# com pessoas: "O teu marido é do Chega?" - Maria Seixas Correia.

An episode of [não sei ser](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1662857422), 22 Jul 2025, 47 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d7dabd1c/podcast/play/105708265/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-6-19%2F404179070-44100-2-3c749d3bbbe6e.mp3

Fica aqui o link para irem ao meu espectáculo 🎭 vamos! É stand-up comedy de improviso em que os convidados são vocês, EH 👉 www.linktr.ee/joanagama 🎙️ Maria Seixas Correia, das minhas melhores amigas (ainda não acabou a lista, quando começar a deixar de gostar das pessoas, vocês vão reparar). Conheci-a quando trabalhava na Mega Hits e sempre a admirei pela inevitabilidade que a Maria tem de ser ela mesma. 🧠 Pensa muito 🎬 Faz muito ✨ Quer sempre ser melhor pessoa — enquanto tem dois piercings no nariz, ou três, não sei. Além de ser: 📻 Radialista 📺 Apresentadora de TV 🎧 Podcaster 👩👦 Mãe 🐱 Dona de gatos 🎨 Pinta as raízes … sei muito dela, como vêem. 📚 Ah! Também é escritora! Escreveu o primeiro livro (dela, não no geral) chamado “Estrela”, e podem conhecê-lo aqui: 👉 https://www.epopeia.eu/store/p/estrela-maria-seixas-correia Sigam-na, que ela é sempre inesperada e ganhou o prémio da pessoa mais cool de arredores: 📸 www.instagram.com/mariaseixascorreia 🧠 E agora: sabem o desconto que tenho na HiWell? Disse ali no vídeo que era de 30€ na primeira consulta, mas hoje é diferente: 🎁 Código: 15joanagama 🔓 Dá 15% de desconto em todas as consultas. POW! 🟢 👉 https://hiwell.app/gama-joana2 Usem o link à parva para ter apoio de gente crescida no podcast. Obrigada! 😅 💬 Sigam, comentem, avaliem, sugiram convidados e comentem que respondo sempre. 🗓️ Na próxima semana: novo convidado, o comediante de stand-up português mais internacional — André de Freitas! 🎤🌍

## Transcript

[0:00] É o podcast. Não sei se o quê estão a ouvir
[0:07] este podcast. Em binds já é o quarto episódio
[0:11] que estão a ouvir de seguida e não conseguem parar, não
[0:14] conseguem desligar a vossa vida passou a ser isto pá parece ser
[0:17] tão bem. Até porque é convidada de hoje é
[0:20] a Maria Seixas Correia, ela é apresentadora de televisão,
[0:23] radiologista, quem sabe sabe, é radialista, é a escritora, é uma
[0:28] das minhas melhores amigas, vocês vão gostar de de conhecê
[0:32] la e é uma pessoa que fala abertamente sobre ter feito e
[0:34] fazer terapia, que vocês podem aproveitar comigo.
[0:37] O código de 30 EUR na primeira consulta na high well já ouviram
[0:41] falar da high well de certeza, vocês podem escolher o técnico
[0:45] mais adequado às vossas necessidades e assim tem um
[0:47] desconto de desconto e assim tem um. 30 EUR na primeira consulta
[0:50] aproveita e aproveitem também para esses 30 EUR de desconto
[0:54] ser para comprar um bilhete para o meu espetáculo.
[0:57] Isto no fundo está tudo para o meu espetáculo.
[0:59] Dia 7 de outubro, no villaret, em Lisboa.
[1:01] Vamos agora a Maria salvo seja é o podcast Maria Correia, Maria
[1:06] Seixas Correia, porque é que tu não mostras o teu marido nas
[1:11] redes? É porque ele é do chega.
[1:16] Pá é. E agora deixar.
[1:19] Agora tenho de te responder, mas só não quero.
[1:22] Não. Ah, está bem, então eu tenho
[1:25] uma. Resposta, qual é?
[1:26] Não. Agora imagina, a resposta é, eu
[1:28] tenho uma resposta. Bom dia.
[1:29] Ainda bem. Passamos então à próxima
[1:32] questão. Pá.
[1:34] Eu não gosto dele, não, eu não mostro.
[1:39] Eu vou te explicar porque quando eu estou com o meu marido, se eu
[1:42] se eu puser uma Câmara ou se eu puser.
[1:45] Qualquer coisa que seja para mostrar publicamente, eu sinto
[1:48] que o momento vai tornar se menos genuíno.
[1:50] E ele também. E nós não lidamos bem com isso.
[1:54] Há quem lide, não lide bem com isso.
[1:57] Ou seja, nós tiramos muitas fotografias para memórias, ou
[2:00] seja, nunca aquela pressão de ficarmos giro, fazermos vídeos
[2:03] para memória. Mas eu não gosto e também não
[2:05] gosto da possibilidade das pessoas comentarem a minha
[2:07] relação de abrir essa porta. OK, disseste, quem é que ele
[2:10] era? Neste momento?
[2:11] Pode ser qualquer pessoa. Quer dizer, já deste assim, uns
[2:13] livros de vez em que não. Eu já disse sim.
[2:15] Mas pode ser qualquer pessoa quem não tenha visto esses
[2:18] stories. Quem é que tu gostarias que
[2:20] fosse? André André sardet.
[2:25] André sardet. Sabes o que eu ouvi dizer, que o
[2:30] André sardet é grande empresário e que está cheio de mito?
[2:35] Ah, o que nos interessa é guito, claro, 2025.
[2:39] Mas quem é que garante que não é o André sardé sardé?
[2:43] Tiago bettencourt, agora é supostamente estar com a
[2:44] saramato, mas eu não sei se é verdade.
[2:46] Iá eu vi nas notícias. Se calhar, tu és a saramato.
[2:48] Ninguém vai sair, nunca ninguém, ninguém.
[2:52] Vai o que eu gosto neste meu trabalho e que é agora
[2:54] entrevistar também pessoas é AA diferença de uma entrevista para
[2:58] a outra. Pá.
[3:00] Eu com o Rui fui uma determinada pessoa e acabando com não sei
[3:04] quem sou, não sei quê contigo. Vai ser uma entrevista, nem é
[3:07] uma entrevista, é uma conversa, Maria, é uma conversa.
[3:11] Olha, tenho aqui uma primeira pergunta, tu?
[3:13] Tens perguntas mesmo? Olha.
[3:21] Eu adoro as tuas canetas. Por dizer que além de me
[3:24] admirar, eu admiro te bué. Tipo, nós mesmo bué, nós
[3:28] conhecemo nos há imensos anos e tu sempre foste hiper hiper
[3:34] autêntica a um a um ponto de quando eu ainda não tinha
[3:38] chegado aí à cena do que é que é para ser ou o que é que é para
[3:41] não ser, ou o que é que é ser, ser o que for.
[3:45] Eu aí estava pá, Maria, o que é que tu estás a fazer?
[3:47] Tu estás a pôr fotografias sem qualidade no Instagram?
[3:53] Pois é, mas tu perguntavas me. Está bem, mas tu.
[3:57] E depois, quando eu punha boas fotografias, tu dizes assim.
[4:00] Eu era bué tóxica tu. Tu és bué, chata.
[4:03] Mas calma, há aqui uma questão que é, eu também tive coragem de
[4:08] ser autêntica por tua causa. Pára.
[4:10] Mas agora quero mesmo dizer isto porque eu eu vim de um meio bué
[4:13] de mau tipo, a nível de Barreiras de descer, ou seja, eu
[4:19] quando entrei na rádio, eu tinha bué medo de me soltar, tipo.
[4:25] Ao ao ao máximo. Depois eu vi te logo e pensei.
[4:30] Seja viste me a bipolar e pensaste pá.
[4:33] Ela ainda tem trabalho? Iá foi o que eu pensei, não
[4:37] pensei. Tu eras a mesma pessoa, AI nunca
[4:39] te contei isto? Tu eras a mesma pessoa em todo o
[4:42] lado e eu lembro me de ir para a terapia.
[4:43] Houve uma altura que eu estava com bué, cidade social.
[4:45] Isso eu já falei contigo. Eu fui para a terapia e disse,
[4:48] eu tenho uma amiga que é a mesma pessoa em todo o lado e eu sinto
[4:50] que não sou a mesma pessoa com a minha família, não sou a mesma
[4:53] pessoa no trabalho com um amigo. Tipo tu mudas consoante?
[4:55] A pessoa com quem está e. Eu como não te via a mudar, tipo
[4:58] tu com o nosso diretor. O máximo é o nosso diretor que
[5:01] queira mais. Não estou a falar, mas tipo,
[5:04] podia estar um padre. Tu eras.
[5:06] Igual tu eras igual como toda a gente.
[5:09] E isso eu eu ficava me a sentir feio, que eu pensava, pá.
[5:11] Eu tenho que ser sempre igual. Tipo, como é que eu sou mais
[5:13] contida com a minha família? Não estou a ser eu.
[5:15] Não, não sei se é saudável, mas é uma coisa que eu gosto.
[5:18] Eu adoro isso em ti. Eu não consigo.
[5:20] Eu não consigo. Mas eu adoro isso em ti.
[5:21] À semelhança de todos, fizeste um percurso e desconstruíste
[5:25] esta palavra, desconstrução, mas essa essa influência mais rígida
[5:29] que tu tinhas na tua vida. De um lado da da família só
[5:34] aparece me e depois adaptaste e uma coisa, pá, que que tu fazes
[5:38] muita bem, eu acho. Acho que é rever aquilo que está
[5:41] a acontecer na tua vida. Eu vejo te sempre com novas
[5:44] ouvia sempre com novas promessas do género.
[5:46] Agora não quero falar mal de ninguém agora não digo asneiras
[5:49] a partir de agora, não sei quê. Agora vou só comer comida na,
[5:53] na, na e eu acho isso tão identifico me tanto com.
[5:56] Isso. De de pá.
[5:58] Vou melhorar. Quero ser 11 melhor pessoa,
[6:01] quero ser não sei quê. EE eu lembro me que tu dantes
[6:04] tinhas na bi ou faço arroz de Tamboril na bimbi.
[6:09] EE, apesar de isso ser estúpido que é.
[6:13] Que é que é mesmo assim? Já estou pá.
[6:15] Pronto, fica aqui dito, e podemos acabar com o podcast,
[6:18] porque era só para isto que eu sim, pá, és, és, bué, isso, és,
[6:25] és, fizeste. Desde dançar em palco para
[6:28] apresentar concertos ou festivais, escreves um livro.
[6:33] Em rádio, nunca tiveste a pressão para ser mais posers
[6:38] igual aos outros. E não sei quê, não sei.
[6:41] Eu admiro te imenso nisso mesmo. E mesmo hoje em dia a forma como
[6:46] te como te mostras como te vulnerabilizas.
[6:49] Eu sei que isto parece super fútil, mas a tua maneira de
[6:51] criar conteúdos é única. O teu podcast é único.
[6:55] Não sei lá. No outro dia vi te a falar sobre
[6:58] pêlos numa tatuagem tipo puta. Mas tipo.
[7:04] Estás te a cagar a cagar, mas como ou com a missão.
[7:08] Ah, espero que sim, espero que sim.
[7:10] Porque eu antes não, não. Eu antes não me importava com a
[7:12] missão. Eu também acho que mudei nisso
[7:15] que. Inclusive é tudo.
[7:17] Se calhar isso. Eu não, não tenho a certeza, mas
[7:19] eu dizia tipo, não quero saber. Eu ponho o que eu quiser e não
[7:23] estou me nas tintas para a mensagem que eu estou a passar.
[7:27] E hoje em dia eu já penso pá. Eu claro, eu não acho que tenha
[7:31] a missão de educar atenção. Claro, claro, claro.
[7:33] Mas tenho um cuidado de o que é que eu quero transmitir?
[7:38] Porque tudo conta tudo nas redes sociais, em todo lado, tudo
[7:42] conta por isso. Eu entrevistei um humorista, que
[7:44] é o dagu, já ouviste. Adoro, sim.
[7:47] E o que ele o que ele disse numa entrevista foi, eu já sou
[7:51] ativista só por Ser Quem Sou. Tudo bem que no caso dele,
[7:54] pronto, homossexualidade EE tal e tal.
[7:57] Mas eu acho que aquilo que nós devemos, de certa maneira, é
[8:01] sermos nós próprias, não só para a nossa Felicidade, mas também
[8:04] pá para para nos deixarmos de merdas.
[8:07] Iá mas o que eu eu acho que o que me custou mais em ser eu
[8:10] própria, publicamente, era. Pá isto aqui tu vais perceber
[8:15] que vem mesmo de cenas de crianças e não sei quê, mas eu
[8:17] com os meus amigos, sempre fui muito extrovertida, como sou
[8:21] convosco, mas em casa, como eu tenho bué irmãos, eu era a mais
[8:25] se calhar um bocadinho contida dos irmãos que eles eram todos
[8:29] bué engraçados e não. Sei que eu estou mais nova. 4.
[8:32] Gajos. Não, não, não. 2 irmãs e um
[8:35] irmão. De repente não nos conhecemos.
[8:36] Bué da bem. Tenho Dois Irmãos, mas mas um é
[8:39] mais novo, pronto, não interessa.
[8:41] Mas para aí e mãe, somos 4. Eu era a mais nova durante
[8:43] muitos anos e então AA irmã mais nova pode ter muitos benefícios
[8:49] de mimo e atenção e essas coisas todas.
[8:51] Mas ao mesmo tempo é vista como criança até muito mais tarde.
[8:55] E não há muito espaço, porque os meus irmãos eram já muito
[8:59] engraçados e muito. Muito eles, muito lá.
[9:03] Então eu era mais, não havia muito espaço pronto.
[9:07] É assim que eu vejo. Se calhar eles ainda.
[9:08] Eles não fizeram me por mal, como é óbvio, mas eu era uma, eu
[9:12] achava eu gosto muito mais da minha versão em casa.
[9:17] Então quando eu comecei a publicar coisas ou na rádio e
[9:20] essas coisas, eu tive de pensar, eu estou me a cagar para o que
[9:22] eles vão pensar da da versão que eles não conhecem.
[9:26] Sabes o que é que eu? Estou a dizer, é pá.
[9:28] Eu fiz esse exercício quando fiz o banana papaia com a Rita
[9:32] camarneiro, ainda por cima, nós estando na rádio Renascença, na
[9:36] altura havia não havia uma pressão visível, mas tínhamos de
[9:43] nos baixar um bocadinho, nem que seja porque estávamos num
[9:45] contexto empresarial ou porque estávamos num contexto mais
[9:49] público, cuja responsabilidade não era apenas nossa.
[9:53] E acho que depois fazemos esse exercício de OK, agora estou
[9:57] livre de de pressões, apetece me Ser Quem Sou.
[10:00] Até que ponto? O que é que eu mostro?
[10:02] O que é que eu não mostro? Não é porque pá.
[10:05] Porque faz todo o sentido. Porque dantes era um bocadinho
[10:07] pá. Vou entrevistar esta pessoa?
[10:09] Não, não posso ir despida. Havia assim.
[10:12] Claro, não, não posso ir de mamas de fora.
[10:14] Sim, por acaso. Quem é que já foi de mamas de
[10:17] fora para a Renascença? Não foi a Joana, imagina?
[10:23] Agora, de repente fazerem aqui, bué, não.
[10:27] Foi ela que estava. Vem.
[10:28] Buscá lo. Vem buscá lo.
[10:32] Mas é Mafalda, provavelmente é mafaldia bué vezes nua.
[10:34] Iá bué nua, mas só só da cintura para baixo.
[10:39] Não ainda cintura para cima para.
[10:42] Baixo estamos a falar da Mafalda Castro, que tu saíste da rádio
[10:47] por tua vontade. E tu continuas a pôr rádio na
[10:51] tua bio? Isto foi uma reflexão que eu
[10:53] demorei imensos anos a fazer, que é uma pessoa, mesmo não
[10:56] estando a fazer uma coisa, obviamente continua a ser essa
[11:00] coisa. O que é que tu sentes neste
[11:02] momento? Por não estares a fazer rádio
[11:04] per se? Olha, também foi uma reflexão
[11:07] que eu tive. E eu pensei isso.
[11:09] A coisa que eu sei fazer melhor a nível profissional é rádio.
[11:12] Eu fiz rádio durante 10 anos. Eu sou locutor.
[11:17] Eu faço locuções. Eu imagina, não é por um médico
[11:21] não. Trabalhar durante 3 anos no
[11:22] hospital deixa de ser médico. Eu tentei um bocado por esse
[11:24] raciocínio e sinto, Ah, sinto menos validação.
[11:32] Eu não valido tanto como comunicadora porque eu sinto que
[11:34] rádio é o meio tipo premium dos meios de comunicação.
[11:39] Eu penso, quem faz rádio faz tudo e tu também fazes televisão
[11:42] e rádio e sabes. Se fazes bem rádio, vais fazer
[11:45] televisão com uma perna às costas no sentido de percebes.
[11:48] O que é que eu estou a dizer? E eu penso, eu não estar a fazer
[11:50] rádio está me a baixar um bocado o nível percebes o.
[11:53] K, como se fosse tipo o preço de venda, sim, entendes.
[11:59] Mas não sei, mas isto é uma coisa um bocado tóxica, se
[12:02] calhar. Caga, a minha cena aqui é, estás
[12:06] triste por neste momento não fazer rádio?
[12:11] Não estou triste e mas gostava de voltar a fazer rádio.
[12:14] No entanto, não gostava de ter um programa diário e sei que
[12:18] isso é pá faz Oo Rui Maria pega e pouca gente a nível mais assim
[12:24] mainstream. Pá.
[12:25] Neste momento? Não, não é uma possibilidade,
[12:28] acho eu. Mas gostava de voltar a fazer
[12:30] rádio. Nos humoristas e sinto me
[12:32] representada nos comunicadores. Quem é a cada vez que que te que
[12:38] te inspira ou que te faz sentir mais pertencente a alguma coisa,
[12:43] várias. Pessoas, tu és uma delas para
[12:45] saber que isto tudo, mas é, ó Joana, tu sabes a influência
[12:48] incrível que tens em mim. Apesar de não nos vermos, sim.
[12:51] Mas isso também não é preciso. Caga, Bora tapar a câmera?
[12:55] Já viste que eu tenho imensas rugas nas mãos?
[12:59] Eu também, toda a gente tem. Não.
[13:03] Percebe? Agora vamos ficar só assim,
[13:04] percebo. Tu tens mais.
[13:05] A minha não parece 11 celofane. Mas tu não tens parece um bocado
[13:09] iá, mas tu não tens rugas na cara?
[13:11] Ainda não. Preferes ter nas mãos ou na
[13:12] cara? Portanto, dá por falar em rugas,
[13:17] puseste, botox. Vais continuar AA pôr?
[13:20] Em princípio, não. E porquê?
[13:24] Um beijinho para a parceria foi incrível.
[13:26] Aquilo que tu vais dar não é porque o resultado foi mau.
[13:29] É a tua. É a tua opinião sobre sobre
[13:32] isso. Sim, e eu adoro e ficou muito
[13:34] bem feito. E eu adoro a Eva, adoro tudo,
[13:37] não tem nada a ver. E ela sabe que eu estou há.
[13:39] Estamos para aí há 3 anos a falar disto.
[13:40] Eu estou tipo, não quero que eu vou deixar de ser real, eu tenho
[13:42] que me aceitar e essas coisas todas.
[13:45] Depois eu pensei. Pá.
[13:48] E depois eu achava que não IA fazer parte dos que não põe.
[13:51] Sabes? Sim, aquelas pessoas já tipo aí
[13:54] a. Minha idade, aceito a minha.
[13:56] Identidade iá e eu admiro imenso se calhar não põe eu estava pá
[13:59] eu não posso passar para o outro lado as que põe que isso é muito
[14:01] fútil não posso estava mesmo e depois eu comecei a pensar se é
[14:04] o que eu eu agora quero eu não pôr por pressão social é quero
[14:08] não ser autêntica eu quis pôr e isto desaparece eu agora não.
[14:13] Mas esta testa também, eu achava que era só no lábio, aqui em
[14:15] cima. AI, não pus no lábio.
[14:17] AI, não, não fizeste aqui qualquer coisa.
[14:19] Fiz aqui no bigode chinês que eu tinha aqui partido à.
[14:22] Global pá e nunca tinha ouvido essa expressão.
[14:24] Aqui foi onde eu pus ácido hialurónico, aqui pus, botox e
[14:27] foi. Mas aqui não tinha rugas, foi de
[14:29] prevenção. Faz lá assim, pois não, mas.
[14:33] Mas é que por um lado eu sinto isto é bué da estranho.
[14:37] Mas eu sinto que estou a dizer ao meu corpo que é ter um AVC,
[14:42] isto é estranho por pores, botox?
[14:44] Porque eu paralisei uma parte do corpo, não, porque paralisei uma
[14:47] parte do corpo. AI achas que o corpo está
[14:49] aflito? Do género fogo, está aí.
[14:51] Não estou a dizer ao universo, olha, não me importo de ter uma
[14:54] parte. Eu estou a paralisar uma parte
[14:55] do. Corpo pá, Maria, a tua, a tua
[14:57] cabeça é fenomenal, não? Nos primeiros dias, eu estava
[15:00] mesmo a sentir isto penalizado. Eu estava pá.
[15:01] Se eu tivesse um AVC, não IA conseguir se calhar mexer nisso.
[15:03] E o teu marido podia te dar um murro nas Trombas que não
[15:05] sentias nada? Ele, ele deu.
[15:08] Ele dá me por isso é que eu não moro.
[15:11] Ele dá me constantemente sobre isto.
[15:14] Foi a aparência. Aconteceu um escândalo há uns
[15:16] tempos, um escândalo. Foi um escândalo incrível.
[15:24] Que saiu em? Saiu na CNN?
[15:27] Todo lado. Não, mas tipo eu?
[15:31] Queres que eu diga? Quero a minha cena é, eu nunca
[15:34] percebi esse tipo de programas. Mas também não posso dizer que
[15:38] aquilo que eu faço, a maior parte das vezes é estupidamente
[15:40] relevante. Portanto, aqueles programas acho
[15:43] que têm um lugar algures. Estamos a falar de programas
[15:47] tipo passadeira vermelha e não sei quê.
[15:48] Não e o passadeira também comentou, sim.
[15:50] Pronto, passadeira vermelha, aquele da Maia também, depois há
[15:54] o da da Catarina Miranda é onde? Na sic, na sic caras.
[16:00] Na sic caras, pronto, há esses. Há esses todos em que estão a
[16:04] comentar a vida das outras pessoas, a vida pública e as
[16:08] roupas. Revirei os olhos para quem só
[16:12] está a ouvir. E tu foste criticada por causa
[16:15] da tua roupas, da minhas roupas? Que ainda por cima, pá, eu tenho
[16:19] uma coisa à vida. Um estilista tipo vão se lixar e
[16:22] era no. Calorrama era no calorrama eu
[16:24] vou explicar aqui uma coisa. Eu não, eu não quero.
[16:27] Eu não quero despertar, eu não. Tu sabes que eu não gosto de
[16:29] comentar a aparência dos outros. Cada um se veste como quer.
[16:32] Tipo, podes aparecer à minha frente de Panamá.
[16:35] E eu estou me tipo, não vou mesmo reparar.
[16:37] Problema de Panamá. Não é Panamá, aquele chapéu do
[16:40] Angel e que enganei me de fedora.
[16:41] OK, tu podes andar de fedora e eu juro que vou aceitar, OK?
[16:45] Mas eu acho que as pessoas que comentam a roupa dos outros
[16:51] normalmente não se vestem como eu gosto.
[16:55] Não estou a dizer que se vestem mal.
[16:57] Sim, sim, é uma, é uma forma. É uma forma, mas eu às vezes
[17:00] parece meio Sketch, porque eu, a minha stylist que fez o calorama
[17:03] é Matilde leitão. E ela, apesar de eu não estar
[17:06] muito preocupada com as tendências e o que se faz lá
[17:08] fora, ela está a par de tudo. Ela é a mesma pessoa que começa
[17:11] a vestir uma coisa e passado um ano, toda a gente a vestir esta
[17:13] coisa. Cá em Portugal.
[17:14] Há uma diferença geracional, não é da das.
[17:16] Pessoas. Que também é verdade, e da tua?
[17:20] Claro, claro. E ela?
[17:21] A roupa que me vestiu, que foi criticada, pá.
[17:24] Era uma roupa estilo Britney Spears de 2004, que é uma
[17:27] tendência que está a voltar, não interessa.
[17:29] O body com as calças foi essa. Sim, a ver se um bocado.
[17:33] Ah, vão se. Lixar, desculpa, lá vão se
[17:35] lixar. Estavas mesmo, linda.
[17:37] Obrigada. Tipo, é uma forma.
[17:39] Não te diria que é arrojada, porque não é.
[17:41] Ainda por cima as pessoas esquecem se que tu estás a fazer
[17:44] televisão ou reels ou o que é que seja.
[17:46] É importante também haver 11 tom de festividade.
[17:50] Tu usarias aquilo mesmo sem ser mesmo naquele contexto, mas.
[17:54] Eu, naquele contexto, ponderei ainda por cima, como eu estava
[17:57] insegura. Há muito aquela coisa do temos
[17:59] que estar habituados e ninguém quer saber, mas eu não gostei
[18:02] mesmo. Primeiro porque eu percebo um
[18:04] bocado que se comente a vida dos outros, imagina depois tens uma
[18:06] relação, tu sabes que as pessoas vão falar se a relação acabar,
[18:09] apesar de eu também não adorar isso.
[18:10] Mas a roupa é mesmo uma forma de expressão, eu penso.
[18:13] É arte? Iá, eu penso, como é que tu
[18:15] estás a comentar roupa? E eu sei que se que vende e que
[18:17] são programas. Pá, mas eu não me revejo nisso.
[18:21] EE lá está como? Eu estava insegura em relação a
[18:24] esse look que eu pensei, não será tu mage para televisão, não
[18:26] sei quê, e estava bué a gente a dar me reforço, tipo, não está
[18:29] fixe? Tu estás no festival, é o que tu
[18:31] estás a dizer, obrigada, tu estás num festival.
[18:34] Pá, está completamente dentro do tema.
[18:36] Estás a ver Coachella, tipo? Exato, mas é isso, compenso.
[18:41] E então fiquei um bocado. Como eu já estava insegura em
[18:43] relação, apesar de eu adorar um look, eu estava.
[18:46] Não sei, mas OK. Eu adoro e sinto me bem nele.
[18:49] Eu estava mais preocupada com a nem era com ele sentir me bem.
[18:52] Eu estava já condicionada, porque sabia que podia ser
[18:54] criticada e depois fui. Então estou.
[18:57] E se fossem pessoas legítimas, com legitimidade para criticar a
[19:01] indumentária? É que, no fundo, estão só a dar
[19:03] a opinião deles. Não, mas um deles é a Styles
[19:06] também. Ele tem, é pá.
[19:07] Qualquer pessoa pode comentar e criticar, mas a roupa é tão
[19:11] subjetiva, eu acho. E é má onda.
[19:14] Eu acho que é uma onda. Determinadas pessoas desses
[19:17] programas, que têm sofrido bastante com comentários alheios
[19:20] sobre a sua própria aparência, têm mostrado a sua fragilidade e
[19:24] até a sua irritação com com isso, e depois é super
[19:27] incoerente estarem estarem fazer os mesmos o mesmo.
[19:32] Mas eu acho que este pá eu não. Eu sei que isto também já foi
[19:35] muito dito, mas eu acho que este meio é mesmo muito lixado.
[19:38] É meio dissociativo, porque são pessoas que eu conheço
[19:42] pessoalmente. Algumas delas e, de repente,
[19:46] estão a falar de mim como se eu fosse só uma.
[19:49] Sei lá, uma cartolina. Uma cartolina iá, então quando
[19:52] eu os vir outra vez ao vivo, vou dizer olá, vamos falar como se
[19:55] nada fosse. Tu vais fazer isso, tu dantes
[19:57] evitavas confrontos? Eu hoje em dia não evito
[19:59] confrontos. Mas ponderas vale a pena?
[20:02] Pondero, te vale a pena gastar energia nisso?
[20:03] Sim, sim. Mas para mim ser dissociativo a
[20:09] este ponto não é justificável. Eu se fala.
[20:13] Vamos supor que eu agora queria falar de ti.
[20:14] Eu estava a trabalhar num programa desses e o tema era a
[20:17] tua roupa, pá. Eu nunca iria falar da tua roupa
[20:20] como se não te conhecesse ou como se percebes.
[20:22] O que é que eu estou a dizer? Nós.
[20:23] Conhecemos um à parte. Esta pessoa em particular não
[20:25] disse Ah, eu conheço a Maria, ela é muito simpática, mas
[20:28] realmente aqui parece uma galdéria.
[20:30] Não me lembro, aqui parece uma. Tem sido esse o comentário ou
[20:39] não? Como és um bocadinho mais
[20:40] arrojada nas nas escolhas? Às vezes, se calhar, sou uma
[20:43] galdéria, sim. Se calhar, fores, não me lembro.
[20:46] E se fores? E se for uma galdéria?
[20:48] É esquisito? É esquisito, mas é, é.
[20:50] Esquisito. É o que é o que se ainda por
[20:52] cima, estávamos a falar sobre esse facto de de tu, seres mais
[20:56] artística, tu andaste na António Arroio, que é uma escola
[20:59] secundária, tu, tu curtes bué. Teres andado lá?
[21:03] Porque? Não.
[21:04] E porque foi logo uma oportunidade que tu tiveste de
[21:07] contacto com isto, ou seja, desde sempre que foste bastante
[21:10] open mindt, tu tens um lado da família que é mais restritivo,
[21:15] mais quadrado, o outro lado é assim, mais aberto e artístico.
[21:20] Seja tiveste que dividir entre essas 2 coisas.
[21:22] Como é que foste parar a António ou Rui?
[21:25] Olha, eu vou te dizer uma coisa que é, eu sempre gostei de
[21:29] pintar, eu sempre gostei. Eu tive aulas de pintura, sempre
[21:32] gostei de trabalhos manuais, sempre gostei de, sei lá,
[21:35] representar, dar concertos no quarto.
[21:38] Sempre fui a da família mais para as artes, a mais maluca,
[21:43] pronto. E fui super sugestionada por
[21:46] cada um dos meus irmãos. Estava numa área, uma estava em
[21:49] Humanidades, outra estava em ciências, outra em economia.
[21:52] EE estavam imenso a dizer agora tu és artes e eu sem querer só
[21:58] vi essa cena de OK, eu sou artes, então eu sempre me vi
[22:01] como eu sou artes, mas desde pequena que eu também sempre
[22:05] acho que tive um bocado essa essa parte em mim.
[22:07] E agora vou dizer uma coisa super triste e eu adoro a minha
[22:09] mãe atenção e os meus irmãos só mas mas.
[22:17] Esta parte mais criativa de eu viver na imaginação fez com que
[22:21] eu não lidasse com imensa realidade tóxica de familiar,
[22:24] então sempre que eu estava em momentos de stress e sofrimento.
[22:28] Eu IA para, IA para o quarto. Fingi que estava a falar com
[22:31] aparência, juro. Fingi que era que estava na no
[22:35] teatro, fingi que estava a dar um concerto e ficava super feliz
[22:37] e ignorava tudo o que estava a acontecer.
[22:39] Mas isso não é necessariamente mau.
[22:40] É um copping, não é? É um método de.
[22:42] Sobrevivência ainda bem que me aconteceu.
[22:44] Ainda bem que eu fui por aí. Não fui pelo lado do tóxico.
[22:47] Sim, a tua mãe tem origens africanas, não é?
[22:50] Ela é africana, é cabo verdiana. Tu sentes que isso teve alguma
[22:53] influência, essa influência mais africana em ti e na Liberdade
[22:56] que tu tens. Eu sei que isto é uma pergunta
[22:58] da piça, mas eu acho que é que é fixe na mesma.
[23:02] A minha mãe é muito livre, muito espaçosa, muito.
[23:07] Eu chamo me isto e ela não gosta, mas, tipo, espampanante,
[23:10] ela chega a um sítio e é uma presença.
[23:14] Até nas redes sociais. Iá, ela é muito presente nos
[23:17] vossos comentários, que ela está sempre a comentar as coisas dos
[23:19] meus amigos. Ela é fixe?
[23:21] Mas é fixe, a minha mãe vai ver isto que a mulher vai ver.
[23:23] Tudo bem, eu gosto de ti, não é bem assim.
[23:25] Mas a mensagem é tipo a responder a coisas que.
[23:27] Eu li também, não sei bem assim, deixem de ser livre também.
[23:30] Ah, é só comer que a chupa Ah. Não é só comer cachupa.
[23:36] Isso não é só comer cachupa. Mas não é quase grande.
[23:39] Cachupa por acaso, mas pronto. Ela sempre foi ao domingo em
[23:42] minha casa, ouvia música de Cabo Verde a tocar e a minha mãe a
[23:45] dançar. Ah, isso é lindo.
[23:47] Estás a ver o género, mas eu aí que também me continha mais.
[23:49] Ah, se. Calhar é por isso que ela também
[23:51] ocupava espaço, não é se calhar, vias AA mãe como um bocadinho
[23:54] mais maluca. Se calhar, é calhar.
[23:57] Tinhas de ser tu a equilibrar te aí um bocado.
[24:00] Iá, tipo, ela já é, porque eu às vezes até ficava com vergonha.
[24:03] Então hoje em dia eu admiro, mas na altura ficava AI, mãe, está
[24:06] quieta? Sim, claro, já foste.
[24:08] Minha Carina Miranda, da tua mãe.
[24:11] Se calhar, fui a minha. A minha mãe acha que eu a
[24:13] atrofio às vezes, porque eu sou aquela filha que diz tudo de
[24:16] isso é tóxico. Isso é.
[24:17] Eu não deixo de passar nada. E ela disse, AI, eu tenho medo
[24:20] de falar AI já foste feita com uma nova minha.
[24:25] Casa. Sim, eu completamente.
[24:27] Estás sempre a tentar melhorar. Te.
[24:29] Qual é que é agora? A tua cena.
[24:32] Eu agora quero ser menos, tentar ser menos mãe.
[24:37] Perfeita iá. Já percebi?
[24:40] Eu eu consegui. Quase não era a mãe perfeita.
[24:42] Porque tentar ser a mãe perfeita faz logo com que não seja porque
[24:45] estás. Muito com uma.
[24:47] Obsecada. Mas, por exemplo, eu sigo muito
[24:51] educação positiva e neurocompatível.
[24:54] E eu achava e eu sei que não é. O neurocompatível, basicamente é
[24:58] seguir os padrões de psicologia evolutiva do ser humano.
[25:02] E os as pessoas não aprendem por limites, aprendem por limitação,
[25:07] essas coisas todas. Mas claro que tu mesmo se é
[25:09] neurocompatível, às vezes vais gritar ou vais falar mal ou vais
[25:12] te irritar. É normal abrir os é normal e eu
[25:16] martirizo me muito quando isso acontece ainda peço sempre
[25:19] desculpa e acho isso é que é o ponto é, tens que pedir
[25:22] desculpa, mas ontem, por exemplo, fui jantar fora com
[25:25] amigas e eu vou às vezes, mas sempre que eu vou sinto culpa.
[25:29] Iá. Sempre.
[25:31] E ele tem 3 anos, ou seja, ainda estou na fase de.
[25:36] É OK eu estar sem ele sem ser para trabalho, porque eu para
[25:38] trabalho, penso, Ah, OK, é trabalho, mas para ser para vida
[25:42] social eu estou. Mas também porque é que eu não
[25:43] vou estar com ele, tipo. Iá e foi uma grande libertação.
[25:46] Quando o puseste na escola não é, quer dizer, está na escola,
[25:49] faz lhe bem socializar, está a conhecer outras.
[25:51] Pessoas. Mas se ele não estiver na
[25:53] escola, eu estou então. Mas ele está em casa e está com
[25:55] ele. Estou a abandoná?
[25:56] Lo, sim, eu tenho. Amamentos.
[25:59] Amamento. Iá, a minha cena é como tu
[26:02] sabes. Eu amamentei até aos 4 anos e
[26:04] meio. E uma coisa assim.
[26:05] E estiveste sempre bem até ao fim.
[26:07] Bem, como assim? Confortável a.
[26:09] Nível físico. Sim, mesmo físico de ela estar a
[26:13] mamar. Sim, aquilo que que eu comecei a
[26:16] sentir foi durante a noite, comecei a ter e mesmo durante o
[26:21] dia, comecei a ter alguma repulsa.
[26:22] Então é isso que eu. Estou a dizer, Ah, OK, pensava
[26:24] que era mesmo físico tipo. Ah, não era a repulsa?
[26:27] Pá. Tenho alguma.
[26:28] Tinha alguma repulsa do género. O corpo é meu.
[26:30] Caraças está bom, mas agora tenho saudades.
[26:34] Pronto, isso é que eu ainda não parei porque.
[26:35] Eu sinto saudades, mas eu voltando atrás agora, claro que
[26:40] tudo aquilo que nós fazemos na altura é por um motivo, mas eu
[26:44] sinto que talvez me tenha prejudicado porque fez com que
[26:50] eu própria confundisse AA identidade uma da outra.
[26:55] E tivesse mais ligada a ela nesse nível.
[26:59] E, por outro lado, senti também. Isto pode ser só da minha
[27:03] cabeça. Mas senti também que nós não
[27:05] tivemos oportunidade de trabalhar outro tipo de
[27:07] linguagem de amor que não a mama percebes.
[27:12] Era como se a parte do carinho já tivesse toda ali, a validação
[27:17] e depois, durante o dia, não, não, não treinámos abraços.
[27:22] Não quero. Mas mas o teu filho eu sei que é
[27:24] diferente e chama te a mãe feliz e não sei quê.
[27:28] Ele é extremamente positivo e Na Na Na.
[27:31] Mas eu sabendo agora, eu provavelmente tinha espetado e
[27:34] uns biberões mais cedo. Já me disseram isso muitas
[27:37] vezes. Iá iá iá iá.
[27:39] No entanto, estou em paz. Estás em paz.
[27:41] Estou bué em paz. Eu estou no processo ainda
[27:43] porque eu para já. Eu tinha vergonha de sentir
[27:46] repulsa, que era tipo, eu não posso sentir repulsa do meu
[27:48] filho. Estava tipo.
[27:50] E mesmo hoje em dia, se ele mama mais do que uns um tempo, eu
[27:52] estou, já vá +10 segundos e chega.
[27:56] E no outro dia tive uma consulta com uma pessoa que estava a
[27:59] dizer que também sentiu isso e que os outros mamíferos afastam.
[28:07] É tipo mesmo, repulsa. De.
[28:09] Ah, não, mas afastam. São brutos mesmo.
[28:11] E nós é natural que também tenhamos isso.
[28:13] É, é, é protetor de. A nossa espécie e até a repulsa
[28:17] começar a chegar é, já está bom, já está bom para mim também já
[28:20] está bom para. Ti e já.
[28:22] É até a mãe ou o filho quererem um deles vai deixar de querer
[28:25] privado e. A mim custou me imenso fazer
[28:28] esse exercício e a. Lembras te da última vez.
[28:31] Não. É que isso, isso aí cria me
[28:34] imensa ansiedade, pensar que vai haver uma última.
[28:35] Vez, não me lembro. Sei que decidi dizer lhe quando
[28:39] estávamos as 2 a tomar banho, pronto, isto já é.
[28:43] Eu também estou bem com o ákira. Pronto sim, mas lá, lá as
[28:46] pessoas na, na, na e eu disse, olha para as maminhas da mãe
[28:49] estão tão velhinhas, Irene, estão tão cansadas porque ainda
[28:54] por cima nessa altura eu tenho, tenho as mamas grandes nessa
[28:57] altura quando estás a dar de mamar e é muito tarde, fica
[28:59] mesmo tudo enrugadinho e miradinho e então disse, olha
[29:03] como é, estão mesmo cansadas, amor, já não, não, não dá mais.
[29:06] Decidi não mentir, não dizer que não tinha leite ou não sei quê e
[29:09] disse, pá, está está muito. Estão muito cansadas mesmo.
[29:13] E ela percebeu. Aceitou, ficou triste e disse,
[29:17] não, não, não, mas OK, é o que é, é que.
[29:20] Ficam obcecados. É pá, sim, especialmente durante
[29:23] o verão, não é? Têm mais sede.
[29:25] Também há a fase, depois dos saltos de desenvolvimento, que
[29:28] precisam de mais ajuda, porque porque estão não sei quê, mas eu
[29:31] acho que teria ficado tipo. Não, não teria ficado, porque eu
[29:34] não conseguia fazer o desmame. Eu não tinha coragem.
[29:36] É, é tão. Eu tive que estar pronta
[29:39] psicologicamente para tive, tive que estar farta
[29:42] psicologicamente. É que eu lembro me que estava a
[29:45] dar lhe de mamar à noite e ela estava naquela fase de mamar
[29:48] assim. Sabes em que fica assim?
[29:51] Eu pensei, eu não quero mais isto.
[29:54] Eu não quero. Eu quero dormir não que as
[29:57] amamentando. Não quer dizer que os miúdos
[29:59] acordem mais durante a noite. Até dormes melhor.
[30:02] Até se dorme melhor, adormecem mais rápido.
[30:04] Não temos de estar 4 horas AA adormecer, não sei quê.
[30:07] No entanto, eu tinha a cena do pá.
[30:09] Pelo menos eu chegava aqui dava lhe umas palmadinhas no rabo e
[30:12] ela adormecia, não era tirá la dar lhe mamar Na Na Na.
[30:15] Eu até já tinha o colchão no chão, tipo só.
[30:17] Para Ah, eu fiz isso? Pá, deixa me estar ponho só a
[30:20] teta de fora e estava, mas tu foste.
[30:22] Aconselhada. No início, fui porque tinha
[30:24] imensas dificuldades, como tinha os mamilos invertidos.
[30:28] Pá no início, mas foi isso no colchão, disseram te.
[30:30] Não li sobre montessori, não sei quê aquelas 3.
[30:34] É que a minha dola, que também ajuda muito normalmente a.
[30:38] Que ela dá? Ela é BCLC.
[30:39] É assim que se diz sim. Conselheira de amamentação
[30:42] certificada BBBBBB iá seja não é só uma gaja como as outras.
[30:46] Sim, mas ela é incrível. É Inês pais ela.
[30:49] Eu tive uma consulta de desmamo gentil que ela diz que não há um
[30:52] desmamo que não que. Não seja um.
[30:54] Corte que não seja um corte, então nós estávamos a tentar o
[30:57] desmamo. Através de estratégias.
[31:00] Pronto. E uma delas foi eu pôr o ele
[31:02] dorme, nós fazemos cama compartilhada e agora ele põe um
[31:06] eu tenho um colchão no chão. E ele dorme a pé de vocês?
[31:09] Não, ele dorme a mesma na cama, mas ao início dormir.
[31:13] Faz como os gatos põem um bocado, snacks, põem um tweks.
[31:17] Vou falar o porque ele, mas o não estar tão AA cheirar me
[31:22] basicamente faz com que ele não procura tanta mama.
[31:24] Sim, sim, sim. Iá, mas eu à noite já tirei.
[31:27] Não consegui. Eu sei que também não é o ideal.
[31:29] É tirar à noite, eu acho. Mas é que eu já li que na cena
[31:33] do euro compatível que eu sigo, supostamente tem que ser um
[31:35] corte, logo, não pode. Eles não percebem a cena do
[31:37] agora não quero. Não sei, acho que.
[31:40] Eu não consigo, eu acho. Que nós como não ninguém sabe
[31:44] ser mãe, não é? Mas eu acho que que temos essa
[31:47] necessidade maior de de perfeição e de insegurança e que
[31:50] Lemos mais. Temos alguma tendência para
[31:52] seguirmos uma teoria ao máximo. Ou seja, fui pela parentalidade
[31:56] positiva e não me questionei sobre isso, porque é assim que
[32:01] eu gosto de fazer umas coisas. É isto que faz sentido.
[32:03] Portanto, todas as coisas disto fazem sentido para.
[32:06] Mim e. Acho que se calhar.
[32:08] Podes podes estar aí um bocadinho que é só disto, da
[32:11] neurocompatibilidade, não é? E às tantas já não nos ouvimos
[32:14] tanto percebes e não temos tanta segurança porque estamos a
[32:17] seguir. Não é um culto, não é?
[32:19] Mas 111 filosofia nem sabes. Eu não, eu quero saber imenso a
[32:24] tua opinião sobre isto. Na floresta onde eu estou há
[32:28] sempre a hora, a hora da história do fim.
[32:31] Isso é, vamos história, a história pronto.
[32:32] E no outro dia a história chamava se tipo bango ou boom.
[32:36] Eu não sei quê sobre a guerra na Ucrânia.
[32:39] Nós sobre uma guerra iá que é tipo, havia os azuis e os
[32:42] vermelhos e os azuis queriam que o vermelho ficasse azul e os
[32:45] vermelhos queriam não sei quê. E no fim, boom, Vitória e
[32:49] Vitória acabou se a história e eu, Marta.
[32:53] Não há 11 fim. E ela não.
[32:55] Isto é filosofia para crianças. Não sei quê.
[32:57] As histórias às vezes não acabam bem.
[32:58] Eu pensei, iá. Iá mostrar o lado negativo do.
[33:02] Do e há mesmo filosofia para crianças?
[33:03] Eu estou a. Super Joana, qualquer coisa,
[33:06] procurem clube de leitura, de filosofia.
[33:09] Olha, não sabia clube. De perguntas, pá.
[33:11] Ela faz encontros? Nunca fui, mas ela faz encontros
[33:14] muita giros, em que não só apresenta os livros, como depois
[33:17] debate com as crianças o que é que acharam ou não.
[33:19] E era isso que eu te IA dizer que é.
[33:21] Acho que depois tem de haver um follow up.
[33:23] Se achares que a criança está preparada do género neste caso.
[33:27] Como é que tu Farias no Vitória e Vitória?
[33:30] No não sei, mas lembro me, por exemplo, quando a Irene era mais
[33:34] nova e ela começou a perguntar, sou sou má ou sou boa?
[33:39] Eu dei o exemplo dos Três Porquinhos e do lobo a dizer que
[33:42] tudo depende da perspetiva que o lobo também tinha fome.
[33:44] Será que é assim tão mau? Percebes EE faz parte, sim, sim,
[33:48] então acho que isso também pode ser interessante, apresentar e
[33:51] daí? Não sei, tipo a nossa, a nossa
[33:53] cabeça é uma chatice o apresentas aí, a AI, como é que
[33:58] é a polarização, a dicotomia do mundo a dito não consigo, estás
[34:03] a ver. É por isso que eu já não sou
[34:04] mãe. Dicotomia.
[34:05] Dicotomização, Ah, dicotomização, sim, acho que é
[34:09] que é importante por um lado e depois por um lado.
[34:12] Ou desconstróis isso com ela a dizer que isto é uma estupidez,
[34:15] ou então mantens isso porque também é importante que ela um
[34:18] dia, ele um dia também. Veja que há pessoas estúpidas
[34:23] percebes. Sim, eu eu gostei de acabar
[34:26] assim, porque eu acho que lido muito mal com a morte, por
[34:30] exemplo. Porque nunca me levaram a
[34:33] funerais e nunca. E a morte era sempre uma coisa
[34:35] muito, sei lá, Mística e distante e má.
[34:39] Então eu sinto que lido mal com coisas no geral, porque não fui
[34:44] exposta, estás a ver. E me protegeram.
[34:46] Acabava sempre em bom. E às vezes, se calhar se tu
[34:50] cresceres já sempre é tipo, Ah, tipo merda, acontece também vai
[34:54] ser a tua realidade. É pá.
[34:55] Só que isso levado a um extremo, não é não me lembrar.
[34:57] Olha mais, vale levar Um Par de berros agora e levar umas
[35:00] palmadas. AI é, então vou violá las já.
[35:04] Assim, provine se já já está. Violada.
[35:06] Fica já despachada. Pois é, eu tenho que refletir
[35:10] mais sobre isto. Mas achei mesmo.
[35:12] Interessante, eu acho, eu acho que.
[35:16] Aquilo do instinto maternal, eu não acho que seja instinto
[35:19] maternal perse é é a segunda vez que digo perse aqui se calhar,
[35:22] devia ser patrocinada pela perseil, eu acho que.
[35:25] É o perse, é o perse. Não é o para si, Ah.
[35:31] Eu pensava que era percy. Acho que não é.
[35:34] Acho que é percy, não sei. Vais ver isso?
[35:36] Pá, desculpa estúpido, mas eu acho que tem a ver com.
[35:43] A ouvir me nos percebes que é, como é que eu me estou a sentir
[35:46] no meio disto? Daquela consulta com a Inês,
[35:48] também com a Inês pais, ela, eu pus essas questões todas em cima
[35:51] da mesa e ela estava me a dizer que o mais importante é a
[35:54] relação mãe e filho. É o mais importante.
[35:57] Ou seja, se eu tiver, eu tenho que estar sempre.
[36:00] Não é sempre, mas tenho que tentar ao máximo ter aquela,
[36:03] aquele sentimento de quando vais buscar a Irene à escola.
[36:05] Não sei se ainda tens, mas estou muito feliz.
[36:07] Sim. O máximo possível.
[36:10] Não é aquele sentimento do pronto, mas é normal.
[36:12] Mas eu ainda tenho isso porque ele é pequenino.
[36:16] E se eu tiver aquele sentimento do estou com ele agora já já
[36:19] estamos aqui em fazes. Mas em que sentes isso também,
[36:23] do que à fase em que acabou o meu tempo?
[36:25] Ah, claro, mas sinto. Sim, pois é.
[36:28] Isso, mas quando o vejo, imagina mesmo que eu penso, acabou o meu
[36:30] tempo? Não, claro.
[36:31] Quando o vejo é olha, ele está a brincar, ele está exato, sim.
[36:37] Sim, sim, eu acho que é isso. Eu acho que temos de de nos
[36:42] ouvir mais. E uma coisa e uma coisa que me
[36:45] ajuda imenso é todas as decisões têm um lado bom e um lado mau.
[36:48] Todas. Essa fase também deve ser gira.
[36:51] É, é giro. Estou a gostar.
[36:53] No outro dia, bem isto. Depois acabamos porque já vai
[36:55] numa hora. Mas no já 51 minutos, no outro
[36:59] dia, levei um baile. Um baile tão grande dela.
[37:03] Pá. Ela é super argumentativa, super
[37:05] inteligente. Quem é que sai?
[37:06] E é os 2, na verdade, os 2 não. A parte argumentativa é
[37:10] inteligente. Sou eu.
[37:13] E ela estava a dizer, Ah, tu gostas muito de ter atenção.
[37:15] E eu disse, eu gosto, mas eu tenho perfil de Estrela, sabes?
[37:18] Para gozar com ela? Mas tinha dito.
[37:21] Não, não. E ela passou se a dizer o que é
[37:24] que é perfil de Estrela, o que é que tu achas que é isso?
[37:26] Porque é que tu achas que tens isso?
[37:27] Era perfil de Estrela, é ter carisma, é ter vontade de
[37:30] comunicar com as pessoas, estabelecer 11 relação
[37:34] interessante com o público. Não sei quê não tens nada disso,
[37:36] eu AI então espera, perguntei ao ChatGPT chat.
[37:40] Tenho perfil de Estrela e ele disse que sim, sim, Joana, há
[37:43] ligação, não sei quê, não sei que mais é.
[37:45] Então espera, chato, sou a Irene.
[37:46] Tenho perfil de Estrela, sim, Irene, toda a gente.
[37:51] Ela é incrível. E ainda ligamos para o meu pai.
[37:54] Eu está bem. Ligamos para o Frederico e a
[37:57] minha mãe tem perfil de Estrela e ele não.
[38:06] A maior estás a ver a maior. Mas.
[38:08] Ela sempre foi assim? Sim, sempre foi, sempre foi.
[38:10] Mas o que ela disse? Que eu estava inchada, que ela
[38:12] olhou para mim e disse, estás a ver, está a é isso?
[38:15] Pois é. E disse ao Rui Maria, uma vez na
[38:17] rádio, acabou a conversa, ela disse, eu quero ver outras.
[38:20] Pessoas. Olha, meu amor, adorei falar
[38:29] contigo. O que é que me falta?
[38:31] Perguntar? Ah, eu mandei te a greve do
[38:33] livro 2 vezes e tu não falaste do livro?
[38:34] Pois não? Não falei.
[38:35] Mas chama se estrelas. E é um livro muita fixe.
[38:38] Comprem o livro. É uma edição limitada.
[38:42] Não é epopeia. Ah, OK.
[38:45] É da editora. Eu estou a adorar esta epopeia,
[38:55] não? Limitada é cata cor de rosa se
[38:57] não souberem ler e tenho. Bonecos.
[39:02] Não, mas fala sobre a amizade, fala sobre a saúde mental
[39:09] demais. É cor de rosa.
[39:11] Tem ilustrações muito bonitas da Elisa Resende e é pequenino.
[39:15] Sobretudo, é pequenino, portanto, dá para ler numa
[39:17] viagem de comboio. E é.
[39:19] Mais uma coisa que tu fazes que mostra imenso a tua
[39:22] polivalência, a tua Riqueza, o teu coração.
[39:27] E por isso vale vale mesmo muito a pena.
[39:29] Tenho só uma última pergunta importantíssima para te fazer.
[39:33] Eu hoje estava a rever a nossa conversa e reparei que tu fazes
[39:38] uma coisa. Pá que nunca tinha reparado.
[39:41] E acho que é um problema que tu tens OK.
[39:43] Tu não usas emojis? Zero.
[39:49] Apanhaste. Eu.
[39:50] Uso emojis, não uso. Comigo não.
[39:54] Mas é. Nada zero faz um, mas não há cá
[39:58] emojis. Tu pões emojis de choro a rir,
[40:01] de chorar a rir. Não esse não.
[40:02] Eu odeio. Isso é tipo aquilo que há nos
[40:04] memes, tipo Portugal, tuga. Iá eu odeio, mas agora
[40:08] supostamente é cool. É, não, Ah, eu não disse não
[40:11] chega até mim. Tens de ter calma, mas mas as
[40:15] emojis comigo, qual é que é a tua cena?
[40:17] Mas eu não costumo usar muitas emojis, porque agora dizes isso,
[40:20] porque é que eu havia de usar? Porque é que não usas?
[40:23] Porque? É tipo, isso é a mesma coisa de
[40:26] porque é que não usas a letra r, não quero.
[40:29] Está bem, mas emojis para quê? Eu não sei.
[40:31] Então. Porque a comunicação escrita
[40:33] falta lhe ali, então vou me. Melhorar enquanto?
[40:38] Mas é um ódio que tu tens. Não, nunca tinha pensado nisso
[40:41] mesmo. A Sério, iá iá eu?
[40:44] Mando OE mail e diz, Ah, já sei, tenho uma resposta para te dar.
[40:47] Então vá, vamos. Até vai ser grande resposta.
[40:49] Então vá, espera aí, espera aí, deixa me preparar, vou, vou me
[40:52] pôr sal, já está sal nas. Costas, vou vestir 11 cueca de
[40:58] frasco, eu vou vestir umas cuecas azuis.
[41:03] Vou buscar umas Panelas, vou buscar espaço, um martelo.
[41:09] Eu olho porro. Que chatice.
[41:17] Olha, então eu tenho a resposta e isto não sei.
[41:20] Também é um assunto que eu tenho que refletir.
[41:21] É mais uma. Eu, quando tenho muita confiança
[41:25] com as pessoas, sou menos delicada.
[41:26] Ah, pois é, ou seja, sobre isto. Sim, eu com a Mafalda não ponho
[41:30] um único emoji. Agora eu pensei de?
[41:33] Mim é por isso e. Eu ponho emojis com quem
[41:37] pessoas? Que eu não tenho muita
[41:39] confiança. Essa pessoa?
[41:40] Trabalha, ponho nesse Samsung com agências e monge, sei lá,
[41:44] pessoa miúdas que eu chamo baby. Eu não chamo baby a ninguém por
[41:48] acaso, mas sabes pessoas que eu tenho menos confiança, um
[41:52] bocadinho e sou extra querida. Ah.
[41:54] Porque não queres que te interpretem mal também?
[41:56] Exato. Eu como vocês, já estou pá.
[41:58] Elas sabem. Tipo, eu não, eu não estou a ser
[42:00] bruta, mas agora é que falas disso nas vezes, às vezes és bué
[42:03] bruta. Eu.
[42:05] És um bocadinho és. Porque?
[42:07] Porque a cena é tu, tens imenso espera, tu tens imenso sentido
[42:10] de humor e eu gosto imenso de te fazer rir e sei que se cortarmos
[42:14] a comunicação normal, que que nos rimos bué.
[42:19] Eu, mas não é nisso, disso eu gosto, eu adoro.
[42:21] Nós temos AA brincadeira, quer dizer, tu tens a brincadeira.
[42:24] Eu Rio me de mandar as fotografias aleatórias da tua
[42:26] casa. Eu acho mesmo.
[42:27] Não, não, não são. Só aleatórias é dizer, olha uma
[42:30] fotografia do meu gato e mando te o pano de coisa.
[42:33] Tenho dislexia imagética. Depois um dia disse, eu disse
[42:37] assim, Ah, vou ter uma máquina de lavar.
[42:39] Ela chegou lá, tu e tu mandaste a fotografia do do não quero.
[42:44] Sentir. É igual a este?
[42:49] Eu estava na rua a chorar já. Ah, eu sou genial.
[42:52] Sou. Genial, mas eu sou bruta por
[42:56] mensagens. Eu no outro dia disse, estás a
[42:58] ser bruta porque tu imagina. Eu digo te assim, eu elogio te
[43:01] qualquer coisa ou digo Ah, não sei quê, qualquer coisa elogiosa
[43:05] e tu mudas de assunto e não respondes pá.
[43:07] Isso não é ser bruta, isso é ficar na merda.
[43:10] Mas como eu não estou a ver, não sei.
[43:11] Então, preciso de um emoji. Tu também, se calhar, precisas,
[43:15] tu beneficiavas de mais emojis também comigo.
[43:17] Está bem, vou passar. Então vamos ter uma comunicação
[43:20] mais colorida. Colorida?
[43:22] Sim, há um emoji. Sou amiga da Tânia graça e há
[43:27] uma emoji que eu uso, emoji que que ela odeia.
[43:31] É o smile. Normal aquilo.
[43:33] Só assim. Ah.
[43:34] Isso é super passivo, agressivo. Ele não diz isso?
[43:37] AI é bué. Eu ponho essa emoji quando estou
[43:38] mesmo lixada com alguma coisa. Ou com uma marca com as marcas,
[43:42] às vezes ponho está tudo bem e o emoji ya?
[43:45] Mas para a. Mentira, ao mesmo tempo eu
[43:47] estou. Eu tenho que negociar para não
[43:51] pôr ser psicopata agora. Mas eu eu gosto desse emoji
[43:55] porque era nós quando éramos mais velhos.
[43:57] Tu és mais ou menos da da mesma geração.
[43:59] Nós, quando éramos. Mais tens calma, mais.
[44:05] Tens calma ou? Quando éramos mais novos e
[44:11] usávamos o Messenger, se eu pusesse 2 pontos e um
[44:13] parênteses, aquilo, punha um smile.
[44:15] Ah, pois era. E aquele smile ficou para mim
[44:17] como normal, ficou só. Ah, não, mas já não é.
[44:21] Mas tu também punhas OXD. Não esse não.
[44:25] Esse. Eu achei muita bimbo.
[44:26] É muito bimbo, mas iá não, esse imagem eu não concordo.
[44:30] Não. Não, Ah, é uma coisa que eu
[44:32] mando também a ti no mando de acho que tu não vais achar
[44:33] graça, que são aqueles tickers. Eu gosto.
[44:36] Ah, então não sabia. Pronto já, já sei agora.
[44:38] Acho que tenho alguns, tenho uma de uma gaja siamesa que tem 2
[44:42] cabeças e que diz, estamos junto.
[44:45] Ah, então e tenho esse. E tenho uma que é Deus no
[44:47] comando. E depois está Deus em cima do
[44:48] comando. Ah, tu gostas, então vou te
[44:53] mandar. Eu tenho boas.
[44:54] Mas eu mudei de opinião. No início eu achava pá que de
[44:56] embalhada, mas depois comecei a ver cenas fixes.
[44:59] Eu às vezes respondo só assim com tenho conversas inteiras com
[45:01] pessoas que eu só respondo com. Isso AI eu amo, eu amo manda
[45:04] manda e eu mando te emojis. Se calhar, acabamos aqui.
[45:09] Está bem? Agora era a parte em que tu
[45:12] dizias, gostei muito. Ah, adorei.
[45:15] Eu também, obrigada por me convidar.
[45:18] Tu não desligues que a seguir tenho um prémio para te dar.
[45:23] É o podcast. Ah, eu ando.
[45:26] Eu ando a pensar em fazer segmentos não cortados das
[45:29] entrevistas, porque eu tenho feito entrevistas longas.
[45:34] Eu sei que é longo para para período da net, não é?
[45:38] EE corto coisas que não fazem sentido naquele momento, mas que
[45:42] eu acho que seria rico chegar ao conhecimento de toda a gente.
[45:45] E A Entrevista com a Maria esteve para aí, 1 hora e meia,
[45:48] quase 2. E então frustra me um bocado,
[45:51] mas não sei. Ando.
[45:52] Ando a pensar nisso na no próximo, no próximo episódio de
[45:57] não sei ser André de Freitas, o stand up comedian português mais
[46:01] Internacional que existe, vai vai estar à conversa comigo, com
[46:06] connosco e quem sabe esteja cá em Portugal, no dia do meu
[46:10] espetáculo, que é dia 7 de outubro, no villaret.
[46:13] Percebem ou não eu fico assim, foda se os bilhetes estão à
[46:18] venda na ticketline, sigam a Maria, comprem o livro da Maria,
[46:24] que é isso. EE, sigam com a vossa vida
[46:27] também está, sigam o podcast, avaliem o coisas para, comentem
[46:32] o podcast, façam o podcast, esterilizem o podcast.
[46:40] É o podcast, não sei se Ah.

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