# com pessoas: "Vais voltar à Rádio?" - Ana Markl

An episode of [não sei ser](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1662857422), 1 Jul 2025, 58 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d7dabd1c/podcast/play/104848084/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-5-30%2F403075775-44100-2-c0fc7ea11519b.mp3

Vai ser um dos vossos episódios preferidos, porque é a Ana Markl. Ela lançou o livro “Do Outro Lado do Tempo” — lindo, divertido, intenso. Está aqui: 🔗 https://tinyurl.com/ana-markl-livro Falámos de imensas coisas: 📚 livros 🛍️ vinted 🌀 menopausa 📢 anúncio “pró-vida” 🎯 desafios para a Ana se desenvencilhar 🥖 e, o mais importante, pão. Sigam o podcast para receberem os episódios automaticamente, deixem a vossa avaliação e comentem que a brasa responde. 🎭 Tenho novo espectáculo em Lisboa dia 7 de Outubro. 🔗 Todos os links estão aqui: linktr.ee/joanagama

## Transcript

[0:00] É o podcast, não sei ser. Ah.
[0:06] Olá, tenho vos entregue bons convidados ou não, assim, tal,
[0:10] tal. E vocês têm ouvido, vocês têm
[0:12] seguido no Instagram, vocês têm sobrevivido e é isso que mais
[0:17] mais interessa. Eu tenho aqui algumas
[0:18] recomendações para vocês. A terceira vai.
[0:21] Vai vos deixar malucos? A primeira é, obviamente, o meu
[0:24] espetáculo, dia 7 de outubro, no villaret chama se não sei ser, é
[0:27] comédia, é stand up comedy, mas feito de improviso, que parece
[0:32] ser um contrassenso e se calhar é apareçam 7 de outubro.
[0:36] A segunda recomendação é se jogar em mímica, por favor, não
[0:41] continuem a repetir o mesmo movimento, como se a pessoa
[0:45] percebesse está bem, estamos a fazer pássaro.
[0:48] AA outra pessoa não percebe e de repente isto, isto, isto não
[0:54] ajuda e não vale. Só assim uma recomendação que me
[0:59] ocorreu, não porque tenha jogado recentemente cá em casa, a
[1:02] última recomendação que eu tenho para para vocês é um filme e
[1:05] órgãos relântimos, um realizador grego.
[1:09] Calma, calma. Eu não sou o Rui tendinha, até
[1:11] porque eu não acho que stand up seja uma preguiça como ele disse
[1:14] no. Num podcast do do expresso, um
[1:17] dos primeiros filmes dele, doctuve é sobre o poder
[1:23] autoritário. A seita é uma família que vive
[1:26] de acordo com uma espécie de seita e que tentam não preparar
[1:31] os os filhos ao máximo para para saírem de casa.
[1:34] Mas já que falei de mímica antes, o Miguel e eu estávamos a
[1:37] ver este filme e, de repente olhei para uma cena e pensei,
[1:41] pá, isto não é falseado, isto não é falseado.
[1:44] E como devem? Saber.
[1:45] Existem vários métodos de representação, alguns em que se
[1:48] falseiam as ações, as emoções, outras que são mais de não têm
[1:53] mesmo que sentir, têm mesmo que levar com a Chapada na fronha.
[1:56] E há uma cena em particular que eu vi e pensei, pá, não isto,
[2:01] isto. Isto foi a Sério?
[2:04] Isto foi a Sério. Só pode ter sido a Sério.
[2:07] Fui à internet e efetivamente houve um momento em que um dos
[2:12] protagonistas espetou um alter na fronha e ficou coberto de
[2:18] sangue do próprio sangue dele, um alter na fronha.
[2:22] Assim está em frente. Fica assim uma recomendação, uma
[2:28] reflexão também do que é que será?
[2:31] AA representação e tudo mais. Portanto, o filme chama se
[2:36] doctuth e órgãos lantimos e fica aqui isso EE aproveitei também
[2:43] aqui para subir aqui um bocadinho o nível de
[2:45] recomendações, porque hoje temos a magnífica Ana markl falámos
[2:48] sobre tudo e mais alguma coisa falámos sobre pão, sobre
[2:51] vintage, sobre a conjetura atual.
[2:55] Falámos também sobre perimenopausa e menopausa,
[2:59] maternidade. E mais coisas que eu agora não
[3:03] me lembro, porque o que é que oiçam não é?
[3:06] Acho que acho que é que é muito isto.
[3:10] Ana markl é verdade que vais voltar a fazer rádio?
[3:17] Não, não é. Ah, então então eu faço uma
[3:21] pergunta para agarrar as pessoas e invento e afinal, não é
[3:25] verdade? Pá.
[3:26] Não é verdade. Quer dizer, não quer dizer.
[3:28] Pode vir a ser verdade. Eu vou.
[3:29] Saber x é um x. Foi?
[3:32] É só, é. É a partir de um x para cima.
[3:35] É só dizerem e. De um horário.
[3:36] Para baixo é de um horário, para baixo é pá.
[3:38] É isso mesmo, um horário para baixo ou para cima, consoante a
[3:41] perspetiva, eu voltar a fazer. Amanhã.
[3:44] Não contem comigo para fazer manhãs em lado nenhum na rádio,
[3:47] na televisão, numa padaria. Isso não.
[3:49] Não contem pá, porque eu apercebi me do quão obstrutivo
[3:51] aquilo era. Para mim é mesmo.
[3:53] Mas sim, estamos bem de manhã já não estamos?
[3:55] Não estamos bem, estamos bem. Eu por acaso no outro dia falava
[3:58] com o Rui Maria precisamente sobre isso, Hum Hum EE ele está
[4:02] e estávamos a partilhar essa dor horrível que.
[4:04] Nós devíamos fazer um almoço só de Malta das manhãs.
[4:07] Ah, sim, sim, Mariana Alvim, tudo, mas mas devia ser a Malta
[4:13] que não faz manhãs. Mas espera a cena para todos.
[4:15] Juntarem e dizerem tipo, Ah, que bem que estou.
[4:19] E a Mariana depois passava. Se só que a Mariana tem um
[4:22] trajeto ainda mais engraçado que é saiu das manhãs, foi para as
[4:25] tardes e agora voltou às manhãs. Estou quero imenso saber o que é
[4:31] que percebes que. Loucura?
[4:32] Não não consigo sequer imaginar. É um XO, que é que é um x?
[4:36] É um x, só pode ser um x. Porque eu não?
[4:38] Consigo. Mas é um xzão, porque, no meu
[4:40] caso, espera. No meu caso, só se fosse uns x
[4:43] atos que era para. Tem mesmo que ser para ir
[4:46] cortando um bocado ir. Cortando um bocado.
[4:48] Olha, eu lembro me quando fazíamos manhãs que estavas com
[4:50] grandes dores de cabeça, que sofrias para caraças depois acho
[4:54] que vieste a descobrir que era Pery menopausa, que eu tinha um
[4:56] bocado a ver com isso. Ou não quer?
[4:58] Dizer, as dores de cabeça sempre me perseguiram.
[5:00] Só que, mas foi mais intensa. Acentuando EE de forma mais
[5:04] aleatória. Sabes que?
[5:05] Estou a ficar velha também ando com imensas dores de cabeça.
[5:10] Iá, tosse, perdão, imensas dores de cabeça sempre quando o anel
[5:14] vaginal deixa de fazer efeito, porque estou mais sensível à
[5:17] queda de estrogénio, porque estás mais perto dos 40.
[5:20] É isso, amiga, é isso, é isso. Não prepara te porque a
[5:25] periminopausa é um longo caminho, não é?
[5:26] Começa devagarinho, provavelmente já estás.
[5:29] Há, mas não angustia. Te não angustia nada.
[5:32] Mas eu não tenho o PIP e grisalho mas.
[5:35] Mas se tivesses, o pipi grisalho tira os pelos.
[5:37] Mas tens já tens pipi grisalho. Não dou grandes hipóteses para
[5:41] fazer depilação o? K, portanto, não não sabes se há
[5:45] aquele mais assim ou se há aquele mais.
[5:47] Não, eles estão assim, estão misturados uns nos outros.
[5:50] São pessoas que. São.
[5:52] São são pessoas que são muito gregárias, percebes.
[5:55] Acho assim muito, muito, porque. Podia saber assim, um gueto de
[5:59] não, mas não há. Estão todas muito misturadas,
[6:01] felizmente, mas são mais de parte deles públicos.
[6:05] As hipóteses agora estão públicos.
[6:07] Agora não são públicos, são bastante privados.
[6:08] Já foram mais públicos. São outros tempos, outras vidas.
[6:10] Então, não, não tenho canita envelhecer.
[6:13] Não me canita muito a envelhecer na medida em que eu não, eu não
[6:17] eu. Outro dia estava a fazer este
[6:19] raciocínio que é, eu gostava. Às vezes, penso assim, eu
[6:22] gostava de ter cuidado melhor do meu corpo quando tinha tipo
[6:25] trintas o. Que é que andaste a fazer?
[6:27] Fazer mais ginástica, pá. O que é que andei a fazer?
[6:29] De de fumar muito, a beber muito, sei lá, com essas coisas
[6:33] que as pessoas fazem. E a dormir pouco, essas coisas
[6:37] todas. E só que eu penso assim, eu não
[6:40] podia ter vivido de outra maneira.
[6:42] Eu não tinha maturidade para apreciar a saúde.
[6:46] Pronto, não. Percebo, percebes é bom, percebo
[6:48] e naturezas e merdas a. Natureza sempre apreciei, mas.
[6:52] Sim, mas durante o dia. E estava na natureza,
[6:55] provavelmente a estragar me toda a.
[6:57] Fumar com uma letra exato. Imagina Ah, tão lindo isto.
[7:03] Sozinha não havia manif ninguém. Nada, nada.
[7:05] Não se passava nada. Só eu sozinha.
[7:09] E agora que chegou esta fase da minha vida, não é?
[7:11] Eu tenho, tenho 46 anos, isto não é brincadeira nenhuma, já
[7:13] estou mais perto dos 50. Pois é, e penso assim, é pá AAA,
[7:18] menopausa propriamente. Eu estou em mais do que
[7:22] perimenopausa em agosto, declara.
[7:24] Se a morte. AI é porque são x dias, é 1 ano.
[7:29] Um ano? Um ano sem sangramentos?
[7:30] Sim. Sim, sim.
[7:32] E eu deixei de ter em agosto. E então quando eu percebi tipo,
[7:36] Ah, isto agora vai mesmo acontecer?
[7:38] Pá, pensei. Sim, senhor, pode ser coisas
[7:42] boas. Estou a pá.
[7:44] Tenho que estar atenta ao meu corpo, não é?
[7:46] Porque se não quero ficar com osteoporose toda torta, toda.
[7:50] EEE, geralmente ficamos um barril.
[7:53] Pronto. Se ficarmos aquelas mães
[7:55] rotunda. Exato, não é por acaso que tem
[7:58] essa. Ora aí, está aí que eu já uso.
[8:00] Porque lá está por aí. Somos mães.
[8:03] Podemos usar o que quisermos. Ora isto, mas.
[8:06] Mas pronto, é pá sentir que tenho que não quero barrilar,
[8:11] portanto, enfiar nutricionista com essa consciência.
[8:13] Não quero ficar cheia de dores como a minha mãe nas costas, com
[8:16] os ossos todos desfeitos. Portanto, comecei a treinar 3
[8:19] vezes por semana. Ferro puxas, ferro.
[8:23] Puxo, ferro, pus, ferro, Marco, porque nas.
[8:29] Fazes peso morto. Foi, foi uma, foi a minha médica
[8:32] mesmo que disse, ela disse assim.
[8:34] Já tive aqui a ver os seus exames dos ossos, não têm de
[8:37] osteoporose, mas têm a osteoponia.
[8:39] Que é que é a Mini? É entre Câmara, não é da
[8:42] osteoporose. E eu disse assim, doutora, o que
[8:44] é que eu faço? E ela puxa, ferro.
[8:48] E vais? Ao ginásio ou é em casa?
[8:51] Não é em casa, então? Mas em casa não aumentas os
[8:53] pesos estás? Aumenta aumento.
[8:55] Eu comprei um kit daquelas da Sports a Ah, cara.
[8:58] E já vou na Sports a um não da Decathlon.
[9:01] Ninguém, ninguém te paga para dizer isto.
[9:02] Não é da interspor? Não da Manuel Sport em Santa
[9:08] Cruz, a Sério. Na Decathlon, comprei uma para
[9:11] as malonas a se. Encher?
[9:12] Sei. Sei que na pandemia, escutou?
[9:14] Sim, tem. 20 kg aquilo. 20 kg, tudo junto ou tem um algo?
[9:18] Tem 20, tem 20 kg. Separado.
[9:21] Separado, que é para ir juntando coisa e mas tem uma PT, não é?
[9:25] Portanto, isto não tem uma, tem uma programação, senão ficava lá
[9:28] com a mala só ganhar para OEE tu e tu está.
[9:32] Estou nem a estou a evoluir. EE estás a ficar a certinha.
[9:37] É pá. Vou dizer que sim.
[9:38] Está a enrijecer, está a enrijecer para.
[9:40] Ela, mas. Mas o caminho, pá.
[9:42] Eu fiquei contente de ganhar consciência e só ganhei
[9:45] consciência porque envelheci. E se este é o preço a pagar, é
[9:48] envelhecemos. O melhor é pá, mas isso é eu.
[9:50] Eu trabalhava com a Filipa galrão e a Filipa sempre treinou
[9:54] todos os dias, desde que eu a conheço.
[9:56] Calma, não, sim, calma, mas eu lembro me de gozar com ela e
[10:01] assim, pá, isso é ridículo, isso é um problema, isso tens
[10:03] problemas de autoestima? Tens não sei quê.
[10:05] Ela não, para mim é uma terapia. E é importante para mim e não
[10:08] sei quê. E eu, pá, vai te foder, tipo, e
[10:12] agora? Eu treino todos os dias.
[10:13] Pois é. É só mamo, bifalhão.
[10:17] Mamo bifalhão, mamo choca pique, pois está bem.
[10:20] Choca pique, não mamo. Percebes até por causa de
[10:23] glúten, tu estás velhinha no glúten também?
[10:25] Mas o glúten não tem a ver com isso, o glúten tinha a ver com
[10:31] com prevenir dores de cabeça, porque cortei nos alimentos
[10:35] inflamatórios. Era para ver se conseguia
[10:37] controlar a intensidade das dores de cabeça.
[10:39] E começaste a injetar o brufen corta o.
[10:44] Brufen não é? Tomava já.
[10:46] Onde é que isso já vai? Não, eu já estava nos omingues
[10:49] ultimamente. Tenho estado tem estado
[10:50] controlável. Mas a verdade é que eu faço
[10:53] muitas excepções, porque eu adoro pão, pão.
[10:55] Pão é vida se. Me aparece um pão assim, vais ao
[10:57] restaurante. Me parece uma cesta com um pão
[10:59] mesmo daquele pão. Pão mesmo bom e um molho.
[11:02] Aquele pão de aberrace ri, por exemplo, aquele sementinha,
[11:04] aquela sementinha. Vais para semente ou não?
[11:07] Não. Aí eu, na barrace, ri qualquer
[11:09] coisa até pode ser uma esponja. Vou lá molhar no molho.
[11:12] Sim, sim, sim. Uma esponja, imagina?
[11:14] Aquelas cor de rosa. Sim, sim, pois não é.
[11:18] Para não comer pão, chuchava uma.
[11:20] Esponja do mar e vem e vem, mas é pão é tu gostas de pão.
[11:25] Pão de pobre ou aquele pão massa, mãe, agora gosto.
[11:28] De olha, gosto de todo o pão na verdade deste fresquinho deste
[11:32] fresquinho assim a fazer crock anquinho.
[11:35] Pão de forma já não. Consigo, não, isso não.
[11:37] Pão Japão de forma. Isso já é para quem não gosta de
[11:39] pão. Iá.
[11:40] Isso é só para quem quer encher o bandulho, mas para outro dia
[11:43] fui ele e comer o restaurante do mercado.
[11:46] Puseram me uma broa à frente, porra, uma broa linda, uma broa.
[11:51] Manteiga ou comes broa? Seco aí, lá está, cortei nos
[11:54] lácteos também. AI, Ana, mas.
[11:58] Estou bem porque eu já. Não, ainda bem, estás bem, mas e
[12:02] agora? Apetece te e estás no sofá?
[12:05] Estás a ver um big Brother, Brother, Brother, o que é que é
[12:09] puta? O que é que o que é que vais
[12:11] mamar? Vou mamar?
[12:14] Posso, por exemplo, vou mamar aqui uns um mix torrado.
[12:19] Calma, mas não é tudo. Sim.
[12:21] Porque depois, imagina, bebo, jola, jola em casa a ver o big
[12:26] Brother luta. Não isso, não isso.
[12:29] Isso era só deprimente. A ver Oo Cláudio assim, Ah, quem
[12:33] é que vai sair não sei quê? Sozinha não, domingo à noite.
[12:37] A comer caju, EE tremo se pá. Tremo, se também gosto, como?
[12:41] Tremo se é vida. Não tem caloria, também tem
[12:43] pouca. Caloria tem mais prota.
[12:46] Tem muita prota, é verdade também também meto muita.
[12:48] Já meti mais prota na minha dieta.
[12:51] Mas, espera, tu estás a ler prota natural, estás a fazer
[12:55] prota dessa, a prota do pó. Mas só ao pequeno almoço assim,
[13:00] hoje comi uma paponga de cima de aveia.
[13:03] E puseste prota pus lá prota e brota com sabor ou a.
[13:06] Prota não brota sem não tem sabor, mas não tem açúcar.
[13:09] O meu problema é o açúcar das protas, que me enjoa muito, que
[13:12] sabe mal. Pois é que eu às tantas, depois
[13:15] de uma vez, já fica assim. EIA, nojento, nojento, não são?
[13:20] Ninguém me paga para dizer isto, são aquelas.
[13:22] Não vais para os não, vais para as cenas do milhões.
[13:30] Não, não por. Ser pouco natural ou por ser o
[13:33] gajo? Não por ser o gajo.
[13:34] Iá percebo. Não e já EE também.
[13:37] Me cortou a cena ainda. Usei um desconto de uma
[13:39] celebridade qualquer. Para achava que aquilo era do
[13:41] unas. Como foi?
[13:45] O primeiro gajo? Eu pensei fogo.
[13:48] Mais uma cena com o unas unas já teve, frango?
[13:50] Já teve. Frango se calhar, se calhar até
[13:52] me pensei, isso não é pensar. Este gajo deve ser dono disto.
[13:57] Pois é, mas não, não é. E depois, pronto.
[13:59] E depois, quando Miguel começou a mostrar.
[14:01] A sua, as suas. Opiniões em todo o seu
[14:04] Esplendor. Eu aí, bem, já não consumia,
[14:07] então não faz diferença nenhuma. Tu terias interesse em falar com
[14:11] com pessoas desse espectro ou seria qualquer coisa como pá?
[14:15] Não, não estou para. Isso.
[14:17] OK. Ou seja, eu tenho, eu tenho
[14:21] interesse, por exemplo, se eu for.
[14:26] Eu claro que todos nós nos cruzamos com pessoas fora da
[14:29] nossa bolha, mas não muitas, até eu não.
[14:31] Cruzo, eu não saio de casa. Sei lá, vais ao cabeleireiro,
[14:34] vais ao à mercearia. Se uma pessoa com quem eu tenho
[14:38] alguma relação é pá. E eu até tenho relações boas,
[14:43] sei lá, com a com a minha cabeleireira, ou com a
[14:45] esteticista, ou com com a pessoa do café, ou com não sei quê.
[14:50] Se se se a pessoa disser assim, estou a pensar, é votar no
[14:52] chega. É pá.
[14:54] Eu tenho interesse em perceber as motivações dessa.
[14:55] Pessoa é isso, é isso. Não é convencer, não é não.
[14:58] Não tenho interesse em. Perceber de onde é que vem essa
[15:01] pronto. Se for militância é pá, aí já
[15:05] não tem interesse. Ah, não, claro, claro.
[15:08] Eu acho que se for uma conversa sensata.
[15:11] Exata é isso? Ainda que seja com uma pessoa
[15:14] cuja opinião não nos parece sensata.
[15:15] Mas acho que, por exemplo, tanto tu como eu somos muito
[15:18] interessadas em pessoas, em tentar perceber, sim, sim, a
[15:21] personalidade e empatia, acho que.
[15:23] Que acho que é interessante. EEE eu acho que está aí um
[15:27] bocado. Acho que foi o Rui Tavares que
[15:29] disse que é. Se nós estivermos mais abertos a
[15:31] perceber essas pessoas, é a melhor forma de combater.
[15:34] Ó pá, claro, porque o problema foi que nós antagonizamos muito
[15:38] antagonizamo nos os 2 espectros, as 2 pessoas que andam assim um
[15:41] bocado à à torreia à massa nestas questões.
[15:43] Fomos reativos, não é? Fomos.
[15:45] Muito reativos EE, isso se catou muito.
[15:51] Pá o ódio, EE não deixou grande margem para haver diálogo.
[15:54] Isso é verdade, porque se bem que eu acho que isto é uma
[15:57] conjetura um bocado incontrolável e global que nos
[15:59] ultrapassa. Mas eu eu acho que que a solução
[16:05] passa muito mais por haver. Há essa compreensão da motivação
[16:09] do outro lado, mas não quando há claramente incitamento ao ódio e
[16:13] à violência e. Claro, e é a melhor.
[16:16] Desrespeito dos direitos das mulheres e das minorias e et
[16:18] cetera, pá. Aí já não há, está.
[16:20] Tão grave está tão grave. Está tão grave?
[16:22] EOO não apoio que está a haver à cultura.
[16:24] AA junção de tudo no Ministério. Sim, pá.
[16:28] Está. Não está?
[16:29] Enfim, sim, há muitas coisas. Eu agora tive sessão com a minha
[16:33] psicóloga e uma das questões porque passámos foi mesmo de.
[16:37] Pá do mundo está muito ansiogénico, não é?
[16:41] Tipo, e tu? Tu estás a lidar bem com isso.
[16:43] Eu lembro me da da Catarina Barreiros, aquela ambientalista
[16:45] fenomenal que ela chegou a falar da eco ansiedade, exato.
[16:49] Ficou tanto por dentro de um assunto.
[16:51] Tu és muito sensível a estas coisas, lês muito, sabes muito.
[16:54] Como é que tu? Como é que tu estás a conseguir
[16:57] separar te. Disso estou estou te a fazer um
[16:59] grande esforço para dissociar, que é aquela expressão que se
[17:01] usa, que se usa hoje em dia. Que não é bem alienares te mas é
[17:06] conseguires viver a tua vida sem sentares sempre com com o
[17:10] coração num cesto pá. Porque eu penso muitas vezes que
[17:13] se eu soubesse o que sei hoje, ainda hoje estava a ver uma
[17:15] notícia No No Instagram da sic ou que era da sic notícias que
[17:20] dizia, Oo discurso de ódio, os crimes de ódio e incitamentos ao
[17:25] ódio e à violência aumentou 200% em Portugal.
[17:28] Foi uma coisa assim. E eu estava a pensar, porra, se
[17:32] eu soubesse que o mundo IA ficar 200% mais merdoso do que já era,
[17:36] não tinha tido filhos? Pá.
[17:37] Não tinha isso que eu IA porque não sei porque.
[17:39] Por outro lado, estás a ser ativa na mudança, estás a criar
[17:43] mais uma pessoa para o. Eu agarro me muito a isso, mas
[17:47] ao mesmo tempo penso assim, é pá, sim.
[17:48] Mas daqui até se eu operar, realmente haver condições,
[17:52] passou para a uma mudança. Eu acho que isto tende a piorar
[17:54] bastante e. É um ciclo, não?
[17:56] É, e a minha sensação é tipo. Eu só tenho vontade de o fechar
[18:00] na minha bolhinha não posso porque não quero que ele também
[18:04] seja em burro. Sim.
[18:07] Mas, mas, mas tenho esta pá. Tenho que pensar muitas vezes,
[18:10] tipo um dia de cada vez. Se bem que um dia de cada vez,
[18:15] uma pessoa que de facto, mas depois olhas para trás e pensas,
[18:18] ei, é o que já mudou nos últimos anos.
[18:20] Sim, sim, sim, sim, está a acontecer.
[18:22] Mas a verdade é que está a acontecer, mas é muito pior, OOA
[18:26] antecipação. De toda a porcaria que está para
[18:29] vir e que está para vir e que vem que está a acontecer neste
[18:31] momento, a antecipação do isto nada vai ficar pior.
[18:34] AI isto nada vai ficar pior é muito pior do que tu.
[18:37] É pá, já estares emergida na merda.
[18:40] Não só na que existe, como na imaginas que vai existir,
[18:43] portanto, pelo menos apaga esse. Pensamento de situação não é
[18:48] mudemos de conversa, mas conversa sim, sim, eu pronto,
[18:51] pegando nisso de manter o teu filho na tua, na tua bolha, eu
[18:55] acho e sei que és uma pessoa bué fixe bué.
[18:57] Sensível, bué, empática e que talvez tenhas dificuldade em
[19:01] dizer que não algumas coisas ou já estás melhor nisso.
[19:05] Não tenho, nunca foi uma questão.
[19:08] AI, não, não. Então deixa me apagar aqui o
[19:10] exercício todo que eu tinha, então.
[19:13] Mas espera, eu vou dar te aqui alguns cenários, espera, e tu
[19:15] dizes me. Como é que se conseguias ser?
[19:18] Ah, não. Mas espera dizer não.
[19:20] Ah, tu estavas a falar não é dizer não ao meu filho.
[19:22] É dizer não de forma. Geral dizer não às.
[19:25] Pessoas, agora, agora estou melhor.
[19:27] Já foi um problema? Já, mas mas sim, já foi um
[19:30] problema. Então, mas espera, não vamos.
[19:32] A isto vamos. A isto, vamos a isto, vá.
[19:34] Vou estar aqui alguns cenários, então em quero saber como é que?
[19:37] Está bem, está bem, eu gosto. Disso é irmã de um amigo teu.
[19:40] OK. É cabeleireira e tu foste lá
[19:44] para ser modelo de de um corte de cabelo.
[19:48] Ficou uma trampa, ficou terrível.
[19:53] E ela pergunta, Ah, o que é que achaste?
[19:56] Estás linda? Ah, não, eu acho que hoje em dia
[20:04] já dizia assim, não, adoro. Mas, se calhar, tenho que me
[20:11] habituar. E depois penso, exato, dizia,
[20:13] não adoro, mas isto vai lá. Não é um não.
[20:19] Isso é bué tipo um equilíbriozinho da piça, ou é?
[20:22] Tatto não sei. Não sei que ao mesmo tempo, não
[20:26] é eu, eu, se eu me presto a esse teste, eu tenho que me
[20:31] responsabilizar um bocado, percebes.
[20:33] Verdade. E nesse sentido?
[20:36] Isso não me sujeitava que era o que realmente aconteceria Era Eu
[20:38] não me sujeitar. Não é sim, sim, AI não posso,
[20:40] não. Posso amanhã para sempre, exato,
[20:43] vou ter dores de barriga neste dia, esta hora para sempre,
[20:47] portanto é a minha forma um bocado de me responsabilizar,
[20:51] pá, porque imagina teres assim, Ah, É Ela nunca cortou o cabelo
[20:54] a ninguém quer fazer um teste? Então vá, vamos a isso e depois
[20:57] só estúpida esta porcaria que me fizeste, pá, não, não faz
[21:01] sentido isso. Parece um Piá sabo humilhado.
[21:05] Fiz a de é tipo. Respira, responsabiliza, te
[21:08] tipo. Pronto, não adoro, mas.
[21:10] Mas iria ajudá la se tu fosses honesta?
[21:13] Então, mas ser honesta era dizer isso.
[21:14] Não adoro ela. Ela estava com esse da que era
[21:16] lindo. E ela, se calhar, tinha tirado
[21:20] um curso de cabeleireira e eu não, não é.
[21:21] Portanto, ela tinha o seu sentido estético, certo?
[21:24] E, portanto, é subjetivo, é aquilo que estás a querer.
[21:26] Dizer, eu IA até um bem subjetivo.
[21:29] Portanto, eu não dizia assim não, isto é taxativamente.
[21:31] Uma merda de um penteado. Dizem só não adoro, mas
[21:35] eventualmente acabei. Foi por me habituar e dar se
[21:37] aqui faz, se assim o. K, próximo cenário.
[21:40] O teu filho diz te, aos 16 anos, que está a pensar ser militante
[21:45] de um partido de Extrema direita.
[21:48] Como é que é? Como é que fazeres?
[21:49] A certeza que as coisas já tinham corrido muito mal até
[21:52] então, portanto, não, não. Já tinha um vidinho assim em
[21:56] casa, porque é. Que estás a deixaste de bigode
[21:58] dele? Nada, nada.
[22:00] Como assim, como assim? Chiça, eu acho que isso não
[22:07] podia ser surpreendente. Se não eu estava a ser uma má
[22:10] mãe, de certo? Se isso me surpreendesse assim,
[22:12] tipo. Então.
[22:14] Então, ainda ontem, estavas na festa do bloco, porque é que
[22:17] tens? Porque é que tens sangue nas
[22:18] tuas botas? Exato, nas tuas DOC Martens de
[22:21] biqueira Bastos. Portugueses é com s.
[22:25] Que horror, o que é que eu fazia?
[22:33] Ei, eu nem consigo imaginar o que é que pode levar.
[22:36] Falava muito com ele, falava muito com ele, mas eu sei que
[22:39] ele não IA querer falar comigo, não é porque tinha 16 anos e.
[22:42] Pois há aquela cena de os gajos, tanto se pode identificar
[22:45] connosco como querer exatamente ser o contrário.
[22:49] Mas mais ou menos, eu acho que isso não é bem assim.
[22:51] Mas não vai para a nenhumraria. É pá.
[22:53] Eu acho que uma coisa é tipo haver rutura geracional.
[22:56] Outra coisa é ver mesmo. Pá, quando há mesmo assim uma
[22:59] cena, quando sais completamente, fora completamente, mas assim
[23:02] uma forma. És adotada?
[23:03] Gritante, não? Acho que acho que se calhar não,
[23:09] a relação não era. Não tinha aquele, não era.
[23:12] Boa? Sim, eu acho que sim.
[23:14] Acho mesmo. Uma coisa é tipo o meu filho
[23:16] chegar e dizer assim, era estranho, mas vá.
[23:19] Não tem mais JSD, nada de errado.
[23:22] Atenção, não sequer estou a comparar, mas só por isso é que
[23:25] pronto. Toda a gente sabe uma família de
[23:26] esquerda. E ele dizia, eu dizia, está bem
[23:29] pronto, vou ser economista. Estou a pensar até em em 1 dia
[23:34] ser primeiro-ministro, pá pronto.
[23:37] E eu dizia, pronto. OK, outra coisa é tipo, aí já
[23:47] era uma cena, aí já era tipo, temos que sair ao psicólogo.
[23:54] Eu pergunto te isto, porquê, porque uma?
[23:57] Tu consegues, pronto, és mais velha do que eu.
[24:00] Eu, às vezes não consigo deixar de ser empática e passar para a
[24:04] responsabilização das pessoas. Agora, num, num, como tudo
[24:07] geral, OK, percebes, tens um gajo, que é que é absurdo, que é
[24:11] um cretino que gritou contigo. EEE, eu eu sinto género.
[24:17] Bem, este gajo está a passar. Para um mau bocado, coitado.
[24:23] Não sei quê depois toda a ajudá lo, mas penso assim, fogo
[24:27] coitadinho Na Na Na tu tens essa empatia, mas pronto, se calhar
[24:31] afastas te e nunca mais estás na nesse ambiente é pá.
[24:35] Sim. Mas consegue tu pensas?
[24:37] O gajo é cretino ou pensas? O gajo é coitadinho.
[24:42] Eu, eu penso, eu, eu, eu. Eu não penso que é coitadinho.
[24:46] Certo. E também não, não é coitadinho.
[24:49] Exato, não, sim, eu faço um exercício às vezes que é tipo,
[24:53] como é que foi a infância desta pessoa?
[24:55] É isso, é isso eu faço. Até fui ouvir outro dia o um
[25:01] podcast, uma série pequenina do observador, podcasts de sobre AA
[25:07] vida do do Elon Musk, tipo, para perceber o que é que se tinha
[25:10] passado para aquele gajo, sei como era.
[25:12] E é pá, a infância de letra horrorosa, é super.
[25:16] Ela celebrosa tipo, ele IA para Campos de férias, o pai mandava
[25:20] para Campos de. Férias que era tipo.
[25:21] Tropa exato e já me perderam. De férias é merda mesmo?
[25:25] Que fosse para cantar com um bayá já me tinham perdido, mas
[25:28] aqueles era era para dar a corrida, tipo incitavam ao
[25:31] bullying. Tinhas que andar à porrada para
[25:34] conseguir comer é pá. E depois o pai era super
[25:38] abusivo. Depois ele era bullying na
[25:40] escola, levava porrada de meia-noite.
[25:41] Eles fizeram lhe a cara uma vez, o pai ainda ocupou a ele.
[25:47] Depois dava lhe tipo, punha ele e o irmão de pé durante horas,
[25:51] só ouvido o pai AAA insultá Los durante 3 horas, tipo pumba,
[25:56] pumba, pum, uma Manaus abaixo, pá.
[25:58] E além disto, passava se num apartheid, não é?
[26:00] E o gajo via pessoas a ser assassinadas assim à sua volta?
[26:05] Então é o tamanho ou é coitadinho?
[26:07] É iá EE isto tudo sendo autista, não é?
[26:10] Pronto, por um lado, pode ser. Hã?
[26:16] Não sei. Às vezes poderá haver traços que
[26:20] não sei por acaso. Vou entrevistar uma.
[26:23] Que o defendiam. Sim, que talvez criasse ali uma
[26:25] Barreira. Não sei.
[26:26] Eu vou entrevistar em breve 11, mãe de um autista, Carina e acho
[26:30] que vai ser interessante nesse aspeto interessante.
[26:32] Mas sim, coitadinho ou coiso? Portanto, não chega a ser
[26:35] coitadinho, chega a ser. É uma besta.
[26:38] Exato, eu não posso desculpar o que ele, o que uma pessoa faz no
[26:41] presente em função dos traumas do passado, porque tu podes
[26:43] passar por traumas terríveis. E no outro dia falava disto No
[26:47] No voz de cama com a Tânia, que era.
[26:49] As pessoas dizem assim, é, levei porrada quando era pequena e
[26:52] estou aqui impecável, espetacular.
[26:54] Não estou traumatizada, pá. Porquê?
[26:57] Já passou o trauma, não pensou muito sobre isso, não é?
[27:01] E já não leva pancada. Está contente com a sua vida?
[27:04] Pronto, está tudo. Certo.
[27:07] Se essa pessoa viajasse no tempo, no momento em que
[27:10] levantaram a mão para lhe encher de porrada, se calhar ele, se
[27:13] pudesse fugir, fugia, não ficava a levar essa porrada, não é?
[27:16] Não é não era tipo AI, porque eu mereço.
[27:18] Exato, lá está. Não, porque vai ficar tudo bem
[27:21] no futuro. Portanto, eu vou aqui sujeitar
[27:22] me a levar essa sova de cinto. Mas há pessoas que têm traumas e
[27:28] que e que processam os traumas de uma forma diferente e que.
[27:32] E que pá. Há pessoas que que se vingam dos
[27:34] seus traumas, a sendo traumas sobre os outros, há pessoas que
[27:37] que os processam. É pá de uma de uma forma mais de
[27:41] com mais autoanálise EE, de uma forma mais sensível, vá já não
[27:47] sei onde é que eu queria chegar. Ah, pronto isto para dizer, não
[27:49] podes desculpar um gajo que faz merda no presente em função de
[27:53] coitadinho que infância que teve, mas podes pelo menos não
[27:58] ter vontade de lhe de lhe bater. Que eu acho que já é ótimo que
[28:03] sim, fizesses o exercício de não, este gajo foi é pá pronto.
[28:08] Tipo o Elon Musk, não é este gajo foi maltratado, não teve
[28:11] amor, não teve pá, foi vítima de bullying na escola, foi sabe se
[28:17] lá o quê de de elogio doméstico, pá.
[28:19] Ou seja. Sim, sim, tu.
[28:20] Podes pensar e ter essa empatia, chegar a esse ponto que é, não é
[28:24] coitadinho, mas é. Este gajo passou por muitas
[28:26] merdas, se calhar para ser para estar a dizer o que está a
[28:28] dizer. O que não implica é que ele não
[28:30] seja um cretino. Na mesma, portanto, é um bocado
[28:33] os 2. Eu tenho de tenho de aprender um
[28:35] bocado isso. Mas pegando neste nesta parte da
[28:38] conversa, o que é que tu juraste a ti mesma é que nunca irias
[28:42] fazer sendo mãe. Para mim era gritar que é uma
[28:48] coisa que eu tenho de aprender a fazer, que é, eu estou no
[28:51] espetro de um fado e tenho que parar, tenho que parar, porque
[28:54] às vezes é preciso ser assertiva e a minha bitola da da
[28:58] assertividade é tão baixa. Falta aqui um bocado o não.
[29:02] Claro que não é, não é isso. Mas na minha cabeça, tudo aquilo
[29:06] que passa o drunfo é pá passado. Eu não grito, eu não grito.
[29:10] Não, não é o é é o deixar de ser doce, percebes às vezes.
[29:14] É pá. Eu digo, eu digo não assim de
[29:18] cara feia, tipo pá, não. Pois.
[29:21] É isto, tipo pá? Não, Manuel, não podes fazer
[29:23] isso. EE depois a seguir, já até que
[29:26] explico porquê estás aquele fica ficar ao pé de mim não é tipo
[29:29] ficar tipo eSIM o quê? Já não gostas de mim e eu não
[29:32] filho. Eu mesmo, quando estou a olhar
[29:33] contigo já não detaste abaixo, agora já não não gostas.
[29:38] Inscrevi te no canto de férias. Não, mas tipo eu, eu mesmo
[29:46] quando estou, por exemplo, a ideia de discutirem casal para
[29:49] mim é um bocado. Ah, sim, sim, sim, sim, também
[29:53] também. Nisso não acontece.
[29:56] Batem portas. Eu tinha amigos que era que
[29:58] chamavam nomes uns aos outros. O que tem casal chamavam se
[30:01] nomes quando discutiam e depois a seguir, estava tudo bem.
[30:03] Eu penso assim, porra, não chamo nomes a ninguém.
[30:05] Olha, falando em trauma, é um bocadinho, pois lá está
[30:09] resolução, a falta de de análise as.
[30:12] Pessoas acham que quem não discuta é fã, é, é fã, é, é
[30:15] mole, é, é, é eco nicha. Mas então o que é que tu
[30:22] juraste? O que é que disseste a ti mesmo?
[30:25] Pá eu quando for mãe de certeza que Oo arrear, não é, é?
[30:28] Pá se bater claro, bater gritares e.
[30:39] Pá. E o composto também o, ou seja,
[30:44] eu sou eu tenho muita linguagem de amor, mas sili sili assim,
[30:47] parva não é aquilo tipo, agora vamos comer ali, está bem, mas.
[30:58] Por outro lado, fazes desenhos para eu levar na mexer para as
[31:01] escolas. Todo o miminho e digo coisinhas
[31:03] fofas, muitas, muitas e beijinhos e adoro te.
[31:06] Mas a que se é condescendência? Ah, já sei.
[31:07] É uma coisa que já sei. Lembrei me agora por causa da
[31:10] condescendência, nunca isto ainda vem aí, este esta fase da
[31:15] vida dele, não é? Mas, tipo, passando para a
[31:17] adolescência, nunca lhe vou dizer isso, é só uma fase.
[31:20] Isso eu jurei a mim mesma, que é das coisas que eu me sentia mais
[31:25] afrontada quando era miúda. Era quando a minha mãe dizia
[31:27] assim, isso é uma fase bem pensava mesmo, tipo.
[31:31] Pá, pá, não estou mesmo nada a ser vista se tu.
[31:34] Fores adolescente e morreres, amanhã não é uma fase.
[31:37] Foi o fim da tua vida, puta. Esta ideia de que as crianças e
[31:40] os adolescentes são todos uns estagiários para a idade adulta
[31:43] e que a idade adulta só é que conta, pá.
[31:46] Dana me muito. Olha, vamos para o teu livro.
[31:49] Ah, vamos, não tenho aqui. Também não, não é, Ana?
[31:52] Ei, tem que dar quando formos a brace, ri.
[31:55] Eu também posso comprar. Não, mas eu?
[31:57] Gostava de dar, eu compro. Eu gostava de dar, eu gostava de
[32:00] dar. Uma das coisas que toda a gente
[32:02] vai dizer, o mesmo livro é lindo, a tua autenticidade.
[32:06] O exercício faz nos levar também para a nossa própria
[32:09] adolescência. É bom conhecer te melhor, é bom
[32:11] saber, pois apesar do nosso imaginário sobre ti ser muito
[32:15] esse, tu já deteste tanto de ti que não surpreende, surpreende
[32:21] alguns pormenores, o primeiro beijo, esse esse grau de
[32:27] pormenor sempre tão. Pensava.
[32:31] Muito, sim, não. Mas a forma como tu contas é é
[32:35] musical também. Percebes têm.
[32:38] Nem nem interação também com o com o desenho da.
[32:40] Cristina é pá. É isso que eu te IA dizer, é
[32:42] isso que eu te IA dizer não desvalorizando, mas que
[32:45] desenhos? Não desvaloriza nada, porque,
[32:48] pelo contrário, eu acho que as 2 coisas acabaram por se fundir
[32:51] completamente. Fenomenais é com os desenhos,
[32:55] tipo fiquei. Pá ela.
[32:57] Ela fez um trabalho incrível porque nós não nós nem sequer
[33:00] vivemos no mesmo país. Ela vive em Londres, ela está
[33:03] emigrada e pá. Eu mandava lhe o texto e ela IA
[33:07] trabalhando o texto e eu, quando voltava, parecia que o texto
[33:10] tinha ficado mais rico. Percebes através da imagem.
[33:13] É espetacular. É uma obra de arte.
[33:15] É mesmo. Vai além da da da literatura.
[33:18] Tu estás a ver aquilo e é tão comovente a ver quanto ver o
[33:21] desenho. É o ritmo que ela que imprimiu,
[33:25] pá, está, está mesmo, está muito fixe.
[33:28] Pá nós vivemos agora na era do do kobo e tudo isso eu tenho e
[33:32] mas acho que este livro. Não tem?
[33:34] Crucial tê lo tê lo e senti lo e aposto que a gramagem é do
[33:38] caraças e. Isso eu já não sei dizer, mas eu
[33:40] só disse que não queria páginas brilhantes.
[33:43] E é exato. Matosinho, porque aquilo acaba
[33:48] por sendo da pinguim. Não é que é uma editora mais
[33:52] mainstream. Acaba por ter assim uma pinta
[33:54] indie que eu queria que tivesse pronto.
[33:56] Porque. Porque também é.
[33:58] OE, porque senão fica, ficava é facilmente se fosse outra pessoa
[34:02] a escrever esse livro. Sem essa, sem essa
[34:07] autenticidade, ou se fosse escrever com com uma perspetiva
[34:10] mais comercial ou de posicionamento, facilmente se
[34:14] tornava desinteressante o livro sabes?
[34:17] Li o grande dilema, que eu acho que não não é resolvido pelo
[34:21] livro, mas que era muito difícil de resolver.
[34:24] Era a ideia era chegar a adolescentes.
[34:26] Não é aquilo é editado por uma editora juvenil, por uma
[34:30] chancela juvenil. Eu não sei se chego ainda.
[34:33] Estou para perceber, pronto. O livro saiu há pouco tempo.
[34:35] Ainda estou para perceber se chego ou não chego, porque os
[34:37] adolescentes leem pouco, EE leem outro tipo de de coisas.
[34:44] Mais ou menos. Sabes aquilo que eu estou a
[34:45] assistir com a minha filha? É a cena do agora.
[34:49] Tenho medo de estar a ser incorreta, mas não sei se é
[34:52] mangá. Ou se é mangá?
[34:53] É mangá, ou seja, muita ilustração.
[34:56] Pois é. Verdade tu, aqueles, aqueles
[34:59] romances, mais aqueles que há aí dos 2 putos o stop Hart.
[35:02] O stop sim e não sei. Quê?
[35:06] É livros. É ali os gajos, a mamar.
[35:09] Sim, é gays. Não, aquilo é.
[35:12] As novelas gráficas estão a ter um grande, é isso.
[35:14] Sim, sim, não. Isso o teu livro encaixa?
[35:17] Se encaixa? Encaixa.
[35:19] Só que os miúdos vão muito por tendências.
[35:22] Hum, Hum, tiktoks e coisas. Mas assim, e o meu livro é um
[35:25] bocado no meio, no meio disso, tipo, é português?
[35:27] Não é Coreia? Exato, mas pronto.
[35:31] A ideia também, sendo que o objetivo era chegar aos
[35:34] adolescentes. A ideia foi sempre chegar aos
[35:37] pais também. EE através dos pais, talvez
[35:40] chegar aos filhos e promover aí uma ponte entre entre ambas as
[35:44] gerações, porque eu acho que estão muito.
[35:46] É pá, estão, quer dizer, estão sempre.
[35:47] É histórico. Não é que os adolescentes se
[35:49] tentam libertar muito dos pais, mas que os pais.
[35:52] Pá nunca se devem sentir afrontados com essa tentativa de
[35:55] libertação, porque. É só mais um cordão umbilical.
[35:58] Não é? Eles continuam a precisar de
[35:59] colo. O colo tem que surgir de outra
[36:02] forma, não é? Não é não é um colinho assim com
[36:05] outra. Por mim era na boa, com barba,
[36:07] pois, pois, exato, nem quero pensar nisso.
[36:11] Ya, então como é que é escrever uma coisa simples, tu que lês
[36:17] tanto ao longo? Da mas eu só sei ser simples.
[36:21] Não eu. Eu ontem estive com uma amiga
[36:23] nossa e ela atribui um grande peso à escrita de um livro que
[36:30] tem que ter determinado, determinado a credibilidade tem
[36:34] de ter. Tudo bem que tu não és cientista
[36:38] nem especialista, certo? És tu a ser tu, mas tu que
[36:44] gostas muito de literatura e de não sei quê, como é que não sei
[36:46] quê? Olha dessas merdas.
[36:48] Pá e dessas merdas para aí. Tu sentes te bem ou seres
[36:51] simples, ou foi um exercício que tiveste de fazer, de valorizar
[36:54] também? O momento, então, estou a ficar
[36:57] sem bateria no computador? Vou ligar, está bem?
[37:00] Não. Eu acho que uma coisa não tem
[37:02] nada a ver com a outra. As pessoas têm uma ideia quando
[37:05] não estamos a falar atenção de lá está de escrita científica ou
[37:08] de escrita de especialidade. Que isso tem uma.
[37:10] Linguagem a dizer, olha sapos e merdas exato.
[37:12] Sapos e merdas. Só partes e mamar na boca, não.
[37:22] Eu acho que há muito esta ideia de que tu, para mereceres
[37:25] escrever um livro, tens que ter uma certa solenidade e
[37:29] pomposidade no teu discurso e não sei quê.
[37:32] Pá. Eu agora convidaram me para
[37:33] chegar uma peça de teatro e eu tipo, toda toda aburrada, porque
[37:37] eu tenho tu sabes que até almoçámos almoçámos sobre este
[37:40] assunto. Estou toda burrada porque é
[37:42] teatro. É teatro, não é?
[37:44] Mas o teatro não tem que ser teatro é a literatura não tem
[37:47] que ser. A literatura?
[37:47] Exato, exato. É pá.
[37:48] Pelo contrário. Eu, eu há livros que eu adoro,
[37:52] super complexos a nível de é pá de estrutura, de história, não
[37:56] sei quê é pá que se leem assim num fogo, porque são muito
[38:00] simples, muito ao, ao. Mas pronto.
[38:03] E depois? Depende.
[38:04] Há pessoas que gostam de radiobinhos.
[38:06] Eu pessoalmente, como leitora, também não gosto radiobinhos
[38:08] radiobinhos. Que é isso?
[38:10] De tipo. Ah, barroquices.
[38:13] Barroquices rococó, sim, sim radiobinhas.
[38:16] Não será uma questão de ego esse tipo de.
[38:18] É pá, pode ser de ego, pode ser uma questão de defesa, de não
[38:23] dominares tanto. Questões de estrutura.
[38:26] É um blazer da? História exato.
[38:27] Então metes um blazer chique por cima para disfarçar essas
[38:31] fragilidades. Eu acho que existe muito isso,
[38:32] chama se pretensiosismo, não, mas existe.
[38:37] Acho que é uma defesa, é pá, é isso, não é que as pessoas são
[38:40] movidas para esta ideia de que é pá, de que tens que ser muito
[38:43] bom, e as pessoas acham que ser muito bom é, é mostrar os ouros
[38:46] todos e não é não é às vezes AAA, verdadeira arte no sentido
[38:50] de craft, de de um texto. Deve estar muito mais invisível,
[38:56] muito mais nas entrelinhas, muito mais na eu.
[39:01] Para mim, não deve ser na forma que está.
[39:03] A genialidade não está tanto na forma.
[39:06] Há muito mais do que a forma acaba por revelar?
[39:09] Sim, sim, a forma permite revelar.
[39:12] E nesse sentido. Mas isso foi um exercício que
[39:15] tiveste de fazer para ti mesmo, acho que.
[39:17] Foi o jornalismo que me OK que mencionou isto.
[39:20] Eu, eu fiz poemas foleiros, como toda a gente na minha
[39:23] adolescência. Tenho ali guardados, mas eu, mas
[39:26] por outro lado, também os diários também podem ter
[39:28] ajudado, porque eu escrevia muito Oo stream of conshores,
[39:31] não é? Eu escrevia muito sem pensar
[39:33] quando era miúda. Sem pensar, sem corrigir.
[39:35] Os meus diários eram mesmo? Só para mim não eram.
[39:37] Não tinha nenhuma. Não, não sabias que iam.
[39:39] Que iam ser? Editados eSIM.
[39:42] E odiar IA me passar lhe a cabeça.
[39:45] E isso também te dá um certo treino de escrita, não?
[39:50] Não, não, não demasiado autoconsciente, não é.
[39:53] Mas depois também passei por aquela fase em que queria
[39:55] escrever livros e, se calhar, aí já IA assim, repimpava mais a
[39:59] escrita e depois o jornalismo fez me ser super sintética, cada
[40:02] vez mais sintética, cada vez mais sintética.
[40:04] Desbastar, desbastar, desbastar e acho que já desbastei tanto
[40:07] que agora até tenho alguma dificuldade em ser analítica a
[40:09] escrever. Tipo, adorava escrever um
[40:11] romance, mas a ideia de encher um livro de palavras.
[40:14] Eh pá, tem uma. Sugestão tão, tão difícil.
[40:17] Entrevistei no outro dia a Patrícia Muller, sabes quem é?
[40:20] O sei perfeitamente. E ela escreve a metro, pois
[40:23] escreve a metro não há parva, mas a Patrícia ela emerge e
[40:26] pois, mas a. Patrícia tem uma cena ótima que
[40:30] é? Ela vive da escrita já há muito
[40:32] tempo. Da escrita.
[40:33] De novelas e de sim é como. Para nós, fazer rádio é é fazer.
[40:38] Sim, é fazer. E a escrita é é super, super, o
[40:41] músculo mesmo. A ideia de AI ainda agora não
[40:45] estou inspirada AI agora não tenho as condições.
[40:47] No site abrir folha. Pá.
[40:49] Abrir folha e fazer. Quem me dera.
[40:51] Isso eu não consigo ainda. Agora não estava a queixar a
[40:54] minha terapeuta também. Que é, eu preciso de ter de
[40:56] escrever por atacado. Eu preciso de saber que tenho. 5
[40:59] horas pela frente para escrever, porque se eu souber que tenho
[41:03] meia hora, não começo sequer. Ah, claro, pá, mas a.
[41:05] Realidade da ansiedade, depois não crias.
[41:08] Não crias um lugar para escrever, não inventamos isso.
[41:11] Isso Proust, big breda, não, mas o gajo forrou o corte com
[41:23] cortiça e pronto. Lá e Na Na, na, só com o seu
[41:26] metro. Lá está pergunta.
[41:29] Eu noto que desde que deixaste de fazer manhãs, pelo menos é a
[41:32] minha impressão que estás mais colorida.
[41:34] Ah, estás mais cabelo, mais escuro, mais não sei quê roupa
[41:40] mais na, na, na, na, na, na. Tu sempre foste assim, só que
[41:43] não tinhas tempo. Convívio com Tânia graça saída
[41:47] da depressão perimenopausa, o que é que se passa?
[41:49] Várias coisas, uma que por acaso está a falar isso com a Inês
[41:53] Lopes Gonçalo, outro dia que ainda faz manhãs, não é?
[41:55] Tempo, tipo, eu aprendi a pintar os meus olhos por ter tempo de
[41:59] manhã, e então comecei tipo a comprar sombras, bué cores e não
[42:04] sei quê. Outra coisa muito importante,
[42:06] vintade a vinta pá. Isto mudou mesmo a minha vida,
[42:11] porque eu sempre gostei de roupa muito.
[42:14] IA dizer flausina. É.
[42:20] Flausina, sim, mas é vistosa. Ah.
[42:23] OK. Vistosa.
[42:26] E lembro me pá. Eu lembro me que tive um casaco
[42:28] que eu perdi e adorava. Mas foi há muitos anos que era
[42:31] um casaco de napa cor de rosa pá.
[42:33] Eu usei aquela merda, tinha os meus 20 e tal, eu usei aquela
[42:35] merda, até bom dia, enfim, é vaporoso numa noite de copos.
[42:42] Vai tudo lá parar. Hoje em dia vais encontrar um
[42:45] gajo qualquer no Tóquio. Com o casaquito.
[42:48] Cheio de de beata. Agora, o que é que acontecia?
[42:53] Eu sentia que isso era sempre uma exceção, até porque era
[42:57] difícil. Tu comprares roupa que sai um
[43:00] bocado da das tendências e as tendências com o tempo.
[43:03] Isto é mesmo verdade? E não sei o que é que explica
[43:05] isto e não sei se isto também é uma questão política que merece
[43:08] a reflexão que é. As cores desapareceram do do
[43:13] vestuário dos homens nem se fala.
[43:15] É verdade? Porque o meu marido tem muita
[43:17] vontade de ser também. Flausino e vistoso.
[43:21] E às vezes vai e não há nada. É Boring, Boring, Boring,
[43:26] Boring. Nem a Springfield.
[43:28] Que horror pá essa quando tentam ser mais gajos.
[43:31] Igual para gajos. Acho que há, acho que há.
[43:34] Mas quando tentam ser, não é mais coiso?
[43:36] Sim, é esquisitos. Ficam me assim.
[43:39] As marcas ficam loucas, tipo quando tentam ser um bocado mais
[43:42] extravagantes. Sim, sim ou sim ou sopas e na 20
[43:45] tu consegues? E na 20 tu consegues coisas que
[43:48] não não encontras em lado nenhum, até às vezes de lojas
[43:51] que existem camas de de coleções dos anos 90 ou 2. 1000 não sei
[43:54] quê. É pá.
[43:55] E isso EE por tudo tem meia. Isso foi e sem provocar danos no
[44:01] planeta. E ainda podes vender, pá, ainda
[44:03] podes vender. Eu tenho, eu tenho ali umas
[44:05] sacadas para vender também. Isto aconteceu me esta semana.
[44:08] Uma peça custa 15, eu ponho 10 lá, os 30% não sei agora quanto
[44:12] é que é. E a gaja põe 14.
[44:15] E eu ponho 10,05 é pá porra, isto já não, já nem quero a peça
[44:22] estás. A ver estou só, estou só a.
[44:24] Curtir e a gaja tipo depois põe 14 outra vez e eu 10,10 e às
[44:31] tantas a gaja começa se a passar isto não responde assim bem, se
[44:35] não tem interesse em comprar a peça, eu também do género, eu
[44:38] tenho merdas para fazer. Exato, notificações.
[44:45] Isto é o quê é passiva, agressividade de comércio.
[44:48] É o quê? É.
[44:49] Gosto muito disso. Peri menopausa também ajuda?
[44:51] Muito? Pois é, isso era interessante.
[44:53] Eu gostei da minha pergunta. Vamos responder?
[44:55] Também contribui muito para isso, porque a ideia de tu
[44:59] estares a envelhecer, no meu caso, faz me sentir mais
[45:02] gaiteira, porque faz me sentir isto é verdade que é.
[45:05] Eu já não estou no campeonato da do gajedo.
[45:09] Calma, não estou a dizer isto que desprezando, me não é o
[45:11] mesmo campeonato. Não tenho não, não.
[45:13] Estás interessada? Sim, sim, sim.
[45:14] Interessada? Não, certo?
[45:17] Pá. Imagina se eu trabalhasse em
[45:18] televisão ou se fosse atriz? Se.
[45:20] Calhar mesmo com a minha idade, ainda estava fixe e se calhar
[45:23] ainda IA estar em angústias para manter um bocado aquela
[45:27] identidade que tu construíste com base no teu aspeto físico é
[45:29] pá eu. Eu estou a.
[45:32] Cagar e então, a partir do momento em que eu me estou, a
[45:34] cagar e pá, isto é muito libertador e eu tenho muita pena
[45:37] que esta cabeça não não não fosse assim, há 20.
[45:40] E 5 parte chegaste aqui na mesma, isso é.
[45:42] Verdade. E eu penso sempre mesmo em
[45:44] relação a este livro que é a Ana que escrevia aqueles diários.
[45:47] IA ficar tão feliz se chegasse a Ana que podia ser.
[45:51] Parece vestida, só tem da mesma maneira e com o cabelo igual.
[45:55] E tipo. Iá e melhor ainda, porque furar
[45:59] o nariz, que é uma coisa que eu sempre quis fazer, e só fizer
[46:00] eu. Também.
[46:01] Mas foi sim, sim, sim. Sabes que ler o teu livro foi?
[46:06] Li numa assentada também é bom ter livros assim.
[46:09] Estavam ontem a ler no telefone, tenho que preparar A Entrevista,
[46:11] o favor desta merda, sabes como é que é também já passaste lá,
[46:14] claro, mas é é tão, tão bom ler o teu livro.
[46:18] E uma vez estava a falar com o meu psicólogo e uma vez, várias,
[46:22] alguns, vários anos, ou então. Estavas a falar com ele nunca.
[46:26] Sim. Então fomos, fomos fumar.
[46:28] Exato. Fomos jogar a uma.
[46:29] Palma 2 fumar sim, sim sim esta gaja.
[46:32] Quero tomar um cafezinho ou não vai uma Bica?
[46:35] É isto. Eu estou a pagar este tempo ou
[46:36] não exercício. Depois, ele começava a falar te
[46:39] de ti, própria de ti. Sim, como se tu não fosses, tu
[46:43] sim. Olha, tenho uma paciente.
[46:44] Estou a dar agora aqui 11 paciente estúpida.
[46:49] É burra a gaja é burra, a gaja é não sei quê, mas houve uma vez
[46:53] que eu que eu disse, Ah, acha que isto no sentido de humor Na
[46:56] Na, na, na Joana, isso é copping, mas arranjou maneira de
[46:59] fazer dinheiro com isso? Isso é ócio, me e no fundo todo
[47:03] aquele over Thinking e isolamento, paixão pela música,
[47:07] comunicação, sofrimento, incompreensão.
[47:12] Ana, tu vives de ti. Neste momento, vives da tua
[47:15] cabeça, da tua criatividade, da tua sensatez.
[47:18] É verdade isso? É isso.
[47:20] É uma boa frase que não esquecerei.
[47:22] E não é só tipo tornares te uma pessoa incrível, não é isso?
[47:26] Tu és claramente tudo aquilo. Pá é o teu trabalho, é verdade,
[47:33] mas. Mas isso coloca me em em termos
[47:36] de identidade profissional? É.
[47:38] É confuso para mim. Eu às vezes penso que gostava de
[47:42] receber um ofício tipo tipo tu. Tu és uma estudiosa da comédia e
[47:49] sentes isso às gostas de ir ao fundo.
[47:52] Não gostas. Sim, sim, gosto, mas também
[47:54] gosto de não ir, que é para conseguir fazer.
[47:56] É claro, e porque tuas naturalmente tens graça.
[47:59] Pronto, sou, sou. Sou um rato, sim.
[48:02] Um parto cheio. Dante regote.
[48:07] Mas deviam nos pagar tantas marcas que deviam estar.
[48:09] Aqui agora, foda. Se não, este é o segundo podcast
[48:11] em que estou a falar de. Espera, lá está.
[48:13] Vá, enfim, enfim, Portugal. E vocês é que sabem.
[48:16] Pensei que. Estavas a ameaçá Los do género.
[48:18] Não, não, senão vou a Portugal, mas.
[48:22] Sinto, mas vives de ti. Mas mas às vezes fico assim um
[48:25] bocado, tipo, o que é que eu faço com isto?
[48:27] Agora? Fiz.
[48:28] A fazer tudo. Agora fiz um livro.
[48:30] O que é que eu faço mais? Pois a voz de que a matéria sou
[48:32] eu é verdade. Tipo, as tuas, as tuas.
[48:35] Mas depois contratam me para quê?
[48:36] Contratam me para ser para seres tu pá.
[48:39] Venha aqui ser neste palco. Sim, sim, tu és uma artista, é o
[48:44] que é, o que se passa aqui. Tu eu acho que às vezes podes
[48:47] ter a tendência para pensar, sou todologa, não tenho nada, não
[48:50] sei nada. Super uma, eu sei que mais.
[48:53] Sim. Não, tu, tu és, és, és tudo, não
[48:55] é? Tu gostas, tu vê se pelo
[48:58] trabalho que estás a fazer no teu Instagram, todas as tuas
[49:01] valências pessoais que são ricas, percebes tudo aquilo que
[49:06] tu dás. Ainda no outro dia estava a
[49:07] falar com a Tânia sobre isso, a forma que tu, como tu
[49:09] respondeste a um gajo qualquer, diz, Ah, tens um nariz.
[49:12] Não sei quê, não. Sei que mais.
[49:14] Tipo tu deste nem foi Chapada de luva branca.
[49:17] Não era, foi isso. Estava a fazer um bocado o
[49:19] ensaio sobre estes ódios. Sim, do género.
[49:21] Estamos juntos. Está tudo bem.
[49:23] Tomo gatinhos, não sei quê, de pá, tu és uma.
[49:27] Uma pessoa que contribui mesmo EE que trazes imensa Riqueza só
[49:31] por seres não. E essa Ana?
[49:35] E essa Ana, eu acho que ficaria, acho é acho que é bom ela não
[49:40] ter sabido disso. Pois iá.
[49:43] Acho que é bom. Não é?
[49:45] Sem dúvida, sim, sim, sim, porque é aquela cena assim, eu
[49:49] não, eu não queria ir lá atrás dizer lhe porque estás a.
[49:51] Pensar para o caralho deixa mesmo pacha.
[49:57] Olha, fiquei super angustiada por teres perdido aquela carta.
[50:00] É pá. Para onde é que aquilo foi
[50:01] parar? E isto fica aqui um teaser para
[50:04] o para o livro. Que eu falo no livro que
[50:07] tristeza e pá. Quem encontrou essa merda deve
[50:10] estar no OLX ou na vintage. Pá, eu eu eventualmente posso
[50:14] estar perdido em, ou seja, eu não perdi na eu acho que metia a
[50:18] no lixo sem querer. AI meu Deus, iá pá e isso.
[50:22] É ato falhado, eu? Ainda tenho metade da carta.
[50:25] Mas aquela metade da carta já não tinha graça nenhuma
[50:27] compartilhar no livro. A primeira metade era era
[50:30] engraçada um. O primeiro, o que é que estás a
[50:32] ler? Ah, estou a ler 2 livros pronto
[50:36] agora. Só que é assim um chama, se the
[50:39] Summer beford darkness the Summer beford the Dark the
[50:43] Summer beford the Dark assim é que é que é da Doris Lessing e
[50:46] que eu comprei na vintage porque tu tem meia lá, está AI,
[50:49] perfeito, e ainda por cima não se encontra em lado nenhum.
[50:51] Portanto, livros também é altamente compram lá a vida
[50:54] mesmo. E eu comprei porque é um livro
[50:59] que foi referido num artigo de substeck pela Miranda de gulay,
[51:04] que é assim uma ídola que eu tenho e que escreveu um dos
[51:06] livros que eu mais gostei nos últimos tempos, que é o
[51:08] wallforce. E ela falava.
[51:10] Tirar notas, Malta, ela. Chama se de 4 tem a edição
[51:14] portuguesa também. Hum, Hum.
[51:16] E a Miranda de gelay falava desse livro.
[51:18] Não sei se foi a merda de gelay ou outra seguidora dela, porque
[51:20] aquilo com muita gente a conversar lá no chat do
[51:22] substeck. Mas é é um livro também sobre
[51:24] AA, menopausa e hiperimenopausa, ou seja, sobre esse o dono da
[51:29] vida de uma mulher. Só que a só que a escrita da
[51:33] Doris Lessing é assim um bocado mais espesso.
[51:36] Espessinha e falar de. Perimenopausa e utiliza a
[51:40] espessas. Não queria nada, sim, mas o
[51:43] melhor com coágulos é pá. Que horror.
[51:46] Mas o pior mesmo não é isso, porque aquilo lê, se muito bem,
[51:48] eu estou a gostar muito. É que a letra é muito pequenina
[51:50] e eu estou a ficar muito velhinha dos olhos.
[51:53] Pronto, cubo e cansa me pois. É no Natal?
[51:57] Deram, deram, mas porque é que? Mas se calhar não estava lá ou
[51:59] estava caríssimo, porque eu fui lá procurar também.
[52:01] Então, mas filha? Depois falamos, depois falamos.
[52:06] Agora estou a fazer uma pergunta.
[52:07] Espera, deixa me só dizer mais um.
[52:09] Mas te aconselho muito. Deixa ver, é isto.
[52:12] É, vende, é. Eu vou te explicar como é que é,
[52:15] é, sabes quando tens febre, tens frio?
[52:17] Não é tipo, estás ali a descer de febre, depois Tomas o
[52:20] comprimido e de repente vem um calor a suar.
[52:22] É isso? E depois passa o outro livro.
[52:26] E isto é porque estou a falar contigo.
[52:27] E também vais gostar deste livro.
[52:29] Chama se Water about man é de uma tipo que é a Caitlyn moran,
[52:34] que é uma jornalista. Super.
[52:36] Cómica é uma jornalista super cómica.
[52:40] Que escreve muito sobre mulheres e feminismo e não sei quê, mas
[52:43] depois chegou à conclusão de que precisava de falar também sobre
[52:46] homens, porque perguntavam lhe muitas vezes.
[52:48] Então, o que é que eu digo? Ó, ó.
[52:49] Fazia sessões sobre os livros feministas dela sobre mulheres,
[52:52] e depois as mulheres diziam, tipo, então o que é que eu digo,
[52:54] ó, o que é que eu posso acontecer ao meu filho?
[52:55] O que é que eu digo ao meu marido?
[52:56] E ela diz, não me engano, nada, esta luta das mulheres.
[52:58] E depois de repente pensou, não, isto é estúpido, não temos que
[53:00] falar sobre os homens. E aquele livro fala é pá, é
[53:03] hilariante, é e super, super no ponto mesmo.
[53:08] Super bom para abrir diálogo entre mulheres e homens sem
[53:12] agressão, com muita empatia. É esse o.
[53:14] Passo, como tudo é esse o passo? Olha, boa, boa recomendação, boa
[53:18] recomendação. Não sei, obrigada pela
[53:19] recomendação. Se calhar é uma merda e não vou
[53:21] gostar, mas. Não acho que vais, acho que tu
[53:24] vais. E a última é a última pergunta
[53:27] para fechar, depois disto tudo, que trash.
[53:30] É que estás a ver agora? Olha, cocó.
[53:33] É que estás a ver agora. Vou te dizer uma coisa muito
[53:35] triste. Não tens visto?
[53:37] Eu, por causa da menopausa e por não poder tomar hormonas, foi me
[53:43] recetado, tu sabes, estou a dizer a quem não sabe ainda.
[53:45] Já falei disto em muitos, muitos sítios.
[53:47] Com a Júlia, com a Júlia e tudo. Foi receitado o antidepressivo
[53:52] das hormonas. Chamo lhe assim entre aspas, que
[53:54] é o antidepressivo que se dá às mulheres em menopausa que não
[53:57] podem fazer. Terapia.
[54:00] Hormonal não é substituição. E então é uma coisa assim, uma
[54:05] boazinha, muito coiso, pá. E mudou muito a minha vida.
[54:08] O que é que sucede? O meu consumo de teste está
[54:12] muito associado à à ansiedade. E esta antidepressivo melhorou
[54:16] bastante os meus pensamentos invasivos e et cetera, e
[54:21] estabilizou me bastante. Portanto, tenho consumido muito
[54:23] menos, muito menos. A única coisa que eu de vez em
[54:26] quando deito o olho é mesmo ao big Brother.
[54:29] É ao big Brother, ao big Brother, mas é, é pá.
[54:32] Mas já é assim só mesmo. Mas é a sequela.
[54:34] Já é pá terrível, são as pessoas que estão todas aos gritos.
[54:38] Não há applot, não há nada. É só pessoas aos gritos e aquilo
[54:41] já me, já não me serve, já não me.
[54:43] Percebe? Eu estou a rever Doctor House.
[54:45] Ah. Pá ótimo, eu gostava por acaso.
[54:48] Vá, estou a adorar, ó pá, estou a adorar.
[54:50] É sempre a mesma. É sempre Lupus, é, não, é sempre
[54:53] sarcoin 2 SES AI. Não era sempre Lupus.
[54:56] Não é sarcoin 2 SES? E ele é autoimune ou é infeção
[55:00] ou é bacteriana. Mas sabes como é que se fica?
[55:02] A saber, através de uma punção lombar.
[55:05] Sempre, sempre uma punção. Lombar sempre ou ir à casa dele
[55:09] ver se tem, se tem? Fungos não dispensa sempre pá
[55:12] maravilhoso. Maravilhoso, maravilhoso.
[55:14] É verdade. Vamos terminar pronto, dar
[55:16] almoço à minha filha. Amo te profundamente também.
[55:18] Eu, Joana, vamos almoçar? Vá lá, sim, embora.
[55:23] Não, não. Isso vocês não estão.
[55:24] As pessoas que estão a ouvir não estão a perceber.
[55:26] É que isto custa muito estas 2 pessoas saírem de casa.
[55:28] Seja. Procurado.
[55:29] Pois é, eu estou tão bem aqui, sabes?
[55:31] Será que podemos almoçar por aqui também?
[55:33] Imagina, vou buscar ovos. Não, mas não espera, mas
[55:35] mandamos vir do Uber Eats a mesma coisa.
[55:37] Sim, iá e eu digo assim, eu olho e penso assim, o que é que tu
[55:40] queres? E dizes o que é que
[55:41] acontecéssemos à Paulista iá, isso é ótima ideia.
[55:44] Vá. Iá.
[55:46] E gravamos e gravamos e gravamos.
[55:48] EE fazemos o podcast pelo almoço da Ana e da Joana, encontramo
[55:52] nos mensalmente. Parece me bem, não nos
[55:54] encontramos. Pá, está resolvido.
[55:56] Iá e queria também dizer te que toda a gente com quem eu falo ou
[56:00] que o teu nome surge, surge em conversa.
[56:02] Toda a gente fala de ti com com um brilho.
[56:05] Oh. Eu espero, eu espero mesmo que
[56:07] tu que tu saibas saibas disso, que eu sei que é uma coisa que
[56:11] não que não fazes propósito nem nada, mas as pessoas, pá, vim te
[56:15] mesmo por aquilo. Tu és e toda a gente te aprecia
[56:19] e tu és pá. Continua assim, miga.
[56:22] Obrigada, mica, a Sério. Obrigada.
[56:25] Beijinhos, beijinhos. Pronto, a Ana Marco está.
[56:31] Ela é incrível, não é? É uma das minhas pessoas
[56:33] preferidas. Comecei a trabalhar com ela, a
[56:35] coisa de 1 ano e tal, quando fez as manhãs na antena 3.
[56:38] EE eu pensava erradamente, fui eu a presunçosa, que é uma
[56:42] pessoa tão completa, tão culta. Talvez não fosse tão sensível e
[56:47] sensata e não tivesse paciência para os outros e para ouvir os
[56:51] outros. Ainda para mais.
[56:53] Mas é, sou apaixonadíssima Por Ela.
[56:55] Aliás, até agora só tenho entrevistado ou conversado com
[56:58] pessoas que me dizem alguma coisa.
[57:02] A partir de amanhã, já não a partir da próxima semana, em que
[57:04] o convidado é o comediante Paulo Almeida.
[57:07] Ele já não me diz nada, não o adoro, não gosto dele, não o
[57:11] respeito e por isso vai ser uma entrevista incrível.
[57:15] Não esqueçam que 7 de outubro no villaret vou ter um novo
[57:19] espetáculo. É o primeiro espetáculo de não
[57:21] sair ser no vilaret. Até agora tinha escutado todas
[57:24] as salas no Lisboa comedy Club. Bora fazer uma cena maior, Bora
[57:29] fazer uma cena diferente, que é sempre diferente, mas.
[57:32] Vamos aumentar a escala e conto convosco já agora até para a
[57:36] semana é o podcast não sei se.

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