# O que a filosofia tem em comum com a Bíblia| LUIZ FELIPE PONDÉ NO BRUNETCAST

An episode of [BrunetCast](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1585365943), 5 Mar 2026, 1 h 51 min.

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O ENCONTRO https://casadedestino.com.br/oencontro/Conheça a Minimal Club usando o Cupom: BRUNEThttps://lp.minimalclub.com.br/ep-brunetcastComo uma mensagem iniciada na Judeia se tornou a maior instituição da história humana? Neste episódio do BrunetCast, mergulhamos na intersecção entre a fé bíblica e a lógica grega para entender as raízes da nossa cultura e como a liderança estratégica mudou o mundo.Neste vídeo, você vai aprender:O Modelo Paulo de Escala: Como tirar o fundador da "operação" e profissionalizar a liderança (bispos, diáconos e presbíteros).Aposta de Pascal: O cálculo lógico sobre a existência de Deus e o ganho eterno.Estoicismo e Cristianismo: A diferença entre a "Ataraxia" (calma da alma) e a confiança na Providência.Aristóteles e o Primeiro Motor: Por que a razão aponta para uma causa incausada.Literatura Russa: Culpa e Redenção em Dostoiévski e a psicologia profunda de Santo Agostinho.Se você busca repertório cultural, inteligência emocional e uma fé fundamentada na razão, este episódio é uma aula obrigatória.

## Transcript

[0:00] E aí o Pascal responde, é, a fé é uma graça.
[0:03] Matematicamente, faz sentido investir na ideia de que Deus
[0:09] existe, porque a vida é curta, se morreu, acabou, se não
[0:12] realiza a perda. Mas se ele existia a eternidade
[0:16] existir, você tá bem na fita. AAO objetivo do estoicismo é
[0:20] atingir o que ele chamava de a patea estoica, a patea estoica.
[0:25] Não é apatia, não tem nada que ver com a apatia.
[0:28] A plateia estoica é você conseguir manter uma distância
[0:32] daquilo que tira o seu juízo. Então, por exemplo, para escalar
[0:36] um negócio, o que que é escalar um negócio para deixar de ser
[0:38] pequeno e virar nacional e talvez Internacional e você ter
[0:43] um poder é de venda de marketing, de de faturamento
[0:48] para 1 dia entrar num processo de compra e venda ou até de
[0:52] abrir na bolsa de valores que se chama se IPO.
[0:54] Você precisa de algumas estruturas, uma dessa estrutura
[0:57] é o fundador precisa sair da operação.
[1:11] Seja bem-vindo mais um brunecast hoje. quarta-feira edição
[1:14] especial, né, Wesley? É verdade, é porque.
[1:16] Geralmente é terça aham, mas o nosso convidado é tão especial.
[1:19] Tão especial ele. Falou, se não subir hoje eu não
[1:21] venho. Aí eu falei assim, não vamos
[1:23] subir. Que o homem é fora demais.
[1:26] Nós estamos aqui com um dos grandes intelectuais da nossa
[1:28] época, né? É um ateu não praticante,
[1:32] segundo suas próprias palavras. Porém, uma das pessoas que
[1:35] explica sobre a figura de Jesus de uma forma que eu,
[1:39] particularmente, nunca vi ninguém explicar melhor, tá?
[1:43] É, é um escritor, filósofo e sem dúvida nenhuma, como professor,
[1:48] um dos intelectuais mais mais assistidos, mais.
[1:51] É respeitados do nosso país. Eu quero pedir um forte aplauso
[1:57] da nossa equipe que está aqui e você que está em casa, para Luiz
[2:00] Felipe Pondé, e o assunto de hoje é quente.
[2:09] Eu acho que vai dar briga, Wesley, acho.
[2:11] Que eu não estou preparado para isso.
[2:12] Não será. Tem alguém para separar a gente,
[2:14] se der. Eu, eu?
[2:16] O que a filosofia tem a ver com a bíblia?
[2:18] O que a bíblia ensina de filosofia?
[2:20] O se isso não tem nada a ver com nada.
[2:23] Hoje nós vamos discutir algumas coisas.
[2:25] Por quê e porque eu tive essa ideia?
[2:26] Pondé. Obrigado pelo convite mais uma
[2:29] vez, tá? Não, você é um prazer estar
[2:31] aqui. Você aqui sempre é muito
[2:32] bem-vindo, inclusive é certa vez.
[2:36] Almoçando com o pondé, ele falou uma coisa, ó, seu problema não é
[2:38] oratória, seu problema é repertório e tem gente que não
[2:42] sabe por quê. Foi forte essa.
[2:46] É, mas você. Eu sei que você está com inveja,
[2:49] porque eu recebo conselho e você não.
[2:52] E outra coisa, eu aprendo com os conselhos confrontadores.
[2:55] E aí eu fui para casa com aquilo martelando na minha cabeça e eu
[2:59] comecei a ler um Monte de coisa que eu nunca tinha lido na vida.
[3:01] E aí eu percebi que ele tinha razão.
[3:05] Às vezes você é bom de oratória, que é importante na nossa
[3:07] geração, mas você não tem repertório.
[3:09] E eu comecei a ler algumas coisas, professor, que mexeram
[3:14] muito comigo. Dentre essas coisas,
[3:16] Dostoiévski, porque Dostoiévski trabalha algumas coisas, alguns
[3:20] conceitos muito bíblicos em crime.
[3:22] Castigo, né? Depois do do personagem
[3:25] principal cometer o crime, ele entra num processo ali de
[3:29] confusão até tentar encontrar Redenção que é.
[3:33] Basicamente as histórias bíblicas.
[3:36] Então é até mesmo lendo os mais antigos, você vê muita coisa.
[3:42] É de Aristóteles, por exemplo, em ética, a nicómaco.
[3:49] É falando sobre Felicidade que beira uma filosofia bíblica.
[3:53] E ele é 300 e pouco antes de Cristo, eu comecei a perceber
[3:56] que tem muita coisa que se comunica.
[3:58] Primeira pergunta é, a bíblia se comunica a filosofia?
[4:01] A filosofia se comunica com a bíblia ou são coisas
[4:03] completamente separadas? Olha, eu tive uma professora na
[4:07] USP que dizia que filosofia? Só grega.
[4:12] Ela ensinava isso pra nós, né? No sentido de que a filosofia
[4:16] nasceu na Grécia. É tipo assim, croissant é
[4:19] francês, entendeu? E então, a origem da filosofia
[4:24] grega nasceu falando grego. Mas até aí tudo bem, porque os
[4:28] evangelhos também falam grego, né?
[4:30] Os evangelhos, o novo testamento.
[4:33] Mas assim, eu pessoalmente acho que há sim, comunicação, eu e um
[4:38] número bem grande, quase do tamanho da torcida do
[4:40] Corinthians, digamos assim. Então, apesar de entender o
[4:44] argumento de que a filosofia. Como experiência, que começou
[4:50] buscando explicações que tinham a ver com os órgãos dos
[4:55] sentidos. Como a gente fala.
[4:57] Então, a tentativa de descobrir o princípio das coisas, não nos
[5:00] deuses. Esse é o movimento inicial da
[5:04] filosofia, né? E aí eles falavam coisas como a
[5:07] origem de tudo é o fogo, é a água, é o ar, entende?
[5:11] Mas não o Deus tal, a Deus a tal, né?
[5:15] E depois a filosofia, já com Sócrates, migra para parar de
[5:19] ficar perguntando qual é o princípio das coisas e perguntar
[5:23] como que o homem deve agir na sua vida social e na polis.
[5:28] Como se fala em grego na cidade, né?
[5:31] Então, e aí a filosofia oficial decorre tudo.
[5:38] Daí, AA própria história da filosofia dialoga com a bíblia,
[5:42] porque, veja. Você já tem autores como Santo
[5:46] Agostinho, que é um dos filósofos que eu mais li, mas
[5:51] leio, mas conheço, né, que viveu entre 354 e 430, né?
[5:58] O Romano do norte da África é ele, ele era de uma, ele era
[6:04] dessa região, mas ele era de uma cidade pequena.
[6:06] Ah, tá, né? Então assim tagaste depois foi
[6:10] bispo de pona ele. Que constrói todo um edifício
[6:17] filosófico importante, mesmo para que não seja cristão
[6:21] religioso, dialogando com textos da bíblia, né?
[6:26] Inclusive com o Paulo, né? Então, assim, para além da minha
[6:32] opinião pessoal de que sim, inclusive você estando
[6:36] dostoievski, tolstoi? Não é total outros, ainda mais
[6:42] claramente. E o Tolstói, inclusive, quis
[6:45] criar 11 cristianismo, seu meio erético.
[6:49] Os últimos livros dele foram bem cristão.
[6:51] É, ele, foi. Ele foi cristianizando cada vez
[6:54] mais, inclusive, depois da grande crise, quase se matou o
[6:57] Tolstói, né? Então, independente do que eu
[7:00] acho, ou seja, eu acho que sim. Eu mesmo já escrevi textos em
[7:04] que tem diálogo, como a gente fala, filosofia entre Jerusalém,
[7:08] Atenas, é assim que se fala na filosofia, né?
[7:12] Entre a bíblia e a bíblia e a Grécia, AA história da filosofia
[7:17] prova toda a filosofia medieval. Ela, a partir de Agostinho, tem
[7:22] alguns nomes antes Clemente, origem, mas Agostinho é o grande
[7:26] padre da igreja. Como se fala, né?
[7:29] Da patrística, que é o período da filosofia que tá fundando o
[7:34] cristianismo filosófico e a idade média inteira, né?
[7:38] Chegando depois de idade média. O filósofo que eu escrevi 2
[7:42] livros, entre outros textos e fiz doutorado, é um filósofo
[7:45] profundamente cristão. Bless Pascal, no século 17,
[7:48] francês, francês. Eu eu acho que, de de certa
[7:52] forma, o meu conhecimento de filosofia, claro, é muito
[7:55] limitado perto do seu, mas o pouco que eu li até agora de
[7:59] filosofia, que são algumas dezenas de livros, é de alguma
[8:03] forma Deus sempre aparece ou de uma forma.
[8:08] É a apologética, ou seja, o cara defendendo o kickengar da vida,
[8:16] o próximo, o próprio Blaze Pascal, se você pegar é hobbes,
[8:21] toma hobbes, descartes é todos eles, de alguma forma defendida
[8:25] quanto os negando, como o Marx, por exemplo.
[8:28] Karl Marx, então Deus sempre foi um objeto da filosofia ou eu
[8:33] estou viajando? Não, você não está viajando.
[8:37] Porque assim, primeiro há que se levar em conta a primeira parte
[8:40] que você falou. Quando eu digo primeira parte é
[8:43] citar robs Pascal, o próprio Kirk gordier é, são autores que
[8:48] estavam no ambiente cristão. No caso do kierkgoard
[8:52] dinamarquês, ele era oficialmente um teólogo, né?
[8:57] Podia até ter sido pastor se não tivesse brigado muito feio com a
[9:01] igreja reformada da Dinamarca, né?
[9:05] Então você tem um você tinha uma cultura cristã na Europa, né?
[9:09] E alguns dizem que descartes coloca Deus a filosofia, como é
[9:13] da inquisição, mas isso é fofoca, ninguém sabe ao certo
[9:17] disso daí, mas eu diria que a causa de você perceber que
[9:23] sempre tem algo Deus é muito frequente na filosofia, mesmo
[9:29] que seja para negá lo, né? Como vai acontecendo,
[9:32] principalmente a partir. Do século 19 mesmo no 18 já
[9:37] começa a aparecer diderot, que é Freud é, mas o Freud já tá mais
[9:41] pra cá, né? Aí frontalmente, né?
[9:44] Freud nasci em 1856, mas assim, sabe o que que é, Tiago?
[9:48] É que é a é a busca pelo princípio.
[9:50] Hum, lembra que eu falei que a filosofia nasceu buscando o
[9:53] princípio das coisas, mas ali era a água, sol, para escapar
[9:57] dos deuses gregos arqué em grego princípio.
[10:03] Né? Então, a Aristóteles também
[10:06] falava de um primeiro motor, primeiro motor, que tudo move
[10:13] sem ser movido, que tudo condiciona sem ser condicionado,
[10:18] que de tudo é causa sem ser causado.
[10:24] Imagino o que que um cristão filósofo pensa quando lê um
[10:27] negócio desse lá no século 13, certo?
[10:31] Quer dizer. Ah, o auditório estava intuindo,
[10:34] quer dizer, porque a ideia de que Deus é o é Oo incausado,
[10:39] certo? Mesmo quando você diz assim,
[10:42] quando você entende, no caso de Jesus Cristo, especificamente,
[10:46] que no princípio era o logos e o logo se fez carne, certo?
[10:52] Ou seja, no princípio, quando tudo começou, já era o logos.
[10:58] O logos é Cristo, é o verbo. Logos é uma expressão grega que
[11:04] é muito próxima da ideia de um princípio organizador Divino,
[11:09] que não é um Deus no sentido de você cultuá lo, mas é AA ideia
[11:16] de um princípio racional de ordem, certo?
[11:20] Ótimo quando você imagina e você diz, não, Maria engravidou.
[11:28] De Jesus no útero de Maria, Jesus foi gerado, mas na
[11:32] realidade ele já existia antes de estar no útero de Maria,
[11:38] certo? Como princípio, então você está
[11:40] dizendo que Jesus é um. É uma expressão muito comum, é
[11:44] incausado. Se ele é Deus, Deus é incausado,
[11:48] né? Então você vê que o Aristóteles
[11:51] ao dizer isso e ele inclusive chama.
[11:56] Essa parte do estudo dele de teologia, e aí o nome pegou, né?
[12:01] O próprio Platão, quando fala que o princípio é o bem e o
[12:04] Belo, uma ideia em nenhum dos 2. Isso é pessoal, como Afrodite,
[12:13] como Zeus, né? Que eram antropomórficos, né?
[12:19] Mas Oo judaísmo, apesar de Deus no judaísmo não ter forma?
[12:26] Não ter imagem e não poder ser feita a imagem dele.
[12:29] E tudo isso porque ninguém tem ideia de qual seria isso.
[12:33] É uma discussão filosófica muito pesada nessa aí.
[12:36] Mas assim, o fato é que, independente disso tudo, o Deus
[12:41] do velho testamento, como se fala, ou do primeiro testamento,
[12:45] como outros falam, ele é pessoal.
[12:49] Nesse sentido, historicamente, o Deus do primeiro testamento é um
[12:53] Deus. Principalmente no começo, muito
[12:55] tribal, né? A ideia de que é um Deus de um
[12:59] povo. Você já vê o caráter antigo, né?
[13:03] Mas ele é muito pessoal, né? Ele tem vontades, ele toma
[13:08] decisões, isso antes do advento do cristianismo, então eu diria
[13:13] que sim. A filosofia, já desde a Grécia,
[13:17] esbarra. Com questões como o princípio de
[13:22] tudo, que em si não tem princípio.
[13:25] Porque se você imaginar que tem princípio, é um infinito, né?
[13:29] Quem causou XX mais um x mais 2 em algum momento que que pensa o
[13:34] Aristóteles? Não, pera aí, isso tem que parar
[13:38] em algum lugar. Tem que ter começado, tem.
[13:41] Que ter um começo que não foi começado por coisa nenhuma, né?
[13:45] Isso é uma linguagem que os monoteístas vão entender
[13:49] plenamente, né? Só que o monoteísmo.
[13:52] Quem já tem um, quem já tem um viés monoteísta, lê isso e fala,
[13:56] você está falando de Deus claramente.
[13:57] É claro. E não é à toa que os cristãos, à
[14:01] medida que o cristianismo foi deixando de ser uma meresia
[14:04] judaica, né? Que e os judeus era.
[14:09] É muito estranho se pensar isso hoje em dia.
[14:12] Mas os judeus, na antiguidade, no Império Romano, os judeus era
[14:16] o povo nada entende é que hoje a gente pensa no Marx, pensa no
[14:21] Freud, pensa no mais, mas não. Os judeus naquela época era um
[14:26] povo periférico, considerado pelos romanos ignorantes,
[14:31] encrenqueiros numa Terra que não dava nada, né?
[14:36] E que os romanos achavam que eles eram tão pobres, tão pobres
[14:40] que tinham um Deus só. Né?
[14:41] É, o monetismo era lido ao contrário, né?
[14:45] E é só que aí o cristianismo ele foi.
[14:49] Alastran. Ele foi e ele foi convertendo
[14:52] gentios como se fala, né? O Paulo é considerado o cara
[14:56] historicamente ou miticamente que teve essa ideia, não
[14:58] medicamente dito que ele não existiu.
[15:00] Acho que ele teria sido o cara que teve essa ideia.
[15:03] Ah, que converter gentil, senão a coisa não pega.
[15:06] Ele tinha razão. Ele que escalou?
[15:10] A ideia do? Exatamente, e facilitou, né?
[15:14] Diminuiu o peso da lei. É eu eu vou chegar em Paulo que
[15:18] eu quero discutir um pouquinho, Paulo, com você hoje.
[15:20] Mas antes é só uma pergunta pessoal.
[15:24] Você, na sua experiência filosófica, você acredita que o
[15:28] judaísmo de alguma forma chegou em Aristóteles na época dele?
[15:34] Porque? Ou você acha que ele partiu
[15:35] dessa ideia do zero? Porque o judaísmo é.
[15:40] É mais antigo que Aristóteles e sempre pulverizou de alguma
[15:44] forma, porque os judeus sempre foram negociar serem
[15:47] comerciantes em algum lugar, né? De alguma forma, ele pode ter
[15:52] aprendido um pouco sobre ética, moral ou uma noção de Deus, nem
[15:58] que seja de longe por um convívio com com o judeu, ou ou
[16:01] estudando alguma algum instrito judaico, ou isso não é possível.
[16:07] Possível geograficamente é e temporalmente é indício.
[16:12] Não há nenhum, tá bom? Entendeu?
[16:14] Então não há nenhum indício de que o monoteísmo hebraico na
[16:20] antiguidade, como se costuma dizer, tenha chegado à Grécia.
[16:24] E assim, assim como quando chegou o cristianismo, que no
[16:29] começo. Para os romanos e gregos judeu
[16:33] cristão, era tudo faria no mesmo saco, porque inclusive os
[16:36] primeiros cristãos eram todos judeus, né?
[16:40] É, é muito provavelmente um grego, porque sabe como é que é,
[16:47] né? Os gregos se achavam e eram
[16:52] mesmo, né? Então os gregos, tanto que os
[16:55] gregos consideravam os não gregos os bárbaros.
[17:00] Sócrates preferiu tomar veneno a morar fora da Grécia.
[17:06] Morto é então, assim, muito provavelmente um grego desse
[17:12] chegasse um judeu falando de algum Deus para ele.
[17:18] Eu, assim, é claro que eu estou fazendo uma hipótese aqui,
[17:20] completa, imaginária, porque não há indício de nada, mas é
[17:23] possível que ele agisse, sei lá. Como um novaiorquino diante de
[17:31] alguém que vem de um país x que eu não vou falar nenhum nome
[17:34] porque época que a gente vive, né?
[17:36] Mas um novaiorquino, um londrino, um parisiense, sei lá,
[17:41] reagiria se alguém que viesse de um país completamente periférico
[17:45] como era judeia e a Galileia? Né, e quisesse opinar na
[17:49] filosofia deles? E assim, e ainda tinha a uma.
[17:55] Não há nenhum indício. Que Aristóteles ou Platão ou
[17:58] Sócrates lê se hebraico antigo, né?
[18:04] No período de Jesus, que já é posterior a esses grandes
[18:07] filósofos, a essa Trindade, como a gente fala, Sócrates, Platão,
[18:11] Aristóteles, Oo nível de analfabetismo na Israel antigo
[18:18] ou na Palestina romana, era alguma coisa que era no mínimo
[18:21] 90% da população. Então fosse mais.
[18:24] Se não fosse mais, 5 pessoas sabiam ler e escrever, né?
[18:29] Então é. É o próprio comprovado, o
[18:32] próprio apóstolo Pedro, não. A bíblia diz que ele era
[18:36] iletrado, né? Não sabe ler e escrever.
[18:38] Ou seja, ele foi apóstolo de Cristo.
[18:40] É a questão do apóstolo Paulo, que eu te falei é porque tem uma
[18:43] passagem em atos que ele vai pregar em Atenas, não é?
[18:48] Não é. No a europago, exatamente.
[18:51] E aí ele dá uma olhada assim, no nos deuses da Grécia, fala o
[18:56] seguinte, ó esse Deus aqui que vocês adoram, é o meu Deus, é o
[18:58] Deus desconhecido da onde ele pode ter tirado essa ideia.
[19:02] Então, será que de alguma forma isso é uma dúvida pessoal, tá,
[19:06] é, eu te faria essa pergunta no privado, mas aproveitando que a
[19:09] gente está aqui, o Maduro pessoal, quando eu olhei, eu
[19:11] falei assim, será que de alguma forma a Grécia conhecia?
[19:15] Porque às vezes, não por uma, não por um escrito em hebraico,
[19:18] mas por alguém que era judeu, a sabia falar grego e falou assim,
[19:22] ó, tem uma nação que fala essa história aqui, ó.
[19:26] Então, poder pode, como eu? Falei, só não tem registro.
[19:29] Não há nenhum registro, ou então, se não há nenhum
[19:33] registro? Não pode ser discutido.
[19:35] Né? Não pode ser discutido?
[19:37] Pode até ser, mas o âmbito especulativo, o que pode ser
[19:40] discutido é que isso é mais uma prova.
[19:44] Da inteligência do Paulo em encontrar um espaço porque tem
[19:51] 11 Deus grego, que é que tem? Bom, você sabe que tem, tem
[19:59] teóricos, se é que se pode chamar isso, que afirmam que
[20:02] Jesus não existiu, né? Os chamados miticistas, que
[20:08] afirmam que Jesus é um mito grego anterior.
[20:14] A Grécia egípcio Osíris, que depois os gregos releem a
[20:20] história de Osíris como Dionísio, e que Osíris, ele é
[20:27] gerado por um Deus e por uma mortal.
[20:29] Ele morre depois, continua vivo. Dionísio, a mesma coisa, certo?
[20:35] Então tem. Tem vários livros, agora tem.
[20:39] Tem um deles, que é um dos pais considerados mais sólidos,
[20:42] apesar dos historiadores descerem o cacete, e eu, eu li o
[20:46] livro, eu é um livro muito bom, mas eu concordo com quem diz que
[20:50] Jesus existiu, não tenho nenhuma dúvida disso, e uhum
[20:53] praticamente ninguém tem. É um livro chamado Jesus
[20:59] misteris, tá? Não tem tradução, mas original,
[21:02] é inglês, e assim, então é possível.
[21:08] Aliás, essa é a tese desses caras que o gente como o Paulo
[21:13] que tava querendo erguer a religião em cima de uma figura
[21:16] que não deu certo porque morreu no final e o movimento não
[21:20] aconteceu como se dizia, o fim do mundo não acabou.
[21:23] Ele teria usado a figura de Dionísio, que era um Deus grego,
[21:28] meio colateral, meio ligado a loucura, que era um Deus que era
[21:33] meio estrangeiro, não se conhecia bem.
[21:38] Se escondia e que ele teria usado isso para construir a
[21:43] história de Jesus Cristo. A tese não fica de pé porque
[21:46] Paulo, como você sabe muito bem, quase não fala da vida de Jesus
[21:50] Cristo. Ele é muito mais teólogo do que
[21:52] qualquer outra coisa, né? Mas de qualquer jeito é
[21:56] possível, abandonando a tese dos miticistas, né?
[22:00] É possível que Paulo, alguém que falava a língua, tanto que.
[22:07] Você deve conhecer aquela piada de quando Jesus morreu, ele
[22:12] chega. No céu, né?
[22:13] Eu encontro alguém melhor. Né?
[22:15] Ah, pega alguém melhor. Você só pegou analfabeto, né?
[22:18] E ele foi lá e catou Paulo no caminho de Damasco.
[22:20] Eu tenho uma teoria sobre isso depois de conta.
[22:22] Sobre sobre essa história do Paulo.
[22:24] Já é sobre porque, Paulo? Porque Paulo é então.
[22:28] Paulo estava ali mesmo, perseguindo os cristãos, né?
[22:30] Uhum no começo, mas é isso. AA ideia de que o Paulo falava
[22:34] latim, falava grego. Preparação.
[22:36] Então era um cara culto, dupla cidadania dupla.
[22:39] Se tinha passaporte europeu, é então assim, ele podia circular.
[22:43] Era supostamente rico, tinha alguma condição.
[22:46] Falava vários. Idiomas, portanto, era o cara
[22:48] ideal para fazer a pregação. Então era um cara que conhecia
[22:51] culturas, né? Ele conhecia as culturas.
[22:55] Por onde essas? Essa cultura grego romana,
[22:57] então. E Pedro era um iletrado, imagina
[23:00] o Pescador da Galileia. A Galileia naquela época, sendo
[23:05] Israel um país pobre naquela época, né, super pobre e tal.
[23:10] A Galileia é considerada o fim do mundo pelos judeus.
[23:13] Pelos judeus não vem nada, é? Não vem nada que preste
[23:17] Galileia, né? Porque inclusive era muito,
[23:21] tinha muito não judeus a Galileia, né?
[23:23] Exatamente agora, Jerusalém, Atenas, que é 11.
[23:27] Termo até filosófico, né? É?
[23:30] Se encontram num num numa numa fala de Paulo que ele diz o
[23:35] seguinte, que OA ressurreição de Cristo, o evangelho é loucura
[23:42] para os gregos, porque quando ele está lá em Atenas pregando,
[23:46] todos os gregos estão escutando. Quando ele fala da ressurreição,
[23:49] os gregos falam assim, que loucura é essa aí que ele está
[23:51] falando? E todo mundo começa a sair.
[23:54] E é um escândalo para os judeus, porque para os judeus, como pode
[23:58] Deus ser encarnado? Possível escândalo.
[24:01] Então? Assim, talvez um filósofo
[24:04] entenda melhor esse versículo do que uma pessoa comum, talvez sem
[24:09] AA educação correta, consigo entender a profundidade desse
[24:13] versículo, que né, de como o evangelho é loucura para os
[24:15] gregos por causa da ressurreição.
[24:18] E um escândalo para os judeus, né?
[24:20] Então apóstolo Paulo, meio que que conecta a Jerusalém e
[24:22] Atenas, nesse. Nessa, nessa.
[24:25] Mercedes, além atena, se encontram ambos na mesma praça,
[24:29] que consideram o cristianismo uma loucura da Cruz.
[24:31] Exatamente, né? Exatamente a Cruz que é o
[24:33] escândalo, né? A vida de Jesus é por um lado, a
[24:36] filosofia foi aceita por alguns, mas quando chega na ressurreição
[24:39] vira um escândalo ou uma loucura, né?
[24:42] Agora eu eu li uma parte de um livro, tô na metade.
[24:46] Um livro que você indicou. Me fugiu só o nome da da autora
[24:50] ou do autor. Agora, Jesus, uma capa vermelha.
[24:53] É do flusser. É isso aí, isso aí, o livro
[24:56] interessantíssimo. Esse livro é muito bom.
[24:58] É interessantíssimo assim porque é, por exemplo, eu eu sou
[25:03] cristão de berço. Então para a gente custa muito
[25:08] você abrir sua mente. Acho que qualquer um que foi
[25:13] meio que adestrado é você custa muito você abrir sua mente para
[25:16] entender outras coisas para, no final de contas, você chegar uma
[25:20] decisão se é isso mesmo que você acredita ou não.
[25:22] Que é o meu caso, continuo acreditando, mas quando eu abri
[25:25] minha mente para filosofia, para para ler história, entendeu que
[25:30] já aconteceu lá atrás. Então, o próprio Salomão diz que
[25:32] não existe nada novo debaixo do Sol.
[25:34] Tudo que acontece hoje já aconteceu um dia.
[25:35] Então se você entende bem de história é que é você entende
[25:38] bem de história, você vai entender um pouco do do do
[25:40] futuro, né? Então está aí muita gente
[25:42] assustado com as guerras, não, porque os Estados Unidos estão
[25:44] atacando, não sei o que sempre foi isso.
[25:46] Então, na época que atacou o Irã, que os nossos pais, como é
[25:49] que estavam? É o Irã.
[25:50] Quer causar uma terceira guerra mundial, né?
[25:52] Essa estratégia? Do Irã, Do Nada ele já mandou
[25:54] essa, já mudou assunto. Isso assim, deixa Paulo pra lá.
[25:57] Vamos falar do écolá agora, vamos?
[25:59] Vamos falar do écolá? Não.
[26:00] Mas é que você me lembrou isso, que isso é importante.
[26:03] É por isso que ele está jogando bomba para todo lado.
[26:06] É, é. E inclusive países árabes, né?
[26:08] Ele atacou mais países árabes. Do que próprio Israel?
[26:11] É isso é uma confusão. Né?
[26:12] Ele quer fazer 11. Terceira guerra mundial?
[26:14] É, mas vamos voltar para Paulo, que é mais legal.
[26:16] É, é e. Pra Oo que eu acho interessante.
[26:19] Paulo. E é a minha teoria aqui do após.
[26:21] Paulo, é o seguinte, o apesar de você teólogo de informação.
[26:26] O meu negócio, né? O meu, a minha vida profissional
[26:31] é. É totalmente voltada pro
[26:34] Business, pra pra pra fazer negócio.
[26:37] Eu sou é é fundador de um instituto de educação
[26:39] continuada, né? Então a gente ensina coisas que
[26:42] a escola vai até aqui na matemática, na química, na
[26:45] tabela periódica, a gente vai pra pra coisa do dia a dia
[26:48] ótimo. Por causa disso eu tive que
[26:50] aprender muito sobre negócio, então por exemplo, pra escalar
[26:53] um negócio, o que que é escalar um negócio Pra Ele deixar de ser
[26:55] pequeno e virar nacional e talvez Internacional e você ter
[27:01] um poder? É de venda de marketing, de de
[27:05] faturamento. Para 1 dia entrar num processo
[27:08] de compra e venda ou até de abrir a bolsa de valores, que é
[27:10] o que se chama se IPO. Você precisa de algumas
[27:13] estruturas. Uma dessa estrutura é o fundador
[27:16] precisa sair da operação isso aqui.
[27:19] É regra. Ah, é, é, é regra.
[27:21] Fundador. Então, por exemplo, eu sou
[27:22] fundador do instituto Def, né? Aqui a gente tá.
[27:25] Então a gente tá nesse processo. Eu tô saindo da operação e
[27:28] contratando CEO. Que é o diretor operacional.
[27:31] Sei qual é a função do CEO, pegar a visão do fundador e, de
[27:36] forma profissional, definir processos, cargos.
[27:40] Ó pondé, você é muito bom. Em falar sobre filosofia, então
[27:44] eu vou querer aqui o departamento de filosofia do
[27:46] instituto desching, o processo é esse aqui, ó, o aluno entra, faz
[27:50] assim, pega então o CEO, ele ele organiza departamentos, funções,
[27:55] cargos, ele faz a operação, dá certo, ele é um profissional
[27:59] para isso. Qual é a minha visão sobre Jesus
[28:01] e Paulo? E porque os 12 não entraram?
[28:05] É porque entendendo um pouquinho de negócio.
[28:09] Eu, assim, não existe empreendimento que durou tanto
[28:11] como a igreja de. Puta negócio é 2000 anos número.
[28:14] Eu não boto nem negócio. Vou falar empreendimento para
[28:16] não ficar polêmico para falar. Ele está falando que a igreja é
[28:20] um negócio, tá bom? Empreendimento um é um
[28:22] empreendimento, sem dúvida é um empreendimento.
[28:24] Então Jesus Funda. Passa toda a visão e as
[28:28] principais regras são princípios e valores.
[28:31] Ó, amo a Deus sobre todas as coisas, amo o próximo como a ti
[28:34] mesmo, isso aqui é o principal, o que eu quero é que vocês
[28:37] exames uns aos outros, ó, tem que perdoar uma ao outro.
[28:39] Ele passa tudo que é o principal, passa a visão, olha,
[28:41] vocês vão sofrer aqui um pouco na Terra, mas depois tem uma
[28:43] eternidade, dá promessa e se retira, mas o fundador, quando
[28:48] se retira, ele assume uma posição que se chama presidente.
[28:52] De conselho? Ele aparece de vez em quando
[28:56] para dar uma orientada no CEO. A bíblia diz que Jesus aparecia
[28:59] para Paulo, por exemplo, quando o Paulo estava na prisão em
[29:01] Jerusalém, falava Paulo, ó próprio Jesus apareceu para ele,
[29:04] que assim como você pregou em Jerusalém, importa que você
[29:07] pregue também em Roma então Jesus continua orientando o
[29:10] Paulo, mas Paulo, que que decide o que que é um presbítero, o que
[29:13] que é um diácono, o que que é um bispo?
[29:15] Não foi Jesus que decidiu. Então, se você pegar na
[29:17] linguagem Business, na linguagem de negócios, Jesus é um
[29:21] fundador, Paulo foi um CEO, fez bem no trabalho.
[29:24] Formou departamentos, cargos, processos.
[29:27] Olha, se esse diaco não aqui morrer, é só continuar servindo
[29:30] a mesa que o diaco não serve a mesa.
[29:31] Então isso aqui é o. Processo porque ele tirou os 12.
[29:33] Porque eles não tinham na minha sim, dentro das o olhar de
[29:36] vista, não estou falando que. Analogia.
[29:38] É, é. Não estou dizendo que é teologia
[29:40] isso, gente. Está sendo uma analogia, é,
[29:41] estou. Fazendo uma analogia, é que os
[29:43] 12 não tinham a preparação de Paulo para ser um CEO.
[29:47] Um CEO é uma pessoa preparada. Sim, claro, o.
[29:50] O fundador não necessariamente tem a preparação do CEO, ele só
[29:53] tem a visão. Um que o senhor não tem então,
[29:56] por exemplo, uma analogia recente é Oo Steve Jobs, ele era
[30:02] o visionário, mas o stevewas que era Oo wosac, que era Oo sócio
[30:07] dele, que era o engenheiro que sabia montar o iPhone OOO jobs,
[30:10] não sabia como se montava iPhone, ele não era engenheiro,
[30:13] então ele tem a visão, ele fala, é assim, ó, tem que ter
[30:16] lanterna, tem que ter calculadora, tem que ter, e aí
[30:19] ele contrata o cara que faz isso, vira realidade, tem
[30:23] sentido. Todo sentido, aliás, isso é o
[30:26] básico das empresas familiares. Né?
[30:28] Então aí eu Na Na minha teoria, a igreja cresceu.
[30:33] Lógico, se você quiser, espiritualizar, porque OA bíblia
[30:36] diz que crescer o Espírito Santo é o Espírito Santo fazia
[30:40] crescer, Deus dava crescimento, tá lá, né?
[30:42] Deus dava crescimento espiritual.
[30:44] Mas se olhar pela ótica humana, foi a forma como o Paulo
[30:48] organizou as coisas, inclusive escrevendo cartas para igrejas
[30:51] que ele nunca foi. Né?
[30:54] É, ele não podia estar presencialmente na época, não
[30:57] tinha internet, você mandar um WhatsApp, né?
[30:59] Um WhatsApp, ele escrevia cartas, que era comunicação do
[31:03] da hora, então ele conseguiu movimentar todo mundo dele lá Na
[31:08] Na naquela época, é em cima da verdade que ele acreditava
[31:12] organizar as coisas e aí ele conseguiu escalar.
[31:15] O que que é escalar? Esse aqui é o modelo, só fazer
[31:17] igual, Timóteo vai lá faz igual em éfilo fulano vai lá igual,
[31:20] faz igual, só pegar aqui e escalar, é isso aqui e faz lá.
[31:23] Pega presbítrio, pega diácono, pega bispo, a visão é essa aqui
[31:26] do fundador, tem que amar, tem que perdoar, é se crer nele, vai
[31:30] pro céu quanto é isso? Pra todo mundo, mas aqui, ó, a
[31:33] estrutura é essa aqui. Então Eu Acredito que o sucesso
[31:35] do apóstolo Paulo, a genialidade dele, estava nessa estruturação,
[31:41] enquanto Jesus não poderia perder tempo com isso, porque
[31:44] ele precisava só apaixonar, inflamar, jogar a visão, mostrar
[31:49] como se reage e voltar. É porque, inclusive, mesmo se se
[31:55] eu for alguém que estou pensando isso do ponto de vista
[31:58] espiritual, essa não era a missão dele, né?
[32:01] Hum, fazer isso, né? E puxa aí, ainda bom, acho que
[32:04] eu vou escrever um livro, que isso aí, porque é bom.
[32:06] Demais. Exatamente.
[32:07] Ele veio e cumpriu a missão. Acabou minha missão.
[32:09] Alguém continua. Agora cada um cumpre a sua, né?
[32:12] É o que a gente estava falando, né?
[32:14] De um livro que eu estou escrevendo sobre analogia do
[32:16] futebol com a vida do dia a dia e com a vida dos negócios, que
[32:21] você imagina se. O Messi eu começo o capítulo um,
[32:25] que é sobre o posicionamento, posição no jogo.
[32:27] Se o Messi resolvesse ser goleiro, ele nasceu para o
[32:30] futebol, ele está no futebol, mas ele não tem estrutura para
[32:34] ser goleiro, ele não tem para o físico dele, a altura não é
[32:38] preparado para goleiro, então ele só deu certo não, porque ele
[32:41] estava no esporte só certo, ele estava na posição certo e eu
[32:46] acho que isso cabe nisso. Jesus fez a posição dele, agora
[32:49] minha posição é salvar, estruturar é com.
[32:51] Com você espalhar com fulano, bota o Evangelista lá pra fazer,
[32:55] pra espalhar as notícias. E foi estruturando, espalhando e
[32:58] a coisa tomou o rumo que tá hoje, que é um mundo
[33:01] praticamente. Inteiro evangelizado, né?
[33:03] É assim, se você olha tudo isso do ponto de vista histórico,
[33:06] estritamente histórico, não espiritual, né, que não
[33:10] necessariamente é contra o espiritual, porque inclusive,
[33:13] como bem diz Oo ex papa Bento 16, o ratzinger, o cristianismo,
[33:19] assim como o judaísmo. É uma religião que pressupõe a
[33:23] história, tanto é que ela se dá, ambas são interligadas elas,
[33:30] elas se dão a partir de narrativas históricas, né?
[33:35] Desde a criação do mundo, no caso do testamento e tal, então
[33:38] OOAO tratamento histórico. Ele não é a prioria anti fé,
[33:44] entende? Assim, quando você olha Jesus, o
[33:46] contexto dele na época, ele era um judeu apocalíptico.
[33:50] Historicamente um judeu apocalíptico, muito marcado
[33:55] inclusive por aspectos místicos, tal Como Ele É descrito, né?
[34:00] E não pensou, aparentemente, segundo os textos, em criar
[34:07] nenhuma religião, certo? Na realidade, aparentemente ele
[34:12] era um judeu que tinha em mente a possibilidade.
[34:15] Em alguns momentos ele age de forma diferente, mas.
[34:18] De trair mais, trazer mais pessoas para dentro do próprio
[34:23] judaísmo, certo? Para na crença do Deus
[34:25] verdadeiro. Então tinha uma pegada
[34:27] universalizante, de certa forma, historicamente.
[34:31] Só que aí depois Paulo e outros, como você estava contando?
[34:36] Eles souberam a partir dessa figura histórica que, do ponto
[34:42] de vista meramente histórico, morreu.
[34:44] Né? A ressurreição já é teologia,
[34:46] né? Já é teologia.
[34:47] Construiu 111. Religião que fez sentido para um
[34:52] Monte de gente. Converteu gente culta tanto em
[34:57] Roma quanto na Grécia, né? E dessa forma, ao converter
[35:04] gente culta e naquela época, gente culta, significava
[35:07] basicamente gente que conhecia a filosofia, né?
[35:11] E se transformou no que se transformou numa potência
[35:14] cultural. Cristianismo gigantesco, né?
[35:18] Que é o encontro de Jerusalém. Atenas é a base do ocidente e a
[35:24] base ocidente, não no sentido geográfico.
[35:27] Só sim sim, né? De pensamento ocidental.
[35:29] É, mas você tinha começado a falar do David Lúcia do livro.
[35:33] É que me acrescentou muito extra teologia, isso que eu queria
[35:38] dizer. Ah, sim.
[35:40] Historicamente, abriu minha mente para um Monte de coisa do
[35:43] porque queriam desacreditá lo do porque alguns acreditavam é, é.
[35:50] E, enfim, a importância de você ler coisas que não, que não
[35:54] necessariamente é do teu meio ou escrito por alguém que você
[35:57] gosta ou concorda, mas que como isso vai te levar?
[36:01] Para o novo nível de intelectualidade, se é que essa
[36:03] frase é cabível. E uma coisa, você tava falando
[36:06] sobre AA religião, se comunicar com a história, né?
[36:09] Os contos, tudo. Genesis foi contado por alguém?
[36:13] Eu tava lendo recentemente memórias póstumas de Brás Cubas,
[36:17] de Machado de Assis, e aí começa de uma forma hilária para mim,
[36:21] que ele fala o seguinte, já é o Brás Cubas falando, né?
[36:24] O personagem falando o seguinte, ó, assim como o Moisés.
[36:28] Eu sou um dos únicos que escreveu sobre a própria morte,
[36:30] né? Moisés escreveu só até onde
[36:33] morreu. Porque tecnicamente o Moisés
[36:35] escreveu o pentateuco. Então ele ele que relatou a
[36:37] própria morte, uhum e Brás, Cuba fala e eu vou continuar dizendo,
[36:41] né? Como será toda a história que.
[36:42] Que dedico isso aos vermes. Exatamente que vão comer no cu
[36:47] é, tem água, água, graças? A dívida é gratuita até.
[36:50] Agora, ainda é gratuita. Ainda é.
[36:53] Eles estão, é. É como forma de Patrocínio para
[36:55] o Bruno ekast. A gente está pensando em começar
[36:57] a pedir uma. Uma ajuda de 4 e 50 por água.
[37:00] Mas você sabe, o que eu queria dizer?
[37:02] É que o flusser, a escrita dele, o David flusser.
[37:06] Ele é 11 fera no período do segundo tempo, né?
[37:10] Um especialista. Daí a história de Jesus está.
[37:14] Dentro, não, o contexto judaico dele é muito bom.
[37:16] É então, mas a forma como ele escreve, se você lembrar, ele se
[37:22] refere a Jesus Cristo como ao senhor.
[37:26] Ele tem um tratamento de respeito ao objeto, digamos
[37:31] assim, né? Jesus Cristo, que assim tratar
[37:35] de Jesus Cristo é tratar em grande medida, senão na maior de
[37:40] todas, do maior homem que viveu no mundo para maior parte do
[37:45] ocidente. Então isso no fruto chama
[37:48] atenção, às vezes pode passar desapercebido, mas ele em não
[37:52] sendo cristão. Ele trata Jesus Cristo como o
[37:56] senhor? Sim, o tempo todo eu.
[37:58] Percebi o respeito e uma agora, uma coisa interessante sobre o
[38:02] cristianismo, eu queria escutar sua versão como filósofo e ateu.
[38:08] É que eu como cristão, por exemplo, analisando história,
[38:14] outras religiões, já viajei muito, já li muita coisa.
[38:17] O cristianismo dentro da minha limitação, tá de conhecimento.
[38:23] É o que responde mais perguntas ao ser humano.
[38:28] Perguntas que o ser humano tem, né?
[38:30] Por exemplo, para onde eu vou depois que eu morrer?
[38:33] É o que que eu faço com essa culpa que eu tenho pelo passado?
[38:35] A questão lá do do do personagem que foi o hostel raskónicov
[38:41] raskónicov do do Dostoiévski crime e castigo e agora?
[38:45] Errei, o que que agora? O que que eu faço para mim,
[38:49] Tiago? O cristianismo faz sentido e eu
[38:53] sigo primeiro pelo perdão de pecados.
[38:55] Eu tenho consciência de que se tivesse sido registrado tudo que
[39:02] eu fiz, não criminal, porque graças a Deus nunca cometi um
[39:04] crime, mas de o que é pecado, segundo a bíblia, eu estaria
[39:07] condenado aí. Vem todo mundo, todo mundo.
[39:11] Ok, aí a bíblia vem, diz o seguinte, mas nenhuma condenação
[39:14] a para aqueles que estão em Cristo Jesus e a posta do Paulo
[39:17] vai trabalhar o conceito da graça como nenhum outro.
[39:20] Ou seja, você não merece mesmo, você fez mesmo, mas isso foi
[39:24] pago, foi punido em alguém, na Cruz, que é Jesus, e agora eu te
[39:29] dou direito ao perdão. Então culpa, por exemplo, é uma
[39:32] coisa, o ser humano remoi, né? Medo do futuro é dor pela perda
[39:41] de um ente querido. Então vou te falar de consolo,
[39:45] eu perdi minha mãe. E aí lá No No enterro, eu olhei
[39:48] e falei assim, bom mãe, mas pelo menos a gente se encontra na
[39:50] eternidade, que é um consolo que a bíblia nos dá, nos encontra na
[39:53] eternidade. Então, assim sendo, verdade ou
[39:57] não, como se eu não me engano, é Pascal que fala Blaze Pascal diz
[40:01] que que acreditar no evangelho é matemático, porque se não, se
[40:07] Deus não existir, você não perdeu nada.
[40:10] Você foi um ser humano melhor. Se eu não me engano, foi Pascal,
[40:13] se ele. Existir pascalhana isso aí.
[40:16] Esse aí, esse aí é que é. Nós somos filósofos quase
[40:20] iguais, né? Mas ele pela idade, ele leu uns
[40:23] 3 livros. É só eu, é é 2 e meio.
[40:26] Uns 2 livros a mais do que eu, eu, eu ó, eu já li 3 de bi da
[40:31] Mônica. 32. Milinguido. 2 milinguido li
[40:37] agora o álbum da copa de figurinha li todo.
[40:40] Já tem o álbum da nova copa, da última copa, a última.
[40:43] Deixa eu dizer uma coisa, essa aposta pascaliana ela é bem
[40:45] importante. Mas não é inteligente isso que
[40:47] ele. Falou, é, é.
[40:48] E assim, AOA. Questão é Oo fragmento em que
[40:52] ele discute isso no livro dele chamado pensamentos isso.
[40:55] Pensamento é ele. Esse fragmento é um fragmento em
[41:00] que ele cria uma conversa hipotética com libertino.
[41:03] Que na época era um ateu, né? Como se referia a um ateu.
[41:07] E ele tá tentando provar que matematicamente é melhor negócio
[41:13] você acreditar em Deus. Pascal era um filho de coletor
[41:18] de impostos do hichilier. O pai dele era rico, né?
[41:23] De família. Não era nobre, mas era rico.
[41:27] E antes de morrer ainda conseguiu inventar aquilo que a
[41:30] gente chama de transporte público urbano.
[41:33] Né? As carroças que andavam por
[41:34] Paris e pegavam as pessoas, porque ter cavalo era coisa de
[41:38] milionário, né? Então o Pascal já era viciado em
[41:42] jogo, então eu entendia de matemática, probabilidade, essas
[41:47] coisas. Mas então nessa, nessa conversa,
[41:50] AA questão é a seguinte, então ele diz assim para o libertino,
[41:55] olha, se você apostar que Deus existe nos seus.
[42:00] Poucos anos de vida que a gente tem e ele não existir.
[42:04] Você não realiza perda porque morreu acabou.
[42:08] Você não vai saber que você fez o investimento errado, certo?
[42:12] Não vai saber agora, se você apostar que Deus existe e você
[42:20] morre como todo mundo de Deus existir, você investiu pouquinho
[42:24] de anos, digamos assim, de vida e você ganha uma eternidade
[42:29] ótima. Essa foi a aposta correta.
[42:33] Portanto, matematicamente é melhor apostar que Deus existe.
[42:36] Agora, se você apostar que Deus não existe, viver como libertino
[42:44] e ele existir, aí a coisa vai ficar ruim, porque agora você
[42:48] vai ter eternidade inteira para pagar, digamos assim, o fato de
[42:53] você não ter acreditado em Deus. Aí o libertino fala para ele,
[42:59] eu? Concordo, entendo o que você
[43:01] falou, mas ainda assim não consigo acreditar em Deus.
[43:05] E aí o Pascal responde, é, a fé é uma graça, Hum.
[43:11] Ou seja, você não deduz a fé da lógica matemática, apesar de que
[43:17] matematicamente faz sentido investir na ideia de que Deus
[43:23] existe, porque a vida é curta, se morreu, acabou, se não
[43:26] realiza a perda. Mas se ele existia a eternidade
[43:30] existir, você está bem na fita, mas no final do dia, para o
[43:33] Pascal, que era um jansenista, né?
[43:36] Uma corrente católica perto do calvinismo.
[43:39] É isso que eu IA falar na Dutra, né, calvinista?
[43:41] A fé é uma graça. Você só tem se Deus quiser que
[43:44] você tenha pro. Jansenismo é a mesma coisa, Ah,
[43:46] tá, ele Deus escolhe e dá a fé pra quem ele quer, pra quem ele
[43:49] quer e pode tirar também quando ele quiser, né?
[43:52] Não tem a ver exatamente com a lógica, apesar de que a lógica
[43:56] de probabilidades. Diria que você deve acreditar em
[43:59] Deus, mas você não consegue. Gente, ó, eu já falei demais,
[44:04] vou deixar ele falar a partir de agora, mais já perguntei tudo
[44:06] que eu tinha perguntado. Tem umas 23 perguntas aqui para
[44:08] deixar ele falar. Muita calma, Wesley.
[44:10] Agora ele quer brilhar. Ele quer é que a audiência deve
[44:13] estar lá em cima Quando Ele Quer fazer pergunta que a audiência.
[44:15] Está muito alta. Ele quer fazer pergunta?
[44:16] Só um. Recado aqui rapidinho, Wesley,
[44:18] por favor. 27 de março 27 de março agora você vai ter uma
[44:24] oportunidade única de estar com o Luiz Felipe Pondé.
[44:27] Dos grandes filósofos aqui da atualidade, eu falando de
[44:31] espiritualidade, doutor Augusto Cury falando de psiquiatria, o
[44:34] psiquiatra mais lido do mundo hoje no na segunda edição do
[44:38] nosso programa, o encontro, o encontro, você vai acompanhar
[44:42] imagens no final desse brunecast é aqui no nosso auditório, com
[44:47] muita excelência, onde cada um dá uma rápida palestra para
[44:51] abrir sua mente, cada um no seu tema e depois a gente vai para
[44:54] perguntas e respostas. Você tem muitos dilemas.
[44:57] É muitas dúvidas, muitos questionamentos que talvez 11,
[45:03] viés só ou um olhar só não responda.
[45:06] Então a gente vai ter a psiquiatria, a filosofia, a
[45:08] espiritualidade é direcionando, tentando saciar essa sede que o
[45:14] ser humano tem de encontrar propósito, sentido, resposta, ou
[45:17] pelo menos entender o porquê das coisas.
[45:20] OA última edição foi muito especial, as pessoas saíram
[45:24] extremamente impactadas. Muita gente quis entrar e já não
[45:27] tinha mais vaga. Então eu te dou um conselho,
[45:29] você está assistindo agora o Bruno ecast com o Luiz Felipe
[45:32] Pondé, que é um dos palestrantes dos participantes.
[45:35] Vale a pena você se inscrever agora aqui no link.
[45:38] Está na bio nesse grande projeto que é o encontro 27 de março.
[45:43] Não é isso, Wesley? Isso.
[45:45] Então vai lá, pode fazer sua pergunta.
[45:47] É, eu sei que a gente já entrou nele, mas eu queria falar sobre
[45:50] Sócrates, é, muitos dizem que ele não escreveu nada.
[45:54] Eu aprendi isso recentemente com o sábio professor, inclusive que
[45:57] ele não escreveu nada. A única relato que a gente tem
[46:00] dele é que Platão falava sobre ele e alguns outros filósofos.
[46:04] É como que é possível acreditar numa pessoa?
[46:07] É, sendo que há poucos relatos sobre ela e cada pessoa fala
[46:11] dele de um jeito diferente. Olha, isso, inclusive já foi
[46:16] feito como uma espécie de analogia com o próprio Cristo.
[46:19] Né que? Acho que ele não escreveu nada e
[46:22] tal. Mas é possível acreditar nele.
[46:26] Porque, apesar de que você tem relatos distintos sobre o
[46:30] Sócrates, você tem contextos muito claros.
[46:33] Por exemplo, ele viveu na democracia ateniense.
[46:36] Ele criticou a democracia ateniense.
[46:40] Ele foi condenado à morte pelos juízes Na Na da assembleia da
[46:44] democracia. Ele conviveu com a ele.
[46:48] Viveu na época da guerra do peloponeso com esparta, que
[46:50] Atenas perdeu, né? Então você tem é, é.
[46:54] É mais ou menos um argumento que já foi usado com relação àqueles
[46:58] que acham que Jesus não existiu, achar que Sócrates não existiu
[47:02] com tudo que a gente tem sobre ele.
[47:04] É, dá mais trabalho imaginar que alguém inventou isso do que isso
[47:08] foi, do que isso foi verdade. Entende o que eu falei?
[47:11] A ideia de que tivesse criado inventado o Sócrates.
[47:15] Para que, afinal de contas? Para que inventar o Sócrates,
[47:18] né, se ele não existiu? Mas todos os nomes que conversam
[47:24] com Sócrates no diálogo do Platão são todos figuras que
[47:28] existiam na época, conhecidas, assim como o próprio Sócrates.
[47:32] Entendeu então? É isso aí?
[47:35] É a história e. EE sobre agora sobre Jesus
[47:38] Cristo, é ainda é contestável a existência dele, mas mesmo assim
[47:42] muita gente falou dele, muita gente teve relatos.
[47:45] Por que que existe essa negação? Olha o que alguns contestam, a
[47:49] existência histórica da figura de Jesus ou a ideia de que ele
[47:55] existiu. Mas ele foi absolutamente não
[47:59] importante para o que inventaram sobre ele depois, que dá mais ou
[48:02] menos na mesma essa posição. Como eu dizia há pouco, são
[48:06] chamados os miticistas, que defendem que é um mito, né?
[48:11] Essa posição hoje ela é, do ponto de vista escola acadêmico,
[48:17] muito frágil. É mais.
[48:20] Hoje, essa posição é mais ou menos ligadas a ateus.
[48:26] Né? Que eu acho um ateu que perde
[48:29] tempo querendo provar que Jesus existiu.
[48:33] Eu acho que ele tem mais problema do que quem acredita.
[48:36] Entende o que eu quero dizer? Porque se você é ateu,
[48:38] desencana, porque você tem que ficar provando que ele não
[48:40] existiu, então não é hoje nos estudos de Jesus como se fala,
[48:45] diz os standes é assim, AAA posição dos misticistas que
[48:50] foram. Alguns importantes no século 19,
[48:54] né? Ao longo do século 20.
[48:55] Hoje ela é muito frágil e como eu falava pouco aqui com o
[49:01] Thiago. A ideia desses autores é de que
[49:05] Jesus é uma reedição de Osíris e Dionísio, porque mulheres não
[49:12] que não tiveram sexo geraram filhos, só que esses filhos
[49:16] todos eram deuses pagãos, né? Então eles afirmam que a
[49:21] história de Jesus é parecida, que que é importante aprender
[49:25] com isso. Do ponto de vista histórico,
[49:28] existem vários outros indícios que Jesus existiu.
[49:31] É quase uma perda de tempo ficar discutido com isso, né?
[49:36] Além dos evangelhos, os 3 sinóticos, principalmente.
[49:40] O João é mais teólogo. Do que a.
[49:42] Gente, tem o Flávio josefos? Não tem o Flávio josefos e tem
[49:46] referências de romanos, inclusive falando mal, que é
[49:49] meio normal para época, né? Mas assim, o que a gente aprende
[49:54] com isso é que, por exemplo, se você quiser ficar insistindo na
[50:01] ideia de que o caso de Maria é o único, nas narrativas religiosas
[50:07] de mulher que não teria feito sexo, engravidou.
[50:10] Aí vai aparecer, a gente vai falar e a mãe de Dionísio e a
[50:12] mãe de Osíris, entendeu? Então eu normalmente, assim como
[50:18] o Pascal, eu entendo que fé é uma questão de graça, né?
[50:22] E não vale a pena você ficar perdendo tempo tentando debater
[50:27] esse. Negócio tendo dito isto, além de
[50:33] eu acreditar plenamente que a fé é uma questão de graça, né,
[50:36] porque Eu Acredito. Por exemplo, plenamente na
[50:39] morte, ressurreição de Cristo. E não tem nenhuma prova sobre
[50:42] isso. Eu não consigo te dar nenhuma
[50:45] base teórica comprobatória sobre isso.
[50:50] Porém, ao ler a bíblia, já tive o privilégio de lê la algumas
[50:54] vezes de genes, apocalipse. Tudo fez tanto sentido para mim.
[50:59] Tem coisas tão ditas em Genesis que. 500 anos depois, aparece no
[51:04] livro tal EE corrobora. No outro livro, EE, quando Jesus
[51:08] aparece, ele é fruto de profecias que estão 500 anos
[51:11] antes. Em Isaías EE, tudo faz tanto
[51:14] sentido AAA contradição é tão pequena e superficial que é, se
[51:22] a fé não fosse pela graça, pela inteligência, ainda assim eu
[51:26] acreditaria na bíblia. Talvez eu contestaria por falta
[51:30] de fé, uma ressurreição, uma coisa assim.
[51:32] Mas que faz sentido, faz muito sentido, inclusive a narrativa
[51:38] histórica toda, né? É, tem um estudo que diz que o
[51:41] livro de atos é o livro que é Oo maior livro em palavras do novo
[51:46] testamento. É, é, é o livro que tem mais
[51:49] evidências históricas no mundo. Lucas, que que o escreveu, dá
[51:54] tantas informações sobre cidades, governadores da época,
[51:58] quilometragem, tudo bate. Né?
[52:01] Então eu sou um cara que até pela inteligência, eu eu sou
[52:04] crente no sentido de acreditar que aquilo ali é possível, que
[52:08] aquilo ali EE também tem. A questão prática do negócio,
[52:11] por exemplo, é quando Jesus fala assim, ó, perdoa teu inimigo,
[52:15] dá, dá, dá outra face se ele te bater, eu vou ser um bobo se eu
[52:20] fizer isso. Mas aí analisando, eu estudo
[52:23] muito sobre pessoas para escrever os livros que eu
[52:25] escrevo. Todo mundo que entrou você me
[52:27] deu na cara, eu também te dei. É 10 anos de briga na justiça,
[52:31] de bloquear no WhatsApp, de ficar mandando direta no
[52:33] Facebook o que? E aí eu falo assim, é muito mais
[52:35] fácil você dar a outra cara e resolver no mesmo dia.
[52:37] Você pode passar como mais fraco, mas resolve.
[52:40] E aí quando eu comecei a testar as teorias de Jesus na prática,
[52:44] tipo perdoar o inimigo, é orar por quem persegue e essa e é
[52:50] alimentar é o pobre, ainda que essa pessoa tenha te feito mal
[52:54] porque fala assim, olha, você tem que idade de comer até para
[52:56] quem te fez mal. Essas coisas começaram a fazer
[52:59] um sentido emocional pra mim. Eu me senti um ser humano útil
[53:06] pra coletividade. É, é.
[53:09] Me sinto um pai melhor ou um esposo melhor.
[53:13] Não sei se sou, mas me sinto é por praticar isso.
[53:17] Então não é só a história fazer sentido de Gênesis, apocalipse,
[53:21] mas apesar de ter coisas como em apocalipse, que mesmo estudando
[53:25] teologia, não entendo claramente.
[53:27] É lógico, sim. São livros de época.
[53:30] Apocalipse é um livro do apocalipse judaico.
[53:32] Exatamente. Parece um delírio, né?
[53:34] É, é. Tem coisas que você não
[53:36] consegue. É, muita gente tenta explicar,
[53:38] né? Mas eu tô dizendo que 11 das
[53:40] limitações que eu tenho, por exemplo, bíblica, mesmo tendo
[53:43] estudado teologia, que é apocalipse, eu não consegui
[53:45] entender por completo. Eu entendo muita coisa ali, mas
[53:47] não por completo. Então é faz muito sentido para
[53:51] minha bíblia e a prática dos ensinamentos de Jesus fazem
[53:54] total sentido para mim. Ou seja, quando eu pratico, eu
[53:58] me sinto melhor. A única coisa que eu não consigo
[53:59] provar que é é uma questão de fé.
[54:02] É, por exemplo, a ressurreição de Cristo, porque eu vou morrer
[54:04] e quando eu abrir os olhos, eu vou estar na eternidade.
[54:06] Como ele falou para o ladrão da Cruz, o bom ladrão, né?
[54:09] Que é como se existe rima. É segunda tradição Dilma, né?
[54:12] Tem alguns escritos sobre não está na bíblia, mas está em
[54:15] alguns escritos no primeiro século já, já, já, já, já
[54:18] mencionou dima, que ele falou o seguinte, olha, hoje mesmo você
[54:21] vai estar comigo no Paraíso. Então, tipo assim, fechou os
[54:23] olhos na Terra, abriu a eternidade.
[54:25] Isso para mim é uma Esperança terrível.
[54:27] Uma Esperança maravilhosa e terrível seria é eu conviver com
[54:32] com a ideia de que vai ser só isso.
[54:34] E acabou. É claro que tem pessoas que, né?
[54:36] Os ateus, por exemplo, que para não ter problema nenhum com
[54:38] isso, estou dizendo AAA minha noção.
[54:40] Não quer dizer que não tem nenhum problema com isso.
[54:42] Se não, se não necessariamente. Eu lembro que Oo.
[54:45] Woody Allen uma vez deu uma entrevista para a folha há
[54:48] alguns anos atrás, já talvez mais de 15 anos, que ele dizia
[54:51] que ele foi deprimido a vida inteira porque ele não
[54:54] acreditava em Deus. Né?
[54:56] Mas o que eu quis dizer é que não necessariamente não tem
[54:59] problema com isso. Pode ser que a lida é diferente,
[55:05] entendeu? É talvez sofrer com isso, seja?
[55:08] Diferente é diferente. Mas assim, o que eu IA dizer
[55:11] para você, Thiago, é que assim, essa relação entre fé e
[55:14] inteligência AAA na história do do catolicismo especificamente,
[55:21] né? Isso sempre foi uma coisa muito
[55:23] importante, tanto que. AA igreja católica ela sempre
[55:30] entendeu. E isso era um dos problemas com
[55:32] os jasenistas, né? Que não deixou de ser católico,
[55:36] mas ficou ali na marca do pênalti, digamos assim.
[55:41] É que acreditar que o único caminho para Deus é a fé, que é
[55:48] chamado de fideísmo, né? Que isso é?
[55:54] Não é exatamente uma meresia, mas é prima de uma merecia.
[56:00] Porque porque Deus é racional? É racional.
[56:06] Acreditar em Deus é racional no sentido de que é a melhor
[56:11] explicação para a origem das coisas.
[56:14] É racional porque AA inteligência busca esse
[56:19] princípio. E porque existe racionalidade do
[56:24] mundo, existe racionalidade na natureza e a própria capacidade
[56:30] humana de ter Descoberto o método científico desse ponto de
[56:34] vista é a prova de que há uma inteligência por detrás disso.
[56:39] É mais ou menos do que o descartes falando um método, né?
[56:41] Sim, eu falei, isso é se a gente foi capaz de descobrir, porque
[56:44] alguém foi capaz de revelar? Isso mesmo, e colocar em nós a
[56:47] capacidade de fazer isso e tal. Então AA, então, na tradição
[56:53] católica especificamente, é visto como um erro de approach,
[56:58] digamos assim, achar que o único caminho é só pela fé não é fé e
[57:03] inteligência. Como que 2 asas?
[57:07] E às vezes se relaciona isso de uma forma ligeira?
[57:11] A inteligência, Tomás. A fé.
[57:13] Agostinho. É eu.
[57:14] Eu Acredito muito no caminho da fé, né?
[57:16] Mas, mas romanos capítulo um apóstolo Paulo dá uma dica
[57:20] importante, quando ele vai jogar alguns seres humanos a sua
[57:24] própria sorte, ele fala o seguinte, tá aí a natureza, tá
[57:29] aí o Sistema Solar, tá tudo aí, vocês não quiseram vendo isso,
[57:33] vocês não acreditaram em Deus, quiseram rejeitá lo.
[57:35] Então, sejam abandonados à própria sorte, cada um se
[57:38] entregue aos seus próprios desejos.
[57:40] Ele condena se dane. É, entrega todo mundo, né?
[57:43] É? Porque até ser apocalíptica da
[57:45] onde veio o cristianismo, tem mal, tem inferno.
[57:48] Tem gente que se ferra, né? Fazer contraste.
[57:51] É Oo. Você deve ter conhecimento.
[57:54] É claro que uma das maiores é disputas ou brigas.
[57:59] É no mundo evangélico, não católico.
[58:03] É a questão justamente do, do do calvinismo com.
[58:08] O arminianismo, né, que o arminiano acredita que diacobre
[58:12] os armínios holandês acredita em livre arbítrio e João Calvino,
[58:17] aliás, estou indo para Genebra essa semana, vou dar uma
[58:19] estudada lá é sobre isso, é calvino acreditava é que não
[58:26] existe livre arbítrio. Você foi escolhido por Deus, uns
[58:29] para o céu e outros para o inferno.
[58:30] Acabou quem foi escolhido para o inferno, não importa o que faça
[58:32] e tal é. E isso é uma discussão
[58:36] teológica. É claro que não deve ser levado
[58:39] AAA conceitos populares, por exemplo, não tem o porquê.
[58:42] Os evangélicos quer discutir um assunto como esse, porque não
[58:44] vai interferir No No resultado final, que é a salvação para
[58:48] quem é evangélico, né? Mas existe essa essa briga, né?
[58:51] EE, como é que pode? É uma.
[58:53] Briga pesada? Essa aí pesadíssima, pesadíssima
[58:56] é eu. Eu participei de um podcast essa
[58:58] semana, de um de um líder calvinista, cara, super amoroso.
[59:04] Recebeu assim, super bem, rapaz. Os comentários são assim, eu fui
[59:09] chamado de vagabunda, terege assim de tudo se imaginar e a
[59:13] gente conversou de coisa normal assim, né?
[59:15] Eu tomei muito cuidado com as minhas palavras, mas é, é a
[59:18] briga é feia nesse nível o cara abre mão do amor de Cristo, tudo
[59:21] que Cristo pregou, não quero nem saber, o que importa é que você
[59:24] não é o que eu penso, então te condeno e acabou.
[59:27] É a maior prova de que a natureza humana sempre faz o seu
[59:30] estrago. É impressionante, né?
[59:32] Ela sempre aparece. Em momentos como esse, mas essa
[59:36] polêmica também que você citou, ela também aconteceu entre
[59:39] lutero e Erasmo? Sim, sim, sim.
[59:42] Né? O mesmo tipo de polêmica, o
[59:44] servo arbítrio, ou seja, não há livre arbítrio e a defesa do
[59:48] livre arbítrio. Essa é uma discussão Que Fora da
[59:51] teologia e hoje em dia ela tá presente nos debates sobre os
[59:56] limites da Liberdade, né? Até onde vai elementos que são
[1:00:01] determinantes. Alguém pode considerar a
[1:00:04] psicanálise em alguma medida determinista?
[1:00:07] Porque existe toda uma estrutura psíquica, né?
[1:00:10] Alguns podem entender que a as estruturas sociais são, em
[1:00:14] alguma medida, deterministas. Então, filosoficamente falando,
[1:00:20] não dá para simplesmente afirmar nem a nem menos a entende nessa
[1:00:26] discussão. É claro que teologicamente é
[1:00:28] outro papo, mas é muito interessante, Tiago, porque.
[1:00:31] A própria noção de autonomia moral, que é eminentemente
[1:00:34] Moderna. Se você rastrear o processo que
[1:00:38] tem tudo a ver, inclusive com o cristianismo, com o
[1:00:40] protestantismo, aparecer esse debate, mas Kant ao grande
[1:00:46] filósofo que sustenta isso e sistematiza isso é uma ideia, a
[1:00:52] ideia de que todos somos capazes e portadores de uma razão que
[1:00:57] pode nortear nosso comportamento e tal.
[1:01:01] No fundo, não tem tanto fundamento assim.
[1:01:04] Se você observar em piria, entende, não é fácil.
[1:01:08] Assim tem um verso de Paulo que fala, olha, não fica discutindo
[1:01:10] coisas vãs que não vão dar em coisa nenhuma, em fábulas e
[1:01:14] teorias que não termina em nada. Eu acho que tem coisas que são
[1:01:18] importantes a gente discutir e existem coisas que a gente pode
[1:01:22] ficar 3 horas discutindo que no final você vai ter tua razão,
[1:01:25] vou até minha e não vai dar em nada, né?
[1:01:27] É? Esses dias eu escutei um.
[1:01:29] Uma pessoa que entende de filosofia falando o seguinte,
[1:01:32] Ah, se você não ler alemão, você não está preparado para estudar
[1:01:34] a verdadeira filosofia, e você começou falando que a filosofia
[1:01:38] você lê em grego, né? É então assim, a origem é grega.
[1:01:42] É exatamente. Mas se a gente botar a gente
[1:01:43] para discutir, vai ficar discutindo coisa que no final
[1:01:45] vai dar, que é isso. Ou seja, eu vou, eu vou ler ou
[1:01:48] deixar de ler filosofia, porque você me provou que eu tenho que
[1:01:51] ler em alemão e não em português.
[1:01:52] É, existem coisas que não deixam de ser verdade, ou pelo menos Oo
[1:01:57] teu senso, o teu lado da história.
[1:01:59] Mas que não vai mudar o futuro das coisas, sabe?
[1:02:02] Agora é uma coisa que eu e eu quero agora conversar um
[1:02:06] pouquinho sobre a primitividade do ser humano, sim, instintos,
[1:02:11] emoções, et cetera, porque esse é um assunto que eu vou abordar
[1:02:15] no nosso encontro, na minha palestra, sei que está em casa.
[1:02:20] Eu vou falar o seguinte, ó, eu vou fazer uma análise rápida
[1:02:23] teológica sobre o ser humano. O ser humano é criado em Gênesis
[1:02:27] um. Em Gênesis 6, Deus destrói o ser
[1:02:31] humano. Ele durou 6 capítulos.
[1:02:35] Eu vou falar sobre isso, ó diabo, não precisa nem o diabo,
[1:02:38] né? Da figura pra é é cristã, até
[1:02:41] judaica também, né? É do.
[1:02:43] Inimigo é nasce judaica. É a figura do inimigo.
[1:02:46] Não precisa nem se meter. Foi só inveja, ciúme, disputa,
[1:02:51] sentenças desproporcionais do tipo vamos matar esse cara
[1:02:53] porque ele tá sonhando muito, José no Egito.
[1:02:55] Ou Caim mata Abel, porque a oferta de Abel foi aceita dele,
[1:02:58] não. Ou seja, os seres humanos, com
[1:03:00] as suas emoções, instintos primitivos, se autodestruíram em
[1:03:04] 6 capítulos. Não precisa de força do mal, né?
[1:03:09] Como é? Como é que a gente pode fazer
[1:03:12] bom, bom teologicamente, o mundo já é no maligno, então a gente
[1:03:15] não pode ter tanta Esperança no mundo teologicamente, mas as
[1:03:18] pessoas têm Esperança apesar de estarem no mundo.
[1:03:21] É o que a gente pode fazer para melhorar um pouco.
[1:03:25] O pensamento das pessoas, porque toda reação é fruto da
[1:03:28] alimentação de um pensamento, né?
[1:03:30] Por exemplo, se você me der um tapa na cara agora, não tem
[1:03:33] chance de eu te dar um outro na cara, porque eu nunca pensei em
[1:03:37] dar tapa na cara de ninguém não é um pensamento que o alimento
[1:03:39] não estou dizendo que eu nunca fui tentada pensar, não estou
[1:03:41] dizendo que eu nunca alimentei esse pensamento, então você vai
[1:03:43] me dar um tapa na cara, eu vou ficar sem reação, eu posso até
[1:03:46] ter vontade de te bater, só não vou ter aquela reação automática
[1:03:49] de bater de volta porque não é um não é 11 pensamento que o
[1:03:52] alimento. Como é que a gente pode ensinar
[1:03:54] as pessoas a luz da filosofia agora a serem um pouco melhores
[1:03:59] em relação a essas emoções primitivas?
[1:04:02] Raiva, medo, inveja, ciúme, sentença desproporcional que é
[1:04:07] Ah, você é é de direita, Ah, você é de esquerda, então tomara
[1:04:10] que morra como eu vi esses dias o post de uma moça que faleceu
[1:04:16] e. Fulana de tal, aos 37 anos,
[1:04:20] infelizmente partiu aí deu o nome da doença que eu não lenho
[1:04:23] qual é e tudo, e amava o país e amava o seu partido, aí deu o
[1:04:29] nome do partido dela lá, rapaz, 30000 comentários, tinha 2
[1:04:34] danos, meus pêsames. O resto era que vá sentar no
[1:04:37] colo do diabo por causa do nome do partido dela.
[1:04:40] Então a pessoa então vamos lá, porque a mulher é de um outro
[1:04:44] partido que nem era o meu, tá? Aliás, eu não tenho partido, né?
[1:04:47] Deixando claro. Mas que nem era um partido que
[1:04:50] eu assim tenho simpatia. Eu vou celebrar a morte da
[1:04:55] mulher, ou seja, é totalmente desproporcional esse sentimento.
[1:04:59] A mulher nunca me fez mal, a mulher nunca mexeu com a minha
[1:05:02] família desproporcional. E se fosse um pensamento
[1:05:04] cristão, ainda que ela tivesse feito mal, eu teria que ter
[1:05:07] perdoado. Agora, a luz da filosofia, não
[1:05:10] do cristianismo. Como é que tem alguma chance do
[1:05:12] ser humano melhorar em cima? Nessa perspectiva de instintos
[1:05:16] primitivos e o que ele sente mesmo sem ser provocado?
[1:05:20] Olha a filosofia. Toda vez que algum filósofo
[1:05:25] postulou a ideia do ser humano, fica melhor.
[1:05:30] Lida melhor com o que a gente chama de paixões, por exemplo,
[1:05:33] como fala o backup, né? Vícios já no Aristóteles, a
[1:05:38] preocupação com as virtudes tem basicamente. 2 caminhos.
[1:05:45] Isso sem pensar numa filosofia cristã que introduz a ideia de
[1:05:48] Deus no meio e tal. Só a filosofia enquanto tal,
[1:05:52] enquanto herança grega, né? Existe basicamente 2 caminhos,
[1:05:57] um que era muito comum na antiguidade romana, e grega, que
[1:06:02] é a ideia de que a única forma de a gente melhorar é a gente se
[1:06:07] esforçar para praticar virtudes. É se esforçar para ser corajoso,
[1:06:16] se esforçar para ser generoso, se esforçar para ser
[1:06:19] disciplinado, se esforçar para ser justo, sempre sabendo que
[1:06:24] você nunca consegue. Aí é a palavra grega aretê, que
[1:06:29] a gente traduz realmente por virtude.
[1:06:31] Também pode ser traduzida por excelência.
[1:06:34] Quer dizer, a ideia de você atingir algum grau de excelência
[1:06:37] nessas virtudes que, somadas, melhoram o convívio na pólis.
[1:06:43] Então, portanto, na antiguidade, melhorar é desenvolver certos
[1:06:49] comportamentos que melhoram o convívio na pólis, então nunca é
[1:06:54] pensado enquanto melhorar indivíduo unicamente entende o
[1:06:59] indivíduo está sempre inserido no ambiente político, não
[1:07:03] partidário, político de pólis, de convívio dentro de um grupo,
[1:07:08] entende de uma cidade, né? Isso é muito comum na filosofia
[1:07:12] antiga, praticamente se você pensar em Platão, Aristóteles,
[1:07:20] estoicos, epicuristas, céticos. Os gregos antigos concordam com
[1:07:28] as diferenças enormes que tem entre as escolas filosóficas que
[1:07:34] sem o esforço pra você, por exemplo, controlar apetites, até
[1:07:38] parece cristianismo. Mas não é controlar na direção
[1:07:42] do ascetismo quando, como alguns cristãos chegaram, a ideia de,
[1:07:47] por exemplo, para o epicura, o prazer na vida é não sentir dor,
[1:07:52] é você não ser escravo do desejo, por exemplo.
[1:07:57] Entende? Esse é um caminho.
[1:07:58] Hum. Ou seja, e é o que chamaria hoje
[1:08:01] uma espécie de quase terapia cognitiva.
[1:08:04] Aham, né? Treinamento, esforço, mudança de
[1:08:07] crenças, reprogramação mesmo. É isso aí.
[1:08:10] Apesar dessa linguagem não estar presente de forma nenhuma, é.
[1:08:13] Óbvio, e no cristianismo, esse domínio só é possível através do
[1:08:17] Espírito Santo, né? Por mais esforço que você faça,
[1:08:20] você não consegue controlar um impulso ou um vício.
[1:08:23] Sem a ajuda do Espírito Santo, teoria cristã tá agora já.
[1:08:26] E tem um outro caminho, que é pelo uso que vai aparecer no
[1:08:29] século 18, principalmente, que é profundamente antirreligioso,
[1:08:35] anticlerical como se fala. E é a ideia de que é a
[1:08:39] racionalidade, a República, a educação, que é o que está
[1:08:45] presente até hoje, é que melhora o ser humano.
[1:08:50] Eu, eu acabei de ler, leviatando hobbes.
[1:08:52] Complexo. Eu para o meu nível intelectual.
[1:08:56] Mas li todo e ele diz o seguinte, é melhor um governo
[1:09:02] muito ruim do que não ter governo, que se deixar o homem
[1:09:06] sem governo, ele mata a ele, destrói a pólis, ele ele vai se
[1:09:09] autodestruir, ele não vai ter coletividade, né?
[1:09:13] E parece que o ser humano está sempre precisando ser vigiado.
[1:09:17] Eu estou escrevendo sobre isso. Se não tivesse câmera de
[1:09:19] vigilância, não tivesse Deus para ser um juiz para te julgar,
[1:09:23] não tivesse polícia para te prender, quem você realmente
[1:09:26] seria? É é dostoievski que fala, se
[1:09:31] Deus resistir, tudo é permitido. Exatamente, né?
[1:09:34] Eu acho que não se escreve nada de novo, né?
[1:09:36] Você você escreve a mesma coisa de uma forma diferente.
[1:09:39] É que é o ser humano, é o mesmo problema, o tempo.
[1:09:42] Todo. E já foi muito lido por grandes
[1:09:44] filósofos, né? Deixa eu fazer uma pergunta
[1:09:46] também. Qual é a sua real impressão do
[1:09:51] estoicismo? Você gosta, não gosta, você
[1:09:55] acha? Que gosto do estoicismo?
[1:09:58] Porque ele é altamente aplicável, né?
[1:10:01] É que nos dias de hoje. Assim é que hoje se faz muito
[1:10:04] uso do estoicismo, como quase fosse uma espécie de.
[1:10:10] Autoajuda motivacional? Então tem tudo.
[1:10:14] Aprenda a viver como imperador, né?
[1:10:16] Como vivia? Marco Aurélio o estoicismo é uma
[1:10:20] filosofia encantadora e filosofia a gente chama de
[1:10:23] constante estoica, porque é uma constante estoica, porque é uma
[1:10:29] filosofia que tem certos pressupostos que atravessam o
[1:10:33] tempo. Se usa muito comumente 2
[1:10:36] movimentos. Na filosofia que você usa,
[1:10:39] expressão constante, constante estoica, constante romântica,
[1:10:44] sendo que a romântica é de 18 para cá, do final de 18 para cá
[1:10:49] e o estoicismo é uma filosofia que carrega os tons na
[1:10:54] capacidade racional prática de eu saber fazer o discernimento
[1:10:58] entre o que eu controlo e o que eu não controlo.
[1:11:03] Isso eu acho fantástico. Eu tenho.
[1:11:05] E só que para um estoico grego ou Romano, os famosos mais são
[1:11:09] os romanos, apesar que nasceu em Atenas, o estoicismo tanto
[1:11:14] nomes. Você sabe, em em atos eles
[1:11:18] menciona alguns históricos estoicos, me me questionaram
[1:11:21] sobre tal. É porque era filosofia
[1:11:23] predominante no Império Romano, era o estoicismo.
[1:11:27] Quando Agostinho fala que o filósofo precisa chorar, né?
[1:11:32] Ele tá pensando no estoico porque era visto como um cara de
[1:11:36] nariz em pé, porque tinha autocontrole.
[1:11:39] AAO objetivo do estoicismo é atingir o que ele chamava de a
[1:11:42] paté estoica, a paté estoica não é apatia, não tem nada que ver
[1:11:48] com apatia. A paté estoica é você conseguir
[1:11:51] manter uma distância daquilo que tira o seu juízo.
[1:11:56] Certo, patos? Né?
[1:12:00] Que manter você ser, de certa forma, em alguma medida
[1:12:05] indiferente, ninguém consegue ser plenamente, mas levar sua
[1:12:09] alma. Uma outra expressão muito comum,
[1:12:12] a ataraxia, que é 11 estado em que a alma fica calma, porque a
[1:12:18] alma tem sempre uma tendência a viver em tempestade.
[1:12:22] Então, uma das formas de você fazer isso.
[1:12:25] É você, por exemplo, não ficar tentando controlar o futuro o
[1:12:28] tempo inteiro ou se. Preocupando com ele?
[1:12:31] Se preocupando com ele o tempo todo?
[1:12:33] Tão pouco você ficar sofrendo com o que passou.
[1:12:36] Mas Marco Aurélio, por exemplo, dizia de manhã todo dia, de
[1:12:42] manhã cedo. Eu preciso entender que ao longo
[1:12:46] do dia eu vou encontrar muitas pessoas que eu vou considerar
[1:12:49] meio idiotas, por exemplo. Né?
[1:12:53] Então o problema que eu acho. Thiago, primeiro, o estoicismo
[1:12:58] não foi pensado como uma escola para ensinar você ter sucesso
[1:13:04] material na vida. Pelo contrário, o estoicismo tá
[1:13:07] muito perto da ideia do que se do que se chama de desapego, né?
[1:13:15] Desapegar de coisas materiais. Se desapegar.
[1:13:20] Da vida enquanto está das? Preocupações que são é
[1:13:24] incontroláveis, que você não tem nenhum tipo.
[1:13:27] De dúvida é isso aí, é? Mas o que eu acho interessante
[1:13:29] no cristianismo, fazendo um paralelo rápido, é que, por
[1:13:31] exemplo, você está me dando reflexões filosóficas que o
[1:13:35] cristianismo também faz. Por exemplo, o teu passado está
[1:13:38] no mar do esquecimento? Não se, ou seja, não fica
[1:13:40] culpado pelo passado, está perdoado.
[1:13:42] Teu futuro está na mão de Deus. O apóstolo Paulo fala em
[1:13:44] filipense, não andeis ansiosos por coisa alguma.
[1:13:48] Deus está cuidando de tudo. Ou seja, de alguma forma, o
[1:13:51] cristianismo sempre está trazendo essas respostas
[1:13:54] filosóficas, só que espiritualmente, num contexto
[1:13:57] espiritual. Porque eu não me preocupo com o
[1:13:59] dia de amanhã, porque eu não tenho controle, não, porque Deus
[1:14:02] está no. Olhai os lírios dos.
[1:14:04] Campos é Mateus 6, né? Ah, é os lírios do campo não
[1:14:08] sabem tecer, mas nem Salomão, com toda a sua Glória, conseguiu
[1:14:12] se vestir como um deles. Você acha que Deus não vai te
[1:14:13] vestir? Então essa questão de não se
[1:14:16] preocupa, de eu estar no controle, isso é totalmente
[1:14:20] ligado a fé. Não, não, não tem muita
[1:14:23] inteligência nisso. Vou ter que acreditar numa coisa
[1:14:25] que não tem contrato. Cadê o contrato que Deus vai
[1:14:28] cuidar de mim? Não tem, não, tem que acreditar.
[1:14:30] É que o soicismo vai pelo, como eu dizia, uma espécie de
[1:14:34] trabalho racional, de autocontenção de entendimento,
[1:14:39] por isso que o Agostinho achava que isso era arrogância.
[1:14:43] Vamos falar rapidamente de Agostinho, porque eu IA tocar no
[1:14:47] assunto de se o ser humano consegue sentir algumas coisas
[1:14:52] se ele soubesse que Deus não existe.
[1:14:53] Por exemplo, o cara nasceu no meio da floresta, então não tem
[1:14:57] nenhuma noção de Deus. Não chegou nenhum tipo de
[1:15:00] crença, nem católica, nem cristã, nem judaica, nada
[1:15:03] islâmica, nada. O ser humano por si só, ele fez
[1:15:09] algo errado. Que ele não sabe se é errado ou
[1:15:12] não. Porque não tem lei, não tem
[1:15:15] Deus, não tem religião. Ele vai sentir culpa.
[1:15:19] Então, entendi. Então não tem regra, não tem
[1:15:26] juiz, eu vou sentir culpa? Então, essa situação não se
[1:15:32] conhece. Já se cogitou isso em filmes,
[1:15:35] né? Figuras que teriam vivido assim
[1:15:37] porque? Todos os povos conhecidos até
[1:15:42] hoje, sejam povos que produziram civilizações geograficamente
[1:15:46] gigantescas ou civilizações mais territorialmente,
[1:15:51] geograficamente menores, sempre você tem certos códigos de
[1:15:55] conduta, né? Mesmo que a gente não use a
[1:15:59] expressão culpa. Mas existem injunções Morais,
[1:16:03] interdições, né? Então é difícil.
[1:16:08] Imaginar um ser humano que não tenha vivido dentro de certas
[1:16:12] interdições Morais, de alguma ordem.
[1:16:16] Agora, pensando, abstratamente a ideia de que se o ser humano
[1:16:21] vivesse assim, ele poderia ser como os animais, né?
[1:16:27] Do ponto de vista darwinista, nós começamos assim, nós éramos
[1:16:32] assim. E quando a gente passou?
[1:16:37] A ser aquilo que alguns chamam de o animal moral.
[1:16:41] Ou seja, a gente começou a criar regra, a gente começou a sofrer.
[1:16:47] Quando não obedece as regras, a gente começou a se sentir culpa
[1:16:51] moral, porque não é o cristianismo que vetou a culpa.
[1:16:53] A culpa é um traço da natureza humana em muitos casos, né?
[1:16:57] Então, assim, nesse momento, a moral parece ter sido
[1:17:01] fundamental para adaptação, tanto que é uma espécie moral.
[1:17:04] É uma espécie que sente culpa, que pensam o que é certo e
[1:17:07] errado é que identifica comportamentos violentos ou não,
[1:17:12] que identifica quando vê atos de generosidade ou não.
[1:17:15] Então a capacidade moral, segundo a teoria evolucionista,
[1:17:20] ela em algum momento surgiu em nós como fruto da própria Bye
[1:17:25] products, do desenvolvimento cerebral, né?
[1:17:28] Da nossa história fisiológica. E isso.
[1:17:31] Em algum momento, por exemplo, a nossa preocupação com a prole,
[1:17:37] se a gente não tivesse começado a tomar conta da prole, achar
[1:17:40] fofinha, ter vínculo, a gente não tinha sobrevivido porque se
[1:17:44] morria o tempo todo. Só o número de mulheres que
[1:17:47] morria dando a luz, o número de bebês.
[1:17:50] Que não resistiam? Que não resistiam, né?
[1:17:53] Então, o animal moral, como se fala em darwinismo?
[1:17:57] Em teoria evolucionista, ele parece uma teoria razoável.
[1:18:00] Então agora, se você pergunta se um homem, um ser humano, vivesse
[1:18:05] num ambiente como esse, ele desenvolveria culpa,
[1:18:10] responsabilidade. Parece que é isso que aconteceu
[1:18:14] na seleção natural não era assim.
[1:18:17] E ao longo do processo, a gente foi desenvolvendo.
[1:18:22] Elementos dessa ordem, inclusive do ponto de vista dos afetos,
[1:18:26] que a moral também é afetiva, a vergonha, o elemento moral
[1:18:30] fundamental. A moral é cultural.
[1:18:34] Códigos tá correto observar que existem códigos Morais que são
[1:18:43] localizados aqui e ali, né? Por exemplo, canibalismo,
[1:18:48] ritualístico, né? Agora?
[1:18:52] O que não é cultural no sentido de ser local.
[1:18:56] É isso que eu quero dizer. Cultural no sentido de uma
[1:18:58] cultura é AA, outra cultura é b. É como eu dizia antes,
[1:19:04] aparentemente o homo sapiens sapiens, em algum momento do seu
[1:19:08] processo revolucionário, adentrou o território da
[1:19:14] experiência moral. E isso assim o assado.
[1:19:20] Parece ter sido uma experiência que se espalhou pela humanidade,
[1:19:25] porque quem a teve reproduziu melhor, que é a tese da.
[1:19:30] Vinista e depois que a conheceu não consegue abandoná la ninguém
[1:19:34] que conheceu a moralidade consegue fingir que não existe.
[1:19:36] Mais é, a gente vive dentro de vários códigos, várias injunções
[1:19:40] que não. Pode?
[1:19:41] O apóstolo Paulo fala, se eu não me engano, nem romanos falou
[1:19:44] assim, nós sabemos que estamos em pecado por causa da lei.
[1:19:48] Ou seja, a lei judaica deixou claro que é o que é, o que eu
[1:19:52] faço. É certo ou errado, né?
[1:19:53] Ou seja, tinha que ter algum código para eu saber, eu quebro
[1:19:57] ou eu obedeço, né? Mas eu toquei nesse assunto por
[1:19:59] causa de Agostinho, porque, Alê, as confissões de Santo
[1:20:02] Agostinho, você vê o desespero dele quando ele começa a
[1:20:05] perceber o estado, né? É, vou usar a palavra
[1:20:12] pecaminoso, não sei se você usaria uma palavra melhor,
[1:20:15] filosoficamente. É ele usaria?
[1:20:17] Ele usaria, né? É quando ele começa a perceber
[1:20:20] assim, é suas limitações, suas tentações, como é que ele vai
[1:20:26] lidar com certas coisas, como é que ele vai lidar com o que já
[1:20:28] fez. É você que leu Agostinho o
[1:20:34] suficiente? Como é que você me explica essa
[1:20:37] questão do do ser humano? Resolver culpas,
[1:20:41] arrependimentos, frustrações, sensação de.
[1:20:45] Incapacidade de ser melhor, baseado na filosofia de
[1:20:51] Agostinho. A antes de tudo, se a gente
[1:20:54] pensar em em confissões, né? Confissões uma das leituras
[1:20:59] filosóficas e teológicas mais interessantes de confissões é
[1:21:03] entendê lo o livro como um livro que Agostinho tá tentando
[1:21:09] identificar, onde na vida dele a graça se manifestou, né?
[1:21:13] O ato de confissão confessar em Roma era aquilo que alguém que
[1:21:21] quebrou a lei criminoso, não necessariamente que matou
[1:21:24] alguém, mas alguém que cometeu um crime, ou seja, agiu contra a
[1:21:28] lei, fazê lo em público e reconhecer que não merece
[1:21:35] salvação. Então, quando a quando o
[1:21:37] Agostinho chama o livro dele de confissões?
[1:21:41] Quando aquilo é confissões? Sendo ele Romano, né?
[1:21:45] Que aprendeu a falar Latino, berço, certo era a língua, ele
[1:21:50] era um cidadão Romano e tudo, ele e a família dele inteira.
[1:21:53] Quer dizer, significa que ele tá colocando aquele livro no ângulo
[1:21:59] de alguém que tá dizendo, eu sei, eu vou radicalizar a
[1:22:03] expressão para passar a ideia. Eu sei que eu não presto, eu sei
[1:22:08] que eu não mereço perdão, eu sei que eu fiz tudo errado.
[1:22:13] Entende que é o sentido forte da ideia de confissão, né?
[1:22:18] Eu reconheço, eu reconheço. Exatamente.
[1:22:20] Eu assumo publicamente porque a confissão era pública sempre,
[1:22:26] né? Publicamente.
[1:22:28] E o desespero do Agostinho, que ele descobre confissões, é um
[1:22:35] livro que inventou a noção de espaço interior, né?
[1:22:38] Agostinho inventou isso no livro de confissões.
[1:22:42] Ele criou isso que depois vai fazer carreira no monarquismo e
[1:22:47] depois vai virar psicologia, né? É a noção de que existe um
[1:22:53] espaço interior e não só o mundo do lado de fora.
[1:22:59] Existe um tempo interior, um espaço interior.
[1:23:03] E é por isso justamente que Agostinho diz que ele procurou
[1:23:06] Deus nos Montes no oceano. Quando na realidade, ele tava
[1:23:13] dentro dele. Procurou fora, tava?
[1:23:15] Mais íntimo de mim do que eu sou de mim mesmo, quer dizer,
[1:23:19] portanto, se Deus é mais íntimo de mim do que eu sou de mim
[1:23:22] mesmo, é porque existe um íntimo e esse íntimo sou eu por dentro.
[1:23:28] Portanto, existe um espaço interior, entendeu?
[1:23:31] Existe uma a Siri falando, existe um espaço dentro de mim,
[1:23:36] então. E eu diria para você assim,
[1:23:39] primeiro, para o Agostinho, como ele vai ser reconhecido pela
[1:23:42] igreja, por lutero, que não está na igreja, que rompeu com a
[1:23:46] igreja? Ele é o doutor da graça, né?
[1:23:50] O filósofo que foi mais longe na reflexão sobre a graça.
[1:23:54] Nós temos poucos filósofos cristãos que comunica com os 2
[1:23:58] lados, né? O católico e o protestante
[1:24:00] total. Lutero é agostiniano e a igreja
[1:24:06] católica considera Agostinho o doutor da graça da igreja
[1:24:09] católica, né? Então assim, então, do ponto de
[1:24:13] vista do Agostinho, eu acho que existe o caminho da graça.
[1:24:17] É claro que é aqueles que recebem a graça.
[1:24:20] E existe o caminho da inspeção interior, como se fala em
[1:24:23] filosofia, né? Mas você só pode fazer inspeção
[1:24:28] interior se existe interior. Daí o Agostinho vai.
[1:24:34] Lançar hipóteses como memória interior.
[1:24:42] Eu lembro do que eu fiz, né? Eu eu sei que existem coisas nas
[1:24:49] dobras da minha memória que eu não sei, mas eu sei que deve
[1:24:54] estar lá, certo? Então é por isso que ele é o
[1:24:58] grande patrono da psicologia. Profunda isso você falou, me
[1:25:01] lembro um Salmo. Davidko que ele dizia o
[1:25:04] seguinte, senhor, perdoe me das iniquidades que me são ocultas,
[1:25:09] ou seja, aquelas que eu não consigo lembrar.
[1:25:11] Então, na dobra da memória, não lembro.
[1:25:16] E Davi fala isso em Salmos. É impressionante.
[1:25:18] O Agostinho tem chegou até nós, né, muito sermão dele, que fala
[1:25:25] dos Salmos. Né?
[1:25:26] É, né? Eu quero te fazer algumas
[1:25:28] perguntas pessoais, porque quando eu digo pessoais.
[1:25:32] É que eu quero dizer que é que eu faria se eu tivesse sozinho
[1:25:34] com você, tá? Sim.
[1:25:36] Como você lê, você leu 11 livro só por vez, 2 ao mesmo tempo, a
[1:25:42] 3, vários. Você pega valendo um pouquinho
[1:25:45] de cada um. Eu leio ritmo de leitura.
[1:25:48] É assim pela manhã, pela tarde, pela noite, qualquer momento.
[1:25:51] É, então eu leio vários livros ao mesmo tempo.
[1:25:54] Vários ao mesmo tempo. E assim, tem livros que eu
[1:25:57] começo a ler e não gosto jogo fora que eles jogo fora de lado.
[1:26:01] Tem livros que eu li até uma parte tempos depois eu lembro,
[1:26:06] sabe que ele aí eu volto para o livro e acabo nele.
[1:26:09] Tem livros que eu começo e vou até o fim.
[1:26:12] Qual foi a sua? Ah, ritmo, ritmo, ritmo, então.
[1:26:19] Ritmo e horário você lê quanto tempo e.
[1:26:21] Eu leio qualquer hora que eu tiver tempo.
[1:26:23] Qualquer hora que tiver tempo. É assim, essa coisa de ritmo de
[1:26:28] leitura. É uma coisa assim que o meu pai,
[1:26:31] que falava muito de leitura comigo, gostava muito de ler.
[1:26:34] Falava isso de você porque eu tava no segundo ano da faculdade
[1:26:40] de medicina quando eu casei, né? Então ele falou para mim, olha,
[1:26:44] você vai ter que estudar o tempo todo.
[1:26:49] Toda brecha de tempo que você tiver, você vai ter que estudar,
[1:26:52] se referindo à faculdade. Então isso se tornou uma segunda
[1:26:58] natureza, como diria Aristóteles.
[1:27:00] Então eu leio a qualquer hora que eu tiver é se eu achar que
[1:27:06] eu vou ficar esperando. Um momento exato.
[1:27:09] Estarei sozinho. Ah, tá aí.
[1:27:11] Nunca. Aí eu levo o livro, não se.
[1:27:13] Eu achar? Ah, tá, se você tiver a
[1:27:14] programação. De é, eu vou para um lugar.
[1:27:17] E eu eu sei que tem uma chance enorme de eu chegar meia hora
[1:27:20] antes, sei lá, entendi e eu não estou com ninguém.
[1:27:24] Eu vou estar com o livro na mão, né?
[1:27:26] Avião, por exemplo, anão ser quando eu durmo.
[1:27:29] Que avião me dá sono? É.
[1:27:31] Mas quando eu fico a conta. Pergunta polêmica Kindle?
[1:27:36] Você tem preconceito? Você só lê livro físico ou
[1:27:39] Kindle te resolve às vezes. Nenhum preconceito nenhum contra
[1:27:42] Kindle. Zero.
[1:27:44] É, eu também, eu tinha, tu acredita?
[1:27:45] Weller, você que é leu os os pergaminhos originais do mar
[1:27:51] morto? E pouca é ele.
[1:27:54] Ele não gosta muito do quino porque ele teve contato, né?
[1:27:58] Sim, sentiu o papel ali. Sentiu o?
[1:28:00] Papeiro ali, ó você. Pegou o papiro do Egito na mão,
[1:28:03] entendeu? Senti o cheiro assim, mas era.
[1:28:05] Santa eu tinha, eu tinha OOO. Pondé.
[1:28:08] Você acredita que eu tinha um preconceito?
[1:28:09] Falei, não. Livro físico é insubstituível.
[1:28:12] Continua achando que é? É, mas em uma viagem, minha
[1:28:17] esposa falou assim, toma isso aqui, que era o Kindle dela, e
[1:28:21] leva para você ler no avião, em vez que eu estava botando 3
[1:28:23] livros na mochila. Aí eu falei, leva isso aqui está
[1:28:25] os 3 aí. Aí quando eu descobri isso,
[1:28:28] primeiro que eu descobri que dava para dormir lendo sem
[1:28:31] incomodar minha esposa, porque eu tinha que botar a luzinha
[1:28:34] para ler. Eu.
[1:28:34] Descobri isso tudo também. Aí eu durmo lendo o Kindle aqui
[1:28:38] vai dando soninho, pô. Então assim, eu leio Kindle mais
[1:28:41] à noite para dormir e o resto eu leio.
[1:28:43] É livro físico? É outra pergunta.
[1:28:47] Se você pudesse indicar 3 livros obrigatórios para quem quer
[1:28:54] pensar melhor, entender um pouco a vida ou filosofar.
[1:29:00] Ou seja, livro 3 livros, obrigatório falar assim, olha,
[1:29:02] filosofia, tem muita coisa, mas esses 3 aqui você tem que ler.
[1:29:06] Você consegue lembrar de 3? Olha, o primeiro livro que eu
[1:29:10] diria é confissões do Agostinho. Confissões.
[1:29:15] Outro mal estar na civilização do Freud, sem dúvida nenhuma.
[1:29:22] E quer dizer, esses 2 livros que eu já citei é, é claro que são
[1:29:27] opiniões minhas, mas não são opiniões.
[1:29:30] Isso é um consenso. Tá de que?
[1:29:34] Os 2 são grandes livros, né? Inclusive o mal estar na
[1:29:38] civilização como um dos maiores textos que já foi escrito,
[1:29:43] digamos, no século 20, que é o caso, né?
[1:29:47] 1930? Bom, agora são tantos, né?
[1:29:50] Eu diria a ética nicômaco do Aristóteles também um grande
[1:29:55] livro, principalmente por conta. De todas essas discussões de
[1:30:04] ética e moral que se faz hoje, né?
[1:30:09] Agora, literatura, crime, castigo que você falou, sonho de
[1:30:12] um homem ridículo do Dostoiévski é um conto maravilhoso.
[1:30:17] Esse eu não lindo sonho de um homem.
[1:30:18] Maravilhoso é. É um conto tardio, já no final
[1:30:22] da vida dele. Eu acho a melhor entrada na obra
[1:30:26] do Dostoiévski. E é um conto que você lê no
[1:30:28] final de semana, né? É, são muitos.
[1:30:34] Está ótimo. É isso aqui já fica com uma
[1:30:36] indicação, né, Wesley? Vai, Wesley, quer perguntar.
[1:30:39] É, vocês estavam falando mais cedo que é, não tem nada novo.
[1:30:44] O que os filósofos falaram era alguma coisa de algum alguém que
[1:30:47] já falou aquilo. Nilton, ele falou isso que ele
[1:30:50] viu longe, porque estava nos ombros de outras pessoas.
[1:30:54] Agora, Jesus teve essa pessoa para Jesus também, que pode ter
[1:30:58] sido que ele tenha falado algo que ele pegou de algum filósofo
[1:31:01] ou tudo que Jesus falou era inédito.
[1:31:06] De filósofo, entendendo filosofia na sua origem como
[1:31:10] grega, não, ele não pegou de ninguém, digamos assim.
[1:31:15] Agora situando Jesus da sua época.
[1:31:18] No judaísmo da sua época, Jesus é um judeu inserido.
[1:31:24] No contexto da sua época, que falou coisas que era
[1:31:30] interpretações de textos que já existiam, por exemplo, levítico
[1:31:35] 1918 amar o teu próximo como a ti mesmo.
[1:31:39] Isso já tava lá, né? Assim ele pegou isso e pode ter
[1:31:45] ampliado isso até amar seus inimigos ou quem te odeia,
[1:31:50] certo? Fazendo um processo de
[1:31:52] radicalização, logicamente falando, mas assim a Jesus, ele
[1:31:59] historicamente falando, quando você pega autores, seja o
[1:32:03] verbis, por exemplo, que também é um autor importante, Geisa
[1:32:06] verbis nesse campo, ou o próprio flusser, entre tantos outros,
[1:32:12] você vê que Jesus ele tá. Ele é um judeu apocalíptico da
[1:32:16] Mística, visionária da época. Que faz afirmações que são
[1:32:23] originais dentro de uma tradição.
[1:32:26] Então você pode dizer que ele também subiu no ombro de alguém
[1:32:29] da tradição que veio antes dele, entende agora a originalidade?
[1:32:37] Ela não está no fato de que você não subiu no ombro de ninguém.
[1:32:41] A originalidade está no fato de que você, ao subir, consegue ver
[1:32:45] coisas que aquele sobre quem você subiu não viu.
[1:32:50] Entendeu? E tem 111 observação, nesse caso
[1:32:54] de Jesus, que se ele é o logos, a palavra que ele reforçou, ou
[1:32:57] seja, em levítico ou qualquer coisa, foi ele mesmo que
[1:33:00] escreveu, né? Ele que inspirou.
[1:33:02] Se isso está em João aham, tá isso, tá isso tá lá no João, né?
[1:33:07] Então ele só se repetiu, entendeu?
[1:33:08] É quando você parte do pressuposto do que está escrito
[1:33:11] em João e se ele é o logos, portanto, ele é o verbo.
[1:33:16] Que tudo criou, que tudo organizou, ele sempre existiu.
[1:33:19] Então ele é, na realidade, o princípio racional e lógico que
[1:33:23] sustenta todo o pensamento. Mas esse é um princípio
[1:33:27] teológico. É, tá em João.
[1:33:29] É lógico que a gente tá falando aqui de uma licença poética, né?
[1:33:32] Mas eu tava assistindo um episódio do the shoes esses
[1:33:35] dias, aquele aquela série. Eu já vi alguns de episódios.
[1:33:38] E aí tem uma parte que o cara tava tentando explicar Pra Ele
[1:33:41] que o posto era de Jacó. E que tinha uma bênção naquele
[1:33:45] poço. Jesus escutando, né?
[1:33:47] Ele falou assim não, porque Jacó, o nosso pai e tal, aí tem
[1:33:50] 1 hora que ele fala alguma coisa e Jesus fala assim, eu sei, eu
[1:33:53] estava lá e aí eu comecei a chorar, né?
[1:33:56] Apesar de ser uma licença para essa que eu acho que não tem
[1:33:58] essa esse versículo exato na bíblia, né?
[1:34:00] É, mas realmente, né, na teologia cristã, ele estava lá.
[1:34:06] Ele sai em todos os tempos, claro, então.
[1:34:09] É isso, é outra coisa que que é que é impressionante.
[1:34:13] Eu tava conversando com um grande teólogo esses dias, né?
[1:34:16] Às vezes assim, eu sou formado em teologia, mas não fico
[1:34:18] falando com o sou teólogo, porque eu eu conheço cada
[1:34:21] teólogo que eu falo assim, cara, eu não sou teólogo, né?
[1:34:23] Quando você conversa com o cara, muito gênio, aí eu tava de
[1:34:27] férias nos Estados Unidos, fui tomar café com esse teólogo, aí
[1:34:31] você começou a tomar café, eu falei assim, pra você, qual o
[1:34:34] mau entendimento bíblico que tem?
[1:34:36] Assim, que que mais? A ficha mais poderosa é, ele tem
[1:34:41] papel e caneta. Aí eu falei, peguei um papel e
[1:34:44] caneta. Ele estava papel aqui na
[1:34:46] padaria, para aquela padaria brasileira em Orlando, né ele?
[1:34:51] Genesis aí com o cara começava a dar de cabeça Genesis e tal, ó
[1:34:55] Adão, aparece, é, já depois de ter pecado, é com uma pele de
[1:35:02] animal cobrindo suas partes íntimas.
[1:35:05] É isso que está escrito aí o cara falando de cabeça e eu
[1:35:07] conferindo, eu falei, é, ele falou, então esse foi o primeiro
[1:35:11] sacrifício, porque o animal teve que morrer para poder cobrir a
[1:35:14] vergonha do homem. Vergonha de quê?
[1:35:16] Do que ele mesmo fez. Então aqui já é uma denúncia,
[1:35:20] que é ter um sacrifício para cobrir a vergonha da humanidade.
[1:35:22] Aí o cara começou a provar Jesus em vários versículos do velho
[1:35:26] testamento, rapaz, comecei a ficar, arrependo, eu falei, mas
[1:35:27] não, a gente tirou tudo isso, falou, tem que ir a bíblia.
[1:35:29] Aí eu fiquei envergonhado, né? Eu falei, eu tô olhando, tô
[1:35:32] olhando um pouco. EE aí eu assumi até um
[1:35:35] compromisso de ler muito mais assim, de estudar muito mais.
[1:35:38] Eu já já leio diariamente, mas de ler que eu digo debruçar, né?
[1:35:43] De de realmente você meditar. E eu comecei a ver que Jesus
[1:35:47] aparece na bíblia toda. Se você for levar para esse
[1:35:49] sentido de comparar o que quem ele é, o que ele fez com
[1:35:54] indicações do velho testamento, como essa do do animal que foi
[1:35:57] morto para cobrir a vergonha é de Adão.
[1:36:00] EE tantas outras. Teofonias que se chama na
[1:36:04] teologia que são aparições. Sei angelicais que que que eram
[1:36:08] Jesus, porque, por exemplo, tem anjo que não aceita adoração e
[1:36:12] alguns Anjos deixavam o homem se prostar e adorar então esse
[1:36:15] aqui, esse aqui. OA teologia defende que não,
[1:36:18] essa esse é o próprio Jesus descendo EEEE se manifestando,
[1:36:22] como também pós pós ressurreição.
[1:36:25] Ele aparece para Paulo na prisão, então parece que já era
[1:36:27] um costume de Jesus descer e dar algum recado, né?
[1:36:30] É? Diga não, não, porque isso que
[1:36:34] você falou tem Oo aquele livro que o hatch que ele escreveu em
[1:36:39] 3 volumes sobre Jesus. O Jesus de Nazaré.
[1:36:42] É a introdução do primeiro volume, que é uma introdução
[1:36:45] metodológica. Ele discute com a crítica
[1:36:48] bíblica histórica sem jogar ela no lixo, porque ela é
[1:36:52] importante, mas dizendo que o que caracteriza AO olhar que ele
[1:36:57] acha que se deve ter sobre. Não só Cristo, como todo o
[1:37:01] vínculo dele com o velho testamento.
[1:37:04] É o que ele chama de exigésica anônica, ou seja, o olhar
[1:37:11] correto sobre Jesus. É o olhar que vê Jesus da
[1:37:14] totalidade da bíblia, certo? Porque, inclusive, se você e os
[1:37:22] primeiros cristãos fizeram isso cultos, eu quero dizer.
[1:37:26] Porque se você não vê Jesus na totalidade da bíblia, ele não é
[1:37:29] o Messias. Ele tem que estar no velho
[1:37:32] testamento como previsão e como manifestação.
[1:37:36] Tem que fazer sentido. Porque a ideia de que você teve
[1:37:40] que sacrificar um animal para cobrir a vergonha do seu pecado,
[1:37:44] materializado na vergonha do corpo, do sexo, é a ideia de
[1:37:48] que, sim, repetidas vezes animais eram sacrificados.
[1:37:54] Para resolver problemas que nós criamos, aliás, em quase todas
[1:37:58] as religiões, né? Sacrifícios dos animais, às
[1:38:01] vezes humanos. No paganismo, era muito forte.
[1:38:06] A questão do sacrifício humano, né?
[1:38:08] É agora para a gente encerrar. Eu queria falar um pouco.
[1:38:13] É, não sei se a palavra cabe, mas sobre a idiotice humana,
[1:38:20] sobre pessoas que. São inflexíveis no que acham,
[1:38:25] apesar de não saberem nada, são inflexíveis na sua, no seu
[1:38:32] posicionamento, apesar de não ter nenhum tipo de formação.
[1:38:36] E quando eu digo que não sabem nada, não é porque eu acho, é
[1:38:39] porque não não passaram por nenhum tipo de escola, nem
[1:38:43] sequer da vida, quanto mais acadêmica, porque eu falo isso
[1:38:46] porque é muito comum é a gente ver.
[1:38:50] Postagens de pessoas brilhantes esses dias eu vi um professor de
[1:38:55] Harvard publicando um estudo sobre que ele fez sobre pessoas,
[1:39:01] que é a universidade testou com 130 alunos sobre uma questão de
[1:39:08] generosidade, se eu tiver 10 USD e esses 10 USD, se eu usar para
[1:39:12] pagar o café para alguém, você vai ficar mais feliz do que
[1:39:14] pegar esses 10 USD e comprar uma camiseta para você?
[1:39:20] A gente está falando de um professor de Harvard.
[1:39:22] Ser professor de Harvard não é fácil, deve ser um processo
[1:39:26] seletivo difícil. A gente está falando de um cara
[1:39:28] que fez um estudo de 1213 anos com centenas de pessoas, aí você
[1:39:32] vai ler os comentários, cara, que burro, nada, nada, nada a
[1:39:36] ver, prefiro a idiotice, Mano, né?
[1:39:39] Eu, eu prefiro esses 10 no bolso, então, primeiro que o
[1:39:42] cara não está falando o que ele prefere, ele está falando o que
[1:39:44] os dados mostraram, o que a estatística mostrou, né?
[1:39:47] Segundo, esse cara tem autoridade acadêmica, ele tem
[1:39:51] formação para falar o que está falando.
[1:39:53] E aí vem um cara que provavelmente não terminou Oo
[1:39:57] primeiro grau ou o segundo grau e bate no professor de Harvard.
[1:40:00] Então, há um tempo atrás eu postei um no stories e a gente
[1:40:04] almoçando, não sei se você lembra a pedir permissão para a
[1:40:07] gente fazer uma. Foto, lembro lá no core.
[1:40:10] É. Cadê o nome do restaurante?
[1:40:11] Pessoal ganha. Ele gosta de divulgar ele, ele
[1:40:13] ganha. A garota de papagaio está
[1:40:14] ganhando, eu sou sofre. É sorte, é.
[1:40:18] E a gente estava almoçando, aí eu postei essa foto no stories,
[1:40:21] aí o cara postou assim, me admiro você que se diz cristão,
[1:40:26] almoçando com o ateu esquerdista, a adorei, essa é,
[1:40:34] eu achei. Ateu esquerdista.
[1:40:36] É, eu achei engraçado, porque se.
[1:40:38] Participe do é partindo do princípio que ele é um cristão,
[1:40:41] por isso que ele tá me agredindo.
[1:40:43] Ele acha que eu como cristão tal.
[1:40:44] E a maior missão do cristão é ir pregar o evangelho a toda a
[1:40:47] criatura. Então, se você é o ateu, você é
[1:40:49] o meu maior alvo. Então ele já tá falando uma
[1:40:51] besteira, ou seja, ele não leu a bíblia.
[1:40:53] É, não entende nada de Jesus Cristo, né?
[1:40:55] Jesus Cristo veio para quem? Segundo?
[1:40:58] O evangelho eu não vim para o são, ou seja, eu vim para quem
[1:41:00] precisa desse princípio e depois também de já já já de levar para
[1:41:04] o lado político da coisa. Eu não falo de política, né?
[1:41:07] Então. É, é essa, essa eu não sei se a
[1:41:10] palavra é idiotice, né? É humana, de querer se meter na
[1:41:15] vida alheia, de querer dar opinião do que não tem a mínima
[1:41:17] ideia, de querer parecer inteligente batendo de frente
[1:41:21] com um professor de Harvard. Você não tem nenhuma formação de
[1:41:23] segundo grau, é? Eu não estou falando aqui que
[1:41:26] que você é menos inteligente por causa disso.
[1:41:27] Eu estou dizendo que às vezes você não tem capacidade de
[1:41:29] argumentativa, só isso você não tem.
[1:41:31] Como você me ensinou, um repertório para discutir é por
[1:41:34] que você acha que as pessoas estão nesse nível de de
[1:41:36] agressão? Se ela não tem, é, é, é, é.
[1:41:44] Ela não tem conhecimento? Ela não.
[1:41:46] Ela não sabe o que estão fazendo.
[1:41:47] Essa ignorância. Sempre existiu uma coisa
[1:41:49] exclusiva da nossa geração. Eu acho que sempre existiu, o
[1:41:51] que existe hoje é a maior oportunidade de você manifestar
[1:41:56] isso. A internet trouxe.
[1:41:57] Por causa da internet, então a veja, o isinga é um historiador
[1:42:02] holandês, num livro clássico dele chamado o outono da idade
[1:42:05] média. E ele conta como isso no século
[1:42:09] 15, no que se chama Países Baixos, né?
[1:42:13] Ele como as pessoas iam a altos de fé, inquisição, né?
[1:42:21] E jogavam ovo podre e xingavam AO condenado, entendeu?
[1:42:27] Então é, tem um autor francês que eu gosto muito, um cristão
[1:42:32] católico chamado Jorge bernanus. Que é na França, chamou ele de
[1:42:38] dostoievski, francês tem muitos livros dele em português
[1:42:43] publicados pela editora e realizações, que infelizmente
[1:42:46] fechou, né? É e que ele diz que o ser humano
[1:42:52] mente sem nenhuma causa. Mente porque gosta de uma
[1:42:58] vocação natural para isso. Eu acho que muitas vezes, muitos
[1:43:05] de nós tem. Um gosto natural simplesmente em
[1:43:09] xingar os outros e diminuir os outros, principalmente se se
[1:43:14] sentir diminuído. É quase como se bom o Maquiavel
[1:43:20] já suspeitava disso, né? O ódio tem vida longa, o amor
[1:43:25] você tem que alimentar todo dia, né?
[1:43:28] Então assim, esse é o ódio banal, então o cara.
[1:43:36] O primeiro cara acha. Ele acha que você não deve
[1:43:39] conversar comigo porque eu sou ateu.
[1:43:42] Então você devia falar só com quem não é ateu, né?
[1:43:45] Porque. Eu sou superior.
[1:43:46] É. E depois, porque eu sou
[1:43:48] esquerdista? Eu acho muito engraçado, porque
[1:43:50] tem gente que acha que eu sou direitista, gente que acha que
[1:43:53] eu sou esquerdista. Eu acho isso muito engraçado.
[1:43:57] Mas assim, a pessoa simplesmente se manifesta.
[1:44:00] Primeiro, Eu Acredito que ele deve ter.
[1:44:03] Talvez ele tenha raiva de mim e tal, mas eu acho que ele tem
[1:44:06] raiva de você também, não? Com certeza, eu acho que tem a
[1:44:08] ver comigo. É, tem tá agredindo você
[1:44:11] dizendo, ó, como ele se mistura? É exatamente Ah, ele conversa,
[1:44:14] ele quer me condenar, ele está te condenando.
[1:44:16] É ele conversa com publicanos e. Prostitutas, olha só, né?
[1:44:21] Se ele soubesse. Que é uma coisa antiga.
[1:44:23] Que o Harley faz e trabalha comigo?
[1:44:24] É, imagina, Ah, ele IA bater muito na gente na internet.
[1:44:31] É que ele não sabe, que o hélio fica atrás das câmeras e ninguém
[1:44:33] sabe. Mas o ser humano é assim, né?
[1:44:36] É desde sempre. É desde sempre assim.
[1:44:39] Só que agora aparece mais, né? Agora tem chance de aparecer em
[1:44:43] Roma. Todos empreendedores e senadores
[1:44:45] tinham consciência que Roma era a multidão.
[1:44:49] Um Monte de gente junta. E quando a multidão se junta,
[1:44:55] aliás, pensando como hobbes, inclusive.
[1:44:59] Quando acaba a ordem, o homem hopesiano sai às ruas, como se
[1:45:03] diz aí sai quebrando tudo, destruindo tudo.
[1:45:06] Então eu acho que quem pegou a ideia errada foram os
[1:45:10] iluministas, que acharam que simplesmente o ensino da razão
[1:45:16] iria fazer todo mundo melhor. A começar que a gente não tem
[1:45:19] clareza nem sobre o alcance da razão.
[1:45:25] É, eu gosto de uma expressão de Aristóteles que eu não lembro se
[1:45:27] é exatamente assim, mas é o homem que não é educado, ele é.
[1:45:32] Ele não é muito diferente de um animal feroz, alguma coisa
[1:45:34] assim, ou é capaz de qualquer loucura que o animal também é
[1:45:39] capaz, né? Então é, eu não sei em relação
[1:45:43] AA níveis de entendimento, mas se a gente reforçasse a
[1:45:47] educação, e quando eu digo educação é não necessariamente é
[1:45:52] formal, apenas. Mas se a gente reforçasse a
[1:45:54] educação, leitura é OOO próprio, empirismo da pessoa aprender.
[1:45:59] Observando esses dias eu estava acontecendo com o jogador de
[1:46:02] futebol. Eu acho que eu comentei contigo,
[1:46:03] eu estou escrevendo um livro agora para a Copa do Mundo, que
[1:46:05] é usando analogias do futebol para aplicar na vida e nos
[1:46:08] negócios, e eu estava atendendo esses jogadores de futebol e ele
[1:46:11] falou para mim assim, cara, eu estou muito revoltado, estou no
[1:46:13] banco, eu sou bom, o cara só me bota para jogar no final do
[1:46:17] segundo tempo, olha o meu nome no mundo, ó, não sei o que eu
[1:46:19] falei, espera aí. É, é, dá para mudar essa questão
[1:46:24] do técnico, que é quem escolhe de você estar no banco.
[1:46:26] Anão, ele falou, não, não dá. Então eu falei, então, porque em
[1:46:29] vez de você ficar reclamando e com raiva, você fica sentado
[1:46:33] observando qual é o ponto fraco do goleiro?
[1:46:36] Quem no time adversário está mais cansado para essa
[1:46:39] oportunidade que ele te dá dos 10 minutos final, você entrar
[1:46:41] com estratégia, você sabe que esse aqui está mais cansado,
[1:46:44] você vai em cima dele, driblar o goleiro, tem dificuldade de
[1:46:46] pegar a bola baixa na esquerda, você escrita a bola debaixo na
[1:46:48] esquerda, pô. É, mas ele tem que ter muito
[1:46:51] domínio emocional. Falei, mas a bíblia diz que o
[1:46:53] homem que não domina as próprias emoções é uma cidade sem muro.
[1:46:56] Você está uma cidade sem muro, ou seja, uma cidade pode ser
[1:46:58] invadida por qualquer coisa, inclusive por esse sentimento de
[1:47:00] raiva que você está de frustração.
[1:47:02] Em vez de usar, já que é inevitável, aprende com observa
[1:47:07] com estratégia para entrar melhor, né?
[1:47:08] O livro vai ser bem interessante porque vai fazer essas
[1:47:11] observações sobre comportamento humano.
[1:47:15] É, é. A analogia de um esporte tão
[1:47:18] amado no Brasil como futebol é pondé eu quero te agradecer e
[1:47:23] dizer que eu aprendo muito contigo.
[1:47:24] Eu já te falei isso várias vezes, né?
[1:47:26] É, e eu quero recomendar fortemente que você leia os
[1:47:30] livros do pondé. O pondé tem cursos, inclusive
[1:47:33] lançou um curso agora de Jesus, não sei se está no ar ainda, eu
[1:47:36] recomendo fortemente. Você conhece esse curso, tá?
[1:47:39] Você vai aprender, você vai melhorar, tá?
[1:47:42] Você vai pensar melhor, vai por mim.
[1:47:46] Tá, e dia 27 de março nós vamos estar juntos, eu, Luiz Felipe
[1:47:49] Pondé e doutor Augusto Cury no o encontro, a gente vai passar um
[1:47:53] vídeo agora, no final, é para você entender como é que é o
[1:47:56] clima desse evento maravilhoso, onde tem não só palestras, são 5
[1:48:00] horas de imersão no total, né? Wesley, isso é não só palestras
[1:48:04] maravilhosas, como também um tempo de pergunta e resposta que
[1:48:06] abre a tua mente para o mundo Como Ele É.
[1:48:09] Talvez você esteja vivendo no mundo ideal, que é o mundo que
[1:48:11] você imagina e não tá sabendo lidar com o mundo real.
[1:48:15] É o que acontece de verdade no dia a dia.
[1:48:17] Eu acho que esse evento é vai te ajudar muito a lidar melhor com
[1:48:21] você mesmo e com a vida, filosofia, espiritualidade e
[1:48:25] psiquiatria num dia só. Ou seja, 3 olhares diferentes, 3
[1:48:29] mentes diferentes, dando é respostas diferentes para mesma
[1:48:32] pergunta que você carrega aí, tá bom?
[1:48:34] 27 de março pondé obrigado. Eu que te agradeço, Tiago, é um
[1:48:37] prazer. Muito feliz de vocês que estão
[1:48:39] nos acompanhando, posso pedir um favor para vocês?
[1:48:42] Aqui a gente imagina o quanto custa o tempo do pondé.
[1:48:45] Aqui toda a nossa estrutura a gente montou para gratuitamente
[1:48:49] se entregar isso. A forma que você tem de
[1:48:51] recompensar a gente é se inscrevendo no canal.
[1:48:55] Eu acho que é justo. Não é justo o cara se inscrever
[1:48:57] no canal. A gente entrega tudo isso, não é
[1:48:59] o. Mínimo o mínimo.
[1:49:01] É o mínimo, não é? O é.
[1:49:02] Então, assim, se inscreve nesse canal.
[1:49:03] Agora curte o vídeo? Não é porque a gente que é só
[1:49:05] curtido a gente está precisando de.
[1:49:08] De afeto online não é? Porque quando você curte OOO,
[1:49:13] YouTube, Oo Spotify, entende que é relevante entrega para mais
[1:49:17] pessoas é porque aumenta a audiência, pega o link, manda
[1:49:21] para o máximo pessoas, porque nós tivemos uma conversa aqui
[1:49:24] super inteligente da parte do nosso professor Luiz Felipe
[1:49:27] Pondé e vale muito a pena ser compartilhado com o máximo
[1:49:30] pessoas, tá bom? Desejo para você Paes e
[1:49:32] prosperidade e até o próximo brunecast.
[1:49:36] O ser humano hoje, nossa geração está de baixo, de muitos
[1:49:40] dilemas. Somos a geração mais livre da
[1:49:43] história, mas, ao mesmo tempo, mentalmente escravizado.
[1:49:47] Tristeza, depressão, falta de sentido de vida.
[1:49:50] As pessoas têm dúvidas, querem respostas para perguntas que
[1:49:54] ninguém consegue responder. Uma geração que está muito
[1:49:57] confusa mentalmente acaba correndo atrás do que todo mundo
[1:50:00] está correndo atrás. Então, se a moda é vamos correr
[1:50:03] atrás de seguidores na internet, todo mundo começa a querer ser
[1:50:05] influência. Se depois o negócio é ganhar
[1:50:08] dinheiro, todo mundo quer virar empreendedor.
[1:50:10] Ou seja, quem não tem um senso de destino, não tem um
[1:50:13] propósito, sempre vai fazer o que todo mundo está fazendo,
[1:50:16] porque essa é a forma natural do ser humano reagir à vida.
[1:50:20] Eu não sei o que fazer, não tenho a mínima ideia do porque
[1:50:23] eu estou aqui, então deixa eu fazer o que todo mundo está
[1:50:25] fazendo. As pessoas não deixam de amar
[1:50:27] porque não amam. Deixam de amar porque não sabe
[1:50:30] amar. Deixam de amar porque não sabe
[1:50:32] tolerar. Deixam de amar porque não sabe
[1:50:34] dançar a valsa da vida com a mente desengessada.
[1:50:38] Deixam de amar porque não provoca admiração no outro, na
[1:50:41] outra. Se em algum momento você
[1:50:43] decidir, Ah, hoje eu queria pensar no mundo contemporâneo,
[1:50:47] hoje eu queria pensar na sociedade.
[1:50:49] É por aí que você tem que ir, porque se não você vai pensar no
[1:50:52] mundo que não existe, você pensar em pessoas.
[1:50:55] Que não são reais? Você vai pensar em problemas que
[1:50:58] não são na realidade, os problemas que estão à nossa
[1:51:00] volta.

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