# Episódio #9 - Fim da escala 6 x 1: o impacto no preço dos serviços

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 22 Apr 2026, 30 min.

Audio: https://anchor.fm/s/11134a258/podcast/play/118883953/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-3-22%2F422642449-44100-2-f571f17c0ff9.m4a

A possível redução da escala 6x1 passou na admissibilidade pela CCJ e o mercado já começa a discutir seus efeitos, especialmente sobre o preço dos serviços e o repasse do custo para o consumidor. Neste episódio, analisamos como mudanças na jornada de trabalho podem pressionar custos, impactar a inflação e influenciar decisões econômicas mais amplas. Além disso, comentamos sobre a revisão do BofA para o Ibovespa a 210 mil pontos. As fontes para esse episódio foram: Bank of America, BofA, G1, CNI, IPEA, Banco Mundial e FMI.

## Transcript

[0:09] Nem tudo que parece barato é oportunidade e nem tudo que
[0:12] parece caro está fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães.
[0:16] Eu sou especialista em investimentos e todo dia depois
[0:19] do fechamento de mercado, eu venho aqui com Tatiana Pinheiro,
[0:21] doutora em economia. Para traduzir para vocês o que
[0:25] está na tela e o que realmente importa para uma decisão de
[0:29] investimentos todo dia. Um olhar de economia e
[0:32] investimentos para te ajudar a entender o mercado e o que fazer
[0:36] com ele. Se essa é a primeira vez que
[0:39] você está nos ouvindo, seja bem-vindo se você já está aqui
[0:42] há mais um tempinho. Esse é o nosso nono episódio.
[0:47] Eu te convido a conhecer os outros episódios que a gente tem
[0:49] aqui em conjunto e também a seguir a página para continuar
[0:53] aprendendo com a gente todos os dias ao longo desse ano.
[0:57] Quais são os grandes impactos na bolsa, na economia, no dólar e
[1:03] em vários outros assuntos referentes ao mercado financeiro
[1:06] como um todo? Hoje é dia 22 de abril, são 18
[1:10] horas e 47 minutos. O Ibovespa fechou com uma queda
[1:14] de um ponto 65% e encerrou aos 192000 pontos depois do feriado
[1:20] de Tiradentes. Que foi ontem, que a gente
[1:22] inclusive não teve episódio porque não teve bolsa, não teve
[1:25] negociação, mas a gente continua num cenário muito parecido com o
[1:29] que a gente gravou na própria segunda-feira e na semana
[1:32] passada. As negociações no Oriente médio
[1:35] continuam ainda num imbróglio muito grande de abre fecha,
[1:41] Estreito de ormudos. O que funciona, o que não
[1:43] funciona é Irã, Estados Unidos. E a gente vê também que o
[1:48] cenário eleitoral, que já está no radar pro final do ano,
[1:52] começa a aparecer cada vez mais nas projeções também de impacto.
[1:58] Na bolsa, essa queda do índice hoje foi parcialmente contida
[2:02] pelas ações da Petrobras, pra variar, que acompanhou também o
[2:06] avanço do petróleo brance, que voltou ao nível de 100 USD o
[2:11] barril. Veja só, Tati, já que a gente
[2:14] conversa aqui, é uma coisa de vai e volta, né?
[2:16] Tá realmente muito impressionante.
[2:18] Os destaques positivos, claro, foi a própria Petrobras, ali
[2:22] subindo um ponto, 36%, que liderou a negociação na b 31.
[2:27] Juro financeiro muito alto, hoje de 2, mais de 2 bilhões de
[2:31] reais. E a gente vê que, claro, esse
[2:35] impacto do que a gente encontra com aumento ou queda nos preços
[2:40] de petróleo negociado lá fora, acabam também refletindo no
[2:44] preço de Petrobras aqui. Mas.
[2:47] Pra gente não falar só da nossa economia ou só do nosso Brasil.
[2:51] Trazer uma informação pra nós, ouvintes, que eu vou adorar
[2:53] ouvir a Tati comentar que foi sobre a projeção do bofa, o Bank
[2:58] of America elevar a projeção do Ibovespa de 180000 pra 210000
[3:04] pontos até o final do ano, vale lembrar que, como eu disse
[3:07] agora, o Ibovespa hoje fechou a 192000 pontos.
[3:11] Mais recentemente, a gente já bateu um intraday de 198000
[3:15] pontos, que então foi o nosso recorde.
[3:17] Não foi um fechamento, mas foi um intraday.
[3:19] Agora, imagine que a gente vê que, no meio desse cenário de
[3:23] Escalada do conflito ainda no Oriente médio, a equipe de
[3:26] estratégia do Bank of America alterou a projeção do Ibovespa
[3:30] ainda para 210000 pontos. Aqui, no relatório que foi
[3:35] divulgado pelo banco, a gente percebe que a principal razão.
[3:39] Pra isso é que eles acreditam que a Selic deve terminar esse
[3:44] ano de 2026 em 13 e 25% ao ano, e fechado 2027 em 12 e 50 ao
[3:52] ano. Nos cálculos da casa, o preço
[3:56] sobre o lucro do Ibovespa pode chegar a 11.3 vezes, o que está
[4:01] um pouquinho abaixo dos níveis atuais, mas ainda acima da média
[4:05] histórica de 10.8 vezes. O que reflete também entrada
[4:10] expressiva de fluxo estrangeiro pra mercados emergentes.
[4:15] Tati o que você acha dessas projeções de Selic?
[4:18] Qual a sua opinião dos impactos disso pra nossa bolsa?
[4:22] Olha, é a expectativa de redução da da Selic.
[4:27] Eu acho que ela é é generalizada, né?
[4:30] Esse patamar de Selic a 15%, ele é muito elevado.
[4:35] Da última vez que o Brasil teve Selic a 15% foi lá em 2005, no
[4:39] final de 2005, começo de 2006. De lá para cá, você tem uma
[4:44] mudança institucional no Brasil bastante grande, né?
[4:48] O Brasil ele, ele, ele, ele melhora, né?
[4:52] Ele evolui muito lentamente, mais lento do que a gente
[4:55] gostaria, mas ele evolui. Então, institucionalmente, nós
[4:58] somos mais Fortes do que éramos ali em 2006 também na questão
[5:03] mesmo é. Em relacionado a produtividade,
[5:06] a gente tem uma produtividade baixa, mas é uma produtividade
[5:10] que em alguns setores evoluiu demais.
[5:12] Por exemplo, o setor é agropecuário, né?
[5:16] Então você tem aí é uma evolução, é do país como um
[5:21] todo. Então é faz sentido a taxa Selic
[5:25] não ser nesse patamar? Né?
[5:27] E ser menor, ser mais mais baixo.
[5:30] O mercado, a mediana de mercado, de acordo com a pesquisa do do
[5:34] do banco central, da pesquisa Focus, eles esperam até mais.
[5:38] Tem até um otimismo maior do que Oo.
[5:41] Bank of America tem uma expectativa de Selic terminando
[5:45] esse ano a 13 e Selic terminando 2027 a 11.
[5:50] Então tem uma expectativa de queda até maior.
[5:53] Então por esse lado, né, a queda de juros, ela favorece
[6:00] desempenho, é da atividade deveria, né?
[6:04] É numa situação normal, de temperatura e pressão, é a queda
[6:09] dos juros, ela favorece a atividade econômica, então
[6:12] deveria refletir num preço maior de bolsa.
[6:15] Isso vale para o Brasil, isso vale para qualquer país, mas
[6:20] vale lembrar. E o valuation de empresa?
[6:23] É lógico que a parte de juros é uma parte muito importante.
[6:27] Você tem o custo oportunidade, né?
[6:29] Então é pra você ver, é se vale a pena você estar em equity ou
[6:33] em bondes, você olha e o custo oportunidade.
[6:36] E aí a taxa de juros tem um grande papel em cima disso.
[6:40] Então quando você vai é é analisar.
[6:44] Quanto, né? Qual é o potencial de Bovespa?
[6:46] É lógico que a taxa de juros ela é uma variável importante, mas
[6:50] não é só. Ela tem várias outras variáveis
[6:53] que entram no valuation de uma empresa e valuation, por
[6:57] exemplo, é do do do índice de bolsa e principalmente, olhando
[7:03] o nosso calendário, você tem alguns eventos, algum, alguns
[7:07] Marcos que são importantes para valuation.
[7:09] Vamos ser importantes para valuation, a eleição que você
[7:12] mesmo falou? É no, no, no começo, no resumo
[7:15] falando que a eleição cada vez mais tá entrando no preço dos
[7:19] ativos. E é verdade.
[7:20] A gente passou por abril, então agora começa AAA esquentar os
[7:26] motores pro começo da campanha. Então em junho, julho, você tem
[7:31] a definição do das alianças dos partidos, né?
[7:35] Que partido vai fazer Aliança? Com qual partido em agosto você
[7:39] tem AAA oficialização do nome dos candidatos?
[7:43] E aí começa a campanha eleitoral.
[7:46] Então a gente realmente está entrando na campanha eleitoral e
[7:48] campanha EEE. Esse ano você tem eleições
[7:51] gerais, então inclusive eleição para presidente.
[7:54] Então aí você tem uma dicotomia, já que vai ser super importante
[7:59] para precificar qualquer coisa, inclusive bolsa.
[8:02] Que governo vamos ter para entre 2027 e 2030, que tipo de
[8:09] política, que tipo de modelo econômico vai ser adotado entre
[8:13] 2007 e 2030? E isso é uma variável super
[8:17] importante que vai que também vai influenciar bastante.
[8:22] OOO valuation da empresa, o valuation da bolsa, né?
[8:27] Oo preço dos artigos outro. Assunto que também está em voga
[8:33] é que, apesar da da minha opinião no último podcast,
[8:35] deixei aqui claro, não há, não acredito que consiga se votar
[8:39] esse ano, mas tá andando a votação do da escala do do fim
[8:44] da escala 6 por um que também tem um efeito importante.
[8:49] É super relevante para alguns setores, para outros não, mas
[8:52] tem um efeito super relevante, por exemplo, para o setor de
[8:55] serviços, que impacta aí uma parte.
[8:57] Algumas empresas do Ibovespa são importantes.
[9:00] Aí é que empresas que são importantes dentro do índice,
[9:03] né? EE impacta a economia como um
[9:06] todo, né? Tanto na questão de preço como
[9:09] na criação de crescimento e, por exemplo, essa escala 6 por um.
[9:13] É 111 assunto que tá que aconteceu hoje, tá tá andando No
[9:19] No Congresso e ainda, né? Tem que ver.
[9:24] A gente tem que avaliar se já tá entrando no preço ou não.
[9:27] Ana, você diz mais aí a respeito de disso.
[9:29] Tá entrando no preço ou não? Mas se aprovado.
[9:33] Também é um ponto relevante pro valuation da empresa?
[9:37] Ir pro valuation é do do índice da bolsa como um todo.
[9:40] Então tem várias coisas aí no calendário que podem acontecer,
[9:44] né? Então é, eu acho que vale a pena
[9:46] Oo otimismo, porque a taxa de juros vai cair.
[9:50] Mas tem vários assuntos que a gente tem que colocar nessa
[9:53] conta, não só a taxa de juros, né, pra poder chegar aí numa
[9:57] projeção, né, do, do, do quanto que a bolsa pode atingir.
[10:03] É verdade. E vale a pena dizer que o que a
[10:06] gente tá dizendo aqui, né? O que vale o eixo de uma
[10:08] empresa? Vale o eixo de uma empresa.
[10:10] Se for a primeira vez que alguém aqui esteja ouvindo esse termo
[10:13] neste podcast, agora é um nome. É uma nomenclatura que a gente
[10:17] utiliza no mercado financeiro como processo de estimar o valor
[10:21] real de uma empresa. De um ativo ou de um projeto?
[10:24] Então, para você chegar nesse valuation, nesse valor, existem
[10:29] diversos fatores que são levados em consideração, o desempenho
[10:32] financeiro, projeção de crescimento, análise de
[10:35] concorrência, condição do mercado.
[10:37] E esse dado é o valuation, né? Esse valor dessa empresa é.
[10:41] É essencial para a gente avaliar tanto cenários de crescimento ou
[10:46] de não desenvolvimento de uma companhia, possibilidade de
[10:50] fusão e aquisição é de uma empresa por outra, a captação de
[10:54] investimentos, e isso faz com que os investidores consigam ter
[10:58] algumas decisões até sobre compra e venda de ações ou
[11:02] outros ativos financeiros, né? Então é um dado que a gente
[11:05] realmente presta bastante atenção.
[11:07] Mas Tati agora que você falou dessa?
[11:11] A previsão do fim da escala 6 para um.
[11:12] É muito interessante a gente falar disso, porque realmente
[11:15] tivemos um feriado nessa semana que corta um pouquinho das
[11:18] negociações e do contexto de resultados aqui.
[11:21] E como a gente continua num cenário Internacional muito
[11:24] parecido, há algum tempo tem mais tanta coisa que chama
[11:28] atenção ou que modifica tanto preço ou que traz alguma
[11:32] volatilidade extremamente relevante de forma pontual.
[11:36] Eu achei curioso porque um dos episódios que a gente gravou
[11:39] recentemente, você até expressou a sua opinião dizendo, né, que
[11:43] quando o político quer votar, ele vai votar.
[11:46] Então você disse que até o final do ano não acreditaria, que a
[11:49] gente estaria discutindo realmente esse fim da escala 6 a
[11:52] um. Mas veja só que hoje a CCJ, que
[11:55] é a comissão de Constituição e justiça, aprovou a
[11:58] admissibilidade dessa PEC. Que prevê o fim da escala 6 para
[12:04] um. E só para trazer um resumo do
[12:06] que significa isso, a escala 6 para um é uma escala que traz 6
[12:11] dias de trabalho para 1 dia de Descanso.
[12:14] E já tem um tempo que isso saiu das discussões e ocupou um
[12:18] centro de agenda trabalhista no país.
[12:21] Esse tema ele já ganhou força no Congresso Nacional.
[12:24] E hoje avança. Por 4.
[12:26] Frentes simultâneas são 4 propostas que seguem caminhos um
[12:30] pouquinho diferentes pra serem decididas e votadas ali.
[12:34] Na Câmara dos deputados, por exemplo, desde a última semana,
[12:37] dia 15 de abril, 2 textos estavam com avanço um pouco mais
[12:42] importante, o texto da deputada Erika Hilton, do psol, e a
[12:48] proposta apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT.
[12:52] Existe, ao mesmo tempo, um projeto de lei do governo
[12:54] federal que também prevê o fim da escala 6 para um que tá ali
[12:59] no meio. Então, o que precisa acontecer
[13:02] agora é entender. Em cada etapa está cada proposta
[13:07] e saber qual dos textos realmente vai ser de fato
[13:10] aprovado. Cada um tem ali uma
[13:13] característica sobre a redução de escala de trabalho.
[13:17] É sobre a redução não só das horas trabalhadas, mas a
[13:22] transição com que isso vai acontecer.
[13:24] Em quanto tempo? Em 4 anos ou em 10 anos, de
[13:29] forma gradual ou incluindo quais setores de atuação.
[13:34] Então, são muitas coisas que realmente ainda precisam ser
[13:38] conversadas e resolvidas dentro desse contexto.
[13:41] Mas o mais curioso é que não só o impacto social vem sendo
[13:46] discutido. Mais os impactos econômicos,
[13:49] porque existem alguns estudos da CNI, por exemplo, que falam que
[13:53] o impacto vai ser muito grande no PIB, no emprego e na
[13:57] informalidade, que com essa quantidade de trabalho a ser
[14:01] reduzido, inclusive o preço de serviço vai aumentar uma média
[14:05] de 7%. E isso também vai acabar
[14:08] refletindo no preço daquilo que a gente consome, não só na hora
[14:12] que a gente compra um bem, mas na hora que a gente compra um
[14:15] serviço. E é por isso que eu quero te
[14:17] perguntar, Tati se isso faz diferença também nesse impacto
[14:22] da pressão inflacionária, que a gente fala tanto que inflação é
[14:25] aumento generalizado dos preços e fala tanto de cesta básica e o
[14:29] quanto a gente percebe o preço daquilo que a gente compra no
[14:31] mercado, mas e quando a gente fala de serviço, como que a
[14:35] gente percebe isso no dia a dia? A gente também percebe, né?
[14:38] A gente compra serviço, a gente não compra só.
[14:41] O alimento no supermercado, eletrodoméstico, No No
[14:45] hipermercado, na loja roupa é nas lojas, no shopping,
[14:50] calçadas. A gente também compra serviço
[14:52] quando a gente leva e manda as roupas para lavanderia ou quando
[14:56] a gente aluga é um carro ou quando a gente vai no salão de
[15:01] beleza é ou. Principalmente os filhos na
[15:05] escola, na escola privada. Então isso é um tipo de serviço,
[15:09] qualquer tipo de educação, qualquer curso é.
[15:11] É não só dos filhos, mas que a gente.
[15:14] Né que os adultos também fazem universidade, cursos de pós,
[15:18] tudo isso é serviço, então a gente compra serviços também.
[15:22] E esse impacto em serviços, se estiver correta, ACNI de 7%.
[15:28] Isso é uma pressão inflacionária.
[15:30] Só para vocês terem uma ideia, OA inflação de serviços dentro
[15:34] do IPCA, dentro da inflação que o banco central acompanha como
[15:38] meta, né? Essa inflação de serviço está
[15:40] rodando ali entre 5 e 6%. Né?
[15:44] Então isso é uma pressão, né? Isso é falar que serviços vai
[15:49] sair de uma inflação de 56 por cento para 7%.
[15:52] Se isso acontecer, é vai ter uma pressão de preços, sim, no setor
[15:57] de serviços. Por quê?
[15:58] Porque o setor de serviços é intensivo em mão de obra, né?
[16:01] Depende de pessoas, né, como prestadoras desse bem.
[16:08] E a grande maioria dessa desse serviço e do das pessoas
[16:14] empregadas no setor de serviços ainda estão Na Na escala 6 por
[16:18] um. Por quê?
[16:19] Porque tem Na Na economia tem vários setores que já não estão
[16:23] mais na escala 6 por um, que já fazem escala 5 por 2, por
[16:26] exemplo, que são 40 horas semanais e não 44 horas
[16:30] semanais, que é da escala 6 por um.
[16:34] Então tem muitos setores que não vai notar a diferença,
[16:38] principalmente porque a mudança da escala 6 por um não é assim
[16:41] de 6 de de 44 horas semanais para 36 horas imediatamente,
[16:46] então ela acontece gradualmente. De acordo com AA proposta é de
[16:52] emenda constitucional que está sendo, que iniciou a votação na
[16:56] Câmara. Então chega no né?
[16:59] Dos 44 você vai reduzindo para 40, mas aí tem uma parte da da
[17:03] da população empregada com carteira assinada.
[17:07] Você é dentista que já tá em 40 é horas, né?
[17:11] Principalmente as grandes empresas e a mão de obra, os
[17:16] indivíduos que são mais qualificados, então?
[17:19] Quem tem grau superior, instrução de de grau superior
[17:23] completo ou até incompleto em grandes empresas já trabalham
[17:28] numa escala. Em grande maioria trabalham numa
[17:30] escala. De 40 horas semanais e não de
[17:33] 44. Ou seja, na escala 5 por 2, né?
[17:36] O que que a gente vê? A gente vê que conforme você vai
[17:40] diminuindo o tamanho da empresa, saindo de uma empresa grande pra
[17:43] uma empresa média, pequena, microempresa, e você vai
[17:47] diminuindo a qualificação do do do empregado, né, a qualificação
[17:52] da pessoa, aí sim, você chega. Aí você tem a grande
[17:56] concentração da escala 6 por um. Então, hoje no Brasil, de acordo
[18:00] com o Ipea. Cerca de ó 70 e 79,7% dos
[18:06] trabalhadores trabalham numa numa numa jornada com hora
[18:13] superior a 40 horas semanais, né então?
[18:16] Ou seja, mais na escala 6 por um do que na escala 5 por 2.
[18:20] E esse percentual sobe para 87,7% das empresas com até 4
[18:27] empregados, né? Então, conforme você vai indo
[18:29] para pequena empresa, para microempresa, esse percentual
[18:33] sobe, né? Então, mais gente dentro dessa
[18:36] escala de 6:1. E quando você vai ver a grande
[18:40] concentração? Do setor de serviços, ele tá em
[18:44] pequenas, é em médias, pequenas e microempresas, né?
[18:48] Então tem aí um efeito. Agora, o quanto que isso vai
[18:52] realmente virar inflação depende do quanto que vai estar aquecida
[18:56] a economia. Então, se AA economia está
[18:59] aquecida, é o país está crescendo, o que quer dizer que
[19:02] o país está crescendo, as pessoas estão com dinheiro no
[19:05] bolso, estão com emprego e estão comprando.
[19:07] Aí você tem mais espaço para o setor de serviços repassar
[19:10] preço. Se a economia está mais fraca
[19:13] porque a taxa de juros está muito alta, as pessoas emprego,
[19:17] não está tão fácil assim de achar.
[19:19] Aí você tem o menor espaço para repassar esse custo.
[19:23] Mas o fato é, o setor de serviço é o setor aonde você tem maior
[19:27] concentração desse pessoal na escala 6 por um, as pequenas e
[19:31] médias empresas, maior concentração da escala 6 por um,
[19:35] os trabalhadores menos qualificados, maiores maior AA
[19:39] concentração da escala 6 por um. Isso deve ter um efeito, mas
[19:44] dentro desse debate ainda não tem nada pacificado e tem tem
[19:48] prós e contras. Então desse lado tem, esse é
[19:52] aumento de custo pra alguns setores.
[19:54] Eu falei muito dos serviços, mas por exemplo AAA, parte médica,
[19:58] né? Vai vai ser um pouco complicado.
[20:01] ADK, por exemplo, AA jornada, os os servi, o trabalho que é de
[20:06] jornada continuada, por exemplo, os enfermeiros, né?
[20:10] Então. Tem aí tem alguns setores que
[20:13] vão sofrer mais com o fim da escala 6 por um.
[20:16] Por outro lado, você tem uma redução é da da da da doença
[20:24] mental, do burnout, que cresceu muito nos últimos anos, que
[20:29] acaba acarretando custo para as próprias empresas, acaba
[20:32] acarretando custo pro governo, pro SUS, né?
[20:36] Que fica mais pressionado porque não é só o burnout, as pessoas
[20:40] extremamente. Elas ficam com a imunidade
[20:43] baixa, elas bombais, elas precisam mais de assistência
[20:46] médica, é hospitalar, fica mais. É propensa pegar os influenzas
[20:53] COVID EE doenças infecciosas tem um outro ponto que então estamos
[20:59] falando de custo também. Tudo isso é custo, custo de
[21:02] médico, custo da pessoa hospitalizada fora do do do
[21:07] trabalho. É, é um curso pra empresa, né?
[21:10] Então você tem essa, essa essa melhora na qualidade de vida,
[21:15] né? E essa redução também tem o que
[21:17] o Brasil está envelhecendo. Foi um outro ponto que a gente
[21:19] ressaltou aqui num podcast, né? Então a população está
[21:23] envelhecendo, é, então você vai ter uma questão em breve de
[21:29] falta de mão de obra, né, com esse envelhecimento da
[21:32] população, né? E o mercado de trabalho tem que
[21:35] se adequar a isso, né? A essa essa nova disposição da
[21:42] da população, né? É, e por último, tem quem
[21:48] advogue que você tendo uma escala menor, você pode até
[21:51] gerar mais emprego, né? E com isso, mais demanda, né?
[21:56] Porque as pessoas mais gente empregada, mais gente com com
[22:01] com salário, com remuneração que.
[22:05] Gera. Aí mais gente com poder
[22:07] aquisitivo na economia brasileira podendo comprar
[22:11] coisas, né? Então você pode gerar aí algum
[22:14] tipo de aquecimento por esse lado, né?
[22:17] Então, ainda não tá pacificado, não tem uma resposta correta,
[22:22] tem prós e contras que tem que ser avaliado.
[22:24] E eu acho que a gente tá no começo dessa história porque só
[22:27] passou pela comissão de Constituição e justiça, que
[22:30] avalia simplesmente se segue as regras constitucionais.
[22:35] Ou não. Se não segue, não poderia nem
[22:38] continuar sendo debatido na Câmara, mas foi aprovado.
[22:41] Então não tá contra a Constituição.
[22:43] Agora é que a. Gente, vai começar o debate
[22:45] econômico quando chegar na comissão de assuntos econômicos
[22:49] e depois quando chegar é na votação em primeiro e segundo
[22:53] turno na Câmara. Aí a gente vai ter todo esse
[22:56] debate econômico acontecendo. Por enquanto, o que a gente viu
[23:00] é que, olha, é constitucional, não é contra a Constituição.
[23:03] Perfeito. É de um lado a gente tem isso
[23:06] mesmo, as associações, as entidades, os empresários,
[23:09] argumentando muito, destacando os impactos negativos do fim
[23:13] dessa escala, apontando aumento de custos que vão ser repassados
[23:17] ao consumidor. Como a gente bem falou, mas eu
[23:19] gosto muito desse seu outro ponto, Tati, que mostra um pouco
[23:23] da outra ótica, né? Hoje são 14000000 de brasileiros
[23:27] que trabalham na escala de 6 para um, então são 6 dias de
[23:30] trabalho para 1 dia de Descanso. E o argumento vem muito em linha
[23:35] com essa questão de ampliar o tempo livre, buscar melhorar a
[23:38] qualidade de vida dessas pessoas, o que fortalece
[23:41] convivência familiar, melhora a saúde mental, reduz o impacto de
[23:45] saúde, como você bem trouxe. E traz também um pouco dessa
[23:49] questão desse trabalhador. Também tem horas para se
[23:52] qualificar, para conseguir estudar melhor, para melhorar
[23:54] sua renda, melhorar o nível de escolaridade, que é o que
[23:57] justifica, inclusive. Melhoria de posicionamento mesmo
[24:01] de cargos de trabalho, que é o que vai reduzir no longo prazo
[24:04] as desigualdades também. Então são muitas coisas pra
[24:09] serem discutidas nesse quesito, né?
[24:11] É muito mais amplo do que a gente só olhar para número ou só
[24:14] olhar para aquele, aquele impacto pontual na.
[24:17] Economia só olhar para o curto prazo, né?
[24:21] Porque esse esse impacto de aumento de preço ali acontece na
[24:26] hora que você muda a escala. Depois passou.
[24:28] Né? Então você teve uma mudança de
[24:30] preço, de preço relativo, né? Mudou o patamar EE acabou, não é
[24:35] que isso continua se repetindo. O Brasil tem que parar de olhar
[24:38] para o curto prazo e começar a olhar para médio e longo prazo,
[24:42] porque senão a gente vai perder de novo, né?
[24:45] Tem tem aquele ditado que a gente não cansa de perder
[24:48] oportunidades, a gente vai perder de novo a oportunidade.
[24:50] Tava revendo 111. Um debate que aconteceu no FMI e
[24:57] tava ali o ministro da fazenda da Índia, que é um país
[25:02] emergente como a gente, né? E o que ele fala?
[25:05] Ele fala, foi perguntado para ele, olha, o que que você
[25:08] imagina é nos próximos 5, 10 anos, o que que é importante em
[25:12] termos de política macroeconômica para essa
[25:15] economia que virá? Né, que que que a gente não
[25:18] conhece ainda dos próximos 5 a 10 anos?
[25:20] E aí, o que que ele ressalta? Ele fala que é essencial o
[25:23] investimento em educação e em skilling, né?
[25:27] Ou seja, No No que que o trabalhador tem para oferecer,
[25:31] né? Para melhorar Oo.
[25:33] Oo que ele tem pra oferecer, né? A especialidade dele, no que ele
[25:38] tem pra oferecer, que é isso, né?
[25:40] Que é qualificar o trabalhador, né?
[25:43] Então investir em educação e qualificação, né?
[25:47] Foi isso que Oo ministro da fazenda da Índia disse, é a.
[25:53] Gente sabe? Lá tem questões sociais ali
[25:55] naquele país, como tem questões sociais aqui no Brasil, ninguém
[25:59] é um exemplo, né? De perfeição.
[26:02] Mas é esse tipo de visão que a gente tem que ter, né?
[26:05] Quando você reduz a escala 6 pra um, pra 5 pra 2, você tá
[26:10] aumentando a essa possibilidade. Nem todo mundo vai pegar essa
[26:14] possibilidade, mas você tá aumentando a possibilidade de
[26:17] desse trabalhador poder se qualificar melhor, né?
[26:22] É? E isso gera um PIB potencial pro
[26:26] Brasil, quanto mais. O trabalhador qualificado a
[26:29] gente tiver melhor, vai ser. O crescimento econômico é a
[26:34] frente no futuro, né? O banco mundial faz uma pesquisa
[26:38] que ele compara países, né? Então ele ele ele ele compara
[26:42] países em vários, é em vários, por vários aspectos, né.
[26:47] O Brasil, ele faz parte do grupo de renda média alta, né?
[26:52] Então. É, o país não está lá na renda
[26:56] baixa, não está na renda alta e está na renda média baixa.
[26:59] E no nosso grupo A gente tem vários destaques.
[27:02] A gente tem notas ótimas em vários destaques, né?
[27:05] A nossa Fortaleza são os nossos recursos, né?
[27:08] Água, minérios e tal. Energia por conta desse da água,
[27:14] a gente tem energia mais barata, que dá um bota.
[27:17] O Brasil é em destaque para essa economia que virá, né?
[27:22] Dos próximos 5, 10 anos, que vai ser muito necessário.
[27:25] Energia e energia limpa e renovável.
[27:29] No caso EE barata é mas aonde que o Brasil?
[27:34] Ele performa menor pior do que o grupo dele.
[27:37] Ele performa pior do que o grupo dele, justamente na qualificação
[27:41] de pessoas. Pessoas.
[27:42] A gente fica pra trás na qualificação de pessoas, né?
[27:46] Do quanto que a nossa mão de obra é competitiva, comparando
[27:50] só esse grupo que a gente tá, que nem são, nem que tem os os,
[27:53] as grandes economias, as economias desenvolvidas, né?
[27:57] Então é tem que olhar um pouco mais aberto, né?
[28:02] Os assuntos, né? Sair desse.
[28:06] Desse da mão pra boca, né? Sair desse desse cursoprazismo
[28:10] aí do que que acontece pro próximo ano nos próximos 6
[28:13] meses, né? Não é assim que deveria ser
[28:15] administrar um país, né? Não, não com esse Horizonte
[28:19] exato. Não é uma discussão nova.
[28:21] A ideia de diminuir essa carga semanal de trabalho já existe há
[28:25] muitos anos pra ser debatida e a gente só nunca aplicou.
[28:28] Agora a gente tem ela em alta. Em voga novamente, sendo
[28:32] debatida e sendo discutida. E é curioso dizer que se a gente
[28:37] reparar em outros países, né, o Chile, Colômbia, pra falar de 2
[28:41] países aqui na América Latina ou até na Europa, a gente vê a
[28:45] França, a Alemanha, a Holanda. Já são países que aprovaram essa
[28:49] redução de jornada de trabalho pra pra menos de 40 horas, né?
[28:54] Então a gente também consegue trazer alguns estudos comparados
[28:57] no longo prazo e até depois entender um pouco de forma mais
[28:59] aprofundada esse estudo. Do banco mundial que você
[29:02] pincelou aqui nesse episódio de hoje?
[29:04] Tati, gostei ao longo. Vamos falar mais disso enquanto
[29:08] essa pauta também for se desenvolvendo aqui nas nossas
[29:11] vidas. Bom, com o pano de fundo do
[29:14] conflito, né? Conflito é sim.
[29:16] Não, né? Tem dia que tá sim, tem dia que
[29:18] tá não, né? Exato.
[29:20] Acho que assim a gente encerra o dia de hoje.
[29:23] É bom a gente deixar muito claro que nem sempre tudo tá no preço
[29:26] todos os dias e a gente traz uma leitura sobre o que tá
[29:29] acontecendo. No mercado, quero lembrar os
[29:32] nossos ouvintes para nos seguirem aqui na página do está
[29:35] no preço para continuarem acompanhando as nossas
[29:38] impressões diárias dos fechamentos de mercado.
[29:41] Vale dizer que as Fontes para esse episódio foram Bank of
[29:44] America ou bopha G1, CNI, Ipea, banco mundial, EFMIE.
[29:50] Isso é dinheiro. A gente volta amanhã, dia 23 de
[29:54] abril, para continuar trazendo mais pontos relevantes sobre o
[29:57] próximo fechamento de mercado. E vale lembrar.
[30:00] Que o mercado muda e o preço também.
[30:04] Amanhã a gente conversa mais um pouquinho, até mais.
[30:06] Tati boa noite. Boa noite.

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