projetando 4,03 para 2027.
[17:12] Sendo que lá antes do do conflito, do início do conflito,
[17:16] do do conflito do Golfo Pérsico, essa inflação projetada já tava
[17:20] arrumando ali pros 3 e meio por cento pra 2028.
[17:24] Hoje o relatório Focus traz uma expectativa de 3 e 65 pra
[17:29] inflação. E antes do conflito, essa
[17:32] projeção desse relatório era de SIM 3 e meio por cento.
[17:36] A mesma coisa para 2029 3 e meio por cento de inflação e 2029
[17:42] ainda não foi afetada. A expectativa hoje no relatório
[17:45] Focus é de 3 e meio por cento. Mas veja, diante do de de 28 de
[17:51] fevereiro, diante do início do conflito do Golfo, persco para
[17:55] agora, teve uma revisão considerável da inflação para
[17:59] cima. E não só no curto prazo, mas
[18:03] também para 2027 e 2028. Isso rouba espaço do que a
[18:08] política monetária pode fazer. Por quê?
[18:10] Porque quando o banco central decide taxa de juros, ele não tá
[18:13] mirando a inflação desse ano. Por quê?
[18:16] Porque a taxa de juros, ela tem pouco efeito sobre a inflação
[18:20] desse ano. Imagina o seguinte, a taxa de
[18:21] juros hoje ela tem mais 6 meses do ano pela frente, então tem 16
[18:27] meses da inflação que já foi. Já está cristalizada, já
[18:31] aconteceu, já foi divulgada. Então essa taxa de juros hoje
[18:35] ela tem influência pra inflação do ano que vem.
[18:40] Então ele decide. O banco central decide taxa de
[18:43] juros hoje, olhando a inflação do ano que vem.
[18:45] Só que por conta desse conflito EE da não solução e da da pouca
[18:51] é probabilidade da da da baixa expectativa de solução no curto
[18:57] prazo. A inflação do ano que vem também
[19:00] está muito alta. Então essa elevação da
[19:03] expectativa de inflação roubou, rouba e roubou a cena do corte
[19:09] de juros. Os economistas, no relatório
[19:11] Focus, eles continuam vendo aí corte de juros esse ano.
[19:14] Eles acham que a Selic termina 13 e 50 no final desse ano, ou
[19:19] seja, estão vendo um ponto de cor.
[19:22] Mas, sinceramente, olhando esse impasse e cada vez menos
[19:27] Esperança de que esse conflito se resolva e que o preço do
[19:31] petróleo saia desses 100 USD do barril e possa voltar para os 70
[19:35] USD do barril que seja, e olhando o que já aconteceu de
[19:40] inflação até maio, que são as informações que a gente tem até
[19:43] agora, realmente o conflito do Golfo Pérsico não só roubou
[19:48] crescimento econômico, mas também roubou a cena.
[19:51] Do corte de juros esse ano? Verdade, aliás, eu amei essa
[19:56] frase. O conflito do Golfo Pérsico não
[20:00] só roubou a cena, como também roubou essa possibilidade da
[20:04] gente reduzir juros esse ano. Que isso, gente?
[20:07] Aulas aulas com Tatiana Pinheiro vou até bater Palma, juro porque
[20:10] eu adoro, eu adoro te ouvir Tati, às vezes você vai falando
[20:12] aqui, eu vou anotando, pra quem não sabe, pra quem não sabe, eu
[20:15] escuto Tatiana e anoto anoto, porque eu aprendo muito com ela.
[20:18] Espero que vocês também estejam aprendendo.
[20:20] E é muito interessante a gente falar sobre isso, porque, como
[20:23] eu disse na introdução e como tenho repetido aqui, eu acho que
[20:25] esse conflito no Oriente médio realmente já virou esse novo
[20:29] normal, né? Agora eu não vou falar mais do
[20:31] Oriente médio, eu vou falar Golfo persco.
[20:33] Aprendi agora com Tatiana a chamar de conflito no Golfo
[20:37] persco. Mas como tudo tem 2 lados, como
[20:40] sempre tem 2 lados da mesma moeda, a gente fala que desses
[20:43] impactos negativos do mercado, dessa expectativa de taxa de
[20:47] juros, isso vai influenciar o mercado como um todo.
[20:49] Qualquer mudança em taxa de juros vai influenciar no mercado
[20:54] como um todo? Eu confesso que eu não sabia que
[20:57] essa decisão do banco central era olhando tanto pra frente
[21:00] assim. Eu sempre imaginei que a decisão
[21:03] de taxa de juros do banco central de aumentar, de manter
[21:07] ou de reduzir a taxa de juros era sempre pra resolver a
[21:09] inflação pontual. Mas faz total sentido ouvir você
[21:12] dizer, Tati, que é pra essa projeção Futura, porque o que a
[21:16] gente está vendo hoje é consequência de uma tomada de
[21:19] decisão de taxa de juros, de reuniões passadas que não
[21:22] previam acontecimentos como este.
[21:24] Né, o que a? Gente, está vendo agora?
[21:26] Que é o que é bastante curioso mesmo.
[21:29] Mas como eu tava dizendo que sempre tem 2 lados da moeda,
[21:32] tava vendo aqui hoje que tem muito pagamento de dividendo
[21:36] essa semana, o que é extremamente contra intuitivo
[21:39] quando a gente pensa em mercado financeiro.
[21:41] Tem 23 fundos imobiliários e 11 empresas pagando dividendos
[21:46] nesse momento específico de juros alto, o que eu acho muito
[21:50] curioso porque. O dado que a gente está com essa
[21:52] taxa de juros muito alta é que a gente tem muita oportunidade no
[21:55] mercado de crédito, muita oportunidade no mercado de renda
[21:58] fixa. Não é natural o fluxo de capital
[22:01] ficar alocado em ativos de renda variável, ativos que oferecem
[22:05] volatilidade? Porque pensa só você que tem
[22:08] dinheiro para investir, que sabe que vai ter uma rentabilidade
[22:12] interessante com os ativos de renda fixa, você pode escolher
[22:15] um ativo pós indexado, né? Pós fixado, CDI, Selic alta.
[22:20] Você pode escolher um ativo indexado da inflação.
[22:23] Está alta, você pode escolher um ativo pré fixado, as
[22:26] rentabilidades estão altas, então pra que que você vai
[22:30] correr risco numa ação? Correr risco num fundo
[22:33] imobiliário? E veja, existem vários fundos
[22:36] imobiliários que estão pagando dividendos e pagando dividendos
[22:40] altos. Eu vou deixar aqui na descrição
[22:42] desse episódio um link em que vocês conseguem acompanhar a
[22:46] agenda completa de dividendos nesse mês, dividendos que serão
[22:49] pagos também por ETFs. Tá, porque os ETFs, que são
[22:54] aqueles fundos negociados na bolsa, também tem distribuição
[22:59] de alguns rendimentos aqui para vocês acompanharem, além desses
[23:02] fundos imobiliários e de renda variável.
[23:04] Agora eu só quero trazer uma explicação breve aqui sobre esse
[23:08] acontecimento, porque é o seguinte, a gente tem comentado
[23:10] aqui bastante. Que é a Selic, que tá em
[23:12] patamares elevados e que isso é contra intuitivo nesse quesito
[23:17] de investimentos, que tem volatilidade.
[23:20] Só que alguns fundos imobiliários, eles são de papel.
[23:25] Os fundos imobiliários, eles são divididos em 2 tipos, os fundos
[23:29] imobiliários de tijolo, que são aqueles que realmente
[23:32] representam alguma edificação, né?
[23:34] Algum prédio que tá cotado em bolsa de valores ou os fundos
[23:39] imobiliários, que tem papel. Tem dívida lá dentro?
[23:43] Ele está exatamente indexado aos Cris.
[23:45] E com esses Cris, que são certificados de recebíveis.
[23:49] É imobiliários que têm rendimentos atrelados ao CDI ou
[23:53] à inflação. Com essas variáveis mais altas,
[23:56] a receita do fundo também aumenta e a isso também,
[23:59] consequentemente, aumentos de dividendos distribuídos aos
[24:02] cotistas. Então veja aqui no momento em
[24:06] que muitos investidores não buscam por esses produtos.
[24:08] Ou seja, você tem mais escassez nesses papéis.
[24:12] Ao mesmo tempo, os juros altos fazendo com que essa essa
[24:17] rentabilidade dos papéis indexados incedeu a inflação
[24:20] também paguem mais. A gente tiver essa distribuição
[24:23] de cota acontecendo de uma forma muito significativa.
[24:26] Então, para quem está nos ouvindo agora que tem o fundo
[24:28] imobiliário, vou deixar aqui essa lista para vocês verem
[24:31] quais vão deixar esses pagamentos de proventos.
[24:33] Então, parabéns por essa carteira diversificada.
[24:36] Para quem não tem, não tem problema.
[24:39] Ao longo aqui dos próximos episódios, a gente vai falar
[24:41] também sobre produtos. Sobre as consequências, sobre o
[24:43] impacto do que está acontecendo no mercado em vários ativos
[24:46] financeiros e quem sabe assim vocês não conseguem criar
[24:49] coragem de entrar num ativo de volatilidade mesmo com juros
[24:52] pagando tanta coisa no momento. Comentem aqui nesse episódio de
[24:56] podcast se vocês têm alguma posição em fundo imobiliário, se
[24:59] tem alguma dúvida, se vocês querem aprender um pouco mais
[25:02] sobre algum outro papel, que quem sabe a gente não comenta um
[25:04] pouquinho mais sobre aquilo que vocês têm interesse em saber,
[25:07] né? É, eu acho.
[25:08] Eu também aprendo. Tenho que tenho que comentar
[25:11] aqui, que eu aprendo muito. Com a Ana, porque eu não sou uma
[25:16] pessoa tão diversificada assim, apesar de ter estudado muito a
[25:19] respeito, é aquilo, né? Casa de ferreiro e espeto é de
[25:22] pau, EEA, diversificação, ela, eu tenho alguma, mas eu acabo
[25:28] não seguindo tão no pé da letra o que eu, o que eu, o que eu
[25:33] estudei durante a academia. Isso é bastante interessante,
[25:37] né? Esses crise e essa oportunidade,
[25:40] né? Nem nem tudo, nem tudo é.
[25:42] É ruim o tempo todo, nem tudo é bom o tempo todo, né?
[25:46] Você tem sempre algumas. Mesmo numa situação de crise,
[25:50] você sempre tem é negócios, rentabilidades, aí é do mercado,
[25:58] oportunidades no mercado acontecendo e é importante.
[26:01] A gente tá ter a Ana aqui para dar esse head, ZAP, né?
[26:06] Para dar esse alerta aí do que que a gente pode encontrar de
[26:11] rentável. Né, pra melhorar as nossas
[26:13] carteiras, né? Eu acho Superinteressante isso
[26:16] essas informações que você traz a.
[26:17] Obrigada Tati. É um reconhecimento mútuo aqui,
[26:21] vou deixar esse esse ativo aqui na descrição desse episódio,
[26:24] acho que falamos sobre tudo, né? A ideia era falar sobre câmbio,
[26:27] eu queria trazer essa notícia sobre os fundos imobiliários.
[26:29] Comentamos também sobre o relatório Fox.
[26:32] Hoje o dia fica com o mercado assim, dentro desse aparato de
[26:36] andar de lado, como a gente chama no mercado financeiro, que
[26:39] é quando a gente não tem nenhuma variação, nem para cima nem para
[26:42] baixo, tem significativa eu nem nem nada, né?
[26:46] É sempre isso assim, é uma coisinha pontual que faz o
[26:48] mercado simplesmente não se mover.
[26:50] A gente continua ali naquele mesmo tipo de situação, naquele
[26:54] mesmo contexto, e ainda assim a gente sabe que todo dia acontece
[26:58] uma coisinha ou outra. É bastante coisa pra gente ir
[27:01] acompanhando e ver o que vai ser refletido no preço, porque vale
[27:05] lembrar que talvez o preço seja aquilo que a gente vê numa tela
[27:09] de negociação, mais valor é aquilo que a gente.
[27:13] Entende? Se vocês gostaram do que
[27:15] aprenderam aqui hoje, sigam a página do podcast, comentem,
[27:18] contem aqui o que vocês mais gostaram e amanhã a gente volta
[27:22] com mais uma leitura. Esse episódio contou com Fontes
[27:25] de Broadcast, InfoMoney, valor infest, b 3 e o CDE.
[27:31] Tchau, tchau. Tchau, tchau.

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