# com pessoas: "O que são stickers?" - Filipa Galrão

An episode of [não sei ser](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1662857422), 17 Sep 2025, 1 h 02 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d7dabd1c/podcast/play/108445676/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-8-17%2F407669304-44100-2-d1d384df3a868.mp3

É das minhas melhores amigas 💜 É da minha natureza #pleno hello! ✨ Desde sempre que a adoro 💕 Sempre nos soubemos ouvir 👂 e sempre nos quisemos ouvir uma à outra 🎶 Não chegámos a falar do facto da Filipa me ter furado um tímpano com uma bomba de encher bolas de futebol ⚽💥👂 mas é o que é 😂 Começámos por nos conhecer na Mega Hits 📻 há mais de uma década ⏳ e, desde aí, é isto o que podem ouvir 🎤 Valeu a pena conhecer melhor a Filipa Galrão 🌟 não valeu? Agora é radialista na Rádio Comercial 🎙️, trabalha com a SportTV 📺 e também com a Fundação Francisco Manuel dos Santos 📚, além de ser a voz do voicemail da NOS ☎️ Melhor do que isto tudo, só saber que a amo ❤️ ➡️ Sigam o podcast 🎧 💬 Comentem que eu respondo ⭐ Avaliem ✨ Sugiram novos convidados (têm que ser fixes 😎) E apareçam no meu último Não Sei Ser em Lisboa 🎭 📅 Dia 7 de outubro 📍 Teatro Villaret 👉 Links aqui: www.linktr.ee/joanagama 🔗

## Transcript

[0:00] Então vá, podes começar 321. Olá, bem vindos ao não sei se o
[0:12] podcast da Joana gama, dia 7 de outubro, vai estar em cena no
[0:18] villaret os bilhetes. Estão onde?
[0:20] Ah, estão à venda? Aonde?
[0:22] Na ticketline. Como sempre.
[0:24] É sempre. Mesmo mesmo.
[0:26] Imagina, tenho que convidar pessoas para um jantar?
[0:30] Vão à ticketline para reservar o jantar.
[0:34] Como é que tu estás? Parabéns.
[0:36] Sabes que fui ao Ana Rita clara foi não, não fui ao por si na
[0:41] Ana Rita clara. Por si, isso foi a marca do
[0:44] intermarché, a marca branca do. Intermarché por si.
[0:48] Per si não é por si, por si existe o per si não.
[0:51] Per si é aquela expressão que tu usas muito.
[0:53] Aquilo não me apetece, deixa me parecer OK.
[0:55] Foi a Ana Rita clara. Já não me lembro.
[0:58] Tive que a abraçar também. Ah, e usei imensas vezes, miga,
[1:01] no meio da entrevista. Mas era a gozar ou a Sério?
[1:04] Ela achou que era a Sério. Sim, não sei, não sei.
[1:06] Então, sabes o que é que vai acontecer?
[1:08] O quê? Ela vai querer comprar um jantar
[1:09] no ticketline? Eu não posso rir muito.
[1:12] Deixa me dizer aqui às pessoas que fui operada aqui à boca do
[1:15] lado direito. Então ainda não consigo mexer
[1:17] bem a boca de lado, sabes? Que tu puseste nos stories?
[1:20] Ah, ajudaram me aqui com maquilhagem.
[1:21] Não ajudou muito. Foi uma puta.
[1:25] Sim, puseram te branca e não. Não puseram, fui eu que pus em
[1:28] casa. Ah, tu disseste Ah, mas não sei
[1:30] quem ajudou me com a maquilhar. Ajudou me, à distância, a dizer
[1:32] o que é que eu devia pôr? Eu tapei com branco, mas depois
[1:34] maquilhei me a Sério. Aquilo, Ah, Ah, OK.
[1:36] Mas a pensei, agora está? A sumir alguém agora está uma
[1:41] merda. Estava branco?
[1:43] Claro que estava branco, mas tapou, não.
[1:45] É fazias aquelas modelos que a tyrabanks às vezes Ah, your so
[1:49] have. As têm as mães.
[1:53] Sim, são lindas. Atenção, claro, mas têm
[1:55] vitiligo, sim. Vitilgo, não vitiligo.
[1:59] Vitiligo é assim. Onde que?
[2:01] É, não interessa. Então foi a Ana Rita, clara, e
[2:03] estávamos a fazer aquela cena da televisão em que é, Ah, quando é
[2:06] que é o teu espetáculo? Eu vou ao teu espetáculo assim
[2:09] não vais nada meu. O que é que?
[2:10] Estás a mentir? Eu disse isto no ar não vais
[2:13] nada. Estás a mentir meu isso.
[2:15] E ela fofo. E eu pá.
[2:17] E pensei, vou deixar ir aqui isto do programa não vai ser
[2:19] isto. Imagina, tu estás a.
[2:21] Ali, o tempo todo, não vais nada?
[2:22] Não vais nada, só vais a lado nenhum, não sei quê.
[2:25] E ao meu lado estava um jogador de futebol.
[2:27] Quem? Pois lá está.
[2:28] Conseguiste a minha atenção. Consegui da minha vida na iá, é
[2:32] um Bruno do Porto que dá bué cacetadas.
[2:34] O Bruno Alves sim, bué da grande sim, EIA, bem que dá, não dava.
[2:38] Dava sim, e estava. Lá o Bruno.
[2:40] Alves a fazer, a ver, a serem. A falar do sherrity game.
[2:43] Sim, do Legend tinha. Tinha também uma marmita a
[2:46] ensinar a fazer. Quase que acredito está a fazer
[2:50] pavlovas levou um balcãozinho e. Era especialista, pavlovas,
[2:56] tipo, isso para mim era uma grande cena.
[2:57] Logo tinham de estar os cabrões ali a.
[3:00] Desculpem. Eles não ouvem tão longe.
[3:04] Não, não podiam ser. Olha, e então não foi?
[3:09] Pá não, não é? Eu estava super nervosa, não sei
[3:11] porquê, não estava com não, não estava com foi lá von Tape é
[3:15] quando é que significa não vamos editar que se fodam e estava lá
[3:20] e estavam lhe a pôr óleo nas pernas e eu estava numa de ser
[3:22] engraçado isto em off e assim, bem, só falta um ginecologista e
[3:26] eu, o que é que andas a fazer? De desporto, sim, entrei no
[3:30] ginásio. Sim, mas não ando muito regrada.
[3:35] 2 vezes por semana ginásio e uma vez pilates com a Carina.
[3:39] Pois é, com a nossa Carina a. Carina, que agora tem estado de
[3:42] férias, que vai sempre em setembro, mas entretanto volta.
[3:45] Olha, mas eu estou agora, entrei na entrevista.
[3:47] Olha, tenho aqui uma coisa, diga que te quero perguntar, diga,
[3:49] diga, deixa me só arrotar. Mas porque é que não fazes um
[3:52] desporto sem ser ginásio? Tu tens de fazer atletismo
[3:55] quando eras mais nova. Sim, eu já pensei voltar a
[3:57] correr, mas eu acho que a corrida exige um determinado.
[4:02] Isso AI, espírito mental que eu ainda não tenho outra vez.
[4:05] Eu sinto que vou outra vez, mas vai lá quando for mais velha,
[4:08] sabes? Também sinto que o corpo
[4:10] feminino envelhece mais quando corre.
[4:12] Não sei, lista algures. Ah, porque tu olhas para a rosa
[4:15] Mota e pensas, não, não quero essa merda, não quero essa.
[4:18] Merda, não, eu sinto que é algo que que para fazer daqui a mais
[4:21] um tempo. OKE, acho que agora o treino de
[4:24] força é mais importante para mim, não sei porquê.
[4:26] Percebe, mas podias fazer um imagina eu?
[4:28] Estou a fazer, estou a fazer pago.
[4:31] Preciso no fundo, não tenho companhias.
[4:33] Então, mas eu faço merdas contigo, eu também não.
[4:35] Quero fazer. Não pilates, pilates que eu não
[4:38] pilates. Eu gosto de fazer sozinha, sim,
[4:40] sim. E estive.
[4:40] Faço em casa. Porque, porém, nós fazíamos
[4:44] contas, Rui Maria, pego, Hum, Hum.
[4:46] Chegámos aí temos a fazer com a Luísa Barbosa, Ana guiomar.
[4:49] Ana guiomar Maria Botelho Moniz Maria.
[4:51] Pá, foi, foi. Não se metessem uma bomba.
[4:54] Acabava entretenimento e. Não.
[4:57] Quem é que chegou a ir tipo a Joana paixão Brás chegou a Joana
[5:01] paixão Brás a Rita camarneiros era a rainha daquela ela fazia
[5:06] ela dobrava se toda nela nem sabia, como é que se.
[5:08] Dobrava, ela não fazia a mínima ideia, não estava.
[5:10] E eu e eu lembro me que o Rui, o Rui Maria pego, ficava
[5:13] picadíssimo, porque a Rita era melhor.
[5:15] Eu lembro me, eu. Achava que era homem elástico.
[5:17] Sim, eu não. Eu era uma merda.
[5:18] Eu também, eu estava lá só para ver os pássaros.
[5:21] Só queres dizer, IA lá para? Ver também eu IA, às vezes IA de
[5:24] pijama. Tipo IA, eu também IA bué
[5:26] trocalheira, como se diz na minha Terra.
[5:28] Trocalheira trocalheira a tua Terra que é antes, Filipa.
[5:31] Que é uma aldeia, tem uma Bela cascata.
[5:33] Eu eu sinto um bocado consciente porque já foste tal debaixo da
[5:35] língua com o Rui. Sim, Maria pêgo e já falaste bué
[5:38] de tu, viste? Ouvi, claro, não viste tudo.
[5:41] Ouvi tudo tiveste paciência. Então são 2 grandes amigos meus.
[5:44] Ah, tão querida. Como é óbvio.
[5:45] Outros não ouvi não, mas pá, falamos.
[5:48] Lá outros amigos teus tenho. Não sei.
[5:51] Estava só a tentar, acho. Que não, não tenho assim tanto
[5:54] até. Porque tu não tens?
[5:55] Não tenho amigos, mas. Mas já falaram.
[5:58] Todos já falaram sobre tu dizeres bom dia a toda a gente
[6:01] no metro. Quando vens para Lisboa, olha,
[6:04] diz, estava. A pensar, ontem vi uma coisa que
[6:08] isto não tem nada a ver. O que é?
[6:10] Mas eu pensei, será que a Joana já já pensou sobre isto?
[6:14] Se o não estás nada à espera do que eu te vou dizer agora, flipa
[6:18] sendo flipa. Se se desse para ver o tamanho
[6:27] da pila dos homens, então. Mas espera.
[6:29] Eu é que. Espera, como dá para ver o
[6:31] tamanho das mamas, das mulheres, o mundo seria totalmente
[6:35] diferente. Tu achas que nós nos regraríamos
[6:39] tanto pelo tamanho das pilas como eles pelas mamas?
[6:42] Eu acho que seria tudo muito diferente, nomeadamente a forma
[6:45] como os homens falam para as mulheres.
[6:47] Ah, pois porque tu achas e eu compreendo que o síndrome de
[6:50] pila pequena faz com que o que é que eles considerem?
[6:55] Esse padrão? Faz com que eles tenham uma
[6:57] atitude, um bocadinho mais tóxica.
[6:58] Não sei. Eu acho que o facto EOE que o
[7:01] facto de nós não conseguirmos esconder isso não é não
[7:04] consegues esconder propriamente isso também.
[7:06] Também faz com que tu hajas de maneira diferente e respondas de
[7:10] maneira diferente, e a forma como as mulheres lidam com isso
[7:13] não é cirurgia estética e tudo mais.
[7:15] Certo, pessoas que haveria próteses de pila.
[7:18] Haveria, claro. Se calhar que é para pôr.
[7:21] Sim, mas haveria mais. Isso é.
[7:25] Neste momento do teu dia, estavas.
[7:27] À noite, vi um story de alguém que falava sobre isso e eu
[7:30] pensei. Interessante, interessante é que
[7:34] é que isso acontece nos ginásios, quando os gajos vão de
[7:36] calças, de fato, de treino. E vê se ali um bocado AA cena,
[7:42] pois tu és, tu és isso eu penso, eu penso sempre, eu não queria
[7:45] ver isto. E lá, mas está lá, mas está lá.
[7:48] Eu olho, mas eu não quero ver iá.
[7:50] Eu não quero porque é muito é. É javardo, imagina, sou.
[7:54] Imagina. Eu sou super javardo.
[7:56] Eu utilizo imensas asneiras de sabes, mas cenas visuais fazem
[8:00] me imensa confusão. Os stickers que há no WhatsApp,
[8:04] que são aqueles. Bonitinhos.
[8:06] Não isso são os stickers. Isto vai ser tanto 1 BRL para
[8:09] explicar o que é, que é um boommer.
[8:12] Eu só há bom. És.
[8:13] Caralho, sim, o Stick eu sei. Um Stick?
[8:18] Eu não tenho nada disso, não tens não.
[8:20] Sei, eu tenho tipo 2 stickers que fiz com a cara dos meus
[8:22] filhos. Pronto, é isso.
[8:23] Eu também tenho uns, mas Filipa, há um que é do género.
[8:28] Encontrei merda. E é um senhor a abrir assim o
[8:31] rabo de uma de uma senhora, ou pá.
[8:35] Há há cenas muito pá. Houve um que a minha filha viu
[8:39] sem querer. Porque eu estava com o telefone
[8:42] no carro e ela IA escolher uma música e estava no WhatsApp, que
[8:45] é um senhor de calças de ganga, mas com um tomate fora e diz,
[8:49] bola para a frente, o. Meu tipo de apoio, tu sabes?
[8:57] Eu não quero ver isto. No outro dia, o meu ex marido,
[9:00] ele mandou um Stick qualquer terrível, mesmo horrível, estava
[9:03] a fazer um gaging qualquer com uns tomates na boca de uma
[9:06] senhora gaging é engasgar, eu sei.
[9:10] E eu disse, Miguel, eu não tenho nada para enviar.
[9:14] Ele começou me a enviar stickras para eu mandar ao.
[9:16] Frederico, e o que é que tu fizeste?
[9:18] Mandei todos, mas é nojento. Odeio isso, odeio tipo,
[9:21] visualmente, acho tudo muito ordinário, portanto, ver e a mim
[9:24] faz me confusão que se vejam as pilas que eles estão mesmo.
[9:27] Nós andamos a esconder os kame, o toes e não sei.
[9:29] Quê? Ah, que se vejam, mas dá se um.
[9:31] Gajo estiver à minha frente mesmo de calções, eu consigo
[9:34] tocar na cabeça da pila. Dele, mas não vais.
[9:37] Tocar não quero, não, não quero, não quero, mas dá para ver onde
[9:40] eu não e. Dá para ver onde é que tens que
[9:42] ir, se estiver sim, se quiseres tocar.
[9:43] Sim, ou se quiser. Para fugir?
[9:45] Não, não há. Não há pudor nenhum.
[9:47] Agora estou a ser conservadora e, se calhar, estou.
[9:51] Não é só sei lá porque. Também podem dizer, Ah, é que eu
[9:54] também não quero ver as tuas mamas também me faz percebes, só
[9:59] que também, mas não é genital. Também podemos entrar nessa
[10:04] questão? Podemos, não sei.
[10:05] As mamas servem para alimentar um bebé.
[10:08] Não é a partir do momento em que tu sexualizas a mama, porque ela
[10:10] também serve? Para isso, para espanholada.
[10:13] Porque tu não te. Mas indo indo porque estou.
[10:15] Estou a refletir ainda sobre o ponto prévio, sei lá, nós
[10:22] conseguimos fazer uma distinção, assim como conseguias fazer a
[10:25] distinção quando era a tua filha, a mamar, e quando não é,
[10:27] não é? Sim, nós conseguimos, mas as
[10:29] pessoas, sim. Quer ver?
[10:31] Tem que se ir tocar um bocadinho, não é?
[10:33] Porque é que não nos podemos ir tocar em relação aos tomates
[10:36] deles também a estarmos a ver. Porque se No No fundo, nós
[10:39] estamos a pedir para que eles se retraiam, para nós não estarmos
[10:42] desconfortáveis. É, sabes que eu sou apologista
[10:45] de se me deixa desconfortável? Sou eu que tenho que mudar, não
[10:48] a outra pessoa. OK, por acaso não sabia?
[10:52] Não sabias que eu era apologista do do desconto.
[10:56] Mas dá me um. Exemplo que tenhas feito isso
[10:57] não. Se o desconforto é meu em
[10:59] relação a alguma situação, agora não me lembro de nenhuma, mas
[11:01] imagina? Sei lá que agora estava aí um
[11:03] senhor EE que não parava de coçar os tomates, por exemplo,
[11:05] que é uma coisa que me faz confusão também.
[11:06] Sim, eu não IA lá dizer, olhe, pode passar, parar de coçar os.
[11:09] Tomates mas também não exige que haja uma regra que lhe diga que
[11:12] ele não pode coçar os tomates. OK, resolves tudo na tua.
[11:14] Resolva e sigo a minha. Vida, mas estão cá os teus
[11:16] filhos e ele está a super a coçar os tomates.
[11:19] Sai saio daqui com os meus filhos, OK?
[11:21] Isso é a mesma coisa que podemos entrar nessa questão sobre a
[11:26] parentalidade, não é? Quando os escudos estão a fazer
[11:27] barulho, nalgum sítio, tu sais, ou estão a perturbar.
[11:30] Eu tento ler a sala. E tento perceber se as outras
[11:33] pessoas estão a ser empáticas, como devem ser com qualquer
[11:35] criança, porque são crianças, não são adultos, e acho que
[11:37] todos devemos agir para que o ambiente seja harmonioso.
[11:42] E quando há crianças, sinto que todos os adultos têm essa
[11:44] responsabilidade. Não só os pais, não só da cena
[11:46] do teve e os atúrios. Se estamos em sociedade, não é?
[11:48] Dos quem teve e atúrios teve. E os?
[11:50] Atúrios, ou seja, tiveste a tua filha, tu que atores.
[11:53] Ah, teve. Eu pensava que como a tua mãe
[11:55] catequista ou lá o que era? Eu pensei, isto é uma lenda
[12:00] qualquer, isto é uma merda. Ou teve vos e o atúrios.
[12:03] Que foram no mundo o Deus. O Deus disse para matar um
[12:08] deles. Disse, olha, mata um deles para
[12:10] mostrar que tens um Carneiro. Não conhece essa lenda?
[12:14] E ele matou o tevios. E ele matou o tevios e ficou a
[12:16] túrios foda se. AI eu sabia que isto não é eu IA
[12:24] dar resultado. Então, pronto, sim.
[12:27] Sim, ou seja, acho que devemos todos tentar.
[12:29] Todos os adultos onde há crianças, eu sinto que todos os
[12:33] adultos deviam estar disponíveis para que o ambiente seja o mais
[12:36] harmonioso possível, sendo em conta que de conta que estamos a
[12:39] falar de humanos hematuros. Pronto isto para começar.
[12:43] Portanto, maduros. Maduros é uma merda.
[12:46] Eu disse. Maduros?
[12:47] Acho que sim. Pronto, maduros.
[12:48] Mas é horrível porque é AI, foda, se vá, não é libertado.
[12:52] E entre beijinhos. Beijinhos.
[12:55] E, entretanto, nalgumas situações.
[12:59] Quando eu sinto que já não está a dar, que já está a ser de mais
[13:01] se calhar até para eles, ou porque estão super estimulados,
[13:04] ou porque se calhar aquele ambiente não é para uma criança,
[13:07] aí sou eu que me afasto. Claro e bem e bem, mas o que é
[13:10] que eu por acaso não tenho uma miúda que sei?
[13:13] Seja super interativo e que ande a correr de um lado para o
[13:16] outro. Tu também tens um rapaz que
[13:17] temos falado sobre isso, que no teu caso, por acaso, até até
[13:21] bato certo os estereótipos com tudo com o género os.
[13:23] Meus filhos são o estereótipo do género pá é tão.
[13:25] Engraçado. Será que um dia vão trocar?
[13:27] Será que um dia o Eusébio vai ser todas as maquilhagens?
[13:30] Duvido. Tens aí a mais jogar futebol?
[13:33] Duvido muito. Abraçado e tu fizeste um papel
[13:36] de fixe de não educação e. Continuo a fazer depois.
[13:41] Nós sabemos que os papéis do género estão muito incutidos em
[13:43] em tudo, não é? Na Na televisão, nos anúncios,
[13:45] não sei quê. E a Ema, por exemplo, no outro
[13:47] dia estávamos a ver o videoclip da Katy Perry, aquele que tem
[13:52] tem um casamento homossexual a dada altura que é cheio de
[13:55] cores, não me lembro do nome. Ela está a adorar Katy Perry e
[13:57] adora ver os vídeos e a dada altura há um casamento de 2
[14:01] homens e ela diz. Um homem está a casar com outro
[14:04] homem. Pode ser mamã e eu pode e ela
[14:07] muito contente. Isso significa que eu posso
[14:09] casar com uma mulher se eu quiser.
[14:11] E eu, claro, eu quero casar com a minha amiga Madalena.
[14:14] AI eles ficam para o pó e eu, sim, podes.
[14:18] Podes iá. Pronto, isto não é tanto o
[14:21] papel, mas também entra um bocado aqui e, claro, sei lá.
[14:25] Isso é bué da fixe? É, é calma, é bué da fixe.
[14:27] É não estar a ser desiducada, mas é do.
[14:31] Mas o questionamento sim. Eu estar à vontade e eu faço.
[14:34] Bué questão de responder lhes uhum e tento responder sempre em
[14:38] conformidade. Eu tenho muita dificuldade com a
[14:40] cena da fantasia estar a inventar histórias e não sei
[14:42] quê. Mas depois também sinto que às
[14:44] vezes posso não conseguir adequar OA explicação à idade,
[14:49] então andamos sempre nisto, mas é fixe porque é uma aprendizagem
[14:51] para mim também. De onde é que vem essa tua
[14:53] concretitude que eu sempre senti e ti sempre senti?
[14:56] Um pragmatismo gigante, uma praticidade grande.
[15:01] Sinto também um grande à vontade para.
[15:05] Para pensares sobre as coisas, ou seja, não é tens uma opinião,
[15:08] não sei quê não eu reparo que tens opiniões Fortes, mas que
[15:11] vais pensando sobre os assuntos e vais não sei quê, mas eu sinto
[15:15] que és claro que que que não és confusa comparando nos as 2 que
[15:21] eu sempre fui Messi, tu sempre foste mais orientada, mais.
[15:26] Iá, mas estruturada, e estou sempre a tentar questionar tudo.
[15:30] Não sei se é do signo, sim, balança.
[15:33] Balança estás quase a fazer anos.
[15:34] O que é que acho que prenda. Oh, eu dei prenda o ano passado.
[15:38] Onde é que? Estava devia ter trazido a tua.
[15:39] Vires cá e a prenda. Ah, estava a.
[15:42] Ver que não tinhas reparado, não reparei.
[15:44] Obrigada. Filipa, o melhor presente é
[15:45] estar presente. Sim, exato.
[15:50] Perdi me. De onde é que vem a
[15:51] concretitude? Não, pronto, não sei, não, não
[15:53] sei. Mas sei que sempre fui assim e
[15:55] sei que às vezes é muito cansativo para ti.
[15:57] Sim, às vezes eu penso. Eu gostava às vezes de ver um
[16:01] mundo mais preto e branco. Para mim, o mundo é sempre
[16:05] verde, cor de rosa, azul, tens nuances.
[16:08] Tenho bué nuances e às vezes é super.
[16:10] Resolvida quando falas sobre as coisas.
[16:12] Porque é a minha maneira de refletir.
[16:15] Hum, sabes? Eu gosto.
[16:17] EE, se calhar de chegar a conclusões, temos que chegar a
[16:19] conclusões, para o bem e para o mal.
[16:20] EE, sempre que eu tenho que decidir realmente alguma coisa,
[16:24] ponho tudo em cima da balança e tento chegar sempre a algum
[16:27] lado. Mas sinto que é muito difícil
[16:29] para mim, é muito difícil para mim fazer uma escolha porque
[16:31] escolho implica Renúncia. E eu não gosto de renunciar.
[16:34] Certo. Vai dar sempre aquele sítio que
[16:36] tu já sabes que é. Eu quero encontrar um
[16:37] equilíbrio, quero encontrar uma coisa que Una tudo, mas faça
[16:42] sentido para o máximo de pessoas possível.
[16:44] Tu pareces uma personificação disso.
[16:46] Se calhar nunca vamos chegar a esse equilíbrio.
[16:48] Eu tento, mas. Por isso, ainda bem.
[16:50] E tu tu consegues por teres esse objetivo do agora estou me a
[16:53] sentir o Miguel milhão. Porquê eu tenho visto episódios
[16:57] de Miguel, mulher ou. Entrevista, lá está eu, eu
[17:00] concordo em em quase nada daquilo com que ele diz.
[17:03] Mas eu gosto da das conversas. E eu não, não, não, não
[17:07] descarto, eu não a forma de de de conversar ou de ele chegar o.
[17:10] Raciocínio, estou bué da bem com aquilo.
[17:13] De repente fui ver o da da. Do gajo do Pedro Frazão, vi
[17:17] outro também, que era um que ele tinha com com 3 mulheres, entre
[17:21] elas a Andreia Sousa. Que um bocadinho desse?
[17:23] Pá de mas agora senti me um bocado, porque.
[17:26] Eu acho que só estamos a perder quando, quando eliminamos.
[17:29] É bué isso? É bué certas coisas da nossa
[17:32] vida, sim. Por outro lado, acho que para
[17:34] teres pais de espírito, às vezes precisas de ir fazer.
[17:37] O meu treinador de ténis. Disse no outro dia, com a
[17:40] quantidade de merdas que tu metes nessa cabeça, porque eu
[17:43] vou fazer uma leitura de Áurea para aureão.
[17:45] Áurea não sabes. Ela lançou um livro.
[17:49] Para que ela canta Áurea, agora não sei.
[17:51] Devia ter entrado com a música. Somos as 2 rádios.
[17:56] Não, isso é a Jessie J. É outra que se calça.
[18:05] Bom, não interessa. Vou fazer uma leitura de aura e
[18:06] estava a contar. E assim?
[18:08] Eu disse, pá, esta é da aura. Acho que sim, não?
[18:11] Mas não. Mas ele disse, com a quantidade
[18:15] de merdas em que tu te metes, não sei como é que és tão
[18:17] saudável, e eu? Não sou.
[18:21] Mas é isso, acho que não nos devemos fechar a tudo isso.
[18:26] Mas eu sinto que tu estás sempre numa reflexão constante e noto
[18:30] isso, por exemplo, relativamente à tua postura sobre o que é o
[18:34] feminismo. No início eu sentia te muito
[18:36] mais fechada no conceito e com mais zanga, mais focada nas
[18:41] mulheres e da luta das mulheres. E agora sinto te mais aberta a
[18:45] ter uma opinião mais. Empática também diria, até
[18:49] porque és mãe de um, de um miúdo, também é?
[18:51] Consoante vais tendo novas experiências e vais conhecendo
[18:54] novas realidades também. E onde estas mulheres se
[18:57] inserem? Eu acho que é isso.
[18:58] No início era muito aquela coisa do feminismo.
[19:01] Quando descubro que o feminismo existe e que faz sentido, não é
[19:05] tipo, porque até lá nunca sei lá, até lá, quando, até sei lá
[19:10] porque, a faculdade de entrar para a mega, eu não pensava no
[19:12] feminismo. Eu acho que comecei a pensar no
[19:13] feminismo quando comecei realmente a olhar.
[19:16] Isto é ridículo para as mulheres, e eu sendo mulher,
[19:21] tinha muita coisa interiorizada que não fazia sentido.
[19:25] Em relação às mulheres, em. Relação às mulheres.
[19:26] Então foi aí que tu começaste, tipo, tive a cena da irmandade,
[19:32] eu também fui contaminada com isso.
[19:34] Porque esse machismo. Ah, não.
[19:37] A mega foi um ponto de viragem para mim nisso falo sempre disso
[19:39] em todas as entrevistas. Ah, é em todas.
[19:42] Em todas. OK, obrigado.
[19:43] Então tenho que falar nesta, não é?
[19:46] Estar a trabalhar num ambiente só.
[19:47] Sempre estive em turmas com muitas raparigas, mas sempre.
[19:51] Na faculdade não há assim tanta ligação próxima.
[19:53] E sempre me aproximei mais dos rapazes, era aquela chata do
[19:57] queria era estar com rapazes porque os rapazes não julgavam
[20:00] porque os rapazes eram leves. E eu sempre quis ser leve.
[20:05] O peso de o que é que eu visto? De como é que eu me pareço, de o
[20:10] que é que eu tenho que personificar enquanto mulher?
[20:12] Sempre me chateou muito. E estares no grupo dos rapazes e
[20:15] implicava não pensares, como é que os rapazes te percepcionam?
[20:18] Porque sentes igual a eles para um lado?
[20:20] Mas depois não era não é porque eles queriam comer me.
[20:22] Claro, claro e bem. E eu a eles?
[20:24] Sim, sim, e bem e bem, mas isso o feminismo eu também sinto que
[20:28] tem que tem amadurecido em em nós que temos visto.
[20:33] Claro que parte de uma zanga inicialmente, porque nos
[20:36] apercebemos das desigualdades que tem havido e depois acho que
[20:39] nos apercebemos do pá, ninguém está a fazer de propósito.
[20:42] Sim. Os erros que há, a
[20:45] insensibilidade que há, decorre da cultura vigente que.
[20:49] Patriarcal. Patriarcal e que não foi, não
[20:54] foi conscientemente implantada. Percebes.
[20:57] Eu acho que existe um aproveitamento, como é óbvio.
[21:01] A dada altura teve que se decidir ir.
[21:03] Não sei se calhar podemos ir mais para trás e ou se
[21:05] sociedades materiarcais também, nós sabemos.
[21:08] Mas a dada altura, os homens assumiram o poder, não é?
[21:12] E se calhar, assumiram o poder pela força, porque perceberam
[21:15] que nós éramos, tínhamos um poder que eles não tinham, que é
[21:18] o poder. Dar à luz, acho.
[21:21] Eu não sei. Eu acho que o homem, nós.
[21:23] Também às vezes queremos que eles tenham o poder em
[21:25] determinadas coisas, que é para nós nos podermos focar noutras
[21:28] coisas. Eu acho que o síndrome da
[21:30] princesa acabei de inventar. Acho que nos nos convém muito,
[21:33] muitas vezes. Como assim?
[21:36] Eu só tenho que estar aqui, ser Bela?
[21:37] Como assim? Sim, sim, sim, isto.
[21:39] Não dá muito trabalho. Na verdade, até dá eu é que não
[21:42] quero ter nem tu, mas tens. Ensinado isso à m, eu à Irene
[21:46] tenho. É complicado, eu tenho.
[21:48] Questionado de papéis, pois claro, eu tenho questionado
[21:51] papéis. E uma das coisas que eu tenho
[21:52] feito é não me estou a queixar da minha relação à Irene, porque
[21:56] acho que não devemos pôr os problemas dos adultos na nas
[21:58] crianças. Mas explico como é que a
[22:01] dinâmica está a funcionar ou não do género?
[22:03] Olha, a mãe está enervada, porque isto de pôr a loiça na
[22:06] máquina não é só um trabalho meu, é um trabalho de todos, cá
[22:09] em casa é um trabalho de Miguel e também é teu.
[22:12] Tento nunca falar na questão do género.
[22:14] Mas falo sobre a obrigatoriedade da da participação percebes
[22:19] quando ela me vem e ela nem costuma vir com conversas de de
[22:23] género, mas. Essa questão das tarefas por
[22:25] acaso é uma coisa que me enerva muito porque eu odeio fazer, eu
[22:29] odeio fazer e porquê até nem não sei.
[22:32] Porque é uma tarefa, é mais uma merda para acrescentar aquilo
[22:35] que tens na cabeça. Não imagina.
[22:37] Eu não gosto de coisas automáticas.
[22:40] Tu se calhar também não. Eu, eu adoro.
[22:42] Eu sou a gaja dos reminders no Outlook.
[22:44] Para toda a gente. Eu adoro tarefas.
[22:46] Então pronto, então vai lá a casa arrumar uma loiça.
[22:48] É um x? Bora?
[22:50] Não é que tudo o que seja de tempo que eu estou a fazer de
[22:53] tarefa doméstica, eu sinto que era um tempo incrível, que eu
[22:55] que eu estaria parada AAA, criar a ter ideias, a olhar.
[23:01] Aos pássaros. Eu olho, eu olho para as
[23:02] tarefas. Eu gosto muito mais de ser
[23:04] contemplativa do que. Pois é, tu tens isso, pá, isso é
[23:07] maravilhoso. Não é nada, é uma.
[23:08] Merda, não é? Acho que me torna um bocado
[23:11] disfuncional. Não, Filipa, tipo, são são esses
[23:14] olhares menos automáticos, que efetivamente trazem coisas.
[23:17] Mas que depois me fazem sentir muita culpa, por exemplo, se a
[23:21] minha filha não vai para a escola, não leva qualquer coisa
[23:23] para a escola. E eu fui a única mãe que que se
[23:24] esqueceu. Ah, caraças percebes.
[23:27] Percebe porque a falta de eu sinto sempre que estou numa
[23:31] corrida que não consigo acompanhar nessas situações.
[23:36] Eu sofro muito com isso ainda ainda não consigo.
[23:39] E depois, imagina o Mário, às vezes também faz com que eu
[23:42] sinta isso. Claro, ele fica com o peso do
[23:45] lado dele também, do puseste, tudo na mala aflita, ou é?
[23:49] Mas isso também dá. Para, mas ele não pôs.
[23:51] Iá, é isso? E ele não sente essa culpa.
[23:53] E eu tenho muita inveja dele nessas alturas.
[23:55] Eu tenho inveja de quando ele está sentado no sofá, às vezes.
[23:58] Não. Mas isso é como é que nós
[24:00] sabemos que isso é comum? Porque aparece, nos vê Los no
[24:02] Instagram, aparece lá a dizer que aquilo que as mulheres,
[24:06] aquilo que que os homens fazem, deixam as mulheres.
[24:09] Mais stressadas é estarem no sofá e não fazer nada.
[24:12] Ou outra coisa que me enerva que ele faz muito, que é estamos a
[24:15] despachar nos para ir embora para algum lado.
[24:17] Ele já está no carro e eu oiço o carro ligado.
[24:19] E eu ainda estou a fazer 1000 merdas, porque são 1000 merdas
[24:22] que eu acho que têm que ser feitas antes de sairmos de casa,
[24:24] mas que ele cagou. Amigo é ao contrário.
[24:27] E é nessas alturas que Filipa pensa, se eu estiver com o
[24:29] período, penso, vou me divorciar.
[24:31] Certo se. Eu não estiver com o período é
[24:33] Ah. Gajo que espere, eu dei, eu ao
[24:36] contrário, Bora, Bora e fica quieto então Bora, Bora, Ah,
[24:43] foda se eu eu pá, eu eu sou a gaja que raramente falha nessas
[24:51] coisas, nessas pequenas tarefas, não sei quê sou bué, bué,
[24:54] certeira, mas falha me esse lado contemplativo que tu tens.
[25:00] E que traz estabilidade à criança, menos ansiedade à.
[25:04] Criança. Sim às tuas crianças todas à
[25:06] criança. Neste caso EE que transmite uma
[25:10] paz de espírito que elas não teriam de outra forma se tu
[25:13] estivesses a tentar ser perfeita a todo o tempo.
[25:16] Eu com a Irene sou tão obcecada com as horas, com tudo que é.
[25:19] São 7 e meia. A Irene ainda não tomaste banho,
[25:21] tens de tomar banho, tens, não sei quê, olha a mala tenho de já
[25:23] estar feita hoje, amanhã, isto percebes, isto não é bom, não é
[25:27] falha, não falha. Parece a minha mãe, sim.
[25:30] Sim, sim, a minha mãe foi assim comigo, por isso se calhar é que
[25:32] eu sou assim agora. É isso.
[25:33] Eu também sou o contrário da minha mãe e muitas coisas com
[25:36] com a Irene, mas nisto não porque pá.
[25:39] Porque está mesmo gravada em mim e sou obcecada com horas e,
[25:42] portanto, quando eu estou. Como é que tu lidas quando estás
[25:44] a fazer tarefas? A tua filha agora já é mais
[25:46] velha, mas eles estão ali a necessitar da tua atenção e a
[25:50] exigir algum tempo, ao mesmo tempo que tu estás a cumprir.
[25:53] Entra em entra em mel down, entra em mel down, eu também, eu
[25:57] fico, fico pendurada, fico em bug.
[25:59] Eu começo me a passar. Eu mando pratos para o chão.
[26:01] Pois eu, eu passo, me, eu passo, me também, mas o meu.
[26:04] Depois tenho um Mário a dizer assim, isto é terapia de casal.
[26:08] Agora sim, sem ele. Filipa controla te.
[26:12] Oh, pá. No meu caso, eu começo a ativar,
[26:19] mas isto também é é uma espécie de depressão inerente.
[26:22] Começa a ativar a vitimização. Começo a ativar um estou
[26:27] sozinha, ninguém percebe o que é que eu preciso de fazer?
[26:30] Ninguém me vem a oferecer ajuda? Não, não sei quem não faz isto
[26:34] ninguém percebe, é sempre a Joana.
[26:35] Já não chega. Aquilo que eu passei na minha
[26:37] vida ainda tenho que estar aqui, Instagram e depois?
[26:39] Isso é válido e estás carente. Sim, não é válido, porque
[26:44] primeiro nós temos de perceber que não, não.
[26:47] Verbalizar aquilo que nós precisamos ao nosso parceiro não
[26:49] é uma falha do nosso parceiro, porque nós às vezes achamos no
[26:52] vosso caso é diferente porque estão juntos há muitos anos e,
[26:55] portanto. Mas já somos pessoas diferentes.
[26:56] Não é sim verdade. Isso é giro.
[26:58] O Paulo Coelho uma vez disse isso não o Paulino, mas o Paulo
[27:00] Coelho uma vez disse, isso que é.
[27:02] Eu amei todas as mulheres que a minha mulher tem sido.
[27:04] Verdade. E é.
[27:05] E é eu também. Uns menos do que outros, um ou
[27:08] outro. Que por ti?
[27:09] Tinha. Tinha uma fase, mas sim, é
[27:13] verdade, mas. Mas nessas alturas fico super
[27:15] triste. Entra em, entra em tilt absurdo,
[27:18] entro numa numa infelicidade total.
[27:21] Que queres atirar te da ponte? Quero atirar me da ponte e vejo
[27:25] que a minha vida vai ser sempre assim para sempre.
[27:27] Sinto me encurralada, sinto me tudo.
[27:30] Portanto, não sente em que ponto não é mais saudável atirares uns
[27:34] pratos para o chão? É do género.
[27:36] Foda se estás a ver foda se. Eu, eu, mas tu verbalizas?
[27:40] Não, não. O teu, pois quando estás em bug
[27:42] vai para dentro. Vai para dentro?
[27:43] Pois a minha cena é que eu mando para fora e eu, até porque eu
[27:46] quando sinto que não estou a mandar, eu sinto que estou a
[27:49] adoecer. É isso, eu penso, o cancro a
[27:52] entrar não é eu. Penso mesmo iá desenvolver um
[27:54] cancro, se continuo assim. Iá, já pensei isso várias vezes.
[27:56] Estive muito isso na pandemia porque não tinha escape, não é?
[28:00] Estava fechado em casa com receio, nascido e um bebé que.
[28:02] Duro meu a amamentar os 2 e o marido.
[28:06] A em casa a trabalhar iá e eu é licença, mas uma licença de
[28:09] merda. E aí sim.
[28:12] E com as tarefas domésticas, não devia.
[28:14] Aí não havia mais nada para eu fazer na puta da vida, dar
[28:17] amamentar um. E ainda abrir um negócio
[28:19] qualquer também a haver com a. Vida foi na segunda, foi visto
[28:23] na primeira gravidez, na primeira licença na segunda, a
[28:26] minha sócia saiu e eu depois continuei.
[28:28] Mas aí já foi, não foi? No iniciozinho da pandemia, já
[28:31] um bocadinho mais para a frente, até para o cérebro fazer outras
[28:34] coisas. Guerreira.
[28:37] Mas é tipo, é, sei lá, guerreira, mas, mas é.
[28:41] Porque o meu cérebro começou a trabalhar nisso e lá está a ter
[28:44] ideia a ser criativa Na Na. Na mas esse mas era isso que eu
[28:47] queria dizer. Esse esse teu lado contemplativo
[28:49] comove me e é um é um objetivo que eu tenho.
[28:52] EE, eu preciso disso. Eu preciso de estar num sítio,
[28:56] mas. Porque é que tu não consegues
[28:57] isso? Eu, eu não consigo muitas vezes
[28:59] isso. Frustra me, não é?
[29:00] Eu estou sempre a tentar fugir para esse.
[29:02] Lado eu nunca consigo estar presente, porque estou sempre a
[29:04] antecipar todas as tarefas que tenho para a frente para não
[29:07] falhar. OK, estás preocupada com o tal
[29:09] quadro em que tens que fazer os tipozinhos, pois tens que?
[29:13] Não, não é uma merda, porque se eu puser isso também nas minhas
[29:17] tarefas? Uma coisa que eu também gosto
[29:19] muito de fazer, que é retirar tarefas do quadro.
[29:21] Amava, amava. E eu tento fazer isso.
[29:25] Só que. Imagina, imagina agora foda se
[29:29] tu estás? Sempre com isso.
[29:30] Estou estou assim tanto. Não, não, não.
[29:31] Tu estás sempre AA reprimir o teu.
[29:33] Imagino, pois estou. Imagino porque.
[29:35] Não gosto. Imagina lanche, lanche para a
[29:39] Irene levar para a escola. Eu podia espetar lá, como faziam
[29:43] com o nosso colega da rádio carnes frias.
[29:46] E está a andar com Alexandre Guimarães, que os pais estavam
[29:49] tão ocupados que isso é na. Boa por isso é que ele acabou
[29:53] assim estou a ver. Está lindo, fogo.
[29:56] Está ótimo. Cenário, então não te está.
[29:57] Este é o segundo podcast em que eu estou a dizer que o Guimarães
[30:00] com Carlos não, não foi com a Tânia graça que a Tânia faz bem
[30:06] também. Não sei disso.
[30:06] Guimarães, atenção faz atenção. Agora estou a dizer que ele
[30:09] come. Carne?
[30:10] Não. Ele teve um Blow up.
[30:11] Porra, porra, bombahinho. Mas o gajo comia carnes frias ao
[30:16] almoço. Pá.
[30:17] Estava bem ouve e está certo porque é pronta.
[30:19] Para quem está a também faz os lanches do às vezes às 3
[30:23] pancadas. Às vezes também, mas eu penso,
[30:27] tenho que ter o vinha, tenho que ter não sei quê.
[30:28] Tenho que ter frutinha isto convinha ser isto.
[30:30] Já não estou no biológico foda se já me passou, mas tenho que
[30:35] estar. Tenho que se não tiver.
[30:38] E se e se não tiver? Ficas quanto tempo naquilo?
[30:41] Não, não. Aqui a cena é eu tenho um
[30:44] problema que é eu eu acho. Eu vivo na ilusão de que se
[30:49] completar todas as tarefas, eu alcanço a Felicidade total da da
[30:52] minha vida. Mas já já houve dias em que
[30:54] completaste. Todas as tarefas que nunca
[30:55] acabam. Joana.
[30:57] Nunca. Eu eu sei.
[30:59] Nunca acabam. Filipa, isto é um desespero de
[31:02] férias. Estou.
[31:03] Estou na merda. Porque tenho tarefas na mesma.
[31:06] Tenho de arrumar a casa, tenho de entreter a Irene?
[31:08] Tenho. Eu adoro o certo de.
[31:09] Férias e este EE eu tenho ansiedade, mas e a minha?
[31:13] A minha ansiedade vem quando o meu corpo muda o registo e
[31:17] quando eu entro de férias muda o registo para uma cena que eu
[31:20] adoro. Tenho mais tempo, estou mais
[31:22] contemplativa. Normalmente há sempre aproveito
[31:25] sempre uma semana em que não tenho os miúdos, não é?
[31:28] A maneira que o que o meu corpo tem de reagir é Do Nada, começar
[31:32] a ter aqueles meus ataques de não consigo engolir iá, flores
[31:36] frios e eu já sei isso. Porque não estás a controlar o
[31:40] ambiente, não sei. Imprevisibilidade eu acho que é.
[31:44] Porque não tenho realmente tarefas e tudo, e o meu corpo
[31:47] está tipo a ressacar. E tu passas de um trabalho super
[31:52] exigente que é rádio, que é uma cena diária, que tem um ritmo
[31:55] que tem não sei quê, e que nós às vezes esquecemo nos do stress
[31:58] que está associado. O lado emocional em que tu dás o
[32:01] teu lado emocional? Todo é ir a palco todos os dias.
[32:04] Nós é que subestimamos, porque, de certa forma.
[32:06] Tu tens que subestimar? Sim, claro, claro.
[32:09] Mas eu? Eu, depois de deixar de fazer
[32:12] rádio antes de ter ido para a antena 3, eu senti PTSD.
[32:16] Havia muitos dias em que eu sonhava com o final, com o final
[32:21] da música. Acabar e não há e não consigo
[32:23] falar sim, sim, sim, ou então a música devia ter entrado e não
[32:27] está entrado e está em branca e eu não consigo carregar no botão
[32:31] é isso, é isso, é isso, esses sonhos desses.
[32:34] Nós é que não, não como. Já nos é fácil, tens que?
[32:37] Fazer uma divorciação qualquer. E depois, se calhar, quando tu
[32:40] paras é género, já não estou em emergência e está o corpo a
[32:42] pensar, pá, deixa me tirar o cocó de fora.
[32:45] E é assim, deixa te tirar. É, eu sei, eu sei.
[32:47] É super saudável, eu acho. Eu acho que isso é o corpo.
[32:50] Pois exato. És reativa.
[32:51] Mas dói? Claro que dói.
[32:53] Tipo fisicamente? Deixa me desconfortável, sim.
[32:55] Tenho sempre que encontrar uma zona de fuga, tipo qualquer.
[32:58] Coisa distrair me. Isso faz me lembrar um bocado.
[33:00] Alegadamente, sou bipolar e digo alegadamente porque os dias que
[33:04] nós sabes que sim, mas vale. Nem o que valem.
[33:06] Pois sim, percebes daqui a uns anos.
[33:08] Pode? Já não.
[33:08] Ser não, sim, no sentido em que até que ponto é que com terapia
[33:12] e sabendo eu gerir a minha vida EE reenquadrar a minha vida de
[33:15] outra maneira. Já não tenho aqueles que daí se
[33:18] acreditar na terapia não é iá. Eu quando passo por uma fase
[33:22] mais mania que em que estou, faço tudo.
[33:24] EE está tudo, quando isso passo, eu estou morta durante uma
[33:27] semana, claro, tipo, a energia foi foi toda abaixo e é o corpo
[33:31] para compensar o corpo está sempre certo, eu acho.
[33:33] Eu também acho, eu também acho. Aliás, o corpo está tão certo
[33:37] que é por causa do corpo que nós voltamos a ter a reviver traumas
[33:40] e. Sim, é o the body.
[33:42] O corpo não esquece. Exatamente, que é um grande
[33:45] livro e que. É um grande livro.
[33:46] É um grande por acaso. Li no cobo.
[33:48] Parecia bastante. Pois o que ainda não li está lá.
[33:53] Não é daqueles. Livros já li alguns capítulos,
[33:55] mas ainda não li. Assim, não é preciso ler tudo.
[33:57] Pois porque tem vários casos, não é?
[33:59] Tem vários casos e faz me lembrar um eu não sei se gajo é
[34:03] americano ou não. Mas faz me lembrar alguns livros
[34:06] americanos em que é a mesma premissa explicada de 40.
[34:09] Formas de comentários. Sim, é muito pá.
[34:14] Estava bom, estava bom, mas só para dizer em quanto tempo é que
[34:19] vamos. Ah, ainda está só para dizer
[34:22] aquilo que eu te queria dizer há bocado.
[34:24] Comoveu me muito e comoveu me, porque te amo.
[34:27] Porque senão odiava te Oh, foda se ver os teus stories quando os
[34:31] miúdos estavam a crescer, em que tu estavas simplesmente
[34:34] simplesmente a vê Los assim. Observação de bebés iá, eu
[34:37] escrevi. A observação de.
[34:38] Bebés e às vezes foi algo esses vídeos.
[34:42] Pá. Foi algo.
[34:43] E é algo que eu raramente consigo fazer sem sem julgamento
[34:47] e sem vontade de intrusão. EE achei isso tão.
[34:52] Filipa, tão, tão bonito isso é. Aquilo que tu estás a queixar,
[34:56] que isso não vale para determinadas coisas.
[34:58] Isso dá te uma capacidade de de observação e de carinho gigante.
[35:04] Porque tu deixas os putos serem que foi como aquilo que tu me
[35:08] disseste. Não estás sempre a dizer cuidado
[35:09] ou não vás aqui, pronto, eu sou o contrário.
[35:11] Disso eu acho que exagero é não dizer sei lá.
[35:14] Acho que nunca, nunca vamos estar.
[35:16] Os teus estão vivos, é isso? A minha também está, eu acho,
[35:21] tipo. Que a tua maneira de ver as
[35:24] coisas é muito bonita. E lamento que sofras por isso.
[35:28] Depende, não. Mas lamento que sofras por
[35:30] sentires, que devias estar mais stressada, porque acho que o
[35:33] mundo também pede isso. Eu acho que é o mundo a pedir te
[35:36] uma velocidade. Que eu eu não consigo acompanhar
[35:39] a velocidade do mundo, eu acho que é isso.
[35:40] Que mas isso não é um problema teu, meu.
[35:42] Mas sei lá, às vezes dificulta me muito a vida, não é?
[35:44] Principalmente no trabalho, quando sinto que que que sou
[35:47] lentinha. Sabes tu sentes que és lentinha?
[35:50] Às vezes sinto que sou lentinha. Mas em relação tipo a momentos
[35:53] de produção, temos que fazer isto para amanhã.
[35:54] Não sei quê estás, estou menos. Estressada, eu penso sempre.
[35:57] Eu precisava do meu tempo. Vou te dar um exemplo.
[35:59] Esta semana a rádio comercial vai estrear 11 programa muito
[36:02] fixe. Isto pode ir para o ar hoje?
[36:05] Pode, claro. OKOK vai.
[36:06] Estrear no sábado, no domingo, um programa de 1 hora.
[36:11] Todas as semanas vai ser apresentado por um look todo
[36:12] diferente e eu vou ser a primeira pessoa a apresentá la
[36:15] medo é, eu vou fazer o que eu quiser naquela hora, sendo que
[36:18] aquela hora tem de ser um top dos anos 90 ou o meu eu é que
[36:22] escolho AI que giro então. Só lembrar a playlist da banda
[36:25] Miranda. Nem muito tempo.
[36:27] Estou muito é do mesmo grupo, podes dizer, estou muito
[36:30] entusiasmada para já. Os anos 90 marcaram muito fora
[36:32] da época, porque foi música ativa dos anos 2000, que viveu a
[36:36] época dos 90, quando toda a gente gozava com ela.
[36:39] Não é agora, está outra vez na moda.
[36:41] Então tenho estado a pensar, como é que eu vou montar o
[36:43] programa? Quer pôr momentos icónicos de
[36:46] dos anos 90? Golo do Ronaldo, o fenómeno quer
[36:48] não sei quê. E estou a fazer aquilo com
[36:50] imenso entusiasmo, mas tenho +1000 merdas para fazer.
[36:53] Então não deixo de sentir que fogo este programa vai ficar
[36:55] fixe. Talvez este programa ficava tão
[36:57] melhor se eu tivesse um mês para o preparar.
[37:00] E a rádio não me dá isso nunca, não é?
[37:02] Tu sabes, percebo, os programas são diários, as coisas são
[37:04] semanais. O que é que?
[37:05] As coisas são digitam. Nas horas antes.
[37:06] O que é que? Tu isso é o tipo de coisa que eu
[37:09] sinto que não, em que não sou boa.
[37:10] Há pessoas que são muito boas com isto do dão te uma tarefa
[37:13] para fazer daqui a 5 minutos e tu fazes incrivelmente bem e não
[37:16] Farias melhor. Eu sinto sempre que com tempo
[37:20] faço as coisas melhores e sinto que o mundo não nos dá tempo,
[37:22] que eu não tenho tempo. Mas eu aquilo que eu fantasio na
[37:25] minha cabeça em relação a ti, mas isto se calhar é porque.
[37:29] Porque me amas? Sim, porque te amo.
[37:31] Mas para além disso, é porque tive um background parecido com
[37:34] o teu. Mas tu continuas lá, que é o
[37:36] facto de viveres numa aldeia. Eu acho que isso deu um ritmo
[37:39] interno completamente diferente. Tu só vieste para Lisboa na
[37:42] altura da faculdade. Eu acho que o facto de viveres
[37:45] lá e de continuares a viver lá, que é mesmo uma aldeia, mesmo
[37:49] pequena, ao pé de Mafra, não. É iá.
[37:50] Nem sequer podes dizer aquela coisa do tiras a Filipa da
[37:52] aldeia, mas não tiras a aldeia da Filipa.
[37:53] Não, não tiras a Filipa da aldeia.
[37:55] Eu acho que a natureza o estares ao pé dos teus pais, viveres
[37:59] numa numa casa lindíssima, também construída pelo teu.
[38:03] Eu acho que esse tipo de ambiente teres um gajo do pão.
[38:08] Que que distribui, que distribui o pão e que deixa a aquecer no
[38:12] na parte da frente do carro, no tablier?
[38:15] Ele já morreu. É um papeiro, mas.
[38:17] Mas continua a ser o pão dele. Que pronto dele não.
[38:19] Os filhos e a. Mulheres, os filhos e a
[38:21] mulheres. Pá, isso, isso.
[38:23] E acho que cada vez mais estamos despertos para isso.
[38:25] Esses significados penetram em nós.
[38:28] Meu, tu tens, tu tens um ritmo, tens tens AA marca da beleza da
[38:32] natureza em ti. Que te faz ter noção disso?
[38:35] E eu acho que muitos de nós andamos nesse ritmo frenético
[38:38] porque estamos contaminados por ele, não é?
[38:40] Porque não é uma coisa e não é uma coisa boa.
[38:42] Sim, eu eu lembro me de trabalhar na Renascença e só um
[38:44] dia. E eu era uma das pessoas que não
[38:46] só vivia esse ritmo como imprimi esse ritmo a toda a gente.
[38:50] Eu fazia mesmo parte da indústria e estava mesmo
[38:52] stressada. Até que um dia eu pensei, nós
[38:54] não somos médicos meu. Porque é que estamos tão
[38:58] stressados? Porque uma campanha da Fanta não
[39:00] vai entrar na sexta-feira. Entra na segunda?
[39:03] Que tens lá está compromissos prazo para cumprir iá iá a.
[39:07] Que preço, a que custo? Estás na rádio.
[39:09] Vivemos muito isso, não é? Estás sempre disponível.
[39:11] À meia-noite, recebes uma mensagem do chefe a dizer,
[39:13] amanhã, por favor, vai apresentar o evento.
[39:14] X sim. EE, às vezes, até durante os
[39:17] programas, recebes mensagens dos chefes como como eu recebia a
[39:21] dizer, olha, não devias ter feito isto ou nisso não sei quê.
[39:23] Depois falamos. Depois, não sei.
[39:25] Acaba por ser um registo sempre um bocado escolar também.
[39:29] Prendas ali numa pressão para impressionar o professor.
[39:32] Não podes falhar, os outros estão a ver, não.
[39:35] Sei quê estás a ser julgado, não é?
[39:36] Estás a ver decisão. De notas podes?
[39:38] Eu acho que as pessoas não têm noção e acho que o Pedro Ribeiro
[39:40] vai agora ter um podcast com alguém.
[39:42] Já sobre reunião a ouvir, o primeiro é é com o Miguel Cruz,
[39:44] que é diretora da m 80, que ajudou a fundar ARF.
[39:47] M acho que é. É engraçado que as pessoas veem
[39:49] a rádio como uma cena mágica e tudo bem.
[39:52] E tu és apaixonada por isso. Fazias emissões de rádio quando
[39:55] eras mais nova para cassetes e não sei quê, mas existe uma.
[39:58] Eu sei que isto parece estúpido hoje em dia, tipo, estamos a
[40:01] falar da Simone Biles, estamos a falar de atletas a Sério, o
[40:04] alteraz que treina não sei quanto, mas nós e rádio as
[40:07] pessoas pensarem, mas para falar é bué da duro para o que é.
[40:11] Não para o que é. É muito duro.
[40:12] Acho que para o que é, ninguém imagina.
[40:14] Pá. E ninguém imagina quando é,
[40:16] ninguém imagina, não é? Vou visitar um estúdio de rádio
[40:18] e vejo OA fazer aquilo onde vejo os a fazer.
[40:21] É aquilo numa base diária, que é o que a maioria dos locutores
[40:24] faz e por isso é que é difícil. Por exemplo, agora temos lá a
[40:26] Carolina Torres, está pela primeira, se calhar, muita gente
[40:30] não tem consciência. Ela já aparece na televisão e na
[40:31] rádio há muito tempo, mas nunca fez rádio.
[40:33] Continuidade fazer rádio de continuidade todos os dias, à
[40:36] mesma hora, com a mesma exigência, o que tu queres que
[40:39] seja a mesma? É duro?
[40:41] É muito, é duro, é mesmo trabalho.
[40:43] E eu trabalhei com ela, não na equipa dela, no CC.
[40:47] Vi mais ou menos no curto circuito e vi mais ou menos.
[40:49] Como é que naquela altura se trabalhava OCCE?
[40:52] Houve ali 11 diferença em que no início era tudo guiunade e
[40:55] teleponto e depois houve um avacalhamento, mas em que os
[40:58] apresentadores não tinham responsabilidade de produção.
[41:02] Isto é, aquilo tudo deves ter lidado mal com isso.
[41:04] Eu não, porque eu não cheguei a ser apresentadora, tinha a minha
[41:07] rubrica, não sei quê tinha, tinha o rosa e o Juan a escrever
[41:10] comigo e não sei quê. Mas é Malta não está habituada a
[41:13] ter que escrever as suas próprias coisas.
[41:15] Acontece muitas vezes, ao contrário dos locutores terem
[41:17] produtores. E é claro que a rádio agora não
[41:19] é tão escrita, mas tu és responsável pelas coisas que que
[41:22] dizes no ar. Isso é super duro e depois
[41:25] trabalhar tão perto em dupla. E ter que lidar com isso é
[41:29] completamente diferente de trabalhar como a equipa.
[41:31] Iá, agora que estás a falar da cena da produção, também te está
[41:34] a lembrar que faço um faço um programa à sexta-feira na
[41:37] SportTV, só online é para YouTube, para redes e eu adoro.
[41:43] Quem escolhe a roupa? Não, não, não são looks de
[41:48] escritório como eu. Chamo hospedeira de Borges, no
[41:51] hospedeira. De Borges iá iá, sim, mas eu.
[41:53] Agradeço bem atenção. Nós fazemos um fiting.
[41:56] E é suposto aquilo também é o que o canal quer, quer seja uma
[41:59] coisa adulta, chamativa, mas adulta, que que que tenha a ver
[42:04] connosco, mas que também tenha ali uma identidade própria.
[42:07] E no iniciozinho mesmo, nos primeiros programas, eu escrevia
[42:10] tudo sozinha, EE. Escrevia tipo de raiz.
[42:15] Agora, já lá dentro do departamento de marketing, os
[42:20] tópicos, os tópicos já vêm. Eu demorava muito tempo a fazer
[42:23] aquilo, EE. E muitas vezes era para escrever
[42:26] sobre os jogos que estavam a acontecer à quinta-feira à
[42:28] noite, e eu IA gravar o programa na sexta às 6 da manhã, antes de
[42:30] fazer o programa de rádio. Então agora eles têm os tópicos,
[42:34] Oo guião já vai mais ou menos alinhado, mas depois eu dou lhe
[42:37] uma transformação e ponho lhe no meu tom.
[42:39] Pá. Não, eu acho que teria muita
[42:41] dificuldade ou ou ficaria sempre meio infeliz se não tivesse mão
[42:46] nenhuma aquilo que estou a dizer.
[42:48] Acaba sempre por por ter um bocado, podem se achar.
[42:52] Mas é aquilo que eu que mais me mais difícil é para mim.
[42:56] Até tu conheces me bem ao trabalhar em dupla e.
[42:59] Porque é que achas que é difícil?
[43:01] Ausência, ausência de controlo e talvez má gestão de relações
[43:10] próximas. Ou seja, não sei lidar bem com o
[43:12] tato. Com o no tato não sei, não sei
[43:16] tu também não era não é uma coisa que tu tu dantes quando
[43:19] falavas eras bruta. Eu acho tu tu vais um bocado a
[43:23] direito, mas eu acho isso melhor do que andar com merdas também.
[43:26] Eu sei que tu achas, mas há pessoas a quem.
[43:29] Porque eu gosto de ti, então contrabalança percebes, acho que
[43:31] se calhar se falares de forma tão direta com uma pessoa que
[43:34] não te adora. Sabes que eu, quando estou a
[43:36] falar de forma direta, não é para ser má?
[43:39] Não é para ser clean nem. Para ser engraçada, e eu acho
[43:41] que muitas vezes sou mal interpretada e nos nos primeiros
[43:45] programas que fiz com o Renato na rádio comercial, isso
[43:47] aconteceu, vi pessoas a dizer. Recebemos uma mensagem horrível
[43:51] que me ficou a bater. Uma vez que foi.
[43:54] Não acredito que a minha rádio tem uma pessoa como a Filipa.
[43:58] Já não é uma nem 2 nem 3 vezes que está a tratar mal.
[44:01] Eu não estava a tratar mal Oo colega.
[44:04] O Renato já agora que colega? O Renato que está a tratar mal,
[44:07] o Renato, não sei quê. E eu até é bué confuso.
[44:10] Mas o que é que eu disse? Às vezes são coisas mínimas,
[44:13] tipo. Sei lá, conheço o Renato há
[44:17] muito tempo, já fazíamos dupla, já vínhamos com uma dinâmica
[44:19] muito própria. Mas aqueles ouvintes ouviram nos
[44:21] a primeira vez, não comem que eu sou, nem sequer me estão a ver.
[44:23] E eu estava a ter a minha dinâmica com ele, que tinha
[44:27] habitualmente, mas sem posicionar sem contexto.
[44:29] Acho que é isso que me falta às. Vezes, e acho que o facto de não
[44:31] seres bubly, como muitas de nós somos em rádio, que vá, não, não
[44:37] és animada, não és Pateta, não é Pateta, no bom sentido.
[44:42] Estou um bocadinho no espectro. Sim, sim, sim, acho que sim,
[44:46] acho que foi sobre isso. Não acho que não tens, não tens
[44:52] necessariamente persona percebes.
[44:55] Eu acho que tu tens uma persona no geral que és pouco
[44:58] vulnerável. Acho que te mostras mais
[45:00] confiante do que aquilo que verdadeiramente és.
[45:03] Acho que tens esta fachada fixe de pessoa que estou cá a
[45:06] trabalhar e que sei o que é que estou a fazer, tudo bem.
[45:09] Mas essa fachada não inclui o achem me divertida.
[45:12] Não é mais pronto. Eu sou sarcástica, sou uma
[45:17] pessoa que quando fala é porque sabe do que é que está a falar.
[45:19] Se não sei oiço e penso sobre isso, tu passas.
[45:23] Ponderação e segurança e sarcasmo e realmente, quem não
[45:28] te conheça? Estas 3 coisas, até numa mulher,
[45:31] arriscaria, passam, fazem te passar por menos.
[45:34] Berlim menos. É diferente de dizer assim, boa
[45:36] terça-feira. Como é que você está desse lado
[45:39] Na Na Na? É diferente de dizer é
[45:41] terça-feira. Renato tiveste um fim de semana
[45:43] incrível, suponho. Iá que isto era algo que tu
[45:46] dirias na boa, vá, Renato, conta lá o teu fim de semana em.
[45:49] Que viste os jogos todos de futebol, tu adoras.
[45:51] Futebol não é uma pessoa que esteja, uma pessoa que esteja a
[45:54] ouvir. É assim, quem é esta puta meu?
[45:56] O que é que o Renato fez para? Ela está quando?
[45:59] É o teu pronto. Quando é o teu humor, quando é a
[46:01] tua cena. É um bocado o Rui Maria, se não
[46:03] fosse conhecido, se não, se não se conhecesse a personagem do
[46:06] Rui Maria, ele também pareceria um sonorinho.
[46:08] Mas como o Rui Maria, sei lá. É o Rui Maria?
[46:11] É o Rui Maria, já é assim da gestão.
[46:13] E considero também uns pontos mais acima no nível de
[46:16] inteligência, OK? Em relação a mim, não sei.
[46:20] São. São coisas diferentes.
[46:21] São pessoas diferentes, com erros diferentes, aprendizagens
[46:24] diferentes. Mas eu, no outro dia, tive com
[46:27] um comediante, estava todo bêbado e veio ter comigo e
[46:31] disse, Joana, eu defendo agora já.
[46:33] É açoriano, é. Eu defendo de toda a gente, eu
[46:37] defendo de toda a gente e eu, pá.
[46:40] Eu não acho isto fixe. Estás me a ver?
[46:42] Eu. Mas quem é que me ataca?
[46:43] Exato. Quem é que não sei que me estás?
[46:45] Ele esteve a. Dizer como eu tenho um estilo de
[46:46] humor é. Diferente, tu sabes.
[46:48] Pensei, nunca fui, nunca fui. Olha, eu eu vou dizer o mesmo
[46:52] que ele, eu também te defendo de toda a gente.
[46:54] Pá mas que é isto? Mas quem é toda a gente?
[46:56] Não. E não é o defender, porque tu
[46:57] precisas de defesa, é se alguém diz alguma coisa sobre ti.
[47:02] Aquilo que eu sinto é que quando dizem alguma coisa sobre ti.
[47:06] Há 2 tipos de reação, que é a Joana gama Ah, não conheço bem,
[47:11] ou a Joana gama Hum, não sei. Parece que há sempre uma coisa
[47:16] de Hum, como é que é? Não estou bem a ver, não sei se
[47:20] gosta, tem um estilo, Ah, tem um estilo meio.
[47:22] As pessoas não completam a frase.
[47:24] Sabes? Ah, porque sabem também que és
[47:26] minha amiga se. Calhar, não?
[47:27] Sim, também. Mas não está.
[47:29] Se calhar é mais uma vez, tu não, tu também não és preto e
[47:33] branco. Não estás ali numa matiz
[47:35] qualquer, e estou. Sempre a mudar.
[47:36] E o facto de não seres clara, isso para algumas pessoas é
[47:39] confuso, não é? Claro, mas o que ele o que ele
[47:43] estava a dizer foi que as pessoas estão à espera de uma
[47:45] determinada caixinha no humor. Como estão à espera de uma
[47:48] caixinha? Em tudo num sendo up comedy
[47:51] premissa panc? Premissa panc?
[47:53] E eu vou lá. E o que é que um deles disse?
[47:56] Tu fizeste o oversharing, uma profissão?
[48:00] Mas isso é uma. Não é do género, é o que é o que
[48:03] tu fazes é um over shoring it. No caso dele, por acaso era um
[48:07] mas mas eu não vejo como esse problema iá e eu e eu defendi te
[48:11] uma vez e era isto que eu queria dizer que não é com esse intuito
[48:13] de Ah, as pessoas te atacam, não sei quê.
[48:15] Foi uma vez que estavas no elevador da Renascença e ouve
[48:20] como é que ela se chama agora? Não me lembro do nome, eu
[48:22] depois. Disso o nome dessa puta.
[48:25] Eh pá era AA secretária da RFM, que é muito mais do que a
[48:28] secretária. AA Zeca.
[48:30] A Zeca. A Zeca, isto já foi há muitos
[48:32] anos. Estava eu no café da manhã e
[48:34] assim, pá, aquela miúda, tipo, acha que é quem?
[48:37] Que é quem está no elevador não diz bom dia, não diz boa tarde,
[48:40] não cumprimenta uma pessoa, não sei quê.
[48:43] É possível que não. É pá.
[48:44] Devia estar na lua, claro. Que foi o que eu lhe disse?
[48:46] Disse assim, calma, meu, porque é que estás tão pronta a julgar
[48:49] as pessoas? Ela é distraída, estava na vida
[48:51] dela, estava preocupada com qualquer coisa, fez 11 viagem de
[48:54] 45 minutos para cá chegar, não tem um lugar teve, digam assim,
[48:57] tem calma, percebes, eu acho. Eu acho que é isso que as
[49:00] pessoas estão à espera que tu tenhas 11 certa, como é que se
[49:04] chamam? Convenção que tenhas aquelas
[49:07] convenções sociais e acho que é isto que incomoda as.
[49:09] Pessoas é quando tu não tens as quando não temos as convenções.
[49:12] Quando não há as convenções? E eu faço bué as convenções
[49:15] sociais porque eu socialmente sou uma merda.
[49:17] Não é não. És uma merda, eu sou.
[49:19] Um bocadinho. Sou um bocadinho porque, sei lá,
[49:23] eu não sou. Eu sou tímida.
[49:26] Sim, sim, e eu também. Sim, sim, mas tu és uma coisa.
[49:31] Ainda falei de ti no último podcast, onde fui que ainda não
[49:33] saiu? Onde é que está o que eu mais
[49:36] uma das o que eu mais admiro em ti, eu.
[49:38] Admiro. Bastante o facto de tu seres a
[49:41] mesma pessoa em todos os lugares.
[49:42] Olha a Maria também me disse isso a Maria porque?
[49:45] Isso é uma coisa que eu não consigo.
[49:47] Mas isto é um problema. Eu sei, é um problema, mas não
[49:51] devia ser um problema. Isso não faz com que as pessoas
[49:54] que te estão a ver. Tenham sempre a Joana, certo?
[49:58] Não é que as pessoas percebi que estão a ver a mim ou à Maria ou
[50:01] a pessoas que não são assim que se calhar até são a maioria AA
[50:05] metáfora teatral que nós encarnamos em.
[50:06] Todas as obrigada, Catarina burnay.
[50:09] Ou públicos e audiências? Já não me lembro, eu acho.
[50:16] Não é que nós não sejamos pessoas honestas, não é?
[50:18] Nós temos vários lados e é mais isso.
[50:19] Tu escolhes um para mostrar. Tu não estás a pensar em que
[50:22] lado é que vais mostrar porque estás a falar com a senhora.
[50:24] Do café, mas é uma merda. Eu sei, é uma merda porque do
[50:27] outro lado tu não sabes quem está.
[50:30] Não, eu não. Eu faço o oposto que é eu over
[50:33] analiso o sítio onde estou eu antes de ir para um evento para
[50:36] já. Se eu souber que tenho que ir
[50:37] sozinha a um sítio, fico logo na merda.
[50:39] Eu não vou, não vou é a diferença.
[50:42] Não vou, eu vou, mas eu estudo. Que tipo de pessoa é que vai lá
[50:46] estar na, na, na? Não é para eu ser mentirosa ou
[50:49] desonesta com a maneira como me vou apresentar.
[50:52] É. Deixa me estar aqui em
[50:53] conformidade. Mas isso é mas isso eu acho.
[50:55] Que e sempre desejosa. E eu acho que tu aqui também és
[50:58] diferente de mim. Desculpem interromper que é
[51:00] sempre desejosa. Que venham falar comigo.
[51:02] Que eu quero que acabe aquele constrangimento.
[51:05] Do que estou aqui a falar? E não, não me sei comportar.
[51:08] Portanto, venham falar comigo que é para eu respirar.
[51:10] EEE seguir. Pois eu não aguento isso, então
[51:13] sou eu a meter conversa? Portanto, eu dizer que se.
[51:15] Com introvertida não é bem, porque eu gosto de socializar,
[51:18] tu sabes eu. Eu gosto de conversar.
[51:19] Mas isto agora existe uma cena que são os.
[51:22] Eu vi só as. Miga, a melhor publicação de
[51:25] sempre, a melhor publicação de sempre, toda a gente envia.
[51:28] Toda a gente eu sou, mas por acaso acho que não, porque eu li
[51:30] que os otrovertidos gostam mais de um into one és tu?
[51:35] Eu odeio pessoas no geral. E eu gosto, estou.
[51:38] A brincar, venham dia 7 de outubro ou vilarete.
[51:40] Eu gosto de grupeta. Aliás, eu vou em vou de férias,
[51:43] com grupos. De amigos teus amigos de sempre.
[51:45] É aquele grupo bué, seguro, pá. Eu só vejo um ato saudável Na Na
[51:50] tua vida sim, a Sério que sim e quando e quando eu sinto que
[51:53] estiveste num sítio. Meu comprimidos, portanto, se.
[51:56] Calhar não, Tomas ainda. Nunca tomei.
[51:57] AI, mulheres. Eu consigo lidar com a
[51:59] ansiedade, com com terapia só. Isso é bem, era isso que eu te
[52:02] IA dizer tu recentemente. Eu não soube de outra altura em
[52:05] que tu tenhas feito terapia, anão ser com aquela altura em
[52:07] que. Falamos depois da pandemia,
[52:09] quando voltei EE trabalho. Filhos e tudo o resto?
[52:14] Eu vejo um ato super equilibrado em ti EE que acho que talvez não
[52:18] te sintas integrada no mundo por causa disso.
[52:20] Como não é equilibrado, sim. Não, mas sim, acho que não estás
[52:24] doente, acho que. Claro que tudo é legítimo.
[52:27] Eu não estou a dizer que nós que andamos a 1000 de tu também
[52:30] andas a 1000 da tua maneira e tudo, mas acho que tu pesas as
[52:33] coisas e mesmo que internamente percebes tu se estás a falhar.
[52:38] Nalguma coisa foi porque falhar é porque tu nesse dia decidiste
[52:41] por alguma razão que era importante para ti estar parada
[52:44] naquele momento, ou ficar a brincar com o Eusébio, ou que
[52:47] não havia frango para o jantar e foste buscar, ou porque havia um
[52:50] jogo do Benfica. É um momento fixe em família,
[52:52] verem o jogo são prioridades que tu Tomas que não.
[52:56] Ser sempre as melhores decisões para ti, portanto, eu acho que é
[53:00] um. Mas às vezes pode ser difícil
[53:02] para quem vive comigo. Desenvolve um sentido maior de
[53:06] Independência. A Irene tem uma dependência
[53:10] gigante de mim, porque eu a criei e porque eu também tenho
[53:13] uma dependência gigante dela que que não é que ela seja
[53:17] incapacitada, mas agora tenho de andar.
[53:19] Passos para trás. Agora te estou a fazer o desmame
[53:21] em tudo que é a mãe. Que meias é que eu calço tem 11
[53:25] anos. Porque tu vais a 80 e depois
[53:27] tens necessidade de se acelerar? Por vários motivos, porque uma
[53:31] das coisas que eu quero é que seja tudo rápido e com as
[53:33] crianças, se forem eles a fazer as coisas, pá, a minha fica ao
[53:36] espelho durante 3 horas. Ó pá.
[53:41] Tu olharias a pensar, fogo, vamos?
[53:43] Lá caralho, ontem foda se os meus filhos estavam
[53:46] transadíssimos como sempre, não é para ir para a escola, até
[53:48] porque a mãe também. Se atrasa nunca.
[53:51] E estavam olha lá, estavam a brincar na minha cama, isto já é
[53:55] hora de estarem vestidos? EE, eu estava a achar tão lindo
[53:57] a interação entre eles que parei para filmar.
[54:00] Isso é tão saudável. Tu não tens noção?
[54:03] Eu adorava. Eu adorava que tu pudesses estar
[54:05] do meu lado e ver o quão bonito isso é.
[54:08] Juro. Te só.
[54:09] De facto, como estás a dizer isso já?
[54:10] É bom. Já me faz sentir bem.
[54:11] Estou, estou eu. Estou mesmo comovida por tu
[54:15] teres essa capacidade. A Sério e lamento mesmo que o
[54:18] mundo nos partilhe ao ponto de nem toda a gente conseguir ter
[54:21] essa visão das coisas. Sabes que às vezes tu estás a
[54:24] dizer isso? Eu penso assim, será que eu
[54:26] devia ir viver para um sítio ainda mais isolado?
[54:30] Será? Mas.
[54:30] Depois, como é que eu faço tu também?
[54:32] Estás o meu trabalho. Sim, e estás a condicionar
[54:34] também os. Miúdos não é cabo, seria se
[54:37] calhar ir para o para o 8. E eu?
[54:39] Eu tenho essa vontade também, só que eu acho que os 8 tanto podem
[54:42] ser super saudável. Ou também podem ser um ótimo
[54:45] sítio para o suicídio. Eu acho que o isolado, o hiper
[54:49] isolado, pode funcionar. Pode haver tipo temporadas num
[54:53] sítio e outro, mas se calhar quando os miúdos forem mais
[54:55] crescidos, eu acho que. Antes.
[54:57] É um equilíbrio fixe para os teus miúdos saberem trabalhar.
[55:01] Sim, percebes. Os meus filhos vêm muito mais
[55:03] vezes a Lisboa do que eu alguma vez fui com a idade deles, por
[55:06] exemplo. Não vêm em Lisboa só de férias.
[55:08] Não, não é só a férias. A Lisboa, não, não é como eu que
[55:11] vinha no Natal ao chear às compras uma vez por ano, era a
[55:14] loucura. É isso.
[55:15] Mas eu eu acho tipo pá deste. O meu pai uma vez disse uma
[55:19] coisa que foi o melhor elogio que o meu pai alguma vez me fez
[55:22] que foi de uma maneira ou de outra, tu sempre soubeste
[55:25] caminhar no bom caminho. Iá também senti isso em ti,
[55:29] porque às vezes eu sinto. Eu lembro me de sentir isto
[55:31] contigo com certas amigas que eu tinha que tinham tido mais
[55:34] Liberdade do que eu. Liberdade tipo sim, de chegar a
[55:39] casa mais tarde, de não precisar de estar sempre a dar
[55:42] justificações aos pais, sempre, sempre senti isso muito que eu
[55:46] acho que os meus pais não foram ultra restritivos comigo.
[55:49] Eu sinto é que eu tinha uma necessidade muito grande de me
[55:52] libertar. E em senti isso contigo e senti
[55:57] com mais pessoas que é. Se eu tivesse tido a educação da
[56:00] Joana ou se tivesse tido a educação da de pessoas deste
[56:03] género, eu ter me IA perdido. E ela não se perdeu.
[56:06] Tipo brutal. Ah, fui me perdendo.
[56:09] Não te foste? Sim, mas foste.
[56:11] Encontrei. Foi indo estás a ver, estás a
[56:12] ver um carro. Era o jogo do Hugo, sim, e que.
[56:19] Merda. Nem fez sentido, mas,
[56:21] entretanto, eu se calhar também só penso isto.
[56:25] Porque não foi assim, não é? Sei lá como é que eu IA ser.
[56:28] Se calhar se eu tivesse tido Liberdade, teria sido diferente.
[56:30] Aquilo que eu sei já ter feito também alguns estudos com
[56:33] terapeutas e não sei quê. Aquela cena de para saber se és
[56:35] mais laranja, se és mais. Vermelho, do tipo de
[56:37] personalidade tu és azul ou verde?
[56:40] Ela diz me que eu sou azul, mas eu sinto que o meu selfie total
[56:45] é laranja. É o do aventureiro, é o do para
[56:48] quedas, é o do não sei quê. Só que eu reprimi tanto isso.
[56:52] Na infância, que eu agora sou uma azul, sou um de jogar pelo
[56:56] seguro coisa. E se calhar também é uma pressão
[56:59] grande para ti ou não. Por isso é que estavas a dizer
[57:02] que só vais correr quando fores mais velha que achas que é
[57:04] quando te libertares mais desse azul e tiveres mais fucket já
[57:07] estão crescidos, caguei, vou me drogar toda e vou vou me
[57:12] rebentar toda No No boom no. Boom na corrida.
[57:16] Sim, no boom também. No boom também também quero ir
[57:19] ao boom iá. É isso?
[57:21] Não sei, talvez é. Pá eu eu acho que devias abraçar
[57:25] mais esse teu lado mesmo acho que não te sintas culpada por
[57:30] seres quem és não mas o teu ritmo está certo nós é que não,
[57:34] não é não é nós é que não tudo está certo para toda a gente,
[57:37] não é isso? Mas o teu não te dá cancro tens
[57:41] qualquer coisa para me contar. Ah, OK.
[57:45] Sim, OK, está bem, obrigada. A.
[57:47] Sério o meu problema anão saber agradecer o.
[57:49] Luís, eu também não sei, eu também não, mas também fazem
[57:51] então um pouco. Felipe, eu amo te e.
[57:56] Eu assim, vai cá um abracinho para foder os microfone.
[58:01] Aquele Pombo não tem uma cabeça AI não.
[58:03] Como se estava a coçar? Iá, mas tem uma cabeça bué
[58:05] pequenina, deve ter por. Merda de Pombo, digo te.
[58:08] Já iá, eu não queria estar fora. Ah É pombinho bebé?
[58:14] Ah. Pois é, acabou de nascer.
[58:16] Ainda bem, grande merda. Acabei de fazer um aborto com
[58:18] ele. Vivo não, ele está vivo.
[58:20] Ainda, Filipa, muito obrigada por teres vindo.
[58:23] Foram 59 minutos, é verdade. Acho que isto foi bom ou foi uma
[58:26] merda? Eu acho que foi bom.
[58:27] Digam vocês nos comentários. E estamos no meio da natureza,
[58:31] porque é da natureza da Filipa e é da minha natureza também.
[58:34] Lembrei me agora que este episódio é patrocinado pela
[58:36] pleno e é por isso estou a pôr aqui.
[58:38] É da pleno? É da pleno.
[58:40] Não te convidaram, convidaram, convidaram.
[58:43] Porque tu não vês, não quer dizer.
[58:45] É quando? Sei lá, já foi um.
[58:47] Já foi com a milianas, não foi? E acho que foi fixe.
[58:49] Vi pelos stories de alguém os. Stories é sempre fixe.
[58:52] Ah, é, é plena. É incrível.
[58:54] Não, não. Não, não é.
[58:55] Não é assim que era publicidade. Não, não, não faz.
[58:57] Não, mas nos stories os eventos ficam sempre fixes.
[59:00] É verdade, até aquelas festas de rádio em que só está uma pessoa.
[59:03] Ah, isso é mentira. Não, não estou a dizer das
[59:05] nossas rádios não te lembras. Havia uma rádio que fazia
[59:09] festas, não tinha lá ninguém. Mas depois IA entender bem.
[59:12] Eu até foi incrível, estava lá toda a gente e quem foi?
[59:18] Diz assim, não era só um gajo chamado Henrique.
[59:21] Estava ao telefone no bom, seja como for, pleno, obrigada pelo.
[59:25] Obrigada, pleno. Podem me apoiar também.
[59:27] Apoiem anão. Sei em quem, mas ainda em tudo,
[59:30] em tudo. Apoiem me.
[59:31] É isso, por acaso eu fiz promoção?
[59:32] É isto dos pois fizeste. Tu és grande gaja para pleno.
[59:35] Eles sabem, eles sabem. Bom, eles não desliguem já,
[59:38] amigos, porque eu quero dizer vos, dia 7 de outubro temos o
[59:42] último não sei ser em Lisboa. No villaret e vamos ter também
[59:47] outras Datas para o resto do país.
[59:48] Portanto não se ponham a apanhar autocarros de Faro para cá, não
[59:51] é preciso. Eh pá, mas se quiserem, podem
[59:53] ver 2 vezes. Sim, podem ver porque é sempre
[59:56] diferente. Pois é tu, tu já.
[59:58] Reforçaste isso, eu vou reforçar isso agora.
[1:00:00] Quem nos está a ouvir? Aqui, sempre diferente, esta
[1:00:03] gaja consegue ter texto diferente que nem é texto.
[1:00:05] Muitas vezes ela acabou de pensar naquilo e és
[1:00:08] absolutamente, ó pá, é verdade, eu não conseguiria.
[1:00:10] Lá está uma coisa que eu não conseguiria fazer.
[1:00:12] É preciso ser muito louca para fazer o que tu fazes.
[1:00:14] OKA Filipa trabalhava. Já perceberam, trabalhávamos
[1:00:18] juntas, trabalhamos juntas ainda, sei lá, uns 14 anos ou
[1:00:20] uma coisa assim, 13 para aí, 1010, porque entraste depois 10?
[1:00:26] Porque tu saíste antes? Ah, não foi 10 anos.
[1:00:29] E já não sei quem é que me disse isso, que aquilo que eu faço em
[1:00:31] palco era aquilo que eu fazia no open Office quando dava, quando
[1:00:34] dava um ataque de quando. Tu fizeste o sim, eu tive um.
[1:00:39] Eu tive um ataque por ti iá porque tu estavas a revelar
[1:00:41] coisas que tu só tinhas dito tipo em círculos mais íntimos.
[1:00:46] E eu olhava para todo o lado do género.
[1:00:48] Estas pessoas estão a ouvir. Estas.
[1:00:49] Pessoas não conhecem de lado nenhum e ela está a contar esta
[1:00:51] merda foda se. Amiga, no meu curso de
[1:00:54] comunicação social não dá para mais.
[1:00:56] Nada, não, mas. Estás a ver, é isso?
[1:00:58] Eu gostava de ser assim. Ah, não?
[1:01:00] Agora vou para um palco e vou dizer a merda toda que eu sei.
[1:01:04] É verdade, é verdade. E sabes o que é que é mais
[1:01:06] bonito? No meio disto tudo?
[1:01:07] É que sempre me deram a entender que eu nunca teria alguém que
[1:01:09] gostasse de mim se eu fosse quem eu sou.
[1:01:11] Foda se mas tens e não é só uma pessoa.
[1:01:14] São várias. Sou eu e o Miguel.
[1:01:16] Sim, são só 2 beijinhos até para a semana.
[1:01:20] Acho que vai ser com acho eu. Se o gajo não se baldar com o
[1:01:23] Duarte, petengrão. Ah, vamos já fazer a nossa
[1:01:25] pressãozinha, não é? Sim, sabes quem é?
[1:01:28] Oh, foda se claro que são pronto, é isso, o Duarte, o
[1:01:30] Duarte. Olha, tens aí cenas boas para
[1:01:32] falar com ele. Depois diz me?
[1:01:33] Está eu vou contar te. Beijinhos, olha uma colher,
[1:01:35] tchau, beijinhos, adeus. Tens uma massagem agora?
[1:01:39] Ah, foda se. Ah, vês?
[1:01:41] Vês é o podcast, não sei se.

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