# Episódio #67: Tarifas adicionais de Trump de 12,5% mexem com a bolsa e com o dólar

An episode of [Tá no preço?](https://invisiblenetwork.ai/podcast/6791758487), 24 Jul 2026, 29 min.

Audio: https://anchor.fm/s/11134a258/podcast/play/123286652/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-6-24%2F428570522-44100-2-3a8e02695e6c4.m4a

Os mercados brasileiros fecharam em queda após o anúncio de novas tarifas de 12,5% impostas por Donald Trump, aumentando a aversão ao risco e pressionando ativos de países emergentes. O Ibovespa recuou, enquanto o dólar voltou a ganhar força diante das incertezas sobre o comércio global e os impactos na economia mundial. No cenário doméstico, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou da Expert XP e reforçou o compromisso da autoridade monetária com o controle da inflação. Ele destacou que as expectativas inflacionárias seguem desancoradas e afirmou que o BC continuará atuando para garantir a convergência da inflação à meta, sinalizando cautela quanto ao início de um ciclo de cortes de juros. A fala foi acompanhada de perto pelo mercado por trazer indicações sobre os próximos passos da política monetária.

## Transcript

[0:07] Nem tudo que parece barato é oportunidade e nem tudo que
[0:11] parece caro está fora do radar. Meu nome é Ana Laura Magalhães.
[0:15] Eu sou especialista em investimentos e de segunda à
[0:17] sexta-feira eu venho aqui com Tatiana Pinheiro, doutora em
[0:20] economia. Para traduzir para vocês o que
[0:22] aparece na nossa tela depois de todo o fechamento de mercado em
[0:25] dias de negociação, a gente traz um olhar de economia e
[0:28] investimentos para te ajudar a entender o mercado financeiro e
[0:31] o que fazer com ele. Se esse é um assunto que te
[0:33] interessa, eu te convido a seguir a página aqui do podcast
[0:35] para que você sempre aprenda conosco sobre esse universo.
[0:38] Hoje é dia 24/07/2026, são 18 horas e 3 minutos.
[0:43] Esse é o episódio número 67. Tudo bem com você, Tati?
[0:47] Tudo bem, Aninha, e você? Tudo ótimo?
[0:50] Conta pra gente um pouquinho como é que foi a sua experiência
[0:52] lá apresentando o seu trabalho no 26º encontro brasileiro de
[0:56] finanças da Universidade de Fortaleza.
[0:58] Foi muito legal, foi muito legal.
[1:00] É, é Oo evento como um todo. É muito legal, né?
[1:04] Porque você tem vários temas, você tem painéis sobre diversos
[1:08] temas. É com paper sendo debatido,
[1:11] então você quer se o seu sua, se o teu foco é estudar câmbio,
[1:16] então tinha Painel de de câmbio ali.
[1:19] Se o teu foco é estudar, é finanças quantitativa.
[1:24] Tinha estatística. Tinha o meu, o meu, o meu paper
[1:29] foi apresentado no Painel de macroeconomia aplicada e que
[1:34] tinha alguma coisa interessante, tinha um trabalho anterior ao
[1:36] meu. Que estava justamente tentando
[1:39] explorar esse um assunto que a gente vai comentar aqui hoje
[1:43] sobre a questão comercial, né? Essas questões comerciais e o
[1:48] quanto que a tarifas, né, podem afetar ou não esse esse comércio
[1:56] mundial. Achei bastante interessante.
[1:58] Acho que vale a pena. É.
[2:00] É um ambiente muito acadêmico, mas.
[2:04] Os os, os muitos dos trabalhos, ele, eles trazem aí de uma
[2:09] maneira muito simples, AA intuição e a recomendação para
[2:14] política econômica? Acho bastante, achei bastante
[2:17] interessante. Com certeza, até porque você
[2:19] criou um índice de sentimento fiscal, deve ter sido super
[2:23] legal para as pessoas que ouviram isso pela primeira vez,
[2:26] até que já tenha tido pessoas que já usaram esse índice, que é
[2:29] super recente, que você criou em pesquisas próprias.
[2:32] Mas eu achei bem legal que você conversou sobre isso, que você
[2:36] divulgou o seu trabalho, e eu só quero saber uma coisa, já postou
[2:40] no LinkedIn sobre isso? Não postei.
[2:44] Mas essa é a sua tarefa de casa do final de semana.
[2:46] Então porque a gente precisa de um link para divulgar para a
[2:50] gente ler esse artigo e as suas impressões desse dessa
[2:55] apresentação que você fez? Mas tudo bem, você tem.
[2:57] Você tem 3 dias, tem 3 dias até o nosso próximo episódio.
[2:59] Não, sim, sim. Farei.
[3:00] Farei, farei, farei. Combinado?
[3:03] Então tá bom, vamos falar do dia de hoje, porque a gente tem aqui
[3:08] um saldo para conversar com vocês.
[3:10] Eu falo que a gente não pode nem dormir em paz mais o Trump.
[3:14] Ele assombra os nossos sonhos. Ele transforma tudo em pesadelo
[3:19] aqui. A gente já estava lá se
[3:20] reorganizando para as tarifas de 25%.
[3:22] Novas tarifas que tiraram o Brasil da lista de país menos
[3:27] tarifado entre os menos tarifados para o segundo mais
[3:31] tarifado, depois da China. E a gente sabe que Estados
[3:33] Unidos e China já não se bicam há um tempo.
[3:35] Né? Então, quando a gente fala
[3:37] inclusive ali de Trump e Xi Jinping, que são as 2 grandes
[3:40] personalidades, cada uma de seu país, existe, claro, um respeito
[3:44] muito grande do Trump em relação ao Xi Jinping.
[3:47] Mas a gente sabe que a ideia do Trump é barrar cada vez mais a
[3:50] ascensão. Econômica, política e relevante
[3:54] da China no mundo. Então tudo bem se você quiser
[3:57] ficar aí criando todos os seus, todas as suas doutrinas de
[4:02] afastamento da China, dessas posições.
[4:05] Mas e o Brasil? O que que a gente fez pra você?
[4:07] O que que a gente fez pra merecer mais tarifas?
[4:09] O que que a gente fez pra merecer chegar nesse lugar?
[4:12] E aí, por que que eu falo que a gente não tem paz nem quando a
[4:14] gente vai dormir? Porque quando o dia já tinha
[4:16] acabado. Quando a gente tava ali no nosso
[4:18] primeiro dia oficial de novas tarifas de 25%, a gente tentando
[4:23] entender se IA ter impacto, se não teria.
[4:25] A gente teve um episódio aqui de podcast no dia 22, quando isso
[4:29] aconteceu? É o episódio número 66.
[4:32] Quem não conferiu fica ali à vontade pra aprender um
[4:34] pouquinho do que a gente falou nesse dia.
[4:36] Os impactos até não foram muito relevantes.
[4:38] A gente não gravou no dia 23 porque a Tati estava chiquíssima
[4:41] lá apresentando o trabalho dela. Mas hoje a gente vê que a gente
[4:45] precisa prestar um pouquinho mais de atenção nesse
[4:47] acontecimento. Por quê?
[4:49] Por quê? Vieram novas tarifas, +12 e meio
[4:53] por cento de tarifa, então, dado esse cenário.
[4:56] Dado conflito no Golfo Pérsico, dado ainda o fechamento do
[4:59] Estreito de baby almandeb lá no Mar Vermelho, que é uma outra
[5:03] consequência também. A gente vê a nossa bolsa caindo
[5:06] e o dólar também mantendo um determinado nível de
[5:09] estabilidade. Hoje a bolsa, só para finalizar
[5:12] com essa informação, fechou ali próxima dos 174000 pontos e o
[5:16] dólar fechou a 5,08 BRL. Tati, o que você tem para dizer
[5:20] sobre isso? 5,08 BRL para você estar no
[5:23] preço. Não, Aninha é aquela aquela a
[5:27] minha tese, né? Eu acho que tirando o que
[5:31] acontece no mercado Internacional, que não está
[5:34] fácil, como você bem notou aí na sua fala inicial, se não fosse
[5:40] não bastasse um inferno de Trump, né?
[5:44] Parafraseando o inferno de Dante, é a gente tem aqui, a
[5:49] gente tá se aproximando do calendário eleitoral cada
[5:51] estamos as portas das eleições. É então, seja externo ou seja
[5:58] doméstico, a gente tem pressão aí em cima da taxa de câmbio.
[6:03] E Eu Acredito que essa taxa de câmbio deve continuar sofrendo
[6:07] pros próximos meses, até a eleição, passado a eleição, aí
[6:12] são outros 500. Mas até a eleição, acho que a
[6:15] taxa de câmbio ainda tem. É pra perder valor, né?
[6:19] A gente perder valor em relação ao dólar.
[6:22] E aí? Falando da questão das tarifas,
[6:26] é essa pergunta de o que que o que que o Trump tem em né?
[6:31] Contra Brasil? Eu acho que tem muito país aí
[6:34] também fazendo a mesma pergunta, só que em relação ao país, né?
[6:38] Porque na lista de não foi só o Brasil que recebeu essa alíquota
[6:44] de 12 e meio por cento adicional, foram 60 países.
[6:48] É, teve países, né, que receberam uma alíquota mais
[6:53] baixa, de 10% adicional, e teve países que ficaram na máxima
[6:59] adicional de 12 e meio por cento, o Brasil ficou na máxima
[7:03] de 12 e meio por cento. E a explicação é, é o não ali a
[7:09] explicação por trás. Das explicações que lá o
[7:12] departamento de comércio dos Estados Unidos levantou, que é a
[7:16] questão do desmatamento, a questão do Pix, a questão de
[7:21] alíquotas diferentes para diferentes países e por último,
[7:25] agora para esses 12 e meio por cento, a utilização de trabalho,
[7:29] né? Comprar produtos, não evitar a
[7:32] compra de produtos que usam trabalho forçado, essas são as
[7:37] oficiais por trás. É a explicação que se tem que os
[7:42] analistas de relações internacionais e os e os
[7:46] próprios ex diplomatas do Brasil tem.
[7:49] É a questão do não alinhamento político.
[7:52] Essa é a primeira que vem. Então o Brasil não.
[7:55] Não é alinhado politicamente aos Estados Unidos, mas.
[8:00] Por exemplo, Argentina é considerar é alinhada aos
[8:04] Estados Unidos, levou uma alíquota adicional de 10%, então
[8:08] está todo mundo. Recebendo alíquota do Trump,
[8:12] sendo alinhado ou não sendo alinhado.
[8:15] Então eu acho que realmente não tem Ah, o que que o Brasil,
[8:20] porque o Brasil ou porque a Argentina ou porque a China, se
[8:25] bem que a China dá para explicar mais que é a questão da briga
[8:29] pela hegemonia, né? Mas porque a Índia?
[8:32] Porque o Japão eu acho que é geral, né?
[8:35] Eu acho que é a política. É que ele resolveu adotar, né?
[8:39] Ele pegou a Murray e transformou em donrey.
[8:42] Que é isso, que é essa? É esse protecionismo pro lado
[8:47] comercial. E o que que ele está conseguindo
[8:50] com isso? Ele está conseguindo.
[8:52] Aumentar o multilateralismo, reforçar o multilateralismo
[8:56] entre os países, exceto Estados Unidos.
[8:58] Ele está ficando isolado na cena.
[9:01] Ele só não está mais isolado. E é impossível deixar ele
[9:06] completamente isolado, porque ele é a economia Americana, é a
[9:11] hegemonia, é uma das grandes potências.
[9:15] Da nossa economia mundial. Então dá para isolar
[9:19] completamente, não, eles têm lá sua Extrema importância, mas
[9:24] dado isso é o os demais países estão se ajeitando, como a gente
[9:29] já comentou aqui é algumas vezes e usando exemplo, trazendo para
[9:34] números, né? Ah, o total de exportações
[9:37] brasileiras. No ano passado, cresceram em
[9:40] relação a 2024 em termos de dinheiro e multa de dinheiro,
[9:44] cresceu 11 em 11 bilhões de dólares a mais de exportações do
[9:50] ano passado em relação a 2024, ou seja, mesmo com alíquota.
[9:55] Do Trump, a gente cresceu no total de exportações e esse
[9:59] número é ainda mais relevante quando a gente vai ver o quanto
[10:02] que a gente exportou para Estados Unidos.
[10:04] As exportações para Estados Unidos no ano passado caíram em
[10:07] relação a 2024, ao redor de 3 bilhões.
[10:12] Então, apesar da gente ter exportado menos para os Estados
[10:17] Unidos, menos 3 bilhões para os Estados Unidos, no total, a
[10:22] gente exportou +11 bilhões. A mais do que OOO volume de
[10:27] 2024. Então a gente conseguiu cobrir
[10:30] os Estados Unidos e ainda mais esses 11 bilhões.
[10:34] Então é isso aconteceu com o Brasil, isso aconteceu com
[10:38] China. A China exportou menos para
[10:40] Estados Unidos, mas exportou. O total exportado foi maior, ou
[10:45] seja, ela exportou mais para outros países.
[10:47] A Europa foi a mesma coisa. É isso.
[10:50] Ele tá incentivando Oo multilateralismo dos demais
[10:54] países. Essa alíquota adicional que foi
[10:58] divulgada, ela é só para alguns produtos, né?
[11:01] Então, e muitos desses produtos, eles já tinham recebidos 25% de
[11:08] alíquota aí divulgado no dia 15. Então, no total de alíquota para
[11:13] alguns produtos que não são todos os exportados, é eles
[11:18] esses produtos ficaram com. 37 e meio por cento de alíquota, que
[11:22] é bastante proibitivo. Acho que atrapalha bem a relação
[11:25] comercial desses segmentos com os Estados Unidos.
[11:29] Mas o governo já anunciou. Um trabalho de linha de crédito,
[11:35] né? Um trabalho tanto de é
[11:37] diplomático, de aproximar esses setores mais afetados de
[11:41] possíveis outros parceiros que não.
[11:44] Estados Unidos também anunciou uma linha de crédito de 18
[11:48] bilhões de reais, 18 bi e meio de reais.
[11:54] Isso é extremamente positivo. Acho que o Brasil está fazendo
[11:56] certo em termos de política econômica.
[11:59] Não tem que ter retalhamento ou reciprocidade, porque é isso.
[12:03] Nós somos uma economia pequena contra uma economia grande.
[12:07] Eu acho que reciprocidade não funciona.
[12:10] O que tem que ter é um trabalho do governo tanto de financiar
[12:15] esses setores mais afetados. Como fazer essa ponte?
[12:19] Para novos parceiros, porque aí, numa Questão de Tempo, você
[12:23] troca essa dependência dos Estados Unidos pelo comércio com
[12:26] outros países, que inclusive é extremamente positivo, quanto
[12:30] mais diversificado formos. Melhor a gente vai conseguir
[12:35] surfar esse novo momento da economia mundial, que é da
[12:39] geopolítica, completamente fragmentada, né?
[12:42] E essas crises, quanto mais diversificado a gente for, menos
[12:45] dependente de um determinado país a gente for.
[12:48] Melhor para gente para surfar essas crises que parece que
[12:52] daqui para frente vão ser bastante constantes.
[12:54] É, eu gostei da sua fala aqui que me chamou atenção um ponto
[13:00] que é você falando que os Estados Unidos estão cada vez.
[13:03] Mas isolado? Isso acendeu uma ideia na minha
[13:05] cabeça que eu ainda não tinha parado pra pensar, olha que a
[13:09] gente conversa muito, Hein? Mas me acendeu uma ideia aqui
[13:12] que é a seguinte, a gente já tá entendendo que realmente,
[13:16] enquanto Trump está aumentando as tarifas dos países que
[13:20] anteriormente eram grandes parceiros comerciais e com quem
[13:23] ele inclusive tinha superávit nas relações, né?
[13:28] E tendo isso como uma consequência direta, o
[13:31] multilateralismo que é essa resposta dos países buscarem por
[13:34] outras é outras parcerias. Eu acho que esse isolamento dos
[13:40] Estados Unidos aí, essa palavra em si, que me trouxe um pouco
[13:42] dessa ideia na sua fala, é basicamente ele realmente querer
[13:47] deixar os Estados Unidos por si só.
[13:51] Porque se ele realmente está querendo colocar em prática a
[13:54] doutrina Monroe do século 21. Que seria essa questão de
[13:58] América para Os Americanos? De repente, o que ele tá
[14:01] querendo fazer, encarecendo tanto produto que é importado, é
[14:04] obrigando os Estados Unidos a ter que se tornar o suficiente
[14:07] em produtos que ele ainda não é, pra que em algum momento os
[14:10] Estados Unidos possam olhar pro mundo todo e falar, olha, eu não
[14:12] preciso de ninguém, eu sou maravilhoso, eu sou excelente,
[14:15] igual meu presidente, ó, tá, deixa eu ficar aqui quietinho no
[14:18] meu canto. Todo mundo me quer, todo mundo
[14:20] quer ser igual a mim, ninguém nunca será, porque eu sou
[14:22] maravilhosa, eu tenho as principais.
[14:24] Empresas de tecnologia do mundo são sediadas aqui.
[14:27] A minha bolsa é uma das mais investidas.
[14:29] A minha moeda é a mais importante do mundo.
[14:31] Ela tem Lastro, né? Em si mesma, ela é importante
[14:35] para todo o comércio global. E assim, talvez, na verdade, o
[14:39] que ele consiga no longo prazo seja uma se colocar num pedestal
[14:43] que a gente às vezes não esteja enxergando.
[14:45] É não em sonho, né? Sonho, sonho.
[14:49] Sonhar não paga imposto. Eu sempre digo, eu digo isso pro
[14:53] meu filho. Falo assim, Ah, então fica.
[14:54] Fica no sonho. Porque o sonho você não vai
[14:56] pagar imposto. Pode continuar sonhando.
[14:58] É bom sonhar, filho. Mas a questão é que essa
[15:01] autossuficiência não é possível. Não é?
[15:05] Não é? Possível de maneira.
[15:06] Nenhuma. E não é possível não só para os
[15:08] Estados Unidos, mas não é possível para nenhum outro país.
[15:11] É impossível. Nenhum país consegue ser uma
[15:15] ilha. EE ser autossuficiente,
[15:17] entendeu? Vai ter algumas coisas e outra,
[15:21] né? Vai ter algum, algum recurso,
[15:23] algum serviço, algum produto que não, não vai conseguir produzir
[15:26] e que é necessário. E além disso, a abertura das
[15:31] economias ela maximiza, né? Aí vou sair do economismo, mas
[15:37] uma economia, quanto mais aberta essa uma economia for, maior.
[15:43] Há chance maior a probabilidade de ter mais crescimento para
[15:47] essa economia. Por quê?
[15:48] Porque ela pode contar com os recursos dela e com os recursos
[15:52] externos para poder crescer. Então essa ideia não é nem boa,
[15:56] ela não é possível, primeiro ponto, segundo ponto, ela não é
[16:00] nem boa, porque se ele fechar a economia dele, ele está
[16:04] restringindo. Ao fechar a economia dele, ele
[16:06] está restringindo o quanto que ele pode crescer.
[16:09] Então esse que é o ponto. Não é possível e não é boa,
[16:13] alguém tem que parar essa pessoa.
[16:17] É exatamente. A gente não consegue entender de
[16:21] fato o que é que ele tá buscando com isso, né?
[16:26] Enfim, é. Tem um vídeo que mostra a
[16:33] importância do do liberalismo econômico.
[16:35] Eu tô tentando buscar ele aqui enquanto eu falo com você.
[16:39] Se eu não me engano, ele é do Friedman há muito tempo atrás.
[16:44] Eu acho que sim. Deixa eu buscar aqui, ó, você já
[16:49] viu esse vídeo, o Tati, sobre a importância de se produzir um
[16:55] lápis? Não, acho que não.
[16:57] Bom, você ouviu não? Muito aleatória para você?
[17:00] É uma coisa do vídeo aleatória. É o seguinte, não, não é não.
[17:03] A importância é legal. Ele é um vídeo bem famoso e
[17:05] talvez a nossa audiência também. Não, não nunca tenha ouvido
[17:09] falar sobre isso, mas ele é um vídeo do Milton Friedman que,
[17:14] enfim, muito antigo, né? Ele escreveu, ali é.
[17:20] Ele popularizou, na verdade, uma ideia de 1958 de uma outra
[17:25] pessoa que falava o seguinte, nenhuma pessoa sozinha consegue
[17:28] produzir um lápis. Mas aí tem um vídeo documentado
[17:31] sendo falado sobre isso, que é mais ou menos assim.
[17:34] Para produzir um simples lápis como esse que eu tenho na mão
[17:38] enquanto eu falo com vocês, é preciso de um trabalho
[17:41] coordenado, de um Monte de gente ao redor do mundo.
[17:43] Então vai ter quem planta e quem corta a madeira.
[17:47] Quem vai extrair o grafite? Quem vai produzir a borracha,
[17:50] quem vai fabricar a tinta, né? A tinta que tem aqui, por volta
[17:54] do lápis, inclusive nesse modelo que eu estou usando, é mais ou
[17:56] menos assim, vai ter quem faz a cola para colocar todas as
[18:00] coisas em conjunto, principalmente essa partezinha
[18:02] que da ponta, que é metalizada, que fica junto com a borracha,
[18:06] vai ter quem produz as máquinas, quem vai transportar todos esses
[18:09] materiais. E são pessoas que provavelmente
[18:11] não se conhecem, não trabalham todas juntas.
[18:14] Porque cada uma vai estar dentro do seu próprio processo
[18:17] produtivo e, de repente, cada um em algum lugar do mundo e cada
[18:20] uma delas dentro de tudo isso, vai estar contribuindo para que
[18:24] um único lápis seja feito e que eu esteja usando ele hoje no dia
[18:26] de hoje. Então, realmente essa ideia de
[18:28] isolacionismo, ela não funciona um livre mercado e ela não
[18:31] funciona nem nessa concepção de próprio crescimento econômico,
[18:34] porque não tem mais como a gente achar.
[18:37] E um país isoladamente vai ser capaz de se manter numa
[18:41] hegemonia econômica. Porque não é assim que as coisas
[18:43] funcionam, ainda mais enquanto a gente tá em 2026, num mundo
[18:47] extremamente globalizado em tudo, né?
[18:50] Não é só no consumo como era anteriormente, mas na própria.
[18:53] Cultura na informação. Claro.
[18:58] Não tem como voltar para trás, ele tá querendo dar um passo
[19:01] atrás. Que foi dado, nem foi dado nesse
[19:06] século, foi dado no século passado.
[19:08] Então não tem como retroagir, né?
[19:11] Outras ideias, né, ideias antigas.
[19:13] É e que não não funcionam mais, porque já não estamos mais nessa
[19:18] etapa, então não é viável. Inclusive não é uma boa ideia
[19:22] para os Estados Unidos, mas é isso, não apareceu ninguém ainda
[19:27] para parar esse bed Superman, né?
[19:31] Não é um good? A Suprema corte está tentando,
[19:34] né? A Suprema corte dos Estados
[19:36] Unidos, ela fica tentando invalidar as tarifas amplas
[19:38] aplicadas pelo Trump. Já conseguiu invalidar um
[19:40] pedaço, né? De quando ele começou com essas
[19:43] tarifas, alegando determinadas justificativas, mas ele está
[19:47] sempre encontrando outras alternativas.
[19:50] Enfim, a gente vai acompanhar isso também ao longo do tempo,
[19:54] porque realmente 37 e meio por cento de tarifa para alguns
[19:57] setores, por mais que não sejam todos.
[19:59] Acaba afetando, SIM, 1 nível de produtividade que é refletido
[20:05] numa queda de consumo desses determinados produtos que são
[20:08] produzidos aqui no Brasil e exportados para lá.
[20:10] Mas vamos mudar de assunto? Vamos.
[20:12] Para variar. A gente tem aqui o Trump
[20:14] monopolizando as pautas, mas a gente tem outras coisas para
[20:17] conversar. Ontem, hoje e amanhã está
[20:20] acontecendo o maior evento de investimentos do mundo aqui em
[20:24] São Paulo, que a expert XPE hoje teve um Painel com um galípolo
[20:29] que é o nosso presidente do banco central.
[20:31] E ele teve uma fala muito interessante que eu vou querer
[20:33] conversar aqui com a Tati, que eu quero saber bastante a
[20:37] opinião dela como economista principalmente, mas foi o
[20:40] galípolo defendendo os juros altos no Brasil por mais tempo.
[20:44] Né? E isso acabou também
[20:45] contribuindo até pra Bovespa cair.
[20:47] Porque a gente sabe que se o presidente do banco central está
[20:51] auferindo um juros ainda de 2 dígitos por mais tempo, a renda
[20:55] fixa realmente fica bem mais competitiva, né?
[20:59] Porque também interessa ali aos investidores buscar uma
[21:02] rentabilidade em algo mais seguro, entre aspas, do que.
[21:07] Direcionar capital para renda variável, e ele acabou indicando
[21:10] isso, então esse cenário de juros altos por mais tempo,
[21:13] inclusive usando a justificativa de a gente ter esse problema nos
[21:19] preços de petróleo mundialmente negociados.
[21:24] Ele falou, inclusive, que a gente precisa desancorar as
[21:28] expectativas inflacionárias e que isso traz uma preocupação
[21:32] muito grande. Falou que esse, esse essa taxa
[21:35] de juros no patamar restritivo deve ficar um pouquinho mais de
[21:38] tempo e que ele não vai ficar reagindo aos dados isolados, né?
[21:42] Já que a gente precisa também prestar atenção em outras
[21:46] coisas. Aquém na nossa própria economia,
[21:49] como esse choque de oferta de petróleo, por exemplo, para
[21:52] acabar decidindo o que acontece por aqui.
[21:54] Então, Tati, a gente sempre fala aqui.
[21:57] Toda segunda-feira sai o relatório Focus a.
[21:59] A gente tenta falar toda segunda-feira nos episódios, um
[22:02] pouquinho desse consenso do que que é esperado para a taxa Selic
[22:06] e depois dessa fala de hoje, o que que você imagina?
[22:10] Olha, eu acho que o corte de juros ali no dia 5 de agosto,
[22:14] que é a próxima reunião de política monetária, ele tá.
[22:17] A possibilidade de acontecer. Ela é muito alto.
[22:21] Por quê? Porque o mercado precifica esse
[22:24] corte. De zero 25, trazendo a Selic
[22:27] para 14%. Mercado de renda fixa, os
[22:30] economistas, também em grande maioria, esperam com essa corte
[22:34] de 25. Então, a fala do galipulo não é
[22:36] relacionada à próxima decisão de taxa de juros?
[22:39] Agora, eu acho que ela é relacionada a esse patamar, né?
[22:43] Então cai para 14% a Selic a partir do começo de agosto e
[22:49] deve ficar lá. Eu acho que essa fala do
[22:55] galipolo foi muito nesse sentido de que ele tá com foco, né?
[23:00] O foco permanece nas expectativas de inflação, que
[23:04] até AA de curto prazo para 2026 começou a cair recentemente, mas
[23:09] muito pouco ainda tá ali no patamar de 5%, um pouquinho
[23:13] acima de 5%, ou seja, acima do teto.
[23:18] Do da banda de flutuação da meta, que é de 3 e o teto é 4 e
[23:23] meio, 5 acima de 5 é acima disso.
[23:26] A projeção de inflação. A expectativa de inflação para
[23:29] 2027 também tá bastante alta. Não tá acima do teto, se não me
[23:35] não me não me engano, mas tá ali nos 4 e alguma coisa, ou seja,
[23:41] distante do centro, é da meta. Então, assim, se o foco é a
[23:47] expectativa de inflação, como ele falou, e outro ponto que ele
[23:50] falou é o foco é manter, né? Prevenir, evitar os aumentos, os
[23:57] efeitos de segunda ordem desse, dessa pressão do petróleo,
[24:01] porque os de primeira ordem não dá para combater com política
[24:04] monetária, porque a alta do preço do petróleo, que é a
[24:07] primeira ordem, que leva a alta da gasolina, a alta do diesel, a
[24:11] alta do gás. Então, isso não dá para combater
[24:15] com política monetária, porque independe da gente, depende do
[24:18] Trump, do Iran, dos roots. Mas a segunda ordem, que é a
[24:25] porque aumentou o diesel. Oo serviço do do do transporte,
[24:31] né? O serviço de quem dirige para
[24:34] transportar aumenta porque aumentou a gasolina.
[24:38] O salário das pessoas para se locomover na cidade também vai
[24:43] aumentar. Então esse segundo desse efeito,
[24:45] segundo da ordem, dá para combater com política monetária.
[24:48] Então você sobe os juros e você dá uma acalmada na demanda.
[24:52] E aí não, né? Tanto o motorista da carga
[24:56] quanto as pessoas não vão cobrar mais pelos seus serviços, pelos
[25:00] seus trabalhos, porque o custo da gasolina, o custo do diesel,
[25:03] o custo do gás aumentou. Isso dá para fazer.
[25:07] Então, se esses são os focos dele, ao falar que isso é o
[25:11] foco, ele está sinalizando que ele essa taxa de juros vai ficar
[25:15] apertada e vai ficar no patamar elevado por mais tempo, porque
[25:20] ele precisa dessa taxa de juros apertada, elevada, pressionando
[25:26] a demanda para baixo, para que tanto as expectativas de
[25:30] inflação. Continuem sendo revisadas para
[25:33] baixo e principalmente para que esses efeitos de segundo a hora
[25:36] dessa pressão inflacionária, porque o preço do petróleo está
[25:39] em alta ou porque o mercado de trabalho está apertado, essa
[25:42] pressão inflacionária ela não seja muito relevante daqui para
[25:47] frente? Né?
[25:48] Então eu achei que foi uma fala bem colocada dele, mas que
[25:52] sinaliza que é isso aí, né? O que que a gente tem no Focus?
[25:55] O os economistas esperam que a Selic pare em 14% esse ano e vá
[25:59] até o final do ano em 14, o que é extremamente alto até para
[26:03] gente Brasil, que costuma ter taxa de juros alta e.
[26:08] Esperam os economistas que essa Selic caia para 12% até o final
[26:13] de 2027 10 e meio, por cento até o final de 2028, chegando a 10%
[26:20] ao final de 2029. Ou seja, taxa da Selic em 2
[26:25] dígitos alta por muito tempo pelo um Horizonte de de 3 anos
[26:32] pelo menos, né? Então.
[26:34] É isso, né? Ele corroborou essa essa essa
[26:38] expectativa que tanto o mercado de renda fixa quanto os
[26:41] economistas já incorporaram no cenário.
[26:45] É isso aí. A gente sabe que ainda tem muita
[26:48] volatilidade para ser absorvida nesses dados, mas eu vi que a
[26:52] gente vai ter os próximos 3 anos, pelo menos, com taxa de
[26:54] juros a 3 dígitos. Eu acho que acaba sendo uma
[27:00] razão. Os investidores continuarem
[27:02] acreditando que existem grandes oportunidades em renda fixa e a
[27:06] gente vai continuar vendo um fluxo natural de concentração de
[27:10] investimentos nessa nesse segmento, né?
[27:13] E vamos ver como é que também isso acaba impactando na
[27:16] economia real. O quanto que isso diminui o
[27:17] investimento das empresas nos seus próprios processos
[27:20] produtivos, ou novos IPOs na nossa bolsa?
[27:24] Ou até o entendimento de qual ação comprar ou vendendo uma
[27:27] carteira de investimentos. Bem, assuntos que a gente vai
[27:31] acompanhando aqui ao longo do tempo.
[27:32] Sempre tem coisas novas para a gente acompanhar.
[27:35] Mas se você gostou do que aprendeu aqui hoje, siga a nossa
[27:38] página do podcast, comente, conte aqui o que você mais
[27:40] gostou e deixa eu trazer um adendo aqui, Tati, porque eu sou
[27:43] super podcaster, né? Eu escuto vários podcasts e aí
[27:47] esses dias eu ouvi um podcast excelente.
[27:49] Eu adoro o assunto da natusa Neri.
[27:52] Foi 11 recentemente. Essa semana eu gostei tanto do
[27:55] podcast que eu tentei comentar. Não consegui.
[27:57] Hum. Achei dificílimo o lugar onde
[28:00] acha para para comentar. Eu demorei uns belos.
[28:03] Uns belos minutos. Pra achar esse lugar.
[28:05] Então eu Eu Acredito que enquanto eu estou aqui também
[28:08] incentivando as pessoas a comentarem, se vocês tiverem
[28:11] essa dificuldade. Agora eu entendi, eu passei por
[28:14] isso, eu vivi essa situação, mas eu consegui, cheguei lá.
[28:18] Então, se você gostou do que aprendeu aqui e achar um
[28:21] pouquinho complicado de fazer esse comentário, tenta mais um
[28:23] pouquinho, tenta direitinho, força mais um tantinho aí que
[28:27] vai dar certo pra gente conseguir chegar aqui na sua
[28:30] fala, no seu entendimento. Sobre esse trabalho e que vocês
[28:34] também podem conhecer mais sobre a Ana, sobre a Tati, através dos
[28:37] links dos nossos perfis no LinkedIn que estão na descrição
[28:40] do podcast. Na segunda-feira a gente volta
[28:42] com mais uma leitura e esse episódio contou com Fontes de
[28:46] valor, Invest, Broadcast, CBN, exame, EG um.
[28:52] Lembrem se que no final o preço pode ser o que aparece na tela,
[28:55] mais valor é o que vocês entendem até amanhã, porque o
[28:58] mercado muda e o preço dos ativos também.
[29:01] Tchau, tchau, tchau, tchau.

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