# com pessoas: "É verdade que és bruxo?" - Rui Maria Pêgo

An episode of [não sei ser](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1662857422), 17 Jun 2025, 1 h 22 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d7dabd1c/podcast/play/104233371/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-5-16%2F402290834-44100-2-fa2bd5e0d8c6e.mp3

Cá estamos com o melhor episódio desta semana.Desta vez, temos a pérola que é Rui Maria Pêgo, a presentear-nos com as suas crenças esotéricas, reflexões sobre comunicação, arte e a pergunta: bruxaria ou apenas boa intuição? O Miguel e eu começamos por fazer uma dissertação comovente sobre o fim-de-semana incrível que passámos em @sollo.life. Estivemos OFF durante 3 dias e completamente ON um no outro, em livros, natureza (com vacas e tudo), xadrez e rádio local. Foi mágico. 🎁 Têm 30€ de desconto na primeira consulta na HiWell com o código: joanagama30 https://hiwell.app/gamaajoana 📅 Novos episódios todas as terças às 7h da manhã Próximo convidado: @kikoishot 💬 Sigam o podcast, comentem (eu respondo), avaliem com 5 estrelas e… por favor, deixem de usar a palavra “borrar”. Mesmo se forem espanhóis. Obrigada.✨ Querem sugerir convidados? Mandem vir.

## Transcript

[0:00] Rui Maria, é verdade que és bruxo?
[0:14] Olá, como é que vão essas férias?
[0:17] Lindas, lindas, lindas. Já foram à armação de pera.
[0:22] Já como é que está a praia, AI que está lá um restaurante este
[0:27] ano, que no que toca a marisco está em é o melhor sítio de
[0:30] marisco de todo o Algarve, tu sabes quem é que o meu tio já lá
[0:34] vai há 30 anos e diz, pá, não há mexilhão, mexilhão é marisco,
[0:38] não há mexilhão como aquele. Qual é que é o critério para ser
[0:41] marisco? Estou a falar contigo, não
[0:46] sabes, é, é Conchas, é, é te carapaça.
[0:49] Senão, a tartaruga é marisco. A tartaruga é marisco.
[0:52] Não sei, não sabes se é marisco. A tartaruga tem carapaça ou
[0:55] marisco, mas quem é que tem carapaça de marisco?
[0:59] Tem todos. Têm todos uma certa forma de
[1:02] carapaça. É Ou Não É?
[1:05] Camarão, carapaça, caranguejo, carapada, lagosta, ostra,
[1:10] carapaça, percebes. Quem é que quem é que não tem
[1:13] carapaça não toca a percebes? Pronto, isto é uma coisa gira
[1:21] que o Miguel e eu andamos a fazer aqui é falar, aprendemos,
[1:24] aprendemos aqui a falar e então andamos a jogar um jogo.
[1:27] Nem sequer sabia que IA falar disto.
[1:30] Partilho ou não vou partilhar porque partilhar é bonito.
[1:35] Eu estou a falar contigo, podes falar agora é está bem pronto
[1:41] então que é uma coisa muito gira que é dizemos letras, é jogar ao
[1:46] stop. Só que só uma categoria.
[1:50] Mas agora também já sinto que estás a falar de mais.
[1:55] Vou dizer stop. Não.
[1:57] Eu digo as letras dizes, stop. Não vá a.
[2:05] Stop. Esqueci.
[2:06] Me desculpa outra vez. AFFQ marcas, não sei.
[2:14] F marcas. Então vá outro, não outra letra
[2:19] famosos está bem? Então vá começo.
[2:22] Eu, Rússia Moniz, fraeza, Guilherme, FFFF, Fernando
[2:28] Daniel. Fernando Correia.
[2:31] Marcos. Fernando Correia, quem é de
[2:35] burriquito? O que é isso?
[2:38] Estás a gozar? Fernando zamora.
[2:41] Fernando Mendes. Fernando.
[2:44] É da história, é do tratado, não o Fernandes.
[2:48] Agora, isto foi uma das coisas que nós fizemos.
[2:51] Num eu digo, eu digo que fomos de retiro, fomos no para um
[2:55] retiro, mas retirámo nos é diferente.
[2:57] Fomos para um sítio lindo No No Alentejo.
[3:00] Não digas, onde é que é, Joana? Então, mas o Alentejo é grande.
[3:04] Vamos já das água da pistas. Então é um sítio feio?
[3:07] Pois tu dizes. Faço Alentejo com a boca.
[3:10] Não existe. Está bem pronto.
[3:12] Tens de censurar isso? É uma cabine no meio Do Nada.
[3:17] Cabine pode se dizer cabine. É cabine?
[3:19] Então, mas acho que é uma cabana.
[3:20] Não é uma cabana porque não é feita de defesa.
[3:23] Mas é cabine. Então é o quê?
[3:25] Não sei, mas cabine parece me muito parece tradução de naifa
[3:29] estás. A ver.
[3:32] É uma casa, Mini casa, parece uma tinee home tem tudo do boi e
[3:37] do melhor tinha nos a nós que somos um beija aqui para as
[3:41] pessoas saberem que somos um casal aqui dá um beijo, está
[3:44] bem, tinha Lençóis de linho. Eu sei que isto parece estúpido,
[3:47] mas muda por completo a experiência.
[3:49] Toalhas muita boas, daquelas que mesmo sem tomar banho vos
[3:52] apetece estar enroladas e não. Fizemos, não.
[3:55] É sim, nem tomámos. Banho aquilo Lava mais do que
[3:57] tu. Passaste Por Ela a fazer assim.
[4:00] Tomámos banho e vocês pensam, ei, essas cenas a nível de água
[4:03] ótima, água sem pressão nem depressão.
[4:06] A água estava sempre assim. Sem pressão, não tipo com.
[4:08] Pressão? Ah, com pressão, pá.
[4:11] É quentinha. Estava quentinha que um gajo vai
[4:15] para lá e sente o microbio todo. É, é tudo, embora super bem
[4:20] equipada, tinhas joalheiras. Que tu precisas cultfleires que
[4:24] é para ser. Tinha tu está pronta para o
[4:26] patinho? E pá.
[4:29] Lindo. E como aquilo é uma cena
[4:30] offline, tem imensas coisas para brincar para além de nos termos
[4:34] um ao outro, OK? Xadrez.
[4:37] Rádio. Estivemos a ouvir rádio Granada.
[4:40] Rádio com cassetes tem. Ouvimos tipo discos, pedidos.
[4:45] Velhotes muito bem equipada. Sim.
[4:47] Café. Fizemos slowkoff como nós.
[4:50] Lá está. A minha avó sempre fez slowkoff.
[4:52] Nós. Nós somos tão.
[4:57] Nós somos tão evoluídos que interrogámo nos porque é que o
[5:01] café sobe? Porque é que a água ferve?
[5:04] Porque é eles estão a ver o. Termo mais um bife no fogo.
[5:06] O Miguel ateou o fogo, foi mesmo mais cholas e eu estive a lavar
[5:09] a loiça. É muito tradicional, sem sentir
[5:14] que recuámos ali a uns. 50 anos, senti isto, mas depois comemos
[5:17] 11 salada com cenoura ralada. Porque é mesmo para sentir a
[5:20] natureza? E ali, ao lado, havia imensas
[5:23] rochas, rochas que iam deixar os pedrólogos loucos porque parecia
[5:27] rochas mesmo, daquelas coisas que nós aprendemos na escola,
[5:30] que faz sentido, que é Antas de homens.
[5:34] Sabes? Conheço o programa.
[5:36] Conheço. Qual o programa de educativo de?
[5:39] Não há. E há.
[5:40] E os de homens? Pá.
[5:42] E havia charcos, porque aquilo tem uma barragem lá.
[5:45] O quê? Qual é charcotank?
[5:51] Não teve graça, vais continuar sem rir.
[5:53] Eu gostei. OKA minha foi melhor e tinha lá
[5:58] tipo riozinhos ficou imensos. Girinhos não tinha.
[6:01] O Miguel estava cheio de ciúmes. O que é que vais fazer?
[6:02] Vou ver os girinhos. Estava lá o Guilherme a fazer o.
[6:05] Guilherme girinhos, andei descalça, andamos nus, Lemos
[6:09] para caraças. Foi, foi, foi incrível e é giro,
[6:13] porque a mim custa me um bocado sendo comediante.
[6:17] Falar disto sem ser com humor, porque é fácil, e para a para a
[6:21] ironia, para o sarcasmo e reconectámo nos e pá, foi muito
[6:26] importante para mim. Eu, uma das coisas que eu mais
[6:28] gosto de fazer com o Miguel sem ser essa é ler.
[6:31] EE adoramos ler juntos. Estamos a ler um livro em
[6:36] conjunto. Miguel também está a ler e foi
[6:39] me citando, isto parece. Abusão não, não me citei a ti.
[6:44] Fui dizendo ao pulso, bem sabes o que é que a Joana disse hoje
[6:46] Na Na Na senti zero saudades do do telemóvel até o deixei no
[6:51] carro lá em foda. Se o Miguel teve ali o telemóvel
[6:55] explica às pessoas. Tinha algumas ofertas de
[6:58] trabalho pendentes, então tive que ir vendo, é verdade.
[7:02] EE, eu, eu vi. Eu vi porque tu tens óculos e eu
[7:05] via as maminhas a passarem nos ecrãs.
[7:08] Vi, vi, não eram as minhas porque estavam no sítio das
[7:10] maminhas. Até mortes.
[7:14] O lábio disse me para quê? Para não não ser pior.
[7:17] Não para não dizer não. O quê?
[7:19] Não é que se depois isto ficar para um roasing não é bom?
[7:21] Bora, continua. EIA.
[7:23] Recomendamos vivamente agora está lá uma rapariga que está a
[7:26] fazer uns stories e confesso, sim.
[7:28] EE confesso, senti um bocado, não, não, aquilo é meu, não é,
[7:32] mas é, é doentio e estou a tratar disso na terapia, que já
[7:36] agora aproveitei para fazer terapia, porque eu tenho um
[7:38] desconto de 30 EUR, viste? Fogo, isto é, um.
[7:41] Visto ou não? Viste ou não 30 EUR na vossa
[7:45] primeira não, não, não na vossa primeira consulta da high well,
[7:48] Joana gama, não pagam. Quem é que pões os bifes cá em
[7:51] casa para mim, não me pagam. Olha, ontem foste a barrar, se
[7:53] ri e quem é que arretou a metade?
[7:58] Oh, pá, então, Ah, pois é. 30 30 EUR de desconto na primeira
[8:04] consulta na high well a consulta fica a 13 EUR isto melhor do que
[8:09] isto só se for o psicólogo a pagar vos para irem desconto o
[8:13] link para o desconto se estiverem a ouvir isto no
[8:15] Spotify ou no YouTube está na legenda recomendo vos então
[8:19] também o solo vou pôr também Na Na legenda e vale mesmo muito a
[8:23] pena mesmo foi. Foi bom não só para a nossa vida
[8:27] em casal. Mas também para a minha própria
[8:29] cabeça foi, foi muito fixe, muito fixe mesmo.
[8:34] Rui Maria pega é um grande amigo meu há muitos, muitos, muitos
[8:36] anos. Admiro o imenso, acho uma pessoa
[8:39] incrível mesmo e aproveitei para falar com ele agora que tenho um
[8:44] podcast, porque somos daqueles amigos que não falamos.
[8:48] Rui Maria, é verdade que és bruxo.
[8:57] Eu sei, eu sei. Ó Joana, não foi por isso que eu
[8:59] vim aqui. Porque é que vieste essa?
[9:02] Também é uma também não sei. Também não sei responder a essa
[9:04] pergunta agora. Não achei que ias expôr as
[9:06] minhas qualidades místicas que ainda por cima vem de uma longa
[9:08] linha de de. Família, primeiro tu és, tu és
[9:12] dos melhores entrevistadores que eu conheço e, portanto, sinto me
[9:15] só aqui. E depois, porque eu sei coisas
[9:18] sobre ti, quero aproveitar a nossa intimidade, mas não queres
[9:23] pôr? De maneira alguma, porque eu
[9:24] respeito o teu espaço público e privado.
[9:28] No entanto, isto, seres bruxo, eu acho que interessa, explica.
[9:32] Então essa tua linhagem, de onde é que vem essa tua convicção?
[9:35] Porque tu estás a fingir que é cómico?
[9:38] Mas há uma percentagem, e essa é que é a questão.
[9:42] De que acreditas realmente que isso é verdade?
[9:44] Bom, já fiz vários caming outts na vida.
[9:46] Primeiro, obrigado por dizeres que sou um dos melhores
[9:48] entrevistadores. Que conheces és mesmo?
[9:50] Até porque conheces todos. Mas mas há uma, há 111 lado das
[9:57] conversas. Acho que nós hoje em dia
[9:58] mercantilizamos a intimidade. Não é de repente a intimidade.
[10:01] Nós. É engraçado porque se pensarmos
[10:03] sobre isso, quando apareceu o alta definição e esses programas
[10:06] e as pessoas começaram a ir à televisão, eu acho que nós nos
[10:08] lembramos disso porque nós já trabalhávamos no na altura, esta
[10:10] coisa de. As pessoas antigamente não
[10:12] diziam nada e de repente diziam tudo e diziam as coisas mais
[10:14] escabrosas para ter atenção. Não é os holofotes virado para
[10:17] elas e sabias que se ias dar uma entrevista?
[10:19] Bom, vou ter que falar do meu maior trauma, que é para vender
[10:22] a minhas peça. E é tipo, porquê, não é?
[10:24] Carolina Patrocínio falou recentemente sobre as pernas
[10:26] tortas. Sim, e nunca tinha falado sobre
[10:29] isso, não é? Mas.
[10:29] Mas tem de ser, porque já já partilhámos tanto que vamos às
[10:32] pernas. Pois eu acho, eu acho, é que,
[10:34] por um lado, é bom que as pessoas sejam capazes de falar
[10:37] sobre os seus traumas. Por outro lado, preocupa me que
[10:40] não se saibam calar sobre eles. Hum, estás a falar com a pessoa
[10:44] certa para fazer esses comentários?
[10:45] Obrigada, Rui. Não, eu acho que tu fazes o que
[10:48] tu quiseres, não, eu acho que eu acho que.
[10:50] Mas uma coisa é o humor e a comédia.
[10:52] A poucos dias vimos a Chelsea handler, que é um bom exemplo de
[10:56] alguém que não se coíbe dizer nada, não é?
[10:58] EE pronto, mas isso é um tema para depois.
[11:00] Voltando à à minha linhagem Mística, eu tenho a convicção
[11:06] desde criança. Sim, que tenho uma costela.
[11:12] Médium. Eu não estou a dizer que sou
[11:15] muito médium. Eu estou a dizer que sou médium,
[11:17] médium e, portanto, eu há um lado em mim que, sei lá, tenho
[11:22] intuições, sonho com coisas que vão acontecer.
[11:25] Se não vão acontecer, eu faço, temos uma.
[11:27] Eu acho que toda a gente tem isso.
[11:29] Eu não acho que eu seja. Intuição ou sensibilidade, o que
[11:32] é que conseguimos discernir aqui?
[11:34] Acho que há 2 coisas, acho que toda a gente, quanto mais.
[11:36] Sintonizado está com quem é mais, consegue ter tempo de se
[11:41] separar de uma espécie de relação inconsciente com o
[11:44] espaço e com as pessoas e com os outros e, portanto, consegue
[11:47] ouvir se melhor. E às vezes, quando tu ouves,
[11:49] tens intuições e há pessoas que se calhar são mais tipo tijolos
[11:54] e, portanto, não têm esta, esta sensibilidade.
[11:58] Mas depois, acho que a maior parte de nós, isso nós temos
[12:00] isso na infância. Eu acho que as crianças têm têm
[12:03] uma ligação a um mundo espiritual.
[12:04] Eu sei que isto não, não é muito.
[12:07] Sei lá, cool dizer não é, mas mas eu acho mesmo que nós temos
[12:10] essa, essa. Sim, depois com os porcamos,
[12:12] isso com as convenções, com as uma.
[12:14] Das coisas que eu mais gosto de fazer é sempre que apanho isto.
[12:18] Ou no Instagram ou sei lá, no Reddit ou uma coisa qualquer.
[12:22] São pais a contar. Quando as crianças se lembram
[12:25] das suas vidas passadas e fico horas a ler, é verdade.
[12:29] Ainda nunca fez essas coisas. Ela disse que gostava de ser
[12:34] adotada por dragões. Não sei se é por se lembrar de
[12:38] vidas passadas ou é só por nos odiar.
[12:40] Quando eu estava no meu ovo? Com os bigodes os dragões têm
[12:45] bigodes. Agora é só do.
[12:46] Depende da zona. Então, mas olha, uma das coisas
[12:52] que eu sinto relativamente a isso, da sensibilidade e à
[12:55] medida que vamos avançando nesta escala da da autoconsciência, é
[12:59] que eu consigo sentir quando é que uma pessoa.
[13:03] Quando eu quando é que eu quero que uma pessoa faça parte da
[13:05] minha vida ou não, ou seja, a energia que ela tem.
[13:08] Se quer gastar o meu tempo com isso?
[13:10] A partir do momento em que tu vês uma pessoa, nem é preciso
[13:12] falar com ela. Eu acho que tu consegues captar
[13:14] a energia e saber em que ponto é que essa pessoa está chamarias a
[13:18] isso, intuição ou aquilo que estava AA dizer então que é de
[13:22] estares mais desperto para isso, por estares mais.
[13:26] Em ligação contigo mesmo. Eu acho que acho que as 2
[13:28] coisas, acho que à medida que vamos ficando mais velhos, se
[13:31] tivermos com atenção ao mundo, eu acho que o grande problema
[13:34] também é, nós estamos tão encharcados de informação e
[13:37] estamos sempre nas redes sociais.
[13:38] EE, com esta ideia constante, estamos a consumir a energia dos
[13:42] outros? Eu fico muitas vezes muito.
[13:46] Não quero estar com tantas imagens na cabeça, não quero
[13:48] abrir o Instagram e de repente vejo um post teu, que horror.
[13:51] Logo a seguir, vejo, sei lá. Gaza mais à frente vi A
[13:55] Entrevista de Carolina Patrocínio mais um bocado e tu e
[13:58] tu pensas eu não, eu não, não é normal e não é natural eu eu de
[14:02] estar a ser estimulado desta forma não me não me pode fazer
[14:05] bem e eu acho que quanto mais eu não sei se sentes isso quando
[14:08] quando estás a criar, quando estás AA escrever que é quanto
[14:11] mais, ou seja, é importante no teu caso que fazes observação de
[14:15] humor, não é tipo tu vês como é que as pessoas se comportam?
[14:17] Isso é interessante, mas quanto mais eu estou encharcado dos
[14:20] outros, menos eu consigo ter uma voz vagamente original.
[14:24] E, portanto, esta leitura dos outros também tem que ter
[14:28] pausas. É lixo?
[14:30] Claro que não é lixo, no sentido em que temos de ter consciência
[14:32] social. Mas ocupa, não é?
[14:36] EE portanto, eu acho que quando esta quando eu digo que tenho
[14:39] uma costela de bruxo é que eu sinto que pontualmente tenho
[14:44] assim uns insights, umas umas leituras que podem estar
[14:47] enganadas, não é supostamente Oo teu córtex pré frontal?
[14:50] Filtra 40 por, ou seja, só vês 40% da realidade, supostamente,
[14:54] e essas que esses 40% batem certo com os teus vieses.
[14:56] Não é com a tua identidade, a tua origem cultural, o teu, sei
[15:01] lá, o teu caldo em que tu vives. Mas se isso é verdade, se eu
[15:06] conseguir 45, significa que eu se calhar estou a ver qualquer
[15:09] coisa que alguém não viu e se calhar é sobre isso, não é?
[15:12] Não é uma coisa de. Repente.
[15:13] O download do meu guia espiritual que me está a dizer.
[15:17] Não sei, eu acho. Acho que depois também isso.
[15:18] Isso é um lado que minha Rita imenso no Instagram, que são
[15:21] todos estes gurus que a cavalgam, a ideia de que nós
[15:26] temos de estamos todos à espera de alguma coisa que seja
[15:29] despertado em nós, sabes? Tenho que ir para um retiro na
[15:32] ericeira, que que é nosso. Eu gosto, o que é que é especial
[15:35] em mim? Eu sou especial, especiais.
[15:38] Eu treino ténis e o meu treinador tem.
[15:42] É mais do que treinador percebes, ele alimenta, orienta
[15:47] me para a vida e no outro dia estávamos a ele decidiu comentar
[15:52] o facto de eu gostar bastante de terapia e de fazer terapia.
[15:55] E ele disse, esta geração vai muito para a terapia porque tem
[15:59] o foco muito nelas, ou seja, qualquer coisa que não corra a
[16:03] seu favor. Como estão focados em si,
[16:05] pensam, o que é que eu tenho de errado?
[16:08] Em vez de pensar em como é que eu posso contribuir ou como é
[16:10] que eu posso ser mais para os outros?
[16:12] E nesse sentido, diminuiríamos muito mais este hiperfoco não é
[16:16] que que temos em nós? Eu sou o contrário disso.
[16:21] Eu foco me muito em mim. E gostava de saber como é que tu
[16:25] estás nesse ponto? Porque nós somos amigos há
[16:26] tantos anos que eu sinto que te tenho visto crescer.
[16:32] Estás muito comunidade. Obrigado.
[16:34] Não falamos disso, não estávamos no ar.
[16:36] Ainda? Pois é, tem sido giro, tem sido
[16:38] giro. Ver te a evoluir, a ficares cada
[16:42] vez mais mais equilibrado. Faz parte da idade, mas também
[16:45] dessa, dessa importância que nós damos a nós próprios.
[16:48] E também a terapia. Atenção, eu, eu continuas.
[16:51] Sim, eu, eu tive. Fiz tipo 5 anos e depois parei e
[16:55] voltei mais ou menos há 2 anos. E esta minha última terapeuta, é
[17:00] muito bruta. Eu acho direta, adoro isso.
[17:04] Eu adoro coisas um bocadinho mais bonitas, porque acho que
[17:10] muitas vezes nós também pagamos estas pessoas para nos irmos
[17:13] queixar. Ou seja, eu acho que há um lado
[17:16] que desta coisa também da terapia.
[17:19] Obviamente, atenção para muitas pessoas têm capacidade
[17:21] financeira para apagar. Não é porque o grande problema
[17:23] das pessoas não terem dinheiro para pagar isto.
[17:25] Mas é um bocado uma espécie de pessoa contratada para ouvir as
[17:29] minhas frustrações. Em vez de ser alguém que me
[17:31] ajuda a pensar e portanto é, é, é ou que cujo o objetivo para
[17:35] mim é melhorar e não acho que haja mal tu tirares tempo
[17:39] semanal para pensares sobre ti acho acho que é fundamental, mas
[17:43] também teres, amigos, não é? Os amigos também servem para
[17:45] isso, não te servem para pensar o mundo contigo.
[17:48] O que eu acho que muitas vezes as pessoas confundem é a terapia
[17:50] de ser só isso em vez de ser um sítio onde eu vou melhorar, eu
[17:53] quero melhorar porque eu tenho um lado mimdoente e portanto, eu
[17:55] quero trabalhar o meu lado doente e trazê lo para a luz e
[17:58] para e estar mais saudável e portanto, eu acho que melhorei.
[18:00] Imenso não só com esta terapeuta, mas com o trabalho
[18:03] que tenho vindo a fazer. Porque porque é natural, todos
[18:06] temos traumas, todos temos problemas.
[18:07] Eu acho que nós hoje, e nós já falamos disso algumas vezes, a
[18:12] pressão de estares no ar, a pressão de tu.
[18:14] E atenção que a nossa vida não é tão grave quanto noutros países,
[18:17] mas há muitas coisas que nós interiorizamos como normais que
[18:22] não são. Basta pensar em coisas que me
[18:25] aconteceram em festivais, deverão a apresentar para a sic
[18:27] radical e eu penso, aquilo hoje era considerado abuso de coisas?
[18:33] Estás a falar profissionalmente ou eventualmente?
[18:35] Estar no ar. Imagina, eu tenho.
[18:36] Eu lembro me de um episódio em particular.
[18:38] Eu estava em direto. Eu tinha para aí 21 anos, e tu?
[18:41] Passaste isto muito novo. Aos 19, duro e aos 21 anos eu
[18:45] estava, lembro perfeitamente de. Não há nada pior e tu sabes isto
[18:50] do que estar em direto para um festival a partir das 11 da
[18:53] noite, com uma Câmara ligada no festival, porque as pessoas
[18:55] estão cegas e. Até no Rock In Rio.
[18:58] Até no Rock In Rio só me lembro dos diretos com os xutos e
[19:01] pontapés já estavam a tocar e as pessoas bocas lá fora, ainda por
[19:04] cima, tanto tu como eu, que muitas vezes sim, mas uma
[19:06] atitude, um bocadinho mais ácida no ar.
[19:09] Isso fazia com que as pessoas às vezes se passassem.
[19:12] Na nas reações, não é? Ou seja, não mediam nada.
[19:15] Aquilo que nós hoje dizemos AI, as pessoas são tão selvagens.
[19:17] Nos comentários a pensar, as pessoas às vezes eram selvagens,
[19:19] connosco ao nosso lado. Mas mais contigo, mais contigo,
[19:22] por teres mais mediatismo e aquelas tretas?
[19:26] Coisa das lógicas de onde é que vens e a tua mãe e et cetera.
[19:29] Mas e seres gay, não é? E, portanto, havia ali uma,
[19:32] mesmo eu não tendo dito na altura que era, e as pessoas
[19:34] entoiam que eu podia ter qualquer coisa que não
[19:37] expressava. Para não seres alfa, não é?
[19:40] Sim, é um bocado isso também. E eu lembro me que foi também de
[19:43] ter começado de ser nomeeiro ter começado a estar.
[19:46] Eu estava eu, eu, o homem que tinha aqueles balões no
[19:49] sudoeste, sabes com as luzes, e era um homem americano que nós
[19:53] invariavelmente tínhamos que entrevistar.
[19:54] E então eu IA entrevistá lo e eram 11 e meia da noite e ele
[19:58] estava com os balões. E a ideia era a Câmara começar
[20:00] de baixo e filmar os balões com os balões em direção ao céu,
[20:04] portanto, criar uma ilusão de ótica.
[20:06] E eu estou ao lado com o microfone.
[20:08] E estão à vontade, tipo 50 pessoas à nossa volta, uma
[20:10] clareira de 50 pessoas. Isto só para dizer que os
[20:13] câmaras levavam holofotes e, portanto, nós éramos uma espécie
[20:17] de oásis luminoso, sempre No No meio do do.
[20:20] Recinto, sim, e são. Então, de repente, quando a luz
[20:23] se ligava, tu passavas a ser um alvo.
[20:25] Não é tipo, havia era como mosquitos que apareciam de.
[20:27] Repente? Exatamente, sim, sim.
[20:28] EE, havia aquela coisa da da falta de quase a ideia de que
[20:32] não existiam regras a partir de uma determinada hora.
[20:36] E eu lembro me de de meter que ajoelhei me ao lado para fazer a
[20:40] ilusão de ótica. E comecei.
[20:41] Comecei a falar e, à medida que me IA levantando, ouvia à minha
[20:46] volta as piores coisas, tipo um nível de insultos, de violência
[20:51] verbal que eu tenho a imagem de eu me estar.
[20:54] AE eu dissociar um bocado, como estava a acontecer?
[20:56] Porque era aquela coisa de eu estou no ar, eu estou com o
[20:58] microfone. Estou a trabalhar, sim.
[20:59] Estou a trabalhar, mas mas eu, eu olho isso tu também tens que
[21:02] é? Ninguém me vai tirar o microfone
[21:03] da mão porque eu sou responsável pelo que está a acontecer, uhum,
[21:06] independentemente daquilo ser assim, radical e, portanto,
[21:08] obviamente. Estou a trabalhar.
[21:09] Um direto, sei lá da da, da, do anúncio do papa, mas esta ideia
[21:14] de que eu estou a fazer uma coisa normal, que é apresentar e
[21:18] estou a ser alvo de uma violência Extrema e coisas tipo
[21:21] coisas que eu nem consigo nem vou reproduzir agora, mas coisas
[21:24] que eu me lembro. Portanto, sempre que eu
[21:25] atravesso uma multidão à noite, isso fica me no corpo, existe no
[21:30] meu corpo. E, portanto, esta sensação de
[21:32] que nós temos muitos traumas para trabalhar, todos temos com
[21:38] mais privilégio, menos privilégio.
[21:40] Mas isso eu acho que a terapia é fundamental para isso.
[21:42] Portanto, às vezes fico um bocado irritado com as pessoas
[21:48] com a terapia. Um bocado só para, mas.
[21:51] É engraçado que. Eu sinto que às vezes, e daí
[21:55] teres feito a comparação com os amigos, porque existe muita
[21:57] ideia de porque é que eu preciso de um psicólogo.
[21:59] Se falo com os amigos, é óbvio que são coisas diferentes, tendo
[22:02] em conta diferentes psicólogos. Há psicólogos maus, que também
[22:06] não puxam por aí e que são custos?
[22:08] Exatamente. Mas uma das grandes vantagens de
[22:12] fazer terapia ou de desabafar com amigos é essa função de
[22:16] espelho. Porque como nós não temos noção
[22:19] da da gravidade daquilo que nos aconteceu, a tua vida é é
[22:22] exposta praticamente desde desde sempre.
[22:25] Isso para ti foi uma coisa que normalizaste ou que na altura
[22:28] até pensaste pá. Eu.
[22:29] Mesmo por isso, por algum motivo.
[22:30] Eu penso exatamente, faz parte. Um bocadinho, imagino como tu
[22:33] também não é noutras histórias que não temos agora que trazer,
[22:36] mas. Ao longo do teu processo, da tua
[22:38] vida profissional, também viveste isso, não é que é?
[22:40] E a falar disso que é, já houve momentos de assédio e coisas do
[22:46] género com uma pessoa. Agora estou a rever o Doctor
[22:48] House, por exemplo, as temporadas todas.
[22:50] E na altura eu achava engraçado e percebo que aquilo seja um
[22:53] retrato satírico e tudo o resto. Mas eu normalizei muita coisa
[22:58] que me aconteceu com esse pretexto do Ah, esta pessoa é
[23:01] assim. É assim que funciona.
[23:04] Fui eu que provoquei e só quando contei.
[23:06] E se alguém fora desse contexto profissional ou até mesmo em
[23:11] contexto terapêutico e vi a reação de outra pessoa, é que me
[23:14] apercebi da gravidade, porque até lá tinha normalizado,
[23:18] contei. Ah, por exemplo, a uma amiga
[23:20] nossa, a Rita, isto aconteceu assim e assim ela disse, a Rita
[23:23] também é bastante expressiva. A sua mãe tem que ir preso.
[23:26] Já percebes ao meu psicanalista esse esse tipo é um nojo.
[23:32] E eu e eu, na altura, não, não me apercebi disso, percebes, nós
[23:35] normalizamo nos por completo. Achamos que é a cultura vigente,
[23:38] não é EE. Pensamos, bom, sempre foi assim.
[23:41] E atenção, eu sou homem, portanto não vivi metade das
[23:44] coisas que as mulheres vivem nestes contextos.
[23:46] EEA ver a ver esta ideia de que nós passamos incólumes pelas
[23:50] coisas e que se falamos sobre isso, nos estamos a queixar AI
[23:53] eu agora esta geração de não se pode dizer nada.
[23:56] É uma coisa que me deixa irritado, porque acho que é 11
[23:59] coisa, é tu seres. Perderes um bocadinho.
[24:02] O foco e todas as coisas têm que ser uma Batalha.
[24:05] E isso eu também acho que é uma coisa que tem a ver com a falta
[24:07] de maturidade, que é não. Eu tenho que escolher as minhas
[24:08] batalhas. Tu ficavas muito aflito no
[24:10] início porque tens uma empatia tão grande e preocupas te com
[24:14] tanta coisa e sempre foste tão informado que eu lembro me que
[24:17] tu tinhas uma espécie de de ansiedade gigante.
[24:19] Eu eu estou a partilhar o meu pequeno almoço quando há pessoas
[24:23] a morrer noutra parte do mundo eu estou a contribuir para o
[24:25] lixo. Mas note que agora estás mais.
[24:28] Estou mais, estou mais tranquilo, eu acho que também
[24:30] também isso, essa sensação na sociedade também nos dá a falsa
[24:34] sensação que temos imensa importância e não temos.
[24:39] Não é, portanto, uma coisa, eu sou apenas uma pessoa que faz
[24:42] este trabalho neste contexto, quer dizer, à escala global,
[24:45] ninguém faz ideia, quem é que nós somos?
[24:47] Ninguém tem interesse em quem é que nós somos.
[24:49] E não é por eu estar agora, ter bebido 11 capuccino.
[24:52] Que que estou AA não querer saber do que se passa no Sudão,
[24:57] quer dizer, e eu não sou a pessoa que tem que se preocupar,
[25:00] sobretudo com o Sudão. Todas as pessoas podem se
[25:02] preocupar, mas eu não estou numa posição de poder, eu não estou
[25:05] no governo, não é. Eu acho que há uma coisa e é
[25:07] muito interessante isto, eu acho que podemos discutir isso, que
[25:10] acho que pode ser interessante. Eu gostava de ver a tua opinião,
[25:12] que é eu de repente entrevistar te, que é esta ideia de que as
[25:15] pessoas são muito mais duras que os humoristas.
[25:18] E com algumas piadas e por aí fora do que são, com pessoas que
[25:21] estão no poder. Eu tenho pensado imenso, imenso
[25:22] sobre isto que é, nem vou falar da cena dos Anjos e da Joana
[25:25] Marques e não sei quê que isso é só absurdo.
[25:28] Estou a falar mesmo de tu fazes uma piada que é considerada
[25:31] ofensiva, que foste longe demais e as pessoas só faltam ir atrás
[25:36] de ti com forquilhos até a tua casa e com archotes.
[25:38] Como estão a ir com aquele humorista agora no Brasil?
[25:41] Não é que vai preso? Qual?
[25:43] Leu que vai vai preso ou está a ser condenado a 8 anos de prisão
[25:48] por ter feito umas piadas sobre pedofilia e coisas do género?
[25:52] Eu acho que há há uma zona que é, eu acho.
[25:54] Há consequências quando nós dizemos coisas, não é?
[25:58] Eu não sei se não faço, não, se não conheço o caso, senão eu vou
[26:00] falar sobre ele. Mas esta ideia de que há maior
[26:03] movimentação para ir atrás de uma pessoa que disse uma coisa
[26:08] do que há. Às vezes, para coisas que
[26:10] acontecem do ponto de vista político, que afetam a nossa
[26:12] vida durante gerações, é uma coisa que eu acho que tem.
[26:15] Nós temos a leitura da realidade ao contrário, claro que as
[26:18] pessoas que dizem coisas que são ofensivas e que e que merecem
[26:21] que isso seja avaliado, agora não faz absolutamente sentido
[26:25] nenhum que nós nos demitamos de ter uma relação com o nosso
[26:29] universo real, porque estamos mais.
[26:32] Eu vou, eu vou para o Instagram incendiar não sei o quê.
[26:35] Em vez de dizer é pá, este gajo foi condenado.
[26:38] Mas está a voltar a concorrer a um cargo político, certo?
[26:43] Não é. Eu acho que tem a ver.
[26:44] Eu acho que tem a ver com bolhas.
[26:47] Ou seja, nós que não concordamos com esse tipo de coisas somos
[26:50] menos invasivos nos nossos comentários do que as pessoas
[26:54] que se cruzam com conteúdos humorísticos, por exemplo.
[26:56] Existe aqui um ímpeto, uma espontaneidade, um descontrolo.
[27:01] Que não querendo ser arrogante, mas que as pessoas menos
[27:05] literadas, digamos assim, ou ou que têm menos capacidade e
[27:08] oportunidades para serem racionais, têm.
[27:11] E, portanto, quem esteja aberto a críticas construtivas ou
[27:14] queira perceber alguma coisa, não tem um comportamento tão,
[27:18] tão absurdo. Percebes, eu vejo muitas pessoas
[27:21] tão disseminada. Sim, sim, tão primitivo,
[27:25] percebes. E eu aceito totalmente que
[27:28] pessoas fiquem ofendidas com coisas que eu diga,
[27:31] especialmente fora do contexto do de espetáculos.
[27:34] Acho que quando declinamos um determinado conteúdo para outros
[27:38] formatos, temos de perceber que o público é diferente, a
[27:41] exposição é diferente e, portanto, é isso que tu dizes é
[27:43] uma escolha que terá as suas consequências.
[27:47] Hum, Hum, em espetáculo, acho que é estúpido, principalmente
[27:50] atuando. Eu para o meu público.
[27:52] As pessoas já vão conhecendo o meu trabalho.
[27:55] Minha. Persona.
[27:56] É pá sim. EE, além disso, eu sei trabalhar
[27:59] aquilo que estou a fazer. Já aconteceu várias coisas a ter
[28:02] uma pessoa com cancro, que é um que é um miminho.
[28:05] Para quem faz comédia, é maravilhoso.
[28:08] A minha cai tão bem AI AI que eu adorava para ter uma leucemia na
[28:14] próxima vez fizesse espetáculo. Quem é que tem leucemia?
[28:20] Malta, não, mas é incrível. Imagina, estava a falar de
[28:23] piolhos. E havia uma senhora que tinha o
[28:26] cabelo mais curto, e eu perguntei, isso é piolhos ou é
[28:28] cancro ou é cancro? E eu?
[28:31] E tu tens este estilo de humor também, pá, que é fenomenal.
[28:35] E eu? Mas Ela Foi lá também se queria
[28:37] rir contigo, não é? Eu acho que é esse o ponto.
[28:39] Não vais ainda não está a dizer aula do IPOA fazer esta piada,
[28:41] claro. E fazer muito barulho, o soro,
[28:44] quando ela arrastava o soro para para se sentar.
[28:47] E eu disse lhe, mas você é insuportável.
[28:49] Você é daquelas pessoas que tem cancro e não põe uma peruca,
[28:52] porque é para nos deixar todos desconfortáveis.
[28:54] É isso, pá. E eu e eu gosto disso.
[28:57] Agora eu tenho noção que se pusesse esse reel na internet,
[29:00] que viriam todos os cancerígenos chatear me a cabeça.
[29:02] Ou, se calhar, nem os cancerígenos, as famílias ou
[29:06] pessoas que. Como é que se atreve a fazer
[29:08] esta piada? Como é que se atreve?
[29:09] Não sei quê? E bem.
[29:11] E bem, e está tudo bem. O meu Instagram é um espaço
[29:13] público. Estou à vontade para comentar e
[29:15] eu estou à vontade para para apagar, se me apetecer lido com
[29:18] isso, se não me apetecer. Mas o que é que eu o que é que
[29:22] eu te IA perguntar? Eu, eu queria voltar a esta
[29:24] questão do lado mais místico teu e que gostas de tarot e coisas
[29:29] desse. Género tenho 7 bruxas em Speed
[29:31] diyle. És capaz de ter ou não?
[29:34] Não tens nenhum não. Estou a brincar.
[29:36] Tens mesmo? Não, não.
[29:37] Eu. Eu tenho.
[29:38] Eu vou. Eu vou testando.
[29:41] As bruxas, consoante a sua eficácia, não é AI que
[29:44] maravilha, imagina, e há um, há um ou outro onde eu vou mesmo só
[29:46] pelo entretenimento porque não acerta, tipo, não acerta e eu
[29:50] vou já com aquela onda do ó, pá, isto não, este senhor não
[29:53] acerta. Para que dia da semana ir a uma
[29:55] bruxa má? Dá me dá me um.
[29:57] Dia sexta-feira à tarde. Sexta-feira à tarde, o.
[29:59] K, quinta-feira à tarde. Imagina fazes programa?
[30:02] Imagina, gravo um programa na rádio.
[30:04] Depois só tenho uma coisa, às 6, tenho ali 4 horas para matar.
[30:07] Em vez de eu ir para casa ler ou ir fazer outra coisa qualquer,
[30:12] penso, será que ele está disponível?
[30:14] Que maravilha. E mando e mando a mensagem.
[30:17] Mas tens de ir ao sítio ou é para o WhatsApp?
[30:19] Tenho que ir ao sítio, mas também faço online, claro que.
[30:23] Fazes. Claro que faço algumas com zoom,
[30:25] faço leitura da aura, faço limpeza dos dos chacras faço, eu
[30:31] tenho o nível 2 de Reiki Joana, tu nem sabes, mas o.
[30:33] Que é que é? Não.
[30:36] Então o Reiki é uma prática milenar de manipulação de
[30:39] energia que serve olha, cura as pessoas No No no serviço de de
[30:44] saúde inglês há praticantes de Reiki que vão ajudar na parte da
[30:49] no fundo da recuperação pós químio, ou seja, fazes
[30:52] quimioterapia e depois fazem te uma terapia de Reiki para tu no
[30:56] fundo o teu corpo relaxa, não é? Portanto, os teus supostamente
[30:59] energia viagem melhor e portanto tu fica limpas, bloqueios e com
[31:03] isso ficas mais. Tranquila, mais equilibrada.
[31:06] Obviamente que isto não está, não há.
[31:08] Não sei se há muita base científica, mas a verdade.
[31:10] É que Oo serviço o. Serviço de saúde inglês nacional
[31:14] de saúde inglês utiliza esta prática mesmo.
[31:16] Há mesmo pessoas contratadas para fazer isto, portanto, é uma
[31:19] prática que tem em milhares de anos, não é?
[31:20] Não é de agora. E eu tenho o nível 2, portanto,
[31:22] eu acho que o. Nível 2 é, já dá para quê?
[31:25] Nível 2 dá para eu fazer isto até com pessoas que não
[31:30] conhecem, ou seja, no nível só fazes a ti mesmo.
[31:34] Ou pessoas conhecem? Nível 2, já podes fazer com as
[31:37] pessoas todas, podes mandar Reiki à distância.
[31:41] Manda Ah. Agora não vou fazer não, não,
[31:44] porque eu tenho que fazer os sinais.
[31:45] Aquilo que fazes uma coisa assim, eu não posso mostrar os
[31:47] sinais. É tipo.
[31:48] Assim, Ah, OK, é só para vocês, não, mas por.
[31:49] Exemplo, eu estou a falar disto, as minhas, as minhas mãos já
[31:51] estão a ficar quentes. Ó pá, que engraçado.
[31:54] Mas ouve lá, eu estou completamente disponível.
[31:56] Que me digam isso é tudo uma farsa.
[31:58] Não estás a fazer nada? Eu é me indiferente.
[32:00] Eu não, eu não levo nada a mal que que que duvidem, sabes?
[32:02] Mas daí a achar que vejo fadas, vamos com calma, não é?
[32:06] Portanto, agora no outro dia, esta é uma história gira que eu
[32:09] te vou contar no outro dia. Nada me excita mais do que
[32:13] descobrir. Estou com 2 problemas, eu
[32:16] descobri uma app muito perigosa, mas ó Joana, não vais fazer
[32:21] isto? Eu acho mesmo que não é bom.
[32:22] Para mim ou para todos? Para todos, eu, por isso é que
[32:24] eu não sei se queria falar desta.
[32:26] App OK, então, mas fala em termos gerais, vou.
[32:28] Falar em termos gerais, uma app que existe, eu acho que desde
[32:31] 2012. E depois desapareceu e voltou na
[32:33] pandemia e é uma app de geo localização que supostamente tu
[32:37] dizes uma intenção na tua cabeça e aquilo manda te uma coordenada
[32:41] e tu vais, tu sais de casa e vais ter à coordenada como se
[32:45] fosse um GPS, portanto vais ter ao GPSEO que acontece é as
[32:48] pessoas relatam que encontram as coisas mais bizarras, imagina
[32:51] alguém põe intenção a amor e vai parar a ao sítio onde o pai
[32:56] dela, sei lá, lhe deu não sei o quê, a intenção scary.
[33:01] E vai parar a um descampado, onde encontra, sei lá, uma
[33:04] arcaba, um. Bocadinho o pensamento mágico
[33:07] também, não é? Tu vais à procura de uma coisa e
[33:09] encontras um bocadinho de segredo também.
[33:11] É. Há ali uma ligação.
[33:12] Eu estou. Eu estou com imensa vontade de
[33:14] procurar, mas depois tive a ler sobre.
[33:16] Isto é, não. É que é vou encontrar.
[33:19] Será que vou encontrar um assassino?
[33:21] Tipo mas. Mas entra ali uma onda may Dark
[33:24] web e então eu não vou dizer o nome da Apple, mas as pessoas
[33:26] que estão que estão a ouvir provavelmente chegam lá rápido,
[33:29] se quiserem perguntarem. Porque eu eu, eu fiz download,
[33:32] mas tenho medo de de entrar. Mas depende do que procuras.
[33:35] Se procurares amor é diferente, procurares.
[33:38] Mas eu vou procurar merda de certeza.
[33:39] Obviamente vou. Será que alguém já matou alguém
[33:42] perto de mim? E então vou.
[33:43] Mas isso isso era ótimo para um programa de televisão.
[33:46] Tu já há imenso tempo gostavas de fazer um programa de
[33:48] televisão sobre ocultismo e coisas do.
[33:50] Género sim. E sabes o que é que aconteceu?
[33:52] O quê já não te lembras fizeram, se em ti não foi?
[33:54] Fizeram. Se dentro de mim não, o que
[33:56] aconteceu foi não, eu fui fazer. Eu nunca contei isto.
[34:02] Acho que te assustaste ou não? Não me lembrar daquilo que isso.
[34:05] Então eu fui. Eu IA fazer um programa sobre o
[34:07] Sobrenatural que ainda não morreu.
[34:08] Essa ideia que eu ainda vou fazer com o Diogo faz,
[34:10] assassina. Aliás, houve o Diogo foi ao
[34:13] podcast ou debaixo da língua, e eu tive a pressionar pá aí
[34:16] durante 30% do programa, que era para as pessoas acharem que era
[34:19] boa ideia, sabes? Para depois lhes mandarem
[34:20] mensagens e chatear. E então AI eu acho que vocês os
[34:22] 2 deviam ter um programa, este tipo de merdas, e então eu a
[34:26] ideia Era Eu fazer um bocado 11 leitura.
[34:29] Sobre a relação dos portugueses com o Sobrenatural, EEEE, que
[34:32] histórias é que existem? Existem 47000 livros sobre os
[34:35] mitos urbanos, et cetera. Pronto.
[34:36] E a ideia era, cada episódio era sobre isso.
[34:38] E eu fui com o Diogo. Com o Diogo.
[34:42] Fui que é mesmo assim. Que é mesmo assim?
[34:43] Como é que se chama associações espíritas?
[34:50] E fui a uma que era o pedacé Lisboa e valha, nossa senhora,
[34:56] sempre que eu entrava tinha uma quebra de tensão.
[34:59] Pois. Este tipo de coisas, ou seja, eu
[35:01] sou muito sensível, eu não se matizava.
[35:04] Joana, eu canalizava OKE, portanto, eu entrei nesta nesta
[35:10] associação espírita e entrevistei uma médium e tenho
[35:13] 11 conversa com ela, que está gravada, em que eu dizia, mas
[35:17] espera lá. Mas o que me está a dizer é que
[35:18] há mediunidade. Há vários tipos de ela.
[35:20] Assim, toda a gente tem mediunidade, pessoas que têm
[35:22] mais, desenvolvida menos. Mas há pessoas que têm uma
[35:24] mediunidade ostensiva. Isto quer dizer que veem
[35:27] supostamente figuras, não é? Veem espíritos que estão por cá,
[35:32] partindo do princípio que existem.
[35:33] E eu disse, mas está me a dizer que na secção dos congelados do
[35:36] continente eu vou ver uma pessoa que morreu há 30 anos.
[35:37] E ela sim. E eu, OK, saio da associação
[35:42] espírita, vou me embora, chego a casa e lembro me perfeitamente
[35:47] de estar em casa e estar a fazer coisas e um bocado, a pensar o
[35:50] que é que tinha acontecido e a fazer um bocado.
[35:53] Tipo AAA ouvir a conversa e a tirar notas e tal.
[35:55] E depois fui dormir, entro no meu quarto e eu tinha um cão na
[36:00] altura que era o Bento, e o Bento morava nesta casa, que era
[36:03] uma casa antiga em Lisboa. E eu vou dormir, de repente
[36:06] estou a dormir e vejo a porta a abrir sozinha e penso, não é?
[36:11] Estou, estou a trepar, estou a trepar, isto não me está a
[36:14] acontecer, isto não aconteceu. Então a porta abriu sozinha e eu
[36:17] ligo para o Diogo, Diogo, Diogo, está a acontecer alguma coisa em
[36:20] tua casa, é porque aqui? A porta do meu closet está a
[36:25] abrir sozinha, meu closet está a abrir sozinha e ele, ó pá, Rui,
[36:31] não está a acontecer nada, vai lá dormir, não está acontecer
[36:33] nada. Eu estou ótima, não sei quê.
[36:34] E eu, em pânico, ligo para quem? Raquel Strada, que está onde?
[36:39] Na madeira. Olá, desculpa.
[36:43] Então estás bom? O que é que andas a fazer?
[36:45] Estás a apresentar o meu dia, olá.
[36:47] Olá, tudo bem? E eu sim, ela um bocado bêbada
[36:49] na madeira com isto foi há muito tempo, foi tipo há 12 dias e bem
[36:52] e muito bem. E na madeira é se é para estar é
[36:54] que estejas assim é só oásis, Felicidade que é madeira.
[36:57] Visito madeira e ela estava visito madeira e disse me não me
[37:02] ligou nenhuma e passou me ao namorado dela, que nem é que nem
[37:05] nem foi a pessoa com quem ela casou, portanto estava a falar
[37:07] com um gajo random com que ela andava.
[37:09] E ele a dizer me, mas o que é que estás a sentir?
[37:11] E eu, Ah, isto está a acontecer, não sei quê, e nos meses
[37:13] seguintes a minha vida foi um desespero, eu trabalhava contigo
[37:16] na altura, eu não dormia, sentia me observado quando dormia
[37:20] porque sim, tinha. É verdade que tinha uma equipa
[37:21] de rei para ir dormir comigo nessa altura?
[37:23] Não, porque tinha uma, porque tinha uma sensação que estava
[37:26] sempre acompanhado que tinha, ou seja, a minha, o meu cão não
[37:30] entrava no meu quarto, ele adorava para o vazio e depois
[37:33] isto tem outras histórias muito mais graves que eu não vou
[37:35] contar agora que eu sei que dava um ótimo programa, mas eu não
[37:38] vou contar. Que foi, como é que eu resolvi
[37:40] isto? Então, foste fazer uma limpeza
[37:42] qualquer. É muito a história é muito mais
[37:45] gira a história é muito mais gira.
[37:46] Então eu senti que que isto estava a acontecer, senti me
[37:49] drenado, não tinha energia, tipo a minha vida estava uma merda.
[37:53] Na altura lá na rádio, uma pessoa com quem trabalhávamos
[37:58] disse, a minha avó canalizava espíritos e eu acho que tens o
[38:02] espírito em casa. Quem te disse isso?
[38:04] Não vou dizer. Diz me a primeira sigla, a
[38:06] primeira letra. Não vou dizer.
[38:08] Está bem? Não vou dizer.
[38:10] Digo depois por mensagem, não. Olha, já que também és
[38:12] intuitiva, vê lá se percebes. Qual é a letra que eu estou a
[38:14] pensar? R, não.
[38:19] Ah, caraças é que essa pessoa é esquisita ao ponto de poder ter
[38:22] sido ela. É, não?
[38:24] Não. Quem é OR?
[38:27] É, depois vem por. Mensagem, mas pronto.
[38:29] Basicamente, eu disse à minha irmã que também é intuitiva,
[38:33] Sofia, eu acho que tenho respirado na casa.
[38:37] E a Sofia disse, Ah, é, e eu sim sabes que tenho 11 senhora,
[38:42] trabalho em minha casa, que é médium.
[38:46] E eu, qual é a probabilidade de isto estar a acontecer?
[38:48] Vamos fazer uma coisa, ela vai à tua casa, não lhe vamos dizer
[38:51] nada. E se ela me ligar a dizer que tu
[38:53] tens alguma coisa em casa? Ponto um, provamos que ela é
[38:54] médium. Ponto 2, sabes, tens alguma
[38:57] coisa em casa? E eu, ela vem, eu na merda, na
[39:01] merda. Para soar a estupidez.
[39:03] É pensar, valha me, nossa senhora e eu abro a porta.
[39:06] Ela entra e eu saio. Vou à minha vida.
[39:09] EE volto para casa e Ah, e a meio do dia?
[39:13] Tipo a meio do dia, sei lá. 1 hora depois, liga me a minha
[39:15] irmã ao Rui. Ela acabou de me ligar e disse
[39:19] que tens uma presença em casa no teu closet.
[39:26] Era alguém familiar? Não era um homem.
[39:30] Ela disse que era um homem. Atenção.
[39:32] Eu tive uma paralisia do sono. Eu estou te a contar imensas
[39:35] coisas, é porque te adoro, eu não contaria isto nunca.
[39:38] Eu tive uma paralisia do para quem não sei se as pessoas sabem
[39:40] como uma paralisia do sono, mas uma paralisia do sono já tiveste
[39:45] é horrível mesmo. A ciência explicará dizendo que
[39:50] o teu cérebro acorda antes é uma, ou seja, tudo no fundo para
[39:53] quem nunca teve é, tu estás deitado e o não e o ou seja, nós
[39:56] estamos, não estamos em rigor Mortis, não é?
[39:58] Mas quando dormes o teu corpo está como se tivesse
[40:00] anestesiado. Sim, minicoma.
[40:03] Sim, minicoma e portanto, quando tu é como se o teu mente
[40:06] acordasse, mas o teu corpo não tivesse a noção que acordou.
[40:09] É terrível. Portanto, ficas trancado na cama
[40:12] não te consegues mexer. Então eu acordei dentro antes
[40:17] dela, antes desta mulher ter ido lá a casa atenção nos nos dias
[40:20] seguintes, nas semanas seguintes, acordo e olho para o
[40:22] final da cama e no final da cama, portanto, o meu quarto
[40:26] igual, tudo igual, tipo, nada de especial e acordo.
[40:30] E no final da cama está um homem sentado.
[40:33] Tu costas para mim? Ainda por cima.
[40:36] Exato, falta de chá. E eu, quem és tu?
[40:40] Amiga, não te convidei? Para ir lá?
[40:43] EE então ele começa a virar a cabeça, a rir se e eu achei que
[40:53] IA ter um ataque cardíaco porque comecei tipo e de repente
[40:57] consigo acordar. Portanto, tu consegues sair da
[41:01] tua paralisia, que era uma coisa que eu também achava.
[41:03] Eu lembro me de ter em miúdo. Tinha às vezes em miúdo em casa
[41:05] dos meus avós, e não me conseguia mexer.
[41:06] E só um olho abria e só pensava. Em pânico é menor, não é
[41:11] consegues. Ter, mas era como se o meu corpo
[41:13] não não quisesse participar. Era uma coisa meio estranha, mas
[41:16] isto existe. Quem foi procurar está escrito
[41:18] ao longo da história, há milhares de histórias destas ao
[41:21] longo do dos séculos, e eu então vejo este homem e este homem
[41:24] depois, quando eu acordo, já não está lá, mas ele estava a
[41:26] apresentar se foi a sensação com a que eu fiquei.
[41:29] E então, quando, semanas mais tarde, esta senhora vai lá e diz
[41:32] que tem um homem e é um homem que está no closet, eu fiquei
[41:37] tipo, completamente estupefactos, não é que é isto,
[41:40] isto está mesmo a acontecer? Pronto.
[41:42] Depois ela limpou a minha casa com salva com cânforas, que é o
[41:48] que se. Não sei o que é que são
[41:48] cânforas. Cânforas cânforas é uma espécie.
[41:50] Eu não sei explicar isto bem, mas é uma espécie de naftalina.
[41:53] Eu posso procurar enquanto vamos.
[41:55] Mas basicamente é 11 espécie de de naftalina que se utiliza
[42:00] cânfora, uma substância serosa semi sólida, oparcialmente,
[42:03] Cristalina, branca ou translúcida, inflamável, com um
[42:06] forte e penetrante odor Acre. Ou seja, isto é um é uma coisa
[42:10] que se usava para pôr os armários e às vezes para
[42:12] desinfetar. E supostamente, quando tens uma
[42:15] assombração que afeta o teu sono, tu metes debaixo tipo dos
[42:20] teus pés, a meio da cama, no colchão e debaixo da tua cabeça.
[42:24] OK. E pronto.
[42:25] E isto aconteceu, e eu vi isto, e depois ela limpou a casa, o
[42:29] meu cão passou a conseguir entrar no meu quarto.
[42:31] Eu não me senti mais observado, eu dormi tranquilamente.
[42:33] A partir daí, portanto, tudo isto pode ser efeito placebo.
[42:36] Não aconteceu nada, é o que é. Mas de facto?
[42:38] Levou um x ou não é que essas pessoas também estão a fazer 11
[42:41] missão? Estão, estão.
[42:42] Anão ela, ela, ela fazia. Ela faz isto muito
[42:45] frequentemente ela dizia que que que faz isto desde desde miúda
[42:48] que que desde miúda que há pessoas que vão ter com ela a
[42:50] pedir lhe ajuda. Faz todo o tipo de limpeza
[42:52] daquilo que. Sim, sim, exatamente.
[42:53] Ela. Ela é muito eficaz se precisarem
[42:55] de uma limpeza boa da casa e espiritual, que é aquela que é
[42:59] aquele pó que não se vê, que é o pó espiritual, se fizerem isso.
[43:03] É ótima e portanto, a partir daí nunca mais tive esse problema.
[43:06] Portanto, eu tenho um enorme respeito.
[43:08] EE não, porque acho que nós não compreendemos nada e acho que
[43:11] mesmo que um dia se descubra que vivemos numa simulação que é
[43:13] trazendo pouco outra vez a história para a tal app cujo
[43:16] nome eu não vou dizer o que se diz é, não vou dizer não vou
[43:19] dizer o que se diz é que é a app, sim, é porque aquilo eu
[43:22] acho que as pessoas dizem que têm uma ligação meia fora com a
[43:25] Dark web e portanto, eu não, não acho que seja fixe falar muito
[43:28] sobre isso, mas basicamente o que se diz é que supostamente.
[43:32] Aquilo é meio inexplicável, sendo que se fores ao Reddit e
[43:35] até ao Reddit português, eles dizem lá não.
[43:37] Aquilo basicamente é um que vai ver as tuas preferências do
[43:40] telemóvel e os sítios vão te tiraste fotografias e, portanto,
[43:43] é por aí que vai buscar. Mas muitas pessoas dizem que no
[43:47] fundo, te apercebes, que vives numa simulação não é?
[43:50] Tipo que no fundo nada disto é real e que é tudo simulado.
[43:53] Eu acho sempre nós estamos tipo num Globo de neve, eu acho não,
[43:56] mas imagino. Que há um Globo de neve de os
[43:59] aliens a olhar para nós. Mas o que é que os aliens fariam
[44:01] isto? Tipo, isto não faz sentido
[44:02] nenhum, mas isto para dizer que acho que há um mundo vastíssimo
[44:07] que nós não compreendemos. Portanto, eu eu estou sempre
[44:10] disponível para uma bruxa nova, para uma nova técnica.
[44:15] De a um x de bruxas ou depois vocês conhecem se uns aos
[44:18] outros? E, minha querida, eu deixem me
[44:21] que te diga que nada me dá mais prazer do que recomendar uma
[44:24] bruxa. É das coisas que eu mais.
[44:26] Eu quero recomendo a uma bruxa. Já fui a um pai de Santo e ele
[44:29] já me pôs azeite, onde? Olha em sítios, fez 11 mistura
[44:34] de azeite com orégãos e de milho.
[44:37] Não sei se me queria grelhar a seguir ou fritar.
[44:39] Tomei banho em casa dele e tudo porque tinha de pôr o azeite por
[44:42] cima e depois tomar banho. Só fazer o quê?
[44:44] Tipo, era para limpares alguma coisa?
[44:46] Não vou por curiosidade, lá está.
[44:47] Eu gosto dessas coisas. Acho que, mesmo que não seja
[44:51] como provável, que que os resultados podem ser muito,
[44:55] muito interessantes, não só por ser um estímulo para reflexões
[44:58] ou para ter comportamento ou mesmo sendo verídico, o quer que
[45:01] seja. Acho que todas as novas
[45:02] experiências são interessantes. E o e o homem é incrível.
[45:07] Chama se Armando. Brasileiro, claro, tem aquela
[45:10] sensibilidade, são aquelas religiões mais.
[45:13] Tipo dos. Escravos inicialmente importada,
[45:16] assim é, como é que, como é que era?
[45:18] O que é que tu disseste da? Primeira.
[45:21] Não, a outra é cã qualquer. Coisa e.
[45:23] Isso cada um. Blair, vou ter que fungar e
[45:25] depois não sei se corto, já está alergias e é pá
[45:30] Superinteressante, porque o gajo lança os Búzios lá, faz as
[45:34] merdinhas dele e não sei quê. E ele disse me coisas.
[45:38] Que me chocaram grandemente mesmo.
[45:41] E poderia saber sobre ti com o Google.
[45:44] Não, essa é a questão. Sim.
[45:46] Disse que eu sou comunicativa e não sei quê, não sei que mais
[45:49] ba, ba, ba, isso é fácil, mas eu tenho um sinal na perna igual ao
[45:52] da minha avó paterna, que morreu há muitos anos, e eu disse isso,
[45:57] pá, não há. Eu nunca fiz um post a dizer,
[45:59] olha esta verruga que eu tenho na perna.
[46:01] Que é igual a minha avó. Que é igual a minha avó e disse
[46:04] também a todos os irmãos do meu pai, onde é que eles estavam?
[46:08] O que é que estavam a fazer? Pá, ouve, é fenomenal.
[46:12] Falou da minha filha a dizer, a sua filha não, não é nada sua, a
[46:16] sua filha vai, vai embora cedo e eu como assim vai viajar?
[46:20] Ela não é quer bazar? E a Irene diz me isso desde
[46:22] sempre, não quer, não quer isto, isto não quer.
[46:24] Isto em Portugal. Não quer quer Coreia quer
[46:27] conhecer isto tudo quer Coreia por causa do K-pop agora mas
[46:30] quer quer bazar quer? Quer viajar?
[46:33] E uma das coisas que ele me disse e que foi muito
[46:35] interessante foi, você anda constantemente à procura de
[46:37] aprender mais, mas já está pronta?
[46:40] E ainda que isto seja verdade ou não seja, deu me um boost para
[46:44] ter um enquadramento diferente, que que funcionou muito bem.
[46:48] Percebes que é do género. Eu não preciso de estar a ler
[46:50] mais sobre isto ou não preciso de fazer mais workshops.
[46:53] Bora? Bora partir para fazer, sim e.
[46:56] Mas essa essa sempre foi interessante.
[46:58] Eu sempre achei. Ou seja, quando tu tinhas uma
[47:01] confiança, desmesurada, se calhar nas tuas capacidades.
[47:04] Em miúda, havia um Ah, não, não, mas atenção, havia uma coisa que
[47:08] eu acho que tu sempre tiveste. Que hoje em dia sinto que é
[47:12] muito mais ponderada mas ou seja, Oo teu eu eu sou um grande
[47:15] fã teu e acho que tu é farás o que tu entenderes e acho que és
[47:19] uma humorista ótima e acho que só não estás a fazer coliseus
[47:22] porque às vezes se calhar demoraste a querer ocupar esse
[47:27] lugar de fazer esse esse caminho.
[47:29] Mas isso cada um tem o seu processo e tudo bem, mas para
[47:31] dizer que tu a confiança que tu tinhas quando tinhas 23 ou 24 ou
[47:34] 25? Às vezes que eu também tinha por
[47:38] outras coisas, por exemplo, se calhar, às vezes temos de
[47:40] aprender para depois recuperarmos por outro de uma
[47:41] forma muito mais inteira. E, portanto, o que o que eu
[47:44] queria dizer com isso é, eu acho que todas estas coisas, estes
[47:48] oráculos, não são mais do que maneiras de olhar para O
[47:50] Presente. Eu não acho nada que o futuro
[47:52] esteja todo decidido. Acho que estás sempre a
[47:54] inventar. O que vais fazer?
[47:56] Da última vez que fui a um disser, Ah, você jamais vai
[47:58] morar em Lisboa. E agora, só por causa disso, eu?
[48:02] Estou em Lisboa. Não mesmo, agora estás a morar
[48:05] cá. Sim.
[48:06] Ah, e parte da razão foi porque me disseram que eu não IA morar
[48:10] a claro. Como é óbvio, era isso que eu
[48:12] estava a dizer, agora não. Aceito isso AI que fixe, não?
[48:18] EE acho que acho que há 111 ideia de quando se é curioso, e
[48:22] no meu caso, curioso, sei lá, no outro dia estava a ver há uma há
[48:25] uma universidade de médiuns em Inglaterra e eu estava a ver
[48:28] tipo short coursas para fazer este género.
[48:30] O que é que acontece se eu pegar uma mala e for tipo uma semana?
[48:34] Ter com estas pessoas e falar sobre, sei lá, a projeção
[48:39] astral, tipo, só para ver o que é que acontece agora, não quer
[48:42] dizer que isto seja tudo real ou que ou que seja absolutamente
[48:46] verdade. É, é uma curiosidade.
[48:47] Eu acho que é arte. Eu acho que tem o mesmo impacto
[48:49] em nós. Não arte no sentido de ser um
[48:52] estímulo para nós, para desconstruirmos, para pensarmos,
[48:55] para abrirmos percebes. Eu eu sinto que isso nos dá ar.
[49:01] Um bocadinho indo ao encontro do nome do teu programa não sei ser
[49:06] ser está sempre a mudar todos os dias, não é?
[49:09] E se tu estás à procura de ser, não há, não deve haver Barreiras
[49:13] para aquilo que tu podes ou não podes experimentar, não é?
[49:15] E, portanto, por isso é que eu, no outro dia, já há uns anos, me
[49:19] inscrevi numa coisa estava a acontecer há uma, há uma, espero
[49:24] que eles não se seguem para eu disser isto, espero que eles
[49:26] eles não sabem que eu estava lá, portanto acho que é irrelevante,
[49:28] que é uma. Ou será que sabem?
[49:32] Não há 11 espécie de que eu acho que até já entrevistaste,
[49:34] provavelmente no curto circuito há anos, que é 111 espécie de
[49:38] associação de ufologistas EOIPO, não, isso é.
[49:44] Isso é, é ailianes. Ailianes e então há uma
[49:46] portuguesa que eu sei que já entrevistei no curto circuito.
[49:49] Eu lembro me que uma vez entrevistei com o Diogo ou com a
[49:52] Diana, já não me lembro e porque eu sempre fui fascinado.
[49:54] E obviamente temos de fazer um tema sobre eu, ovnis.
[49:57] Que era assim uma coisa que eu queria, bruxas, bruxas, ovnis.
[50:02] E nessa altura, entrevistei os e depois, no outro dia, descobri
[50:05] que eles faziam 11 live, um zoom em que pessoas contavam,
[50:09] relatavam as suas histórias de abdução e eu, com um copo de
[50:15] vinho branco, sentei me 2 horas e meia a ouvir cada história.
[50:23] E deixa me que te diga, se eles fizessem isto todas as semanas,
[50:26] lá estaria o batido. Porque desde pessoas, desde um
[50:29] senhor, e aqui não vou e não sei os nomes das pessoas.
[50:31] Portanto, também acho que não faz mal um senhor a mostrar
[50:33] aquelas coisas que tu vês às vezes que eu vi no Penn and
[50:36] Teller, que era um programa inglês de que basicamente
[50:39] destruia mitos, que se fazia de quando encontrava não, eu acho
[50:44] que era uma coisa, não era da BBC, eu acho que era tipo ITV,
[50:46] era uma coisa antiga que depois também foi feita nos Estados
[50:48] Unidos, que eram uns humoristas que basicamente não acreditavam
[50:52] em nada e portanto faziam esta coisa de vamos descobrir razões
[50:54] para isto não ser verdade. E então eles faziam.
[50:58] Eu lembro me do episódio em que falavam com pessoas que eram
[51:01] casadas com aliens e portanto, elas imagens, tipo desenhos das
[51:06] suas famílias. Isto sou eu com o zork, e eu e o
[51:09] zork vivemos juntos e esta é a nossa filha sei lá x 34 que que
[51:13] morre aquele nome do filho do do Elon Musk?
[51:20] Mas em vez de ser isso é Telma, Telma Musk.
[51:24] EE moramos sei lá em na alfa centralian centralian 6.
[51:29] EE, essas coisas. Primeiro tinha muita graça se se
[51:32] descobrisse que era mesmo verdade.
[51:35] Eu amava, amava e então Joana, mas melhor ainda é quando é em
[51:39] português. É tipo, eu não estou a acreditar
[51:43] que este senhor que se chama tipo Artur, mas está a mostrar o
[51:46] seu amigo alien que desenhou e eu a pensar, eu quero que isto
[51:50] seja a minha vida. Eu quero, eu quero ouvir
[51:53] história. Eu faço um programa só com estas
[51:55] pessoas? Claro que sim, porque parte de
[51:57] mim fica. E se isto for tudo verdade?
[52:02] E se estas pessoas foram mesmo abduzidas?
[52:04] E se eu fui abduzida e não me lembro?
[52:06] Mas primeiro, deviam passar por um crivo de psiquiatria, ainda
[52:10] com os diagnósticos. Valham o que vale, valham o que
[52:14] valerem. Acho que era giro passar por
[52:16] esse crivo e a partir do momento em que as pessoas fossem
[52:19] minimamente neurotípicas, havia 2 programas, havia dos atípicos
[52:25] e dos neurotípicos e as intercalando.
[52:27] Mas isso teria de ser muito DLC, que é deixar aquela pausa.
[52:31] Sabes que é para as pessoas é que sabem se é humor ou não.
[52:34] As pessoas é que retiram depois. Mas isso é não explicares há uma
[52:37] das coisas que eu mais que eu mais adoro é EE é uma coisa pela
[52:40] qual eu me tento bater, mas nem sempre com com aliás, sucesso é,
[52:45] nós não temos que explicar tudo o tempo todo, não é?
[52:48] Eu acho que uma grande parte do entretenimento está super
[52:51] explicadinho e por isso é que é chato grande parte das vezes
[52:54] pelo menos a mim parece me ou seja tu passas um atestado de
[52:57] estupidez a quem está a ver eu acho muito mais gira essa coisa
[53:00] dessa suspensão de crença de será que é verdade?
[53:04] Olha, nesse sentido, já viste rehersil the naked?
[53:07] Feeling? Queria ver.
[53:08] As pessoas dizem que é muito bom, não é?
[53:10] Agora estou a ver Rex. Ah, ótimo, eu adoro.
[53:13] Excelente. Ainda só vi a primeira.
[53:15] Lembro me de ti muitas vezes a ver o Rex.
[53:17] Eu também. E a menses made também pá.
[53:21] Tinha aqui uma entrevista completamente diferente para nós
[53:24] e por isso vou convidar te para daqui a 2 anos, voltarmos a
[53:27] falar quando nos. Apetece já acabou?
[53:29] Ah, já tem 45 minutos. Eu falo muito.
[53:30] Desculpa por mim, eu estou fixe. Vou fazer mais perguntas, se
[53:33] quiseres, eu não tenho nada para fazer.
[53:34] Então. É que ir aprender texto só daqui
[53:36] a bocadinho. AI porque ele bate texto?
[53:38] Há tanta coisa que eu que eu quero, mas eu tenho que
[53:40] discernir aqui o que é que me apetece realmente saber de ti e
[53:43] num café e o que é que o que é que uma das coisas que eu acho
[53:47] que pode ser interessante. Está à vontade, uma das como se
[53:51] precisasses do meu à vontade, para o fazer uma das coisas que
[53:56] que eu reconheço em ti, mas que não sei bem explicar, é uma
[54:00] espécie de retidão. És um tipo sempre com as costas
[54:04] direitas, que eu sempre sinto sempre que está não agora, mas
[54:08] num num estado meio performativo Hum.
[54:11] Hum. Acho que desde sempre tiveste de
[54:13] criar 11 persona Hum. Hum.
[54:15] Não só para defender, mas por seres filho de quem és, ou seja,
[54:18] não podias ser livre, não podias ser Totó, Hum, Hum.
[54:22] Tu já consegues ser tótó é uma coisa que tu almejas.
[54:25] Eu sei que foste ter vários cursos de representação e
[54:28] tiveste de desconstruir aí um bocado a personagem do
[54:30] apresentador do Rui público. Tu sentes que agora já já estás
[54:34] mais livre, consegues ser Pateta?
[54:39] Eu consigo ser Pateta, mas eu eu não me interessa tanto em ser
[54:42] Pateta porque sim, tipo, ser só Pateta porque eu acho que nós
[54:45] estamos tão uma coisa na vida, na vida, claro que sou muito
[54:48] Pateta. Eu acho que o que me interessa
[54:51] criar. Não quer dizer que, por exemplo,
[54:53] ainda há poucos dias fiz o coelho, o coelho branco com a
[54:56] olho vermelho, e eu fui muito Pateta em palco, porque isso
[55:00] permitia. Ah, só para deixar aqui claro, é
[55:02] uma peça em que os atores recebem o texto, em que não têm
[55:06] acesso ao texto anteriormente e que o autor fala diretamente com
[55:12] o ator e com o público. E é tudo feito de improviso.
[55:15] Descobres o texto em palco. Sim, tu foste para palco,
[55:17] estavas a dizer. Fui para palco e eu não tinha.
[55:21] Eu não. Eu não pude fazer.
[55:23] Ou seja, eu acho que o que primeiro há uma coisa inerente a
[55:26] primeiro, me obrigado pelo que disseste a minha retidão.
[55:28] A minha tentativa de retidão tem a ver com a maneira como eu fui
[55:31] educado. Eu acho que quando era mais
[55:34] novo, rebelava me por vezes sendo mais ácido ou contundente
[55:40] ou problemático ou mais difícil. Porque isso faz parte de.
[55:43] Ti ainda não e isso está em mim. É muito British.
[55:45] Sim, mas é uma coisa de como é que eu vou descobrir o que é
[55:48] desconfortável? Isso é uma coisa que me que me
[55:50] interessa. Mas daí a querer magoar os
[55:53] outros é outra. E eu acho que trabalhar neste
[55:56] meio e ceder a uma tentativa de tudo é válido.
[56:01] Todos os fins justificam. Aliás, todos os meios justificam
[56:03] os fins? Não, eu não concordo com isso e
[56:05] não fui educado assim. E acho que, e nós conhecemos
[56:08] muitas pessoas que fazem for necessário e eu acho que essa
[56:12] não é a maneira de que eu, como eu, quero estar no mundo, eu não
[56:14] quero aparecer no mundo assim. Isso para mim é evidente, não
[56:18] sucedam. Minhas relações, não é?
[56:20] Não, e nem é só dormir, é eu. Eu não quero ter a sensação de
[56:24] que contribuí para o para uma espécie de, sei lá, nascimento
[56:31] do mal ou ou desconforto ou desconforto generalizado.
[56:35] Não, já é. Já é tão complicado, tantas
[56:36] coisas já há tantas coisas que que têm que ser mudadas.
[56:39] Não faz sentido eu contribuir para isso.
[56:41] Eu tento não contribuir para isso agora, essa coisa da
[56:44] patetice. Que que eu sempre tive e que tu
[56:47] também tens. Eu acho que é muito bom de ter
[56:50] essa coisa de nos podermos atirar para o chão e rirmo nos
[56:52] EE não nos levámos muito a Sério.
[56:54] O que eu acho é como o nosso meio está tão refém de zero
[57:00] pensamento, de pouco pensamento. Enquanto enquanto o meu trabalho
[57:04] já não me interessa tanto que seja sobre isso, como foi
[57:07] durante anos que era entretenimento puro e.
[57:09] Exato, separar mais, não é? Muito mais.
[57:11] Não quer dizer que eu não possa fazer disparates percebes, mas.
[57:13] Mas são disparates que têm que ter um contexto e que não são só
[57:17] a verborreia. Eu já não tenho muito interesse
[57:20] nisso e se calhar tem a ver com o processo que eu fiz de
[57:23] amadurecimento, tipo, estive fora também há algum tempo.
[57:26] Mas esta coisa estavas me a perguntar se eu já me, se eu já
[57:28] estou, se eu já parti isso, se eu já estou mais menos
[57:31] performático. Eu acho que estou muito menos
[57:32] performático na vida e com não só com os outros, como por
[57:35] exemplo, no amor, muito menos performático no amor.
[57:38] E não estou a falar de croacias, estou a falar de essas.
[57:41] Continua trapezista ou waldoway? Não é uma coisa de como é que eu
[57:47] descongelo e mostro quem sou e sou vulnerável de facto, em vez
[57:51] de ser, como é que eu vou mostrar a minha melhor versão ou
[57:56] a versão mais cool, interessante?
[57:57] E isso é o que vai captar o outro, porque com este mar de
[58:02] personas. Aquilo que acaba por criar e
[58:06] isso e tu percebes isso também é é afastamento, não é não é não é
[58:10] proximidade e não e não me interessa já isso não, não estou
[58:13] nada nessa onda esta nós fomos muito, nós trabalhamos muitos
[58:17] anos juntos e esta coisa de fazeres radio mainstream pop,
[58:23] referente como tendo como referência a que isso é, fam e
[58:26] essas grandes rádios Americanas em que?
[58:29] O como se faz lá fora? Como se faz lá fora?
[58:31] Esta referência de que nós temos que ser um bocado uns bonecos e
[58:34] sempre. Sim, no início nem podia dizer
[58:36] se era comprometido ou não. Claro, mas isso também morreu.
[58:39] Que as pessoas têm que ambicionar estar contigo?
[58:41] Que horror, que disparate. Sabes tipo coisa, conta.
[58:44] E é uma coisa que já nem faz sentido e que peço perdão e que
[58:47] já passou. E, portanto, eu acho que nós
[58:50] também amadurecemos a nossa comunicação e as pessoas
[58:53] amadureceram em geral de de já não ser preciso isso.
[58:57] Portanto, eu eu não estou nada nessa onda de criar uma persona.
[58:59] Não quer dizer que eu não utilizo na determinadas skills
[59:02] para criar um momento. Quer dizer, eu não posso, não
[59:05] posso ter a mesma atitude que tenho enquanto estou sentado no
[59:07] sofá, não é? Não faz sentido isso, mas acho
[59:09] que aquilo que nos vai diferenciar da inteligência
[59:12] artificial e do e do que vem aí é quanto mais autênticos nós
[59:16] podemos ser, sendo que no nosso meio e nós vamos assistir a
[59:19] isso, a razia vai ser tremenda, sobretudo para as pessoas que
[59:22] fazem este tipo de rádio, que é uma Rádio POP, onde falas 20
[59:26] segundos. E onde dizemos que o que
[59:29] interessa é a personalidade da pessoa, personality é o que traz
[59:32] as pessoas, mas o que interessa de verdadeiramente é a tua
[59:36] diferença. Eu aí sou arrogante, sou super
[59:39] arrogante porque é, já trabalhei com colegas que estavam muito
[59:42] preocupados com esta inteligência artificial, até
[59:45] porque o vai haver rádios também, assim que é tudo
[59:48] artificial? Um bocado.
[59:49] Sim, sim. Mas vai massificar?
[59:51] Se o próprio Spotify vai começar a ter também, eventualmente,
[59:54] locutores por AA? E a pessoa estava muito
[59:56] preocupada a dizer, a rádio vai acabar, eu vou tornar me
[59:59] desnecessário ou desnecessário. Isto vai ser terrível a pensar.
[1:00:02] O meu papel é tão mais do que isso.
[1:00:05] Mas é um bocado isso. Eu digo mais do que as horas, eu
[1:00:08] digo mais que o. Mas esse é o ponto.
[1:00:10] Esse é o ponto para mim, que é as não é nós sermos, tipo
[1:00:14] brilhantes, não é isso. É nós, por termos
[1:00:18] disponibilidade para o erro, podemos sobreviver.
[1:00:22] Não sermos máquinas lá está vai. Acho que isso as máquinas vão
[1:00:25] interferir com máquinas, com trabalho de máquina.
[1:00:27] Eu eu acho que nós vamos, nós nem conseguimos.
[1:00:29] Eu acho que conseguir exatamente.
[1:00:30] Quão grave vai ser isso? Eu acho que nós não temos a
[1:00:32] noção. Mas acho que, por exemplo,
[1:00:34] pessoas como eu, como tu, como outras figuras que trabalham
[1:00:37] nesta área, que têm 11 personalidade muito vincada e
[1:00:40] uma e são muito inteiras da maneira como trabalham, têm mais
[1:00:44] chance de sobreviver, porque não é sobre.
[1:00:48] Ser perfeito na maneira, porque isso vai ser feito por um já é
[1:00:51] feito tipo, eu não sei se tens visto agora.
[1:00:53] Há uma coisa muito engraçada no Brasil que é OA Maisa de Marisa
[1:00:56] de maiô. Não sei se já viste isso, que é
[1:00:58] uma coisa que que é um pá. Um gajo que faz um com os
[1:01:02] prompts, faz 111 programa de daytime pá hilariante de uma de
[1:01:07] uma apresentadora que está sempre com um fato de banho
[1:01:09] vestido e que diz coisas do género.
[1:01:11] A gente agora vai em direto para a Jéssica que está nas ruas.
[1:01:15] E fazes cotas para a Jéssica. E a Jéssica está, eu estou nas
[1:01:18] ruas e volta e volta. E essa EE tipo isto tem muita
[1:01:21] graça. Havia era o.
[1:01:22] Marisa de maiô Marisa. De maiô e havia uma coisa que
[1:01:26] havia outro outro bloco do programa é tipo, mas é um
[1:01:27] programa daytime normal. Eles cozinham e ela diz assim,
[1:01:30] agora o trel está, estou a cozinhar a carne e ela AI não
[1:01:33] sei se se não está no ponto e ela quem é do público vai dar as
[1:01:36] costas para ele. Se está tipo este tipo de coisas
[1:01:38] assim, sabes? Depois era tipo 11.
[1:01:40] Cena muito triste a olhar para um caixão e o caixão está
[1:01:42] coberto com com um pano preto. Estamos aqui com a Nayara e a e
[1:01:48] a Nayara está muito triste. Nós vamos descobrir a seguir,
[1:01:50] ela não sabe quem é que está dentro deste caixão e nós a
[1:01:52] seguir, vamos descobrir com ela quem é a pessoa da família dela
[1:01:54] que morreu. Não saia daí até já.
[1:01:56] E isto são coisas que nós escreveríamos e que poríamos em
[1:01:59] piadas. Ou seja, a única coisa que nos
[1:02:00] chateia é quanto do nosso trabalho não vai morrer, porque,
[1:02:05] por exemplo, isto nós acabamos. De dizer tipo isto é um Sketch
[1:02:07] hilário. Não é tipo isto tem graça, mas
[1:02:10] que se calhar, não nos deixariam fazer.
[1:02:12] Sim, não é porque há uma responsabilidade.
[1:02:15] Humana não é pronto. Aqui também há de de quem é que
[1:02:17] passa ou quem é que não passa. Eu uso muito os chats do outro,
[1:02:20] não é custas muito os chats CPT. Sim, não muito por causa da
[1:02:24] água. Que está envolvida?
[1:02:26] Que é muita água. Eu até faço menos máquinas só
[1:02:29] para compensar o quanto tu usa chato.
[1:02:31] GPT? Para que que serve?
[1:02:32] A cânfora pá eu amo. Chat GPTE é um bocadinho
[1:02:37] assustador. De facto, o gajo sabe.
[1:02:39] Ah, pá. Tenho os gatos a quererem
[1:02:41] entrar. Espera aí, dá me só um segundo?
[1:02:45] Pois não? É tão amador ter podcast.
[1:02:49] Com gatos a meio? Odeio isso.
[1:02:51] Acho que eu não se devia fazer. Não me importo nada.
[1:02:54] Obrigada. O.
[1:02:55] Que é que eu? Estava a dizer shat, GPTAEO,
[1:02:58] gajo. Sabe que eu sou comediante e não
[1:02:59] sei quê. E então sempre que faço uma
[1:03:01] pesquisa, no final ele diz, queres ajuda para pôr isto em
[1:03:05] beat, para stand up, ter uma linguagem mais irónica, mais
[1:03:08] nanana e eu sim. E depois vejo como é que fica e
[1:03:13] depois não uso, porque sou uma artista.
[1:03:18] Esse para mim é um ponto muito interessante, que é no teu.
[1:03:20] Caso em particular, ele constrói te a piada.
[1:03:24] Perfeita, não é? Constrói te com a, com a, com a
[1:03:26] matemática perfeita, porque é que não hás de usar?
[1:03:31] Honestamente. Existe um lado de vaidade da
[1:03:33] minha parte, antes de mais que é pá, não fui eu que fiz, não vou
[1:03:37] usar depois. Existe estética também, da mesma
[1:03:40] maneira que eu acho que o stand up tem que ser feito por texto
[1:03:43] escrito por nós ou feito em palco, como é o meu caso.
[1:03:47] Sim. EE sentir me IA a javarda porca
[1:03:52] percebes. E por outro lado, mais e por
[1:03:55] outro lado é se a máquina conseguiu chegar a isto, é
[1:03:58] porque é o mais óbvio e eu tenho o dever de de encontrar mais
[1:04:02] textura, se isto imagina a máquina faz piadinhas de de
[1:04:08] humor básico para já vai à às palavras específicas.
[1:04:13] Aquele humor negro da piça isso tudo e eu, EE, isso dá me um é
[1:04:19] uma Pedra de toque para mim, eu acho que é uma coisa de.
[1:04:23] Eu acho que tu. Veres alguém fazer por ti o
[1:04:25] processo de isto funciona, isto não funciona, isto é um bocado
[1:04:29] isto, ou seja, isso é uma coisa muito como ferramenta.
[1:04:32] Imagina, dá me. Uma lista de 100 terras em
[1:04:35] Portugal com nomes absurdos. Ah, pois claro.
[1:04:37] E aí uso em vez. De estar a pensar.
[1:04:40] Vou ao Google, vou ver o que é que há no Alentejo e não há
[1:04:43] terras, mas isso isso eu eu confesso.
[1:04:46] Que eu que eu estou a ter uma atitude de boommer?
[1:04:50] OK, ou seja, achas que é trabalho?
[1:04:52] Que não está a ser. Facilitado.
[1:04:53] Que é eu? Inibo me de participar, eu só
[1:04:56] usei o ChatGPT para aí 2 × 2 vezes ou 3 a terceira usei uma
[1:05:01] vez para fazer um e-mail a francês, porque precisava de
[1:05:05] mandar um e-mail para um teatro e não sabia como fazer.
[1:05:07] E não, não, não falo bem o suficiente, sendo que eu queria
[1:05:09] fazer uma audição para um teatro para trabalhar em francês
[1:05:11] durante um ano, portanto também não estava.
[1:05:13] Depois é curso pronto, whatever. Tentei.
[1:05:15] E mandei um mail. Eles responderam e depois
[1:05:17] fiquei. Depois tive que perguntar o que
[1:05:18] é que eles tinham exatamente dito, mas mas houve uma, ou
[1:05:21] seja, eu usei, mas usei também o Google transight e não sei quê,
[1:05:25] e usei, usava pontualmente para saber, para tentar perceber o
[1:05:28] que é que se dizia de determinadas pessoas, tipo se as
[1:05:30] informações batiam, certo? E depois percebi que muitas
[1:05:32] vezes não, também era importante é giro, ver onde é que é, é
[1:05:35] giro, é giro. E depois tentava corrigir.
[1:05:38] O que se dizia e depois percebia que que ele não apanhava não.
[1:05:40] Não IA alterar uma espécie de matriz inicial.
[1:05:43] Nada. Só para ti, sim.
[1:05:44] E depois, acho que. Usei.
[1:05:47] Usei naquela fase inicial, tipo quando?
[1:05:49] Tipo quando apareceram, tipo os Ah, estás a falar com com
[1:05:52] Sócrates ou estás a falar com Aristóteles?
[1:05:54] E o que é que ele te responde? E esse tipo de coisas que
[1:05:56] começou a aparecer, tipo open AI no início.
[1:05:58] E pois porque lá está isto para ti, é uma coisa muito fechada, e
[1:06:01] tu? Gostas mais do aberto, não é
[1:06:03] isto eu, eu não é bem, eu acho é que não consigo.
[1:06:06] Ainda entendê lo para mim como uma ferramenta como tu utilizas,
[1:06:09] mas o que tu me acabaste de explicar das sem terras é
[1:06:12] incrível e faz todo o sentido. AI é ótimo, é maravilhoso.
[1:06:17] Ainda no outro dia vim num podcast absurdo, que depois
[1:06:19] tenho que partilhar, porque é maravilhoso.
[1:06:22] Em que as interlocutoras foram ao site GPT procurar perguntas
[1:06:27] absurdas também género diz me 20 perguntas para fazer um
[1:06:31] convidado, 20 perguntas random e pronto.
[1:06:33] E eram ótimas EE eram. Era o que era, era o que tinha.
[1:06:37] De ser mais do que se fosse um animal, porque depois tu podes
[1:06:40] pedir ao gajo para afunilar. Vá.
[1:06:43] Não me dês assim tão óbvias. Sim.
[1:06:45] Agora faz isto como se fosse um esquilo, sim.
[1:06:48] Pá é é fenomenal. Tenho, tenho adorado.
[1:06:51] Deixa me só ver aqui mais uma coisa.
[1:06:55] O que é que andas a ler? Rui, ando a ler as.
[1:06:59] Metamorfoses de um vídeo, OK, fala me sobre isso.
[1:07:03] Como é que está? Não está aqui o texto.
[1:07:04] Está ali AI, não está, não é? Convenientemente, não vou
[1:07:07] explicar. Mas tem aí um imperdiso, não é?
[1:07:09] Minha querida, debaixo do meu computador está aqui porque é o
[1:07:12] texto que eu estou a fazer. AI, merda.
[1:07:14] Isto é o isto é um texto que foi adaptado, mas isto é o texto que
[1:07:16] eu estou a fazer agora vou fazer no teatro da garagem.
[1:07:19] As metamorfoses do vídeo são, é um poema grego?
[1:07:21] Escrito há sei lá quantos anos, 3000 anos, 2000 anos.
[1:07:26] Estou aqui à procura, mas sim, eu tenho ali.
[1:07:29] O livro. Em si, vou buscar o livro.
[1:07:30] Espera aí, depois corta. Se isto está bem, é uma das.
[1:07:34] Obras mais famosas e consideradas, como a magnumópus
[1:07:37] do poeta Latino ao vídeo, ó micas, mas vais cozinhar agora?
[1:07:44] Está estou quase a acabar. Estás a fazer barulho de
[1:07:47] talheres e Panelas, está tudo bem?
[1:07:51] Pronto. Estou aqui.
[1:07:54] As metamorfoses do vídeo são, é um poema grego, que foi que faz
[1:07:59] no fundo foi feito, foi escrito por o vídeo, lá está e tem a ver
[1:08:03] com as pessoas. Vão desligar, mas caguei, não
[1:08:06] quero saber. Porque as metamorfoses?
[1:08:08] Do vídeo têm, têm esta coisa. Na lógica ocidental, grande
[1:08:12] parte destas histórias nós crescemos a ouvi las de outra
[1:08:14] maneira. Tem a ver com a mitologia grega,
[1:08:16] as relações dos deuses com os humanos, sei lá, um mito Orfeu
[1:08:20] que é. Aquele mito Orfeu que morre a
[1:08:22] Eurídice e ele vai pedir ao Hades que ela volte, e então ele
[1:08:24] diz que se não há hádes mesmo, hádes.
[1:08:27] Mesmo, eu sei. Amor, eu sei é que há pouco
[1:08:30] tempo vivi isso. Por isso é que.
[1:08:31] Estou a lembrar OOO Deus ás de EE.
[1:08:38] Eu estou a gostar muito de de olhar para isto, porque grande
[1:08:41] parte deste texto nós vamos fazer no teatro da garagem que
[1:08:43] foste há dia 24 de julho. São.
[1:08:46] Ou seja, só vamos fazer bocadinhos.
[1:08:47] Não é porque isto é 11 livro gigantesco, que tem tipo, vários
[1:08:50] livros lá dentro. A ideia de que os nossos
[1:08:54] problemas são sempre os mesmos ao longo da história, é aquele
[1:08:58] básico do isto é muito atual. Isto, olha isto e de maneira
[1:09:01] como eu fui neste espetáculo. É assim, sabes?
[1:09:03] É muito atual este este texto parece que polita ser
[1:09:07] escritores. É isso, é esse, mas eu.
[1:09:11] Acho que isso é interessante exatamente para voltarmos aqui
[1:09:13] ao início da conversa, que é para nos apercebermos também da
[1:09:15] nossa insignificância. E acho que essa insignificância
[1:09:19] traz nos sentimento de pertença, que é uma coisa que hoje em dia
[1:09:24] com as hits se a brincar, que hoje em dia nos falta muito para
[1:09:29] as internautas para navegar para tudo o que seja multimédia. 11
[1:09:34] última pergunta já, agora que sim, sim, eu eu adoro que sejas
[1:09:39] tão culto e para ti podes não, pronto, já sei as pessoas que eu
[1:09:43] considero cultas, não se isto é como os betos, não é?
[1:09:46] Eu considero determinadas pessoas betas que depois os mais
[1:09:49] betos olham e pá. Calma, isso isso não é ser Beto,
[1:09:52] portanto. Pronto do sítio onde tu estás.
[1:09:58] É só saber para que serve uma faca?
[1:10:00] Das pequeninas, mas eu gosto. De me rodear com.
[1:10:05] De de pessoas que me ensinem e de pessoas que sejam mais cultas
[1:10:08] do que eu para aprender e para absorver.
[1:10:12] No entanto, gostava de saber se, relativamente ao teatro, por
[1:10:17] exemplo, já fizeste a avenida, que é, que é muito mais Pateta,
[1:10:20] mas se sentes muito mais comercial.
[1:10:22] Exatamente. Se tudo de alguma forma,
[1:10:24] provavelmente vais dizer que não.
[1:10:25] Mas se desvalorizas um pouco o teatro comercial, porque eu
[1:10:29] sinto que os atores ganham mais importância, mais confiança,
[1:10:33] mais autovalidação quando fazem teatro.
[1:10:35] Um bocadinho mais erudito, não diria erudito, certo?
[1:10:40] Tu te faz esse, esse movimento também.
[1:10:42] O teatro erudito valida te mais do que o comercial.
[1:10:45] Bom, a minha cotação de mercado. Melhora, de alguma forma, por
[1:10:51] fazer teatro considerado mais alternativo, no sentido em que
[1:10:54] és levado a Sério, não é? Sendo que eu tenho tido uma
[1:10:56] dificuldade grande, porque, pois tens aqui um marketing, não é
[1:11:00] que tens de. Fazer em relação àquela pessoa,
[1:11:02] mas há há uma zona, é um como qualquer.
[1:11:04] Profissão, eu acho que há uma, há uma zona de neste caso, tem a
[1:11:06] ver com a minha notoriedade pré trabalhar como ator à vida que é
[1:11:10] um, é um grande sucesso e é um e é um Marco no teatro musical em
[1:11:13] Portugal. EE é um, mas é um projeto em
[1:11:15] stream, não é feito por uma produtora grande, visto por
[1:11:18] milhares de pessoas, portanto é outro tipo de coisa.
[1:11:20] É o que se chamado um grande sucesso tipo West and não é à
[1:11:22] nossa escala, e isso tem uma leitura.
[1:11:25] Embora o espetáculo fosse bom, é uma leitura e os atores que
[1:11:28] participam nele, embora em Portugal, eu acho que isso tem
[1:11:31] vindo AAA esbater mais. Acho que hoje em dia as pessoas
[1:11:34] fazem todas muito mais tudo do que há há 10 anos ou há 15.
[1:11:38] Antigamente fazias cinema, só podias fazer cinema, fazias
[1:11:40] teatro, jamais fazias televisão. E hoje isso já não é assim,
[1:11:43] sobretudo porque é tão difícil sobreviver que toda a gente faz
[1:11:45] tudo faz locuções, quer dizer, uma pessoa que possa ser, possa
[1:11:49] estar. A trabalhar no nacional.
[1:11:50] Não quer dizer que não faça um anúncio para o pingo doce.
[1:11:53] Isto não é a coisa. Não se cancela assim mesmo.
[1:11:55] E isso esbateu se a todos os níveis, mesmo a nível.
[1:11:58] De profissões, não é? Sim, claro.
[1:11:59] E tu viveste isso também. O que é que eu sou?
[1:12:02] São locutores, já não me interessa nada, é engraçado
[1:12:04] também. Não acabou, acabou essa.
[1:12:07] Unidimensionalidade que bom. E lá está este ciclo que vivemos
[1:12:10] agora, tudo ser um espectro e tudo ser tudo ser mais aberto.
[1:12:13] Ficamos mais perdidos por um lado, mas por outro lado estão
[1:12:16] mais livres. Não é?
[1:12:17] Isso é completamente verdade, mas interrompi te.
[1:12:19] Não faz mal isto que eu queria dizer.
[1:12:21] Era que. O que me eu não sou nada do
[1:12:23] género, sou o teatro da alternativa, que é bom, acho.
[1:12:25] Primeiro acho mentira, porque grande parte das coisas que e tu
[1:12:29] tens ido muito ao teatro, nós encontramo nos muita peças.
[1:12:32] EE, muitas coisas, vamos versão bastantes chatas e não são.
[1:12:35] EE que têm um problema que é, não me suscitam nada de novo.
[1:12:40] É isso, é isso. Às vezes é punheta, às vezes é,
[1:12:44] mas nem é só isso às. Vezes é um bocado um desperdício
[1:12:48] de tempo. No sentido em que se calhar para
[1:12:50] aquelas pessoas, não é. E atenção, eu não estou a dizer
[1:12:52] que só haja coisas más, há coisas boas que se fazem, mas eu
[1:12:55] acho que muitas vezes estás a pedir 2 horas do meu tempo e não
[1:13:00] me ensinaste nada ou não nem ensinar.
[1:13:02] No sentido de o teatro não tem que te ensinar.
[1:13:04] Mas é aquela coisa, não me suscitaste nada, eu estou morto
[1:13:07] a ver isto. E não é porque eu estou
[1:13:09] desinteressado. Eu até vi, eu paguei, eu estou
[1:13:13] aqui. Sentado para te ver.
[1:13:14] E tu não me agitaste nada e, portanto, eu não tenho paciência
[1:13:17] para ir ao teatro. Isto tem a ver com a Inglaterra
[1:13:19] também, que é, eu não tenho paciência para ter trabalhado,
[1:13:23] obviamente com o que eu treinei. O que eu fui, eu fui formado
[1:13:25] numa lógica muito mais clássica e muito mais da narrativa e
[1:13:28] muito mais do executante e menos do ator criador.
[1:13:30] Portanto, eu não estou tanto agora, estou tipo, por exemplo,
[1:13:33] na qualidade métrica que eu fiz há uns anos, era muito mais a
[1:13:35] cena do eu tenho que criar o meu próprio trabalho e, portanto,
[1:13:38] com isso, fazer ter um ponto de vista.
[1:13:42] O que eu acho que muitas vezes é mais difícil é tu teres um ponto
[1:13:44] de vista que não seja lá, está. Entrópico que não seja uma coisa
[1:13:48] que é só sobre mim. EE, hoje não tenho tanta
[1:13:53] paciência para o trabalho artístico que não provoca nada.
[1:14:00] Mas isso é um bocadinho limitador, não é estarmos a.
[1:14:03] Pedir aos projetos que tenham. Essa intencionalidade eu percebo
[1:14:08] e acho que tens toda a razão que é, as coisas podem só.
[1:14:10] Existir e ser não é tipo sim, a responsabilidade fica um
[1:14:12] bocadinho do nosso lado e não. Somos todos iguais.
[1:14:15] Mas sim, eu sinto isso. Eu acabo por sentir um bocadinho
[1:14:18] de desconsideração nessas alturas, que é pá.
[1:14:22] Já percebi pronto, és um pássaro há 2 horas que és um pássaro.
[1:14:27] Mas às vezes, às vezes houve, às vezes há, há muitas.
[1:14:29] Razões para terminar, sei lá. Este espetáculo que eu vou fazer
[1:14:32] agora é uma coisa 20 vezes mais alternativa do que à avenida.
[1:14:34] Quê? No sentido em que é boa, eu
[1:14:37] gostava que conheces estou a. Falar a Sério é uma é.
[1:14:39] Uma leitura sobre estas histórias, o que eu acho que
[1:14:43] muitas vezes é, às vezes eu só quero que me contem a merda de
[1:14:45] uma história. Eu só quero isso, que é a
[1:14:47] Inglaterra, uma coisa base. Ou seja, eles contam bem
[1:14:52] história, eles vão contar bem história.
[1:14:54] Mas depois, se calhar, como eu vi, por exemplo, há uma há uma
[1:14:57] companhia de teatro muito conhecida lá que se chama
[1:14:59] cumplicite e tem muito a ver com o teatro físico.
[1:15:02] E é uma coisa muito mais. Sobre lá está este ponto de
[1:15:06] vista da através do corpo. EE através do corpo eu vou não
[1:15:10] contar uma história, mas fazer te pensar.
[1:15:12] E eu vi um espetáculo que se chama na monic, que é um
[1:15:16] espetáculo que foi feito há 20 anos pelo cúmplicité e foi um
[1:15:18] espetáculo Marco no teatro inglês.
[1:15:20] E voltei a ver agora com outra pessoa.
[1:15:23] E tem um tem um dispositivo muito interessante que é,
[1:15:25] imaginem o Nation Theater, tem tipo 1000 lugares ou 600, my tye
[1:15:28] para aí 1000 e nós estamos vendados durante, sei lá, 30
[1:15:33] minutos, 20 minutos? E vamos assistindo a um
[1:15:36] monólogo. Talvez não tenhamos tanto tempo
[1:15:38] vendados, mas há um período grande em que estamos vendados.
[1:15:41] Ele faz o monólogo inicial, em que fala sobre a memória e
[1:15:44] depois faz te testar a tua memória.
[1:15:47] Ou seja, é uma relação com o público.
[1:15:49] O público não está divorciado do que se está a passar.
[1:15:51] Isto tem um bocado esta onda, mais se tu quiseres de
[1:15:54] entretenimento ou de uma quase ali de uma cena da da da ideia.
[1:15:56] Um bocado também de como o coelho branco do improviso com o
[1:15:59] público e tal. Isso é muito engraçado, tirar 12
[1:16:01] sentidos para. Sermos nós a projetar, fazermos
[1:16:04] um flashback. Não é da é agora.
[1:16:06] Volta lá ao dia em que tu. Sentiste não sei o quê.
[1:16:09] E as pessoas têm todas memórias diferentes e, portanto, são o
[1:16:11] quê? Convidadas a criar contigo isso.
[1:16:14] Isso é interessante, mas depois de tudo, o resto foi uma seca.
[1:16:18] A partir do momento em que eles. Começaram a fazer a.
[1:16:23] A leitura da ele tinha perdido a.
[1:16:26] A mulher e estava à procura da mulher e era a ideia, não, mas
[1:16:29] era a ideia que horror mulher era a ideia de o homem a
[1:16:33] atravessar a história e aquilo que o que é que aquilo me
[1:16:35] explicou que o ponto de vista, aquele ponto de vista britânico
[1:16:41] sobre aquilo eu já ouvi 200 vezes e portanto, não me
[1:16:43] interessa muito, mas também é do eu se calhar não é para mim, mas
[1:16:47] eu não estava enraivecido com isso.
[1:16:48] Mas as pessoas que foram comigo estavam loucas porque não estão,
[1:16:51] porque não lhes aquilo, não lhes disse nada a mim ainda me disse
[1:16:53] umas coisas. Portanto, eu acho que tem que se
[1:16:55] ou seja por um lado o espetáculo não dizer nada, também é uma
[1:16:58] emoção que nos pode. Servir para o tédio se é uma
[1:17:01] coisa, o tédio se é. Uma coisa agora eu não tenho é.
[1:17:03] Que. Eu, eu só não quero.
[1:17:05] Às vezes é que não quero apanhar uma seca descomunal, ou é uma
[1:17:11] coisa assumidamente seca, que é uma performance do género.
[1:17:14] Eu vou assistir. Deviam começar a dizer logo
[1:17:15] isso, olha, isto é merda. Não, eu vou ver um gajo comer
[1:17:19] uma maçaroca de milho. Durante 40 minutos e é assumido
[1:17:22] que é isto. Depois eu daí posso distrair o
[1:17:24] significado que eu quiser, isto é a ideia da ruminação, isto é,
[1:17:30] o pensamento, o contacto com a atividade recoletora.
[1:17:34] O tédio vamos pensar sobre o. Tédio?
[1:17:37] Eu acho isso fixe, mas isso é performance, o que às vezes nós
[1:17:40] eu acho que acabamos por não ter.
[1:17:43] Às vezes os pontos de vista que existem são pobrezinhos, ou são
[1:17:46] ou são pouco maturados, e então estamos a ver.
[1:17:50] Aquilo pela estética ou pela beleza?
[1:17:52] EE, isso às vezes não chega e, portanto, eu às vezes penso, mas
[1:17:55] eu não senti nada e eu sinto isso.
[1:17:58] Eu sinto isso com espetáculos mais comerciais e espetáculos
[1:18:00] menos comerciais. Mas eu quando vou ver o sei lá o
[1:18:03] dreve anson, eu sinto alguma coisa.
[1:18:06] Pode não ser o espetáculo que toda a gente adora, mas eu, mas
[1:18:09] eu sinto alguma coisa às vezes, acho Boring esse facto.
[1:18:13] Eu vi Oo dreve anson na Broadway e achei péssimo.
[1:18:15] Curiosamente, gostei mais da versão portuguesa, mas.
[1:18:17] Não é um espetáculo para mim, mas estão me a querer passar
[1:18:19] alguma coisa. Mas é um espetáculo que não tem
[1:18:22] também o objetivo de ser arte, não é?
[1:18:23] Eu acho que depois aí é a diferença.
[1:18:25] Tem um público, tem 11 missão. Interessante.
[1:18:28] E temos bons cantores. E atores.
[1:18:31] Como não são cantores, são atores musicais.
[1:18:33] É assim que se diz atores cantores?
[1:18:34] Sim, atores cantores, mas há. Mas há 11 diferença.
[1:18:37] Entre tu. Se tu estás a querer criar arte,
[1:18:40] estás a querer de alguma forma criar o espaço para que daí haja
[1:18:43] um pensamento e um e 1 e 1 pergunta, não é?
[1:18:46] Eu não tenho que te dar as respostas, mas eu posso fazer
[1:18:48] algumas perguntas e tu saíres de alguma forma da sala
[1:18:51] confrontada, não é? Onde é que seja a pensar nesse
[1:18:55] espetáculo do mnemónico? Ah, eu já não me lembrava que eu
[1:18:57] comia um gelado naquele dia. E o que é que isto quer dizer
[1:19:00] sobre a minha? Soube onde eu estou agora, como
[1:19:03] é que o relato? Eu acho que é por isso que é tão
[1:19:04] importante a. Curadoria em determinados
[1:19:07] teatros, não é. Acho que determinada altura,
[1:19:10] quando vais a um sítio, já sabes mais ou menos com o que é que
[1:19:12] com o que é que podes, com o que é que podes contar.
[1:19:15] Mas olha, Rui, vamos terminar, muito obrigado.
[1:19:20] Adorei como sempre falar. Contigo, tenho saudades tuas,
[1:19:23] apesar de adorar. Eu sinto que eu te amo muito,
[1:19:28] mas que também estou apaixonada pela nossa coexistência.
[1:19:33] Eu adoro saber que existes e que andas para aí.
[1:19:36] Obrigado, percebes. Não é uma questão muito Pateta,
[1:19:39] não é? Olha que lindo, isso é teu.
[1:19:42] Por acaso, às vezes nem eu gosto muito, eu, eu.
[1:19:44] Eu adorava ser uma massa. Se calhar é um espetáculo.
[1:19:47] Vou propor isto agora, para estes, as metamorfoses, então,
[1:19:50] da altura em que isto foi para o ar.
[1:19:52] Podemos promover a tua peça, a tua não a vossa, a nossa peça no
[1:19:56] teatro da garagem, a nossa peça, a nossa TVI.
[1:19:59] Eu quero agradecer teres me convidado.
[1:20:02] Obrigado por. Eu gosto muito de conversar
[1:20:03] contigo. Eu também sabes que é um sim.
[1:20:08] Porque é que nos demos tão. Bem, e é porque.
[1:20:10] Ambos disse os nossos signos e não sei quê.
[1:20:13] E é porque ambos não adoramos. Conversas superficiais.
[1:20:17] Acho que é possível. Ontem fui à mancha.
[1:20:19] LGBTE consegui a proeza de eu não adoro estar em no meio de
[1:20:23] multidões, talvez na vida o que me aconteceu, mas eu consigo
[1:20:27] sempre a proeza de estar a falar horas com pessoas, o que às
[1:20:29] vezes queima as festas, não é? As festas são para estares a
[1:20:32] divertir e eu estou. Mas explica me porque é que o
[1:20:33] que é que sentiste isto? E eu acho que é uma tendência
[1:20:36] que tu tens e que eu tenho. O que não quer dizer que não
[1:20:40] sejamos superficiais também. Sim, sou super, mas obrigado me
[1:20:43] teres. Convidado é sempre bom ela.
[1:20:45] Continua a achar um crime que tu não estejas e só reforça o.
[1:20:51] Facto de eu não estar, estás a ver, mas é uma questão que sejas
[1:20:54] subvalorizada. Pelo meio e que.
[1:20:57] Não tenhas um sucesso, apesar dos teus 20 anos de carreira.
[1:21:00] A tua vida é uma merda. Eu acho.
[1:21:03] Nada. Isso eu acho.
[1:21:04] Eu acho é que és tu. Tu vais conseguir isso e
[1:21:09] provavelmente quando menos esperas OKE, sem Búzios.
[1:21:15] Manifesta, estou, estou. Manifestando e já instalei
[1:21:18] aquela. Aplicação, qualquer aplicação
[1:21:21] estás a ver de. Sard web e tenho de ir para,
[1:21:24] tenho de ir para. Alcácer, agora tenho de sair,
[1:21:26] então vá. Beijinhos, obrigado.
[1:21:29] Beijinhos, gostaram? Falamos sobre, vocês sabem, e
[1:21:34] estiveram a ouvir. Não vou fazer um resumo à
[1:21:36] posteriori, não é? Mas bruxaria, esta parte final
[1:21:39] do teatro carregadita não é as metamorfose e a cultura, eu
[1:21:44] percebo que não interessa a toda a gente, mas isto é como a sopa
[1:21:47] tem que ser, percebem a determinada altura.
[1:21:49] Quando forem crescidos, pensam, olha, uma sopinha agora dava
[1:21:52] jeito EE, às vezes um gajo, eu farto me de aprender isto, para
[1:21:55] mim é um bocado assim, mas depois sopa incrível para a
[1:22:00] semana. Vamos ter.
[1:22:02] Vamos eu e a minha vasta equipa, vamos ter kickizot aqui no não
[1:22:06] sei ser com pessoas. Uma pessoa que eu considero que
[1:22:09] por acaso tem sabido cada vez mais ser não sabendo, lidando
[1:22:13] com isso, lidando. E é disso que se trata até para
[1:22:17] a semana. É o podcast não sei ser.

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