# Feminicídios, pobreza em queda #313

An episode of [Angu de Grilo](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1477913959), 9 Dec 2025, 1 h 40 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d0822c8/podcast/play/112364512/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-11-9%2F39203139-da54-93f4-8fe6-a650c47842c6.mp3

Boa terça, angulers! Abrimos o #313 comentando a última semana devastadora em que uma sequência de tentativas e feminicídios chocaram as mulheres brasileiras. Na sequência, falamos da redução da pobreza e da extrema pobreza. Segundo o IBGE, é o menor índice desde 2012. E comentamos dados do Censo sobre o perfil urbanístico e de acessibilidade nas favelas e comunidades brasileiras. Por fim, os pop-ups da semana: ciclone no sul do país; a crise na família Bolsonaro; e a decisão de Gilmar Mendes que altera a Lei do Impeachment para ministros do STF. Sirva-se! Cortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_ Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorne Cortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza

## Transcript

[0:02] Oi, eu sou a Flávia. Eu sou a Isabela.
[0:04] E você caiu bango, de grilo, grilo, grilo.
[0:24] Olá, um goler mais um ângulo de grilo está no ar.
[0:32] Boa segunda-feira, pô, boa terça-feira pra vocês.
[0:36] Boa segunda-feira pra mim que está gravando aqui na
[0:38] segunda-feira de manhã. Hoje a gente tá gravando cedo a
[0:43] cabeça ainda não concatenou as ideias.
[0:45] Bom dia, florbel. Bom dia, Bela reis, bom dia
[0:50] povo. Gente, eu preciso?
[0:53] Tu IA falar mais alguma coisa que eu já IA?
[0:55] Não eu. IA falar bom dia, povo, bom dia
[0:57] angulers rouca depois de mais um fim de semana intenso.
[1:03] Minha filha daqui pra frente? É só pra trás.
[1:09] Gente, antes da gente começar esse episódio eu preciso
[1:13] agradecer porque eu tava em São Paulo, acabei não fazendo post,
[1:17] vou fazer nessa segunda-feira o nosso.
[1:23] Tanta gente marcou a gente na retrospectiva, gente do Spotify.
[1:29] Meu Deus, a gente sempre fica tão feliz.
[1:32] E tem uns números aqui que eu gostaria de compartilhar com
[1:36] vocês que a essa altura, quando você tiver ouvindo isso, eu já
[1:38] terei postado no nosso Instagram.
[1:41] Mas a gente teve um crescimento de 150000 de público nesse ano
[1:47] de 2025. Fomos.
[1:50] Top um, eu não estava sabendo. Pois é, para fomos top um para
[1:56] mais de 11000 ouvintes do ângulo de grilo.
[2:00] Gente, olha que luxo. Olha que luxo, luxo, luxo.
[2:04] Um crescimento enorme, né? De público em relação ao ano
[2:08] passado. De público novo, 39000000 de
[2:13] minutos ouvidos do ângulo de grilo.
[2:15] Só nesse ano. O nosso angu com mais reprodução
[2:19] o episódio mais ouvido desse ano foi o episódio com Lázaro, nosso
[2:23] especial de 6 anos. Mais de 170000 reproduções.
[2:27] Gente, uma coisa impressionante. Muito mais do que a média dos
[2:31] nossos episódios. Vocês sabem que no segundo lugar
[2:34] é o nosso episódio dos enredos que trago notícias.
[2:37] Vai sair no dia 23 de dezembro. Eu tinha planejado sair no dia 6
[2:43] de janeiro, mas estava quase sofrendo ameaças.
[2:46] Porque ainda IA demorar muito. O Carnaval é mais cedo esse ano,
[2:51] então ouvir a voz do povo e vamos lançar no dia 23 de
[2:56] dezembro, você vai passar o seu recesso de Natal e Ano-Novo
[3:00] ouvindo a nossa saga dos enredos, tá?
[3:04] É sobre isso, gente, muito obrigada, né?
[3:07] Eu acho que não tem nem mais o que falar, a quantidade de
[3:10] marcação. Muita gente ouvindo mais de 5000
[3:14] minutos de ângulo de grilo no ano, todos, cada segundo de
[3:19] todos os episódios uma coisa maravilhosa.
[3:22] Só agradecer e dizer que as movimentações farão ao vivo em
[3:27] São Paulo. Já estão começando pra 2026, tá?
[3:32] Devo, não nego, pago quando puder.
[3:36] Então já estou dezembro, o ano está acabando, mas eu ainda
[3:40] estou trabalhando. Me movimentando pra gente se
[3:43] encontrar em São Paulo. AI gente, muito obrigada.
[3:47] Falaram alguma coisa flavel sobre isso.
[3:50] Não, eu também estou super emocionada.
[3:51] Estou sendo surpreendida tanto quanto os angulers sobre esses
[3:56] resultados. Eu fui alcançada também por essa
[3:59] avalanche de carinho. E é muito bom, né?
[4:04] 6 anos, um podcast, tanta lealdade. 6 anos e.
[4:10] Crescendo, né? E avançando.
[4:13] Então é muito legal. E a gente tá com planos de fazer
[4:18] mais investidas ao vivo, né? Retomar essa agenda no ano que
[4:23] vem, pelo menos no primeiro semestre, porque o segundo
[4:27] semestre tem eleição e aí vai ser bem, bem complicado.
[4:34] Então, assim, primeiro semestre pode ter novidade, tomara.
[4:39] E eu tô vendo aqui que a Isabela teve em São Paulo e foi na
[4:42] exposição do gordam Parks América.
[4:45] Sou eu no IMS e tem anguler, assinante, apoiador, falando
[4:52] que, pô, tem uma exposição que deve ser incrível.
[4:55] Então dá uma palhinha aí, Bela. Pois é, não.
[4:57] E além disso, eu quero dizer que a curadora assistente dessa
[5:01] exposição do Gordon Parks, a América sou eu, que está no IMS
[5:07] da Paulista. É anguler, gente.
[5:09] É anguler iliriana Rodrigues, anguler de ter todo top um do
[5:17] angú de grilo nos melhores ouvidos nos mais ouvidos da
[5:21] retrospectiva. Então quero mandar um beijo pra
[5:23] iliriana e falar aqui a exposição gente incrível,
[5:26] incrível, incrível, incrível. Eu não lembrava.
[5:30] É desse nome Gordon Parks na minha cabeça.
[5:34] Mas quis ir na exposição, vi vários amigos indo.
[5:37] Eu falei, cara, eu vou, tinha, eu tinha tipo 40 minutos livres
[5:40] assim na sexta-feira, falei antes de voltar pro Rio, falei,
[5:43] eu vou e muito. Impressionante assim o trabalho
[5:47] dele, especialmente assim no começo, né?
[5:50] Do da jornada dele de fotógrafo retratando a segregação racial
[5:55] nos Estados Unidos, essa coisa dos bebedouros, das entradas
[5:58] diferentes, né? Das Placas.
[6:00] Tem uma foto muito simbólica, né?
[6:03] Dele, muito famosa, inclusive, que com certeza vocês conhecem
[6:06] que é uma mãe e uma filha super arrumadas, assim com roupa de ir
[6:09] na igreja aos domingos, em frente a uma placa de entrada,
[6:13] né? De pessoas de cor numa loja de
[6:15] departamento. Então um trabalho incrível e
[6:19] depois ele vai ficando cada vez mais relevante.
[6:21] É e sendo cada vez mais reconhecido, né?
[6:24] Ele vira fotógrafo da life, que é uma das maiores revistas, né,
[6:27] dos Estados Unidos. E aí fotografa a marcha para
[6:30] Washington, fotografa Malcolm X, fotografa Mohamed Alli é
[6:36] fotografa os Panteras negras. Ele tem uma série incrível sobre
[6:40] os muçulmanos negros também, né? Nos Estados Unidos, que que tem
[6:45] enfim, uma comunidade grande, né?
[6:47] Especialmente naquela época, é Mohamed Alli era muçulmano,
[6:52] Malcolm X também, muitos dos Panteras negras também, então.
[6:56] Ele também faz uma série sobre isso de foto, gente muito
[7:00] incrível, muito legal a exposição, muito organização
[7:04] também, muito bonita e vale muito a pena e de graça, né?
[7:08] A entrada no MS Paulista eu fiquei muito feliz que a
[7:11] curadora assistente a nossa ouvinte, assim que a prostela,
[7:14] me mandou mensagem no Instagram. Eu vi, então recomendo demais a
[7:19] quem tiver por São Paulo nessa reta final do ano.
[7:21] Mas vai até março, tá? Vai até primeiro de março, então
[7:24] dá super tempo de ver. Vamos puxar os temas desse
[7:27] episódio. Vamos.
[7:29] Então vamos que vamos que tenha assunto.
[7:32] A gente vai começar esse ângulo falando desses casos, né?
[7:36] Dessas últimas semanas tenebrosos de feminicídio,
[7:41] tentativa de feminicídio, essa onda de indignação que tomou,
[7:46] né? O Brasil na última semana e
[7:49] nesse último domingo também as ruas, né?
[7:51] Protestos em em todas as capitais.
[7:54] Contra a violência de homens contra as mulheres, né?
[7:58] Teve 111. Nova frase aí que surgindo um
[8:03] novo movimento, surgindo dentro desse, dessa defesa aí pela vida
[8:09] da das mulheres. No segundo bloco, vamos falar
[8:13] sobre os novos índices que saíram em relação a PIB e
[8:16] pobreza. Chegamos é no menor patamar da
[8:21] série histórica do IBGE. Sobre pobreza e Extrema pobreza,
[8:27] caíram no menor nível da série histórica.
[8:30] Então temos algumas coisas pra falar também em relação disso.
[8:33] E aí no último bloco, bloco, vamos fazer um pop up política.
[8:38] Tem Gilmar Mendes, tem Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro.
[8:42] Tem umas tretas rolando aí nos bastidores, nas portas do fim do
[8:48] ano, mas ainda tem coisa acontecendo.
[8:51] Então vamos que vamos começar esse episódio.
[8:57] Bom, minha gente, vamos falar sobre esses casos de
[9:00] feminicídio. Eu não vou é entrar em muitos
[9:04] detalhes, porque eu acho que a gente já foi incessantemente
[9:09] bombardeado, né, ao longo da última semana, com essas
[9:13] imagens, com esses relatos, né? Eu ontem eu comecei a assistir o
[9:17] fantástico. Não aguentei, vi assim.
[9:20] Sei lá, um minuto da primeira reportagem, né?
[9:23] Que foi sobre isso, não dei conta.
[9:25] Vocês sabem que eu não consigo ficar vendo essas imagens.
[9:28] Eu sou uma pessoa que lê as matérias, eu leio o texto, mas
[9:31] assistir pra mim é demais, eu não dou conta.
[9:36] Então é, vou evitar entrar aqui nos detalhes, porque eu acho que
[9:40] todo mundo já se absurdou e engatilhou o suficiente na
[9:44] última semana em relação a esses assuntos.
[9:47] Mas foi uma sequência, né, de episódios.
[9:50] O caso da Tainara que foi atropelada, né?
[9:54] Acho que essa esse caso reverberou demais.
[9:57] Já na semana passada acabou tendo as 2 pernas amputadas, foi
[10:02] arrastada por 111. Imagem assim, gente, um negócio
[10:05] horroroso, absurdo. Teve o caso da Evelyn que levou
[10:13] 5 tiros numa pastelaria numa barraca de pastel na capital
[10:17] Paulista do ex namorado. Uma coisa também horrorosa.
[10:22] Ele ainda tá foragido. Já vinha ameaçando ela, né?
[10:26] Depois do término do relacionamento, teve o caso das
[10:31] 2. É profissionais do cefet, né?
[10:35] Uma professora e uma psicóloga que foram mortas a tiros no
[10:39] cefet. Aqui do Rio de Janeiro, no
[10:41] Maracanã, é um cara que. Muitas versões da história, né?
[10:46] Mas que não conseguia ser chefiado por mulheres, tinha
[10:48] sido deslocado pro outro departamento.
[10:50] Por conta disso, já tinha 11. Grande treta e briga com elas de
[10:55] perseguir elas já estavam, né? Com medo, sendo ameaçadas por
[10:59] esse cara, até ele chegar dentro, né?
[11:02] Dessa instituição de ensino que é muito importante aqui no Rio
[11:06] de Janeiro, e abrir fogo, né? É, e também é se matar em
[11:11] seguida. Bom, gente, muitas coisas.
[11:15] Teve outros casos também. Em Florianópolis, uma jovem foi
[11:19] foi morta quando estava indo pra aula de natação na Bahia, em
[11:22] Jaborandi, também foi assassinada pelo ex namorado.
[11:27] Uma coisa horrorosa assim é em 2024.
[11:30] Eu Acredito que a gente já tenha até falado desse número aqui,
[11:34] porque a gente sempre atualiza, né?
[11:36] Esses dados quando sai o Atlas da violência?
[11:39] Quando saem as informações das secretarias de segurança, né?
[11:42] Esses compilados, a gente sempre fala disso aqui.
[11:45] Mas 2024 o Brasil bateu o recorde de feminicídio desde
[11:49] 2015, né? Que quando esse crime foi
[11:51] tipificado por uma lei sancionada pela Dilma, só em São
[11:55] Paulo foram 53 feminicídios em 2000, EE 25, o maior número já.
[12:02] Apesar, né, da tipificação, a gente sempre entende que pode
[12:05] ter uma subnotificação, porque crimes que deveriam ser
[12:08] enquadrados como feminicídio, né, em que a motivação para o
[12:12] assassinato é o gênero, né, um crime de ódio, às vezes não são
[12:17] tipificados dessa forma, né. Porque isso depende de certa
[12:22] forma de uma interpretação, né, de quem tá ali investigando,
[12:26] denunciando esses esses crimes. Então, é provável que, ainda
[12:29] assim esses números sejam ainda maiores.
[12:32] Mas é inacreditável que é sejam mais de quase 1500 casos de
[12:37] assassinato de mulheres única e exclusivamente porque são
[12:42] mulheres no ano de 2024. É um horror, né?
[12:45] É a barbárie absoluta. E a gente que fala a gente como
[12:50] sociedade, né, que eu acho que a gente conseguiu nos últimos 10
[12:53] anos, né? Que também é esse marcador da
[12:57] tipificação do crime. Falar muito mais sobre violência
[13:03] de gênero, sobre violência sexual, trazer à tona junto, né?
[13:10] Essa briga, né? Também pra manter a manutenção
[13:13] de direitos já conquistados, mas ainda assim conseguindo falar
[13:18] melhor, conseguindo mais apoio. Público.
[13:21] Conseguindo que essas pautas de gênero reverberassem inclusive
[13:26] jornais. Programas de TV, cobertura
[13:29] midiática de um jeito que não existia antes, entre famosos,
[13:32] entre influenciadores. Mas ainda assim a gente tem um
[13:36] buraco que a gente não consegue resolver, que tem a ver com a
[13:40] nossa sociedade profundamente patriarcal e machista, em que
[13:44] homens ainda hoje se sentem no direito, né?
[13:48] Como se fizesse parte dos direitos fundamentais do homem
[13:51] violentar. As mulheres se sentem no
[13:55] direito, na Liberdade. Né?
[13:57] Se sentem é detentores do poder em relação a essas vidas, né?
[14:03] Proprietários da vida, do destino, das mulheres.
[14:08] É por mais que a gente tenha cada vez mais coletivamente, né,
[14:13] se empoderado que a palavra da moda não aguento mais a palavra.
[14:17] Mas enfim, de denunciar, né? De apoiar, de legitimar.
[14:22] É esses relatos, né? Ainda assim, a gente vê que a
[14:28] justiça é falha, que o as medidas de proteção as mulheres
[14:33] são. Falhas e que esses caras.
[14:34] Continuam se sentindo com esse poder, né?
[14:39] Da da violência e de determinar se uma mulher vai viver ou não.
[14:44] Isso é enlouquecedor, né? Tem muitos outros casos, né?
[14:48] Nas redes sociais, recentemente, namorada, né?
[14:52] Do Dado Dolabella também denunciou.
[14:56] É, primeiro as amigas denunciaram a violência, ela
[14:59] acobertou o dado e depois agora se pronunciou.
[15:04] Enfim, isso acontece demais o tempo inteiro, né?
[15:08] Esse tipo de agressão eu tive na em São Paulo.
[15:11] Vou até puxar aqui dentro desse assunto, porque a gente tá
[15:14] falando de direito à vida, né? As mulheres terem direito a
[15:18] viver, meninas e mulheres terem direito a viver.
[15:21] E tem tudo a ver com esse tema. Na quarta-feira passada eu fui a
[15:25] São Paulo a convite da artigo 19 pra 11, conversa e uma.
[15:32] E o lançamento, né? Da atualização do mapa do aborto
[15:35] legal, que é mesmo esse mapeamento que artigo 19 faz
[15:39] junto com os dados do Ministério da saúde, das secretarias de
[15:43] saúde do datasus, do sines que eles fazem todo esse mapeamento
[15:47] de quais de unidades de saúde pelo Brasil inteiro que realizam
[15:51] estão preparadas. Para realizar o procedimento de
[15:55] abortamento ilegal, né? Nos casos previstos previstos
[15:58] pela lei. E dentro dessa atualização
[16:01] também chegaram numa realidade de que eles chamam, né?
[16:06] Dessa Encruzilhada. Os desafios da Encruzilhada da
[16:08] informação, em que para muitos hospitais é muito difícil.
[16:14] Ter a confirmação. E qual é o caminho?
[16:17] Qual é o protocolo de pra que alguém que precise do desse
[16:23] serviço do abortamento legal consiga acessar esse hospital,
[16:28] acessar esse, esse procedimento? Não há uma padronizar esse
[16:32] protocolo ao atendimento a essas pessoas, a respostas.
[16:38] Se você passar o telefone e ligar, não tem uma unificação.
[16:42] Do que que vai ser respondido? Dito, das informações corretas a
[16:45] serem passadas por essas unidades de saúde, não há
[16:50] protocolo e também treinamento, é claro, em relação ao
[16:54] acolhimento de pessoas trans, né?
[16:57] Que tenham útero, que também possam passar por homens trans,
[17:01] trans, masculinas, enfim, não binárias, mas que tenham útero e
[17:04] que eventualmente possam precisar desse tipo de
[17:06] procedimento, inclusive. É, estava lá também uma galera
[17:11] da transmídia, um portal que trata, né, do de da agenda de
[17:15] pessoas trans, do direito das pessoas trans.
[17:18] E também estavam em parceria com o artigo 19, né?
[17:21] Bolando e fazendo a identificação, né, desse gap aí
[17:25] de comunicação e de de protocolos em relação a pessoas
[17:28] trans. E também mapearam que é muito
[17:32] interessante os projetos de lei estaduais e municipais.
[17:37] Que, principalmente os que tentam obstruir, acabar,
[17:42] dificultar o acesso ao procedimento de abortamento
[17:46] legal, são 91 projetos de lei pelo Brasil inteiro querendo ou
[17:51] extinguir essa possibilidade ou dificultar obstruir esse acesso
[17:58] ao abortamento legal. Então é uma disputa de de
[18:02] narrativa imensa, né? Que?
[18:05] Jogas tenta o tempo inteiro jogar as mulheres a perda de um
[18:09] direito que já está confirmado, escrito, previsto na
[18:13] Constituição desde os anos 40. Daqui a pouco faz 100 anos que
[18:16] as mulheres é um negócio inacreditável, né?
[18:21] Daqui a pouco faz 100 anos que as mulheres, né?
[18:23] Que as pessoas com útero podem realizar procedimento do
[18:27] abortamento legal, né? Nos casos previstos de violência
[18:29] sexual, de estupro, é e aí, mais recentemente.
[18:33] De de fetos anencéfalos. Risco de vida pra.
[18:37] Risco de vida pra gestante. E ainda assim, esse é um direito
[18:41] que agora tá tentando ser destituído, né?
[18:45] De nós. E aí o que eu falei lá nessa
[18:47] nossa mesa que foi com a Helena do iasmina, que se vocês não
[18:51] conhecem, é um fundamental o trabalho do iasmina nas redes
[18:54] sociais, na internet, que é um portal que fala basicamente
[18:58] sobre direitos reprodutivos das mulheres, mas falam muito sobre
[19:01] gênero. Né?
[19:03] Nessa. É nessa disputa desse território
[19:05] do gênero, dos direitos reprodutivos.
[19:08] E o principal que que a gente conversou foi como essa, esse
[19:13] tanto de projeto de lei, essa discussão, né, em torno do
[19:16] aborto legal, tenta tirar o foco do que deveria ser a nossa
[19:21] missão em 2025, como sociedade, que era a legalização do aborto.
[19:25] Ponto, mas a gente fica se distraindo, eles ficam
[19:29] distraindo a gente. Dentro desse assunto de meu
[19:34] Deus, nenhum aborto legal, agora a gente vai conseguir mais ter
[19:38] direito a fazer e a gente tendo que levantar, né?
[19:41] Ondas de mobilização de criança. Não é mãe, estuprador, não é
[19:45] pai, sabe? Assim, é um nível tão baixo, é
[19:50] uma baixaria tão grande que a gente se distrai do que é o
[19:53] objetivo. Porque há 10 anos atrás a gente
[19:56] tava falando da descriminalização do aborto, a
[19:59] conversa era outra, tava caminhando em outra direção.
[20:02] Agora já virou plano de fundo, porque Oo tema principal é
[20:05] criança, não é mãe. E agora, né?
[20:08] A aposentadoria do Barroso, meu Deus, vamos ver se no último dia
[20:12] ele deixa o voto dele pelo menos pra pra pauta da
[20:15] descriminalização do aborto, aí deixou o voto a falar, AI,
[20:18] graças a Deus, não sei o que coisas a comemorar, que assim,
[20:21] gente, desculpa, isso não é isso não é possível, né, que a gente
[20:24] esteja retrocedendo no debate, quando a gente deveria estar
[20:28] caminhando pra frente. Quando a gente deveria estar
[20:30] falando como um país, né? É democrático.
[20:35] Em 2025, olhando na direção da legalização do aborto, de
[20:41] medidas. É de políticas públicas de
[20:44] planejamento familiar, de oferta, de métodos
[20:47] contraceptivos, inclusive métodos de longa duração no SUS,
[20:51] a rodo pra quem quiser, de educação sexual.
[20:55] Nas escolas, nas comunidades, nos postos de saúde, nas
[20:58] unidades básicas de saúde, nas associações de moradores pelo
[21:02] Brasil inteiro. Para que a gente não só proteja
[21:05] as nossas crianças e adolescentes de gravidez EE
[21:08] mulheres adultas, né? De gravidezes indesejadas, sem
[21:12] planejamento, mas também protejam essas crianças e essas
[21:16] mulheres de abuso de violência sexual, né?
[21:20] Que haja o caminho para denúncia, que haja o caminho.
[21:23] Claro, com o protocolo aberto para realização de um
[21:28] procedimento de aborto legal, em que essas pessoas tenham a
[21:32] dignidade, a identidade preservada, né?
[21:34] Se precisarem. Então, assim, a sensação é que a
[21:37] gente está retrocedendo no debate.
[21:40] E acho que tem isso tudo a ver, né, com com a pauta do
[21:43] feminicídio, porque tudo gira em torno do direito a dignidade de
[21:48] vida, a vida. E é uma vida digna, é uma vida
[21:51] em que você possa. É ter o respaldo da lei quando
[21:55] você precisa acessar um serviço no momento em que você está
[22:01] passando por uma situação tenebrosa.
[22:03] Dessa, né? Ou de risco à saúde ou de é
[22:07] assédio o estupro, né? Ter engravidado a partir de uma
[22:10] violência sexual ou de gestar estar gestando um feto
[22:14] anenséfalo você tenha direito à dignidade, a redistituir a sua
[22:18] dignidade e a sua vida, a possibilidade da sua vida.
[22:22] E esse é um direito que está sendo.
[22:24] Cada vez mais as tentativas de obstrução desse direito estão
[22:28] acontecendo, distraindo a gente do foco, do que deveria ser o
[22:33] nosso foco. E é isso de novo.
[22:35] A gente aqui falando desse boom, né?
[22:38] De casos de feminicídio que assombraram todo mundo na última
[22:42] semana e que tiram a gente de discussões.
[22:47] Sobre a vida, sobre o bem viver, sobre a melhora de qualidade de
[22:50] vida, né? Que a gente falou disso outro
[22:52] dia aqui, em relação à marcha das mulheres negras, as pautas,
[22:56] né? Que prezem pelo uma, não só uma
[22:59] vida digna, mas uma vida boa, uma vida feliz, e a gente tendo
[23:03] que falar de, pelo amor de Deus, a gente quer que as mulheres
[23:06] simplesmente não morram. Então assim, é lamentável, é
[23:11] triste, é de indignar, é de enojar.
[23:16] Mas se tem alguma coisa, uma luz, né, que é isso nos traz é
[23:20] que assim estamos atentas, né? As mobilizações aconteceram, as
[23:26] pessoas foram pra rua, houve um chamamento também aos homens,
[23:30] né? Então, homens na rua contra o
[23:32] feminicídio é manifestação da é, é, é contra a violência do homem
[23:38] contra a mulher. Então tem uma coisa também de
[23:40] olha só. Não é só a gente que precisa se
[23:43] mobilizar em relação a isso, não, vocês também precisam, né?
[23:46] Já que vocês são é os que promovem essa violência, vocês
[23:52] também se resolvam entre vocês. Então acho que é uma abordagem
[23:56] nova, né? Se você pensar nesse, na, na, no
[24:01] quanto se permeou essa conversa na última semana, né, no
[24:04] alcance, acho que foi uma novidade, uma novidade positiva,
[24:09] trazer os homens pro centro dessa conversa.
[24:12] Mas é isso, gente, assim, um cenário realmente todo
[24:17] lamentável. Quero falar longamente sobre
[24:20] isso, mas pegando esse esse gancho, essa abordagem que você
[24:24] trouxe sobre aborto, né? Interrupção de de gestação e
[24:31] direitos, né? Direito das mulheres pelo.
[24:34] Sobre o próprio? Corpo esse debate ele é muito
[24:37] atravessado. Não só ele é dominado.
[24:40] Pelos homens da política, Como Ele É muito atravessado por
[24:43] convicções Morais e religiosas. E você pode.
[24:48] Não há incompatibilidade em você ter convicções Morais e
[24:53] religiosas e defender uma legislação que garanta a mulher
[25:00] o direito sobre o próprio corpo. Muitas mulheres, inclusive
[25:04] católicas, evangélicas, que do ponto de vista moral e da
[25:09] doutrina religiosa que seguem, não, não fariam.
[25:14] Não concordam, né? Com interrupção de gestação,
[25:18] fazem aborto, né? E levam essa, essa culpa porque
[25:24] enxergam como uma, como algo inevitável a sobrevivência, a
[25:28] existência delas próprias e das próprias famílias.
[25:32] Ponto um. Segundo, se você tem convicções
[25:36] religiosas e Morais contrárias ao a interrupção de uma
[25:40] gestação, não faça. Mas isso não diz respeito
[25:44] exclusivamente ao seu corpo. Diz respeito ao corpo.
[25:49] De. Todas as mulheres é e, portanto,
[25:53] cada uma tem autonomia para decidir e carregar, carregar é.
[25:59] Se sentir culpa, carregar essa culpa e tratar essa culpa numa
[26:02] outra dimensão de e aí até tem também esse eixo, né?
[26:09] Da política pública, que me parece que inexiste, que é
[26:13] oferecer assistência psicológica, né?
[26:17] As mulheres que são levadas a se submeter a uma interrupção de
[26:23] gestação. Esse não é 11, não é uma
[26:27] situação confortável. Não é de indiferença, é uma.
[26:31] É uma intervenção no próprio corpo.
[26:34] Mas política pública, estado, legislação, não devia alcançar o
[26:42] direito das pessoas. No caso das mulheres, né?
[26:45] Sobre o próprio? Corpo e isso é ponto pacífico.
[26:49] O estado é laico, admite. Admite a existência, a
[26:55] convivência, a harmoniosa, que nem existe, né?
[26:58] Entre todos os credos, entre todas as religiões, mas precisa
[27:02] ser neutro em relação a dogmas religiosos, alcançando o papel
[27:09] do estado. O papel do estado é acolher, é
[27:11] garantir acesso à saúde, cumprimentos da lei.
[27:14] E as leis são claras nessa direção.
[27:17] E a gente não pode retroceder, inclusive inconstitucional, você
[27:21] retroceder em direitos. Deixar de de assegurar um
[27:26] direito que está consagrado na legislação há quase 90 anos.
[27:31] Então, assim é. É sobre, Ah, eu tenho uma
[27:34] opinião contrária, beleza. Mas isso não tem nada a ver com
[27:38] política pública de saúde, porque as mulheres continuam
[27:41] fazendo aborto, continuam correndo risco em relação à
[27:45] própria saúde. Continuam em razão disso.
[27:49] Onerando o setor público e, em alguma medida, permitindo a
[27:54] proliferação de uma indústria criminosa puro, ilegal de
[27:59] aborto. Tem uma frase da Bell hooks que
[28:03] é muito direta em relação a isso, que é, se você é contra a
[28:07] legalização do aborto, você é a favor do aborto clandestino.
[28:10] Acabou. Não tem outra alternativa.
[28:12] Então, assim, se a opção é essa, então bate no peito e fala, eu
[28:17] sou a favor. Do aborto clandestino, que as
[28:20] mulheres continuem correndo risco de vida e que essa
[28:22] indústria continue sendo alimentada desse jeito, porque é
[28:26] é o que é, é o. Que é?
[28:29] Então é essa nota sobre aborto? Não é novidade, não é?
[28:33] É não é uma opinião inovadora aqui no angu.
[28:38] É só pra fechar um pouco esse esse.
[28:42] Esse capítulo, né? Desse primeiro bloco.
[28:45] Agora vamos falar da questão do do feminicídio.
[28:49] De fato. A gente vive um estado de
[28:53] violência absurda, inaceitável, crescente contra mulheres no
[29:01] Brasil, né? Inclusive, eu ouvi várias
[29:04] pesquisadoras ativistas falando vamos parar de falar de
[29:07] violência de gênero, porque a violência só alcança um gênero.
[29:11] O feminino, né? Só alcança mulheres.
[29:13] Então a violência contra a mulher é o primeiro ponto.
[29:18] Me chama atenção. E eu inclusive fiz a coluna do
[29:21] do do Globo. Sobre esse tema, porque
[29:24] realmente foi uma semana muito movimentada na política, né?
[29:28] Dos homens de sempre se ocupando, atraindo os holofotes.
[29:33] É briga de alcolumbre com Lula, de alcolumbre com Gilmar Mendes,
[29:37] de Hugo Mota com não sei mais quem, de Michelle Bolsonaro,
[29:40] Flávio Bolsonaro é PL, Ciro Gomes, enfim, e as mulheres não
[29:48] só morrendo, não só sendo atacadas.
[29:51] Mas o que tem me chamado atenção, e eu conversei sobre
[29:56] isso com a Samira Bueno, que é diretora executiva do fórum
[30:00] brasileiro de segurança pública, é o quanto não só a escala
[30:05] aumentou. Números altíssimos de
[30:08] feminicídio e tentativas de feminicídio e.
[30:12] Agressões de todo jeito e medidas protetivas Oo
[30:16] infográfico do último. Anuário brasileiro da segurança
[30:19] pública é um negócio estorrecedor.
[30:21] Recorde de registro de estupro de medida protetiva, recorde de
[30:26] feminicídio, recorde de tentativa de feminicídio,
[30:30] agressão, agressões. É num nível altíssimo.
[30:33] Mulheres, muitos jovens sofrendo agressões.
[30:38] Eu acho que quase na faixa de praticamente 40% das das
[30:45] vítimas. De algum tipo de agressão, de
[30:48] violência contra a mulher. Tem de 16 a 34 anos, é uma
[30:53] geração. São as filhas e as netas das
[30:58] feministas de primeira geração que tanto brigaram por direitos
[31:02] sexuais e reprodutivos, emancipação, autonomia das
[31:06] mulheres. São as mulheres que capitanearam
[31:10] a. Revolução que foi a escolaridade
[31:14] feminina e a entrada no mercado de trabalho no na segunda metade
[31:18] do século 20. São mulheres que criaram suas
[31:21] filhas para igualmente serem autônomas, estudarem,
[31:26] trabalharem, serem autônomas, serem independentes, terem
[31:30] escolhas, escolhas que nossas avós, que nossas bisavós e
[31:34] algumas de nossas mães não tiveram.
[31:37] E você chega em 2025. E essas?
[31:41] Filhas e netas estão sendo agredidas e, pior, mortas e pior
[31:49] das formas mais brutais. E aí assim você vê 11 nível de
[31:57] violência contra a mulher, de ódio contra a mulher que
[32:02] extrapola a nossa imaginação. Um cara fazer um sujeito fazer
[32:08] de um carro. Arma, ser capaz de atropelar,
[32:13] dar ré, passar por cima de novo, de a mulher ficar arrastada e
[32:19] ele andar com ela arrastada por 1 km numa via super importante
[32:26] da maior da principal capital do país, um sujeito aparecer no
[32:32] trabalho de uma mulher numa pastelaria e dar disparar 6
[32:37] tiros com 2 armas na mão. Um sujeito capaz de espancar uma
[32:43] mulher com um tacho, deixar ela caída No No meio da rua, pegar o
[32:48] carro e ir embora. Sujeitos capazes de esmurrar
[32:53] mulheres até destruir a face. Dá 60 socos.
[32:58] Que isso, gente? Um sujeito capaz de, por não
[33:03] suportar, ser chefiado por mulheres.
[33:08] Adquirir legalmente uma arma? Outro debate, né?
[33:12] Esse derrame de arma de fogo que tanto comentamos em 2019, no que
[33:17] que isso IA dar hoje? Inclusive o instituto sou da
[33:23] paz, né? De segurança pública tá trazendo
[33:26] um dado sobre a mudança do perfil de armas de fogo, a
[33:31] modernização, o rejuvenescimento de armas de.
[33:34] Fogo. Que é consequência do derrame do
[33:38] bolsonarismo. Esse legado maldito do
[33:40] bolsonarismo de facilitar o acesso a armas de fogo.
[33:46] O perfil das armas usadas No No em crimes no sudeste foi
[33:50] alterado. Antigos revólveres e espingardas
[33:53] foram substituídos, diz o instituto sou da paz, por armas
[33:57] novas, semiautomáticas e mais potentes.
[34:01] O que tem a ver com a liberação? O derrame, a farra do acesso a
[34:07] armas de fogo. A pesquisa do sul da paz
[34:10] analisou 255000 armas apreendidas pelas polícias nesse
[34:15] período de 2019 para cá. E notaram isso?
[34:18] E vocês já me ouviram dizendo da preocupação com esse tema da
[34:22] arma de fogo, porque a arma de fogo é um bem de longa duração.
[34:26] Essas armas vão durar 40 anos. Vocês ouviram outro dia eu
[34:32] mencionar um perito da polícia federal que tava falando da da
[34:37] fabricação de fuzis em fábricas clandestinas em Minas Gerais, em
[34:42] São Paulo, e dizendo que se um fuzil de uma marca top ele ele
[34:48] dispara 23000 tiros ao longo da sua vida útil, um desses
[34:53] falsificados dispara 11000 tiros?
[34:57] Durante a sua vida útil é metade, mas é tiro demais.
[35:02] O CAC que matou as 2 servidoras do cefet no Rio de Janeiro, ele
[35:09] também 11, servidor de lá, a Lane e a laíse.
[35:15] Ele tinha uma arma regular, né? Legal como como CAC, calçador,
[35:22] atirador, colecionador e ele tinha muita munição.
[35:28] Porque o derrame do governo Jair Bolsonaro também facilitou
[35:33] brutalmente o acesso à munição, munição, inclusive, que acaba
[35:39] indo parar com facções criminosas, com grupos civis
[35:43] armados e que vai matar civis e policiais, e forças de segurança
[35:50] que vai fortalecer Arsenal. Olha como as coisas vão se
[35:54] embricando, né? Já estou falando de outro tema.
[35:57] Mas volto aqui de a ao debate sobre é o tema do feminicídio e
[36:02] das agressões a mulheres, porque o número de casos alcançou um
[36:07] nível insuportável, não que ele já tenha sido suportável.
[36:10] O Brasil sempre foi um território de hostilidade às
[36:14] mulheres. A rua é hostil às mulheres, o
[36:18] transporte público é hostil às mulheres, AO lar.
[36:22] É perigoso para as mulheres, é um risco às mulheres.
[36:26] Mas não é somente sobre isso. Quer dizer, sempre foi assim.
[36:31] Nós fomos capazes de, com mobilização, com produção de
[36:35] dados, elaborar um arcabouço legal para identificação, para
[36:41] dar nome e para é aplicar punição por esses crimes.
[36:45] Lei da importunação sexual, lei do assédio sexual, lei da
[36:51] Carolina Dieckmann. Né?
[36:52] De exposição de vídeos íntimos, de fotos de imagens íntimas sem
[36:57] autorização, lei do feminicídio, lei Maria da Penha, da violência
[37:02] doméstica, mas isso AA mudança de tipificação de compreensão em
[37:08] relação à violência sexual a estupro.
[37:11] Mas isso não está sendo suficiente.
[37:13] O punitivismo não está sendo suficiente.
[37:17] Na semana que passou, o Lula fez Um Par de declarações, né?
[37:22] Sobre esse tema do da violência contra a mulher do feminicídio,
[37:26] EE uma foi absolutamente equivocada tratando de
[37:31] justiçamento, dizendo, a prisão é pouco para um homem que mata
[37:35] uma mulher que comete feminicídio.
[37:37] É o que então é pena de morte? A Itália provou OA prisão
[37:42] perpétua pra feminicida o mundo masculino da política e da
[37:49] legislação. Se esforça em apresentar novas
[37:55] punições, tipificações qualificações, não tem
[38:00] adiantado, não tem adiantado. E verdadeiramente não tem
[38:05] evitado a perspectiva de passar mais tempo preso, de ser preso
[38:10] por assédio, por encostar uma mulher No No ônibus, no metrô,
[38:14] no trem, por cometer uma violência sexual.
[38:17] Não tem inibido. Predominantemente os homens são
[38:21] os homens que fazem isso de fazer.
[38:23] Então a gente tem que é pensar em outras soluções, pensar em
[38:28] outras soluções que não envolva somente levar pra cadeia, punir,
[38:33] dar uma surra, fazer. O.
[38:35] Diabo a 4, né? As coisas mais os pensamentos
[38:39] mais sórdidos com agressores de mulheres pensando que elas
[38:43] continuam sendo agredidas. O que a gente quer?
[38:48] Mais do que punir os criminosos, me parece que esse é um ponto
[38:53] fundamental no meu pensamento. Mais do que punir os criminosos,
[38:57] o que a gente quer é que as mulheres não sejam violentadas,
[39:02] não sofram violência, que nossas filhas, que a gente, inclusive
[39:08] entre idosas, também é isso. Tem aumentado que a gente possa
[39:14] circular na rua. E estar em casa, em segurança,
[39:20] sem viver sobressaltada. Eu queria trazer a dimensão das
[39:25] consequências familiares, né? Há muitos estudos é que mostram,
[39:30] por exemplo, que uma pessoa que comete auto extermínio suicida,
[39:34] ele deixa enlutado, ou seja, sob trauma, transtornos
[39:43] psicológicos, emocionais. Pelo menos 6 pessoas.
[39:48] Quantas pessoas são afetadas? Traumatizadas tem a sua vida
[39:55] inteiramente alterada, destroçada e pelo feminicídio,
[40:02] pela violência de gênero. A gente tá falando de crianças
[40:05] órfãs, de mães que perdem filhas, de mães que vão perder
[40:10] os seus filhos, que vão ser presos ou.
[40:13] Ou. Ou coisa pior, pelo pela
[40:16] violência, pelas agressões que eles cometeram.
[40:19] A gente tem uma rede de amigos, parentes, familiares, cuja vida
[40:24] jamais será a mesma. No fantástico de domingo, a mãe
[40:30] da Tainara, que perdeu as 2 pernas.
[40:33] Ela, eu lembro quando ela começou a andar com um aninho,
[40:37] gente. Olha o trauma, olha, olha a
[40:42] brutalidade disso. Olha essa mulher também
[40:45] violentada. Você põe uma filha no mundo,
[40:48] você ensina essa filha a andar, dar seus passinhos, e vem um
[40:53] camarada EE comete uma violência que faz a sua filha, que andava,
[41:02] que é mãe de 2 meninos, de 2 crianças, perder as 2 pernas.
[41:08] E o cara não era ninguém assim, ninguém.
[41:10] O nível de de delírio por controle, por poder sobre o
[41:16] corpo feminino, por ódio sobre as mulheres, é tamanho que ele
[41:20] era um cara com quem ela ficava. Ficou uns meses e o cara não se
[41:24] conformava que ela não queria mais ficar com ela.
[41:27] Não era o pai dos filhos, não era marido.
[41:29] Não que se fosse fizesse diferença, porque não faria
[41:31] diferença, seria uma brutalidade inaceitável de qualquer jeito.
[41:36] Mas era. E a gente tem visto isso.
[41:40] Outro dia, aqui no Rio de Janeiro, na Vila Kennedy, um
[41:44] traficante quis ficar com uma jovem num baile, numa numa
[41:49] favela da zona Oeste. Ela não quis ficar com ele.
[41:52] Ele mandou matar ela e deixou o corpo na porta de casa.
[41:56] Foi uma das colunas que eu também escrevi sobre violência
[41:58] de gênero, sobre domínio de território, sobre o poder
[42:02] Exagerado. Sobre o quanto o estado não
[42:04] garante segurança pública nos territórios, vai tudo
[42:09] imbricando. Então, assim é.
[42:12] Me chama atenção o aumento da violência, o uso de armas, né?
[42:19] Esse acesso a armas, a brutalidade dos crimes não
[42:24] parece ser uma coisa passional. Não parece ser um rompante.
[42:28] Sabe o cara pega 2 armas, o cara conseguiu ter 2 armas e atirar
[42:32] com 2 armas contra AA ex namorada, o cara pega o carro e
[42:37] faz isso, o cara espanca o cara, sabe?
[42:40] AEE sem se importar porque tudo agora é filmado, né?
[42:45] Então eles são facilmente, né? Em alguma medida, identificados,
[42:50] identificáveis e identificados e nem essa perspectiva de ser
[42:56] identificado. Muda é o comportamento.
[43:02] Então tem essa dimensão. Me parece que rede social tem um
[43:08] papel, né? No espalhamento desse ódio a
[43:11] mulheres, no espalhamento da misoginia, na cooptação de
[43:15] criminosos, na difusão de imagens, ideias sórdidas.
[43:23] A gente precisa debater isso intensamente.
[43:26] E pensando também na idade de muitos desses criminosos que a
[43:31] gente pensa assim, Ah, é uma cultura machista, é um homem é
[43:35] retrógrado, que não estudou, ignorante, com 50 anos, com 60
[43:40] anos, com 40 anos, cara, tem menino de 21 anos matando
[43:45] mulher, socando, mulher, gente da mesma geração.
[43:49] O que que está acontecendo? A ascensão, a emancipação
[43:52] feminina já devia estar introjetada.
[43:56] É uma, é uma. É 11.
[43:58] Retrocesso também geracional. E esse que cometeu feminicídio
[44:04] porque não se conformava de ser chefiado por mulheres da área de
[44:09] educação, que é uma área sabidamente, né?
[44:14] Predominantemente de ocupação feminina, até pelas questões
[44:19] culturais que a gente já conhece.
[44:21] Então não é mais somente sobre você estar em risco dentro de
[44:25] casa por conta de um marido, de um companheiro, de um namorado,
[44:29] de um ex. Você também que estudou,
[44:32] conseguiu uma posição, galgou uma posição, é na sua, na sua
[44:37] carreira? Está em risco de um homem
[44:40] recalcado ter acesso fácil a uma arma, te matar e se matar em
[44:45] seguida? Com um detalhe.
[44:48] Na média, as mulheres ainda estão em situação no mercado de
[44:52] trabalho muito pior que a dos homens, embora já tenham
[44:56] escolaridade maior. Então são menos mulheres em em,
[45:00] em cargos de chefia, de gerência, de direção.
[45:04] A renda média das mulheres é 20% menor que a dos homens.
[45:08] As mulheres são maioria entre os desempregados.
[45:12] As mulheres ganham menos em funções com mesma escolaridade.
[45:16] As mulheres estão mais informalizadas.
[45:19] As mulheres precisam dividir suas suas rendas, seus
[45:22] rendimentos com maior número de pessoas, porque elas são
[45:25] maioria. É nos lares monoparentais, sem
[45:30] cônjuge. Pô, e aí você estudou, conseguiu
[45:34] um trabalho, fez um concurso público, tem uma posição de
[45:37] destaque, é chega numa posição hierárquica de comando e tem um
[45:43] infeliz que não foi preparado. Para lidar com naturalidade
[45:47] sobre isso, que tem acesso a uma arma, evidentemente uma pessoa
[45:52] sem condições de ter arma, que tem acesso legal a uma arma, que
[45:57] entra no local de trabalho e atira em 2 servidoras, 2
[46:04] mulheres bem informadas, com família, com filhos.
[46:07] É um negócio inaceitável isso. E aí é muito interessante quando
[46:11] a Isabela traz. Na Na onda de manifestações
[46:15] convocadas pro fim de semana, o debate da participação
[46:19] masculina. Porque de fato tava ouvindo
[46:21] agora 11 vídeo 111 texto que a Cecília Oliveira, do instituto
[46:26] fogo cruzado, postou e ela diz o seguinte, quando você vê as
[46:32] postagens contra o feminicídio lamentando, você vê basicamente
[46:38] mulheres se desesperando fazendo comentários e.
[46:42] E os homens mesmo, os bons homens, mesmo os homens que não
[46:46] fazem. Cadê os homens escrevendo sobre
[46:49] essa joça? Cadê os homens reprimindo os
[46:55] comentários machistas, a aversão dos próprios filhos, dos
[47:00] sobrinhos, dos afilhados, dos companheiros de pelada em
[47:04] relação às mulheres, cadê os homens chamando?
[47:08] É a realidade. Gente que quer ter arma, que
[47:11] quer circular com arma, os homens de bem, cadê os homens de
[47:16] bem? Cadê os homens educando seus
[47:19] filhos, criando os seus filhos para serem homens melhores,
[47:24] diferentes? Porque não é isso eles fazem.
[47:26] Nem isso eles fazem. E qual é a solução que está em
[47:29] dezenas de municípios brasileiros e no estados e no e
[47:34] no Rio de Janeiro também? Ah, a mulher.
[47:37] Pode. Agora tem o direito de comprar 2
[47:41] vidros de frascos de spray de pimenta pra reagir.
[47:45] Pera aí, né, gente? Pera aí, né, que que há?
[47:49] Já tivemos, inclusive, um caso de uma jovem que acabou
[47:52] assassinada porque reagiu com o spray de pimenta a 2 criminosos
[47:57] e levou o tiro. Ah, então tá, eu vou estar mais
[47:59] protegida com o meu marido violento, meu ex violento,
[48:04] tacando um spray de pimenta na cara dele.
[48:07] As mulheres vão ser treinadas pra isso, para autoproteção.
[48:12] A única coisa que o estado é capaz de oferecer é botar um
[48:15] spray de pimenta. E aí no ano que vem é o que
[48:19] armas vamos todas as mulheres. Agora tirar.
[48:23] A intenção é essa, transformar mulheres vítimas da violência em
[48:27] assassinas de homens. É muita indignação.
[48:32] A segunda declaração do Lula eu comentei, a primeira que eu
[48:35] considerei absolutamente infeliz, falar em sensibilizar
[48:39] os homens. E aí, como um presidente
[48:43] supostamente minimamente sensível a essa agenda, e eu sei
[48:47] que a primeira dama, janja, é uma mulher preocupada com esse
[48:51] tema, com esses temas, né? Das violências que incidem sobre
[48:55] mulheres. Apareceu no fantástico uma
[48:58] declaração do presidente da República falando que é preciso
[49:01] 11 chamamento aos homens. Então é preciso um chamamento
[49:06] aos homens? É preciso.
[49:08] Tem que ser constrangedor. Fazer piada machista, misógina,
[49:13] fazer banalizar, é corpo, atitude, emancipação feminina,
[49:20] autonomia. É preciso ser constrangedor.
[49:24] Essas pessoas têm que voltar para o armário do dos traumas
[49:28] que eles têm, das loucuras que eles têm, dos distúrbios que
[49:31] eles venham a ter, do ódio que eles carregam.
[49:33] Vão se tratar? Vão se tratar.
[49:37] Não é mais aceitável um esse ambiente de violência Extrema. 2
[49:45] o silêncio dos bons se temos bons homens, bons pastores.
[49:51] Bons líderes religiosos, bons líderes políticos vão embora
[49:56] trabalhar para acabar com esse cenário.
[49:59] É isso, gente. Acho que mais nada falar sobre
[50:02] esse assunto, falamos tudo é é realmente de indignar, de
[50:08] entristecer, de dar raiva, de dar ódio.
[50:12] Ver que o tempo passa e a gente continua e a gente fica mais
[50:15] refém, né? A sensação é essa, apesar de um
[50:18] ou outro avanço. A gente fica mais refém a
[50:22] decisão. Eu acho que é a.
[50:24] Decisão de um homem de nos manter ou não vivas, né?
[50:27] Como a gente se sente extremamente vulnerável.
[50:31] E aí, realmente só quem é mulher vai entender, né?
[50:34] Esse esse grau de de vulnerabilidade é isso.
[50:39] Vamos para o nosso próximo bloco, que tem mais assunto.
[50:43] Para a gente falar. Bom, vamos começar falando dos
[50:49] novos índices aqui do do IBGE, da pobreza e Extrema pobreza
[50:56] caíram ao menor patamar da série histórica do IBGE é caiu 0.9
[51:05] ponto percentual entre 23 e 24 de 4.4% pra 3 e meio por cento a
[51:13] proporção da população brasileira em situação de
[51:16] Extrema. Pobreza é.
[51:19] Esse número equivale a 1900000 pessoas a menos.
[51:25] Dentro da Extrema pobreza, é é o menor nível já registrado desde
[51:31] 2012, quando começou a série histórica.
[51:35] Em 2012, era 6.6%. Em 2021, esse patamar alcançou
[51:40] 9% da população em Extrema pobreza, chegando a quase
[51:45] 19000000 de pessoas. É, e aí foi recuando?
[51:51] É desde desde então, chegando a 2324, o menor índice dessa
[51:56] série. A população na pobreza também
[51:59] recuou de 27.3% em 2023 para 23.1% em 2024, uma redução de
[52:08] 8600000 pessoas que saíram da pobreza, também o menor nível
[52:15] registrado. Desde 2012.
[52:18] Os benefícios o IBGE também destacou que sem os benefícios
[52:23] de programas sociais, esse índice da Extrema pobreza
[52:27] subiria para 10%. Né?
[52:30] De 3 agora, né? Que a gente está 3 e meio para
[52:32] 10%. E da pobreza aumentaria para
[52:36] 28%, de 23 para 28.7 quase 29%. Em 2024, foi o terceiro ano
[52:46] seguido com redução desse número, marcando aí uma
[52:49] recuperação, né pós pandemia que que quando aumentou muito né?
[52:54] Chegando ao pico em 2021, mas também uma volta, né?
[52:59] É e um fortalecimento dos programas sociais.
[53:03] Não dá para a gente tirar isso isso da frente e que e flavel
[53:08] quer falar do PIB também, né? Quer comentar?
[53:11] E aí, você já fala do do PIB? O PIB saiu o resultado do
[53:16] terceiro trimestre, uma desaceleração, né?
[53:18] Na economia, como esperado. E isso vou fazer uma nota bem
[53:22] rápida de de PIB que vocês sabem que eu tenho.
[53:25] É várias questões em relação a esse indicador macro.
[53:29] Podem procurar alguns anteriores.
[53:32] Trago reflexões sobre isso, né? Mas.
[53:37] A questão é que o resultado do PIB, que foi de praticamente uma
[53:40] estagnação, né? Economia de do do segundo pro
[53:43] terceiro trimestre crescendo 0,1%, que é virtualmente muito
[53:47] pouco. Mas era o desejável pelo banco
[53:51] central quando elevou a taxa básica de juros pra 15%, né?
[53:54] A gente tem uma taxa de juros absurda, 15% ao ano, numa
[53:57] inflação que caminha pra fechar o ano em. 4 e meio 4 e 45 4.
[54:09] Vírgula 4. Então a gente tá falando aí
[54:11] praticamente de 10% de juro real.
[54:14] Obviamente que o consumidor, as famílias em que pesa o aumento
[54:17] da massa salarial, valorização do salário mínimo.
[54:21] De transferência de renda, né? De programas de transferência de
[54:23] renda. Há um impacto, né?
[54:26] Oo custo, né? Do do crédito, parcelas ficou
[54:30] muito alta. A inadimplência acaba crescendo
[54:33] e o consumo se reduz e isso era o esperado.
[54:36] Quando a economia esfria nesse sentido, o consumo das famílias
[54:40] se estabiliza ou cai, você tem uma probabilidade menor de ter
[54:45] remarcação de preço, de ter inflação.
[54:47] Então esse era o desejável. Como é de fato, a economia dá
[54:51] esses sinais de estagnação. Vamos botar assim o debate sobre
[54:57] a necessária, o necessário início do processo da trajetória
[55:02] de queda da taxa básica de juros.
[55:03] Ele se intensificou. Então, a expectativa é de que o
[55:07] ano comece janeiro. Já o comitê de política
[55:11] monetária do banco central comece a gradualmente reduzir.
[55:17] É a taxa básica de juros, o que vai ser bom pra economia, pro
[55:21] PIB, pro emprego, pra o consumo e tudo mais.
[55:26] Então é uma vertente, né? Do debate que se acirrou.
[55:29] A outra coisa é um setor que eu queria chamar atenção, que o PIB
[55:32] mostrou um aumento do investimento.
[55:35] Então eles chamam lá, né? Nas contas nacionais de formação
[55:38] bruta de capital fixo, o que significa que empresas, né?
[55:42] Empreendimentos estão gastando dinheiro pra ampliar a produção.
[55:49] Isso é uma boa notícia do ponto de vista das condições de
[55:52] crescimento de longo prazo. As empresas produzindo mais,
[55:57] você tem a perspectiva de não ter inflação e de ter mais
[56:00] emprego. E de outro foi outro trimestre
[56:03] da. Clímax da tensão entre Brasil e
[56:07] Estados Unidos, né? Como tarifaço?
[56:10] E ainda assim, no PIB, as exportações.
[56:13] A atividade, né? É, exportações cresceram 3,3%.
[56:20] Então é um setor externo que, apesar do tarifaço das sanções,
[56:25] né dos Estados Unidos, tem conseguido se manter muito
[56:30] vigoroso. E aí até se fala, né?
[56:32] No caso do café que foi pra outros, conseguiram outros
[56:35] mercados, a própria carne, soja, enfim, é claro que a exportação
[56:43] é uma produção que sai do Brasil, mas ela gera emprego
[56:47] aqui, né? Então é, é interessante vigor
[56:51] mantido, né? Pelo mercado externo, em que
[56:55] pese. A pressão sofrida pelo país.
[56:59] Em razão das sanções, agora já parcialmente revistas, né?
[57:04] Do Donald Trump, do governo Trump, sobre pobreza e Extrema
[57:09] pobreza. Eu eu fico profundamente
[57:12] contentada, né, com esses dados, né?
[57:15] Especialmente porque quem é pobre no Brasil ou extremamente
[57:19] pobre ou miserável, mulher, mulher, chefe de família com
[57:23] criança, menor de idade, pretos e pardos.
[57:28] É isso que a estatística mostra. Então, quando você fala em
[57:33] redução da pobreza em quase 9000000 de pessoas, redução da
[57:38] Extrema pobreza em quase 2000000 de pessoas, o que você tá
[57:42] falando é essencialmente de gente preta, de mulher e de
[57:45] criança, saindo da da precariedade.
[57:50] É Extrema aguda para um nível aceitável.
[57:55] Agora, o desafio que se que se coloca é como é que a gente
[58:00] deixa de viver no precário para entrar no bem viver, né?
[58:04] Ter uma vida boa que a gente não quer só comida, a gente quer
[58:07] comida, diversão e arte, né? A gente quer saída para qualquer
[58:12] parte, a gente quer comer e quer fazer amor.
[58:14] Então não é só não, é somente sobre isso.
[58:17] E a outra, o outro ponto que me chamou atenção é que os índices.
[58:24] Tanto de pobreza quanto de Extrema pobreza seriam
[58:28] infinitamente maiores. Não houvesse as políticas de
[58:33] transferência de renda, de benefícios sociais expressas no
[58:38] bolsa família e expressas, pasmem, das aposentadorias e
[58:43] pensões do INSS. INSS.
[58:46] Foi um debate importante esse. Ano, a fraude, descoberta e
[58:51] ainda sobre investigação. Então é o seguinte,
[58:55] aposentadorias e pensões são instrumentos, tem dado do IBGE
[59:00] sobre isso. São instrumentos fundamentais
[59:03] para que pessoas idosas, maiores de 60 anos no Brasil, saiam da
[59:08] pobreza e da Extrema pobreza sem esse.
[59:11] Sistema de transferência de renda, o número de a proporção
[59:16] de idosos em situação de pobreza passaria de 52%.
[59:22] E acho que em situação de Extrema pobreza, chegaria a 35%.
[59:26] Sem os programas de transferência, sem bolsa
[59:29] família, objetivamente o número de de indigentes de miseráveis
[59:37] proporção sairia de 3 e meio para 10% e o de pobres de 23%
[59:44] para mais de 30%. Então o Brasil depende
[59:49] intensamente. Das políticas oficiais de
[59:53] transferência de renda. Tem que ter dinheiro para isso.
[59:57] E tem que ter dinheiro, condições, políticas públicas
[1:00:01] para que as pessoas experimentem uma mudança de vida, uma melhora
[1:00:07] de vida, saindo do precário e num cenário em que o mercado de
[1:00:12] trabalho é 37%, informalizado 37, quase 38%.
[1:00:20] Dos brasileiros que trabalham, estão em situação de
[1:00:23] informalidade, sejam eles empregados sem carteira
[1:00:26] assinada, empregadores ou conta própria sem é CNPJ, o Horizonte
[1:00:35] de dependência, de precariedade, de miséria na velhice dessas
[1:00:41] pessoas é imenso. Porque eles não formam uma base
[1:00:46] de contribuição para rede de proteção social, como auxílio
[1:00:50] doença, como licença maternidade, como é
[1:00:54] aposentadoria e ou pensões. Então é muito importante a gente
[1:01:00] é travar esse pensar sobre isso e travar esse debate político e
[1:01:06] orçamentário. E levar essas reflexões para os
[1:01:12] seus candidatos no ano que vem. A deputado, a governador, a
[1:01:18] presidente da República, a senador.
[1:01:22] É absolutamente fundamental entender essas dimensões, o
[1:01:29] Horizonte de precariedade que está posto se a gente.
[1:01:34] Se distrai em relação às políticas de transferência de
[1:01:38] renda, a desvinculação da previdência do salário mínimo, a
[1:01:42] desvinculação do salário mínimo. A ausência de correção é real do
[1:01:47] salário mínimo. É disso que eu tô falando hoje
[1:01:51] eu tô meio zangada, né? Também, né?
[1:01:54] Não tem como não se zanga, dada a realidade.
[1:01:58] Você quer falar dos dados do IBGE, também das pesquisas em
[1:02:02] relação às favelas, que tem a ver com aquele debate ambiental
[1:02:06] que a gente já tratou aqui algumas?
[1:02:08] Vezes posso trazer os dados? É, traz aí a gente faz rapidinho
[1:02:13] o. IBGE também soltou gente em
[1:02:15] relação dados no novo compilado aí do nosso glorioso censo 2022,
[1:02:22] favelas e comunidades urbanas, características urbanísticas no
[1:02:25] entorno dos domicílios. Foi divulgado na semana passada
[1:02:29] pelo IBGE. E aí tem algumas coisas
[1:02:32] interessantes aí da gente falar interessante não quer dizer
[1:02:35] boas, tá? Mais interessante é do ponto de
[1:02:38] vista estatístico, pra gente ficar de olho nessa informação,
[1:02:42] até porque a gente tem falado. Nos.
[1:02:44] Últimos tempos, né? A gente já fala muito de racismo
[1:02:46] ambiental aqui, mas é falamos muito da cop, né?
[1:02:51] Dessa agenda ambiental. E acho que vale trazer aqui umas
[1:02:56] informações, ó. Mais de 60% dos moradores das
[1:03:00] favelas e comunidades urbanas do Brasil moravam na época do
[1:03:05] censo, né? Em locais sem árvores perceba,
[1:03:10] somem. Em favelas e comunidades
[1:03:13] urbanas, só 35% dos moradores viviam em trechos de vias
[1:03:17] arborizadas fora dessas áreas. A proporção, né?
[1:03:22] Fora de vias, vias arborizadas, 69% quase 70% moravam em vias
[1:03:28] 100 árvores. Dentre as 20 maiores favelas e
[1:03:32] comunidades urbanas do país, 2 delas tinham menos de 20% dos
[1:03:38] moradores vivendo em vias com calçada.
[1:03:42] Menos de 20% moram as 20 maiores favelas do Brasil, favelas e
[1:03:49] comunidades do Brasil. Em 2 dessa, Rocinha, no Rio de
[1:03:52] Janeiro, e Pernambués, em Salvador, menos de 20% vivem em
[1:03:58] vias com calçada. É só 3% dos moradores vivem em
[1:04:05] trecho das vias com calçadas que não tenham obstáculos.
[1:04:11] Perceba, 95% dos moradores de favela e comunidades vivem em
[1:04:17] trechos. De vias.
[1:04:19] Que não tem rampa de acesso para cadeirantes.
[1:04:22] E aí, portanto, né? Nem pra carrinho de bebê.
[1:04:25] Enfim, menos de 1% dos moradores de favela vivem em vias
[1:04:29] sinalizadas para bicicletas. Bom, isso isso tem tudo a ver,
[1:04:36] né? Tem tem tudo destrinchado aqui,
[1:04:39] desses índices, tem mais coisa também, 20% dos moradores de
[1:04:43] favela vivem em rua, sem acesso a carro, ônibus e caminhões.
[1:04:48] Então são as vielas, né? Os becos em que só passa
[1:04:51] basicamente pessoas, no máximo ali, bicicleta, dependendo da
[1:04:56] largura, moto, mas é não largas suficiente, né?
[1:05:02] Pra pra trânsito de veículos maiores, é isso também tem a ver
[1:05:06] com outras coisas, mas vou chegar lá.
[1:05:08] Mas primeiro pra gente falar dos dos primeiros números, acho.
[1:05:12] Que que vale ressaltar. Dentro dessa pesquisa que a
[1:05:16] história dos obstáculos nas calçadas.
[1:05:19] A maior parte dos idosos, moradores de favelas e
[1:05:22] comunidades moram em ruas que tem calçadas com obstáculos, né?
[1:05:27] Então é trechos em que andar não é seguro, né?
[1:05:33] Que tem coisa pelo meio do da calçada, que eventualmente tem
[1:05:37] buraco, que tem degrau. E isso fala, além da história da
[1:05:41] rampa, né? De acesso pra cadeirantes.
[1:05:43] Que, óbvio, pensada para cadeirante, mas que também
[1:05:47] abarca carrinho de bebê, abarca pessoas com questões de
[1:05:51] mobilidade, né? Dificuldades de mobilidade, que
[1:05:54] tenha uma mobilidade alterada, que tenham que andar com o
[1:05:57] andador, com bengala ou com apoio, né?
[1:06:01] E aí usam também a rampa, né? Inclusive, né?
[1:06:05] Crianças, enfim, então, qualquer não tem só a ver com ser
[1:06:09] cadeirante, mas qualquer dificuldade e mobilidade.
[1:06:13] As pessoas usam também rampas de acesso, então isso tem a ver com
[1:06:18] Acessibilidade, que aí obviamente tem a ver com
[1:06:20] qualidade de vida, né? Se você tá pensando em idosos,
[1:06:23] em pessoas com deficiência, ter rampa de acesso, ter uma calçada
[1:06:28] livre de obstáculo, tem a ver com viver melhor, viver uma vida
[1:06:34] digna, né? Viver a sua vida sem obstáculos,
[1:06:39] sem riscos, quando a gente tá falando.
[1:06:42] De vias arborizadas. Isso tem totalmente a ver com o
[1:06:46] racismo ambiental, né? Tem totalmente a ver com redução
[1:06:51] das temperaturas no calor, nas ondas de calor.
[1:06:54] A gente que tá, né? O Brasil está chegando no verão,
[1:06:57] todo mundo aqui sabe como é, né? Então, com calor, com proteção,
[1:07:03] né, do do aos raios solares com qualidade do ar.
[1:07:07] Porque isso também tem a ver, né?
[1:07:09] Ambientes arborizados melhoram a qualidade do ar.
[1:07:12] Tá totalmente relacionado. Quem ouviu o nosso ombro de
[1:07:16] grilo com o Raul na flup, e Raul falando da Serra da
[1:07:21] misericórdia, ouviu ele falando da importância daquela imensa
[1:07:26] área verde, uma área de proteção ambiental arborizada, com aquele
[1:07:31] respiro de mata Atlântica entre, né, os complexos do alemão e da
[1:07:35] Penha. E o quanto essa área deveria ser
[1:07:39] mais protegida, mais cuidada, ter mais investimento, inclusive
[1:07:43] de reflorestamento, de de manutenção, de cuidado com
[1:07:46] aquela região, porque é importante.
[1:07:49] É um polo, né? De é de natureza, no meio de 22
[1:07:56] complexos, né? De de favelas é que são um pouco
[1:07:59] arborizados, que sofrem com essas mesmas questões que a
[1:08:02] gente tá tratando aqui. Quando a gente fala, né, da, da,
[1:08:07] dos trechos sem calçada, isso também tem a ver com
[1:08:12] Acessibilidade, né? Que as pessoas precisam andar na
[1:08:15] no meio da rua, onde passa moto, onde passa carro, onde
[1:08:19] eventualmente passa ônibus, então ônibus.
[1:08:22] Então é risco, né? É risco pra idosos, é risco pra
[1:08:25] crianças, é risco pra todos os moradores, obviamente, quando a
[1:08:30] gente fala. Desse percentual de moradores
[1:08:34] que vivem em ruas que não tem capacidade, largura, né?
[1:08:38] Pra acessar carro, ônibus e caminhão.
[1:08:41] Isso tem a ver com mobilidade urbana.
[1:08:43] Mas isso também tem a ver com a qualidade de vida.
[1:08:47] Porque se uma rua é estreita o suficiente para não passar um
[1:08:52] carro, essa rua é estreita o suficiente pra não ventilar o ar
[1:08:58] que passa ali. Essas casas tem menos janelas.
[1:09:01] Essas casas não tem eventualmente uma corrente de ar
[1:09:05] satisfatória. Não tem incidência de sol dentro
[1:09:09] das casas, não tem ângulo para ter sol dentro das casas.
[1:09:13] E isso aumenta muito a umidade dessas residências,
[1:09:17] especialmente num contexto em que não há, né, saneamento
[1:09:21] básico. Então isso aumenta a umidade,
[1:09:25] isso aumenta a proliferação de doença respiratória.
[1:09:29] Você vê os grandes índices de tuberculose são em regiões, né?
[1:09:34] De a Rocinha teve um problema imenso já com isso.
[1:09:38] É inclusive numa região que depois até é.
[1:09:42] Vários trechos, EEE. Quadras de casa foram derrubados
[1:09:47] e os moradores foram é realocados num num conjunto, né
[1:09:51] habitacional no movimento de tentar diminuir o índice de
[1:09:55] tuberculose. Que era altíssimo, porque não há
[1:09:59] circulação de ar, as casas são muito juntas, não há incidência
[1:10:02] de sol, tem excesso de umidade, isso prolifera, né mofo.
[1:10:06] Então a qualidade do ar respirado é muito ruim na
[1:10:10] pandemia a gente falou sobre isso, desse confinamento, né,
[1:10:14] dentro das comunidades, dentro das favelas e o que que isso
[1:10:18] significava em casas pequenas, em que as pessoas viviam várias
[1:10:22] dormindo, né? No mesmo ambiente, ambientes sem
[1:10:25] janela. Né, em que não há circulação de
[1:10:28] ar, então tem muitas questões envolvidas, não é só Ah, não
[1:10:32] passa carro, não passa ônibus, e isso dificulta a mobilidade
[1:10:35] urbana também, né? Mas tem outros significados, né.
[1:10:40] Quando se trata, é de becos muito estreitos, de vielas muito
[1:10:44] estreitas, né? Se a gente tiver pensando em
[1:10:46] questões também de saúde, é de Acessibilidade, claro, né,
[1:10:50] porque quanto mais se você pensar em favelas, que são
[1:10:54] Morros, né, quanto mais no alto. Maior é a dificuldade de
[1:10:57] locomoção pra pessoas com deficiência, pra idosos, né?
[1:11:01] Acabam ficando muito confinados dentro de casa pra acessar
[1:11:05] serviços de saúde, possibilidade de lazer, de convivência.
[1:11:09] Isso vai ficando cada vez mais difícil, né?
[1:11:12] Porque é o deslocamento pelas escadas, enfim, é muito difícil,
[1:11:17] é muito ruim, então tem muitas questões envolvidas.
[1:11:22] Né? Nesses dados divulgados pelo
[1:11:24] IBGE, que a gente pode olhar de diversos pontos de vista, né?
[1:11:28] Do racismo ambiental. É da dificuldade de
[1:11:31] Acessibilidade pra idosos, pessoas com deficiência, é pra
[1:11:36] essas questão de saúde, pra dificuldade de locomoção é a pé,
[1:11:42] né? É pra idosos e pessoas com
[1:11:44] deficiência, mas também da mobilidade urbana, pela
[1:11:49] dificuldade de acesso. Ônibus e carros também,
[1:11:53] dificuldade de acesso a caminhões, veículos de
[1:11:56] transporte de carga, então veículos de entrega, veículos de
[1:12:00] manutenção de luz, é urbana, de água, enfim, isso também fica
[1:12:07] muito mais dificultado, né? Pra chegar pra entregar entrega
[1:12:12] de móveis. Outro dia eu vi um vídeo até no
[1:12:14] Instagram, não vou me lembrar de quem, de um criador de conteúdo
[1:12:17] que mora em alguma favela. Num beco e ele mostrando como é
[1:12:21] que faz, ele que se mudou pra chegar a um móvel, a geladeira,
[1:12:25] o sofá, o caminho que ele tem que fazer, a quantidade de gente
[1:12:29] ajudando, enfim, também uma dificuldade de acesso, né?
[1:12:33] Nesse sentido, então, gente, muitas questões envolvidas
[1:12:37] dentro desse guarda chuva da qualidade de vida, né?
[1:12:40] No final das contas, esses dados estão No No site.
[1:12:45] Do do IBGE. Um recorte do censo 2022,
[1:12:48] favelas e comunidades urbanas, características urbanísticas do
[1:12:53] entorno dos domicílios. Fala aí, favel.
[1:12:56] IA ser rápido e acabei me estendendo.
[1:12:58] É, não, mas é. Eu acho que você já falou
[1:13:00] praticamente tudo era chamar atenção pra essa desassistência,
[1:13:07] né? Porque?
[1:13:09] Há um pensamento dominante de enxergar a favela como sendo
[1:13:13] esse espaço do crime, né? Do abrigo pra organizações
[1:13:19] criminosas, mas. Quem é que deixou a as favelas
[1:13:24] chegarem nesse nesse nível de desassistência?
[1:13:29] Né? De uma falta de um cuidado, de
[1:13:32] um planejamento urbano urbanístico que dê garantias de
[1:13:36] qualidade, de moradia, de acesso a saneamento, dessa
[1:13:40] possibilidade de circular livremente, né?
[1:13:43] O direito de e vir é um direito constitucional, então não tem
[1:13:47] cabimento você ter essa proporção.
[1:13:51] De comunidades e de moradores sem poder circular livremente,
[1:13:55] porque não tem calçada, porque a rua respeita, porque não pode
[1:13:57] passar caminhão. Isso tem tudo a ver com saúde,
[1:14:00] com educação, com sociabilidade. Como é que faz para fazer coleta
[1:14:05] de lixo? Tem.
[1:14:07] Tem zilhões de implicações? EE de modo geral, o debate que
[1:14:13] envolve favela, especialmente a partir do topo.
[1:14:17] Que bom que você lembrou da entrevista do Raul, né?
[1:14:20] Trazendo essa complexidade, essa sofisticação de raciocínio,
[1:14:24] porque é a conversa é muito na direção.
[1:14:27] Do poder político público é na direção do enfrentamento aos
[1:14:34] grupos civis armados, em razão desses territórios terem sido é
[1:14:38] dominados pelos pelo crime e muito, muito dessas organizações
[1:14:43] criminosas, elas se relacionam. Oferecer serviços públicos que
[1:14:49] deviam estar a cargos a cargo do estado ou é de uma concorrência
[1:14:54] ampla privada e não estão por desassistência, por indiferença.
[1:15:00] Aí eu estou falando de gás, de transporte, de internet.
[1:15:04] Da própria moradia no Rio de Janeiro, a milícia constrói
[1:15:08] prédios. Tivemos anos atrás AA tragédia
[1:15:12] lá na muzema. Que foram edifícios inteiros
[1:15:15] numa rua, construídos pela milícia, sem nenhum tipo de
[1:15:18] fiscalização de ordenamento. Agora, um governo do estado que
[1:15:23] se propõe a fazer operações para retirar barricadas que jamais
[1:15:28] deveriam ter sido erguidas. Como é que pode bairros
[1:15:31] inteiros, como a região alto, denominada, né?
[1:15:35] Pelo TCP complexo de Israel ter fosso, fosso, como na idade
[1:15:41] média? Para impedir a entrada da
[1:15:44] polícia e o estado em nenhum momento interveio nisso, nem a
[1:15:49] prefeitura. Obras de engenharia sofisticadas
[1:15:53] que fazem. Dos é das comunidades do Rio de
[1:15:57] Janeiro em particular. Mas o Rio de Janeiro é farto,
[1:16:00] né? Em expandir esse tipo de
[1:16:02] tecnologia que fazem dessas é comunidades e em alguns casos de
[1:16:06] bairros inteiros, é áreas fechadas, feudos.
[1:16:12] Né? Do crime organizado.
[1:16:13] E na semana passada, genir da UFF, grupo de estudos de novas
[1:16:19] ilegalidades, e o instituto fogo cruzado soltaram mais uma edição
[1:16:25] do mapa, né? Das organizações criminosas no
[1:16:27] Rio de Janeiro. E o que eles observaram é que de
[1:16:31] 2007 a 2024, a porção do território dominada por esses
[1:16:39] grupos armados. Comando vermelho à frente,
[1:16:42] depois milícias, depois o TCP, terceiro comando puro, que que
[1:16:46] se tornou a terceira força criminosa, né?
[1:16:48] De domínio do Rio de Janeiro, mais que dobrou, aumentou 130%,
[1:16:54] aumentou 130%. Sabem que cenário e cenários de
[1:16:59] ocupações e de confrontos entre polícia e criminosos como
[1:17:05] política de segurança sistemática nesse período.
[1:17:09] E adiantou o quê? A polícia entra, mata civis,
[1:17:15] mata criminosos, não julgados, né?
[1:17:18] Num país que não tem pena de morte, perde, agentes policiais
[1:17:24] também morrem e o território dominado pelo crime só faz
[1:17:29] aumentar. Eles identificaram.
[1:17:33] Eu achei bem interessante esse esse estudo.
[1:17:36] Além do aumento, né? Do do do comando vermelho, os
[1:17:40] modelos, né? De ocupação.
[1:17:42] OE de domínio. A milícia sofreu alguns golpes
[1:17:48] importantes, AA morte do eco, a rendição, né, que levou o Zinho
[1:17:52] a prisão. Isso encorajou comando vermelho,
[1:17:56] facções de tráfico a ocuparem a disputarem áreas de milícia,
[1:18:02] então a grande Jacarepaguá. E zona Oeste, zona sudoeste, né?
[1:18:06] Oeste e sudoeste muito estressadas pelos conflitos, né?
[1:18:13] Entre o os grupos armados por domínio de território, mas eles
[1:18:17] é reportaram que Na Na origem, as milícias ocupavam comunidades
[1:18:26] remotas e pouca densidade populacional.
[1:18:31] E. Passavam a oferecer esses
[1:18:33] serviços que o setor público não oferece.
[1:18:36] Então, transporte, água, gás, internet, segurança.
[1:18:43] Era essa lógica. Enquanto os grupos do tráfico de
[1:18:48] de drogas, e aí ele chamava, eles chamam esse processo de
[1:18:51] colonização, enquanto os grupos de tráfico de droga disputam de
[1:18:57] forma conflituosa em confrontos. Então, dominam por confronto.
[1:19:02] O que provoca é o aumento da letalidade, seja em razão de
[1:19:08] confronto com a polícia, seja em razão de confronto entre os
[1:19:12] próprios criminosos. Mas houve nesse período, uma
[1:19:16] espécie de simbiose entre atividades da milícia e do
[1:19:20] tráfico, de modo que hoje os grupos civis armados do tráfico
[1:19:25] de drogas até vendem drogas, mas já não tem.
[1:19:30] Na droga, a rentabilidade principal.
[1:19:36] Então eles passam a explorar também gás também, internet,
[1:19:43] também, serviços, outros, além de vender droga.
[1:19:47] Então eles se eles se tornam em verdade, sócios, né?
[1:19:51] Das comunidades. Esse, esse, essa conversa eu
[1:19:54] também tive lá No No angu com o Raul.
[1:19:57] Falei um pouco dessa percepção, dessa mudança de padrão.
[1:20:01] Afora isso, as conexões que hoje o tráfico mantém com o poder
[1:20:08] público, seja legislativo, seja forças policiais, forças de
[1:20:14] segurança, seja eventualmente até com o executivo, é nos
[1:20:19] moldes do que aquela CPI das milícias identificou lá atrás.
[1:20:25] Né? 20 anos atrás se descobriu não
[1:20:28] só o domínio de territórios pelos grupos milicianos, mas a
[1:20:32] infiltração deles na política. Vereadores, milicianos,
[1:20:35] deputados milicianos, conexões com o poder político, com o
[1:20:40] executivo locais, tanto na capital quanto na baixada, na
[1:20:43] região metropolitana. E agora, o que que a gente vê?
[1:20:46] A mesma coisa do tráfico. O tráfico aprendeu com a
[1:20:50] milícia. A.
[1:20:52] Dominar territórios e explorar outros serviços.
[1:20:56] E se conectou com a polícia, com a política, com a polícia
[1:21:00] também, mas com a política. E aí você vê casos como o da
[1:21:04] prisão do deputado Th joias, no início de setembro, e na semana
[1:21:10] passada, da prisão de Rodrigo Bacellar, deputado estadual,
[1:21:16] presidente da assembleia legislativa do Rio de Janeiro.
[1:21:20] Acusado de obstrução é de justiça por ter informado ATH
[1:21:28] joias sobre a operação do qual ele seria alvo, dando tempo, na
[1:21:33] véspera, de ele postar um caminhão baú na porta do
[1:21:39] condomínio e fazer uma mudança, exceto 2 freezeres de picanha.
[1:21:45] De tirar os computadores de todos os do gabinete dele Na Na
[1:21:51] assembleia legislativa do Rio. De trocar de celular pra não ser
[1:21:57] pego pela polícia. PH Joyce, um deputado eleito e
[1:22:02] acusado de ser comprador de armas para o comando vermelho no
[1:22:06] Rio de Janeiro. E aí a culpa é da favela?
[1:22:11] Da favela que não tem via de acesso, da favela, que não tem
[1:22:13] ventilação. Da favela, que sofre com falta
[1:22:17] de saneamento, de de água, de serviços públicos básicos e que
[1:22:23] ainda por cima é oprimida pelos grupos armados e também pela
[1:22:28] polícia. Também na semana passada, foram
[1:22:31] 6 policiais presos que participaram da operação.
[1:22:36] É do massacre lá nos complexos do alemão e da Penha.
[1:22:41] Porque roubaram fuzis pra serem revendidos?
[1:22:46] Porque depenaram um carro tirando retrovisor, peça partes
[1:22:52] e as microcâmeras? As câmeras corporais
[1:22:55] determinadas pela ADPF 635, ADPF das favelas, fizeram sua seu
[1:23:01] trabalho e flagraram esse tipo de comportamento.
[1:23:08] Inaceitável por parte das forças de segurança, é isso?
[1:23:13] É isso, gente. Vamos para o nosso último bloco
[1:23:16] para gente fechar este episódio. Bom, deixa eu começar o último
[1:23:24] bloco, só dando um alerta. Aqui é a met sul.
[1:23:29] Você, que é um goleiro há mais tempo, já nos ouviu falar sobre
[1:23:32] a met sul muitas vezes, especialmente quem chegou.
[1:23:37] Naquele momento ali, daquela tragédia do Rio Grande do Sul,
[1:23:40] eles fazem um trabalho. Incrível e eles?
[1:23:43] Estão desde o final da semana passada, especialmente no final
[1:23:46] de semana, soltando muitos alertas.
[1:23:48] Um alerta vermelho de um ciclone muito intenso e incomum, que
[1:23:55] tende a provocar uma onda de tempestade, chuva Extrema, vento
[1:24:00] muito intenso, especialmente no sul do país.
[1:24:04] Com reflexos também no sudeste e no centro Oeste.
[1:24:09] É esse ciclone o esperado, né? É que ele passe aí pelo Rio
[1:24:15] Grande do Sul, especialmente no território do Rio Grande do Sul.
[1:24:19] A trajetória provável é ao longo a partir da segunda à noite,
[1:24:25] mas. Terça e terça.
[1:24:26] De noite e depois ele vá em direção ao mar, mas que possa
[1:24:32] ter reflexos intensos. É e trazendo, né?
[1:24:35] Uma onda de temporais também no centro sul, então ali em alguns
[1:24:40] pedaços do centro Oeste, mas nos outros estados também do sul do
[1:24:43] Brasil é Paraná, Santa Catarina, podendo ter impactos aí de uma
[1:24:48] virada de tempo também é na ali na pontinha do sudeste.
[1:24:53] Então, gente, só para deixar um aviso, né?
[1:24:56] Aí para ao longo dessa terça-feira, especialmente
[1:24:59] terça-feira. No Rio Grande do Sul é e na
[1:25:02] região, né? Que que é muito provável que
[1:25:06] esse ciclone tenha uma potência incomum, como a gente já viu
[1:25:10] acontecer outro dia, né? No sul do Brasil, especialmente
[1:25:14] em relação aos ventos. Mas ele aparentemente também tem
[1:25:18] um potencial de chuva bastante intenso, então estejam ligados
[1:25:23] aí na previsão do tempo. A médio sul tem soltado muitos
[1:25:25] alertas, muitas reportagens com. A trajetória provável desse
[1:25:30] ciclone, os horários, o que esperar, então é, vamos ficar
[1:25:34] atentos a isso. E aí, flavial pra gente fechar?
[1:25:38] Queria que você falasse do da política, né, do mundo político,
[1:25:45] da treta, Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Gilmar
[1:25:50] Mendes. Dando uma resumida aí, Michelle
[1:25:54] Bolsonaro peitando os filhos, né?
[1:25:56] Crise aí da dentro da família Bolsonaro, indicando o Flávio aí
[1:25:59] como candidato a presidente. Acho que essa é uma novidade,
[1:26:02] né? Porque todo mundo esperava que
[1:26:04] ele viesse para senador. É, queria que você desse um
[1:26:08] resumão aí desse pop up para a gente acompanhar na próxima
[1:26:11] semana. Pois é, porque enquanto a vida
[1:26:12] real acontece e nós falamos dela, né?
[1:26:16] Falamos essencialmente de vida real nos 2 primeiros blocos.
[1:26:21] Então, lá em Brasília, A Ilha da Fantasia, um bando de auto
[1:26:25] centrado, pensando em si próprio, né?
[1:26:28] É, na semana passada a gente chegou a tratar aqui da da
[1:26:33] questão da da crise política de Lula com Oo Senado.
[1:26:37] Eu não vou repetir isso, voltem lá.
[1:26:39] O fim da semana foi de relativa calmaria nessa nessa frente,
[1:26:46] porque o Davi alcolumbre retirou a tal.
[1:26:51] Agenda, né? Data da sabatina do Jorge
[1:26:55] Messias, que seria nesta terça, nesta quarta, 10 de de dezembro,
[1:27:01] e ela ainda está sem data, ficou para 2026, então um pouco 111.
[1:27:06] Recuo uma janela de possibilidade de
[1:27:10] restabelecimento das melhores relações ou das relações
[1:27:15] possíveis entre Lula e alcolumbre é.
[1:27:20] Messias, então, segue na sua peregrinação, com licença aí do
[1:27:29] do deboche, né? Mas foi inevitável.
[1:27:33] Eu tive que rico com essa ideia do Messias em peregrinação é
[1:27:38] Messias que é OAGU. No início da semana passada
[1:27:42] também teve uma treta envolvendo aí a família Bolsonaro e o PL
[1:27:47] quando Michelle Bolsonaro, no fim de semana que passou.
[1:27:50] Numa reunião do PL lá no Ceará, se interpôs ao acordo de
[1:27:54] cavalheiros que estava sendo praticamente sacramentado.
[1:27:59] É que fazia é Oo PL apoiar a candidatura do Ciro Gomes, que
[1:28:06] sempre falou muito mal da família Bolsonaro.
[1:28:09] E a Michele deu, deu o papo, né? Disse que era inaceitável.
[1:28:16] Que um homem, que que foi que ofendeu tanto a família dela, o
[1:28:20] marido e os filhos dele, etc. Que fosse ser o candidato
[1:28:24] apoiado pelo partido e que ela tava falando e tinha certeza que
[1:28:29] o Bolsonaro seria contra, que tem que arrumar uma outra
[1:28:32] solução. Rolou 1 MB, barraco porque
[1:28:36] Flávio Bolsonaro e depois Eduardo e depois Carlos se
[1:28:41] apresentaram contra Michele dizendo que.
[1:28:45] Não era nada daquilo que tinha um acordo em andamento e no dia
[1:28:49] seguinte o Flávio Bolsonaro foi visitar o pai.
[1:28:52] EE foi obrigado ele, Flávio, a voltar atrás, dizer que se
[1:28:59] desculpou, a ex primeira dama. É que isso IA ser tratado pelo
[1:29:04] partido, que o partido IA traçar. 11 estratégia de
[1:29:08] diálogo. É mais ampla, ou seja, Michele
[1:29:12] Bolsonaro ganhou 11 Batalha. É, o acordo com Ciro Gomes foi
[1:29:19] desfeito e vamos procurar uma outra solução.
[1:29:27] Tem uma leitura de que Michele é re impôs ao PL, né?
[1:29:33] E a agenda nacional do bolsonarismo, o seu escopo
[1:29:37] moralista e conservador? Né?
[1:29:40] Ou seja, Extrema direita, sem, digamos assim, as nuances, as
[1:29:47] concessões de um centrão ou com um discurso mais, digamos,
[1:29:54] moderado, como se isso fosse possível.
[1:29:58] EE aí tem uma crise na direita, né?
[1:30:02] De outro lado, os filhos que se apresentaram em unidade contra a
[1:30:08] madrasta. Sugerem que Michelle não será
[1:30:12] uma alternativa, como como candidata a vice presidente, por
[1:30:17] exemplo, numa chapa de direita, como se vinha conduzido, como se
[1:30:23] vinha costurando o Valdemar Costa neto, que é o dono do PL
[1:30:27] do caixa. Alavanca muito a candidatura de
[1:30:31] Michelle Bolsonaro. Mas a situação, o clima pesou,
[1:30:35] né? O clima pesou.
[1:30:37] No campo da da Extrema direita. E aí no fim de semana, vem a
[1:30:42] notícia que o Bolsonaro escolheu o Flávio Bolsonaro como
[1:30:48] sucessor, então potencial candidato a presidente, a vice.
[1:30:52] A bolsa despencou, o dólar voltou para a faixa de 5 e 40,
[1:30:57] porque aparentemente o é líder, que é o dono, em alguma medida,
[1:31:02] desse capital político, né? Da Extrema direita e de parte da
[1:31:05] direita. Sinalizou para uma alternativa
[1:31:08] radicalizada, que é manter a família o controle, o que é
[1:31:12] bastante consistente com a forma como o Bolsonaro se comporta.
[1:31:16] É ao longo do tempo. EE fechou as portas para uma
[1:31:21] candidatura de Tarcísio de Freitas, que seria o mais
[1:31:25] competitivo, né? Dos bolsonaristas, no fim de
[1:31:29] semana, o Flávio Bolsonaro deu uma atenuada, dizendo que tudo
[1:31:33] tem seu preço, ele tem seu preço.
[1:31:36] Eu acho que é um ponto, é um é um ponto de observação desta
[1:31:41] semana. Como é que vai ser essa
[1:31:42] movimentação desse campo na direção de quê dele ser um
[1:31:46] candidato a vice, de o candidato principal se comprometer com
[1:31:54] anistia, né? Com o indulto, com perdão a
[1:31:57] Bolsonaro de ter um bolsonarista, um Bolsonaro da
[1:32:03] família, né? Na.
[1:32:05] Chapa presidencial do campo conservador no ano que vem.
[1:32:08] Então se entreabre aí. Mas é muito nitidamente a partir
[1:32:12] da prisão, do trânsito em julgado da prisão de Bolsonaro,
[1:32:16] essa disputa dentro da família e no campo pra ver quem assume
[1:32:20] essa liderança. Eu lembro que Lula manteve OA
[1:32:25] rede muito curta. Quando foi preso e a campanha de
[1:32:28] 2018, muita gente diz que é AA própria.
[1:32:32] Candidatura do Haddad foi muito prejudicada porque o Lula não
[1:32:35] abria mão de ser candidato, mesmo que preso.
[1:32:39] EE só lá No No limite mesmo do tempo previsto.
[1:32:44] Haddad apareceu como cabeça de chapa, né?
[1:32:48] É que seria o Lula. E o Lula realmente manteve seu
[1:32:52] capital político o resto da história, né?
[1:32:54] Nós sabemos. E corre por fora a queda de
[1:32:59] braço, que voltou com muita intensidade entre Congresso
[1:33:03] Nacional e Supremo Tribunal Federal, a partir de uma decisão
[1:33:08] é monocrática, do ministro Gilmar Mendes fazendo alterações
[1:33:14] na lei do impeachment. É um texto de 1950 para
[1:33:16] dificultar impeachment de ministros do Supremo Tribunal
[1:33:22] Federal. Ele impôs, pelo menos, 2
[1:33:27] medidas, com aval inclusive da PGR, do procurador geral da
[1:33:31] República, dizendo que só OPGR pode denunciar ministro do
[1:33:39] supremo. E a lei fala em o povo é
[1:33:44] senadores e a, né? No Senado, 81 pedidos de
[1:33:49] impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
[1:33:52] Com, obviamente, Alexandre de Moraes encabeçando a lista com
[1:33:55] mais de 40 pedidos de impeachment.
[1:33:58] E ficam AAA sensação é de que tem uma fragilidade e tem, né?
[1:34:03] No entre os ministros do supremo, que é uma decisão de um
[1:34:08] presidente do Senado levar adiante, é um processo de
[1:34:11] impeachment com afastamento imediato do ministro.
[1:34:15] E aí ele fez uma alegação de que.
[1:34:18] O processo presidencial é diferente, passa por 2 casas,
[1:34:22] né? A Câmara e depois é o Senado.
[1:34:24] Quem preside o julgamento é um ministro do supremo, né?
[1:34:28] No caso de presidente da República, então você é tem 11
[1:34:32] distribuição que seria necessária, de, de, de de poder
[1:34:37] mesmo, né? De de atribuições que seria
[1:34:40] necessária pra um momento tão conflagrado da política em
[1:34:43] relação ao judiciário. Mas ele fez isso numa decisão
[1:34:48] monocrática. Além disso, impôs que a abertura
[1:34:51] de processo exigiria um quórum de 3/5, né?
[1:34:57] De votos. Hoje, a maioria é simples, o que
[1:35:00] também torna muito mais fácil você é levar adiante.
[1:35:05] Isso foi interpretado, é, embora com alguma racionalidade na
[1:35:10] reflexão sobre a lógica da medida, mais uma 11 ato de
[1:35:15] autoproteção. Contra o legislativo, numa
[1:35:20] decisão monocrática do decano do Supremo Tribunal Federal.
[1:35:24] A decisão vai ser submetida a plenário eletrônico.
[1:35:30] A votação, né? É plenário virtual.
[1:35:34] Há uma tendência, né? De quem mais é é especialista
[1:35:38] nisso, de que o que OA maioria dos ministros acompanhem Gilmar
[1:35:41] Mendes, mas já. Criou se uma tensão absurda.
[1:35:45] O Davi alcolumbre, presidente do Senado, falou que é
[1:35:48] inadmissível. Aí projetos que alteram essa,
[1:35:54] essa, essa legislação e esse entendimento voltaram a
[1:35:58] circular. O presidente da Câmara tenta
[1:36:01] apaziguar o Jorge Messias. AGU fez uma petição pedindo para
[1:36:07] o Gilmar Mendes reconsiderar OOO tema e levou uma traletada.
[1:36:13] O Gilmar Mendes disse que não cabe reconsideração, que isso
[1:36:15] não está previsto na legislação EEA.
[1:36:20] Interpretação foi de que o Messias fez um aceno aos
[1:36:24] senadores. Ele, que quer ser ministro do
[1:36:27] supremo, fez um aceno aos senadores que vão sabatiná lo
[1:36:31] sabatiná lo e podem aprovar, né? Vão sabatiná lo e vão aprovar ou
[1:36:39] não? A sua indicação como ministro do
[1:36:43] Supremo Tribunal Federal, então, tem crise para todos os gostos.
[1:36:46] Tem crise no PL, tem crise governo, Senado, tem crise entre
[1:36:54] Senado, Congresso e STF. Tem uma antipatia de STF com o
[1:37:01] AGU, que quer ser ministro do Supremo Tribunal Federal.
[1:37:05] Ou seja, escolham sua briga, comprem pipoca.
[1:37:08] Que realmente é comédia, viu a política no Brasil?
[1:37:12] É, minha gente, 8 de dezembro, não?
[1:37:17] Agora, a essa. Altura já 9 de dezembro que você
[1:37:19] está ouvindo isso e as esse nível de movimentação
[1:37:25] acontecendo? Prenúncio de 2026, que vai ser
[1:37:28] um ano, um ano bem tranquilinho, né?
[1:37:33] Vamos encerrar esse episódio favel.
[1:37:35] É, eu só quero encerrar festejando que Wagner Moura
[1:37:39] querido foi indicado ao Globo de ouro de melhor ator e o agente
[1:37:45] secreto ao Globo de ouro de melhor filme de drama e de
[1:37:49] melhor filme língua não inglesa. Então agente secreto fazendo
[1:37:54] ali, trilhando ali o caminho que nós já observamos anteriormente,
[1:38:00] ainda estou aqui. Chique, chique, chique.
[1:38:03] E eu que ainda não assisti, que raiva.
[1:38:06] Mas gente, antes do ano virar, eu tenho que resolver isso, vou
[1:38:10] resolver, prometo, prometo, prometo, prometo.
[1:38:13] Bom, é isso um gulers, boa semana para vocês, né?
[1:38:19] Um bom final de semana, dezembro, tô orando, boas
[1:38:23] confraternizações. De fim de ano.
[1:38:25] Para todo mundo. Sobrevivam, resistam a dezembro.
[1:38:30] Semana que vem estamos de volta. Tem episódio dia 16 e aí 23 já é
[1:38:37] o nosso especial enredos de Carnaval.
[1:38:43] Animada para isso. Aguardem até semana que vem,
[1:38:47] minha gente. Até boa semana.
[1:38:50] Salve nossa senhora da Conceição.
[1:38:52] Hoje é dia 8 de dezembro, esse dia da gravação.
[1:38:55] Quarta semana passada tivemos o dia de Santa Bárbara.
[1:38:58] Que é associada cruzada sincretizada com iansã, nossa
[1:39:03] senhora da Conceição é com Oxum e em alguns lugares com iemanjá
[1:39:08] também. Então eu desejo uma semana
[1:39:12] pegada de bênçãos, de proteções por essas iabais tão essenciais
[1:39:18] na nossa. Vida, salve o vento, salve as
[1:39:20] águas, axé, salve as mulheres. É.
[1:39:23] Sobre minha gente, axé, beijo, boa semana pra todo mundo.
[1:39:28] Até semana que vem.

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