# Episódio #33: Relatório Focus e saída de capital estrangeiro do Brasil

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 1 Jun 2026, 29 min.

Audio: https://anchor.fm/s/11134a258/podcast/play/120868195/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-5-1%2F90094705-f273-36dd-e06a-4402ae840fa4.mp3

No episódio de hoje, analisamos os dados mais recentes do Relatório Focus e o movimento de saída de capital estrangeiro do mercado brasileiro, um tema que acende o alerta para investidores e influencia diretamente câmbio, bolsa e juros. Falamos sobre como as expectativas para inflação, Selic e crescimento econômico vêm evoluindo nas últimas semanas e o que isso pode significar para os próximos passos da política monetária. Também discutimos os fatores que têm levado investidores internacionais a reduzirem exposição ao Brasil, incluindo o cenário fiscal, a atratividade dos juros americanos e a busca global por ativos considerados mais seguros. Também comentamos a nova Carteira Valor para junho, que reúne as ações mais recomendadas por grandes instituições financeiras do mercado, servindo como termômetro das principais apostas dos analistas para o próximo mês. Confira a carteira completa em: https://infograficos.valor.globo.com/carteira-valor-valorinveste/ Além disso, analisamos os impactos desse fluxo negativo sobre o dólar, o Ibovespa e as oportunidades que podem surgir para quem investe com foco no longo prazo.

## Transcript

[0:07] Nem tudo que parece barato é oportunidade e nem tudo que
[0:11] parece caro está fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães.
[0:15] Eu sou especialista em investimentos e todos os dias eu
[0:18] venho aqui com Tatiana Pinheiro, doutor em economia, para
[0:21] traduzir para vocês, nossos ouvintes, o que aparece aqui na
[0:24] nossa tela depois de todo o fechamento de mercado.
[0:27] Todos os dias um olhar de economia e investimentos para te
[0:30] ajudar a entender o mercado e o que fazer com ele.
[0:33] Se esse é um assunto que te interessa, eu te convido a
[0:35] seguir a página aqui do podcast. Estamos crescendo para que todos
[0:39] os dias você aprenda um pouquinho mais conosco sobre
[0:42] esse universo. Hoje é dia primeiro de junho de
[0:44] 2026, são 18 horas e 52 minutos. Esse é o episódio número 33,
[0:50] tudo bem com você, Tati? Tudo bem, tudo bem?
[0:53] E você, Ana? Tudo.
[0:54] Ótimo, ó. Uma segunda-feira como uma outra
[0:59] qualquer poderia ser. No entanto, a gente tem aqui
[1:03] mais uma baixa muito significativa nos nossos
[1:06] índices. Vou começar a minha fala com o
[1:08] nosso resumo de praxe do mercado de como a bolsa se saiu hoje.
[1:12] O Ibovespa, ele abre esse mês de junho em baixo, com a quinta
[1:17] queda, com. Consecutiva, mas tem um destaque
[1:20] positivo ali para a Petrobras, antes de explicar o que
[1:23] aconteceu com a Petrobras hoje, só quero trazer aqui esse resumo
[1:26] dizendo que hoje a gente fechou o Ibovespa perto dos 172000.1
[1:32] queda de quase 1% em relação ao fechamento de sexta-feira
[1:36] passada e a gente não chegava nesse valor.
[1:41] Desde janeiro, mais ou menos desse ano, quando a gente fechou
[1:44] mais perto dos 171000 pontos. E ali a gente estava passando
[1:50] por um período diferente do que a gente está vivendo agora.
[1:53] Já são 3 meses consecutivos de perda que a gente está tendo nos
[1:57] últimos 30 pregões da bolsa, em que só 9 terminaram positivos.
[2:02] Então, desde que começou a guerra do Irã até aqui, a gente
[2:05] já perdeu 16000. Pontos.
[2:09] Então, a gente fica nesse contexto de entender como que a
[2:13] nossa bolsa pode se sobressair nesse cenário entre o conflito
[2:17] dos Estados Unidos, Irã e como isso também traz desdobramentos
[2:21] para o nosso mercado aqui. Ana, mas o que que tem a ver se
[2:24] a gente está no Brasil, se o nosso mercado é está nos conecto
[2:27] bem? Enquanto nada muda nessa questão
[2:30] da guerra entre Irã e Estados Unidos, a gente ainda tem esse
[2:35] contexto do Estreito de ormus fechados e ambos os países ali,
[2:40] nesse contexto de não saber se vão se acertar, se vai chegar um
[2:45] fim dessa guerra e se a gente vai voltar a ter um fluxo
[2:49] natural do preço. É um fluxo natural do barril de
[2:53] petróleo, né? De petróleo no mundo, embora o
[2:55] preço do barril de petróleo já esteja ali negociando abaixo dos
[2:58] 100 USD novamente, o que traz um pouquinho menos de pressão no
[3:04] preço inflacionário deste ativo especificamente e de todos os
[3:08] seus derivados. Então a gente está falando
[3:10] também de gás. A gente está falando também de
[3:12] derivados do petróleo, como plástico, por exemplo, e das
[3:16] próprias refinarias, que também foram destruídas em alguns
[3:19] lugares por aí. Tem muitos danos, muitas coisas
[3:22] que ainda precisam ser reorganizadas.
[3:24] E só estruturalmente, no longo prazo, é que a gente vai ver
[3:28] isso se acertando. Agora, o ponto principal que a
[3:31] gente está vivendo. Desde semana passada que também
[3:34] impactou nosso último fechamento, na sexta-feira para
[3:37] hoje. É a saída de dinheiro
[3:40] Internacional da nossa bolsa, que contribui muito também para
[3:43] essa queda que a gente está vivendo agora.
[3:45] Está acontecendo uma debandada de dinheiro estrangeiro.
[3:50] A gente já perdeu 14 bilhões de reais na nossa bolsa até o
[3:56] último dia 28 de maio. E esse fluxo estrangeiro, ele
[4:01] vem ali, né? Aproveitando que além da gente
[4:05] estar nesse contexto de juros muito alto aqui, da gente ainda
[4:10] ter os nossos preços de ativos na bolsa um pouquinho mais
[4:14] pressionados, a gente também teve agora essa qualificação,
[4:19] vamos dizer dessa forma, do PCCE do comando vermelho de serem
[4:24] considerados. É grupos terroristas, né, na
[4:29] ótica do Trump, designados como grupos terroristas nessa ótica
[4:33] de política Internacional norte Americana, e isso faz também com
[4:36] que esse dinheiro Internacional acabe então, saindo desse
[4:40] mercado brasileiro. Tati, o que que você acha disso
[4:43] tudo que a gente está vivendo agora?
[4:45] Você acha que o que a gente vê hoje?
[4:48] Está dentro dessa premissa de preço de ativo por causa.
[4:52] Disso acho que sim. Acho que está no preço.
[4:56] É como a gente comentou na sexta-feira passada OA resposta
[5:01] do macroeconômica para essa novidade de classificação.
[5:08] Do comando vermelho, do PCC como organização terrorista?
[5:12] A resposta macroeconômica seria aumento, elevação do risco país
[5:17] e, consequentemente, menos fluxo de capital estrangeiro para o
[5:22] país, então? Teve, apesar de ter pouco, ter
[5:26] tido pouco reflexo, essa notícia na sexta-feira nos mercados
[5:31] locais. A gente já viu um pouquinho de
[5:33] reflexo na sexta-feira. Agora a gente vê de novo na
[5:36] segunda e a gente deve continuar vendo essa saída de capital ou
[5:41] menor fluxo de capital estrangeiro pro país até que
[5:47] essa situação. Se reverta ou evolua para alguma
[5:52] outra situação? Mas enquanto a gente tiver com
[5:56] essa classificação, é um país que causa mais receio e, por
[6:02] isso, deve receber menos capital estrangeiro EAO fato da taxa de
[6:08] juros está elevada. Ela não resolve nesse caso, esse
[6:13] que é essa que é a tristeza? Né, OOO carry trade, que é o
[6:19] quanto que a nossa taxa de juros é maior que a taxa de juros
[6:23] Americana, que é considerada taxa livre, né?
[6:26] Ativo livre é de risco. Isso não vai valer tanto pra
[6:32] essa situação de. Classificação dessas
[6:36] organizações criminosas como organizações terroristas.
[6:40] Por quê? Porque implica uma série de
[6:42] coisas. Pode implicar, inclusive, a
[6:44] restrição de bancos, de empresas.
[6:48] A restrição de comércio de brancos e empresas que temos
[6:52] aqui no Brasil com com o resto do mundo, pode ter esse tipo de
[6:57] implicação. Porque se você acha, tá valendo
[7:01] isso no final de semana, se por acaso é uma empresa, ela
[7:06] forneceu um produto pra uma outra empresa que, por sua vez,
[7:11] tinha conexão com o comando vermelho ou com o PCC.
[7:16] Ela essa essa primeira empresa que não sabia, né?
[7:20] Não sabia da das relações. Ela pode ser classificada também
[7:25] Na Na rede. E por isso ter as operações dela
[7:29] No No mercado Internacional. Operação de Swift é proibidas.
[7:34] Estou falando obviamente 11 caso extremo, mas é uma dúvida, uma
[7:39] dúvida concreta, para onde que vai evoluir essa classificação
[7:43] do PCCE do comando vermelho, como?
[7:45] Organizações terroristas, o que que isso vai implicar pra Brasil
[7:49] nas relações comerciais, nas relações financeiras?
[7:52] Essa dúvida é uma dúvida que é legítima, ela existe, ela é
[7:56] séria e por isso tem que estar precificado e é o que a gente
[8:00] está vendo. Enquanto essa dúvida permanecer,
[8:02] é menos capital que entra. O estrangeiro olha e fala assim,
[8:05] olha, eu não sei o que que vai implicar na dúvida, eu espero um
[8:07] pouco. É muito legal você falar isso,
[8:10] porque em maio do ano passado. Teve uma comitiva Americana que
[8:17] questionou o ministro da justiça, né?
[8:21] Eu acho que naquela época ali era o Mário saburro, que ele era
[8:27] até o secretário nacional de segurança pública na época.
[8:30] Na verdade, a reunião foi com o Ministério da justiça, mas quem
[8:33] quem falou a fala que eu vou replicar agora foi o Mário
[8:37] saburro, que era o então secretário nacional de segurança
[8:40] pública, né? E não ministro da justiça, como
[8:42] eu disse previamente. Ele disse, abre aspas.
[8:45] Que essas organizações criminosas não tem qualquer
[8:49] qualquer viés ideológico, não tem qualquer viés político
[8:52] religioso. Não querem mudar o sistema e
[8:55] muito pelo contrário, elas pretendem a prática de infrações
[8:58] penais e lavagem de dinheiro. Fecha aspas.
[9:01] Isso é importante de ser dito porque na legislação brasileira,
[9:05] terrorismo. É definido pela prática de atos
[9:09] violentos. Pode ser por xenofobia, por
[9:12] discriminação, por preconceito de raça, cor, etnia ou religião.
[9:17] Quando são atos cometidos para provocar um terror social, um
[9:19] terror generalizado pode ser para Expo perigo alguma pessoa,
[9:23] Expo perigo a algum patrimônio ou a paz pública, por exemplo.
[9:28] E. Existe uma diferença na conceção
[9:30] do que significa terrorismo dentro da conceção dos Estados
[9:34] Unidos, porque eles têm outros critérios em lei que passa por
[9:39] outros processos. Então, segundo o departamento de
[9:42] estado dos Estados Unidos, 3 condições precisam ser atendidas
[9:45] para que uma organização receba essa designação.
[9:48] Em primeiro lugar, ela precisa ser estrangeira, ou seja, ela já
[9:51] não está nos Estados Unidos. E aí OPCCEO comando vermelho
[9:54] entram dentro dessa condição? Em segundo lugar, são
[9:57] organizações que precisam estar envolvidas em atividades
[10:00] terroristas, na conceção deles ou ter capacidade e intenção de
[10:04] realizar atos terroristas, né? Ou dentro desse contexto de
[10:08] escrito e número 3, precisa representar ameaça à segurança
[10:12] de cidadãos? Ou a segurança nacional dos
[10:16] Estados Unidos. Então, quando se fala de PCCE
[10:20] comando vermelho, eu tenho visto alguns artigos, algumas falas
[10:23] que deixa muito claro que para o governo brasileiro são sim
[10:26] organizações criminosas, mas não dentro da nossa conceção do que
[10:29] é terrorista. Se a gente olha para uma
[10:31] classificação de terrorismo aqui dos Estados Unidos, do que é al
[10:35] Qaeda, né? O Hezbollah, eu acho que
[10:38] realmente talvez sejam. É organizações que tivessem foco
[10:42] muito mais dentro dessa segurança, dessa dessa
[10:45] impossibilidade de gerar segurança de fato para o estado
[10:48] norte americano, mas essa decisão agora dos Estados Unidos
[10:52] acaba realmente impactando aqui todo esse nosso contexto.
[10:57] É, a gente está falando de, eu acho.
[11:00] Eu acho ruim essa comparação, embora não concorde com um
[11:05] trabalho que é executado pelo PCCE, pelo comando vermelho, eu
[11:10] acho que existe uma certa discrepância, pelo menos ao me
[11:13] ouvir. Em conectar essas esses grupos,
[11:18] né, que são sim criminosos aqui no Brasil, com grupos como por
[11:22] exemplo, esses outros, né, que eu mencionei aqui agora, quer
[11:27] comentar sobre isso? É, não.
[11:28] Eu acho que você está certa assim.
[11:30] Oo fato é, são organizações criminosas, tem que responder a
[11:34] lei. Elas são ilegais.
[11:36] Elas fazem, cometem atos ilegais e estão.
[11:41] Tem isso dito, tem que responder a lei, elas tem que ser é
[11:47] julgadas, né? E é ressarcir a sociedade pelos
[11:52] danos que elas causam. Dito isso, elas causam muito mal
[11:57] pro país, pro nosso país. Elas não representam nenhum
[12:03] risco pra pros cidadãos americanos e pra economia
[12:07] Americana, então? Essa classificação como
[12:14] organização terrorista me parece precipitada e parece que o
[12:20] governo brasileiro tem toda a capacidade e a chance de poder
[12:25] reverter isso, porque é muito claro que eles não são
[12:28] terroristas, o que a raiz é. A natureza das das ações dessas
[12:34] organizações criminosas é voltada para o crime e não para
[12:37] o terror. Isso é muito fácil de ser
[12:42] mostrado e provado. Então eu acho que vai evoluir
[12:46] pra um termo bom, mas vai precisar de muito empenho do
[12:49] governo brasileiro. E a gente tem que ver o que que
[12:53] pode de repente nesse xadrez da diplomacia Internacional, o que
[13:00] que pode ser exigido do país. Como contrapartida, né?
[13:05] O que que, o que que os Estados Unidos está pretendendo quando
[13:09] ele classifica como terroristas essas organizações?
[13:12] O que que ele pode pedir em troca em termos diplomáticos do
[13:17] Brasil, para que ele tire essa classificação?
[13:21] Então pode envolver de novo o comércio Internacional, pode
[13:25] envolver de novo tarifas mais pesadas, né?
[13:29] anão imposição de tarifas mais pesadas pode envolver o novo
[13:34] ouro do século 21, que eu estou falando.
[13:37] São os minerais críticos e as terras raras que eles têm tanto
[13:41] interesse no Brasil. E realmente faz todo o sentido,
[13:43] porque o Brasil é a segunda maior reserva mundial.
[13:46] E é quase não explorado. AA, primeira maior reserva é da
[13:50] China, e eles exploram tanto que eles dominam aí.
[13:54] E são os fornecedores de 90% desse material já beneficiado,
[13:59] né? Já trabalhado é.
[14:00] E aí fica o Brasil como segunda maior reserva do mundo.
[14:05] E sem exploração nenhuma. Será que pode envolver isso?
[14:09] Pode envolver de novo o Brasil continuar sendo uma colônia
[14:13] exploratória, onde ele vai fornecer as terras, haras, mas
[14:17] não vai se apropriar da tecnologia e vai ver mais essa
[14:20] onda passar pela nossa frente por conta dessa classificação,
[14:25] para reverter essa classificação como organização terrorista.
[14:29] Pode ser um Monte de coisa. E o Brasil?
[14:32] A questão agora é o governo estar atento para trabalhar com
[14:39] com para trabalhar nessa frente. É, eu vi uma entrevista de um
[14:44] professor de direito da FGV do Rio, ele se chama Thiago
[14:48] bottino. Ele.
[14:51] Falou para o G1 numa entrevista em março desse ano.
[14:56] E TCC e comando vermelho são facções criminosas, mas que não
[15:02] são grupo terroristas, porque ele fala que um ato terrorista
[15:06] ele tem exatamente a função de desestabilizar um governo.
[15:09] Mas as organizações criminosas, como o PCC e o comando vermelho,
[15:12] eles não querem desestabilizar o governo.
[15:15] Muito pelo contrário. Quanto mais estável for a
[15:18] situação, é mais fácil e viável pra eles organizarem as suas
[15:22] atividades criminosas, que tem muito a ver mais com lavagem de
[15:25] dinheiro. E rentabilidade para si
[15:28] próprios, que eu acho que faz bastante sentido tendo a
[15:31] concordar com isso aqui. Agora, independente disso, é
[15:35] engraçado que a gente olhando para uma ótica mais
[15:38] microeconômica, ou seja, desconsiderando que existe de
[15:42] fora. Das empresas e olhando
[15:45] estritamente Pra Elas. Quando a gente olha pra bolsa,
[15:48] para as empresas listadas hoje eu disse na introdução que
[15:51] Petrobras hoje teve um destaque positivo porque foi uma empresa
[15:55] que subiu hoje de preço. O barril de petróleo realmente
[15:59] está abaixo dos 100 USD hoje sendo negociado.
[16:02] Mas esse sobe e desce de preço que a gente tem visto sempre
[16:06] acontecendo desde que começou esse conflito entre Estados
[16:09] Unidos e Irã acaba trazendo algumas oscilações.
[16:13] Pontuais ali, então hoje está abaixo de 100 USD, mas teve uma
[16:16] disparada de preço. Isso reflete diretamente na
[16:20] variação de preço também. Então, portanto, da nossa
[16:23] principal empresa aqui do Brasil, que trabalha diretamente
[16:26] com essa commodity, então, sim, teve uma valorização hoje das
[16:30] ações da Petrobras, tanto ordinárias quanto preferenciais,
[16:33] que foram puxadas por essa negociação de preço lá fora.
[16:38] Agora, existem algumas carteiras recomendadas de algumas casas
[16:42] que já estão sendo divulgadas e eu até quero trazer aqui alguns
[16:47] pontos de atenção para que os nossos ouvintes entendam um
[16:50] pouquinho o que que algumas casas de análise e o que que
[16:55] alguns lugares estão recomendando, como carteiras de
[16:57] investimentos, apesar dessas incertezas que a gente está
[17:00] vivendo. Com essa guerra, com o que que a
[17:03] gente pode entender de uma possível queda de juros se for
[17:08] acontecer, mesmo que muito baixinha, e o que que a gente
[17:11] pode encontrar de oportunidade por aí?
[17:15] É, tem uma carteira aqui que eu peguei pra trazer pra vocês, que
[17:21] é a carteira valor que hoje integra aqui, né?
[17:27] É as visões da. E algumas empresas, acho que a
[17:31] maioria das corretoras de investimentos estão aqui, é
[17:34] envolvidas nesse contexto. Eu vou deixar o link na
[17:37] descrição desse episódio para quem quiser ver.
[17:40] OA reportagem completa a sugestão completa, mas vou
[17:44] trazer aqui algumas empresas que foram mencionadas dentro dessa
[17:47] carteira de valor para junho, vale, Itaú Unibanco, BTG
[17:52] Pactual, Itaúsa, Copel, pedidor, vibra energia.
[17:58] Lojas Renner e Petrobras. Vou deixar essa reportagem aqui
[18:03] no link para vocês visualizarem melhor, mas é interessante já
[18:07] para vocês perceberem um pouquinho de setores nisso
[18:11] daqui, é? É interessante isso, bastante
[18:15] interessante, né? Primeiro dia do mês a gente
[18:17] esquece OA vida séria, né? Você esquece o que aconteceu no
[18:22] mês anterior e toca a bola para frente.
[18:25] Agora com, com, com essa, com esse fantasma do conflito no
[18:30] Golfo Pérsico ainda é existindo? Oo que é estranho pra mim, né?
[18:38] Pensando em mercado de uma maneira mais ampla, né?
[18:41] O que é estranho é essa credibilidade que as falas do
[18:45] Trump ainda tem. Então é pensando no que ele
[18:49] está, no preço que está, o que não está no preço.
[18:52] A minha, na minha opinião, a as falas do Trump não deveriam ter
[18:56] tanta credibilidade e movimentar os preços do jeito que acontece.
[19:02] Né? Do jeito que a gente vê
[19:04] acontecendo, porque você tem um evento, um bombardeio em algum
[19:08] lugar ou dos próprios americanos ou dos israelenses no Líbano, os
[19:13] preços pioram, porque isso significa um retrocesso nas
[19:18] mesas, Na Na, nas, nas negociações.
[19:22] E aí vem o Trump e fala que AA negociação tá andando e que é
[19:28] promissor e que tá em ritmo acelerado e os preços melhoram.
[19:32] Né? Então isso de novo a gente viu
[19:35] acontecendo no dia de hoje. Mas no final das contas, já são
[19:40] 3 meses de conflito, porque o conflito começou no dia 28 de
[19:43] fevereiro. Então 3 meses e alguns dias são
[19:46] 2 meses de fechamento do Estreito de ormus, que era uma
[19:51] coisa que, a princípio, os Estados Unidos descartavam.
[19:55] O Trump descartava como possibilidade os mercados,
[19:59] também as pessoas que participam do mercado.
[20:02] Achavam, eu cheguei a escutar várias vezes.
[20:05] Não, não fecha, não consegue ficar fechado 2 dias, porque os
[20:09] Estados Unidos vai lá e se impõe.
[20:11] Já são 2 meses de fechamento do Estreito de ônus.
[20:15] E mesmo assim, após esses momentos de mercado estressado,
[20:19] há sempre um Alívio, que é o que a gente vê, né?
[20:21] Há sempre um Alívio dos preços. Aí eu tô falando o preço do
[20:25] petróleo, o preço da bolsa, devido à fala do Trump em
[20:29] relação a acordo, em relação à negociação.
[20:32] Até quando que a gente vai? Vai ainda ter essa influência
[20:36] sobre os preços? Não deveria estar mais no preço
[20:40] essa credibilidade da fala do presidente americano.
[20:44] Esse é o primeiro ponto. Aí falando de Brasil, né?
[20:48] A divulgação dessas carteiras, elas me chamam muito atenção,
[20:51] porque quando você fala Petrobras bancos, é cíclico, né?
[20:56] Mas Petrobras não é cíclico, então faz um pouco de sentido,
[21:00] né? Empresas extrativas.
[21:02] É empresas é que não são ligadas a ciclo econômico.
[21:06] Elas terem uma recomendação melhor e participarem agora, por
[21:10] exemplo, nesse ano, das carteiras recomendadas.
[21:13] Por quê? Porque tá cada vez mais difícil
[21:15] a gente ver um espaço de continuidade de corte de juros
[21:19] aqui no Brasil. E foi isso que a gente viu no
[21:21] dia de hoje, é no mercado de juros.
[21:24] O mercado passou a acreditar que é só o mercado de juros tá
[21:28] precificando só um corte. Antes ele tinha 2, ele vinha de
[21:32] 14 e meio pra 14%. Hoje Oo di janeiro 27 fechou a
[21:38] 14 e 18, então quase lá uns 14 e 25.
[21:41] Então é mais só um corte. De corte, mais um corte de de
[21:47] zero 25 na taxa de juros. Na prática, é é isso que tem
[21:53] acontecido. Esse espaço tem ficado cada vez
[21:56] mais curto por conta desses fatores que eu vou destacar
[22:01] aqui, 3 que estão acontecendo dentro do mercado.
[22:05] O primeiro deles é OA as expectativas de inflação sendo
[22:10] continuamente realizadas para si.
[22:13] Então, hoje toda segunda-feira tem a divulgação do relatório
[22:16] Focus, que ela, que é aquela pesquisa que o banco central faz
[22:20] com os economistas de mercado para saber quais são as
[22:23] projeções, a média das projeções de inflação, de juros, de
[22:28] crescimento econômico e aí vai a projeção de inflação para 2026
[22:33] foi revisada novamente nessa última semana, que passou de 4.
[22:38] Vírgula zero desculpa foi revisada de 5,04 para 5,09,
[22:46] então se distanciando cada vez mais tanto do centro da meta que
[22:49] é de 3%, como do limite de flutuação da inflação, né?
[22:53] Do da meta da banda que é 4 e meio por cento, né?
[22:56] A inflação desse desse ano de 2026, ela se distancia cada vez
[23:01] mais da meta e do que o banco central persegue para juros e a
[23:07] inflação. A expectativa de inflação para
[23:09] 2027 também. Ela Foi revisada nessa última
[23:12] semana, de 401 para 402, então também se distanciando do centro
[23:17] da meta, ainda abaixo do limite de flutuação da inflação.
[23:22] Mas está caminhando e se e quanto mais a crise, o conflito
[23:28] de hormus e o preço do petróleo permanece em altos e sem
[23:31] solução. Mas a gente vai ter essa revisão
[23:35] de 27. A gente pode chegar a passar a
[23:38] projeção de inflação desses 4 e meio, que é o limite de
[23:42] flutuação para inflação e a inflação para 2028.
[23:45] A expectativa de inflação para 2028 também foi revisada, de 3 e
[23:50] 65 para 3 e 66, também se distanciando do centro da meta.
[23:55] O segundo fator é o que eu já falei, que eu já meio que
[23:58] anunciei quando eu falei dessa revisão das expectativas de
[24:03] inflação para. Acima por parte dos economistas,
[24:06] que é alta do preço do petróleo. Então o Trump ainda tem
[24:10] credibilidade, por mais estranho e por não deveria estar no preço
[24:15] dessa credibilidade, mas ele tem essa credibilidade.
[24:17] Então ele fala, ele controla um pouco os mercados, mas controla
[24:20] pela quanto. Hoje, por exemplo, o brunch
[24:22] terminou, fechou o dia a 94 USD, varreu 94 USD.
[24:28] É muito alto. Se a gente pensar nas condições
[24:31] prévias antes dessa crise, antes do conflito, ali janeiro, antes
[24:36] do dia 28 de fevereiro, a expectativa é que o preço do
[24:39] petróleo fosse ficar nesse ano a 65 70 USD, Oo barril, então a
[24:45] 94. Se o preço do petróleo ficar 94
[24:49] esse ano como um todo, já é um impacto de inflação, já é uma
[24:53] pressão inflacionária que justifica a revisão da inflação
[24:56] para cima. Talvez não a de 2028, talvez não
[24:59] a de. De 2027, mas a de 2026, com
[25:02] certeza. Então tem essa questão do
[25:05] conflito de do Golfo Pérsico que não se resolve.
[25:08] E o terceiro fator, que é muito importante, é o os ex diretores
[25:14] do banco central, os participantes importantes do
[25:18] mercado financeiro, defendendo realmente uma postura mais
[25:22] cautelosa para política monetária.
[25:24] Por que que eu tô falando isso? Porque quando o ex diretor fala,
[25:27] tem sempre um peso. Para o próprio banco central
[25:31] existe um respeito e se sabe que as pessoas que já participaram
[25:36] do banco central, quando falam elas, elas estão é olhando e
[25:41] estão tentando é aconselhar para o bem e não para o mal.
[25:46] E realmente a semana passada, o IPCA 15, que saiu mais
[25:50] pressionado os dados de atividade econômica,
[25:53] principalmente no mercado de trabalho.
[25:55] Ainda muito aquecido, eles reforçam essa maior cautela.
[26:00] É de a maior cautela recomendada para postura da política
[26:05] monetária. Então, se ao final, ao fim e ao
[26:10] cabo, a postura da política monetária tem que ser mais
[26:14] cautelosa, se o mercado de juros já está correto e é só +0 25 de
[26:19] corte, a gente vai permanecer com uma taxa de juros muito
[26:22] elevada. É um cenário com ir pra bolsa
[26:26] per se esquecendo AA questão da classificação do PCCE do comando
[26:32] vermelho como organização terrorista, esquecendo um pouco
[26:36] petróleo, a crise do petróleo e os efeitos que não dá inflação,
[26:41] só a questão desse desse menor ciclo de corte de juros já é
[26:47] uma. Já é uma informação negativa
[26:49] para bolsa e já justifica um desempenho negativo perto do que
[26:53] se esperava ali antes do conflito.
[26:56] Também também é um efeito negativo para câmbio.
[27:03] Pouco, mas é porque aí menos corte de juros, é menos
[27:06] crescimento futuro. Então também para a nossa moeda
[27:09] também é um efeito negativo. E é isso que a gente está vendo
[27:12] nos mercados. Então, essa movimentação do
[27:15] Ibovespa hoje, que você começou me perguntando se está no preço
[27:18] ou não está no preço, acho que está no preço.
[27:20] Tem que ter uma movimentação negativa, porque pelo choque do
[27:23] petróleo lá fora, é. É menos crescimento econômico no
[27:26] mundo, que já é uma informação negativa para bolsa.
[27:29] Aí o choque do petróleo, além de menos crescimento, é mais
[27:33] inflação, mais inflação significa menos corte de juros.
[27:37] No caso do Brasil, é outra informação negativa para bolsa
[27:41] PCCE comando vermelho como organização terrorista também é
[27:47] uma informação negativa, porque sobe o risco país, então.
[27:51] Qual é a informação positiva que que a gente vê no cenário nesse
[27:55] cenário que eu coloquei nenhuma. E eu citei 3 fáceis aqui,
[27:59] negativas para bolsa. Isso está no preço, sim.
[28:02] E faz sentido o Ibovespa caindo abaixo dos 172000.
[28:09] É. Perfeito, Tati, excelente, fala.
[28:13] Vale lembrar para os nossos ouvintes que se quiserem
[28:15] conferir o relatório Fox, ele está disponível no Instagram do
[28:19] banco central. Sim, no Instagram do banco
[28:22] central, eu acho massa, no banco central tem Instagram, eles
[28:24] publicam lá toda segunda-feira essas projeções de inflação,
[28:28] PIB, taxa de juros e câmbio. Quem quiser conferir pode ficar
[28:32] à vontade. Bem, a gente volta então amanhã
[28:36] com um outro episódio, um outro fechamento de mercado, mas acho
[28:39] que hoje a gente. A gente fica por aqui.
[28:41] Lembrando que no final, preço pode até ser o que aparece para
[28:45] vocês na tela, mas valor é o que vocês entendem até amanhã,
[28:50] porque o mercado muda e o preço dos ativos também.
[28:54] Esse episódio de hoje contou com Fontes de InfoMoney, trader
[28:57] valor Invest, Banco Central do Brasil, Broadcast, EG.
[29:01] Um tchau, tchau. Tchau, tchau.

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