# EP #165 - 30 Anos de Holy Land: A Era Mais Ambiciosa do Angra

An episode of [Rock na Mesa](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1705028669), 18 Mar 2026, 2 h 52 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d918f07c/podcast/play/116616893/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-2-9%2F1ef9e03c-e9fe-6556-5eb8-22834acb9be7.mp3

Holy Land, do Angra, completa 30 anos em 2026, e para celebrar essa data especial, gravamos um episódio dedicado a revisitar uma das fases mais marcantes da história da banda. Em um papo de quase três horas, percorremos toda a chamada era Holy Land: desde o período das demos, passando por uma análise do próprio Holy Land, até chegar ao EP Freedom Call e ao registro ao vivo Holy Live. Além de falar sobre o conceito do disco, suas influências musicais e o impacto que ele teve no metal brasileiro e mundial, também compartilhamos nossas histórias e memórias com esse álbum, que marcou profundamente uma geração de fãs. Um episódio especial para celebrar um dos discos mais importantes da história do metal brasileiro. Episódio apresentado por Bruno Glaser, Thiago Zuma e William Faria ++++++++++ Acesse nosso grupo de whatsapp, converse com a equipe e fale sobre música com outros ouvintes. Acesse nos nossos links.

## Transcript

[0:16] Salve, salve iemanjá, salve Janaína e tudo que se fez na
[0:19] água. Bem vindos a mais o episódio do
[0:22] rock na mesa. Vocês já repararam que não é o
[0:25] William faria que tá falando? Eu sou Bruno glaser, mas eu tô
[0:28] aqui com o William faria. E aí, meu querido, ó, só pra
[0:31] pegar essa navegação aí, ó? Ah, coisa boa, ô barulhinho
[0:36] legal, tudo certo? Beleza, vamos dar aquela datada
[0:40] aqui, tá de ressaca do CDC ainda, cara?
[0:43] Eu estou um pouco, não tanto. Poderia estar mais, né?
[0:46] Mas como AAA 20 BRL, não dá para ficar de ressaca.
[0:50] Só se eu ganhar na Mega-Sena, né?
[0:51] Para beber tanto assim no show? Mas cheguei bem.
[0:54] E com a gente também, Thiago zuma.
[0:57] E ele, pessoal, hoje eu não tenho nada a dizer, não.
[0:59] Assim vamos embora. Vamos embora antes de de falar
[1:04] sobre o assunto que está no descrição do episódio, lembrem
[1:08] de seguir a gente em todas as redes sociais.
[1:10] O podcast rock na mesa Instagram vai lá, avalia a gente no
[1:14] Spotify você já sabe, todo o roteirinho YouTube tem os
[1:18] episódios lá, cara, para ver as nossas caras frias aí.
[1:21] E vamos logo falar do álbum holy Land do Angra.
[1:27] Lançado em 23/03/1996. A gente vai falar muito desse
[1:31] disco. Eu propus aqui pra gente fazer
[1:33] um episódio um pouco diferente, né?
[1:35] A gente não vai falar só do disco.
[1:37] A ideia é falar dessa desse momento do Angra, a fase aí pós
[1:42] Angels Cry PRE fireworks. Então senta que lá vem história.
[2:01] O disco está fazendo 30 anos, né?
[2:04] Agora em 23/03/2026, e a gente está no momento aqui de de, quer
[2:12] dizer, a gente. Eu estou talvez extrapolando,
[2:14] né? Existe um hype em cima do Angra
[2:17] por alguns motivos, né? Tem diretamente relacionado com
[2:20] esse disco, um anúncio de um show No No.
[2:23] Esqueci o nome do do local na em Paris, né?
[2:25] Mas é um local onde foi gravado Holly live, se eu não me engano,
[2:29] né, olympie olympie, sei lá, alguma coisa assim olympear é,
[2:34] vou fazer o show de 30 anos do hollyland lá, né, comemorativo e
[2:39] tem uma super mega, outra megasorg Reunion no bangers, né
[2:43] cara que vai ter o Angra com todo quase não não todo, né,
[2:47] quase todo a graverso. Não vamos entrar No No nos temas
[2:50] pessoais da galera aí, mas basicamente a formação do ribirt
[2:54] vai tocar junto com a formação atual do do Angra, né?
[2:58] Então vamos ter lá Rafael Bittencourt, com que Loureiro
[3:01] com o Edu falaski, com o Felipe Andreoli, com o Aquiles priester
[3:05] tocando algumas coisas, mas ainda vai estar lá Oo Bruno, o
[3:10] Marcelo e o Fabio Leone participando desse evento
[3:13] também. E aparentemente quem vai ser o
[3:16] cantor principal é o Alírio neto, né?
[3:17] Então? Padrinho de casamento do Rafael
[3:20] Bittencourt tá tudo ali, Tudo em Família, né?
[3:22] Vamos ver o que que vai acontecer nessa nessa movuconna.
[3:26] Mas assim, eu particularmente estou no hype e já vou começar
[3:29] perguntando aí se vocês caíram na pilha dessa galera ou não.
[3:33] Começando pelo William. Eu fiquei surpreso de forma
[3:37] positiva, porque eu acho que é sempre legal você ver isso, esse
[3:40] tipo de evento acontecer, ainda mais que a gente aí já macaco
[3:43] velho já sabe que que o. Que o Angra, ele sempre teve uma
[3:48] trajetória marcada por também por conquistas e conflitos, né?
[3:52] Muitos conflitos pessoais também, separações.
[3:56] E então é, de certa forma, é legal ver Oo Edu de novo com
[3:59] pessoal. É legal ver essa junção.
[4:04] Claro que a gente sabe que tem coisas aí acontecendo nos
[4:06] bastidores que não estão tão amigáveis, né?
[4:09] Como a questão do Leone, que ainda tá com a saída um pouco.
[4:13] Um pouco, acho que. Entalou na garganta ali, né?
[4:16] Rancor, né? E tal isso aí, mas eu vi com
[4:19] bons olhos, cara, eu vi com bons olhos assim pra mim, do lado
[4:24] saudosista é legal ver o pessoal revisitando, então eu acho que
[4:27] tá válido, sabe? Não, não é algo assim que AI meu
[4:30] Deus, o céu vai mudar meu mundo, não sabe?
[4:33] Mas eu acho que pra efeito histórico, assim como nostalgia,
[4:37] eu acho que vale agora se. Se eu estou com expectativa
[4:42] disso se perpetuar? Eu já acho que não.
[4:44] Eu acho que vai render uma Bela de uma turnê, sim, mas sem
[4:48] grandes expectativas a respeito. Boa é.
[4:51] A minha Esperança é que eles façam um show bacana, né?
[4:54] Assim, sem querer falar muito mal No No Summer bris ainda teve
[4:58] aquele evento em homenagem ao André Matos, que acho que deixou
[5:01] um pouquinho a desejar. Não sei se foi uma falta de de
[5:05] capacidade de ensaio e tal, mas. Só quero que seja um show legal
[5:09] pra caramba. Eu vou No No bangers, cara, tô
[5:11] querendo ir também. Vai ter um evento no espaço
[5:13] Unimed, que é específico, buirbirt, né?
[5:16] Então o pessoal tá fazendo 2 em paralelo, é, mas assim eu tô tô
[5:20] muito curioso também pra saber do Thiago, que é um cara que tem
[5:23] muitos conhecimentos aí da das possibilidades, né, cara?
[5:27] Você acha que. Segue AA reunião, considerando
[5:30] até que o falar que está gravando OCD solo, o que que
[5:33] você acha que vai rolar aí? É, acabou de o falar que
[5:36] anunciou hoje, né? OCD solo dele, um nome que eu
[5:39] não sei como pronuncia ali, que eu não ouvi ele falando só ali.
[5:43] Mas não é nada fácil de falar. É difícil dizer do Angra, né?
[5:48] Porque eles anunciaram a Lírio como novo vocalista, então acho
[5:53] que eles estão. Então não anunciou o oficial,
[5:57] mas toda hora fala como se fosse ele, inclusive com o Andreoli
[6:01] nessa tretinha com o Lione, o Andreoli falou que em 2013 ele
[6:05] já queria que fosse o Alírio vocalista na.
[6:07] Lioni tenso, Hein, cara? Essa aí foi foda, né?
[6:10] Então. Assim é, é, é essas coisas do
[6:12] Angra que são sempre muito complicadas, né?
[6:14] Os caras não conseguiram nem fazer o anúncio de um show
[6:17] especial direito e. Sabe essas tretinhas que não se
[6:21] resolvem? Os caras anunciaram uma turnê de
[6:23] reunião, esse show de reunião sem ter sentado na mesa direito
[6:27] todo mundo antes pra passar limpo essa história de passar,
[6:30] mas assim as coisas vão acontecendo, o Angra vai levando
[6:33] e foi assim a carreira inteira, né?
[6:35] Vamos ser bem claro, as coisas foram acontecendo e o Angra foi
[6:38] levando e foi se reconstruindo. Eu tenho pouca nostalgia do
[6:43] riburf enquanto disco assim. Eu vivi muito próximo do Angra
[6:47] nessa época de 2001 e 2002 assim.
[6:50] Próximo próximo da banda e dos círculos internos da banda,
[6:55] dizendo assim, então eu lembro de ver muito com eles isso, mas
[6:59] o disco em si, quando saiu para mim, não, não é um disco que me
[7:03] agradou muito porque não não ouvia nesse Power metal em 2002,
[7:06] 1008. Tava ouvindo outras coisas na
[7:08] minha vida assim, então eu vivia muito próximo, mas eu tinha um
[7:12] distanciamento de ver o que tava acontecendo.
[7:15] Só que eu vi o riburf eu disco o mais sentido do Angra, né cara?
[7:18] Então tem muita gente que não viu essa época que quando
[7:21] começou há aqui há 15 anos, né? Que o 141314 anos que o iôni
[7:27] estava na banda André, muita gente que tá ali com seus 20
[7:30] anos, 22 anos que não chegou a ver o Angra com o Edu falasque,
[7:35] muito menos ter visto o Angra nessa época do riburf tempo off
[7:40] share. Então não viu o do André, outros
[7:43] 500, né? O André, o André, muita gente
[7:47] não tá bem nascida ainda, né? A gente tá falando disso porque
[7:49] tá completando 30 anos, então esse tem esse ponto assim e mas
[7:57] dessa expectativa da da volta do da turnê do Ribeiro, torce pra
[8:01] ser um show bem legal, acho que vai ser.
[8:02] Eu acho que dessa vez tem uma mão de ferro por trás, que é o
[8:06] Paulo Baron, que é um cara que exige profissionalismo de com
[8:08] quem ele trabalha. E então eu acho que vai ser um
[8:13] show legal pra caramba, esse do bangers e depois do espaço
[8:16] Unimed ali, acho que pra quem tá na expectativa, vai ser um show
[8:20] legal. Até porque os shows solos do Edu
[8:23] são estão sendo bem sempre legais também, né?
[8:25] O Edu está sempre fazendo shows em São Paulo, especiais que ele
[8:28] faz, uma parte solo e uma parte celebrando alguma coisa do
[8:30] passado. Normalmente são produções bem
[8:33] feitas, tal. Eu acho que ele vai trazer esse,
[8:35] essa, esse profissionalismo que ele tem da turma de solo dele
[8:39] pros shows do Angra, que. Nessas últimas turnês, colioni
[8:43] vinha sendo shows, shows assim. Agora IA lá e tocava, fazia.
[8:47] Não me pareciam eventos. Cada vez eu via o Angra algumas
[8:50] vezes, colioni em sescs. Então você ver o tamanho que a
[8:54] coisa estava, né? Boa é.
[8:56] Eu tenho uma expectativa legal, cara.
[8:58] Eu tenho um carinho grande por por essa fase do Angels Cry até
[9:04] o Temple of Shadows, principalmente.
[9:08] Então minha expectativa está muito boa, por ser uma meio que
[9:11] uma reunião desse núcleozinho ali, né?
[9:13] Eu comentei com com a turma aqui, eu não vi o Angra com
[9:18] André Matos, mas cara, na época do Ruy Burton eu vi uma pancada
[9:21] de shows na época do templo lá o Chelsea, eu vi uma pancada de
[9:23] shows da banda também, então é já dando uma antecipada.
[9:28] Esse do holyland pra mim é talvez o melhor disco de metal
[9:32] nacional, né? Meu favorito aí?
[9:36] Depois, acho que o William fez uma careta aqui, eu vou
[9:38] perguntar qual é Oo dele? Mas é essa reunião tem tem um
[9:44] potencial de ser um negócio bem legal mesmo, cara, tô tô com a
[9:47] expectativa boa. Mas aí aproveitando o gancho,
[9:50] William, qual é o seu disco do metal nacional número 1?
[9:55] Eu fiz essa careta, mas não foi minimizando a tua escolha, foi
[9:58] dizendo assim, tipo, nossa, nossa, ô.
[10:02] Eu geralmente não consigo responder essas coisas, né?
[10:05] Pois é. Ah, difícil isso, Hein?
[10:09] Eu poderia dizer para você que tiveram 2 discos de metal
[10:13] nacional que me influenciaram. Não me marcaram, talvez.
[10:21] O primeiro deles foi o Ratos de Porão Brasil.
[10:26] Considera metal? Crossover é metal?
[10:29] É. Metal é metal, eu considero
[10:31] metal também. O Messi illusion, do corsos, foi
[10:34] um disco que eu ouvi na época, em vinil, bastante gosto e
[10:38] depois eu. Aí eu fico bem dividido.
[10:42] Historicamente falando, o arras da sepultura acho que significou
[10:46] mais para mim e eu gostaria muito de colocar o hollyland
[10:49] nessa Seara, mas eu acho que eu vou.
[10:53] Tender a escolher o warrise como mais importante que ele para
[10:56] minha formação de caráter como fan de thrash metal, fan de de
[11:02] metal tupiniquim. Cara é Oo warrise é quem briga
[11:07] com o hollyland pra mim. E você, Tiago, qual é o seu
[11:09] disco nacional aí de metal no topo?
[11:14] Hum sim, a trinca da sepultura, da esquizofrenia, a beinify, the
[11:19] remace e a Rise pra mim ainda é imbatível.
[11:21] Acho que são os 3 discos fabulosos sepulturas e o arris
[11:25] está no coração por ter sido o primeiro que eu ouvi inteiro.
[11:28] Tá toda essa questão do André Matos, eu vou dizer que o disco
[11:32] que bate no coração pra mim é o tetrofeite, apesar de eu ter
[11:35] conhecido depois o tetrofeite já na época pré Angra ali.
[11:40] Mas foi um disco que eu vi feito louco e que basicamente foi o
[11:43] disco que me fez gostar de Power metal.
[11:45] Assim foi. Eu vim do teatro fate que eu
[11:47] falei, putz, sou legal pra caramba.
[11:48] Naquela, Ah, esse é o cara que vai substituir o Bruce
[11:50] dickenscon era o Maiden assim. Isso me fez ter expectativa pelo
[11:55] Angra e acompanhar o Angra até a turnê do fireworks, como
[12:01] basicamente uma das razões de coração assim.
[12:05] Então, mas desses trios de discos do André Matos no Angra,
[12:08] eu acho que eu vou lidar, índio é o melhor deles, mas eu que ao
[12:11] menos gosto AI. Que loucura.
[12:15] Então tem um ponto meio assim, o mais bem acabado que o Angra
[12:18] mais propôs, mas é o que eu menos tenho o prazer de ouvir
[12:21] assim. E da gente vai falar sobre isso,
[12:23] sobre o disco. A gente vai pontuando que não
[12:25] significa que eu não tenho prazer de ouvir.
[12:27] É só isso que é o. Ponto.
[12:28] Então vamos lá um pouquinho na linha do que eu comentei.
[12:31] A ideia aqui é a gente falar um. Como se fosse a fase hollyland,
[12:35] né? Então o Angra lançou Oo, não vou
[12:38] nem entrar no Viper aqui, cara. O Angra lançou o Angels Cry, né?
[12:41] Que a gente um dia grava dele, conta um pouquinho das histórias
[12:44] aí, mas é o baterista quem gravou foi Oo Alex rosenwes com
[12:48] uma música que foi o batera do do gama, Rey na época, né?
[12:51] Blá blá blá fizeram um sucesso no Japão, lançaram 11 EP
[12:55] evelworning para continuar em turnê né?
[12:58] Aquele EP para motivar AA continuidade.
[13:02] E aí pra na sequência, pra não perderem aquele momento, né?
[13:06] Que era uma coisa que era importante, mais importante
[13:08] antigamente, de você fazer um disco EE seguir Na Na sequência
[13:12] de de turnê, eles daquela história clássica mergulharam na
[13:17] composição do holyland num sítio, né?
[13:20] E aí, dessa imersão no sítio, nasceu a demo.
[13:25] Que é basicamente é, tem tem todas as faixas do disco aquilo,
[13:28] uma versão razoavelmente próxima até da da versão final, né?
[13:31] Tem um pouquinho do do de cininhas e flautinhas a menos,
[13:35] mas o coração tava lá com algumas faixas aí que
[13:39] eventualmente também foram importantes pro Angra, né?
[13:41] Não só Freedom Call, que foi o EP desse disco, mas teve live on
[13:45] learnights of crice, que depois o Edu falaste que cantou
[13:48] curiosamente, né? E tem uma música meio perdida
[13:50] que é a espel, né? É, esse sítio tem bastante
[13:54] história, né? Até acho que é é legal a gente
[13:58] contextualizar um pouquinho com com quem tá ouvindo a gente.
[14:01] A minha ideia aqui com com esse episódio é um pouco numa linha
[14:04] documental, né? Falar bastante do do que a gente
[14:07] conhece, das historinhas que a gente ouve, lendárias dessa fase
[14:11] do Angra, né? Tem tinha um Monte de lenda na
[14:13] época, já que Oo Zito era o caseiro, já antecipando um
[14:17] pouquinho pra frente, mas é. Não vivi muito essa época.
[14:23] Eu sou um pouco curioso com o William e o Thiago, que eu sei
[14:25] que estavam super imersos Na Na cena de metal em São Paulo, né?
[14:29] Eu era um moleque do Rio, isolado do mundo.
[14:31] Vocês, vocês ouviam falar que que o Angra tinha é se se
[14:38] fechado num numa fazenda reclusa pra fazer a composição desse
[14:42] disco, né? Vocês chegaram a ouvir alguma
[14:44] coisa desse momento aí de. Gravação de composição.
[14:49] Eu tava mais recluso do que você, porque eu tava morando na
[14:51] roça, cara. Então as informações que eu
[14:53] tinha era, era rock. Briguei de chegando com meio de
[14:56] atraso, sabe assim? Então assim a gente tava.
[15:00] Tava naquela expectativa pelo disco novo do Angra assim.
[15:02] E existia o burburinho de que o disco novo do Angra, aí até
[15:05] influências de música brasileira, sim.
[15:09] Porque era uma coisa que estava acontecendo no Brasil.
[15:11] Eu ligado foi o Anglo e o sepultura.
[15:13] Aquilo foi se pegaria a guinada do rock brasileiro dos anos dos
[15:18] anos 80. Pros anos 90 vai começar com com
[15:21] essas influências brasileiras, tipo os grãos.
[15:24] O sucesso quando sai em 91, começa a trazer um pouco mais
[15:27] disso. Então você começa a ter tipo,
[15:30] como se tivesse sido todo mundo estafado de copiar o rock inglês
[15:34] ali dos anos 80 brasileiro. Ele está puxando para fazer um
[15:39] influências brasileiras estarem se valorizando de novo.
[15:42] Vai ter o Chico Science fazendo da lamacaos que clássico ali.
[15:46] Foda demais, cara. O sepultura que é usei de
[15:49] trazendo mais percussão para música deles.
[15:52] Overdose, né? Overdose de certa forma também.
[15:56] E o angle tinha never understand que eu achava a melhor música.
[15:59] Dang oscare cara que já tinha o baiozinho ali, então, sabe?
[16:03] Estava com uma expectativa de que o Angra IA trazer alguma
[16:05] coisa legal fazendo isso. Então, e aí quando fica claro
[16:10] que sepultura também IA fazer a mesma coisa, até eu lembro de
[16:13] existir a rivalidade, né? O Angra, quem que vai fazer
[16:16] melhor o Angra é o sepultura, o disco de influência brasileira.
[16:19] Antes de sair, tinha muita essa expectativa.
[16:22] Agora essa história deles se trancarem no sítio, tal.
[16:25] Só fui ficar sabendo quando saiu A Entrevista do lançamento do
[16:27] disco dele, solar, no carrock, brigueja ali e que foi contando
[16:30] essas histórias. Em 95 e si, eu sabia nada disso,
[16:36] esse William morando aqui em São Paulo sabia?
[16:39] Então eu tinha acesso a informações que lia, se nas
[16:43] revistas, né? A gente precisa voltar no tempo
[16:46] e contextualizar o cenário, porque hoje em dia os caras
[16:51] postam stories no estúdio, eles postam é atualizações quase que
[16:57] em tempo real do que eles estão fazendo, de como eles estão
[16:59] compondo, aquela coisa toda. E naquela época você não tinha
[17:02] isso, você tinha o que saia na rock brigad, você tinha o que
[17:06] saia na rude cru e o resto não. Tinha boatos de programa de
[17:10] rádio do folha mental também, é isso?
[17:12] Mas que era muito boato, né? Dizem aí que o Angra tá fazendo
[17:15] isso. Tal.
[17:16] Dizem, não sei o que, mas é bem superficial se.
[17:17] Você. Fosse um foi o Angra, tinha o fã
[17:20] clube ativo também, né? Então, eu nunca fui membro do fã
[17:24] clube do Angra assim, né? Uma coisa que me arrependo
[17:27] deveria ter sido na época. Teria sido legal pra mim, mas
[17:29] assim. Curiosamente falando, eu me
[17:33] inscrevi nesse no mailing do Angra, eu não sei porque que eu
[17:37] fiz o que, que aonde foi que eu me inscrevi?
[17:41] Eu não cheguei minha filial fã clube do Angra, mas eu recebia
[17:45] um Zine de com atualizações do Angra, chegava em casa, comecei,
[17:50] eu não sei quem foi que colocou meu meu endereço ali.
[17:53] Eu não sei como chegou, mas eu sei que eu comecei a receber um
[17:56] jornalzinho do Angra e ali sim, a gente tinha algumas novidades.
[18:00] Ali você tinha um apanhado de coisas que acontecia com a banda
[18:05] e que era um canal exclusivo para aquilo, né?
[18:08] Então, por exemplo, foi através desse, dessa publicação que eu
[18:13] li, por exemplo, que o Bruce participou de um show deles lá
[18:16] na França. Lá cantou flyre of ficaros com
[18:18] ele não. Eu estava na França nesse dia do
[18:23] show em. Paris, eu?
[18:25] Fui eu, estava assim. Foi a primeira vez que tinha
[18:27] saído do Brasil na vida. E tava tido pra Inglaterra, foi
[18:31] fazer um curso de 1 mês em Inglaterra e nesse fim de semana
[18:34] eu fui pra Paris e eu cheguei ali pouco dinheiro no bolso, né?
[18:38] Cartão de crédito? Falei, bom, beleza, no dia do
[18:41] show vou ver se eu consigo fazer todo o turismo e ir pro lugar do
[18:43] show, onde eu Angra tocar, eu consegui, eu fui no lugar do
[18:47] show, só que quando eu cheguei eu não tinha dinheiro pra
[18:49] comprar ingresso, só tinha cartão de crédito.
[18:51] Eles não aceitavam cartão de crédito pra comprar ingresso na
[18:53] porta. Poxa vida.
[18:55] Aí eu fiquei sentado na frente esperando pra ver se aparecia
[18:58] alguém da equipe técnica do Angra brasileira, então eu sou
[19:01] brasileira, me boto pra dentro, pelo amor de Deus, sabe, tipo
[19:03] assim, aquele desespero assim, só que aí chegou num momento que
[19:07] não IA aparecer ninguém, pelo que eu tinha ouvido, o barulho
[19:11] lá de fora estava acabando o show do Sato.
[19:13] Vários, né? Que Sato vários, que abriu
[19:14] aquele show, aí eu falava, quer saber pegar o metrô e voltar
[19:18] para o albergue que eu estava e acabei não vendo aí.
[19:23] Durante a semana chega um e-mail pra mim, porque aí já tinha
[19:26] internet nessa época e o pessoal falou, Thiago, você estava no
[19:30] show do Angra em Paris e viu o Bruce dickingson.
[19:33] O que que o Bruce dicking são? Calma, onde?
[19:35] Quem? Quando?
[19:36] O Bruce? Dickingson do coco Angra tal.
[19:38] Daí eu falei, puta que pariu, né Mano?
[19:41] Então você não tinha essa Riqueza de informações em tempo
[19:45] real. A gente, eu, eu, eu fui
[19:47] descobrindo conforme eu IA lendo, as briguei as
[19:50] entrevistas. Foi isso, cara, o ouvinte mais
[19:53] dedicado, possivelmente ouvir um backstage, o Vitão falava alguma
[19:57] outra coisa ali também, sabe? Então foi foi assim, foi?
[20:00] Não foi em tempo real, como é como acontece hoje.
[20:03] Boa é EE. Aí a gente tem tem um Monte de
[20:06] entrevista dos caras aí contando nessa época do sítio, né?
[20:09] Os caras fizeram a composição dessa demo e foram pra Alemanha,
[20:13] né? Eles gravaram os 3 estudos
[20:15] diferentes na Alemanha. É, tem bastante história que
[20:19] eles contam, né? Essas gravações aí que o pessoal
[20:22] chegou super cru, né? Então eles tocavam, cada um
[20:25] tocando a sua faixa separada, repetia milhões de vezes e no
[20:30] final ainda ouvia um it's good no for angry, né?
[20:33] Tipo, beleza, tá, tá bom o suficiente para vocês, né?
[20:37] Como se fosse um negócio super pejorativo, né?
[20:40] Como a tensão disso daí que foi quando eles foram para gravar.
[20:44] Eles emendaram a gravação com uma turnêzinha antes e fizeram
[20:49] alguns shows na Europa em 95, que era aquela coisa, já que
[20:52] você já tá indo pra Europa, faz uma turnê, ganha um dinheirinho
[20:54] e depois gasta esse dinheirinho e acomodação.
[20:56] Ficando lá nessa turnê, o André Matos fodeu com a voz e isso
[21:00] atrasou a gravação do disco. Porque o André Matos na hora que
[21:03] eles chegaram na Alemanha para gravar o André Matos está sem
[21:05] voz e. Acontece, não consegue gravar,
[21:08] não consegue gravar. Ele voltou pro Brasil pra tratar
[21:10] a voz, pra depois voltar pra Alemanha e isso atrasou a
[21:12] gravação pra caramba. Rafael Bittencourt tem que
[21:15] contar, estou conta histórias de que ele ficou lá esse tempo todo
[21:18] acompanhando a gravação, esperando André Matos voltar.
[21:20] André Matos não voltava e aí isso se estressou pra caramba.
[21:24] Foi foi uma gravação bem confusa desse aspecto de ir e volta do
[21:28] volta pro Brasil pra gravar outras partes, vai pra lá de
[21:30] novo, ficar indo e voltando, que acabou atrasando o lançamento do
[21:33] disco pra eles. É, gravaram.
[21:37] Em 3 estudos na Alemanha e teve percussão gravada no Brasil
[21:40] também, né? Então existe existe uma
[21:42] logística pensando num tempo que a galera gravava em fita, né?
[21:46] Em em não era a gravação digital, né?
[21:49] Bem interessante, tem bastante vídeo aí, sugiro o pessoal ver
[21:55] no próprio canal do ug, né, a galera contando as histórias
[21:57] desse desse período de gravação, tema road cru que lançaram,
[22:01] especial do rolly Land, fala do. Esse problema é na voz do André
[22:04] mate, que foi na verdade só 111 cansaço, né?
[22:08] Falando de em termos leigos pelo manjo, nada, né?
[22:12] Mas assim, o cara, no fim das contas, ele precisava fazer uns
[22:14] exercícios, uma preparação melhor, porque ele não não
[22:16] cantava com tanta técnica e a voz é estressou demais a as
[22:20] pregas vocais dele, né? Mas gravaram esse disco, né, um
[22:26] disco conceitual, e aí já antecipei um pouquinho, mas quem
[22:30] gravou foi André Matos. Na voz, teclado, né?
[22:34] Compôs a maior parte das das músicas.
[22:36] Ele tem. Ele tem créditos que Loureiro,
[22:39] Rafael Bittencourt, as 2 guitarras, Luiz mariote no baixo
[22:43] e Ricardo confessori Na Na batera.
[22:47] E assim pra mim é incomparável, cara.
[22:49] Eu eu peço até desculpas aí pra para as formações posteriores do
[22:53] Angra, mas pra mim essa formação ela.
[22:56] Ela estava no nesse disco principalmente cara, num áudio
[22:59] técnico, no áudio criativo, de de musicalidade, de de
[23:03] inventividade, que acho que o Angra nunca mais atingiu.
[23:07] Até por isso que esse é o provavelmente o meu disco
[23:09] favorito aí do não só do Angra como do metal brasileiro, né?
[23:13] Desde eles. Estavam muito empolgados com
[23:16] esse disco, né? Eles estavam sabiam que o
[23:18] momento era deles ali. Então acho que tá foi todo mundo
[23:21] num grau de. Animação.
[23:24] Desculpa porque no Angels Cry eles eram ainda muito Cruz, né?
[23:26] Tipo, estavam meio que tateando, o que que iam fazer foram
[23:29] trabalhar com o produtor gringo que começou a ensinar eles a ser
[23:32] banda, né? Basicamente que era todo mundo
[23:35] músico, técnico pra caramba, que você achava Deus aqui no Brasil
[23:38] a toco pra caçar pra caralho, puta que pariu, e aí chegou lá e
[23:42] tomou piaba atrás de piaba, do chariban na frente falando pô,
[23:44] você não, como assim você não treinou direito?
[23:46] Como assim você não sabe gravar isso aqui?
[23:48] Você não sabe tocar sua música, né?
[23:50] É exatamente. E aí quando eles vão pro
[23:53] holidade, eles estão muito preparados.
[23:54] E no fireworks? Aí já estava outro clima.
[23:56] Fireworks, já estava um clima de fim de festa.
[23:58] Ali a banda já estava rachada, então já tinha acabado de
[24:01] voltar, né? O André já tinha saído o.
[24:03] André Matos já tinha saído e tinha voltado.
[24:05] O Edu falasca, inclusive já tinha cantado algumas músicas em
[24:09] demo ali assim. E aí o André Matos era
[24:12] convencido a voltar pra banda. Nessa época eu lembro que tinha
[24:15] bastante boato da saída do André Matos.
[24:18] Tinha uma falava se alguma coisa assim, embora ninguém desse
[24:22] muita certeza. Eu vi um show do Angra na turnê
[24:24] do fireworks. Também vi na do Angels kry que
[24:28] eu fui no monsters, assim como o Thiago também foi.
[24:31] E eu fui na do fireworks, aí no antigo Palace, em Moema.
[24:35] Um show impecável. Vida grade pra mim.
[24:39] No palco eu não não conseguia visualizar que tinha algum
[24:44] clima. Tenso, né?
[24:46] Na verdade, na verdade, até pra mim, eu pro pro meu
[24:50] conhecimento, eu nem sabia que existia aquilo, acho que era uma
[24:53] coisa muito velada pra banda e claro que começaram a vir os
[24:57] boatos depois, mas mas eu? Eu naquele show não senti nada.
[25:01] Eu vi uma banda muito profissional, muito determinada
[25:05] no palco, inclusive teve um momento no durante o show que eu
[25:09] que eu lembro perto do fim do show, que o que o André Matos
[25:12] ainda falou assim pra plateia pessoal é.
[25:16] Acho que não sei se foi uma semana depois daquilo ou um mês
[25:18] depois. Ele disse assim, ó, é, estaremos
[25:22] no vaking, no perner, com essa turnê em breve tal.
[25:25] E o pessoal ovacionou aquela coisa, foi um momento assim que
[25:28] ele comemorou, que ele celebrou. Então você via que que, na
[25:33] verdade, não, pelo menos pra quem tava ali do lado do
[25:36] público, enxergava uma banda profissional, uma banda muito
[25:40] competente, muito empolgada no palco.
[25:44] A performance foi impecável, cara, vocês tocaram um caro
[25:47] nesse show, por exemplo, é que. Isso aí a gente tá falando da
[25:51] turnê do fireworks, aí dá até para depois a gente colocar.
[25:54] Mas você vai lembrar no Skol rock de 97 que teve Bruce
[25:58] dickensson, Jason Bonham e Scorpions.
[26:02] A banda brasileira que era para ter tocado era o Angra, e o
[26:06] Angra cancelou a apresentação com a desculpa de que o André
[26:10] Matos tinha ido para Europa caçar um produtor para o próximo
[26:12] disco da banda. E quem tocou foi o Doctor, sim.
[26:15] Doctor, sim, exatamente. Então, mas era o Angra que tinha
[26:19] sido anunciado nesse show de 97. O Doctor sim substituiu.
[26:22] Tanto é que No No no Skol rock do Rio foi Angra e Barão
[26:26] Vermelho. Se não está enganado ou parado
[26:28] no sucesso, uma dessas 2. Mas isso no Skol rock do Rio,
[26:32] que foi tipo uns 34 meses antes assim.
[26:35] Foi. Em São Paulo.
[26:38] Eu lembro do Jason boheman em diante.
[26:40] Não, mas o scor rock do Rio é que no Rio de Janeiro não chamou
[26:43] scor rock. Esse do Jason bohns da galera
[26:45] foi outro nome. Não até foi o esse aí que foi
[26:48] scorrock mesmo, cara. Jason bohrock foi 2 porque foi
[26:53] o. Scorrock de São Paulo, rolou AO
[26:56] rolava o que o Doctor sim abriu aí teve várias bandas, tipo da
[27:01] da scorrock, que era uma. O scorrock era um evento que era
[27:04] meio que uma competição de bandas.
[27:06] É tipo um. E, tipo um, fico?
[27:09] Essas coisas, né? E é então aí eles coloca o da
[27:12] torcinha, abria e tocava essas bandas.
[27:14] E aí depois é tipo o da torcinha, abria tipo 1 da tarde,
[27:16] 2 da tarde, aí tocava essas bandas até umas 56 horas e umas
[27:20] 6 horas que começava as outras bandas no Rio de Janeiro.
[27:23] Talvez tenha sido numa noite diferente essa noite com as 2
[27:25] brasileiras e as bandas e essas bandas da Beth of bands.
[27:31] Não sei se foi a mesma. Coisa pior é que você você está
[27:34] gerando umas memórias que estão saindo do do dos cantos mais
[27:38] sombrios da minha cabeça aqui, que eu acho que eu vi esse
[27:41] battle bands e foi em outro lugar até não foi nem No No,
[27:45] porque assim Oo score rock. Foi no Metropolitan que eu
[27:47] lembro de ver o Jason Bonham de brujickson e Scorpions.
[27:51] Isso aí é, é claro. Que foi em julho, se não está
[27:55] enganado, foi no meio do ano. Um negócio assim foi.
[27:58] Foi um dos últimos shows do Angra, da turnê do hollyland.
[28:02] Eu lembro disso que eles tocaram, no que eles estavam
[28:03] meio cacetados. Aí eu não sei se o muskl rock
[28:05] eram 2 etapas no Rio de Janeiro, sabe assim?
[28:07] Pode ser, pode ser, então. Aí eu já não sei dizer para
[28:11] você. Mas é o William, o William
[28:16] voltando no teu comentário, cara, eu acho que tem o
[28:18] exatamente o que vocês falaram, né?
[28:20] Assim, existia uma distância muito maior.
[28:23] Entre a gente e a banda, e aí eu posso falar que porra. 96,
[28:27] quando esse disco foi lançado, cara, eu tinha entre quando
[28:30] lançaram, eu tinha 11 anos, né? Eu fiz 12 anos depois, não, 11,
[28:33] não, aí eu tô, tô forçando a barra, né?
[28:36] Tinha 14 por pra 15, cara, assim, era uma banda de rock,
[28:41] era um negócio muito distante, né?
[28:43] Eu IA pra show, cara, eu não não IA conseguir diagnosticar que
[28:47] existiam rusgas entre as. Os membros da banda que o
[28:51] negócio estava esquisito, é, era a última coisa que IA passar na
[28:54] minha cabeça, cara. Eu ficava lá deslumbrada,
[28:56] sentindo a galera profissional tocar ainda mais brasileiro.
[29:00] Cara, eu lembro assim, eu conheci o Angra nessa época do
[29:03] do Rolling Land, cara, e pra mim assim, ver os brasileiros
[29:06] tocando nesse nível foi um negócio que assim era sepultura,
[29:11] que já era totalmente fora da curva.
[29:13] E aí chegou um que Loureiro lá metralhando na guitarra.
[29:16] Eu querendo ser guitarrista fissurei no cara, né?
[29:20] Acho que era difícil. Eu eu teria dificuldade de ver
[29:23] como 11 banda que tava em em em com com rusgas, né?
[29:28] Eu não veria isso jamais. Eu.
[29:29] Acho. Eu também não vi assim.
[29:31] Eu vi o show de 91 em 90 e essas que foi 99, né?
[29:37] Isso foi em 99 que foram esses shows do Palace que o Miriam
[29:41] falou. Eu vi também que foram 2 dias no
[29:42] Palace, acho que foram sexta e sábado.
[29:45] Aí depois o Angra voltou pra tocar no Credicard hall, recém
[29:48] inaugurado. Credicard hall.
[29:49] Assim, Credicard hall que tinha sido inaugurado uns 2 meses
[29:51] antes. Credicard hall, uma casa gigante
[29:54] aqui em São Paulo que dizia assim que IA ser a casa mais
[29:56] Moderna de São Paulo. E hoje é um dia o vibra.
[30:01] E aí eu vi um show do Angra lá, que foi a última vez que o André
[30:03] Matos se apresentou com o Angra na cidade de São Paulo.
[30:06] E nesse show foi um show longo. Foi um show de mais de 2 horas
[30:10] do Angra assim. E eu também não achei nada, não
[30:12] vi nada assim. Lembro de alguns meses depois
[30:16] começar de novo a bateria de que o Angra estava sem vocalista, de
[30:20] que o André mata para sair e pá, pá, pá.
[30:22] E que o boato chegou num livro do tipo o dil vai cantar com o
[30:26] Angra. Sabe umas coisas nesse nível.
[30:30] Que loucura. Eu não sei porque cargas d'água
[30:36] eu não assisti nenhum show da turnê do hollyland, porque eu já
[30:40] tinha assistido da do wendel's Cry no monsters.
[30:43] Então assim, eu lembro que quando o hollyland tinha sido
[30:45] lançado e teve toda aquela jogada promocional da briguei de
[30:50] todo mundo, tava comentando de certa forma.
[30:52] Aí o Angra teve uma baita sacada, que inclusive o Thiago
[30:55] mostrou no grupo, porque lançou a edição em CD que vinha com
[30:59] aquele mapa. E lançou uma lata que vinha ali
[31:02] com um CD, com uma camiseta, né, que era uma coisa para época.
[31:05] Bem, camiseta, boné, adesivo e vinha com eles vizinho, o
[31:12] adesivo ainda tem o boné. Usei até do sover e a camiseta,
[31:17] que que aconteceu isso daí? Eu morava na roça ali, né?
[31:20] Então. Eu ficava ligando Empire
[31:23] recordes, perguntando se tinha o se tinha chegado a lata do Angra
[31:26] lá, se então toda sexta-feira eu ligava na Empire recordes se
[31:29] tivesse chegado. Minha mãe trabalhava em São
[31:31] Paulo na época. Ela vinha de fim de semana e
[31:34] ficava comigo lá em sequilho. Voltava durante a semana pra
[31:37] trabalhar. Aí eu ficava com a minha irmã e
[31:40] com a minha avó lá. E nisso se o cara falasse que
[31:45] tinha chegado, eu IA falar minha mãe, minha mãe IA sair de São
[31:48] Paulo pra ir no inteiro pra segure isso pra mim, que minha
[31:50] mãe IA sair na hora de almoço dela pra comprar essa lata pra
[31:53] mim, só que nunca chegava. Aí um dia que ele falou vai
[31:56] chegar amanhã eu falei pra minha mãe, minha mãe foi antes do
[31:58] trabalho lá. E aí quando ela chegou lá no
[32:01] empaia, os cara falou chegou e esgotou, fala meu filho, tipo,
[32:05] estava todo mundo tão seco pra comprar essa lata que quando
[32:08] chegou o negócio minha mãe não conseguiu comprar.
[32:10] E aí onde eu tô na roça lá e chega 2 latas, meu tio tinha
[32:14] locadora, chegou 2, meu primo pegou uma, meu primo também é
[32:17] alucinado por Angra e eu peguei a outra.
[32:19] Aí qual que era o problema, que da que tinha, a que eu peguei
[32:22] tinha camiseta preta, eu queria com a camiseta branca e a
[32:25] camiseta era g, só que era aquele g modelado, zuado assim,
[32:29] então não me servia direito aquela aquele g desgraçado.
[32:33] Então eu usei muito pouco a camiseta porque ficava pra mim,
[32:36] não meti o braço, sabe? Aquela coisa horrorosa.
[32:38] E aí quem acabou herdando essa camiseta foi minha irmã, minha
[32:41] irmã herdou, aí fez estilizou a camiseta de cortava Manga e tal,
[32:45] mas eu mesmo fez fez um abadá do Angra ali, mas eu fiquei, mas o
[32:49] boné eu usei até dissolvi aquele boné do Angra assim, tá?
[32:52] Tipo eu. Quando eu entrei na faculdade
[32:54] ainda estava 97, ainda estava com esse esse boné usando até
[32:58] desaparecer, porque como ele não era bordado, o Angra era em
[33:01] silk, ele IA soltando, né? Até sumia aquilo z. 11 amigo
[33:06] meu, um amigo meu na época eu comprei OCD na época, um amigo
[33:10] meu também comprou e o Angra fez uma tarde de autógrafos na
[33:15] Galeria do Rock na época do rollend.
[33:17] Então foi a banda completa lá. E esse meu amigo foi.
[33:20] Eu não fui, mas ele me contou uma história bem legal, porque
[33:23] ele chegou lá, ele literalmente o último da fila, a Galeria
[33:27] lotada de gente pra pegar o autógrafo do Angra.
[33:29] Disse que quando ele chegou Na Na mesa, o André Matos olhou
[33:32] para ele e falou o nome dele. Eu não vou falar o nome dele
[33:34] para protegê lo, né? Mas ele falou assim, fulano, que
[33:40] bom te ver aqui. Eu estava me esperando ansioso
[33:43] por você, meu amigo. Foi todo bobo, né?
[33:45] Nossa, por que o André falou assim?
[33:47] Porque você é o último da fila. É excelente.
[33:54] E eu não fui cara na turnê do Hollywood, não sei por quê, não
[33:57] sei nem te explicar o porquê que eu não fui.
[33:59] Eu vi na turnê do hollyland, eu vi um show e Sorocaba ali logo
[34:04] em agosto de 96. Foi assim que foi logo depois
[34:07] que eu tava em julho, em São Paulo, quando eles tocaram no
[34:09] Palace. Só que eu não fui, porque o
[34:11] Palace era muito longe, onde eu, minha mãe morava ainda, né?
[34:14] Que minha mãe manteve o apartamento de São Paulo quando
[34:16] a gente mudou. Então eu vinha de vez em quando
[34:18] pra São Paulo normalmente, passava umas uma ou 2 semanas de
[34:20] férias aqui e na semana que teve esse Angra no Palace, teve o
[34:25] Rainbow no Olympia, e o Olympia é muito mais fácil.
[34:28] Aí eu fui ver o reach black Moss, Rainbow no Olympia.
[34:31] Não arrependo, né? Foi uma vez que.
[34:33] Eu vi o reach black na minha frente, né?
[34:36] Aí o André tocou em Sorocaba em agosto, e aí o Angra toca no em
[34:40] outubro, o Angra faz o show do abertura da acdc 96 no Pacaembu,
[34:47] e eu vi. E aí depois eu vi.
[34:49] Em dezembro eles tocaram no Palace que eu tava vindo, eu
[34:52] tinha vindo pra São Paulo pra fazer o vestibular.
[34:54] Eles tocaram no Palace, tipo, sei lá, quinta-feira.
[34:57] E o meu vestibular era domingo, segunda e terça assim, então
[35:01] acabei emendando com o vestibular.
[35:03] Virou Angra no Hollywood na turnê do hollyland do Palace,
[35:05] que acho que foi o último show da turnê do hollyland aqui no
[35:07] Brasil. E assim, uma chuva catastrófica
[35:12] em são Palace, sabe? Acho que impossível de cruzar a
[35:15] cidade. Foi a primeira vez que eu fui no
[35:17] Palace na minha vida. Fui de ônibus e deve ter pago o
[35:20] táxi mais caro da minha vida pra voltar, porque eu IA fazer
[35:22] vestibular. Semana seguinte você não vou
[35:25] ficar na chuva para ficar gripada e mal na prova depois
[35:29] assim, mas acabou valendo que esse vestibular eu passei, foi a
[35:32] faculdade que eu fiz. Excelente.
[35:35] Acho que temos bastante contexto.
[35:37] Podemos passar para capa agora, né?
[35:39] Vamos dar uma destrinchada nessa capa aí.
[35:42] Acho que o William pode começar com a análise sempre profunda e
[35:47] de muitas camadas. Eu estou contando que você faça
[35:50] isso, na verdade. Mas eu eu vou dizer assim, de
[35:55] forma muito lúdica, até pelo conceito do álbum e da proposta
[36:01] dele, eu acho que é uma capa assim, que traz exatamente algo
[36:06] muito ligado ao contexto do álbum, que é esse mapa do Oceano
[36:09] Atlântico ali. Então assim, cara, eu acho que.
[36:13] Que tá bem ali no dentro, tipo, a gente tá falando de do qual
[36:17] que é o conceito do álbum. Não sei se tu vai ter um
[36:18] parágrafo pra isso. Eu não quero estragar o teu
[36:20] parágrafo, né? Manda ver cara aqui, é?
[36:23] Aqui a gente tá falando o quê que é?
[36:24] O ponto de vista é dos portugueses vindo conquistar o
[36:29] Brasil, certo? E também tem um tem é que assim
[36:32] AA história do hollyland, o conceito da história do
[36:35] hollyland ela é não é que é uma história conceitual, reta assim,
[36:40] com início, meio e fim. São diversos conceitos que estão
[36:44] entranhados ali, naquele naquela proposta de história, que fazem
[36:49] sentido. Então tem tanto AA visão do dos
[36:52] portugueses como a visão dos colonizados aqui, do do dos
[36:56] indígenas. Então assim é essa capa.
[36:58] Então acho que ela é bem assertiva.
[37:00] Por que que o que que seria? Se não fosse isso, eu IA colocar
[37:02] o que os caras em cima do navio ali navegando tal, não.
[37:07] Ou daqui a pouco os indígenas vindo aquele navio, aquela
[37:09] embarcação vindo ao ao Horizonte?
[37:11] Não, eu acho que ficou legal pela questão assim, de ser um
[37:13] mapa mesmo, sabe? De de ter ali AA esse contexto
[37:17] ali de que, com a palavra Terra sagrada e tudo, eu acho que que
[37:22] funciona, cara, funciona. É, eu acho isso também.
[37:25] Eu acho que ele dá. Ele te coloca meio no clima do
[37:28] que o Angra vai querer te mostrar musicalmente ali, né?
[37:31] No tema das letras, principalmente.
[37:33] De tentar te levar na jornada pra essa época dos
[37:36] descobrimentos, né? Hoje a gente fala a época da
[37:39] invasão, né? Descobrimento e a desgraça, mas
[37:43] da chegada dos europeus aqui assim, e o André é feliz nas
[37:48] letras, em vários momentos, de mostrar como isso não foi em
[37:50] paz, mas em alguns momentos nem tanto assim.
[37:53] Que legal que você vê que tem alguns detalhezinhos divertidos
[37:56] na capa, né? Que tem os Titãs.
[37:58] A cada os 4 Titãs em cada lado, cada cantinho da capa.
[38:02] Assim quando você olha, né? A capa aberta só falando, né?
[38:06] Você descobre assim, eu estou com o meu aberto aqui e meu é um
[38:10] mapa multi completo, né? Um mapa multi completo completo
[38:15] e deve ser uma. Isso aqui não tá rasgado.
[38:17] É porque deve ter escrito todas as letras a mão logo depois, pra
[38:21] não precisar ficar abrindo isso aí toda hora assim.
[38:24] Um milagre, né? É exato.
[38:25] Você não era para estar todo rasgado, que nem eu peguei hoje
[38:28] meu master of puppets, que a gente está gravando no dia que o
[38:30] master of puppets completa 40 anos também, e eu peguei meu
[38:34] master of puppets assim e ele está todo destruído, encaixa
[38:36] assim de CD, sente tanto que eu peguei para ver e esse do Angra
[38:40] está bem guardadinho. Provavelmente eu devo ter
[38:42] anotado tudo, as letras na mão, para não ter que ficar abrindo
[38:45] ele toda hora. Mas tem os 4 tintazinhos ali,
[38:48] tem um Monte de detalhezinho que você coloca no meio das fotos,
[38:51] ali tem a situação de do Fernando Pessoa, né, que é o
[38:53] final da finalzinho daquela. Tudo vale a pena ser a Mana
[38:57] pequena do soneto do do mar português.
[39:03] Mas tá em inglês, né? Não tá em português, que é
[39:05] colocar. Você tinha que colocar em
[39:06] português também ali, né? Comprar briga que nem um monstro
[39:10] pé o face e haveria. Então funciona pra caramba.
[39:14] Assim, a gente dá um mapa Mundi de meu, do século 15, ali, que
[39:19] era o que eles tinham a mão quando eles se lançaram ao mar
[39:22] em busca dessa Terra Santa, né? Dessa Terra Nova, as Índias, né?
[39:28] Tem esse lance que você comentou, né?
[39:30] De de não ser descobrimento, né? De ser as invasões.
[39:34] Mas eu vejo esse álbum muito como de de exploração, né cara?
[39:40] Como não descobrimento de uma nova Terra.
[39:42] Mas é OOO cara que que sai de casa para descobrir o que que
[39:49] tem no mundo, né? A gente a gente vai entrar nas
[39:53] letras ainda, né? Tem esses temas aí que a gente
[39:56] já, já já entende muito bem que é um negócio super complicado
[39:59] hoje, né? Mas tem o lado lúdico do álbum,
[40:03] digamos, né, que é de cara é é que nem um astronauta, né?
[40:08] Podia não ser o Brasil, podia ser um astronauta.
[40:10] Aqui tem, tem parte do conceito de que está falando
[40:13] especificamente da da invasão, mas é, tem, tem muito que é esse
[40:17] lado de de. O fascínico ou desconhecido, né?
[40:22] É que se pensar o que a banda tava passando, né, cara?
[40:25] Que a banda tava começando se internacionalizar.
[40:28] Então você olhar pelo lado, eles tão falando, tentando falar da
[40:32] visão do colonizador, chegando aqui falando da exploração da
[40:36] Terra Santo. Mas se a gente pensar nós
[40:39] metaleiros nos anos 90. Você levar sua banda para fora
[40:43] do Brasil, é você que tenta dessa, você que tá descobrindo,
[40:47] você tá tipo gravando outros lugares que para você, pô, todos
[40:52] os lugares que você não imaginava que você só ouvia
[40:53] falar em sonhos, sabe? Então acho que tinha muito isso,
[40:57] que acho que é diferente do caminho do sepultura que a
[40:59] sepultura tinha. Quando a sepultura vai fazer um
[41:01] disco nacional sepultura, ele se internacionaliza e descobre a
[41:04] brasilidade dele a partir dali do Angra, não o Angra.
[41:08] Tá indo pra fora e de repente eles estão querendo levar com
[41:11] eles essa brasilidade pra fora também.
[41:14] Mas aí a gente vai quando tiver falando das letras.
[41:17] Acho que dá pra gente tentar nesse nessa questão da
[41:20] mentalidade que o André tava, que tem alguns momentos que são
[41:23] complicados ali. Eu como classe média Paulista.
[41:25] Entendo assim, Ah, cara. E tem esse a visão.
[41:30] A minha visão é de comparação entre sepultura e Angra.
[41:33] Cara, o sepultura levou o negócio.
[41:36] Desculpe o trocadilho, mas o negócio mais roots, né?
[41:39] O negócio mais nativo. A versão do Angra é tipo o essa
[41:46] brasilidade europeizada, né? É, então tem tem muito do
[41:52] erudito misturado com brasileiro assim, sem querer diminuir,
[41:55] obviamente, né? Se pegar os vilão, lobos da
[41:57] vida, o cara ele pegou a escola europeia e aplicou no Brasil,
[42:00] né? Então o Angra tem muito de de de
[42:03] coisas europeizadas com uma camada de brasilidade por cima
[42:09] que eu acho foda, tá? Não tô falando isso de um de um
[42:11] jeito negativo não, mas pra falar minha opinião da capa eu
[42:16] acho perfeita pro disco, cara, pra mim é é cravadaça, né?
[42:20] Essa rosa dos ventos como o cara que te guia tá te trazendo pro
[42:24] Brasil, né? Pra, pra só.
[42:27] Terra sagrada. Aí tem aquela visão de Brasil
[42:29] como utopia e tal, né? É, é, é, é.
[42:34] Pra mim representa perfeitamente o disco.
[42:37] E aí a única coisa que eu nunca tinha reparado, cara, até
[42:40] começar AA ler e estudar pra esse episódio é a Lua do Viper
[42:47] no meio da rosa dos ventos, do do holyland.
[42:50] Cara, eu não sei se vocês já tinham visto isso.
[42:53] Né? OOO último disco que o André
[42:55] gravou com Viper, aqui é o tritor feito.
[42:58] Ele tem uma, a Moonlight, né? A última faixa, ele tem uma lua
[43:01] na capa e no meio da rosa dos ventos está uma lua para mim,
[43:04] sempre tinha era era meio que uma tempestade assim, eu nunca
[43:07] tinha parado para olhar no detalhe.
[43:10] E aí explodiu minha cabeça, descobri que é a Lua do Viper
[43:13] ali. Faz sentido, né?
[43:14] Porque o autor da capa é o mesmo da capa do teatro fate, que é o
[43:17] Alberto Torquatto, né? Que fez da capa do tetro fate a
[43:20] capa do Evolution na capa do dos 2 primeiros do Angra.
[43:24] Também acho que faz firework. Você não lembra se é dele
[43:26] também, mas acho que. É, eu acho que Freedom caw ele
[43:28] fez também do EPE. Freedom caw também.
[43:31] Isso. Muito doido, né, cara?
[43:34] E assim só para pontuar, já que a gente está fazendo esse
[43:37] episódio aqui, sem limite de tempo e totalmente documental,
[43:41] com maior consolidade de informações do Angra.
[43:43] Já foi feito no mundo dos podcasts.
[43:47] A imagem vem originalmente de uma enciclopédia do avô do André
[43:50] Matos, né? Ele encontrou essa imagem lá,
[43:52] achou legal, trouxe para capa e o pessoal trabalhou em cima
[43:55] disso aí. Olha aí, que legal, cara,
[43:58] importante essa informação. Super relevante.
[44:01] Ah, é bom porque porque senão a gente fica só no campo lúdico,
[44:04] né? A gente vai no que é legal,
[44:06] também tem seu valor, parte da da da graça, da coisa toda é, é
[44:10] às vezes é você interpretar, né? É imaginar.
[44:14] EE, tudo, nem sempre, às vezes é o é objetivo você saber o que
[44:19] que, do que que se trata, né? Às vezes as bandas até preferem
[44:22] deixar a coisa assim, meio que para imaginação do ouvinte.
[44:26] Pra Ele pintar aquele cenário na cabeça dele e imaginar o que que
[44:29] passa, o que que passa Pra Ele. Porque às vezes o que que passa
[44:32] pra mim pode não passar pra você nem pro Thiago.
[44:34] Entendeu aí que que a gente tá nessa pluralidade musical, que
[44:39] que é tão rica? Aí, ei, o que é legal é porque é
[44:42] uma capa diferente pra caramba, né?
[44:44] Então você pensar que aquela época dos Andreas Marshall
[44:46] fazendo a capa de Power metal ali, você pega essa capa do
[44:49] Angra que não tem absolutamente nada a ver com isso.
[44:52] O que mostra vai ser diferente. Isso aqui presta atenção.
[44:55] Eu gosto muito de eu gosto muito de cor, esse marrom da capa eu
[45:00] acho que é muito agradável. É o sépia, né?
[45:02] Ele é meio envelhecido, né? Meio granulado.
[45:05] Meio parece Areia, não é? Não parece Areia.
[45:08] Como sou Areia do mar. Bem bacana.
[45:11] E aí agora já temos umas 15 horas de episódio, acho que a
[45:15] gente pode ir para o nosso faixa, faixa do coração dessa
[45:19] fase, né? Que é o nosso próprio hollyland.
[45:22] Não sem antes a gente dá uma opinião.
[45:25] Bem rápida, porque é uma a fase embrionária do álbum.
[45:28] É nossa opinião sobre as demos. Se vocês ouvirem, vocês querem
[45:31] fazer algum comentário sobre vocês, ouvirem das demos,
[45:34] percepção de vocês. Eu não ouvi, ouvi uma coisa ou
[45:38] outra assim ao longo dos anos, mas pra pra cá eu confesso, se
[45:43] eu não pedir as demos pra ouvir o que eu lembro delas, assim que
[45:46] as letras estavam bem diferentes.
[45:47] Assim, a maior parte das estruturas musicais já são
[45:50] similares do que eu ouvia assim, mas.
[45:54] As letras ainda estavam bem diferentes, só que eu lembro,
[45:56] mas você não ouve tudo e putz, na última vez que eu deve ter
[45:59] ouvido isso, baianos assim, então nunca peguei para ouvir
[46:03] aquele. Tem aquele CD Zinho, né?
[46:04] Que é ais of crash. Acho que eles chamaram isso.
[46:06] Isso aí. Isso então, mas eu confesso que
[46:11] nunca ouvi com nenhuma atenção isso daí.
[46:28] Eu resgatei pro propósito do episódio a Roland, a própria
[46:32] faixa título pra pra eu trazer minha percepção dela, que eu
[46:36] achei bem interessante, porque não tem aqueles efeitos sonoros
[46:40] que a gente vê ali, ouve que enriquece, né?
[46:43] O que tem na versão do disco, obviamente?
[46:45] 11 faixa demo. Então ela não tem aquele
[46:47] trabalho de mixagem e tudo. Você ouve ali a música em estado
[46:50] bruto. Mas a estrutura e a execução
[46:53] estão muito próximas do que a gente ouve no resultado do
[46:56] disco. Normalmente você ouve umas demos
[46:58] de bandas assim, tu vê aquela coisa meio assim, tosca, às
[47:01] vezes assim, aquela coisa que tu enxerga assim, que ainda tá em
[47:06] em formação, em desenvolvimento, que ainda não chegou naquilo que
[47:10] tu ouviu no disco. Não só No No na mixagem, não só
[47:14] assim na qualidade do que você ouve, mas na própria execução da
[47:19] da das partes da música. Mas.
[47:21] A hollywand dessa demo aí ela é muito próxima daquilo que a
[47:25] gente ouve no disco, do sentido assim da da do estado bruto da
[47:28] música sem os efeitos, aquela brasilidade.
[47:32] Aquela. Estrutura musical toda.
[47:34] É o alicerce da música. Ela tá ali, sabe?
[47:37] Claro, com outra mixagem. Mas tá ali, você ouve e é bem
[47:40] próximo do que tá no disco. Eu concordo, cara.
[48:00] É um negócio que está super cru, né?
[48:03] Mas é super cru porque é uma demo e de alguma maneira, acho
[48:07] Que Fora a River to the Sky que virou Carolina 4 off.
[48:13] Carolina force. Já.
[48:16] AA estrutura está toda lá, né, cara?
[48:18] Assim, eu eu vi pouquíssima diferença.
[48:20] Não tinha letra, né? O Thiago falou que as vezes
[48:22] estavam diferentes. Para mim não tinha letra.
[48:24] O André Matos estava modelo habitual lá ele.
[48:28] Faz um que aquela introdução assim é um negócio meio assim,
[48:32] né, é? É uma louca que.
[48:36] Eu não ouço isso, eu lembro. Só que eu achei muito bizarro o
[48:38] jeito que ele cantava no início. Mas assim é.
[48:42] Acho que a Carolina que tá mais distante da versão final, mas
[48:45] principalmente pelos interluds e um pouquinho do arranjo.
[48:49] Mas já tava um negócio super Maduro, né, cara?
[48:51] Acho que ele saiu do sítio com o álbum meio que pronto, né?
[48:54] E conseguiram levar bem a ideia do que eles tinham pra pro Sasha
[48:58] e pro Charlie fazerem a gravação.
[49:01] Eu tinha um but lag em bhs, cópia da cópia da cópia de um
[49:05] show deles na Itália. Eles tocavam no meu fent you
[49:08] say? Eles estavam nessa turnê que o
[49:10] André Matos perde a voz que eles estão para gravar assim o disco.
[49:14] Eles tocavam no meu fent you say assim?
[49:16] E eu lembro de achar bizarro, sabe?
[49:17] Então não tem absolutamente nada a ver ele.
[49:19] As letras, a letra tá tão meio zuado que faz per que assim os
[49:22] caras chegaram ali e acabaram arrumando as letras todas em
[49:25] estúdio mesmo, desenvolvendo tudo isso aí com o Charlie
[49:27] mesmo. Cara, você lembrou bem o Thiago,
[49:29] porque a nath to say a gente vai chegar nela, né?
[49:33] Mas ela é uma das que Oo rif e principal coração da música.
[49:36] Mudou no caminho. Então acho que como, como pra
[49:41] pontuar a demo, acho que foi uma boa.
[49:43] O William é, eu acho que é um documento histórico, legal.
[49:46] É fácil achar no YouTube, né? Se procurar Rolling Land demos
[49:50] ou Eyes of Rice demos. Então vocês acham é, tem
[49:55] playlist com todas as faixas lá? É, é, é bem interessante.
[49:58] Eu vi até as faixas que o Edu gravou depois com que o Angra
[50:01] fez Oo hunters and pray gravando.
[50:04] Vale a pena, mas assim é. É um negócio que é super cruel,
[50:07] é um documento histórico. Não entendo como um disco
[50:10] finalizado, obviamente, né? Isto posto, acho que podemos ir
[50:13] por faixa. Faixa, né?
[50:15] Já tem, acho aqui umas 12 horas de de programa, vamos falar um
[50:19] pouquinho. Acorda, pessoal, passa café aí e
[50:22] vamos pra segunda à tarde, é? É o momento de ir no banheiro.
[50:25] Alguém quer ir no banheiro? William quer ir no banheiro?
[50:27] Eu vou. Eu.
[50:28] Vou, eu vou, eu vou. Ah, então vamos embora, vou dar
[50:30] um pause aqui também. Primeira faixa, crossing.
[50:54] Eu vou começar com o William, vai, William fala sobre essa
[50:57] faixa aí. Intro.
[51:00] Essa intro orquestrada, né? Acho que foi tirada ali do do
[51:06] compositor italiano lá o Giovanni perluíde da palestrina.
[51:10] Que é um compositor europeu aí do final do século 16.
[51:16] E eu acho que essa peça é tão bonita, triste, mas tão eu não
[51:22] sei calar. Tem uns efeitos assim.
[51:24] Parece disco, agulha de disco, não parece aquela coisa antiga
[51:28] daqueles aquela aquelas vitrolas antigas, como é que chama aquela
[51:31] vitrola com aquele tipo gramofone gramofone, loja
[51:37] gramofone. E é muito 10 isso, cara, é boa
[51:41] demais assim, acho que dá uma ambientação legal e eles colocam
[51:45] ali aquele aquele som de de de mar, né?
[51:49] Eu acho que ali já começa a estimular você a imaginar o que
[51:53] que vai vir pela frente, entendeu?
[51:56] Então acho que isso aí ajuda você AA pensar que tá simulando
[52:00] a travessia dos caras ali pelo mar.
[52:02] Putz, cara, é lindo demais. É lindo demais, som do Marcos,
[52:06] trovões, ambientação perfeita e tudo, sabe?
[52:09] É a travessia oceânica portuguesa.
[52:11] É é isso que essa que essa faixa ela ela quer trazer pro disco.
[52:16] É uma missa, né, cara? Assim tá começando ali, como
[52:19] como se fosse uma missa cantada no meio da Terra Santa ali, né?
[52:23] Os caras como se fossem uma primeira missa que os caras
[52:25] tivessem fazendo assim que chegavam na Terra, chegaram
[52:28] nessa Terra Santa, sempre tem, tinha isso.
[52:30] Nossos portugueses chegavam e resolve uma missa pra dizer que
[52:32] chegava. Então é, é uma missa que chama o
[52:35] krux ave, né? Do Giovani, pelo IDE da
[52:38] palestrina ali, cara, do século 16, século século 16, né?
[52:43] Se eu não tô enganado, isso aí na demo, ela era uma parte do
[52:46] meio da de blue, é isso que eu ouvir, a demo pode até falar.
[52:50] Eu lembro dessa informação, ter ouvido em algum momento alguém
[52:52] falar isso daí ou se eu vi na biografia do André Matos, mas
[52:56] ela é uma parte do que estava no meio da de blue, daquela parte
[52:58] da de blue, que tem uma parte que fica meio Sacra, né?
[53:01] E essa parte estava nessa parte meio Sacra junto ali.
[53:27] Mas foi um coral que foi refeito ali.
[53:29] Quem reconduziu esse coral foi a professora da adriamatos.
[53:33] Professor Antônio dermatos na escola onde ele fazia, estudava
[53:36] música clássica ali. E aí agora perguntar para o
[53:39] Bruno, né, Bruno? Essa é uma introdução que você
[53:41] pula, pulo. Mas eu acho ela importante no
[53:45] disco, cara, é essas introduções, elas elas são
[53:49] feitas para serem puladas, senão elas iam ser parte da primeira
[53:53] faixa, iam ser parte da da tanto sei, mas assim eu eu entendo a
[53:57] importância dela para mim. Você falou o Thiago da da missa
[54:00] que celebram no. Quando quando eu chegava No No
[54:04] território novo, a minha interpretação tinha sido o
[54:07] contrário, cara, tinha sido de uma missa pra pra despachar a
[54:11] galera nessa nessa viagem, né? É, e aí?
[54:15] Eu tive essa impressão por causa do som de natureza junto.
[54:18] Mas então aí Oo que me levou pra isso?
[54:21] É que a natureza é o outro lado da viagem, né?
[54:25] Até porque assim eu eu vi o. A gente foi o Rafael falando em
[54:28] algum momento de rainforest, cara, que a chuva era por causa
[54:31] de rainforest, que é um negócio meio tôtico, mas que por outro
[54:34] lado faz sentido, que é o que vai chegar Na Na Na floresta
[54:38] tropical aqui do Brasil. Não sei, não acho que é um
[54:42] negócio que é relevante pra pra temática do disco, mas eu eu vou
[54:45] aguardar aqui é um negócio que que ficou na Europa, né?
[54:48] Aí pra ser o super palestrinha vocês comentaram do Giovani pelo
[54:51] e da palestrina. A missa é do são Venâncio
[54:55] Fortunato, OOOO GP da palestrina, né, que tá no aí no
[55:00] encaixe lá que é o Giovani, e pelo da palestrina, ele musicou
[55:03] essa missa, né? E a missa curiosamente, fala de
[55:07] é salvação, de Esperança no tempo de paixão.
[55:11] E é esse paixão com o conceito de Quaresma, né?
[55:13] Pensando que o disco foi lançado em 23 de março, provavelmente
[55:16] estava ali dentro do do período da Quaresma.
[55:19] Então a gente pode cara mergulhar quanta gente quiser,
[55:22] né? Esse diabo desse disco aqui que
[55:23] vai ter vai ter coisa para discutir, né?
[55:26] Estamos na intro desgraçado que eu nem escuto falando dos
[55:30] barulhinhos de de mar e de floresta, né?
[55:32] Tem tem uma chuva no final que eu entendi que é assim.
[55:35] É, é a ponte entre a Europa, né? A missa é o lado europeu,
[55:39] juntando com o lado da América. É, isso faz sentido, né?
[55:44] É isso, é uma intro que eu acho sensacional, mas que eu nunca
[55:48] escuto porque. Cara, temos uma opção no mundo
[55:51] moderno do do, do, do CDE, dos streams, de pular
[56:09] direto pra aí, cara, aí eu vou. Em vez de começar com ele, eu
[56:14] vou começar com o Thiago. Cara, acho que ele dá até pra ir
[56:16] no banheiro aqui, porque ele já tem muita coisa.
[56:19] Nada não tá nada pra dizer, nada pra dizer.
[56:27] Olá, sala sandistas. Vou ficar em silêncio.
[56:29] Estou bem. Próxima faixa, Carolina.
[56:34] O podcast tá morrendo, vamos? Falar pra Carol, vamos falar pra
[56:36] Carol? A quarta Carol.
[56:39] A quarta Carol. Na frente eu sei, né, cara?
[56:44] Eu vou meter as problematizações, que são do
[56:48] Tiago, de quase 50 anos, olhando de volta com o disco de 1996,
[56:52] que jamais alguém, qualquer alguém, faria qualquer dessas
[56:55] problematizações ali. Mas eu vou dizer uma das coisas
[56:59] que hoje, quando eu ouço o disco e eu fico pegando assim, eu
[57:03] acho, por exemplo, que AA percussão dos disco é muito mal
[57:05] gravada. E aí eu acho que a culpa você
[57:08] tem um alemão gravando isso? O cara não sabia dar peso para
[57:13] essa percussão, não sabia colocar, e muitas das vezes eu
[57:16] ouço isso aí. Parece para mim percussão,
[57:18] parece tipo samba de branco, tá ligado?
[57:19] Sem os cara fazendo assim, os cara tentando dar aquele ritmo,
[57:23] fazer axé, mas fica no fundo parecendo forró universitário,
[57:27] sabe? Então assim, isso posto, o Tiago
[57:32] de 96 reclamaria disso, jamais Tiago de 96, achava isso
[57:35] sensacional, legal pra caramba, essas coisas meio.
[57:38] Sei lá se lembra Baião, que diabo que é esse Olodum que eles
[57:41] fazem no início ali? Não exatamente Olodum, sabe?
[57:48] Tipo, mas assim não tipo. Hoje eu olho meio viro meio que
[57:54] o olho quando eu disse isso, mas na época eu achava eu sou legal
[57:57] pra caramba. Aí é uma música de Power metal
[58:00] que encaixa legal com ritmos brasileiros e acho que isso é já
[58:04] é um primeiro momento que você coloca.
[58:06] E faz sentido dentro da proposta do Angra, que era tentar mostrar
[58:10] que assim não existia uma cultura pura brasileira que não
[58:14] absorvesse, não tivesse absorvido coisas que vieram da
[58:18] Europa também. E aí eu falo da parte de
[58:21] problematização que é, são tipo os 5 caras do Angra.
[58:25] Não sei o que confessor exatamente, mas os outros 4
[58:28] caras do Angra são caras de classe média alta Paulistana,
[58:30] mais alta do que provavelmente eu e o William, bem mais altos,
[58:33] não ricos de São Paulo. Provavelmente de culturas
[58:37] europeias traduções 400 4 centonas paulistanas que aquele
[58:41] cara que provavelmente se olhava meio seteano europeu.
[58:44] Então trazer crer, trazer essa coisa de alta cultura para
[58:48] misturar com metal era uma espécie de validação enquanto
[58:52] músico para eles. E trazer essa questão de música
[58:55] brasileira e querer mostrar que música brasileira não era só
[58:58] batuque fácil, era uma tentativa de validação, enquanto uma alta
[59:02] cultura também para fora do Brasil assim.
[59:05] E tentar achar essa forma de mesclar isso talvez fosse um
[59:09] objetivo extremamente pretensioso da banda.
[59:12] Quando tava colocando isso pra fazer isso, posto uma música
[59:17] legal, caramba, beleza, problematizei.
[59:20] Aí vou problematizar a letra que a letra tem, aquela visão do
[59:24] colonizador arrependido, né? Assim, eu fui lá explorei, matei
[59:29] todo mundo e agora tô com vergonha.
[59:31] Não tenho nada a dizer de tudo que aconteceu lá atrás.
[59:35] Meio romantiza, romantiza demais esse cara que vinha para cá, que
[59:40] normalmente era um cara assim, escrúpulo, que vinha para cá,
[59:43] tava pouco se fudendo para isso que ele tava fazendo.
[59:45] Veio para cá para tomar Terra, para tentar se enriquecer de
[59:48] alguma forma e voltar e levar tudo que ele pudesse levar nas
[59:52] costas, levando para lá de novo. Não estava nem realmente
[59:53] preocupado com o que ele tinha feito aqui, mas vamos lá, dentro
[59:57] do conceito do disco, tentar trazer essa forma de junção
[1:00:01] funciona? Agora posto isso, tem um refrão
[1:00:04] legal pra caramba, a ponte legal pra caramba, o solo são caramba.
[1:00:08] Eu acho que a introdução assim, introdução de batucada ali na
[1:00:11] hora que ela para é legal pra caramba assim, tem uma daquelas
[1:00:17] músicas que ao vivo funciona bem demais assim.
[1:00:21] Então já problematizia porque eu tinha para problematizar vocês
[1:00:26] aí agora. É o ritmo dessa música aí, o
[1:00:28] Thiago que você tentou explicar, eu eu acho que é tipo um groove,
[1:00:33] meio samba, entendeu? No No começo da nothing too say
[1:00:36] para nós brasileiros, para nossa percepção, a gente fica
[1:00:41] localizado imediatamente dentro da nossa cultura.
[1:00:45] E eu acho que ela é tão imediata e perceptível aos ouvidos que eu
[1:00:49] acho que, na minha opinião, se encaixou como uma luva dentro da
[1:00:52] proposta do disco e ela vai se desenvolvendo.
[1:00:56] Como o Power metal vai te jogando aqueles rifes diretos,
[1:00:59] né? Então tem aquela forma do André
[1:01:01] de cantar o refrão com uma forma, um pouco de dramatização.
[1:01:06] E aí quando você menos espera, você tem aqueles instrumentos e
[1:01:08] ritmos fora dessa estética de Power metal que cria esse blend
[1:01:13] inusitado pra pra época. E eu acho que ganho o ouvinte
[1:01:17] pelo menos me ganhou na época, porque eu não sei, cara, eu eu
[1:01:21] não era tão menos radical que você era quando você você era
[1:01:25] mais jovem. Eu tinha a mente um pouco mais
[1:01:28] estreita pra pra ouvir essas coisas na época, mas de alguma
[1:01:32] forma pra mim fez sentido. Eu gostei da proposta do disco,
[1:01:37] tá? Então é uma música certeira
[1:01:40] nesse sentido. Eu acho que ela é pesada e rica
[1:01:42] em elementos sonoros. Vamos dizer assim que quando
[1:01:45] você começa a ouvir o disco, ela vai te apresentando, jogando
[1:01:47] essas figuras, assim é pra tua cabeça, tu vai pegando no ar e
[1:01:52] tu fica assim, nossa, o que que é isso?
[1:01:54] O que que é aquilo? Então acho que ela É Ela é bem,
[1:01:56] bem eficiente nesse sentido. Tá da da letra, você já explicou
[1:02:00] muito bem, porque lá na crossing é são os caras saindo para o
[1:02:04] inexplorado para atravessar o mar, até aquele sentimento de
[1:02:07] receio de olhar para as famílias para se despedir e pensar, pode
[1:02:12] ser que nós não iremos voltar mais, né?
[1:02:15] Porque naquela época não era que nem hoje, né?
[1:02:16] Tu vai em desconhecido, você não sabe o que você vai enfrentar,
[1:02:20] então possivelmente, talvez você morra, você não volte mais.
[1:02:23] E aqui eles chegam colonizam, né?
[1:02:27] Então tem aquela AA, ela vai, ela passa desde a euforia da
[1:02:32] invasão da Terra virgem, tem até uma frase ali que chama with kil
[1:02:37] and dy concreen a Virgin Word. E aí tem lá os deuses locais são
[1:02:41] instruídos, né? O we burn the gods e o of our.
[1:02:46] How islands tal? Aí no final tem o silêncio, né?
[1:02:51] Oo North, eu sei. O silêncio é o trauma pela
[1:02:54] matança, né? Tipo o cara, pô, bate aquele
[1:02:56] arrependimento nele? Eu matei, entendeu?
[1:02:59] Bruno, contigo remata aí. Difícil falar mais, né, cara?
[1:03:03] Assim, eu, eu tô é bem de acordo com o que o Thiago colocou, acho
[1:03:10] que não é o problematização. O Thiago acho que é um negócio
[1:03:12] de perspectiva mesmo, né? Que.
[1:03:14] A gente vai amadurecendo e vai entendendo que o negócio não é
[1:03:17] um descobrimento, que o negócio não é uma colonização, que o
[1:03:20] negócio é uma invasão, uma chacina, né?
[1:03:23] É o. Fato de ele tá denunciando o que
[1:03:24] é uma chacina. É importante, né?
[1:03:26] Porque tinha bastante gente que não tinha essa visão atrás, né?
[1:03:30] Isso ele tá denunciando. Nas letras ele fala que foi uma
[1:03:32] chacina, que foi matança em vários momentos.
[1:03:34] Assim, só ele se colocar Na Na pessoa do colonizador
[1:03:38] arrependido, que é um problema. É, é essa é uma faixa que tá
[1:03:41] pelo ponto de vista do europeu colonizador, né?
[1:03:44] Não dá pra entender como o cara que ele tá narrando uma história
[1:03:48] porque tem outras aí no disco que ele tá como nativo, mas
[1:03:52] assim não vou nem entrar nesse mais nesse tema assim é classe
[1:03:56] caso cara, essa música eu acho muito foda.
[1:03:59] Aí tem um pouquinho da da comparação com a demo, né, que
[1:04:02] você falou? Até recomendo também o pessoal
[1:04:04] procurar no YouTube, tem uma entrevista do do Rafael, acho
[1:04:07] que o Rafael e o Ricardo por uma TV da Alemanha, Alemanha,
[1:04:12] Itália, porque é tão confuso agora, cara?
[1:04:13] Mas sim. É no vídeo tem uma versão deles
[1:04:17] tocando a nuting to say pré album, que o riff principal
[1:04:21] cara, que é um riff marcante pra caramba, antológico, né?
[1:04:24] Super conhecido, tá numa versão bem mais simples né?
[1:04:29] E aí a história diz que era um riff super simples.
[1:04:33] O Kiko foi gravado lá com o Sasha, o Kiko fez as pílulas de
[1:04:38] de Kiko Loureiro, o Sasha curtiu os 2 piraram o negócio,
[1:04:42] gravaram. Depois o André, o Luiz, a galera
[1:04:46] foi ouvir, acharam uma merda que tinham botado, um Monte de
[1:04:49] firula No No, no riff que era mais metal, que era mais retão,
[1:04:53] e o Kiko e o Sasha deram o Miguel lá, falou cara, não,
[1:04:55] agora já era. Não dá tempo de regravar.
[1:04:57] Isso aqui ficou assim, tchau, né?
[1:05:00] É, eu acho essa versão que saiu pro disco muito foda.
[1:05:05] É ouvindo a. Versão é cara, é, é antológico,
[1:05:10] ó. O William até abriu uma cerveja
[1:05:12] para celebrar que não tem nada mais a dizer, né?
[1:05:16] Mas cara, é é Oo rifer sinal era mais cruzão, né?
[1:05:20] Era um metal. Vale ouvir a demo para comparar,
[1:05:23] cara, eu, caramba, entender como é que como é que as coisas vão
[1:05:26] evoluindo, né? É, eu concordo com você, Thiago,
[1:05:30] não só com as percussões, mas orquestrações desse disco, são
[1:05:33] todas muito. Datadas de 1996, né?
[1:05:37] Aquele lance que Epson também soa datado para caramba, né?
[1:05:40] Mesmo que as percussões. Tinham sido quando você ouve a
[1:05:44] morfes, quando você você vê aqueles teclados, segunda?
[1:05:48] Meta dos que era Cássio, total dos. 90, né?
[1:05:51] Que é isso que os caras estão aprendendo a gravar assim soa
[1:05:53] bastante isso. Não tem muito como fugir assim.
[1:05:56] É isso, isso da. Percussão?
[1:05:57] Eu acho que eles podiam talvez ter pegado alguém, algum
[1:06:00] brasileiro que orientasse melhor na hora de gravar, mas enfim.
[1:06:04] Então, mas eu eu acho que a culpa foi da mixagem, cara,
[1:06:06] porque eles gravaram a percussão no Brasil.
[1:06:08] Mas quem mixou o amo foi o Charlie na Alemanha, né?
[1:06:10] Então talvez seja. Mas eu acho que mesmo mesmo as
[1:06:13] percussões em si, eu acho que fica está muito soando com
[1:06:16] percussão de branco, sabe? Eu acho que falta groove na
[1:06:19] percussão desse disco. Eu acho que faltou que tipo, o
[1:06:24] André Matos falava que se ele pudesse, ele teria chamado a
[1:06:27] Nana Vasconcelos pra gravar percussão no disco, né?
[1:06:29] Quando eu perguntar. É não.
[1:06:32] Porque quando perguntavam Pra Ele, Ah, você gostaria de ter
[1:06:34] tido tipo o Carlinhos Brown pra te ajudar?
[1:06:36] Ele falou, Carlinhos Brown, não sei, mas na Vasconcellos, se eu
[1:06:38] pudesse, eu chamaria, sabe? Se tivesse grana pra eles,
[1:06:41] bancavam. Lá na Vasconcellos vindo, eu
[1:06:43] gravava a percussão pra mim. Até porque Carlinhos Brown já
[1:06:46] gravou sepultura, então não pode repetir no Angra, né?
[1:06:49] Mas. Aí.
[1:06:50] Vamos manter a rixa aqui. Vamos voltar para o que eu falei
[1:06:54] da música, né? Tipo Oo Carlinhos Brown, por
[1:06:57] mais que genial Carlinhos Brown fosse tal, o Carlinhos Brown era
[1:07:00] pop, né? E o Angra?
[1:07:02] Eu queria se validar como uma cultura, como alta cultura.
[1:07:05] Elite é, não era um negócio. Então, elite, então o Angra
[1:07:10] chamar o Carlinhos Brown seria pro Angra se vender pro pop,
[1:07:13] sabe? Tinha que chamar o Nana
[1:07:14] Vasconcelos, que era um cara que eu não sabia quem que era.
[1:07:16] Eu fui descobrir por causa que ele falou sem como.
[1:07:18] Mais pra frente eu vou descobrir quem que é o metro Pascoal por
[1:07:20] causa de disco. É, chegaremos lá, chegaremos lá.
[1:07:25] Mas cara, assim é, é classe e casso.
[1:07:28] Eu gosto do arranjo da música, né?
[1:07:30] Não, não tem jeito assim, pra mim é um é 11, epítome do metal
[1:07:35] melódico pra mim, cara, é o que eu quero, né, que são rifes
[1:07:38] interessantes. O arranjo legal de uma maneira
[1:07:41] dinâmica, né? Então é, tem o rifão, mas no
[1:07:45] verso ela não, o rifle não fica tão intenso, né?
[1:07:48] Tem aquela dinâmica que o Angra faz muito bem.
[1:07:51] De ter 111 refrão que depois vai ser um negócio super grandioso,
[1:07:55] né? EEE sempre de uma maneira que as
[1:07:58] melodias são super marcadas, né? AAA ponte abre depois desse
[1:08:03] verso, né? Já já ficam, vai, vai, vai, vai.
[1:08:06] Um negócio crescendo, né? E no refrão já vai bubuduplo,
[1:08:09] vai a porra toda pra pra ficar um negócio que é mega é
[1:08:11] grandioso, né? Eu curto pra caramba.
[1:08:13] Bateria, bateria não tem exatamente groove, mas ela não é
[1:08:16] reta, né, cara? E é isso aqui pra mim, cara, é
[1:08:20] muito reta, um saco. E ele sabe fazer a bateria não
[1:08:23] ser reta, a bateria ser interessante, apesar de não
[1:08:25] precisar ser aquela bateria agruvada, tal.
[1:08:27] Então é isso legal isso também. Esse é o diferencial do do
[1:08:30] confessório para mim, em relação ao Aquiles, principalmente cara,
[1:08:33] o confessório. Você pode criticar o que você
[1:08:36] quiser dele, mas. Para groove, o cara tinha um
[1:08:39] talento foda aí, né? Ele não era uma bactéria de
[1:08:41] Power metal, né? Ele era um bactéria de trash,
[1:08:43] né? Então.
[1:08:44] Ele veio do Corsa, né? Perdeu do Corsa.
[1:08:46] Então ele tinha uma outra pegada de bateria, muito mais
[1:08:48] oitentista do que essa pegada de Power metal, que de certa forma
[1:08:52] o Aquiles já pega isso, pega dente, entre sem, enfim, sem ser
[1:08:57] o portinoi, né? Outros problemas é, mas enfim,
[1:08:59] outro disco. Não vão falar, delegado?
[1:09:00] A gente fala do reburgh um dia e eu do templo offshore dos.
[1:09:04] Mas se tem um lance cara, eu fico curioso até com a opinião
[1:09:07] de vocês, pra mim ela tem uma parte c que ela é inspirada em
[1:09:11] pkiller cara, porque você pega o rifle principal da música você
[1:09:15] modula, ele faz uma variaçãozinha pra entrar no solo
[1:09:19] é o é o assim é pra na minha cabeça vai direto pra pkiller
[1:09:23] essa música né? Eu já conhecia bem na época que
[1:09:25] eu fui ouvir, você tá No No, No No, sai do refrão e cai pra.
[1:09:32] Com uma variação pro riff que aí vai jogar pra pra pro pro
[1:09:36] solinhas, né? Fora aquelas flautinhas safada
[1:09:39] que tem no meio do caminho, mas acho bem foda também, cara, é
[1:09:42] uma inspiração positiva, não acho uma inspiração negativa e
[1:09:45] cara de letra, acho que vocês já falaram bem, né?
[1:09:47] A galera saindo da Europa, vindo para cá conquistar, se
[1:09:50] arrepende? Acho que já já falamos o
[1:09:53] suficiente. Seguindo pra segunda faixa,
[1:10:20] silence and Distance agora. Terceira faixa, poxa.
[1:10:26] Aí outro não conta, cara, tá no mudo aí, William?
[1:10:31] Vá. Eu só falei isso, vá, vá, vá,
[1:10:34] vá, vá. Segunda faixa, segunda faixa
[1:10:36] séria, né? Vamos lá.
[1:10:38] Comenta aí, Thiago. Pode dizer que é a minha música
[1:10:40] favorita nesse disco assim? Ouvindo de novo, continuou
[1:10:46] assim, das músicas que mais me agradam assim do disco de ter
[1:10:50] essa jornada musical da começa no pianinho e vai crescendo e dá
[1:10:55] aquela disparadinha que não fica não aquele paramento ultra
[1:10:58] rápido, mas que da hora do refrão ela dá aquela empolgada
[1:11:02] no refrão, aí dá aquela guinada pros solos bem bem construídos
[1:11:06] pra caramba e devolve depois pela parte da letra, quando ela
[1:11:10] vai voltar depois dos solos ali. E na hora que ele dar aquela
[1:11:14] segunda repetição do refrão que o andermatos levanta o tom,
[1:11:17] cara, que não é legal pra caramba assim.
[1:11:19] Ah, tipo na hora que ele dar aquela arrepia, arrepia.
[1:11:27] Deu para mim. A gente foi a parte que eu mais
[1:11:29] gosto do disco, cara, nessa hora que na guinada do solo, que
[1:11:33] volta ali, dessa só levantada, e morre ali a música e volta para
[1:11:38] introdução de teclado mais melancólica.
[1:11:40] Assim a gente ficando mais melancólica.
[1:11:42] Também é uma das letras mais legais do disco, né?
[1:11:44] Que é uma daquelas letras que você pode colocar como você se
[1:11:49] sentindo isolado, usando a metáfora do mar para tratar com
[1:11:56] solidão e tratar com busca e tentar.
[1:12:00] Tipo de você saber que aquilo, tipo, você não sabe se vai dar
[1:12:05] certo, se vai dar errado, ou você, no fundo, não acredita
[1:12:08] mais que vai dar certo. Mas você não consegue não buscar
[1:12:12] aquilo. Você continua se sentindo
[1:12:14] impelido a tentar da mesma forma assim.
[1:12:17] Então, a metáfora do mar funciona muito bem para falar
[1:12:21] uma letra que é muito mais universal assim.
[1:12:23] Então, para mim, é a música que eu mais gosto do disco, de falar
[1:12:26] que a música que o André Matos compôs, que eu mais gosto assim.
[1:12:30] Então, para mim é a principal música desse disco.
[1:12:32] Cara, eu já vou furar A Fila do William falando que é a minha
[1:12:35] música favorita do Angra, ô louco.
[1:12:39] Essa música eu acho muito foda, cara, e começando pela letra,
[1:12:43] para mim ela teve essa, essa sensação, Thiago parecido com
[1:12:46] você, mas para mim ela é tipo um náufrago, sabe?
[1:12:48] O cara que que ficou sozinho e que tá longe de tudo e que não
[1:12:53] Oo silêncio é a consequência da solidão dele, sabe?
[1:12:58] E ele tá cercado numa ilha pelo Mark, que tá totalmente dentro
[1:13:02] do conceito desse disco aí. Tem até a música depois que os
[1:13:05] caras nunca chegaram No No destino, que para mim é.
[1:13:09] É isso, assim ele tá Stranger, né?
[1:13:11] Ele tá perdido no numa ilha deserta, sozinho, isolado do
[1:13:16] mundo. Eu amo o arranjo dessa música,
[1:13:19] tudo que você falou, Thiago, começar com o teclado, com o
[1:13:22] André Matos cantando super suave, né?
[1:13:26] É? Ele nunca fica agressivo nessa
[1:13:28] música, mas ele fica totalmente edificante, né?
[1:13:32] AO trecho que você comentou, cara, quando ele sobe o tom,
[1:13:35] isso sempre me arrepia. Cara assim é de.
[1:13:37] De marear o olho, né? Sempre que eu escuto o refrão
[1:13:40] dessa música me dá aquele nozinho na garganta de de porra
[1:13:44] de de ser, muito foda mesmo, né? E não é um negócio que é super
[1:13:49] complexo, né beleza, tem o grovezinho principal,
[1:13:51] quebradinho lá, fica treinando 6 e 5, mas assim é, é muito Bom
[1:13:55] Gosto, cara, é uma faixa que é é tudo encaixado, sem exagero,
[1:14:00] sabe? Oo solo, beleza, ele é um
[1:14:02] pouquinho fritador, mas ele tem Bom Gosto, né?
[1:14:04] É um solo que o Kiko acertou demais.
[1:14:07] Para mim é é uma obra prima. E assim as guitarras
[1:14:11] harmonizadas, é tudo muito foda. Fala aí, William.
[1:14:14] Tô errado? Não, não.
[1:14:17] Os 2 estão certíssimos. Não é a minha preferida do
[1:14:20] disco, mas eu acho que ela é grandiosa.
[1:14:23] Eu pontuo até que o instrumental desse som me agrada demais.
[1:14:27] Cara, ele é muito bom mesmo. Eu vou falar isso com muito
[1:14:31] cuidado, porque eu não quero minimizar a contribuição dos
[1:14:35] demais, até porque essa música, a letra é do André Matos, mas
[1:14:37] ela, a música em si, Ela Foi composta por ele, pelo Kiko e
[1:14:41] pelo confessório, né? Para mim, o destaque da música é
[1:14:43] justamente a interpretação do André Matos.
[1:14:46] E eu acho que o instrumental, ele funciona como um apoio muito
[1:14:51] especial para ele. E eu acho que ele cara a forma
[1:14:55] como ele canta, as melodias vocais.
[1:14:58] Tem aquela melancolia, tem entonação triste, mas ao mesmo
[1:15:01] tempo te prende e para mim é um grande destaque.
[1:15:04] Eu digo para vocês assim, eu acho que é um comentário que
[1:15:07] vale para todo disco, eu vou chovendo molhado aqui, o eu,
[1:15:11] minha opinião, o André Matos era um cara diferenciado dentro do
[1:15:15] estilo. Acho que ele é um cara criativo,
[1:15:19] emotivo, cantava com alma. Para mim, o grande diferencial
[1:15:22] dele é esse aí e sobre a letra dela?
[1:15:26] Daí é, é. É o que eu falei lá atrás, né?
[1:15:28] O conceito do disco ele não é. Ele não tem aquela sequência,
[1:15:32] né? Porque.
[1:15:32] Ela. Fala da saudade de alto mar.
[1:15:36] Tá lá AAA embarcação, né? As pessoas no navio e assim,
[1:15:41] sentindo falta de casa, né? Tipo assim, tem o preço da
[1:15:46] aventura, né? Mas tá lá, longe da amada, longe
[1:15:49] da família e tudo, né? Então eu sinto como se ele fosse
[1:15:53] na letra, como se ele fosse o Capitão, que tem que manter o
[1:15:55] moral do que dos caras no navio, mas ele já não acredita mais que
[1:16:00] esse navio vai chegar em algum lugar.
[1:16:01] Mas ele tem que manter o moral pra manter.
[1:16:03] Então sabe do tipo, posso me manter?
[1:16:08] Sim, posso me manter fingindo, mas no coração eu sei que não
[1:16:13] tem mais o que fazer assim, né? Mas, enfim, tenho essa sensação
[1:16:18] quando pega a letra, né? Mas essa parte final dali,
[1:16:20] quando ele fala, tipo, que ele volta, né?
[1:16:26] Que ele fala agora me deixa é não, mas antes dessa parte ainda
[1:16:32] ela, né? Quer falar, as ondas não podem
[1:16:33] ser tão altas, tão tão grandes quanto elas fingem ser, né?
[1:16:37] Do tipo, pô, você dá para encarar ainda lá, vamos ver o
[1:16:41] que que acontece. Talvez a letra dela tenha uma
[1:16:44] ligação. Com a Carolina for a próxima.
[1:16:49] É, pode ser, pode ser Belo gancho, mas eu preciso urinar só
[1:16:54] um segundo. Vou por sonocracia.
[1:16:57] Por aqui, o anderman canta com alma, mas canta também com
[1:17:00] nariz, né, cara? Quando ele faz assim, entendim.
[1:17:04] Então às vezes incomoda um pouco esse Monte de anasalada que ele
[1:17:07] dá quando ele faz os gerúndios. Assim.
[1:17:27] E aí vamos pra a épica Carolina 4 Carolina the forte Carolina
[1:17:33] the forte, como vocês quiserem chamar.
[1:17:36] Começa a falar aí, William, que essa aí vai longe.
[1:17:38] Essa música tem uma brasilidade bem acentuada.
[1:17:42] Eu lembro que eu fiquei impressionado com o ousadia dela
[1:17:45] quando eu vi pela primeira vez. Aqui tem aquela fusão da
[1:17:48] sonoridade brasileira com heavy metal.
[1:17:51] E o resultado disso é um peso e criatividade absurdos, né, cara?
[1:17:55] Aquelas passagens mais suaves, né?
[1:17:57] O André canta com uma maestria, uma propriedade ímpares, e eu
[1:18:02] acho que a interpretação desse cara nesse disco, para mim tão
[1:18:07] assim no auge na fase Angra, não vou nem entrar no mérito do xamã
[1:18:11] falando de Angra, para mim tá em seu auge.
[1:18:15] Os backing são muito foda, os rifes de guitarra são um
[1:18:19] arregaço. E o e a gente falou do
[1:18:21] confessório, né? A habilidade dele como
[1:18:23] baterista, cara, aquele nada de braçadas nessa música.
[1:18:27] É impressionante o trabalho que esse cara faz aqui.
[1:18:30] E Carolina fora é o nome de 1/01/1 embarcação, né?
[1:18:34] Que que afundou. Naufragou é o nome de ônibus, é
[1:18:39] o. Busão tem tem a história do
[1:18:42] busão que que dizem que inspirou a letra.
[1:18:46] Isso é no na letra. A Carolina force teoricamente é
[1:18:50] a embarcação que eles tão né? Mas a história é que era o
[1:18:53] ônibus Carolina 4 que eles pegaram em vez de pegar uns jipe
[1:18:57] e quase morreram no ônibus. Isso o.
[1:19:00] Pico da neblina, né? Conta aí, conta aí, cara.
[1:19:04] Tem essa história aí do do ônibus, mas dentro aqui do do
[1:19:07] conceito do disco, a Carolina fora é uma embarcação que ela
[1:19:10] ela naufraga. Por isso que eu falei que lá a
[1:19:13] aquele desespero, a angústia da Silent and distens, talvez ela
[1:19:18] pegue aqui, né? Mas aí vocês podem puxar Oo lado
[1:19:21] b da história. Aí não é nem o lado b, né?
[1:19:24] Porque o Rafael conta em trouxer outros lugares já acho que
[1:19:28] deixou de ser um grande mistério, né?
[1:19:31] Isso eles, a gente vai fazer uma sessão de fotos no pico da
[1:19:33] neblina mesmo, né? E aí eles estavam esperando
[1:19:37] chegar os jipes que iam levar eles pra cima e tava demorando
[1:19:41] demais. Eles falavam, bota a equipe toda
[1:19:43] aí nesse ônibus que tá aí, vão subir, né?
[1:19:45] O ônibus era o Carolina 4 e aí o ônibus não conseguia subir,
[1:19:50] quase tombou, sei lá o que aconteceu, assim, sei que os
[1:19:54] caras ficaram com isso. Ele ficou isso na cabeça que o
[1:19:56] nome da música na demo é River to the Sky, né?
[1:19:59] E. E essa ideia que eles tinham que
[1:20:03] era do navio que estava caindo, né?
[1:20:04] E quando você está lá embaixo, você está no Rio, o Rio pra
[1:20:07] cima, né? Está se afogando.
[1:20:09] Então era mais ou menos esse tipo de imagem que ele estava
[1:20:11] dando passar com a letra. E aí o Rafael adaptou essa letra
[1:20:15] pra Carolina 4 ali, e aí talvez eu vou falar uma partezinha só
[1:20:18] da antes de entrar na música ali, que tem uma, tinha uma
[1:20:21] treta muito grande. Créditos no Angra, né?
[1:20:25] Que dizia que é o André Matos assim assim.
[1:20:28] O André Matos chegava e colocava uma linha de tecladinho na
[1:20:31] música. Ele queria crédito por escrever
[1:20:33] a música e às vezes e quando chegava com a música, André
[1:20:36] Matos tava pronta inteira, assim ela e criava uma sessão toda
[1:20:39] instrumental no solo. Mas a música é minha, você não
[1:20:41] pode botar crédito. Era uma das grandes tensões que
[1:20:44] aconteciam lá dentro do Angra e era uma das grandes tensões
[1:20:47] entre o Rafael Bittencourt e o André Matos.
[1:20:50] Eles tentavam muito por causa de crédito.
[1:20:53] Então você pegar a letra, a Carolina de Ford, a letra, tá?
[1:20:58] O crédito da letra para o André Matos e para o Rafa Bittencourt
[1:21:00] e o Rafael basicamente descreveu a letra inteira dessa música,
[1:21:04] sei lá que que o André Matos escreveu e da música tá dos 5,
[1:21:08] né? Colocar.
[1:21:08] E aí dá para você entender que é uma música bem coletiva, aí
[1:21:13] trazendo de volta para música, porque tem um na parte inicial
[1:21:18] ali que você vai colocar, tem bastante de percussão.
[1:21:22] Que aquilo que você fala uma percussão para mim sou estranha,
[1:21:25] sabe? Hoje, quando eu ouço ali, quando
[1:21:27] eu era moleque, ali eu tinha a zero vivência de qualquer coisa
[1:21:30] que não fosse rock, metal, tinha.
[1:21:32] Hoje, assim que eu ouvi mais samba na vida, ouvi mais pagode,
[1:21:36] ouvi mais axé na vida. Eu acho estranho quando voltei
[1:21:39] para ouvir, acho esse ritmo da percussão é meio errado,
[1:21:42] esquisito assim, eu acho às vezes como se os assentos
[1:21:45] tivessem estranhos, mas. Não que eu acho que é ruim.
[1:21:48] Eu só acho estranho por isso que quando eu falo o que eu falei no
[1:21:51] início, lá no meio, axé de branco, tá ligado?
[1:21:53] Samba de branco assim, ficou tentando fazer uma coisa que não
[1:21:57] é sua. Por isso que conforme eu falo,
[1:21:59] pô, destino, ter que chamado alguém, alguém especialista
[1:22:03] nisso, para ter orientado um pouco melhor eles nessa parte,
[1:22:06] acho que faria ficar mais legal. Mas assim não fica ruim e na
[1:22:10] hora que a música cresce, vai ter hora da que a música para
[1:22:12] que? Em teoria, a hora que o nas
[1:22:15] músicas Angels Cry que seria o solo de baixo do mariúti.
[1:22:18] Mas entra a BB né? Entra a falta tocando.
[1:22:22] É metro Pascoal, que eu não sabe fazer a menor ideia de quem que
[1:22:25] era metro Pascoal 1996 fui atrás por causa dessas, graças a dessa
[1:22:28] música. Então quando eu falo do Angra
[1:22:33] buscando validação de alta cultura, fazendo isso daí,
[1:22:37] trazendo referências brasileiras que não eram referências que
[1:22:40] todo mundo tinha em 1996, muito menos um moleque de 16 anos de
[1:22:43] idade, 17 anos de idade, então tem muito disso.
[1:22:45] Agora a música é legal pra caramba, porque ela começa nessa
[1:22:51] levadinha ali, desse olotonzinho do início ali cantando pra
[1:22:54] iemanjá, né? Que basicamente você tá cantando
[1:22:56] pra deusa da água ali. E aí de repente ela vira um
[1:23:01] Power metalzão, né? Um pesadona rápida pra caramba.
[1:23:05] Ela vai ter essa quebrada da música que vai trazer de novo,
[1:23:08] quer trazer o hermetro Pascoal até se ter o solo, que vai
[1:23:10] crescido. E aí você vai levando o solo,
[1:23:12] vai ser a primeira parte do solo, vai sendo levando o solo
[1:23:15] na globizão, bem assim, tipo groveado.
[1:23:19] E aí para vai ter a vira completamente orquestrada, vai?
[1:23:22] Acho que vai citar barra, eu acho que tem 11 leve
[1:23:25] situaçãozinha da melodia. E depois vai e entra no solo,
[1:23:32] fritando para caramba para se reconstruir de novo.
[1:23:35] Então assim é, é uma baita composição EE, aí vai pegar, né?
[1:23:40] Na hora que você pegava, encaixa pela primeira vez você falava, é
[1:23:42] uma música de 10 minutos no disco eu alucinado por drink, a
[1:23:45] Turquia diário eu falei, pô, o Angra tá indo ali para os
[1:23:47] progressivos mesmo, né, cara? Eles vão colocar e veio o susto,
[1:23:51] né? Começa com canteira em
[1:23:53] português, mas enfim, é a música que combensa tudo que o Angra
[1:23:57] quis fazer nessa, nesse disco assim.
[1:24:01] É o grande clássico, talvez desse disco e para muita gente é
[1:24:05] a melhor música do disco. Só que eu acho o silence silence
[1:24:08] mais bem acabado, por isso que eu gosto mais dela.
[1:24:11] E aí você não recher também isso, Bruno?
[1:24:14] Cara, talvez o grande clássico do disco seja lá 36, você não
[1:24:19] acha não? Assim, a que persistiu mais em
[1:24:21] show e tal, tanto No No Angra? Mas eu acho que Carolina forf
[1:24:27] ficou cult. Eu lembro quando eu fui ver
[1:24:29] aquele show do chamangra e aquele chamangra, quando teve
[1:24:33] uma vez lá que eles trouxeram Aquiles e tal, Carolina forf
[1:24:36] ali, que estava lotado de fã do Angra que eles tocaram.
[1:24:38] Carolina the forf veio abaixo a casa, sabe?
[1:24:41] Tipo que era todo mundo da fase fã de André Matos ali.
[1:24:44] Essa música que sabe, você queria ver, porque na frente eu
[1:24:47] sei, era música que todo mundo conhecia meio.
[1:24:49] Que me toca e tal. Agora, a canina do the forf era
[1:24:52] aquele evento, sabe? Tipo, vai tocar aquele evento 10
[1:24:54] minutos, sabe? Tipo, a música mais ou menos
[1:24:57] como vai ser quando o dretinho até tocar change 6, né?
[1:24:59] Ao vivo, sabe? Tipo, o grande épico que tá
[1:25:02] sendo você tá esperando tocar, então acho que tem muito disso,
[1:25:05] né? E Carolina?
[1:25:06] Do. Ficou nos sets do Angra com
[1:25:09] André Matos. Acho que inclusive quando eu vi
[1:25:11] o primeiro show do xamã, eles tocaram.
[1:25:12] Quero ver o deforf também. Acho que então acabou virando um
[1:25:16] grande clássico do Angra também. Não, eu acho maravilhosa, cara.
[1:25:20] Assim, esse disco ele erra muito pouco pra mim, então eu vou
[1:25:23] falar que provavelmente todas são maravilhosas, né, cara?
[1:25:26] Mas essa aqui é é é bem o que vocês falaram, né?
[1:25:29] Assim é é a assinatura do Angra, que é de pegar Oo metal, né?
[1:25:34] E aí, metal Halloween, Power metal mudou por e tal com umas
[1:25:38] notinhas de com isrike que a gente sabe que eles gostavam
[1:25:40] muito, né? Um pouquinho daquele lance
[1:25:42] progressivo, dos jeifizinhas mais marotinhas.
[1:25:47] Com a mistureba de música clássica, cara, que assim às
[1:25:51] vezes aqui é super brega, né? Somos orquestrações que não são
[1:25:54] necessariamente, é super refinados, né?
[1:25:58] Assim, hoje já tem os times muito mais fodas por aí, de de
[1:26:02] de todos os instrumentos, de uma orquestra, daqueles orquestra
[1:26:05] rítel, essas porcarias, né? E o que o Thiago já comentou do
[1:26:10] da percussão, que acho que às vezes talvez perca um pouco do
[1:26:14] poder, né, você? Você vê o Olodum na vida ao
[1:26:16] vivo. É um negócio inacreditável, né,
[1:26:18] cara? E aqui fica meio magrinho.
[1:26:19] Aí eu preciso concordar com você, cara.
[1:26:21] Eu só não sei se é culpa de fato da gravação ou da mixagem ou
[1:26:26] acentuação. Vocês deviam ter chamado a
[1:26:28] galera do Olodum em vez de tentar reproduzir em estúdio por
[1:26:30] eles, né? Mas é cara assim, é fachaça, né?
[1:26:35] Acho que o lance do do, do bebê, né, da da faixa, do do teminha,
[1:26:40] do do Hermeto Pascoal lá que dá um Monte de problema para eles,
[1:26:43] de direitos autorais. Rafael reclama, eu também
[1:26:46] conheci por aqui, cara. E aí aquele você vai, depois de
[1:26:50] anos ouvir o Hermeto Pascoal fala que que que esse negócio
[1:26:54] aqui, cara, eu também não fazia ideia que existia Hermeto
[1:26:57] Pascoal e depois você vai ouvir Hermeto Pascoal, cai nesse
[1:26:59] negócio, você fica meio eita. Né?
[1:27:03] Acho que vai ter mais um uma faixa para frente, a próxima
[1:27:06] faixa. Aí tem coisa parecida para mim,
[1:27:08] né, que depois eu for vir, eita, que que é isso, cara?
[1:27:11] O que que o Homer tava fazendo lá atrás?
[1:27:13] Mas assim, eu amo, cara, todas as breguices aquele lá é I'm
[1:27:18] saty, fool que ele canta suave vizinho meio brega, cara AO
[1:27:22] primeira pontezinha lá de want, come With Me i friend, acho
[1:27:26] muito foda, sabe essa? Todas as andrezices e
[1:27:30] rafaelzices que tem nesse disco, os solos do Kiko, acho foda.
[1:27:34] Cara OOOO confessor, ele tem um Bom Gosto ferradaço e tem esse
[1:27:39] clichê que o Thiago comentou do baixo tep no meio da da da
[1:27:43] música quando ela baixa o clima. Assim é é Angra na veia, cara, e
[1:27:47] é o melhor que que o Angra já fez Na Na vida dele, né?
[1:27:51] Esse disco aqui é um Tesouro. Essa parte que você chama de
[1:27:55] breguice que o André canta, a ave Saint chafu, na verdade,
[1:27:59] aquele tom de voz dele é justamente O Lamento do cara que
[1:28:03] sabe que vai morrer, vai naufragar e ele começa a se
[1:28:06] arrepender pelas coisas que ele fez, as coisas que ele deixou de
[1:28:09] fazer e pelas coisas que ele vai deixar para trás.
[1:28:11] Entendeu? Tipo, é aquele, aquela, aquele
[1:28:13] momento eminente, que tipo assim, ó, vou morrer, não tem
[1:28:17] mais volta. Aí começa a pensar na família
[1:28:19] que deixou para trás. Nas coisas.
[1:28:21] Por isso que o André Matos canta essa parte desse jeito.
[1:28:23] Acho que ele é muito assertivo na interpretação aí, Hein?
[1:28:27] É, não concordo. É que ele tá resignado, né,
[1:28:30] cara? Mas tem, tem gente, cantaria.
[1:28:33] É o drama além da conta. Mas quem?
[1:28:35] Se você gosta de quinzai que eu não posso falar de uma drama
[1:28:40] além da conta também é outra. Mas ele tá ali assim, não
[1:28:43] funciona, encaixa na música, não dá pra falar.
[1:28:46] Você pode falar que tá Exagerado, mas a música.
[1:28:49] E aí? A gente vai para a próxima faixa
[1:29:12] cheia de brasilidade, fala William.
[1:29:16] Fala pra gente aí porque que essa faixa é foda, porque que o
[1:29:19] barden Power e o Vinícius Moraes são fodas?
[1:29:21] Eu vou dizer até que essa faixa tem algumas características que
[1:29:26] vocês atribuíram para a Carolina for para mim.
[1:29:30] Essa música que representa o pico do disco no que diz
[1:29:34] respeito a criatividade e genialidade do André Matos, tem
[1:29:39] 3 composições nesse disco que tanto a letra quanto a música
[1:29:43] foram compostas por ele. Nas demais, ele divide a carga
[1:29:46] das letras com Rafa, mas somente de autoria dele.
[1:29:49] Letras e música temos essa, a xamã EAD blue tá e o que esse
[1:29:55] cara fez aqui nessa música é de uma criatividade, feeling e
[1:30:00] genialidade tirar o chapéu. Ela é rica, sabe?
[1:30:04] Evoca muito da música popular brasileira.
[1:30:07] Tem um piano lindão, percussão, flauta, berimbau, tem aquele
[1:30:11] ritmo contagiante, sabe, tem aquela manha, sabe aquele
[1:30:15] gingado, é muito rica. Se eu tivesse que escolher uma
[1:30:19] faixa para representar o disco, para indicar AO disco mesmo, ó,
[1:30:23] conheça por essa música aqui seria essa aqui de olhos
[1:30:26] fechados para mim tem tem todas as credenciais para para
[1:30:30] carregar o nome da como faixa título do disco, tá?
[1:30:34] Por meio dessa música, você percebe o quanto o André era
[1:30:37] genial igual esse cara no metal. Me desculpa, não tem.
[1:30:41] Ó. Foi.
[1:30:42] Foi a música central do disco, né?
[1:30:44] Ela, tanto é que é a música do meio do disco.
[1:30:47] E foi a música que deu origem, né?
[1:30:50] Ele, quando o nemato chegou com essa ideia dessa música mais ou
[1:30:54] menos finalizada perto da banda, foi quando a banda falou, pô,
[1:30:57] vamos fazer um disco? Aflorando a brasilidade porque
[1:31:00] não era uma coisa que estava dada quando eles começaram a
[1:31:02] compor o disco, que eles falou, se trancar no sítio, eu sem
[1:31:06] trancar no sítio para gravar um pouco novo.
[1:31:08] E reza a lenda que era muito assim, tipo o ficava o Kiko e o
[1:31:11] confessou ali e o Luis mariuch ali fazendo o jam ali,
[1:31:13] principalmente o Kiko confessou ali de vez em quando o Kiko e o
[1:31:16] Rafael no violão e o André Matos às vezes tinha alguma ideia tal
[1:31:20] e chegava e apresentava essa ideia para galera.
[1:31:22] E um desses dias o André Matos apresentou a ideia da rollyland,
[1:31:26] mas com a música basicamente formatada inteira.
[1:31:28] Falando ó, vamos colocar coisa de percussão aqui, vamos ter
[1:31:31] essa coisa, quase sei lá, forrozinho no meio aqui e tal,
[1:31:34] ter essa para ter essa puxada. E foi a hora que eles falaram,
[1:31:38] pô, legal isso, dá para trabalhar isso.
[1:31:40] E se a gente fizer o disco inteiro tentando dar essa toada
[1:31:43] para o disco, a partir de holyland, quando ele colocou e
[1:31:47] bizarramente a ideia de holyland, segundo a biografia do
[1:31:50] André Matos, ali ele teve por causa de Piedade que ele tava
[1:31:53] pensando na ele desenvolveu a ideia da melodia na cabeça dele.
[1:31:58] Pensando na cidade de Piedade, que era onde ele tinha um sítio,
[1:32:00] que ele passava a infância assim.
[1:32:02] Então penso, inicialmente não foi pensando nesse conceito, já
[1:32:07] todo da Terra Santa e tal, mas foi por ali que ele teve a ideia
[1:32:10] da música, foi a inspiração da música inicial.
[1:32:15] Sim, eu eu gosto da música, vou dizer que não é das músicas que
[1:32:17] eu mais gosto disso. Assim, tipo meu limite
[1:32:20] metaleiro, ficava meio ok, é uma música legal.
[1:32:24] Gostava dela ao vivo, achava os forrozinho legal ali.
[1:32:27] Eu sei que o Bruno já tá salivando pra poder falar de
[1:32:31] todas as coisas diferentes que ela tem.
[1:32:32] Ela traz um Monte de informação. Até percussão japonesa tem
[1:32:36] perdido nisso daí. E aí da letra é aquilo, né?
[1:32:40] É uma letra que não sei exatamente dizer o quanto que
[1:32:48] ele ele troca personagens, né? Se.
[1:32:52] Na verdade, eu acho que a visão do português chegando e vendo
[1:32:57] toda aquela cultura diferente que tinha aqui e se maravilhando
[1:33:04] com aquela cultura indígena na qual ele tá tendo contato, sabe?
[1:33:07] Tipo, ele tá vindo, cruzou o mapa, chegou e encontrou as
[1:33:11] pessoas diferentes, encontrou as culturas diferentes aqui, sabe?
[1:33:16] Então, sabe. Não sei, não sei muito o que a
[1:33:21] ideia conforme dessa letra assim, mas não é uma letra que
[1:33:24] me agrada 100%, não assim. Mistura Thiago é um mix da
[1:33:32] admiração pela Terra conquistada, mas tem um mix com
[1:33:37] a dor dessa Conquista ser forçada, entendeu?
[1:33:42] É mais ou menos assim que eu consegui pegar.
[1:33:46] Eu eu vi um pouco diferente, cara, para mim é, é, imagina que
[1:33:51] na Europa os caras estavam no renascimento, né, que era assim,
[1:33:56] estamos no mundo moderno, tem nave voando, só não tem nave
[1:33:59] voando por pouco aqui, né? A gente tá vivendo uma era de
[1:34:03] ouro, do do conhecimento e da evolução da humanidade, cara, aí
[1:34:07] os mescenas EEOO. A arte No No ápice e tal, e o
[1:34:15] cara sai para navegar e chega no lugar que que tem uma uma
[1:34:22] realidade completamente diferente.
[1:34:24] Uma era a muito desaparecida, né?
[1:34:27] Ele vai falar isso, né? É isso, é isso.
[1:34:32] E aí o cara tentando reconciliar essas coisas, né?
[1:34:35] De de isso. É uma visão gílica, né?
[1:34:38] Que não é ver real. Mas enfim, é, é.
[1:34:41] É como antes, a pra caramba. Visão eurocêntrica, né, cara?
[1:34:44] É totalmente eurocêntrica nesse Brasil como utopia de novo, né?
[1:34:48] Aqui é. O.
[1:34:50] O cara Na Na Terra pura. Não deixa de denunciar, né?
[1:34:54] O que tá acontecendo? A violência que vai acontecer
[1:34:57] ali. Mas ao mesmo tempo, tem uma essa
[1:35:00] versão gílica da coisa. É isso, é isso?
[1:35:04] Cara, assim para mim, um pouco do que vocês 2 falaram para mim.
[1:35:08] Essa faixa assim é, apesar deles serem jovens.
[1:35:11] É uma faixa que é uma maturidade surreal de composição do André,
[1:35:14] cara, né? É um negócio que é puxando do
[1:35:20] que o Thiago falou deles quererem se provar.
[1:35:22] Aqui tem uma brasilidade não só explícita, mas nas harmonias e
[1:35:27] No No tipo de melodia que o André canta, cara.
[1:35:31] É ele, ele mistura de um jeito que eu acho bem interessante, o
[1:35:35] metal, né? Metal, visão europeia, alemã, de
[1:35:38] Power metal, com esse lance das harmonias brasileiras, né?
[1:35:42] E explícito ou não, né? Então tem beleza, tem flautinha,
[1:35:46] tem a melodia que eu brinquei do do berimbau lá do bardempau com
[1:35:51] o Vinícius, né? Mas a mesmo quando tem a
[1:35:55] guitarra, depois, quando entra Oo lado metal da faixa, ele ele
[1:35:59] tá ali cantando umas melodias que são totalmente brasileiras,
[1:36:03] né? E aí é, talvez seja um pouco do
[1:36:06] que eu tinha comentado antes, aquela brasileira ou através do
[1:36:10] viés erudito europeu. Mas tá lá, cara, né?
[1:36:13] São melodias que eu acho lindas, né?
[1:36:16] Oo André me arrepia demais esse negócio, cara, as vozes
[1:36:19] harmonizadas tudo, refrão cara assim é eu acho essa faixa
[1:36:24] inacreditavelmente foda é a Salles sandis ainda me pega
[1:36:29] mais, mas isso aqui é é um ouro, né?
[1:36:32] E assim ela ela ela tem o fade out, que é um defeito ou um
[1:36:37] defeito nítido. Mas é, é é um destaque do Angra
[1:36:42] para mim, da da carreira do André, mate cara, isso aqui
[1:36:45] representa muito do que sim. Se se me falam alguma coisa, me
[1:36:49] mostra o que que? André mate, talvez eu mostrasse
[1:36:51] essa faixa, sabe? Que é o cara que juntava o
[1:36:55] erudito com o brasileiro, com as influências de World music, né?
[1:37:00] Aquele termo genere caça lá, que é aquele negócio que é exótico
[1:37:03] para europeus, americanos. E o metal que a gente tanto
[1:37:07] gosta aqui, pra mim é totalmente lapidada.
[1:37:11] Quando o André Matos morreu, passado um tempo, Kiko Loureiro
[1:37:16] soltou um vídeo no canal dele no YouTube, onde ele comentou assim
[1:37:22] um pouco da relação que ele tinha com André Matos,
[1:37:24] principalmente no período em que eles ficaram sem se falar, sem
[1:37:26] se encontrar. E é interessante nessa parte que
[1:37:29] ele fala justamente da rolly Land, ele cita a.
[1:37:35] A grandiosidade do André Matos enquanto compositor no que diz
[1:37:39] respeito a essa música aqui, cara, isso aqui pra mim é é o
[1:37:43] ouro, cara, é o é uma coisa assim pra mim é a melhor música
[1:37:46] do disco pra mim hoje seguida de uma próxima ainda que vai vir,
[1:37:51] mas essa música pra mim é o é o ouro do disco.
[1:37:54] É, não é à toa que assim foram no Jô Soares.
[1:37:57] Eles tocaram essa música, né? Esse lance da validação que o
[1:38:00] Thiago falou. Não podia ser, levei você, Ah,
[1:38:04] foi meio que belive né, cara? Foi meio que belive verdade,
[1:38:06] verdade. Foi nesse programa que o Jô
[1:38:08] Soares quebrou o rollyland, né? Pegou um, ele não sabia.
[1:38:11] Abriu, quebrou. Isso na cabeça, né, cara?
[1:38:20] A cara do André Matos diante daquela cena foi algo, né?
[1:38:23] Vale a pena olhar aqui sim, aqui tem 2.
[1:38:28] Tá vendo, ó um aqui, tá? E aqui você abre e tem tem 2 só
[1:38:36] que não saem, tem um outro, uau, tem um aqui, espera aí, perdão.
[1:38:44] Ah, tá aqui. Esse pedaço aqui já saiu fora
[1:38:50] também. E.
[1:38:52] Aqui. E a latinha, né?
[1:38:54] O Thiago chorando sangue pra pegar a latinha e o Jô jogando
[1:38:58] as coisas pro alto lá. Mas.
[1:39:00] Vamos lá? O Tiago, aliás, deixa eu te
[1:39:03] falar uma coisa, o meu toque, desgraçado, viu uma coisa na tua
[1:39:06] na foto da sua latinha? Porque a tampa dela gira, né?
[1:39:11] Eu fiquei incomodado, ela. Ela guarda documentos assim?
[1:39:20] Tipo, eu tenho um Monte de documento velho jogado ainda lá
[1:39:23] assim, então pra ficar guardado no fundo do armário com um Monte
[1:39:26] de coisa assim? Não, não fica exposto isso aí
[1:39:31] não, assim já está. Está torto, William?
[1:39:33] O Tiago deixou torto lá, cara, ainda está.
[1:39:36] Torto está torto, caralho. Só que não dá pra ver, não está
[1:39:39] visível o. Meu toque, desgraçado.
[1:39:41] Viu aquela lata com aquele negócio torto?
[1:39:43] Falei, não, você está fora. Não, eu ficava, eu tinha essa e
[1:39:48] eu eu tinha essa lata do Angra e a caixa do live sheet.
[1:39:52] Isso daí que você entrava no meu quarto ficava basicamente como
[1:39:54] se fosse 12 troféus, tá ligado? Quinta faixa ou sexta pro
[1:40:18] William chaman. Chaman, né?
[1:40:21] Vamos lá mais uma vez trazendo as percussãozinha de novo pra
[1:40:25] colocar ali. Essa já é uma música que AA
[1:40:28] Roland kilo, eu eu acho que é uma música bem feita pra
[1:40:30] caramba, mas nunca me pegou exatamente, nunca fiquei tão
[1:40:33] famoso, gostei tanto dela e a chaman também é outra música que
[1:40:36] nunca me pegou muito, acho que outra música no anamado sozinho
[1:40:40] compondo né? Que vai dar nome pra banda dele
[1:40:44] antes da banda ter que colocar um outro AA mais pra outros
[1:40:47] problemas né? Depois voltar a sei lá quantos
[1:40:50] chaman xamangra onde? O Angra verso vai é outra das
[1:40:54] músicas que vai transer ritmo indígena ali para colocar que
[1:40:57] vai ter levado assim. É uma música mais animada, né?
[1:41:00] Volta um pouco mais de metal. Eu acho que ela tem uma
[1:41:04] proximidade instrumental dela, um pouco com a Carolina foco com
[1:41:08] a silence, sandises sandis por ser essa levada mais cadenciada,
[1:41:13] gruveada assim, mas eu acho que ela não chega nem perto da
[1:41:17] silence indies assim quanto música, de quanto música tão boa
[1:41:21] assim. Mas enfim, ela, a letra dela é a
[1:41:25] letra que vai trazer o xamã como uma figura de resistência ali,
[1:41:30] né? Como uma figura pra figura que
[1:41:33] hipnotiza aquele ritual. Então é o português ou
[1:41:39] colonizador, olhando pra aquele ritual completamente embasbacado
[1:41:43] ali, tentando colocar pra colocar assim, né?
[1:41:46] Então, mas acho é uma música legal, ficou uma música famosa,
[1:41:49] mas acho que ela. Tem mais fama por ter virado o
[1:41:52] nome do da Amanda posterior do que por ser uma das melhores
[1:41:55] músicas do disco, apesar de que eles tocavam o tempo todo assim.
[1:41:59] Mas é isso eu que é a parte do disco que não me agrada tanto.
[1:42:03] Diz aí, William, você gosta bastante dessa música?
[1:42:05] Eu acho assim, que ela não tá ali na minha lista das melhores,
[1:42:09] mas eu eu valorizo ela pela explosão rítmica tribal e o
[1:42:14] metal acaba ficando em segundo plano, pelo menos para mim, na
[1:42:16] minha percepção. Eu acho que ele ele acaba
[1:42:19] ficando executado ali de forma sutil, ainda que muito
[1:42:23] eficiente, né? Mas eu acho que ele acaba
[1:42:25] mesclando bem porque pede a música, sabe?
[1:42:28] Mas Oo ritmo da música que que conduz ela para mim, a estrutura
[1:42:32] dela que chamou minha atenção, sabe?
[1:42:34] Tem esse olhar mais profundo sobre o xamanismo
[1:42:37] espiritualidade. E eu acho que isso acaba
[1:42:40] refletindo um pouco na sonoridade, nos efeitos sonoros
[1:42:43] dela, entendeu? Então só isso.
[1:42:45] Mas nada de mais, nada de absurdo.
[1:42:47] Assim, vamos dizer assim, se eu pudesse fazer um best of do
[1:42:52] disco, essa música não entraria. Estou de acordo, viu?
[1:42:55] Concordo com você. Esse aqui é a é assim dentro de
[1:43:00] um disco incrível. É o ponto baixo, né?
[1:43:04] É longe de ser uma faixa ruim, mas para mim ela é o é o ponto
[1:43:09] baixo. Assim tem o lance do do
[1:43:10] xamãzinho no meio, né, que. Fica um tempão lá com com o cara
[1:43:15] recitando a receita, sabe que ele tá falando, né?
[1:43:19] E mesmo assim, ó, a página fica com 5 minutos, né?
[1:43:21] Que é o original, né? Que ele é usado, né?
[1:43:24] Foi um historiador chamado Marcos Pereira que ele gravou
[1:43:27] todos esses rituais. Esses rituais xamanísticos, né?
[1:43:32] Que tinha de ritualísticos indígenas, lançou um disco que
[1:43:36] chamava música popular do norte número 4.
[1:43:40] De onde saiu esse? O que o Angra usou?
[1:43:43] Mais uma vez, o Angra tentando se validar enquanto uma alta
[1:43:46] cultura que vai buscar referências na parte de história
[1:43:50] da música brasileira. EAA história desse cara.
[1:43:53] Parece que é triste porque o cara.
[1:43:57] Esse historiador, ele perdeu os direitos sobre esses discos e
[1:44:01] quando ele perdeu os direitos sobre esses discos, ele chegou a
[1:44:03] ele, se suicidou por causa disso, né?
[1:44:05] Tipo de como se o trabalho todo da vida tivesse perdido o
[1:44:09] sentido. Então, mas é bem utilizado isso,
[1:44:12] assim, só para complementar a perda da música.
[1:44:14] Eu acho aquela parte da ponte dela muito legal, assim que tem
[1:44:19] que fica mesmo 11 sensação de ritualística assim que ele.
[1:44:26] Acho que essa parte é legal pra caramba, mas é só essa parte que
[1:44:29] eu gosto da música, basicamente é o auge.
[1:44:31] Cara, eu concordo. O dente de piranha e folhas
[1:44:35] curandeiras é a é a parte mais legal da faixa mesmo.
[1:44:39] Concordo contigo. E eu citei essa música ali na
[1:44:42] rolly Land, ela dizer plus a própria rolly Land, como
[1:44:45] exemplos de músicas que ele escreveu, tanto a letra quanto a
[1:44:48] música em si, mas ainda que eu. Que eu tenha feito esses
[1:44:52] comentários assim, que para mim talvez não seja uma das melhores
[1:44:56] ou a melhor faixa do álbum. Ainda assim tem características
[1:44:59] nela e credenciais bem valiosas, assim, para levar do ponto de
[1:45:06] vista do processo criativo dele, porque talvez para o conceito
[1:45:12] Roland ela não seja tão grandiosa, mas de forma isolada
[1:45:17] frente a outras bandas do estilo.
[1:45:19] Talvez ela tenha diferenciais. Não, pra mim ela faz mais
[1:45:24] sentido dentro do disco do que sozinha.
[1:45:26] Eu acho que ela aqui dentro desse álbum ganha, em relação ao
[1:45:32] AA, uma música isolada, né? Se eu ouvir ela isolada, talvez
[1:45:35] não tenha o mesmo impacto. E o miolinho ali, esse esse
[1:45:42] miolinho foi o Rafael que trouxe.
[1:45:44] Pelo que eu sei, né? É.
[1:45:47] Oo curandeiro lá falando, foi, foi, foi pira.
[1:45:51] Do Rafael é é que o Rafael que estudava bastante, essas coisas,
[1:45:56] né? Que o André Matos, ele isso
[1:45:57] curtia muito mais estudar música clássica, tal.
[1:45:59] Rafael que tinha. Não sei.
[1:46:01] Estou chutando basicamente coisas que eu ouvi falar, mas
[1:46:04] Rafael que tinha esse interesse mais aberto, outras coisas, né,
[1:46:06] de trazer. Acho que o interesse do Rafael
[1:46:09] era Holístico, né? Oo André Matos era o cara,
[1:46:12] historiador, técnico, né? Oo Rafa IA pra pra piração.
[1:46:17] Mas aquilo eu acho que ela acaba soando redundante dentro do
[1:46:21] disco, sabe? Você já fez uma música com
[1:46:24] percussão muito mais legal do que ela.
[1:46:26] Você foi a Carolina forte. Você não precisava ter outra.
[1:46:30] É, eu não sei se é redundante, cara.
[1:46:31] Eu. Eu entendo você falar isso, mas
[1:46:33] pra mim, ela só é menos poderosa do que as outras, né?
[1:46:37] É? Isso que eu falo, eu gosto dela.
[1:46:39] Eu entendo o que você tá dizendo também.
[1:46:41] Não acho que ela é ruim, mas acho que acaba.
[1:46:43] Beleza. Você já fez isso?
[1:46:45] Pode ser. Aí vou fazer uma pergunta agora
[1:46:48] aleatória pra vocês 2, cara, quando rolou a cisão, você foi
[1:46:54] time xamã ou time Angra? William?
[1:46:57] Eu apoiei incondicionalmente o xamã.
[1:47:00] Eu fui Tim xamã, porque eu fui junto com André Matos.
[1:47:03] Eu me associei ao fã clube do xamã com carteirinha e essa sim
[1:47:08] foi com carteirinha, Hein. Comprei o ritual, comprei o
[1:47:11] ritual live ODVD, fiz a associação ao fã clube.
[1:47:16] Fui junto. Confesso que aí aí, nesse
[1:47:20] momento, foi a minha ruptura com o Angra.
[1:47:21] Foi onde eu abandonei o Angra. Um pouco isso.
[1:47:26] Fica para outro assunto. Eu fui, eu já estava meio que
[1:47:32] jornalista nessa época, que na época que teve.
[1:47:35] Isentão, pô, eu já estava isentei um pão no cu.
[1:47:38] Assim é eu. Resenhei o primeiro show do
[1:47:41] xamã. Eu cobri pra mídia estrangeira
[1:47:43] assim e entrevistei. Fiz a primeira entrevista
[1:47:45] Internacional do Angra com a Edu falasque, assim legal.
[1:47:48] Eu estava já meio que trabalhando nessa época e quase
[1:47:52] fui trabalhar com Angra. Detalhes que eu não trabalhei
[1:47:54] com Angra. Então, mas eu não tava ouvindo
[1:47:57] Power metal, é? Esse era um ponto assim, eu tava
[1:47:59] ouvindo outras coisas na época, então nem o Angra nem o chamam,
[1:48:03] me chamava a atenção, tava tipo pirando em Anatel uma sentença
[1:48:09] de tirate of traged, tava tipo ouvindo cacas feito ou
[1:48:14] retardado, tava tipo não tava Power metal não, não fazia mais
[1:48:19] sentido na minha vida. Então não tinha como escolher
[1:48:22] nenhum dos 2 times, porque nenhum dos 2 times estava me
[1:48:24] chamando atenção naquela hora. Então ficou meio de lado, o que
[1:48:29] foi bom pra mim, porque eu pude ter um distanciamento de
[1:48:31] acompanhar aquela fase muito tranquila.
[1:48:33] Assim, não me meter nas brigas e poder acompanhar os 2.
[1:48:37] Eu fui ver o primeiro que cobri, o primeiro show do xamã que teve
[1:48:40] aqui em São Paulo, que eu acho que a mãe tinha feito uns
[1:48:42] showzinhos antes. Mas o show do lançamento, da do,
[1:48:47] do ritual, do ritual, que foi quando eles fizeram o ritual
[1:48:50] live lá, não sei se foi o lançamento, já foi outra coisa.
[1:48:54] Eu não fui ver porque eu tava fazendo faculdade à noite, aí no
[1:48:57] dia eu não consegui me livrar, mas eu poderia ter coberto
[1:48:59] aquele show, eu não fui porque eu não tinha, não podia mesmo ir
[1:49:02] assim, senão eu teria teria feito a cobertura dele também.
[1:49:05] Maravilha. E você?
[1:49:08] Eu tava tava vendo se alguém IA perguntar ou não, mas eu não
[1:49:11] consegui ter time, cara, eu pirei demais nas 2 bandas.
[1:49:15] Eu já tava mergulhando no mundo do dos metal extremo, né?
[1:49:19] Que a gente já falou em episódios anteriores aí.
[1:49:22] Mas assim eu lembro claramente de ouvir a primeira vez a demo
[1:49:26] jessy Dream. Eu lembro de ouvir for tomorrow.
[1:49:30] Do do do xamã, versão demo também.
[1:49:32] Cara, eu tava pirando com as 2 e fissurei nas 2, tanto que assim
[1:49:36] acho que a turnê do Angra que eu mais li show foi the reberth de
[1:49:39] de sair para ver em qualquer lugar que fosse razoavelmente
[1:49:44] razoavelmente perto do Rio de Janeiro.
[1:49:46] E o xamã também. Cara, nessa época aí eu tive a
[1:49:50] oportunidade de de visitar OA banda.
[1:49:54] O André mate com a Penélope pouquinho depois, né?
[1:49:57] É de de interagir um pouquinho com a galera, mas assim eu nunca
[1:50:00] consegui escolher um time porque as 2 bandas eu achei que foi AA,
[1:50:05] eu sou verdadeiro. Então cara, para mim foi legal
[1:50:08] que a gente sai com 2 bandas fodas.
[1:50:09] Eu amo o richel, eu amo Oo riburd né?
[1:50:13] O reason eu já não gosto tanto, mas assim para mim foram 2
[1:50:17] discos que a competição foi saudável para caramba.
[1:50:21] O cara legal é sentir espaço para as 2, né, cara?
[1:50:24] Exato. As 2 conseguiram, apesar de não
[1:50:27] conviver e ter essa rixinha dos 2 fãs que tinha.
[1:50:32] Muita gente que comprou essa rixa, como o William comprou,
[1:50:37] conviveu, se bastante cara assim, os 2 conseguiram
[1:50:41] exposição. Isso foi legal, sabe?
[1:50:45] Tipo, foi uma época legal de ver esse tipo de exposição
[1:50:48] acontecendo assim. Então é muito legal de ter
[1:50:52] vivido isso como jornalista. Para mim, foi divertido assim.
[1:50:55] Não. Você vê que o rebute é o disco
[1:50:57] mais vendido do Angra. E o chamado estava em novela com
[1:51:00] o ferry tail, né? Então, assim, as 2 estavam em
[1:51:03] uma exposição gigante. O que nos traz para o conto de
[1:51:24] fadas ou faz de conta? Make believe.
[1:51:28] Vamos ver se Ah, eu vou. Vou pedir para o William
[1:51:30] comentar. Primeiro que o William é
[1:51:31] baladeiro, cara. Vamos ver o que que ele acha
[1:51:33] dessa dessa grande balada do Angra aí.
[1:51:37] Eu acho que é um grande cartão de visitas, bem acessível.
[1:51:42] É o template de balada que se espera no disco do Angra.
[1:51:45] Ponto. Mas eu acho que o ouvinte, ele
[1:51:48] não deve tomar isso como demérito para a proposta do
[1:51:51] disco, porque ela funciona tanto para o conceito quanto uma
[1:51:54] extensão para tudo isso que a gente vem falando sobre a
[1:51:57] sonoridade. Eu eu acho que essa música é
[1:52:00] linda para caramba, cara, eu acho que.
[1:52:03] Tem todos os méritos aí para os integrantes, seja para as
[1:52:05] melodias do André, para o Rafa, para o Kiko, que entregam ali um
[1:52:08] trabalho absurdo. E para o próprio Luís e o
[1:52:11] Ricardo, né? Que eles formam ali uma cozinha
[1:52:14] muito assertiva, coesa, funciona bem para caramba, entendeu?
[1:52:20] Eu acho que aqui a temática da letra ela é mais do mesmo, no
[1:52:23] sentido de negar a tristeza após a Conquista, tipo, os caras
[1:52:27] estão tristes, conquistaram, arrependidos, mas aí eles estão.
[1:52:32] Fazendo a reflexão de tentar negar aquilo que eles estão
[1:52:34] sentindo, aquela tristeza, tipo assim, Ah, tá, eu fui lá,
[1:52:37] conquistei e tô triste. Mas eu preciso ir contra esse
[1:52:40] sentimento, sabe? É isso que eu é a leitura que eu
[1:52:43] que eu fiz de de fingir que não há dor.
[1:52:46] A leitura que eu faço da leitura dessa daí é meio que tipo de uma
[1:52:53] separação em que você deixa a pessoa que você ama para seguir
[1:52:58] atrás de um sonho? Essa sensação que eu tenho
[1:53:02] assim, sabe, tipo, a pessoa tá indo sozinha, tipo, indo sozinha
[1:53:07] para exploração e pensando nas pessoas que ela deixou para trás
[1:53:13] para fazer isso, sabe? Tipo, é essa sensação que eu
[1:53:15] tenho com uma música de amor, uma canção de amor do cara que
[1:53:20] tá indo em busca de um desconhecido e tá tentando lidar
[1:53:23] com isso, sabe? Tipo.
[1:53:25] Eu tenho que fazer isso, sabe? É tipo, não posso ficar aqui,
[1:53:28] sabe? Não dá para voltar, a gente não
[1:53:30] vai conseguir recuperar aquilo ali e eu preciso seguir em
[1:53:33] frente, sabe? A essa sensação que eu tenho da
[1:53:36] dessa letra ali é uma atração bonita para caramba, assim
[1:53:39] funciona. Acho que ela tem a hora que ela
[1:53:44] cresce, ela é legal para caramba, que eu acho assim que a
[1:53:47] gente já, o Bruno já falou até o.
[1:53:49] A orquestração eu acho brega para caramba, porque a situação
[1:53:51] dela é completamente desnecessária.
[1:53:53] Acho que a música funcionaria muito bem, sem orquestração, mas
[1:53:57] a segunda metade dos anos 9096 era obrigatório até aquela
[1:54:01] extraçãozinha, aquela sonoridadezinha bem tosquinha.
[1:54:05] O clipe dela é um clipe completamente sem sentido, né?
[1:54:08] Eu olho para aquele, eu lembro que eu vi aquele clipe que eu
[1:54:10] não tô entendendo nada, o que que tá acontecendo nisso aqui?
[1:54:14] Mas o clipe com um Monte de equipamento.
[1:54:16] E foi uma música que botou o Angra chegou a ficar em primeiro
[1:54:19] lugar da parada da MTV por causa dessa música assim, então essa
[1:54:23] música fez bastante sucesso assim, galera que não sabe tipo
[1:54:25] top 20 Brasil da MTVO Angra ficou em primeiro com o clipe
[1:54:29] dessa música isso o top 20 era o compilado da semana dos tisques
[1:54:35] e eles conseguiram ficar em primeiro, né?
[1:54:36] Então não foi uma vez só, foi pelo menos uma semana então.
[1:54:42] Foi o Angra, estava essa música. Foi uma das músicas que fez o
[1:54:45] Angra furar bolhas, né? Então funciona, funcionou bem
[1:54:49] legal ali. E aí eu vou passar para o Bruno,
[1:54:51] dá dá para ele, a deixa do tipo esse fade out é criminoso, né,
[1:54:56] Bruno? Cara, o final da música me
[1:54:59] quebra demais. Ela devia ter uma versão, aquela
[1:55:03] radio edite com 3 minutos e meio, né?
[1:55:06] Porque depois disso é uma embromação.
[1:55:09] Eu eu acho desnecessário, cara. Assim não, não afeta meu meu o
[1:55:14] clipe. O clipe terminava em fade nessa
[1:55:16] hora assim, você tá enganado. Terminava é isso, é isso, é.
[1:55:23] Podia. Podia acabar ali.
[1:55:24] Acho que IA terminar bem ali, né, cara?
[1:55:26] Mas ela. Fica, mas no momento Guitar
[1:55:28] Hero, cara, eu achei que você IA o momento do que com me bulhando
[1:55:33] no solo ali. Que tá Hero Na Na balada não
[1:55:37] rola, né, cara? Ele podia botar o app, qualquer
[1:55:39] outro. Cara, eu sou o app com o final,
[1:55:42] cara. É assim, eu lembro claramente o
[1:55:45] show que eu fui, que foi o Kiko Loureiro.
[1:55:49] Aí teve o show do ardanu e solo, e aí teve o show do tributose lá
[1:55:52] no circo voador, no Rio de Janeiro ainda cara.
[1:55:54] E assim ó, empreendedor do rock. Empreendedor do rock, é isso,
[1:55:59] cara? Mas assim comparar OOO um o Kiko
[1:56:03] Loureiro, o modelo solo nos primórdios.
[1:56:06] Cara, ele evolui pra caramba, sabe?
[1:56:08] Eu sou muito fã do Kiko. Nós pegar a guitarra que eu fui
[1:56:10] gravando aqueles videozinhos do do perfil atrás tem um autógrafo
[1:56:13] do Kiko Loureiro, né? Mas assim comparar ele com o
[1:56:17] hardanu e cara depois sabe Oo tipo de de Guitar Hero schreder
[1:56:22] que ele era. É, não era Oo negócio que me
[1:56:27] atraia, que que me segurava atenção, tempo suficiente para
[1:56:29] ter 2 minutos e meio de firula dele e do André, né, cara?
[1:56:33] Porque ali o André também está Exagerado para caramba nesse
[1:56:35] final, né? Então assim, depois de xingar
[1:56:39] para caramba, vou falar que eu amo essa balada, cara.
[1:56:41] Essa faixa aí é é uma das faixas do coração aí entregando toda
[1:56:48] minha não truzisse. Eu conheci.
[1:56:50] Primeira vez que eu vi Angra, Foi Por Ela, foi na MTV mesmo.
[1:56:54] E eu estranhei, sabe, eu vi aquele clipe maluco, um negócio
[1:56:57] meio balada. Eu falei, porra, é isso que é
[1:56:58] Angra, cara, eu IA falar com uma banda de metal, esse treco aí
[1:57:01] que é Angra, eu deixei meio de canto, mas aí a balada começou a
[1:57:05] pegar depois de um tempo aí com preceder aí aí eu ouvi que cara,
[1:57:09] tem mais do que pro Angra, né? Tanto que cara, por muito tempo,
[1:57:13] até hoje assim, o Angra é a banda do coração, cara, eu não,
[1:57:17] eu não, não sigo com. Toda a fervorosidade que eu
[1:57:20] seguia nessa lá para os anos 2000, né?
[1:57:23] Na época do do rebirt, principalmente do xamã.
[1:57:26] Mas eu, cara, é banda do do coração, que eu canto todas as
[1:57:30] músicas dos primeiros 5 dias, sei lá, mas é assim.
[1:57:36] Eu gosto das baladas do Angra, cara, acho que eu já falei
[1:57:38] bastante que metaleiro não sabe fazer balada, né?
[1:57:41] Metal dificilmente tem balada boa, daí o westing, lama, essas
[1:57:44] porra aí não. Que não rola, mas é, é.
[1:57:48] Eu vou falar que eu gosto de ver o Stein love, mas enfim.
[1:57:52] Você achou? Eu acho horrorosa, cara, tá as.
[1:57:55] Coisas que eu gosto no fire of the Dark é o Stein love.
[1:57:59] Chupa, Bruno, chupa. Uma das poucas coisas que ele
[1:58:04] gosta, cara, tem coisa muito melhor, pô.
[1:58:06] Eu prefiro the filme the aparration.
[1:58:08] Para homenagear o Thiago, eu vou até falar para ti, ó, vou fazer
[1:58:11] uma vai Corinthians aí, Thiago aí.
[1:58:14] Nossa, que terror, cara. Nossa, eu acho chato do westing.
[1:58:19] Vai ver só aquela melodiazinha boba do game que Guedes ali.
[1:58:22] Mas eu acho a música legal agora sim.
[1:58:26] Mas termina que você IA falar que eu IA complementar com o
[1:58:28] programa do Jô, cara, dessa música.
[1:58:30] É, temos que passar pelo programa do Jô, cara, mas assim
[1:58:33] eu. Oo Angra.
[1:58:34] Ele tem grandes baladas. Eu amo o dianta, o change cara,
[1:58:37] o dianta. O change é uma das músicas mais
[1:58:38] lindas. Que eu acho show sensacional
[1:58:40] assim, que você é uma das músicas que eu mais gosto do
[1:58:42] Angra assim. É fodíssima, né?
[1:58:44] EE, assim eu sou brega, cara. Eu gosto de standard way time,
[1:58:47] por exemplo, né? As músicas mais bregonas do do
[1:58:50] Angra, do do Angus Cry, e essa aqui tá lá em cima também, cara,
[1:58:54] né? Esse clipe maluco que o Thiago
[1:58:56] comentou já pra mim ela tem 11 mistura do que vocês 2 falaram
[1:59:01] da letra, mas assim é o cara que tá indo pra uma Terra de faz de
[1:59:03] conta, sabe? O clipe pra mim é isso.
[1:59:06] O cara tá tá indo embarcando na viagem pra um pra um lugar
[1:59:10] mágico, né? Totalmente fora da da realidade.
[1:59:14] E aí ele vai chegar lá e é um pouquinho diferente.
[1:59:17] Talvez. Voltando pra Carolina, ele nem
[1:59:18] chegue, né? Mas eu gosto demais, cara.
[1:59:21] Assim, o sólinho, eu acho que o sólinho talvez tem uma
[1:59:24] influência até de oceano, do Djavan, que tinha um faixa de
[1:59:27] novela, né? Eu gosto de tudo, cara, e a
[1:59:30] parte c me me pega demais. O hear do whisper, overhope,
[1:59:34] cara, esse ali eu adoro aquele trecho.
[1:59:38] É, é 11 baladaça, né? E aí o Thiago vai comentar do do
[1:59:43] Jô Soares, eles tocaram essa cara?
[1:59:45] Porque o que aconteceu o Jô meio que.
[1:59:48] Então, assim, tipo, mostrou zero, estava desdenhando total
[1:59:52] ali, e aí quando você vê que eles vão tocar meio que me livre
[1:59:55] com o sangue dos olhos ali, né, cara?
[1:59:58] Eles. Só isso que eu falo do solo, que
[2:00:00] aí você vê o Kiko Solano no final ali, que tá rindo, saindo
[2:00:03] fumaça, até que assim, de tanto que tava tocando com ódio, o
[2:00:07] solo da música ali, sabe, dos caras sendo, pô, o cara
[2:00:10] desrespeitou a gente, falou que a gente não contratou a gente
[2:00:13] como se não fosse nada. Agora eles vão pegar esse final
[2:00:16] aqui. Por isso que eu falo, sabe?
[2:00:18] Tipo, de repente podia ter um desses solos do Kiko xedando com
[2:00:22] raiva assim, né? Do do final da música, só que
[2:00:25] ela fica, ela entra em fade na hora que na melodia, na hora que
[2:00:28] entrar melodiazinha final da música ali que o Kiko ao vivo
[2:00:32] sempre emendou com solo. Aquela melodia final é, ela
[2:00:35] entra em fade, ela fala. É triste porque quem viu ao vivo
[2:00:38] via o que o Kiko fazia e no estúdio não tem.
[2:00:42] É é questão de contexto, né? Acho que uma balada pro rádio
[2:00:45] talvez não. Não caiba bem assim, mas não,
[2:00:48] não na situação ao vivo, faça todo sentido.
[2:00:52] É isso no clipe, ele no clipe ela estava em fade em fade out
[2:00:55] já antes, né? Na hora que começava as os
[2:00:58] malabaris no vocal do André mata, ele já fazia o fade out e
[2:01:01] morria ali. Agora eu concordo com eu gostava
[2:01:03] muito mais do Eduardo da nu e Solano do que do que com isso
[2:01:06] para mim, né? Agora vamos combinar, né?
[2:01:09] Essa intro de bateria do confessório é muito boa,
[2:01:13] simples, mas é bem marcante. Cara, eu?
[2:01:17] Adoro funcionar uma música perfeita, eu acho assim, tipo
[2:01:20] música passo a passo dela funciona bem demais assim, todo
[2:01:25] jeito que ela cresce como ela não é lugar comum, né?
[2:01:27] Jeito que ela chega no refrão não é um jeito natural de chegar
[2:01:31] no refrão, mas chega bem para cada um então.
[2:01:34] Sei que o Bruno falou legal pra caramba, o solo é o Rafael que
[2:01:38] faz o primeiro solo, que é bem. De violão, né?
[2:01:41] É isso aí. É de violão, é bem legal.
[2:01:53] E aí a gente chega na famosa Zito.
[2:01:57] Zito, tem muita coisa para falar da da letra.
[2:02:00] Sempre falei Zito, mas eles queriam no começo que fosse
[2:02:04] Zito, né? Fala aí, Thiago, já começa
[2:02:06] explicando o que que é essa desgraça.
[2:02:08] Então, cara? Então essa desgraça aí foi a
[2:02:11] ninguém. Sabia que porra significava
[2:02:14] Zito, né? Então a gente chama Zito porque
[2:02:17] não tinha em lugar nenhum da letra.
[2:02:18] Você bolhava letra cima A baixo, procurando em algum momento que.
[2:02:22] Formasse algum acrônimo, isso colocava nada.
[2:02:26] Quando surgiu a internet, né? Essa coisa maldita?
[2:02:29] Ali tinha aquela teoria de que ziyt o significava zurri.
[2:02:34] Incógnita, Terra, oceanos, né? Terra incógnita, além do oceano,
[2:02:38] que era esse o significado. Mas o Angra nunca disse os cara
[2:02:43] mantiveram um segredo disso tudo só.
[2:02:46] Era este e o nome do caseiro, né?
[2:02:49] Eu ouvi a lenda que era o nome do caseiro do sítio.
[2:02:52] Aí depois falaram só uma, bem mais pra frente ali o Rafael foi
[2:02:56] falar que Zito significava era o nome de um amigo deles ali que
[2:03:01] do. Confessori.
[2:03:02] Sim, amiga do confessori? Isso que se entretinha na arte
[2:03:06] do nanismo, né? Assim, então.
[2:03:11] Cara, ele floreia pra cacete essa história, né?
[2:03:13] Porque ele fala que são 4 coisas, né?
[2:03:16] Que tinha o irmãozinho mais novo do do Zito, que que tinha
[2:03:20] Descoberto o nanismo e queria validar o resultado desse
[2:03:24] nanismo nesse. Mas que tem o lance com
[2:03:27] adolescente, né? Que faz sentido, né?
[2:03:30] Do que isso, né? Lá que tinha Raul Zito, também
[2:03:35] do Raul Seixas. Já da maçã, um Monte de coisa,
[2:03:38] né, cara? Que tinha um lance que ele
[2:03:40] sonhou com o alienígena. É uma porrada de coisa aí que
[2:03:43] que juntou, mas que no fim das contas fala sobre descoberta,
[2:03:47] né? É isso, a leitura sobre
[2:03:50] descoberta, né? Sobre descobrir se se jogar na
[2:03:54] vida pra descobrir coisas novas, né?
[2:03:56] Aí a música é tipo assim. O Angra ficou o tempo todo
[2:04:00] variando. Voltamos para o Power metal ali,
[2:04:03] né? Tipo, flori com todos os todas
[2:04:06] as enfeitinhos de música ali para ajudar desde a introdução
[2:04:10] já, mas voltamos para o Power metal bascão ali, pancadaria,
[2:04:14] pedal duplo disparando solo de rentia, terescu de fritações e
[2:04:19] escalinhas ali duetinhos assim, mas é tipo.
[2:04:26] Legal pra caramba, puta refrão, gostoso de cantar, né?
[2:04:28] Música que empolga tanto é que ao vivo nos shows da turnê do
[2:04:32] Holly live, ela vinha que nem tá no Holly live, né?
[2:04:35] Era no frente o 6 Zito na sequência.
[2:04:37] Então já chegava destroçando tudo, né?
[2:04:42] Era frenesi, maluco, depois vem o Street of tomorrow que era
[2:04:45] vinha na sequência assim. Daí dava aquela parada.
[2:04:49] Veio revisar, pesadão. Então era um ministro.
[2:04:52] Bem tipo, se alguém tava achando que o Angra não IA, não
[2:04:56] conseguia. Não IA querer mais ser uma banda
[2:04:59] de metal ao vivo. Já comecemos jogando na sua
[2:05:02] cara. E aí, e essa cerveja que você
[2:05:07] abriu? É uma descoberta deliciosa
[2:05:09] também por é William? É uma das mesmas de sempre.
[2:05:12] É essa a exembar presta. Essa é um filtro.
[2:05:14] Aquele nanismo padrão, né? Isso aqui é.
[2:05:17] Boa. Protocolar, é?
[2:05:22] Mas tu sabe que eu tenho outra contribuição para fazer aqui?
[2:05:27] Que também teve uma história que o marioti contou no amplifica.
[2:05:33] Ele foi uma vez lá com o Rafa e eles falaram sobre essa letra
[2:05:37] que ele brincou, né? Ele contou essa história do
[2:05:40] amigo do confessório, que aí eles só colocaram lá o apelido
[2:05:44] do cara. Zito, aí colocou os pontinhos
[2:05:47] para separar, para deixar coisa mais enigmática.
[2:05:50] E teve fã na época que fizeram umas umas especulações assim,
[2:05:54] tipo zuzin in the Ocean, assim, sabe, tipo umas coisas assim,
[2:05:59] meio. Foi o que eu falei lá, né?
[2:06:01] O zuri? Incógnita, Terra oceano.
[2:06:03] Assim é, foi nessa linha ziuzing to the Ocean.
[2:06:06] Isso aí que tu falou e tipo assim, mas.
[2:06:08] Mas a grande verdade é que é menos.
[2:06:13] Como é que eu posso dizer assim? A palavra é menos nobre do que
[2:06:17] isso, né? É só um título que funciona para
[2:06:24] para engajar, é isso aí. E assim, para mim, a música ela
[2:06:29] é é a faixa mais rápida do disco.
[2:06:32] Eu acho que tem um pouquinho daquela fórmula que consagrou a
[2:06:37] banda no Angels Cry. Mas claro que guardada as
[2:06:40] devidas proporções, né? Foi.
[2:06:42] Eu acho que ela acaba sendo inserida dentro do contexto do
[2:06:45] hollyland, então ela é rápida. Mas ela também tem partes
[2:06:50] sentenças e marcantes também, tá, mas assim eu acho que ela
[2:06:55] acaba entrando no mesmo, na mesma Seara, para mim, que é de
[2:06:58] chamado. Cara, eu acho que ela tá um
[2:07:01] pouquinho acima de xamã para mim, mas ela é um pouco mais
[2:07:06] genérica, tá meio contraditório isso, né?
[2:07:10] Ela, ela é um. Faz sentido.
[2:07:11] Ela é genérica mesmo assim ela tem.
[2:07:13] Ela só não é 100% genérica porque tem um Monte de
[2:07:15] efeitinho, de coisa brasileira perdida aqui, acolá, mas não
[2:07:19] tantos assim. Mas eu acho que o disco
[2:07:22] precisava disso, né? É isso.
[2:07:24] Acho que nesse momento ali, já indo para o final do disco, ela
[2:07:27] cai super bem cara, né? E é, é a parte muito boa do do
[2:07:33] Power metal, né? Que é o refrão foda cara, tudo,
[2:07:37] tudo legal, fritação tudo que vocês já comentaram aí é sem sem
[2:07:42] muito floreio, com todas as orquestrações datadas, é é uma
[2:07:48] faixa que é legal demais, cara, eu acho que ela é clichê, tem
[2:07:52] tudo de errado, mas ela ainda assim é, é legal.
[2:07:54] Se provavelmente se eu ouvisse hoje eu não IA curtir tanto, né?
[2:07:57] Acho que você aí é parecido, né, Thiago?
[2:07:59] Se caísse uma faixa parecida com isso hoje, cara, a gente tinha
[2:08:02] nem ouvir, se bobear, né? No meio, no refrão.
[2:08:07] É que o refrão é legal, né cara? Então não tem como falar.
[2:08:09] As melodias são legais da música, então se ficar numa
[2:08:13] faixa dessa você acaba deixando porque mal ou bem aponte o
[2:08:17] refrão. Cativam, né?
[2:08:20] É eu. Eu tenho uma dificuldade com
[2:08:22] Angra de de conseguir ouvir de uma forma isenta, sabe?
[2:08:25] De imaginar como é que seria eu ouvir isso com a minha cabeça de
[2:08:28] hoje. Eu não consigo separar do Bruno,
[2:08:31] de 16 anos, de 15 anos. Sei lá que estava ouvindo essa
[2:08:33] porcaria, né? E pirando, cara, querendo tocar
[2:08:36] que nem os caras, né? Tentando tocar o solo.
[2:08:40] Então eu acho que tem essa coisa que os clássicos conseguem.
[2:08:43] As bandas clássicas tem é que as bandas clássicas sempre souberam
[2:08:46] trabalhar melodia assim tiveram, sempre tiveram dom disso, né?
[2:08:50] Então, por mais de repente, uma Angra pode fazer uma música
[2:08:54] nova, genérica, mas o Rafael sabe compor uma melodia.
[2:08:57] O André Mato sabia compor uma melodia, sabe?
[2:09:00] É mesmo quando você pega um desconto metálica às vezes,
[2:09:02] sabe? Você sabe, tipo, o dia
[2:09:03] iniciativo tem capacidade capacidade de compor uma melodia
[2:09:05] do caralho assim, então você pode achar que a música está um
[2:09:07] saco, mas de repente entra um refrão que te puxa, sabe, tipo
[2:09:12] que eu falo isso bastante. O que acontece quando a gente
[2:09:14] sabe que é o petruz tem uma capacidade de compor melodia que
[2:09:16] é acima da média. Então você pode estar achando a
[2:09:19] música um saco, mas de repente entra uma ponte ali que te
[2:09:22] cativa, sabe? Então é isso, são esses caras
[2:09:26] que não é à toa que essas bandas conseguiram quebrar bolhas,
[2:09:29] porque elas conseguem fazer é que a gente marca no final.
[2:09:33] É a melodia da música. E acho que a Zito tem umas
[2:09:37] melodias legais pra caramba, por mais que a música seja genérica,
[2:09:41] perfeito. Agora eu eu tô chutando que a
[2:10:02] música que mudou a cabeça do William é de plus.
[2:10:05] Cara, eu não sei. O William tava falando essa
[2:10:08] semana, ouvindo CD, que teve uma música que pegou diferente.
[2:10:11] Fala aí, o William é de plus. Que que te acertou em cheio?
[2:10:15] Foi. Eu vou dizer que se esse podcast
[2:10:19] aqui existisse na época que esse disco saiu, arriscaria até uns 2
[2:10:23] anos depois, vamos colocar assim, tá?
[2:10:25] E a gente tivesse gravando esse episódio naquela época, eu teria
[2:10:30] muitas restrições em relação a essa música.
[2:10:33] Não descia legal, achava um pouco forçada e um pouco contra
[2:10:37] o que eu curtia na época. Mas que bom que a gente
[2:10:39] envelhece, né? Eu acho que essa música cresceu
[2:10:42] muito meu conceito de uns anos pra cá.
[2:10:45] E revisitando o disco esses dias aí, pra pra gente gravar, eu
[2:10:49] acho que só reforçou esse sentimento de respeito e
[2:10:52] apreciação. É linda, cara, linda mesmo,
[2:10:55] melancólica, contemplativa, de uma sutileza e fining únicos,
[2:10:59] cara, entendeu? Eu acho que essa música aqui é
[2:11:03] muito bonita. E quando eu ouço essa música, eu
[2:11:06] ouço o André cantar. Eu acho que dá um pouco assim de
[2:11:09] essa é a faixa do Angra. Que atualmente eu ouço e falo,
[2:11:14] pô, que pena que esse cara partiu, que pena que ele foi pra
[2:11:17] mim. Bate aquela parte de uma bad
[2:11:19] vibes assim quando eu ouço, sabe?
[2:11:21] Mas essa música é linda pra caramba, cara, puta merda, é
[2:11:25] isso? Minha opinião rápido, sucinta,
[2:11:28] diferente das de vocês estão durando 2 horas aí os ouvidos
[2:11:31] estão desesperados nessa altura do campeonato.
[2:11:35] Episódio 3 horas dura. Tem um guerreiro ouvido agora.
[2:11:41] Obrigado, guerreiro. Obrigado.
[2:11:43] Você que está aí. Temos alguém ouvindo até agora?
[2:11:46] Esteja ouvindo agora, comente por.
[2:11:48] Favor, né? Sabe aquele avisa na Netflix
[2:11:49] quando passa mais de 23 horas? Se você ainda.
[2:11:52] Está aí, você ainda está? É uma.
[2:11:54] Coisa da terceiro episódio, sem apertar o botão de pau, né?
[2:11:58] Podia, cara, se se você ainda está aí, comenta toupeira.
[2:12:01] No toupeira toupeira isso. Coloca nos comentários, toupeira
[2:12:06] toupeira. Mas eu vou falar que eu sempre
[2:12:08] amei essa música. Acho que ela, esse clima sacro
[2:12:12] que ela traz pra música aí, triste, eu acho que é legal pra
[2:12:16] caramba, que tem a ver com a letra, né?
[2:12:17] A letra tem esse clima de desolação, de impotência.
[2:12:21] Assim, acho que pra mim não vou dizer que é das melhores músicas
[2:12:27] do disco, mas eu sempre amei, sempre gostei pra caramba, achei
[2:12:30] que é legal pra caramba. Na hora que ela dá aquela
[2:12:32] parada, aí entra parte gregoriana ali dos.
[2:12:35] Canticos assim, eu acho fabulosa assim.
[2:12:39] Aquela parte foi da hora que e aí volta, ela volta um pouco
[2:12:43] mais solta, sabe? Tipo, ela perde um pouco aquela
[2:12:46] sacralidade depois daquilo, mas volta com o André fazendo tudo
[2:12:50] aquilo. Só não acho que ela é sutil,
[2:12:52] porque o André exagera Exagerado para caramba na interpretação
[2:12:55] aqui, mas tinha que ser mesmo. Ele entregou do jeito que a
[2:12:57] música tinha que entregasse. Mas eu acho, vai dizer que a
[2:13:04] Pérola é escondida desse disco assim, das melhores músicas que
[2:13:08] o André já escreveu assim. Adoro ela e acho que o William.
[2:13:14] Acho que o Bruno também gosta assim, né, Bruno?
[2:13:17] Eu, eu tô No No time, William. Cara, que eu eu demorei a
[2:13:20] aceitar essa faixa, mas hoje eu acho maravilhosa, principalmente
[2:13:23] o que você falou ali, cara, depois dos 2 minutos e 45 que
[2:13:26] entra naquele trecho. Totalmente sacro, né?
[2:13:31] É um negócio bem gregoriano, né? Que puxa um pouquinho para o
[2:13:36] começo também, né? Esse lado de de de missa, né?
[2:13:41] Um negócio. Lembrando que a crossing era
[2:13:44] parte, né? Dessa música eles separaram pra
[2:13:47] fazer. Introdução é, então faz todo
[2:13:50] sentido, né, cara? Eu, eu adoro, cara, eu adoro
[2:13:54] essa faixa hoje não, não, não gostava, mas assim, a partir
[2:13:58] desse miolo, eu comecei a ganhar cada vez mais apreço Por Ela e
[2:14:03] hoje é é o dos destaques do disco, né?
[2:14:06] É coisa foda, né, cara? Eu sei lá, aquele aquele
[2:14:12] principalmente nesse canto gregoriano, cara, ele fica com o
[2:14:14] piano e tem um tielo ali que fica meio meio.
[2:14:17] Jowling, sabe, eu também não consigo traduzir essa porra, mas
[2:14:20] fica com 111 lance constante assim, Sombrio para caramba, né?
[2:14:25] Eu acho muito foda, cara, muito foda, né?
[2:14:28] Não me pegou imediatamente. Acho que eu não tinha maturidade
[2:14:31] para ela, mas o tempo me me fez entender que essa música aí é é
[2:14:36] muito foda. É legal porque assim, depois da
[2:14:39] Zito, né, cara? Porque depois daquela quebra
[2:14:43] completamente, né, cara? É uma quebra ferrada e acho que
[2:14:46] é uma boa preparação para nossa última faixa do disco, lucifers
[2:14:51] Lola by. Já engatei Thiago.
[2:15:08] Vai No No embalo. Vai for Lucifer, calma.
[2:15:14] Eita, diverti, cara. Oscars, chilre do Oscar, finge,
[2:15:18] não misturei misturei misturei misturei quase no mesmo, né?
[2:15:24] Com essa que é uma das poucas, acho que deve ser a única
[2:15:27] música, tirando a primeira, que não tem o André Matos na
[2:15:29] composição, né? O André Matos não conseguiu
[2:15:32] roubar créditos nessa música, segundo Rafael Bittencourt, né?
[2:15:35] Foi. Canalha.
[2:15:37] Isso. Mas é a musiquinha de saída do
[2:15:40] disco, né? Depois que tem uma musica ultra
[2:15:42] sakra, ultra tensa, eu vi uma baladinha de violão, um
[2:15:46] climazinho meio idílico. Ali o pastoral, um pouco, de
[2:15:51] certa forma, ali essa relação de lúcifer, Inocência, tentação,
[2:15:59] Sombrio assim. Eu acho um jeitinho singelo de
[2:16:04] terminar o disco mantendo esse clima da Terra Santa, da Terra
[2:16:10] descoberta, Terra virgem, essa atmosfera pastoral que o disco
[2:16:16] que não é exatamente o tema principal do disco, mas que não
[2:16:20] raras vezes o disco abandona esse clima.
[2:16:24] Ele termina com ele cruzinho rapidinho para colocar 2040 ali,
[2:16:29] funcionando. Acho que funciona.
[2:16:31] Não é das melhores músicas do disco, mas cumpre bem o papel
[2:16:34] delas, não acha isso também, William?
[2:16:36] Eu acho que sim, cara. Eu acho que ela cumpre, sim.
[2:16:40] E pra mim ela simboliza assim, o fim, um adeus, preconceito do
[2:16:46] disco. Eu gosto da solenidade rústica
[2:16:49] dela. Eu acho que ela é bem assim.
[2:16:53] Eu coloquei um termo aqui na minha anotação, tipo bem ao
[2:16:56] vivo. Mas a palavra que eu queria não
[2:16:58] era essa. É como se eu tivesse assim,
[2:17:00] presencialmente, olhando pro pro André cantando e ouvindo aquela,
[2:17:04] aquele dedilhado. E ao mesmo tempo que que ela me
[2:17:07] transporta para aquele ambiente onde está a questão das gaivotas
[2:17:11] de mar e o cara cantando na minha frente, entendeu?
[2:17:15] Essa faixa, essa faixa funciona muito para isso, tá?
[2:17:20] E daí? Eu eu faço uma pergunta para o
[2:17:23] Bruno, tá? Termina em fade vale, Bruno,
[2:17:27] não. Essa é o fade que eu aceito,
[2:17:30] cara, porque o cara faz o acorde final lá ela tem fim é essa em
[2:17:36] cima do que você falou, cara. Ela é quase uma faixa de
[2:17:39] créditos finais, né? Você imagina a praia com as
[2:17:42] gaivotas, EAO visual, vai pra pro mar e vai embora.
[2:17:48] Eu não. Não sei se eu veria como nem
[2:17:52] como fade, cara. Porque ele ele manda lá, Oo
[2:17:57] acordezão todo cheio de de tensão.
[2:18:01] Mas eu eu curto cara do que o Thiago falou, né?
[2:18:04] A única acha que os autores São Pedro Henrique Loureiro e Rafael
[2:18:07] de Paulo Souza neto. Sei nosso amigo André Matos,
[2:18:14] André coelho. Matos, eu que na época da treta
[2:18:19] a galera fazia, cantava no show do Angra, né?
[2:18:21] O coelhinho se eu fosse como tu, né?
[2:18:26] Eu nunca tinha juntado essas pecinhas aí, cara.
[2:18:30] Nossa, aí tem até um programa de teve, teve na época do do da da
[2:18:36] grande rusga, né? Teve um programa que era, acho
[2:18:40] que era da rádio Florianópolis, sei lá, cara, que foi gravado ao
[2:18:42] vivo, que o Angra tocou. A gente tocava tipo modernwords,
[2:18:47] tocava algumas musiquinha, Heroes of 7, sei lá, e tinha
[2:18:50] versão de coelhinho. Eu não sabia que era por isso,
[2:18:52] cara. Porque tinha juntado as
[2:18:54] pecinhas, olha só, mas eu, cara, eu adoro essa faixa aí, é, eu
[2:19:00] comecei a aprender música pelo pelo violão, né?
[2:19:05] Antes de de tocar guitarra, eu ficava tentando tocar esse
[2:19:07] negócio aí. É divertido de tocar.
[2:19:09] Legal é esse pseudo erudito, né? Tem uns uns acordezinhos
[2:19:15] diferentes ali que são legais, mas sétima os maiores, uns meio
[2:19:19] de minutos, uns negócios bacanas ali que.
[2:19:22] Eu curto e assim eu eu gosto desse lance do do Angra de ter
[2:19:27] No No Angels cright é last in chill, né?
[2:19:30] Que também termina No No climinha mais tranquilo, mais
[2:19:34] pastoral, sei lá, né? Até o reebuster ele tem aquela
[2:19:38] do Chopin lá que nunca me pegou muito, mas o pensando até no teu
[2:19:43] plaw Shadows ele tem a. As lay freedempton da vida lá no
[2:19:47] finalzinho, né? Cara?
[2:19:48] Eu acho que a as músicas acústicas assim, nessa pegada do
[2:19:51] Angra, são muito legais. E Richie howise, acho que eu
[2:19:53] acho uma obra prima ferrada essa cara do do do Rafael, né?
[2:19:58] Mas acho que termina super bem o disco.
[2:20:00] Acho que é uma boa altro é, tem a é.
[2:20:04] Totalmente fora, totalmente. Meio de fora, mas.
[2:20:12] É. Mas pensando nisso, até naquela
[2:20:16] assistente Child ela começa Sacra e depois ela fica
[2:20:20] pastoralzinha também, né? E?
[2:20:22] É isso curto demais. Mais algum comentário sobre o
[2:20:25] rollyland, senhores? Para mim, finalizei.
[2:20:29] Isso finalizamos, mas você pensa, acabou.
[2:20:33] Nem começou ainda. Tem mais a.
[2:20:36] Gente, mal começou porque o Angra, depois de gravar o
[2:20:41] rollyland, começar a fazer turnê.
[2:20:43] Precisava de um bom motivo para fazer mais shows e lançou o EP
[2:20:47] Freedom Call porta Freedom Call William.
[2:21:12] Eu acho que. Esse EP aí ele cumpre 3 papéis
[2:21:18] principais, ele expande o universo de hollyland, ele
[2:21:22] apresenta releituras e mostra o lado mais direto e Power metal
[2:21:27] europeu da banda. Ponto.
[2:21:30] Então, se se o hollyland ele tem aquele lado sinfônico conceitual
[2:21:34] e o friedon call é um pouco mais enxuto.
[2:21:38] E focado mais ali, Na Na força do instrumental, da melodia, do
[2:21:43] da identidade vocal do André, tá?
[2:21:45] E eu lembro muito bem quando saiu esse EPE.
[2:21:48] Eu acho que foi uma adição bem interessante para aquelas
[2:21:52] pessoas que tinham comprado a proposta do rollyland e estavam
[2:21:55] empolgadas com o disco. Ponto por.
[2:21:58] Outro lado assim, cara, então ele, quando foi no cal, saiu.
[2:22:03] Eu tava muito mais empolgado pelas músicas não holy Land que
[2:22:07] eu saí no Freedom colo do que Freedom colo em si, que era uma
[2:22:10] música nova do holy Land, porque ele saiu com o rhythm of the
[2:22:13] Night, ele saiu com o Queen of the Night, que eram 2 músicas da
[2:22:15] demo do Angra que todo mundo tava abrando.
[2:22:18] A Queen of the Night já tinha saído com bônus no Japão.
[2:22:21] Aí ele sai com o que eu acho desnecessário é a as versões
[2:22:25] editadas orquestradas ali que tem da stand away da d blue, né?
[2:22:28] Que acho que é desnecessário ali, mas faz tamanho.
[2:22:33] E aí ele sai com as 2 músicas do EP acústico gravado na Fnac, né?
[2:22:37] Que era o Mini disc, um filme saiu como bônus em alguns países
[2:22:41] da Europa, era um epzinho que vinha junto com o Roland, esse é
[2:22:44] um do OCD francês que eles dão para o JoJo.
[2:22:47] Quebra, né cara? Era é esse daí o saiu também no
[2:22:51] saiu como EP também no Japão, então eu tava muito louco atrás
[2:22:54] disso, desses, dessas músicas acústicas e o primo chegou a
[2:22:57] comprar esse negócio. A versão francesa aqui tinha o
[2:23:00] epzinho junto. Mas aí quando eles anunciaram,
[2:23:03] Ah, OA gente vai lançar essas músicas no Freedom Call, eu
[2:23:06] falei, pô, que legal, sabe? Vai ter tipo as músicas do
[2:23:08] lankust, que vai ter a Penha of The Nights Rise babando para ter
[2:23:13] aquilo. Eu tinha uma cópia vagabunda da
[2:23:15] demo do Angra assim, então ter isso bem gravado, regravado pela
[2:23:18] banda, era um desejo para caramba.
[2:23:22] E aí tinha uma música nova do Freedom Call, de uma música nova
[2:23:25] das sessões do Rolling Land, que ele tinha adorado o disco, mas
[2:23:28] que também tava muito satisfeito com o disco.
[2:23:30] Não precisava ter mais uma música dele assim.
[2:23:32] Agora a grande questão, assim, vocês acham que o fredão colo
[2:23:34] cabia no hollyland? Se coubesse, se vocês tiravam
[2:23:38] alguma do rollyland pra colocar ela?
[2:23:41] Não tá certinho, não é? P, cara, pra mim o EP ficou
[2:23:44] redondo. Concordo contigo assim eu eu
[2:23:46] concordo contigo mais da the blue sede necessário do que o
[2:23:50] stand way, porque pelo menos a stand way é a full orquestra,
[2:23:52] né? Que.
[2:23:54] Veio aquela edição que ela para e recomeça, que fica.
[2:23:58] Fica uma porcaria. Achei assim tipo.
[2:24:01] Porque é um solo, ela termina ali.
[2:24:03] De repente ela vem direto para parte do meio.
[2:24:06] Não tem nenhuma transiçãozinha orquestrada, sabe?
[2:24:13] Deixaram a voz e orquestração só, sem bateria, baixo, que tá
[2:24:18] seco, né? Mas acho mais interessante que a
[2:24:21] deplu que tá ali, né? Eu.
[2:24:24] Mas eu acho que Freedom cole não caberia no hollyland.
[2:24:26] Cara, para mim ficou certinho como um ept, tipo um hunters and
[2:24:29] pray mesmo, cara. Aqui também não caberia no
[2:24:32] rebourf para mim. Eu acho que não cabe no
[2:24:35] hollyland, até porque ela eu, eu julgo assim que a Freedom cole é
[2:24:39] independente. Ela tem um outro tema que é de
[2:24:42] superação, libertação espiritual.
[2:24:45] Pessoal, eu acho que a música ela é interessante, mas ela.
[2:24:51] É 111 adição interessante para o universo do Angra.
[2:24:55] Mas se você fizer uma imersão no hollyland e vai para esse lado
[2:24:59] aqui, você sente bem a diferença.
[2:25:01] Então você tem aquele lado rico e depois tu vai para algo mais
[2:25:05] tradicional, mais reto, por assim dizer.
[2:25:07] Eu acho que até a própria produção dessa música, se tu for
[2:25:10] parar para pensar e analisar a maneira como ela soa, parece um
[2:25:15] lado b mesmo, entendeu? Então eu acho que ela não cabe
[2:25:18] não. Eu acho que tem faixas assim
[2:25:20] que. Por mais que eu tenha mencionado
[2:25:23] lá atrás que eu trocaria, que tem músicas que eu trocaria, no
[2:25:28] trocaria, não sei. Não seria a palavra que eu
[2:25:30] sinalizei no holyland, que eu acho que que eu pularia.
[2:25:34] Não quer dizer que eu trocaria por essa aqui ponto.
[2:25:37] Cara de conceito, eu acho que ela tá falando especificamente
[2:25:40] de, de de. Assim já começa a falar de
[2:25:44] slever Kings, né? De navio negreiro e tal.
[2:25:47] Acho que ela tá no. Na mesma pegada lá, eu acho que
[2:25:51] ela talvez seja um pouco mais direta, mesmo tendo aquela
[2:25:53] aquele termo de Zinho instrumental quietinho no meio,
[2:25:57] que é um negócio que o Angra fazia bastante.
[2:25:59] Talvez por influência do queens Wright, né?
[2:26:01] Sei lá, cara. Para mim, ela ela faz parte do
[2:26:03] conceito, mas acho que foi melhor deixar como EP.
[2:26:08] Eu acho assim. Eu fui até pegar o encarte do
[2:26:10] Freedom cole para ver agora assim ele foi.
[2:26:12] A música foi gravada em São Paulo em 96, então ela já não
[2:26:16] foi gravada junto na é outra sessão, não é?
[2:26:19] No mesmo estúdio na Alemanha e tal.
[2:26:22] Então teve o mesmo apuro que as outras tiveram.
[2:26:26] Temos de sonoridade e tal, por isso que ela acaba soando como
[2:26:28] bissat mesmo. Eles não quiseram pôr a música
[2:26:31] no disco, guardaram para gravar como um EP, porque no Evo
[2:26:34] warning, eles perceberam que puta, eles usaram todas as
[2:26:37] músicas no disco. Não tinha nada para lançar ali
[2:26:39] na hora quando eles. Lançaram o Evo?
[2:26:42] Warning, exato. Então eles se ligaram que eles
[2:26:45] tinham que guardar alguma música pra depois.
[2:26:47] Eu acho uma música bem legal assim, eu acho que ela poderia
[2:26:50] caber no holyland, mas aí aquilo teria que trabalhar e adicionar
[2:26:54] os elementos brasileiros na com você Pra Ela não destoar do
[2:26:58] jeito que ela acabou sendo gravada, ela destoa, então acaba
[2:27:01] não encaixando mesmo, não tem tipo o mesmo cuidado que as
[2:27:05] músicas do holyland tiveram. Até fui ter certeza, né?
[2:27:07] Foi, deixa eu ver no em caste pra ver se eu não vou falar
[2:27:09] besteira, tipo, eles gravaram lá e vou deixando guardado, não,
[2:27:12] eles gravaram depois mesmo. Assim, aquilo poderia, acabei
[2:27:16] poderia. Eu acho que ela tinha potencial
[2:27:17] para entrar no Hollywood índio assim eu gosto, eu gosto mais
[2:27:20] dela do que gosto de de de deixar a mãe, mas não acabou
[2:27:26] não. Não entrando não prejudica, ela
[2:27:28] não está no Hollywood, acaba sendo.
[2:27:32] Acabou sendo uma boa carta guardada na Manga para um EP
[2:27:35] depois assim. É, tem isso, né?
[2:27:37] Assim como uma adição pura, não IA rolar porque o disco já tem
[2:27:41] quase 1 hora, né? Já tem 50 e tantos minutos.
[2:27:44] Eu não sei se eu trocaria de chaman, porque acho que de
[2:27:47] chaman não seria o single foto o suficiente, né?
[2:27:50] Então como como é p para mim ficou arredondaço, cara, porque
[2:27:53] assim eu adoro o kret of the Knight, essa versão aí, rich
[2:27:56] horisons se fica foda se é da manhã defendia, apesar do Thiago
[2:28:00] não gostar penk, ele era bem criticado, né?
[2:28:03] The blue desnecessário, mas aí tem assim, podia até botar
[2:28:06] botado chega de saudade aqui e deixar o treco.
[2:28:10] Achei porque que tinha um acho que eles estavam traumatizados
[2:28:13] com. Direito do bebê.
[2:28:17] Né? É penquiller, é, é uma versão.
[2:28:19] Bem, a única coisa. A única coisa que eu acho que
[2:28:22] salva nessa versão do penquiller é o vocal do André.
[2:28:24] Assim é porque a bateria é lamentável.
[2:28:28] Eu acho mal gravado, gravado, sem força nenhuma.
[2:28:32] É triste, eu acho. A versão de penquiller do Angra
[2:28:35] parte ensinamental. The Night Rise, as 2 músicas que
[2:28:53] é total, mas é legal pra caramba e tinha um mito, né?
[2:29:05] A música da demo que eu queria ver eles tocando ao vivo, então.
[2:29:09] Assim funcionou pra mim foi um EP que quando saiu eu tava
[2:29:12] empolgadíssimo por ele, assim como eu também tava
[2:29:15] empolgadíssimo. Enquanto saiu o Rolling Land
[2:29:17] esperando sair, fui ver o show da o show que eu vi do Palace já
[2:29:22] era do lançamento do Freedom Call assim.
[2:29:25] A Queen of the Night e a riching horisons, elas servem isso,
[2:29:28] servem meio assim, como um registro de de época, né?
[2:29:33] Porque a própria execução delas, a forma como ela soua, tu vê que
[2:29:37] é uma coisa assim que. Que vai no sentido mais rústico
[2:29:41] do que foi apresentado no próprio Angels Cry, e eu acho
[2:29:46] que são muito mais Power metal. É, bem, são bem acentuadas nesse
[2:29:51] sentido, sabe? Então funcionam stanway essa
[2:29:55] versão alternativa, diferente da original.
[2:29:58] Aqui é a orquestrada Sinfônica, né?
[2:30:00] Então ela tem uma vai mais para o lado teatral, por assim dizer.
[2:30:05] Eu prefiro a original. Eu também prefiro cara, até
[2:30:26] provou, mas é interessante uma. Curiosidade, né, cara?
[2:30:32] Assim é mais entra como uma curiosidade do que com uma
[2:30:35] versão nova, uma ação válida. Eu tava cantando ela mentalmente
[2:30:40] aqui, Tiago, aquele AI é que dá uma quebrada esquisitaça, né?
[2:30:46] Não faz sentido, mas até cara É Ela.
[2:30:48] Ainda vale a pena. E a penquiller.
[2:30:51] Eu até entendo que os caras realmente tinham a melhor das
[2:30:55] intenções ao gravar a música, né?
[2:30:57] A gente sabe do impacto que teve.
[2:30:58] O próprio Tiago já contou a história deles no Rock In Rio,
[2:31:00] lá que eles foram lá atrás de ver uma banda mais jovem.
[2:31:03] No fim, achavam que o Judas era uma banda de velho e chegaram
[2:31:06] lá, ficaram impressionados com o Judas Price.
[2:31:09] Então assim, não, não, não estou querendo menosprezar a intenção,
[2:31:14] mas o cover em si não me agradou porque eu acho que não sei,
[2:31:18] cara, tem a parte da bateria que não ficou tão visceral.
[2:31:21] A voz do André, apesar dele cantar bem, eu acho que não
[2:31:24] combina. Eu acho que ele força um timbre
[2:31:27] aqui, força um, parece um vocal assim, meio desesperado assim, e
[2:31:32] não dá, cara, não, não fica legal, não é para ele isso aqui.
[2:31:36] Ao mesmo tempo que eu também acho que não é para eles.
[2:31:38] Eu não sei o que que o pessoal tanto viu de especial na versão
[2:31:40] do sister of Mercy, da more, que OOO chamã fez depois eu acho que
[2:31:46] não, não é não, não dá, sabe? EADZ blue, pra eu finalizar
[2:31:52] aqui, que é a versão alternativa, tá, que eu acho que
[2:31:56] foi muito boa aqui também. Num primeiro momento você fica
[2:31:59] aí catando as diferenças em relação a original, mas você vê
[2:32:02] que na verdade é uma versão mais rock.
[2:32:04] Menos pomposa, só isso. E aí você tem ali também as as
[2:32:09] acústicas, né? Angels Cry ever understand, que
[2:32:13] foram gravadas na Fnac da Argentina, em 96.
[2:32:17] Não da França, cara. Não.
[2:32:18] Confunda é Fnac da França, cara. Estou aqui com o França na mão,
[2:32:25] mostrando pra você se quiser ler.
[2:32:26] Final mais França, ó porque assim ó eu.
[2:32:30] Ouvi o da Argentina. Se eu não tô enganado no final
[2:32:39] da turnê, só do Rudy lands, né? É?
[2:32:41] O que tem o bot lag? Assim, eu eu ouvi 2 versões de
[2:32:44] de never understand, tá? Se você pegar uma da da da Fnac
[2:32:48] da França, que tem 1111 boot Lake, que saiu da França.
[2:32:53] Tá fora disso aí, foi o que eu ouvi, foi o registro que eu vi,
[2:32:56] tá? Se você comparar com a never
[2:32:58] understand desse do Freedom Call, você vai ver que dá uma
[2:33:01] paradinha aos 4 minutos, que tem umas diferenças entre é essa aí
[2:33:05] mesmo, tem uma paradinha nos 4 minutos em relação AAA francesa
[2:33:10] e a Argentina, que é diferente, tá?
[2:33:12] Isso que eu mostrei é o botileg, né?
[2:33:13] Oo singlezinho é na França. Cara.
[2:33:19] A gente não vai? Vai na fé, vai na fé.
[2:33:21] A gente não vai consensar aqui, vamos vamos deixar Oo iPhone lá?
[2:33:24] Eu tô com eu tô com o encarte aqui, foi?
[2:33:27] Gravado na Fnac do fórum, Paris. O negócio é a França.
[2:33:30] Esse show da esse show da Argentina não existia no mundo
[2:33:33] ainda quando saiu o Freedom cola?
[2:33:35] É o show acústico da da Argentina 97.
[2:33:38] Bom. Então, porque depois?
[2:33:40] Então se tu está com encarte aí, Tiago, eu vou confiar nele,
[2:33:43] porque eu fui nos boot legisly e fui ouvindo, tá?
[2:33:46] Não, eu lembro porque eu tava babando.
[2:33:48] Se eu já tinha ouvido essas versões, porque meu primo tinha
[2:33:51] a versão que tem chega de saudade também, que era que a
[2:33:54] chega de saudade e never andersenge.
[2:33:56] Eu lembro que eu fiquei puto quando saiu fedão.
[2:33:58] Qual que não tinha chega de saudade?
[2:34:03] Mas assim divertidíssimas as versões.
[2:34:14] Acústicas legais pra caramba, as brincadeiras que eles fazem e
[2:34:21] acho que funcionou bem pra caramba assim.
[2:34:23] Eu adoro essas ações acústicas da música do.
[2:34:26] Fnac são fodas, cara, são. Lindíssimas da Fnac sim, eu
[2:34:30] achei que de saudade, por exemplo, eu achei que ficou
[2:34:32] muito boa na voz do André. Eu já achei que ficou assim,
[2:34:35] tipo um. É um lado MPB que eles quiseram
[2:34:37] mostrar pro público europeu, que pra mim ficou excelente, cara,
[2:34:41] foi, foi executada com muito respeito.
[2:34:44] E aí pra gente fechar antes de dar nota?
[2:34:47] É, acabou ainda não acabou ainda não.
[2:34:50] Acabou agora ninguém aguenta mais.
[2:34:52] Ouvir 3 horas de. Episódio, Bruno, pelo amor.
[2:34:55] De episódio completo até o fim. Cara, a gente teve nessa sessão,
[2:35:01] além do EP Freedom COL e do Holly live, né?
[2:35:04] Que foram foram os 2 eps lançados, sendo que o Freedom
[2:35:07] COL é quase o tamanho do CD, né? É, acho que ele é EP, por
[2:35:12] coincidência. 40 minutos acho que tem.
[2:35:15] É, então é grande pra caramba, né?
[2:35:18] É, saíram essas versões aí que eu sempre sonhei em ter, né?
[2:35:23] O Thiago tá mostrando agora Oo pôster do Holly live, cara que
[2:35:27] foi de novo gravado em Paris, né?
[2:35:30] É mais um um disco que eles gravaram o show inteiro, diz a
[2:35:34] lenda que é só as faixas que estão No No disco foram
[2:35:38] aproveitáveis, né? A gravação não tinha ficado.
[2:35:42] É arrumores que eles tiveram que dar uma arrumada em casas.
[2:35:47] É regravar algumas coisas que a intenção era que eles queriam
[2:35:52] ser muito louco, né? Que a parte do Holly live, acho
[2:35:54] que a gente pode até começar para encaminhar, porque o Holly
[2:35:57] live, ele saiu pela paradoc foi o primeiro lançamento do Angra
[2:36:01] por uma gravadora grande. Já a paradoc já era uma
[2:36:03] gravadora grande aqui no Brasil, que os outros discos saíram
[2:36:06] todos pelo Eldorado. Foi basicamente eles testando
[2:36:09] águas de como que IA ser essa? Como IA ser essa vida agora que
[2:36:13] eles tinham uma gravadora com dinheiro para promover a banda?
[2:36:16] Porque até então eles não estavam.
[2:36:17] Era Rocky, briga de recordes e Eldorado que lançava no Brasil,
[2:36:20] e a ideia era ter o rolly live como um duplo ao vivo.
[2:36:24] Mas em algum momento essa ideia morreu e a desculpa oficial
[2:36:27] dessa ideia ter morrido foi a gravação.
[2:36:29] Não estava aproveitável. É, é isso?
[2:36:32] Só para colocar foi gravado no sale proven sale em Paris sale
[2:36:36] proven sale Paris 15/11/1996 que ele foi gravado não foi no
[2:36:41] Olympia. O show tem que continuar assim,
[2:36:44] mas eles vão voltar para o Olympia.
[2:36:47] Vou fazer o showzinho da 30 anos do hollyland lá.
[2:36:51] Isso. EE também, só para complementar
[2:36:54] a ficha técnica aí, quem gravou? Quem tocou o teclado nesse show
[2:36:58] foi o leque filho nessa época. Leque filho nessa época, era ele
[2:37:01] assim. Ainda estava aqui depois.
[2:37:03] Na turnê do faywork já não é mais ele, acho que o faywork já
[2:37:06] Fábio. Né, é isso
[2:37:19] o Angra lançou. AA latinha que o Thiago já
[2:37:23] comentou, ainda teve a holybox, que é um outro item de
[2:37:26] colecionador fissurado aí sendo bem vendendo, mas que foi um
[2:37:31] aquele formato antigo de DVD, né?
[2:37:34] Quem é antigo lembra que tinha umas caixas que eram mais
[2:37:36] verticalizadas de turnê cara do do do rollyland.
[2:37:41] Eles tocaram com bastante banda, que eram bandas que pouco tempo
[2:37:45] depois IA ficar fissurado, né? Porque era aquele.
[2:37:49] Power proger europeu, então tocaram com o supperier, tocaram
[2:37:52] com o eldrich, né? O stratovares, que é mais um
[2:37:55] Power metro, tocaram com o van der place, né?
[2:37:57] Foram várias. Bandas crime, Virgin still
[2:38:01] também eles chegaram a tocar. É então várias bandas que nessa
[2:38:06] época aí eram sobreviventes do metal, né?
[2:38:08] Lembrando que nessa época Oo grunge já tinha acabado com
[2:38:13] supostamente tinha acabado com o que era o metal verdadeiro.
[2:38:17] Mas era o metal que só estava na Europa, né?
[2:38:19] Que o metal americano não deixava esse.
[2:38:22] Essas bandas não tinham penetração nos Estados Unidos,
[2:38:25] porque os Estados Unidos estava na linha do groove metal.
[2:38:28] Assim era o sepultura, o manchilehead, né?
[2:38:30] Já perdão. O cornel Deftones começando a se
[2:38:36] preparar para tomar tomar as rédeas do metal americano?
[2:38:54] Perfeito, William. Algum comentário final antes da
[2:38:57] gente para a nota do do holyland?
[2:39:00] Sobre o holy live, né? É falamos sobre holy live aqui.
[2:39:05] É, mas eu ainda não, eu fui no banheiro.
[2:39:07] Vocês não esperaram? Quem, quem mandou em mijar,
[2:39:10] porra? Tem, né, fazer o quê?
[2:39:13] Eu quase fui dormir e voltei as vezes.
[2:39:15] Episódio. Mas na verdade, na verdade,
[2:39:19] assim, o Rudy live, eu acho que é um Edson, vamos chamar assim
[2:39:22] pro fan de Angra que ele é necessário.
[2:39:24] É um DLC? Um DLC pra quem curte games vai
[2:39:28] vai entender a referência. Então assim, eu acho que é uma
[2:39:31] adição, não agrega em nada no sentido musical, mas ele é um
[2:39:35] registro de época importante pra até pra você sentir como tava a
[2:39:40] banda no nível Internacional, né?
[2:39:42] Tem um tem um detalhe interessante nesse.
[2:39:45] Registro porque é o André Matos falando em francês com a
[2:39:48] plateia, que eu acho bem legal, entendeu?
[2:39:51] Pelo acústico da fenac também, sacanagem fala.
[2:39:54] Tem também tem também do som. Mancar isso tem telan, sei lá.
[2:40:00] DN. EE assim, o que é legal do você
[2:40:04] procurar os boot lags do Angra? Dessas turnês, ele fala em
[2:40:10] alemão, ele fala em francês, ele vai falar em espanhol, ele fala
[2:40:13] em italiano. É legal?
[2:40:15] Ele, ele, ele tinha esse esforço de se comunicar na língua local
[2:40:18] assim. É, então pra mim era um cara
[2:40:21] diferenciado e a banda tava num num pico muito bom ali de
[2:40:27] execução das músicas ao vivo. Então é um é um álbum assim que
[2:40:30] funciona bem, é um. É um interessante pros pros fãs.
[2:40:36] EE é isso, cara. Não tenho muito mais o que
[2:40:39] falar, não. Acho que da minha parte, eu acho
[2:40:41] que encerrei aí, ordenhamos essa vaca aí com maestria.
[2:40:46] Né? Eu achava que 2 discos era muito
[2:40:49] pouco para lançar um disco inteiro ao vivo.
[2:40:51] Então ter sido só um EP é meio esquema, meio denjaton, sabe?
[2:40:54] Funciona como um bom aperitivo. É.
[2:40:58] Verdade, cara. Um epzinho ao vivo, né?
[2:41:00] O próprio quizz Wright tem o tá logo depois do do do EP, né?
[2:41:05] E o. Depois do Warner?
[2:41:08] Depois do Warner isso. Então vamos finalizar com as
[2:41:13] nossas notas só do hollyland William.
[2:41:15] Sem falar de de epes e de boxes e de latinhas.
[2:41:20] Que nota você dá para essa obra prima do metal brasileiro?
[2:41:25] Nota 10. Maravilha Thiago pra você.
[2:41:29] O chato da história, né? O Thiago de 2026 dá nota 9 Pra
[2:41:35] Ele. Chateado o Bruno, o adolescente,
[2:41:39] o Bruno velho. Todos os brunos dão nota 10 por
[2:41:41] esse disco também. Cara que fica lindamente com uma
[2:41:44] nota 9, ponto 6666 em metal aí dando para 9.7 cara cheio
[2:41:51] digníssimo desse grande disco aí, um.
[2:41:57] Grande disco da carreira do André Matos.
[2:41:59] Concordo, cara, concordo. Já falei que é o meu favorito.
[2:42:02] Metal, né? Esse e esse disco tem.
[2:42:05] Tem cara de Andre Matos, né? É dele o disco, é dele, dele
[2:42:08] assim, né? Ele assina quase todas as
[2:42:10] músicas, é a sonoridade e a cara dele ali.
[2:42:13] O disco é dele, sabe? Para mim, a grande obra que ele
[2:42:16] lançou na carreira dele é esse disco.
[2:42:17] Mas eu vou dizer que eu acho que o melhor disco do Anglo tem,
[2:42:20] apesar de eu não ter nenhuma relação com ele, mas.
[2:42:24] A parte polêmica fica para uma gravação posterior.
[2:42:29] Né? Aí temos mais 2 pontos aqui,
[2:42:32] pessoal. Primeiro eu queria entender se
[2:42:35] esse modelo de falar de uma época da banda ao invés de falar
[2:42:39] de um disco só, né? De tudo que que faz parte da da
[2:42:43] dessa, dessa etapa aí, desde demo até os EP.
[2:42:47] Se se vocês acham interessante, acho que vale botar os
[2:42:50] comentários pra gente. E a gente tem comentário pra
[2:42:54] ler, né, William? Vou deixar você ler os nossos
[2:42:56] comentários aí. Com certeza.
[2:42:58] E temos alguns aí. Então para o ouvinte se situar,
[2:43:02] talvez na nossa cronologia de lançamentos de episódios aqui a
[2:43:06] gente tá alguns episódios à frente por questão de
[2:43:09] organização. Então assim, provavelmente a
[2:43:11] gente vai ler comentários de de tipo 23 episódios para trás.
[2:43:15] Então a gente sempre vai tentar ler comentários, mas não
[2:43:18] necessariamente do último do anterior a esse que a gente tá
[2:43:21] aqui gravando e publicando para vocês e vocês estão ouvindo
[2:43:24] agora, tá? Então, agora a gente.
[2:43:27] Ó, vou, vou. Vou interromper o William só pra
[2:43:29] ficar legal, mais legal ainda. Mas acho que a gente pode ler os
[2:43:32] comentários recentes mesmo, cara.
[2:43:34] Até porque pra gente aparece, inclusive comentário de episódio
[2:43:38] antes do do episódio 100. Pra mim, assim, eu vou começar
[2:43:42] pelo mais, vamos dizer assim, com muitas aspas recentes, OCDC
[2:43:47] Back in Black, tá? Então a gente tem aqui o Rafael
[2:43:50] capelari. Que é o host, um dos integrantes
[2:43:53] lá do do hora da farofa, na qual estive e gravei eclipse.
[2:43:56] Podcast muito bom, recomendo, inclusive, baita episódio
[2:43:59] pessoal, clássico foi muito bem tratado pelo William, Bruno e
[2:44:02] Thiago. A expectativa está altíssima
[2:44:04] para o show. Apesar de não ser meu disco
[2:44:06] preferido da banda, a minha nota pro álbum é 10 show de bola.
[2:44:10] Achei achei curioso que ele deixou a Renata de fora, cara,
[2:44:13] não entendi essa. História é porque será?
[2:44:17] Achei estranho. Não é meu aí o Jean Lucas.
[2:44:21] Jean Lucas é um integrante antigo do grupo nosso lá, um
[2:44:26] apoiador há muito tempo. Não é o disco favorito da banda,
[2:44:29] mas é inegável ser um clássico absoluto.
[2:44:31] Meu favorito no caso é o black eyce e entendo totalmente a re,
[2:44:37] não no sentido do almo em si, mas todo mundo tem aquela banda
[2:44:40] que não suporta e a galera não entende como você pode não
[2:44:42] gostar, então tá tudo certo. E riu, colocou algumas risadas
[2:44:46] em em torno aqui. Só um ponto.
[2:44:50] Bernardo Nunes, clássico absoluto.
[2:44:52] Episódio polêmico, Hein? OPA, e eu que o diga.
[2:44:56] Infinita cast, só conheço as músicas famosas do icdc, mas não
[2:45:02] dá para concordar com a Renata. Claro que não dá mesmo.
[2:45:06] Ninguém concordou com a Renata aqui do time.
[2:45:08] Pessoal, não se preocupem, tá? Os únicos?
[2:45:13] Que concordaram com ela e que que é que deram uma moral Pra
[2:45:16] Ela? Foi o pessoal do grupo lá, lá do
[2:45:18] do WhatsApp, no ouvintes que deram apoio a moral Pra Ela.
[2:45:21] Pra não ficar, né? Pra gente não ficar assim.
[2:45:23] O pessoal tem que entender que não gostar de disco não é
[2:45:26] polêmica, né? Não gostar de disco é gosto.
[2:45:28] Tipo gente, tem gente que gosta que você gosta.
[2:45:30] Tem gente que não gosta que você gosta, você faz partes.
[2:45:34] É, o pessoal lá do grupo deu uma aliviada lá, levou a moral dela,
[2:45:38] mas a gente recebeu um comentário de um de um ouvinte
[2:45:41] aí que não gostou nada, meteu pau, mas eu não deu tempo de eu
[2:45:44] responder o cara porque ele foi lá, pagou o próprio comentário,
[2:45:47] então não tem o que fazer. Lipe melhor show da vida foi CDC
[2:45:51] 96, Pacaembu lotado, que energia inesquecível.
[2:45:56] Olha aí. A.
[2:46:02] Abertura do. Além de músicas próprias.
[2:46:09] O nome desse aqui acho que é simion Lee.
[2:46:12] Colocar uma pessoa para comentar que não curte a banda, não curte
[2:46:16] o álbum e não curte as músicas realmente estraga um pouco a
[2:46:19] experiência de ouvir. Porém, os comentários positivos
[2:46:23] foram muito produtivos e inteligentes e com a qualidade
[2:46:26] de sempre que esse pode tem. Pô, simmel, muito obrigado,
[2:46:29] cara. A gente agradece pela parte que
[2:46:31] nos toca. Eu peço desculpas pela nossa
[2:46:33] colega, tá? Realmente não tem muito o que
[2:46:35] fazer. Ela veio, tocou o terror aí e
[2:46:40] então, tipo, eu como eu te disse, tá AA cartas para redação
[2:46:45] endereça para ela. Ela que se vire para responder.
[2:46:47] É, eu acho mais legal quando tem alguém que não goste tudo,
[2:46:50] particularmente. É legal, é legal você ouvir uma
[2:46:53] opinião contrária quando a pessoa embasa, porque que ela
[2:46:56] não gosta? Acho que é isso.
[2:46:57] Faz parte do. Não eu, eu até IA responder para
[2:47:01] o. Para aquele ouvinte que apagou o
[2:47:03] comentário, mas assim, e eu acho que é um recado que eu passo
[2:47:07] para todos os que estão nos ouvindo.
[2:47:09] Nem sempre haverá unanimidade aqui no podcast.
[2:47:13] Terão temas que 23 vão gostar e talvez um não goste, mas a gente
[2:47:19] acha importante trazer essa essa opinião contrária até para dar
[2:47:23] voz para as pessoas que estão nos ouvindo e de repente, até
[2:47:26] não gostam do tema. Estão ouvindo porque querem.
[2:47:29] É um passatempo, estão querendo nos ouvir, mas não quer dizer
[2:47:32] que eles gostam do tema. Então é bom ter uma pessoa que
[2:47:35] não gosta pra dar voz pra essas pessoas, pra que essas pessoas
[2:47:38] se sintam representadas. Se você, ouvinte está nos
[2:47:41] ouvindo, espera um podcast chapa branca, que fale bem de tudo que
[2:47:46] é 100% unanimidade. Talvez o nosso conteúdo não seja
[2:47:50] pra você. Tem outros podcasts aí que a
[2:47:53] gente conhece. Que cumprem muito bem esse
[2:47:56] papel, mas nós aqui rock na mesa, a gente nesse sentido, a
[2:48:00] gente gosta de ter um pouquinho de diversidade de opiniões, tá?
[2:48:04] Então desculpa se não agrada a todos, mas não é essa intenção
[2:48:09] agradar não é a intenção, agradar todo mundo, a gente quer
[2:48:12] ser espontâneo, a gente quer falar aquilo que a gente acha
[2:48:15] que a gente acredita, tá? Se vocês gostam, ótimo, fiquem
[2:48:19] com a gente, a gente ama vocês, se não, paciência, não tem o que
[2:48:22] fazer, escutem outro podcast. E tem 11 comentário aqui que
[2:48:26] fizeram hoje do episódio do kandomas.
[2:48:32] Olha só, kandomas que foi o episódio 98, primeiro episódio
[2:48:37] que o Thiago participou com a gente.
[2:48:39] Um ouvinte deixou. Aqui, ó.
[2:48:43] É, ele deixou aqui, ó. Faz um episódio do primeiro
[2:48:47] álbum da banda, Lucifer. Olha aí, Thiago.
[2:48:50] Olha a fase do lúcifer, antes do lúcifer virar essa banda de hard
[2:48:54] rock de hoje em dia. Assim, eu estou fazendo the
[2:48:57] Wolf, cara. The Wolf.
[2:48:58] Eu acho mais legal ainda que era a banda da da vocalista, né?
[2:49:03] Disso ainda. Ah, podemos fazer 11 + 1 jornada
[2:49:07] imersão, né? Mais 3 horas de de lúcifer aqui,
[2:49:12] 3 horas de capeta. Mas é isso, eu acho que a gente
[2:49:15] conseguiu finalizar aí deu o que, o maior episódio da
[2:49:18] história do rock da mesa, a maior duração.
[2:49:21] Mas eu acho que é isso, a história foi contada, é o que é.
[2:49:25] Eu acho que não, não tinha como ser menos do que isso.
[2:49:30] Eu só vou pedir assim, com todo carinho, Rafael, Kiko, Luiz, o
[2:49:36] Ricardo. Aí quando vocês ouvirem esse
[2:49:38] episódio sexo, vocês vão ouvir, não nos nos processem, por
[2:49:40] favor, vou usar só um pedacinho das músicas, tá?
[2:49:44] Se eu ver, ele comenta, repolho lá pra gente foi de.
[2:49:46] Coração, comentem aí ó, quem chegou até aqui.
[2:49:51] Só escreve repolho. Aí a gente vai entender.
[2:49:55] Repolho pode ser roxo, ser verdinho, tá?
[2:49:59] Não tem problema. Esse, esse esse foi um episódio
[2:50:02] de de amor puro, cara. Só só falamos bem de tudo.
[2:50:06] Só coisa boa, só memória boa que eu tenho desse o.
[2:50:08] Editor que se vire depois pra pra analisar.
[2:50:12] Isso. O nostalgia poolha, assim foi
[2:50:14] voltar no tempo e voltar no tempo.
[2:50:16] Mas o Bruno ficou feliz, olha a cara do Bruno, o Thiago olha só
[2:50:19] o que? Que é isso?
[2:50:20] Cara, queria porque queria um episódio grande aí, ó, pronto,
[2:50:23] tá aí. O épico.
[2:50:27] Um épico. Com o.
[2:50:32] Tempo desse episódio aqui daria para o Pedro Alves Cabral sair
[2:50:36] de Portugal, vim para o Brasil e voltar.
[2:50:38] E ainda tá tocando na metade do faixa faixa aqui.
[2:50:41] Foram umas 15 missas inteiras do palestino aí.
[2:50:44] Coitado do Thiago, é meia-noite e 10.
[2:50:47] Agora ele tem que acordar 10 para as 6 da manhã.
[2:50:49] Boa sorte. Então é isso, muito obrigado
[2:50:55] William e Thiago por toparem entrar nessa nessa jornada
[2:50:59] transatlântica aí, passando a régua, fechando a conta, jogando
[2:51:05] a âncora. E é.
[2:51:12] Isso aí.

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