# Semiótica no marketing com Clotilde Perez e Alexandre Duarte – e303s01

An episode of [Podcast Marketing por Idiotas - RFM](https://invisiblenetwork.ai/podcast/633298938), 20 Aug 2025.

Audio: https://traffic.omny.fm/d/clips/58028bcf-e01f-4274-aca7-ad3300f67928/39b0cbcd-8589-4b52-b77f-b170010b52a1/05640d08-fdb4-44ec-93fa-b33f00f3fd0c/audio.mp3?utm_source=Podcast&in_playlist=2dda3134-03db-487f-a1d2-b170010b53dd

Neste episódio falamos sobre Semiótica e a Conferência Ibero-Americana de Publicidade 2025 com Clotilde Perez e Alexandre Duarte. Episódio de 20/08/2025 Website conferência: https://confpub25.fcsh.unl.pt/ Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt \[Pontos Principais por IA\] Neste episódio especial, Miguel Ronveira assume o comando do podcast na ausência de Diogo e Frederico para mergulhar num tema profundo e fundamental para o marketing: a Semiótica. Para desmistificar este conceito, conta com a presença de dois convidados de peso: Clotilde Perez, uma das maiores especialistas brasileiras em semiótica e professora na Universidade de São Paulo, e Alexandre Duarte, professor na Universidade Nova de Lisboa e organizador da Primeira Conferência Ibero-Americana de Publicidade. A conversa explora o que é a semiótica, como os seus princípios se aplicam (e por vezes falham) no branding e na comunicação, e qual o seu papel no futuro da inteligência artificial. O Que é, Afinal, a Semiótica? O episódio começa com uma clarificação essencial. Miguel, em tom de brincadeira, admite que a sua primeira associação ao ouvir a palavra foi com a astrologia, devido ao termo “signo”. Clotilde Perez rapidamente desfaz a confusão, explicando que a semiótica é a teoria da comunicação que estuda os signos e a forma como eles produzem significado em qualquer contexto. Os pontos-chave da definição são: • Uma Teoria e um Método: A semiótica não é apenas um conceito, mas uma ferramenta com um método para analisar como a comunicação funciona. • Tudo é um Signo: Citando o filósofo Charles Sanders Peirce, Clotilde afirma que qualquer coisa que produza significado — uma palavra, um sonho, uma cor, uma marca — pode ser analisada como um signo. • Ícone vs. Símbolo: A conversa distingue dois tipos de signos cruciais: • Ícone: Um signo que tem uma relação de semelhança qualitativa com o que representa (ex: a cor vermelha para representar uma maçã ou um morango). • Símbolo: Um signo cujo significado é estabelecido por acordo cultural ou convenção (ex: o desenho de um coração para representar o amor). Alexandre Duarte enriquece a discussão com um poderoso exemplo português da resignificação de um signo: a Casa Pia. O que antes era um símbolo de caridade e apoio a crianças, foi dramaticamente ressignificado na mente do público após o escândalo, passando a carregar uma conotação negativa. Isto demonstra que o significado de um signo não é estático; está contido na sua história e no seu contexto social. A Aplicação no Marketing e no Branding: O Poder e o Risco dos Signos A conversa rapidamente se foca na aplicação prática destes conceitos no mundo das marcas. • As Marcas como Sistemas de Signos: Uma marca não é apenas um logótipo. É um conjunto de signos que se expressam através do nome, do slogan, das cores, dos sons (o “plim-plim” da Globo ou o jingle da Intel) e de todas as suas manifestações. • A Pergunta Essencial: Para um profissional de marketing, a pergunta fundamental deve ser sempre: “O que é que isto significa?”. Cada escolha de design, cor ou palavra carrega um significado que pode ou não estar alinhado com o objetivo da marca. • Exemplo de Falha Semiótica: Clotilde partilha o caso de uma marca de mortadela no Brasil que, para parecer mais “premium”, adicionou uma tarja preta à embalagem. No entanto, a cor preta e a tarja preta estão culturalmente associadas a luto, interdição e medicamentos controlados, criando uma dissonância semiótica que prejudicou a perceção do produto. • Intuição vs. Método: Alexandre Duarte salienta que, historicamente, muitas decisões de branding em Portugal (e no mundo) foram tomadas por intuição (“eu gosto disto”, “acho que resulta”). A semiótica oferece uma base teórica e um método para tomar estas decisões de forma mais consciente e estratégica. O Futuro: A Semiótica da Inteligência Artificial O diálogo avança para o tópico mais atual: a Inteligência Artificial. Longe de tornar a…

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