# EP #107 - Fleetwood Mac - Rumours

An episode of [Rock na Mesa](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1705028669), 5 Feb 2025, 1 h 28 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d918f07c/podcast/play/97821213/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-0-31%2F394034672-44100-2-b6e64d30840d6.m4a

Neste episódio, William Faria, Bruno Glaser, Renata Costa e Thiago Zuma, mergulham de cabeça no álbum Rumours, do Fleetwood Mac. Gravado em meio a um período complicado entre os integrandes da banda (Términos, brigas e drogas), Rumours teve grande êxito comercial e é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos. Quer saber o que achamos do disco? Pega sua bebida favorita e venha nos acompanhar em mais esta resenha. ++++++++++ Acesse nosso instagram. Junte-se ao nosso grupo de WhatsApp para ouvintes. Ouça nossos episódios. Acesse por este link.

## Transcript

[0:15] Saudações, prezados e estimados ouvintes.
[0:18] William Faria na área e abrindo os trabalhos para mais um
[0:21] episódio do Rock na Mesa. Aqui comigo, Efrênle.
[0:26] Olá, amigos. Tudo bem?
[0:28] Tudo. Bruno Glazer.
[0:30] E aí, beleza? Eu fiquei sabendo que hoje
[0:33] alguém vai sair do Rock na Mesa, né?
[0:35] Vai ter quebra-pau, vai ter tendel, vai ter barraco.
[0:39] Thiago Zuma. E aí, pessoal, tudo bem?
[0:42] Tudo. Time bonito aqui reunido.
[0:45] Bora lá para mais um tema. Mas antes, vamos passar aquele
[0:49] recadinho básico aos ouvintes do Spotify.
[0:52] Seguimos em nossa missão de pedir com toda humildade que
[0:56] sigam avaliando o nosso podcast com estrelas.
[0:59] Sempre digo que é muito importante para o algoritmo
[1:02] entender que a gente está fazendo algo que presta.
[1:04] E com isso, pode sugerir o nosso conteúdo para mais pessoas.
[1:08] É rápido, de graça e nos ajuda um monte.
[1:11] Ouvintes de demais plataformas, se não tiver um método de
[1:14] avaliação disponível, curte aí o nosso conteúdo que com certeza
[1:17] vai ajudar bastante. Siga o nosso Instagram, faça
[1:20] parte do nosso grupo de WhatsApp e junte-se à nossa comunidade.
[1:23] Os links estão na descrição desse episódio.
[1:26] Recado dado, hoje nós vamos falar de um disco de uma banda
[1:29] estreante aqui no podcast. Falaremos do disco Rumors, do
[1:33] Fleetwood Mac. É o décimo primeiro disco de
[1:49] estúdio da banda, lançado em fevereiro de mil novecentos e
[1:53] setenta e sete. Foi produzido por Fleetwood Mac,
[1:56] a banda, e Ken Kailat e Richard Dashut.
[1:59] Nossa senhora, que nomezinho, começamos bem.
[2:02] Vai aquele ritualzinho básico, né, que é conhecer da equipe
[2:05] aqui como é que cada um conheceu essa banda.
[2:07] Iniciando pela pessoa que sugeriu o tema, mas antes de
[2:11] passar, arrisco a dizer aqui que eu acho que ninguém é
[2:14] especialista, ninguém é muito fã não.
[2:16] Então vamos ver o que a gente vai fazer aqui.
[2:17] Refreira. Não vou usar essa palavra
[2:21] especialista que estou longe de ser, mas uma grande apreciadora
[2:24] da banda com certeza. O movimento dos anos setenta é
[2:28] algo que sempre... Me chamou muita atenção, então
[2:31] essa banda com certeza não poderia ficar de fora.
[2:34] E o meu primeiro contato com a banda foi através da rádio
[2:37] mesmo, né? O grande single Dreams aí, tocou
[2:41] muito na Fusel, que a gente diz aqui no sul.
[2:44] E conheci a banda através disso e conheci esse disco também, em
[2:48] cima disso. E conheci mais o trabalho
[2:51] deles... através da rádio, que dava um intervalozinho, eles
[2:56] contavam uma curiosidade. Aí me gerou aquilo, vamos ver
[2:59] qual é que é dessa banda, e conheci, gostei bastante.
[3:03] Bruno Glaser. também não sou especialista, não sou grande fã,
[3:08] mas eu falo bastante isso, é uma banda onipresente, então tem
[3:13] muita música que a gente já ouviu muito, esperando o horário
[3:15] do dentista, no táxi, tocando Alpha FM, alguma coisa assim.
[3:19] O Rumor, especificamente, eu ouvi bastante nos últimos tempos
[3:23] aí, É, não sei exatamente o que foi, cara, se foi comemoração de
[3:28] vinte e cinco anos, alguma coisa assim pra trinta e cinco, sei
[3:31] lá, que tem vídeo do Casa Gastão, tem vídeo de Bruno
[3:36] Ascari, tem um monte de canais no YouTube aí que fizeram o
[3:39] vídeo, que eu acabei assistindo lá atrás, né, já tinha ouvido
[3:42] bastante o disco, já tava meio familiarizado, não tenho ele,
[3:45] né, eu sempre vou falar em Fleetwood Mac também, então o...
[3:50] Comprei disco lá naquela época que tinha promoção da
[3:53] Americanas, que você comprava os discos baratinhos, coisa assim.
[3:56] Eu tenho o Tango in the Night e tenho uma coletânea maluca lá.
[4:00] Mas, cara, esse aqui é supostamente o disco que tem que
[4:04] ser ouvido da banda, né? Então vamos dar uma debatida
[4:07] nesse cara aí. Tem ouvido disco há algum tempo,
[4:10] né, Bruno? Ou seja, essa semana pra gravar
[4:12] o podcast... As últimas quarenta e oito
[4:15] horas, né? Bom, se você não tem o disco,
[4:21] estamos diante de um milagre aqui, porque toda vez que a
[4:23] gente grava alguma coisa, tu aponta aí o disquinho, mostra o
[4:26] disco original, ou tá com a camiseta da banda.
[4:29] Hoje não, hoje tu tá meio fora aí.
[4:32] Falhei, cara, falhei. Desculpe.
[4:34] Hoje o Bruninho tá humilde. Tá humilde.
[4:38] Agora, se o Thiago não for o melhor de nós em conhecer essa
[4:43] banda, eu desisto, porque até agora o Thiago tá assim, pelo
[4:46] menos o nosso conceito tá assim, tá conhecendo bem as coisas, tá
[4:52] se aprofundando bastante nos temas aí, vamos ver.
[4:54] Vai lá, Thiago, diz aí que tu tem todos os discos, mostra aí,
[4:56] mostra pra câmera. Não, não, nesse caso não,
[5:00] provavelmente esse é o episódio, o primeiro episódio que eu gravo
[5:03] de um disco que eu não tô habituado a ouvir, né?
[5:06] Sim, Fleetwood Mac, pra mim, você sempre ouviu as músicas,
[5:10] né, em radiozinha, mas a primeira vez que eu tomei
[5:12] consciência de Fleetwood Mac foi por causa de Green Manalish and
[5:15] the Two-Pronk Round, do Judas Priest, que aí me fez...
[5:20] Isso é Fleetwood Mac? Deixa eu ver aí atrás disso.
[5:22] Aí você descobre... Ah, você vai ouvir o original e
[5:25] o original estranho, né? Parece aquele Fleetwood Mac que
[5:29] você ouvia na rádio. E aos poucos você vai tentando
[5:32] descobrir o que aconteceu, qual que é a história da banda.
[5:34] Então, a história da banda sempre me chamou muito mais
[5:37] atenção do que as músicas da banda.
[5:41] O Rumors é uma edição que eu ouvi alguma vez no passado,
[5:44] quando a revista, o disco fez algum aniversário de trinta
[5:48] anos, acho, trinta e cinco, e foi capa da Classic Rock, uma
[5:51] revista britânica. E aí, lendo a história do disco,
[5:54] eu fui ouvir o disco pela primeira vez de pegar o disco
[5:56] para ouvir inteiro, porque até então nunca tinha me chamado a
[5:58] atenção de querer conhecer a fundo o disco.
[6:01] Mas depois não foi um daqueles discos que eu fiquei apaixonado
[6:04] para comprar e virar flood, fui tudo Mac e continuar ouvindo.
[6:08] Me junto a vocês, não sou fã da banda, vou tatear no escuro aqui
[6:12] durante o episódio. Eu acho que eu ouvi esse álbum
[6:17] aqui, Rumors, uma par de vezes aí, bastante, tá?
[6:21] Assim... Bem antes da gente...
[6:24] Deu até teu podcast, quer saber, porque eu já tinha ouvido ele
[6:27] algumas vezes, porque eu conheci através de duas músicas bem
[6:30] famosas dele mesmo, a Go Along Your Way e The Chain.
[6:33] Foram as duas que me introduziram o som da banda.
[6:36] Daí, cara, eu sei que eu cheguei a resgatar lá no comecinho o
[6:40] primeiro álbum, o Fleetwood Mac de sessenta e oito, dei uma
[6:43] olhadinha no Mr. Wonderful, enfim.
[6:46] E eu achei, assim... bem diferente o som do primeiro
[6:50] álbum ali, do começo da banda pra esse aqui, eu senti isso, e
[6:54] aí eu confesso que eu dei uma parada, dei uma recuada, eu
[6:56] fiquei satisfeito com esse disco aqui, acho que eu preciso
[7:00] conhecer mais, né, mas acho que vai ser o legal desse episódio
[7:03] aqui, é que são quatro pessoas aqui tateando e tentando
[7:07] compartilhar impressões aí com pessoas que daqui a pouco
[7:10] estamos ouvindo aí, conhecem muito a banda, né, então...
[7:13] Vamos lá, vamos ver se a gente consegue agregar alguma coisa aí
[7:16] para os ouvintes que não conhecem, então vieram aqui em
[7:18] busca de alguma coisa. Vamos falar aí da formação da
[7:22] banda? Então nós tínhamos a ocasião
[7:25] Lindsay Buckingham na guitarra, no vocal, Stevie Nicks no vocal,
[7:29] Christine McVie nos teclados, nós tínhamos, e vocais também,
[7:34] Joe McVie no baixo e Mick Fleetwood na batera.
[7:39] Eu acho que não tem cenário possível, né, pra gente falar
[7:43] desse álbum aqui, sem mencionar o clima que tinha durante as
[7:46] gravações ali, envolvendo todos da banda, né, porque assim, nós
[7:51] tínhamos dois casais divorciados durante essa fase, e o clima não
[7:55] tava nada amigável entre eles. que a gente tinha ali o casal
[7:59] número um, o Lindsay Buckingham com o Steve Nicks, e o casal
[8:03] número dois, que é Christine McVie e o John McVie.
[8:05] No caso, Christine McVie e John McVie, se eu não me engano, eles
[8:09] se separaram seis ou sete meses depois da gravação do disco
[8:13] anterior a esse aí, que também se chamava Fleetwood Mac.
[8:15] E a Lindsay Buckingham e o Steve Nicks, um pouco antes do
[8:19] processo aí de gravação desses, acabaram se separando também.
[8:23] Ou a Lindsay e a Steve, né? É.
[8:25] É engraçado isso, né? É, Lindsay e a Steve, é, exato.
[8:29] Tá estranho, mas é Lindsay mesmo.
[8:30] Lindsay é o homem, a Steve é a mulher.
[8:33] Lembrar que o Mick Fleetwood também passou por um processo de
[8:36] divórcio, né? Ele é o único que era um pai
[8:39] dentro dos caras da banda, né? Isso vai gerar uma música em
[8:42] homenagem a ele, escrita pela Christine McVie.
[8:45] Mas ele também passou, ele também estava se divorciando,
[8:47] apesar de ele não ser casado com ninguém da banda.
[8:50] E o cara foi guampeado pela mulher que traiu ele com o
[8:55] melhor amigo. Que clima de bosta, gente,
[8:58] imagina. Guampeado.
[9:01] Tomou-lhe um corno. Nossa, deve ser horrível, né?
[9:05] Eu conheci uma pessoa um tempo atrás que se separou do marido
[9:09] porque o marido traiu ela com a própria mãe, cara.
[9:12] Isso que deve ser foda pra cacete.
[9:15] A vida como ela é. Nelson Rodrigues, é, mete aí.
[9:20] Teminha. É verdade.
[9:22] A Cristina McVie ficou com um técnico de luz da banda, né?
[9:25] Foi com ela que... Com o diretor, diretor de toda a
[9:30] iluminação. Aí, durante esse processo de
[9:32] gravação, a gente vai falar que todo mundo, claro, o John não
[9:35] podia ver ele. Eles não podiam se cruzar pelo
[9:38] corredor. Porque eles, quando eles foram
[9:40] pra Los Angeles, eles decidiram ficar num apartamento, todo
[9:44] mundo junto, pra fazer a gravação.
[9:46] E as gurias, as gurias, né? O meu gaúcho é zero.
[9:49] As mulheres da banda, elas decidiram não ficar junto. ali,
[9:54] a Steve e a Christine, e aí então elas resolvem ficar em
[9:57] outro apartamento, e aí diz que o cara ia lá fazer serenata e
[10:01] ela se escondia dele, que ela não queria ver ele nem fodendo,
[10:04] assim, nem fantasiado de ouro, pintado de ouro, clima tenso lá.
[10:11] É fácil. Bom, vamos falar então da capa
[10:15] do álbum, opiniões... Thiago Zuma, vou começar
[10:17] contigo. Eu não consigo ignorar um
[10:20] pequeno detalhe dessa capa, vamos ver se vocês pegaram.
[10:24] Não sei qual o detalhe da capa. A capa eles tentando fazer é o
[10:27] Mick Seatwood, né, que tá nessa capa, e a Steve Nicks.
[10:30] E eles tão tentando fazer aquele visual meio da Rhiannon, que é a
[10:33] música do disco anterior que fez o sucesso desgraçado, assim.
[10:37] Mas é uma capa que não me diz muito, assim, eu não acho nem
[10:41] que tem tanto a ver com a cara do disco em si, mas...
[10:46] Não sei que detalhe você está falando.
[10:48] Nunca parei para dar tanta atenção.
[10:50] Eu sei qual detalhe. Como é que vocês conseguem
[10:53] ignorar aquelas duas bolas no meio da perna?
[10:57] Estou vendo aqui agora. Era o amuleto do Rick.
[11:03] Vem cá, segura nas minhas bolas. O segredo do sucesso.
[11:10] Que barbaridade. Vai lá, Bruno.
[11:12] O que você acha? Cara, o pior é que eu vi...
[11:15] É, vendo as coisas pro episódio, tem um show deles que ele tá com
[11:21] essa calça e essa roupa aí e as bolinhas penduradas lá, cara.
[11:24] Não entendi nada. Tocando um tamborzinho no
[11:28] sovaco, né? Tipo um surdo, sei lá, que ele
[11:31] tava tocando, diferentão, com as bolinhas penduradas lá, cara.
[11:35] Tem uma cara de folk pra mim, né?
[11:37] Tem um teorzinho que acho que nesse ponto até combina com a
[11:41] alma. Tem algumas coisas que são meio
[11:42] folk mesmo. Não acho uma super capa, não,
[11:46] cara. É legal, ok.
[11:49] Pra mim ela parece uma coisa meio medieval, não folk.
[11:53] Pode ser. A Steve interpretando o que ela
[11:58] fazia no palco ali também, né? O que não faz sentido só é o
[12:01] banquinho ali apoiado, mas o resto é a fadinha do palco ali e
[12:05] tal. Quando as bolas do Mickey é o
[12:08] amuleto da sorte dele. Então por isso que faz parte da
[12:13] capa e tal. uma capa muito bonita, eu acho ela simples, não
[12:17] é grandiosa, não é bem um branco de fundo, parece um branco
[12:21] envelhecido, ele não é aquele branco hospital, e os dois muito
[12:27] lindos. Tem uma entrevista que o Lindsen
[12:32] deu, inclusive está lá no site do Igor Miranda, essa parte da
[12:36] entrevista e tal, dizendo que o Lindsen ficou putaço, que não
[12:39] participou da capa do disco dele, que ele queria ter
[12:42] participado dessa capa, E no fim não participou.
[12:46] Eu acho uma boa capa. Não é uma capa uau, mas ela com
[12:49] certeza é emblemática. Porque não precisa nem estar o
[12:51] nome da banda ali pra gente saber de quem está falando.
[12:55] Com certeza ele ficou puto. Imagina a ex numa foto com o
[13:00] outro, o cara com duas bolas penduradas e aquele banquinho
[13:03] aí. O que ela vai fazer com esse
[13:04] banquinho, cara? Tipo, não alcança, sei lá, o
[13:07] tamanho pra ajoelhar. É, acho que a capa do anterior
[13:11] ainda é melhor, né? Que eu tenho o Ananias ali na
[13:14] capinha do disco anterior. É verdade.
[13:17] Mas concordo com vocês, cara. É meio medieval, meio
[13:20] renascentista, sei lá. E é marcante, né?
[13:22] É um negócio que virou bem marcante.
[13:25] É, eu gosto desse tom, dessa cor.
[13:28] Eu acho que é uma capa clean, uma capa bonita.
[13:31] Tirando essas zoeiras todas aí, né?
[13:33] Mas eu acho que é uma capa bonita, sim.
[13:35] O fotógrafo, o nome dele é Herbert Worthington, que fez
[13:39] essa foto aí. Parece que uma capa cairia
[13:42] melhor com o Renascence do que com o Fleetwood Mac, assim.
[13:45] Possível. Exato, exato.
[13:47] Tem mais carinha de Blackmore's Night, sei lá.
[13:51] E a Steve Nicks é mó gata, né, cara?
[13:53] Deixa eu ver aqui. Sonoridade.
[13:56] O que vocês acharam da experiência de curtir esse
[13:59] álbum? Eu vou começar com o Thiago
[14:01] Zuma. Pra mim tem uma sonoridade bem
[14:03] anos setenta, assim, né? Aquela gravação que não é uma...
[14:07] Apesar de estar usando vários estúdios pra gravar, ele não é
[14:11] uma gravação que me agrada em cem por cento, mas também não me
[14:15] desagrada, assim. Sons...
[14:17] Talvez o Bruno possa ser mais... técnico quanto a isso, mas às
[14:22] vezes eu acho que o som tá fininho em alguns momentos que
[14:24] eu gostaria que ele fosse mais cheio um pouco, mas eu entendo
[14:27] também que pra época também é um disco de soft rock, assim, né?
[14:31] Você não pode fazer nada que gerasse muita, pudesse ter
[14:35] alguma repercussão negativa em rádio, né?
[14:37] Que você não soar, fosse soar meio que agressivo demais pras
[14:41] pessoas no rádio. Vamos lá, refrele, o que que
[14:43] você acha? Eu, como muito bem o Thiago
[14:47] pontuou, ele é um disco total dos anos setenta, vem daquela
[14:50] onda da galera de São Francisco ali, né, que vinha, essa turma,
[14:55] então ele tem muito essa pegada do folk, ele tem um pouquinho do
[14:59] blues ali, a gente vê, obviamente, porque...
[15:02] Eles vêm desse histórico do blues, referência do blues
[15:07] dentro dele. Tem pouquinhas coisas, assim,
[15:09] gelas dentro dele, assim, que dá essa referência.
[15:11] E é um disco muito agradável de se ouvir.
[15:14] Eu acho que é por isso que eu gosto tanto dele.
[15:16] Se não fosse ele, um solinho de guitarra e um pouquinho da
[15:20] bateria mais forte dá pra chamar ele de pop.
[15:23] Porque é no detalhe, assim, que ele escapa de ser intitulado
[15:27] pop, pra mim. De pop.
[15:29] Eita, Santa Maria! Bruno Glaser, vamos lá, tu que é
[15:34] o cara mais técnico entre nós, explica aí pra nós.
[15:36] Eu? É.
[15:37] Eu? É.
[15:39] O Thiago disse que tu é, agora tu...
[15:41] Não, não, eu só escuto, cara, e fico ouvindo os outros falando,
[15:44] né? E aí, assim, eu gosto desse tipo
[15:49] de som que é bem orgânico, né? E não é super comprimido, não é
[15:52] aquele tipo de som... Tava até falando há pouco tempo
[15:56] no grupo lá, cara. Tem uns discos mais modernos aí,
[15:59] desde o Rush, por exemplo, como exemplo, né?
[16:02] Que é um exemplo negativo pra mim.
[16:04] O Vapor Trails, ele é um disco que o som é...
[16:07] É super comprimido, né? É muito...
[16:09] Fica uma maçaroca sonora. Esse aqui é o contrário, cara.
[16:12] É tudo no lugarzinho. Eu acho que é um som bem
[16:16] agradável. A galera lá, de novo falando no
[16:20] Rick Biarro, né? Assisti os vídeos dele.
[16:23] Ele tem alguns vídeos falando sobre o Fleetwood Mac.
[16:26] E um específico sobre esse disco.
[16:28] Fala pra caramba, né? A galera gosta da...
[16:30] Da produção desse cara aqui É um disco legal pra ouvir com
[16:34] headphone É muito detalhezinho, é muita coisinha que acontece
[16:37] Tem muita coisinha que Eu particularmente não tinha ouvido
[16:41] Antes de começar a ouvir com carinho Pra gente fazer essa
[16:45] Essa gravação aqui, cara Eu gosto demais Tem um lance
[16:49] meio... Aí puxar de novo pro grupo, né?
[16:52] A galera fala bastante de Yacht Rock lá.
[16:54] Eu não considero o disco de Yacht Rock, mas ele tem um pouco
[16:57] da sofisticação do Yacht Rock, né?
[17:00] É um som bem polido, cara. Bem limpinho, bem construído,
[17:04] né? As coisas tão bem encaixadinhas
[17:05] no lugar. Não tem tanta loucura teórica,
[17:10] mas eu acho excelente, cara. Eu curto demais o som desse
[17:15] disco aí. A gente pode dizer até que acho
[17:17] que com esse disco, os discos do Eagles, basicamente são o tempo
[17:21] late que vai formar o AOR Yacht Rock com o Sequeira dos anos
[17:24] oitenta ali. Essa coisa de você fazer uma
[17:28] música pop se apropriando da estética do rock, mas tendo
[17:32] aquele trabalhozinho... de detalhes, muito da coisa do
[17:36] compositor querendo colocar coisinhas que pra ele é
[17:39] importante, que ele sabe que talvez noventa por cento do
[17:41] público não vá pegar, mas pra ele é importante tá lá, porque
[17:45] aquilo faz sentido dentro do conceito da composição dele.
[17:48] É isso, cara, é isso. E o que é interessante desse
[17:52] disco é que eles, quando decidiram fazer, eles tinham
[17:56] acabado de sair de uma turnê bem longa, bem exaustiva e Então
[18:00] eles estavam dedicados a fazer um disco superior ao que tinha
[18:03] sido, né? Tipo, o outro tinha sido
[18:05] sucesso, então é sempre uma missão grande pra uma banda
[18:08] fazer um disco melhor do que o seu antecessor.
[18:10] Então quando eles decidem fazer esse disco e decidem ir pro
[18:13] estúdio, eles falam, não, a gente vai ficar todo mundo no
[18:16] estúdio. E com esse clima de bosta, o que
[18:18] eu acho muito legal de pontuar é que eles, de certa forma, eles
[18:23] colocaram as diferenças deles de lado.
[18:26] Porque cada um chegava com a sua composição e eles, mesmo na
[18:30] raiva, como alguns falam em entrevista, eles aprimoravam.
[18:33] Eles, tá, não, deixa eu fazer isso aqui melhor.
[18:36] Então, não, tá. Chegava com a letra, o outro
[18:39] chegava com a melodia e harmonizava pra construir tudo
[18:43] isso. Então, eu acho que isso é um
[18:44] outro ponto diferente do som, assim.
[18:47] Porque eles poderiam fazer tudo correndo. pra se livrarem
[18:51] daquilo logo, que eles chamam, vai que é o Estúdio dos
[18:55] Horrores, uma coisa assim, ele tem um apelido pro estúdio que
[18:57] eles gravaram. E não, no entanto, quer dizer,
[19:00] ficaram um ano dentro desse estúdio tentando gravar, né,
[19:03] vários takes em várias fitas, e eu acho um bom resultado final.
[19:07] Eles não quebraram a corrente, ó, ó.
[19:09] Mas é também um disco que essa formação se conhecia melhor, né,
[19:15] porque o anterior, o Flea to the Mag, foi o primeiro disco com o
[19:18] Lindsay e com a Steve, E ainda existiam tensões internamente,
[19:23] porque o Lindsey Buckingham achava que era dono da banda já.
[19:26] E teve momentos que eu deixava o Mac VIP e o pessoal falava, meu
[19:28] filho, o Mac dessa banda aqui é só eu, dessa tensão.
[19:32] É verdade, cara. Como o Bruno falou, é um disco
[19:35] pra se ouvir com fones de ouvido, eu acho ele muito bem
[19:38] mixado, eu acho o som dele muito... agradável, ele é um
[19:43] disco, assim, muito forte, tem uma pegada boa, os instrumentos
[19:47] soam muito bem, baixo, bateria, o timbre da voz das vocalistas,
[19:53] da banda no geral, na hora dos backings, cara, é uma viagem, é
[19:56] um disco muito gostoso de ouvir, tu põe ele pra ouvir, parece que
[20:00] tu nem vê passar a hora, é tão bom que é.
[20:04] E tu vê que mesmo durante esse período turbulento que eles
[20:08] viveram, ainda assim eles conseguiram entregar isso aqui.
[20:12] No Faixa a Faixa tem algumas coisas que são exploradas ali
[20:16] que com certeza entregam um pouquinho do que foi esse
[20:19] processo, mas no fim todo mundo se uniu, gravou, entregou, ainda
[20:24] que estavam em frangalhos, e acho que só por isso já é digno
[20:27] de nota. Não só tensões...
[20:30] Brigas, divórcio, mas muita droga também aí, droga e bebida
[20:34] também. Muito, isso começa, só pra gente
[20:37] contextualizar, né? Isso não começa nesse disco,
[20:40] Quarto de Droga e Bebida. Começa no anterior.
[20:43] A Steve conta que a Christine, ela tomava uma garrafa inteira
[20:47] de espumante no palco, saia do palco, tomava mais duas
[20:50] garrafas. fora a galera do pó, que foi em excesso esse
[20:54] apartamento que eles ficaram durante as gravações era drogas
[20:58] à vontade era blackout, tudo escuro e drogas assim fique à
[21:03] vontade pra escolher a sua favorita faça uso, aqui eu acho
[21:07] que eles usaram muito bem sexo, drogas e rock'n'roll, porque foi
[21:10] tudo isso que aconteceu eu queria pontuar uma coisa antes
[21:14] da gente seguir pro faixa a faixa que eu acho que a gente
[21:16] não pode deixar de falar do seriado Daisy Jones and the Six
[21:21] pra quem não assistiu, vale aí a dica porque me recomendaram esse
[21:25] seriado, disseram, olha seria bom você assistir porque é a
[21:29] história do Fleetwood Mac sem falar que é o Fleetwood Mac por
[21:32] alguma razão que eu não conheço, não sei se por licenciamento ou
[21:36] direitos autorais eu não sei, o nome da banda não é usado e nem
[21:40] o nome das pessoas, mas segundo a própria Steve Nicks que ela
[21:44] inclusive já falou que gostaria que tivesse uma segunda
[21:48] temporada ela mesmo disse que A fidelidade dos fatos, das
[21:53] situações que acontecem no seriado, são tão reais, assim,
[21:57] com o que ela viveu, que ela disse que parece que ela tá
[22:01] vivendo aquelas cenas de novo, parece que ela tá ali de novo,
[22:03] de tão perfeito que é. Então, eu acho que fica aí essa
[22:06] observação sobre esse seriado, que vale muito a pena.
[22:09] Disponível? Disponível.
[22:11] Prime vídeo. Prime vídeo, ou aonde...
[22:14] E quem quiser ver no precinho ou de graça, entra no grupo do Rock
[22:18] na Mesa comprando o link. Mas a série foi inspirada no
[22:24] livro também, né? Vale lembrar que tem o livro.
[22:26] Quem não quer ver a série, compra o livro que também está
[22:28] disponível. Ótimo seriado, ótima trilha,
[22:30] tudo. Vocês andaram compartilhando no
[22:32] grupo ali um documentário do Fleetwood Mac que eu acabei não
[22:36] conseguindo assistir. Alguém quer falar sobre
[22:37] rapidinho ou não? Acho que não é documentário, né?
[22:39] Pelo menos o que eu vi, cara, até agradeço a Renata, eu tava
[22:42] procurando e não tinha achado. Tinha uma série antiga de DVDs
[22:46] que era o Classic Albums, né? Que é a turma que participou da
[22:50] gravação, a banda, o produtor e tal, falando sobre o processo de
[22:54] gravação e que é legal que é um negócio que acho que o Rick
[22:57] Piaro adotou talvez daí até que é, cara, pegar o bruto das
[23:02] faixas e cortar alguns canais e mostrar olha só a voz aqui, olha
[23:06] só as vozes olha só o groove de baixo que legal nessa faixa o
[23:12] cara fica dando uma dissecada nas músicas e falando bastante
[23:15] do contexto obrigado Renata eu tinha procurado e não tinha
[23:20] achado a galera tem no archive.org aquele internet
[23:24] archive lá se você procurar o Classic Album tá lá vale a pena,
[23:28] vale a pena demais E tem três docs disponíveis no YouTube que
[23:32] também vale bem a pena. Um é o Don't Stop, que aí é
[23:36] pedaços de entrevista na época que eles juntaram do pessoal e
[23:39] largaram, junto com trechos do show.
[23:41] E tem mais dois shows deles que dentro desses shows tá parte
[23:46] também de entrevistas, mas não são oficiais.
[23:49] São montagens, esses dois são montagens onde pegam faixas de
[23:54] entrevista e faixas de música ali e vão mesclando.
[23:57] Show de bola. Então vamos lá pro faixa a
[23:59] faixa, pessoal. De início a gente ia fazer o
[24:02] disco padrão com as onze faixas, terminando com Gold Dust Woman,
[24:06] mas ciente-se de que alguns relançamentos vêm com a Silver
[24:09] Springs, vamos incluir ela também.
[24:30] Primeira faixa, Second Hand News.
[24:33] Começa contigo, Renato. A gente já começa com essa
[24:36] linda... O que acontece quando músicos
[24:38] não se falam, né? Mandam indireta em forma de
[24:41] música. E é o que a gente vai ver ao
[24:42] longo desse episódio inteiro, é indiretas.
[24:45] Nem todas, mas a grande maioria. E essa é uma das indiretas aí
[24:49] que foi mandada pra Steve, de que...
[24:52] Ah, ela pode seguir a vida dela, ele não vai sentir falta dela,
[24:55] tá tudo bem. Só que não é bem por aí, né?
[24:57] Logo depois a gente vai ver outra indireta dele que dá pra
[25:00] ver, que foi uma baita dor de cotovelo aí, mas cara, essa
[25:05] música vocês que entendem muito mais do que eu de música, talvez
[25:09] vão saber me dizer, mas eu tenho a impressão que parece que ela
[25:12] tem uma cavalgadinha na bateria sabe, mas não é aquela cavalgada
[25:16] de heavy metal, eu não sei a bateria, ela transita de uma
[25:20] forma né, não vem estragar o episódio com o Mayden ela
[25:24] transita de uma forma que parece um galope para a música.
[25:28] O que eu acho maravilhoso também é a forma como ela começa e o
[25:35] meio dela é bem acelerado, bem agitado, parece uma abertura de
[25:39] show da época e uma excelente faixa de abertura.
[25:44] O que não é indireta é direta, né, Renato?
[25:47] Esse disco aí é só um cara espetando o outro.
[25:51] Mas eu, cara, essa música eu gosto bastante, ela tem essa
[25:55] pegadinha meio folk, acho que a Cavalgada que a Renata tá
[25:58] falando é um lance que acaba sendo meio folkzinho, né?
[26:02] Eu acho engraçado que ela é uma música que é pra cima, mas ela
[26:05] tem esse lance da indireta que a Renata comentou. a letra não é
[26:12] muito feliz cara, acho que as cordas são legais um monte de
[26:18] violãozinhas, tem um bandolimzinho no meio também,
[26:20] meio escondidinho lá só tem uma coisa que me incomoda nessa
[26:25] música, cara que é um negócio que eles por algum motivo se
[26:27] orgulham que eles gravaram um batuque numa cadeira de coro E
[26:32] fica a música inteira com o tec, tec, tec, tec, que eu acho muito
[26:35] irritante, na verdade, né? Acho que podia tirar isso aí e a
[26:38] música ia ficar muito melhor. Mas também não é um negócio que
[26:42] mata a música, né? Só perde um pouquinho aí.
[26:45] Mas acho que abre bem o disco. Legal essa contraposição, né?
[26:50] Uma música que é, teoricamente, uma música mais animada e a
[26:53] letra ser uma letra de estar destroçada emocionalmente,
[26:56] procurando consolo com outras pessoas ali.
[27:01] E Sim, e tem aquela parte dele falando bo-bo-bum lá no meio do
[27:09] refrão da letra que dá uma cortada nessa parte deprê da
[27:12] letra, então acho que essa coisinha de você conseguir
[27:15] conciliar essas sensações meio que paradoxais da música faz
[27:23] tudo isso funcionar muito bem, assim.
[27:26] Gente, assim, o que eu gostei é esse clima pra cima, sabe?
[27:30] A forma que as vozes do Lindsay e da Christine e da Steve, as
[27:37] vozes meio que se entrelaçam durante a execução, sabe?
[27:39] Eles têm uma sinergia, eles têm um... um entrosamento muito bom
[27:45] para isso, sabe? Então, tem várias coisas para
[27:48] você prestar atenção nessa música e as vozes certamente é
[27:51] uma delas. Então, como vocês já falaram, da
[27:55] questão das letras, então aqui a gente já tem aquela questão que
[28:00] essa letra, na verdade, ela fala sobre isso, sobre a pessoa
[28:03] amargurada assistindo a pessoa que ela não tem mais, tipo,
[28:09] tocando a fila pra frente, tipo, vou viver.
[28:13] E a pessoa que fica pra trás, ela vira ali a notícia de
[28:15] segunda mão, vamos assim dizer, né?
[28:17] Acho que a livre tradução seria isso do título, né?
[28:21] Fica pra trás, tu é notícia, tu é do passado, tu não é mais
[28:23] relevante, sabe? Vou viver minha vida.
[28:26] Então acho que é mais ou menos aí que o Lindsay quis dizer
[28:31] quando ele escreveu essa faixa aí, tá?
[28:33] Sobre ser aquela carta fora do baralho dentro do
[28:36] relacionamento, né? Que já foi dispensada e tal.
[28:38] É isso. Muito boa a música, uma boa
[28:40] abertura. Segunda faixa, Dreams.
[29:14] Uma das baladinhas que ficou icônica do disco, né?
[29:18] Basicamente, uma das músicas mais conhecidas dele.
[29:20] E assim, o que eu acho que pra mim faz a parte mais legal dessa
[29:25] música é a linha de baixo do John McVie dela, assim.
[29:28] Com essa linha de bateria que tá indo por trás, uma baladinha
[29:33] mais normal. É isso, cara.
[29:35] O baixão carrega essa música aí nas costas pra mim.
[29:38] Eu curto bastante o lance dela ter um arranjo que é bem
[29:42] espaçoso. Eu não sei exatamente que
[29:44] palavra que eu posso usar, mas ele é bem esparso, né?
[29:47] E, cara, a música é supostamente uma música simples, né?
[29:51] A galera fala que é o grande hit de dois acordes.
[29:55] E aí, cara, a Stevie Nicks tem que brilhar, né?
[29:58] As melodias dela de voz aí, pra mim, são o outro diferencial em
[30:02] cima do baixão. É, eu curto demais, cara, eu
[30:06] gosto dos liquizinhos de guitarra que tem nos intervalos,
[30:10] né, mas essa é a música que eu comentei lá do, quem é do Rio
[30:16] lembra do Antena Um, que é de São Paulo, Off FM, né, essa aí
[30:19] é, a chance de você entrar num consultório ou num táxi e tá
[30:23] tocando isso aí é, acho que cinquenta por cento, mas isso é
[30:27] bom, pra mim isso é um lado positivo, é um grande clássico
[30:31] aí do disco. Como o Bruno é chique, cara, ele
[30:34] anda de táxi, eu ando de Uber, ele chega no Uber só, toca funk,
[30:38] velho. Chique é o velho.
[30:41] Não, meu celular não tem esse aplicativo aí, não.
[30:43] Tô brincando, tô brincando. Podre de rico.
[30:47] Ele manda o... é chofer buscar ele, ele não tem Uber.
[30:52] Demência de limusine, né? Isso.
[30:54] Uber é pra pobre, táxi é pra pobre.
[30:57] O Bruninho, dá licença, né, Bruninho?
[31:00] Mas, cara... O Bruno, se deixar uma nota de
[31:03] cem cair no chão, na rua, ele nem se dá o trabalho de pegar,
[31:05] porque o tempo dele é mais precioso que isso.
[31:07] Já vai pra frente. Não vale a pena, não.
[31:10] Não. Ele ganha esses minutos.
[31:12] Se desamarrar o cadarço de sapato, ele joga fora, compra um
[31:14] novo. Andando, né?
[31:18] Andando. Andando.
[31:19] Cara, então, essa foi a música que me apresentou a banda, né?
[31:22] Então, obviamente, eu tenho um carinho muito especial por ela.
[31:25] Como vocês muito bem falaram do baixo, esse groove que ela tem,
[31:28] é maravilhoso. Ela tem uma... essa letra, né,
[31:33] que fala de... é outra indireta direta, né?
[31:37] É a resposta aí pra primeira música. sobre viver a vida, toca
[31:42] o baile que eu tô bem sem você, vive a tua vida, tipo, ah, é a
[31:45] liberdade que tu queria, é a liberdade que tu vai ter, então
[31:50] ela vai muito pra esse caminho também, e ela voltou a
[31:55] viralizar, foi uns tempos pra cá, devido ao TikTok, foi um
[32:00] skatista aí que gravou tomando um suquinho aí, de morango, sei
[32:04] lá o que suco que é, tocou e viralizou e aí trouxe esse disco
[32:09] de novo aí pras paradas de sucesso, o que é muito bom, né?
[32:13] Eu sou uma pessoa que, ah, eu não tenho TikTok, não tinha
[32:15] TikTok, mas eu acho legal, de certa forma, porque ele traz de
[32:19] volta alguns hits que, não que deixaram de ser conhecidos, mas
[32:24] que traz de volta pra mídia, né? Coloca a luz aí e tal.
[32:28] E, cara, essa música, ela tem uma guitarra que ela tem um
[32:32] fundo de guitarra, que eu não sei se é um pedal que dá esse
[32:35] efeito de pression slide, assim, ou se é o... se o Lean usa
[32:43] aquele Weeble, muito menos se na época tinha isso. sabe que faz
[32:49] esse som da guitarra ser infinito, assim, tipo, tocar a
[32:52] nota e a nota continuar depois, que eu acho maravilhoso, que eu
[32:57] acho aí o temperinho dessa música.
[32:59] Ah, que música gostosa, que andamento delicioso, eu acho que
[33:04] não tem outra forma de elogiar o andamento dessa canção, cara, é
[33:09] isso aí, A delicadeza da voz da Steve Nicks aqui, tão absurdo.
[33:14] O instrumental, que já é excelente, casa muito bem com a
[33:17] melodia vocal dela. O domínio que essa mulher tem ao
[33:20] cantar, sabe? A sutileza, o timbre agradável,
[33:23] o harmônico, fecha tudo aqui. E os backings são outros
[33:27] destaques também, né? Então, aqui, eles só agregam de
[33:31] verdade. Sabe que eu até brinquei com o
[33:34] Carlos, né? Quando a gente chamou ele pra
[33:36] gravar. Ele foi convidado, tá, pessoal,
[33:38] pra gravar e no fim ele não pôde, mas ou disse que não tava
[33:42] muito afim porque ele não conhecia muito a banda, enfim,
[33:44] agora eu não lembro. Mas eu perguntei pra ele, pô,
[33:46] você nunca andou e dançou pela orla de Copacabana vendo esse
[33:49] disco aqui, não? Aí o Bruno já soltou isso aí que
[33:51] ele falou. E você nunca ouviu essa música
[33:53] enquanto esperava a consulta no dentista?
[33:56] Essa faixa foi composta pela Steve Nicks, né?
[33:58] Então ela escreveu isso aí num dia que ela estava entediada no
[34:01] estúdio e ela ganhou a vida, essa faixa, quando ela compôs
[34:05] num piano. Então você imagina ela
[34:07] entediada, né? Passando por um relacionamento
[34:09] que já tinha ido pra banha, O que você acha que ela ia começar
[34:13] a pensar ali compondo, né? A primeira parte da música diz
[34:15] tudo, né? E traduzindo a letra é o
[34:17] seguinte. Lá vai você de novo.
[34:19] Você diz que quer sua liberdade. Bem, quem sou eu para te
[34:22] prender? É verdade que você deve agir
[34:24] conforme seus sentimentos, mas escute atentamente o som da sua
[34:28] solidão. Cara, olha que foda isso aí,
[34:31] cara, sabe, então assim, essa faixa é sobre perda, é sobre
[34:34] deixar a pessoa ir, ainda que seja doloroso, né, e no fim só
[34:39] tem que respeitar, e no caso aqui eu acredito que caberia um
[34:42] quero mais é que você quebre a sua cara lá na frente, sabe,
[34:45] acho que é, essa é a atitude da música, tipo, ah, foda-se, vai
[34:49] lá ser feliz nessa porra, mas espero que tu quebre a cara.
[34:53] Era basicamente sair do meu pé. Porque...
[34:57] Mas, cara, vamos colocar aqui, foi um relacionamento de oito
[35:01] anos aí, né? Não foi um relacionamento de...
[35:05] Tá, mesmo que fosse dois meses, assim, poderia ter sido intenso,
[35:09] mas eles tiveram oito anos juntos.
[35:11] Então, eles tinham histórias, assim, de repente ia acabar no
[35:14] auge, ali, quando o lado profissional tava indo super
[35:18] bem, o lado pessoal tava uma merda.
[35:22] É verdade. Onde se ganha o pão, não come a
[35:25] carne. E onde se tem a história ainda
[35:28] de que a banda abordou o Lindsay pra entrar na banda, no
[35:34] Fleetwood Mac. E o Lindsay colocou como
[35:37] obrigação, falou, eu entro, mas tem que trazer o Steve junto,
[35:41] né? Isso aí.
[35:43] E mesmo quando eles já estavam ali conturbados, porque eles já
[35:46] entraram na banda quebrados, assim, de pratos rachados.
[35:50] Então, foi um gesto legal da parte dele.
[35:55] E ele fala, durante essa composição, que ele queria
[35:57] avacalhar com essa música. Ele não queria deixar essa
[36:00] música voar. Óbvio, né?
[36:02] Era uma indireta pra ele. Indireta, bem indireta pra ele.
[36:06] Ele foi lá, tipo assim, direita essa bagaça aqui pra ti,
[36:09] então... Queria comentar algo, Bruno?
[36:14] É, não, só duas coisas que eu lembrei, cara.
[36:16] Uma que essa música antes do TikTok, ela também teve um
[36:19] renascimento com Glee, aquela série que teve um monte de
[36:23] musiquinha que ficou ressuscitada, inclusive Don't
[36:26] Stop Believin', acho que é a mais famosa, né?
[36:29] E, cara, eu ouvi mais essa música, a versão do Chorus, do
[36:33] que é do Fleetwood Mac, cara. Eu ouvia muito um CDzinho do
[36:37] Chorus Unplugged, que essa aí era uma das faixas, só umas
[36:41] aleatoriedades aí. Maravilha, seguimos para a
[36:44] terceira faixa, Never Going Back Again.
[36:58] Tchau, tchau. Uma música do Lindsey
[37:09] Buckingham, né? E assim, acho belíssima a
[37:13] música, o arranjo acústico muito bonito de violão que ele fez.
[37:17] A letra é uma letra ali de quem não quer cometer os mesmos erros
[37:22] de novo, né? Quem tá evitando fazer as mesmas
[37:26] besteiras, não quer fazer as mesmas besteiras ali.
[37:31] Mas eu acho, assim, a música é bonita e bem tocada demais,
[37:35] assim. Às vezes as pessoas não dão
[37:36] tanto valor pra ela, porque ela ficou meio esquecida ali no
[37:40] fundo, mas eu acho que ela é uma pérolazinha.
[37:42] Concordo contigo, eu acho ela belíssima, ela me passa calma,
[37:46] tranquilidade, assim, parece um mantra, parece que tu vai pra um
[37:49] retiro espiritual e vai tocar ela, assim.
[37:52] É uma das faixas que não é pra ninguém, né?
[37:54] Não é uma indireta de casal, é uma faixa, assim, genuína, e o
[37:58] violão dela deixa ela tão... Sutil, tão suave.
[38:03] E ela é curtinha, né? Ela passa tão rápido.
[38:05] Quando vê, ela já acabou. E eu acho uma belíssima faixa
[38:08] também. Cara, essa faixa é uma
[38:10] obra-prima. É uma que eu fiquei obcecado
[38:15] estudando pra esse disco aqui, cara.
[38:17] Parar pra ouvir ela assim e tentar...
[38:19] Ver o violão, cara, eu até ameacei querer tentar tirar esse
[38:22] negócio aí, mas é enroscadinho, né?
[38:25] Cantar e tocar isso aí. Mas eu acho, cara, o...
[38:31] O Lindsey compôs e toca e canta, cara, o negócio que eu acho
[38:35] sensacional. Combina certinho com o timbre de
[38:38] voz dele, cara. Ele canta suave, canta com
[38:41] intensidade, né? Só...
[38:43] Acho que, cara, essa música tem a ver com relacionamento também,
[38:46] hein, Renato? Não sei.
[38:48] Caiu uma vez, caiu duas vezes e não vou voltar.
[38:51] E ela... Ela acabou...
[38:56] Segundo eles, essa faixa não foi direcionada pra ninguém.
[39:00] Isso em uma entrevista dessas que eu te falei, dos vídeos que
[39:04] é curto misturada com a música. Boa.
[39:06] É, pode ser. Ele disse que a letra não é nada
[39:09] muito profunda, só uma letra de não cometer erros de novo,
[39:12] assim. Mas considerando que a relação
[39:14] dele com a Lindsay e com a Steve era de voltar o tempo todo, né?
[39:19] Talvez ele só não quisesse assumir o que que era.
[39:22] Mas é isso, cara, eu achei ela uma obra-prima, achei essa
[39:25] música fenomenal. É, eu gostei muito também, acho
[39:27] que sutil, simples, são palavras aí que caem bem pra ela, cantada
[39:33] pelo Lindsey Bucking, que, pô, fez um baita de um trabalho
[39:36] aqui. Então, ela proporciona esse
[39:39] momento, assim, sóbrio, sabe? De simplicidade.
[39:42] Esse dedilhado é agradável demais de ouvir, sabe?
[39:44] Chega a trazer uma paz, sabe? Para a nossa cabeça.
[39:47] E a letra dela é sobre perda. Não é para ninguém em
[39:50] específico, mas é sobre perda. Mas de superação no fim, né?
[39:53] Tipo, você passa pelo processo de perda, mas no fim você supera
[39:56] e promete que não vai passar por aquilo tudo novamente.
[39:59] É que nem dizem, né? Da cachaça e do amor, depois que
[40:02] a gente exagera, a gente promete que nunca mais vai tomar aquela
[40:05] dose alta de novo, mas estamos nós de novo lá, né?
[40:07] Então, é isso aí, não adianta. Como é que tu disse, amigo?
[40:10] Que pena não ter MSN na tua época, né?
[40:12] Ah, não, você tinha, você não conhecia.
[40:15] Tinha. Não tinha?
[40:17] É, tinha. Tu era velho, tu é velho já.
[40:19] Com certeza tinha. Tava até se aposentando.
[40:22] Ah, louco. O Orkut MSN...
[40:23] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:25] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:27] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:28] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:29] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:30] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:32] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:33] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:35] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:37] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:39] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:41] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também.
[40:42] Não, o ICQ também. Não, o ICQ também É verdade.
[41:19] Quarta faixa, Don't Stop. Cara, eu amo essa faixa demais.
[41:24] Eu acho que ela volta com aquela energia da primeira faixa,
[41:28] assim, a harmonia de guitarra, piano e bateria que é...
[41:32] fenomenal, tipo, ela, quando a guitarra dá a sensação, né, é
[41:36] tudo ao mesmo tempo, mas parece que quando a guitarra termina a
[41:39] nota, a bateria vem e pá no prato, o piano tá na nota, sabe,
[41:44] é tipo, tudo se completa, não fica lacuna, não fica espaço
[41:48] entre ela, ela toda completinha, ela é toda redondinha.
[41:52] Então eu sou apaixonada por essa faixa.
[41:55] Novamente a gente volta pra turma das indiretas bem diretas,
[41:59] né? Que é sobre...
[42:00] Segue a tua vida. No fim vai ficar tudo bem.
[42:03] Tá tudo bem. Essa dor vai passar.
[42:07] Esse processo vai passar. Afinal, quem nunca passou por um
[42:11] processo de término, de relacionamento, né?
[42:13] Sabe como é que é a bad... quando, quanto mais ficar dentro
[42:19] de um estúdio, vinte e quatro horas, olhando pra fuça do dito,
[42:23] né, deve ser horrível isso, eu nunca quero passar por isso na
[42:26] vida, mas, e assim é isso, então eu sou apaixonada por essa
[42:30] faixa. Cara, assim, ó, eu vou passar
[42:32] pano pra todo esse disco. Porque não é à toa que eu
[42:35] escolhi ele, eu amo ele demais. É o que eu disse, lembra?
[42:38] O término é um acordo entre as partes, um entra com a bunda e o
[42:42] outro com o pé. Cara, é uma música bem
[42:46] divertida, né? Um shufflezinho, cara, bem
[42:48] marcadão na bateria, tem o pianinho levando, né?
[42:52] O que a Renata comentou, eu gosto pra caramba da pergunta e
[42:55] resposta, né? Tem também esses links de
[42:58] guitarra entre os versos, a bateria também dá umas quebradas
[43:01] com o prato. Curto pra caramba, cara.
[43:04] O solinho também é legal da música, acho que tá bem
[43:07] encaixadaço. Acho que o Lindsay tem um bom
[43:09] gosto incrível, né? É uma músicaça single, né?
[43:12] Mas tem melhores. Uma música que é da Christine
[43:16] McVie, né? E, assim, pra mim ela é
[43:20] emblemático do que é o soft rock dos anos setenta, pra mim.
[43:23] Ela bate todos os arranjos, bate todos os chequezinhos que você
[43:29] precisa ter ali, todos os itens que precisa.
[43:32] Ela soa, tem essa levadinha gostosa de ouvir, um tecladinho
[43:36] meio imitando piano ali, um solinho bonitinho.
[43:40] E esse é o que eu acho que depois do solo, tem uma hora que
[43:44] ela dá uma quebradinha no refrão com a bateria ali, que tipo, se
[43:47] você não tava prestando atenção, você retoma ali, a bateria dá
[43:51] uma levantada, entra no último refrão com a guitarra meio que
[43:54] já fazendo... uma certa pressão maior na música.
[43:58] Eu acho assim, tipo, uma musiquinha perfeitinha ali de
[44:00] soft rock que os caras conseguiram fazer.
[44:03] Não à toa foi single e foi um single que ficou em terceiro
[44:06] lugar da Billboard. Então foi um single de sucesso.
[44:09] A letra dessa música vai pela mesma linha da Never Going Back
[44:12] Again, de você olhar sempre para o amanhã, que ontem já foi no
[44:16] passado, tem outras coisas por vir.
[44:19] No fim, eu acho que é isso que se resume.
[44:22] Vale a reflexão para os problemas que a gente encontra.
[44:25] Resolve, mas ainda ficamos remoendo.
[44:27] Ou nem resolve muitas vezes, talvez, porque não dependa tanto
[44:31] do nosso esforço e sim o de outras pessoas.
[44:34] Quando não tem solução, um jeito é seguir adiante.
[44:36] Quem não quer te acompanhar ou muitas vezes ceder, acaba
[44:39] ganhando um lugar de destaque no retrovisor da sua vida.
[44:42] Nossa senhora, eu fiquei inspirado.
[44:45] Oh, William Farinha, dois mil e vinte e cinco.
[44:48] Não, e só vale lembrar que, assim, o casal McVie ali, eles
[44:54] ainda se trocavam palavras, né? Era tipo, ah, mas era assim, bom
[44:59] dia, boa tarde, boa noite, que nota é essa e tal?
[45:02] Era isso. Mas eles ainda trocavam
[45:05] palavras. Então tu até entende ali um
[45:07] pouquinho desse, talvez um carinho, né, de falar que vai
[45:09] ficar tudo bem. Diferente do outro casal, da
[45:13] Steve e do Lindsey, que aí ali não falavam nada E quando
[45:16] falavam era briga, trazer briga. Eu já falei pra você não falar
[45:21] comigo. Eu disse pra você calar a sua
[45:29] boca e não falar comigo antes que eu me acorra de você.
[45:31] Cala a sua boca! Então eu acho que faz também
[45:32] sentido essa letra, essa indireta direta.
[45:33] O instrumental tem esse climão setentista, sabe?
[45:36] Puta, eu gosto muito disso e, pô, é um ritmo muito gostoso de
[45:40] ouvir, baixo, teclado, bateria, me agrada demais.
[45:43] Até agora, zero defeitos nesse álbum.
[45:46] E arrisco a dizer que nem tem, ó.
[46:26] Quinta faixa, Go Your Own Way. Cara, essa música tem um começo
[46:31] meio caótico, que eu não entendo exatamente o que ele queria
[46:35] fazer lá, uma guitarrinha abafada, entra o violão meio
[46:39] torto, mas aí quando entra a voz e as coisas encaixam, É um
[46:43] negócio sensacional. Eu gosto demais dessa faixa aí.
[46:48] É uma das principais, minhas favoritas do disco.
[46:52] Tem um groove de bateria que não é convencional no verso, que no
[46:59] refrão vai para um mais retão, deixa o refrão mais marcante
[47:03] ainda para mim. No refrão, cara, o baixo está
[47:06] brilhando de novo. Acho que é uma baita de uma
[47:11] faixa. Tem um vídeo super legal do Rick
[47:13] Beato de novo falando especificamente dela, daquele
[47:16] que ele abre os canais e fica mostrando cada coisinha da
[47:20] música. Eu curto demais, cara.
[47:22] Acho que é um dos dois principais destaques do disco
[47:26] pra mim, ou três. Interessante a música do Lindsey
[47:30] Buckingham, que o produtor comentou que a primeira vez que
[47:33] ele ouviu, o Lindsey entrou na sala para mostrar a música no
[47:39] violão, tocando que nem um alucinado, espancando o violão e
[47:45] berrando, imaginando que o cara estava um pouco angustiado, um
[47:48] pouco chateado com os acontecimentos.
[47:50] Acho que esse lance da música como um desabafo talvez tenha
[47:53] sido bem emblemático também. Go your own way, vai embora, vai
[47:57] pro teu canto aí e vida que segue.
[48:00] Tá ligado aquela história do tipo, não é você, sou eu, né?
[48:03] Essa música é o extremo oposto disso, é você mesmo.
[48:06] Não tem indireta, não tem nada. Baza!
[48:10] Consegue chegar a dizer do tipo que checking up is all you want
[48:15] to do, né? Que seria sair transando por aí,
[48:18] é tudo que você quer fazer. Mas assim, é uma aula de
[48:21] guitarra, né? Ali tem detalhezinhos que cada
[48:26] vez que você vai ouvir de novo, você vai prestando atenção.
[48:28] Como no meio da música parece que a guitarra vai tentando se
[48:32] soltar da tensão e no final ela libera um solo ali, quando
[48:36] reforma, que não vai parar, o refrão volta e ele continua
[48:40] solando em cima. É um exercício de liberação
[48:44] dele. Aí uma das coisas que eu acho
[48:46] legal dessa música é a sessão rítmica dela.
[48:48] Tem muita gente que compara com música do Rolling Stones, mas o
[48:51] Mick Fleetwood, ele fala muito que o ritmo dela vem da dislexia
[48:57] que ele tem. Então ele toca de um jeito meio
[49:00] estranho ali, mas que é fruto dele ser meio disléxico, pra
[49:04] entender. Curioso, né?
[49:06] Vai lá, a gente continua. Eu vou pro último.
[49:09] Pode ir, senão eu vou acabar te esquecendo.
[49:12] Ah, é, pra variar. Eu sou totalmente esquecível.
[49:14] Aí tu vai me chamar de machista e depois na edição vou colocar
[49:17] risada do Chaves, que nem eu fiz no Cult.
[49:19] Cara, que safadeza da tua parte, velho.
[49:21] Puta que pariu. Olha, tá?
[49:23] Filha da puta. Muito filha da puta.
[49:27] Muito. Muito filha da puta.
[49:29] Respeito comigo nenhum. É o primeiro single da banda,
[49:34] né? Foi o primeiro aí que deu...
[49:37] Start, e cara, é minha favorita do disco.
[49:40] Ai, já posso abrir meu coração pra essa música.
[49:43] Eu tenho uma sensação tão maravilhosa quando eu escuto
[49:46] ela. Quando eu pego a letra, eu fico
[49:49] tipo, nossa, meu feminismo manda beijos pra mim, assim.
[49:53] Mas a melodia dela é maravilhosa, a melodia dessa
[49:57] música é incrível. Essa bateria, cara, essa bateria
[50:01] triunfal. E assim, aqui pra mim tá o
[50:03] melhor solo da guitarra, cravado desse disco.
[50:07] Eu até anotei aqui, como o Thiago muito bem pontuou, é o
[50:11] grito de desespero esse solo, sabe?
[50:13] É o choro final, é tipo assim, ó, é a última vez que eu choro
[50:16] por essa mulher. E aí ele vem e pá, com esse solo
[50:20] assim, ó. arrasador, maravilhoso e eu amo a forma como essa
[50:25] música cresce e ela parece que tem tipo um pandeiro não sei,
[50:29] ela tem um chacoalhar dentro dela Eu amo, eu amo essa música,
[50:34] eu amo a forma como ela é cantada, o backing vocal, ah, eu
[50:38] sou apaixonada, eu vou me deixar aqui, gravo um podcast só sobre
[50:42] essa música. Tá louco, nem no programa da
[50:45] Abby Camargo a gente ouviu tanto elogio assim.
[50:48] É, não, e assim, a letra, eu nem toquei no assunto letra, porque
[50:52] assim... Dez horas de episódio agora, vai
[50:55] lá. Cara, não, não é, amigo.
[50:58] Já foi falado, mas é que assim, a letra é como eu falei pra
[51:01] vocês. Tipo, no início, quando abriu o
[51:03] disco, ele, ah, foda-se, tô nem aí pra nada.
[51:05] E aqui ele escancara que ele não superou.
[51:09] Porque tu quer ver um homem que não superou é quando o homem
[51:12] começa a baixar o nível. Quando ele começa a chamar a
[51:15] mulher por coisas, assim, vulgares, de baixo calão, é a
[51:19] prova que ele não superou. Essa música aqui é a prova que
[51:21] ele não superou. E ele mesmo disse em
[51:23] entrevistas, né, que ele não superou.
[51:25] É engraçado que tinha um vídeo do Fleetwood Mac que passava
[51:28] naquele canal Biz, deles ao vivo, tocando ainda com o
[51:31] Lindsey e o Steve Nicks na banda.
[51:33] Claramente, não tá superado, né? Tinha um momento que os dois iam
[51:38] meio que... Era o momento dos dois juntos e
[51:40] você via que ele não tava nada à vontade nesses momentos.
[51:43] O Steve tava de boa ali, ele tava...
[51:45] Claramente, você via que ele tava mais rígido do que no resto
[51:48] do show. Sim!
[51:49] Ele parece que tinha medo de respirar.
[51:53] Eu mando nessa banda agora, mas eu ainda sempre fico do lado
[51:56] dela e não consigo, sabe? Pra mim, assim, ó, classicão
[52:00] absoluto do disco. Depois que vocês já
[52:02] destrincharam a música, eu não sei muito o que sobra pra mim,
[52:04] mas assim, ó, eu fico imaginando, cara, o que foi pra
[52:08] Steve Nicks cantar a letra dessa música, porque é, como tu já
[52:11] falaram, uma baita direta do Lindsay, literalmente mandando
[52:15] ela caminhar, e então você imagina essa mulher vivendo
[52:18] aquele processo de separação, Não deve ter sido nada agradável
[52:22] pra ela cantar essa faixa, mas ainda assim ela foi lá, cantou,
[52:26] entregou uma puta performance e virou esse clássico aí que a
[52:29] gente gosta tanto. O que me agrada nela é porque
[52:32] ela é bem pra cima, cara. Ela cativa, você sente que ela é
[52:35] a típica música pra te inspirar a mandar longe as coisas que te
[52:39] incomodam, né? Acho que é isso, cara.
[52:41] Acho que é sobre isso, sabe? Tudo nela funciona muito bem,
[52:45] cara. Olha, a pessoa que ouve essa
[52:47] faixa e não gosta tem que ser uma pessoa muito triste e
[52:50] mal-humorada com a vida. Me desculpa.
[52:52] Ela disse que ela não gostou da letra e ela tentou fazer ele
[52:56] mudar a letra e ele se recusou, assim.
[52:59] Porque ela falou, né, que ele falou em verdades a respeito
[53:03] dela. É porque ele quis dar a entender
[53:07] que, tipo, ela queria fazer farra.
[53:10] Ela queria sair, ficar com todo mundo e tal.
[53:13] E ela disse que não era bem assim.
[53:15] Imagina, isso vira uma das músicas mais famosas da banda,
[53:18] se não a mais famosa da banda, e você tem que conviver com isso o
[53:22] tempo todo. Tem o cara dizendo que só quer
[53:25] sair e dar pra todo mundo. Eu tava lembrando agora, sabe do
[53:28] quê? Da saga Ramones.
[53:29] Acho que nem o relacionamento do Joey Ramone e do Johnny Ramone
[53:32] foi tão doentio igual esses dois aqui, cara.
[53:34] Eles ainda conseguiam ser funcionais, né?
[53:36] A coisa funcionava, eles conseguiam entregar a música
[53:40] boa, cara. For you There'll be no more
[54:06] crying For you The sun will be shining And I feel that when I'm
[54:12] with you It's alright Sexta faixa, Songbird.
[54:32] Cara, é uma baita balada da Christine, né?
[54:37] Aquela voz e piano dolorido. É um... assim, o clima que
[54:42] montaram pra música ser gravada, acho que é o clima que, na minha
[54:46] cabeça, faria sentido, né? Que eles contam que foram pra
[54:49] um... um lugar de concertos, né, de uma universidade lá em São
[54:53] Francisco, botaram o piano no palco, só tinha o foco de luz no
[54:59] piano, né, três focos de luz no piano, compraram umas rosas,
[55:02] deixaram em cima do piano e mandaram ela sofrer lá.
[55:06] É bem dolorido, acho que depois de um tempo, ela não queria nem
[55:11] tocar mais a música, né, Um documentário do Classic Albums
[55:15] lá, o McVie, né, fala que, cara, ele ficava com o olho todo
[55:21] marejado quando ela tocava isso no show, né, acho que é outra
[55:25] música bem emblemática também. E aí a curiosidade só é que,
[55:29] cara, tem uma versão do Willie Nelson pra essa música também
[55:32] que é bem interessante, vale ouvir.
[55:34] Ai, que dizer dessa faixa, né? Ela é linda, ela é um solo aí da
[55:38] Christine. É ela e o piano conversando.
[55:43] Aqui eu coloco que parece que ela tá lendo uma carta, né?
[55:47] A impressão que dá que ela abriu uma carta e ela tá lendo essa
[55:50] carta. Ela tá cantando e abrilhantando.
[55:54] Ela é muito profunda, eu acho que ela é muito mais do que só
[55:58] uma baladinha simples pra encher o disco.
[56:01] Eu acho que ela é uma letra muito profunda, a forma como
[56:04] Como um todo que ela funciona, acho ela essencial pra esse
[56:08] disco, assim, então, incrível. É a música que termina o lado A
[56:12] do disco. Depois de uma pedrada, né, que é
[56:15] a Going Away, vem uma música que tem um... completamente vai pro
[56:19] outro lado, uma canção de amor pura que, apesar de ter um outro
[56:23] McVie na banda, não é pra esse McVie que ela tá se declarando,
[56:27] né? É o marido que está recebendo
[56:29] essa declaração de amor, mas é mais parte da história.
[56:32] A letra é linda, eu acho que a interpretação da Christine é
[56:34] sensacional, como a Rê falou, pontuou.
[56:37] Ela parece que está lendo uma carta, que você fica imaginando
[56:39] aquele I love you, I love you, I love you. fosse uma outra vocal,
[56:44] talvez fosse querer dar aquela vocal ultra crescer em tom alto,
[56:48] e ela sustenta com calma, delicadeza a letra inteira.
[56:53] Detalhe, dessa música, ela fechou shows, né, do Feitudo
[56:57] Mega, a banda terminava o show, ficava só ela e o Lindsey
[57:00] tocando essa música, e a resta da banda já tinha saído, e
[57:04] trazendo mais pra modernidade, nos shows, quando a Anec veio
[57:09] pro Brasil, a Anec vocalista do Gatorade, a Anec Vongueri, Kirst
[57:12] Bergen, que é a vocalista do Gathering, clássica vocalista do
[57:15] Gathering, depois saiu e seguiu em carreira solo, veio com o
[57:18] Danny Kavanaugh, que era o guitarrista da Anátema, eles
[57:21] tocavam essa música no show, assim, os dois só, e era lindo,
[57:25] assim, procura, tem um disco ao vivo que tem gravado com essa
[57:28] música e a interpretação da Neck é lindíssima também.
[57:32] Precisamos falar da Christine McVie, porque muito se fala da
[57:36] voz da Steve Nicks, mas cara, como essa Christine McVie canta
[57:40] pra cacete, cara. Que mulher, cara, ela canta
[57:43] muito, muito, muito, muito. E aqui, né, em meio a tantas
[57:46] diretas e indiretas, de repente tem essa belíssima faixa aqui
[57:50] com uma mensagem que fala sobre as entregas que a gente é capaz
[57:53] de fazer por amor, né? E, cara, aqui a Christina McVie
[57:56] se entrega totalmente pra música, tocando esse piano
[57:59] lindo, triste, mas tão sutil, com uma performance vocal tão
[58:03] forte. Pelo que eu andei lendo durante
[58:06] a minha pesquisa, como vocês já reforçaram aqui, ela tocava no
[58:10] fim dos shows, inclusive o John McVie, o ex dela, ele disse que
[58:14] quando ela tocava essa faixa aí, tinha muito homem barbado
[58:17] chorando na plateia, e ele inclusive chorava também.
[58:21] Belíssimo encerramento pro primeiro lado do disco, e
[58:24] imagina que presenciar isso aqui ao vivo tenha sido uma
[58:26] experiência única, viu? Deixa eu largar uma polêmica.
[58:29] Eu acho que essa Songbird, eu acho ela melhor.
[58:34] Eu acho ela mais linda do que a Blackbird dos Beatles.
[58:38] E olha que eu sou Beatlesona aqui, gente.
[58:41] É Beatles raiz. Mas eu acho que essa aqui me
[58:44] emociona muito mais. Exceto se eu ver o Paul cantando
[58:47] ao vivo pra mim, né? Daí talvez eu já mude minha
[58:49] opinião. Mas até então...
[58:52] Pensando assim... Coloquem aí nos comentários.
[58:56] Pegou pesado. Eu sei lá, mas Sunbird, pra mim,
[59:00] a melodia dela, a forma como ela é cantada e executada me agrada
[59:04] mais que a... Como é que é o nome?
[59:07] Blackbird. Blackbird.
[59:09] Me agrada mais, mas aí é briga boa, briga de peso pesado aí,
[59:13] hein? E você, Thiago?
[59:14] Já que a gente tá na polêmica, sai do muro aí e escolhe um.
[59:18] Fico com o Blackbird dos Beatles ainda.
[59:20] Assim, é difícil a escolha, mas...
[59:22] Me senti traindo no movimento. Não, isso é...
[59:27] Não sei dizer, né? Porque eu amo Songbird também,
[59:31] então pra mim é provavelmente a música que eu mais gosto desse
[59:34] disco, mas por algum motivo Blackbird ainda tá...
[59:39] Tem algumas coisas que são panteão, né?
[59:41] Então fica meio difícil de querer comparar com outras.
[59:44] Eu não consigo comparar Blackbird com nenhuma outra.
[59:47] Ah, coloquem nos comentários qual você prefere.
[59:50] Isso aí. Música Música Música Sétima
[1:00:28] faixa, The Chain. Começando lá do B do disco, né?
[1:00:31] E eu acho, talvez, a música mais completa, né?
[1:00:34] Em termos de composição, assim, que tem partes diferentes que
[1:00:39] vão se emergir, assim, e funciona tudo muito bem.
[1:00:45] O início dela tem aquela pegada meio country, com os arranjos
[1:00:48] vocais que me lembra Crabbe Still Nash Young, ali, aquela...
[1:00:52] Pegando isso aí, mas aos poucos ela vai pegando uma tensão mais
[1:00:55] rock and roll pro meio dela. Tem uma hora ali, uma
[1:00:57] quebradinha de baixo, que eu acho sensacional da música ali.
[1:01:01] Assim, eu acho, em termos de uma composição de anos setenta de
[1:01:06] rock, pra quatro minutos e meio, os caras fizeram um milagre ali,
[1:01:10] de fazer quase uma operazinha ali junto.
[1:01:13] The Chain acho que é a minha favorita do disco, cara, o
[1:01:16] Thiago adiantou tudo que eu tinha, que eu acho da música,
[1:01:20] né, assim, pra mim é um épico que tem quatro minutos e meio, é
[1:01:22] meio louco, né, mas ela passa por, cara, a introdução que é
[1:01:28] meio mais folk, né, com o violãozinho na esquerda e a
[1:01:33] guitarra na direita, com o drivezinho que eu curto demais,
[1:01:36] cara, que continua assim, tem muita voz harmonizada que eu
[1:01:39] adoro, né, E aí ela tem aquela transição que tem o baixão no
[1:01:44] foco e vai pro final que é mais apoteótico, cara, com o solo
[1:01:48] mais raivoso do Lindsey, né, acho que é o solo mais intenso
[1:01:52] que ele tem no álbum, acho que é minha faixa, provavelmente minha
[1:01:56] faixa favorita aí. Boa demais, cara, coisa que
[1:01:59] ganhou uma relevância também com o Guardiões da Galáxia, né, acho
[1:02:03] que deu uma ressuscitada nessa...
[1:02:05] Nessa música aí, Guardiões da Galáxia, novela da Globo.
[1:02:08] Que música, meus amigos. Que música, cara.
[1:02:11] Essa aqui também, Bruno, é a minha preferida do disco, viu?
[1:02:14] E ela foi... Uma curiosidade sobre ela é que
[1:02:16] ela foi escrita por todos os integrantes.
[1:02:19] E ela fala justamente do ambiente no qual todos se
[1:02:22] encontravam, né? Com aqueles conflitos, aquele
[1:02:23] clima de separação. mas ainda assim todos unidos pelo
[1:02:27] resultado do trabalho, né? Aquela coisa, aqui ninguém solta
[1:02:29] a mão de ninguém, se cai um, cai todo mundo, e o que é bem
[1:02:32] interessante. E fantástico, cara.
[1:02:35] Pra mim, o que vicia, né? Acho que a primeira coisa que eu
[1:02:37] notei quando eu vi a primeira vez, quando tu ouve uma música a
[1:02:39] primeira vez, normalmente, assim, tem algum momento
[1:02:42] específico que você fica com aquilo registrado na cabeça, né?
[1:02:45] E foi justamente esse baixo após os três minutos, cara.
[1:02:50] Muito boa. Cara, eu como boa amante,
[1:02:54] estou... De baixo, né?
[1:02:56] Eu não posso ficar indiferente nessa música, né?
[1:02:59] Ela tem um solo aí incrível e fundamental pra essa música.
[1:03:05] Eu acho ela maravilhosa. Ela foi tema de filme, tema de
[1:03:09] novela. Tema de muita coisa aí que
[1:03:12] trouxe ela à tona. Eu acho que depois de The Dreams
[1:03:17] aí, acho que é a mais conhecida dentro desse disco.
[1:03:19] E não é à toa, porque ela funciona muito bem.
[1:03:23] E é isso, acho que o Thiago falou, né?
[1:03:25] Sobre se ela será ópera dentro desse disco.
[1:03:27] E eu super concordo, porque ela tem várias camadas dentro dela.
[1:03:31] Ela começa de um jeito, no meio ela tem outro, pro fim ela tem
[1:03:35] outro completamente diferente. Eu amo essa música demais, mas
[1:03:38] não é minha favorita. Minha favorita segue sendo
[1:03:41] outra, mas não posso ficar indiferente perante ela e
[1:03:44] perante essa magnitude que é The Chainz.
[1:04:15] Oitava faixa, You Make Loving Fun.
[1:04:18] Cara, é uma música groventinha, né?
[1:04:21] Um groovezinho mais funkeado com Fender Rhodes, eu acho que deve
[1:04:25] ser o pianinho, cara. Curto pra caramba.
[1:04:28] De novo, né? Ela tem aquele lance dos licks
[1:04:31] de guitarra alternando com a voz, que eu tô vendo que é uma
[1:04:33] característica que eu nunca tinha me tocado, né?
[1:04:36] Pelo menos nesse disco do Fleetwood Mac.
[1:04:38] Ela tem aquela quebradinha pra ponte que muda a harmonia da
[1:04:41] música, que eu acho legal pra caramba.
[1:04:43] Mas, assim, ele não é um dos grandes destaques do disco pra
[1:04:47] mim, cara. Eu gosto dela, mas não tanto
[1:04:49] quanto os outros grandes clássicos que a gente já passou
[1:04:53] e mais alguma coisa que vem por aí.
[1:04:54] Cara, o que dizer dessa faixa? Ah, eu acho maravilhosa.
[1:04:58] Ah, como tudo que eu achei até agora, né?
[1:05:00] Não vou ser indiferente a ela. É a Christine se declarando pro
[1:05:04] novo amor dela, né? Com você o amor é divertido.
[1:05:06] O cara da iluminação? É isso, o Curry, se eu não me
[1:05:09] engano é o nome dele. Curry alguma coisa, não lembro o
[1:05:11] sobrenome dele. É ela falando pra ele.
[1:05:14] E aí? Isso, obrigado, amigo.
[1:05:16] Só lembrava o primeiro nome. E aí, tipo, o John tendo que
[1:05:20] tocar o baixo quietinho, porque ele não canta?
[1:05:22] Então, assim, que climão de bosta, porque é o cara tendo que
[1:05:26] tocar pro alto alto da sua E sem poder dizer um A.
[1:05:30] E ele toca essa música brilhantemente, eu adoro essa
[1:05:33] música, eu gosto da faixa dela, eu gosto do contexto que ela tá
[1:05:37] inserido também. Não tem como ficar, mais uma
[1:05:41] vez, acho que nenhuma, né? música, ficar indiferente a esse
[1:05:45] disco, porque todas elas, de alguma forma, vai te tocar, vai
[1:05:49] fazer sentido em alguma forma, e essa é uma delas.
[1:05:52] E eu acho ela, assim, uma... Se eu tivesse que apresentar
[1:05:56] esse disco e falar, cara... que eu vi um disco dos anos setenta,
[1:06:00] eu ia apresentar essa faixa. Assim, dei nisso, sabe?
[1:06:04] Mesmo que a minha não seja a minha favorita, eu iria
[1:06:07] apresentar ela, porque eu acho que ela tem muitos elementos,
[1:06:09] assim, dos anos setenta. E eu acho maravilhosa, eu acho
[1:06:14] ela sarcástica. Só complementar que não só o
[1:06:17] cara tava tocando uma faixa pro novo amante da ex-esposa, mas
[1:06:22] ela falando que o cara faz o amor ficar divertido.
[1:06:25] Mas segue aí. Uma música, talvez, uma música
[1:06:29] mais, pegada mais pop do disco, assim, com uma pegada, melodia
[1:06:33] mais cativante de rádio, assim... boas vibrações, né?
[1:06:39] O que deve deixar pro John McVie coitado, né?
[1:06:42] A música mais feliz do disco é a música que tá falando do cara
[1:06:45] que pegou a mulher dele. Mas assim, eu concordo com o
[1:06:50] Bruno nisso, é uma das músicas que eu menos gosto do disco,
[1:06:52] apesar de saber ela ter qualidade, como tem a levadinha
[1:06:56] de piano dela ali, acho que tem um órgão também ali, e tem tipo
[1:07:00] só uns licks de guitarra na parte final da música que são
[1:07:03] bem bonitas, ela termina com um solo em fade ali, mas é As
[1:07:06] músicas pra mim que menos dizem alguma coisa.
[1:07:09] O que chama a atenção nessa música é o ânimo que ela tem,
[1:07:12] né? É uma música feliz, cara.
[1:07:14] Ela aborda justamente essa questão aí dos recomeços, né?
[1:07:18] Do novo amor e tal. Quando você sai da escuridão e
[1:07:21] passa a gostar de outra pessoa novamente e tal.
[1:07:24] A Christine McVie de novo, cara, aqui, ó.
[1:07:26] Nossa, cara, essa mulher tem uma voz muito boa.
[1:07:28] Ela é viva ainda, desculpa, já faleceu.
[1:07:30] Você viu o quanto eu sou fã dela?
[1:07:32] Faleceu, né? Câncer, né?
[1:07:34] Não sei do que, cara, mas foi recente, eu acho até.
[1:07:37] Pois é. Essa mulher que ela consegue dar
[1:07:39] uma cara, uma interpretação muito particular pra música.
[1:07:42] É uma música dela, né, cara? É o momento dela e tal, e pô,
[1:07:46] pra mim é o grande destaque aqui.
[1:07:48] Ela morreu em dois mil e vinte e dois, novembro de dois mil e
[1:07:50] vinte e dois, tinha câncer, assim.
[1:07:53] Agora que eu resgatei isso, eu me lembro de ter lido a
[1:07:57] respeito, sim. Nona faixa, I Don't Want To
[1:08:33] Know. É uma pagadinha country nessa
[1:08:36] música aqui, né? Até me lembra um pouco
[1:08:38] Creedence, vagamente, que é mais uma daquelas características de
[1:08:43] ter um disco que é simbólico dos anos setenta, de... do soft rock
[1:08:47] dos anos setenta, que pega essas coisas de counter, pega essas
[1:08:50] coisas de folk, pra tentar te apresentar uma canção de rádio
[1:08:56] pop perfeita, que seja fácil de ouvir, que seja completamente
[1:09:01] memorável, assim. Mas confesso que também é uma
[1:09:04] das outras músicas que não me agrada tanto do disco.
[1:09:07] Essa faixa foi escrita pela Steve, né?
[1:09:11] E ela foi... Foi composta até mesmo antes
[1:09:15] dela entrar pra banda do Flat Tude Mac.
[1:09:17] Então, ela é antiga. E ela é mais antiga do disco, eu
[1:09:25] acho. Cara, eu vou com vocês, assim,
[1:09:28] no sentido dela não ser a melhor do disco, a tipo...
[1:09:33] O grande auge, eu acho que ela caminha até pra um lado meio
[1:09:36] pop, né? Ela vai pra um lado não tão
[1:09:41] setentista, tão rockzão, mas é uma boa faixa.
[1:09:44] Essa é a barriga do álbum pra mim, né?
[1:09:47] Começa o lado dois com The Chain, que é o ápice, e aí dá
[1:09:50] uma desanimada, né? Termina bem, já dando um pouco
[1:09:55] de spoiler. Eu não sei, eu concordo com tudo
[1:09:57] que vocês falaram, cara. Essa música, pra mim, tem uma
[1:10:00] cara de abertura de seriado americano, sei lá, alguma coisa
[1:10:02] assim, meio... Um pouco mais bobinha, né?
[1:10:05] Um pouco mais popzinho, mais bobinho em relação ao resto.
[1:10:08] Mas também não é nada que me ofende, cara.
[1:10:10] Cara, tu sabe que eu adorei essa faixa?
[1:10:12] Eu acho que ela é muito animada, cara, ela tira a gente um pouco
[1:10:15] daquele clima pesado, né, que faz parte do álbum muitas vezes.
[1:10:19] Essa música é da Steve Nicks e ela é da época que tanto ela e o
[1:10:23] Lindsay tocavam no dueto, no Buckingham Nicks. antes deles se
[1:10:27] juntarem ao Fleetwood Mac. E essa música acabou entrando no
[1:10:30] lugar da Silver Springs, porque acharam que se encaixava melhor.
[1:10:34] Na edição padrão, a Silver Springs fica de fora, como já
[1:10:37] citei lá atrás, mas aí nos relacionamentos ela voltou como
[1:10:40] faixa bônus. Mas a Don't Want To Know, ela
[1:10:43] entra no lugar da Silver Springs, que originalmente teria
[1:10:45] entrado no álbum. Eu acho que, cara, assim, ó, eu
[1:10:49] fiquei contagiado com o clima dela, eu gostei da faixa, porque
[1:10:51] quando eu vi, eu tava ouvindo, eu tava ali batendo a mão na
[1:10:54] mesa, batendo os pés, sabe? Pô, cara, essa música é muito
[1:10:57] gostosa, cara. É, questão de gosto, né?
[1:10:59] Essa música me pegou. Acontece.
[1:11:02] Não é uma música ruim, né? Acho até o arranjo vocal dela é
[1:11:06] bem legalzinho, mas acho que é das músicas que menos me
[1:11:11] impressionam do disco. Oh Daddy, you know you make me
[1:11:30] cry How can you love me? I don't understand why Oh Daddy,
[1:11:40] if I can make you see If there's been a fool around It's got to
[1:11:48] be me Yes, it's got to be me décima faixa, Old Daddy.
[1:11:56] Cara, é engraçado. Eu começo a ouvir essa música,
[1:11:59] ela sempre me leva pra These Days do Bon Jovi.
[1:12:02] Depois vocês escutam a introdução das duas.
[1:12:05] Mas, cara, é uma música que já já volta a subir um pouco o
[1:12:09] nível, né? Ela tem um arranjo bem legal,
[1:12:11] cara. Eu gosto das vozes dela, né?
[1:12:13] Eu gosto do violão dela. Ela vai crescendo, né?
[1:12:16] Vão entrando os componentes da música aos pouquinhos, né, cara?
[1:12:21] Entra o baixo, entra a bateria, né?
[1:12:23] Eu curto, né, mas não tanto quanto os outros hits aí que a
[1:12:28] gente já comentou pra trás. Eu gosto pra caramba, mas não é
[1:12:32] um dos maiores destaques pra mim.
[1:12:34] O Daddy foi uma música escrita aí pra homenagear, né, o Mick
[1:12:39] Flatwood aí por... Porque ele era o pai da banda,
[1:12:43] também tava... passando aí por seu processo de separação, então
[1:12:47] foi um meio de respeitar aquele momento, tipo, vou deixar o meu
[1:12:51] problema de lado aqui, homenagear o meu amigo, colega
[1:12:54] de banda, que também tá passando por a mesma situação que a
[1:12:57] gente, a diferença é que ele não tá tendo que trabalhar com a ex
[1:13:01] dele todos os dias, Mas isso não quer dizer que eles estivessem
[1:13:05] sofrendo. E também ele era colocado como o
[1:13:08] colo da banda, né? A pessoa querida por todos.
[1:13:12] Muito gentil, muito amável. E eu gosto muito dessa melodia.
[1:13:17] Ela é mais lenta, a forma como ela é cantada.
[1:13:20] A abertura dela, sabe? Quando começa o old daddy,
[1:13:23] assim. Eu acho ela linda, fantástica.
[1:13:26] Respeito muito ela estar dentro do disco.
[1:13:28] Ela vai pro mesmo caminho da Songbird, inclusive.
[1:13:31] É isso, assim, pra mim, eu gosto bastante da música, sabe?
[1:13:34] Ela é bem triste, assim, depressiva até em alguns
[1:13:38] momentos da letra ali. Uma letra escrita pro, da
[1:13:41] Christine pro McPhee, tudo mesmo.
[1:13:44] Eu gosto bastante dela, já falaram bastante...
[1:13:48] Da parte do instrumental, assim, não tem muito o que dizer.
[1:13:50] Acho que tem uma quebradinha no refrão bem triste dela, sabe?
[1:13:54] Eu gosto bastante dela. No caso, a ex do Mick Fleetwood
[1:13:58] chamava Jenny Boyd. E o Mick Fleetwood, até pegando
[1:14:02] a carona que a Renata falou, ele foi inteligente.
[1:14:03] Como ele era o paizão ali, ele era, vamos dizer assim, o cara
[1:14:06] da banda, ele preferiu não juntar os assuntos, né?
[1:14:09] Ele preferiu não quebrar o compliance ali da...
[1:14:13] Na relação da banda. Que geralmente não dá muito
[1:14:16] certo misturar trabalho com relacionamento.
[1:14:18] Mas vamos lá. Essa música aqui é lenta, cara.
[1:14:20] Ela tem uma levada gostosa pra caramba.
[1:14:23] Triste. A letra dela fala sobre uma
[1:14:26] pessoa dentro de uma relação que ela quer dar o pé na bunda de
[1:14:29] alguém e não tem coragem. E aí você vê ali na letra que
[1:14:33] normalmente a pessoa fica se comparando, né?
[1:14:35] Tipo, eu sou sempre o errado e você tá sempre correta.
[1:14:39] Como é que tu consegue me amar desse jeito, sendo que eu sou
[1:14:41] desse jeito aqui? É quando a pessoa começa a fazer
[1:14:44] aquele equilíbrio, sabe? De ficar comparando.
[1:14:46] Pô, você não me merece no sentido, assim, tipo...
[1:14:49] Ou eu não te mereço, né? Talvez o melhor pra você seja
[1:14:52] que eu deixe você caminhar e tal.
[1:14:55] Enfim, é isso aí, cara. É isso aí que eu entendi da
[1:14:58] letra aí, pelo que eu observei. Cara, deixa eu só usar essa...
[1:15:01] Se eu não me engano, você deu o Google aí, porque eu li essa
[1:15:04] matéria há muito tempo. Mas o...
[1:15:08] O Mickey não veio a namorar depois a Steve?
[1:15:13] Eu não sei disso. Ou eu tô trocando?
[1:15:15] Não, não tem essa informação. Mas se eu não me engano, houve
[1:15:20] um troca-troca aí nesse meio desse rolê. pergunta pro
[1:15:24] Lindsey, ele deve saber é verdade a Steve se eu não me
[1:15:31] engano ela ouve um rolê com o Mickey a Renata trifofoqueira
[1:15:37] não se contém ela quer já pesquisar depois daquela capa do
[1:15:42] disco depois que o cara ficou com a bola pra fora eu vou dar
[1:15:45] um google aqui eu vou dar um google Como é que é o nome
[1:15:49] daquele brinquedo? Como é que chamava aquelas
[1:15:52] bolinhas que tava batendo? Tu lembra daquilo?
[1:15:54] Eu não sei o nome daquilo, cara. Pode ser a bolhadeira dele,
[1:16:00] cara. É o caldeiro ali de bolhadeira.
[1:16:02] Que absurdo, gente. Eu ficava com o braço roxo com
[1:16:07] esse brinquedo aí, cara. Ficava tentando fazer...
[1:16:09] Batia bem aqui no pulso, cara. Só pra confirmar a minha
[1:16:14] informação, a Steve Nicks e o Mick Flatwood, eles tiveram, de
[1:16:20] fato, um relacionamento e a Steve disse que o Mick foi o
[1:16:23] grande amor da vida dela. Fofoca completa.
[1:16:25] Rapaz! Vai gostar de uma fofoca, tá
[1:16:28] louco, meu caro? Olha o Lindsay ali, ficando
[1:16:31] feliz com essa informação. Ó o Derry, ó o Sugar Derry aí,
[1:16:35] ó. Tinha razão na Go Your Own Way,
[1:16:40] tá vendo? É, então.
[1:17:04] Décima primeira faixa, Gold Dust Woman.
[1:17:08] Essa faixa tem uma história bem bacana.
[1:17:10] Conta aí. O John, se não me engano, ele
[1:17:13] era, como todos, né? Ele era da turma do pói.
[1:17:16] Então ele tinha o hábito de sempre pedir pra uma assistente
[1:17:21] de palco aí levar pra ele um pozinho dourado no meio do
[1:17:24] palco. Aí um dia resolveram trollar o
[1:17:26] cara. Resolveram colocar farinha e
[1:17:29] outras coisas brancas pra mandar pra ele no palco.
[1:17:32] Porque eles sabiam que era do Aguinhas, né?
[1:17:34] E aí, cara, diz que a assistente foi levando e foi caindo ao
[1:17:38] longo do trajeto até o palco. E o pessoal todo ficou em
[1:17:42] desespero, porque sabia que ele ficava, tipo, emputecido, se
[1:17:46] virava a dorguinha dele. E aí, então, se criou essa
[1:17:51] música aí, né? A mulher do...
[1:17:53] O pó dourado Na verdade era o pozinho aí Da alegria do John E
[1:17:59] cara, eu gosto dessa parte também Ela encerra aqui o disco,
[1:18:02] né Tirando a extra aqui Ela dá o ponto final Eu acho que encerra
[1:18:07] com chave de ouro Eu acho que encerra com chave de ouro mesmo
[1:18:10] o disco. Eu gosto que ela vai ganhando
[1:18:15] tensão. Ela é uma música que é
[1:18:16] introspectiva e ela vai ficando cada vez mais tensa conforme ela
[1:18:21] vai passando e vai terminando meio... raivosa até, de certa
[1:18:24] forma. Talvez essa linha de você ser
[1:18:28] uma letra que era pra falar meio de relacionamento e como um
[1:18:34] vício em cocaína deixava as pessoas ali paranoicas, sei lá
[1:18:39] qual que era a lógica que aquilo passava pra eles.
[1:18:42] E aquilo ia fazendo qualquer pessoa perder seu controle.
[1:18:45] Eu acho que a música consegue muito nessa essa linha de fazer
[1:18:48] ela ir ficando mais tensa e termina com uns gritos, uma
[1:18:51] barulheira ali, uns ricos perdidos.
[1:18:53] Funcionou muito bem. É outro destacaço do disco pra
[1:18:57] mim, cara. E eu queria ouvir uma versão do
[1:18:59] Alice in Chains pra essa música aí.
[1:19:01] Eu devia ter tocado no acústico uma versão desse negócio aí.
[1:19:04] Queria ver o Landis Taylor e o Jerry Cantrell fazendo as vozes
[1:19:07] harmonizadas, só que com as harmonias do Alice in Chains,
[1:19:10] cara. Mas é, cara, ela volta pra um
[1:19:12] lance mais folkzão, né? Denso pra caramba, pesado,
[1:19:17] sombrio, cara. Eu acho essa música um outro
[1:19:20] destacaço do disco. Talvez a minha outra que entra
[1:19:22] nas minhas duas, três. Acho que tem umas quatro que eu
[1:19:25] falei que podem ser favoritos aí, fora The Chain, que é a que
[1:19:27] eu mais gosto, né? Mas é sensacional, cara.
[1:19:30] Essa música aí vale muito a pena destacar.
[1:19:33] Então, essa música aí é da Steve Nicks.
[1:19:35] Engraçado, né? Porque se na The Chain ela fala
[1:19:38] sobre a força que a banda tinha, a música que uma banda escreveu,
[1:19:43] e que é aquela coisa de ninguém larga a mão de ninguém, a
[1:19:46] Goldust to Home é justamente o oposto, né?
[1:19:49] Nela, daí a gente tá tratando de uma visão única dela, da Steve
[1:19:52] Nicks, e não do senso de unidade, né?
[1:19:54] Que é sobre uma situação ruim, sobre os traumas, drogas, do
[1:19:57] clima pesado, de querer sair correndo dali, deixar tudo pra
[1:20:00] trás, sabe? Tem essa história que a Renata
[1:20:02] contou, que eu não sabia, mas essa outra leitura é observando
[1:20:07] as letras ali. Que é isso, cara.
[1:20:10] Parece que a tradução seria uma metáfora.
[1:20:13] O Gold seria por causa do cabelo dela, o Loira, e Dusty Woman
[1:20:18] seria... Eu sei que Dusty é pó, mas...
[1:20:21] E que pale seria a palavra adequada, mas acho que a
[1:20:23] expressão Dust Woman é como se estivesse, assim, uma loira
[1:20:26] pálida. Por causa do sofrimento que ela
[1:20:29] tava ali, do clima, do tédio dela, da tristeza e tal, enfim.
[1:20:33] Mais ou menos essa é a história. Cara, é isso.
[1:20:37] Tem algum lugar que falava que esse Gold Dust também tinha a
[1:20:41] ver com a cidade de onde ela nasceu, assim.
[1:20:44] Tinha alguma referência disso, né?
[1:20:47] Vamos agora para o plus, porque o álbum tradicional, padrão, já
[1:20:51] terminou. Então a gente vai adicionar uma
[1:20:52] faixa que saiu nos relançamentos.
[1:20:54] E pelo que consta aqui, foi o lado B do single da Go On Your
[1:20:58] Way, na época. Cara, o nome dessa música não
[1:21:00] trava línguas, né? Não acho?
[1:21:01] Ah, já errou. Décima segunda faixa, Silver
[1:21:06] Springs. Go On Your Way.
[1:21:11] Cara, é difícil falar isso. Go...
[1:21:13] Ah, eu não vou falar. Eu trabalho.
[1:21:16] Go your own way. Ah, não vai.
[1:21:20] Dá merda. Cantando em tom alto é mais
[1:21:23] fácil do que falando no tom normal.
[1:21:25] You could be my silver spring Blue, green Colors flashing
[1:21:54] Décima segunda e última faixa aqui desse episódio, Silver
[1:21:58] Springs, passo para o Thiago Zola.
[1:22:00] Vamos falar que eu não ouvi tanto essa música ali, que eu
[1:22:03] tava ouvindo mais a versão do disco do disco mesmo, assim.
[1:22:07] Mas ela tem uma pegada meio atmosférica, né?
[1:22:09] Parece meio que uma balada, pô. Acho que fez bem de não entrar
[1:22:13] no disco, eu diria assim. Mas foi uma das músicas que a
[1:22:16] não entrada dela no disco mostravam um clima de tensão
[1:22:20] muito grande que tinha, né? A Steve Nicks queria muito que a
[1:22:24] música entrasse... E teve uma pessoa que bateu o pé
[1:22:28] e falou assim, não, não é boa o suficiente, não vai entrar no
[1:22:30] meu disco não. Não preciso dizer quem que foi
[1:22:32] essa pessoa. Cara, eu também acho ela... não
[1:22:37] precisava entrar no disco mesmo, cara, é um bom ambicide, né?
[1:22:41] Ela até tem, se você olhar no Spotify, por exemplo, tem mais
[1:22:45] plays do que várias do disco principal, né?
[1:22:49] principalmente essa barriga do segundo lado que a gente tava
[1:22:52] comentando aí. Tem até mais execuções do que
[1:22:55] Songbird, curiosamente, cara, né?
[1:22:57] Mas ela não é uma música que agrega muito pra mim, não
[1:23:02] agregaria muito no disco, né? E supostamente ela saiu só
[1:23:06] porque era um LP, e LP tinha limitação de tempo.
[1:23:09] Senão, possivelmente, teria entrado no álbum principal aí,
[1:23:12] mas acho que ficou bom como b-side mesmo.
[1:23:15] Vai lá, Retrailer, fala aí. É isso aí.
[1:23:18] Teia. Teia o caralho.
[1:23:22] Realmente faz sentido ela estar canteada aí de lado.
[1:23:27] Não faz sentido estar dentro do disco.
[1:23:29] Não sei porquê, ela me lembra um pouquinho o ABBA, essa canção.
[1:23:32] Não sei, sabe? Só que ABBA é bom, pô.
[1:23:36] É isso, só que ABBA é bom. Exatamente.
[1:23:39] É uma canção que, pra mim, não fede nem cheira.
[1:23:42] E é a que eu menos ouvi, com certeza, porque eu sempre
[1:23:44] escutei o disco padrão. Quem diria, hein?
[1:23:47] Eu gostei de tudo, inclusive dessa faixa aqui.
[1:23:50] Pra mim, cara, essa música aí é o que impera pra mim a
[1:23:54] interpretação da Steve Nicks. Pra mim, isso é um absurdo, um
[1:23:58] absurdo. E a música é dela, né?
[1:24:00] Ela escreveu sobre o fim de relacionamento dela...
[1:24:03] Então, mas aqui é no sentido, tipo assim, olha como o nosso
[1:24:06] relacionamento poderia ter sido tão fabuloso, né?
[1:24:09] Olha como é que as coisas poderiam ter sido tão lindas,
[1:24:11] mas mesmo assim, acabou, enfim. E o título dessa música, na
[1:24:16] verdade, ela tirou essa ideia porque ela estava dirigindo por
[1:24:20] Silver Springs, lá em Maryland. Como ela fez essa conotação de
[1:24:23] uma coisa que poderia ser belo, que é o lugar, ela decidiu
[1:24:28] colocar o nome dessa faixa de Silver Springs por causa disso.
[1:24:31] Eu gostei, cara. É isso, tá lá.
[1:24:34] É uma faixa. Puxa a calculadora aí, Bruno.
[1:24:37] Nota de zero a dez canecos, começando com o Renato.
[1:24:41] Eu não vou contar essa última faixa, tá?
[1:24:42] Eu vou pela versão padrão, então a versão padrão pra mim é dez.
[1:24:46] Tiago Zuma. Oito e meio.
[1:24:48] Bruno Gás. Pra mim são oito baldes de
[1:24:52] lágrimas e choradeira e sangue. Sangue?
[1:24:58] Eu vou dar nota dessa também, porque eu gostei de todas as
[1:25:00] faixas, capinha legal, poderia tirar um pontinho pelas bolas
[1:25:04] ali, mas vou deixar o ponto, não vou penalizar.
[1:25:11] Vou deixar pelas risadas que a capa nos proporcionou aqui,
[1:25:14] divertiu. Média, Bruno.
[1:25:15] Caramba. Nove vírgula um.
[1:25:18] Maravilha. Baita nota.
[1:25:19] Tá louco. Baita nota.
[1:25:21] Baita nota. É isso então, pessoal.
[1:25:23] Acho que chegamos ao fim aí de mais um disco clássico.
[1:25:26] Confesso pra vocês que me diverti muito fazendo.
[1:25:28] Ainda mais sabendo que todos aqui não são exatamente fãs da
[1:25:32] banda, né? Tá todo mundo tateando no
[1:25:33] escuro, como eu falei. Então, acabou sendo bastante
[1:25:35] divertido. Tá vendo, pessoas, como a gente
[1:25:38] pode se reunir pra falar todo mundo bem do disco?
[1:25:41] É raro, mas acontece sempre. É raro, mas acontece.
[1:25:44] Mas é isso, então. Vamos lá para o momento
[1:25:47] divulgação. Tiago, divulga aí, por favor, os
[1:25:50] seus projetos aí. O que tu anda fazendo pelas
[1:25:53] redes, cara? A newsletter do Solada. tudo der
[1:25:58] certo quando esse episódio for pro ar, a newsletter já vai ter
[1:26:01] voltado, assim como o podcast. E cobrindo shows pro Igor
[1:26:06] Miranda ali, que a partir de fevereiro deve começar a ter uma
[1:26:10] movimentação maior em São Paulo. E você, Bruno?
[1:26:12] Cadê aquele hostil, cara? Cadê o hostil, cara?
[1:26:15] Tá difícil, viu? Mas tá no plano.
[1:26:18] A gente tá renegociando aí os contratos, vamos ver.
[1:26:21] Acho que volta. E tu, Renata?
[1:26:23] Nenhum projeto paralelo? Nenhuma carreira solo?
[1:26:25] Nada. Só vivendo a vida.
[1:26:27] Então tá bom. Renato hoje vem inspirado na
[1:26:29] guitarra do Randy Rhoads, né? É.
[1:26:31] É verdade. Temático.
[1:26:38] É, só as bolinhas brancas. Fala de bolinha.
[1:26:41] Que susto! Fiquei, uai, que bola que ele
[1:26:44] vai falar. Então é isso, ouvintes.
[1:26:47] Muito obrigado pela audiência de vocês.
[1:26:50] Um grande abraço e até o próximo.
[1:26:51] Tchau. Fui.
[1:26:54] Valeu.

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