# com pessoas: “Elas gostam mais dos carecas? Olha: 🖕” - Duarte Pita Negrão

An episode of [não sei ser](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1662857422), 23 Sep 2025, 59 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d7dabd1c/podcast/play/108713605/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-8-23%2F408015100-44100-2-acc6cb738dc8b.mp3

💜 15% de desconto em terapia na HiWell → código: 15joanagama Eis duartepitanegrao 🎤😂, comediante de stand-up e talento na RFM 📻. Todo um podcast 🎧 facilmente cancelável ❌ se tivesse importância suficiente para o Dioguinho 📰. (O podcast, não o Duarte 😅). Neste episódio falamos mal de: • futebol • carecas • o mínimo possível de humor • filhos • e… algo super maravilhoso no fim que não me lembro 👉 Sigam o podcast ⭐ Avaliem e 💬 comentem 🎟️ Bilhetes para o meu espectáculo de stand-up comedy no Teatro Villaret (menos de 15 dias!) ➡️ www.linktr.ee/joanagama 🥚 E cozam os ovos com paciência.

## Transcript

[0:02] Estou bué alternativa aqui ou não?
[0:09] Tem grafite, tem folhas, olá, é para fazer assim?
[0:18] Vocês também tinham, quando eram mais novos, a árvore dos
[0:21] peidinhos da avó? Na escala, eu tinha isso.
[0:25] Tinha uma árvore que se partíssemos as folhas, que
[0:29] aquilo ficava a feder de uma maneira que quando centrava na
[0:32] sala, não dava, não dava, então não tínhamos aulas por causa
[0:36] disso. Peidinhos da avó.
[0:39] Ontem fui fazer a tal leitura de aura.
[0:43] Foi interessante. Eu gosto de me prestar este tipo
[0:45] de coisas, experiências, tudo. E apesar de ser uma pessoa
[0:49] racional, tenho assim uma curiosidade pelo lado mais
[0:52] espiritual, até um pouco mais místico, vai continuar ali, se
[0:57] não vai, AI dá para o pôr. E então aceitei.
[1:00] Achei, Ah, isto tem aqui em Benfica, ao lado da minha casa,
[1:03] conheci um rapaz a jogar paddle, até vou e ainda estou a integrar
[1:08] as coisas que fui ouvindo. Muitas que fazem todo o sentido,
[1:13] outras que não sei se algum dia irão fazer, ainda tenho que.
[1:17] Que perceber onde é que vou arrumar esta esta experiência?
[1:22] E mas achei interessante que o rapaz com quem estava a fazer a
[1:28] leitura de aura depois, se calhar até até poderei falar com
[1:31] ele, poderá ser um convidado interessante a expelir as más
[1:35] energias ou as energias que já não são necessárias a rotava.
[1:41] Isto é algo que eu vou falar também de um espetáculo, muito
[1:43] provavelmente no início até lhe disse.
[1:45] André, eu provavelmente irei rir me bastante pelo facto de
[1:50] estares a arrotar desmesuradamente durante uma
[1:53] coisa que é suposto ser séria, Eu Acredito que seja necessário,
[1:58] mas o meu lado mais humorístico não, não vai deixar isso passar.
[2:05] É pá. Tinha medo?
[2:06] Não, não, não queria que ele sentisse que era uma falta de
[2:09] respeito, mas acho que é normal, é pá falar da tua vida.
[2:12] Será que isto será aquilo? É.
[2:14] Acontecer não estava, não estava muito pronta para isso, então lá
[2:18] foi arrotando a sessão esteve sempre a arrotar durante 1 hora,
[2:21] só no final é que decidiu falar um bocadinho, imaginem 1 hora a
[2:25] arrotar não foi arrotante e deitando de fora arrotante não
[2:28] me ri uma única houve só uma vez que eu achei que ele estava a
[2:31] abusar, houve houve um arroto que eu achei este gajo está se a
[2:33] aproveitar disto, tem arrotos para dar marca as consultas para
[2:37] estar assim à vontade, mas os outros arrotos arrotos fizeram o
[2:42] sentido para mim. Se quiserem saber mais sobre a
[2:44] leitura da aura e sobre tudo o resto que eu tenho andado a
[2:47] fazer no último ano, nos últimos meses e também algumas ideias
[2:52] que eu tenho tido, coisas que, apesar de eu dizer que não sei
[2:56] ser, é sempre diferente. Estou a mudar um bocadinho o
[2:59] conceito para este espetáculo no villaret e que vai haver também
[3:02] noutras cidades que depois passarei a dizer.
[3:06] Acho que vai ser fixe, apareçam dia 7 de outubro acho que não.
[3:09] Vai cá, OK? Eu tenho uma carreira de 20 e
[3:11] tal, anos no ramo da comunicação e não tenho a certeza, claro que
[3:15] tenho a certeza. 7 de outubro no villaret, os bilhetes estão à
[3:18] venda na ticketline. Não sei ser ao vivo,
[3:20] provavelmente o último, não sei ser a Lisboa, está bom, vamos
[3:24] fazer outras coisas depois. E é isso, espero vos lá.
[3:27] Quanto ao convidado de hoje, é um convidado que não precisa de
[3:30] terapia, se calhar precisa vá, mas é uma das pessoas mais
[3:33] equilibradas que eu conheço, é o Duarte petengrão, conheci o como
[3:36] produtor na RFM, entretanto, ele já faz um outro milhão de
[3:40] coisas, é também comediante stand up está a abrir neste
[3:43] momento a tour do Salvador. Martinho é uma pessoa de quem eu
[3:46] gosto muito e que fiquei a conhecer mais um bocadinho,
[3:48] porque em contexto de trabalho, é aquela conversa superficial,
[3:51] aqui já nos conseguimos pôr em quem estou.
[3:55] Encrencas? Então vá, fiquem aqui com o
[3:58] duartezinho e vejam como é que ele funciona.
[4:00] Noronha, Lopes ou manteigas, manteigas a Sério, isto vai dar
[4:05] merda. Tens noção?
[4:06] Porque eu não sei de nada do que tu me estás a fazer.
[4:11] Eu não para mim, manteigas é a localidade Noronha Lopes é é o
[4:14] gajo do Benfica. Eu não sei a Noronha Lopes.
[4:18] Se tu me disseres, eu prefiro manteigas.
[4:21] É a localidade, mas. Tu não és benfiquista, tu não és
[4:24] benfiquista? Ah, eu achava que sim.
[4:27] Não, não sou benfiquista e não sei nada.
[4:30] E pá. E bola é tipo um.
[4:32] É assim. 11 névoa para mim. Mas porquê não não tiveste pai,
[4:37] ou assim? Tive muita sólido.
[4:39] Ele e o meu irmão são os 2 sportinguistas ferrenhos.
[4:42] Eu estou me um bocado a cagar para bola.
[4:45] Eu sei porque começaste a ler. Iá comecei se calhar a ler, não,
[4:49] eu tenho eu acho que atribuo a uma merda que me aconteceu uma
[4:51] vez, quando fui ver ver bola com o meu pai era bué e houve uma
[4:54] porrada na claque, não era na claque, nós não estávamos na
[4:57] claque desculpa na não se esqueçam sim pá que foi bué da
[5:01] perto de nós e estava um senhor que estava meio que o xarope na
[5:03] altura, ainda dava para beber lá dentro e ele tinha xarope é
[5:08] álcool, é sim, estava, estava, estava cá, eu não sei se ele
[5:11] tinha, é pá, não estava tudo bem ali, aquele senhor tinha, aquela
[5:15] era meio. Vá.
[5:17] Era bisómico. Vamos dizer que era pelo menos
[5:19] bisómico. Era trissómico.
[5:21] Não tenho a. Certeza, OK, pá.
[5:22] E tinha aquela força especial, estás a ver e estava a bater em
[5:26] bué da gente ao mesmo tempo. E a.
[5:28] Fazer música? Iá, baterem, bué da gente.
[5:31] E a certa altura falhou um pontapé na cabeça do meu pai.
[5:35] Pá para aí por isto. E ele e eu lembro me que aquela
[5:37] porcaria marcou me um bocado. Eu não sei se não fiquei ali
[5:39] meio traumatizado com a bola e depois deixei de curtir bola.
[5:42] Mas jogavas em puto ou? Jogavas jogava na rua.
[5:47] Ainda fiz uns treinos no Sporting, mas eu era era pá.
[5:49] Acho que sou devo estar no holofame de merda que lá passou.
[5:52] Os piores que lá passaram foi eu.
[5:56] Era muito mau a jogar à bola. Pá, mas isso é engraçado
[5:58] intencionado. Eu, eu, eu.
[6:01] Eu não sei se abomino futebol porque o meu namorado é super
[6:04] benfiquista e tenho estado a perceber a ligação espiritual,
[6:08] emocional e familiar. QA code é pá, mas não tenho cu,
[6:12] não te sei explicar, eu acho que é 11 agregado de de primatas o.
[6:18] Caralho, é, é este, é este o é este o podcast que me vai
[6:20] comprar mais inimigos do mundo. Pá o meu, imagina o meu?
[6:24] Man, para mim, tipo o following que aquilo gera.
[6:27] Eu, no outro dia, fui ao futebol com o meu pai.
[6:29] Eu às vezes vou sobretudo porque é para passar.
[6:31] Para Veres o teu pai? Exato.
[6:32] Sim, é um bocado. Vejo quase todos os dias.
[6:34] Mas sim, mas foi, foi. Ele vai mais com o meu irmão,
[6:38] mas eu acabei por ir. E o meu pai estava a dizer é pá,
[6:40] tens de trazer os miúdos para virem, para virem, para para
[6:43] virem connosco ver a bola. E eu disse, não, até pode ser
[6:45] giro pá. Eu moro ao lado do estádio do
[6:47] Sporting, eu andei 20 m e que estavam só pá, bêbados na rua.
[6:54] Aquilo está filhos da puta pá e a meia mijar meia partir
[6:58] garrafas. E a mijar?
[7:00] É assim, não sei bem se estavam a mijar ou se estavam só com o
[7:03] nabo de fora. Não sei se estavam a começar a
[7:05] acabar um gajo, não sabe? E eu lembro me de pensar, é pá,
[7:09] se calhar não quero trazer os meus filhos para aqui.
[7:11] É pá. Entendo te perfeitamente.
[7:13] É óbvio que não podemos estás a gostar das luzes que eu estou a
[7:15] pôr. Estás, estás, estás com bué da
[7:16] boas luzes. Eu entendo te mas.
[7:18] Há uma energia boa também há uma energia boa quando aquilo
[7:21] resulta. Eu estava a falar da bola, mas
[7:22] as? Luzes, OK, pensava que era de
[7:24] mim? Não.
[7:25] OK, mas isso sim está bem, sim, mas é, é essa a cena.
[7:28] Não podemos generalizar. Há bêbados em todo lado, pessoas
[7:31] que mijam em todo lado, mas eu já sei.
[7:34] Já sei, o que me chateia são as pessoas.
[7:36] Que ser adepto de um clube é a personalidade delas, sabes?
[7:41] É tipo o que é que este gajo é este gajo acima de tudo, é
[7:43] benfiquista. Este gajo acima de tudo é do
[7:45] Sporting. Eu dantes e agora aconteceu uma
[7:48] coisa com o Sporting, que foi o Sporting que ganhou agora 2
[7:50] campeonatos, que era uma coisa que não era muito comum no
[7:52] Sporting e de repente eu vejo eu dantes via um gajo com uma t
[7:58] shirt, com uma com uma camisola do Sporting e pensava, olha,
[8:02] hoje já jogo. E se visse um gajo com a
[8:06] camisola do Benfica, pensava, olha, hoje é domingo, é um dia
[8:10] ele está de camisola do Benfica. E agora, como o Sporting de
[8:12] repente ganhou uns campeonatos, isto já começa a acontecer aqui,
[8:14] um bocado à minha volta também a Malta usa roupas e não sei quê
[8:17] vai, diz. Não façam isso AA vossa âncora
[8:19] de personalidade. Isso irrita nos, mas devia devia
[8:22] pôr nos tristes, porque se a identidade de uma pessoa se
[8:27] resume ao clube, isso diz muito da vida da pessoa ou não.
[8:32] Pois pode ser. Já estamos a ser super
[8:35] preconceituoso. O que vale é que a bola, a bola.
[8:39] Não não ouve o meu podcast. Ah, pois.
[8:42] Eu não sou muito bom neste nesta parte não.
[8:44] Mas faz me imensa confusão. Olha, uma vez fui ao estádio,
[8:48] fui comprar lá uns ténis. Nem fui ver um jogo, fui às
[8:53] compras. Não.
[8:55] Também fui ver. Também fui ver um jogo, pá.
[8:58] E começaram a dizer que eu não devia ter ido com uma suet verde
[9:01] e fui com os brincos azuis e disseram, me estás mesmo a
[9:03] provocar e eu, pá, cresça um bocado.
[9:07] É pá iá. Iá iá, deixa me em baixo.
[9:09] Não é de repente se costurar o pantone?
[9:12] Não isto agora, lamento. Agora, depois tu vens de verde.
[9:17] Pá, é, é. Eu acho a minha camisola
[9:19] preferida, tudo bem, mas calma. Mas isso é acaba por ser 111
[9:24] simplificação, que acaba por ser engraçada, que é tipo é, és
[9:27] verde ou encarnado? Estás a ver, isto é, uma guerra
[9:29] de cores. É, é mais um, é mais a
[9:32] bipolarização da sociedade, não é?
[9:34] Mas que sempre. Vou quando tu estás lá e estás
[9:38] em momentos que são fixes, realmente é do caraças.
[9:40] É uma energia muita. Gira sim, sim, sim, que.
[9:43] Vão só beber copos antes? Para as para as roots e depois
[9:45] também vão lá estar e claro, sim, mas quando está a correr
[9:47] bem, é muita giro. É um é pá.
[9:49] EE é. Eu não quero desvendar aqui
[9:53] muito da vida desportiva em casa, porque quero resguardar um
[9:56] pouco a privacidade, que acho que isto do Benfica, quanto mais
[9:59] eu vejo, mais percebo que é que é.
[10:02] Que é o mundo. EE.
[10:05] É preciso ter muito cuidado. Aliás, na rádio, uma coisa que
[10:07] nos dizem é, futebol. Não, não.
[10:09] É iá, iá, iá, iá, iá. Futebol dá sempre cocó.
[10:12] Não se fala de futebol. É uma chatice, apesar da pipoca
[10:16] no outro dia, nas manhãs ou nas tardes, ter ido com 11 camisola
[10:19] do Benfica. Mas era mesmo do era mesmo do
[10:22] Benfica. Mas não tinha o símbolo.
[10:24] Acho que eu era encarnada, mas. Não, não sei se não tinha
[10:26] símbolo. Rádio, mas era meio desportivo.
[10:29] Era, era, era e eu até achei que era do benfas na altura e
[10:32] pensei. Não podes dizer benfas Tiago
[10:34] Duarte, não podes dizer benfas porquê benfas é mau.
[10:39] Porquê? Porque é internamente é mau, é,
[10:42] é, é tipo lagartos. AI não fazia ideia.
[10:46] É, é tensão, faz atenção. Era mau?
[10:49] Acho que sim. Acho que sim.
[10:51] Do que ouvi dizer, do que ouvi. Dizer OKOK não fazia ideia.
[10:54] Peço desculpa se eu vendi alguém.
[10:55] Não era de todo o meu intuito. Mas deu, mas deu cocó nas redes
[10:58] ou não ela estar vestida de Benfica?
[11:00] Não acho. Que OK.
[11:02] Não sei se calhar a Malta que a ouve também.
[11:04] Não é super, não é? Não é muito, sei lá, dogmática
[11:09] da bola? Não sei.
[11:09] Certo, ele também tem umas ótimas mamas, não foi para a
[11:13] camisola com a maior. Parte também há ali há um bom
[11:15] trabalho ali, não é? Claro, sabe o que é que está a
[11:18] fazer? Olha, por falar nisso agora,
[11:20] tive um 1 BRL viral com a Filipa galrão, pá, que chegou à
[11:24] escumalha da internet, curti de viste?
[11:28] Vi e curti. Acho que opõe um like e tudo que
[11:30] é como é é o máximo que eu faço de interação e coisas.
[11:32] Não e não dava. Para fazer mais?
[11:33] Esquisito, não? Uma vez comentaste 1 BRL meu,
[11:35] mas eu tive de apagar. Vê lá o quanto isso foi
[11:38] importante para mim. Pôs um fogo.
[11:40] Não, não. Não, não, não é que eu vou.
[11:42] Eu descobri o fogo. Eu descobri que o fogo é um
[11:45] problema há não muito tempo. É um é assédio digital.
[11:48] Iá eu não sabia, não sabia, iá. Pronto, eu, eu punha.
[11:51] Para mim é tipo, estás on fire? Não, não é punha, é punha iá,
[11:54] iá, pois eu não sabia onde, não sabia.
[11:55] EE, ainda por cima, agora, durante os incêndios, se calhar.
[11:58] Iá. Iá, se calhar, iá está.
[12:01] OKOKOK certo, então escumalha da internet com a é.
[12:04] Pá que ele chegou à escumalha comecei a ler comentários
[12:07] fenomenais. Do género.
[12:10] Só dizes assim porque ninguém pôs aí um tronco.
[12:15] Cheguei mesmo à escumalha. A Malta não percebeu o que se
[12:19] passava ali era um excerto. Mas aquilo que nós estávamos a
[12:22] dizer é que o mundo seria totalmente diferente se desse
[12:25] para ver o volume de pila da mesma maneira que dá para ver o
[12:28] volume de mama, se o comportamento da sociedade
[12:30] mudava tanto as mulheres como os homens na forma de serem.
[12:35] E o que é que tu achas? Eu não vou isolar isto, não
[12:36] quero outro viral, não quero ser a gaja das pilas e das mamas que
[12:39] já sou, mas por causa deste real.
[12:42] Mas o que é que tu tens a dizer sobre isso?
[12:43] Tu que és. Tu que és muito macho.
[12:46] Eu não, eu sou totalmente machão.
[12:47] Tu és super macho. Eu acho que as gajas querem é
[12:50] ver o nabo estás a ver, não como é óbvio.
[12:54] Eu acho que mudava naturalmente, porque há há imensas pessoas que
[12:56] têm comportamentos compensadores, não é?
[13:01] E depois eu não sei. Eu não sei.
[13:03] Depois eu não sei qual é OA real importância disso.
[13:06] Numa conversa estás a ver OA real tipo se um gajo tiver uma
[13:09] grande beijinho, a conta é que aquilo é é que isso vai mudar o
[13:12] comportamento. Mas fala se de big big d canage,
[13:16] não é? A big d canage, sim, mas eu nem
[13:19] sei quem é que criou isso. Provavelmente isso é uma.
[13:21] Provavelmente até é uma criação masculina.
[13:23] Pois. Porque eu acho.
[13:25] Que não sei. Não, pois OK, talvez.
[13:29] Não, não sei. Porque nós temos, diria, não
[13:31] temos curiosidade que eu já tenho quase 40 anos, não é?
[13:34] Mas não é. Tipo, deixa me conhecer.
[13:36] Esta pessoa parece um. Grande aquele gajo tem grande
[13:38] nabão. Grande nabão.
[13:39] Deixa me lá, nabão não era o não era o gajo dos cafés.
[13:43] Nabeiro. Ah, OK, mas.
[13:45] Se calhar também era, não sabia? Eu acho.
[13:50] Claro que mudava, porque é mais uma coisa que tu vês, é mais uma
[13:53] coisa que tens acesso. Ou seja, claro que IA sempre.
[13:57] Do do do visto puramente do do ponto de vista puramente
[13:59] purista. Claro que IA que IA alterar a
[14:02] forma como como a porque está se a equilibrar um bocado a
[14:04] balança. Claro que eu não.
[14:06] Eu não acredito na paridade. Mamas nabo?
[14:10] Bem. Isto está a ser demasiado
[14:11] intelectual. Achas que sim?
[14:13] Não, não. Eu acho que as mamas não têm
[14:15] paridade com o pénis. Serão paridade, paridade, creio
[14:19] eu, com com a vagina, que é uma palavra muito bonita, a.
[14:24] Vagina é o túnel? É o túnel, sim.
[14:27] Estou me a ouvir bué baixa aí, merdas.
[14:30] Já, já, já saltei, dei já aqui um toque e saltou, saltou isto
[14:33] OK, mas sim, mas claro que eu acho que alterava a forma de de
[14:37] comportamento social. Claro que sim.
[14:39] Não tem como. E o cabelo?
[14:40] Nós os 2 pusemos cabelo. Tu achas que a sociedade mudou
[14:43] tu falas disso abertamente? Eu acho que sim.
[14:45] Que fazes um gajo fixe senão olha é te indiferente, não olha
[14:49] gostaste de bom dinheiro nisso. Não, não é me indiferente de
[14:51] falar disso, tipo, estou superar vontade dessa merda?
[14:54] Tu sentes que dantes a sociedade nos tratava de outra maneira por
[14:57] sermos carequitas. Não sei muito bem.
[15:02] Eu acho que há aquela acho, acho que sim, porque inventou se
[15:05] merdas. Elas preferem alvo carecas, é.
[15:08] Tanga é tanga. EE ainda tinha mais quando eu
[15:12] andava nas dayting apps e via um gajo de gorro, já sabia o que é
[15:15] que é? Mas atenção, eu acho que há
[15:18] gente que eu acho que fica super bem careca e às vezes isto fica
[15:21] bué da pior. Resultados muita maus.
[15:27] Ele, ele é diferente. Isto não é como o meu cabelo.
[15:29] É, pois é. Pois é, o gajo tem jeitos
[15:31] diferentes. Parece meio pintilheira, não é
[15:33] porque vai buscar o detrás. Iá, iá, iá.
[15:36] Mas é melhor ter. O meu até ficou mais afro, mas
[15:40] pronto isto para dizer. Que se socialmente me dás
[15:43] diferença na maneira como. Não, não, não sinto.
[15:47] Não acho que as pessoas me tratem de forma diferente, por
[15:49] isso acho que eu posso ter mais confiança.
[15:52] Pode ter afetado. O que eu noto é que eu vejo
[15:55] fotografias minhas, antigas e é tipo, como é que me deixavam
[15:58] andar assim? Ninguém me dizia pá, ou eu tinha
[16:01] que assumir e rapar ou fazia isto.
[16:03] Só que eu andava a eu estava, andava a protelar aquela careca
[16:06] há bué da tempo e não fazia. Sentido, mas estavas em negação.
[16:09] Eu acho que não via. Iá, eu acho que não percebia.
[16:12] Não percebia mesmo. Só agora, quando olho para fotos
[16:14] antigas, é que penso, é pá isto. É iá, iá, iá iá sabes que eu
[16:17] fiquei muito zangada? Fiquei muito zangada com o meu
[16:20] namorado com uma vez ele disse, me pá, Joana, pá, esse cabelo
[16:25] passo a sair qualquer coisa e eu sempre resolvi isto com ainda o
[16:29] cabeleireiro. Tu achas que eu tenho pouco
[16:31] cabelo? Não é fino e pronto, ficou
[16:33] resolvido percebes. Mas não, afinal, tenho alopecia.
[16:37] Mas iá dá nos mais confiança, especialmente a gravar merdas,
[16:41] não é? Sim, sim, sim, sim, sim.
[16:43] E. Isso.
[16:46] Mas na verdade, eu acho. No geral, não é só a tomar uma
[16:49] decisão. Eu não sou um gajo com uma
[16:50] preocupação estética por aí. Além eh pá.
[16:53] Não sou um gajo. Muito cuidado nas roupas.
[16:56] Não és macho, és macho, não és como esses larilas.
[16:59] Praia, isso é verdade, iá. Pansas panfas é para.
[17:05] Sim, são termos todos muito bonitos e elegantes.
[17:07] Sim, sim. Tens um vocabulário, uma giria
[17:09] muito engraçada? Sim, sim, sim, sim.
[17:11] Divertida, não, eu não sou um gajo com uma não tinha uma
[17:15] preocupação estética e dar esse passo, tipo esse Salto para para
[17:19] cobrir essa. Isso que me deixava claramente
[17:22] triste e eu não sabia. Acho que foi fixe, foi fixe até
[17:24] para para me resolver comigo. Porque, tipo, consegues, olha
[17:28] pá, está se. Bem, porque é que não hás de
[17:29] fazer esta merda? Não ficas mais feliz, então
[17:31] caga. Iá iá iá, mas isso?
[17:34] Não é para ficarem mais felizes? Pá.
[17:35] Então está se bem embora. Festa e para deixar os outros
[17:37] também. Claro, isso também é verdade.
[17:39] Tu começaste por ser produtor iá agora já apareces bué.
[17:44] Iá demais até. Como é que tu te sentes?
[17:46] As minhas perguntas são sempre, como é que tu te sentes?
[17:49] Parece que tal o ambiente aqui, o ambiente que se vive neste
[17:52] local. Mas curtiste essa passagem estás
[17:55] a curtir fizeste. Produção ou não, mas fazias
[17:58] produção do teu próprio programa.
[18:00] Fiz no meu próprio programa e fiz para o café da manhã, para a
[18:04] Carla e para o Zé e não sei quê, foi muito giro.
[18:08] Correu muito bem. Então eu eu fiz.
[18:14] Eu fiz imensos anos de produção e não me chateava nada.
[18:18] Eu gostava imenso daquilo. Pá depois comecei me a fartar,
[18:20] comecei a aparecer quando comecei a fazer stand up,
[18:22] comecei a querer a divertir me mais quando fazia coisas.
[18:27] Pá, porque, em última análise, eu acho que nós devemos todos.
[18:30] Produzir um bocadinho os nossos conteúdos, não sei quê, que não
[18:32] podemos ajuda ou que não não haja Malta a contribuir, a bater
[18:35] bolas, o que for, mas para aquilo, ter uma voz tua quando
[18:39] estás a fazer humor, rubricas o que for, acho que tens que acho
[18:45] que convém ser feito por ti. Portanto, eu dei por mim a
[18:47] escrever coisas que depois não tinham nada a ver com como eram
[18:50] feitas, e eu dizia, às vezes para melhor, outras vezes para
[18:52] pior, mas não era a minha voz. É muita dor.
[18:55] E eu, pá, decidi tentar fazer por mim e às.
[18:58] Vezes estás a ser, estás a ser muito correto.
[19:00] Eu sofria muito, mas se calhar é porque também tenho mais alma de
[19:04] protagonista do que de de produtora.
[19:07] Eu sofria muito de escrever coisas.
[19:08] Depois iam me para o ar completamente assassinado.
[19:10] Adulteradas? Claro, mas há.
[19:12] Mas se eu às vezes tornarem me melhor determinados momentos que
[19:14] tu pensasvas pá, isto vai ser assim, assim.
[19:16] E eles de repente tinham um rasgo de génio qualquer ou
[19:20] alguém para quem tu está. Não.
[19:27] Não, não. Pronto, eu produzi por outros
[19:29] programas. Imagina?
[19:30] Produzi por outros programas? Eu tinha que escrever risos.
[19:34] Ah, pois não. Eu também.
[19:36] Eu também também passei por uma fase assim que punha risos, sim.
[19:39] Aqui é rir. É porque era guião estavas
[19:41] mesmo, estavas a fazer um guião de um anúncio.
[19:43] Não era. Não era de um momento.
[19:44] Natural? Exato, não?
[19:47] Sim, eu não, eu sei. O que eu estou a dizer é que
[19:49] soava a estares a fazer. Sim, soava exatamente.
[19:52] Agora faz o dudas de um nome. Faz o dudas de um nome, é.
[19:56] Sim, é uma rubrica de comediante.
[19:58] Mas sim, é mais ou menos, sim, sou eu a falar sobre a ideia.
[20:02] Foi? Alguém disse, não queres ter uma
[20:04] rubrica? Eu disse sim e que depois
[20:06] perguntaram, e vais fazer o quê? E eu disse.
[20:08] Merdas. Merdas várias e arranjei uma
[20:11] cena que é. Toda a gente tem bué de
[20:13] certezas. Toda a gente, quando está a
[20:14] falar é muita taxativa, muita dogmática para de um lado para o
[20:17] outro. E eu tenho imensas dúvidas em
[20:21] relação a uma data de coisas, porque é que eu não vou nesta
[20:23] onda? E isso foi o princípio da
[20:26] rubrica, que até já não tem nada a ver com isso.
[20:28] Agora é exatamente aquelas rubricas de comediantes em como.
[20:32] É que tudo lá. Para dentro e cá vai é um.
[20:35] Beat sim, mas é um beat. Giro, calma, estamos a estamos a
[20:38] minorizar há. Uns mais giros que outros, há
[20:40] uns que são, há uns em que ele acaba.
[20:43] Mas é diário. Diário agora não, agora faço 2
[20:46] vezes por semana. É pá, sim.
[20:48] Mas sim, estou a fazer 2 vezes por semana e eu achei que IA ser
[20:51] OK. Então vou só fazer o filé
[20:52] nenhum. Não.
[20:53] Continua a haver uns que são uma grande merda e outros que são
[20:55] melhores. É pá.
[20:56] É difícil? É difícil.
[20:58] É que quando escrevíamos, é médio, porque depende sempre de
[21:03] como nos sentimos no dia percebes.
[21:05] E às vezes, às vezes eu acho que com a experiência de
[21:08] espremdermos um bocado, não do resultado.
[21:11] Mas ficamos um bocadinho mais preguiçosos por um lado,
[21:15] deixamos de ver aquilo como um projeto.
[21:19] Não é meio. Que estou a trabalhar é um
[21:20] trabalho. Iá, é isso?
[21:22] É eu havia se calhar eu ter. Então talvez seja mais isso até
[21:26] que é em vez do músculo, é. Eu colocava muita, muita, muito
[21:31] poder. Quando faço uma ou 2 vezes por
[21:33] semana, quase coloco mais poder e na verdade, eles não ficam
[21:36] melhores por isso. Para eu colocar mais
[21:38] responsabilidade. Os outros eram tipo, pá, hoje
[21:40] foi isto, amanhã é outro dia. Iá depende muito mais da
[21:43] premissa, depende muito mais da premissa e do entusiasmo que
[21:46] temos pela premissa, tal como no stand up, do que do que músculo,
[21:51] eu acho. Eu acho que é esta premissa,
[21:54] apaixona me, então vamos conseguir fazer.
[21:56] Ela, sim. Sim, exato.
[21:57] Qualquer coisa, se calhar, até tenho texto iá.
[21:59] Sim, exatamente, acho que é. Acho que é fixe.
[22:02] E para além disso, estás a aparecer mais em algum lado em
[22:04] rádio? Estás a fazer algum programa ao
[22:06] fim de semana? Estou, só tenho dudas neste
[22:08] momento e faço produção. Para quem?
[22:12] Para a tarde para. Amanhã para uma para uma coisa
[22:15] no fim de semana e faço e estou a produzir um espetáculo.
[22:18] Que rádio vai fazer agora que fui eu, que fui eu que escrevi?
[22:21] Uau. Uau, é?
[22:23] O quê? Eu acho que já vi algures na
[22:25] parte onda. Chama se que grandioso
[22:26] espetáculo é este. Eu já herdei o nome e pronto.
[22:29] E é uma coisa que vai ser no Porto, dia 4 de outubro, e eu
[22:33] estou a estou a fazer isso. Ainda continuo na tour do
[22:35] Salvador em stand. Up.
[22:39] Divertiu se. Diverti me bastante, diverti me
[22:42] bastante. Foi sintra, foi sintra, porque
[22:45] eu não ando aqui a brincar. Fizeste bem não, porque Lisboa,
[22:49] Lisboa, os melhores lugares estavam esgotados e acho que era
[22:52] mais caro aqui eu pensei, sintra 20 km ou lá o que é se calhar é
[22:59] fixe sala fixe tudo como é que tu conheceste o Salvador?
[23:02] Foi numa noite de stand up no comedy Club, foi o.
[23:05] Quê? Não?
[23:05] O eu conheci o Salvador, é pá. Eu conheci o Salvador há, sei
[23:11] lá, há 25 anos, no liceu. Ele era amigo de pessoas que eu
[23:15] conhecia. Era amigos, amigos.
[23:16] Mas depois ele foi trabalhar para a rádio, ainda estive no
[23:19] iade, quando ele lá estava também.
[23:21] Nunca queria usar o. No iade, mas nunca.
[23:22] Mas nunca fui tipo amigão dele nem nem nada do género.
[23:24] Era uma pessoa quem falava, depois ele foi para ele, foi
[23:28] para o chiado, ele ainda foi para ARFM no chiado.
[23:30] E aí eu a conheci, estive com ele, para aí 2 anos depois ele
[23:33] foi se embora, depois voltou quando já estávamos.
[23:37] Para, para aqui, para a buraca. Para a buraca, voltou.
[23:41] Passado algum tempo, voltou comigo, com o bascos, com a
[23:44] Mariana e com o Pedro, em que eu fiz o programa da manhã com
[23:47] eles. Verdade.
[23:49] Foi durante só que foi durante a pandemia, ou seja, não gozei
[23:52] muito de desse. Desse momento?
[23:55] Desse momento ou até da exposição e depois, só que
[24:01] depois daí, dessa vez, então já fiquei mesmo amigo dele.
[24:04] Imensas noites de stand up com ele.
[24:06] Estávamos fizemos muito stand up.
[24:07] Ele já fazias stand up antes de o conheceres.
[24:11] Não antes de o conhecer, não eu. Antes de o conheceres, não antes
[24:15] de seres amigo dele. Nessa fase já já fazias.
[24:19] Foi quando comecei. Eu acho que foi naquelas é pá.
[24:22] E a terceira ou a minha quarta não foi.
[24:23] A terceira ou quarta foi para aí a sexta vez foi contigo No No
[24:27] lapo. EIA.
[24:30] Iá foi para a minha sexta vez iá.
[24:35] Mas o palhaço quando eras mais pá, porque irrita me esta merda.
[24:38] Tu eras a palhaça. Sempre foi.
[24:42] Sempre foi, não muda. Nada, sempre foi pá, sempre foi
[24:44] a minha cena, sempre foi ser engraçadinha do grupo por
[24:48] desconforto. Tu eu não tens aí uma velocidade
[24:52] de grande cabeça? Não sei se tens um ADHD, uma
[24:55] merda qualquer não. Pronto, acho que ter aí qualquer
[24:58] coisa, sempre, sempre foste assim, sempre foste do gajo
[25:01] energético, sempre falaste rápido.
[25:04] Sempre falei bué da rápido, sempre falei muito rápido, não
[25:07] sei porque é que sempre falei rápido.
[25:09] Acho que isso às vezes até funciona contra mim em palco.
[25:12] Às vezes falo demasiado rápido e eu acho que se perde em coisas
[25:15] que digo não sei, não sei. Acho que nós somos coisas
[25:20] diferentes em grupos diferentes, não é?
[25:22] Tu tens um papel diferente em cada grupo de TAS.
[25:24] E eu tenho grupos em que era claramente o palhaço, grupos em
[25:28] que era o sidekick do palhaço. Eu não era a personagem
[25:32] principal em muitos grupos. Eu, aliás, um dos meus melhores
[25:37] amigos, que é que é um que é uma pessoa, que é o Pedro COL, que
[25:41] é. Gajo da da da luta.
[25:44] Da academia, sim. Sim, o gajo da luta como é que
[25:47] se resume a carreira de um gajo? O Benfica e ele é pá,
[25:55] incrivelmente carismático e muito engraçado.
[25:58] E eu era muito o ajudante dele. Estás a ver?
[26:01] Era. Eu acho que sempre foi muito foi
[26:03] grande parte da da minha vida foi.
[26:06] Meio personagem secundária em algumas coisas.
[26:08] Eu tive site kick e isso nunca me incomodou.
[26:10] Ou seja, se era palhaço, é pá, era palhação.
[26:15] Tenho, acho que claramente tenho veia de palhaço, mas também
[26:18] tenho um bocado de veia de grilo, de grilo, do do Pinóquio.
[26:24] Pá consciência era muito, era, era uma mistura do palhaço, mas.
[26:27] Tu és bonzinho, não és? Tento ser.
[26:30] Tento não em palco eu acho que não me lembro de teres dito
[26:34] alguma coisa que tivesse ido ê caraças e o e o Salvador?
[26:38] Eu também o vejo assim. Vejo, vejo um humor bonzinho,
[26:41] sim. Eu, quando faço coisas menos
[26:46] mais duras, não me sinto bem a fazê las engraçado.
[26:49] Já fiz, já fiz e às vezes sai me uma outra.
[26:51] Coisa experimenta se claro, e às.
[26:53] Vezes acho que vai ser giro e quando digo já me aconteceu
[26:57] dizer muitas vezes porque era um riso e eu não gostava.
[27:00] Mas era um riso e eu não quero largar aquele riso.
[27:03] Claro, claro. Não, isto é mais importante, eu
[27:05] preciso. De um sim, sim, preciso aqui
[27:07] deste ritmo. Mas é, é por seres católico.
[27:09] Tu és católico. Não.
[27:10] Especialmente. Vou ser especial.
[27:12] Vou ser despedido agora não. Houve.
[27:15] Quando eu entrei na adolescência, perguntaram me se
[27:17] eu se eu era católico. Eu disse que não, mas que me
[27:20] regia por princípios católicos. É um bocadinho.
[27:22] Eles. Eles comeram isso.
[27:24] Sim, eles acreditaram. Sim.
[27:26] Também ouve lá a grande. Isso eu não Mato.
[27:29] Ou és honesta, não é? EEE funciona a favor deles ou
[27:32] estás a mentir e eles também. Só depois jogam a descobrir.
[27:34] E depois? Quando fores para o bar, não,
[27:38] mas podia ser por aí a. Minha família não é.
[27:41] Quer dizer, a minha família direta ao meu pai, a minha mãe,
[27:43] não são. O meu irmão não é a minha
[27:45] família. Da parte do meu pai, é boa, é, é
[27:48] pá. É um metade beato.
[27:48] Alguns são, alguns são. Metade beatus.
[27:50] São de Lisboa. Lisboa, a minha mãe, não.
[27:52] A minha mãe é de é de é de famalicão, e depois de.
[27:55] Ótima cidade. Espetacular tudo lá em cima, é?
[27:58] Aliás, todas as cidades que não são Lisboa.
[28:01] E onde tu vais em tudo são mesmo bué da fixes?
[28:03] Exato. Então, apesar de haver
[28:07] cristianismo aí, não, não é por aí.
[28:09] Não é muito. Só que não sei.
[28:10] São os bonzinhos. Eu sempre curti os bonzinhos.
[28:13] Engraçado que é com a América, ele era bonzinho.
[28:16] OKE, mesmo em comediantes que tu segues, não vamos tornar isto
[28:20] uma coisa muito específica, que eu tenho tido feedback dos meus
[28:23] ouvintes a dizer, eu gosto muito das tuas entrevistas, mas depois
[28:25] falas com comediantes. AI fica um pincel.
[28:28] Claro, nós fechamos boa AAA conversa em humor.
[28:31] Realmente é pá. Sim, sim, mas eu queria só.
[28:33] E se quiserem ouvir sobre humor, têm o podcast do Hugo rosa, que
[28:37] se chama autópsia de um sapo, que ele entrevista muitos
[28:40] comediantes portugueses e vai mesmo ao cerne, à à chatice.
[28:44] À chatice é, então é. A abordagem, Hugo rosa.
[28:48] É o Hugo. É o Hugo.
[28:49] Ele matematiza piadas, mas mesmo quando tu consomes comédia,
[28:54] consomes bonzinhos só. Não, vejam um bocado.
[28:57] Eu não. Eu não sou eu, não.
[29:00] Primeiro, não adoro a distinção humor negro e não.
[29:02] Sei quê? Claro.
[29:03] O que eu estou a dizer é diferente de ver um yesele Nick
[29:06] de. Por exemplo, não é o que eu
[29:07] visto o. Yes, de um Pit Homs, vá.
[29:11] Não, não é o que eu visto. Hum, Hum, eu sou um eu sou um
[29:16] mouline, eu sou OKO. KE acabou a conversa de humor
[29:20] pronto, não consomes necessariamente.
[29:22] Coisas. Não vejo um bocado o que me me
[29:24] aparece. Por exemplo, eu não sei o quê.
[29:25] Onde é que tu colocas o billberg aí?
[29:27] Mas eu gosto muito do billberg. Sim, o.
[29:29] É um velho zangado, eu curto ver um.
[29:31] Velho zangado. Achas que ele tem?
[29:33] Não vamos falar sobre amor. Olha, OK, pronto, cagámos.
[29:36] O que é que tu fazias antes da rádio?
[29:38] Ou foi foste para o iade? Tiraste o quê?
[29:40] Marketing. Tirei publicidade, trabalhei em
[29:42] publicidade durante o dia. Fui copy?
[29:45] Sim, fui copy numa agência que era ADDB, Lisboa.
[29:48] Porra, numa agência? Calma é ADDB, não?
[29:52] É sim, estive lá durante uns anos.
[29:55] Depois, durante um ano e tal, pá, eu recebia 154 EUR por mês,
[29:58] durante um ano e tal. E depois iá.
[30:01] E depois fui falar com eles. Fui fazer um multimato.
[30:03] Fui, isto não pode ser. Eu sou mesmo bué da bom.
[30:06] Não é. É indiferente.
[30:07] Eu não posso é trabalhar num sítio.
[30:08] Mas o teu trabalho saía? Saía, saía não todo.
[30:13] Nem saía o? Suficiente para eu não receber
[30:15] 154? Euros.
[30:18] E falei com eles, falei lá com o diretor da agência, ele disse,
[30:21] me. Tens toda a razão.
[30:22] Tenho uma grande solução para ti.
[30:24] Dá me uns dias, pá, empurrou com a barriga, empurrou com a
[30:27] barriga e depois vai me dizer, olha, está aqui.
[30:30] Acho que vais ficar satisfeito. 400 EUR por mês.
[30:34] Pá. E para quem não sabe, o trabalho
[30:36] de cópia é uma Xuxa. Nunca sabes quando é que acaba.
[30:40] É o dia inteiro nessa porra. Merdas, punha uma chegou a uma
[30:43] altura, depois também um gajo fazia trabalho de sapa.
[30:45] Como era o mais novo. Acho que haver manuais a
[30:48] traduzir manuais e hoje em dia já ninguém fez esta merda.
[30:52] É pá. Eu despedi me e fui trabalhar
[30:54] para uma merda que não é muito fácil de explicar.
[30:56] Pedi, me despedi me muito rápido e então fui trabalhar na rádio.
[30:59] É pá, mas não te fartas de a cena de ter um trabalho fixo.
[31:05] As pessoas têm a ideia que fazer rádio é muito divertido.
[31:08] E Há de Ser mais divertido do que o trabalho que tiveste
[31:11] antes. Sim, pronto.
[31:12] Mas é um trabalho muito repetitivo, apesar do lado
[31:15] criativo e. Acho que as instalações de rádio
[31:19] não são o Google em nenhuma delas, tipo de de todo.
[31:24] Não te aborrece? Teres um trabalho super fixo e
[31:28] super mecânico. Vais dizer que não porque a
[31:32] Malta é fixe? Primeiro eu trabalho com pessoas
[31:36] que gosto e isso facilita me um bocado a vida.
[31:39] Depois, eu não me levo muito a Sério.
[31:42] Tipo, eu não me levo a Sério. Ali está tudo bem.
[31:44] Tipo, ó pá, foi uma grande merda hoje.
[31:46] É pá, está bem? Morreu alguém?
[31:48] Há Malta que se leva bué a Sério.
[31:50] Há maltinha tipo puto. Caiu, estamos em branco há 30
[31:52] segundos. Ó pá, está.
[31:53] Em branco é. É a rádio não estar a tocar, é a
[31:55] rádio não estar. A ir para o ar é pá.
[31:57] Temos que resolver, temos que fazer melhor, temos que ter brio
[31:59] no nosso trabalho. É pá, porra.
[32:01] Mas não morreu ninguém, não temos nenhum.
[32:02] Isto não é open besty. Estás a ver isso aconteceu?
[32:04] Me bué porque obviamente que há imensos profissionais em todo o
[32:08] lado, mas existe realmente uma urgência muito grande porque
[32:11] estamos a falar de dinheiro, não é?
[32:13] E de dinheiro que dependem os trabalhos de muitas pessoas.
[32:15] Mas eu lembro me de andar tudo louco, porque uma campanha para
[32:19] uma determinada marca não IA entrar na hora, suposta.
[32:23] E eu já me estava a deixar levar por isso.
[32:25] Eu já estava AI, AI depois apercebo, eu não sou médica meu.
[32:30] Ninguém vai morrer. Atenção, atenção.
[32:32] Eu acho que temos muito importante pá, sem dúvida.
[32:36] Ninguém te vai despedir. As pessoas sabem do teu
[32:38] profissionalismo. Claro.
[32:39] Aquilo que nós estamos a dizer é, não.
[32:40] Não podemos apanhar cancro. Eh pá sim.
[32:43] Sim, eu já por. Em um trabalho, não é, eu acho,
[32:46] é os os trabalhos que eu que eu sinto que que que eu não
[32:50] conseguiria relativizar de certeza.
[32:52] Mas há outros muito mais importantes.
[32:54] Seria médico, enfermeiro? Temos o quê?
[32:59] Mais? Bombeiro, bombeiro no momento,
[33:02] no. Momento sim, fora do momento,
[33:04] vão se lixar que que eu sei que têm imperiais?
[33:07] Claro e bem. Se até o Ventura apagou um
[33:10] foguinho com um pau, o que é que vocês acham que são?
[33:12] Quem? Que tristeza.
[33:16] Mas iá acho que é isso. É não sei se é de nos levarmos a
[33:19] Sério. Eu acho que é mais trauma de
[33:22] escassez, ansiedade, validação pessoal, medo, medo de perder o
[33:28] trabalho, isto em todo o lado, não é eu.
[33:32] Penso muitas vezes em arrancar. Eu penso muitas vezes em, mas eu
[33:36] tenho uma. Eu tenho 11 problema de
[33:39] estrutura mental, tipo, eu distrai me com uma facilidade,
[33:42] tipo, eu penso assim, vou trabalhar.
[33:44] Já fui, já fui. Mas isso se calhar.
[33:48] Eu também. O que tu está?
[33:49] A criatividade, não é? É?
[33:51] Pá. Não sei.
[33:51] Eu, eu, eu achava que sim. Achava que a distração era um
[33:54] grande motor de criatividade. Hoje em dia já não sei se acho,
[33:57] acho, acho que pode ajudar, mas acho que também tens que ter
[34:01] hiperfoco. Sim, entrar no flan.
[34:05] Os teus filhos notam que tu és distraído ou não?
[34:08] Notam, notam, gozam. Gozam contigo, que às vezes
[34:12] estás tipo para de almoço. O pai não está a ouvir?
[34:17] Tipo, a tua esposa grita de um lado o.
[34:19] Pai, não está cá. O pai está drogado, mas foste
[34:27] bom aluno. Fui relativo bom aluno não era
[34:30] brilhante, mas era bom aluno sim, sim, sim.
[34:32] Vais perguntar a minha média, não vais?
[34:34] Não, ó pá. Olha, essa foi outra coisa que
[34:36] me irritou. Para a média, não.
[34:38] É tipo, porquê, porque é. Que.
[34:41] Não é? Iá porquê a média?
[34:43] Eu sei, espera. Eu também fui para um curso cuja
[34:46] média era bastante baixa. Fui para comunicação social.
[34:49] Acho que era preciso ter um 13 ou lá, o que era pá, mas.
[34:55] Ah, é puto? Eu contei te.
[34:58] Não. Não pá.
[35:00] Uma vez fiz testes psicotécnicos daquela cena do 12º, não sei se
[35:04] foi para o 12º ou para o décimo para escolher áreas.
[35:06] E os gajos dizem, para que é que tens deu me escritor jornalista,
[35:11] porque nunca atualizaram as profissões, não é?
[35:14] Ainda hoje deve dar para sei. Lá candeeiros.
[35:19] Exato, aqueles gajos que acordavam tipo despertador com o
[35:22] pau na janela, sabes? Mas então, no final, fazia uma
[35:27] avaliação também de inteligência.
[35:29] E dessas merdas, nem havia muitas inteligências.
[35:32] Havia, acho que só uma. É a inteligência real e as
[35:34] outras, não é? Exato, EE livros, mas dizia lá,
[35:39] inteligência sobre mim. Ligeiramente acima da média.
[35:43] Boom toma flex para sempre o. Que é que o que é que aqui a
[35:47] bicha fez? Quando foi para enviar
[35:49] currículos para sair da faculdade?
[35:50] Peguei nesses testes e tirei Oo ligeiramente.
[35:55] Bem, meu bem. Isto não foi assim, ligeiramente
[35:58] acima da média. Eu acho que foste, eu acho que
[36:00] foste ligeiramente assim, pá fogo é como eu ponho proficiente
[36:04] em Office. Eu não sei o que é que isso
[36:06] significa meu na ótica de utilizador.
[36:10] Proficiente pá, não sei. Era o quê?
[36:12] Na ótica de programador, acho que há poucas pessoas tenham.
[36:15] Programador pá. Sim, mas há outra ótica.
[36:18] Sim, há do não sei. O programador quem vê não é eu
[36:22] sei usar eu, eu sou a pessoa que está ao lado a ver nota que eu
[36:25] tentar assistir? Não.
[36:29] Sei pá. Mas achas que foi incorreto eu
[36:30] dizer que era porque é é acima da média.
[36:33] Na mesma, ligeiramente. É super ofensivo.
[36:36] Acho que até foste mais abrangente, eu acho que fizeste
[36:39] bem. Não é eu?
[36:39] Acho que acho perfeitamente ilustrativo do que te quiseram
[36:42] descrever, parabéns a ti. Eu acho que parabéns a mim, eu
[36:45] acho que toda a minha carreira em rádio não existiria se eu não
[36:48] tivesse tirado ligeiramente. Em tudo o que fazes em.
[36:53] Tudo. Em tudo o que fazes?
[36:55] Tudo o ligeiramente tiraram ligeiramente, foi tudo.
[36:58] Tu és bastante humilde, eu acho o que é que o que é que tu
[37:02] curtes mesmo bué em ti o que é que é a cena que tu pensas?
[37:06] Não, calma, calma nisto, nisto eu arraso sim não é só bom, é
[37:12] muito bom. É pá, que merda.
[37:16] Iá é fodida, esta não é. Iá dá me as tuas.
[37:19] As minhas, acho que sou rápida de raciocínio, acho que tenho
[37:23] raciocínio super, super rápido. Então, em palco, sim, acho que
[37:29] sou. Tenho o objetivo de me tornar
[37:33] sempre melhor enquanto pessoa. Acho que isso é é tipo, é
[37:37] louvável, não quer dizer que consiga.
[37:39] E tu sinto que já pensaste em alguma coisa.
[37:41] Não estava a pensar, acho que sou.
[37:45] Sou bom para fazer, para bater bolas.
[37:47] Tipo de como aquilo que estavas a dizer de ser rápido em palco.
[37:50] Eu acho que sou rápido aqui. Se nós estivermos sem pressão,
[37:54] eu não lido muito bem com pressão.
[37:55] Se nós estivermos sem pressão, eu eu dou te uma data de ideias
[37:59] às giras até acho que acho que sou ágil.
[38:05] Acho que sou ágil de cabeça. Ah, estava a imaginar, pilates
[38:09] agora? Iá bué da isso também sou, acho
[38:13] que sou. Estou a imaginar, te a fazer
[38:16] bebés agora. Não era, mas fazias para.
[38:22] Cá, ágil, ágil de cabeça, o que é que isso significa?
[38:25] Acho que tenho uma capacidade de adaptação AA meios, se calhar
[38:31] também está associado a eu. Eu tenho um bocadinho, sou
[38:33] muito, tento ser agradável. Precisa de ser agradável.
[38:37] A people utiliza, portanto, isso leva me a levou me a desenvolver
[38:41] capacidade de adaptação AA uma data de coisas à minha volta.
[38:45] Depois, obviamente que pago a portagem, ou seja, aquilo requer
[38:47] energia tua não é para para te adaptares a coisas que depois
[38:50] podem se podem ser antagónicas a ti, aquela apneia moral que tu
[38:53] fazes quando entras dentro de um táxi e aquilo está a ser.
[38:56] Aquilo não é um selvagem? Só.
[38:57] Concordo, concordo sim, claro. Que sim, claro.
[39:01] Claro, não vou discutir com o taxista, é eu.
[39:04] Eu consigo fazer isso em várias situações para não me chatear.
[39:08] És um fácil, então acho que sou mais ou menos não, mas, mas a.
[39:13] Verdade é que tens que ser um bocadinho, mas às vezes sim,
[39:16] mas. É, é inteligência, eu acho.
[39:20] Acho que é há alguma inteligência de meio de
[39:23] camuflagem? Mas de vez em quando.
[39:27] Explodes. No trabalho também, menos nunca
[39:32] te vi enervadinho no trabalho. Ponho pouca.
[39:35] Eu ponho pouca tensão em mim para também isso não acontecer.
[39:40] Mas às vezes irrito me sim. Já me irritei algumas vezes
[39:42] menos. Muito não acontece com muita
[39:45] regularidade, até porque as pessoas explodem muito mais do
[39:49] que eu à minha volta. Certo pá.
[39:51] Ainda para mais, num ambiente de comunicação, a Malta fala,
[39:55] sente, é, é, é. Sente tudo bué também, mas tu
[40:02] explodes. Tu és uma pessoa que explode ou.
[40:04] Não, não mete tudo para dentro. Tudinho, pronto.
[40:08] Sim, não por acaso, em contexto empresarial não punha tudo para
[40:11] dentro e daí estar em casa agora porque enervava me a
[40:17] incoerência? Percebes enervava me aquela
[40:20] conversa. EE, não estou a resumir isto à
[40:22] Renascença de todo, mas às vezes existe uma conversa em backstage
[40:27] do eu gostava que isto fosse melhor.
[40:28] Isto é uma merda, não sei quê, mas depois não faziam nada e
[40:31] isso enerva me parece que é é parece me cobardia, mas.
[40:38] Referes te a trabalhadores ou referes a gerência?
[40:41] A trabalhadores. Mas é que tu também não tens
[40:43] muito poder para para mudar muitas coisas lá dentro.
[40:45] Não, mas pelo menos podes arranjar merda ou falar.
[40:48] Sobre as coisas pelo. Menos falar sobre as coisas,
[40:50] estar toda a gente a dizer num sítio, atenção, que eu já
[40:53] trabalhei noutras empresas, estar toda a gente a dizer num
[40:55] sítio, Ah, recebemos mal, não t sei quê os horários, não sei
[40:59] quê. Depois passa Oo patrão e toda a
[41:02] gente, bom dia como está, está bom, não sei quê, acho que.
[41:05] Sempre me irritou, pronto, mas isso é pouco.
[41:08] Eu tenho hipocrisia. Não é o contrário disso.
[41:11] Tu tens. Eu não sou nada adaptável, mas.
[41:15] Eu não acho mal. Eu não acho mal.
[41:16] Eu faço isto. Não sei se não há de haver uma
[41:21] justificação qualquer psicorrup para isto.
[41:25] Toda a gente gosta de trabalhar contigo e isso faz te.
[41:28] Tipo, faz te um amigo, um colega, um comediante.
[41:32] Mas eu também gosto, mas eu também gosto de trabalhar.
[41:35] Eu também gostei de trabalhar com quase toda a gente que
[41:37] trabalhei até hoje. E as pessoas que não gostei de
[41:41] trabalhar. Não foi porque não gostei delas.
[41:43] Foi porque se calhar não criei uma relação com elas que
[41:46] aconteceu. Por exemplo, Oo unas foi uma
[41:48] pessoa que esteve lá a trabalhar connosco teve 6 meses só ou 7
[41:52] meses e eu não criei relação nenhuma com ele.
[41:55] E o que é que achavas daquilo que ele fazia?
[41:58] Era Eu que escrevia, eu sei, eu sei, eu sei.
[42:02] Eu acho genial que tu escrevas aquela merda.
[42:05] Acho genial que tu escrevas aquela merda conhecendo a rádio.
[42:08] A merda que tu que tu escrevias conhecendo a rádio.
[42:11] Eu acho genial. Mas pronto, tudo bem.
[42:15] E IA para o ar. Uma data delas iam para o ar, a
[42:19] dieta do Ananás, lembras te de ter escrito sobre isso ou não.
[42:22] Não. Que era pôr o Ananás no cu.
[42:24] Era só isso? Eu cubro o que eu quiser, mas
[42:26] meto um Ananás no cu e o gajo diz isso, acho para aí 8 e 10 da
[42:31] manhã e atenção na altura, dizia.
[42:33] Se menos do que se diz agora, hoje em dia há muito mais
[42:35] Liberdade. E eu lembro, me Ah.
[42:40] Mas, mas isso eu estava me a cagar, honestamente, esse tipo
[42:43] ele dizia essas coisas, estava me a cagar a minha cena só como
[42:46] ele entrava às vezes, gravava, depois IA se logo, embora.
[42:49] Raramente ficava ali. Eu não queria uma relação com
[42:51] ele, não sei. Se ele depois também é uma
[42:52] pessoa, também estava, é o unas. Não queria, não queria muita
[42:56] intimidade. É uma pessoa muito, muito
[42:58] reservada. Mas eu fiquei super triste
[43:00] porque eu tipo. Ei, nem me digas nada, nem me
[43:03] digas. Quando eu a conheci a primeira
[43:05] vez eu estava vi o unas e estava louca para ser eufórica.
[43:09] Para como é que é? Também é infantilidade da nossa
[43:12] falta. É falta de de experiência, mas
[43:14] depois é. Ele era um gajo?
[43:16] Não, não estou a dizer que não seja talentoso, que não seja
[43:19] incrível, não é isso que eu estou a dizer.
[43:20] Mas era era um gajo, era um gajo, é uma.
[43:24] Pessoa que uma pessoa tem que não.
[43:26] Está a trabalhar uma pessoa que não está a trabalhar e pronto.
[43:29] Isso foi foi duro para mim. Fui.
[43:31] Perdi o meu ídolo. Claro, claro.
[43:34] Então, para o escrever sobre ananases no cubo, só de dizer
[43:39] que nessa altura foi um breve período em que eu não estava a
[43:41] trabalhar na rádio e, portanto, eu não sei até que ponto é que
[43:44] eu não era para a rádio. Eu estava a trabalhar para o
[43:47] unas, claro, mas aquilo IA para. Se calhar até muito mais do que
[43:51] foste. Sim, depois havia se lá também
[43:57] muita fixe, claro. Claro, claro, claro.
[43:59] Olha o que é que queres perguntar me que eu sei que
[44:02] estás aí, maluco? Não, não na verdade, não na
[44:06] verdade. Queria.
[44:08] Estava a pensar. Sim.
[44:10] Estava a pensar, porque tu estavas a dizer que não eras uma
[44:13] pessoa tipo tu em contexto de trabalho, não explodias, mas
[44:19] tens que explodir em. Alguma não?
[44:20] Espera aí, espera aí, não, isso é mentira.
[44:21] Menti? Te explodia.
[44:23] Sim, explodia. Eu estava a fazer aqui um
[44:25] paralelismo entre a minha relação pessoal com as relação
[44:31] de pessoa. Como pessoas e não a trabalho,
[44:33] não. Eu explodia, eu explodia eu e
[44:35] fui muita má. Foi muita negativa.
[44:37] Muitas vezes com não, não. Mas eu acho que isso também acho
[44:40] que é inexorável, no sentido em que é normal, estando lá que
[44:44] sejas um bocado apanhada pela nuvem.
[44:46] A minha saúde mental nunca foi magnífica e eu acho que o facto
[44:52] de ter um trabalho fixo e seguro.
[44:55] Dava me pá e não, não tinha outro outro escape.
[44:59] Então a minha infelicidade passava para para tudo.
[45:03] Hã saberes. Isso ser uma constante segura na
[45:06] tua vida era pior para a tua saúde mental?
[45:10] Eu acho que era porque me dava, como é que eu?
[45:17] Esta pergunta já estou, já é mais para mim.
[45:20] Sim, porque não me distraía com outras coisas, ou seja, tomava o
[45:23] trabalho como garantido, não tinha de pensar, OKO, que é que
[45:26] eu vou fazer a seguir, estou a criar uma coisa gira, estou a
[45:28] conhecer novas pessoas, ou seja, esse lado da minha vida era uma
[45:31] seca era e eu fiz também com que fosse, ficando cada vez mais
[45:35] secante para me cansar menos. Mas é isso, não havia novidade,
[45:40] não, nada. Eu trabalhei lá 10 anos ou ou
[45:43] 11, se calhar tu já trabalhas há mais tempo ou não.
[45:45] Para aí, há 13? Sim, não tenho bem a certeza.
[45:48] Chega um ponto em que tu chegas lá todos os dias, mas o
[45:50] computador é o mesmo, a impressora está no mesmo sítio,
[45:54] o café mantém o preço, o refeitório está no mesmo sítio,
[45:57] a ementa não muda todas as semanas.
[46:00] Isso isso dá te um conforto, claro da rotina, mas por outro
[46:03] lado é vai te matando aos poucos por dentro, porque é uma parte
[46:06] automática, é uma parte automática da da tua vida.
[46:10] Percebes, acho que tem um lado positivo e um lado mais morto.
[46:15] Stand up na altura. Eu fiz.
[46:19] Eu comecei a fazer stand up quando entrei na mega, em 2000.
[46:22] Eu adoro as pessoas quando dizem os as Datas, como se as pessoas
[46:25] estivessem em casa há 2007, em 2007, e fiz durante muito tempo,
[46:31] até casar que aí não até começar a fazer manhãs, porque fazer
[46:36] manhãs como tu sabes é merda. Cagalhão autêntico.
[46:39] Foi a melhor coisa da minha vida, foi sair da manhã.
[46:42] Pá é, é outra cena. Eu acho que foi o que nos tirou
[46:44] o cabelo, honestamente, avançou bastante.
[46:48] Atuar no dia anterior até à 1 da manhã, receber muito pouco, iá,
[46:53] receber muito pouco porque estava a testar texto ou era
[46:56] open mic ou qualquer coisa de género, e depois acordar às 5:30
[46:59] porque tinha de ir fazer o trânsito há não sei quantas
[47:02] horas. Pá duro, muito duro.
[47:04] E depois, quando me casei, tive de começar a ponderar coisas
[47:07] também, o que é que eu quero ser na vida?
[47:09] Onde é que vou gastar a minha energia?
[47:10] Depois engravidei. Pari.
[47:11] Portanto, o stand up foi ficando assim um bocado de lado, mas
[47:14] depois, quando voltei, estamos. Fazes terapia em palco ou não
[47:19] sentes que estás AA exteriorizar ou AA exorcizar ali alguma coisa
[47:25] em palco. Acho que já não, e foi a partir
[47:27] do momento em que comecei a tratar o stand up como trabalho.
[47:32] Acho que quando o meu trabalho era rádio, IA fazer stand up,
[47:34] usava e abusava do stand up para para fazer aquilo que me
[47:38] apetecesse. Mas agora já vejo mais como
[47:39] trabalho e já uma coisa menos descontrolada, menos aquelas
[47:44] primeiras aulas de teatro que um gajo tem, que vai para lá e diz
[47:47] tudo e está completamente histérica e não sei quê.
[47:50] Agora já já estou um bocado mais consciente e o meu objetivo é
[47:53] ficar cada vez mais consciente. Mas no outro dia, o André de
[47:56] Freitas, que é um comediante também, que eu já entrevistei
[47:58] aqui, não me estou a explicar a ti como é óbvio.
[48:02] Ele disse assim, estávamos num Rose to o gajo Rose.
[48:05] Estão me a dizer Joana gama, a mulher que fez do over sharing
[48:09] uma profissão. Giro bué da boa está giro pá,
[48:14] parabéns. Pá, parabéns, tão bom, tão bom.
[48:17] Foi tão bom, tão bom, tão bom. Pá.
[48:19] E é um bocado isso. Só que eu agora estou a tentar
[48:21] matematizar, a respeitar também o meu trabalho, fazer e acho que
[48:25] à medida que a tua saúde mental vai avançando.
[48:28] Vais conseguindo destrinçar um bocadinho isso só que no teu
[48:32] caso eu vejo te com muita saúde mental sempre.
[48:36] É importante que as pessoas vejam assim.
[48:38] Não, mas eu acho. Que sim, porque eu quero muito
[48:40] que as Ah, eu não. Estava nada à espera, era tão.
[48:45] Querido, eu não estou a perceber.
[48:48] Foi o gajo que atirou no Charlie, eu?
[48:50] Estava à espera exatamente. Mas tu tens uma vida
[48:53] superestável. Eu tenho ideia que a tua mulher
[48:56] que perdeste a virgindade com a tua mulher quase.
[49:02] Não interessa, está aqui, não é? Não, sim, sim não, mas que estás
[49:05] há muitos anos com a tua mulher? Estou há uns anos com a minha
[49:07] mulher. Sim, estou há uns anos com a
[49:08] minha mulher e tenho 2 filhos e finalmente estão a crescer um
[49:10] bocado. E a minha vida está.
[49:11] Acho que o grande descontrolo da minha vida diria eu foi.
[49:15] Tive mais ou menos descontrolado em 2 momentos.
[49:19] Foi nesse, quando estava a viajar e a viver e não sei quê,
[49:21] que eu nem me lembro assim tão bem da experiência.
[49:26] Porque realmente também era uma fase em que eu bebia muito o
[49:28] álcool. Não era dramático, mas bebi.
[49:31] Sim, sim, estavas em automático. E quando os meus filhos
[49:33] nasceram, foi o caos, porque eu tive 2 filhos que têm 11 meses
[49:36] de diferença entre eles. É pá.
[49:38] E foi. E um deles era horrível para
[49:39] dormir. E aí foi é pá.
[49:41] Nem mais uma vez. Não tenho memória dessa altura
[49:43] por motivos bem diferentes. Quem?
[49:44] Gostas menos dele por ter sido uma merda a dormir, não?
[49:48] Não. Até foi.
[49:49] Até foi engraçado. Foi.
[49:50] Acabou por ser ao contrário. Gostas mais dele e cagaste no
[49:53] outro. Não é o que eu quero dizer, é,
[49:55] criei uma relação muito mais forte com ele, porque ele era
[49:58] tão difícil que ele era. Ele era tão difícil.
[50:03] EE não estava a reagir super bem à à minha mulher sem que é estar
[50:06] aqui também, a falar da nossa vida.
[50:08] Começo falando e acabei por por ser eu a acabei por me, por por
[50:15] me agarrar muito mais eu a ele. Ele, porque ele precisava de
[50:18] alguém e fui eu. E então ele criou uma relação
[50:21] muito mais umbilical comigo, ao ponto de os primeiros anos.
[50:26] Agora já não, agora já é completamente igual, mas os
[50:29] entre entre o primeiro, entre ele ter um ano e para aí 3 anos.
[50:33] Era Eu que deitava sempre, porque ele não queria que fosse
[50:35] a Joana, queria sempre que fosse eu, o que também era muito
[50:37] chato, não? Era sempre dói, dói por um lado,
[50:40] por outro lado é fixe, ficar na sala.
[50:42] Claro, não. Mas acontecia às vezes eu ir
[50:44] atuar. Deitava os e IA atuar.
[50:46] Desculpas acordava ao meio da noite.
[50:48] Se ele se eu não estivesse cá à 1 da manhã quando ele acordava,
[50:53] que stresse do? Caraças, então, o que é que tu
[50:55] dizes disso? De despachar logo, como as
[51:00] pessoas dizem, Ah, tens já outro para despachar logo?
[51:03] Pronto, não foi despachar eu foi falta de planeamento.
[51:06] Eu fui estupidez. Eu fui.
[51:08] Estávamos havia COVID e claramente não pensámos o
[51:11] suficiente mesmo. Não é não puseste a máscara no
[51:13] sítio, certo pá. Pois não foi.
[51:16] Não. Mas as pessoas dizem que há
[51:17] vantagem, que é para não voltar às fraldas.
[51:19] Tu viste alguma vantagem nisso? É pá vi, esteve quase a matar
[51:22] me. Não.
[51:25] Agora eles realmente são próximos, brincam com o outro,
[51:29] andam à porrada um com o outro, as merdas todas pá, mas
[51:31] realmente foi eu acho que seguido é pá, deve ser, deve ser
[51:35] parecido a ter gémeos pá é só é só caos, é só caos, mais tempo,
[51:39] durante mais tempo. Sendo um dos meus filhos, eu não
[51:42] me posso queixar porque era era relativamente fixe.
[51:44] O segundo é que foi caótico. Mas não sei.
[51:47] Não sei se há vantagens ou não. Não sei.
[51:49] Não tenho, não tenho. Nem queres saber.
[51:51] Está é pá. Está com uma.
[51:52] Cagar, eu não volto a fazer isto.
[51:53] E a Joana já me disse, já já me disseram, mas faz o terceiro.
[51:55] E eu disse, pá, só se for a Joana com outro gajo qualquer,
[51:58] porque eu nem um bocadinho por mim, nem um.
[52:01] Bocadinho, que idade é que eles têm agora?
[52:03] Têm 5 e 4. Iá, então eu não vou pôr este
[52:06] clipe na net. Não é?
[52:07] 11 ainda, não podes iá. Ainda estou.
[52:14] É que faz me sempre essa pergunta quando estamos juntos.
[52:17] Exatamente, começa a ser estranho, mostra fotos.
[52:21] Mostra de oferecer lingerie ainda não dá.
[52:25] Imagina, está aqui, está aqui. Esta a mulher a dizer cuecas de
[52:28] renda. Ela depois usa quando quiser.
[52:33] Que horror ficou? Esquisito pá.
[52:34] Que horror. Que horror.
[52:35] Que horror. Sabes o que é que AI não posso
[52:37] dizer que eu agora vou ter o meu sol dia 7 de outubro no
[52:40] villaret? Estás convidada a aparecer.
[52:42] Vamos. Vamos sim, que os putos já não
[52:45] acordam à uma pronto e depois vais ver uma coisa chocante que
[52:49] eu vou fazer. Não tem a ver com a minha filha,
[52:52] mas. Mas vai ser bastante chocante.
[52:53] Chocante não estava nada à espera, Joana, mas.
[52:57] Mas é chocante. Só comigo.
[52:59] Não, como sempre, não sou eu a chocar o mundo com outras
[53:02] pessoas ou o que quer que seja. Sou eu.
[53:04] O que é que tu achas? Que tu tu trabalhas muito no
[53:07] choque, tu trabalhas com base no choque.
[53:09] Na não é o choque, é o interesse.
[53:14] O interesse que eu tenho de ser malandra não é tanto.
[53:19] O choque é eu sinto me malandrinha.
[53:21] Não, eu sinto me malandrinha a fazer, só parece que é para ver
[53:26] a reação das pessoas. Também, mas é principalmente
[53:29] porque quero dizer, não é tipo, eu posso, é do género.
[53:34] É o que eu quiser, não, não tenho aquele lego das pessoas
[53:37] que dizem essas pessoas más para serem para terem Palmas.
[53:41] E ela é que diz as verdades e não vou para lá com sermões,
[53:45] estás a ver. Não vou para lá com sermões, não
[53:46] sei quê. Eu gosto de dizer a coisa errada
[53:49] no momento certo, percebes, estou em palco, stand up e se eu
[53:53] tiver que dizer a pior coisa naquele momento, repara, há
[53:56] negros na sala. Eu gosto de vir até onde é que
[53:59] eu posso brincar com isso? Há pessoas com cancro.
[54:01] Não é tanto para ser chocante. É mais para é.
[54:05] Bué da graça que tu tenhas negros e cancro na categoria de
[54:09] doença. Não é porque são temas
[54:13] sensíveis. Estou a gozar contigo?
[54:15] Não é só para deixar claro, pá EE.
[54:18] Sinto me atraída por isso. Percebes ainda.
[54:21] Quando é que foi? Foi este fim de semana que fui
[54:23] atuar aos chafaricos e estava lá um casal gay, claramente.
[54:26] E eu decidi chamar lhes de paneleiras, OK, pá, o que é
[54:31] gravíssimo, mas eu e. Como é que resultou?
[54:33] Resultou bué da bem. Quer dizer, aparentemente, às
[54:37] sim, às vezes existe um riso. De compins se eles, se eles
[54:41] derem autorização à sala, se eles estiverem a divertir, se a
[54:45] sala pode se divertir, se eles estiverem zangados a sala se
[54:48] calhar não se calhar como tu estás se eles se sentirem
[54:53] visados, eu se calhar a sala não vai contigo.
[54:55] Tendo e Ah, sim, sim, como sempre falar com o público,
[54:58] podes perder o público todo. Não, não.
[55:00] O que? Eu estou a dizer é neste caso
[55:01] específico, é se eles estiverem a divertir, a sala provavelmente
[55:04] vai com eles. Sim, eles é que vão pautar a
[55:06] reação deles. Claro, claro, obviamente, mas e
[55:09] eu corro sempre um risco. A sorte que eu tenho aí é isso.
[55:13] Se calhar, estou a falar um bocado de boca cheia.
[55:15] Não vou fazer esta, mas. Eu dou me bué de banho com com
[55:20] gays e fufas, tipo, são bué o meu público.
[55:24] Então eu sinto me um bocado à vontade para para tomar certas
[55:27] liberdades. E gosto disso.
[55:29] Gosto de gosto de fazer esse o al caminho.
[55:33] Também. E fui aprendendo ao longo dos
[55:34] anos. Houve uma vez um espetáculo meu
[55:36] que eu disse, há gays aqui na sala e ficou tudo vazio,
[55:39] silencioso, que realmente quem é que IA dizer, e eu sou gay, como
[55:42] é que fala comigo? É a primeira vez que estou.
[55:46] À mas gostaste da voz que nós fizemos isto, isto tem que ser
[55:50] todo editado, todo editado, mas mas iá então percebes, gosto de
[55:54] brincar com isso, de de ver até até onde é que eu não faço
[56:00] merda? E isso dá me dá me mais prazer
[56:03] do que o choque, honestamente. E é paredes com isso.
[56:09] Tipo, é paredes? Ou ou tu imagina sempre que
[56:11] entras numa sala, ou o limite é novo, ou tu já sabes onde é que
[56:14] podes ir e onde é que não podes ir.
[56:15] Acho que já sei onde é que posso ir, já já pode correr mal,
[56:19] claro. Para ver se isso pode.
[56:21] Sempre já correu mal, de há uns tempos, numa, numa atuação na
[56:24] margem sul, eu disse a uma senhora que tinha mesmo ar de
[56:27] ser diabética, que se não fosse, era um desperdício.
[56:31] Bom. Puto selvageria.
[56:33] Parabéns iá, tu vais ter que editar esta merda toda.
[56:37] Pá é assim é assim, tira só Oo nosso som pões em pões o som de
[56:41] uma entrevista do do Gustavo ao Ricardo Araújo Pereira.
[56:44] E está feito. Está bem do para a primeira
[56:47] vista não mexe mais. E ela disse que sim, que era
[56:51] diabética, e então? Perdi um bocado a sala, como é
[56:55] óbvio, e no final, ainda pior. Perguntei lhe live se se ela era
[57:00] diabética. Ela disse que não.
[57:01] Portanto, ele veio a um baile do caraças.
[57:04] Portanto, saí de lá com o ego, não.
[57:07] Sim, eu sentir me IA melhor se calhar, se calhar a atuação.
[57:14] Não, não, não melhorava por isso, mas eu sentia, me IA
[57:17] melhor de não ter estado. A cagar na diabética estás?
[57:20] A ver, pois isso és tu. Isso és tu e os teus
[57:24] sentimentozinhos de merda estás a perceber.
[57:25] Agora, tu e seres, uma pessoa. Não há paciência.
[57:29] Olha, vamos desligar, já está bom.
[57:31] Depois eu edito aqui umas coisas e gosto muito de ti.
[57:35] Já desligaste? Não, ainda não queres que eu
[57:38] desligue? Não vou desligar, então, então
[57:40] vá no início do episódio, espero que tenham gostado.
[57:43] No início do episódio estava a dizer que o Duarte não precisa
[57:45] de terapia, mas claro que obviamente precisa uns menos do
[57:47] que outros numas fases da vida, sim, outras não.
[57:50] A savalenca, a tenista disse, agora, Ah, deixei de ter
[57:52] psicóloga porque senti que estava a ficar dependente.
[57:55] Há vários. Isso é discutível, mas há vários
[57:58] modelos de de psicoterapia, de terapia.
[58:02] Ritmos para ir e não ir. Experimentem com a high well têm
[58:06] um desconto comigo de 15%. O código é 15.
[58:08] Joana gama o link vai estar aqui por baixo No No episódio
[58:12] aproveito eu tenho feito terapia.
[58:14] E olha ainda na leitura da aura, na segunda-feira ou ontem, o
[58:18] rapaz disse, me pá, tu tens feito um trabalho incrível.
[58:22] De melhoria, pá. E é terapia?
[58:24] É. Vou começar a fazer iogas
[58:26] também. Se calhar, por acaso, não gosto
[58:29] muito do sword pipi que se vê nas calças, mas aproveito então
[58:33] o desconto e compro em bilhetes. Coralho 7 de outubro no velaré
[58:37] beijinhos é o podcast, não sei se.

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