# com pessoas: "Já tivemos alguma coisa um com o outro?" - André de Freitas

An episode of [não sei ser](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1662857422), 29 Jul 2025, 1 h 04 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d7dabd1c/podcast/play/106108948/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-6-28%2F404693051-44100-2-c5c3bbcb5ddd8.mp3

Lançou agora o primeiro solo no YouTube 📺 – o que lhe valeu óptimas reviews no Edinburgh Festival Fringe 🌟 – What If 🎭 Ficam a conhecê-lo ainda melhor a vê-lo: o caminho que fez da Costa de Caparica 🏖️ até Barcelona 🇪🇸, onde estava na altura da conversa 🎙️ 👉 Vejam o What If aqui: https://www.youtube.com/watch?v=lG7iS8ubp-Q Vejam o meu ao vivo também, já agora 🎤 7 de Outubro no Villaret em Lisboa 🎫 – www.linktr.ee/joanagama Fizemos parte do projecto “Comedy Therapy” 🛋️😄 juntamente com David Cristina, Pedro Alves e Tânia Graça. Já conhecem? 🎧 https://open.spotify.com/show/0PzU1DWsWOJGc8AbV6snk5?si=e156e92c04cb42ce Para semana, o episódio é sobre neurodivergência 🧠, mais propriamente sobre autismo ♾️ e com quem de direito 👥 🩷 Sigam este podcast, avaliem ⭐ e partilhem com quem precisa de rir (ou de terapia) 😅 (demasiados emojis, o ChatGPT esticou-se)

## Transcript

[0:00] É o podcast, não sei se Ah, olá, estou um bocadinho
[0:08] desenquadrada, não estou uma pessoa, várias, olá, estou um
[0:14] bocadinho desenquadrada, não estou?
[0:16] É que tenho aqui o portátil, estou no meio da gulbenkian e a
[0:21] gulbenkian e pá, eu estou, estou cheia de medo, que isto que isto
[0:26] caia. Mas dá para ter ali um
[0:28] flerzinho. Aqui no canto do vídeo, que é
[0:31] lindíssimo, é esse. Tenho 2 coisas para vos contar.
[0:39] A primeira é que fui parar ao hospital e foi por burrice.
[0:45] Claramente eu sou algo teimosa no que toca a tecnologias.
[0:51] Não sei porquê. Se calhar é porque o meu pai é.
[0:53] É engenheiro e então nasci um bocado com aquela.
[0:56] Nasci, não cresci um bocado com aquela coisa do tudo se resolve.
[0:59] E isto funciona assim, que eu sei e tenho sido teimosa em
[1:04] várias coisas nesse sentido. Ora, para quem tem gato está
[1:08] familiarizado com esta questão, mas existem Fontes com água para
[1:14] eles beberem para usarmos em casa, e aquilo renova a água
[1:17] frequentemente, constantemente, até diria.
[1:22] E existe uma parte elétrica, não é, porque senão as coisas não
[1:25] não funcionam, aquilo não funciona com o ar.
[1:28] Por acaso, como é que funciona aquelas Fontes chinesas?
[1:30] Muita bimbonas, aquilo está ligada, eu nunca reparei, sei
[1:34] que ele estava ligado à corrente, mas deve estar lá
[1:36] está, não é pilhas, olha o melro, PIU PIU não, PIU PIU EE,
[1:44] então fui ligar aquilo com o transformador, enganei me no
[1:47] transformador, usei o transformador da Alexa.
[1:51] E não o do o da fonte, pelo que percebi depois, que era por isso
[1:58] que a água estava a ir para todo o lado e não para dentro da
[2:01] fonte. O que é que a Joana fez de
[2:04] mãozinha molhada? Foi mexer na entrada do
[2:10] carregador da fonte. Miguel, meu namorado, disse
[2:14] Joana, isso é estúpido. Vais apanhar um choque ao que eu
[2:17] disse, Miguel, era o que faltava.
[2:19] A fonte está a ter uma ligação. Terra ou qualquer coisa que
[2:22] impede. Obviamente que uma pessoa apanha
[2:25] o choque, porque é é só parvo, isto é o que seria apanhei um
[2:29] choque, ele já não estava a ver, afastou.
[2:31] Se para não ter de lidar com a questão e mantive algum do meu
[2:37] orgulho numa, não lhe vou dizer como é óbvio, se não perco toda
[2:40] a minha moral neste neste namoro.
[2:44] E assim foi. Até comecei a reparar que até
[2:47] meia hora depois o meu braço continuava dormente, com um
[2:50] Formigueiro a tremer e tal. Não estava a ser simpático.
[2:57] Fui contar ao Miguel todo envergonhadinho, Miguel, Miguel,
[3:01] olha aqui, Joana, que estúpida. Claro que sim, é isso que uma
[3:04] pessoa quer ouvir nesta situação e liguei para a saúde. 24 como é
[3:09] que eu lido com o nervosismo? Lido mal.
[3:11] Lido mal com o nervosismo, começo a rir feita a parva,
[3:14] fazer rir toda a gente às tantas, já sabia que o senhor da
[3:17] da saúde 24 era do norte do Porto?
[3:20] Vá, porque nem tudo é norte. E quais e quais é que eram as
[3:25] preferências futebolísticas dele?
[3:27] Rimo nos o seu marido, Ah, não é meu marido não se quer casar,
[3:31] Oh, então pronto, ali numa conversa e como acontece quase
[3:35] sempre com a saúde 24. Nina, é melhor ir à urgência,
[3:39] então, mas porquê? Porque estive aqui a ver e é
[3:41] melhor deve ter posto no ChatGPT, eu também já tinha
[3:44] posto e o resultado é igual, portanto borrifem se para os
[3:48] médicos usem só os ChatGPT. Lá fui para o hospital de Santa
[3:52] Maria, nunca tinha ido ao hospital de Santa Maria.
[3:56] Confesso que sou moça de privado, mas a de privado
[4:00] parece, não é que é que é um strip?
[4:03] Mas por acaso não sei se o meu seguro cobre urgências ou não.
[4:07] E tive fé, tive fé, fui para lá e é realmente 11.
[4:12] Experiência dura estar Na Na sala de espera, claro que é mais
[4:17] dura para os outros pacientes, não é?
[4:19] Mas violento, violento, ver algumas situações, alguns casos
[4:25] chato. Fui atendida rapidamente para a
[4:27] triagem, entretanto já tinha passado uma enfermeira que me
[4:30] reconheceu e eu passo ao espero que ela não saiba.
[4:33] Porque é que estou aqui um beijinho para a enfermeira
[4:36] Carolina, segundo disse, o Miguel, que era esse o nome
[4:39] dela, cheguei lá não sei quê. Exames SGSG analisa o sangue e
[4:46] está tudo bem. Saímos de lá às 6 da manhã, tudo
[4:49] com lógica, ou seja, tínhamos que aguardar as analisa, o
[4:52] sangue levam o seu tempo. Havia pessoas realmente com
[4:55] problemas graves à espera, o que faz me imensa confusão, porque
[5:00] assisti. À morte lenta de 2, de 3, dos
[5:04] meus avós acamados e tudo muito, muito traumático.
[5:09] E ver outras pessoas ali nessa situação e até pessoas que não
[5:14] estavam, não eram tão velhinhas e estavam nessa situação.
[5:20] Mexe muito comigo. Acho que mexe com toda a gente,
[5:22] não é? Já tinha ido ao São José uma vez
[5:24] que a minha mãe tinha sido operada e as pessoas nas
[5:26] corredores, nas macas a sofrer. Mas pronto, este podcast é
[5:28] suposto ser uma coisa animada. Sair de lá muita fixe, com o
[5:31] braço dormente na mesma, mas foi passando pronto.
[5:35] Portanto, se quiserem ter uma experiência de metade do vosso
[5:39] corpo, ficar a zenir, comprem uma fontesita e usem mãozinhas
[5:44] molhadas para mexer nas coisas. Não é porque não a segunda coisa
[5:49] que vos tenho para contar. Não me lembro, não me lembro,
[5:53] mas certamente. No final deste episódio, lembrar
[5:57] me ei, Ah, que esta conversa com o André foi muito, muito
[6:00] porreira. Nós fizemos parte de um projeto,
[6:03] um dos quais mais me orgulho e que mais gosto me deu, me deu
[6:07] fazer, que foi comedy farapy se calhar, muitos de vocês.
[6:11] Conheceram me a partir daí, que éramos 4 comediantes, mais a
[6:15] Tânia graça sexóloga a receber problemas do do público com
[6:19] papéis através de papéis em que tirávamos aleatoriamente.
[6:23] E depois falávamos sobre isso. E a Tânia no final dizia, pá,
[6:26] calma e era muito engraçado. Podem ouvir em podcast no
[6:29] Spotify e nas plataformas habituais.
[6:31] De resto, vou ter o meu espetáculo dia 7 de outubro no
[6:34] villaret. Eu sei que a Malta anda toda a
[6:36] pensar, Ah, depois vejo, eu sei lá como é que é a minha vida em
[6:39] outubro, pá. Mas estou estou a focar de de
[6:42] nervos para sentir que vai haver eco no villaret.
[6:45] Portanto, ajudem aqui um gajo se tem vontade de ir ao espetáculo,
[6:50] vá lá, comprem, comprem o vosso bilhete o quanto antes.
[6:54] Os bilhetes estão à venda Na Na ticketline a 18 EUR acho que são
[6:59] 18 EUR, nem 20 são nem nem 20 um não é nem 20 são.
[7:03] O que é que eu tinha mais para vos contar?
[7:05] Eu estava aqui a fazer um compassinho para me lembrar, mas
[7:09] não me recordo. Portanto, vamos a isto à
[7:11] conversa com André de Freitas, um comediante que eu muito
[7:14] admiro e 1 e 1 amigo é um amigo, é amigo do seu amigo e já
[7:18] aprendi muitas coisas com ele. Vamos a isso.
[7:23] André de Freitas nós já tivemos alguma coisa com o outro ou não?
[7:33] Não me lembro. Vá, já podemos.
[7:38] Seguir, porque é que eu sempre que te vejo essa pergunta?
[7:42] Não, mas foi assim que nos conhecemos, não foi?
[7:44] Foi, foi, foi assim. E eu pensei, esta, esta alguém,
[7:49] esta alguém que eu consigo respeitar.
[7:53] Isto é, o estávamos à porta de um de um teatro.
[7:56] Não é de uma noite. Quer dizer, não sei se te
[7:57] conheci no CCA. Verdade é que eu não me lembro.
[8:01] Eu acho. Que a gente nos conheceu aí,
[8:02] nesse teatro. Foi nesse dia, ou seja,
[8:04] estávamos à porta, eu achava que te conhecia, não sabia de onde,
[8:09] e perguntei te se já nos tínhamos comido.
[8:12] Iá, exatamente. E eu fiquei, eu fiquei tipo, tão
[8:17] admirado, tão chocado de tu. Me fazeres essa pergunta, mas,
[8:21] ao mesmo tempo, houve 111 apreciação profunda.
[8:25] Aqui está, não estás a ver. Há um momento estás a ver.
[8:27] Não, não havia tipo qualquer. Eu devia me tentar lembrar.
[8:30] Devia tipo. Eu já comi bué da gajo na minha
[8:32] vida e tu és possivelmente só mais um.
[8:36] Porque cumpri os requisitos percebes eras.
[8:39] Engraçado, bonito, provável. E eu sei que iá exatamente e tu
[8:43] não estavas nem nenhuma maneira tipo a pedir desculpa por isso.
[8:46] Estavas tipo. E eu pensei, não, isto esta,
[8:50] isto é uma. Uma gaja, como deve ser.
[8:53] Uma gaja como deve ser, então? Não tivemos.
[8:55] Não tivemos, mas eu, depois de ter dito isso, fiquei pensei,
[8:58] mas se calhar agora. Não, não por acaso, estávamos em
[9:02] frente ao meu namorado na altura que ainda era pior.
[9:06] Mas agora tenho namorado e tal. Desculpa aí.
[9:10] Até IA, até IA e depois, à medida que a nossa, à medida que
[9:14] a nossa amizade. Se desenvolveu ao longo dos
[9:18] anos. Eu fiquei a saber com cada
[9:19] história tua. Meu Deus, estás a estás a eu sei
[9:24] qual é que estás a falar que não vamos contar aqui.
[9:26] Saia da camioneta, não é? Tenho vergonha de contar.
[9:37] Era para Portimão. Vou contar a versão soft.
[9:41] Então eu estou medicada. Eu tenho problemas mentais.
[9:45] Espera quando dizes medicada não é não aí?
[9:50] Umas merdas para a bipolaridade e não sei quê pá.
[9:52] E na altura não estava numa fase fixe.
[9:54] E aliás, é por isso que eu te perguntei se tinha estado
[9:57] contigo ou não, porque há pessoas que eu não me lembro
[9:59] mesmo. Isto não é sobre mim, é sobre ti
[10:01] não. Mas normalmente a minha vida é.
[10:04] Que tu tens, tu és, tu és tipo, tu és tipo, tu és tipo tio von,
[10:08] só que todas as tuas histórias. São tipo histórias sexuais.
[10:14] Que tipo? De certa forma, quase é parecido
[10:18] a alguém? Tipo, imagina, durante tipo 5
[10:21] anos eu fui para agarrado ao crack e pá e fiz cenas que mas
[10:25] pronto, saí desse momento. Só que tu tens essas
[10:27] experiências sem a desculpa do vício.
[10:30] A cena é, eu falo com o meu psicólogo sobre isto.
[10:33] Ele diz que as mulheres, quando estão mal, têm a tendência mais
[10:36] de ter comportamentos sexuais. Não diria desviantes, mas operar
[10:41] promiscuidade ou o quer que seja, do que propriamente álcool
[10:44] e cocas e coisas do género. Então que eu fui para esse
[10:47] mecanismo? Mas havia uma história.
[10:50] Qual? Quando tu contaste pá essa
[10:53] também? Não gosto deste podcast.
[10:57] Tu lembras te de tu teres lido no comedy they do teres lido as
[11:01] chaves. Ou um gajo de meio de chaves?
[11:04] Sertã, sertã, sertã, isso mesmo. E fomos pais para o fizemos a
[11:10] nossa cena. E eu lembro me que tu tens dito,
[11:14] mas porquê ele assim é pá. Ele veio da sertã.
[11:16] Era o mínimo que eu me via da cena.
[11:20] E a cena é, eu esqueci me que havia um teleférico na Expo e às
[11:23] tantas e acenei às pessoas e as pessoas a mim, porque foi à hora
[11:30] do almoço. De almoço?
[11:32] Sim, não podias ter esperado até o pessoal ter voltado até ao ao
[11:37] para o escritório. Tens que escrever uma, tens que
[11:43] escrever uma memória. Não sei, eu, eu tenho, tenho um
[11:46] livro, mas deu me uma depressão a meio.
[11:48] Então no início está engraçado QBE, depois a meio, começa a
[11:51] ponderar bué, o que é que é o suicídio?
[11:53] E o que é que não sei quê, mas agora estou fixe André e quero é
[11:58] saber de ti. A verdade é essa.
[12:01] Sim, mas eu não sei se tenho. Não.
[12:03] Eu tenho boas histórias, mas não sei se tenho.
[12:05] Não, eu não quero saber as tuas histórias.
[12:08] Eu até ontem tive a ver o teu special.
[12:10] Parabéns. Obrigado.
[12:14] Adorei, adorei. Ainda até o fim.
[12:16] Vi, claro que vi até o fim. Como assim há pessoas que não
[12:20] veem até o fim? Não tu tens a?
[12:22] Cena do YouTube que dá para ver quando é que a Malta caga.
[12:25] Não, mas é porque no fim tem a cena toda.
[12:28] Tem 11 bónus para as pessoas que veem.
[12:31] Havia muitos colegas meu, parabéns, tu tiveste ótimas
[12:35] reviews neste teu solo do the Telegraph e eu sei que isso te
[12:41] encheu de orgulho. EE, bem, porque é que demoraste
[12:44] tanto tempo até apresentar um solo assim?
[12:49] Per Sério? Tu és um newcomer para aí há 20
[12:51] anos, o que me irrita se vejamente continuas a ganhar
[12:55] prémios e nomeações da próxima promessa.
[13:01] Que merdas do caraças, mas a verdade é que só fizeste um solo
[13:05] agora, porquê? Acho que é isso.
[13:12] É uma boa. Sabes que isso é uma boa?
[13:17] Acho que há um certo, porque eu vou sempre sem nenhum kamer em
[13:22] circuitos diferentes. Não é tipo à medida, tipo tu
[13:25] chegas a um sítio, depois tipo passas para o patamar a seguir.
[13:29] Mas tipo, tu continuas? Eu não sei nada.
[13:30] Ou seja, por exemplo, eu estava a falar com contei com o meu
[13:34] manager e com o meu agente. Com qual é que as pessoas não
[13:39] sabem? Mas tu tens uma carreira
[13:40] Internacional longínqua e, portanto, tens managers em
[13:43] vários países, não é? Não, eu tenho o manager, depois
[13:47] tenho agentes em sítios diferentes, mas.
[13:48] Mas, por exemplo, eu estava a falar com o meu manager e ele
[13:50] estava me a dizer, OK, não e vamos tentar.
[13:54] Tipo pôr te vamos. Falar inglês que assim o meu
[13:57] podcast parece Internacional. Não, não deixa estar.
[14:00] Eu assisto isto. É bom para mim, para para eu
[14:02] praticar. Está bem?
[14:05] Porque eu, eu, eu já falo aquele português da pista mesmo, já há
[14:09] quase. Ainda não, ainda não, mas já se
[14:13] nota as hesitações a aneli Furtado, que é beijinhas
[14:17] beijinhas. Iá iá.
[14:20] Então, mas estavas a falar com o teu.
[14:21] Meme de português iá está sim. E ele estava me a dizer que OK,
[14:26] agora vou te eu, agora nós estamos.
[14:27] O objetivo é tipo tentar lentamente entrar na América com
[14:32] mais e cabeça. Eu sou tipo, sou new, ninguém me
[14:37] conhece. Ou seja, eu ainda estou, ainda
[14:40] estou tipo a tentar entrar nos clubes, ainda estou a tentar
[14:43] fazer as minhas audições, ainda estou a tentar whatever.
[14:47] Ou seja, eu nunca deixei de ser novo ainda, mas isso é uma coisa
[14:51] boa. Certo?
[14:53] Quer dizer que estás a ir, que estás a.
[14:56] Ir. Eu acho que eu gosto da ideia de
[15:00] ser novo, new, kamer porque eu curto de ser.
[15:04] Eu gosto da ideia de ser tipo surpreender, não, não, não ser
[15:11] tipo não, não, não estar numa sala nunca e pensar que sou o
[15:15] melhor ou que já faço isto há bué da tempo.
[15:18] E já faço isto há bué da tempo, então eu já sei o que é que
[15:20] estou a fazer. Eu gosto bué da ideia.
[15:22] Eu gosto da ideia de ser tipo new, porque isso faz com que eu
[15:27] esteja muito mais aberta a aprender e a observar como é que
[15:30] os outros fazem. E enquanto as pessoas não
[15:33] olharem para mim dessa maneira, eu sinto me assim.
[15:35] Então eu acabo por estar muito mais aberto a aprender.
[15:39] E eu acho que quando tu metes, isto é uma coisa que eu tenho
[15:44] que tentar trabalhar muito, mas tipo, quando tu metes, o ego
[15:46] deparo. E tu queres estar numa sala onde
[15:51] tu não és? Tipo, se tu estiveres numa sala
[15:54] e és AAA, pessoa mais inteligente da sala, estás na
[15:56] sala errada. Eu acho que é a mesma coisa com
[15:58] com comédia, não é? E eu curto bué de e também gosto
[16:02] a surpresa de às vezes ir a um clube.
[16:05] E é tipo, quem é que é este gajo, ainda por cima em Nova
[16:07] Iorque, com whatever iá iá e ninguém fala contigo, ninguém
[16:12] fala contigo, até ires a palco. Claro.
[16:14] Tipo, o pessoal não é amigável, mas depois se vais em bom a
[16:18] dizer tipo. Como assim?
[16:21] E eu achei graça que tu ontem No No special e conhecente também
[16:26] tu dizes que és o único português a ter uma carreira
[16:28] Internacional, apesar de agora já haver alguns comediantes que
[16:31] vão fazer lá fora. Mas acho que é mais para para
[16:33] portugueses que estejam lá fora, porque é que achas que a Malta
[16:36] não vai? Eu tenho.
[16:38] Eu tenho uma ideia que é um bocado de falta de ambição e
[16:42] conformismo. E a outra é não haver 100% à
[16:45] vontade com a língua como tu tens?
[16:49] Mas eu eu sou português, nascido e criado, ou seja, eu tenho um
[16:52] à. Vontade aos 22 anos para
[16:54] Londres, portanto. Sim, mas eu acho que esse à
[17:00] vontade eu criei como imagina. Tu já fizeste commery care aqui
[17:05] em inglês. E o teu?
[17:07] Eu eu conheço pessoas que têm inglês, inglês muito pior.
[17:11] Do que a maioria dos portugueses e fazem stand up em inglês.
[17:16] É pá, pois. Ou seja, eu não diria que é
[17:18] isso, eu acho que o que é que é isso?
[17:24] Gosto do cuidado que estás a ter.
[17:27] Eu acho que acho que é um bocado isso, se calhar.
[17:31] Falta de ambição. EE, é triste.
[17:33] Às vezes tu as pessoas moram no seu, na sua própria bolha.
[17:37] Ou seja, as pessoas não têm a mesma ideia do como.
[17:39] Portugal é pequeno e relevante. Isso foi também tipo uma cena de
[17:46] que me fez perceber EIA na realmente nós somos bué da
[17:49] pequenos há uns tempos está? Na postiça.
[17:53] Iá EEOE, alguém me estava a perguntar, ei em Portugal, na
[17:58] verdade, EIA fizeste stand up na Bulgária, mas há stand up na
[18:01] Bulgária e eu disse, nós somos a Bulgária, Bro.
[18:07] EE eu acho que também há uma falta de.
[18:12] Eu acho que como como Portugal é é pequeno e o circuito é
[18:17] pequeno, não há, não há. As pessoas não têm vontade de
[18:25] não, não chegam ao ponto em que têm que se melhorar, têm que se
[18:27] ultrapassar. Porque se tu chegas à fama com x
[18:32] trabalho, porque é que vais pôr o extra?
[18:37] Ou seja, não há aquela competição.
[18:39] De que se calhar, encontras em Londres ou encontras em Nova
[18:43] Iorque, ou encontras nem nem nem olhando para essas metrópoles
[18:46] grandes, porque Portugal não, não, não é isso.
[18:48] Mas se tu olhares para um mercado, se calhar até mais mais
[18:51] semelhante a um, a um mercado português maior, se calhar um
[18:54] mercado Polaco. Vamos dizer, o mercado Polaco é
[18:57] um mercado semelhante a Portugal, mas com mais tamanho.
[18:59] O ano ainda tem tipo o que é 60000000 de pessoas, mas é um
[19:02] mercado que também tem só Aparecido tipo nos últimos 20
[19:05] anos, tem uma história curta de stand up.
[19:08] Hum Hum. Olha então, começou lá a fazer
[19:10] stand up. Pronto, OK, então, tipo ele até
[19:16] até para falar disto tudo, ele se calhar até, e eu acho que
[19:24] Portugal não os os, os, os artistas de maneira geral em
[19:27] Portugal nunca vão chegar ao máximo do seu próprio potencial,
[19:30] porque a infraestrutura não existe para para se forçar, para
[19:35] forçar as pessoas. A atingirem o máximo do seu
[19:39] potencial. E eu acho que o meu o que eu
[19:44] quero mesmo na minha vida, na minha carreira, é, eu tenho
[19:48] mesmo curiosidade quando eu me for embora e continuo a ir e et
[19:52] cetera, eu tenho mesmo curiosidade para saber o quão
[19:55] bom é que eu posso ficar, tipo o quão bom é que eu consigo?
[20:03] Qual é que é o máximo que eu tenho?
[20:05] Para dar. Então fazes coisas tipo BO
[20:09] hacking e coisas do género, porque isso não vem só com a
[20:12] prática de de stand up. Tem estar no teu melhor a vários
[20:17] níveis para a criatividade também estar não sei quê.
[20:20] Lembro me foste tu que me apresentaste ao break que é um
[20:23] device Zinho bacano para controlar já não te lembravas
[20:26] para controlar a utilização das aplicações tu o que é que tu
[20:30] fazes para estar no teu melhor? Ou ou se estás aí neste momento?
[20:36] Pá. Eu tento ter uma rotina mais ou
[20:38] menos saudável em termos de eu não não como muito saudável, mas
[20:43] tento fazer tipo exercício regularmente.
[20:45] Tento mesmo ter a certeza que faço stand up mesmo quando estou
[20:49] de férias. Nunca estou de férias, tipo vou,
[20:52] vou fazendo spots, tento ter, tento ir ver outros tipos de
[20:57] arte para para me sentir no sentido.
[21:04] Sim, para me sentir inspirado por maneiras diferentes de fazer
[21:08] as coisas. Eu tento, eu tento, eu sabes que
[21:15] eu, eu tento. A cena mais importante para mim
[21:17] é, eu tento viver, eu, eu tenho, eu tenho escrito uma série de um
[21:23] pequeno diário com éticas, pessoais e imorais e tipo,
[21:27] quais, quais é que são as, quais é que são os os, os valores que
[21:32] são importantes para mim na minha vida?
[21:34] Quais é que são as coisas pelas quais eu me quero regrar?
[21:37] E que tipo de pessoa é que eu quero ser?
[21:40] Às vezes além do profissional, porque do o nível pessoal nós
[21:44] sabes que tipo. Muitas vezes neste num mundo de
[21:46] entretenimento das pessoas, é muita imagem.
[21:50] Quem estão associadas EE usar a pessoa?
[21:53] Ego? Muito, sim.
[21:54] Muito, muito ego e eu acho que uma das coisas que eu vi, eu li
[22:00] este livro há uns anos, chamado Eagles the aname.
[22:03] OKE mudou a minha vida. Esses esses livros é incrível e
[22:11] estou a reler outra vez. E é um daqueles livros que eu
[22:14] leio. Estou a cada 2 anos e tiro
[22:17] sempre coisas porque estou em alturas diferentes da vida.
[22:20] Sabes daqueles livros que tu lês?
[22:22] Não, não leio. Estou a brincar.
[22:25] Leio mesmo. Tu lês bastante.
[22:26] Leio, mas não repito. Tenho um bocado de fumo nesse
[22:29] aspeto. Sabes que é do género?
[22:30] Ah, não vou repetir uma merda. Tenho tanta coisa para ler.
[22:34] Mas, mas, mas há certas coisas, tu achas que não vês, tipo
[22:38] filmes que já viste? Não, não consigo.
[22:43] Irrita me tipo, podia estar agora a única coisa que eu estou
[22:46] a rever isto vai ser das confissões mais tristes.
[22:49] Eu estou a rever, Doctor. House AI, porque a Doctor House?
[22:55] Eu adoro o gajo. Porque a desipocondígra?
[22:59] Não quero a minha cena. Eu adoro o ator, não é
[23:01] blackhedder e não sei quê. Não sei que mais pá.
[23:03] E a personagem em si é fenonal hiper tóxica e depois tem uma
[23:09] Vibe de pai, eu acho. Eu acho que tem aquela cena tipo
[23:13] complexo de aqueles gajos que. Se complexo de eletra.
[23:17] Eletra acho que é mãe ou não? Não sei, não interessa.
[23:20] É dito, é dito. É a mãe.
[23:22] Eletra é o pai. E pronto.
[23:23] Então eu fazia o no fundo é isso.
[23:25] E pronto, eu adormeço AA pensar nisso.
[23:28] Estávamos a falar sobre isto, do ego e tu sempre te interessaste
[23:31] muito por esta questão da saúde mental, tal como eu acho que vem
[23:35] de um de um ponto de sobrevivência.
[23:38] Tu no teu special falas sobre isso, sobre a claro que é
[23:41] comédia, não sei se tudo aquilo que está ali dito é verdade ou
[23:44] não, mas certeza que tem inspiração na realidade.
[23:47] Casa pequena, muitas pessoas, nem todas as pessoas
[23:50] extremamente equilibradas. Terá sido isso também que te deu
[23:53] vontade de bazar e disse, bazar para a pessoa jovem?
[23:58] Iá iá, sem dúvida que era tipo eu não consigo, havia uma parte
[24:01] bem inquérito, eu não consigo estar a viver assim, não tenho
[24:02] privacidade, isto é bué para um jovem, ou seja, hoje em dia eu
[24:07] consigo olhar para os meus pais e é um bocado o show que eu
[24:10] estou a tentar trabalhar AA seguir.
[24:13] Eu olho para os meus pais e eu admiro eles terem feito isso.
[24:17] Eles eles acolheram toda AA família que precisava.
[24:21] EE eu na altura como jovem irritava me um bocado, que é,
[24:25] nós não temos espaço. Mas o que eles têm é de uma
[24:31] ética moral forte e hoje? Conseguiu apreciar isso?
[24:35] Achas que teve a ver com isso? Sabes que eu não sei?
[24:40] Eu acho que não tem muito a ver com ser católico ou não com a
[24:43] cidade. Isto é o que Deus nos diria para
[24:46] fazer. Acho que não tem a ver com isso.
[24:48] Acho que nós todos temos uma ética pessoal, moral.
[24:52] EE fala um bocado, EEEE voltando um bocado ao que eu estava a
[24:55] dizer antes. Que é essa, esse tipo de coisas,
[24:58] do tipo de pessoa que eu quero ser?
[25:01] É, é trabalho, é trabalho constante.
[25:04] Porque à medida que tu vais tendo outras coisas para fazer
[25:07] na tua carreira, tu também queres te preocupar com com a
[25:11] imagem ou também queres pensar ou com quem?
[25:13] Com quem eu me estou e tal. Mas eu depois penso, eu não
[25:15] quero ser essa pessoa. Eu não quero ser a pessoa que
[25:18] agora, de repente deixa de responder a alguém porque eu já
[25:24] ultrapassei na carreira. Ah, sim, e esta pessoa já não
[25:27] tem nada para fazer por mim, eu não quero.
[25:32] Ou seja, há certas, à medida que eu fui fazendo este, o meu
[25:37] caminho pessoal, EEEE de carreira.
[25:41] Mas acho que mais pessoal nesse sentido, é perceber, tipo, não,
[25:44] eu quero viver bem comigo próprio.
[25:48] EE, isso é isso, é a cena mais mais importante.
[25:53] E quando tu estás? De uma perspetiva de sempre
[25:57] tentar integrar, sempre estar com as pessoas certas, entre
[26:01] aspas. Tu não quer dizer que não estás,
[26:04] não estás bem contigo própria, se tu estiveres só a fazer Oo
[26:07] trabalho e eu acho que é muito essa, isto é muito sempre a
[26:10] filosofia que eu estive em relação ao stand up, tipo do the
[26:12] work, do the work, show up, Get Up, do stand up, show up, Get Up
[26:18] to stand up. E eu sinto 11, eu pessoalmente
[26:22] sinto um. 11 grande preenchimento pessoal de fazer
[26:27] tipo, eu não sinto que seja um impostor, porque eu apareço.
[26:31] Sim, aí há anos. Eu apareço sempre e faço.
[26:36] EE eu acho que se não fizesse, íamos sentir um impostor.
[26:39] Sabes que és dos eu? Eu provavelmente estarei AA ser
[26:43] injusta, até porque agora há uma nova geração de comediantes cá
[26:46] em Portugal, de. De pá, de putos que estão mesmo
[26:50] a Sério, porque podem. O circuito está ligeiramente
[26:52] maior, a ambição é maior e eu, mas eu sinto que existem vários
[26:58] comediantes que fazem stand up, como um dano lateral, um dano
[27:01] colateral. Sabes que é do género pá, eu
[27:04] tenho graça, sou engraçado o que é, o que é que se faz com isto?
[27:08] E eu sinto que tu tens um amor à arte de de stand up que que te
[27:13] faz? Ser essa pessoa que trabalha
[27:16] muito, que tem essa ambição e que te divertes.
[27:19] Não é só porque passou mais 1 ano, tens de fazer uma tour com
[27:22] muitos, muitos comediantes. É, tu estás nisto a Sério e amas
[27:25] mesmo a arte e agora tu dizes. Não por acaso estou me um
[27:29] bocado. Estou um bocado a.
[27:31] Ligar eu adoro. Adoro fazer stand up.
[27:35] Sou stand up comedian, true em true.
[27:38] Qualquer coisa, qualquer coisa que eu faço hoje em dia, por
[27:41] exemplo, às vezes faço audições para.
[27:44] Séries de televisão ou filmes, castings iá EE, eu sempre fico
[27:50] sendo da perspetiva que é qualquer outra coisa que eu faço
[27:53] é da é é um stand up comedian a representar ou é um stand up
[27:56] comedian é coisa tipo é isso que eu sou, eu não, não vou, eu não
[27:59] vou dizer que sou stand up comedian e ator, EE, modelo e
[28:03] dançarino e não sei quê. Eu não sou nada dessas coisas,
[28:05] sou um stand up comedian, eu o que é o que eu fizer ao lado e é
[28:09] isso que eu quero ser, que é continuar a ser e eu acho que à
[28:12] medida. Que eu fui fazendo mais shows e
[28:15] mais shows, mais à vontade, fico mais, me divirto no palco.
[28:18] Eu não sei se tu sentes isso de cada vez menos.
[28:21] Eu tipo, já não é aquela coisa prescritiva de vou fazer 10
[28:24] minutos, 15 minutos, tem que estar coiso, não sei quê.
[28:26] Ontem fiz um show qualquer que o tipo o público atira bolas aos
[28:28] comediantes e depois entrei lá numa tangente, EEE, eu?
[28:35] Em Londres, onde é que tu estás? Estou em Barcelona.
[28:39] Demo OK. Iá, mas vou amanhã pelo
[28:42] Manchester. Isto, isto, enfim, tens bué de
[28:46] milhas ou não? Não, Ryanair não dá assim tantas
[28:49] milhas. Não dá milhas Ryanair, não tu.
[28:51] Disseste isso ontem, se calhar foi no teu special que te que
[28:54] que vi isso? Não sei.
[28:56] Iá iá. Pois é, eu digo isso por acaso
[28:59] vês eu estou? Atenta eu adoro te mas pronto,
[29:02] tens amor à arte e estás a falar de despir o teu ego e tudo isso.
[29:07] O que é que eu não quero trazer negatividade para a conversa,
[29:11] mas interessa. Mas espera, deixa me só dizer
[29:13] uma coisa, mas a cena que eu curto, a cena que eu curto mais
[29:17] de, por exemplo, de fazerem de fazer em inglês, é que eu No No
[29:22] meu show estão tipo 15 nacionalidades e eu curto bué
[29:25] disso e não tem nada a ver com eu ser português ou não ser
[29:30] tipo, isso é uma coisa que não faz parte.
[29:33] Tipo é, é quem eu sou e obviamente eu falo disso, mas eu
[29:37] gosto que estejam lá pessoas de todo o lado e estamos todos
[29:39] juntos e. Eu curto e isso eu curto, eu
[29:42] curto mesmo. Bué é?
[29:44] Pá. Isso é a prova de que o humor
[29:46] liga mesmo as pessoas. Estamos agora numa fase cada vez
[29:50] mais complicada. Estamos a entrar talvez num
[29:52] ciclo em que comediantes estão a ser presos ou estão a ser
[29:55] julgados por piadinhas. Mas tu consegues ser o gajo que
[29:59] consegue entreter pessoas de todas as etnias ou de várias de
[30:03] todas? Calma também, mas de várias
[30:05] nacionalidades. E mostrar que o humor.
[30:08] Une nos não é? Estavam ali pessoas no teu
[30:10] special de todas as etnias, ou imensas, e estava tudo a rir se
[30:14] das mesmas coisas, isso é, é. Eu acho que as nossas
[30:18] experiências são todas muito partilhadas.
[30:20] As experiências humanas são muito partilhadas.
[30:23] Eu acho que quando tu e quando a nível do do humor, quando tu
[30:26] começas a escavar um bocadinho mais além daquela de EIA, és do
[30:31] Barreiro. Sou tão, tão gordo.
[30:33] Ou whatever. Tipo, quando tu começas AA,
[30:36] quando tu tiras certas coisas, às vezes geográficas, sou que
[30:39] eu, às vezes eu eu chamo de muletas.
[30:41] São muletas do humor, tipo tu dizeres Barreiro não é uma
[30:46] punchline. E quando tu começas a escavar
[30:50] isso, tu começas a entrar em coisas que são mais humanas.
[30:54] E aí toda a gente. Consegue se relacionar com isso?
[30:57] E eu, eu gosto. Dessa, não é?
[30:59] E tu que estás a uma escala diferente, consegues até
[31:03] amplificar a relateble ness ao máximo, não é porque tens lá
[31:07] ainda que tu tens coisas hiper pessoais no teu sol e eu admiro
[31:14] te imenso por seres tão técnico. Uma das coisas que eu reparei no
[31:17] teu sol é que tu falas muito devagar.
[31:20] É por estarem lá pessoas de várias nacionalidades.
[31:22] É porque não tinhas texto para amor.
[31:26] Não, eu por acaso fiz 1 hora e 20 até lá, um encore que nós
[31:29] cortámos. Eu falo devagar, não sei, acho
[31:36] que nunca, pá, não, não é uma coisa que eu faço de propósito.
[31:38] Se calhar é porque se calhar é por isso, por estarem várias
[31:41] pessoas e também porque eu tento.
[31:43] Eu tento falar de uma maneira que toda a gente consiga
[31:46] entender, suponho, seja de onde for, mas sabes que o.
[31:51] Eu não é o que eu represento em Portugal.
[31:53] O André de Freitas existe o equivalente de eu de vários
[31:56] países. Ou seja, há há uma comunidade
[32:00] europeia de comediantes que são quase tipo os os representantes
[32:05] de cada país em em inglês, EEE. Depois, há toda uma série de
[32:10] pessoas que vêm aos espetáculos que também fazem parte desta
[32:14] nova geração globalista do mundo, que é, têm um namorado
[32:20] bloco. E, mas demoram na Estónia e não
[32:23] sei quê, não são. Ou seja, não são pessoas que
[32:24] consomem tanto o conteúdo do seu próprio país como consomem
[32:29] conteúdo mais globalista. São pessoas que, por exemplo, se
[32:32] tu se eu a um nível profundo, se eu for pensar, porque é que eu
[32:35] faço de andar para inglês? É provavelmente porque eu,
[32:37] quando era novo, usava o inglês para puxar as minhas emoções.
[32:42] Eu, eu, eu, eu tinha dificuldade em eu tinha dificuldade em se
[32:46] calhar. As minhas emoções em português e
[32:50] eu a pensei, Ah, se eu falar em inglês, tipo, já não parece tão
[32:52] real. OKE falas disso No No teu solo
[32:55] até não quero desvendar, pá, porque tu tens um ritmo pronto
[32:59] com o qual eu não me identifico, sabes que aí é falar sobre isso?
[33:04] Não te identificas que o. Porque não sou capaz, EE põe me
[33:07] uma pressão que eu não gosto. Não acho que acho que és estás a
[33:10] ser tu és das pessoas mais naturalmente engraçadas que eu
[33:13] conheço. Eu já te disse isto.
[33:17] Pá, mas és. Não, mas és.
[33:19] Tu conheces tanta gente? Iá e eu acho que tu pões, te
[33:27] pões te obstáculos a ti própria, acho.
[33:28] Eu, por exemplo, não sou capaz, não consigo.
[33:31] Eu acho que se calhar é aquele medo às vezes de não vou me
[33:34] atirar para fundo para isto eu acho que tu fazes uma cena, é
[33:37] pá. Não te quero estar aqui, tipo a
[33:38] diagnostica. Acho não eu acho fixe, estou
[33:41] estou OK, eu depois corto te aquilo que aquilo.
[33:44] Que não gostaste? Não, eu gosto disso, eu gosto
[33:47] disso. Eu acho que tipo tu, às vezes tu
[33:49] tens um medo, tipo de entrar na cena a Sério por medo de falhar,
[33:53] mas depois fazes quase uma versão tipo com menos trabalho,
[33:57] que é tipo, Ah, não. Se eu tipo, se eu só fizer
[33:59] crowdwork, não estou tipo a tentar a Sério.
[34:01] Espera primeiro para quem está a ouvir crowdwork é falar com o
[34:07] público, é interagir com o público, que acaba por ser uma
[34:11] forma. Menos trabalhosa de fazer stand
[34:15] up comedy, no entanto, também existe talento também exige
[34:20] rapidez, presença exige trabalho.
[34:23] Nem toda a gente faz bom crowdwork, nem toda a gente vai
[34:26] além do então estou juntos há quanto tempo há que saber?
[34:31] Há que saber fazer e há que saber pontuar.
[34:34] E tu fazes parte de uma escola que tu até fizeste espetáculos
[34:38] cá em Lisboa, pelo menos, em que tinhas stand up.
[34:41] E depois fizeste um espetáculo à parte de crowdwork, portanto, és
[34:45] bastante clássico e tradicional nesse nesse sentido.
[34:49] A minha estrutura normalmente de espetáculo é, eu abro com
[34:52] crowdwork, depois trago o open intervalo e depois faço o meu
[34:59] show. Mas em em Lisboa agora há uns
[35:03] tempos fixes. Queria fazer 2 diferentes, então
[35:06] precisava de dinheiro. EEE fiz e fiz show normal e
[35:12] depois crowdwork. E correu bem, gostaste ou
[35:15] sentes. Eu eu fiz 2 horas e meia no
[35:17] Porto de crowdwork. É bué de bom atenção, eu não
[35:22] faço só crowdwork. Não, eu faço.
[35:25] Espetáculos em que não faço crowdwork até que às vezes as
[35:28] pessoas são uma merda. Sim, iá iá.
[35:31] E o público português é um público, às vezes muito.
[35:36] Pá, eu não sei. Eu acho que as pessoas como não
[35:38] têm história de comédia. Imagina, tu não queres ir, tu
[35:40] não quero. Quando tu vês que é o público
[35:41] está a beber um cafezinho, a beber comédia é tipo, ei.
[35:45] Mas é um desafio interessante e, no meu caso, as pessoas já não
[35:49] faço tantos espetáculos em que eu faço a parte de um rol de
[35:52] comediantes, portanto, as pessoas que me vão versão
[35:54] incríveis. EE.
[35:57] E vou dizer aqui para os ouvintes da para os ouvintes da
[36:00] Joana, que a Joana. Tu tu no improviso é é que tu és
[36:06] naturalmente engraçada tipo tu eras OI light to comedy.
[36:09] They of sem dúvida iá, eu acho, eu acho que sim porque eu acho
[36:18] que a tua, se tu conseguisse, eu acho, eu já te disse isto se tu
[36:20] conseguistes quase tipo direcionar essa tua honestidade,
[36:25] aquilo que tu estás a dizer que tu aprecias em mim.
[36:28] Eu acho que é tipo tu, tu tens todas as as as ferramentas para
[36:32] fazer isso caso tu quisesses. É pá, mas escrever tira me o
[36:36] pau, sabes eu? Eu ainda ainda, mas estou a
[36:41] tentar, imagina neste momento tenho os meus espetáculos que
[36:45] não é crowdwork, mas é tipo comédia de improviso e não sei
[36:48] quê. Assim, uma coisa mais adaptada
[36:49] ao momento e à semana na, na, na, mas também estou a ser
[36:52] convocada para espetáculos de stand up, uma coisa mais curta,
[36:56] em que não sou só eu. A pessoa no cartaz, e aí estou a
[36:58] escrever. Aí eu sinto que em 15 minutos,
[37:02] 20 minutos, eu não consigo agarrar as pessoas com premissas
[37:05] grandes e a ser genuína em palco.
[37:06] Acho que tenho de levar esse trabalho feito.
[37:10] Tenho de de me valorizar a esse ponto.
[37:12] Não é só ser a Joana entendes. Tenho, tenho de levar texto, são
[37:16] coisas. Mas depois Oo texto em si torna
[37:19] tipo, tipo é a Joana, porque o texto representa a Joana.
[37:24] Ou seja, eu, eu, eu, uma cena que eu acho que voltando um
[37:27] bocadinho atrás ao que tu estava, ao que estávamos a falar
[37:29] há bocado tipo de a Portugal, como Portugal não tens clubes de
[37:33] comédia grandes tipo tu tentas entrar quando estás a começar na
[37:36] no stand up como uma comedy story ou um whatever em que tu
[37:39] sabes que tens que tipo ter aqueles 10 minutos, 15 minutos.
[37:43] Essa cultura de eu tenho que partir em 10 minutos, nunca é,
[37:48] nunca foi criada, se calhar, ou ainda está, ainda ainda está em
[37:51] desenvolvimento, se calhar, vamos dizer assim.
[37:53] Ou seja, se tu se tu agora pegasses, pega tipo, nem todos
[37:57] os comediantes de topo de Portugal e dizes está me 15
[38:04] minutos a destruir aqueles 15 minutos a destruir pá, pá, pá,
[38:08] pá constantemente. Quantas pessoas é que se calhar
[38:12] conseguem fazer isso e não é? Que não conseguiriam.
[38:14] Uma delas é um gajo que tu conheces bem e que eu via a
[38:17] atuar recentemente. É o luzindro, o luzindro.
[38:21] Sabes quem é? É ator e não sei quê.
[38:25] O luzindro tem feito um percurso, pá, ele fez 2025
[38:29] minutos no outro dia, pá, dei lhe os parabéns.
[38:35] Não te sei explicar aquilo foi tipo um ritmo, tipo Robin
[38:38] Williams, estás a ver, foi, foi fenomenal, mas entendo aquilo
[38:42] que tu queres dizer. Isso também é difícil por causa
[38:44] do do circuito, não é? Eu eu lembro me de tu falares
[38:48] que em Londres fazias 23 geegs por noite.
[38:51] Aqui fazes um por noite, 22 no máximo, e tens de ir para o
[38:55] cunhal novo, andas aí de um lado para o outro.
[38:59] É difícil também alcançar a excelência com a falta de
[39:03] oferta, apesar de ser cada vez maior.
[39:06] Mas sabes que eu acho que isto também vem de de motivação
[39:10] pessoal, de das pessoas terem isso, ou seja, acho que as
[39:15] pessoas têm, criam essa motivação.
[39:18] Tu sabes que podes ser melhor. Queres mesmo ser melhor?
[39:21] Queres tipo chegar ao nível, o que é que?
[39:23] Ou seja, se calhar às vezes é há aquela conversa do que é que eu
[39:25] vou tirar disto ou o que é que eu porque é que eu vou meter
[39:30] tanto trabalho nisto se não precises ou whatever, às vezes
[39:34] também é um bocado criar AA cultura e isso e isso e ser 11
[39:38] coisa que seja importante para ti a nível pessoal eu acho que
[39:43] eu acho que essas pronto, eu acho que eu eu não teria isso se
[39:48] não tivesse saído. Porque obriga te a ter.
[39:51] Mas ainda bem que hoje, ainda bem que hoje em dia tem.
[39:55] Ainda bem que isso ficou um bocadinho, acho eu.
[39:59] A tua, a tua prioridade é seres o melhor possível dentro do teu
[40:05] potencial, ou divertires te o máximo possível a fazer.
[40:10] Ou achas que uma coisa está ligada com a outra?
[40:12] Se calhar, quanto melhor fores, mais divertes, não sei.
[40:16] Iá, eu acho que eles andam, acho que andam de mão dada.
[40:18] Quanto melhor eu for, quanto melhor eu conseguir eu for, mais
[40:21] ferramentas eu tenho. Quanto mais ferramentas eu
[40:24] tiver, mais eu consigo expandir o que é que é possível?
[40:27] Porque eu eu eu consigo, se calhar atirar me para sítio, os
[40:29] cantos não teria a coragem porque não tinha ferramentas
[40:32] para para dizer OK, como é que eu vou sair daqui?
[40:34] Mas chega uma altura que se calhar tu já vives sido tantas
[40:37] vezes, há tanto tempo. É tipo eu, eu arranjo de uma
[40:39] maneira tipo tu tens uma confiança em ti mesmo, não sabes
[40:42] para onde é que vais sabes que consegues safar e eu acho que
[40:46] esse é o. O objetivo e eu, e cada vez mais
[40:49] faço shows estranhos, às vezes tipo de OK, quer ver se consigo
[40:52] fazer isto ou whatever? EEEE se calhar para responder à
[40:57] tua pergunta inicial, porque é que eu fiz?
[41:00] Eu fiz o meu primeiro solo. Eu estava a fazer isso ainda
[41:03] para 7 anos, 77 anos e depois lancei foi.
[41:10] Aquele que também fizeste em Portugal, não.
[41:14] Não foi, foi este, foi este, este, este especial, que foi o
[41:18] que eu fiz no frindo já há 2 anos.
[41:20] Sim, eu sei. Eu sei que esse é oficialmente o
[41:22] teu primeiro solo, mas eu lembro me de estares cá em Lisboa, no
[41:25] início, quando estavas a ser pseudoagenciado pela h 2 n, que
[41:28] também estavas com um espetáculo ou não.
[41:30] Ou era uma? Espécie de.
[41:31] Teste e não sei. Quê eu?
[41:33] Sei que nós embrulhamos os começos sempre de forma
[41:36] diferente, há vários comediantes que têm o primeiro solo depois
[41:40] do segundo. Não, não, não.
[41:43] Eu imagina quando tu estás a dizer não.
[41:47] Mas eu não chamaria isso 1 hora porque era um work in progress.
[41:50] Se calhar estás a ver quando eu digo, quando eu digo 1 hora é no
[41:53] sentido de não está aqui 1 hora. Ah, eu não é eu fazer 1 hora,
[41:58] não é eu estar, não é eu estar 1 hora no palco 111 sol é tipo a
[42:02] dizer, olhe, está aqui 11 body of work que eu trabalhei, está
[42:07] aqui para vocês. Ele está numa hora no palco.
[42:11] Eu nem sequer tinha 1 hora. Estava ali a tentar ver.
[42:14] Estava naquela altura. Esse essa hora foi eu a tentar
[42:18] experimentar lá no palco, só 1 hora.
[42:21] Ah, o quê? Tu já tinhas andamento?
[42:24] Não, já, não eu. Nunca tinha feito um 1 hora no
[42:27] palco, tinha feito já tipo meias horas.
[42:30] Difícil lá fora não é ter esse lugar, é, é duro, não é?
[42:36] Iá e não é só isso, é também tu. Sentires, tipo, não, eu eu tenho
[42:43] que primeiro ter os meus 20 minutos, depois os meus 30, tipo
[42:48] aquilo tem que estar tudo nos nos encaixes e depois é que eu
[42:52] vou. Então esse esse é um foi um foi
[42:55] um iá foi um desafio também. EE foi difícil, eu lembro, me eu
[42:58] lembro me que esse chatinho foi e típicos, não está grande
[43:01] coisa, não está, mas. Mas é, é o é o primeiro passo, é
[43:10] fazer, é fazer. Ou seja, foi só eu depois do
[43:13] Friends, por exemplo, quando eu fiz o Friends festival, que é
[43:15] para os ouvintes, é um festival de artes grande, nem Edimburgo,
[43:21] eu OOO público do Friends. É um público muito específico,
[43:26] que vai ver que tem muitas, muita cultura de stand up e
[43:30] também tu vês 678 shows num dia. Ou seja, eles querem a emoção,
[43:34] eles querem essa história pessoal.
[43:37] Porque eles também não estão sempre a rir, porque eles tipo,
[43:40] não, isto é, não é, não é mais um show de comédia, é o que é, o
[43:43] que é que além disso, e depois, quando eu acabei o frins, fui
[43:47] fazer a minha primeira data, não sei onde é que foi, depois do
[43:50] frins no Luxemburgo, 1 hora e sábado à noite, e percebi, OK,
[43:54] isto não está a funcionar porque aqueles momentos de emoção, de
[44:00] tensão, que o pessoal do frins gosta, o pessoal da artes, bem,
[44:04] então depende, era tipo. Ei, isto está a demorar bué
[44:08] tempo, sábado à noite, as pessoas que pagaram bilhete para
[44:11] vir não querem estar aqui, tipo a aguentar atenção.
[44:15] Ou seja, eu depois também houve um trabalho, tipo de reescrever
[44:17] a hora, sei a hora, tem que ter a mesma, a mesma narrativa, mas
[44:24] o passe tem que mudar, porque isto já não é 11 público de
[44:27] festival, então. Ou seja, há sempre em andamento
[44:34] e tu podes até dizer pá. Não as coisas.
[44:37] Nunca vai, nunca vai acabar. EEE nunca vai.
[44:41] Podes até nunca acabar uma. Hora, 1 hora.
[44:43] Ou não para ti, que és tão minucioso como é que sei lá,
[44:49] imagina OCK, tem aquela cena de escrever não sei quanto.
[44:55] E o melhor desse desse texto é aquele com o qual ele vai
[44:59] começar e fica a fasquia mais baixa daquilo que ele vai
[45:02] escrever a seguir. Quando?
[45:04] Quando é que tu acabas? Quando é que tu?
[45:05] Quando é que decidiste acabar o Sol foi porque tinhas o fring e
[45:09] o fuck tem que ser, senão eu acho que continuarias nisso para
[45:12] sempre. Não, eu acho que tipo, eu fiz o
[45:14] quando eu decidi fazer o fring. Vou tipo, OK, vou fazer, vou
[45:17] trabalhar para isso. E fui fazer os frings na
[45:20] Austrália e para me preparar e fiz 2 minutos de lá.
[45:24] Depois fiz o fring de Edimburgo e depois continuei a trabalhar
[45:28] na hora. Eventualmente, depois eu escrevi
[45:30] 2 ou 3 beats depois de Edimburgo, que eram excelentes.
[45:33] E os meus amigos diziam, não, não guardo isso para a próxima
[45:35] hora. Eu disse, não, eu vou gravar o
[45:37] especial. Eu quero que que seja o melhor
[45:40] que eu tenho para dar. Que parte foi essa que beats é
[45:43] que adicionaste depois? Pá aquela cena da da tela Vision
[45:48] tipo. Tu tu falas mal francês aí de
[45:52] propósito, queres que eu te corrija em off?
[45:57] Podes me corrigir, mas. Eu agora já não me lembro, mas
[46:00] era tipo um disco. Monami petisse fizeste ali. 11.
[46:05] Parecia um americano a falar francês.
[46:07] Percebes está quieto. Pá.
[46:08] Ah, e eu também de certeza, que também já já me disseram nos
[46:11] comentários, que coisa o filme que eu estou a dizer que é do do
[46:15] brado em em espanhol, não é essa exatamente a.
[46:19] A tradução, mas. E depois, o que eu, o que eu?
[46:23] Para responder à tua pergunta, quando é que eu sinto que como
[46:25] Oo piso board está fechado? Foi No No é que eu eu já não
[46:28] senti que era essa pessoa. Houve uma altura que eu eu
[46:32] estava eu estava a contar muito AA minha história de tipo
[46:35] perseguir este sonho e de estar naquela de dormir no escritório
[46:41] e de. Não sei coisas de falar com
[46:44] gajas que fizeram abortos. Sim, isso ainda fal, mas a um
[46:48] nível de. Coisa pessoal, estás a falar com
[46:50] uma sim? E é pá por acaso no outro dia
[46:56] tive o que uma rapariga ela disse, uma cena é pá super ela
[47:00] também já ela ela tinha já tinha tido 2 abortos.
[47:04] EE ela disse ela estava a dizer eu uso my fald ela assim, you
[47:09] know how the same Goes full me want she on chemon you full me
[47:14] toice and pragment. Pá, tu conheces tanta gente, mas
[47:21] estavas a dizer então que não te identificas com o texto.
[47:26] Fazendo aqui um paralelismo comigo.
[47:29] Eu deixo me de de identificar com as coisas que digo depois de
[47:33] as dizer, e é por isso que eu perco um bocado.
[47:36] O entusiasmo pelo texto é que parece que numa próxima vez já
[47:39] estou a representar e não estou tanto AA ser a ser comediante.
[47:45] E isso dá me novidade, dá me percebes e entra em palco.
[47:48] E o que é que eu vou dizer? O que é que eu tenho para dizer?
[47:51] Portanto, olha, agora estou obcecada com uma cena que estou
[47:54] louca para fazer, que é, estou obcecada por caixas de Areia de
[47:57] gatos, a forma como são vendidas na net têm fotografias de gatos
[48:01] em AIA sair contentes a cagar dentro, fora da caixa.
[48:06] E isto depois de eu fazer, uma vez que vou com o entusiasmo com
[48:09] a pica, nem imaginam a minha nova obsessão.
[48:12] Um espetáculo a seguir. Já estou fixe.
[48:15] Percebes já me passou a cena dos gatos.
[48:16] Já passei para bases de copos, não.
[48:20] Sim, mas eu acho que isso pá a mim.
[48:21] Isso é porque são isso. São temas cocócicos se calhar.
[48:25] Imagina se tu falares, se tu fores falar da tua experiência e
[48:30] eu sei que falas muito de ser mãe da tua filha, et cetera.
[48:33] Isso são coisas maiores em que tu podes construir sobre isso em
[48:38] vez de. Tens razão?
[48:41] Se calhar a tua experiência, se tu fosses falar, se tu fosses
[48:43] fazer um solo sobre o que é que era ser, sobre o que é que era
[48:47] ser. Eu tive um aborto e depois
[48:50] decidi ter uma filha só aquele processo.
[48:53] De aquele mês antes, tenho texto sim, sim, sim, sim.
[48:56] Tu se calhar dirias tu se calhar dirias eu, eu, eu poderia ter
[49:00] feito isso há 10 anos, como quando eu me identificava ou
[49:03] quando eu estava a passar com isso.
[49:04] Mas hoje em dia já não faz tanto sentido eu fazer.
[49:07] Mas, ou seja, foi um bocado esse processo que é.
[49:09] Eu já não sinto que seja aquele miúdo.
[49:11] De 24 ou 25 anos? Mas a tua perspetiva agora,
[49:15] agora também é diferente e tens o consegues ter o André que eu
[49:19] conheci e que fui conhecendo ao longo dos anos, tu foste
[49:23] crescendo a vários níveis e um deles foi a maneira como tu
[49:26] vives a tua, a tua carreira. Imagina a primeira vez que
[49:33] saíste de Portugal e foste para os Estados Unidos tentar o
[49:36] início? Tudo isso deve ter afetado
[49:38] imenso a tua autoestima de género.
[49:40] Foda se. Estou a dar aqui, vim para aqui
[49:42] e fracassei percebes em vez de pensar.
[49:44] Esta experiência é do caraças e vai valer me depois para
[49:47] Londres, Londres, não sei quê. Agora não tenho dinheiro na, na,
[49:49] na. Voltei para a casa dos pais e
[49:51] agora? Se calhar, consegues enquadrar
[49:52] isso melhor, até com a maturidade, com a experiência,
[49:55] certo? Mas eu?
[49:56] Exatamente. Mas por isso é que eu digo que
[49:59] este, este, este, isso é que eu acho que este estes, isto
[50:02] demora. Isso é que eu acho que foi bom
[50:04] eu ter trabalhado no teste tanto tempo, porque à medida que eu
[50:07] estou a trabalhar no teste, eu também estou a crescer como
[50:08] pessoa e eu também estou a ajustar.
[50:11] E depois chega a uma altura. É que foi tipo OK, este foi um
[50:14] sentimento de quando eu acabei a tour e tal e fez o espetáculo da
[50:18] última vez. Foi tipo um sentimento de, OK,
[50:19] este este capítulo da minha vida acabou agora, tipo, o que é que
[50:24] é o próximo, o que é que são as coisas que eu estou a pensar
[50:26] agora, o que é que foi o que eu passei, sabes que eu tive uma,
[50:30] eu fui uma relação que foi bastante impactante para mim.
[50:33] Isso foi uma coisa grande na minha vida que eu nunca tinha
[50:36] passado, então eu comecei a pensar nisso ao mesmo tempo.
[50:40] Ao mesmo tempo, também estou a entrar numa fase da minha vida.
[50:43] Começo a ter uma relação diferente com os meus pais do
[50:45] que tinha numa relação mais de adultos, mais de conhecê Los
[50:50] como pessoas, além de serem meus pais.
[50:54] Então eu estou a trabalhar nisso.
[50:57] Ou seja, eu estou a pensar, fazer o meu próximo show sobre
[51:00] tipo o que é, sobre o tipo o que é que é o amor condicional ou
[51:02] incondicional, o que é que é o que é que são os os tipos, os
[51:07] diferentes tipos de amor. Não é tipo, Ah, eu tive esta.
[51:11] Perdi esta pessoa na minha vida, mas ao mesmo tempo ganhei a
[51:14] minha mãe porque ganhei uma relação nova com a minha mãe.
[51:18] Quem é que, quem é que são os meus pais?
[51:21] Tipo, o que é que esta, o que é que esta relação, o que é que o
[51:24] tipo, o impacto destas relações teve em mim?
[51:28] Como é que me, como é que me moldaram como pessoa?
[51:33] Ou seja, conceitualmente, tipo, estou a pensar nisso.
[51:38] Mas eu, eu, eu tento deixar que o material conte a história.
[51:42] E quanto tempo é que logo se vê, não é?
[51:45] Mas vais sentir aquela pressão de fechar 1 hora todos os anos,
[51:50] ou é quando for? Não sei, tipo, não sei.
[51:57] O ritmo interessa para a carreira, o ritmo de de fechar
[52:02] projetos online. Tu sentes isso?
[52:04] É que o teu ritmo é completamente diferente daquilo
[52:06] que fazemos cá. Pá.
[52:10] Sabes que eu acho que também tenho objetivos de carreira
[52:12] diferentes de que não é que sejam.
[52:14] Eu acho que eu percebi que tipo, o que eu quero fazer da minha
[52:17] vida, pelo menos neste momento, é, eu quero tipo, contar piadas
[52:19] e viajar ao mundo. E é isso, tipo, não é não tipo
[52:27] ter ter mais, ter muito dinheiro ou ser muito famoso, não são
[52:32] coisas que necessariamente que me.
[52:34] Já não te valiram no início eu sei que medias um bocado o
[52:37] sucesso também por aí por rebentar que é um termo que nós
[52:41] usamos muito em comédia, que é quando é que eu rebento, quando
[52:43] é que não é, quando é que passo do pseudo ao underground para o
[52:48] mainstream e tu eu lembro me de estares a abrir para a Eliza e
[52:52] eu dizer te foda se André that's youge eu estou farto de abrir
[52:56] para pessoas e eu André caraças. Tipo, como é que isso não te
[53:00] enche? Já claro que acendeu a gaja de
[53:02] Portugal, isso parece miúdos. Percebes, agora tu aí fora
[53:05] pensas pá. Vê lá, Isa, não é assim, grande
[53:08] merda. Já abri para o Jeffrey, já abri
[53:11] para Alencar, já abri para já abri para a Joana gama.
[53:15] Sim, sim. EE acho que parte do ego é eu.
[53:18] Eu abro para qualquer amigo meu. Seja tipo, grande, pequeno, não
[53:22] me importa. Tipo, não tem não.
[53:24] Percebo essa merda, não percebo, juro te.
[53:27] Cá em Portugal, está a ver. Imagina as pessoas que fazem um
[53:31] percurso que parece mais clean, mais trabalhado, mais
[53:35] matemático, vão muito por aí. No outro dia, ouvi uma conversa
[53:38] entre vê lá se tens que ir, que eu estou a curtir tanto, estou a
[53:40] deixar. Eu também não tenho nada a ver,
[53:42] não tenho quer? Dizer tens, o podcast do Hugo
[53:44] rosa a seguir, autópsia do sapo. Vejam depois No No Spotify que
[53:49] se gostam de comédia. Vão gostar de desse podcast.
[53:51] O Hugo fala pouco, não se preocupem.
[53:54] Mas no outro dia estava a ouvir 2 comediantes, um deles IA abrir
[53:58] para EEO, outro estava a dizer, tu vais eu, se calhar depois
[54:02] tenho que cortar aqui o nome, porque senão percebes quem é que
[54:04] foi? Tu vais fazer um story a dizer
[54:07] que abriste é pá? Acho que sim.
[54:08] A Sério não achas isso. Muito além fazer um story a
[54:11] dizer que abriste para uma pessoa tipo não achas que te
[54:14] fica mal? E eu a pensar, é eu.
[54:19] Eu ficava só contente, percebes. Tipo de fazer um story à frente
[54:24] de pessoas. Abrir num Tivoli percebes?
[54:26] É. Mas anda aí um lado tão
[54:28] matemático e tão tão poser que mesmo que as pessoas não tenham
[54:34] o ego, têm que te fingir que têm o ego, sabes?
[54:38] E tu não tens essa, essa cena. Pá, não sei.
[54:42] Eu acho que é. Acho que isso é uma beca triste.
[54:44] Na verdade, tipo, isto tu me estás a contar, tipo, isso deixa
[54:48] me triste de ouvir. Deixa me triste de quando.
[54:52] A imagem é mais importante do que o fazer.
[54:55] Ou seja, tipo, o que é que alimenta o quê?
[54:58] É que tu fazeres? Ou é tipo ou é a maneira como
[55:03] como como te veem, porque depois é imagina, tu podes porque
[55:06] depois podes ter uma imagem bué fixe, mas tipo, mas o teu stand
[55:10] up é. Uma merda, estúpido também.
[55:13] Ou tipo, ou o teu é EE, isso para mim é o mais é tipo, isso é
[55:16] uma vergonha. Eu fui ver um espetáculo.
[55:19] Isso já me aconteceu 2 ou 3 vezes.
[55:20] Eu fui ver um espetáculo. De pessoas grandes, salas
[55:24] grandes e tipo, ninguém se ria, o pessoal aplaudia, mas ninguém
[55:29] se ria. E eu tipo, pronto, esquece a
[55:31] imagem, tipo, isto é queenge, isto é triste, ou seja, o
[55:40] conteúdo tem que ser, tem que ser o primeiro tipo, porque?
[55:46] Porque não há, senão não há longevidade, tipo.
[55:48] Se tu querias, imagina se tu parece.
[55:50] Isto vai ser a tua vida, o resto da tua vida.
[55:52] Se a tua imagem é tão cuidadosamente trabalhada,
[55:55] parece me um grande estresse ter que lidar com isto o resto da
[55:58] vida. Ah, e há comediantes que,
[55:59] imagina, continuam a atuar no circuito.
[56:02] E que os comediantes de de Lisboa, como tu sabes são um
[56:05] bocadinho snobs em relação aos do norte e que não publicam
[56:08] essas atuações, não se pegam noutros artistas porque acha que
[56:12] lhe ficam mal continuar a fazer bares, por exemplo, que fazer
[56:16] bares lhes fica mal. E então só apresentam aquilo que
[56:21] fazem depois em salas grandes, ou só convidam pessoas
[56:26] conhecidas para os podcasts ou que tenham hype ou é pá.
[56:30] É uma estratégia que que a mim me ultrapassa um bocado
[56:34] percebes. Eu acho que devíamos estar todos
[56:35] a dar a mão uns aos outros, como tu fazes com com o teu amigo
[56:38] grego, com os teus amigos todos que andam aí a curtir a vossa
[56:41] cena? Porque também há muita gente que
[56:43] me dá a mão a mim, tipo. Por exemplo, agora, quando eu
[56:48] fui, quando lancei o podcast, lancei o especial, o Daniel
[56:53] sloss partilhou o Rafinha, partilhou Montes de pessoas
[56:58] gigantes que não precisam de fazer isso, tipo, fizeram.
[57:03] No entanto, se for preciso, há pessoas com muito mais que não
[57:08] são tão grandes ou quanto quanto tanto sucessos que acho que não
[57:11] fariam isso. Mas também porque existe aquele
[57:15] lado da insegurança, que não há espaço para todos.
[57:20] Pois sabes que? Eu acho.
[57:23] Pois sabes que eu não não. Isso é verdade.
[57:26] Eu se calhar é verdade, é verdade no sentido pode haver
[57:29] isso, eu não, eu não sei isso. Ou seja, porque as pessoas que
[57:33] eu vou buscar provavelmente não vão ser as mesmas pessoas que tu
[57:35] vais buscar, não é eu, eu não. Oh, Lewis, John ele.
[57:45] Estava com um gato no colo. EE, eu acho que eu acho que é
[57:52] essa ideia. Por exemplo, eu mandei uma
[57:56] pessoa que eu respeito muito, que é o Sam the Kid.
[57:59] Eu eu já tinha ouvido dizer que eu curtia de comédia.
[58:04] É é inglês e estrangeiro, et cetera.
[58:06] Eu mandei lhe o meu. O especial e o gajo disse, não,
[58:08] eu já te sei que há algum tempo sou fã e curto da tua escola,
[58:11] tens aquela escola e eu fiquei uau, tipo props, tipo Oo, eu de
[58:18] 14 anos estava tipo Stock porque eu sempre curti da escola dele.
[58:21] Imagina ele não é ele é aquele gajo que é mesmo love of The
[58:24] Game. E eu e eu revejo me nisso porque
[58:28] eu sou um bocado essa essa pessoa tipo, não é aquela
[58:30] imagem, não sei quê, mas toda a gente respeita o centro daquilo,
[58:33] até porque isso parece um cansativo.
[58:36] E eu tipo, eu curto, eu tenho, eu, eu divirto me muito mais a
[58:39] ir atuar AAA, poder ir a fazer um show qualquer, um país
[58:46] qualquer numa cidade para 70 pessoas do que estar no
[58:49] backstage. AA tirar fotos com num Coliseu
[58:56] tipo tipo, só por estar lá estás a ver tipo, não me não me diz
[59:02] assim muito. Eu eu quero tipo viver, tipo
[59:04] Viver A Vida. EE, quanto mais vivo, mais sinto
[59:09] que há tipo, há muito mais para viver, há muito mais para ver e
[59:14] iá. E é isso.
[59:15] E é isso, é isso que me mova, acho eu.
[59:18] Pá. Eu acho que é uma ótima maneira
[59:21] de acabar a nossa conversa. Quero só deixar aqui muito claro
[59:25] que eu adoro. Adoro a tua pessoa
[59:27] profundamente, que te admiro imenso e que me inspiras
[59:30] bastante. E és uma pessoa que lembro me
[59:32] quando eu estava cheia de medo de voltar ao stand up.
[59:35] E que IA só ver espetáculos para curtir a Malta da merda do
[59:38] género. Não tenho nada a ver com isto.
[59:39] EE atuar, não atuar, não fazer um bocado de stand up em vez de
[59:44] estar só pá emotivas. Me e gosto mesmo muito de ti.
[59:48] É pá, olha obrigado. E o e o sentimento é muito hã?
[59:51] Eu gosto. Eu gosto muito de ti também e é
[59:53] uma amizade que eu valorizo muito.
[59:55] EE eu acho que eu só te e eu nunca te diria isso se eu não
[1:00:01] achasse que. Tu gostavas e tinhas, tipo,
[1:00:05] todas as ferramentas necessárias para para criar o teu próprio
[1:00:09] caminho. Sabes como eu criei o meu?
[1:00:11] Tu estás a criar o teu de uma maneira única e individual.
[1:00:16] EE, eu acho que isso toda a gente pode, toda a gente tem que
[1:00:20] tem que respeitar isso. Quer dizer, eu respeito toda a
[1:00:22] gente a ver na luta, se a gente de que maneira for.
[1:00:26] É isso, por acaso. Eu também.
[1:00:27] E então, dentro do nosso meio, acho que estamos todos juntos.
[1:00:30] Honestamente, não. Mesmo os merdas where if o teu
[1:00:36] special está no YouTube, está a ter visualizações incríveis e
[1:00:42] são pessoas que querem mesmo ver.
[1:00:44] Te está super limadíssimo, está bem filmado.
[1:00:49] Estou muito feliz por ti. Sigam o André nas redes.
[1:00:53] Ele é tem um conteúdo completamente diferente.
[1:00:55] Andamos nós todos aqui a dizer, Ah, margem sul.
[1:00:58] Estou a brincar, apesar de tu seres a margem sul.
[1:01:01] Sigam o André com orgulho. Sim, e nota se porque és um
[1:01:06] triste que vai à praia. Preciso.
[1:01:08] De ver special para ver isso. André, um beijinho muito grande
[1:01:13] e até até já que é quando eu parar de gravar.
[1:01:16] É o podcast. Sei que nem ouviram A
[1:01:19] Entrevista, passaram à frente claramente para saber qual foi o
[1:01:23] assunto que eu me esqueci de falar na primeira parte, mas
[1:01:28] não, não, não estão com sorte. Posso inventar outras só para,
[1:01:32] para não parecer mal. Mas não, não, não, não me
[1:01:35] recordo. E parte disto é envelhecimento.
[1:01:38] É disso que se trata. Provavelmente perimenopausa, mas
[1:01:42] de repente, às vezes as pessoas estão assim, Ah, nunca se fala
[1:01:45] disto, nunca se fala daquilo, mas depois, nesse ano, não se
[1:01:48] fala de outra coisa, eu estou a ver perimenopausa em todo o
[1:01:50] lado, vocês também estou. Está tudo é a Júlia Pinheiro, é
[1:01:54] a Ana markl, é toda uma geração que a Júlia já deve estar na
[1:01:57] menopausa em si, mas é toda uma geração que agora entra aí e
[1:02:01] estamos todos a comunicar imenso, não é?
[1:02:04] Estou a ficar fã, fã já da cara. Vitamina CE, não sei quê, mas
[1:02:09] não é isso, não é isso que que vos interessa.
[1:02:12] No próximo episódio, optei aqui por 11 viragem.
[1:02:16] Em vez de estar a entrevistar amigos próximos meus ou pessoas
[1:02:20] da comunicação da comédia, conheci a próxima convidada num
[1:02:24] contexto engraçado, ela era minha massagista numa parceria e
[1:02:29] além de ela própria estar no espetro da neurodivergência, tem
[1:02:35] um cérebro. Atípico, digamos assim.
[1:02:38] Agora não me lembro da nomenclatura.
[1:02:41] O filho dela também e ela faz parte de imensos projetos que
[1:02:45] pode falar com verdadeira legitimidade e, portanto, no
[1:02:50] próximo episódio falaremos sobre isso, sobre neurodivergência,
[1:02:54] cérebros não típicos, caraças, qual é que é o nome?
[1:03:00] E vai ser giro é com a Karina Calixto.
[1:03:03] Provavelmente ainda não ouviram falar porque não está no
[1:03:05] mainstream. Sou eu que a que a estou a
[1:03:07] trazer e sigam, sigam o podcast. Avaliem porque houve uma altura
[1:03:11] em que o podcast era assim um bocado mais abananado e acho que
[1:03:14] houve pessoas que não perceberam a minha genialidade.
[1:03:16] Portanto, avaliem com 5 estrelas desejavelmente.
[1:03:22] Comentem que eu respondo, gosto imenso de receber os vossos
[1:03:25] comentários. E podem surgir até sugerir até
[1:03:28] convidados. Portanto, estejam à vontade sim,
[1:03:31] beijinhos e até para a semana é o podcast.

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