# Espisodio #18: Banco Central segura câmbio, um novo IPO depois de 5 anos e agenda de Lula e Trump em washington

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 6 May 2026, 31 min.

Audio: https://anchor.fm/s/11134a258/podcast/play/119606656/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-4-6%2F423639002-44100-2-b68f8b09b4a4c.m4a

Hoje discutimos o movimento Banco Central no mercado de câmbio, o swap reverso, analisando porque a autoridade monetária decidiu atuar e quais os possíveis impactos dessa intervenção para o controle do câmbio. Também comentamos o primeiro IPO relevante após um hiato de cerca de 5 anos no mercado brasileiro, debatendo o que essa reabertura sinaliza sobre o apetite a risco, o cenário de juros e o humor dos investidores. Por fim, trouxemos uma leitura sobre a agenda internacional, com os compromissos de Lula e Trump em Washington, avaliando os possíveis desdobramentos políticos e econômicos e como esses encontros podem influenciar expectativas globais e locais.

## Transcript

[0:07] Nem tudo que parece barato é oportunidade e nem tudo que
[0:11] parece caro tá fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães.
[0:15] Eu sou especialista em investimentos e todos os dias eu
[0:17] venho aqui com Tatiana Pinheiro, doutora em economia, pra
[0:21] traduzir pra vocês, nossos ouvintes.
[0:23] O que aparece aqui na nossa tela depois de todo o fechamento de
[0:26] mercado todo dia? Um olhar de economia e
[0:28] investimentos para te ajudar a entender o mercado e o que fazer
[0:31] com ele. Então, se esse é um assunto que
[0:33] te interessa, eu te eu te convido a seguir aqui.
[0:35] A página do podcast está no preço para que todos os dias
[0:39] você aprenda um pouquinho mais conosco sobre esse universo.
[0:42] Hoje é dia 6/05/2026, são 18 horas e 53 minutos.
[0:47] Esse é o nosso episódio número 18, tudo bem com você?
[0:51] Tatiana tudo bem, tudo bem, boa noite aos nossos ouvintes.
[0:56] Não, que bom ó. Hoje eu vou começar aqui com o
[0:58] resumo de praxe, que é para a gente trazer o que que
[1:01] aconteceu. No mercado financeiro, Ibovespa
[1:03] subiu meio por cento ali, um pouquinho acima dos 187000
[1:06] pontos, impulsionado pela vale, que atualmente, dentro do índice
[1:12] Ibovespa, tem o maior nível de representatividade.
[1:15] Como o cenário Internacional hoje teve uma valorização do
[1:18] minério de ferro, isso acabou refletindo também no desempenho
[1:22] da empresa diretamente. Mas o que aconteceu hoje também
[1:25] foi um aumento do preço de dólar.
[1:28] Ele subiu só zero ponto, 18%. Mas como?
[1:31] São muitas casas decimais que a gente acompanha.
[1:33] A gente tem ali as negociações sendo encerradas a 4,920, 7 BRL
[1:39] e assim sucessivamente. E aí só quero comentar um ponto
[1:42] aqui porque muitas, muitas pessoas que me seguem nas redes
[1:44] sociais acompanham meus conteúdos financeiros.
[1:47] Seja no YouTube, seja no Instagram.
[1:49] Me perguntam, depois de um fechamento de mercado como o de
[1:51] hoje, como é possível que a bolsa suba e o dólar suba
[1:56] também? Porque para algumas pessoas,
[1:57] parece meio óbvio que se a nossa bolsa sobe, o dólar tem que
[2:00] cair. Ou.
[2:02] Se a nossa bolsa cai, o dólar tem que subir, então o que
[2:05] acontece, na verdade, é que não existe uma combinação.
[2:09] Entre Ibovespa e dólar, são variáveis bem desconectadas,
[2:13] então o saldo do dia foi exatamente esse.
[2:16] O índice da bolsa brasileira seguiu esse script de alta
[2:19] diante de uma possibilidade do fim da guerra do Oriente médio,
[2:22] que eu já nem aguento mais esse assunto, pra falar a verdade com
[2:24] vocês, eu acho que a gente já normalizou, já virou padrão.
[2:27] Essa, essa nova realidade, a gente está sempre ali, não
[2:29] resolve, não resolve. Acho que agora a gente já pode
[2:32] considerar isso até um cenário. Fixo.
[2:35] Pelo menos até a gente tem alguma novidade muito diferente.
[2:38] E a gente vê que a moeda norte Americana, né?
[2:42] Subiu também. E mostra também que ela segue
[2:46] ainda esse contexto que lá fora o dólar continua sendo uma moeda
[2:52] ainda muito visada e buscada pelos investidores nesse
[2:56] contexto de instabilidade Internacional.
[2:59] E aí eu quero trazer uma informação para vocês, o que
[3:01] aconteceu hoje? Porque quando o nosso banco
[3:04] central vê? Né?
[3:05] Que tem uma variação muito grande de dólar, ele faz um
[3:10] swap. Swap é um nome que a gente usa
[3:13] no mercado financeiro pra um mercado de troca.
[3:16] E o que aconteceu hoje, na verdade, foi um swap cambial
[3:20] reverso do banco central. E eu vou rapidamente falar sobre
[3:25] isso porque eu quero muito passar.
[3:27] A palavra sobre esse assunto, quando a gente fala de câmbio,
[3:30] de juros, né, de macroeconomia no geral, prefiro passar a
[3:33] palavra para nossa economista aqui presente, mas só para
[3:35] trazer um resumo para vocês. É muito curioso dizer que o
[3:38] banco central usou esse instrumento, né?
[3:40] De swap cambial reverso no dia de hoje que ele não aparecia
[3:44] desde 2016. Esse tipo de intervenção, ele é
[3:47] raro mesmo de acontecer, porque a gente tem um regime que a
[3:51] gente chama de câmbio flutuante. Então o dólar pode oscilar
[3:54] livremente de acordo com as condições do mercado.
[3:57] E quando o banco central entra para movimentos desse tipo,
[4:00] geralmente é porque tem algum tipo de disfuncionalidade.
[4:02] Então é um movimento que está muito rápido, muito
[4:05] desorganizado, né? E aí ele acaba sendo bastante
[4:09] atuante. O que que é um swap cambial?
[4:11] Ele é um contrato financeiro. Ele troca ali a rentabilidade
[4:14] entre 2 partes. Uma das partes é o banco
[4:17] central. Não existe uma troca física, né?
[4:20] De moeda. O que se troca ali é uma
[4:22] variação de 2 indicadores ao longo do tempo.
[4:25] Então, geralmente essa troca envolve, de um lado, a variação
[4:29] do dólar e do outro, a variação da taxa de juros doméstica, que
[4:32] a gente conhece como CDI. Então, uma das partes fica
[4:35] exposta ao dólar e a outra fica exposta a taxa de juros.
[4:39] Isso acontece no mercado financeiro, principalmente entre
[4:41] os bancos. Né?
[4:43] Algumas empresas, alguns investidores institucionais
[4:45] também podem entrar, mas quando o banco central entra, ele passa
[4:48] a ser uma das pontas dessa operação.
[4:50] Como eu mencionei para vocês, ele assume uma posição muito
[4:54] equivalente a estar vendido em dólar, que ele entra quando a
[4:57] moeda está subindo muito, e aí ele oferece proteção para o
[5:00] mercado. Mas esse swap cambial reverso,
[5:02] que foi o que aconteceu hoje, é exatamente o oposto, o banco
[5:05] central assume uma posição equivalente a estar comprado em
[5:09] dólar no mercado futuro. E aí, Tati?
[5:12] Eu queria que você explique. Ficasse para a nossa audiência.
[5:14] Por que que o banco central faz esse tipo de operação?
[5:17] O que que acontece? Que que são esses contratos?
[5:19] Por que que isso está acontecendo?
[5:21] Por que que você acha que isso aconteceu?
[5:23] Hoje, então, Oo anúncio do leilão foi ontem à noite, depois
[5:29] do fechamento do mercado, então? É, parece.
[5:33] Tudo indica que foi por conta do movimento de ontem.
[5:36] Lembra que a gente comentou ontem?
[5:38] O real fechou a 4 e 91 centavos e foi a melhor moeda em termos
[5:45] de performance do dia entre os emergentes.
[5:49] Então foi um movimento muito forte, né?
[5:50] Porque a gente tava como se vocês devem lembrar, a gente
[5:54] tava ali no sub 5, sub 5 era 4 e 97, 4 e 98 no máximo.
[6:01] A gente viu 14 e 96 e aí subia para 55 em alguma coisa voltava,
[6:06] ficava ali naquele zigue zague no sub 5.
[6:09] E de ontem ele chegou a 4 e 90, quase batendo ali 4 e 88.
[6:16] Então o movimento foi muito forte.
[6:18] E aí o banco central divulgou, né?
[6:20] Anunciou esse swap reverso depois que o mercado fechou.
[6:25] Então acho que foi muito motivado pelo movimento de
[6:29] ontem. Agora, acabou influenciando,
[6:33] obviamente, acabou influenciando OA cotação do real hoje, né?
[6:37] A cotação do dólar, da relação real ao dólar hoje porque?
[6:42] Porque no final das contas, foi porque você é mostrou.
[6:46] Essa operação de swap reverso, ela é antítese do do swap
[6:52] cambial. Então, no swap cambial, o banco
[6:55] central, ele vende dólar no mercado, né?
[6:57] Então ele dá dólar para o mercado, ele né, tira Oo risco
[7:03] de dólar do mercado e é No No swap reverso ele tá pegando, né,
[7:10] o dólar, né? Futuro.
[7:12] Ele tá pegando o risco de dólar futuro.
[7:16] Ou seja, ele está comprando dólar, né?
[7:18] E isso acabou, né? Comprou o dólar, acabou
[7:21] pressionando um pouco AA moeda para cima.
[7:24] Teve outras coisas também, né? Teve a realização de lucros,
[7:28] porque você já estava no movimento já algum.
[7:31] Alguns dias de valorização é do real.
[7:35] E você teve também é o mercado ajustando suas posições, né?
[7:39] O mercado de moedas ajustando suas posições, mas eu acho que
[7:43] principalmente foi OOO swap reverso que acabou trazendo esse
[7:48] esse câmbio pra 4 e 92, o que os analistas né o os operadores é
[7:55] No No mercado de renda fixa, eles acham?
[8:00] Como motivador de somente do swap reverso foi é o banco
[8:05] central tentando reduzir um pouco AO seu saldo de exposição
[8:11] em swaps cambiais o até março, o saldo de swap cambial do banco
[8:17] central era de 99 bilhões de dólares.
[8:23] Né? Então esse swap reverso ele
[8:24] reduz um pouco, mas muito pouco na margem, porque o que foi
[8:28] vendido foi foram 10, é 10000 contratos, o equivalente a
[8:32] 500000000 de dólares. Então é muito pouquinho, né?
[8:35] Foi um ajuste muito, é fino nesse total desse saldo de de
[8:41] swap cambial. Por que que o banco central se
[8:44] incomoda ou se incomodaria com esse saldo e que para mim não é
[8:47] muito claro por que, porque o como você bem disse.
[8:52] O contrato de Suape ele é é liquidado, ou seja, ele é pago
[8:59] entre as partes em reais. Ele não envolve campi.
[9:03] Só que ele tá garantindo pra parte que vendeu, que saiu da
[9:07] posição de dólar, ele tá garantindo pra pra essa parte a
[9:11] variação do dólar, seja ela qual for, porque a pessoa não queria
[9:14] a variação do dólar, ela vendeu, então tá garantindo a variação
[9:18] do dólar pra essa pessoa e pra outra parte.
[9:21] Tá garantindo AA variação dos juros, que no caso é OCDI.
[9:27] Mas essa liquidação é é é feita em reais.
[9:32] Então ela não impacta reservas internacionais, por exemplo, né?
[9:36] Normalmente o mercado faz muito essa conta.
[9:39] Ah, as reservas internacionais são 368 bilhões, mas líquido de
[9:44] suapes ela é 270 bilhões, 271 bilhões.
[9:50] Muita gente usa esse número pra pra ver qual que é o volume real
[9:55] real das reservas. Mas o volume da real das
[9:59] reservas, eu lhe digo, é 368 bilhões de dólares.
[10:05] Por quê? Porque os contratos de swap,
[10:08] eles são pagos em real, então nunca vai abater de reservas e.
[10:15] As pessoas gostam de olhar esse número líquido de swaps, talvez
[10:18] o banco central se incomode quando o saldo de swaps fica
[10:22] muito grande, mas na realidade, mesmo olhando o número, esse
[10:27] número líquido de reserva de líquido de swaps, as reservas
[10:32] internacionais. São muito altas no Brasil, 270
[10:36] bilhões. É bastante coisa.
[10:37] É uma posição bastante confortável.
[10:39] Eu costumo dizer que desde 2006, quando a gente começou acumular
[10:44] reservas e também registrar superávit, balança comercial
[10:47] anual, todos, né? Todos os anos o Brasil saiu da.
[10:55] Da vulnerabilidade externa, né? O Brasil, ele, durante muito
[10:59] tempo e até 2006, é vulnerável com relação às contas externas.
[11:04] Então a gente vivia fazendo eu, como economista, vivia fazendo
[11:07] conta de de fechamento para saber se aí a gente se o Brasil
[11:11] IA ter reservas o suficiente de visas, dólar suficiente para
[11:15] fazer pagamento. Né?
[11:17] Fazer frente a todos os gastos, né?
[11:20] Juros da dívida externa, o déficit da balança comercial, os
[11:25] serviços pagos. A gente vivia fazendo essa conta
[11:29] porque muitas vezes essa conta não fechava.
[11:31] Daí os os vários programas com FMI, de de ajuda financeira com
[11:37] FMI. Mas desde 2006 a gente virou
[11:40] essa página. Então a gente virou essa página
[11:43] de vulnerabilidade externa. Desde 2006 a gente virou essa
[11:49] página. Então a gente não é mais
[11:50] vulnerável nas contas externas. Mas mesmo assim, de tempos em
[11:56] tempos, a gente tem 11 pressão, seja por movimentos externos ou
[12:02] movimentos domésticos, né? Seja por uma crise externa ou
[12:05] por uma crise doméstica. É mais recentemente, lá em
[12:09] dezembro de 2026, quando o câmbio bateu mais, foi para cima
[12:15] de 6 BRL o dólar. O banco central fez bastante
[12:19] atuação de swap, não o reverso, o tradicional, ou seja, para dar
[12:24] essa cobertura de dólar é para o mercado e também vendeu muito
[12:28] dólar a vista. Mas são nesses momentos é que
[12:32] você tem o banco central fazendo alguma intervenção no mercado em
[12:35] momentos que você tem uma oscilação muito.
[12:37] Grande. Então, ali no fechamento de no
[12:40] final de 2024, a gente teve uma pressão muito grande no câmbio.
[12:44] O câmbio perdeu o valor, né? Depreciou assim como no começo
[12:48] ali é ali, entre 2010 e 2011, a gente teve um movimento de
[12:53] apreciação muito forte no do do real.
[12:58] E aí o banco central atuava justamente ao contrário, né?
[13:01] Comprando. Dólar para tentar conter é essa
[13:05] apreciação do real. Então você tem esses movimentos
[13:08] do do banco central mais recentemente, o que o banco
[13:11] central tem feito muito é swap reverso.
[13:14] Com é. É um casadão que dizem, né?
[13:16] No mercado que ele faz o swap reverso, mas ele faz a venda de
[13:20] dólar é à vista no mercado. Então, em conjunto, sozinho, foi
[13:25] o que você falou, só swap reverso.
[13:27] Fazia muito tempo que ele não fazia, e a única explicação que
[13:31] os analistas tiveram foi de redução do saldo do swap
[13:36] tradicional. Mas como eu mostrei aqui na
[13:39] conta, é muito pouquinho. Reduziu 500000000.
[13:42] De um saldo de 99 bilhões. Então é muito pouco e pouco
[13:45] importa também porque, de novo, essa operação é feita em reais,
[13:49] não afeta reservas internacionais.
[13:52] Nossas reservas na nacionais são gigantes.
[13:55] Não é por aí o nosso problema. É, fica muito claro que o
[13:59] objetivo é realmente manter esse funcionamento mais equilibrado
[14:02] do mercado de câmbio, né? Muito legal.
[14:04] Muito obrigada pela aula. Vamos mudar de assunto e trazer
[14:07] uma notícia boa aqui para os nossos ouvintes.
[14:09] Porque eu não sei se a gente tem muitos investidores há muito
[14:13] tempo, ou se a gente tem novos investidores ou pessoas querendo
[14:15] começar a investir. Mas uma coisa é unânime, no
[14:18] mercado de bolsa do Brasil, já faz um tempo que a gente está
[14:21] numa seca de IP os o que que é uma seca de IP?
[14:25] Os. A gente não tem visto novas
[14:28] empresas abrindo capital na bolsa de valores.
[14:30] Aliás, muito pelo contrário. A gente viu muitas empresas
[14:33] fechando o capital na bolsa nos últimos anos e muitas empresas
[14:36] saindo da bolsa brasileira para ser listada em bolsas
[14:40] internacionais para acessar outros mercados.
[14:43] Mas isso mudou? Hoje, porque amanhã a gente vai
[14:47] ter a primeira oferta pública inicial, né?
[14:51] A gente chama de IPO em inglês, mas em português, oferta pública
[14:55] inicial. Depois desse jejum de quase 5
[14:59] anos na nossa bolsa, a empresa que vai abrir capital se chama
[15:02] Compass. Não sei se fala inglês, né?
[15:04] Estou aqui falando desse jeito, mas Compass, Compass.
[15:09] Ela é uma empresa do setor de gás da Cosan.
[15:13] A empresa ainda não divulgou quanto vai custar ação.
[15:15] O valor deve ser publicado amanhã, dia 7 de maio, através
[15:19] de um fato relevante para seguir todo toda a estrutura, né legal
[15:24] de abertura de capital na bolsa, mas o papel pode ser precificado
[15:28] ali dentro de uma faixa indicativa que já foi
[15:31] estabelecido no prospecto oficial que tá ali entre 28 BRL
[15:35] e 35 BRL. Então é interessante aqui pra
[15:39] gente ver o que que tá acontecendo, porque vamos
[15:41] lembrar pra quem tá acompanhando os outros episódios aqui.
[15:44] A gente acabou de ver o nosso Copom, comitê de política
[15:47] monetária, cortando a taxa básica de juros muito pouquinho.
[15:50] A gente ainda tá no patamar alto, 14 e meio por cento.
[15:53] E por mais que a gente ainda esteja ali nesse patamar alto,
[15:57] essa mínima queda até tende a favorecer, sim, a bolsa por si
[16:01] só. A gente vê que cai um pouquinho
[16:03] a rentabilidade oferecida na renda fixa no longo prazo.
[16:07] Isso favorece a expansão de investimentos por parte das
[16:09] empresas, que vão pagar menos pelo crédito, embora embora isso
[16:14] ainda esteja dentro de um patamar bastante elevado, né?
[16:18] A Compass, só para trazer um pouquinho de contexto sobre a
[16:21] empresa, ela é uma plataforma de negócio.
[16:24] De gás, com atividades que abrangem a distribuição de gás
[16:28] natural canalizado, a originação, a comercialização e
[16:32] a infraestrutura do suprimento de gás.
[16:33] Então tem também o desenvolvimento de soluções
[16:36] alinhadas à transição energética, incluindo alguns
[16:39] projetos de biometano. É uma empresa que integra o
[16:43] grupo econômico da Cosan, né? Que atua nos ramos de energia,
[16:47] logística, infraestrutura e pode tá aí no radar de alguns
[16:51] investidores que queiram olhar para isso.
[16:53] Isso teve um outro episódio que a gente falou aqui, que eu falei
[16:56] que eu IA começar a monitorar as ações da Copel e agora vou
[16:59] colocar mais uma ação aqui para a gente ficar vendo ao longo do
[17:02] ano que vai ser. Acompanhada.
[17:04] Só depois que ela for licitada de fato, que ainda não foi.
[17:07] Sabe que você falando, Aninha? É é uma coisa bastante
[17:11] interessante, né? Tem a ver um pouco também com
[17:14] juros. É uma empresa.
[17:17] Ela tem 2 formas de se financiar, né?
[17:19] Ela pode emitir dívida e pagar juros.
[17:24] Ou ela pode emitir ações. Oo endividamento, né?
[17:29] OA obtenção de dinheiro de financiamento via ações é mais
[17:33] barata. Ela é muito interessante para as
[17:35] empresas, né? Num ambiente saudável, numa
[17:38] economia saudável, é as empresas.
[17:41] Elas optam por emitir ações porque é muito saudável para
[17:46] empresa essa forma de endividamento, conseguir capital
[17:49] para o investimento que ela precisa com emissão de ações.
[17:52] Né? Você não tem nenhum
[17:53] comprometimento de pagamento de juros futuro.
[17:55] A futuro é, vai depender do desempenho da empresa que você
[17:59] vai pagar os dividendos, né? E isso tem muito a ver com esse
[18:02] patamar de juros. Por mais que caiu, caiu muito
[18:04] pouco. O que a gente tá vendo aí é, são
[18:06] empresas que estão emitindo dívida, emitindo.
[18:09] É IPCA mais 7, IPCA mais 8, porque é Oo título do do
[18:15] Tesouro, tá? IPCA mais 7.
[18:17] Então as empresas, mesmo empresas de primeira linha, que
[18:21] a gente fala de é high grade, né?
[18:25] De de bem cotadas, né, bem bem avaliadas.
[18:30] Elas, elas tem que emitir com com com algum prêmio ali, muitas
[18:36] vezes. Acima do que as NTNB estão
[18:39] pagando, né? Então é bastante interessante é
[18:44] que essa empresa esteja esteja usando aí essa forma de
[18:48] financiamento, que é mais barata.
[18:50] Faz todo sentido, porque a Compass, por mais que ela seja
[18:54] da da Cosan, é, eu acho que uma emissão de dívida de juros seria
[19:00] o IPCA mais, né? Seria uma NTNBE, mais um prêmio,
[19:04] né? O rentabilidade NB é mais um
[19:06] prêmio. E muitas vezes a gente a gente
[19:09] já falou aqui é no nosso podcast, que assim imagina, né?
[19:13] Que tipo de negócio tem? Tem faturamento crescendo acima
[19:19] de 15% ao ano. Que tipo de negócio é esse, né?
[19:22] Que não são todos os negócios que conseguem crescer o
[19:25] faturamento a 20%, 25% ao ano? Porque é é só esse tipo de
[19:32] negócio que consegue fazer frente ao endividamento que
[19:35] corre a 15 perfeito, então é bastante positivo.
[19:38] Aí essa emissão de dívida. É estranha a gente ter passado
[19:42] tanto tempo sem emissão de IPO, sendo que a gente está no
[19:47] movimento de alta de juros desde 2022, vale lembrar.
[19:50] Então é é bem positivo. Agora trocando de assunto,
[19:54] Aninha. Vamos, deixa eu só apontar,
[19:57] vamos trocar de assunto? Falou que eu gostei muito só
[19:59] para os nossos. Os ouvintes, como a gente tem 11
[20:04] audiência bastante ampla em conhecimento financeiro, né?
[20:07] Não dá para a gente saber quem é muito iniciante ou intermediário
[20:10] ou muito avançado nesse mercado de investimentos.
[20:12] Inclusive sintam se à vontade para comentar.
[20:14] Aqui no podcast tem mapa de comentários, a gente vai adorar
[20:17] conhecer vocês, saber a opinião de vocês, o que vocês estão
[20:19] aprendendo. Eu até comentei isso, ou investi
[20:21] é há muitos anos ou estou começando agora, quero começar,
[20:24] mas a Tati trouxe um ponto extremamente relevante aqui.
[20:27] A gente vai encerrar esse assunto, mas é dizer o seguinte,
[20:30] se o Tesouro direto hoje entrega um título público que a gente
[20:34] considera como o mais seguro do mercado de renda fixa, já
[20:37] entregando um prêmio de pelo menos IPCA +7%, essas empresas
[20:41] têm que entregar uma rentabilidade que seja muito
[20:43] atrativa para os investidores. Mas a gente tem que lembrar que
[20:45] ela tem que conseguir pagar, então realmente fica muito
[20:48] difícil, né, Tati? Por isso que as ações aí.
[20:50] Acabam sendo realmente uma alternativa para para as
[20:54] empresas, mas também o cenário não estava tão favorável assim
[20:58] para as empresas abrirem capital na bolsa, porque a gente tem
[21:00] outras variáveis para serem levadas em consideração que a
[21:03] gente pode falar sobre isso em um outro.
[21:05] Momento que agora a gente. Tem que falar.
[21:07] A gente tem que falar do assunto que você quer falar.
[21:09] Eu estou feliz de falar sobre isso.
[21:15] Então vamos, vamos falar, vamos falar que a gente está aqui para
[21:17] falar as verdades. Bom, então temos uma viagem.
[21:21] Hoje o presidente Lula embarca pros Estados Unidos, ele tem uma
[21:26] reunião com a Casa Branca. A gente falou disso ontem, né?
[21:29] Que foi confirmado tanto pelo governo aqui do brasileiro
[21:33] quanto pela Casa Branca, essa reunião e ao mesmo tempo que a
[21:38] gente tá vendo uma movimentação na no Congresso bastante
[21:42] interessante, que é a evolução. Do projeto que institui?
[21:48] De um projeto de lei que institui a política nacional de
[21:51] minerais críticos e estratégicos.
[21:54] Que que a gente está falando aqui de minerais críticos e
[21:56] estratégicos. Estamos falando de terras raras.
[21:58] A gente não tem ainda uma regulação para.
[22:01] Isso a gente não tem ainda um Marco regulatório pra isso, pra
[22:03] exploração, como é que é? Quem que define o que que pode
[22:07] ser explorado ou não entre Ibama?
[22:09] Não entra Ibama tem uma participação grande do do
[22:12] governo Na Na estruturação. Como é que é, né?
[22:16] O como é que vai ser dividido os proventos aí do que vier dessa
[22:22] extração? Então isso está caminhando na
[22:24] Câmara dos deputados aí depois disso também, se não me engano.
[22:27] Tem que ser aprovado no Senado, mas o Arnaldo Jardim, o deputado
[22:33] do cidadania, é que é o relator desse desse projeto.
[22:36] Ele apresentou o projeto na segunda-feira e hoje tem o
[22:39] movimento do tá está na pauta, não é?
[22:43] Isso é um jargão que é muito usado, né?
[22:46] Então, OOO. Presidente da Câmara dos
[22:51] deputados, Hugo Mota pautou. Essa esse projeto de lei para
[22:56] ser votado hoje, não sei se vai ser votado hoje ou amanhã, mas
[22:59] ele está na pauta, né, para votação.
[23:02] Isso tem tudo a ver com a ida, eu acho.
[23:05] Aí minha opinião com a ida é do Lula, é, entre outras coisas,
[23:10] com a ida do, entre outros motivos que levam o Lula para
[23:15] Casa Branca. Por quê?
[23:16] Porque a gente sabe, né, o que que a gente olhando a história é
[23:21] a década de 80. A gente tinha uma influência,
[23:24] uma presença nos Estados Unidos, na nas Américas muito forte.
[23:29] América Latina era meio que quintal dos Estados Unidos.
[23:33] Então ele tinha muita presença, muito financiamento naquele
[23:37] momento, o principal parceiro comercial que faz todo sentido
[23:41] porque a gente está no mesmo continente, é era da dos países,
[23:45] era os. Estados Unidos e aí, década de
[23:49] 90 anos 2000, os Estados Unidos começou a se envolver com outras
[23:54] questões geopolíticas. E ele esqueceu, né?
[23:57] Completamente a América Latina. E o que a gente viu foi um
[24:00] movimento muito grande do capital chinês e outros capitais
[24:04] na América Latina. Tanto que, por exemplo, o
[24:07] Brasil, o principal parceiro comercial, o principal destino
[24:12] de exportações brasileiras é China.
[24:15] No ano passado, nós exportamos para China 100 bilhões de
[24:19] dólares. O segundo maior parceiro é a
[24:22] zona do euro, e a gente exportou 4445 bilhões de dólares.
[24:27] Ou seja, a gente exporta mais do que o dobro para China do que a
[24:31] gente exporta para o segundo colocado.
[24:33] E Estados Unidos virou terceiro colocado nessa história.
[24:36] Com 40 bilhões de exportação. E assim, isso porque o parifaço
[24:41] não atrapalhou tanto as nossas exportações.
[24:43] Mas tudo isso para mostrar que os Estados Unidos foi perdendo a
[24:47] América Latina. Só que no meio do caminho tinha
[24:50] uma Pedra, tinha uma Pedra no meio do caminho.
[24:52] A América Latina é riquíssima em terras terras raras, que é o
[24:58] nome do jogo para economia mundial para os próximos 30
[25:03] anos. Terras raras é o que você é um
[25:06] componente essencial para chips, a menos que a gente mude a
[25:09] tecnologia, mas é um componente essencial para chips, outra
[25:13] coisa que a América Latina é riquíssima, principalmente por
[25:16] conta do Brasil. Mas a América Latina como um
[25:18] todo em água, que também é o nome do jogo da economia para
[25:23] frente. Por quê?
[25:24] Porque você precisa de energia, né?
[25:27] A América Latina tem energia barata, você precisa de energia
[25:30] para fazer os datacenters para. Pra fazer essa inteligência
[25:34] artificial acontecer, né? Então é quando os Estados Unidos
[25:41] vem e fala do do ocidente. Ele tá falando justamente do
[25:46] continente americano, né? A hora que ele fala assim não, a
[25:48] partir de agora é isso. Estados Unidos é o ocidente para
[25:52] Os Americanos, né? Ele está falando do continente
[25:56] americano. Então ele ele perdeu muito
[25:58] espaço. Não sei se ele consegue
[25:59] recuperar espaço que o chinês conquistou nesses anos, que
[26:04] nessas 2 décadas que ele ficou fora.
[26:07] Mas ele está tentando recuperar isso.
[26:08] A gente a gente viu. Eu acho que grande parte do
[26:12] tarifaço foi tentar chamar a América Latina para uma
[26:16] negociação para abrir espaço para Estados Unidos.
[26:19] E chamou tanto que chamou. Né?
[26:22] E eu acho que uma das conversas principais, um dos tópicos
[26:28] principais dessa conversa que vai acontecer amanhã entre o
[26:31] Luiz Inácio Lula da Silva e o Donald Trump, vai ser terras
[26:35] raras. E o Lula, o presidente, ele vai
[26:39] aí com o projetinho debaixo do braço já para mostrar, olha, já
[26:42] tô, já tá andando, já tá passando na Câmara dos
[26:45] deputados, na loarhouse brasileira, depois vai para
[26:50] sannight. É, e eu acho que é, é por aí,
[26:53] né? É uma moeda de troca bastante
[26:56] grande. O que o Brasil tem, né?
[26:58] E outros países da América Latina?
[26:59] Também com certeza, as terras raras são uma das principais
[27:05] temáticas da agenda já divulgada pra essa conversa que vai
[27:08] acontecer entre o Lula e o Trump.
[27:10] Amanhã, o Lula. Deve desembarcar hoje, né?
[27:14] E desembarca hoje à noite em Washington.
[27:16] Tem outros temas também, né? Tem essa questão do Pix, o
[27:19] próprio tarifaço agora o reembolso do tarifaço também tem
[27:23] essa parte. Tem uma questão também dos
[27:26] Estados Unidos classificarem algumas organizações criminosas
[27:28] brasileiras como grupos terroristas, que também está
[27:31] dentro dessa pauta de agenda divulgada.
[27:33] E vale dizer que sobre terras raras, o que eu acho mais
[27:35] interessante é que elas não são terras e nem são raras, né?
[27:39] Elas são, na verdade, é que eu acho que tem um contexto legal
[27:42] que é a raridade. Não é porque elas são escassas,
[27:45] elas são abundantes da América Latina, como a Tati disse.
[27:48] Mas elas são difíceis de serem acessadas.
[27:50] Elas precisam de determinadas tecnologias.
[27:52] Para serem encontradas e exploradas.
[27:55] E quando eu falo que não são terras, é porque na verdade são
[27:57] elementos químicos, né? Então, muitos desses minerais
[28:01] que estão muito concentrados no Brasil são realmente
[28:04] imprescindíveis para essa indústria de tecnologia.
[28:07] O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do
[28:10] mundo, segundo nosso próprio Ministério de Minas e energia, e
[28:14] isso é mais ou menos 25% do território existente.
[28:17] Quero dar uma dica aqui para os nossos ouvintes, que tem um
[28:20] podcast do assunto do G1 com a natural.
[28:22] O joseneri que aconteceu no dia 28 de abril com o convidado
[28:26] Jonathan Colombo, que é um engenheiro e professor de MBA em
[28:29] ESGE, mudanças climáticas e transição energética da FGV, que
[28:34] ele explica muito bem sobre isso.
[28:36] Então fica aqui também uma dica para vocês acabarem aprimorando
[28:39] também conhecimentos sobre esse. Assunto, e você?
[28:42] Veja só, né Tati? Mas você vê só para pontuar,
[28:45] você vê que é uma grande barganha.
[28:47] Tudo que você falou que está na pauta, que eu nem tinha visto a
[28:49] pauta. Né?
[28:51] Ouvintes, eu já queria ter conversado sobre esse assunto
[28:54] ontem. EE, era justamente isso que eu
[28:56] IA falar, então não tinha visto isso.
[28:58] Mas eu tinha agenda ainda. Onde é, não tinha agenda onde é
[29:01] tudo uma grande barra ganha porque é pagar Oo devolver o que
[29:07] foi tarifado a mais. É discutir Pix, que é uma coisa
[29:12] que a gente não tem que discutir com os Estados Unidos, tudo isso
[29:15] entra. Né?
[29:16] Na diplomacia como um grande jogo de barganha, porque a gente
[29:20] tem 111 carta trunfo, né? A gente tem um ZAP, né?
[29:25] Não é um zapzinho, é um ZAP grandão, né, que é essa questão
[29:29] das terras áreas, que é assim, eu não sei porque que.
[29:33] Né, eu fico me perguntando por que que os Estados Unidos tem
[29:35] tanto? Eu eu entendo é que ele tenha
[29:38] muito interesse em terras áreas e na exploração de terras áreas,
[29:41] mas efetivamente ele não tem a tecnologia.
[29:43] Quem tem a tecnologia de é trabalhar com terras raras, de é
[29:50] de tanto explorar, mas como beneficiar terras.
[29:54] Aras é a China, então eu não sei se ele ele ele está.
[29:57] Os Estados Unidos está entrando atrasado nessa corrida e eu não
[30:01] sei. Se ele consegue reduzir esse gap
[30:06] a tempo, porque quem sabe trabalhar com terras Aras?
[30:09] EE refinar terras Aras para chegar ao ponto de usar nos
[30:14] chips é China, não é Estados Unidos.
[30:17] Ele não tem essa tecnologia. De qualquer maneira, ele quer
[30:20] explorar e isso faz com que o Brasil tenha um grande ZAP na
[30:23] mão. Se a gente vai saber usar esse
[30:26] ZAP ou não, aí são outros 500. A gente vai ter que se a gente
[30:29] vai conversar sobre isso amanhã. É isso aí, o ZAP pra quem não
[30:33] atendeu referência, é uma carta do truco e a gente fala sobre
[30:36] isso num outro assunto. Por hoje é só é muita coisa pra
[30:40] gente ir acompanhando. Geralmente alguns episódios
[30:42] ficam mais curtos, outros mais longos, mas isso tudo pra dizer
[30:45] que nem tudo que a gente vê de preço realmente reflete o que tá
[30:51] na economia real, né? Nesse episódio a gente usou
[30:54] Fontes de valor Invest Broadcast, o assunto do G1.
[30:58] E. É o assunto do G1.
[31:01] É isso? E é isso bom, Tati então, até.
[31:03] Amanhã até amanhã, gente.

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