# O Brasil na corrida pelos data centers de IA

An episode of [Tecnocast](https://invisiblenetwork.ai/podcast/505204037), 3 Oct 2025, 1 h 04 min.

Audio: https://anchor.fm/s/1075f6ce0/podcast/play/109179807/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-9-3%2Ffeab31e2-f20b-9f2d-68d2-84c63146d5a7.mp3

A corrida pelos data centers está cada vez mais intensa, especialmente com o crescimento da inteligência artificial. Mas será que o Brasil está preparado para essa demanda? Como lidar com os desafios energéticos e regulatórios que surgem com a construção de data centers com alto poder de processamento? No episódio de Hoje a gente conversa com Renan Lima Alves, que é presidente da Associação Brasileira de Data Centers, pra entender melhor esse mercado. Dá o play e vem com a gente! Paticipantes • Thiago Mobilon • Thássius Veloso • Renan Lima Alves (presidente da ABDC) Vaga de Produtor(a) Audiovisual aberta para trabalhar no Tecnocast! Acesse o site e veja se você tem o perfil que o Tecnocast precisa: https://tecnoblog.net/vaga/produtora-de-podcast/ Créditos • Produção: Josué de Oliveira • Edição e sonorização: Caroline Rocha • Arte da capa: Vitor Pádua

## Transcript

[0:02] Este podcast é apresentado pelo Tecnoblog.
[0:16] Olá gente, seja bem-vindo. Está começando mais episódio do
[0:19] tecnocast. Eu sou o Tiago mobilon.
[0:21] Eu sou o taci de Veloso. A corrida pelos data centers
[0:24] está cada vez mais intensa, especialmente com o crescimento
[0:27] da inteligência artificial. Mas será que o Brasil está?
[0:30] Parado para atender essa demanda.
[0:31] Como que a gente lida com os desafios energéticos e
[0:34] regulatórios que surgem com a construção de data centers, que
[0:38] tem um poder de processamento altíssimo?
[0:40] No episódio de hoje, a gente conversa com Renan Lima Alves,
[0:43] que é presidente da associação brasileira de data centers, para
[0:46] entender melhor como funciona esse mercado.
[0:48] Então não esquece das 5 estrelinhas para o tecnocast no
[0:51] seu app favorito. E aguenta aí que a gente já
[0:53] começa. Caixa postal do tecnocast você
[1:07] tem novas mensagens? Caixa postal do tecnocast se
[1:15] você não quiser acompanhar com a gente, pode pular episódio para.
[1:18] 11 minutos e 7 segundos. Bora lá, TAS, qual que é o
[1:21] primeiro comentário aí? O Glauber Santos mandou pra
[1:24] gente via comunidade do Tecnoblog.
[1:27] Acredito que o iPhone era esteja preparando o terreno para um
[1:30] dobrável futuro claramente, a Apple nunca lançaria um dobrável
[1:34] grosso e desengonçado igual aos primeiros da Samsung, com o
[1:38] celular tão fino em mãos e com um processador tão.
[1:41] Tente agora é só entre muitas aspas, juntar 21 ao lado do
[1:45] outro e fazer um baita dobrável com espessura quase igual a um
[1:48] smartphone comum. Em cima disso que o Glauber
[1:50] falou. Eu lembro que a própria Samsung
[1:53] meio que está adotando essa técnica com o fold set, que é o
[1:58] mais recente, porque ele já é ultra fino quando você abre o
[2:01] aparelho. A espessura é um teco maior do
[2:05] que a porta ao SBC. Inclusive não tem nem muito mais
[2:07] para onde eles correrem se continuarem utilizando esse tipo
[2:10] de entrada. É o comentário dele.
[2:12] Primeiro me lembrou aqueles LG que tinha antigamente, que na
[2:15] verdade eram 2 celulares grudados um no outro, e aí,
[2:18] dobrava? Sim, e aí um era, já achei que o
[2:20] outro era tela, entre outras. Funções, mas não eram.
[2:23] Não era uma tela dobrável, era o começo dos celulares dobráveis,
[2:28] mas não era a tela dobrável, né? Mas acho que sim, o Glauber
[2:31] provavelmente está certo, né? A gente vem ouvindo rumores de
[2:34] um dobrável da Apple há muitos anos e é apenas a filosofia de
[2:38] cada empresa. Isso a gente já falou, mas vamos
[2:40] repetir que. Que é a Samsung.
[2:42] Ela tem essa filosofia de desenvolver a tecnologia e
[2:45] colocar no mercado rapidamente para mostrar que ela tem esse
[2:48] knowhow, que ela tem, todo esse avanço interno.
[2:50] A Apple, ela tem a cultura de deixar ficar bem Maduro, e aí
[2:55] ela lança. Então por isso que quando a
[2:57] gente tá falando das 2 empresas, esse tipo de comparação, quem
[2:59] lançou o primeiro é irrelevante, porque elas não estão tentando
[3:03] competir em quem lança primeiro. A filosofia da Apple não é
[3:06] lançar primeiro. Steve Jobs falava, né, que é
[3:07] lançar melhor. Aí fica subjetivo quem acha que
[3:10] é melhor. Que não é melhor, né?
[3:12] Aí podemos discutir, mas o fato é esse que a Apple não lança as
[3:15] coisas correndo, diferente de outras fabricantes.
[3:18] Claro que tem casos, tipo assim, vamos matar uma coisa correndo.
[3:21] Aí aconteceu várias vezes, né, tipo, matar o disquete, matar
[3:24] outras coisas, mas no caso de novas tecnologias, ela prioriza
[3:28] muito, tipo, só vou lançar a hora que eu vejo que isso aqui
[3:30] realmente está muito legal, né? Aí não vai gerar nenhum tipo de
[3:33] crítica. E é interessante observar que a
[3:36] Samsung lançou o S25 Edge, que é o equivalente ao air antes, mas
[3:39] esse? Esse tipo de projeto não dura
[3:42] menos de 3 anos nessas empresas, então elas lançarem com um
[3:46] intervalo de 34 meses, qualquer coisa assim, sem a gente ter
[3:49] visto nada desses produtos antes.
[3:52] Quer dizer, no caso da Samsung, eles deram demonstrações, mas
[3:55] não era possível de testar. Às vezes são ideias que foram
[3:58] ocorrendo em paralelo, né? Sim, é a galera falando Ah,
[4:00] agora que copiou. Pelo amor de.
[4:03] Deus não dá tempo, gente, não. É assim não, né?
[4:05] O iPhone 18 já deve estar na cara do gol em termos de projeto
[4:09] e é só pro ano que vem, sabe? Agora, assim, o que com certeza
[4:12] deve acontecer é lá entre eles no mercado, rola um burburinho,
[4:17] né? Informações vazam para lá e para
[4:19] cá. Então acho que todas as empresas
[4:21] devem ter seus métodos de saber no que que as outras empresas
[4:24] estão trabalhando, mas não que elas vão esperar o produto
[4:27] chegar no mercado para daí. OPA, espera aí, vamos fazer um
[4:29] igual aqui, não dá tempo de fazer.
[4:31] Isso e no caso da relação Apple e Samsung, ainda é mais assim
[4:34] intrigante porque a Samsung está entre os principais fornecedores
[4:38] de tela da Apple pela divisão Samsung display.
[4:41] Então eles devem ver ali algumas coisas e ficar bem pianinho, né?
[4:44] Porque tá é tudo com sob confidencialidade.
[4:47] Seguindo aqui, o próximo comentário é do Diego Oliveira,
[4:49] ele comentou no nosso canal do Telegram, diz o seguinte, olá
[4:52] pessoal, eu gostaria de deixar um comentário sobre o novo
[4:55] iPhone air. É impressionante como um
[4:57] aparelho tão fino e leve possa ser tão resistente, praticamente
[5:01] inquebrável. Sempre tive o receio de comprar
[5:03] um aparelho muito caro e pouco tempo depois de estar com a tela
[5:06] quebrada e com 10 parcelas para pagar, é isso.
[5:09] Dói, cara. Se não mais, viu?
[5:11] Tem lugar que parcela em 20 vezes.
[5:13] Meu primeiro Nokia eu parcelei em 10 vezes e fui roubado depois
[5:17] de pagar a primeira parcela numa festa do pião.
[5:19] Aqui americano, tazadora continuando aqui, falam muito
[5:23] sobre obsolescência programada, mas nesse caso temos que tirar o
[5:26] chapéu para os fabricantes, que estão melhorando bastante a
[5:29] resistência dos aparelhos contra impactos, água e poeira.
[5:32] Tenho amigos que ganham a vida trocando a tela de celular e é
[5:35] unânime que a procura por esse serviço tem caído bastante.
[5:38] Olha aí. É e também tem mais película.
[5:41] Que estão se sofisticando. E aí com isso você tem uma
[5:44] camada adicional de proteção. Mas realmente você me questiu de
[5:47] 2 junto com gorila Glass victus. Nem sei em que número que está.
[5:50] É o 2 ou 3? Está bizarro o negócio, mas
[5:53] coloca na minha mão para vocês verem.
[5:55] Coloca o aparelho na minha mão em uma câmera que aí sim não tem
[5:59] Jerry reag everything que vai ser.
[6:02] TAS ruins everything. TAS quebrando tudo.
[6:06] Vale mencionar também que o iPhone air ele foi o único da
[6:09] linha que manteve a estrutura de titânio, né?
[6:12] Hum, então isso não foi por acaso, a Apple sabe que o
[6:15] aparelho é fino, ela já vem aí de um histórico de Band Gate,
[6:18] iPhone 6, não lembro qual que era o modelo que era fininho de
[6:22] alumínio e tal, então foi curioso ver que os iPhones pro
[6:26] eles trocaram o corpo por um corpo de alumínio.
[6:28] A gente até falou no episódio, né?
[6:29] Um material menos premium e tal, mas o air ficou com o material
[6:32] premium de titânio, é puramente o motivo funcional, né?
[6:35] Aumentar. A resistência do aparelho não
[6:37] ter esse tipo de problema. Algo pra gente acompanhar daqui
[6:39] pra frente é a história do scratch Gate, que nas últimas
[6:42] semanas isso tem se desenrolado. A Apple já respondeu dizendo que
[6:46] é por design, que é dessa forma, mas os produtos sendo vendidos,
[6:50] né? Finalmente da linha 17 essa
[6:52] reclamação, então é algo pra gente ter no nosso radar e dos
[6:55] comentários aqui para a caixa postal também tem o Everton
[6:58] Ribeiro que mandou no Telegram, é longo, mas vamos lá, tem o
[7:02] outro lado sobre esses dispositivos que medem Pressão
[7:04] Arterial, esse. PO 2, que é a oxigenação do
[7:07] sangue, et cetera, que podem induzir nas pessoas e leituras
[7:11] erradas. Outro problema é que ninguém
[7:12] calibra, será que o que ele está medindo corresponde à realidade?
[7:16] Confio desconfiando. No caso do SPO 2, sei que a cor
[7:20] da pele pode gerar desvio de leitura.
[7:22] APA, como vocês disseram, também tem um jeito certo de medir, a
[7:26] empresa sempre vai mostrar o lado que é do seu interesse, das
[7:28] vezes que leu a pressão errada em induzir uma automedicação,
[7:31] por exemplo. Poucos casos esses podem ter
[7:33] levado a pessoa a óbito e por. Aí vai, ele segue nessa linha
[7:37] mobilon, acho que o importante sempre ter em mente o consumidor
[7:41] que compra esse tipo de produto que não é dispositivo médico.
[7:44] Sim, fabricantes batem nessa tecla.
[7:46] Por uma coincidência ou não, essa semana eu estive num
[7:49] Congresso sobre saúde digital e perguntei sobre isso e os
[7:53] médicos falaram, olha, serve de guia, nem todo mundo confia, mas
[7:57] é um dispositivo que está gerando dado e tem um algoritmo
[8:01] por trás que está sendo testado e está evoluindo.
[8:04] Se eu não me engano, a Apple tem o maior programa.
[8:06] Gama de monitoramento de saúde com o Airbus do do mundo,
[8:10] milhões de pessoas já participaram.
[8:12] Então eu gosto da ideia do confiar desconfiando, mas acho
[8:16] que também ninguém precisa ficar, sabe?
[8:18] Super fissurado por causa disso. É não levar muito a Sério
[8:21] também, né? Lembrando que o objetivo é te
[8:25] avisar de algo mais grave para que você seja encaminhado a um
[8:29] profissional de saúde. Isso ele cita que a
[8:31] automedicação, que isso pode aumentar a automedicação que não
[8:34] é culpa da Apple. Mas é isso.
[8:36] Então observar os dados de saúde como, Ah, você não teria acesso
[8:41] àquilo. Agora você tem.
[8:42] Então você tem algo que está claramente errado, vai no médico
[8:45] e checa o que está errado? Não tipo, vou começar a tomar o
[8:48] remédio por causa disso. Nenhum dispositivo no seu pulso
[8:52] que custe 23 5000 BRL vai ser equiparável a um hospital, a um
[8:58] ambulatório completo, né? No fim das contas, e é sobre.
[9:01] Isso agora é uma coisa que a gente conversou num futuro, mais
[9:04] mais futuro, futuro. Duro mesmo.
[9:06] A gente conversou no episódio de a, no começo do ano, episódio
[9:08] duplo que a gente fez, que é a Barreira tecnológica.
[9:11] É uma Questão de Tempo. Os dispositivos vão ficar mais
[9:14] avançados, os sensores vão ficar mais precisos, mais confiáveis,
[9:18] mais baratos, então você não precisa estar num hospital para
[9:21] ter um sensor super preciso e calibrado.
[9:23] Vai poder ter nos seus Airbus de novo futuro, 10 anos, sei lá.
[9:27] E aí a gente já está falando também de inteligência
[9:29] artificial embutida em todos os dispositivos e as super
[9:32] avançadas e não os chat GPTS, então, quem sabe?
[9:36] Quem sabe daqui uns 10 anos a gente já tem, sei lá, médico usa
[9:40] service, um SAS de médico em forma de aplicativo que pode te
[9:45] dar encaminhamentos mais básicos, tipo assim, uma
[9:48] enxaqueca, um probleminha de pressão, uma coisa simples,
[9:52] sabe? O seu dispositivo te monitora e
[9:55] o médico já está ali direto com OMA no dispositivo.
[9:58] Mas de novo, coisas básicas é a princípio, né?
[10:01] Mas estamos falando de futuro aqui.
[10:03] Está está longe ainda disso acontecer, que até tem a
[10:05] questão. Sambalay hability, né?
[10:06] Quem culpar, se der errado. E se o robô mimetizar o
[10:10] comportamento do profissional de saúde?
[10:12] Nesse caso, é o médico. Me pergunto se esses warebles
[10:15] também vão atrasar as consultas, vão atrasar os resultados das
[10:18] coisas. Porque eu vou te falar, Hein, é
[10:21] difícil o negócio. Você tenta marcar e.
[10:24] Sempre atrasa. Está passando mal no chão.
[10:26] Ali, o relógio mostra um aviso, espere 30 minutinhos que a gente
[10:30] já te atende. Não teve uma vez que eu estava
[10:33] me sentindo mal do estômago, fui ao hospital, isso na região
[10:36] Serrana, aqui do Rio, aí faz. Passei lá pela receção e acharam
[10:40] que o meu caso não era grave. Aí me deram aquela pulseirinha
[10:42] que era verde, aí era 11, espera enorme.
[10:45] Neste meio tempo, fui ao banheiro, botei os bofe, tudo
[10:49] para fora, e era sabe aquela aquele banheiro que é é drywall?
[10:54] Então a receção foi assim que eu sair.
[10:57] Não, vem cá, vem cá, colocou uma pulseira para casos mais graves.
[11:02] Que constrangimento. Mas, enfim, que isso não
[11:04] aconteça. Comentários lidos.
[11:06] Bora pra pauta, Bora? Você provavelmente já percebeu
[11:13] que o assunto de data center está cada vez mais em alta, né?
[11:17] De uma forma simples, um data center é uma instalação física
[11:20] que reúne toda a infraestrutura de TI necessária.
[11:23] A gente está falando de servidores, sistemas de
[11:25] armazenamento, equipamentos de rede.
[11:28] E várias outras complexidades ali que a gente vai falar um
[11:30] pouquinho mais para frente. A função deles é processar,
[11:34] armazenar e gerenciar dados, mantendo os serviços e
[11:38] aplicativos rodando de maneira contínua e estável.
[11:41] São eles que garantem que aplicações que a gente usa todos
[11:44] os dias, como redes sociais e plataformas de streaming,
[11:48] continuem funcionando sem interrupção e com o desempenho
[11:51] esperado. Exatamente mobilão.
[11:53] E esses datacenters? Eles podem ser privados, como o
[11:56] das empresas Google, Microsoft? Doft tem várias outras, ou ainda
[12:00] compartilhados por diversas companhias que alugam o espaço e
[12:04] a infraestrutura externa. E assim, embora o conceito de
[12:07] data center não seja novo, a gente mesmo já bateu nessa tecla
[12:11] aqui antes, tem um tipo específico que tem se tornado
[12:15] mais e mais requisitado. Eu Acredito que você já sabe
[12:18] qual é, né? A inteligência artificial, como
[12:21] o crescimento avassalador da IAEO, investimento pesado das
[12:25] grandes empresas do setor, a construção de data centers vai.
[12:28] Aumentar consideravelmente e aqui no Brasil?
[12:30] Já tem até um estudo da consultoria McKenzie que prevê
[12:34] que a demanda global por data centers vai triplicar na próxima
[12:38] década. E claro que as big techs estão
[12:40] aí de olho nisso, correndo contra o tempo.
[12:42] Um exemplo claro é a meta que está construindo complexos
[12:46] gigantescos como o projeto hyperion, que fica na louisiana,
[12:49] nos Estados Unidos, e tem uma área do tamanho de Manhattan.
[12:52] Para você ter uma ideia, a open EI tem um compromisso de
[12:55] investir 500 bilhões de dólares em.
[12:58] Diretos do tipo tem o Star Gate, que é o mais famoso.
[13:01] E além dela, Microsoft e Alphabet também estão destinando
[13:04] mais outros bilhões de dólares para erguer centros enormes de
[13:08] dados voltados para treinar e implementar a inteligência
[13:11] artificial. E essas instalações possuem
[13:14] requisitos muito específicos que vão além das poderosas GPUs da
[13:18] nvidia, que está ganhando muito dinheiro, inclusive a
[13:20] infraestrutura. Ela precisa ser robusta o
[13:23] suficiente para lidar com questões como consumo de energia
[13:26] e resfriamento, já que as cargas.
[13:28] De trabalho da e a exigem uma capacidade muito maior.
[13:32] E aí a gente está falando também de energia, né?
[13:34] Que é um outro ponto crucial que tem colocado os data centers na
[13:37] mira de discussões polêmicas aí. Afinal, quando a gente fala de
[13:40] um data center, especialmente os maiores, ele está sempre
[13:43] funcionando. E aí falando de AA gente, está
[13:45] falando de GPUSE, chips ultra poderosos que rodam sem parar 24
[13:49] horas por dia, um consumo intenso de energia e que tem
[13:52] deixado sua marca no mercado. A agência Internacional de
[13:55] energia estima que a demanda por ele ser.
[13:58] Idade para data centers deve dobrar até 2030, e o Goldman
[14:02] Sachs projeta um aumento ainda maior, de 165% no mesmo período.
[14:07] E não vai pesar só no bolso das empresas, tá?
[14:09] Em algumas cidades dos Estados Unidos, como Columbus, em Ohio,
[14:12] a instalação de data centers elevou o preço da energia.
[14:16] Preço de luz, né? Para todos os moradores.
[14:19] A lógica aqui é simples, mas demanda por eletricidade maior o
[14:23] custo para todo mundo. É, e essa corrida da é global,
[14:26] né? O Brasil não está de fora disso,
[14:28] então? Um faz a gente se perguntar,
[14:30] qual que é o papel do Brasil nessa história toda?
[14:32] Se grandes data centers forem construídos por aqui, será que
[14:36] todo mundo vai ter que pagar a conta também?
[14:38] Ou será que o Brasil está posicionado em um cenário mais
[14:41] estratégico, mais benéfico para abrigar esse tipo de
[14:44] empreendimento? Então a gente vai tentar
[14:46] entender melhor esse cenário e pra isso a gente conversa com o
[14:49] Renan Lima Alves, que é presidente da BDC associação
[14:52] brasileira de data center. Então Bora lá pro papo para
[14:55] entender como isso funciona em detalhes.
[15:05] Fala, Renan, bem-vindo ao tecnocast.
[15:06] Já queria começar deixando uma pergunta aqui pra gente entender
[15:09] qual que é o tamanho desse mercado de data centers no
[15:12] Brasil, né? Você consegue falar pra gente
[15:14] quantos data centers no Brasil tem hoje e qual que é a função
[15:18] que esses data centers tem, né? A gente está falando muito de
[15:20] aqui no tecnocast, vamos falar disso hoje.
[15:22] Mas o que que esses data centers estão fazendo hoje aqui no nosso
[15:25] mercado? Olha, vou te dizer que eu não
[15:27] sei. Responder tua pergunta e é
[15:29] verdade, porque quando você fala de data center, você tem vários
[15:32] tipos de data center. Então você tem data centers
[15:34] comerciais, tem data centers que são para cloud computing, tem
[15:38] data center que é para Ed computing, para inteligência
[15:40] artificial e assim por diante. Então, esses tipos de data
[15:43] centers mais comerciais, nós temos mapeado em torno de 180
[15:47] data centers no Brasil, né? E as empresas?
[15:50] De telecom a empresas data centers comerciais.
[15:53] Alguns ESPS maiores e que fornecem serviços mais
[15:56] comerciais. Mas quando a gente pensa em data
[15:58] center, na verdade, toda indústria 4.0 tem um data
[16:02] center, todo o hospital tem um data center, todo o tribunal de
[16:05] justiça, toda a prefeitura, quando a gente fala de
[16:07] digitalização das indústrias, tudo isso tem um data center que
[16:10] ele está rodando aquela operação, né?
[16:12] Esse é um trabalho que a associação está fazendo.
[16:14] Mas hoje, em termos de data centers comerciais, nós temos
[16:18] aproximadamente 800 megawatts de data centers de carga, TI de
[16:22] data centers e. E em 180 data centers no Brasil,
[16:25] sua grande maioria focada aqui no sudeste.
[16:27] Eu IA perguntar justamente isso, se tem uma localização
[16:30] principal, né? Porque ontem mesmo saiu uma
[16:32] notícia sobre Alibaba e outra empresa chinesa que estão
[16:36] planejando um data center no nordeste para processamento de a
[16:40] então, eu queria entender se tem alguma característica específica
[16:44] que essas empresas estão procurando na hora de instalar
[16:46] os data centers, né? Tem diferenças de infraestrutura
[16:49] para atender melhor o data center em cada região.
[16:52] É por isso eu digo assim, o datacenter são como fossem
[16:55] vários tipos de animais, o Reino animal, cada um tem uma
[16:58] natureza, cada um tem um hábito, cada um se alimenta de uma coisa
[17:01] diferente, cada um tem um propósito diferente, e
[17:04] datacenter é, é isso. Então quando você pensa do
[17:06] pequeno para o grande, o datacenter hospitalar, ele está
[17:09] ali olhar justamente as questões, o prontuário médico,
[17:13] as questões de raio x, exames e et cetera.
[17:16] Todos os hospitais têm o datacenter, então vamos pensar
[17:18] nisso quando a gente vai em questões maiores, outros
[17:21] datacenter, que que é OA? A gente começou a ver realmente
[17:24] crescer no Brasil em torno aí de 2010, quando cloud computing
[17:28] existiu, a nuvem, e aí ela veio para o Brasil para conseguir ter
[17:32] uma zona local. E essa zona local ela se deu
[17:36] aqui, essencialmente começando em São Paulo.
[17:39] Então qual é a diferença? Isso isso é uma questão de
[17:41] latência, latência crítica. Um exemplo que eu gosto de dar é
[17:45] quando a gente pensa na Apple TV.
[17:46] Quando lançou a Apple TV lá fora, ela não tinha ainda a
[17:50] estrutura no Brasil de data centers, e aí uma experiência.
[17:52] E o usuário era horrível, porque a gente colocava o play e
[17:55] demorava. Demora para carregar?
[17:56] 75 minutos para começar a ser o filme, enquanto o Netflix,
[18:00] instantaneamente ele começava o filme.
[18:02] Isso é latência, né? Assim, tempo que a informação
[18:04] demora para chegar num ponto ao outro.
[18:06] O mercado ele se deu no seu volume de data centers em São
[18:10] Paulo, primeiro por causa da questão populacional.
[18:13] Nós temos uma densidade populacional muito grande aqui
[18:16] na região sudeste, questão econômica, mão de obra e et
[18:19] cetera, mas também porque assim se deram os data centers aqui e
[18:22] a. A partir desses datacenters,
[18:24] eles alimentam de formação o resto do Brasil e aí novos
[18:28] datacenters regionais vão surgindo, que é o que a gente
[18:31] chama de Ed computing, né? Aquilo que está mais na borda da
[18:35] informação e esses pacotes de informação são distribuídos
[18:39] dessa forma. Então essa concentração até hoje
[18:42] ela se deu aqui por isso, por nossa latência crítica, então
[18:46] que era nossa gravidade populacional e econômica que
[18:49] está nessa região sudeste. Quando a gente pensa em data
[18:52] center? Manza na minha cabeça, talvez em
[18:54] parte do dos nossos ouvintes. Aqui do tecnocast vêm nomes como
[18:58] Google cloud, AWS, Oracle e por aí vai, que são big techs que
[19:03] fornecem um serviço de processamento de dados e muito
[19:07] provavelmente também de armazenamento dessas informações
[19:10] no campo das médias e das pequenas.
[19:12] Você cita hospital, quais outros usos?
[19:15] Você tem visto para data centers?
[19:18] É corporativos entre aspas. Ou separar essa indústria em 2,
[19:22] né? Nós chamamos de Retail e row
[19:24] sale varejo e atacado. O varejo é o que se que está
[19:28] falando, e o atacado é opção dominados pelas big techs.
[19:32] Então o atacado ela atende o que a gente chama de Hyper scaller,
[19:36] né? Uns hiper escalads, mas esses
[19:38] grandes caras, eles negociam 246, 1050 megawatt de TI num
[19:45] Deus. Então, a tomada de decisão, ela
[19:48] é realmente em de larga escala. Quando a gente fala de mercado
[19:51] Retail, você tem vários clientes no mesmo data centers, 200, 300
[19:56] e. E aí são realmente todas as
[19:58] empresas que você pode pensar, elas têm os seus servidores e ao
[20:02] invés delas entenderem que o seu ambiente na sua empresa não é o
[20:06] suficiente, ela prefere colocar isso num data center, por
[20:10] exemplo, da equinics. E ela é uma empresa líder no
[20:12] mercado de utail. Então, o que que quem são esses
[20:16] essas empresas? Ambev, magalu, todo OE Commerce
[20:20] que você conhece, toda a parte de streaming que você pensa as
[20:23] OTTS, todas as empresas que tenham.
[20:26] Desde o seu CRMORPAAA, sua parte de governança, tudo isso está em
[20:32] alguma nuvem ou num servidor próprio?
[20:34] Se ela está na nuvem, ela está nos big techs, se ela está no
[20:37] servidor próprio, a sua aplicação, ela está no data
[20:39] center e aí é esse data center. Tem 2 possibilidades que ela
[20:42] fazer, ela pode fazer o que a gente chama de on premices.
[20:45] Então, por exemplo, Sicoob, ela tem lá um data center em
[20:48] Brasília e Itaú é outro banco que tem o data center muito
[20:52] grande aqui em Mogi. Inicialmente eles pensavam em
[20:54] fazer tudo on premices, mas eles comiam.
[20:56] Começaram a focar no seu core Business e entenderam que isso
[20:58] poderia, por exemplo, no caso do Itaú, está na nuvem.
[21:01] Então eles migraram esse datacenter hoje para WSE.
[21:04] Esse datacenter hoje ele tem algumas outras operações, mas se
[21:08] não eles vão para o datacenter, que vai utilizar isso de forma
[21:11] profissional, vai ter ganho de escala e vai atender vários
[21:14] clientes. O Renan deixa eu só fazer uma
[21:15] tradução aqui para ajudar a reforçar para o ouvinte, né?
[21:18] Que não está acostumado também com a ideia de como funciona o
[21:21] datacenter. Você falou on preme se seria o
[21:23] Itaú montar o servidor lá localmente, aí?
[21:26] Isso na sede deles, por exemplo. Bom, deixa eu, deixa eu dar um
[21:29] passo para trás. O que que o que que é um data
[21:30] center é para as pessoas entenderem, né?
[21:33] Que a gente já chegou, fulano é um.
[21:34] Computador que você não vê resumindo, né?
[21:36] Como se todo mundo soubesse. E também tô lendo a razão.
[21:39] A grande questão é assim, ó, Oo coletivo de servidores é um
[21:42] hack. Hã?
[21:43] As maior parte das pessoas já devem ter visto um hack em algum
[21:45] lugar. O coletivo de hacks é um data
[21:48] center, é isso que é um data center e ele precisa ter grupos
[21:51] geradores No Break, sistema de ar-condicionado, controle de
[21:55] acesso. Tudo para manter aquele ambiente
[21:57] com uma disponibilidade altíssima, porque, caso
[22:00] contrário, a operação de uma empresa, ela para o coletivo de
[22:04] datacenters é a nuvem. Então, quando a gente coloca
[22:08] alguma coisa na nuvem, na verdade a gente está colocando
[22:10] no coletivo de datacenters. São vários datacenters
[22:13] utilizando aquela informação. Conta pra gente os bastidores
[22:16] pra definição de onde será construído um data center do
[22:20] ponto de vista físico mesmo, né? Enquanto uma infraestrutura e
[22:24] também quanto tempo costuma. Se levar, em média, para que
[22:28] isso seja feito para do ponto de vista da obra.
[22:30] Depende do tipo de data center, né?
[22:32] Então, se é a unpremices, se é o próprio cliente construindo, é
[22:35] fazendo a sua sede, cada um faz um puxadinho da sua sede numa
[22:39] sala de TI que ela vai crescendo ou compra um contêiner e coloca
[22:42] do lado de fora. E isso pode demorar aí em torno
[22:45] de 6 meses, 12 meses para construir um data center de
[22:48] pequeno porte. Os data centers são de natureza
[22:51] de nuvem. É ali, tem essa questão da
[22:54] latência crítica que a gente comentou.
[22:56] Sua gravidade vai estar em função da densidade
[22:59] populacional, a sua conectividade e a energia.
[23:04] Mas aí eles são datacenters de no máximo 50 MB.
[23:07] Não são datacenters de inteligência artificial, que é o
[23:10] que a gente está comentando. E os datacisters de inteligência
[23:13] artificial? Existem 2 tipos também de
[23:15] datacistas de inteligência artificial.
[23:17] Tem o de inferência, que é o que, quando a gente conversa com
[23:20] o ChatGPT da vida, é aquele que está conversando com a gente,
[23:23] que se comunica com o datacister de treinamento e.
[23:26] E é esse é o ponto extremamente importante.
[23:28] O diferença. Ele é parecido com o da nuvem.
[23:30] Ele vai estar muito próximo aos grandes centros populacionais,
[23:33] mas o de treinamento ele é muito grande.
[23:36] Nós estamos falando de datacenters de 500 MB para cima,
[23:40] 1 GB, e essas são as informações que a gente tem visto muito na
[23:43] mídia. Esses datacenters abastecem os
[23:45] demais. Ele faz o cálculo estatístico,
[23:48] né? Do machine learning, ele que faz
[23:51] o algoritmo da inteligência artificial.
[23:55] Ele que é a digamos, AO cérebro da coisa, que carrega os
[24:00] datacenters de inferência com esse algoritmo para tomar a
[24:02] decisão baseada no input de de algum usuário.
[24:07] Esses datacenters, eles não tem latência crítica, esses podem
[24:10] ter segundos de diferença e por isso a gente pode atrair
[24:14] datacenters de outros países para o Brasil.
[24:18] Então, ao invés da gente ter, por exemplo, datacenters nos
[24:20] Estados Unidos, tem de 5 a 8 anos.
[24:23] Para você conseguir conectar o datacenter na concessionária
[24:27] local. Enquanto é na Europa, energia
[24:30] renovável é um grande problema também.
[24:32] E aqui nós temos uma abundância de energia renovável e nós
[24:36] conseguiríamos atrair esses datacenter.
[24:38] E aí qual é a importância para esse datacenter energia?
[24:42] Então aí onde tiver energia disponível no Brasil.
[24:46] E conectividade, mas não doméstica, porque ele não está
[24:49] olhando para o mercado doméstico, é conectividade
[24:51] Internacional. Os cabos submarinos ali?
[24:54] Exatamente o mobilor, disse. Lá no início é por que que a
[24:57] gente está olhando um pouco para o nordeste mais?
[24:59] Porque o nordeste ele tem grande parte da energia renovável do
[25:02] Brasil e todos os cabos submarinos.
[25:04] Eles chegam na Praia do Futuro. Ele primeiro chegam lá no
[25:08] nordeste para depois ir para o resto.
[25:10] Então, se o objetivo desse data center não é se fixar no e
[25:14] abastecer a demanda doméstica, não tem, porque ele está em
[25:17] Manaus, Mato Grosso, em Porto Alegre, ele tem que estar no
[25:21] lugar onde ele consegue se conectar com o resto do.
[25:22] Mundo com a latência menor porque está mais próximo desses
[25:26] cabos internacionais. Não só latência.
[25:28] Você pensa em risco, né? Risco operacional se você tem
[25:31] menor distância para para abastecer a África, a Europa,
[25:36] Estados Unidos a partir de lá. Não tem porque você trazer esse
[25:39] risco e também a inferência que você falou para dentro das da da
[25:43] sua crise de risco. Agora, com esse avanço que a
[25:46] gente tem visto de inteligência artificial, ChatGPT com o pilot
[25:51] cloud e por aí vai. E você mesmo já está, é?
[25:54] A gente entrou nesse tema da da IAE, você explicando os data
[25:57] centers voltados para IA, do ponto de vista técnico, sei lá
[26:01] do que tem dentro desses data centers, tirando a parte de
[26:04] energia, tirando a parte de latência, o tipo de de
[26:07] computador. Por o tipo de equipamento é o
[26:09] mesmo dos data centers convencionais ou tem diferença
[26:11] também quando a gente fala de a? Tem tem bastante diferença.
[26:15] A nvidia é que eu diga. A nvidia que está surfando esse
[26:17] mercado muito bem, a nvidia EEOE.
[26:21] Aí você vê novos é entrantes e os próprias big techs fazendo
[26:25] investimento em GPUs, em fábricas de GPUSE, et cetera.
[26:28] Mas vamos tirar essa parte do hardware que ela já é 11 ponto
[26:32] comum quando você fala de data center de nuvem ou data center
[26:35] mesmo, corporativo e tudo que o Brasil viu até hoje.
[26:38] Nós falávamos numa densidade de rack, potência por rack de
[26:41] consumo de 10 a 20 quilowatts por rack.
[26:44] Quando a gente está falando de inteligência artificial, a gente
[26:47] está falando de 100, 150 quilowatts de por rack no mesmo.
[26:52] Rack muita coisa maior, mais. Exatamente 10 vezes maior a
[26:55] densidade de potência, e isso requer um sistema de
[26:58] refrigeração e de potência e layout muito diferente, porque
[27:03] se você para. É, tem uma questão de
[27:05] continuidade operacional, né? Que se você para energia,
[27:08] realmente para os servidores, mas a temperatura, a rejeição
[27:12] térmica que esses 150000 watts geram é altíssimo.
[27:16] E se você para por muito pouco tempo ar-condicionado, as
[27:19] máquinas vão se desligar para se proteger e não fritarem, porque
[27:23] realmente é é muita temperatura que está rodando ali uhum.
[27:27] E como é que o sistema mudou? Aí a gente entrou por Liquid
[27:30] cooling. O Liquid cooling ele é, por
[27:33] exemplo, até antes a gente fazia AA troca simplesmente com ar que
[27:37] nem a gente tem aqui no seu computador.
[27:39] Aí que você está fazendo esse podcast, está passando seu
[27:42] ar-condicionado e uma ventoinha tirando o ar quente de dentro
[27:46] dele e tem uma troca térmica. Isso não é o suficiente para
[27:49] densidades acima de 50 quilowatts por rack para com
[27:52] isso a gente precisa pensar de uma coisa diferente e aí a gente
[27:55] entra aí eu. A gente não.
[27:58] Os designers de hardware entenderam que AA melhor forma
[28:02] seria você conseguir chegar com água diretamente no chip, na
[28:07] fonte de calor. E aí a gente tem um negócio
[28:09] chamado direct to the chip. Então você tem como radiador do
[28:14] carro. Você pensa que chega com água?
[28:16] EE as mangueirinhas vão indo até o servidor e você tem a troca
[28:21] térmica. Ele é preparado para isso e você
[28:23] varre essa, esse calor. Uma água?
[28:26] E como você resfria essa água depois?
[28:28] E aí você? Resfria ela com schillers e aí
[28:31] schillers que aí no lado de fora trocam com arma.
[28:33] Mas o que é schillers eu não conheço.
[28:35] Schillers é uma máquina de refrigeração que você é muito
[28:39] comum em shopping. Nos hospitais de data centers
[28:43] que você faz uma refrigeração em grande volume você tem é uma
[28:47] serpentina de água que. É tipo um radiador de carro
[28:50] assim que. Radiador de carro?
[28:51] Mas ele tem um bons processos químicos que funcionam no meio,
[28:54] que são gases que. Quando se deslocam, ele baixa a
[28:57] temperatura ainda mais para você melhorar a eficiência.
[29:00] É, mas é tipo isso. Gente, eu sou desqualificado.
[29:03] Eu imaginei uma chopeira mesmo do boteco.
[29:06] Aí, sabe? É ter ser pentido e tudo.
[29:08] Mais, mas o princípio é o mesmo, você ficou gelado e o.
[29:13] Importante é passar mensagem. Ô Renan, é assim?
[29:17] Tem. Tem muitos caminhos que a gente
[29:18] pode ir com a conversa aqui, né? A gente está falando dessa parte
[29:21] mais técnica, que eu acho muito interessante também.
[29:23] Mas ficou uma coisa na minha cabeça, porque a gente está
[29:26] falando agora o interesse das empresas internacionais em
[29:29] construírem seus data centers no Brasil.
[29:32] Isso levanta já até questões políticas, questões
[29:35] regulatórias, né? Mas a primeira coisa que eu
[29:37] estou pensando é, voltando até um pouco naquilo que você disse
[29:40] sobre o atacado versus o varejo, né?
[29:43] Eu citei o exemplo do Alibaba no nordeste.
[29:45] A gente estava falando de AWSE. Lógico que são tipos de data
[29:49] center diferente, aplicações diferentes, né?
[29:52] Mas me corrija se eu estiver errado.
[29:56] Mas pelo que eu estou entendendo, um AWS seria uma
[29:58] coisa meio que um varejo, no sentido de que o serviço está
[30:01] pronto. Você vai lá, qualquer um pode ir
[30:03] lá. Ela é um cliente de atacado, ela
[30:05] vai comprar o data center inteiro.
[30:07] Vamos separar um pouco a indústria pra gente conseguir
[30:09] classificar isso, tá? Você tem os usuários, que são as
[30:12] empresas de TI. Então é você tem 2 tipos de
[30:15] usuários, o usuário de atacado que ele vai comprar.
[30:19] Todo o campus de data center para ele, então, é Microsoft, é
[30:23] a Google, é a Amazon, por. Exemplo, aí ele contrata uma
[30:25] equinix para montar o campo e. Contrata esse campo aí.
[30:29] A equinix não é posicionada nesse mercado.
[30:31] Ela pode também vender para esses caras.
[30:33] Mas quem é está mais esse mercado?
[30:35] É acente ou data escala? É Omni, a.
[30:39] Conecto são outras empresas que estão posicionadas 247 data
[30:43] center sirium são empresas que estão posicionadas para atender
[30:47] 100% para um cliente só. E esse?
[30:50] Modelo de negócio é diferente porque esse cara, ele sabe muito
[30:54] bem o que é o data center, o que ele precisa e tem a sua própria
[30:57] especificação técnica, já no mercado que de de TI, que nós
[31:01] chamamos de varejo. Aí é o que é equinix é líder,
[31:05] que é a pessoa que tem, por exemplo, o seu data center, em
[31:08] vez de ter dentro de casa, você terceiriza esse serviço e paga
[31:13] para que essa? Conta.
[31:14] Cuide dos seus servidores nas infraestrutura dele.
[31:18] Só que em vez de o cara negociar 2000 racks, como é o caso da
[31:22] Google, ele negocia um rack 10 rack 50 racks, então são pacotes
[31:28] menores quando você faz um projeto para esse big tech.
[31:33] Você sabe qual é o tipo de servidores que ele vem entrar?
[31:36] Como é que é a especificação técnica dele?
[31:38] Normalmente ele é feito sob medida para aquela necessidade.
[31:42] Quando você faz para o mercado que você vai entender OCIOS do
[31:45] Brasil inteiro, esse você tem que fazer um investimento
[31:48] especulativo. Você tem que pensar que vai
[31:50] atender de AAZ, vai chegar um cara com um quilowatt por hack e
[31:54] um cara com 50 quilowatts por hack, e você tem que conseguir
[31:56] atender então. Então, o modelo de negócios é é
[32:00] parecido, mas ele é diferente. E quem são essas empresas?
[32:03] A equinics, a Cent, a sirium são empresas que a gente chama de
[32:08] operadores de datacenter. Então, esses operadores de
[32:12] datacenter, eles constroem o datacenter, operam a parte de
[32:16] infraestrutura do datacenter e alugam esse espaço.
[32:21] Para as empresas de ti, então, para que ele tenha energia
[32:25] ininterrupta, é ar-condicionado dentro dessas condições
[32:29] climáticas, é controle de segurança, acesso,
[32:33] conectividade. Um time 24 por 7.
[32:36] Então é uma parte mais de parecida com real Estate, né?
[32:39] A questão mais imobiliária, que é o operador de data center.
[32:43] Tá, entendi porque eu acho que eu tava confundindo, então
[32:45] porque eu tava pensando em a WS, mas a WS aqui é mais como se
[32:49] fosse um SAS. E o que você está falando é um
[32:52] nível abaixo, né? Um acima.
[32:54] Não sei o que é. A gente está falando do rack da
[32:56] máquina e não do serviço prestado, né?
[32:59] Você vai comprar um rack, você vai comprar um galpão inteiro,
[33:02] alugar um galpão inteiro de rack.
[33:04] Mas o rack, ele quem é o dono do ativo rack é o dono do sars,
[33:12] entende? Seja esse ambiente a Unimed, o
[33:15] Itaú ou a Amazon. Ela que compra normalmente o
[33:20] ativo hardware e ela só localiza esse esse ativo dentro do data
[33:26] center de outra pessoa para que ela cuide e mantenha ele dentro
[33:30] das performances e ela foca só no seu core Business que é TIE.
[33:34] Nesse caso que você mencionou, esses data centers, sei lá,
[33:37] intermediários, é possível que uma sirium da vida, ela possua
[33:41] um data center para atender clientes corporativos do varejo,
[33:45] conforme você falou, mas ter vários.
[33:48] Clientes dentro desse data center ou é para cada cliente um
[33:51] data center? Quando você tem um
[33:53] posicionamento exclusivamente atacado, no máximo você vai ter
[33:57] 2 e o cara vai ter um data hall para um OA Oracle, o outro data
[34:02] hall para Google. Então é difícil você ver, porque
[34:04] essas empresas elas querem é crescer dentro do mesmo ambiente
[34:09] e ter AA escala dela dentro daquele ambiente.
[34:12] Então acontece, mas é mais raro. Uma coisa que também é boa para
[34:15] o mercado de Retail. E quando tem todos esses
[34:20] empresas no mesmo mesmo os os big techs, por exemplo, também
[34:24] estão na equines e nesses data senders que a gente chama de
[34:27] Retail, porque aí você tem quando quiser fazer uma conexão
[34:32] entre para melhorar o seu serviço com AB 3, com o Itaú,
[34:36] com AO YouTube, ao invés de puxar um ramal de fibra até um
[34:41] outro data hall, você simplesmente puxa de um rack até
[34:44] o outro. Então esses caras também
[34:47] coabitam os outros, mas eu diria que esses datacenters principais
[34:52] e eles são realmente a espinha dorsal deles, mas as big techs
[34:56] também são clientes de todos os outros tipos de plataforma,
[35:00] porque como usuários de SAS. Eles também querem melhorar a
[35:04] experiência de usuário. Então ele tem, digamos, a
[35:07] informação principal é contida nesse datacenter, mas ele vai
[35:11] ter lá na Atlantic datacenter, em Pernambuco, um pontinha da de
[35:16] informação para servir a região de Pernambuco.
[35:19] É como se fosse o cashing, memória cashing do nosso
[35:21] computador, sabe? Ele fica com pacotinhos
[35:24] distribuídos, mas a informação principal fica nesses mega
[35:27] datacenters. A minha impressão é de que, no
[35:29] fim das contas, até por a gente estar falando de internet, rede
[35:33] mundial. De áudio, computadores, todos
[35:34] esses. Tem que primeiro se conversar.
[35:37] E além disso, veremos aplicações, ainda mais nas
[35:41] grandes empresas de todo tipo, né?
[35:42] Então, um pouquinho de atacado, um pouquinho de varejo, um
[35:45] pouquinho para atender cliente corporativo, um pouquinho para
[35:47] atender os próprios clientes. Num caso de um Google da vida,
[35:51] ele é dono do serviço de e-mail, que é dele próprio, mas ele
[35:54] também fornece via Google cloud. Pode ter outras plataformas de
[35:57] e-mail, né? Alguém põe ordem nessa casa e
[36:01] para nesse ambiente? No caso, e além disso, já queria
[36:04] entrar no tema de regulação, a construção de um data center no
[36:08] Brasil é. É complexa.
[36:11] É precisa de quais são as autorizações necessárias.
[36:15] Quanto tempo leva? É burocrático.
[36:18] Como você vê isso? Eu espero que alguém coloque
[36:20] ordem na casa de cada empresa, né?
[36:22] Mas elas são empresas que Oo PIB delas.
[36:25] O valor do PIB delas é maior que muitos países, né?
[36:28] Tu fala assim, valor de trilhões de dólares.
[36:31] Quais países que têm realmente trilhões de dólares de PIB?
[36:35] Cara, são empresas muito grandes e ela tem Business unit, que são
[36:39] isoladas, mas elas são. Muitas vezes tem uma, é cliente
[36:44] interna da outra, mas elas tem essa coordenação.
[36:48] Só que, por exemplo, a divisão de nuvem, ela anda separada da
[36:52] divisão de inteligência artificial, porque se não for
[36:56] assim, essas divisões, elas não não explodem, elas não crescem
[37:00] sozinhas, se elas tivessem dentro do navio e que coabitando
[37:04] com todo mundo. Então, uma estratégia, ela não
[37:06] espera outra para para seguir. Então, se nuvem precisa de data
[37:09] center no Brasil, ela vai contratar e não vai esperar.
[37:12] Se é o pessoal de inteligência artificial, gostaria também de
[37:15] entrar nesse pacote ou não. A questão de regulação para
[37:18] construção de data center é é que a gente já está acostumado
[37:22] com o Brasil, mas ela demora. AA questão de prefeitura é
[37:27] bombeiros, projeto é meio ambiente e isso é um processo
[37:32] que ele é complexo para mas. Ele é equivalente a qualquer
[37:36] fábrica indústria que você precisa construir.
[37:39] Então não, não, não é pior nem melhor do que qualquer outro
[37:45] empreendimento que a gente tem que construir, pelo fato de ele
[37:47] ser datacenter. Na verdade, um datacenter.
[37:50] Se for pensar numa questão física, ele é muito similar a um
[37:54] galpão logístico com um Monte de infraestrutura de grupo gerador
[37:57] e ar-condicionado. Fisicamente ele ele é parecido.
[38:01] E a regulação? Ela é muito feita pelo usuário.
[38:05] E o seguro do usuário, né? Porque essa se a Bovespa, a
[38:10] Bovespa AB 3, ela tem o seu data center.
[38:13] Se esse data center falha, a gente não tem Bovespa.
[38:17] Se o Itaú para não só as operações do Itaú, mas todos os
[38:21] bancos que precisam trocar essa informação com o Itaú, eles
[38:23] param. Então o prejuízo que você fazer,
[38:27] um investimento gigantesco no datacenter, ele é tão grande que
[38:31] o nível, a barra técnica para garantir essa continuidade
[38:35] operacional é muito alta. Então a excelência, ela é
[38:39] altíssima. Isso que faz uma Barreira de
[38:41] entrada nessa indústria ser muito grande, porque você tem
[38:44] que ter não só a capacidade financeira, mas a capacidade de
[38:48] recursos humanos, técnica e comprovada de experiência para
[38:52] atender esse tipo de coisa. Então vocês viram o que
[38:54] aconteceu no ano passado com a crowdfler, teve uma Atualização
[38:58] de Software e todos os aviões nos Estados Unidos pararam?
[39:04] Call strike, desculpa, é essa questão, digamos, seria
[39:07] equivalente, se 11 pedaço de um data center falha, você tem 11
[39:11] nível de complexidade muito grande que ele acaba acarretando
[39:15] esse tipo de coisa. Por exemplo, o Pix para de
[39:18] funcionar, as ATMS para de funcionar, os serviços como um
[39:22] todo para de funcionar. E isso, como uma economia
[39:25] Moderna, tem uma dependência muito grande ela.
[39:29] Os prejuízos são muito grandes, então primeira regulação que tem
[39:32] é as certificações da própria indústria.
[39:34] Tem alguma ABNT para esse campo? Tem a ABNT, sim, para esse
[39:38] campo, inclusive a associação brasileira de legislata centers
[39:41] está ajudando. Agora já fizemos vários
[39:43] capítulos, mas para traduzir uma norma ISO para entrar na ABNT,
[39:48] nós temos também, mas normas mais aplicadas.
[39:51] Por exemplo, up time instituto tem vários níveis de
[39:54] qualificação, tier 123 e 4. Você tem a tia 942, que é uma
[40:00] norma técnica. Essas empresas, elas só aceitam
[40:03] um data center se ele for comissionado por um agente
[40:06] comissionador que ele comprova e estressa todo o sistema.
[40:10] Para atender isso, as empresas de seguro elas só aceitam se OOO
[40:16] site estiver de acordo e certificado por essas entidades
[40:20] certificadoras. Então você tem um nível de
[40:22] certificação privada muito grande para garantir essa
[40:26] continuidade operacional. Ninguém brinca em serviço sobre
[40:29] isso, mas a questão de bombeiros, por exemplo, a
[40:32] questão de prefeitura, ela é equivalente a outras.
[40:35] E aí tem as peculiaridades que cada prefeitura às vezes tem 11
[40:39] questão um pouco mais, digamos, severa sobre algum ponto.
[40:42] Mas aí não é só a parada data center é para todos, né?
[40:45] Ela é mais burocrática, uma mais é morosa nas questões de
[40:50] aprovações. E aí é a dificuldade de fazer
[40:53] negócios no Brasil, que às vezes, sim, você para passar uma
[40:56] linha de transmissão, precisa aprovação.
[40:58] Meio ambiente, a prefeitura, EE, todas as autarquias juntas, às
[41:03] vezes oneram bastante. E aí, o que o tássi perguntou,
[41:06] onde a taceta de grande porte entre projeto da ideia?
[41:10] Projeto a construção na ordem de 2 anos e meio a 3 anos.
[41:14] Queria fazer uma pergunta, Renan?
[41:16] Com tanto polêmica, e eu só estou trazendo aqui pelo bem de
[41:19] ter um especialista conversando com a gente sobre o assunto, né?
[41:23] É um tipo de pergunta que já pega um pouquinho para o lado
[41:26] mais ideológico. Não sei que eu já vi o pessoal
[41:28] postando na internet e eu quero jogar para você jogar uma luz de
[41:33] um ponto de vista mais técnico, que eu acho que vai ser mais
[41:36] interessante. Que já tem gente falando até que
[41:39] esse negócio de trazer data centers de a para o Brasil é um
[41:43] tipo um remake de um comportamento colonizador,
[41:47] porque você basicamente está sugando os nossos recursos
[41:51] naturais, né? Vai consumir água, vai poluir o
[41:53] meio ambiente, não sei do que lá.
[41:55] E a gente não vai evoluir como nação, porque não se desenvolve
[41:59] essa tecnologia aqui. A gente não ganha nada com isso
[42:02] e só fica com empregos que não são tão relevantes.
[42:05] Enfim, é uma pergunta que me sou extremamente preconceituosa e
[42:09] pouco técnica, né? Sim, ela ela é um tanto quanto
[42:12] obtusa na. Verdade isso, e eu queria que
[42:15] você explicasse, melhor assim pra gente.
[42:17] Primeiro vamos vamos fatiar essas essa pergunta.
[42:19] Quem está pedindo por esses benefícios fiscais e todos esse
[42:23] plano de avanço não são os outros países, não são as big
[42:28] techs? Hum, são os executivos
[42:30] brasileiros. A associação brasileira de já
[42:32] está center, por exemplo, nós temos 230 a.
[42:34] Associados que compõem essa cadeia produtiva tem outras
[42:40] associações que têm liderado esse movimento, como a brascon,
[42:43] por exemplo, e essas indústrias identificaram que o Brasil ele
[42:47] tem realmente recursos que a gente consegue utilizar para
[42:53] avançar e alavancar o Brasil. A renda per capita nesse
[42:57] mercado, por causa dessa tecnicidade, ela é alta, você
[43:00] tem por causa dessa Barreira de entrada, de ser grande.
[43:03] Uma vez que você entra, você garante que capital fique por
[43:07] 1020, 30 anos. Ele não vai embora, nenhuma
[43:09] questão especulativa. Então eu venho dessa indústria e
[43:15] minha carreira, ela se faz nessa indústria sempre na questão de
[43:19] cadeia de suprimentos. E não só a construção do
[43:22] datacenter, ele tem bastante valor agregado.
[43:25] Por exemplo, a construção investimento do datacenter de
[43:28] 100 MB para um operador de datacenter que a gente já
[43:31] classificou aqui. O que que é?
[43:33] Ele custa um bilhão de dólares de investimento que você tem que
[43:37] construir tijolo, construir as paredes, a parte civil,
[43:42] elétrica, mecânica, grupo gerador No Break,
[43:44] ar-condicionado. E essas empresas também precisam
[43:47] manter, porque para você ter esse nível de criticidade, você
[43:50] tem um nível de serviço e excelência muito superior.
[43:54] A remuneração de um técnico de manutenção, por exemplo, de um
[43:56] grupo gerador para atender um mercado, é residencial,
[44:00] comercial. Ela é metade 1/3 de um técnico
[44:04] de manutenção de grupo gerador para atender a data center.
[44:07] Porque esse cara, ele tem que ser muito especialista, ele tem
[44:10] que chegar lá e resolver o problema.
[44:12] Ele tem que ser muito treinado. Então, esse é o grande questão
[44:16] que a gente vê para trazer valor para o Brasil.
[44:19] E qual o recurso que a gente tem?
[44:21] A energia renovável, a energia não renovável.
[44:25] Ela. Ela, sem querer.
[44:26] O Brasil fez uma energia renovável verde.
[44:30] E que que é renovável? A literalidade da palavra é que
[44:33] nós não estamos gastando recursos naturais pra fazer
[44:36] isso, porque a gente não. Queimando, né?
[44:38] Normalmente eu não estou queimando o Sol.
[44:42] Eu estou utilizando recursos naturais, que a gente não fez
[44:45] com esse objetivo, né? Isso o Brasil tem essa questão
[44:50] de energia verde, que hoje, na verdade é um problema.
[44:53] Nós temos mais energia do que o país consegue consumir.
[44:57] E isso nós estamos sofrendo o mercado de energia, o que nós
[45:00] chamamos de curta em aumento, que é excesso de energia.
[45:04] A OMS então fala assim, cara, então para de produzir empresas
[45:09] que estão gerando energia eólica, fotovoltaica, porque
[45:12] você não tem consumo. Então, uma oportunidade que o
[45:15] Brasil tem é justamente de endereçar essa energia verde,
[45:20] que não é um recurso escasso, é infinito esse recurso do Brasil,
[45:24] porque o posicionamento geográfico do Brasil permite
[45:26] isso. E a gente, mesmo que os outros
[45:28] países pudessem fazer, os Estados Unidos tem 25% de
[45:32] energia renovável, o Brasil tem 90, entende?
[45:36] Então, e essa questão polêmica nos Estados Unidos, eu entendo,
[45:38] porque quando tu cresce o mercado data center, lá
[45:41] necessariamente você vai. Crescer, carvão, termelétrica e
[45:45] outros tipos de energia que ela não é renovável, e o nosso caso,
[45:49] não. E a questão de água?
[45:52] Todos esses operadores que eu comentei antes, eles não
[45:56] utilizam água no sistema com um consumo aberto.
[46:00] Nós temos os chiller que a gente tava falando lá que nachopera,
[46:04] ela é um circuito fechado, então você instala a instalação já tá
[46:08] sendo, por exemplo, de 10 MB. O consumo inicial a instalação
[46:12] inicial seria o equivalente a meia piscina olímpica.
[46:15] E depois, o que que eu tenho que colocar de água nele?
[46:19] Só se tiver algum vazamento ou alguma manutenção, mas ela é
[46:22] marginal. Ah, mas e da onde vem?
[46:24] Isso é uma falácia. Não existem realmente
[46:28] tecnologias como Torres de refrigeração, sistemas
[46:32] diabáticos, que até eles, alguns casos, pode trazer uma
[46:35] eficiência elétrica no sistema de refrigeração melhor.
[46:39] Mas você tem um consumo muito grande de água e isso a gente vê
[46:42] nos Estados Unidos e vem em outros lugares, porque como você
[46:46] está sujando, né, necessitando de carvão pra energia.
[46:50] Oo grande questão é bom, então deixa eu baixar o consumo de
[46:54] energia e eu vou fazer um outro sistema de refrigeração.
[46:57] Nenhum desses projetos o os operadores dataceners do Brasil
[47:01] tem esse tipo de tecnologia, e mais, o redata inclusive,
[47:06] colocou. Uma limitação que técnica, que é
[47:11] WUE Water used e fictivist, que é a quantidade de litros de água
[47:17] por quilowatt de ti, que ela inviabiliza qualquer outro tipo
[47:21] de sistema que não seja um sistema de circuito fechado.
[47:24] Então é, eu vejo. Pelo contrário, eu acho que a
[47:27] gente tem a capacidade de realmente servir o mundo com
[47:31] energia verde. E só para complementar mais um
[47:34] ponto é. Já falando do redata, a isenção
[47:37] tributária prevista no redata tem uma contrapartida que tem
[47:42] que ser 2% de do investimento, né?
[47:46] Desses itens que estão vão receber o benefício fiscal.
[47:49] Eles tem que ser destinados à pesquisa e desenvolvimento e, no
[47:55] mínimo, 10% da infraestrutura desses datacenters tem que
[48:00] servir o Brasil. Então é necessariamente a gente
[48:04] vai utilizar isso? Vai usufruir do resultado, né?
[48:07] Exatamente, acelerar o Brasil. Estou vendo aqui os dados
[48:10] atualizados que a gente já fez, até um tecnocast falando sobre
[48:14] geração de energia fotovoltaica e como esse mercado explodiu no
[48:19] Brasil desde 2020, né? Tanto pelo barateamento da da
[48:23] tecnologia, melhoria de eficiência.
[48:25] E ultimamente, o que a gente tem visto também é o movimento
[48:28] contrário do governo, de talvez ceder a lobby.
[48:31] Não sei exatamente o motivo, mas colocando cada vez mais imposto
[48:35] nesse mercado, o que também é uma coisa que tende a fazer a
[48:39] demanda diminuir, né? Menos gente vai estar
[48:41] interessada se o preço estiver subindo.
[48:43] Só que mesmo assim, em 2024, o Brasil adicionou 14.3 gigawatt a
[48:48] sua capacidade de energia solar, né?
[48:50] Chegou ali a 52,2. Então, aumento de 40% em 2024 em
[48:55] relação a 2023. Então é, vai de encontro com o
[48:59] que você tava falando, né, que é meio que assim, a gente já tem
[49:02] um ambiente bom pra isso, energia renovável, tem conexão
[49:07] com o mundo todo, tem áreas estratégicas e é mais uma
[49:11] questão de vamos aproveitar esse potencial.
[49:13] Né, temos vários gigas. Mais de 30 de projetos aprovados
[49:19] que não vão ser implementados porque você não tem demanda
[49:21] elétrica. Então veja, mesmo que seja só
[49:25] pra gente estimular a energia verde no Brasil, isso já é uma
[49:28] coisa boa. Mas acabei a produtiva, que
[49:30] constrói e mantém o data center. Também tem um alto valor
[49:34] agregado, faturamento, renda per capita.
[49:37] Então eu vejo uma grande oportunidade.
[49:41] E esse projeto de novo é diferente da da do Brasil
[49:44] colonial, que os outros viu explorar o Brasil aqui é o
[49:47] Brasil produtizando e criando as regras para essas questões que
[49:51] não vão ser. Finitas como mineração seria ou
[49:56] óleo e gás é, mas o energia renovável não.
[49:59] E para a gente utilizar esses recursos naturais para a gente
[50:02] conseguir alavancar o Brasil ambientalmente falando e
[50:06] econômico e também te falando, faz todo o sentido.
[50:08] Agora, Renan, você falou bastante sobre energia e sobre o
[50:12] Brasil enquanto infraestrutura local para essa infraestrutura
[50:16] de data center, quando eu paro para pensar do ponto de vista
[50:19] de. O negócio é uma demanda, uma
[50:22] demanda global, então alguém vai ter que ocupar esse espaço e o
[50:25] Brasil está se posicionando pra isso.
[50:28] Até aí, beleza, eu tô também fatiando o seu raciocínio, mas
[50:31] pra voltar na pergunta do mobilon, porque quando ele fala
[50:34] lá da colonização, é há críticos que dizem o seguinte, beleza,
[50:40] teremos é serviços do ponto de vista técnico, né?
[50:45] De profissionais técnicos que serão executados aqui.
[50:48] Mas os grandes centros para desenvolvimento da tecnologia de
[50:53] AE também é dos equipamentos e dos recursos que são usados
[50:58] dentro de datacenters. Isso não vai ser desenvolvido no
[51:00] Brasil, está sendo desenvolvido nos Estados Unidos, na China, em
[51:04] alguns outros lugares. Enquanto associação, como vocês
[51:08] veem e como vocês respondem a essas críticas?
[51:11] Porque por mais que o técnico ganhe bem.
[51:13] Para estar num data center, ele não ganha tanto quanto imagino
[51:16] eu, um engenheiro que está criando, né, esses novos
[51:19] equipamentos. Você precisa também de
[51:22] engenheiros para tocar o data center.
[51:24] Então tem coisas que você pode fazer de forma remota, mas você
[51:28] precisa dessa infraestrutura para pessoa olhar ali os data
[51:31] center. Eles tem a está falando de
[51:33] técnico, de manutenção, mas você tem os.
[51:35] De engenheiros de software que precisam cuidar de toda a nuvem,
[51:39] de todo o sistema como um todo. E isso também faz parte, né?
[51:44] Desse início e é o que precisa. Hoje nós temos um gap, é uma das
[51:48] Barreiras de entrada para o Brasil se transformar nesse
[51:51] potencial. EE, haverá uma transferência de
[51:54] tecnologia? É muito grande, mas mesmo sem
[51:57] falar em inteligência artificial, hoje, se você
[52:00] perguntar para os países, todos eles gostariam que esses
[52:03] recursos que a gente tá querendo atrair.
[52:05] Que eles fiquem nos seus países. Então hoje 60% da nuvem que a
[52:10] gente utiliza, né? O próprio Haddad falou isso na
[52:14] assinatura agora do do do redata, eles são processados de
[52:19] Virgínia, então é essa tecnologia, o cara só tá vindo
[52:24] porque realmente precisa. É diferente pra gente quer
[52:27] atrair os recursos humanos, venham e etcetera.
[52:30] A gente precisa atrair que esses datacenter.
[52:33] Que atendem ao Brasil mesmo estejam aqui.
[52:37] E por que eles não estão aqui? Porque existe uma questão
[52:39] realmente de custo. Hoje a Virgínia tem 11 benefício
[52:42] fiscal muito grande para datacenter e lá tem uma pesquisa
[52:46] inclusive que para cada dólar de investimento que eles deram de
[52:50] benefício fiscal, voltou 1,09 USD de impostos indiretos e além
[52:56] da mão de obra e etcetera que eles agregaram.
[53:01] E a partir disso, eles são um hub para o resto do mundo.
[53:04] Mas lá também 90% dos data centers que estão na Virgínia
[53:08] não estariam nessa mesma pesquisa.
[53:10] Fala, se não fosse os benefícios fiscais.
[53:13] Então ouve a galinha, entende? A grande questão é que o hoje é
[53:18] muito mais cômodo. E na questão colonial que a
[53:20] gente está falando para ser explorado, é, cara, eu fico aqui
[53:24] no Paulo alto. O mundo da acenda da Virgínia
[53:26] atendendo o resto do mundo. O dinheiro todo fica aqui nos
[53:30] Estados Unidos, por exemplo, todo na China e etc.
[53:32] Eu não preciso montar estrutura pra Alibaba que você comentou
[53:36] antes. Mobillon ou ou pra vai desce pra
[53:40] WS pra Google. Ela precisa necessariamente
[53:43] montar uma infraestrutura de dinheiro de software pra
[53:46] conseguir estruturar essa estrutura de data acender.
[53:49] E principalmente se isso for exportação de dados, porque aí a
[53:53] gente inverte a jogada. Aí o data center está aqui para
[53:56] servir o resto do mundo. Então não tem como o cara estar
[53:59] na China, sendo que se acontecer alguma coisa do link Brasil,
[54:02] China, ele perde a conexão com a Europa, com Estados Unidos.
[54:06] Então esse esse é é o é o grande ponto.
[54:09] Olha só, o Brasil tem, de acordo com a Anatel, mais de 20000
[54:12] provedores de acesso. Isso provedores de internet de
[54:16] fibra ótica, desses que nos atendem, é em casa.
[54:20] Na sua visão, esses provedores podem tem potencial pra também
[54:25] participar da indústria de data centers?
[54:27] Sem dúvida. Então, como a gente falou assim,
[54:30] você tem o data center, é pai, tu tem o filho, você tem um
[54:34] neto, né? E foi falado no Ed e tem até o
[54:38] Espírito Santo aí no meio. Mas tem a questão é que.
[54:43] Esses datacenters é de isps internet service providers.
[54:48] Eles podem e devem se tornar também datacenters.
[54:53] Você tem lá um ponto de conectividade, um pop, mas para
[54:57] ele se tornar um datacenter basta muito pouca coisa e ele é
[55:01] um ponto de ramificação para toda aquela localidade.
[55:04] A gente fez isso. Por exemplo, tem 11 caso
[55:07] emblemático que é a um telecom que é um provedor de internet de
[55:12] Recife. Ela tá fazendo agora Atlantic
[55:15] data center, utilizando então essa infraestrutura de
[55:17] conectividade. Os Business são um pouquinho
[55:19] diferentes, mas eles fizeram 11 projeto que estão construindo um
[55:24] data center para conseguir ser o primeiro data center é comercial
[55:29] do de Pernambuco e atender aquela região.
[55:32] Então como é que eles fazem? As empresas têm esse datacenter
[55:36] grande aqui, mas para melhorar a experiência do usuário lá em
[55:39] Pernambuco ele aluga espaço deles.
[55:42] Esse datacenter tá em construção e isso é tão importante.
[55:47] E o governo quer estimular. E a gente tem conversado com uma
[55:50] associação com o governo, que lançaram já o BNDES, uma linha
[55:53] de crédito com taxa de juros de aproximadamente 2% ao ano.
[55:59] Cara, a gente tá com taxa de juros de 15 a um.
[56:01] Ano, uma baita diferença. Abaixo da inflação, isso.
[56:04] Exatamente. E aí isso com.
[56:07] Só que a grande diferença é que se for projeto no nordeste ou no
[56:12] norte ou centro Oeste, é você consegue financiar 70% do
[56:18] datacenter com essa taxa de juros, enquanto se for no
[56:22] sudeste, sul é só 30%. Então tem um benefício dessa
[56:27] questão de descentralização, tem a necessidade disso.
[56:30] E Eu Acredito que tem realmente a grande onda que a gente vai
[56:34] ver é essa, essa distribuição de datacenters e essas coisas não
[56:39] competem umas com as outras. Isso é importante entender essa
[56:43] a nuvem, ela precisa do Edge, que é isso que a datacenter da
[56:47] borda, a inteligência artificial também precisa e uma estrutura
[56:52] cresce em cima da outra. Ela ela não se compete, elas se
[56:56] complementam. Então, acho que vai ter uma
[56:58] grande oportunidade para todo o Brasil é fazer isso.
[57:01] Porque daí a função desses ISPS entrando no mercado de data
[57:05] center seria uma função mais o quê de de, de CDN, de c?
[57:10] DNE Edge no processamento local. Você pensa assim, quais?
[57:12] Aplicações de Edge você está imaginando para isso?
[57:15] Desde o agrobusiness, né? Temos um associado.
[57:18] Eles têm um projeto para levar Ed para o agro brasileiro.
[57:22] Então você pensa assim, todas as implementos agrícolas que nós
[57:25] temos hoje, o Brasil é líder? Nisso tem IoT que eles estão
[57:30] completamente automatizados, para pulverização, para
[57:32] colheita, para plantio, para uma série de coisas.
[57:35] E o nosso agro é realmente muito avançado.
[57:39] Só que essa informação ela fica No No maquinário.
[57:42] Quando volta para o final do dia da sede, ele descarrega no
[57:45] computador que conecta com data center e que aí que vai dizer
[57:49] quais são as melhorias que poderiam ser feitas, ou
[57:52] manutenções e etc. Se você tem essa distribuição,
[57:55] por exemplo, como um processamento Edge e uma conexão
[58:00] Wi-Fi na que pudesse abrangir AAA fazenda ou com com Star
[58:04] link, por exemplo, você consegue saber exatamente se aquela
[58:08] produção está sendo correta, se algum implemento está tendo
[58:11] problemas em tempo real e começar a tomar ajustes.
[58:15] Se vai chover, você consegue mudar já o tipo de pulverização
[58:19] para outro tipo, que é residência, água.
[58:21] Se a gente for pra questão outro tipo de indústria, AA indústria
[58:25] 4.0, a indústria hospitalar que a gente acabou de comentar.
[58:28] Imagina, você tem que transformar AA imagem na
[58:32] inteligência artificial. Levar uma é um raio x até São
[58:38] Paulo e voltar se você tá em Cuiabá, OA quantidade de banda
[58:42] de internet que você vai utilizar isso pensando numa
[58:45] escala populacional, em exames de imagens que são.
[58:49] Pesados. Aí não é um só, né?
[58:51] Quantos pacientes são atendidos numa clínica, por menor que
[58:54] seja, num dia? EE, quantos hospitais tem
[58:57] naquela região, né? Então você pensa assim, se esse
[58:59] datacenter ele processa os dados ali e ele só traz o suco da
[59:03] informação para o datacenter principal, e isso traz um valor
[59:07] gigantesco para aquela comunidade ali que ela tem 11
[59:12] questão de acesso muito melhor, a mesma coisa aí mesmo, as olt.
[59:16] It is o streaming, mas AA. As mídias sociais, se você
[59:21] carrega seu feed, ele não carrega.
[59:23] Se você é horrível, você perde negócios e Commerce, você perde
[59:28] o negócio. Tem 11 máxima do mercado de e
[59:30] Commerce, que é cada um segundo que você melhora a experiência
[59:33] do usuário, você aumenta 1% do seu faturamento.
[59:36] Tem uma correlação direta. E aí se você tem, ainda está
[59:40] sendo. Que estão atendendo mais na
[59:43] borda. Você consegue aumentar o seu
[59:44] marketing naquela outra localidade porque você está
[59:47] usando um data center lá. Então existem várias formas.
[59:50] A gente, com essa distribuição de dados, melhorar AAA
[59:54] produtividade do Brasil, e Eu Acredito que esses SPS que estão
[59:58] nos falando aqui, acho que eles têm um grande potencial e o
[1:00:01] Brasil está olhando para isso. Portanto, esses subs e vídeos
[1:00:05] que a gente está comentando. Bom Renan pra gente finalizar
[1:00:07] aqui, então a conversa, porque acho que deu pra explorar
[1:00:10] bastante coisa. Daria pra ir mais longe, né?
[1:00:12] Mas é, eu queria que você falasse um pouquinho mais do seu
[1:00:15] trabalho, da o trabalho da ABDC na mais especificamente, né?
[1:00:19] Como que vocês atuam no mercado de data centers?
[1:00:21] Qual que é o papel? EE também se tem alguma coisa
[1:00:25] que vocês oferecem pra enfim, desenvolvimento do mercado, né?
[1:00:28] Como é que vocês atuam aí? A.
[1:00:30] Associação ela é. O objetivo principal dela é
[1:00:33] fomentar o crescimento da indústria para a gente atrair
[1:00:38] com isso emprego e renda e, a partir dessa indústria,
[1:00:41] transformar o Brasil. É isso que a gente acredita e é
[1:00:44] para fazer isso. A gente tem 4 pilares que
[1:00:47] definimos isso. A primeira é a educação.
[1:00:50] Então a gente faz parceria com os centros educacionais,
[1:00:53] universidades, sistema s. Mas nós temos cursos próprios de
[1:00:58] formação para designer de data center, é como se diz designer
[1:01:02] elétrico, ar-condicionado e tudo isso técnico, para as pessoas
[1:01:05] conseguirem entender e fazerem os seus próprios projetos.
[1:01:09] A segunda questão é a questão de melhores práticas.
[1:01:14] É e que a gente vê no mundo, como o Tarso perguntou, por a
[1:01:17] questão de da NBR, fazer traduções de norma, porque a
[1:01:21] gente precisa. Nós não somos igual a Áustria ou
[1:01:24] Estados Unidos, nossos recursos são diferentes.
[1:01:26] Então a gente tem que ter esse linhas de melhores práticas,
[1:01:28] mais tropicalizados, e é isso a gente faz.
[1:01:31] A terceira questão é networking. Então a gente precisa adensar
[1:01:34] essa indústria, desde o gerador de energia ao usuários,
[1:01:38] fabricantes de equipamentos e todo mundo que quer fazer parte
[1:01:41] desse ecossistema. A gente conseguir ser um pouco
[1:01:44] mais de é um catalisador da indústria.
[1:01:47] E o último em relação com o governo, porque se a gente tem
[1:01:50] esses benefícios fiscais ou incentivos estímulos.
[1:01:54] Vai ser muito difícil da gente conseguir realmente mudar o
[1:01:57] Brasil. Então, essas iniciativas, como
[1:01:59] linhas de crédito subsidiadas com BNDESO, redata, são exemplos
[1:02:04] que a gente conversa com a indústria para elas promoverem
[1:02:06] um ambiente cada vez mais atrativo para desenvolvimento do
[1:02:08] negócio. Já estou até olhando o site de
[1:02:10] vocês aqui, data center.org.br isso, né?
[1:02:13] Isso e tem a aba aqui treinamento para quem estiver
[1:02:16] interessado, o treinamento de elétrica a partir 2 refrigeração
[1:02:20] para missão crítica. Olha aqui uns cursos bem
[1:02:23] completos, né? E são cursos gratuitos, é isso?
[1:02:27] Isso pra associados. Eles são gratuitos, é EE.
[1:02:30] Eles têm 11 valor muito baixo. Está tudo escrito no site.
[1:02:34] Não me lembro de de cor se 600 BRL cada curso.
[1:02:37] Mas é um curso muito denso e o que é bacana é que ela é 11.
[1:02:41] Questão é colaborativa, são os próprios associados.
[1:02:45] Que tiveram ao longo de carreira trabalhando na Schneider, na
[1:02:48] Siemens, na é vertive, enfim, fabricante de equipamentos.
[1:02:53] Tiveram muitos treinamentos, eles doaram esse conhecimento.
[1:02:56] A gente compilou isso e esse conhecimento é, é, é, é o suco
[1:03:02] daquilo que a gente aprendeu ao longo de 2030, 40 anos de
[1:03:05] carreira e com muitos associados envolvidos.
[1:03:08] E cada vez o curso fica melhor, então é o nosso.
[1:03:11] Trabalho nosso legado para que essa essa roda do bem continue é
[1:03:16] alimentando cada vez mais brasileiros, trazendo renda EEE
[1:03:20] prosperando aí? Então isso vão chegar ao final
[1:03:25] de mais episódio do tecnocast. E aí conta pra gente se você
[1:03:29] trabalha na área né? Trabalha aí com data centers ou
[1:03:32] em algum provedor de internet também TI isso, como é que você
[1:03:35] enxerga né, esse potencial do Brasil no mercado de data
[1:03:39] centers? Agora pra e a também, você acha
[1:03:41] que a gente vai se dar bem nessa história aí?
[1:03:43] Manda lá seus comentários no caixa postar o techno Cash no
[1:03:45] Telegram ou no ZAP, o link está na descrição deste episódio, se
[1:03:49] quiser continuar a conversa com a gente em todas as redes, eu
[1:03:52] sou arroba movillon. E em todas as redes?
[1:03:54] Eu sou arroba tacius THASSEUS. Está aqui na caixa, vai ficando
[1:03:58] por aqui, a gente volta com outro daqui 15 dias até lá.
[1:04:01] Cruj cruj cruj tchau.

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