# Episódio #75: Uma semana importante para política monetária

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 10 Aug 2026, 31 min.

Audio: https://anchor.fm/s/11134a258/podcast/play/124044814/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-7-10%2Fb6267129-6799-bd2b-99c1-518c54d29d23.mp3

A semana promete ser importante para a política monetária no Brasil e no exterior. Por aqui, teremos a divulgação da ata da última reunião do Banco Central e do IPCA de julho, além do Relatório Focus, que trouxe novas projeções para a economia. No cenário internacional, os mercados acompanham a divulgação do CPI dos Estados Unidos e seguem atentos à ata do Fed, que também pode trazer sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. Também discutimos os efeitos da recente redução da Selic para 14% ao ano e como um ciclo de queda dos juros pode impactar diferentes classes de investimentos. Entre os destaques, estão os fundos imobiliários, que podem se beneficiar de um ambiente de juros mais baixos, especialmente diante da relação entre renda fixa, custo de capital e valorização dos ativos.

## Transcript

[0:07] Nem tudo que parece barato é oportunidade e nem tudo que
[0:11] parece caro está fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães,
[0:15] eu sou especialista em investimentos.
[0:17] De segunda a sexta-feira eu venho aqui com Tatiana Pinheiro,
[0:19] doutora em economia, para traduzir para vocês o que
[0:22] aparece aqui na nossa tela. Depois de todo o fechamento de
[0:25] mercado de segunda a sexta-feira, a gente traz um
[0:28] olhar de economia e investimentos para te ajudar a
[0:30] entender o mercado financeiro e o que fazer com ele.
[0:32] Hoje é dia 10/08/2026, são aqui 11 horas e 7 minutos, acho que
[0:40] com Tati, 6 horas e 7 minutos. Esse é o episódio.
[0:44] Número é isso, né? Hoje é episódio número 75.
[0:47] Tudo bem com você, Tati? Tudo bem, tudo bem, Ana?
[0:50] E você aí em Veneza? AI, eu estou maravilhosa, né
[0:55] passeando? No verão, aproveitando o verão,
[1:00] aproveitando o verão. É, está muito quente, é uma
[1:05] semaninha que eu vim acompanhar um pouco de assuntos que eu
[1:09] gosto também. Mas como o meu dinheiro está
[1:12] investido no Brasil? Tudo o que acontece aí, já que
[1:15] eu não estou de férias, é só uma semaninha offline, médio
[1:19] offline. Vamos acompanhar o que aconteceu
[1:21] no dia de hoje, porque é um dia comum, um dia comum na minha
[1:24] vida, um dia de acompanhamento desses dados e como bem fazemos
[1:29] sempre, né? Tati segunda-feira é dia de
[1:32] relatório Focus? Um dia, hoje a gente tem os
[1:35] nossos queridos dados do banco central em relação a 4
[1:38] variáveis, que são bastante importantes para a gente
[1:40] acompanhar que são elas o nosso PIB, o nosso câmbio, a nossa
[1:45] inflação e a nossa taxa básica de juros, a querida Selic.
[1:49] Mas antes da gente falar sobre isso, vamos, como de praxe,
[1:53] fazer o nosso resumo do dia, que é sobre o Ibovespa hoje.
[1:59] Ele fechou com uma baixa de zero 19%, aos 172. 1000 pontos também
[2:05] ali, com um recuo do dólar, né, que ficou ali caindo por 3
[2:11] sessões seguidas, mas hoje subiu, subiu zero 53% e fechou a
[2:15] 5,11 BRL. Vamos falar um pouquinho desse
[2:19] relatório Focus Tati que que você?
[2:21] Acha o relatório Focus, ele continua trazendo aí revisão da
[2:25] projeção de inflação para esse ano.
[2:28] Não é o Horizonte relevante de política monetária do banco
[2:31] central. O que quer dizer que o banco
[2:32] central não olha para essa inflação, para a inflação desse
[2:37] ano, para tomar AA decisão de política monetária.
[2:40] Por quê? Porque como a gente já falou
[2:43] algumas vezes aqui, a política monetária, ela demora tempo para
[2:47] ter efeito na economia. Então, quando o banco central
[2:50] toma a decisão de juros, ele tá olhando.
[2:52] Para frente, mas muito mais para frente.
[2:54] Então, o Horizonte relevante. Para onde o banco central ele
[2:58] olha hoje atualmente, para tomar a decisão de política monetária,
[3:03] que é quando a taxa de juros vai estar fazendo efeito, é final de
[3:06] 2027, começo de 2028, mais especificamente o primeiro
[3:11] trimestre de 2000 e de 2028. Então, o banco central está
[3:14] olhando para a inflação. Ele olha para todas as
[3:16] inflações, mas ele toma a decisão.
[3:18] De política monetária numa inflação muito mais na frente.
[3:22] De qualquer maneira, a inflação e o que os economistas pensam da
[3:26] inflação para esse ano, para o ano de 2027 é muito importante.
[3:31] Então, essa tendência de revisão que a gente já tem já há várias
[3:34] semanas de de revisão para abaixo da inflação de 2026, é
[3:39] uma ótima notícia. A gente continua com essa
[3:41] notícia. É o relatório referente às
[3:44] expectativas dos economistas até sexta-feira passada trouxe que?
[3:48] Queda de um pontinho para a expectativa de inflação de 2026,
[3:53] caindo de 5,03 para 5,02 é pouquinho, mas é importante.
[4:00] Reflete aí um pouco os indicadores de inflação que
[4:04] recentemente. Sendo divulgados, que traz uma
[4:07] inflação mais baixinha, reflete que o preço do petróleo, a
[4:11] despeito da confusão ali entre Estados Unidos permanecer entre
[4:16] Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo não voltou para o
[4:19] patamar de 100 USD o barril ou acima disso.
[4:22] Tá ali 80, sobe um pouquinho, chega quase no 90, volta um
[4:27] pouquinho, fica ali, é quase chegando nos 80, então tá um
[4:31] pouco mais bem comportado. Reflete isso e reflete o nosso
[4:34] câmbio, que também. Não perdeu tanto valor assim.
[4:38] Então essa é uma boa notícia. A inflação para 2027, 2028 e
[4:43] 2029 as expectativas permaneceram iguais.
[4:46] Os economistas veem projetam inflação em 4,22 para 2027.
[4:53] Um pouquinho acima, né? Um pouquinho não bastante acima
[4:56] do centro da meta de 3%, mas já projetam uma inflação abaixo do
[5:02] teto de flutuação. Da dessa inflação, estão abaixo
[5:06] dos 4 e meio por cento, o que é uma boa notícia.
[5:09] A projeção para 2028 é de 3,80, ou seja, já bem mais próxima do
[5:16] centro da meta de 3%, e para 2029 permaneceu inalterada em 3
[5:22] e meio por cento. Já as expectativas de PIB de
[5:26] crescimento de PIB foram também revisadas para baixo, então o
[5:29] mercado, os economistas revisaram o crescimento
[5:33] econômico um pontinho. É para esse ano de 1 e 99 que
[5:37] eles esperavam antes para 1 e 98.
[5:39] Então o Brasil crescendo um pouquinho abaixo de 2% esse ano,
[5:43] revisaram mais ainda a projeção de crescimento econômico para
[5:48] 2027. Então os economistas aí mais
[5:50] pessimistas, vendo a economia desacelerando mais do que ela
[5:54] está desacelerando esse ano, no ano que vem.
[5:57] É revisaram o crescimento de 1 e 57 por cento pra 1 e 52 por
[6:04] cento. Então aí foi uma revisão um
[6:05] pouco maior, é e pra 2027? Do que 2028?
[6:10] Pra pra 2027? Do que 2026?
[6:13] Desculpa pra 2028. Aí os economistas voltam a ver o
[6:17] Brasil crescendo a 2%. E 2029 também crescendo a 2%.
[6:23] Não fizeram revisão nenhuma, então ele só está.
[6:25] Os economistas estão revisando, os economistas de mercado estão
[6:28] revisando o crescimento econômico para baixo agora no
[6:32] curto prazo, para esse ano e para o ano que vem.
[6:34] Expectativas de câmbio os economistas seguem vendo o
[6:38] câmbio no final do ano, o real em relação ao dólar em 5 e 20
[6:42] centavos. Ou seja, os economistas ainda
[6:44] vem um espaço para o real perder valor, né?
[6:47] Hoje, como você disse, Ana, ele fechou.
[6:50] Todo o dia às 5 e 11. E os economistas acham que o
[6:54] câmbio vai continuar, o real vai continuar perdendo valor até o
[6:58] final do ano e chegando aí a 5,20 BRL no fechamento do ano.
[7:04] E aí os economistas continuam vendo o real perdendo valor.
[7:08] Daí para frente, tanto que eles esperam o câmbio No No, no
[7:12] fechamento, né, no final do ano de 2027, a 5,28 BRL, então um
[7:18] pouco pior do que os 5,20 BRL que eles esperam para para o
[7:23] final desse ano. Para 2028, a expectativa é o
[7:28] câmbio fechando o ano a 5,30 BRL e para 2029 a 5,37 BRL.
[7:37] Por último, com relação a taxa de juros, os economistas, já
[7:42] desde a semana passada vem mais um corte de juros, trazendo a
[7:46] Selic pra 13 e 75, então hoje a Selic tá a Selic, que é a taxa
[7:52] básica de juros no Brasil, aquela que o banco central
[7:54] decide. É o patamar, ela está em 14% e
[8:00] os economistas veem mais uma queda de zero 25, trazendo para
[8:04] 1375 e aí terminaria esse ano a 13 e 75.
[8:09] No ano que vem, eles vem uma retomada desse ciclo de corte de
[8:12] juros, trazendo a felic terminando a felic, terminando o
[8:17] ano a 12%. Para 2028 + 1 pouquinho de ciclo
[8:23] de juros terminaria a Selic caindo para 10 e meio por
[8:27] 102029. O esse ciclo é fechando a Selic
[8:34] para 10%. Então é aquela queda, mas uma
[8:37] queda muito lenta. Da Selic ao longo dos anos.
[8:40] Por quê? Porque a inflação também cai
[8:42] lentamente, como a gente acabou de ver.
[8:44] Os economistas lá em 2029 veem ainda a tá a inflação acima do
[8:51] centro da meta. Eles projetam a inflação e 3 e
[8:53] meio por cento. Então, realmente, nesse
[8:56] ambiente, não tem muito espaço para o banco central cair muito
[9:00] a Selic e trazer a Selic para baixo de 10%, de acordo com os
[9:04] economistas. Tá muito bem, muito bem
[9:07] explicado todas essas variáveis. Confesso que fiquei levemente
[9:11] assustada com essa projeção de câmbio.
[9:13] Acho que a gente pode deixar isso para um outro momento,
[9:16] porque como essa semana é uma semana muito importante para a
[9:21] política monetária, né? Porque a gente tem a publicação
[9:26] da ata do nosso banco central sobre a última reunião da taxa
[9:29] de juros que aconteceu. Na quarta-feira passada, a gente
[9:32] comentou aqui num episódio de podcast sempre que acontece esse
[9:36] movimento, esse encontro do banco central de 45 em 45 dias,
[9:40] para entender o que está acontecendo com a nossa inflação
[9:43] e assim trabalhar a nossa taxa básica de juros para tentar
[9:46] levar ela para a meta depois de um tempo.
[9:48] Depois que o comunicado acontece no mesmo dia que a reunião
[9:50] acontece, portanto, quarta-feira a.
[9:53] A gente tem essa ata que vem amanhã, que possivelmente vai
[9:56] ser um dos nossos assuntos aqui é né?
[9:59] Pra gente comentar, mas a gente também vai ter a liberação aqui
[10:04] do nosso valor de IPCA de. Julho.
[10:08] Além da expectativa da ata do Fed, que a gente não sabe se vem
[10:13] agora ou não, porque demora um pouquinho mais.
[10:15] Mas OCPI, né? OCPI, na verdade, para falar em
[10:19] inglês, que também é essa expectativa, essa projeção de
[10:21] inflação dos Estados Unidos, que deve sair na quarta-feira.
[10:24] Então, uma semana muito focada nesse aspeto e antes de passar a
[10:27] palavra para Tati, como economista, falando aqui dessas
[10:30] variáveis, desses assuntos todos, que ela é muito
[10:32] especialista. Só quero fazer um comentário
[10:34] porque, por mais que eu tenha dito que o câmbio ele me ele me
[10:39] deixa aqui um pouco preocupada, né?
[10:41] Porque a Tati foi falando aqui a projeção dos economistas e o
[10:44] câmbio realmente vem aí com uma expectativa para cima.
[10:46] Vale lembrar que isso não é só uma valorização do dólar, mais
[10:50] uma expectativa da depreciação da nossa própria moeda, que vem,
[10:53] claro, como uma consequência dessa redução da nossa da nossa
[10:56] taxa básica de juros, a gente vê.
[10:59] Mesmo com essa expectativa da Selic em queda, é gente chegando
[11:03] aí nesse patamar de 10 e meio por cento no longo prazo, os
[11:07] juros no Brasil caindo muito ainda não deixa o Brasil sendo
[11:12] um país relativamente. Barato a gente teve essa quarta
[11:16] redução seguida de zero ponto 25 por é pontos percentuais na
[11:21] reunião na quarta-feira passada, que já era uma movimentação que
[11:24] vinha sendo sendo esperada pelo mercado.
[11:27] A gente está vendo essa taxa Selic caindo desde o começo do
[11:30] ano, que pode sim já ser um início de um Alívio.
[11:33] Mas a gente precisa ver com atenção, porque existem várias
[11:36] razões, internas e externas, que justificam esse movimento.
[11:41] Claro que dentro de casa, que é aquilo que o banco central
[11:43] prioriamente. Prioritariamente, olha que é a
[11:46] nossa inflação. Ela começa a ceder e a gente vê
[11:49] atividade econômica perdendo força.
[11:51] Mas a gente também vê o cenário externo influenciando muito
[11:55] nesse aspeto. O cenário ainda é de cautela.
[11:57] Lá fora, a gente ainda está tentando entender os impactos
[12:00] das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a.
[12:03] Além das consequências do conflito que existem agora no
[12:05] Golfo Pérsico. Então a gente está falando hoje
[12:08] desse relatório Focus. A gente entende que toda
[12:11] segunda-feira ele é republicado. A gente está sempre trabalhando
[12:15] com essa questão das próprias expectativas.
[12:17] E acho que quando a gente tiver essas outras informações que eu
[12:20] comentei ao longo dessa semana, a gente também vai conseguir
[12:23] aprofundar muito mais nesses assuntos.
[12:24] Sim, vai. Esse é tanto a informação da ata
[12:29] que vai ser divulgado amanhã às 8:00 da manhã, quanto à
[12:33] informação do IPCA, que vai ser divulgado às 9:00 da manhã dia e
[12:37] amanhã. Isso vai entrar.
[12:40] É como informação para os agentes econômicos, para os
[12:44] players de mercado, e isso vai estar sendo precificado.
[12:48] Tanto na taxa de câmbio quanto na taxa de juros, principalmente
[12:51] na taxa de juros e como na bolsa brasileira também, né?
[12:56] A expectativa da inflação amanhã.
[12:59] Amanhã vai ser divulgado o IPCA de julho às 9:00 da manhã.
[13:03] A expectativa, o consenso que eu tô vendo aqui na trade.
[13:06] Economics é 0,03. O consenso que eu vi no
[13:11] Broadcast era de 0,07. Ah, Tatiana, mais consensos
[13:14] diferentes é porque é a 3 economicos deve fazer uma
[13:19] pesquisa com alguns economistas. Esse grupo de economistas deve
[13:22] diferir um pouco do grupo de economistas que o Broadcast faz,
[13:27] mas. 0,03 de inflação mensal ou 0,07 de inflação mensal.
[13:33] É uma inflação muito baixa. Como eu já comentei aqui com
[13:38] vocês, tem uma sazonalidade. A inflação, principal
[13:40] sazonalidade da inflação é no Brasil.
[13:43] É dada pelo preço de alimentação.
[13:46] O que que é sazonalidade? Sazonalidade é um movimento que
[13:48] sempre acontece em determinado período do ano.
[13:57] Né? Então é em dezembro.
[13:59] A gente tem uma sazonalidade de no comércio, vendas muito
[14:04] Fortes, porque porque é Natal, maio também uma sazonalidade.
[14:09] No comércio você vê vendas muito Fortes porque porque tem o Dia
[14:12] das Mães, novembro, vendas muito forte no finalzinho de novembro,
[14:17] porque porque tem o Black Friday e esses eventos acontecem todo
[14:22] ano. Quase no mesmo dia, né?
[14:24] Black Friday no mesmo dia, Natal no mesmo dia, Dia das Mães
[14:28] depende qual é o segundo domingo de maio, mas sempre acontece no
[14:31] mês de maio, o dia da o Dia das Mães.
[14:34] Então isso que é essa, zonalidade eventos que ocorrem
[14:37] sempre no mesmo mês. Quando a gente sabe disso, o que
[14:40] que a gente faz, a gente pega e estatisticamente e tentar limpar
[14:45] essa zonalidade para saber o quanto que, por exemplo, a venda
[14:49] do comércio, quanto que ela realmente desempenhou melhor.
[14:53] Do que É Ela vinha desempenhando ou se há esse desempenho das
[14:58] vendas só foi positivo porque tinha ou Dia das Mães era maio
[15:04] ou Natal, dezembro ou Black Friday, que novembro, né?
[15:09] Então a gente consegue. Né?
[15:11] Saber se tem na atividade econômica algo a mais do que só
[15:16] o efeito sazonal na inflação, principalmente na alimentação, a
[15:19] gente também tem esse efeito, né?
[15:21] Então, o Brasil, ele tem um verão muito chuvoso e o inverno
[15:25] mais seco. Isso é normal, é é
[15:27] característica do nosso país, que que acontece, né?
[15:30] O inverno, o inverno começa ali. A partir de maio, então, fica
[15:36] mais seco. Que que acontece quando é mais
[15:39] seco? Ah, você tem lá tanto AA
[15:43] colheita, né? A maior parte da da safra maior
[15:47] no Brasil, que é do centro Oeste e sudeste, ela acontece nesse
[15:51] período, junho, maio, junho, julho, né?
[15:54] Quanto também. O fator de ser mais seco
[15:58] favorece também as lavouras curtas, tomate, alface e tal.
[16:01] Então, o que a gente vê sempre nos meses de junho, julho e
[16:05] agosto é uma inflação deflação mais.
[16:08] Mas bem dizendo da alimentação e a alimentação sendo deflação,
[16:13] registrando queda de preços, ela puxa a inflação total para
[16:17] baixo. Então entra ano, sai ano e a
[16:19] gente sempre vê as inflações de junho, julho, agosto, sendo o
[16:25] IPCA sendo bastante baixo. Então esse IPCA na casa do 0,03
[16:29] ou 0,07, de que que vai sair amanhã?
[16:32] Ele. Está dentro da sazonalidade, mas
[16:38] mesmo sendo só sazonal, fala assim, Ah, então é
[16:41] sócionalidade. Se tirar a sazonalidade, essa
[16:43] inflação não está bem comportada.
[16:45] Tão bem comportada assim pode ser.
[16:48] Mas o último dado a inflação, a prévia de julho, mostrou que,
[16:52] mesmo tirando descontando a sazonalidade, a inflação, ela
[16:56] mostrou ali que ela está bem comportada.
[16:59] Então o dado de amanhã, mesmo que ele vier, baixo.
[17:03] Quando o mercado olhar o número é a abertura.
[17:06] E se ele continuar havendo essa inflação bem comportada, que são
[17:10] os núcleos, né? Na hora que você tira o evento
[17:13] sazonal, continuar havendo uma inflação baixinha, isso vai ser
[17:17] uma boa notícia para o banco central e para política
[17:20] monetária e, consequentemente, por exemplo, para as ações, né?
[17:24] Porque porque se a inflação, ela tá bem comportada, se ela tá
[17:28] baixinha, se ela tá mais alinhada com.
[17:31] A meta de 3% menos distante. Isso sinaliza que o banco
[17:35] central vai poder continuar cortando juros e os juros
[17:40] podendo cair. E isso melhora a atividade
[17:43] econômica e, consequentemente, deixa o preço das ações mais
[17:47] atrativo em algum momento, né? Então, esse índice de inflação
[17:52] que vai ser divulgado amanhã, ele é importante.
[17:55] Para quase todos os ativos da economia, seja juros, seja o
[17:59] crédito, os ativos vinculados a crédito, seja é a os preços das
[18:05] ações, né? A ata, que também vai ser
[18:08] divulgada e até um pouco antes da inflação.
[18:11] Ela também é importante, mas ela é importante.
[18:13] Para. Nos dizer o que que o banco
[18:16] central, como é que o banco central está pensando política
[18:18] monetária, então são 2 coisas diferentes.
[18:21] A ata é para ver o que que o banco central, como é que ele
[18:24] está pensando política monetária, que que ele está mais
[18:26] apreensivo. Ele sinalizou que ele está vendo
[18:29] um cenário com pressões autistas.
[18:31] Então, aonde estão essas pressões autistas?
[18:34] Na inflação EOIPCA que sai na sequência.
[18:37] Ele vai ser importante para mostrar para frente.
[18:40] Né? O que que pode aliviar para o
[18:43] banco central? O que que o banco central pode
[18:44] estar pensando no futuro e para onde que ele pode estar levando
[18:50] a taxa Selic? Dado, né?
[18:53] Se a inflação vir, é bem comportada, mesmo na hora que a
[18:57] gente descontar a sazonalidade ou.
[18:59] Né? Do contrário, se vier um número
[19:01] pior do que o mercado está esperando, né?
[19:04] Então, aí tirando aí as esperanças de uma continuidade,
[19:08] por exemplo, de corte de juros, então esse número da inflação,
[19:11] ele serve para mostrar para frente.
[19:14] A ata vai mostrar como é que o banco central está sentindo
[19:17] quais são as. As preocupações e a inflação que
[19:20] vai ser divulgada é para mostrar para frente como é que o banco
[19:23] central pode se sentir para frente para as próximas semanas.
[19:28] Esse comunicado ele realmente dita melhor do que só o que foi
[19:34] divulgado como resultado de taxa de juros, porque a gente entende
[19:37] totalmente esse tom, como você acabou de dizer, né?
[19:40] Vem todo esse esse processo de entendimento de fato, do que que
[19:45] o banco central quer dizer com essa ata oficial.
[19:48] O que eu acho até curioso, que venha quase que uma semana
[19:51] depois, né? Porque é divulgado na quarta
[19:53] essa essa ata sai na terça-feira.
[19:56] E por que que demora tanto para o Fed divulgar?
[19:58] Tati, que Oo Fed divulgou, resolveu manter a taxa de juros
[20:02] dos Estados Unidos há há uma semana, antes inclusive da nossa
[20:06] reunião, e a ata deles ainda não saiu e a nossa vai vim antes
[20:10] assim, o que que acontece? É o é tradição dos Estados
[20:14] Unidos. Né?
[20:16] A política monetária lá, o calendário é é dessa maneira,
[20:21] né? Então, AAA ata, ela demora é
[20:26] mais, né? A gente tem a gente, quando a
[20:28] gente é adotou regime de metas, a gente adotou um com essa
[20:33] estrutura de que tem a decisão. Logo depois da decisão,
[20:38] imediatamente junto com a decisão, vem o comunicado, que
[20:41] são algumas frases falando, explicando por que que foi
[20:44] tomada aquela decisão. E na terça-feira, imediatamente
[20:47] após, é a quarta-feira da decisão.
[20:50] Tem a ata, a gente, o banco central definiu essa estrutura.
[20:54] Né? O nosso banco central brasileiro
[20:56] lá nos Estados Unidos, a estrutura está definida de uma
[21:00] maneira diferente. Então a ata, ela geralmente vem
[21:03] ali uns 30 dias depois da decisão.
[21:07] É de é política monetária, né? Então, ó os minutes, ele não tem
[21:13] nem aqui a data, mas ele deve vir aqui é mais para o final de
[21:18] agosto, começo de setembro. Né?
[21:21] É, eles definiram desse dessa maneira, a estrutura.
[21:25] Agora, vale lembrar que isso está sendo repensado, né?
[21:30] Então vamos lembrar aqui que o Wars, o Kevin Wars ele criou, a
[21:36] gente até já documentou aqui em algum podcast que ele criou aí
[21:41] núcleos para pensar, entre outras coisas, para repensar a
[21:45] comunicação do banco central. Americano.
[21:49] E um dos pontos é que foi ressaltado assim que ele falou
[21:53] as pessoas que participem. Por exemplo, o Armínio Fraga
[21:56] está participando do núcleo de comunicação, né?
[21:58] Para repensar a comunicação do do do banco central americano.
[22:03] Um dos pontos é esse. Né?
[22:06] E que todo mundo está acreditando que talvez eles
[22:08] movam e tragam a ata mais para próximo.
[22:11] É da decisão de juros, porque a ata nos Estados Unidos acaba
[22:15] sendo muitas vezes um documento sem informação, porque já
[22:19] passou, já foi, já passou muito tempo da decisão de política
[22:23] monetária. Ela vai falar de indicadores que
[22:25] foram divulgados ali antes. Da decisão de política
[22:28] monetária. Então, geralmente a ata não traz
[22:31] informação nenhuma adicional para o mercado.
[22:34] Quando porque ela é divulgada muito, né?
[22:37] Muito depois da decisão de juros, né?
[22:40] Aqui no Brasil é o contrário, né?
[22:42] Todo mundo fica esperando a ata, porque como a ata sai logo e ela
[22:46] é mais detalhada, todo mundo espera.
[22:49] Geralmente, os economistas esperam a divulgação da ata
[22:53] para. Refazerem repensarem suas
[22:56] projeções com relação a Selic. Eles não repensam isso na
[22:59] divulgação do comunicado. Ninguém repensa.
[23:03] Na hora que sai o comunicado, todo mundo fala assim, Ah, há
[23:07] uma possibilidade da situação a ou b mas vamos aguardar a ata
[23:12] para confirmar essa expectativa. E aí na ata é aonde a maioria
[23:17] dos economistas eles repensam ou confirmam as suas projeções.
[23:23] É para. A taxa Selic?
[23:25] Entendi até porque, pensando bem, aqui agora, com a pergunta
[23:29] que eu te fiz e com a resposta que você me deu, essa ata
[23:32] oficial do Fed, que é o banco central dos Estados Unidos, ela
[23:35] precisa ser muito bem pensada, né?
[23:36] Porque ela vai movimentar não só o mercado dos Estados Unidos
[23:39] como o mundo inteiro. Então realmente esse tom, ele
[23:41] precisa vir de uma forma muito mais bem.
[23:45] Estrategicamente colocada, e como você mesmo disse, o Kevin
[23:49] worsch, que é o atual presidente do banco central dos Estados
[23:52] Unidos, ele está num momento ali, né?
[23:54] De primeira reunião, primeiros momentos, mostrar trabalho,
[23:59] mostrar que está empenhado. Então ele deve estar aí
[24:02] trabalhando com esse time agora, ainda sobre esse assunto, mas
[24:05] trazendo para um lado um pouco mais financeiro, de produto,
[24:09] quero trazer um ponto de atenção aqui para os fundos
[24:11] imobiliários. Eu não sei se os nossos
[24:13] ouvintes. Já são investidores querem
[24:15] começar a investir ou se já possuem fundos imobiliários
[24:18] inclusive? Comentem aqui no episódio desse
[24:20] podcast se vocês gostam desse tipo de investimento ou se
[24:23] querem mais informações sobre isso.
[24:25] Mas fundos mobiliários são aqueles investimentos que também
[24:29] ficam ali muito dependentes do que vai ser essa variação de
[24:33] taxa Selic, porque eles praticamente funcionam como
[24:36] inversamente proporcionais ao que a curva de juros.
[24:40] Significa o que que eu quero dizer com isso?
[24:43] Eu quero dizer que quando a gente fala de fundos
[24:45] imobiliários, né? Que são esses investimentos que
[24:48] vão trazer uma exposição ao setor imobiliário sem que o
[24:51] investidor precise comprar um imóvel inteiro, mas comprando
[24:54] cotas. Ou de fundos imobiliários de
[24:57] tijolo, que são aqueles que representam prédios realmente
[25:00] edificados, como shoppings grandes, galpões logísticos,
[25:04] enfim, ou os fundos imobiliários de papéis, que são aqueles que
[25:08] compram, na verdade, os. Certificados de recebíveis
[25:12] imobiliários, então, fundos de cri ou que estão ali mais
[25:16] dependentes da variação dos preços de títulos voltados ao
[25:20] mercado imobiliário, né? Então tem ali um papel também de
[25:25] dividendo um pouco maior, porque eles estão atrelados a títulos
[25:29] de renda fixa. Esses especificamente, que são
[25:32] mais voltados para pagamentos de dividendos mensais, que a gente
[25:36] fala de dividend u, para usar um termo.
[25:40] Mais técnico aqui ele vem como Oo como a taxa de juros ali,
[25:45] meio que como um custo de oportunidade para o investidor,
[25:48] porque quando a taxa de juros está muito alta e o CDI, em
[25:51] consequência, está muito também está muito alto.
[25:54] Esses esses ativos, eles não se tornam tão atrativos.
[25:57] Eles isso pressiona o preço desses papéis para baixo.
[26:01] E a gente percebe que, na verdade, é um mercado que
[26:04] precisa de fomento também. Então, quando a gente olha para
[26:07] esse movimento de taxa de juros no Brasil, ele também tem um
[26:11] tempinho para ficar refletido ali nas cotas dos fundos
[26:15] imobiliários. Isso não, não é refletido de
[26:18] forma automática com essa expectativa que a gente teve
[26:21] aqui, que a Tati até comentou dessa dessa Selic caindo até o
[26:26] final desse ano ou inclusive. Cada vez mais, de forma
[26:31] gradativa, até o final do ano que vem, até o final de 2029, a
[26:35] gente vai vendo essa curva de juros, refletindo então também
[26:39] numa queda de preço desses papéis, que também vão trazer,
[26:43] como como consequência e de forma proporcional, os
[26:46] dividendos que esses investidores vão recebendo com o
[26:49] tempo. Então, ainda assim, são produtos
[26:51] interessantes, mas que são automaticamente impactados por
[26:56] essa variação. Na curva.
[26:58] Por isso, se vocês tiverem dúvidas, comentem em gay.
[27:00] Quem sabe a gente não pode aprofundar no que vocês mais
[27:03] querem saber e conhecer com as pautas que a gente seleciona
[27:06] para trazer para vocês? É isso, Tati?
[27:09] É, é isso, né? Essa taxa de juros alta, outros
[27:14] ativos que também rendem juros, eles perdem a atratividade, né?
[27:19] Por quê? Porque.
[27:21] É OA sem, com baixo risco, né? Sem risco nenhum, mas com baixo
[27:26] risco. Você tem um título do Tesouro te
[27:28] pagando 14%. Se a gente pensar numa numa pós
[27:33] fixada, né? Num título pós fixado numa
[27:35] Selic, é então as pessoas, sem fazer muito esforço e sem correr
[27:40] muito risco, elas já recebem 14, elas podem receber, se elas
[27:44] quiserem, 14%. Aí o que acontece?
[27:46] A demanda vai mais para a Selic e não vai para esses papéis, e é
[27:50] por isso. E os preços desses papéis caem,
[27:53] né? É cada vez que você tem uma
[27:55] dúvida se o banco central vai continuar cortando juros ou se
[27:58] ele vai parar, é logicamente, esses papéis sofrem, porque vai
[28:02] todo mundo. Você tá com dúvida, tá tá com
[28:05] com medo do futuro, todo mundo, uma grande parte das pessoas vão
[28:10] pra Selic e saem desses papéis. Então o que acontece é com
[28:16] política monetária, acaba fretando de uma maneira até mais
[28:20] clara e mais direta. Mais forte, esses papéis que
[28:23] rendem juros e afetam como a gente já viu e a gente tem visto
[28:27] também, afetam as ações aí de uma maneira um pouco mais, não
[28:31] tão lincada. Mas a gente sabe que tem esse
[28:34] efeito também pro pra pra demanda de papel acionário.
[28:38] Se a se a Selic está muito alta, ninguém demanda ninguém, né?
[28:41] As pessoas param de querer é comprar ações.
[28:45] EE vão também ficar na Selic, que tem menos risco, né?
[28:49] Então. É esse problema da Selic mais
[28:51] alta, essa questão da Selic mais alta acaba afetando o preço dos
[28:55] ativos em geral. Né verdade.
[28:58] E assim nasce um perfil muito conhecido no Brasil, que é do
[29:01] investidor rentista. Ele sabe que ele vai ter
[29:03] rendimentos altos investindo em papéis atrelados à Selic com com
[29:09] um risco relativamente baixo, né?
[29:11] Que é na renda fixa e não precisa ir pra renda variável
[29:13] que busca por. Assimetrias de preços maiores,
[29:15] que também vem acompanhadas de maior volatilidade.
[29:18] Mais risco, mais se der certo, mais prêmio, mas aí não precisa
[29:21] ir para lá, né? Porque já está recebendo
[29:23] dinheiro na renda fixa. Enfim, fica paradinho ali.
[29:26] Bom, a gente tem bastante coisa para acompanhar, então, ao longo
[29:29] dessa semana. É, eu não acabei não, só
[29:34] justificando aqui a ausência do podcast na sexta-feira.
[29:36] Na quinta-feira eu tive voo, a gente já tinha avisado que não
[29:38] IA ter podcast na sexta-feira, essa essa questão do fuso
[29:41] horário acabou não funcionando, mas essa semana a gente vai se
[29:45] falar com certeza. Bom, sempre tem informações
[29:49] novas aqui, mas se você gostou do que aprendeu aqui hoje, siga
[29:52] a página do podcast, seja na plataforma que forem, que você
[29:55] esteja nos ouvindo agora, pode ser no Spotify, pode ser no
[29:58] Apple podcast, comente aqui, contem para nós o que?
[30:01] Vocês mais gostaram de aprender e, claro, conheçam mais sobre o
[30:04] nosso trabalho através dos links dos nossos perfis do LinkedIn
[30:07] que estão na descrição desse podcast.
[30:08] Tati que está cada vez mais empenhada para postar no
[30:11] LinkedIn. Estou muito feliz com isso.
[30:13] Dá para a gente acompanhar muito o trabalho dela de excelência.
[30:16] Cada dia mais amanhã a gente volta com mais uma leitura.
[30:21] E esse episódio contou com Fontes de InfoMoney, Broadcast,
[30:24] Banco Central do Brasil e trading Economics.
[30:27] Lembrem se que no final o preço pode ser o que aparece na tela.
[30:29] Mais valor é o que vocês entendem até amanhã, porque o
[30:33] mercado muda e o preços ativos também.
[30:35] Tchau, tchau, tchau, tchau.

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