# Episódio #11: Ibovespa cai 3% na semana e brasileiro de olho na conta de energia

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 24 Apr 2026, 27 min.

Audio: https://anchor.fm/s/11134a258/podcast/play/119013778/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-3-24%2F422827536-44100-2-a35ef8bee030e.m4a

Nesta semana o preço do petróleo avançou cerca de 16%, e o Ibovespa seguiu na direção oposta, acumulando queda de 3%. Ao longo do episódio, discutimos o que está por trás dessa divergência e como esses movimentos impactam o cenário local e global. Também falamos sobre a mudança na bandeira tarifária de energia para amarela, trazendo implicações para o bolso do consumidor e para a inflação. Além disso, comentamos as empresas que deixaram o índice Bovespa e o que essas saídas podem sinalizar sobre o momento do mercado. Um episódio para conectar os sinais e entender o que está por trás de uma semana marcada por forças em direções opostas.

## Transcript

[0:09] Nem tudo que parece barato é oportunidade e nem tudo que
[0:13] parece caro está fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães e
[0:17] eu sou especialista em investimentos e todo dia venho
[0:19] aqui com Tatiana Pinheiro, doutora em economia.
[0:22] Para traduzir para vocês o que está na tela e o que realmente
[0:26] importa para a sua decisão de investimentos todos os dias, um
[0:30] olhar de economia e investimentos para te ajudar a
[0:33] entender o mercado e o que fazer.
[0:36] Com ele, para vocês que estão aprendendo conosco aqui no
[0:39] podcast, está no preço. Convido então vocês a seguirem a
[0:43] página e comentarem o que aprenderam, o que acharam de
[0:46] mais curioso, que assim a gente consegue também saber o quanto a
[0:50] gente está evoluindo em conjunto nesse repasse de conhecimento
[0:53] para vocês. Vamos começar com esse resumo do
[0:56] dia. E, consequentemente, da semana,
[0:59] hoje é dia 24/04/2026, são 18 horas e 37 minutos o horário em
[1:05] que a gente começa a gravar esse podcast.
[1:07] E hoje o Ibovespa recuou, fechando próximo dos 190000
[1:13] pontos. Ele acompanhou o mau humor
[1:15] externo e, para variar, as incertezas sobre as negociações
[1:19] de paz no Oriente médio. Nessa semana, o Ibovespa recuou
[1:24] 3%. Ao todo, foi a pior semana pra
[1:27] bolsa desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
[1:32] E a próxima semana só seria diferente se a gente tivesse
[1:35] realmente uma mudança muito significativa no quadro geral,
[1:39] né? É claro que.
[1:41] Esse nível de incerteza. Também acaba incentivando o
[1:44] preço de barril de petróleo pra cima, fechando novamente perto
[1:49] dos 100 USD o barril. E isso acaba culminando num
[1:53] benefício também para a nossa estatal empresa barra mista, que
[1:59] é a Petrobras. Antes de de passar a palavra pra
[2:03] Tati, quero só comentar que nessa semana também
[2:05] especificamente, o petróleo subiu 16%, isso porque essa
[2:10] indefinição sobre a guerra de abertura, fechamento, esse
[2:14] impasse pra negociação. Do Estreito de ormuz acaba
[2:18] deixando realmente o cenário extremamente incerto e depois
[2:22] que a gente realmente viu uma Escalada nas tensões, que não
[2:25] teve cessar fogo nenhum, né? Durou horas o cessar fogo.
[2:28] E também não, não temos previsão de um acordo de paz.
[2:32] A gente vê que o mercado entra numa volatilidade muito grande,
[2:36] né Tati? A verdade, eu acho que a tá
[2:40] combinando 2 coisas que não são boa notícia mesmo para Brasil.
[2:45] Que é tem uma crise global lá fora, é um aumento do preço do
[2:49] petróleo, que é um produto super essencial.
[2:52] Aqui a gente já comentou é algumas vezes sobre isso, com
[2:57] 111, aumento da desconfiança de ativismo fiscal por parte do
[3:02] governo, né? Nós estamos num ano eleitoral,
[3:04] né? Naturalmente já teria uma
[3:07] desconfiança nos mercados. E aí não é só o Ibovespa que
[3:10] sofre, o mercado de juros sofre, sofre, o mercado de câmbio
[3:13] também. É, já teria essa desconfiança
[3:16] sobre o ativismo fiscal. E aí, como é essa crise?
[3:21] Com essa crise, né, que vai acabar gerando.
[3:24] É um choque de oferta, vai vai gerando menos crescimento e mais
[3:28] inflação. Aumenta a desconfiança de que o
[3:31] governo realmente faça política fiscal pra tentar suavizar.
[3:35] Tanto é minimizar a queda do crescimento como reduzir a
[3:41] pressão inflacionária. Temporariamente, né?
[3:44] Então, e o e o governo tem dado tem colocado lenha nessa
[3:48] fogueira com as é com tanto AAO que efetivamente ele já fez de
[3:54] reduzir imposto em cima do preço do diesel de é reduzir imposto
[3:59] também pro querosene de aviação. É mais recentemente, essa semana
[4:05] 11 coletiva meio atrapalhada do Ministério da fazenda.
[4:10] É. Para falar que eles estavam
[4:13] decidindo com o Congresso, discutindo com o Congresso,
[4:16] melhor dizendo, AA possibilidade de reduzir também o imposto é na
[4:21] gasolina, né? O PIS.
[4:22] Reduzir o PIS Cofins é na gasolina?
[4:25] É. E agora, mais recentemente, o
[4:28] envio é de um projeto de lei para o Congresso, o governo
[4:31] enviando para o Congresso um projeto de lei, um projeto de
[4:34] lei para usar receitas extraordinárias da Petrobras.
[4:40] Né? Pra fazer esse financiamento
[4:43] como fonte de financiamento pra redução de impostos.
[4:47] É pros combustíveis, né? O que é?
[4:51] Tá errado conceitualmente, né? E operacionalmente, né?
[4:55] Conceitualmente, porque é é é complicado você usar uma
[5:02] receita. Extraordinária, ou seja, ela não
[5:05] é recorrente. Você não tem sempre todo mês, tá
[5:08] garantindo que todo mês você vai ter esse tipo de arrecadação pra
[5:11] financiar um gasto, porque na hora que você reduz imposto, é
[5:15] um gasto impotário, você deixa de de arrecadar, então você tá
[5:20] gastando. É que a gente não sabe quanto
[5:23] tempo vai durar, né? A gente, as pessoas ainda não
[5:26] sabem. O mercado tá ficando cada vez
[5:28] mais cético na duração. É desse choque, né, desse choque
[5:33] do petróleo, né? Então, conceitualmente você não
[5:36] usa uma receita que é esporádica, que é não
[5:40] recorrente, para financiar gastos, e operacionalmente
[5:44] também não, porque de acordo com a lei de responsabilidade
[5:46] fiscal, que é uma das regras, é fiscais que a gente tem vigente
[5:51] no Brasil. Lá tá escrito, né, que não?
[5:54] Essa questão conceitual não se pode usar.
[5:58] Receitas não recorrentes. Ou seja, que você não tem sempre
[6:01] pra fazer financiamento de gastos, né?
[6:04] Então é isso só aumenta a pulga atrás de orelha do mercado, né?
[6:09] Então eu acho que é parte da explicação desse pior desempenho
[6:14] do Ibovespa. É essa junção dessas 2 coisas, a
[6:17] crise do petróleo e mais, a desconfiança do ativismo fiscal
[6:21] aumentando cada vez mais. Né?
[6:24] E isso impactando não só o Ibovespa, mas também câmbio e
[6:29] também o mercado de juros, como a gente tem comentado aqui, né?
[6:32] Ontem, a volatilidade atrapalhando até a as operações,
[6:37] né? As negociações de títulos
[6:38] públicos brasileiros, né? Eu acho que tudo isso é essa
[6:42] combinação que não é nenhum pouco favorável pro Brasil, que
[6:46] é uma economia que já tem 1° de endividamento muito caro, muito
[6:50] alto. Exatamente.
[6:52] Exatamente. Vale ressaltar que hoje o dólar
[6:54] ainda fechou abaixo de 5. BRL.
[6:56] Mas a volatilidade está muito alta em relação ao nosso câmbio,
[7:00] porque o nosso câmbio é uma paridade do valor do real em
[7:04] relação ao valor do dólar. Eu sei que a gente comentou até
[7:07] em alguns alguns outros episódios sobre a nossa
[7:10] valorização do real, que realmente tem acontecido, mas a
[7:14] gente está também caminhando para um momento de
[7:16] desvalorização do dólar. Então tudo ali acaba caminhando
[7:20] em conjunto. Gostei dessa sua, fala Tati.
[7:23] Até legal porque ontem no episódio de ontem a gente
[7:26] mencionou que você comentaria hoje sobre ativismo fiscal.
[7:29] E eu gostei que você já entrou nesse assunto e até aproveito
[7:32] pra dizer que eu li o seu artigo que saiu no Broadcast hoje.
[7:35] Convido os nossos ouvintes AA se se tornarem minimamente
[7:40] curiosos. De lerem esse artigo da Tatiana
[7:42] Pinheiro, que saiu hoje bem interessante.
[7:45] É um artigo onde ela fala das mega tendências e seus efeitos.
[7:49] E o parágrafo até tinha me chamado a atenção legal que você
[7:52] falou disso, porque eu não sabia que seria exatamente o ponto que
[7:56] eu fiquei mais curiosa. É um pedaço em que você fala que
[8:00] o quadro mais desafiador é essa convergência entre juros.
[8:06] E o crescimento que reduz espaço para as políticas
[8:09] expansionistas? E eu achei isso muito legal.
[8:12] Por quê? Por.
[8:13] Que que eu achei legal? Porque a gente tá nesse momento
[8:15] de conflito global. A gente tá num momento onde a
[8:18] gente vive uma inflação generalizada no mundo.
[8:20] A gente vê uma necessidade dos países aumentarem taxa de juros
[8:23] para conter esse movimento inflacionário.
[8:25] Mas, em contrapartida, a gente tem os governos tentando
[8:29] aumentar os seus gastos. E aí eu posso reduzir essa fala
[8:32] aqui para um recorte estritamente brasileiro.
[8:35] Que já é um país que tem uma alta dívida em relação ao.
[8:38] PIB, e. Pra somar com tudo isso ainda
[8:41] está em ano eleitoral, então como é que você acha que a gente
[8:44] pode casar todos esses movimentos de uma forma que não
[8:47] seja tão ruim pra gente no longo prazo?
[8:50] Então, Oo casamento de todos esses movimentos é fazer o que,
[8:54] Oo. Tá se comprometido, né?
[8:57] O que que tá comprometido? 111 responsabilidade fiscal, né?
[9:02] Então, política fiscal de maneira responsável,
[9:06] comprometida tanto com a meta de resultado primário, que é que
[9:12] que é resultado primário, receitas menos despesas, tudo
[9:16] não financeiro, né? Então a meta é de que essa
[9:21] receita menos despesa seja superavitária em.
[9:25] É em em zero 25% do PIB esse ano e meio por cento do PIB no ano
[9:30] que vem, podendo flutuar um pouco, mas que fique ali entre o
[9:33] superávit e o equilíbrio entre receita e despesa.
[9:37] Outra meta que a gente tem é fiscal.
[9:40] É de que as despesas não cresçam mais do que inflação mais 2 e
[9:45] meio por cento ao ano. É tudo isso por uma meta de
[9:50] longo prazo? De estabilização da da da
[9:54] relação dívida PIB, né? Então, o total da dívida do
[9:58] governo brasileiro dividido pelo PIB que hoje está rodando ali é
[10:04] em torno dos 80%, né, um pouquinho abaixo de 80%.
[10:07] Então, o objetivo é é manter essa relação estável, 80% é uma
[10:13] relação alta quando a gente considera que nós estamos
[10:17] falando de um país. Emergente, né?
[10:20] Nós não somos a economia Americana ou uma economia
[10:23] avançada, é essas economias. Depois do COVID, elas fizeram
[10:27] uma grande expansão de gastos e aumentaram o endividamento
[10:31] realmente. Só que a taxa de juros na Europa
[10:35] é 2%, né? Vai aumentar um pouquinho agora
[10:39] para responder aí ao AA crise do petróleo, mas vai aumentar de 2
[10:44] para 2 e meio, né? O mercado precifica mais ou
[10:47] menos isso, mas. 2 e meio por cento que seja, é uma taxa
[10:51] baixa, então você tá falando de uma dívida que ela é maior, mas
[10:55] ela roda, né? Então ela ela cresce a 2%, né,
[10:59] que é Oo custo dela é de 2%, né? O custo de serviço, o serviço da
[11:05] dívida. Nos Estados Unidos essa taxa é
[11:07] um pouco maior, tá em em 3 e 75. Então, ele também está
[11:13] endividado. Já está quase no 100% da relação
[11:15] dívida PIB. Mas o serviço da dívida é, ele
[11:19] corre a 3 75. Aqui no Brasil a gente tem 80%
[11:24] da na relação dívida PIB. Só que o nosso serviço da dívida
[11:28] corre a 14 e 75, né? Mais ou menos, é lógico.
[11:36] Aí você vai falar, Ah, não tem. A dívida é composta pela dívida
[11:39] pós fixada, que realmente é a Selic.
[11:41] Mas tem a pré fixada, varia um pouco, fica um pouco menor, é um
[11:45] pouco mais baixa, mas é, é isso. Entre tá rodando entre 13 e 14,
[11:50] a taxa de juros implícita. É esse que é o problema.
[11:55] Por isso que a gente não pode ter 11 dívida tão alta, né?
[11:58] É. E fica mais restrito ainda
[12:02] quando você tem o que você, o que está acontecendo no mundo,
[12:05] essas mega tendências, quais são?
[12:07] É envelhecimento da demografia. Né?
[12:10] Então, mudanças demográficas. É um mundo em geral ficando
[12:14] velho, porque os os, os avançados, as economias
[12:17] desenvolvidas já são velhas e as emergentes estão ficando velhas,
[12:21] né? Tanto China quanto Brasil,
[12:23] economias grandes estão já no processo de envelhecimento.
[12:27] Tem as mudanças climáticas que também afetam é a economia,
[12:31] tanto crescimento quanto inflação.
[12:33] É, tem as mudanças tecnológicas, que é a iaia aí que a princípio
[12:38] todo mundo espera um aumento de crescimento, aumento de
[12:41] produtividade, mas ainda tem que se provar, né?
[12:45] E tem essa tensão geopolítica que tá trazendo agora.
[12:49] É choques de ofertas pra né? Meio recorrente pra economia.
[12:54] Então começou com tarifácio, que foi um choque de oferta.
[12:57] Pra gente é no ano passado e agora a alta do preço do
[13:01] petróleo, né? Então, nesse contexto, o Brasil
[13:05] que tem uma dívida, uma relação que é alta e que o serviço da
[13:10] dívida é o que mais pesa e que é super alto, ele não pode, ele
[13:16] não tem espaço pra fazer ampliação de gasto, porque o que
[13:20] que acontece AO nosso crescimento é de 2% esse ano.
[13:24] A expectativa do Focus. É é de um vírgula esse.
[13:27] O conceito de mercado é 1,8 que seja 2% com o serviço da dívida
[13:32] que roda AA 14 a 13%. Você não tem espaço fiscal para
[13:39] além de tudo isso que você vai gastar em juros e ainda fazer
[13:43] uma política fiscal? Expulsionista no lado dos
[13:48] gastos, que não são financeiros, né?
[13:50] Isso Brasil, né, pra mundo também.
[13:52] Mundo tá ficando igual ao Brasil, taxa de juros é menor,
[13:56] mas o crescimento deles também caiu e vai cair com esse choque
[13:59] do petróleo, né? Então eles também estão ficando.
[14:02] Essas economias é desenvolvidas também, tem pouco espaço.
[14:06] É pra fazer aumento de gastos sem pensar numa forma de
[14:11] financiamento. É consistente.
[14:12] Só que pra emergente pega mais, AA conversa é um pouco mais dura
[14:17] e aí a gente vê esse efeito. É num num, num dia ou em vários
[14:22] pregões aonde o mercado fica muito assustado e o Tesouro
[14:27] nacional tem que parar as negociações dos títulos
[14:30] públicos, porque ele não pode sancionar uma taxa de juros
[14:33] muito acima da Selic, que já é muito alta, né?
[14:37] Ou é uma pressão de câmbio que a gente não viu ainda, porque o
[14:40] dólar tá perdendo valor. Se o dólar não tivesse perdendo
[14:43] valor, a gente já estaria vendo também uma pressão de câmbio que
[14:47] a gente viu em vários outros momentos. 1 BRL.
[14:49] Por conta do ativismo fiscal do governo, o real depreciar muito
[14:55] fortemente isso. Depreciar mais de 10% em um só
[14:59] dia, né? Então é o que fica para Brasil.
[15:02] É que ele tem que se ater às regras que ele próprio se impôs.
[15:08] Né, não pode flexibilizar essas regras, essa questão da lei de
[15:12] responsabilidade fiscal, né? E o governo querer usar receita
[15:16] extraordinária da Petrobras pra fazer financiamento de gastos é,
[15:21] é horrível, né? Não tem outra palavra pra falar
[15:24] isso, né? É, você, tá, é a lei de
[15:27] responsabilidade fiscal, só pro ouvinte ter uma ideia, Ela Foi
[15:30] votada entre 2002, 1001, ela tá funcionando e tem ajudado o
[15:35] Brasil ser é um. Minimamente, é controlado
[15:39] fiscalmente desde já, há 20 anos, né?
[15:43] Você não pode pegar uma lei dessa EE passar por cima dela,
[15:48] né? Nem que seja uma escapadinha.
[15:49] Não é que tá passando em ter integralmente por cima, mas
[15:52] matadão uma escapadinha é é ruim, né?
[15:55] Oo Brasil, ele tem que se realmente se comprometer com as
[16:01] regras que ele coloca pra si. Com certeza.
[16:04] E não tem sido muito fácil, né? A gente sabe trabalhando bem de
[16:09] perto, assim, com economia e com finanças, a gente tem deslizes
[16:12] muito significativos, mas pelo menos a gente consegue continuar
[16:17] deixando esse trem nos trilhos. É claro que a gente vai ficando
[16:22] cada vez mais preocupado, principalmente quando as
[16:25] variáveis não são só internas, mas também são externas e acabam
[16:28] atrapalhando um pouco do que a gente pode organizar aqui
[16:31] dentro. Mas muito legal.
[16:33] E reitero aqui para os nossos ouvintes que busquem pelo seu
[16:36] artigo no Broadcast, que está bem interessante.
[16:39] Mudando agora de assunto, Tati quero te contar sobre uma
[16:42] mudança que aconteceu hoje no Ibovespa AB 3, que é a bolsa
[16:47] brasileira. Ela revê de tempos em tempos a
[16:51] carteira do que compõe o próprio Ibovespa, o índice Ibovespa, que
[16:56] é uma carteira teórica. Ela é revisada a cada 4 meses.
[17:00] Com base de critérios como liquidez, volume financeiro
[17:04] negociado e a presença dessas empresas nos pregões.
[17:09] AB 3 publica 3 prévias ao longo do último mês de vigência da
[17:12] composição anterior para trazer um pouquinho de previsibilidade
[17:16] para os investidores e para os gestores de quem vai continuar
[17:20] dentro do índice e quem vai sair.
[17:22] Só para vocês terem uma ideia, a gente tinha 79 empresas.
[17:28] Encontro do índice e agora 76 é que estão compondo esse novo
[17:33] índice, que a partir do dia 4 de maio entra nessa carteira de
[17:37] forma definitiva. O que saiu do índice Bovespa foi
[17:42] axia, energia, cyrela, IRB Brasil e localiza.
[17:49] Sem a entrada de novos ativos, e a gente mantém ali a liderança
[17:53] com vale, que é a empresa mais significativa dentro do índice,
[17:57] com quase 12% de representatividade, precedida
[18:01] por Itaú, que tem quase 9% de representatividade, e depois
[18:07] Petrobras, que tem quase 8% de representatividade.
[18:11] Então aqui é interessante pros nossos ouvintes também
[18:14] entenderem que sempre que a gente fala, Ah, o Ibovespa
[18:16] variou. Quando o Ibovespa fechou em
[18:18] queda, o Ibovespa fechou em alta.
[18:21] É importante lembrar que o índice Ibovespa não é
[18:24] representativo de todas as ações que são negociados na bolsa.
[18:28] São ele é apenas representativo de uma parcela dessas empresas
[18:32] com maior liquidez e muito valor de mercado.
[18:35] Então, o que acontece com vale, Itaú e Petrobras acaba
[18:38] movimentando bastante o índice. E vale também lembrar que não
[18:42] são ações de empresas que representam a nossa economia.
[18:46] Então é muito comum às vezes o investidor achar que porque a
[18:49] bolsa está subindo, a nossa economia está crescendo.
[18:52] E não é sempre assim. Aliás, muitas das vezes não é
[18:55] assim. A gente olha para PIB para falar
[18:57] de crescimento e a gente olha para bolsa para falar
[19:00] estritamente de mercado de renda variável.
[19:02] É claro que quando a gente tem um cenário favorável para essas
[19:05] empresas funcionarem de forma mais pujante, né?
[19:09] Com. Um regime tributário que faz
[19:11] sentido com políticas de expansão que consigam ser
[19:14] implementadas ali, para que elas continuem aumentando o nível de
[19:17] receita e, assim, consigam também ampliar as suas
[19:21] indústrias específicas ou até pagarem melhores dividendos para
[19:24] os seus acionistas. A gente tem realmente uma
[19:28] possibilidade de crescimento. Como consequência, porque
[19:31] obviamente elas acabam refletindo no PIB, mas para
[19:34] falar de crescimento, a gente olha para essa outra métrica
[19:37] como algo extremamente significativo.
[19:40] E aí para hoje eu acho que depois que a Tati já falou um
[19:44] pouquinho sobre esses juros. Estressados.
[19:46] Comentaria. Basicamente, o que aconteceu
[19:49] hoje em relação às contas de energia?
[19:53] Quer comentar um pouquinho sobre isso, Tati?
[19:55] Ah, quero, quero que aí também já faça um gancho sobre inflação
[19:59] e sobre a agenda da semana que vem, né, que é a semana que vem.
[20:04] Temos super quarta, que é decisão de juros aqui e nos
[20:08] Estados Unidos. Então olha, é a gente, tá, a
[20:13] gente sabe, né? O Brasil, ele tem um verão
[20:17] chuvoso e um inverno seco, né? Então é.
[20:22] E esse ano as chuvas não foram, não foram tão fartas como outros
[20:28] em outros anos passados. Então a gente realmente começou
[20:34] a ter que ligar tema elétricas para fazer AA geração necessária
[20:39] de energia elétrica consumida no Brasil, né?
[20:43] Então essa essa chuva não muito farta, ela faz com que as
[20:46] hidrelétricas não produzam. Toda energia que é necessária
[20:50] para manter o sistema energético brasileiro, que é interligado, e
[20:55] aí começa a se ligar termelétricas.
[20:57] Qual é o problema disso? Quando você o custo de geração
[21:00] de energia puros e na termelétrica, ele é maior do que
[21:04] o custo de geração de energia por hidrelétricas.
[21:07] Então o custo da energia sobe e o governo ele criou um
[21:12] dispositivo que ele consegue ajustar o preço a tarifa.
[21:18] De uma maneira minimamente ideal para que esse custo já já seja
[21:23] refletido na tarifa. E que aí você, né?
[21:26] O pagamento da tarifa realmente esteja pagando o custo da
[21:30] geração de energia. Qual é esse dispositivo?
[21:33] Bandeiras, né? Então, a partir do momento que a
[21:36] gente começa a ligar a termoelétrica, o governo começa
[21:39] a adicionar ao preço da tarifa de energia elétrica para o
[21:43] Brasil como um todo, um custo adicional, né?
[21:47] Né? Então ele começa com uma
[21:47] Bandeira amarela, né? Quando a Bandeira está verde,
[21:51] não tem custo adicional a nenhum, porque você não tem
[21:53] nenhuma. Quer dizer que não tem nenhuma
[21:55] termelétrica ligada. Quando a Bandeira, quando começa
[21:58] a se ligar termoelétricas, começam a se ligar as
[22:00] termoelétricas, menos carnes. E aí se coloca um adicional de
[22:05] preço nas tarifas, que é a Bandeira amarela, que é 2
[22:09] centavos, um pouco menos de 2 centavos, 100 quilowatts e.
[22:14] É depois disso é evolução para a Bandeira vermelha um e Bandeira
[22:19] vermelha 2. Quando é que essas bandeiras são
[22:21] acionadas? Conforme você vai aumentando a
[22:24] necessidade de ligar mais termoelétricas e aí até o ponto
[22:28] de chegar na ligação das termoelétricas mais caras.
[22:31] E aí a gente tá em Bandeira 2. O ano passado a gente começou a
[22:35] ligar termoelétricas também em maio e maio foi acionado
[22:39] Bandeira amarela e agora a anel, que é a agência nacional.
[22:44] É de energia elétrica. Acionou Bandeira amarela para
[22:48] maio do mesmo jeito que foi no ano passado.
[22:51] Então em maio a gente vai ter, né?
[22:54] Todos no Brasil vamos ter uma tarifa de energia elétrica mais
[22:58] cara, um pouquinho mais cara. E isso deve representar aí uma
[23:02] pressão na inflação de zero 10 No No na inflação de maio por
[23:08] conta desse acionamento da Bandeira, então.
[23:11] É uma inflação que já está pressionada por conta do aumento
[23:14] do petróleo e dos combustíveis e de todos os derivados, né?
[23:19] De todos os produtos que que ele entra como matéria prima que a
[23:24] gente já falou aqui extensivamente e adicionalmente
[23:28] com além disso, a gente também tem.
[23:31] É esse aumento da energia elétrica que diga se de
[23:34] passagem, por que que a termoelétrica é mais cara, né?
[23:37] A geração de energia termoelétrica é mais cara que a
[23:39] hidrelétrica. Por que termoelétrica usa
[23:42] basicamente diesel pra funcionar, né?
[23:45] E aí aí a gente já pega aí porque, né, então você tem aí o
[23:49] diesel, né? O diesel agora tá num preço
[23:52] bastante alto. Porque é o derivado do petróleo,
[23:55] né? E aí AA festa tá armada, né?
[23:58] E o banco central com tudo isso, o banco central é tem decisão de
[24:03] juros no ano, no na semana que vem, é a expectativa do mercado
[24:07] é que ele continue cortando juros no mesmo ritmo que cortou
[24:12] em março, ou seja, zero 25. Então a taxa CD que iria vai,
[24:16] iria, né, de 14 e 75 para 14 e meio, então é um passo bem
[24:21] lento. Né?
[24:23] É, mas realmente é o banco central.
[24:27] Ele tá nesse exercício tentando olhar pra além desse choque do
[24:32] petróleo, né? Se Oo cenário base, né, o que o
[24:36] é mais provável é que esse, essa, esse conflito do petróleo
[24:40] não seja permanente, ele seja temporário.
[24:44] Então, o banco central, ele principalmente o nosso, que te
[24:48] ataca uma taxa de juros elevada. Que que ele faz?
[24:51] Ele tenta não responder com juros, né?
[24:55] E tenta olhar para depois, né? Quando esse, quando esse choque
[24:59] passar. Mas realmente vai depender muito
[25:03] quanto tempo ele vai conseguir ficar olhando para o médio
[25:07] prazo. EE esquecendo do curto prazo,
[25:09] vai depender do da pressão inflacionária que a gente tiver
[25:14] aí nos próximos meses, né? Tá cada vez mais difícil, né?
[25:18] É ver 111 ciclo de corte de juros muito grande pra esse ano.
[25:25] Né? Principalmente porque você tem
[25:27] uma pressão na inflação corrente, né?
[25:30] A tarifa de energia elétrica subindo é uma pressão na
[25:32] inflação corrente e você tem a alta das expectativas, né?
[25:36] O que o mercado espera da inflação pra frente e não só pra
[25:39] esse ano, aumento da expectativa da inflação, do que vai ser
[25:43] inflação em 2027, né? Então já tá comprometendo um
[25:47] Horizonte meio grande, né? Mas pra reunião da semana que
[25:51] vem. Zero 25 a Selic caindo para 14 e
[25:53] meio por cento. Agora, quanto que vai ele vai
[25:56] conseguir fazer de ciclo de cortes de juros desse ano?
[25:59] É com esse impasse, né? É do do conflito entre Estados
[26:05] Unidos e Irã? É, eu acho que é tá ficando cada
[26:09] vez mais reduzido o espaço para cortar juros, é.
[26:13] A gente com certeza vai falar sobre isso na próxima semana.
[26:16] E acho que só para pegar um pedacinho da sua fala.
[26:19] Se o banco central vai usar esse choque do petróleo como um
[26:25] evento permanente ou temporário para tomar sua decisão, a gente
[26:29] adoraria que fosse temporário, né?
[26:31] Mas pelo visto, com essa e resolução de conflitos que
[26:35] sempre vai e vem, talvez seja um pouquinho mais permanente do que
[26:37] a gente realmente gostaria. Legal que a gente vai
[26:40] acompanhar. Então, a partir da
[26:41] segunda-feira, dia 27 de abril, o que mais vai refletir vai
[26:45] refletir no preço, seja de petróleo, seja das principais
[26:49] ações, ou seja no preço que inclusive chega pra gente quando
[26:53] a gente nem percebe que a inflação já tá dominando tudo, a
[26:57] gente volta na segunda-feira com novo episódio.
[27:00] Se você gostou do que aprendeu aqui, hoje eu te convido a
[27:03] seguir a página onde tá no preço, deixar o seu comentário
[27:06] também e continuar nos acompanhando.
[27:09] A gente volta na segunda-feira, tchau, tchau, tchau, tchau.

Shows are listed from Apple Podcasts' charts and directory, and Podcast Index where it is used. Every show and episode belongs to its publisher and plays from the publisher's own feed; this site hosts none of them.
