# #122 - Quem faz terapia é melhor?

An episode of [não sei ser](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1662857422), 8 May 2024, 15 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d7dabd1c/podcast/play/86430994/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2024-4-7%2F8d259772-c5dd-4171-04d8-8503adaf1659.mp3

Bom... eu tenho sentido que sim e gostava muito que vocês sentissem o mesmo! Aproveitem o código JOANA15 na App HiWell https://hiwell.app/-gama - uma app que reune óptimos psicólogos das áreas em que vocês precisam de maior orientação e que vos dá a possibilidade de consultas online (bem mais prático). Se isto é a minha vida dia-a-dia, imaginem um espectáculo :) 📍Porto - 17/5 📍Coimbra - 5/6 📍Lisboa 18/6 Bilhetes à venda aqui: www.linktr.ee/joanagama

## Transcript

[0:00] Hey, Nais! Hi! Very shy with you, yes?
[0:04] Yes shy, shy! Shy,
[0:06] shy, shy, yes! Hey, guys! Olhem,
[0:11] estou a falar assim porque vamos num cruzeiro! Vamos
[0:15] num cruzeiro, assim do nada! Ai,
[0:17] ela está a pingarguita! Calma,
[0:21] que é parceria! Eu não sei se vos vá falando
[0:23] do cruzeiro à medida que vá acontecendo ou se guarde
[0:25] tudo para o espetáculo do Porto, que é dia 17 de
[0:29] maio e só depois é que vos presentei com essa
[0:31] questão, porque a malta do Porto merece também este
[0:36] tipo de miminho. Esta malta do Porto merece
[0:38] miminho que eu saia! 17 de maio nos airboxlodes no
[0:41] Porto, bilhete está à venda na Ticketline, passem pelo
[0:44] link aqui no Instagram ou então até mesmo na
[0:46] descrição deste episódio, quem for de Coimbra dia 5
[0:49] de junho lá estarei no Grêmio Operário de Coimbra
[0:52] e em Lisboa há uma segunda data porque vocês pediram.
[0:55] E eu já tinha aberto antes
[0:58] de vocês pedirem! Dia 18 de junho no Lisboa
[1:02] Comedy Club, eu sou a Joana Gama e vamos a isso!
[1:18] Quando eu era pequenina, quando
[1:20] tinha para ir 10, 11, eu não consigo precisar, eu
[1:24] sou uma pessoa que não consegue precisar, porque
[1:28] tem tudo, então não consigo precisar, é uma cena que
[1:31] eu tenho. E se calhar foi por causa
[1:33] disso que o meu padraste não me deu para ainda
[1:34] daniversário, drama, e escreveu -me uma carta em
[1:37] vez disso a dizer que na vida existem dois caminhos
[1:41] do ser e do ter, obviamente que eu fiquei
[1:43] bastante aborrecida, fiquei triste, birrenta e ainda
[1:48] hoje achei que foi desnecessária porque não
[1:50] creio que uma carta o ensinasse e que aquela foi
[1:53] a altura, certo? Mas o homem tem direito de se
[1:57] esquecer de prendas e de arranjar maneira de comatar
[2:00] isso. Aquilo que vos venho propor hoje
[2:03] é uma outra reflexão, é uma das reflexões mais
[2:05] antigas do mundo e não é de Narciso, é a reflexão
[2:10] entre pensar ou não pensar, entre ser uma pessoa que
[2:13] acende na escala da maturidade, de consciência
[2:18] de si própria e daquilo que eu rodeia ou então
[2:21] apenas de uma pessoa que existe. E
[2:24] porque eu apenas, será que é negativo aqui, quero
[2:28] deixar -vos desassugados, desassossegados com esta
[2:33] questão e é disso que vou falar hoje aqui no podcast
[2:36] com a ajuda, claro, da HIGHWELL, uma aplicação
[2:38] incrível, que é a recente aqui em Portugal, que vos
[2:42] dá acesso aos melhores psicólogos especializados nas
[2:47] áreas de intervenção que vocês preferirem melhorar na
[2:51] vossa vida e vocês podem usá -la e, quando desconto,
[2:56] muita atenção porque fazer terapia nem sempre é
[2:59] barato, como nós sabemos, quase nunca é barato,
[3:02] apesar de haver aí vários projetos de psicólogos que
[3:05] tentam ir nesse sentido e contornar o nosso sistema
[3:09] nacional de saúde, mas ainda assim nem sempre é
[3:13] prático, nem sempre é barato e raramente há
[3:15] descontos no que toca a terapia. Por
[3:19] isso, saquem a aplicação HIGHWELL, neste momento, tem
[3:23] acesso a um código de desconto, Joana 15. Joana
[3:29] 15, na HIGHWELL, é uma aplicação ótima. Vocês
[3:32] primeiro têm uma consulta, com uma consulta, uma
[3:35] espécie de date. Só isto é muito esquisito, eu
[3:40] te redito de date. De date com o vosso possível,
[3:43] o psicólogo, se gostarem dele, ficam com eles, não
[3:46] gostarem, o importante é encontrar em alguém que
[3:48] tenha química, porque só assim é que resulta. Está
[3:50] para falar com vos que sobre esta questão do
[3:52] pensar ou não pensar. Pessoas,
[3:54] desculpa, com o toque do telefone, isto é
[3:56] extremamente pouco profissional. Estava
[3:59] aqui a falar com vos que, relativamente a isto, o que
[4:02] é o importante do pensar ou não pensar, do ser ou
[4:03] não ser, do Albert Keir ou de Cesário Verde. Eu
[4:08] queria falar -vos disso porque estou cada vez mais
[4:10] na dúvida. Enquanto que eu ando a vida toda a
[4:12] viver sobre aquele lema de automelhoria, não é
[4:17] autocura, mas auta é ajuda. Quer
[4:21] tornar -me uma pessoa cada vez melhor, no sentido em
[4:24] que quero perceber -me, quero sofrer menos, quero
[4:27] fazer -me melhor, quero fazer melhor aos outros, é
[4:30] mesmo a missão de vida que eu tenho, quero ser a
[4:33] melhor mãe possível, a melhor namorada possível,
[4:36] isto é uma pressão gigante. E
[4:38] não sei até que ponto é que esta pressão também não
[4:40] me impede de ser o meu melhor. Eu
[4:43] acho que não, porque se eu nunca tivesse tentado
[4:45] desconstruir tudo aquilo que tenho vindo a desconstruir
[4:49] até esta idade com trabalho, com esforço, eu
[4:54] acho que... e tenho certeza até que não
[4:58] seria capaz, minimamente, de, por exemplo, não bater
[5:02] na minha filha, não gritar com a minha filha, mas às
[5:05] vezes é preciso gritar, tá bem? Eu
[5:07] não quero. E ao tratar da minha saúde
[5:09] mental, isso fez com que o meu comportamento estivesse
[5:12] mais alinhado com a minha idealização, com que
[5:16] houvesse menos bloqueios até corporais, imaginei, ao
[5:20] fazer as pazes contra minadas situações, eu
[5:22] consigo estar tranquila com elas fisicamente, não fico
[5:26] nervosa quando vou para um sítio, consigo estar mais
[5:28] clara durante discussões, ser menos defensiva, mais
[5:32] estratégica e empática, porque muitas das vezes
[5:36] perdem -se imenso tempo, acabam -se relações, perdem
[5:39] -se trabalhos por falta de empatia, por falta de
[5:41] escuta, por falta de maturidade, e eu sinto
[5:44] mesmo que tratar da nossa saúde mental ou mesmo quem
[5:48] não tenha essa capacidade e não aproveite a higuel, a
[5:52] aplicação que podem sacar higuel, como os Contos
[5:54] Junas 15, nem toda a gente é essa oportunidade, mas é
[5:57] um trabalho que também pode ser feito, por exemplo, eu
[5:59] tenho feito isto das páginas matinais, já vos
[6:02] tinha falado isto, a propósito de um livro da
[6:04] Julia Cameron, o Caminha do Artista Am, e essas páginas
[6:09] têm -me ajudado muito a pensar de forma útil em
[6:13] assuntos, ou seja, não sou apanhada de surpresa, de
[6:17] pura problema, mas que eu ainda não tinha percebido
[6:19] sequer que eram problemas, ou que seriam questões, e
[6:23] isso é fantástico, porque quando eu estaria ainda, na
[6:27] outra altura, a viver o auge do problema e a
[6:30] perceber -me que, afinal, isto estava errado, eu,
[6:33] nesse momento, já sei como resolvê -lo, e isso é
[6:35] fantástico. O que nos ponho aqui, ou
[6:38] pelo menos a mim, põe -me aqui num dilema que é como
[6:42] é que se enquadra os outros depois disto. Eu
[6:45] vi aleguras que, quando as pessoas fazem terapia, eu
[6:50] acho que foi a Joana Miranda, num podcast da
[6:52] Méser Redonda, quando as pessoas fazem terapia que
[6:56] ficam com a moral, ficam com a moral de repente, e
[6:59] que até ficam tóxicas, porque sentem que percebem
[7:01] tanto a situação, ou seja, de forma utópica ou não,
[7:05] que começam a tornar -se tóxicas em conversas. E
[7:08] eu não sei bem se, neste momento, isto é horrível,
[7:13] eu não acho que me esteja a aproximar do Nirvana, eu
[7:16] simplesmente sinto que, desde o início do meu
[7:21] trabalho até agora, houve uma mudança incrível, também
[7:24] natural, porque vou amadrocendo naturalmente, mas
[7:27] que fiz um grande trabalho, um ótimo trabalho, e que
[7:30] me sinto muito mais feliz agora do que me senti
[7:32] infeliz quando me questionava, matar -me.
[7:35] Portanto, eu tenho noção desse
[7:36] crescimento e orgulho -me desse crescimento. E
[7:39] quando eu olho para outras pessoas que têm outro tipo
[7:41] de qualidades, que não é essa, ou seja, são pessoas
[7:45] que conseguem viver muito mais no presente, que não
[7:48] mastigam tantas situações, que, se calhar, não têm os
[7:51] sentimentos tanto à fula da pele, seja por, sei lá, a
[7:54] personalidade, ou por mecanismo de defesa, eu
[7:59] acapo por ter, às vezes sinto até que sou
[8:02] paternalista, e isso me enerva, porque eu acho que
[8:05] isso vem de um local, de eu achar que sou melhor
[8:07] que os outros, por ter feito esse trabalho, quando
[8:10] a mim faltam as características dessa pessoa.
[8:14] Ou seja, eu não viajei
[8:15] praticamente, ah, fui aqui a uns cítios, ah, fui a
[8:18] Moçambique, quando era pequenina, em Inglaterra,
[8:22] com os meus pais, ao reino Unido, fui a França, aqui
[8:25] a Clá, mas, eu sei que isto é um privilégio estar
[8:28] a dizer tantos cítios e dizer que não viajei, mas
[8:31] não conheci o mundo, não fui para a Índia descobrir
[8:34] -me, não fui, não sei, não fui ao Vietnam, não fiz
[8:37] essas viagens, não contemplei culturas assim
[8:42] tão distantes, tão diferentes, e com a
[8:43] profundidade que eu gostaria para me fazer moça, isto
[8:46] teria tão self -centered, estão auto -centrada, que
[8:50] nem teria capacidade de vivenciar esses cítios,
[8:54] porque estaria muito dentro de mim. E
[8:56] há uma frase que eu gosto muito, e é só isto agora
[8:58] não dizer a frase, que é do Alain de Buton, que é,
[9:00] nós não nos podemos esquecer quando vamos de
[9:02] viagem, também vamos conosco, portanto, as
[9:05] viagens, por muito que queramos escapar à vida,
[9:08] nós vamos conosco e, portanto, somos nós quem lá
[9:10] está. E essa falta de mundo fez
[9:13] também com que o meu egocentrismo e a minha
[9:15] necessidade de me salvar se agudizassem por não
[9:19] conseguir relativizar, agora há determinados problemas
[9:21] que não se relativizam, vocês podem dizer, ok, eu
[9:24] tive uma mãe de merda, eu, vocês, vai, mas, ao menos,
[9:28] tive mãe. Não é bem assim,
[9:29] psiquinaliticamente, pelo menos, a presença ausente
[9:33] da mãe, ou a presença negativa da mãe, pode ter
[9:36] um ador superior do que a ausência da mãe, quando
[9:38] substituída por uma cuidadora, por exemplo. Mas
[9:41] isto tudo para dizer, que eu tenho consciência, que
[9:43] penso demasiado nas coisas, que mastigo as coisas,
[9:46] sinto que tem sido útil para mim, mas que não me
[9:48] quero posicionar como uma pessoa que olha para os
[9:50] outros e pensa, bem, realmente nem sequer penso
[9:52] no assunto. Não quero fazer isso, eu quero
[9:55] conseguir cada vez mais de formas de noína, porque o
[9:59] primeiro passo é não ser de formas de noína, é de
[10:01] ser um esforço, não é? Olhar
[10:03] para as pessoas que têm essa capacidade de não
[10:07] pensar muito nelas, ou diria capacidade ou
[10:11] impedimento, não sei, não sei, e de precisarem sempre
[10:15] dir, dir, dir, dir, eu quero olhar para essas
[10:17] pessoas com a beleza que elas têm, e de absorver
[10:21] isso delas, sem ter necessariamente que fazer um
[10:27] documentário na minha cabeça sobre isso. E
[10:30] neste momento estou nesta dificuldade, porque eu não
[10:36] quero ser paternalista. Mesmo
[10:39] em relação às crianças, por exemplo, existem vários
[10:41] filósofos que, não sei se sabiam, mas existem vários
[10:43] filósofos que pensam de formas diferentes
[10:45] relativamente à infância, eu acho, eu sinto, eu imagino
[10:49] que as crianças naixam certas e que o mundo é
[10:53] que as corrompe, ok, são egoístas, não querem
[10:56] partilhar, ok, mas depois é que entram as convenções e
[10:59] tudo o resto. E eu sinto que este
[11:04] mastigamento e esta constante racionalização da
[11:07] realidade, a autentativa de que mata um pouco a
[11:10] criança, que é isso que se fala muito na psicoterapia,
[11:13] que é cuidar da criança interna, quando é cuidar,
[11:16] se calhar é deixar -la crescer. Mas
[11:17] pronto, onde tenho refletido -te sobre isto e queria
[11:20] passar -vos essa informação, e quem nunca tem ido a um
[11:23] psicólogo ou um psicanalista, isto que eu
[11:26] acabei de fazer é mais ou menos um discurso que eu
[11:30] tenho numa consulta, só que pelo meio, dependendo do
[11:32] psicólogo ou não, ele poderá fazer -me perguntas e
[11:36] ajudar -me a pensar, de género, será paternalismo ou
[11:39] será empatia e ter vontade de levar a pessoa consigo,
[11:42] porque você tem muita tendência de ajudar os
[11:44] outros. Será mesmo que as crianças
[11:47] naixem certas, quando as crianças não se preocupam
[11:51] com as necessidades de mais ninguém, e apenas com as
[11:54] delas mesmas, por estarem a viver no seu máximo
[11:58] instinto de sobrevivência. E depois eu vou pensando
[12:01] nisso e o pensamento que no início movo à consulta,
[12:04] que poderia ser um bocadinho menos complexo, ou
[12:09] seja, simples, mas poderia estar enganado, neste
[12:12] momento assume uma multidimensionalidade, que me
[12:15] permite pensar melhor nisso e ter um pensamento não só
[12:20] mais interessante, mas que, em si, aproximado não diria
[12:23] da realidade, mas daquilo que eu quero perceber da
[12:26] realidade, e que melhor entará para tomar melhores
[12:29] decisões na minha vida. Está
[12:31] bonita a minha cabeça hoje, não está? Portanto,
[12:33] eu pensando assim, como é que eu posso olhar para
[12:35] uma pessoa que não tenha feito o trabalho, não tenha
[12:39] tido vontade de fazer o trabalho, que não se
[12:41] inclina para esse trabalho, e não tenha vontade de
[12:43] abraçar e numa de vá. Eu vou te dizer como é que
[12:47] isto é? É claro que isto é inervante,
[12:49] não é? E já o fizeram comigo numa
[12:50] relação passada, eu odiei, que é bem, tu chegas lá,
[12:54] tu quando... Isto é horrível e eu tenho
[12:56] noção disto, e claro que nem sempre, para tu, para
[12:59] ti, que estás a ouvir, nem sempre, é paternalismo, é
[13:02] de género confiança na pessoa, que é a pessoa que
[13:04] quando deixar de estar irritada, claro, chega, não
[13:06] é? Mas eu não quero ser até
[13:08] porque eu sei lá se não estou dentro de uma bolha,
[13:11] em que eu acho que aquilo que eu já fiz é algum
[13:14] trabalho, e de repente há mil e uma pessoas à minha
[13:17] volta que já fizeram muito mais trabalho do que eu,
[13:20] só que não andam para aí a viver, a falar sobre
[13:23] isso todos os dias, porque já ultrapassaram essa
[13:24] questão e estão no tibet a comer bagas. Portanto,
[13:28] é com isto que no debate hoje. Noto
[13:31] -se muito que não tive consulta ontem. Não
[13:33] tive consulta ontem, não vou ter para semana, porque
[13:36] vou estar fora num cruzeiro, e se eu não
[13:38] acreditar, se que era mercedora dessa parceria,
[13:41] nunca tinha ido buscar, estão a perceber, portanto
[13:43] nós temos de ser para ter, e fingir ser para
[13:47] conseguir, e acreditar que ser para ter, mas...
[13:53] Beijinhos e espero ver -vos nos meus
[13:55] espetáculos. Dia 17 de maio no Porto está
[13:57] quase. Dia 5 de junho em Coimbra, dia
[13:59] 18 de junho, no Lisboa Comedy Club, entretanto,
[14:03] saquem a aplicação Highwell, o link está aqui na
[14:06] descrição do podcast. Tem sido ótimos parceiros, tem
[14:09] sido muito difíceis, muito difíceis, e atenção que não
[14:12] são todas as marcas que olham para um podcast como
[14:14] este, de linguagem bastante livre, de discurso bastante
[14:20] colorido, de vez em quando, e pensa, não, não, não, é
[14:24] isto, é isto que eu quero patrocinar, por isso
[14:26] Highwell, muito obrigada, não me abandonem, e vocês
[14:30] aproveitem a promoção Joana 15. Beijinhos.

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