# 44. ESTIMULANTES E RISCO CARDIOVASCULAR

An episode of [NOTAS DE UM PSIQUIATRA](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1895580660), 18 Jun 2026, 7:23.

Audio: https://anchor.fm/s/1115f0200/podcast/play/121641971/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-5-18%2F047ee13b-2062-1a18-1ca2-3752bba27628.mp3

Não é o infarto — TDAH, coração e 14 anos de dados Saiu na JAMA Psychiatry, no fim de 2023, o seguimento mais longo já feito sobre medicação de TDAH e coração: 278 mil pessoas na Suécia, acompanhadas por até 14 anos. Eu queria conversar sobre ele sem o pânico de manchete. Cada ano de uso se associou a 4% a mais de risco cardiovascular, com a curva subindo nos primeiros três anos e estabilizando depois. E o risco não estava no infarto nem na arritmia — estava na hipertensão e na doença arterial. Para mim, isso não é argumento para largar o tratamento; é argumento para medir a pressão. O cálculo nunca é remédio contra nada — é remédio acompanhado contra um TDAH sem tratamento, que também cobra do corpo. Este episódio do Notas de um Psiquiatra é sobre transformar um risco silencioso num dado visível. Referências: Zhang L, Li L, Andell P, et al. Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder Medications and Long-Term Risk of Cardiovascular Diseases. JAMA Psychiatry. 2024;81(2):178-187. doi:10.1001/jamapsychiatry.2023.4294 Se gostou, compartilhe. Se não gostou, sugira melhorias e temas no @drhamerpalhares. Dr. Hamer Palhares PS: Conteúdo de caráter meramente informativo. @drhamerpalhares

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