# Lula e Trump, Milei vitorioso #307

An episode of [Angu de Grilo](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1477913959), 28 Oct 2025, 2 h 04 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d0822c8/podcast/play/110310815/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-9-28%2F19734d5b-8549-e99c-25c9-cc3b98c8c616.mp3

Boa terça, angulers! Abrimos o #307 comentando a esperada reunião entre Lula e Trump, que aconteceu na Malásia. Ainda que sem alterações nas tarifas, a conversa foi positiva e abriu o diálogo entre os dois presidentes. No segundo bloco, a vitória do partido de Milei nas eleições legislativas na Argentina. Resultado surpreendente e avassalador que chancela os próximos dois anos de poder do Presidente. Por fim, o aval do Ibama para a perfuração exploratória na Foz do Amazonas e a peça “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, protagonizada por Wagner Moura. Sirva-se! Cortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_ Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorne Cortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza

## Transcript

[0:02] Oi, eu sou a Flávia. Eu sou a Isabela.
[0:04] E você caiu bango, de grilo grilo.
[0:22] Grilo está no ar. Boa terça-feira para vocês, boa
[0:31] semana é finalzinho de outubro. E aí flavel?
[0:37] Nossa, que fim de semana. Histórico épico.
[0:42] Eu estou morta. Eu estou rouca.
[0:44] Está, mas realmente valeu a pena.
[0:48] Eu fiz de um tudo nesse fim de semana, tirando ir à academia.
[0:54] O resto teve até a praia no Rio de Janeiro.
[0:58] Eu fui depois de 100 anos. Pois é uma carioca que quase não
[1:02] vai à praia, gente. Crimes, crimes.
[1:06] Eu basicamente vou no fim do ano, no 30 e no último dia do
[1:09] ano pra fazer minha meu descarrego e agradecer e no dia
[1:14] do meu aniversário, mas esse ano eu nem no meu aniversário estava
[1:18] e eu perdi um pouco de paciência com praia cheia, muito calor,
[1:23] enfim. Mas aí queria ver meu neto um
[1:25] pouco aí. Fui à praia com minha filha, meu
[1:29] genro, meu neto por 1 hora e meia no domingo.
[1:34] Mas foi muito intenso. O fim de semana começou na
[1:36] sexta-feira com a peça um julgamento do Wagner Moura, que
[1:42] é assim. Passou pelo festival?
[1:48] A gente vai falar no final, junto da dica dessas dicas
[1:51] culturais. Passou pelo sábado o festival ou
[1:58] e depois um sarau. Cantei tudo a Capela, mas assim,
[2:03] ousadia, ao lado de dona Áurea Martins.
[2:07] Eu gosto, mas é 11 abuso, né? Enfim, mas me deram, botaram o
[2:12] microfone na minha mão, acabou e domingo, gente, eu acabei.
[2:18] Não consegui comprar o ingresso porque realmente não tinha, mas
[2:22] minha querida amiga. Da vida toda, Rita vitinha
[2:27] lamosa foi convidada e me levou de acompanhante.
[2:32] Eu já estava com a intuição de que faltava o Jorge Ben Jor no
[2:37] elenco de convidados. É do sul do Gil e achava que
[2:41] tinha uma grande possibilidade de se isso acontecesse, que
[2:47] fosse no Rio de Janeiro. Porque o Ben Jor não sai, né?
[2:50] E lá ainda comentei com ela, falei também tá faltando o
[2:53] Hebert Viana, porque eu sabia da né?
[2:58] Da da parceria deles na composição, a novidade putz
[3:03] grilo no meio do show, me entra o para Lamas do sucesso.
[3:07] Eles ainda contaram a história, né?
[3:10] Da da parceria que o Hebert disse que era a última música do
[3:14] disco, ligou pro selvagem que eles estavam é gravando.
[3:20] E pediu pro Gil botar uma letra. Depois eu fui ler, porque o Gil
[3:24] lá falou que foi uma empresa de até deu 111 detonada no nos
[3:28] Correios, mas que foi injusta porque eu fui lendo na biografia
[3:33] do Gil, que conta a história da das canções.
[3:36] Livro é biografia das canções, né?
[3:40] E ele conta que recebeu a fita por Sedex.
[3:42] Ele estava em Florianópolis e o Hebert mandou AA fita.
[3:48] E aí ele tava trabalhando, olhando o mar numa numa num
[3:53] hotel de frente pro mar, e aí pensou nessa ideia da da sereia
[3:59] e a fita chegou. E aí ele pensou nisso, a
[4:03] novidade. A novidade veio lá na praia e aí
[4:06] fez essa imensa reflexão sobre desigualdade, né?
[4:11] Essa letra é muito incrível e obviamente virou um sucesso
[4:16] estrondoso na época. Então teve Os Paralamas do
[4:20] Sucesso, aí teve a paz com um mestrinho praticamente na
[4:27] sanfona, não acordei uma coisa linda também, que aliás,
[4:31] mestrinho, que participou do início do show do João Gomes com
[4:35] o com OJPE. Depois brotou No No na farmácia
[4:40] arena. Aí teve a flor Gil, que também
[4:44] cantou, que também fez uma participação.
[4:48] E caramba, quando chegou no final, usar naquele momento do
[4:52] show, que é super pra cima, né? Que ele vai, é muito dançante.
[4:58] Quando começa isso, ele chama bem Jó.
[5:02] Olha gente, eu não tenho palavras.
[5:04] Ele cantou filhos de Gandhi também fui procurar AA história,
[5:09] né? Dessa canção.
[5:11] E é incrível porque ele diz que voltou do do exílio.
[5:15] E encontrou Oo filho gigante com 4050 pessoas num Carnaval na
[5:20] Bahia. E ele tinha uma memória afetiva
[5:22] de um do bloco que tinha sido criado em 1949.
[5:26] O Gil, como sabemos, é de 42. E ele tinha uma memória afetiva
[5:29] do filho gigante como uma manifestação cultural
[5:32] importante. Aí ele se inscreve, né?
[5:44] Vira componente e faz essa canção.
[5:49] Manda descer todo pessoal pra ver filhos gigante e filhos
[5:53] gigante hoje é isso, né? Aí eles cantaram memoriô, e aí
[5:58] eles cantaram uma música que uma composição deles, o benjor,
[6:02] estava super entregue, regendo a plateia daquele jeito.
[6:06] Gente, foi tão bonito. Ele falou alguns xangô no palco,
[6:13] olha, eu quero chorar e a banda não IA embora tocando.
[6:19] O Gil não queria embora. O show durou praticamente 3
[6:22] horas, foi assim, uma foi uma loucura, foi uma apoteose,
[6:26] estava marcada para 8, começou quase 9, e a gente saiu de lá
[6:32] meia-noite no domingo. Por isso que a minha voz está
[6:36] péssima, mas foi uma coisa histórica.
[6:40] Foi histórico, porque o Gil falou, né?
[6:43] Da influência que o benjor tem Na Na vida, na trajetória, na
[6:48] carreira dele, o quanto ele só queria tocar benjor EE.
[6:55] Aí o benjor falou que eles são amigos há muitos anos, 60 anos,
[7:01] sei lá, mas tiveram altos e baixos.
[7:05] Aí ele fala para o Gil. É que você foi, foi embora pra
[7:10] Londres e eu fiquei aqui, e aí o Gil fala, você e gaúcha ficaram,
[7:16] ele chora, ele se emociona, gaúcha é a gal, né?
[7:21] Ele chama gau de gaúcha porque foram os que não, não foram
[7:26] exilados. E eu lembrei do Milton
[7:29] Nascimento e também me emocionei muito que o Milton também não,
[7:32] não saiu, né? Em algum momento foi até
[7:36] incompreendido. Enfim, já estou chorando, nem
[7:38] começou o programa. Meu Deus do céu.
[7:42] É porque foi muito forte. Foi realmente muito forte.
[7:48] Foi, foi sim. Aí ele conta que aí ele fala
[7:51] assim para o Ben Jor, você se livrou, o jardineiro te te
[7:56] protegeu, e aí o benjor conta a história que ele estava voltando
[8:01] para casa, acho que em São Paulo, o endereço em São Paulo e
[8:06] a polícia estava lá. Realmente.
[8:09] E aí ele vinha caminhando e viu um jardineiro fazendo assim,
[8:12] acenando para ele vazar, e ele não entendia que era com ele,
[8:17] achou que era alguém atrás dele, olhou para trás, EOO jardineiro
[8:20] mandando ele vazar e quando ele cai na cai a ficha, ele fala,
[8:24] eu, aí o cara é tipo, vaza meu irmão.
[8:28] Aí ele toma outro rumo e à noite foi saber que Oo Gil tinha sido
[8:33] preso. Ele estava indo para casa do
[8:36] empresário deles na época, que era o Guilherme Araújo.
[8:40] Nossa, nossa, nossa, nossa, foi incrível, realmente incrível.
[8:47] É aí no banheiro do da farmácia, era encontremira leitão.
[8:53] Foi tão engraçado o encontro de banheiro.
[8:56] Ela também, completamente emocionada, completamente
[8:59] entregue o fim de semana no sábado.
[9:03] Teve o ato, né? Dos 50 anos do assassinato do
[9:07] Vladimir Herzog, teve uma cerimônia ecumênica na Catedral
[9:13] da Sé. Como 50 anos atrás eu tava no
[9:18] UOL, não podia ir pra São Paulo, mas fiz uma, fiz uma fala,
[9:24] Miriam, tava lá na missa. Na cerimônia, ministra Maria
[9:29] Elizabeth, do superior tribunal militar.
[9:33] Pediu perdão em nome da justiça militar, as vítimas e as
[9:38] famílias. A cena muito comovente, muito,
[9:42] muito forte, muito impactante. E eu também estou
[9:45] particularmente honrada porque ontem, na praça memorial do do
[9:51] Vladimir Herzog, eles assentaram alguns tijolos com nomes de.
[9:57] Defensores dos direitos humanos, da democracia.
[10:01] EE um tijolinho tem o meu nome. Eu estou muito emocionada com
[10:05] isso também fiquei muito emocionada de ver essa imagem.
[10:10] É colegas como a do hit, que é uma referência do hit rarazin,
[10:14] uma referência que hoje segunda-feira, 27, né?
[10:18] Vocês estão ouvindo? A partir de terça, mas
[10:21] segunda-feira, 27, ela vai receber o prêmio especial.
[10:25] Vladimir Herzog de direitos humanos.
[10:27] Prêmio que eu ganhei no ano passado, que muito me honrou,
[10:31] que muito me emocionou e dohit também.
[10:34] É tijolinho sono e abrilha tijolinho, Sandra passarinho é
[10:38] tijolinho, Glória Maria, tijolinho, entre tantos outros
[10:43] nomes incríveis. Então assim, nossa, eu tô tô
[10:48] quase metida. Gente que ela é uma das maiores
[10:55] jornalistas do Brasil. Foi linda, sabe?
[11:00] Foi um fim de semana muito especial, foi.
[11:03] Realmente ainda vamos falar da peça depois lá no nosso último
[11:10] bloco, gente, vamos começar esse episódio, Socorro.
[11:18] É, já tivemos até lágrimas na abertura, então este ângulo
[11:23] promete, vamos abrir. Falando do encontro entre Trump
[11:27] e Lula, que rolou lá na Malásia, como esperado, né?
[11:33] Estava no ar que eles poderiam acabar marcando essa reunião
[11:38] entre eles presencial Na Na Malásia.
[11:40] E realmente aconteceu. Então vamos falar sobre isso,
[11:44] vamos falar no nosso segundo bloco da Argentina, porque.
[11:50] Teve as eleições? Legislativas que a gente tinha
[11:53] comentado na semana passada e o partido do milei foi
[11:57] surpreendentemente bem. Ninguém esperava.
[12:01] Gente, vamos falar sobre isso e dar uma atualizada no que a
[12:07] gente deixou, né? Pendurado aí de pop up de
[12:09] América do sul na semana passada.
[12:13] E aí, no último bloco, a gente trata dos pop paps pra gente
[12:16] acompanhar nessa semana e das nossas dicas culturais que vocês
[12:22] sabem que chegam sempre no final do episódio.
[12:26] Então vamos começar nosso papo. Bom, vamos falar desse encontro
[12:33] Lula e Trump lá na Malásia, na cúpula da associação das nações
[12:39] do sudeste asiático. A gente tinha deixado isso aqui
[12:43] no ar também quando houve aquele momento, né?
[12:47] Que eles se encontraram, se esbarraram na assembleia da ONU,
[12:51] tinha ficado pendurado de que é possível que a reunião de fato
[12:55] presencial deles acontecessem lá na Malásia.
[12:59] E de fato veio. Aí.
[13:01] Aconteceu. Imagino que muitos de vocês
[13:04] acordaram no domingo. Com já com as imagens da foto
[13:11] deles 2, né? Juntos foi no domingo, isso já
[13:16] na tarde do domingo no horário né?
[13:18] Da da Malásia, ainda madrugada de sábado pra domingo aqui no
[13:23] horário de Brasília. Então todo mundo acordou já com
[13:26] a foto deles 2 postadas na rede social e é na legenda da foto no
[13:32] Instagram do Lula, ele escreveu o seguinte.
[13:35] Tive uma ótima reunião com o presidente Donald Trump na tarde
[13:38] desse domingo na Malásia. Discutimos de forma Franca e
[13:41] construtiva a agenda comercial e econômica bilateral.
[13:45] Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para
[13:49] avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções
[13:53] contra as autoridades brasileiras.
[13:56] Então essa foi a nota é postada, né, nas redes do do Lula.
[14:03] E aí, queria tratar aqui dos pontos que foram conversados.
[14:08] Segundo o Planalto, foram 45 minutos de reunião.
[14:12] A reunião ocorreu principalmente por uma tentativa, né, do
[14:18] governo brasileiro, do do Lula, de reduzir aquelas tarifas de
[14:22] 50%, né? Pros produtos brasileiros, vocês
[14:26] sabem disso, pelo amor de Deus. Se não sabem, volta aí, uns
[14:29] Angus para trás. Que tem essa história bastante
[14:33] esmiuçada. E o que como é que foi a
[14:36] conversa é Trump disse. Isso.
[14:39] É uma honra estar com o presidente do Brasil, que eles
[14:42] fariam bons acordos. Lula argumentou que a imposição
[14:46] de tarifas não tem base técnica e que, na verdade, os Estados
[14:49] Unidos tem superávit na balança comercial com o Brasil.
[14:52] Ninguém aguenta mais me ouvir falando essa frase, nem aguenta
[14:56] mais o governo brasileiro e o Lula repetirem essa frase.
[15:01] É, Lula propôs um cronograma de negociações entre as equipes
[15:05] brasileiras e norte Americanas para tratar do assunto.
[15:08] Ficou Combinado que os representantes do Brasil se
[15:11] reuniriam na manhã dessa segunda-feira, dia 27, quando a
[15:15] gente tá gravando aqui com o representante comercial dos
[15:19] Estados Unidos, o secretário do Tesouro americano e o secretário
[15:22] de estado, que é o Marco Marco lubio Lula.
[15:26] Também pediu a revogação das sanções as autoridades
[15:28] brasileiras. E disse que o julgamento do ex
[15:31] presidente Jair Bolsonaro é seguiu o devido processo legal
[15:35] do Trump. Combinaram visitas recíprocas.
[15:39] Também reforçou um pedido para manter a América do sul como
[15:42] zona de paz e se propôs a ser interlocutor com a Venezuela.
[15:46] Isso é uma das coisas que a gente tratou na semana passada.
[15:50] Nos primeiros 10 minutos de encontro, eles falaram com
[15:53] jornalistas por cerca de 10 minutos.
[15:56] É e sinalizou. Chances de acordo?
[16:02] Bom, depois disso já vou passar pra Flávia hall pra comentar OA
[16:09] repercussão, mas nessa segunda-feira o Trump voltou a
[16:14] mencionar falar da reunião com o Lula.
[16:16] Disse que a reunião foi muito boa, vamos ver o que acontece.
[16:20] Não sei se alguma coisa vai acontecer, mas veremos.
[16:22] Eles gostariam de fazer um acordo.
[16:24] Vamos ver agora mesmo. Eles estão pagando 50% de
[16:28] tarifa. Quero desejar um feliz
[16:29] aniversário ao presidente. Hoje é aniversário dele.
[16:32] Ele é um cara muito vigoroso, na verdade, e foi muito
[16:35] impressionante. Então foi foi bastante
[16:40] surpreendente e a princípio, positiva, né?
[16:43] A reunião de fato proposta pra essa segunda-feira já começou a
[16:49] reunião do dos representantes dos Estados Unidos e
[16:53] representantes do Brasil. E também, segundo informações,
[16:58] uma cúpula brasileira com Alckmin, Mauro Vieira, ministro
[17:02] das relações Exteriores, e Haddad, ministro da economia,
[17:06] vão pra Washington na semana que vem pra continuar as
[17:11] negociações. E aí queria jogar pra Flávia Ol
[17:17] para os comentários dela sobre essa reunião e também pra
[17:22] comentar o seguinte. Como é que aqui dentro foi visto
[17:27] esse entorno no entorno especialmente do Bolsonaro, né?
[17:32] Já temos informação de que a foto deles 2 muito sorridentes
[17:37] apertando a mão, uma reunião que sai com o saldo frutífero, né?
[17:41] Com Trump no dia seguinte, dando parabéns pro Lula, falando que
[17:46] foi impressionante a reunião, que ele é muito vigoroso.
[17:49] Como é que isso é visto entre os aliados de Bolsonaro?
[17:54] É, a informação é que foi vista como perdemos esse espaço, né?
[18:00] Porque é foi foi vista como a consolidação do Lula, como esse
[18:05] interlocutor dos Estados Unidos com o Trump e não mais o Eduardo
[18:11] Bolsonaro, que estava se colocando nesse lugar, né, com
[18:14] alguém com acesso privilegiado ao Trump.
[18:17] E aí acho que vale lembrar porque a gente já tinha citado
[18:20] isso. É na, no, no encontro, né?
[18:24] No esbarrão deles lá no na ONU, que depois disso e imediatamente
[18:29] depois desse encontro, o Trump não falou mais nada de
[18:32] Bolsonaro, nem nada de Eduardo Bolsonaro, nem nada dos filhos.
[18:37] Isso não foi citado mais. É por ele, da forma como ele
[18:43] vinha, né? Se manifestando em defesa de
[18:47] Jair Bolsonaro, falando de uma perseguição política, uma caça
[18:50] às bruxas, então. Esse discurso sumiu, então,
[18:55] flavel, eu queria te ouvir sobre esse encontro e as expectativas,
[18:59] será que vai ter uma redução de tarifa?
[19:02] E parece que assim, Oo canal foi positivamente aberto achar
[19:07] estranho. Se depois de tudo isso se
[19:10] mantivessem essas tarifas de 50%, qual é sua opinião?
[19:14] É, por enquanto não mudou nada, né?
[19:17] O que mudou foi 11 distensionamento.
[19:21] Uma reaproximação e um início. Eu IA falar reinício, né?
[19:25] Mas nunca tinha tido, né? É diálogo com Oo governo Trump e
[19:32] agora se pode dizer que os canais, né?
[19:35] De diálogo. Eles foram restabelecidos ou
[19:40] estabelecidos. Vou usar restabelecidos porque
[19:44] houve uma interdição dolosa, a partir da atuação de Eduardo
[19:49] Bolsonaro. E Paulo Figueiredo, né?
[19:52] Que levaram não só as sanções contra Alexandre de Moraes, no
[19:58] caso específico dele, da mulher, da da empresa do instituto, pela
[20:03] lei magnitski, que é uma sanção muito grave, que alcança
[20:07] violador, que alcança ditadores, violadores de direitos humanos.
[20:14] Criminosos, digamos assim. E é além disso suspensão de
[20:19] visto, né? Retaliação também há muitas
[20:22] autoridades brasileiras, incluindo o ministro da justiça,
[20:28] Ricardo Lewandowski, e o ministro da saúde, Alexandre
[20:31] Padilha. Né?
[20:32] Ambos tiveram os vistos suspensos, né, cancelados, entre
[20:40] outros. 8 ministros do supremo, né, Alexandre EE mais 7 livraram
[20:46] se aparentemente, né? Ao que se sabe é Luiz Fux, André
[20:51] Mendonça e ministro Nunes Marques e o tarifácio.
[20:56] Mas não só o tarifácio, né? O tarifácio que entrou em vigor
[20:59] dia 6 de agosto com é 700 exceções, mas ainda assim
[21:05] alcançando algo entre 4045 por cento, né?
[21:10] Da pauta. De exportações do Brasil para os
[21:13] Estados Unidos. E ainda houve, é bom lembrar, a
[21:17] abertura de investigação pela sessão 301, por práticas de
[21:23] desleais, né? De de concorrência de comércio
[21:27] exterior em várias áreas. Até o Pix vamos lembrar, né, até
[21:32] o Pix foi citado. Desmatamento a 25 de março.
[21:38] A questão do etanol, que era um contencioso, o mais, digamos
[21:42] assim, concreto, mas foram várias, é a questão das big
[21:47] techs, né? Da da legislação.
[21:50] Então é entre julho e setembro, até o discurso é de Lula e Trump
[21:59] na ONU, e aquele encontro de segundos que eles tiveram nos
[22:02] corredores da ONU, o cenário era de era ladeira abaixo, né?
[22:08] Realmente de sanções pesadas e de uma tentativa de asfixia,
[22:15] coação, chantagem contra o Brasil na direção.
[22:20] E isso era mencionado, né? Nas mensagens, na diplomacia de
[22:25] rede social, que é um é um dado, né?
[22:28] Desse nosso, é momento global. É a referência à anulação do
[22:35] processo, né? De contra Jair Bolsonaro.
[22:39] O que a gente viu foi um Brasil altivo, seja do ponto de vista
[22:44] do executivo, né? De Lula, do governo Lula, da
[22:47] forma como a comunicação também é, agiu na direção da defesa, da
[22:52] soberania e tudo é e tudo mais. E do ponto de vista judiciário
[22:58] também, né? Do poder judiciário, que deu
[23:02] andamento ao julgamento e a condenação.
[23:05] Agora, a partir de uma atuação que eu atribuo ao Itamaraty, ao
[23:12] próprio vice presidente Alckmin, que é presidente, é que é
[23:16] ministro do desenvolvimento da indústria e comércio e os
[23:20] esforços, o estímulo é a convocação de empresários
[23:26] brasileiros. E é americanos que importam é
[23:30] mercadorias do Brasil. Ou empresários brasileiros que
[23:35] tem negócios nos Estados Unidos, empresários americanos que tem
[23:38] negócios no Brasil? É.
[23:40] Houve 11 alinhamento na direção de pressionar requisitar.
[23:50] É uma mudança de de atitude do governo Trump.
[23:56] Houve o envio de emissários para entender o que estava
[23:58] acontecendo no Brasil. E acho que isso foi decisivo,
[24:03] né? Todos esses fatores, a altivez é
[24:06] do executivo, a forma como OA própria sociedade brasileira se
[24:11] engajou Na Na ideia de repudiar essa interferência, essa
[24:16] intervenção estrangeira, né? Dos Estados Unidos é no Brasil.
[24:21] O próprio risco de o Brasil aumentar a sua dependência da
[24:25] China, dado que se descobriu também que a dependência é dos
[24:31] Estados Unidos, não tinha o tamanho que talvez os Estados
[24:35] Unidos imaginassem a ponto de inviabilizar, né?
[24:39] O comércio exterior e a própria economia brasileira.
[24:42] E essa gestão de empresários EOA gente já citou aqui o nome dos
[24:48] irmão irmãos Batista. Wesley, Joesley, que tem
[24:52] negócios, né? Do JBS, grandes produtores de
[24:55] carne, que tem produção dentro dos Estados Unidos.
[25:00] São nomes que fizeram gestão junto à Casa Branca e houve essa
[25:04] possibilidade de reaproximação. O que eu achei interessante é
[25:09] que a gente tá indo gradativamente, restabelecendo
[25:14] relações diplomáticas que independentes em tese, né?
[25:19] Comerciais que, independentemente de
[25:21] divergências ideológicas, sempre altaram, né?
[25:27] A convivência entre Brasil e Estados Unidos, esse período,
[25:32] né, que antecedeu aí o encontro de Lula e Trump Na Na ONU, ele é
[25:37] tido, e acho que sem exagero, como o pior período, né?
[25:42] A pior fase. Pior é o pior momento das
[25:46] relações. Entre Brasil e Estados Unidos em
[25:50] 201 anos de relações diplomáticas estabelecidas.
[25:55] Então é o encontro da ONU. Na sequência, o telefonema de
[26:02] Trump pra Lula é a determinação de que Marco Rubio é secretário
[26:10] de estado. Fosse o interlocutor, né?
[26:14] É o nome indicado por Trump para negociar com o governo
[26:18] brasileiro a viagem de Mauro Vieira.
[26:22] É nosso chanceler aos Estados Unidos para se reunir com o
[26:26] Rubio e traçar, né? É esse, esse debate, essa
[26:32] agenda. E a possibilidade desse encontro
[26:36] é que aconteceu efetivamente durante a viagem dos 2
[26:39] presidentes à à Malásia, à quala lumpur.
[26:44] Houve uma relação 11 reunião bilateral em que os 2, enfim,
[26:54] fizeram elogios, chamaram atenção pra reabertura desse
[26:58] diálogo. Demonstraram ainda, né?
[27:02] A empatia. Nesta segunda-feira, o Trump
[27:05] chegou a publicamente parabenizar o Lula pelo
[27:08] aniversário de 80 anos. Consta também que ele ficou
[27:11] muito impressionado com o Lula ter contado que também enfrentou
[27:16] é prisão, 580 dias na prisão, um, enfim, toda.
[27:21] Toda a questão judicial que isso sensibiliza o Trump, né?
[27:24] Porque ele não sabia. Ele também se considera, né?
[27:30] Não podia saber, mas ele tava muito impactado, né, pela
[27:36] história do Bolsonaro sugerindo. 11 semelhança, né?
[27:41] Uma analogia com o que ele enfrentou e ele foi mesmo, né?
[27:46] Golpista lá, mas as instituições não funcionaram como como aqui.
[27:51] Não vou entrar nesse nesse mérito.
[27:53] O Lula chegou a falar isso algumas vezes, né?
[27:56] Publicamente, mas é, eu acho que essa história da prisão do Lula
[28:02] também foi usada como 11 estratégia de fixação da
[28:07] empatia. Né?
[28:09] OA Raquel carambou, nossa, a correspondente lá da da
[28:14] GloboNews em Washington, que acompanha uma viagem, perguntou
[28:18] pelo Bolsonaro se o Bolsonaro seria tratado e o Trump seria
[28:22] tema, né, da reunião, a Liberdade do Bolsonaro, e o
[28:25] Trump falou, Ah, eu fiquei muito chateado com muita pena dele,
[28:28] algo assim, sabe? Todas as os sinais, inclusive, é
[28:34] a partir de uma diplomacia. Convencionar o livro, texto que
[28:41] parece ter voltado a operar tá no centro agora do do debate.
[28:46] Elas indicam esse empreendimento.
[28:49] Eduardo Bolsonaro, Bolsonaro pai, Paulo Figueiredo, né?
[28:54] Extrema direita como uma página praticamente virada, uma leitura
[29:00] mais otimista vai falar em página virada, uma leitura mais
[29:04] moderada. Vai dizer que é está
[29:07] secundarizado que não? Eles perderam o monopólio de
[29:12] interlocução com a Casa Branca, com o governo Trump, e o próprio
[29:16] engajamento do Trump em relação a isso é viável?
[29:20] Visível, né? Não dá pra negar que isso
[29:23] aconteceu porque teve um momento em que era diariamente havia é
[29:30] postagens na rede social de ataque ao Brasil de ataque,
[29:34] Alexandre de Moraes. É de pressão de referência a
[29:39] Bolsonaro ser vítima de uma caça às bruxas.
[29:42] E isso desapareceu, aliás, no fim de semana.
[29:46] Uma das postagens que é chamaram atenção foi da embaixada dos
[29:51] Estados Unidos no Brasil, dizendo, né?
[29:53] Do encontro, reproduzindo lá uma declaração do Trump.
[29:58] E a gente lembra que a própria embaixada dos Estados Unidos no
[30:01] Brasil foi muito aguerrida, né? Traduzindo, ameaçando ou
[30:08] traduzindo e repostando as ameaças de autoridades
[30:12] Americanas, Lula teria teria entregue, não entregou um
[30:17] documento com esclarecimentos em relação ao estado das relações
[30:23] comerciais, é entre Brasil e Estados Unidos.
[30:27] E o primeiro ponto é dizer que não há déficit.
[30:30] Não havia, são 15 anos em que houve um superávit.
[30:35] De mais de 400 bilhões de dólares dos Estados Unidos.
[30:39] Em relação ao Brasil, Trump se preocupa muito com esse tema do
[30:42] déficit e estava desinformado ou usando politicamente uma mentira
[30:50] para justificar sanções ao Brasil.
[30:53] Então, o primeiro ponto é é refutar a ideia de que o Brasil
[30:59] é deficitário com os Estados Unidos.
[31:01] Além disso, há. Inúmeras argumentações em
[31:06] relação aos setores que estão sendo prejudicados, e café e
[31:12] carnes são os setores que estão tanto na linha de frente porque
[31:18] há impacto objetivo já medido na inflação ao consumidor
[31:25] americano, justamente porque o Brasil é o maior produtor
[31:28] exportador de café do mundo. E o café?
[31:31] Sem o café brasileiro ou com o café sobretaxado, houve repasse.
[31:35] Os Estados Unidos são movidos também.
[31:38] É a café. No caso da carne também, né?
[31:41] A carne brasileira é parte. É da mistura que dá nos
[31:46] hambúrgueres, que dá nas almôndegas, que dá nos tacos que
[31:49] os tex macks vendem. Então, se a gente for pensar num
[31:54] gradualismo. Pode ser que se retire não os
[31:57] 40% de tarifa geral, mas de alguns setores localizados.
[32:03] Embora o pedido de Trump, seja nessa direção ou pedido de Lula,
[32:09] seja na direção de tirar os 40% voltarem a vigorar os os 10.
[32:15] O setor de máquinas é maquinário pesado.
[32:18] Está sofrendo porque tem o mercado o os Estados Unidos como
[32:22] o mercado exportador importador importante.
[32:25] Setor de calçados está sofrendo muito e é interessante como
[32:29] marcas brasileiras que vendem no mercado Internacional estão
[32:32] fazendo ação para vendas dentro do Brasil, né?
[32:35] No consumidor brasileiro você percebe isso nitidamente nas
[32:39] redes sociais. Setor de móveis também.
[32:44] Então há preocupações, né? Agora, por outro lado, também,
[32:49] Oo Brasil nesse nesse período, nesse intervalo de tempo.
[32:55] Tem conseguido é demonstrar que há interesse por produtos,
[33:00] principalmente o café. A carne é arrumando outros
[33:04] destinos, inclusive porque café vive 11.
[33:07] Escassez, né? De oferta e a própria viagem ao
[33:11] Lula? Antes de de se encontrar com o
[33:15] com o Trump na Malásia, ele esteve em Jacarta, na Indonésia,
[33:22] numa visita de estado. Em que é?
[33:27] Os 2 presidentes anunciaram a intenção de intensificar o
[33:31] comércio entre os 2 banésia parceiro brics também é,
[33:35] inclusive, estudos na direção de uma negociação de relações
[33:40] comerciais com moedas locais. Né?
[33:42] Saindo do dólar, que muita gente achou que IA ser complicado, o
[33:47] que que o Lula foi falar disso às vésperas de se encontrar com
[33:50] o Trump? As pessoas têm 11 covardia, que
[33:53] é impressionante, né? Não pode falar de uma interdição
[33:57] ao debate. Os temas tem que ser debatidos.
[34:01] E o dólar até por conta dessa forma que o Trump tem de
[34:05] negociar unilateralmente, em portarifas, etcetera, isso tem é
[34:10] enfraquecido e aumentado a desconfiança em relação aos
[34:13] Estados Unidos como o parceiro comercial estável que sempre
[34:16] foi. Então assim, os países não tem
[34:19] autonomia, não são soberanos. Pra criar mecanismo à luz dos
[34:24] nossos avanços tecnológicos planetários, criar mecanismos de
[34:28] uma de relações de trocas que envolvam as próprias moedas,
[34:33] quando rigorosamente os as principais economias do mundo
[34:37] estão, por exemplo, comprando ouro, fizeram o ouro aumentar
[34:40] 50% em 1 ano, justamente pra compor as suas reservas
[34:44] internacionais e reduzir a exposição ao dólar.
[34:47] Isso quem está dizendo não sou eu.
[34:49] Está aí artigos e mais artigos de economistas renomados.
[34:54] E a própria Cristina Lagarde, que é a presidente do banco
[34:58] central europeu, disse isso. Então, Europa comprando, China
[35:03] comprando, Índia comprando ouro, justamente porque há uma
[35:07] desconfiança em relação ao dólar, o próprio Oo mesmo os
[35:11] Estados Unidos, então, assim. E que tem o Lula falar com outro
[35:15] chefe de estado sobre é relações de troca nas próprias moedas, se
[35:20] as se o comércio com os Estados Unidos aumentar, vai ser o
[35:23] dólar, né? Então assim, eu acho que tem uma
[35:27] essa altivez. Eu acho que ela é importante na
[35:31] direção de enriquecer, de dar mais qualidade ao debate.
[35:35] É importante também porque o Trump é famoso por supostamente
[35:41] quem o conhece acompanha, né? A sua.
[35:43] Trajetória gostar desse tipo de líder que o enfrenta, que não
[35:49] abaixa a cabeça, que não se humilha.
[35:51] Então, concretamente, o que que a gente tem?
[35:54] Não teve nenhuma mudança de tarifa, mas houve é decisão dos
[35:59] 2 presidentes de botarem as equipes para negociar os Estados
[36:03] Unidos tem muito interesse. Eu já falei da questão da
[36:06] inflação, tem muito interesse. Bom, na questão das big techs,
[36:10] não preciso nem dizer, mas tem muito interesse.
[36:13] Nas terras raras, nos minerais críticos, e o Brasil, depois da
[36:18] China, é a segunda maior reserva mundial.
[36:22] Um assunto que a gente precisa tratar com muito cuidado, com
[36:25] muita cautela. Muitas dessas reservas, dessas
[36:27] riquezas, estão em territórios indígenas, alguns inclusive não
[36:31] demarcados. Um ponto importante e que o Lula
[36:34] chegou AA repetir, mas que é uma defesa, é que eu enxergo
[36:40] principalmente no Itamaraty, é que.
[36:43] É um modelo de parceria para exploração desses minerais
[36:47] críticos essenciais, né? Nas cadeias produtivas modernas,
[36:53] né? Seja de tecnologia, cadeia
[36:57] produtiva de dos automóveis, enfim, que o Brasil se insira e
[37:03] negocie parcerias, mas na direção de algum beneficiamento.
[37:10] Também em solo brasileiro, e não, a ideia é, eu acho que eu
[37:14] já falei isso aqui, mas vou repetir porque é uma expressão
[37:17] que eu ouvi de um diplomata e eu acho que faz muito sentido.
[37:20] Não se deseja para o Brasil um neoextrativismo nos modos do que
[37:26] a gente sempre viu acontecer com as nossas riquezas minerais,
[37:31] entre elas, obviamente, o minério de ferro.
[37:35] Saem daqui o minério bruto, né? E boa parte do beneficiamento se
[37:42] dá em outros países e isso é que aumenta o valor agregado.
[37:45] Então esse é um ponto importante de um país disposto a negociar
[37:50] mais disposto a ganhar mais do que costuma ganhar.
[37:54] No que diz respeito é a esse modelo.
[37:59] Então, assim, é possível que o Lula?
[38:01] EE na verdade, Lula e Biden já tinham alinhavado.
[38:06] Um acordo de cooperação nessa área, então, não é nem novidade.
[38:11] Agora há que se esperar, né? Como é que essas negociações vão
[38:15] evoluir? Se haverá recuo no tarifácio, se
[38:19] haverá recuo em alguns produtos isolados ou naquela tarifa
[38:26] política, né, de 40%, se haverá algum tipo de ainda tentativa de
[38:32] blindagem de proteção a Bolsonaro?
[38:35] Se os Estados Unidos estarão dispostos, como pediu o Brasil
[38:39] nesse documento que eu mencionei que Lula encaminhou, é a
[38:43] suspensão das sanções a Alexandre de Moraes, a
[38:46] autoridades brasileiras, né? Em particular da magnit, que tem
[38:50] muito analista. E eu em alguma medida
[38:54] compartilham tanto disso que acha que é pode ter recuo em
[38:57] tarifas, mas é difícil suspensão das sanções contra Alexandre de
[39:02] Moraes assunto, digamos assim. Caro, né?
[39:06] A Marco Rubio, mas assim, acho que a gente pode pensar nisso
[39:13] como, obviamente, uma melhora das relações.
[39:17] O Lula até fala isso, né? Qualquer questão a gente pode se
[39:20] falar diretamente. Eles trocaram telefones, né?
[39:24] E o governo americano, a Casa Branca, não tá mais sendo
[39:29] municiada pelo Brasil somente com esse grupo.
[39:34] Né, da Extrema direita. Agora não vamos nos iludir.
[39:38] O Trump continua sendo Trump, né?
[39:40] É um líder da Extrema direita, persegue imigrantes, não se
[39:46] interessou pela crise, é humanitária, é em Gaza, sob a
[39:51] ótica dos direitos humanos, do da das denúncias de genocídio,
[39:57] tem desmontado. Políticas de diversidade
[40:02] defendido a supremacia branca. Isso tudo é o Trump, né?
[40:07] Atacado imprensa, judiciário, opositores, impondo tarifas e
[40:15] desmontando, né? Ou agravando a crise do
[40:20] multilateralismo, que não é desprezível, produzindo
[40:24] instabilidade nos mercados? Produzindo instabilidade na
[40:28] América do sul, que ele vem tratando como um território, né,
[40:33] de dominação Americana. Tudo isso está posto, continua
[40:37] posto. É a questão.
[40:39] É uma relação mais pragmática, objetiva, no que diz respeito
[40:45] sobretudo às relações comerciais.
[40:49] Ideologicamente, continua havendo diferenças.
[40:52] Agora, o Trump, ele tem uma, ele é tudo isso.
[40:56] Mas ele tem também 11. Pragmatismo e com algumas
[41:01] pessoas, ele como homem de negócios que é e com a
[41:05] perspectiva de fazer dinheiro, de levar dinheiro pros Estados
[41:08] Unidos, de lucrar, inclusive é em algumas situações,
[41:12] pessoalmente, ele se altera. E não tem muito apreço ou apego
[41:18] pelos derrotados, pelos losers, né?
[41:20] Essa é uma marca da sociedade Americana.
[41:23] E o Trump é desses, ele não vai, não vai perder o.
[41:26] Mandato dele, a Extrema direita brasileira também vão deixando
[41:30] todo mundo para trás. É uma.
[41:32] A gente já falou isso aqui. É uma marca da Extrema direita
[41:35] brasileira também. Quando deixa de servir, quando
[41:38] interessa mais, eles passam por cima e acabou.
[41:42] Não vão levando ninguém junto. É sobre isso.
[41:46] Agora é um pragmatismo. O Brasil negocia com todo tipo
[41:51] de país, né? Tem.
[41:52] Tem diálogo com a Rússia de Putin, com a China de Xi
[41:55] Jinping, com os grandes produtores da opep, Arábia
[42:00] Saudita, Emirados Árabes e por aí vai.
[42:03] Maduro, agora não, né? Relações mais estremecidas.
[42:08] Mas teria então assim é, é sobre isso.
[42:12] Eu acho que a luz do que a gente viu nos últimos 3 meses, esse é
[42:17] o melhor momento da retomada da aproximação.
[42:22] Dos 2 governos. EE, obviamente que é A direita e
[42:27] a Extrema direita usaram o golpe, né?
[42:31] É ontem, não houve uma ontem. Tô falando de domingo, né, nas
[42:37] horas, né? E ao longo do dia, né?
[42:40] Que procedeu Oo encontro. Você não viu uma narrativa sendo
[42:48] minimamente construída, com eficiência na direção de tentar
[42:52] desmontar o que foi o encontro? O que foi o diálogo de de Lula e
[42:58] Trump? Eles divulgaram uma foto em que
[43:01] o Trump tá sorrindo e o Lula também.
[43:05] Então o presidente da Câmara, né?
[43:08] Que é o mais hesitante do ponto de vista de liderança política.
[43:13] Fez uma postagem cumprimentando Lula e Trump e festejando a
[43:20] retomada, o diálogo. Então, assim, realmente foi um
[43:25] dia difícil pro bolsonarismo, né?
[43:31] EE, assim, quando a gente olha Oo saldo desses meses, quer
[43:36] dizer, o Brasil tá sofrendo, né? Com sanções.
[43:41] Setores econômicos do Brasil sofrendo com as sanções, com
[43:44] tarifácio autoridades, né? É particularmente é penalizadas,
[43:51] mas também Eduardo Bolsonaro, o Paulo Figueiredo, o Bolsonaro,
[43:57] não colheram vitórias. Oo Eduardo Bolsonaro não pode
[44:01] voltar ao Brasil porque ele ele é a alvo aí, né?
[44:06] De investigação e denúncia de. Coação no curso do processo, né?
[44:12] De ataque a instituições. Bolsonaro está em prisão
[44:16] domiciliar desde agosto 4 de agosto foi condenado nesta
[44:23] segunda-feira é o prazo final para apresentação das dos
[44:28] recursos no. No julgamento da trama, golpista
[44:32] aparentemente OOO momento de trânsito em julgado se aproxima.
[44:39] Então, e aí da formalização da da prisão, que não se sabe se
[44:43] vai ser mantida em regime domiciliar ou se ele passará
[44:47] algum tempo, né? Ainda que inicialmente é no
[44:51] cárcere, tá impedido de usar rede social.
[44:55] Então assim, ele tava livre, né? Ele tava respondendo em
[44:59] Liberdade, essa, essa, esse enredo, me parece que.
[45:04] Prejudicou muito o Brasil, mas não me parece que tenha ajudado
[45:10] ao a ele e ao campo, né? Em verdade, tudo piorou desde
[45:15] então e ele está condenado e virtualmente é o projeto de
[45:19] anistia também, não. Até aqui não emplacou nem de
[45:25] dosimetria, né não, não se conseguiu um acordo em relação a
[45:29] isso. E o tempo está passando, né?
[45:33] A gente vê 11 cenário político de pesquisas de muito
[45:38] fortalecimento do do Lula pra um pra mais uma eleição e cenários,
[45:43] né? Eleitorais e uma resistência do
[45:47] Bolsonaro a indicar 11 sucessor. Muita briga no campo da da
[45:54] direita, né? Da Extrema direita.
[45:58] Então assim, é um momento realmente eu vou dizer pra
[46:02] vocês, é. Sei lá, na virada do primeiro
[46:05] para o segundo semestre, nada disso estava no Horizonte.
[46:09] É um cenário é absolutamente surpreendente, né?
[46:15] Seja na direção da radicalização que o bolsonarismo assumiu e a
[46:21] repercussão absolutamente negativa que ela que ele
[46:25] produziu, que esse radicalismo produziu e a forma como o
[46:30] governo encaixou. De lidar é com esse, com esse
[46:36] movimento. E eu acho que isso tem a ver,
[46:40] claro, com a comunicação, a troca Na Na secom, né?
[46:43] Na Secretaria de comunicação do Pereira, né, pelo sidone
[46:48] Palmeira. Mas o Itamaraty bateu um bolão.
[46:52] Vice presidente, Alckmin, ministro também bateu um bolão.
[46:56] Então agora vamos ver o que que de concreto se.
[47:02] Se confirma, né? Se anuncia.
[47:05] O setor empresarial, também em notas.
[47:08] No fim de semana, festejou a reaproximação e manifestou
[47:13] otimismo, né? Em relação a ao que pode vir AA
[47:18] acontecer, então vamos ver e daqui a pouco tem a cop 30.
[47:24] Segundo o ministro Mauro Vieira, tanto o Trump convidou o Lula
[47:28] quando quanto o Lula convidou Trump.
[47:32] E há uma perspectiva de visitas oficiais do Trump ao Brasil ou
[47:37] do Lula? É aos Estados Unidos.
[47:40] É importante pra região, né, que sofre com uma instabilidade
[47:43] muito grande. A gente teve golpe no Peru,
[47:47] destituição de uma presidente da presidente, é pelo Congresso.
[47:51] A gente tem muita atenção no Equador, a gente tem essas
[47:54] ameaças a Venezuela, com bombardeios, né, em em águas
[48:00] internacionais. Mas Na Na Costa e cada vez mais
[48:04] próximos da Venezuela. Ameaças a Colômbia é lei
[48:08] magnitski contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
[48:12] Essa esse cenário de eleições na Argentina que me parece ter sido
[48:17] impactado pela ajuda Americana. Então assim, é um momento de
[48:23] atenção, mas me parece que já foi pior a mim e a todo mundo,
[48:27] né? Que analisa Sato.
[48:30] Fato, fato, fato. Aproveitando, vamos falar sobre
[48:37] América, América do sul no nosso segundo bloco, mas acho que fica
[48:44] aí o nosso pop up é sobre esse tema de quais serão as
[48:48] conclusões dessa conversa do alto escalão do governo
[48:53] brasileiro com o alto escalão do governo americano nessa
[48:57] segunda-feira, mas o mais importante.
[49:00] É a gente ficar de olho nessa viagem para Washington na semana
[49:05] que vem, então a gente vai seguir acompanhando.
[49:09] Mas fato é que nos últimos tempos, de fato, a situação
[49:14] nunca teve melhor do que agora, né?
[49:18] Vamos passar para o nosso próximo bloco para a gente falar
[49:21] de Argentina e América do sul. Vamos começar falando então
[49:29] nesse segundo bloco de América do sul, vou começar pela
[49:33] Colômbia, porque Flávia falou da sanção do Gustavo Petro de de
[49:37] ser a lei magnitsky, mas não é exatamente essa, é uma sanção
[49:42] diferente. Ele foi listado na ordem
[49:45] executiva 14059, que trata de pessoas estrangeiras envolvidas
[49:51] no comércio global. Ilícito de drogas.
[49:53] As punições são parecidas? Inclui.
[49:56] Bloqueio de bens e contas é dos Estados Unidos bem sob a
[50:01] jurisdição dos Estados Unidos, né?
[50:03] Restringe transações financeiras internacionais, mas é diferente
[50:07] porque tem a ver com uma acusação do Tesouro americano
[50:14] que está sendo feito, né? A contra Gustavo Petro e também
[50:18] seu filho mais velho, Nicolás Petro.
[50:21] De que? É, a gente falou na semana
[50:24] passada, né, de que o Gustavo Pedro estaria permitindo que
[50:27] cartéis de drogas prosperassem e se recusando a impedir essa
[50:31] atividade. Essa é a aspa de fato do
[50:35] secretário do Tesouro oficial, junto com a decisão de incluir o
[50:40] Gustavo Pedro nessa lista que consta, por exemplo, também o
[50:44] Nicolás Maduro. Então, assim, mais uma medida é
[50:48] bastante grave, né? Tomada aí pelo governo
[50:53] americano. A gente já tinha falado desse
[50:55] tensionamento, né? Na semana passada, que OA
[50:58] Colômbia tinha inclusive convocado o embaixador, né?
[51:01] É de volta ao território colombiano para dar explicações
[51:05] e para conversas de que do que seria feito a partir, né?
[51:10] Da das acusações que já tinham sido ditas contra Gustavo Pedro
[51:14] na semana passada e agora subiram.
[51:17] O tom, né? Nessas novas sanções, antes da
[51:21] gente ir pra Argentina, também quero passar pela Venezuela, que
[51:24] teve atualizações péssimas, né? Atualizações de que o navio de
[51:32] guerra dos Estados Unidos lançador de mísseis chegou no
[51:36] último domingo. A Trindade Tobago, então, né?
[51:40] O arquipélago ali em frente, a Venezuela.
[51:43] Então, mais uma Escalada no tensionamento da região.
[51:47] Ele vai ficar até quinta-feira da outra semana até não minto.
[51:51] A quinta-feira dessa semana é dia 30, atracado na capital de
[51:56] trino daitobargo. E a partir disso, na teoria, ele
[52:01] entra em operação contra, né? Dentro desse esquema de
[52:06] vigilância e operação que os Estados Unidos têm feito contra
[52:09] barcos que. Eles estão atacando e
[52:12] bombardeando por suspeita de estarem levando drogas, né?
[52:17] Do território venezuelano para os Estados Unidos e aí tem um
[52:23] novo tensionamento, que é um senador republicano, Lindsay
[52:29] Graham, do partido republicano, aliado do Trump, informou.
[52:34] Que o presidente dos Estados Unidos deve informar em breve ao
[52:38] Congresso informações de possíveis operações terrestres
[52:41] na Venezuela e na Colômbia. Então ataques diretos por Terra
[52:46] nos estados dos Estados Unidos, dentro do território da
[52:49] Venezuela e da Colômbia. Assim, gente, esse senador disse
[52:55] isso numa entrevista. É um programa na CBS?
[52:59] É disse que a princípio. O Trump informaria isso no
[53:03] Congresso na volta dessa viagem, né?
[53:05] Da Ásia, da Malásia. Então que ele que que estaria
[53:10] previsto um briefing pra uma possível expansão dessa ação do
[53:15] mar para a Terra? Inacreditável.
[53:18] A declaração do senador é mais inacreditável, ainda que ele
[53:21] fala apoio essa ideia, ele tem toda autoridade do mundo.
[53:24] Isso não é assassinato, isso é proteger os Estados Unidos de
[53:27] serem envenenados por narcoterroristas da Venezuela e
[53:30] da Colômbia. É uma distopia, né?
[53:33] Um negócio desse acontecendo, mas é a cara dos Estados Unidos,
[53:36] né? É essa invasão de territórios.
[53:39] Sobre a justificativa do porque eu quero, né?
[53:42] Porque eu estou afim. E dentro dessas histórias, né?
[53:46] Dessa treta, dessa tensão entre Estados Unidos e Venezuela por
[53:52] conta de de tráfico Internacional de drogas, as
[53:55] pessoas até levam trazem à tona. O fato de que a droga que os
[54:01] Estados Unidos está perseguindo, né, inclusive está perseguindo.
[54:05] Em relação à China, justificativa inclusive para
[54:09] também o aumento de tarifas da China, que é o fentanil.
[54:14] A rota de entrada não é a Venezuela, é o México.
[54:17] Então, assim, o narcotráfico da Venezuela pode levar outras
[54:23] drogas para os Estados Unidos. Mais o que o Trump elegeu o
[54:25] fentanil como arco inimigo. Né?
[54:28] Da saúde pública nos Estados Unidos.
[54:30] E a Venezuela não é nem a Colômbia, não é desses 2 países
[54:34] em que vem o fentani, né? Que está desgraçando e se
[54:39] tornando um problema imenso de saúde.
[54:41] Pública. Nos Estados Unidos, então,
[54:44] assim, gente, uma perspectiva gravíssima.
[54:47] Vamos ver porque essa semana ele volta da Ásia, se vai haver de
[54:51] fato esse briefing no Congresso, né?
[54:53] Vamos acompanhar o desenrolar. Disso, mas eu acho temeroso.
[54:59] Quer comentar rapidamente, Flávia, antes da gente passar
[55:01] pra Argentina? É isso, né?
[55:03] Tem uma preocupação grande em relação a essa Escalada, né?
[55:07] Do dos Estados Unidos em relação à Venezuela e a e a Colômbia,
[55:13] sobre esse argumento do enfrentamento aos cartéis da da
[55:16] droga e uma estratégia que é tida.
[55:19] Como equivocado, pelo que você mesma explicou, o Lula tem se
[55:24] posicionado na direção de defender a autonomia, a
[55:28] soberania, de condenar intervenção e ameaça de nações
[55:33] estrangeiras. Acho até que fez esse, esse
[55:37] também, esse discurso no encontro com Trump, falando que
[55:42] em particular, a América do sul, né?
[55:44] É uma região. De paz marcada pela paz.
[55:47] Então, tem uma também uma expectativa em relação a um
[55:51] protagonismo brasileiro nesse tema.
[55:54] O Lula deu uma declaração muito infeliz lá na não sei se ainda
[55:58] foi na em Jacarta ou se já foi em Kuala Lumpur na sexta-feira,
[56:02] falando dessa questão do enfrentamento ao tráfico de
[56:06] drogas, ao tráfico Internacional.
[56:08] Ele vinha falando de uma forma muito segura e apropriada em
[56:13] defesa da. Soberania de ação, inclusive em
[56:18] diálogo coordenada a partir da constatação de que se trata de
[56:22] fato de uma cadeia criminosa transnacional.
[56:27] O próprio Brasil está apresentando uma legislação anti
[56:30] facção, de endurecimento de de pena.
[56:33] Tem a PEC da segurança pública. Ele fez essas.
[56:37] Começou 111 raciocínio. Condenando esse intervencionismo
[56:44] americano, poderia ter inclusive citado, né?
[56:48] A defesa desastrosa, na minha opinião, do senador Flávio
[56:54] Bolsonaro, que é um senador do Rio de Janeiro, que fez uma
[56:57] postagem tuíte, né, de uma autoridade Americana, que tal
[57:01] vocês também bombardearem barcos de tráfico de drogas na baía de
[57:06] Guanabara, né? Uma coisa assim, absolutamente
[57:10] descabida. Eu acho que passou menos, passou
[57:14] mais despercebido do que deveria.
[57:16] O senador do Rio de Janeiro sugerindo que forças de defesa
[57:21] estrangeiras façam uma intervenção com bombardeio na
[57:26] baía de Guanabara, sem é apresentar nenhum tipo de
[57:31] argumentação, prova ou apontamento, ignorando.
[57:35] Que é a baía de Guanabara. É uma área de de alcance da
[57:40] segunda maior região metropolitana do país, né?
[57:45] Que é a região metropolitana do Rio.
[57:46] São 17 municípios, é uma área de influência.
[57:49] A região hidrográfica engloba uma população de 8300000
[57:55] habitantes, 17 municípios, eu acho que eu já mencionei, e com
[58:00] intensa atividade econômica, indústria naval, transporte.
[58:05] Né? De de de petróleo, de comércio
[58:08] exterior, turismo, pesca. Como assim, gente?
[58:13] O cara me vai pra uma rede social que tá o governo Trump
[58:18] lembrar que aqui também tem tráfico de drogas em por via, é
[58:23] marítima. E também fazemos bombardeios,
[58:27] né? Absolutamente é, mas pode ver.
[58:32] E aí o Lula me me desperdiça até em alguma medida essa
[58:36] possibilidade pra fazer um discurso equivocado pelo qual
[58:40] ele, ele inclusive se se retratou dizendo que o tem
[58:46] tráfico porque existe o usuário, o usuário sustenta o tráfico e.
[58:53] Os e os traficantes também são vítimas desses usuários.
[58:56] É 11 declaração assim que só o jetlag pra explicar, né?
[59:00] Ou um pensamento muito antigo já não, já não se trata, mas disso
[59:04] há bastante tempo, né? É o crime organizado da da das
[59:09] maiores facções do Brasil, o caso do PCC, sobretudo, e do
[59:15] comando vermelho. Até traficam drogas, né?
[59:18] Droga é um é mais um negócio. Então entranhados em outras em
[59:23] outras dimensões, né? E até incluindo fintechs, como
[59:27] acabamos de ver numa operação que teve a participação do
[59:30] próprio governo federal e Ministério da justiça, polícia
[59:35] federal, receita federal e até é na cadeia de produção de etanol.
[59:42] Plantio de cana, produção de etanol, distribuição de
[59:46] combustível e propriedade de postos postos de combustíveis no
[59:51] Brasil inteiro e até envolvendo adulteração com a história do
[59:55] metanol. Então, sabe, pelo amor de Deus,
[59:58] muito equivocado, muito antiga. Lula se retratou no fim de
[1:00:02] semana. É com a com o encontro com
[1:00:05] Trump. Esse discurso que foi é muito
[1:00:09] bem utilizado pela pela oposição a ele.
[1:00:12] Né? É nas redes sociais, nas
[1:00:15] críticas sobre dizer que traficante é vítima de usuários.
[1:00:20] Casou com com uma ideia, né? É de que A esquerda protege
[1:00:26] criminoso, et cetera, que é um discurso que é Extrema direita
[1:00:30] em particular. A direita e a Extrema direita em
[1:00:32] particular usam muito, mas assim é.
[1:00:35] O presidente foi obrigado a horas depois de dar essa
[1:00:38] declaração desastrosa, se retratar.
[1:00:42] Porque ela, inclusive, vai de encontro AA projetos que o
[1:00:46] próprio governo tem apresentado no tema mais sensível para a
[1:00:52] sociedade brasileira, segundo as pesquisas, no momento, que é a
[1:00:55] questão da violência e da segurança pública.
[1:00:58] Agora, no que diz respeito a repudiar, né?
[1:01:02] A rejeitar a intervenção de. Agentes estrangeiros, países
[1:01:08] estrangeiros, nações estrangeiras, os Estados Unidos
[1:01:11] em particular, na América do sul.
[1:01:13] Lula tá certo. Essa é 11 posição conhecida do
[1:01:18] governo da diplomacia brasileira e que deve ser, sim, é
[1:01:21] reivindicada e respeitada, né? Então esse também é um tema que
[1:01:26] pode ganhar força aí no nos próximos anos, né, nesse debate.
[1:01:33] Pois é, vou te falar, viu? A gente ainda com uma
[1:01:38] expectativa que vai que o que a conversa vai andar para frente.
[1:01:43] Sempre tem um tropeço, um obstáculo, um absurdo.
[1:01:47] Falar impressionante, prende o verbo.
[1:01:52] Bom, vamos falar de Argentina porque foi surpreendente, Hein,
[1:01:56] gente? Vocês sabem que o milei tava
[1:01:58] numa péssima fase de de aprovação, né?
[1:02:04] Do governo, das eleições. Da província de Buenos Aires.
[1:02:08] Partido dele tinha tomado um esculacho e houve apreensão.
[1:02:14] A gente até falou disso aqui no algo de grilo.
[1:02:16] E tinha muita apreensão pairando no ar de que essas eleições
[1:02:20] legislativas fossem a padical praticamente na popularidade, na
[1:02:26] relevância, enfim, na quantidade, né?
[1:02:29] De cadeiras no Congresso que o milei fosse conseguir.
[1:02:32] E surpreendentemente. Não foi isso que aconteceu.
[1:02:37] É nesse último domingo teve as eleições legislativas na
[1:02:41] Argentina. Essas eleições acontecem a cada
[1:02:44] 2 anos. E aí renova.
[1:02:46] É uma parte, né, das cadeiras da Câmara e outra parte das
[1:02:50] cadeiras do Senado, com a justificativa de ter mais
[1:02:52] dinamismo. Não se renova tudo ao mesmo
[1:02:54] tempo. Então, a Câmara dos deputados da
[1:02:56] Argentina tem 257 cadeiras e foram renovadas nesse último
[1:03:02] domingo, 127. Mais ou menos metade e 1/3 das
[1:03:08] cadeiras do Senado. 24 das 74 cadeiras do Senado, o partido de
[1:03:13] do milei dessas 127 cadeiras na Câmara conseguiu 64 das 127 que
[1:03:21] estavam, né? Abertas pra renovação nesse
[1:03:23] domingo, conseguiu 64 das cadeiras, chegando a 92 cadeiras
[1:03:28] no total de 257. É.
[1:03:34] Das 24 cadeiras de disputa no Senado, conseguiram 13 cadeiras.
[1:03:41] Já a oposição, 31 cadeiras na Câmara, 6 no Senado, então
[1:03:46] partido do milei, 64 e 13. A oposição 31 e 6.
[1:03:53] Mesmo somando os aliados da dos peronistas, é só chegaram a 44
[1:03:59] cadeiras na Câmara e 7 no Senado.
[1:04:01] Então? Foi uma Vitória, realmente eles
[1:04:05] tiveram +40% dos votos. E foi uma Vitória até
[1:04:10] inesperada, né? Dentro do que do que vinha sendo
[1:04:14] visto, né? Da da popularidade do milei.
[1:04:19] E aí, quero trazer aqui 11 interessância o G1 fez 11
[1:04:25] reportagem. Do que que significa, na
[1:04:28] prática, essa Vitória do milei nessas eleições legislativas?
[1:04:33] E aí, vou compartilhar aqui com vocês antes de jogar pra Flávia
[1:04:38] Ol porque de fato é o que a gente fala, né gente?
[1:04:41] O que importa? Óbvio que presidência é um cargo
[1:04:45] executiva extremamente importante, não dá pra gente
[1:04:48] minimizar isso de jeito nenhum, mas um Congresso, uma Câmara dos
[1:04:53] deputados, um Senado. Dominado pela Extrema direita,
[1:04:57] pela direita, ainda que você tenha um presidente AI de
[1:05:02] centro, vamos lá, ou de centro esquerda ou de esquerda, as
[1:05:07] coisas não andam. E aí eu acho que dentro dessas
[1:05:10] justificativas, né, do que que significa na prática essa essa
[1:05:15] Vitória, né? É do milei nessas eleições
[1:05:18] legislativas, tratam basicamente disso.
[1:05:21] Se ele tava tendo dificuldade. Né, pra passar projetos, pra
[1:05:25] aprovar projetos ou tendo vetos presidenciais dele derrubados
[1:05:31] pela Câmara, porque não conseguia, né?
[1:05:33] Formar é maioria ou, enfim, ter apoio suficiente pra manter os
[1:05:38] vetos presidenciais dele. Agora é muito provável que ele
[1:05:43] tenha. Então o principal disso foi a um
[1:05:47] crescimento, né numérico na Câmara, do no Senado, do
[1:05:51] Liberdade avança, que é o partido.
[1:05:53] Passou de ter 37 deputados na Câmara pra ter 92 deputados.
[1:06:01] Ainda não é a maioria, né? Porque tão 257 no total.
[1:06:06] Mas obviamente fica muito mais facilitado formar alianças.
[1:06:11] Ficou muito mais fácil pra conseguir aprovar as pautas do
[1:06:15] governo, por exemplo, a reforma econômica do milei tava
[1:06:17] enfrentando muita resistência no Congresso e agora precisa de.
[1:06:24] Apoio de 15 deputados extras para conseguir essa aprovação.
[1:06:29] O poder de impedir que os vetos presidenciais sejam derrubados,
[1:06:34] então, sem uma proposta que passa pelo Congresso, chega na
[1:06:38] mão do milei o milei veta Congresso, vocês sabem, né?
[1:06:41] Pode derrubar esse veto. Isso era muito mais difícil,
[1:06:45] porque para derrubar o veto. Para impedir que o veto seja
[1:06:50] derrubado. Então, para manter o veto do
[1:06:52] presidente, é preciso de 1/3 dos assentos.
[1:06:56] E agora o partido dele, sozinho, já conseguiu 1/3.
[1:06:59] Então vai ser muito mais fácil para os vetos presidenciais
[1:07:05] serem sustentados e aí certos projetos de fato não passarem.
[1:07:10] Nos últimos meses, o milei vetou o aumento de financiamento para
[1:07:15] universidades públicas e. Questões de assistência médica,
[1:07:20] pediatra, ele pediátrica. Ele vetou essas propostas, mas o
[1:07:26] Congresso conseguiu derrubar o veto dele, né?
[1:07:30] É, a Câmara conseguiu derrubar o veto dele.
[1:07:34] Nesse momento em que ele já o partido dele, já tem 1/3 esse
[1:07:38] veto provavelmente, né? Seria mantido.
[1:07:42] Então assim, eu acho que essa é a principal questão, porque ele
[1:07:45] não formou a maioria. Né?
[1:07:48] De fato, na Câmara. Mas ele tem 1/3 necessário pra
[1:07:54] manter, né? Os vetos presidenciais.
[1:07:56] Então, isso é gravíssimo. E eu acho que AA principal
[1:08:00] questão que está sendo levantada pelos especialistas é que tinha
[1:08:05] é uma questão. Obviamente grave, né?
[1:08:08] De uma crise política que tinha a ver também com as acusações de
[1:08:11] corrupção da irmã dele, né? O que a gente falou na semana
[1:08:14] passada, da crise financeira que teve, aquele Socorro dos Estados
[1:08:18] Unidos, aquele empréstimo de 20 bilhões.
[1:08:21] Mas com esse é com com o fato dele ter ganho, né?
[1:08:26] O partido dele ter ganho essas eleições.
[1:08:28] E não foi um ganho mais ou menos, né?
[1:08:31] Foi um ganho bastante expressivo.
[1:08:33] A leitura é que isso dá um respaldo para ele seguir as suas
[1:08:37] políticas, né? É, e as suas reformas que ele tá
[1:08:42] tentando emplacar para os próximos.
[1:08:44] Ele ainda tem 2 anos de governo, ainda falta, né?
[1:08:48] Ainda tem muito chão pela frente.
[1:08:50] Então assim, uma tragédia, né? Basicamente era a grande prova
[1:08:56] de fogo que ele precisava passar e passou, passou extremamente
[1:09:01] bem. Péssimo porque mais um governo
[1:09:04] de Extrema direita sendo chancelado, né?
[1:09:07] De certa forma, entre nossos vizinhos, a Argentina, que é um
[1:09:11] país, um parceiro comercial do Brasil, um país extremamente
[1:09:14] relevante pra América do sul e lamentável, mais 2 anos de
[1:09:20] governo milei. E agora ele eu acho que mais
[1:09:24] forte como não esteve, né? Nos últimos meses, talvez no
[1:09:29] último ano. E aí, flavel alguma?
[1:09:33] Palavra é não o eu vou usar não, eu vou usar as palavras do
[1:09:39] Marcelo Lins, porque foi 11. Vitória inequívoca, incontra
[1:09:46] estável e, ao mesmo tempo surpreendente, né?
[1:09:50] À luz do que aconteceu naquela eleição da da província de
[1:09:55] Buenos Aires, né? 2 meses atrás, havia uma
[1:09:59] indicação. Né?
[1:10:01] 11 suspeita de que o milei fosse ser derrotado.
[1:10:06] E o que a população Argentina fez foi dar um voto de confiança
[1:10:10] no presidente, aumentou sua musculatura política e ele vinha
[1:10:15] muito enfraquecido em razão da deterioração das condições
[1:10:19] econômicas, da pobreza, de um temor de inflação.
[1:10:24] Eu conversei com a minha querida amiga, né?
[1:10:27] Nos últimos dias, Heloísa Fernandes.
[1:10:30] Uma angúlia também mando beijo Pra Ela e que amados amigos EEA
[1:10:36] Heloísa é chamava atenção pra um aumento de inflação em dólar,
[1:10:41] né? Na Argentina, então não tem
[1:10:44] Alívio, né? A situação muito difícil dos
[1:10:47] aposentados, do poder público e há uma insatisfação com a
[1:10:54] política, com ele. E ela não arriscava.
[1:10:58] Palpite, eu achei engraçado porque aqui no Brasil a gente
[1:11:01] falou antes da eleição e havia muito assim essa espécie de
[1:11:06] convicção de que por conta do da sinalização da da eleição local,
[1:11:13] né? Na província de Buenos Aires, de
[1:11:15] que o milei fosse amargar uma derrota, né?
[1:11:18] Nas urnas, nessas eleições de meio de mandato.
[1:11:22] E não foi o que aconteceu. E a Heloísa?
[1:11:25] Ela estava assim, ela não estava exatamente Ah, é?
[1:11:28] É certo que ele vai perder Oo discurso dela que IA e que
[1:11:33] acabou é se confirmando. Era de uma desconfiança grande,
[1:11:38] de até um certo desencanto em relação a milei AA setores,
[1:11:43] inclusive das classes médias e média alta, que votaram nele,
[1:11:48] que estavam insatisfeitos e que podiam.
[1:11:51] Expressar isso não comparecendo e foi recorde, né?
[1:11:55] A abstenção foi recorde, acho que 66% dos eleitores
[1:11:59] compareceram. Acho que esse é o dado, então,
[1:12:02] esse desencanto que produz ausência.
[1:12:06] E eu vou lembrar vocês que a gente teve esse debate aqui No
[1:12:11] No Brasil em 2022, né? Um temor.
[1:12:15] Do campo, especialmente da oposição a Jair Bolsonaro, de
[1:12:20] assegurar o comparecimento do eleitorado EE de parte de um
[1:12:26] eleitorado muito desencantado com a política, ao passo que
[1:12:30] esse campo da Extrema direita, esse populismo meio carismático,
[1:12:35] ele leva a um comparecimento. E isso aconteceu com Trump nos
[1:12:39] Estados Unidos, com Biden, Trump.
[1:12:43] É, não foi por acaso que, por exemplo, tanto no Brasil quanto
[1:12:47] nos Estados Unidos se tentou mobilizar a Juventude pra
[1:12:50] participar e pra votar. As minorias étnicas, né?
[1:12:54] Os negros, os latinos, a gente viu isso naquela eleição.
[1:12:58] Biden, Trump, a presença, né? O comparecimento, o próprio
[1:13:03] movimento da político da stacy, a stacy Abrams é eu, eu e meu
[1:13:11] minha dificuldade com o nome de lembrar os nomes.
[1:13:14] O próprio movimento político da stacy abramm naquele naquele
[1:13:18] naquela eleição de 20, né, de de 2020, que elegeu, né, que tirou
[1:13:24] o Trump. EEE deu poder para os
[1:13:27] democratas. Então esse é um debate e a
[1:13:30] Heloísa chamava atenção para isso.
[1:13:32] Tem 11 expectativa de que, diante do desencanto, as pessoas
[1:13:38] não compareçam. E aí?
[1:13:41] Você é acaba transferindo, né, pra o eleitorado que tem mais
[1:13:46] engajamento e o milei provou isso.
[1:13:50] Outra hipótese é, são as próprias condições econômicas
[1:13:54] muito dramáticas, né, que a Argentina enfrenta e um temor de
[1:14:00] retirando. Poder, esvaziando mais o milei,
[1:14:04] tornar a crise ainda mais agravada.
[1:14:06] A luz, inclusive, da ajuda que os Estados Unidos deu do
[1:14:10] discurso que Trump fez na direção de termos de reeleger.
[1:14:14] Ele até usou esse reeleger milei a Argentina tá morrendo.
[1:14:19] Ele fez várias declarações numa direção de algo entre a ameaça e
[1:14:25] um alerta assim meio vocês tão meio ficando Sem Saída, né?
[1:14:30] EE uma hipótese é realmente o eleitorado respondendo ao medo
[1:14:36] de a situação ficar pior, né? Então a crise Argentina não se
[1:14:41] resolve com esse fortalecimento de musculatura.
[1:14:44] É do milei. Mas certamente o projeto
[1:14:46] político dele ficou mais forte. Agora, se ele vai conseguir
[1:14:51] levar adiante essas reformas e algumas muito impopulares, e
[1:14:56] vai, é efetivamente tirar o país do buraco.
[1:14:59] Vamos esperar, né? Mas que ele ganhou um fôlego,
[1:15:03] ele ganhou a situação. Poderia estar muito pior pra os
[1:15:07] argentinos com essa, digamos assim, com uma derrota de milei
[1:15:13] e um abandono, né? Do do grande padrinho, digamos
[1:15:19] assim, né? É Internacional.
[1:15:23] Que ele conseguiu conquistar, que é o Donald Trump.
[1:15:26] E ele já foi recebido pelo Trump, já deu entrevista ao lado
[1:15:29] do Trump. É agora vamos ver AA Argentina
[1:15:33] realmente é um país com muitos problemas e muita desconfiança
[1:15:40] do eleitorado, da população em relação às condições de vida que
[1:15:44] pioraram, que vem piorando, né? Há décadas, uma crise
[1:15:48] permanente. Ah, e aí só uma última coisa.
[1:15:52] O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas,
[1:15:55] cumprimentou o milei pela Vitória, passou batido pelo
[1:16:00] encontro, Lula, Trump, né? E essa possibilidade de
[1:16:04] reabertura, de reaproximação, de negociação?
[1:16:07] Mas foi lá cumprimentar o. O.
[1:16:10] Milei então, assim. É, em vários momentos você vê
[1:16:14] que ele não tá fora de fato, ele não está fora da disputa
[1:16:18] presidencial. Realmente é muito de quinta.
[1:16:22] Esse aí tá top 3 brasileiros de quinta.
[1:16:28] Vamos pra antes da gente fechar. Eu já quero incluir nesse bloco
[1:16:32] aqui. Acho que tem a ver com o
[1:16:34] assunto, que é autorização na semana passada.
[1:16:39] É, o Ibama autorizou na segunda-feira passada.
[1:16:42] Eu acho que já foi mais para o fim do dia, por isso que a gente
[1:16:45] não colocou no angu da semana passada, é, autorizou a
[1:16:48] Petrobras a perfurar um poço na Foz do Amazonas, na numa região
[1:16:53] de águas profundas ali na margem Equatorial.
[1:16:57] É, vocês sabem que tem toda 11 pressão, né?
[1:17:02] De ambientalistas para que isso não acontecesse.
[1:17:06] Para que essa extração? É pra essa perfuração, pra esse
[1:17:11] essa tentativa, né, de criar na região um novo ponto de extração
[1:17:16] de petróleo. Não acontecesse, mas houve essa
[1:17:20] autorização do Ibama na semana passada porque ainda faltava uma
[1:17:26] licença, uma comprovação pra assegurar.
[1:17:29] Né? Se acontece um vazamento, um
[1:17:32] acidente, é quais seriam, né? Qual seria a resposta
[1:17:36] emergencial? Enfim.
[1:17:38] E aí AO Ibama autorizou dizendo que essa licença de perfuração
[1:17:43] foi concedida depois de uma série de aperfeiçoamentos No No
[1:17:47] projeto a Petrobras e disse que a empresa comprovou a robustez
[1:17:51] da estrutura de proteção ao meio ambiente.
[1:17:56] Vale dizer que essa permissão é pra uma perfuração pra pesquisa
[1:18:03] em um dos blocos. Então, para pesquisa, estudo,
[1:18:07] para se realmente existe esse potencial de exploração de
[1:18:11] petróleo nessa região. Caso, né?
[1:18:14] A presença do petróleo e essa possibilidade rentável,
[1:18:18] obviamente seja confirmada. Aí é uma nova leva, né?
[1:18:23] De licenças para essa extração. Essa perfuração está prevista
[1:18:28] para começar imediatamente, pode durar até 5 meses.
[1:18:33] E aí os efeitos, né? Concretos disso só vão poder ser
[1:18:37] observados a partir desse período.
[1:18:41] É a ideia é que essa exploração aconteça.
[1:18:46] No mar aberto a 175 km da Costa do Amapá, 500 km da Foz do Rio
[1:18:51] Amazonas. E o que se entende, né?
[1:18:55] É a partir de estudos. É que que que haja um potencial
[1:19:02] de exploração de petróleo e gás pra se tornar um novo pré sal
[1:19:06] entre aspas, de acordo com o Ministério de Minas e energia.
[1:19:10] E que pode ser que haja, né? A partir desses estudos, dessa
[1:19:14] comprovação, o que dizem esses? O que essa previsão é que essa
[1:19:19] margem Equatorial, essa região teriam reservas que permitiriam
[1:19:22] explorar mais de 1000000 de barris de petróleo por.
[1:19:25] Dia. Gente, assim eu acho lamentável,
[1:19:29] né, essa esse avanço na direção da extração de petróleo na Foz
[1:19:35] do Rio Amazonas, naquela região, com faltando, sei lá, 20 dias
[1:19:42] pra cop. Né?
[1:19:43] Então assim, é um escárnio, né? Na cara da cop, um país que quer
[1:19:48] se colocar. Como pioneiro no enfrentamento a
[1:19:51] crise climática. As mudanças climáticas líder em
[1:19:57] em transição energética, né? O Brasil, com maior parte das
[1:20:02] suas energias vindo de matriz limpa, querer em 2025, começar
[1:20:08] uma nova extração de um novo pouso, uma nova bacia de
[1:20:13] petróleo ainda tão perto da Amazônia.
[1:20:16] Então, assim a expansão, né? Um aumento.
[1:20:21] Da exploração de combustível fóssil, que a gente já sabe que
[1:20:27] é um dos maiores, se não o maior, né?
[1:20:31] Responsável pelo aquecimento global, pelas mudanças
[1:20:34] climáticas, pela crise climática.
[1:20:36] Então, assim, lamentável país do tamanho do Brasil que tem
[1:20:39] potencial, né? Pra focar a sua, a sua
[1:20:44] desenvolvimento, né? De energia elétrica.
[1:20:48] É a partir de outras matrizes, né?
[1:20:50] E do enriquecimento também do país, a partir de outros vieses.
[1:20:57] Então, assim, acho lamentável, não tenho nada de a mais a dizer
[1:21:03] sobre isso. Vamos acompanhar a perfuração.
[1:21:06] Está autorizada. E se isso de fato vai se
[1:21:09] comprovar, se essa expectativa de fato vai se comprovar?
[1:21:13] É como rentável. E se isso, né, se essas, a
[1:21:16] partir disso, se vai haver o movimento, né?
[1:21:19] Pelo licenciamento para exploração, se esse
[1:21:22] licenciamento vai ser concedido, em que condições?
[1:21:25] E se essa exploração de fato vai acontecer.
[1:21:28] Num primeiro momento foi a autorização para a perfuração,
[1:21:32] para estudos, mas realmente, especialmente a 3 semanas da
[1:21:38] cop. É lamentável, lamentável.
[1:21:43] Quer comentar flavel? Passamos para o nosso último
[1:21:45] bloco. É, eu quero comentar sobre uma
[1:21:47] ótica, é pragmática, que atravessa e domina.
[1:21:54] É a gestão, as gestões, né? PT, EE, Lula, Dilma, né?
[1:22:00] É quem ficou surpreso ou decepcionado.
[1:22:05] É porque de fato não se iludiu. Né?
[1:22:09] Porque totalmente. O Lula é um entusiasta, né?
[1:22:14] Desse tema é do desenvolvimento da indústria do petróleo, do
[1:22:18] desenvolvimentismo. E a gente pode lembrar da da
[1:22:24] descoberta do pré sal que aconteceu no primeiro, no
[1:22:27] primeiro, no segundo mandato, eu acho, no início, né, na do
[1:22:30] primeiro pro pro segundo mandato de de Lula e o entusiasmo com
[1:22:36] que ele encara. É essa cadeia produtiva, a
[1:22:40] própria Petrobras, a ideia de abrir, inaugurar refinarias,
[1:22:47] construir refinarias, com dores e as delícias.
[1:22:50] Inclusive do ponto de vista de corrupção, de desvio de
[1:22:53] recursos. A gente sabe no que deu.
[1:22:55] Não estou acusando o Lula de nada.
[1:22:57] Estou falando do é de modelos de desenvolvimento que produziram a
[1:23:03] partir de interesses políticos. Desmandos, equívocos, né?
[1:23:09] A gente pode falar da refinaria Abreu e Lima e de toda a saga
[1:23:13] que envolveu, inclusive o envolvimento, né?
[1:23:17] É com a Venezuela ainda de Hugo Chávez, que depois não
[1:23:21] compareceu e gerou um custo imenso para o Brasil.
[1:23:26] E isso é história, né? Mas é só para dizer é o quanto
[1:23:31] Lula sempre foi um entusiasta dessa cadeia produtiva.
[1:23:36] Que tenta é equilibrar essa visão, essa convicção, com a
[1:23:43] questão da preservação ambiental, da transição
[1:23:47] energética, do enfrentamento ao desmatamento.
[1:23:51] O que ele quer em alguma medida, né?
[1:23:53] Ele, o governo quer provar ao Brasil é que é possível
[1:23:58] equilibrar os 2 pratinhos. Qual é o nosso papel?
[1:24:03] Me prove então que é possível equilibrar os 2 pratinhos e
[1:24:08] quando der errado, porque já deu experiências anteriores,
[1:24:13] demonstram isso. Me diga como vai resolver,
[1:24:16] resolva e se responsabilize. Não tem, é meio termo.
[1:24:23] Agora é um debate político, é EEEE tratou se de uma decisão
[1:24:29] política, tá uma decisão política.
[1:24:33] De governo, do executivo. Nós vamos levar adiante esse
[1:24:38] processo e não vamos interditar estudo, pesquisa, possibilidade
[1:24:43] de Riqueza nos moldes de uma economia, de um modelo econômico
[1:24:48] antigo que é esse, ancorado no petróleo.
[1:24:52] E você tem argumentos para isso, a redução das reservas de de
[1:24:57] petróleo já comprovadas numa num planeta.
[1:25:01] No mundo, em economias que ainda dependem disso, você tem é
[1:25:07] defesas políticas do fato de os litorais de Rio de Janeiro, São
[1:25:13] Paulo produzirem petróleo em água, em águas profundas e no
[1:25:17] mar, na Bahia, no nordeste, em Natal, na Bahia, lá de de é
[1:25:23] potiguá no litoral brasileiro inteiro e, em alguns casos,
[1:25:28] Terra. Na Amazônia já há uruku.
[1:25:31] Né? É a produção.
[1:25:33] Várias regiões. É fora do norte do país que se
[1:25:38] desenvolvem, que recebem receitas a partir da exploração
[1:25:43] de petróleo e gás. E é o argumento que vem de lá,
[1:25:49] da esquerda à direita, à Extrema direita.
[1:25:52] Porque o norte? Entendo comprovadas reservas
[1:25:57] economicamente viáveis não pode se beneficiar dessa Riqueza do
[1:26:03] qual outras áreas e estados brasileiros se beneficiam há
[1:26:08] tanto tempo, inclusive com custos econômicos humanos
[1:26:14] importantes, né? A gente pode lembrar que a
[1:26:16] Petrobras protagonizou 111 desastre é mega da baía de
[1:26:23] Guanabara. E levou mais de década,
[1:26:26] praticamente 2 décadas pra pra o estágio que está hoje, de
[1:26:30] limpeza, de recuperação dos manguezais e tal.
[1:26:32] Foi uma grande tragédia. O Brasil é o país que tem em seu
[1:26:37] passivo as tragédias de Brumadinho, de Mariana, né?
[1:26:43] Com vidas perdidas. Maior Brumadinho foi maior
[1:26:46] acidente de trabalho da história do Brasil com rios, né?
[1:26:50] É natureza, floresta, mata. Cidades devastadas em nome dessa
[1:27:01] produção mineral, né? Da da extrativa mineral.
[1:27:06] No caso da do caso de de Minas Gerais, né?
[1:27:10] É de Brumadinho, Mariana mineri, o Rio de Janeiro, já citei aqui
[1:27:14] é a Petrobras. Essa tem bom no norte também.
[1:27:19] As hidrelétricas do Rio madeira, Antônio Jirau e as suas
[1:27:24] consequências, inclusive do ponto de vista da criminalidade,
[1:27:28] a abertura de estradas e também essas consequências.
[1:27:31] Então, assim a gente tem é 11 presidente que tenta se
[1:27:37] equilibrar dessa. É escolha desenvolvimentista por
[1:27:43] uma Riqueza que o Brasil aparentemente tem e de da qual
[1:27:48] ele não quer abrir mão. Para é obter resultados
[1:27:53] financeiros, econômico, financeiros, sobretudo
[1:27:57] regionais. O mundo político local
[1:28:00] pressionando de Davi alcolumbre a Randolfe Rodrigues, né?
[1:28:05] É, por outro lado, 11 ministra do meio ambiente ciente e até o
[1:28:14] ministro da economia, eu diria. Fernando Haddad cientes da
[1:28:18] necessidade urgente de transição energética, de preservação
[1:28:23] ambiental e de produção de Riqueza a partir da preservação
[1:28:30] do que a gente vai chamar de recursos, né, mas vou chamar de
[1:28:34] biodiversidade, lembrando do krenac, né, que a ideia de
[1:28:38] recurso de utilidade, né? O que ele questiona é, ela pode
[1:28:42] ser, ela é a nova Fronteira. De conhecimento, de
[1:28:47] possibilidade de existência do próprio planeta e que ela pode
[1:28:53] gerar muito mais é Riqueza, inclusive financeira, do que a
[1:28:58] exploração das velhas atividades.
[1:29:01] São esses mundos que se chocam lá Na Na Ásia.
[1:29:05] O Lula é disse sobre essa exploração, esse primeiro poço.
[1:29:12] É exploratório para pesquisa de viabilidade da exploração
[1:29:16] comercial de petróleo lá na margem Equatorial, lá no norte
[1:29:21] do país, no extremo norte, ele disse assim, ó, o Brasil não
[1:29:26] pode abrir mão da sua Riqueza, se referindo ao petróleo.
[1:29:31] É curioso como esse discurso ainda incorpora a ideia de que
[1:29:37] natureza preservada não é Riqueza.
[1:29:41] EE isso dito pelo mesmo presidente que lá na ONU lançou
[1:29:47] o fundo florestas tropicais, que é justamente uma Montanha de
[1:29:53] dinheiro pra ser destinada a proprietários, sobretudo
[1:29:58] pequenos proprietários, países, estados, comunidades que em vez
[1:30:05] de devastar, mantenham de pé as florestas no Brasil e fora.
[1:30:11] O que, OOO Lula, o governo tá sinalizando é de que é possível
[1:30:18] fazer as 2 coisas do ponto de vista do Brasil, do ponto de
[1:30:23] vista do planeta, do ponto de vista da ciência, é
[1:30:28] absolutamente temerário. Você ouve o professor Carlos
[1:30:31] nobre, você ouve, meu querido amigo.
[1:30:34] E também referência nessa área é no jornalismo ambiental André
[1:30:38] trigueiro. EEO, que eles dizem é que mais
[1:30:42] exploração de petróleo no mundo inteiro, não.
[1:30:45] Em particular, ali, ela vai empurrar o planeta para uma
[1:30:51] situação insustentável do ponto de vista do aquecimento global,
[1:30:55] das mudanças climáticas e, no caso da região amazônica, pode
[1:31:00] levá la, né? Ao ponto de não retorno em que é
[1:31:06] a floresta tropical se savanizaria.
[1:31:09] Se serradizaria, se desertificaria no limite, então,
[1:31:17] assim, são decisões muito importantes.
[1:31:20] Agora, o que que dá para dizer, do ponto de vista das
[1:31:24] autoridades ambientais, é a ministra.
[1:31:27] Marina seguiu pois ou orientou o Ibama a seguir um protocolo de
[1:31:34] licenciamento bastante rígido? Na direção da prevenção a
[1:31:39] qualquer tipo de de ocorrência. Então, assim, as autoridades
[1:31:46] ambientais me parece que fizeram o possível diante de uma decisão
[1:31:51] política de é levar adiante essa ideia.
[1:31:56] A presidente da Petrobras também foi.
[1:31:59] É desse ponto de vista extremamente convincente na
[1:32:03] direção de dizer que não vai ser possível fazer a transição
[1:32:07] energética. Se você parar de explorar é
[1:32:11] petróleo, porque essa renda também é a renda do petróleo.
[1:32:15] Também financia a transição energética.
[1:32:18] O Ibama fez exigências na direção de pontos, né?
[1:32:23] De resposta a um possível vazamento a acidente na origem
[1:32:28] estava. É lá longe há mais de 400, eu
[1:32:31] acho, quilômetros de distância do ponto de exploração, se é,
[1:32:36] determinou um outro ponto de apoio, a 170 km 111.
[1:32:43] Aparato, né? De identificação, de medição, de
[1:32:47] de acompanhamento, né, de um possível acidente de vazamento
[1:32:52] na direção, de responder mais rapidamente.
[1:32:56] Isso tudo aconteceu. Agora é isso.
[1:33:01] É um lugar imaculado, né? Com inclusive 11 parte do do
[1:33:06] oceano, do mar e da biodiversidade marinha
[1:33:09] desconhecida. Então nem se sabe qual é o
[1:33:13] potencial e qual vai ser. É o impacto de uma possível
[1:33:17] exploração. Agora, também é verdade que
[1:33:21] países vizinhos a área já estão produzindo.
[1:33:25] E se tiver um acidente da Guiana, no Suriname também é.
[1:33:33] O Brasil pode ser afetado. Então, gente, é, tem argumento
[1:33:39] pra quem quiser. A questão é, é, me garanta que
[1:33:47] se vai fazer o máximo pela segurança, me garanta que vale a
[1:33:51] pena. É explorar.
[1:33:54] Inclusive do ponto de vista financeiro, em relação a
[1:33:58] preservar e me garanta, sobretudo, que é um debate que
[1:34:02] ficou meio ao largo que em havendo exploração, em havendo
[1:34:08] produção de Riqueza, é as populações locais serão
[1:34:14] efetivamente favorecidas, beneficiadas com mais qualidade
[1:34:19] de vida, porque há controvérsia. Nós vemos municípios brasileiros
[1:34:25] recebendo muito dinheiro ao longo de muitas décadas, sem uma
[1:34:30] melhora perceptível efetiva na qualidade de vida, no bem-estar,
[1:34:37] na geração de trabalho, de renda, de mais educação, de
[1:34:41] melhor qualidade, na saúde. A gente já viu muito
[1:34:44] desperdício. A gente já viu em municípios do
[1:34:46] Rio de Janeiro, com royalties do petróleo, calçadão.
[1:34:50] Revestimento refratário e ainda muita gente vivendo na pobreza,
[1:34:54] em mais condições de vida. Então, também me parece que é
[1:34:57] absolutamente fundamental que você comprove não só que é
[1:35:01] possível, é explorar, preservar, proteger de alguma tragédia, mas
[1:35:08] é transferir, redistribuir essa Riqueza.
[1:35:13] Nunca ficou claro isso pra mim. Vocês podem me achar meio em
[1:35:17] cima do muro. Mas é que eu preciso botar todos
[1:35:20] os pratos na mesa e mostrar, inclusive, as contradições do
[1:35:24] processo ao longo da nossa história.
[1:35:27] A região norte tem um ponto, Ah, todo mundo pode, só a gente que
[1:35:31] não pode. Então quanto custa?
[1:35:33] Quanto é que a gente poderia é entregar para a região norte
[1:35:37] para deixar esse esse meio ambiente preservado?
[1:35:42] Cadê essa proposta? Ela Foi feita, ela surgiu,
[1:35:45] enfim, fica aí o questionamento. AI AI, é gata.
[1:35:51] Bom, vamos para o nosso último bloco para gente encerrar esse
[1:35:56] episódio. Gente, eu acho que a gente
[1:36:01] acabou deixando os pop UPS da semana, né?
[1:36:05] Todos aí pelos blocos. Então acho que podemos começar
[1:36:09] com nossas dicas culturais. Eu quero falar do rapidamente
[1:36:13] agradecer ao festival. Ou.
[1:36:17] Que aconteceu na maré, né? A gente divulgou aqui, IA falar
[1:36:20] que foi muito legal. A minha mesa foi aconteceu no
[1:36:23] espaço normal, que é o espaço é um dos espaços, né, da
[1:36:29] administrado também pela rede da maré e é um espaço de redução de
[1:36:35] danos. É um espaço de acolhimento pra
[1:36:40] pessoas em situação de rua da região, né, ali do do complexo
[1:36:45] da maré. E também para, enfim, usuários
[1:36:49] de drogas que vivem na região. É que tem em casa, né?
[1:36:54] Que não estão em situação de rua, que vivem com sozinhos ou
[1:36:58] com familiares. Mas ali é um espaço de
[1:37:01] acolhimento, é que funciona todos os dias em que essas
[1:37:07] pessoas, né? As as pessoas em situação de rua
[1:37:10] se alimentam, tomam, tomam banho, descansam.
[1:37:14] Conseguem acesso à internet pra falar com os seus familiares e
[1:37:19] que também conseguem por ali acessar serviços de saúde, né?
[1:37:25] Parceria do espaço com a clínica da família da maré, que fazem
[1:37:29] atendimentos dentro do espaço, fora do do local da clínica da
[1:37:34] família também pra pra que as pessoas tenham mais conforto
[1:37:37] nesse atendimento. Então assim, uma iniciativa
[1:37:41] excepcional. É, eu perguntei se eles têm
[1:37:45] Instagram próprio. Ainda não, mas dá para
[1:37:47] acompanhar. É o espaço pelo perfil da da
[1:37:50] rede, as redes da maré, no, no, nas redes sociais.
[1:37:54] Mas em breve vão ter espaço. Eles lançaram 11 livro com a
[1:38:00] história de pessoas que frequentam, né?
[1:38:02] O espaço e a história de cada uma, enfim, principalmente
[1:38:07] histórias femininas. E também um documentário que já
[1:38:10] foi exibido lá no espaço, mas ainda não está no YouTube.
[1:38:14] Ainda não teve nova exibição, mas vou acompanhar pelos perfis
[1:38:18] das da redes. É uma próxima exibição do
[1:38:24] documentário. É feito pelo espaço normal.
[1:38:27] Então gente muito, muito incrível AO trabalho deles.
[1:38:32] E o festival que ocupou lindamente 12 pontos.
[1:38:37] É de aparelhos, né? 12 aparelhos dentro, espalhados
[1:38:41] pelo complexo da maré. Minha mãe já tinha falado, né?
[1:38:44] Da rapidamente da participação dela, mas precisava deixar aqui
[1:38:49] também esse comentário. E aí, Flávia, ó, eu quero que
[1:38:53] você fale da peça de Wagner. Lembrando, inclusive, que o
[1:38:57] agente secreto estreia 6 de novembro, né?
[1:39:00] Na quinta-feira, sem ser essa outra nos cinemas.
[1:39:04] Então, Wagner Moura. Está bombando, já está bombando
[1:39:09] no teatro, agente secreto, já está bombando na gringa, nos
[1:39:13] festivais e agora em breve para todo mundo nos cinemas.
[1:39:17] É? Pois é, eu estou muito curiosa
[1:39:19] por assistir o agente secreto. É o Brasil no Oscar, né?
[1:39:26] É o Brasil no Oscar. E a gente que vem, digamos
[1:39:29] assim, embriagado de ainda estou aqui, aliás, o fim de semana.
[1:39:36] É, foi de muita emoção, né? Os 50 anos do já já, já comecei
[1:39:41] a mencionar aqui, mas é volto, né, porque Oo Rubens Paiva, né?
[1:39:47] Foi com uma das vítimas, né? Da ditadura EOO, Vlado Vladimir
[1:39:53] Herzog, com esse ato ecumênico No No sábado à noite, na
[1:39:59] Catedral da Sé. Eu até falei disso na minha
[1:40:02] mesa, também no festival UOL. Porque o festival mulheres do
[1:40:07] mundo é de protagonismo feminino.
[1:40:10] E essa luta de enfrentamento à ditadura Ela Foi também, né?
[1:40:15] De intenso protagonismo feminino.
[1:40:17] Em que pese o fato de homens tornados vítimas por esse regime
[1:40:24] brutal, pelo pelo arbítrio, eles tenham sido mais visibilizados e
[1:40:30] citados mais. A busca por justiça, memória,
[1:40:36] reparação passou muito pelo papel de mulheres.
[1:40:41] Podemos citar em particular, As Viúvas desses homens, Clarisse,
[1:40:46] Herzog, Eunice e Paiva, né? Ainda estou aqui, Ana dias,
[1:40:52] viúva do Santo dias, que era um operário também.
[1:40:56] E tantas outras, né? Mulheres que ainda lutam contra
[1:41:01] a violência do estado brasileiro.
[1:41:04] Não mais Na Na ditadura militar, mas na própria, No No próprio.
[1:41:10] É regime democrático que não é. É completo, tá longe de ser e
[1:41:15] que tem muita violência de estado.
[1:41:17] Sabemos dos jovens negros assassinados diariamente,
[1:41:22] sabemos das violações inúmeras de direitos humanos No No
[1:41:27] Brasil. O ato foi super bonito.
[1:41:30] Eu já mencionei, né, a ministra Maria Elizabeth pedindo desculpa
[1:41:33] pelo superior tribunal militar? É, mas, mas trago essa memória
[1:41:39] porque a gente tá falando de um agente secreto que também se
[1:41:42] passa nos anos 70, que também tem 11.
[1:41:45] Pano de fundo, né? Aquele momento de perseguição
[1:41:48] política, de de autoritarismo. Eu já falei do do Gil e do
[1:41:56] benjor, né? No sou.
[1:41:58] O que também se se relaciona com aquele período, né?
[1:42:03] E são marcas e a Juventude, os agulers, precisam estar atentos
[1:42:08] e sabendo disso, né? É?
[1:42:11] Miriam Leitão também foi homenageada.
[1:42:14] E eu tô muito curiosa sobre o agente secreto, mas o assunto é
[1:42:22] o um julgamento que é. Eu, sinceramente, me faltam
[1:42:27] palavras. Sabe que, aliás, eu estou
[1:42:29] speedlets demais. Faltam palavras para dizer o que
[1:42:33] que foi o encontro de Gil com. Mas a peça do Wagner é um
[1:42:47] acontecimento que é o seguinte, o roteiro, né?
[1:42:52] A adaptação é do texto. Original do Ibsen alemão, um
[1:42:58] inimigo do povo é o texto original.
[1:43:01] E a Cristiane já está aí com o próprio Wagner Moura, e espera
[1:43:07] aí que eu quero achar o nome do outro.
[1:43:09] Wagner Moura e Lucas Paraíso. Lucas paraisa, exatamente.
[1:43:14] Eles fazem uma atualização e 1 e 1 adaptação.
[1:43:18] Eu eu considero. Eu não sou gente.
[1:43:20] Eu não sou crítica nem de cinema nem de teatro, mas eu achei
[1:43:23] assim, revolucionária. Sabe de atualização do texto?
[1:43:28] E é engraçado que eu acabei de fazer esse longo discurso que
[1:43:32] vocês podem até considerar meio em cima do muro, né?
[1:43:35] É sobre a questão do do petróleo na margem Equatorial.
[1:43:39] Mas esse episódio dialoga com OA peça, porque Oo argumento
[1:43:47] principal e a história é original, é de é.
[1:43:51] São Dois Irmãos, um é. Prefeito da cidade 11 autoridade
[1:43:56] Na Na Na cidade. A cidade é um balneário e o
[1:43:59] outro é um médico, e esse médico descobre que é as águas desse
[1:44:06] balneário estão contaminadas por uma atividade.
[1:44:11] No caso da remontagem, uma atividade é industrial e ele
[1:44:17] torna pública e ele se torna um inimigo do do estado, do povo.
[1:44:23] Por tornar pública e inviabilizar a economia das
[1:44:28] cidades em nome do risco ambiental e da saúde, eles
[1:44:33] trazem de volta esse argumento. Mas é não é a montagem do texto
[1:44:39] do Ibsen. É um segundo escrutínio do
[1:44:43] Thomas, que é o personagem que o Wagner Moura faz.
[1:44:46] É diante de um tribunal popular. Ele quer passar pela.
[1:44:52] Ele quer ser descancelado. Aliás, essa palavra até aparece.
[1:44:56] E quem vai julgá lo? São 11 pessoas sorteadas do
[1:45:01] público que ocupam seus lugares No No palco.
[1:45:06] Então é uma trama de julgamento, com essa essa dimensão da
[1:45:12] economia e do meio ambiente da saúde se confrontando.
[1:45:19] É 11 trama de tribunal. Em que o irmão que é ex prefeito
[1:45:26] é, acusa EE confronta, né? O idealismo do do Thomas, do
[1:45:34] personagem, do do Wagner, ele é defendido pela filha maior.
[1:45:40] E aí tem uma dimensão da questão pública, da economia, do meio
[1:45:45] ambiente, da saúde, a destruição da família a partir daquela.
[1:45:51] Perseguição daquele cancelamento, daquele
[1:45:54] linchamento público que ele sofreu.
[1:45:57] Tem cinema porque tem umas umas projeções e umas cenas que são
[1:46:03] apresentados como conjunto de provas, né?
[1:46:06] No, no tal do julgamento, cenas absolutamente espetaculares,
[1:46:11] viscerais, interpretações incríveis do Wagner.
[1:46:16] Que hora é? É, em alguns momentos ele é o
[1:46:19] personagem e outros ele é o ator e ele emociona intensamente.
[1:46:26] Os outros atores também são maravilhosos, né?
[1:46:30] A Júlia bernate, que faz AA filha, e o Danilo granget, que é
[1:46:35] um grande ator também, que faz o irmão antagonista e tem outras
[1:46:39] participações. E uma outra atriz que faz a
[1:46:44] coordenação do júri. Tem é os caras que projetam as
[1:46:49] imagens, o atores que filmam determinadas cenas e projetam
[1:46:56] num telão. Então você é.
[1:46:58] É muito impressionante a experiência.
[1:47:01] Assim, é uma experiência completa, visual, dramatúrgica,
[1:47:06] sensorial, porque em alguns momentos ele te manda imaginar
[1:47:10] determinadas cenas. É muito impressionante.
[1:47:14] A peça faz um sucesso estrondoso.
[1:47:16] Ela estreou em Salvador, né? No início do mês de outubro,
[1:47:20] fica no Rio de Janeiro até dia 3 de novembro.
[1:47:24] Foram é, serão né? Ao fim, né?
[1:47:27] 12 exibições diárias, tirando a terça-feira, no caso hoje, né,
[1:47:34] 28 de de outubro, que não vai ter espetáculo, mas é de segunda
[1:47:40] a domingo, ou melhor, de é de quarta a segunda.
[1:47:46] Né? 2 Apresentações lotadas.
[1:47:49] As pessoas fazem fila do lado para ver se alguém desistiu ou
[1:47:52] se alguém não apareceu. Porque é o teatro não é grande,
[1:47:57] é no CCBB, no Rio de Janeiro, e o espetáculo é avassalador.
[1:48:02] É obrigatório. Assim, eu saí completamente
[1:48:06] impactada por tudo, pelo debate que ela sucinta, mas pela forma
[1:48:10] como como a produção foi, é estruturada, produzida.
[1:48:15] Pelo ator que é o Wagner Moura. Assim, eu nunca tinha visto o
[1:48:19] Wagner no teatro, então, sabe, e aí saio de um fim de semana com
[1:48:25] esse sentimento de que é pela cultura.
[1:48:29] Foi lindo o João Gomes, eu não fui, mas eu estou vendo as
[1:48:32] imagens e eu não estou vendo ninguém nas redes sociais
[1:48:37] criticando, atacando, dizendo que teve problema.
[1:48:39] Foi lindo. O João Gomes na Lapa, foi lindo.
[1:48:43] Eu também estava com medo, assim, com medo.
[1:48:45] Preocupada porque parece um espaço menor do que outros
[1:48:49] espaços do Rio de Janeiro que estão acostumados a é abrigar
[1:48:54] grandes eventos. Foi um acontecimento e, pelo que
[1:48:58] eu sei, deu tudo certo, não? Não vi ninguém falando nada que
[1:49:03] deu errado? Nada.
[1:49:04] O Rio de Janeiro trrega porque fez um domingo espetacular, um
[1:49:11] sábado e um domingo inacreditáveis.
[1:49:14] Tem uma imagem de drone do show do João Gomes, 2 imagens
[1:49:19] inacreditáveis. É do show que pega a multidão
[1:49:24] ali no na Lapa e de fundo AOOO. Pão de Açúcar e ali a baía de
[1:49:31] Guanabara. Que é assim, gente, desculpa, ó,
[1:49:35] um beijo pra todo mundo. Mas vocês sabem que eu sou a
[1:49:39] carioca convicta da piada apaixonada por essa cidade.
[1:49:44] Pra mim não existe lugar melhor no planeta Terra, não existe
[1:49:48] cidade mais linda no mundo. Um esculacho é a imagem e outra
[1:49:52] imagem do show que foi um esculacho é o entardecer, o show
[1:49:55] rolando e passando, o bondinho. Dos Arcos ao.
[1:49:59] Fundo do telão, negócio inacreditável.
[1:50:02] Assim. E as pessoas do bondinho
[1:50:04] dançando, do show, dando tchau, não sei o que é assim, gente, é
[1:50:08] pra acabar. Realmente eu acho que não tinha
[1:50:12] tido, não tenho essa lembrança. A Lapa é, obviamente é uma
[1:50:15] região em que tem muito evento, tem festivais que acontecem, tem
[1:50:20] comício, é, tem de tudo que acontece ali.
[1:50:24] Mas eu não me lembro de uma coisa assim, gravação de de DVD,
[1:50:30] né? Uma coisa, um artista único.
[1:50:33] Geralmente isso acontece em outros lugares.
[1:50:35] Já teve no Maracanã, né? Tardezinha?
[1:50:38] Acho que numa Nice, né? Às vezes Na Na apoteose, no
[1:50:43] parque olímpico também tem. Tem muito essas coisas agora ali
[1:50:47] na Lapa, não me. Recordo, assim, de uma.
[1:50:49] Coisa desse tamanho, um negócio impressionante assim, realmente.
[1:50:55] Nossa, foi incrível. EE, depois eu tô lendo porque eu
[1:50:59] fiquei vendo as imagens também. Eu fiquei particularmente
[1:51:02] comovida com Ivete e João Gomes, o 3 que eu vi cantando Petrolina
[1:51:09] e Juazeiro do acho que é do Luiz Gonzaga, né?
[1:51:13] Eu gosto de juazinho e adoro Petrolina.
[1:51:17] Eu gosto de Juazeiro e adoro Petrolina.
[1:51:20] Essa era a minha música que eu sempre dançava na Festa Junina
[1:51:23] com o Felipe bax. O designer que inclusive fez o
[1:51:26] nosso desenho, a nossa logo de ango de grilo.
[1:51:30] E eu adoro essa canção. E a cena Ivete e João cantando.
[1:51:38] Isso foi de uma beleza que a Ivete é de Juazeiro, né?
[1:51:42] Na Bahia, chegava em Juazeiro, Juazeiro da Bahia, Petrolina,
[1:51:48] Juazeiro, Juazeiro. AI, gente, e aí que que eu
[1:51:56] descobri que que quer dizer que eu descobri que que eu lendo,
[1:52:04] né? Sobre o show, sobre a
[1:52:06] apresentação e tal. E sobre a gente.
[1:52:08] Tem aqui rápido que essa música? Os compositores São Jorge de
[1:52:13] Altinho e Francisco Agra, Chico Agra.
[1:52:16] Ah, mas é porque o Luiz Gonzaga gravou, né?
[1:52:20] Eu eu falei errado, não foi composição dele, mas ele gravou.
[1:52:24] E aí que que eu li nesses dias que que eles foram muito felizes
[1:52:28] em terem escolhido a região da Lapa, porque a Lapa era uma
[1:52:33] região que recebia, né? Uma região de chegada de muitos
[1:52:38] dos nordestinos. Então a Lapa tem uma, embora a
[1:52:42] gente tenha memória recente do samba, mas a Lapa tem uma
[1:52:46] tradição do forró. Dos sanfoneiros, dos encontros,
[1:52:51] do dos nordestinos, que é eventualmente, depois passaram e
[1:52:55] hoje está mais carregada no centro de tradições nordestinas,
[1:52:58] no pavilhão de São Cristóvão. Mas a Lapa tem essa, essa
[1:53:03] história, tem essa argamassa. Ela é feita dessa matéria do
[1:53:07] forró EOO João Gomes, como essa escolha restituiu a Lapa é esse
[1:53:14] protagonismo, essa relevância na música Nordestina, no forró.
[1:53:18] Tanto assim que ali funcionava, né?
[1:53:20] O asa branca, que se chamava assim porque tinha de fato, é
[1:53:25] muitas Apresentações musicais nordestinas e de forró e tudo
[1:53:29] mais. Então assim, gente, sabe, que
[1:53:33] Felicidade essa. E foi cedo, né?
[1:53:37] Todo mundo, muita gente elogiando pelo fato de terem
[1:53:41] marcado para 3 horas da tarde, começou acho que 4 horas.
[1:53:44] Então pegou Oo anoitecer, mas assim deu para voltar para casa,
[1:53:49] né? Aparentemente, golaço, golaço do
[1:53:52] João Gomes. Eu estou louca para chegar 20 de
[1:53:55] dezembro. Para ver o show do amiguinho que
[1:53:58] eu já falei há muito tempo aqui, que é o álbum do ano, né?
[1:54:02] Eu estou desde do verão falando, né?
[1:54:05] Vocês são testemunhas, né? Estaremos lá dia 20, gente, mais
[1:54:11] alguma coisa flavel para falar. Mais 2 coisas vindas da da Bahia
[1:54:16] que é Oo clareou, né? O álbum da da Ivete eu acho que
[1:54:21] já está disponível. Aham já.
[1:54:25] E esse final de semana foi o primeiro evento mesmo do álbum
[1:54:28] mesmo show OOO primeiro show do do álbum Ivete clareou.
[1:54:35] Vai ter no Rio, vai ter em São Paulo.
[1:54:37] Eu acho que o primeiro foi, pera aí, deixa eu pegar aqui AO meu
[1:54:41] Deus. A gravação foi aqui no Rio, no
[1:54:44] Morro da Urca. Isso também linda a paisagem.
[1:54:49] O que, gente, desculpa minha cidade entrega nada a declarar
[1:54:53] em relação a isso, não. Primeiro foi em São Paulo, foi
[1:54:57] foi sábado em São Paulo vai ter BH, Rio, Salvador e Porto
[1:55:00] Alegre. Já tá rolando a agenda.
[1:55:04] Então era isso que você queria falar?
[1:55:05] Que mais? É vindo da Bahia, dona Daniela
[1:55:10] Mercury, que também lançou um álbum, ela que tá fazendo 60
[1:55:14] anos, acho que são 40 de carreira.
[1:55:16] Pode ser que a gente tenha uma surpresa com Daniela Mercury
[1:55:19] aqui no angua, Hein? Vou deixar assim, meio em
[1:55:21] aberto. Cirandaia é o novo álbum da
[1:55:24] Daniela. É uma artista importante, que se
[1:55:29] coloca corajosa do ponto de vista político, do ponto de
[1:55:33] vista da defesa da democracia, do ponto de vista da defesa das
[1:55:37] mulheres, da população LGBTQIA+ em particular das mulheres
[1:55:42] lésbicas, uma cidadã de primeira grandeza.
[1:55:46] Né? Tem artistas que tem grandeza,
[1:55:48] mas não tem coragem, tem grandeza artística, mas não tem
[1:55:52] essa coragem democrática e a gente precisa disso.
[1:55:55] E a Daniela precisa ser reconhecida e reverenciada por
[1:55:59] também essa atitude sempre corajosa.
[1:56:02] EE obviamente que atitudes corajosas tem um preço, né?
[1:56:07] Tem um custo, ela paga esse custo e é uma figura muito
[1:56:11] importante da cultura brasileira também sobre essa ótica.
[1:56:15] Eu estou com Oo álbum novo dela na ponta da agulha.
[1:56:18] Vou da mais adiante, quando eu ouvir e digerir, eu vou falar
[1:56:22] mais sobre isso. Mas é queria deixar aqui os essa
[1:56:28] essas 2 dicas, né? Da Ivete cantando o samba do
[1:56:32] último lançamento da Daniela. Eu queria falar aqui essa.
[1:56:38] Eu acho que essa semana entram todos os as faixas.
[1:56:44] Dos álbuns, do dos sambas enredos, né?
[1:56:46] Das gravações oficiais, dos sambas enredos.
[1:56:49] No Rio Carnaval, né? No arroba Rio Carnaval, no Rio
[1:56:54] Carnaval. No Spotify já tem acho que 7,
[1:56:57] incluindo da minha beija flor, tem sambaço, entre outros.
[1:57:01] Não vou ainda fazer análise de Carnaval, mas essa semana entra
[1:57:05] mangueira, Portela, vamos lá então, Carnaval aí já bombando.
[1:57:11] E esse fim de semana no Rio tem Oo show novo de 40 anos de
[1:57:17] carreira da Marisa Monte, que é, é 40 anos, né?
[1:57:23] Que deve ser um showzaço. Ela começou por Belo Horizonte
[1:57:27] com músico, mais de 50 músicos da orquestra Sinfônica
[1:57:30] brasileira que acompanham. Então é um luxo realmente.
[1:57:35] Marisa revisitando a sua carreira com Canção Nova, também
[1:57:39] é composições novas. Ela que é parceira de Carlinhos
[1:57:42] Brown, de Arnaldo Antunes, que tem essa voz, né?
[1:57:46] As grandes cantoras brasileiras. Misericórdia, gente.
[1:57:49] E ela vai se apresentar aqui no na arena do Jockey.
[1:57:52] A essa altura já deve estar esgotado, viu?
[1:57:55] De 31 AA 2, né? De de novembro, a essa altura
[1:58:00] está esgotado, mas fiquem de olho, porque realmente é um
[1:58:03] trabalho. Belíssimo da Marisa Monte e
[1:58:09] deixar um beijo para os meus amigos.
[1:58:10] Lázaro Ramos faz aniversário No No sábado, dia primeiro de
[1:58:14] novembro, e Luiz Antônio Simas que faz aniversário no dia 2 de
[1:58:19] novembro. Amigos muito queridos que eu
[1:58:22] deixo aqui meu meus cumprimentos.
[1:58:24] Amo vocês, queridos. E eu acho que é só, né, minha
[1:58:30] gente? Falei demais, né?
[1:58:33] Já passamos de 2 horas, né? Acho que falamos tudo.
[1:58:40] A agenda cultural sempre bombando aqui, do ângulo de
[1:58:43] grilo. É isso, minha gente.
[1:58:46] Bom final de semana pra vocês. Domingo e feriado, então costuma
[1:58:50] trabalhar? Domingo estará de feriado.
[1:58:54] Ah, no fim de semana tem hoc de monta, né?
[1:58:56] No, no na Serra aqui. No Rio, na Serra, em Itaipava.
[1:59:01] É, fiquem atentos que a previsão é de chuva, então quem for leve
[1:59:05] sua galocha sua capa de chuva e de frio, então vão agasalhados
[1:59:11] é, o tempo está virando, eu estou vendo pela janela.
[1:59:14] Eu comecei a gravar, estava um sol, agora já está nublado, uma
[1:59:17] ventania. Então é quem aproveitou a praia
[1:59:20] do final de semana aproveitou e agora é.
[1:59:23] Verdade a semana tá com previsão de chuva direto.
[1:59:26] Pois é direto e essa semana eu estarei em.
[1:59:30] Foz do Iguaçu. Mas aí conto mais no próximo
[1:59:33] angu e também lá no meu Instagram.
[1:59:36] Eu também no próximo angu tenho notícia pra contar.
[1:59:39] Eu nem falei da minha mesa do UOL, né?
[1:59:41] Depois eu falo foi com Sueli Carneiro.
[1:59:43] Foi tão avassaladora, gente. Sueli Carneiro.
[1:59:47] É Tatiana Roque, secretária de ciência e tecnologia, vereadora
[1:59:51] eleita pelo PSB. Uma mulher que tá tentando aí
[1:59:54] pelas vias, né? Partidária, política, eleitorais
[1:59:57] também. Transformar a política,
[1:59:59] matemática uma formação é em ciência, né?
[2:00:03] Importante como referência, a Sueli Carneiro dispensa
[2:00:06] Apresentações. A Sueli lançou um manifesto.
[2:00:09] É uma coisa assim, eu tô esperando o vídeo ficar pronto
[2:00:11] pra pra compartilhar, porque realmente a leitura que a Sueli
[2:00:16] faz da sociedade e a convocação que ela fez naquela arena
[2:00:21] Herbert Vianna, chamada areninha, dentro da maré, na
[2:00:24] baixa do sapateiro, é um negócio assim pra como a Angela Davis
[2:00:28] dizia, né? Mulheres negras quando se quando
[2:00:31] uma mulher negra se movimenta a sociedade toda.
[2:00:34] Se movimenta. E foi realmente muito
[2:00:36] impressionante, muito comovente, o chamado que a Sueli fez é as
[2:00:42] mulheres do mundo e a Eliana Souza Silva em particular, que
[2:00:46] fez isso acontecer, né? Botar é um evento de 3 dias, com
[2:00:50] feira de empreendedorismo, atividades culturais, debates
[2:00:54] muito profundos, todos protagonizados por mulheres em
[2:00:58] 12 equipamentos públicos dentro do conjunto de favelas da maré.
[2:01:02] Com tudo que isso significa, é objetiva e simbolicamente, e é.
[2:01:07] A outra participante foi a ex ministra da justiça da França,
[2:01:12] Cristiane tobirrat. Uma mulher incrível nascida na
[2:01:15] Goiana francesa. Foi 20 anos deputada na França e
[2:01:19] 5 anos deputada no parlamento europeu.
[2:01:22] Ela, pra vocês terem uma ideia, ela dá nome a uma lei, lei, lei
[2:01:26] tobira, em que a França reconhece como crime contra a
[2:01:30] humanidade a escravidão e o tráfico de pessoas.
[2:01:33] Ela participou também da legislação que formalizou o
[2:01:39] casamento homoafetivo na França. Uma mulher incrível.
[2:01:42] Amazônida, né? É amazônida, não é que fala a
[2:01:46] amazônida, porque ela da Guiana Francesa, que ainda é, com essas
[2:01:49] contradições também, né? Um território, ainda um
[2:01:54] protetorado, né? Da França, em plena América do
[2:01:57] sul. Ela tá coordenando 11 trabalho
[2:02:01] de estudos sobre etnias sobre é povos da floresta que vai e que
[2:02:09] que. Tá dando, né?
[2:02:10] Deu num livro que vai ser lançado na cop 30, vai tá lá e
[2:02:14] fez uma fala também, olha, de arrepiar, tipo mulheres assim,
[2:02:22] OOO debate a mesa era sobre democracia e elas trouxeram uma
[2:02:29] visão de radicalidade da democracia a partir do
[2:02:35] protagonismo feminino. É da.
[2:02:38] Participação do lugar de fala ela trouxe inclusive essa ideia,
[2:02:42] né? O lugar de fala é dos povos
[2:02:44] diversos, das mulheres, da natureza, da preservação ao meio
[2:02:49] ambiente. Foi assim, um estouro.
[2:02:53] Só isso que eu vou dizer, quando tiver Oo link do do debate
[2:02:57] disponível, eu volto a falar disso aqui, minha gente.
[2:03:00] Então agora fomos, né? Agora chega, pelo amor de Deus,
[2:03:05] gente, Socorro. Beijo, boa semana para vocês.
[2:03:10] Fui, boa semana, acabou outubro, pelo amor de Deus.

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