# Episódio #43: Expectativas para o Copom e bolsa em queda

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 16 Jun 2026, 33 min.

Audio: https://anchor.fm/s/11134a258/podcast/play/121582082/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-5-16%2F426279898-44100-2-06f0210292787.m4a

Mesmo com os rumores de um possível acordo entre Irã e EUA reduzindo as tensões geopolíticas, os mercados continuam pressionados. O petróleo Brent voltou a operar abaixo dos US$ 80 por barril, aliviando parte dos temores inflacionários globais, mas isso não foi suficiente para impulsionar a bolsa brasileira, muito pelo contrário, essa foi a principal razão da queda por aqui. Também comentamos sobre as expectativas para a próxima decisão do Copom e o que o mercado espera para os juros no Brasil, além da expectativa da volatilidade com o cenário político no Brasil pré eleições presidenciais. Outro assunto foi a forte valorização da SpaceX. A companhia superou as gigantes Amazon e Microsoft em valor de mercado, reforçando o interesse dos investidores por empresas ligadas à inovação, exploração espacial e inteligência artificial. Conforme falado nesse episódio, conheça o Clube do Livro de Investimentos com o link http://bit.ly/4xFFd99 e use o cupom 3ENCONTROS.

## Transcript

[0:08] Nem tudo que parece barato é oportunidade e nem tudo que
[0:11] parece caro está fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães.
[0:16] Eu sou especialista em investimentos e todos os dias eu
[0:18] venho aqui com Tatiana Pinheiro, doutora em economia.
[0:21] Para traduzir para vocês, nossos ouvintes, o que aparece aqui na
[0:25] nossa tela depois de todo o fechamento de mercado todo dia,
[0:28] um olhar de economia e investimentos para te ajudar a
[0:31] entender o mercado e o que fazer com ele.
[0:34] Se esse é um assunto que te interessa, eu te convido a
[0:36] seguir a página aqui do podcast para que você aprenda todos os
[0:40] dias um pouquinho mais conosco sobre esse universo.
[0:43] Hoje é dia 16/06/2026, são 19 horas e 11 minutos.
[0:50] Esse é o episódio número. 43 tudo bem com você, Tati?
[0:54] Tudo bem? E você, Ana?
[0:56] Tudo. Ótimo e maravilhoso.
[0:58] Estou aqui nos Estados Unidos num outro dia impressionante de
[1:02] fechamento depois do IPO da SpaceX.
[1:06] É impressionante o que está acontecendo com essa empresa.
[1:09] Mas antes de falar disso, quero fazer.
[1:12] O nosso resumo de praxe do nosso mercado brasileiro, que é o que
[1:15] eu acompanho de fato, porque hoje o Ibovespa fechou em queda,
[1:19] né? Mais uma vez, mais um pouquinho
[1:22] de queda, mesmo que seja uma queda pequenininha, ainda em
[1:26] queda. E mesmo que a gente tenha mudado
[1:29] um pouco o contexto, porque parece que a gente realmente
[1:33] está chegando. Num consenso num acordo entre
[1:38] Irã e Estados Unidos por causa do conflito no Golfo Pérsico, o
[1:43] Ibovespa recua um pouquinho, né? Zero 45% fechou ali próximo dos
[1:48] 169000 pontos, mas a principal responsável por essa queda foi a
[1:55] grande. É queda, né?
[1:58] A grande responsável da queda foi a queda real no preço dos do
[2:03] petróleo, né, dos barris de petróleo.
[2:05] Então a gente tá vendo de novo um recuo muito significativo nos
[2:10] preços de petróleo negociados lá fora e que refletem no preço das
[2:13] ações da Petrobras, que também caíram mais de 1% hoje, né?
[2:18] Liderando aí inclusive os papéis mais negociados no dia.
[2:21] Muita venda, muita recompra de gente que vê isso como uma
[2:24] oportunidade também de preço. E a gente vê que o fato dos das
[2:29] ações da Petrobrás terem sido impactadas também traz essa
[2:33] queda impressionante na nossa bolsa.
[2:37] A gente caiu só esse tiquinho, como eu disse, zero 45%.
[2:41] Mas a gente até subiu um pouquinho no entradei ali,
[2:44] fechamos ali, negociamos ali no 170000 pontos por um bom tempo,
[2:48] mas a gente realmente ficou ali para baixo, só para você ter uma
[2:51] ideia. O Brands, que é o petróleo
[2:56] global que a gente usa como referência, fechou hoje a 78.
[3:01] Dólares, pois. É, tá bem perto do que tava
[3:05] antes do início desse conflito. E olha que a gente tava até
[3:09] imaginando que fosse ser mais difícil chegar de volta nesse
[3:12] lugar, porque não se atrapalhou só o fluxo de petróleo, né?
[3:16] Daquele lugar, mas também uma questão de infraestrutura, da
[3:19] produção do próprio petróleo. Enfim, agora eu eu já vou passar
[3:26] para você falar. Só quero mostrar aqui que o
[3:29] dólar está ali também, sempre no mesmo lugar, né?
[3:32] Ali, 5 BRL mais ou menos. Eu que estou ganhando em real e
[3:37] ganhar dando em dólar aqui é que eu não estou gostando dessa
[3:39] história. É, já faz já faz alguns anos que
[3:45] essa história não está muito interessante para nós
[3:47] brasileiros, né? Nós que queremos viajar ou
[3:50] consumir alguma coisa de fora, tá tá bem Salgado, né?
[3:54] A nossa moeda tá está muito fraca perante o dólar, melhorou
[4:00] muito. Se a gente pensar no final de
[4:03] 2024, era bem pior a situação, porque era 6 e 20, 6,20 BRL.
[4:08] Então, olhando em perspectiva, já tivemos pior, mais 5 reais o
[4:13] câmbio e a 5 BRL é é Salgado. É Salgado?
[4:18] Eu te entendo. Agora é, é isso.
[4:23] Eu acho que tem pouco espaço, pelo menos agora que a gente tá
[4:26] entrando nessa reta de eleições, acho que tem pouco espaço para o
[4:30] para esse câmbio ganhar nosso real, ganhar força em relação ao
[4:36] dólar. Mas daqui a pouco a gente fala
[4:37] de Brasil. Eu acho interessante pegar esse
[4:39] gancho aí seu a respeito do acordo desse, desse Alívio.
[4:45] Que essa essa ideia de acordo entre Estados Unidos e Irã, ela
[4:51] tá trazendo pros mercados, né? E também pro petróleo.
[4:55] Então você tem um Alívio imediato e tem um efeito no
[4:58] preço. 79 ainda tá um pouco distante.
[5:01] Eu lembro que antes do lá no final de janeiro, o preço do
[5:05] brent do barril tava lá OOA vista, tava lá 6567, então ainda
[5:12] tem água para passar debaixo dessa ponte, mas. 7879 é
[5:17] dólares. O Brant é muito melhor do que o
[5:20] que já bateu. É sempre bom colocar em
[5:23] perspectiva, né? Então esse preço do barril já
[5:26] bateu 120 130 USD o barril, o que é?
[5:30] Então é bastante coisa, melhorou bastante.
[5:34] É essa, essa melhora que a gente vê que você destacou No No
[5:38] petróleo, que é o ativo que tem, que realmente se tivermos um
[5:42] acordo, ele tem que melhorar. E é os desdobramentos pra bolsa,
[5:47] pra pra ativos de renda variável, renda fixa também, Oo
[5:52] rendimento dos títulos públicos americano deu uma recuadinha, o
[5:56] próprio valor do dólar também caiu, porque você sai, né?
[6:00] Você reduz esse risco geopolítico.
[6:03] E aí o. A moeda que é guarda chuva do
[6:06] mundo, ela, né? Você não tem uma busca, né?
[6:11] Quando você está com um risco muito alto, risco de geopolítico
[6:14] muito alto, então tem aversão a risco.
[6:16] E aí os investidores, eles procuram mais esses ativos
[6:20] livres de risco, procuram a moeda Americana, por exemplo.
[6:23] Que é a reserva de valor do mundo.
[6:26] E aí quando o risco geopolítico diminui, aí essa procura pelo
[6:30] dólar, ela diminui. E esse movimento do dólar, esse
[6:34] recuo, essa perda de valor do dólar nesses últimos dias é
[6:37] justamente isso, né? O os mercados, vendo que essa,
[6:41] esse essa possibilidade agora mais firme de acordo, diminui o
[6:47] risco geopolítico. Então isso tem ganhado força nos
[6:50] mercados agora. A informação central é que é
[6:55] meio truncada, porque assim todo mundo parece nos mercados
[6:58] acreditarem que realmente dessa vez vai dessa vez termos acordo,
[7:02] mas ninguém sabe com quais termos, quais são os termos que
[7:08] estão sendo acordados e o que ventila de termos acordados de
[7:13] quais os termos que foram acordados pelos Estados Unidos e
[7:16] pelo Irã. É, são informações que falam
[7:20] parece assim você, você pergunta assim, você se pergunta será
[7:24] será que eles vão concordar nesse termo que está sendo
[7:27] falado? E aí eu vou trazer algumas, é
[7:30] alguns exemplos, né? Então, o os termos que tem sido
[7:33] ventilados aí do acordo é que Washington permitiria a retomada
[7:38] imediata das exportações iranianas de petróleo e
[7:41] combustível imediato. Assinou o acordo ali na
[7:45] sexta-feira ou. Não vai ser uma assinatura
[7:49] física, vai ser um evento virtual, mas teve lá Oo evento,
[7:53] sexta-feira. Os Estados Unidos libera aí o as
[7:57] exportações de petróleo do Irã é e de combustível do Irã.
[8:02] Além disso, também retira, né, as sanções.
[8:07] É grande parte das sanções que os Estados Unidos tem aí é pro
[8:13] Irã. Será?
[8:14] Você pergunta, será que já vai valer assim?
[8:17] Já vai ser, vai ser esse termo, os Estados Unidos vai aceitar
[8:20] esse termo? E por último, uma coisa que
[8:23] ventilou e que eu falei aqui, Ah, tem lá um fundo de
[8:26] reconstrução que seria uma reparação ao aos.
[8:32] É a destruição que a guerra causou no Irã, que seria paga
[8:35] pelos Estados Unidos, que até a gente falou, 300 bilhões.
[8:38] Bom, essa história mudou. Continua existindo esses 300
[8:42] bilhões, mas vai. É uma composição de um fundo
[8:45] privado. Então, vários países
[8:47] participando, países inclusive, que não participaram do
[8:51] conflito, mas que participariam desse fundo privado de 300
[8:56] bilhões para estimular os investimentos no Irã.
[8:59] Porque como você disse. A pouco a gente falava, olha o
[9:04] quanto que um cessar fogo, um acordo, ele faz o preço do
[9:09] petróleo cair de maneira consistente.
[9:11] Dado que não foi, não é só o fechamento de urnos.
[9:14] Você teve a destruição de uma parte da capacidade produtiva
[9:18] não só do Irã, mas de outros países ali do Golfo Pérsico,
[9:22] Catar, Emirados Árabes, Arábia Saudita e tal.
[9:26] Então esse fundo é justamente. Mais focado, mais mais
[9:31] justamente pra reparação, pra essa reconstrução é do que foi
[9:36] destruído pela guerra. E aí a pergunta será, será que
[9:41] será que são esses? Termos será?
[9:43] Que a gente consegue realmente sentir confortável em acreditar
[9:47] que eles vão é, vão chegar num acordo nesses termos, né?
[9:54] É a ideia? É principalmente pra mim, como
[9:57] economista. A ideia desse fundo privado de
[10:00] 300 bilhões pro Irã me chamou atenção.
[10:03] E Eu Acredito que é importante a gente falar aqui um pouquinho no
[10:07] podcast, porque pode soar estranho à primeira vista, pra
[10:11] quem não lida com economia, com mercado financeiro, fala assim,
[10:15] Ah. Como assim, país que nem
[10:16] participou da guerra, a Europa quis ficar fora da guerra o
[10:19] tempo inteiro. Agora vai colocar um dinheiro
[10:21] ali num fundo para reconstruir uma coisa que ela não destruiu,
[10:24] né? Então, parece estranho, né?
[10:26] Mas pode fazer sentido e tem muito sentido se a gente pensar
[10:32] macroeconomicamente, tá Oo fundo dessa magnitude, ele pode fazer
[10:38] sentido. É sentido econômico, se ele
[10:41] tiver associado. A 3 objetivos, primeiro, de
[10:45] reconstrução de infraestrutura. Segundo, de retomada da produção
[10:50] da produção de petróleo. Terceiro, de reintegração
[10:53] gradual do Irã ao comércio Internacional.
[10:56] Eu diria que o sentido econômico está mais pesado no primeiro e
[10:59] no segundo, a construção e na retomada da produção do Irã,
[11:02] porque o Irã é um produtor relevante e.
[11:07] Aí a gente puxa a história. A história mostra que
[11:09] reconstruções bem sucedidas raramente são movidas apenas por
[11:14] altruísmo, principalmente aí, depois de conflito, depois de
[11:17] pós guerra. Você costuma ver essa?
[11:19] Esse o pessoal se juntando para ajudar na reconstrução.
[11:23] E não é altruísmo não, não é bondade de coração, por exemplo.
[11:27] Plano Marshall ali no pós guerra, né?
[11:30] No pós Segunda Guerra Mundial, ajudou a reconstruir a Europa,
[11:33] mas também abriu mercados, fortaleceu a influência
[11:37] Americana, então abriu mercado para os Estados Unidos,
[11:40] fortaleceu a influência Americana no mundo e criou
[11:43] parceiros comerciais duradouros. Eu tô lembrando o pão Marshall
[11:47] aqui, só para exemplificar. Não tô falando que uma coisa vai
[11:51] ser igual a outra, tá? É só para exemplificar para a
[11:53] gente entender a lógica. Economic, geopolítica que pode
[11:58] estar por trás desse fundo. Investir.
[12:02] Qual é a lógica econômica e geopolítica?
[12:04] Investir para transformar um foco de instabilidade que é hoje
[12:10] lá o Golfo Pérsico é um foco de instabilidade para o mundo.
[12:13] É em uma oportunidade de integração, né?
[12:18] Então, por exemplo, mas tem, tem, tem seus problemas, tá,
[12:22] porque? No plano Marshall, ali no pós
[12:25] guerra a Europa de 1947, ela era composta de aliados que estavam
[12:28] lá com interesse em comum de reconstrução.
[12:31] Já o Irã de hoje ainda representa um ambiente de
[12:35] elevado risco político e jurídico.
[12:37] Assim pros países que vão participar que podem se
[12:42] interessar AA participar. É, as motivações, elas têm que
[12:49] realmente ser além da geopolítica de, olha, pegar um
[12:52] lugar que é instável e garantir que esse lugar fique estável,
[12:56] porque, afinal de contas, ele é importante para o mundo.
[12:58] Tem que ter a motivação econômica.
[13:01] Então, o esses fundos, eles têm que esse fundo tem que sinalizar
[13:06] um acesso preferencial a projetos.
[13:08] Por exemplo, acesso preferencial a projetos de energia, a
[13:12] projetos de infraestrutura, projetos projetos de logísticas,
[13:16] a projeto de mineração de telecomunicação no Irã.
[13:20] Em outras palavras, quem financiar a reconstrução tem que
[13:24] ter esse. Esse apil aí de poder capturar
[13:29] parte desses contratos futuros de reconstrução é é no Irã, né?
[13:36] Então, mas AA viabilidade disso. Então não só esses benefícios,
[13:42] tem que ficar bem claros, como pra viabilizar realmente esses
[13:47] fundos, esse fundo de 300 bilhões vai ser importante ter
[13:51] bem claro, garantias jurídicas e estabilidade política.
[13:56] Proteção contra sanções secundárias, tipo Estados
[14:00] Unidos. O Trump mudou de ideia, voltou
[14:02] AAAA colocar sanção no Irã. Então, esse pessoal para entrar
[14:06] no fundo, apesar de fazer sentido econômico, como eu
[14:09] coloquei aqui, porque pode gerar muito negócio para quem
[14:12] participar. Tem que ter uma garantia
[14:15] institucional aí importante, relevante, inclusive para
[14:19] mudança. De ideia dos Estados Unidos daí
[14:23] a alguns momentos, né? Pra pra pra evitar esse vai e
[14:27] vem que tem sido AA política, é a geopolítica, é a política
[14:32] econômica Americana. Tem sempre um incentivo
[14:35] envolvido, né? É muito.
[14:37] Claro, né? E é muito.
[14:39] Legal que você tenha falado do plano Marshall, porque o plano
[14:44] Marshall ele leva esse nome, mas ele foi um programa mesmo de
[14:48] recuperação. Da Europa pós Segunda Guerra
[14:52] Mundial, que com certeza é um dos grandes responsáveis, né?
[14:57] É uma das ideias responsáveis por deixar inclusive o dólar tão
[15:01] forte quanto está hoje. Porque imagina que você teve
[15:04] ali, né? A originação de muitas
[15:07] organizações multilaterais. Depois do final desse conflito,
[15:10] então. Surge ali a ONU, né, o
[15:13] desdobramento do que hoje é a ONU, a organização mundial do
[15:17] comércio também como um desdobramento do que já foi
[15:19] outra organização no passado. EOFMIO banco mundial mas você vê
[15:24] dos países europeus ficaram endividados em dólar, né?
[15:28] A partir dali em diante, você vê ali uma estabilidade muito
[15:32] grande do capitalismo, mas uma ótica de capitalismo norte
[15:36] Americana, a partir dessa reconstrução, essa cooperação
[15:41] que vem ali dentro disso, desse contexto do ó, eu tô te
[15:44] financiando, eu tô te dando dinheiro, tá?
[15:46] Um vamos ser mais? Economicamente alinhados.
[15:50] Aqui, então tem todo 111 ideia, né?
[15:54] Econômica, baseada numa grande recuperação humanitária, numa
[15:58] política de segurança. Então é muito interessante essa
[16:01] ótica que você trouxe, porque a gente vai ter que entender como
[16:05] é que o mundo vai começar a se desenrolar depois do final desse
[16:08] conflito. E um ponto importante é que.
[16:11] É além dessa lógica econômica que tem que ter por trás e da
[16:15] lógica geopolítica que é isso. É melhor transformar um lugar
[16:19] instável e que é importante para o mundo num lugar estável,
[16:23] garantir que ele seja minimamente estável.
[16:26] Tem risco, mesmo que mesmo que a gente alinhar todos os
[16:29] benefícios, todos os incentivos, ainda tem risco de não dar
[16:34] certo. Nesse caso, o risco chama.
[16:38] A relação chama se Israel e Hezbollah, né?
[16:42] Interessante, aqui a day Economy está 2 semanas, ela já estava
[16:46] falando desse acordo. Ela soltou um artigo falando ali
[16:49] desse possível acordo entre Estados Unidos e Irã e traçando
[16:54] ali os pontos positivos, os pontos negativos, e eles
[16:57] deixaram ali bastante claro, né, que é Oo cenário.
[17:02] Base deles é que teria esse acordo, porque os Estados Unidos
[17:05] e Irã. Eles teriam esse interesse mútuo
[17:09] de acabar logo com o acordo. Os Estados Unidos tem eleição
[17:12] agora. O midterm, em novembro.
[17:15] É o Irã. Perdeu muito, destruiu muito, é
[17:20] do do país com essa guerra, é. É importante para o Irã reaber e
[17:26] ônus, principalmente se ele puder voltar realmente e
[17:29] exportar petróleo, né? Você, se ele se livrar, é dessas
[17:32] sanções. Tem Oo resto do mundo também tem
[17:36] interesse, porque tem um Alívio. Aí das pressões inflacionárias
[17:40] para todo mundo. Mas quem que pode colocar água
[17:44] nesse chope para ser bem direta ao assunto é Israel e Hezbollah.
[17:50] Barra Líbano, né? É se ele se se permanecer um
[17:54] conflito entre eles, né? Se o Israel continuar
[17:58] bombardeando Oo sul do Líbano e esse esse atrito entre Israel e
[18:04] Hezbollah que não tá garantido. Num acordo entre Irã e Estados
[18:08] Unidos pode colocar limite nessa melhora, nesse Alívio limite,
[18:14] nessa redução do risco geopolítico.
[18:16] Pode até em algum momento transformar esse acordo, que
[18:20] provavelmente vai sair até sexta-feira entre Estados Unidos
[18:24] e Irã. Questionável, né?
[18:27] Porque não se a gente quando de acordo com a the Economist, tá
[18:31] de acordo com a the Economist, quando você olha para Israel.
[18:34] É os fatores para Israel? É.
[18:37] Israel vê o enfraquecimento do Iran e do Hezbollah como
[18:40] oportunidade estratégica rara. Então, para Israel, ele quer
[18:44] continuar brigando com o Hezbollah.
[18:45] Ele quer o Hezbollah cada vez mais fraco.
[18:48] Então ele não tem incentivo para parar de bombardear ali.
[18:51] É regiões do Líbano. O governo é israelense, ele tem
[18:55] incentivos também militares principalmente, porque eles
[18:58] também tem eleição e vai ter eleição para governo para
[19:01] primeiro-ministro em outubro. Então, manter essa é esse
[19:06] nacionalismo ali interno, essa é no pro Netanyahu.
[19:11] Ele vê de uma maneira positiva, né?
[19:13] E por e do lado do Hezbollah, é o Hezbollah quer continuar sendo
[19:18] dependente, forte e dominante, né?
[19:21] Né? Então não tem porque esses 2
[19:23] pararem de se atritar. E esse atrito de Israel e
[19:26] Hezbollah pode colocar água no chope?
[19:30] É principalmente nessa euforia entre aspas, né, nesse Alívio
[19:35] que a gente tem visto no preço dos ativos.
[19:38] É Alívio, menos aqui nos Estados Unidos, viu?
[19:41] Porque as bolsas daqui, elas não estão absorvendo muito essa
[19:46] expectativa desse mercado positivo, sabia?
[19:49] Ó, o Dow Jones até fechou em alta mais de zero 64%.
[19:55] OSMP 500 caiu zero 57, né? E a nasa que caiu mais de 1%
[20:01] hoje. Então a gente vê também que
[20:03] aqui, talvez a gente nos Estados Unidos tem um pouco dessa
[20:06] premissa de que, como as empresas, elas também são
[20:09] muitas, né? E muito diversificadas entre si.
[20:13] Eu acho que uma expectativa positiva de resolução desse
[20:16] conflito não impacta diretamente todas elas.
[20:19] Numa questão tão homogênea, por exemplo, você vê que quando a
[20:24] gente tem uma expectativa de resolução desse conflito que
[20:28] impacta no preço Internacional do petróleo, que impacta
[20:31] negativamente o preço das ações da Petrobras, que puxam o nosso
[20:35] índice da bolsa pra baixo, isso não acontece aqui.
[20:39] É claro que existem vários setores diferentes que são
[20:42] impactados também de formas diferentes, mas, por exemplo, o
[20:46] setor bancário hoje aqui ficou super em alta.
[20:49] Goldman Sachs, Bank of América, Citibank avançaram mais de 1%
[20:52] cada uma. Empresa de serviços financeiros,
[20:55] como a Visa, subiu quase 3% hoje, American Express quase 2%
[21:00] hoje. O setor de tecnologia, na
[21:02] contramão do que está acontecendo com a SpaceX, que eu
[21:05] cheguei a falar aqui na introdução, está caindo muito.
[21:08] A Intel caiu quase 9% hoje. A Marvel technology caiu quase
[21:13] 10. É impressionante ver o quanto as
[21:16] ações de tecnologia que estão caindo, mas muito mesmo nessa
[21:19] contramão de SpaceX, que assim tá dando um baile em todo mundo.
[21:23] Tá voando, tá, literalmente. Voando.
[21:26] É isso? Tá voando de foguete para cima e
[21:30] sem dar ré, porque o negócio é o seguinte, você que não
[21:34] investiria nesse IPO como você já trouxe?
[21:39] Você já trouxe a sua opinião anteriormente para quem já
[21:42] acompanhou outros episódios, mas para quem está chegando agora,
[21:45] bem-vindo. Saiba que Tati não entraria no
[21:47] IPO da SpaceX, ela teria perdido 62% de ganhos.
[21:52] Sendo que a gente está no terceiro.
[21:54] Dia de. Negociação 3 dias de negociação,
[21:56] Tati. É meio absurdo isso, o mercado é
[22:00] muito louco. Não, o louco não é, deve ter uma
[22:05] explicação ou várias explicações.
[22:08] Existe. É por trás disso, tem uma
[22:10] racionalidade. É daí é que eu não sei.
[22:14] A racionalidade é questionável, né, já que os investidores, na
[22:18] maioria das vezes, são irracionais, inclusive quando
[22:20] acham que estão sendo racionais. Em tomadas de decisão, posso até
[22:24] falar aqui uma coisinha que você me puxou, um gancho que eu não
[22:26] tava nem pensando em dizer, mas a gente vai ter o terceiro
[22:30] encontro do clube do livro agora dia 25 de junho.
[22:33] Inclusive o primeiro encontro do clube do livro que a gente teve
[22:36] esse ano foi com a nossa convidada, Tatiana Pinheiro.
[22:38] Essa que vos fala aqui recorrentemente nesse episódio
[22:41] de podcast, a gente discutiu um livro muito legal, que são os
[22:44] axiomas de Zurique. E a gente vai ter agora o
[22:47] terceiro encontro, que é a psicologia financeira.
[22:50] Cujo convidado vai ser uma das pessoas que mais lida com viés
[22:53] inconscientes que eu conheço no mercado financeiro brasileiro,
[22:56] que é o gestor de fundo de ações, o João Braga.
[23:00] Ele é da incor asset managements, né?
[23:02] Ele fundou a incor, já foi gestor de outros fundos e a
[23:06] gente vai discutir isso. A.
[23:07] Psicologia financeira, os vieses da irracionalidade, da tomada de
[23:11] decisão financeira para quem quiser fazer parte do clube do
[23:14] livro dá tempo? Eu vou deixar na descrição desse
[23:16] episódio um link para vocês participarem de para vocês
[23:19] participarem desse encontro até os próximos futuros, a gente vai
[23:23] ter mais alguns até o final do ano, sempre com leituras
[23:26] voltadas para essa dinâmica de mercado financeiro.
[23:29] Mas ó, já que a tarde diz que existe explicações, eu realmente
[23:33] quero trazer algumas explicações aqui, né?
[23:36] Para vocês, nossos ouvintes, porque sim, é muito surreal que
[23:41] a SpaceX tem alcançado um valor de mercado já.
[23:45] De. Praticamente 3 trilhões de
[23:47] dólares, né? Ela superou a Microsoft hoje,
[23:50] ela superou a Amazon hoje. Agora ela tá quase chegando na
[23:55] Apple, né? Que é a terceira empresa mais
[23:58] valiosa dos Estados Unidos. Então assim, a Apple que hoje
[24:02] vale. Mais ou menos 4 trilhões de
[24:05] dólares ainda está abaixo da nvidia, por exemplo, né?
[24:10] Tá que é assim a grande explosão mundial mesmo de empresa mais
[24:16] valiosa, hoje aberta nos Estados Unidos e no mundo.
[24:18] E uma coisa bastante importante pra dar noção pro pros nossos
[24:22] ouvintes, né, é de tamanho. Cabe um Brasil na SPACE XO.
[24:29] PIB brasileiro está dentro desses 3 trilhões de dólares.
[24:33] Cabe um Brasil na SPACE. O Brasil gente imagina tudo que
[24:37] o Brasil produz num ano em dólar.
[24:41] É o valor da SPACE x hoje. Não é muito surreal isso?
[24:45] E aí eu até quero falar um pouquinho dessa explicação.
[24:49] Realmente, né? Porque o PIB do Brasil em 2025
[24:51] foi aproximadamente 2 trilhões e meio de dólares.
[24:54] Então chegar a quase 3 trilhões de dólares e já superou isso
[24:58] daí. Uma empresa, né?
[25:00] Uma empresa norte Americana. E o que a gente pode falar de
[25:05] repente sobre esse tipo de explicação é que na hora de se
[25:07] investir numa empresa. Existem 2 tipos de pensamento,
[25:11] um muito comum, que é o valor Invest, né?
[25:14] O velho investing, que ficou muito conhecido na ótica também
[25:19] do Warren Buffett, que é considerado um dos maiores
[25:20] investidores do mundo, que escolhe empresas que são
[25:23] lucrativas, empresas que são grandes geradoras de receita,
[25:27] que não tem nada a ver com isso daqui, porque a SpaceX é uma
[25:30] empresa que dá prejuízo bilionário.
[25:32] Mas como é que é uma empresa que dá prejuízo bilionário e tem um
[25:35] EPO? Fenômeno como esse é exatamente
[25:38] baseado na expectativa desses investidores de que eles estão
[25:41] comprando a empresa no futuro, de que eles não estão
[25:45] preocupados com a geração de caixa agora.
[25:48] Eles nem sabem se a empresa vai dar caixa e quando que a empresa
[25:51] vai dar caixa. Mas eles sabem que essa empresa
[25:53] vai estar se consolidando como uma empresa necessária de
[25:57] infraestrutura no futuro, de que ela vai ter muito crescimento em
[26:00] algum outro momento no futuro. Então, essa expectativa ela é
[26:03] comprada no presente e é isso que justifica toda essa grande
[26:07] demanda do preço dessa ação. E aí é por isso que a gente
[26:11] entra também nessa questão de como é que a gente pensa
[26:14] racionalmente na hora de escolher uma empresa que nem dá
[26:16] resultado positivo. Vale dizer que o nosso segundo
[26:19] encontro do clube do livro, que também já aconteceu depois da
[26:22] Tati, foi exatamente sobre esse livro de velho investing do
[26:27] Benjamin Graham, que foram os debates.
[26:31] Então vou deixar aqui de novo, na descrição desse episódio, um
[26:34] link para vocês aproveitarem e conhecerem os outros encontros,
[26:38] inclusive o que a gente teve com Tatiana Pinheiro.
[26:40] O segundo encontro, que foi com Daniel Haddad, sobre o velho
[26:44] investing, e esse terceiro que vai acontecer dia 25 de junho
[26:48] com o João Braga, sobre a psicologia financeira.
[26:51] Agora a gente já falou tanto hoje Tati, mas tem mais uma
[26:54] informação importante, né? Para você pincelar que na
[26:56] verdade ela só vem amanhã. Tem tem super quarta, amanhã,
[27:00] decisão de juros nos Estados Unidos e decisão de juros aqui
[27:04] no Brasil. A gente vai ficar sabendo na
[27:05] nossa decisão de juros brasileira depois das 6:30 da
[27:08] tarde. Então, o banco central sempre
[27:11] divulga a decisão de juros com o comunicado depois que os
[27:15] mercados estão fechados. É, a expectativa aqui para o
[27:18] Brasil é de corte de juros de zero 25.
[27:21] Então o mercado foi, voltou, foi, voltou, foi, voltou.
[27:23] E aí com um acordo é no Golfo Pérsico, né?
[27:27] A viabilidade de um acordo no Golfo Pérsico, o mercado
[27:30] melhorou um pouquinho do otimismo e passou a precificar.
[27:34] Aí voltou a precificar um corte de zero 25 na taxa Selic, então
[27:39] a taxa Selic caindo de 14 e meio para 1425.
[27:42] Mas o mais importante não é a queda.
[27:46] O mais importante vai ser AO comunicado com o que que o banco
[27:51] central vai informar pros próximos passos.
[27:54] Qual é a avaliação dele de cenário econômico e avaliação
[27:57] pros próximos passos? Eu modestamente, acho que o
[28:01] banco central, como esse acordo ainda não é uma questão firme.
[28:05] O banco central, ele tem que continuar com uma comunicação
[28:09] cautelosa. Colocando o foco no risco e na
[28:13] pressão inflacionária por conta do petróleo e fazendo uma
[28:17] comunicação bastante dura, colocando em dúvida, inclusive,
[28:21] a continuidade do corte da taxa de juros.
[28:24] Porque é importante cair juros é importante.
[28:27] Taxa de juros de 14 e meio por cento no Brasil ou 1425 é
[28:30] extremamente elevada até mesmo para Brasil, que está acostumado
[28:33] com taxa de juros alta, mas. É, já estamos aí com um aperto
[28:40] monetário já há muito tempo e pensando na economia de longo
[28:44] prazo, né? No nosso crescimento econômico
[28:47] de longo prazo, esse patamar de juros não é nem um pouco
[28:51] saudável. Mas aí voltando um pouquinho.
[28:54] É uma só, um ponto, então vamos ficar de olho.
[28:57] Amanhã vamos debater aqui a decisão de é política monetária,
[29:02] mas hoje o que moveu o mercado aqui no Brasil não foi SPACE x
[29:06] acho que ninguém tá olhando a SPACE x aqui no Brasil.
[29:08] Infelizmente é o acordo, sim, as pessoas olham, mas o mais
[29:13] importante aqui não foi o acordo, né?
[29:16] A possibilidade desse acordo aí se aproximando. sexta-feira foi
[29:20] a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto.
[29:24] Né? Então ACNTMDA divulgou pesquisa
[29:28] de intenção de voto pra presidência da República, aonde
[29:32] no cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro,
[29:37] que são os 2. Primeiro, são os 2 principais
[29:39] candidatos ali na pesquisa para primeiro turno, são os que
[29:43] aparecem em primeiro e segundo lugar na pesquisa de segundo
[29:46] turno. A intenção de voto do Lula
[29:49] aumentou de 44,9% para 49,3% então quase uns 5 pontos de
[29:57] alta. É 4 a 5 pontos de alta, é na
[30:01] intenção de voto do Lula e a do Flávio caiu de 40,2% para 36,8%
[30:09] então quase uns 3 pontos de queda.
[30:12] Então a diferença entre Lula EE Flávio Bolsonaro para o segundo
[30:17] turno ampliou de 5 pontos que tava ali na pesquisa de abril
[30:21] para 12 pontos agora na pesquisa de junho.
[30:24] E aí, meus caros, é mercado. Piorou, né?
[30:30] O câmbio depreciou um pouquinho, foi para 5, é 5,09 BRL juros
[30:36] também ficou AA curva longa, aí também mais sofrida.
[30:40] Por quê? Porque é aquela máxima que a
[30:42] gente é sempre, destaca aqui qual Oo pro mercado é bom a
[30:47] alternância de poder. Então, quando o mercado percebe
[30:50] menor chance de alternância de poder, ele fica mais pessimista
[30:55] com o resultado fiscal e aí ele exige mais prêmio nos.
[30:59] Os preços de todos os ativos, seja isso, câmbio, seja curva de
[31:03] juros, então pra frente, né? A gente deve ver essas pesquisas
[31:09] de intenção de voto e o debate eleitoral pesando cada vez mais
[31:13] nos preços dos ativos. Então é bom ficar de olho nessas
[31:16] pesquisas porque, por exemplo, essa CMTMDA, de acordo com uma
[31:22] pesquisa do Research do BTG, que foi divulgada alguma semana,
[31:26] alguns meses atrás, é, ela tem sido.
[31:29] A mais assertiva em termos de é o que ela dá de intenção de voto
[31:34] e os votos de fato, nas eleições, ela tem sido a mais
[31:38] assertiva entre todas as as instituições de pesquisa de
[31:43] opinião pública. Então bom ficar de olho.
[31:46] Isso aí Tati importantíssimo pra a gente ficar de olho mesmo em
[31:49] resultado eleitoral no Brasil. Vamos acompanhando as cenas dos
[31:53] próximos capítulos, muito assunto hoje né?
[31:55] Muito assunto hoje. Então se você gostou do que
[31:57] aprendeu aqui, segue a página do podcast, comente, a gente adora
[32:00] ver os comentários de vocês, conte o que vocês mais gostaram
[32:04] e a gente volta amanhã com mais uma leitura.
[32:07] Vale lembrar que no final preço é o que aparece, mais valor é o
[32:10] que você entende. Esse episódio contou com Fontes
[32:14] de Broadcast. The Economist, valor Invest,
[32:18] InfoMoney, BTG Pactual Research, cn, TM, DAEG1.
[32:23] Amanhã a gente volta com mais uma leitura, tchau, tchau.
[32:27] Tchau, tchau.

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