# Pedro Carvalho: "Foi muito difícil darem-me um personagem brasileiro"

An episode of [A Vida não é o que Aparece](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1871497005), 24 Feb 2026, 55 min.

Audio: https://traffic.omny.fm/d/clips/763f22a5-d3d9-4f9c-913e-b05701387d6e/3e7d24c9-1ab0-4411-8942-b3db00f8cd09/706e25da-3832-454a-991d-b3f70142a537/audio.mp3?utm_source=Podcast&in_playlist=2e4b037d-e88a-4bf0-9b12-b3db00f8d19f

Pedro Carvalho cresceu no Fundão com os pais e os dois irmãos. Já em Lisboa, estudou Arquitectura e representação ao mesmo tempo. Tornou-se conhecido do grande público na série juvenil Morangos com Açúcar e, desde então, é presença assídua na televisão. Em 2016, com Escrava Mãe, estreou-se no Brasil, dividindo-se entre os dois países e os dois sotaques do português. Recentemente, o actor descobriu uma nova faceta enquanto produtor, também tem um hotel em Lisboa e até já fez uma exposição de pintura em nome próprio. No meio de tudo isto, ainda arranja tempo para actualizar diariamente os 1,6 milhões de seguidores no Instagram. Mas só o faz porque é parte inerente do que é hoje ser actor, confessa ao PÚBLICO no podcast A Vida Não É o Que Aparece. “Se não fosse actor e artista, nem teria redes sociais. Sou aquela pessoa que gosta de viajar e observar e não fotografar. Prefiro contemplar”, diz, explicando que, talvez por isso, nunca sentiu “necessidade de expor” a sua vida pessoal. “Não sou esse tipo de pessoa que tem uma comunicação tão orgânica. Tem a ver minha personalidade. Sou mais reservado, sou mais tímido”, analisa. E preocupa-se com “a imagem perfeita” que as redes sociais nos vendem. “A pessoa tira uma fotografia e a seguir o sorriso esvanece. A rede social é isto. Mostramos aquilo que queremos mostrar”, lamenta. Na sua página, fala quase sempre sobre os trabalhos que vai fazendo no cinema e na televisão, sobretudo no Brasil, onde tem vindo a construir carreira na última década. Primeiro, “só fazia os portugueses” nas novelas, mas decidiu vencer essa limitação e adoptar o sotaque de português do Brasil com ajuda de um terapeuta da fala. “Foi muito difícil darem-me um personagem brasileiro. Não acreditavam que conseguisse fazer”, recorda. Hoje, vai saltando entre sotaque quando lhe convém, levantando até algumas críticas por parte dos seguidores portugueses. “Dizem-me ‘ele renunciou a pátria’ ou ‘ele já não sabe falar’. Não entendem que isto é uma página de trabalho”, defende no quarto episódio de A Vida Não É o Que Aparece. Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Shows are listed from Apple Podcasts' charts and directory, and Podcast Index where it is used. Every show and episode belongs to its publisher and plays from the publisher's own feed; this site hosts none of them.
