# Episódio #56: Fim do cessar-fogo provisório entre EUA e Irã impacta o mercado

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 8 Jul 2026, 25 min.

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O fim do cessar-fogo provisório entre Estados Unidos e Irã reacendeu as tensões no Oriente Médio e trouxe de volta a volatilidade aos mercados, com impacto sobre o petróleo e claro, as expectativas para a inflação global. Além dos fatores geopolíticos, também comentamos como os eventos climáticos podem pressionar os preços. As novas projeções para um possível retorno do El Niño reforçam os riscos para a inflação dos alimentos. Por fim, encerramos o episódio falando da retomada do mercado de capitais brasileiro, com novos IPOs previstos para 2027 e 2028 segundo relatórios de grandes bancos, e a expectativa para um ambiente mais favorável para empresas voltarem à Bolsa.

## Transcript

[0:09] Nem tudo que parece barato é oportunidade e nem tudo que
[0:12] parece caro está fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães.
[0:16] Eu sou especialista em investimentos e de segunda a
[0:19] sexta eu venho aqui com Tatiana Pinheiro, doutora em economia,
[0:22] pra traduzir pra vocês, nossos ouvintes, o que aparece aqui na
[0:26] nossa tela depois de todo o fechamento de mercado.
[0:29] Em dias de negociação, a gente transa um olhar de economia e
[0:32] investimentos para te ajudar a entender o mercado financeiro e
[0:35] o que fazer com ele. Se esse é um assunto que te
[0:37] interessa, eu te convido a seguir a página aqui do podcast
[0:41] para que você sempre aprenda conosco sobre esse universo.
[0:45] Hoje é dia 8/07/2026, são 18 horas e 10 minutos desse é o
[0:50] episódio número 56. Tudo bem com você, Tati?
[0:53] Tudo bem, tudo bem, Ana? E você tudo.
[0:56] Ótimo, um dia comum, 100 jogos de copa.
[0:59] Do mundo para gente se distrair, só o mercado mesmo, para gente
[1:04] prestar atenção e, para variar, o Donald Trump puxando todos os
[1:07] holofotes para ele. Porque?
[1:09] Ele. Cancelou, cancelou o acordo de
[1:12] paz. A gente já sabia que não era um
[1:16] acordo firme, né? Porque quando se trata de Trump.
[1:20] A gente já entendeu que o humor dele, assim que oscila, também
[1:24] oscila em conjunto as suas tomadas de decisão.
[1:28] Então, há algum tempo em que o cessar fogo já estava
[1:30] estipulado, já estava teoricamente assinado até
[1:33] digitalmente, o Irã recentemente atacou uma embarcação.
[1:38] Isso não foi muito bem explicado e parece que agora, de uma vez
[1:41] por todas, este cessar fogo chegou ao final.
[1:47] E. Portanto.
[1:48] A gente tem uma manutenção desse conflito no Golfo Pérsico que,
[1:52] entre diversas consequências, atrasa o fluxo de petróleo no
[1:58] mundo, que impacta diretamente não só nos preços de barris que
[2:02] são comercializados dessas commodities, mas de outras
[2:06] benfeitorias. Como não só o óleo de petróleo,
[2:09] mas o gás também, que é muito importante para a economia
[2:13] global. Hoje, como de praxe, vou trazer
[2:16] um resumo aqui para vocês do fechamento de mercado.
[2:19] O Ibovespa fechou em 170000 pontos.
[2:22] Caindo ali mais ou menos hoje no dia, o dólar comercial oscilou,
[2:28] foi para 5,15 BRL, as taxas de juros futuras subindo bastante
[2:34] depois da afirmação do Trump dizendo que o acordo com o Irã
[2:38] acabou. E claramente, um avanço
[2:41] exacerbado no preço de barril de petróleo, que chegou a subir até
[2:45] 8% no intraday na negociação do dia, mas fechou ali um pouquinho
[2:51] abaixo disso, levando o preço do barril de petróleo Brandt a ser
[2:57] fechado em 78 USD, se distanciando cada vez mais.
[3:02] Daquele preço pré conflito que a gente tinha no começo do ano?
[3:06] É, e com com esse movimento vem o mercado, vai ficando o sabor
[3:11] negativo. A gente começou a gente em algum
[3:14] momento aqui, nos outros episódios, a gente chegou AAA
[3:17] falar. Sobre movimentações, né?
[3:21] Indicadores que saem que mostram desaceleração da atividade
[3:24] econômica, essa volta do preço do petróleo, que até ontem tava
[3:29] ali mais próximo de 70 USD o barril, tudo isso dava um sabor
[3:33] positivo. Por que sabor positivo?
[3:35] Porque é isso, porque o pano de fundo é o conflito do Golfo
[3:39] Pérsico, que não tem uma resolução.
[3:42] O que a gente tinha por enquanto era um cessar fogo provisório.
[3:46] É assim que todo mundo tava chamando isso.
[3:49] E esse cessar fogo provisório não vingou por um ataque.
[3:54] As embarcações ali Americanas, comerciais, civis, é sem
[3:59] explicação por parte do Irã, né? E agora a declaração final dos
[4:05] Estados Unidos de que o cessar fogo.
[4:08] Terminou e que ele vai atacar, vai voltar a atacar.
[4:11] O Irã, inclusive, parece que já tinha feito algum ataque ali.
[4:16] É no território iraniano, é isso, né?
[4:19] Como pano de fundo, é um conflito.
[4:22] Que não se resolve. A gente fica nisso, um momento
[4:25] de sabor, né? Quando as notícias são
[4:28] positivas, que não tem ataque nenhum, e as notícias nas
[4:31] atividades do país de inflação são são favoráveis, a gente fica
[4:36] com o mercado com sabor positivo.
[4:38] E quando não, quando tem ataque. Como a gente tá vendo agora?
[4:42] Algum indicador que mostra ali uma pressão inflacionária maior.
[4:46] E aí a gente vai para um mercado como um todo, mercado global de
[4:50] sabor negativo. Hoje foi o sabor negativo.
[4:55] Eu acho que vale ressaltar um ponto aqui, olha o preço do
[4:58] petróleo, ele subiu por conta desse fim do cessar fogo
[5:03] provisório, mas ele subiu para 80 USD o barril.
[5:06] Aí na metade do dia ele chegou. No final da manhã ele chegou a
[5:09] bater. Falando do brand, ele chegou a
[5:12] bater 80 USD o barril, mas isso acabou.
[5:15] Teve uma sessão na parte da tarde de negócios um pouco.
[5:18] É menos tensa. E aí acabou fechando a 78 80 USD
[5:24] ainda, apesar de ser distante do preço do barril do petróleo
[5:29] antes do conflito, ele é ele não chega nem perto ao que a gente
[5:34] viu de preço de barril do petróleo ali em março, em abril
[5:37] e maio, aonde o barril do petróleo passou dos 100 USD.
[5:42] É o preço. Então eu acho que é um
[5:47] movimento. Que mostra muito dessa
[5:51] normalização. Acho que os mercados já sabem
[5:54] precificar que o conflito ele não tem resolução no curto
[6:00] prazo, que a gente vai ter que conviver com isso por muito mais
[6:03] tempo. Não se vê no Horizonte uma
[6:06] possibilidade firme de resolução aí desse conflito e diante desse
[6:12] cenário, agora longe da surpresa que aconteceu ali.
[6:18] Quando começou? Longe é dessa surpresa.
[6:21] O mercado sabe precificar então o preço do petróleo, ele sobe,
[6:23] ele pressiona outros dias pra frente que a gente tenha
[6:27] notícias negativas. O preço do petróleo vai voltar a
[6:30] pressionar, mas ele não vai voltar.
[6:32] Eu acho que é baixa a probabilidade dele voltar ali
[6:36] pra 100 USD o barril ou acima disso.
[6:38] E isso já percebe uma boa notícia, porque a gente tá
[6:41] falando sim de uma pressão inflacionária, mas é uma pressão
[6:45] inflacionária mais comedida. Né?
[6:47] A gente, se a gente trabalhava com o preço do do, do do
[6:51] petróleo, do óleo, petróleo a 65 USD o barril antes desse
[6:57] conflito, se agora a gente passar a trabalhar com preço de
[7:01] petróleo a 80, é uma pressão inflacionária.
[7:04] Mas é uma pressão inflacionária ainda um pouco comedida,
[7:08] diferente. Era aquele cenário que a gente
[7:11] tinha em março e abril, que. O que a gente trabalhava era um
[7:15] preço de petróleo a 100. Então, de 65 para 100, aí é
[7:19] muita pressão. É sim, inflacionária.
[7:22] Agora é pressão inflacionária, mas é uma pressão inflacionária
[7:25] que Eu Acredito que os países conseguem administrar.
[7:28] Você tem total razão, viu, Tati? Eu fui até aqui pesquisar de
[7:32] novo o pico do preço interdiário do preço de de barril de
[7:36] petróleo. Ele chegou aí nesse patamar que
[7:38] você mencionou? De 100 USD aproximadamente.
[7:41] Eu vou até arredondar um pouquinho mais pra cima aqui,
[7:44] com o pico de 120 USD por barril, lembrando que antes da
[7:48] Escalada de conflito, o preço de barril do petróleo estava em
[7:51] torno dos 70 USD, então a gente já estava perto de uma
[7:55] normalização e eu queria muito que você conectasse esse
[7:58] assunto. Tati, com a saída da ata do
[8:00] funk. Que está disponível, né?
[8:03] O funk, que é o comitê responsável pela política
[8:07] monetária do federal Reserve, que é o banco dos Estados
[8:10] Unidos. Ele é ali uma chave muito
[8:13] importante para que a taxa de juros seja operacionalizada nos
[8:18] Estados Unidos. Então isso reflete também no
[8:21] valor do dólar, então também no preço de alguns investimentos,
[8:25] principalmente voltados para renda fixa e, claro, em
[8:27] consequência, para todos os outros no mercado global.
[8:30] Mas como a gente teve a primeira reunião do novo presidente do
[8:34] Fed, que foi o Kevin Wars, acontecendo recentemente, como é
[8:38] que veio essa ata do funk? Veio muito diferente do que a
[8:43] gente já sabe do que foi decidido, que foi a manutenção
[8:45] da taxa de juros nos Estados Unidos nessa última reunião.
[8:48] Aí é que tá, não veio nada diferente, o que é esperado,
[8:53] porque a ata ela tem que trazer o que foi debatido na reunião.
[8:58] Então, olhando cronologicamente, você teve a reunião ali no dia
[9:02] 18 de junho. Se não me falha a memória,
[9:05] depois da reunião, tem um anúncio da decisão de política
[9:08] monetária. E nos Estados Unidos, esse
[9:11] anúncio, com o texto explicando o porquê da decisão de política
[9:15] monetária. Trimestralmente vem também
[9:17] projeções, vem a projeção, o quanto que os membros do fomc,
[9:22] os dirigentes do fomc. Do banco central americano, o
[9:26] quanto que eles projetam de inflação, o quanto que eles
[9:29] projetam de crescimento econômico, o quanto que eles
[9:31] projetam taxa de emprego e o quanto que como eles projetam a
[9:36] taxa de juros. Então, a reunião de junho, ela,
[9:39] além do comentário, veio essa tabela de projeções, inclusive
[9:45] com a sinalização de como que os.
[9:49] Participantes ali do banco central veem juros, os juros lá
[9:54] no final desse ano, no final do ano que vem, EEEE no longo prazo
[9:58] e, além disso, sempre tem OOAAAOAA sessão de perguntas e
[10:05] respostas do do presidente do banco central com os
[10:11] jornalistas. Então, muita coisa ficou já
[10:15] evidenciada no dia da decisão. A ata que foi divulgada hoje,
[10:20] ela trouxe esses mesmos pontos que já estavam evidenciados, já
[10:24] tinham sido evidenciados, né? Então ela trouxe que metade dos
[10:29] dirigentes ali que participam do funk, eles acreditam que tem uma
[10:34] necessidade de elevação. Acreditavam, né, Na Na, na data
[10:39] ali do dia 18 de junho, acreditavam que tinha ainda uma
[10:42] necessidade de elevação de juros ainda esse ano.
[10:45] Mas isso a gente já ficou sabendo no dia da divulgação é
[10:50] da da decisão. Então, essa ata não trouxe
[10:55] efetivamente nada de diferente do que a gente já sabia.
[10:59] Mas como a ata era o único grande indicador do dia, o
[11:04] mercado prestou muita atenção. Ela não trouxe novidade, mas
[11:08] porque ela manteve o tom negativo, o tom pessimista que.
[11:14] Já tinha sido dado na própria decisão, mantendo esse tom
[11:18] pessimista que que ela fez. Ela fez o mercado ficar no sabor
[11:21] negativo e reduzir um pouco ali as expectativas de quando que
[11:26] eles esperam corte de juros nos Estados Unidos.
[11:29] E aí isso deu reflexo é no resto, né?
[11:33] Da do dos outros ativos. Então foi isso.
[11:35] Assim, não foi um é uma ata que não diz nada, porque já tudo já
[11:40] tinha sido dito. Mas como era o único indicador?
[11:43] E é e foi um tom negativo, acabou sendo indigesto para o
[11:48] mercado. É isso aí, esse sabor negativo.
[11:52] Ele está perene, né? Ele está sempre aqui, ele está
[11:57] durando e ele bate aqui num outro.
[12:00] Pro contexto, num outro assunto que eu quero discutir com você,
[12:04] porque hoje saiu um relatório do Morgan Stanley, que é um banco
[12:07] norte americano, falando que o nosso banco central tem
[12:09] pouquíssimo espaço para ignorar o el Niño.
[12:13] Sabe? Fenômeno climático do el Niño
[12:16] para quem não sabe o que é Oo el.
[12:19] Ninho assim, né? Que se fala até em espanhol.
[12:23] É um fenômeno climático que acontece, que traz ali um
[12:29] aquecimento anormal das águas do oceano pacífico.
[12:32] Ele praticamente bagunça o clima global.
[12:35] Ele causa secas severas em algumas regiões e até excesso de
[12:40] chuva em outras. E parece que alguns cientistas
[12:43] estimam que existe 60% de chance de um el Niño muito forte
[12:48] acontecer nos próximos. Então, quando você pega essas
[12:51] projeções climáticas e tenta entender o fenômeno disso na
[12:54] economia, a gente também espera um impacto inflacionário.
[12:57] E por que que isso acontece? Porque claramente, quando você
[13:00] tem uma movimentação climática muito forte, você interfere no
[13:03] plantio das commodities. E o Brasil, sendo um país
[13:07] majoritariamente agroexportador, também tem a sua balança
[13:10] impactada e não só o seu consumo interno.
[13:13] Mas o que saiu aqui nesse relatório do Morgan Stanley foi
[13:16] que a expectativa é que o efeito total desse possível alinho seja
[13:20] de 0 a 84 pontos percentuais sobre o IPCA cheio, mas
[13:24] distribuído entre 2026 e 2027. E aqui a gente tem, né?
[13:29] Um relatório assinado por 2 economistas do Mark Stanley.
[13:32] Olhando aqui para Brasil, então, acho que, de repente, isso pode
[13:35] também refletir num próximo relatório, Focus, numa próxima
[13:38] expectativa de inflação, quem sabe?
[13:41] Mas no contexto de que a gente sempre.
[13:43] Aqui falando, né? Poxa, o preço do petróleo vai lá
[13:45] e pressiona a inflação no Brasil, que acaba pressionando
[13:49] também a movimentação da taxa de juros do nosso país.
[13:52] A gente tá sempre falando de política fiscal, sobre o nível
[13:54] de empregabilidade também aqui dentro.
[13:57] Mas você já tinha parado para pensar que finanças climáticas
[14:00] também são super importantes para prestar atenção no seu
[14:03] bolso. É porque tem a inflação
[14:06] climática, né? Ele é de fenômenos climáticos.
[14:10] Bem. Definidos e datados.
[14:12] A gente tem o Helinho e o la Niña, né?
[14:16] É, mas tem outros fenômenos climáticos que também impactam
[14:21] AA inflação e que a gente não são difícil de datar e
[14:26] identificar. Eles acontecem mais como
[14:29] choques, por exemplo. Vou dar um exemplo, vocês vão
[14:31] entender o que eu tô falando. A chuva que a gente teve, acho
[14:34] que há 2 anos atrás em Porto Alegre.
[14:38] Isso é um fenômeno climático. A gente tinha esse evento de
[14:41] inundação de chuva torrencial. A gente já tinha tido, já tinha
[14:45] visto acontecer na Califórnia, em outros lugares do mundo que
[14:49] você cria por conta do excesso do aquecimento global e da
[14:53] poluição, você cria corredores, rios, é atmosféricos, e ali, no
[15:00] caso, aqui é em Porto Alegre. O que aconteceu?
[15:03] Esse Rio atmosférico? Ele era para caminhar.
[15:05] Pro pro Oceano Atlântico e teve uma inversão térmica, travou, e
[15:11] no que travou desabou tudo em cima da cidade.
[15:14] É de Porto Alegre, outro fenômeno climático de choque e
[15:19] que afeta preços. E que aconteceu aqui com a gente
[15:22] que a gente não conseguiu que né?
[15:24] Aí ele acontece, você não consegue datar.
[15:28] Foram as Queimadas, né? Chegou é também.
[15:31] Acho que há 2 anos atrás você teve 111 inverno muito seco e
[15:36] isso levou Queimadas ali na região centro Oeste, a uma parte
[15:41] da de São Paulo. Ali Ribeirão Preto também com é
[15:45] alto combustão, combustão espontânea, é da mata e isso.
[15:50] Acabou afetando. No caso é dessa, dessa auto
[15:55] combustão da mata ali Na Na região de Ribeirão Preto.
[16:01] Acabou afetando a plantação de café.
[16:04] E aí nós tivemos quebra de café. Tivemos que conviver no ano
[16:08] passado com o preço alto de café, pelo menos na primeira
[16:12] metade do ano por conta disso, porque queimou, queimou tudo que
[16:15] estava no pé de plantio e aí não tinha café.
[16:18] Para ser colhido no ano de 2025. Então você tem e isso afeta a
[16:24] inflação, porque esses fenômenos climáticos datados, que é no
[16:27] caso do e la Niña, ou os choques, né, os acidentes, as
[16:32] catástrofes climáticas, elas afetam em cheio a produção
[16:37] agrícola dos países. A sem.
[16:40] Sem falar no demais, né? É destruição de cidades que
[16:44] acaba afetando ali é. Todo o demais da Oo.
[16:51] As outras variáveis econômicas envolvidas é na né?
[16:57] Envolvidas Na Na vida da das pessoas.
[17:00] Mas é, é. E cada vez mais esses fenômenos
[17:07] climáticos vão ser razão tanto de pressão de preços, aumento do
[17:12] custo de vida como de redução da renda, porque destrói.
[17:18] Né, uma queimada, um excesso de chuva, destrói, destrói o que
[17:22] você tem construído, né? Seja 11 fábrica, seja uma casa,
[17:27] seja um plantio, destrói, vira pó, não existe mais, era um
[17:32] produto que não existia mais. O Helinho esse ano é, Eu
[17:37] Acredito que tenha pouco impacto na inflação, apesar do Morgan
[17:41] stelling ter projetado uma parte do impacto para 2026.
[17:45] Grande parte da safra brasileira já foi.
[17:48] Do que a gente tinha que colher já foi.
[17:52] Porque tanto a safra do sul do país como a safra do centro
[17:55] Oeste, que é AA maior safra safrona, ela já aconteceu.
[18:00] Ela aconteceu ali em abril, maio, junho.
[18:02] Nós estamos em julho. O que o que vai acontecer nos
[18:07] próximos meses, setembro, outubro, novembro é o plantio.
[18:11] A gente começa tanto a região sul e aí depois a região centro
[18:16] Oeste começa a plantar para próxima safra, para acolher no
[18:20] ano que vem. Então, se a gente tiver o Elinho
[18:23] forte acontecendo nos próximos meses, ele vai atrapalhar o
[18:27] plantio da próxima safra e reduzindo o plantio da próxima,
[18:33] a produção, a produtividade da próxima safra.
[18:36] É lógico, é aí que no ano que vem, na hora que a gente for
[18:39] colher, menos produto. Aumenta o preço.
[18:42] Então eu acho que a gente vai ter sim.
[18:44] Se realmente se confirmar um Helinho forte, a gente vai ter
[18:47] que a gente vai conviver com preços de alimentos mais caros
[18:51] no ano que vem, que é um problema mais ou menos.
[18:56] Não é um super problema para o banco central, mas é uma coisa
[18:59] para tomar atenção, porque o banco central, ele não a taxa de
[19:03] juros, não vai fazer nada, não tem poder nenhum em cima da
[19:06] inflação de alimentação. Se você tem uma inflação de
[19:09] alimentação, porque. Reduziu a oferta porque a safra
[19:12] queimou o encharcou tanto faz a Selic a 2, a 10 a 30, não vai
[19:20] adiantar essa inflação. Ela vai existir agora, o que que
[19:24] o banco central, o que que ele combate?
[19:26] Ele combate os efeitos secundários, né, que é a por que
[19:29] aumentou a alimentação? Aí os serviços começam a
[19:33] aumentar de preço, porque. A subsistência de quem fornece o
[19:37] serviço está mais caro, alimentação de quem faz o
[19:40] serviço está mais caro. Então, aí sim, então, o que a
[19:42] gente pode? Esse efeito do alinho, além de
[19:46] fazer a inflação do ano que vem, acredito ser mais pressionada, é
[19:50] dar menos espaço para o banco central cortar juros.
[19:54] Então o banco central, ele vai cortar juros, mas talvez ele
[19:59] possa só cortar um pouquinho. Ele tenha que cortar menos do
[20:02] que ele estava planejando. Por conta aí dessa pressão
[20:05] inflacionária. Tá entendido?
[20:09] Agora eu só vou passar a pauta aqui para uma coisa de sabor um
[20:13] pouquinho mais positivo, porque senão a gente só fala de taxa de
[20:18] juros, de inflação subindo, de de juros que não vai, não vai
[20:22] ser reduzido, né? Todo esse encarecimento
[20:24] generalizado de preços e também, claro, das taxas de juros muito
[20:27] altas. Mas eu tive uma notícia aqui
[20:29] hoje que ficou bem interessante, que apareceu aqui.
[20:33] No meu radar de informações que veio do pipeline de negócios do
[20:37] valor econômico dizendo que o Bank of America mais conhecido
[20:42] como bofa né, que entre amigos, o bofa que vê ao menos 10 IPOs
[20:48] acontecendo na acontecendo na nossa bolsa brasileira.
[20:52] No ano que vem e seguinte, então, para 2027, 2028, a gente
[20:57] tendo aqui pelo menos 10 aberturas de capital de empresas
[21:01] brasileiras, que podem inclusive acontecer no exterior.
[21:04] Nesse ano de 2026, inclusive, a gente teve IPOs, né?
[21:08] Abertura de capital na bolsa de empresas brasileiras que
[21:11] aconteceram lá fora. Nos Estados Unidos, como foi o
[21:14] caso da PicPay e do Agibank aqui na b 3, no entanto, a gente teve
[21:20] o EPO da Compass, né? A gente falou sobre isso também
[21:24] no dia em que aconteceu. A gente teve aí o que foi essa
[21:28] abertura de capital, uma nova empresa na bolsa acontecendo
[21:31] aqui no nosso país depois de um hiato muito grande.
[21:35] A gente não tinha tido nenhum EPO relevante desde 2021.
[21:39] E foi uma operação que levantou ali mais ou menos 3 bilhões de
[21:42] reais. A empresa, inclusive, estreou
[21:45] com valor de mercado próximo de 20 bilhões.
[21:48] A Compass, ela vem ali dentro de um contexto da Cosan.
[21:56] Ela é uma empresa controlada pela Cosan.
[21:59] Então entra ali como um braço de gás e energia deste outro
[22:03] conglomerado muito grande. E a gente tem aí um ativo novo.
[22:07] Dentro das empresas potenciais de investimentos para o
[22:12] investidor brasileiro. E aí quando eu fui pesquisar um
[22:14] pouquinho mais sobre isso, eu percebi que não é só o Bank of
[22:18] America que vem um potencial de possíveis IPOs aqui na nossa
[22:22] economia. Teve um relatório também do
[22:24] Bradesco BBI, que saiu 11 também, que vê esse mesmo
[22:28] potencial de pelo menos 10 listagens.
[22:31] Aqui nas bolsas brasileiras, então, tanto o cenário
[22:35] Internacional olhando pra gente com esse viés positivo, com esse
[22:39] sabor gostoso de crescimento, e também aqui, um dos principais
[22:45] bancos do Brasil, olhando pra gente de forma positiva, achei
[22:49] bom. É bom, é super positivo, né?
[22:51] É, é capital, é é capital sendo direcionado pra atividade
[22:57] produtiva, né? Então é, é bem interessante.
[23:01] Vamos ver se vingue essa lista aí de de 1010 aberturas de
[23:06] mercado de novas empresas Na Na b 3, na no.
[23:10] Ibovismo não tem lista de nada aqui, tá?
[23:13] Só tem potencial aqui só é essa criação de expectativa.
[23:18] Até porque, para quem não sabe, os IPOs, quando eles estão
[23:21] acontecendo também, eles estão ali numa fila ou eles começam a
[23:24] pleitear essa abertura de capital.
[23:25] Ainda é um momento sigiloso. A empresa precisa, né?
[23:28] Precisa passar. Por várias fases de anexação de
[23:32] documentos, de entendimento. Se ela realmente é elegível para
[23:35] ser listada na bolsa, então quem sabe eles não sabem algo que a
[23:38] gente ainda não sabe, não é mesmo?
[23:40] Pode ser? Vamos, vamos esperar.
[23:43] Vamos aguardar por novas informações pelas cenas dos
[23:47] próximos capítulos. Tem sempre bastante coisa para a
[23:49] gente ir acompanhando, mas se você gostou do que aprendeu hoje
[23:52] aqui com a gente, siga a página do podcast.
[23:54] Comente, conte aqui o que você mais gostou.
[23:57] Dê uma nota pra gente, pra gente é super importante entender o
[24:00] que que vocês estão achando desse trabalho, desse projeto
[24:03] que a gente começou recentemente.
[24:04] E conheça também mais de quem é a Ana, quem é a Tati?
[24:09] Conheça mais do nosso trabalho através dos links dos nossos
[24:12] perfis no LinkedIn que estão na descrição desse podcast.
[24:15] Amanhã a gente volta com mais uma leitura.
[24:18] O episódio de hoje contou com fonte de Broadcast, jornal o
[24:21] Globo, pipeline do valor econômico, valor Invest e
[24:24] infamáne. Lembre se que no fim, o preço
[24:27] pode ser o que aparece na tela, mas valor é o que você entende
[24:30] até amanhã que o mercado muda e o preço dos ativos também.
[24:34] Tchau, tchau. Tchau, tchau.

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