# com o desmame da medicação // mamografias // funk brasileiro

An episode of [não sei ser](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1662857422), 10 Feb 2026, 37 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d7dabd1c/podcast/play/115254590/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2026-1-9%2F417767430-44100-2-7e0df5a016e38.mp3

Olhem, as conversas são como cerejas. 🍒 Principalmente quando se está sozinha e se fala sozinha durante uns 45 minutos. Tinha uma lasanha no forno a fazer para o jantar, 🍝 roupa a secar na secadora e a lavar na panela, EH. Estou a fazer um bocado de desmame dos medicamentos que o meu psiquiatra me prescreveu e sinto-me. 💊 É isso. Lá arrotei mais umas postas de pescada sobre saúde mental e saúde física também, pronto. 🧠 Falei sobre as gajas boas do vólei e sobre o Ricky Gervais ser bom. 🏐 Para a semana há Pedro Alves, stand-up comedian :) 🎙️ De 15 em 15 dias há entrevistados para não me sentir tão abandonaaaada. Sigam o podcast, avaliem e comentem que há novidades todas as semanas. ⭐ Se não vos apetecer esperar, têm também milhares de episódios para trás.

## Transcript

[0:06] Obrigada, obrigada, obrigada, agora sou eu.
[0:12] Pronto, é parar, é parar o YouTube.
[0:16] Olá vocês, vocês não têm noção, mas vocês estão a ouvir o
[0:19] podcast de uma pessoa quase com 40 anos, portanto, é normal que
[0:22] isto. Fique assim, meio meio
[0:23] choninhas. De vez em quando, fora choninhas
[0:26] seguro, estamos. É Ou Não É?
[0:28] Vamos sim, senhora. Pá.
[0:31] Está a chover? Não sei se já ouviram falar
[0:32] sobre isso. Está a chover forte e feio.
[0:35] Tenho muita sorte, muita sorte em ter uma casa que nos abriga.
[0:38] E que está em condições. Apesar de humidade nas paredes,
[0:42] mas depois de ver no telejornal, por acaso acho?
[0:46] Que foi na sic um senhor em leiria chorar por não ter
[0:52] maneira de consertar? O telhado não ser.
[0:53] Pondo em risco a própria. Vida.
[0:56] Olha, nem que as tragédias se sintam.
[0:58] Sirvam para isto. Sabem que é para olharmos à
[1:00] nossa volta, ligar o aquecimento central e pensar, pá.
[1:03] Iá, tipo, posso pagar bué da EDP?
[1:07] Mas tipo, uma pessoa sente se assim um bocado.
[1:09] Não é? E Paulo grita, então, e o que é
[1:11] que? Estás a fazer para ajudar?
[1:12] Estou. Estou a ajudar?
[1:14] Estou. Olha, isto foi uma ideia que eu
[1:16] tive. Ontem, por acaso que foi?
[1:18] Não. Eu acho que tudo bem que o
[1:20] jornalismo faz um papel importante, dar a conhecer a
[1:23] realidade do país, muitas das vezes com uma perspetiva
[1:27] sensacionalista, despropositada, com a pressão para ser mais
[1:32] visto. Não é das audiências.
[1:34] Mas eu pus me a pensar que nestas alturas de crise estão a
[1:37] incomodar as pessoas, a dizer o que é que elas sentem.
[1:39] O que é que elas não sentem. Pode ser positivo para aumentar
[1:42] a solidariedade geral de das pessoas se movimentarem e
[1:45] contribuírem para associações legítimas, legítimas.
[1:48] Não quer dizer que as outras não sejam, mas que a.
[1:49] Ajuda esteja centralizada para não acabarem com, sei lá, 40 l
[1:54] de de cerveja, que é isso que que o alta quer, mas depois me a
[1:59] pensar, se vejam lá se. Isto é estúpido ou não?
[2:01] Já que as pessoas. Estão a dar uma entrevista, a
[2:03] expor se AAAA vulnerabilizarem se perante uma audiência.
[2:09] E a. Trabalhar para o conteúdo
[2:11] mediático que é mesmo assim, pá. Se não, não se podia pôr um MB
[2:14] way. Para essa pessoa?
[2:16] Olha, este é o António já agora. Fazia se um bocadinho tipo
[2:19] bunnyrange, não é este é o. António sentiram se
[2:21] sensibilizados. Pela história dele, então têm
[2:23] aqui e podem enviar um x pá. Eu sinto que era só justo,
[2:27] porque às vezes existe um fenómeno de anestesiamento geral
[2:31] perante estas causas. E outras?
[2:32] Não é fome em África? Fome?
[2:34] No, no. Geral EE, acho que.
[2:36] Estando a ser. Sensibilizados para isso e
[2:38] havendo uma forma. Prática de naquela altura.
[2:41] Como no marketing e na publicidade não é, as compras de
[2:44] impulso ajuda por impulso. De podermos ajudar, só que
[2:46] depois o Miguel lembrou me que. Depois IA haver uma putaria de
[2:49] pessoas a atirarem se para cima umas das outras para aparecerem
[2:54] e para terem ajuda. Eu acho que era de experimentar.
[2:57] O que é que vocês acham? Era de.
[2:59] Só por causa disso têm aqui então em rodapé o meu MB um
[3:02] imaginem imaginem o que seria? Mas sim, tempo de de merda, não
[3:10] é? Parece que nunca está bom.
[3:11] Ou é de mais ou é de menos. A vida.
[3:13] Não, não está fácil mesmo. Mas cá estamos para falar de de
[3:19] outras coisas ou não, porque isto influencia muito AA.
[3:23] Psique de todos nós não é a nossa saúde mental e eu tenho
[3:27] andado a fazer uma. Reflexão sobre.
[3:30] Como é que eu me? Tenho sentido porque
[3:32] recentemente eu. Ando num psiquiatra?
[3:34] Ando. Quer dizer, vou lá todos os
[3:36] dias. Ando num psiquiatra.
[3:37] Foi agnosticada há uns anos. Sou medicada desde aí.
[3:41] Eu era muito, muito aflita, não é?
[3:45] Fita a versa avessa, avessa a psiquiatria, porque achava que
[3:49] era 11, era preguiçoso. Corria se o risco de se.
[3:53] Ficar dormente? Pá foi das melhores coisas.
[3:56] Que me aconteceu na minha. Vida foi ser acompanhada por um
[3:59] psiquiatra, a minha vida. Deu uma volta gigante.
[4:02] O que também só foi. Possível com a psicoterapia.
[4:03] Tenho que estar aqui a fazer imensos, porque vocês são cada
[4:06] vez mais a ouvir o podcast, obrigada.
[4:08] Se estiverem a ouvir isto e ainda não seguirem o podcast,
[4:10] façam no porque é muito fixe, estar a sentir o vosso apoio.
[4:12] E também se gostam de um vídeo, vão gostar do outro.
[4:14] Em princípio que eu sou a mesma gaja entrevisto pessoas de vez
[4:17] em quando, não sei se já viram, mas por isso é que eu tenho de
[4:21] estar a repetir, porque há Malta nova a chegar que não sabem quem
[4:24] é que eu sou, veem só tipo e depois deu de falar do
[4:28] aquecimento central e a acharem que é verdade.
[4:30] Também sou comediante já agora, mas então o que é que eu?
[4:34] Ah, então Ah, psiquiatra. E recentemente, por várias
[4:38] situações decidiu se tirar 0,1 da da medicação, não iniciar um
[4:45] processo de desmame, mas retirar esse décimo, não sei, fazer as
[4:49] contas, gera 300, estamos a tirar 50, pronto, não é 0,1, é.
[4:52] 246 1/8 para aí eu sei, Miguel, eu sei.
[4:57] Vá, não me apetece. E então, nas primeiras semanas,
[5:01] não notei diferença nenhuma, tranquila até estava baseado,
[5:05] demasiado vigilante. Ah, será que tropecei por causa
[5:08] disso? Será que não sei quê?
[5:09] Comecei a reparar assim, nalguns pensamentos mais ruminantes.
[5:14] Estava com alguma dificuldade em calar a cabeça, aceitar alguns
[5:18] pensamentos. Fui domesticada de bipolar, mas
[5:21] acho que não é tipo. Super jejament.
[5:26] Ou não é biplar, tipo, são Jesus Cristo nem nem me a biplar sem
[5:31] ser, percebem? EE, então tomei essa medicação
[5:35] agora. Estou a fazer esse, esse.
[5:36] Desmame. Desse, dessa quantidade só e.
[5:39] Tenho vindo a reparar, nomeadamente nos últimos dias,
[5:41] uma grande. Mudança no meu comportamento?
[5:44] Tanto para o bem como para o bem, porque existiu ou existe
[5:48] efetivamente 11 efeito de eu não gostaria de.
[5:53] De chamar de anestesiamento, porque eu não queria
[5:56] desincentivar alguém que estivesse a ponderar medicação,
[5:58] a ir a um psiquiatra, e existe muito aquele mito.
[6:01] Do eu vou deixar de ser eu? Porque temos aquelas referências
[6:04] dos dos manicómios ou dos nossos pais que eram medicados e que
[6:08] ficavam a babar se No No sofá? Mas hoje em dia as coisas
[6:11] evoluíram. Já não se dá doses cavalares a
[6:14] quem não não precise. E então, não quero desincentivar
[6:20] essas pessoas, mas a medicação que eu estou a tomar e para o.
[6:23] Meu diagnóstico faz com que se. Suavize um bocadinho as as, os
[6:28] altos e os baixos, ou seja, não fico nem muito eufórica nem
[6:31] muito para baixo. Então existe uma espécie de
[6:34] amenizar constante, o que acho que sou medicado há 6 anos.
[6:39] Com acertos e os acertos, não é normal manterem a mesma.
[6:42] Dose para sempre, acho eu. Tenho.
[6:45] Já não me lembrava de como é que eu era antes.
[6:47] Aliás, eu. Nunca fui e aquilo que estou a
[6:49] ser agora, porque? Antes de ser medicada, creio que
[6:52] vivia ali numa espécie de depressão surda, constante,
[6:57] amenizada com alguma racionalidade e alguma
[7:00] capacidade intelectual da qual disponho.
[7:02] Mas nunca senti emoções equilibradas.
[7:06] Emoções tipo gratidão. Gratidão é uma emoção que eu já
[7:09] tinha sentido racionalmente, intelectualmente, género, pá,
[7:12] que fiz. Viver numa casa onde não me está
[7:15] a cair o teto? Mas nunca tinha sentido
[7:17] profundamente. No No meu coração, sabem?
[7:20] Eu, por exemplo, adorava os meus gatos, mas não era capaz de.
[7:22] Nutrir. O afeto que que nutro agora.
[7:26] Nunca lhes faltou nada. Mas nunca tive aquela cena, bi,
[7:28] bi, bi, bi, bi, bi, bi. É como se tivesse quando estava
[7:31] deprimida. É como se.
[7:34] Que estivessem em screen saver. Sabem que é.
[7:37] Não, não sentia, não sentia nada.
[7:39] É o que é uma depressão no fundo.
[7:41] Depois, com os medicamentos, deixei de de sentir tanta tanta
[7:46] depressão que foi fixe, mas também AA Felicidade ou a
[7:51] Alegria? A Alegria também foi amenizada,
[7:54] ou seja, tenho estado a ter uma vida emocional muito, muito
[7:58] constante, o que é fenomenal para a cabeça funcionar, mas
[8:01] retira ali um bocado. O sabor?
[8:03] Sabem tipo, diminua se o sal que é fixe por um lado e então tenho
[8:07] sentido com este Mini desmamo coisas.
[8:10] Que que acho que nunca. Senti esse da gratidão quando eu
[8:15] senti isso neste fim, isto. Parece um podcast de uma.
[8:18] Pessoa não é completamente desconcertada que parece que
[8:21] quem não tenha passado por isto ou não tenha esta necessidade de
[8:25] consciencialização das suas emoções, parece tudo.
[8:27] AI eu senti gratidão. Ainda há mais fé, mas.
[8:31] É é uma coisa que a que a terapia nos permite, que é esta
[8:34] observação consciente do do nosso.
[8:35] Ser que faz com que? Depois também consigamos
[8:39] aproveitar melhor as coisas que a nossa vida não entra ali num
[8:43] num abismo de merda. É fixe é um super poder.
[8:47] E eu sinto essa gratidão de forma genuína, até comovente.
[8:51] Que me fez? Olhar para aquilo que me rodeava
[8:53] com uma beleza ridícula de boa. E isso fez me estarem mais
[8:59] maior, sintonia comigo próprio, com mais vontade de fazer coisas
[9:01] de forma equilibrada e não maníaca.
[9:04] EE deu me também a Liberdade de sentir coisas sem controlo.
[9:12] Não é de uma forma descontrolada, não.
[9:14] Comecei a chorar, desalmadamente, a atirar, me a
[9:16] pensar em suicídio, como já tinha pensado há uns anos.
[9:19] Mas foi do género pá. Eu estou mesmo a sentir isto.
[9:22] Eu tenho que falar sobre isto em vez de impor a racionalidade do
[9:24] género. Não vou sentir isto porque senão
[9:26] não sei quê, não sei que mais, porque.
[9:27] Era fácil de contornar os sentimentos e suavizá Los agora.
[9:30] Já não é? E tive a oportunidade de mostrar
[9:33] a uma pessoa da minha vida. Que eu estava triste, e essa?
[9:35] Pessoa passou a conhecer me porque dantes eu andava numa.
[9:38] Linha, conhecia mais o meu intelecto do que.
[9:40] Oo meu eu emocional. E agora?
[9:43] De repente, apanhei a pessoa assim um bocado surpresa.
[9:45] Ah, mas tu estás a sofrer com isto?
[9:46] Sim, estou. Eu não, nunca tinha dito porque.
[9:48] Tinha medo ou não era capaz? Ou.
[9:51] E agora, então, isto vai? Tornar aos poucos a as relações
[9:55] mais honestas. Mais genuínas e mais produtivas,
[9:58] em vez de de uma intensidade gratuita que eu senti antes,
[10:01] quando não tinha feito tanta terapia e não estava medicada,
[10:04] que é, todas as minhas ligações eram extremamente intensas, mas
[10:08] sempre para um. Para um lado negativo do eu não
[10:12] sou o suficiente, eu não mereço essa pessoa.
[10:15] Eu só faço merda porque é que ninguém gosta de mim.
[10:19] Eu ainda não tive sucesso porque sou uma merda.
[10:22] Aquela pessoa olhou assim para mim, então odeia.
[10:24] Me já fiz isso. A pessoa está chateada comigo e
[10:27] de. Certeza que fui eu fazer estão
[10:28] a. Perceber, em vez dessa dor toda
[10:31] e dessa intensidade toda, até posso sentir essas coisas à.
[10:33] Primeira, mas depois conseguir racionalizar.
[10:35] Joana já sabes. Tens alguma?
[10:37] É cansativo, é cansativo para caraças.
[10:39] Então, pessoas que tenham um alto diálogo interno.
[10:41] Que tenham, não, não. Estou a falar de esquizofrenia,
[10:44] mas que? Que sejam que tenham muito,
[10:48] muito conteúdo em direto na. Cabeça pá é super cansativo.
[10:52] E acho que é por isso. Que que eu faço estas pior
[10:55] porque posso e. Na mais fé à vida, mas é
[10:59] crucial, crucial dormir. Então estou muito feliz por
[11:02] isso, cansada. Ontem tive assim um momento mais
[11:05] cansativo de abertura e vulnerabilidade.
[11:07] Mas sinto me capaz de lidar com as coisas como se.
[11:12] Tivesse passado um processo de emoções.
[11:14] Mais infantis para um processo. De.
[11:17] Maturidade maior, mas também de autoconfiança, no sentido em
[11:21] que, como consigo estar consciente daquilo que se está a
[11:24] passar, não entro naquele abismo da vida.
[11:27] É uma merda e isso é fixe. No entanto, queria também falar
[11:30] convosco quem esteja medicado, que.
[11:32] É fácil sentirmos que está tudo bem.
[11:35] Passado alguns tempos eu já andava aí a sentir.
[11:37] Ah, se calhar, devia deixar o psicólogo.
[11:39] Já não tenho nada. Para dizer, até houve essa
[11:40] ideia. Mas agora a sentir Oo Mini
[11:44] desmame desta parte da medicação, eu noto que realmente
[11:46] tem de haver aqui algum acompanhamento, porque há
[11:49] grandes diferenças AA acontecerem só com esta pequena
[11:53] redução e, portanto, compreendo perfeitamente que as pessoas
[11:57] sintam que não têm de fazer um desbame.
[12:00] Regulado pelo médico, porque estão muita bem e já não
[12:03] precisam, mas caraças acreditem que se eu fazendo só este.
[12:07] Mini. Acerto.
[12:08] E eu não era das pessoas com uma doença mais intensa e não sou
[12:13] com este Mini acerto já tanta coisa muda.
[12:15] Pá por amor de Deus, não deixem tomar medicação só porque se
[12:18] sentem bem. Quer dizer, pronto, Ben.
[12:21] Rose e merdas, acho que sim, mas medicação psiquiátrica, pá.
[12:25] Confiem em mim, confiem em mim. Façam mesmo isto com o vosso
[12:28] médico. Não deixem de ir às consultas de
[12:30] psiquiatria. Sei que nem toda a gente tem
[12:32] disponibilidade para fazer consultas de de terapia
[12:35] normalmente. Mas não deixem de ir ao vosso
[12:37] médico. Não fiquem com a mesma medicação
[12:39] durante anos e anos. Isto.
[12:40] Pode, pode estar a afetar. Imensamente a vossa vida, de
[12:43] maneiras que nem conseguem perceber neste momento e depois
[12:46] mais tarde. Ou nesse momento vão pagar?
[12:47] Por isso, portanto, queria só deixar este aparte, apesar de já
[12:50] estar enjoada de de que se fale de saúde mental em todo o lado,
[12:53] mas é muito bom, mudemos de assunto.
[12:55] O que é que Ah, já sei coisas que eu tenho para.
[12:58] Falar hoje fui. Fazer uma mamografia falando
[13:00] nisto, tudo de saúde já não é mental, é mamal.
[13:02] Fui fazer uma mamografia porque bué da família cheia de cancro
[13:06] em todo o lado e acho que aos 40 já se deve.
[13:08] Fazer eu já tinha feito uns anos antes, mas.
[13:10] De vez em quando eu decido que não tenho mamas, não tenho.
[13:12] Pipi e desapareço da saúde. Feminina, mas lá fui à
[13:16] ginecologista, naquela altura do dia eu contei vos.
[13:18] Sabem demasiado sobre a minha vida?
[13:20] Fui então fazer uma mamografia. E pá.
[13:24] E é sempre Ah, eu lembro me quando.
[13:25] Fui que disse à à. Irene, à minha filha, vou fazer
[13:28] uma mamografia e ela disse, mas são de ver as mamas e eu vão,
[13:32] filha, é um homem, é uma mulher, é uma mulher.
[13:34] Mas estou me a borrifar se fosse um homem, ela está se a coçar um
[13:36] homem tu mostrarias assim as tuas mamas a um homem e o Miguel
[13:41] não se importa com isso. Não estás a traí, lo.
[13:43] Eu. Que é um raciocínio que parece
[13:48] absurdo. Mas que faz sentido?
[13:49] Eu já, eu própria tive esse raciocínio e é por isso.
[13:52] Desculpem, tenho que fungar. Para esse o gajo, um deles do
[13:56] jovem conservador de direita. Que funga o microfone, não é,
[13:59] Bruno? Pronto.
[14:00] E agora estou me a limpar a camisola, mas é, deixa me em.
[14:03] Paz, isto não tem classe, eu sei, mas.
[14:05] De vá. E depois e.
[14:07] E pá, tem, tem. Algum sentido?
[14:11] Tem algum sentido? Nós às vezes fazemos uma.
[14:13] Dessensibilização de determinados comportamentos.
[14:16] Por sermos práticos ou queremos ser práticos e até que ponto é
[14:19] que? Eu andar a mostrar as mamas a um
[14:21] gajo que eu não conheço? Isso pode ser um evento que me.
[14:23] Marque de alguma maneira. Marcou, meus amigos, marcou,
[14:26] marquei. Com uma mulher.
[14:27] Mas depois não havia receita. Vou poupar vos aos pormenores.
[14:30] Tive. Tive de ir à tarde.
[14:31] Com um senhor? E entrei num num gabinete
[14:36] pequenino, onde dizem, olhe, pode se despir, diz me.
[14:38] E ele disse, pronto. Então depois pode entrar no
[14:39] consultório e então, mas não tenho uma batinha, não vou
[14:43] assim. De Cocos de fora não há tipo
[14:45] nenhum guardanapinho para fazer de cover, para não deixar
[14:48] migalhas. E ela?
[14:48] Não, não há eu, então, mas entre.
[14:50] Assim, à campeã. Super desconfortável.
[14:53] Ainda que essa parte do papel ou do guardanapinho fosse uma mera
[14:57] ilusão, não é porque baixo está. Mama e não.
[14:59] Está, não está? Tecido na mama, aquilo.
[15:02] Fez um tipo, então, mas. Parece que estou a oferecer, não
[15:05] é por isso. Uma gaja de um não é de um
[15:08] bordel que olhe. No que toca à.
[15:09] Mamas, é? Isto agora vamos ver, pá.
[15:12] Entrei e eu quando estou nervosa, faço sempre piaduchas,
[15:15] entrei e cá. Estou eu a entrar campeã, não é?
[15:19] E Ela E Eu e o médico. E eu estou a sentir um bocado.
[15:23] Vulnerável porque não sei quê Ah, não sinto.
[15:25] Está bem? Então não sinto, então pronto.
[15:27] Não sinto eu lá. Fui fazer 3 anos antes desse,
[15:30] depois voltei pá. E depois?
[15:33] Mandei me uma piada qualquer, Ah, eu estava super tímida,
[15:36] super envergonhada. Porque sou não parece, me achou.
[15:40] E ele. E depois saiu me qualquer coisa,
[15:42] como pá. Ah, ele disse, Ah, vou chamar
[15:43] lhe a Joana, a tímida. E eu, UI.
[15:45] Se soubesse a minha profissão. E a enfermeira ou a técnica?
[15:49] Não sei, disse, eu sei. Portanto, eu estava de bagos.
[15:52] De fora e esta menina muito querida?
[15:53] Muito simpática e eu sei, ele já vêem mamas todos os dias, quilos
[15:57] de mamas por dia e de repente fiquei a saber que aquela pessoa
[16:00] me conhecia, estava a ver. As minhas mamas.
[16:02] Velhinhas as minhas mamas usadas, ela era muito fofa, ela
[16:05] disse. Ah, tenho medo que você fale
[16:07] disto lá e eu vou falar, mas não vou dizer em.
[16:08] Que sítio foi? Não vou dizer.
[16:11] Não vou dizer. Pá, então foi?
[16:13] Ele, engraçado, ele disse assim, o médico.
[16:16] Ele já tinha saído da sala, o médico e disse, então porque é
[16:18] que eu não conheço o seu trabalho?
[16:19] Eu disse, olhe. Porque o meu trabalho só chega a
[16:21] pessoas simpáticas lol lol lol lá, lá, lá.
[16:25] E ele depois disse assim, pá. Não sei se isto é correto ou não
[16:27] na ordem dos médicos, mas cria se ali um ambiente que pá, lá
[16:32] está. Eu queria ambientes que depois
[16:33] penso, como é que eu me vim aqui meter?
[16:36] Não é a medicação, não. Eu sou mesmo assim, ele disse
[16:40] assim, Ah, é? Só chegar às pessoas simpáticas.
[16:42] Muito giro o seu humor. Olhe, tem aqui um.
[16:44] Quisto 23 mm, está se a rir agora, eu, Ah, eu, eu assim,
[16:49] então, mas isto, isto tem graça? Ele está mesmo?
[16:53] Ele tem graça, ele está a ver. Por acaso tem e não é nada de
[16:55] mal, mas. Também foi engraçado, não foi
[16:58] piadas com cancro ele, pois piadas com cancro, pá.
[17:05] Levei um baile, um baile pá, aquele Mini segundinho eu já
[17:09] tinha ouvido falar. De médicos, engraçados, mas este
[17:14] deu me um baile. Deu me não sei se deveria ter.
[17:16] Feito, mas deu me um baile. Deu me um baile.
[17:18] Eu depois, mas tenho depois. Este não tenho paciência, não
[17:21] estou, não estou. Por esse discurso da saia um
[17:23] dia. Voltamos a falar disso?
[17:24] Vestir a saia se se põe a jeito. Ou não pá.
[17:28] Eu adoro ser reconhecida, atenção, adoro que as pessoas
[17:31] saibam que eu. Sou que conheçam o meu.
[17:33] Trabalho, gosto que venha a saber a seguir.
[17:35] Fui fazer uma aula de funk no outro dia.
[17:37] Tenho que falar sobre isso, fui fazer uma aula de funk
[17:39] brasileira no outro dia. E eu gosto.
[17:41] Imenso do trabalho daquela professora.
[17:43] É a professora da Mafalda de Castro que falámos no outro dia,
[17:46] no último episódio. Pá e fiquei mesmo.
[17:48] Feliz depois da aula e a falar com ela a Margarida.
[17:51] Adoro, estou a usar aulas AI, eu também gosto do teu trabalho.
[17:53] E eu, Ah. Ela sabe quem é.
[17:55] Eu sou pá que eu não saio muito de casa.
[17:57] Então ter este. Filho velho que é bué da fixe.
[18:00] Eu não quero ser famosa, mas se isso.
[18:02] Significar que o meu trabalho está a ser agradável.
[18:06] Fico feliz, meninos. Foi a uma aula de funk
[18:10] brasileiro. Há uns tempos fui a um xamã.
[18:13] A. Um pai de Santo.
[18:15] Acho que é isso há uns tempos para aí, há 2 anos.
[18:17] E ele disse, Ah, é pá. Não me julguem.
[18:19] Fez sentido. É o padrasto de uma amiga da da
[18:22] esposa de um amigo meu. Aquilo era tipo a ir algum era
[18:26] aquele EE, eu digo. Que sim, a várias coisas para
[18:29] isto, para este conteúdo aparecer.
[18:31] E também porque gosto de ser cética no geral, gosto de dar
[18:34] hipótese às merdas. Não acho que sei tudo.
[18:36] Pronto. Acabou a justificação.
[18:38] Pronto. Fui a um pai de Santo que estive
[18:40] durante um espetáculo o tempo todo a dizer, um pau de Santo.
[18:42] Um pau de Santo. Giro.
[18:44] E às tantas ele diz me, qualquer coisa como a Joana devia dançar.
[18:47] A Joana é muito mental. A Joana.
[18:49] Não sei quê. Devia fazer qualquer coisa com o
[18:51] corpo, é estava gorda na altura. Devia fazer qualquer coisa com o
[18:54] corpo que não fosse apenas desporto.
[18:56] Que fosse só uma coisa mais, mais fluída e que ele.
[18:58] Ficou me na cabeça durante alguns tempos, mas.
[19:05] Desculpem, foi aqui uma câmera Recording stop.
[19:08] Petrice to ou pessoas que se estivessem AA guiar pela outra
[19:12] Câmara acaba. Meninos, pensava que IA dar.
[19:15] Mas não dá. Então vou, vou tentar que dê.
[19:19] E então? Cheguei lá, ele disse isso e
[19:21] depois? Andei à procura de de.
[19:23] Aulas para fazer. Mas não há aulas.
[19:26] Durante o dia, parece que as pessoas, parece que as pessoas.
[19:29] Trabalham ou lá o quê? E isso é uma chatice.
[19:32] Então ela não tinha sítio? Até que estando.
[19:35] Com a Mafalda, no episódio anterior, como vos estava a.
[19:38] Dizer apercebi me que havia até uns horários?
[19:40] Fixes. De.
[19:43] De funk Na Na Jazzy. Não acho que não fazem parceria
[19:47] do que é uma pena, mas pronto. Falo sobre eles na mesma, porque
[19:50] acho que não lhes vou melhorar a vida, particularmente.
[19:54] Não, não vou pôr a Câmara, porque também neste ângulo não
[19:56] ajuda. Estou me só a ver o nariz de
[19:57] cada lado e não vale a pena. E então?
[19:59] Fui fazer, fui fazer de funk brasileiro e de hip hop.
[20:03] Pá, eu já não e as minhas danças sempre foram isto de ginásio.
[20:06] Não é aquelas danças tipo. Ou aeróbica ou de body Combat.
[20:13] Para mim, era um bocado. De dança?
[20:15] Mas então fui fazer estas. 2 aulas, e.
[20:20] Pá, estava. Super tensa, super tensa.
[20:22] Oiço rap desde sempre, gosto muito de hip hop, hoje em dia já
[20:26] faz parte do mainstream, portanto, nem sei se é bem hip
[20:28] hop, se não é, não, não faço a mínima ideia, já fazia parte de
[20:31] mainstream, não é isso que eu estou a dizer, mas é, já é
[20:33] muito, já é muito já não é gostar de hip hop, já não é uma
[20:36] característica, é tipo. É fazer parte.
[20:39] E pá. Estava super nervosa.
[20:41] Eu não vos sei explicar o quanto isto me eu não queria ir à
[20:45] aeróbica, à aeróbica ou à ginásio para a Lady pop, que eu
[20:49] sei que as coisas na Jazzy são le Jets são mesmo.
[20:52] Professores que que dançam. Não, nada contra, mas não são p.
[20:55] TS que estão a fazer coreografias de pacotes de
[20:58] músicas da lê. 1000 ou lá como é que é?
[21:01] Lesmils? Não sei como é que eles são
[21:03] pessoas que dançam mesmo que pronto, não quero, mas.
[21:09] E é pá. Eu não queria ir de ginásio,
[21:10] porque é horrível tentar dançar qualquer coisa e estarmos de
[21:15] licra à. Frente tentar dançar, do género.
[21:19] Claro que salsa e merdas desse género deve.
[21:21] Ser fixe para ver o. Corpo, mas em hip hop é suposto
[21:24] haver algum flow? Até para parecer aqui algum.
[21:26] Movimento pá e eu já sou um cepo ou tenho que sair de um cepo?
[21:30] Ir de de lícar não podia. Ser não podia ser.
[21:33] Acabou, não podia ser. Então andei à.
[21:34] Procura que roupa de hip hop é que eu levo?
[21:37] Faz me lembrar o David Cristina, um amigo meu que é comediante,
[21:40] vocês devem saber quem é que uma vez fomos jogar.
[21:43] Podel e ele apareceu todo. Equipado podel apareceu com
[21:46] ténis. De podel coisas das mãos para
[21:50] tirar o suor nos. 2 lados a fita pá foi tão.
[21:53] Engraçada, mas eu? Tive um bocado essa crise do
[21:56] género. Eu tenho de ir à hip hop.
[21:58] Como é que se vai à hip hop? Pá.
[22:00] Umas calças de fato, de treino minhas, que às vezes uso para
[22:03] dormir, um top, os ténis, os ténis também tinham de ser Nike,
[22:07] porque não se veste Nike com com outras marcas e não sei quê.
[22:10] Pá. Cheguei lá bué da fixe, conheci
[22:12] logo um rapaz, o Ricardo, muito querido, que agora somos amigas
[22:16] bestes, amigas bestes, não sei porque é que fiz isto, é tipo
[22:19] amigas, amigas, queria fazer qualquer coisa.
[22:24] E pá, foi muita fixe. Mas eu não.
[22:26] Deixava de parecer um cepo. É pá, é tão engraçado.
[22:30] Ver a forma como ele se movimenta e as alunas queridas
[22:33] dele. EE eu ali pá.
[22:36] Eu preciso mesmo de fazer isto? Preciso, preciso mesmo.
[22:39] É como se houvesse. Uma religação com o corpo, sabem
[22:41] de parece? Que tem servido?
[22:43] Só para a? Sapatada ou para levar tareia ou
[22:45] para dar tareia? EE acho acho que é fixe e para
[22:48] isto até me vai dar um bocado. Eu vou dizê lo, eu vou dizê lo,
[22:52] vou dizê lo. Mas só vou dizê lo depois daqui,
[22:54] deste, deste golo, no, no galão, espera aí.
[23:00] De ligação com o sagrado feminino.
[23:04] Eu não sei o que é, mas sei que é uma expressão que me enerva e
[23:07] que deve fazer sentido aqui. Vamos falar com o chat JPT
[23:10] sagrado feminino. O que é já agora a minha filha?
[23:15] Tem a mesma conta do? Chat JPT que eu?
[23:17] E ontem não ficou surpreendida. Pelo jantar ser?
[23:19] Quis. Estou cheia de medo que ela veja
[23:21] o resto. Temos de tirar, então.
[23:23] É um termo usado sobretudo em círculos de espiritualidade new
[23:25] age e algumas Correntes de autodesenvolvimento para falar
[23:28] da energia do arquétipo feminino que seria sagrado, criador e
[23:31] intuitivo e que. Teria sido?
[23:35] Desvalorizado por culturas patriarcais, só devem ser
[23:39] aquelas que menstruam para folhas.
[23:41] Pronto, mas é, é isto, eu recupero, sinto que.
[23:43] Recupero um bocado do. Arquétipo do lado feminino que
[23:46] hoje em dia temos e faz parte. Da desconstrução das coisas,
[23:49] temos. Amenizado muito a diferença
[23:51] entre 11 sexo. E o outro, mas eu?
[23:55] Curtia estar mais em contacto. Com.
[23:58] Com aquilo que se considera feminino?
[24:01] Com o estereótipo feminino. É uma coisa que eu sinto, que me
[24:03] faz, que me faz falta. Hip hop inclui curva, inclui
[24:08] anca e eu. Parece.
[24:10] Sabem, parece break dance sem querer.
[24:12] Fico ali sem querer. Pá e funk funk brasileiro foi
[24:17] uma cena. Eu não, eu.
[24:20] Eu saí de lá pá só são só tretas que podia de ser a no mais
[24:27] mulher ou de mais fêmea da sic. Mulher que é, senti me saí de lá
[24:31] tão mais completa enquanto ser feminino. 10 pessoas já fui.
[24:39] Senti. 11. Entusiasmo pelo meu corpo.
[24:44] Porque é que eu? Estou a ridicularizar.
[24:46] Isto nem eu sei, o entusiasmo pelo meu corpo mais.
[24:48] Do que pela sua funcionalidade, mas pela sua beleza e
[24:53] sensualidade que eu julgava que nunca seria capaz, eu não saí de
[24:56] lá à. Campeã e a e a roçar me em
[24:58] postos. Não é isso?
[25:00] Mas fiquei a sentir me depois. É iá.
[25:03] Isto existe também? Existe a diversão pela diversão,
[25:06] existe o ritmo para curtir. É raro hoje em dia, não é?
[25:11] Pararmos para dançar durante o dia, especialmente eu que não
[25:13] saio à. Noite.
[25:14] Pá foi bué da fixe. Não vos sei explicar e escrevi
[25:17] me logo impulso que eu também arrataria depois da dopamina da
[25:21] aula e. Estou ansiosa pelas próximas
[25:26] aulas. Estou mesmo agora, espero.
[25:27] Que tenha uma fidelização de 3 meses, é?
[25:28] Fixe se eu continuar a curtir, senão já fui.
[25:32] É pá, mas funk, funk, funk é de uma, é de uma libertação.
[25:37] Eu, eu ainda, no outro dia, estava a falar com o meu
[25:39] psicólogo. Sobre o facto.
[25:41] De de eu me julgar imenso, porque quando eu era mais nova,
[25:45] acho que os homens têm ali uma tendência de ter comportamentos
[25:48] desviantes de álcool, mais de álcool e de agressividade.
[25:53] E as mulheres é mais pela pela sexualidade.
[25:55] E mais o quê? Não sei mais pela sexualidade,
[25:58] eu enveredei realmente durante a minha Juventude por esse.
[26:01] Não prostituí, mas tinha muita necessidade de ser gostada,
[26:05] sentia um vazio gigante. E sentia que?
[26:08] Ao partido para o sexo que gostava fazer, com que outra
[26:14] pessoa? Gostasse mais de mim, mas eu
[26:16] não, não, não adorava particularmente, não é por mal
[26:20] pessoas, mas não adorava particularmente.
[26:22] O momento era. Como se fosse por loiça na
[26:24] máquina. Tristeza.
[26:30] E eu usei, está ali um passarinho debaixo de um
[26:32] telhado. Até os passarinhos têm telhado,
[26:34] estão a ver. Governo e eu passei por uma fase
[26:40] em que me condenei imenso. Por isso, porque sofri de?
[26:43] Sleet chaming depois dava me com pessoas ou namorei com pessoas
[26:48] que acentuavam essa etiqueta que tinha de mim própria para porque
[26:54] era aquilo que me fazia sentido. Para ter um bocado de.
[26:56] Pena de mim, depois uma. Isto foi traumático, coitadinha
[27:00] de mim, violei me auto violei me auto violei me.
[27:02] Até com uma psicóloga. Diz assim, mas esse, essa.
[27:05] Sua. Essa utilização.
[27:07] Do vocabulário parte um bocado do.
[27:09] Princípio de que a sexualização. Tem um lado mau?
[27:14] Hum. A.
[27:15] Sexualização o sexo pode ter. Várias, várias utilizações,
[27:20] várias Vertentes relacionais. Será que se autovioloou fez sexo
[27:24] por outra coisa? Simplesmente.
[27:26] É pá, caraças, pá. E então?
[27:30] Que eu acho que é isso que se faz a entrapila à tua outra vez,
[27:32] nesta merda que é reenquadrar coisas e narrativas.
[27:35] Acho que isso também permitiu que o timing de ir fazer esta
[27:38] aula me ajudasse. Aqui AA desentupir coisas.
[27:43] AA sentir me menos puta e a recuperar um lado mais feminino
[27:49] que acho que a sociedade me tirou.
[27:51] Portanto, recomendo fazerem aulas de de dança por falarem lá
[27:54] de feminino foda. Se as gajas do vólei são bué da
[27:57] boas, não são. Eu sei que não se deve
[27:58] objetificar, mas eu acho que é o desporto.
[28:01] EE é triste e é triste por causa do das.
[28:03] Roupas da sexualização que houve.
[28:05] O vólei nasceu em 1895. Nessa altura, os homens e
[28:10] mulheres jogavam com roupa quase igual.
[28:13] E. A prioridade era a
[28:14] funcionalidade. Depois Jogos Olímpicos começou a
[28:17] haver a distinção de género. E o que é que aconteceu?
[28:20] Para haver, alegadamente, mais mobilidade de roupa mais justa e
[28:23] mais curta. Mas depois de?
[28:25] Televisão, televisão, manter gajos, gajos e sexo e gajos, não
[28:29] sei quê as gajas. Estão praticamente a jogar de.
[28:31] Cuecas e de joalheiras, mas confesso que pá.
[28:36] Existe aqui um lado meu, quer dizer, pronto.
[28:38] Acho que são são as mulheres que têm o corpo mais bonito de
[28:41] todas, pá vestido, pelo menos é tipo fogo e isto, vejam que isto
[28:46] está na. Cabeça, isto parte do princípio.
[28:47] Objetificação, normas. Do que é que é?
[28:50] Bonito na sociedade. Nem sei isto é incorreto de
[28:56] várias formas, mas quis partilhar.
[28:58] Convosco que é uma coisa em que eu penso.
[28:59] Que eu acho que quis jogar Volley até promover assim
[29:01] vestida tipo joalheiras é um bocado work, não é?
[29:04] É? Um bocado de funk brasileiro, se
[29:05] formos bem a ver. É caução curto, vê se análoga e
[29:09] depois umas joalheiras, porque um gajo nunca.
[29:11] Sabe? Nunca sabe, é pá, mas pá.
[29:15] Tipo, não? Curto bué funk, curto bué.
[29:18] Já não oiço tanto no dia a dia, porque não não encontro assim um
[29:21] sítio? Para ouvir atenção, pessoas que.
[29:22] Estejam a ouvir isto com os filhos, OK, tipo picha, picha,
[29:27] fode e fode e encolhe, engole meta meta já não, não é mas mas
[29:33] lá tipo pumba, pumba, pumba, estamos, estamos, estamos.
[29:36] Pá, curti mesmo. Curti mesmo.
[29:38] Recomendações para esta semana? Ah, e ando à procura.
[29:43] De roupa para. Funk agora louca na vinta.
[29:47] Arratar tudo aquilo que é que é que é calção que mostra.
[29:51] Peida, tipo bumbum, bumbum, bumbum.
[29:54] Sabem outra coisa que me têm deixado, que me têm deixado
[29:57] feliz, é uma aplicação chamada finch.
[29:59] Eu gosto de aplicações com bonecos e que tenham um design
[30:02] fixe. Chama se finch é um acho que é
[30:05] um pinguim que fica tipo nosso tamagochi e que gamifica o nosso
[30:09] bem-estar diário. Nós delineamos alguns objetivos,
[30:12] como sair da cama, lavar os dentes.
[30:16] Subir. Escadas em vez de elevador.
[30:18] Não fazer dum scrolling na cama antes de dormir?
[30:21] A dizer uma pessoa pela. Qual estejamos gratos.
[30:24] Pá e aquilo dá pontozinhos e depois compra.
[30:26] Se roupinhas tem resultado e podem convidar amigos, eu
[30:29] convido é a Irene, eu sou late, ela é macha e macha.
[30:35] EE enviamos a bracinhos uma à outra, florzinhas, ganhamos
[30:40] pontos, compramos o mobiliário. Tem sido muito fixe e é 11
[30:44] motivação fixe. Não sei quanto tempo é que isto.
[30:46] Vai demorar porque estas resoluções de aplicações, no meu
[30:49] caso é tipo. Um mês, um mês.
[30:51] Depois eu compro. Para ver se gosto depois.
[30:53] Farto me não vou, é tipo dualingo.
[30:55] Pronto, mas tem sido fixe, queria recomendar finch.
[30:58] FINCH, mais um amigo meu está a divorciar, se grande a merda.
[31:04] Depois falo vos disso para não percebo as pessoas que se
[31:08] queixam de obras, pá. Não percebo pessoas.
[31:10] Que. Que que se vão queixar aos
[31:12] outros? Por algo que é inevitável, não
[31:14] percebo, não, não entendo. Quer dizer, entendo porque já
[31:17] estive a estudar, exceto GPT, que.
[31:20] O. Barulho é imprevisível.
[31:21] Estão a adormecer um bebé ao queixarem.
[31:23] Se parece que têm alguma autonomia nas coisas, mas eu não
[31:25] faço isso. Eu não me vou queixar de merdas
[31:28] que são. Inevitáveis.
[31:30] Que é? Está a haver obras pronto.
[31:31] Avisaram que havia obras. Há obras daqui até aqui.
[31:34] Estão a fazer no. Horário eu vou lá, fazer o quê?
[31:38] Isto isto pareceu me um raciocínio.
[31:39] Bem mais interessante Na Na. Altura, isto tem me acontecido
[31:43] várias. Vezes pronto, meus amores.
[31:46] Queria só deixar aqui algumas. Recomendações gerais Ah, mas só
[31:49] meia hora. Pá, eu não vou estar a encher
[31:50] chouriçada. Só por causa da vossa obsessiva
[31:53] coiso que é? Ah, tem de ser um número par ou
[31:56] tem de ser não sei quê? Vamos, vamos lidar, vamos lidar
[31:59] com a. Duração que for deste podcast,
[32:00] que assim não é. Também não estamos a fazer amor,
[32:03] a pensar, Ah, vê se chega a 1 hora?
[32:04] Calma. Não é.
[32:06] É fazer. É deixar as coisas correrem, é
[32:08] não sei quê. O vi agora com o Miguel, o.
[32:12] Extras, o Ricky. Gervais isso é de quando é do
[32:14] início? Dos anos 2002, 1000.
[32:17] Como diz o Miguel, 2005 a 2007 é uma série muita.
[32:22] Fixe. De humor, de desconforto puro,
[32:25] de meta humor, em que o Ricky, numa perspetiva filosófica,
[32:29] apresenta o dilema entre ser mainstream e fazer algo que não
[32:34] se orgulhe e descer um bocado intelectual.
[32:36] Qualidade para chegar a mais gente, ou então?
[32:39] Manter se fiel a si próprio. Mas não ter trabalho AE aí pelo
[32:43] meio pá de algos fenomenais o com o acting da da amiga dele é
[32:47] fenomenal. Tem uma personagem que é o
[32:50] agente que o amor no ensebol todo pá que grande série, que
[32:56] grande série com aquele amor break és e com a Stack break és
[32:59] é muito, muito bom. São episódios de 202530.
[33:03] Portanto, se se não vos apetecer.
[33:04] Papar um filme que às vezes não me.
[33:06] Às vezes, às vezes, muitas vezes não me apetece.
[33:08] Parece que é um comprimido, um comprimido, um compromisso.
[33:11] A longo prazo, não me apetece. No entanto, vegano da?
[33:13] Filme, aquele que tem o Wagner Moura.
[33:19] Que se passa no Brasil? Foda se.
[33:23] Não me lembro do nome, vocês estão aí a.
[33:24] Dizer eu quase que vos oiço, vai, sou.
[33:27] Sou péssima com nomes, essa é outra tenho para dizer.
[33:30] Wagner Moura filme. 2020 6 o agente secreto EIA, o agente
[33:40] secreto primeiro, meninas calma e meninos, o meu namorado igual
[33:44] ao Wagner Moura lidem. Lidem com essa informação.
[33:48] Fica aí, desse. Lado e agora vejam o que é que
[33:51] querem fazer, eu não. Tenho nada a ver com isso, vocês
[33:53] têm alguma coisa a ver com isso? Igual.
[33:56] É só, só ridículo, só. Pá.
[33:59] Estava a ver este filme com ele, olhava para lá e pensava, foda
[34:01] se. Ele também é muito inteligente,
[34:05] o meu namorado. Mas olha, eu pensei isto tudo de
[34:08] graça. O filme está do caraças.
[34:11] Gostei. Imenso.
[34:13] Imenso fotografia, como é que? Se diz cinematografia fenomenal,
[34:18] história. Muito bem contada, um ritmo que
[34:20] eu nunca fui ao Brasil, mas vivi Brasil neste filme e está mesmo
[34:24] está mesmo muito interessante. E gostei especialmente.
[34:27] É pá. Sem fazer spoilers.
[34:28] É difícil, mas gostei da forma como o final.
[34:32] Que é bastante emocionante, foi dada me passant, como seria a
[34:37] narrativa de um filme mais comercial?
[34:38] Seria tipo, Ah, então? Isto não foi tipo, olha isto,
[34:43] mas nós queremos falar. De outra coisa e foi muito fixe.
[34:45] Recomendo, recomendo. Tinha aqui mais.
[34:46] Qualquer coisa para recomendar, querem?
[34:51] Extras, gveys. Jogos Olímpicos volei pá.
[34:57] Este episódio foi incrível. Vocês têm noção ou não de quão
[35:00] incrível foi este episódio? Posso dizer vos também, onde é
[35:02] que eu vou atuar brevemente? Já vos disse, vou lançar um sol
[35:05] em outubro e isto exige preparação da maneira como estou
[35:08] a fazê la agora, e por isso faço atuações.
[35:12] Minhas atuações em vários sítios de 10 minutos para ir vendo como
[35:15] é que está a correr o texto, como é que as pessoas reagem.
[35:18] Por exemplo, no outro dia fui atuar e havia piadas para umas
[35:21] gerações funcionavam. Outras não.
[35:24] E é importante fazer isso antes do espetáculo, não é?
[35:26] Ainda que no meu espetáculo, em princípio, vão.
[35:28] Pessoas que são vocês. E não pessoas, mas.
[35:31] Gostava de fazer uma coisa. Bem fixe dia. 13 de fevereiro é
[35:34] hoje. Não, não é hoje, dia 13 de.
[35:36] Fevereiro, vou à. Alvorada, dia 16 de fevereiro ao
[35:39] bairro da comédia. 22 de fevereiro à matinê, 20 matiné,
[35:43] 23 de fevereiro aos. Estupenda 26 de.
[35:45] Fevereiro vou estar nas Rose battles.
[35:47] No Porto. Onde é que é isto?
[35:49] A que horas é isto? Se escreverem, estes nomes no
[35:52] Instagram vão dar à página de cada coisa e, portanto, ficam a
[35:55] saber e até podem assistir a outros colegas meus, conhecerem
[35:58] pessoas com imensa graça a seguirem o trabalho.
[36:01] Delas e apoiarem este lado da cultura que.
[36:04] Geralmente é esnobado, apesar de agora estar a melhorar, que é a
[36:07] comédia do stand up comedy. Beijinhos, meus amores.
[36:10] Espero que a vossa vida esteja OK, que que?
[36:13] Os vossos familiares estejam. Bem, no meio desta merda toda,
[36:16] celebremos a democracia. Eu agora, sempre que vou votar,
[36:20] aprecio ainda mais. Sabem.
[36:21] Quer dizer, será que esta é a última vez que eu vou votar?
[36:23] Será que esta é a última vez? E beijinhos grandes.
[36:26] E até para a semana com Pedro Alves, Pedro Alves, um
[36:28] comediante quem eu gosto muito, que fizemos o podcast.
[36:31] Mames de boca. Juntos, mames de boca.
[36:34] É, é um podcast completamente diferente.
[36:37] E pá. E que é muito bom falar com ele.
[36:39] É uma pessoa tridimensional que tem consciência disso.
[36:42] Falamos sobre religião, por exemplo.
[36:47] Olha, olha, olha e. Isso vai ser fixe, portanto,
[36:51] sigam o podcast, avaliem, comentem que eu respondo.
[36:54] Que para a semana? Vão estar a par desta conversa
[36:57] com o Pedro Alves e também vai haver mais gente em breve.
[37:00] A Soraia carrega o Miguel Amorim.
[37:02] Está aí tudo assim na calha, beijinhos, até para a semana.

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