# Cessar-fogo em Gaza, vaga no STF #305

An episode of [Angu de Grilo](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1477913959), 14 Oct 2025, 1 h 40 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d0822c8/podcast/play/109642815/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-9-14%2F0fb10b73-0106-5b0a-ceec-ac465d90791d.mp3

Boa terça, angulers! Abrimos o #305 com o cessar-fogo em Gaza. O bem-sucedido acordo costurado por Trump suspendeu a guerra com liberação de prisioneiros e reféns. Mas o plano ainda que frágil e tem pontos em aberto. No segundo bloco, a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso e a nova vaga no STF; o levantamento do Censos sobre o deslocamento dos brasileiros para o trabalho; e nossa agenda cultural da semana (vai ter Flávia e Isabela na @flinoficial!) Sirva-se! Cortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_ Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorne Cortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza

## Transcript

[0:02] Oi, eu sou a Flávia. Eu sou a Isabela.
[0:04] E você caiu, Bangu de grilo. Grelo grelo, mais um ângulo de
[0:26] grilo está no ar episódio 305. Cor de anjo de grilo.
[0:31] Boa terça-feira para vocês. E aí, Flamengo?
[0:34] E aí, vamos lá, né? Vamos correndo que a
[0:36] segunda-feira avança. Tempo Rouge é, vamos começar
[0:43] esse episódio essa semana. A semana que vem a gente vai ter
[0:50] que falar disso. Em homenagem ao meu neto.
[0:53] Que foi que a gente veio No No carro falando que que você IA
[0:55] ser a pauta do ângulo de grilo. E aí o Martin falou, quem matou
[0:59] a Odete rote? Faltou.
[1:03] O ângulo de grilo. Então semana que vem vem aí.
[1:07] A pauta é sugerida por martinico pra gente comentar a novela.
[1:12] Eu e o flavel assistimos a novela.
[1:15] Inteira com ela, com mais afinco do que eu.
[1:17] Eu dei uma desanimada aí nesse último mês, mas retomei
[1:21] imediatamente, né? Na semana retrasada.
[1:24] É antes da gente começar os temas desse episódio.
[1:27] Eu preciso fazer um aviso aos on goolers.
[1:30] A Rio Carnaval anunciou que vai abrir uma nova venda de
[1:33] ingressos remanescentes para o Carnaval 2016 no próximo
[1:37] domingo, dia 19. Isso vai acontecer lá no site da
[1:40] ticketmaster, que tem uma página lá oficial em parceria com a Rio
[1:44] Carnaval, e nesta segunda-feira, que estamos gravando esse
[1:48] episódio. Ou seja, você está ouvindo o
[1:50] ângulo de grilo. Você vai entrar lá no meu perfil
[1:52] e já terá no meu perfil Bela reis.
[1:55] Já terá sido postado no meu perfil um vídeo que eu fiz.
[1:59] Explicando, falando dos setores e do mapa da Sapucaí, isso é uma
[2:04] dúvida muito comum. A gente.
[2:06] Tem muita gente que acompanha que houve ângulo de grilo, que
[2:09] ouve nossos episódios de Carnaval e perguntam qual é o
[2:12] melhor setor para ficar. É melhor par ou ímpar?
[2:15] Onde é que eu vou? E tal.
[2:17] Para quem nunca foi, né? Na Sapucaí, para quem é de fora
[2:19] do Rio. Quando surgiu a história dessa
[2:22] nova venda de ingresso, já comecei a receber mensagem pra
[2:24] falar disso. Eu já tinha postado isso nos
[2:26] stories uma vez, mas sumiu. Falei, quer saber?
[2:28] Vou gravar um vídeo agora oficial pra deixá la no meu
[2:31] perfil, para todo ou sempre, então já está lá.
[2:35] O vídeo salva, compartilha com quem você sabe que quer vir pro
[2:39] Carnaval, com quem quer comprar o ingresso é domingo, essa nova
[2:43] venda, ainda não sei o horário, acompanhar as redes sociais da
[2:45] Rio Carnaval. Mas já fica aí este conteúdo
[2:49] para você mirar desse dia. Onde é que você vai querer
[2:52] comprar seu ingresso? Outra coisa já estão cobrando a
[2:55] gente do episódio especial dos enredos, gente segura a emoção.
[2:59] Calma, ao que tudo indica, será o nosso primeiro episódio 2026,
[3:05] que vai sair num dia 6 de janeiro.
[3:10] Não é isso, esse primeiro episódio.
[3:13] Dia de Reis primeiro episódio do ano de 2026, 6 de janeiro já
[3:18] estou na minha mente aqui para ser o nosso episódio dos
[3:21] enredos. Tá?
[3:22] Então ainda o Carnaval é no segundo final de semana de
[3:27] fevereiro 1314 15. Então dá tempo de ouvir com
[3:33] calma e ir nos ensaios de rua, ir nos ensaios de quadro, pegar
[3:37] a reta final. Aí com esse episódio dos
[3:41] enredos, bom, essa é a data de agora.
[3:43] Se a gente mudar de ideia, resolver fazer antes da virada
[3:46] no Natal, a gente vai se falando, mas eu sei que tem
[3:48] gente querendo que a gente lance isso agora e não vai acontecer,
[3:51] gente, antes do final de dezembro é nenhuma chance só
[3:54] para vocês acalmarem os corações.
[3:56] Os sambas não estão nem gravados ainda, a versão oficial não saiu
[3:59] nem OCD, então acalmem os seus corações, preparem os seus
[4:04] corações, é, vamos começar esse episódio.
[4:08] Hoje eu que fiz uma abertura longa, Hein?
[4:10] Pois é, depois fala de mim, de. Flaviaol calamos, crítico de
[4:14] flaviaol. Vamos começar esse episódio
[4:17] falando do fim da guerra, aparentemente entre Hamas e
[4:23] Israel nessa segunda-feira, que a gente tá gravando,
[4:28] prisioneiros foram liberados por Israel, os reféns foram
[4:31] liberados. Pelo Hamas ainda não.
[4:35] Todos os corpos, né? Dos dos reféns capturados, né.
[4:38] Pelo pelo Hamas, sequestrados pelo pelo Hamas, que morreram ao
[4:43] longo desses 2 anos. É fez 2 anos, né?
[4:46] Aliás, no último 7 de outubro daquele fatídico dia, né?
[4:50] Que o Hamas atacou uma rave, uma festa e sequestrou mais de 251
[4:58] pessoas, se eu não me engano. Vamos falar sobre isso?
[5:02] É, a gente acabou não entrando na história semana passada, né?
[5:06] Mas o acordo foi de cessar foga foi assinado esse acordo, né,
[5:10] que foi mediado ali pelo Trump, como a gente tinha deixado aí de
[5:13] popap na semana passada. De fato, o prazo de libertação
[5:17] dos reféns e dos prisioneiros foram cumpridos, mas ainda é um
[5:20] acordo muito frágil. Tem muitas coisas que não foram
[5:23] respondidas e que ainda tem muitos caminhos em aberto, em
[5:26] abertos. Vamos falar sobre isso.
[5:29] E no nosso segundo bloco vai ser segundo bloco e popaps em
[5:33] episódio de hoje vai ser mais curto.
[5:35] Não quero reclamações. Vamos falar da aposentadoria do
[5:38] Barroso, vamos falar sobre um estudo muito interessante que
[5:44] determinou, rastreou o tempo de deslocamento dos brasileiros de
[5:48] casa ao local de trabalho e também como o brasileiro, como é
[5:54] que é esse deslocamento? E a mobilidade urbana?
[5:57] Muitos optando por carro. A gente falou sobre a autoescola
[5:59] na semana passada, né? Então esse esse tópico tinha
[6:03] ficado meio pendurado, mas acho que veio em Boa Hora pra gente
[6:08] linkar também o que a gente falou na semana passada sobre a
[6:11] autoescola, sobre a carteira de motoristas, as pessoas que
[6:14] dirigem sem habilitação, porque é muito caro, enfim, o trânsito,
[6:17] né? No Brasil, e aí?
[6:19] Por último, as atualizações da crise gravíssima do metanol de
[6:24] uma fábrica clandestina foi. Descoberta em São Paulo e pode
[6:28] ser uma ou a raiz desse, de todas esses, essas mortes, essas
[6:33] intoxicações, ou uma das. Então vamos começar esse
[6:37] episódio. Bom, vamos começar com os
[6:44] números de hoje, né? Nessa segunda-feira a gente tá
[6:47] gravando aqui na segunda de tarde.
[6:49] O Trump acabou de fazer, acredito que o último momento,
[6:53] né? De discurso da cúpula da paz.
[6:55] Que foi essa reunião no Egito de vários líderes mundiais, 20
[7:01] líderes mundiais pra assinar esse acordo de cessar fogo e no
[7:08] que teoricamente já aparentemente já podemos chamar
[7:12] no dia de hoje de fim, né? Da da guerra?
[7:16] Bom, foram mais de 20 líderes reunidos nessa cúpula do Egito,
[7:21] entre eles Donald Trump. Falou algumas vezes, né?
[7:24] Durante essa manhã e tarde aqui do Brasil, o emir do Catar,
[7:30] presidente da Turquia, presidente da autoridade
[7:32] Palestina, presidente do Egito, premier do Reino Unido e
[7:36] presidente da França, Emmanuel Macron, Netanyahu foi convidado
[7:40] para a cúpula, mas negou o convite, alegando que a reunião,
[7:44] né? Hoje é um feriado judaico, então
[7:47] não foi. Mas foi uma cerimônia pra
[7:50] assinatura desse acordo para oficializar esse cessar fogo na
[7:54] faixa de Gaza, que começou já na semana passada.
[8:00] Hoje, nessa segunda-feira, Israel libertou 1968 palestinos
[8:04] prisioneiros que estavam detidos, né?
[8:06] No No seu território, em Israel, inclusive, os que estavam tinham
[8:11] sido estavam cumprindo penas de prisão perpétua.
[8:16] Acusados de crimes cometidos contra o estado de Israel e seus
[8:19] moradores, cerca de 250 estavam nesse cumprimento de prisão
[8:23] perpétua. Também foram libertados e o
[8:27] Hamas libertou os últimos 20 reféns com vida que estavam
[8:31] ainda é sequestrados. Ainda há informação de que 28
[8:37] reféns morreram, né? Estão estão mortos e os corpos
[8:41] não foram devolvidos pra Israel ainda.
[8:43] O Hamas teria pedido mais tempo pra devolver e localizar todos
[8:47] os corpos. Nessa segunda-feira, 4 foram
[8:49] devolvidos quatros corpos, né? Desses reféns mortos foram
[8:53] devolvidos e, portanto, ainda faltam outros 24.
[9:00] Eu tô fazendo aqui 11 linha do tempo começando hoje, né?
[9:05] Mas assim, as imagens dessa, do, do, dos.
[9:09] Reféns, tantos reféns, né? É que estavam sequestrados pelo
[9:13] Hamas, sendo libertados, reencontrando a família.
[9:16] A emoção das famílias, tanto dos palestinos soltos são, enfim, a
[9:22] é tão emocionante quanto tristes, né?
[9:25] Assim é, é, é muito. É lamentável que essa essa
[9:30] guerra tenha chegado a esse ponto completando 2 anos Na Na
[9:34] semana passada. Começou, né?
[9:36] Com 1200 pessoas mortas por um ataque do do Hamas em outubro de
[9:42] 2023. Desse 7 de outubro, outras 251
[9:43] que foram feitas reféns. Agora foram liberados esses 20,
[9:45] mais de 28 corpos. Lembrando que em vários momentos
[9:48] houve acordos de cessar fogo, em que era negociada a libertação
[9:50] desses reféns, então muitos outros já tinham sido libertados
[9:54] em outros momentos dessas tentativas de negociação.
[10:03] É, 67000 pessoas foram mortas em Gaza, incluindo cerca de 20000
[10:08] crianças, né? Esse é o dado do Ministério da
[10:10] saúde de de Gaza, números que a gente sempre repete aqui.
[10:15] Enfim, são muito divulgados as imagens aéreas, né?
[10:18] A gente de Gaza são assim, a gente viu no tem uma matéria bem
[10:22] longa no fantástico, contem sobre isso, as imagens são
[10:25] devastadoras. Assim não sobrou nada, né?
[10:28] As pessoas meio vagando sem ter muito pra onde ir, porque não
[10:33] tem, não sobrou, as casas não existem mais.
[10:36] Enfim, e esse acordo, né? Proposto, né?
[10:39] Encabeçado aí pelo Trump, como a gente tinha falado já na semana
[10:43] passada, né? Deixamos um pop up na semana
[10:46] passada com o que que IA acontecer, porque o Trump estava
[10:51] pressionando a assinatura dos 2 lados.
[10:55] Então tinha uma expectativa, né, de que ao longo da semana
[10:59] passada isso fosse ser resolvido.
[11:02] Na sexta-feira, o Hamas anunciou que aceitou parte, né, da
[11:06] proposta. Ainda tem uns pontos de
[11:09] divergência no nesse aceite, né, do Hamas.
[11:12] É uma proposta de 20 pontos. Eu quero passar rapidamente por
[11:16] eles e aí citar o que ainda ficou em aberto, o que que ainda
[11:20] está, né? Hoje o Trump no discurso falou
[11:22] que. Já estamos começando a segunda
[11:24] fase desse acordo, né, desse processo, mas ninguém sabe
[11:27] exatamente o que quer dizer essa segunda fase.
[11:29] Então ainda tem várias coisas que estão em aberto do que que
[11:32] vai acontecer a partir de agora, né?
[11:34] Num numa região que foi completamente devastada, né?
[11:38] Como é que você se reconstrói a partir disso?
[11:41] Deixa eu passar aqui pelos 20 pontos principais do Trump,
[11:45] lembrando que assim, tem vários deles que foram.
[11:48] Bastante questionados, outros não foram aceitos, né?
[11:53] O Hamas não aceitou integralmente os pontos que
[11:56] foram colocados e ainda tem coisas que estão na zona do
[11:59] sensível, do não dito, que são esses pontos que estão em
[12:03] aberto, então, ó primeiro, Gaza será uma zona livre de
[12:07] terrorismo, desradicalizado e sem ameaças, 2 será reconstruído
[12:12] em benefício do povo de Gaza? 3 se ambos os lados concordarem
[12:17] com essa proposta, a guerra terminará imediatamente?
[12:20] As forças israelenses vão se retirar pra se preparar pra
[12:23] libertação dos pra que todo mundo se prepare pra libertação
[12:26] dos reféns. As operações militares
[12:28] bombardeios estão congeladas até que que as condições sejam
[12:34] atendidas pra retirada completa. E gradual, né?
[12:37] Dos militares? 4 dentro de 72 horas após Israel
[12:41] aceitar publicamente esse acordo, todos os reféns, vivos e
[12:44] mortos, serão devolvidos. Assim que todos os reféns forem
[12:47] libertados pelo Hamas, Israel libertará os 250 prisioneiros em
[12:52] prisão perpétuo, além dos 1700 cidadãos de gases detidos, né?
[12:54] Que estão que estão presos? Assim que os reféns forem
[12:58] devolvidos, os membros do Hamas que se comprometerem com a
[13:02] coexistência pacífica é desmantelar suas armas receberão
[13:04] anistia. E receberão passagem segura para
[13:11] os países países receptores. Toda ajuda será enviada
[13:15] imediatamente pra pra Gaza. A entrada da distribuição e da
[13:19] ajuda em Gaza ocorrerá sem interferência das 2 partes.
[13:22] Por meio da ONU e das suas agências, Gaza será governada
[13:27] sob a governança transitória temporária de um comitê
[13:30] palestino responsável pela administração dos serviços
[13:33] públicos. Esse comitê será composto por
[13:36] palestinos. Qualificados especialistas
[13:38] internacionais e a supervisão de um novo órgão Internacional de
[13:42] transição, o conselho de paz, que será liderado e presidido
[13:46] pelo Trump, com outros membros e chefes de estado a serem
[13:50] anunciados. Esse órgão estabelecerá a
[13:53] estrutura e administrará o financiamento pra reconstrução
[13:56] de Gaza até que a autoridade Palestina conclua seu programa
[13:59] de reformas. Tem mais informações, gente, eu
[14:02] tô trazendo as coisas um pouco mais resumidas pra gente não
[14:05] ficar o dia todo aqui, mas tô vendo ponto por ponto.
[14:07] Estamos no ponto 10, com plano desenvolvimento econômico de
[14:11] Trump pra reconstruir e energizar a Gaza será criado,
[14:14] convocando especialistas que ajudaram a dar origem a cidade
[14:18] do Oriente médio. Muitas propostas de
[14:20] investimento, de de investimentos serão ponderadas e
[14:24] em 10 de envolvimento foram elaboradas por grupos
[14:26] internacionais. E vão ser.
[14:28] Consideradas uma zona econômica especial será estabelecida com
[14:33] tarifas preferenciais. Ninguém será forçado a deixar
[14:36] Gaza e aqueles que desejarem sair serão livres para fazer e
[14:39] para retornar a mais. E outras facções concordam em
[14:43] não ter qualquer papel na governança de Gaza, direta ou
[14:46] indiretamente ou de qualquer forma.
[14:48] Toda infraestrutura militar, terrorista e ofensiva, incluindo
[14:52] túneis, instalações de produções de armas, será destruída e não
[14:55] reconstruída. Haverá um processo de
[14:58] desmilitarização de Gaza, sob a supervisão de monitores
[15:01] independentes, que incluirá a colocação de armas
[15:04] permanentemente fora de uso, por meio de um processo acordado de
[15:08] desativação. É dentro de um programa de
[15:10] recompensa e reintegração financiada internacionalmente.
[15:15] É garantia de parceiros regionais pra assegurar aqui o
[15:19] Hamas. E outras facções cumpram suas
[15:22] obrigações e que a nova Gaza não represente ameaça, seus vizinhos
[15:26] e seu povo. Estados Unidos vão trabalhar com
[15:29] parceiros árabes para desenvolver uma força
[15:31] Internacional de estabilização temporária a ser implantado em
[15:34] Gaza para treinar e fornecer apoio às forças policiais
[15:38] palestinas. Já é o não ocupará ou anexar a
[15:42] Gaza à medida que as forças de de defesa de Israel
[15:45] estabelecerem o controle e a estabilidade.
[15:48] Vão se retirar com base em padrões, Marcos e cronogramas
[15:51] vinculados a essa desmilitarização?
[15:53] Caso o ramais adia eu rejeite a proposta, a operação acima,
[15:57] incluindo a operação de ajuda em escala, prosseguirá nas áreas
[16:01] livres de terrorismos entregues a as forças de defesa de Israel.
[16:05] É um processo de diálogo interreligioso.
[16:07] Será estabelecido com com base nos valores de de tolerância e
[16:12] coexistência pacífica. À medida que o desenvolvimento
[16:15] de gás avançar e o programa de reforma da autoridade Palestina
[16:19] for fielmente executado, as condições podem finalmente estar
[16:23] reunidas para um caminho confiável para autodeterminação
[16:26] e a condição do estado palestino.
[16:28] Os Estados Unidos vão estabelecer um diálogo entre
[16:30] Israel e os palestinos para chegar a um acordo sobre o
[16:33] Horizonte político pra uma coexistência pacífica e
[16:35] próspera. Bom, esses foram o S20 pontos
[16:39] dessa proposta, né? Que foi anunciada, enfim, que
[16:44] prevista, né? Pelos Estados Unidos, pelo
[16:47] Trump, que foram aceitas, né? Por Israel e pelo jamais, não
[16:51] integralmente, mas principalmente no que decide,
[16:55] né? Pelo fim imediato.
[16:57] Da guerra, a entrada da ajuda humanitária, a libertação dos
[17:02] prisioneiros e reféns. Esses foram, né?
[17:04] Os pontos principais e, a partir disso, a retirada das forças de
[17:09] defesa de Israel de dentro do território.
[17:12] É, eu acho que esse foi o ponto que em comum e é o que de fato
[17:16] aconteceu, né? Desde sexta-feira, no momento em
[17:19] que o Hamas aceitou esse acordo em parte agora tem coisas que
[17:24] ainda estão. Em aberto, acho que esse é o
[17:27] ponto principal. Vou falar quais são os pontos
[17:29] que ainda estão em aberto e vou passar pra Flávia Ol bom, os
[17:35] pontos que ainda estão sensíveis, né?
[17:38] Em dúvida que estão em aberto, que estão em suspenso, que devem
[17:42] ser discutidas mais profundamente nessa segunda
[17:46] fase, se é que é isso que está previsto na segunda fase, né?
[17:49] Que o Trump diz que já começou. Eu acho que o principal é a
[17:54] história do Hamas entregar suas armas, né?
[17:58] Não só deixar a Gaza e entregar desmilitarizar, desarmar o
[18:04] Hamas. Eu acho que esse é um ponto que
[18:06] ainda está totalmente em aberto. Também está em aberto a retirada
[18:13] das tropas. Então uma demanda do Hamas, que
[18:17] já é retire completamente suas tropas, não tem a permissão para
[18:20] reiniciar os ataques. Os israelenses os israelenses
[18:25] exigem que esse governo pós conflito não seja estabelecido
[18:29] nem sob o domínio do Hamas e nem da autoridade Palestina.
[18:33] Então teria que ser um terceiro ponto que também não tá.
[18:37] Não tá claro, não tá, não tá bem desenhado.
[18:40] Vocês viram na proposta que fala de uma coisa de transição, que
[18:45] será supervisionada por membros pelo Donald Trump?
[18:49] E que a partir disso ser reconhecido vai ter um
[18:52] cronograma para retirada dessas tropas de Israel, de acordo com
[18:57] os Marcos legais. E um cronograma né, feito por
[19:00] todos, pensar essa entrega de armas, quem do mais entregar as
[19:05] armas, receber AA anistia, mas isso não está bem colocado, né?
[19:12] Então é, não tem data não. Também não há uma sinalização,
[19:17] né? De fato.
[19:19] De que o Hamas aceitou desativar, né?
[19:22] Os seus, os, seus túneis, né? Como falou o seu Arsenal, seus
[19:27] túneis, suas armas, essa parte do acordo, a princípio não foi
[19:32] aceita, é e estaria fora de questão e não negociável, né?
[19:39] Segundo o membro do escritório político do Hamas, o rossan
[19:44] badram falou pra associated press que isso está fora de
[19:47] cogitação. A história de entregar as armas
[19:50] e o desarmamento do Hamas é é uma coisa inegociável.
[19:53] Então isso é uma coisa que estava pautada no acordo que
[19:57] está em suspenso, né? Não, AA princípio não está na
[20:02] não está na mesa, né, Na Na prática.
[20:06] E eu vi muita gente falando nos últimos dias em relação a esse
[20:11] acordo, essa posição. De ter ali o Trump, os Estados
[20:15] Unidos e outros países praticamente tutelando, né?
[20:20] Gaza e essa reconstrução dessa região da Palestina, não
[20:25] reconhecendo a autoridade Palestina e, eventualmente, não
[20:29] reconhecendo uma própria liderança que possa surgir do
[20:34] próprio povo palestino. Um lugar ainda muito.
[20:39] De tutelar? Essa a gente vai dizer o que que
[20:42] precisa ser feito. Os planos de é outras pessoas,
[20:48] de energizar, né? De reconstruir de especialistas
[20:52] que já atuaram em outras regiões do Oriente médio.
[20:55] Vão ser apresentados em administração, né?
[20:57] Desse dinheiro, dessa reconstrução, a princípio,
[21:00] segundo acordo, está na mão dessa, desse conselho.
[21:05] Até que o plano da autoridade Palestina seja aprovado, se
[21:11] fielmente de acordo com os parâmetros.
[21:15] Então o outro grupo meio querendo dizer como é que as
[21:21] coisas tem que acontecer ou não. Então isso também foi uma
[21:23] crítica que eu vi nos últimos dias a essas alguns desses
[21:28] pontos desse acordo proposto aí pelo pelo Trump.
[21:33] Acho que o que se tenha pra fechar e passar pra pra minha
[21:37] mãe, gente, a ciência, a palavra é comemorar.
[21:40] Óbvio que a palavra é comemorar, né?
[21:42] É um cessar fogo, É o Fim do bombardeio, a princípio, o fim
[21:48] da morte, das mortes, né? Mas é uma tragédia, né?
[21:53] Assim, é muito difícil comemorar qualquer coisa quando a gente vê
[21:58] uma tragédia dessa magnitude 67000.
[22:02] Né? Palestinos assassinados, 20000
[22:05] crianças palestinas assassinadas.
[22:07] E numa estimativa que pode ser conservadora, viu?
[22:11] Pois é, 24 corpos de reféns, né, ainda não entregues, né, que
[22:17] ainda vão ser localizados, então assim, que condições esses
[22:21] corpos serão devolvidos, né? Pra essas famílias que também
[22:25] estão há 2 anos, né? No escuro, sem saber, às vezes
[22:29] sem ter notícia, teve um que viu um vídeo 6 meses atrás, foi a
[22:33] última imagem que se teve. Então assim é tudo, é tudo, a
[22:37] barbárie, assim é uma coisa horrorosa.
[22:39] É muito difícil, por mais que a gente obviamente tenha motivos
[22:43] pra comemorar, né, que aparentemente finalmente acabou
[22:46] o pior momento, né, o momento mais crítico, mas assim é uma
[22:50] reconstrução, especialmente do que a gente está vendo em Gaza,
[22:54] é, é um. É um efeito, é uma lacuna, é um
[22:57] trauma, é um é que não tem em construção simples, ninguém
[23:03] segue a vida normalmente. A partir de agora tudo será como
[23:06] antes. Não existe, né?
[23:09] Então assim, eu acho que tem um Alívio aí de entender que talvez
[23:13] AA pior parte, a parte mais crítica, né, desse.
[23:18] É dessa fome, especialmente como arma de guerra, que foi usada
[23:22] pelo né, pelo governo de Israel, pelo Netanyahu, que foi
[23:25] inclusive vaiado, né? Acho que nessa segunda-feira
[23:29] mesmo, na praça onde ficam os familiares do das pessoas que
[23:33] foram ainda estão, né? De reféns, que ainda estão
[23:36] esperando os corpos durante o pronunciamento.
[23:38] AI gente, eu já não me lembro mais os detalhes, mas eu vou
[23:41] depois que minha mãe falar, eu volto com essa informação, mas.
[23:45] Citaram Oo Netanyahu durante essa fala pública, nesse lugar
[23:50] onde estavam as famílias dos reféns e os familiares vaiaram o
[23:53] Netanyahu? Então a gente já falou isso isso
[23:56] desde o início, né, como uma popularidade dele.
[23:59] E a rejeição é baixíssima, e a rejeição é altíssima, pelo tanto
[24:03] que ele decidiu prolongar essa guerra e essas violações.
[24:09] Então assim, por mais que seja um Alívio saber que talvez isso
[24:12] tenha chegado ao fim. Mas é uma tragédia, é uma
[24:15] catástrofe que que vão demorar décadas, né?
[24:18] Pra pra gente enxergar uma luz no fim do túnel, pra essas.
[24:23] Pra tanta destruição e tanta violação.
[24:27] É o Thomas Friedman, que é um articulista, né?
[24:31] Do New York Times, que escreve muito bem sobre.
[24:35] É geopolítica, né? Sobre relações internacionais.
[24:38] E desde o desde o primeiro momento, também acompanha.
[24:43] Essa tragédia ele classificou como a pior guerra, né?
[24:49] Tem vários nomes, né? De de conflitos.
[24:53] É no Oriente médio, entre Israel e países vizinhos, Cisjordânia é
[25:01] os assentamentos e tudo mais. Vários desses conflitos ganharam
[25:05] denominações EE. Aí, na semana passada, ele
[25:09] escreveu dizendo que não. Não tem denominação possível pra
[25:15] essa, pra isso que aconteceu nos últimos 2 anos.
[25:20] E ele passou a chamar de passaria a chamar então de a
[25:24] pior guerra, né? Entre Israel e Hamas, eu acho
[25:28] que tem uma. Houve uma pressão Internacional
[25:32] com um cansaço muito grande, né? Seja, obviamente.
[25:38] Do povo palestino, especialmente na faixa de Gaza.
[25:43] É também em Israel, né? É, foram realmente 2 anos que o
[25:50] ataque não estava no radar, né? O ataque do Hamas em 7/10/2023,
[25:57] a violência, tudo tudo que aconteceu, né, no território
[26:00] israelense, que parecia seguro, né?
[26:03] E o Benjamin Netanyahu ainda vai precisar responder sobre isso.
[26:08] Né, porque foi possível, né? Oo Hamas é construir esse esse
[26:16] plano, né? De ataque que deixou mais de
[26:20] 1200 mortos naquela madrugada. Amanhã, início de manhã.
[26:26] EE. Além disso mais de 200 reféns,
[26:30] né? Dos quais restavam esses.
[26:36] As 2 dezenas que foram libertados, né?
[26:39] Entregues, encaminhados AA Israel nessa segunda-feira, 13
[26:43] de outubro. E é corpos e restos mortais dos
[26:48] que não não sobreviveram, dos que foram mortos ou durante o
[26:56] período de sequestro de reféns liberados.
[26:59] Foram 708 dias. Eu acho, né?
[27:02] O total de de dias. É sob controle, né?
[27:08] Sobre cárcere imposto pelo pelo Hamas e a tragédia humanitária
[27:14] de Gaza, né, pela qual, inclusive, Netanyahu é acusado
[27:19] de genocídio, né? Há 11 ação, um processo no
[27:25] tribunal penal Internacional proposto pela África do Sul e do
[27:29] qual o Brasil é signatário desde.
[27:34] Julho, agosto é desse ano. O clima do ponto de vista é da
[27:42] da tolerância Internacional. Ele ficou insustentável pra
[27:47] Netanyahu a ponto de Donald Trump ter conseguido impor esse
[27:51] acordo, né? Eu acho que essa é uma
[27:54] unanimidade entre os analistas. Não era um acordo que
[27:58] interessava a Israel, o Marcelo Lins.
[28:03] Usou expressão. Foi um acordo é empurrado goela
[28:08] abaixo de de Benjamin Netanyahu por Donald Trump.
[28:12] Com esses, com essas cláusulas, né, essas condições que a
[28:17] Isabela mencionou, mas ainda um acordo, embora Trump disse que
[28:21] acabou a guerra, que é tempo de paz.
[28:24] Ainda com muitos pontos de fragilidade, né?
[28:27] Vários, vários analistas. É, comentam, isso.
[28:31] Quer dizer, Isabela tocou no ponto, é da deposição de armas
[28:36] do Hamas, inclusive 11 condicionalidade de de anistia
[28:41] para quem é do Hamas entregasse as armas ou entregar as armas.
[28:46] Mas isso ainda não está claro. Teve o aval de vários países.
[28:52] É inclusive Catar, Egito, né? A reunião foi no Egito, o Catar.
[28:57] Muito depois daquele ataque que Israel é empreendeu, né?
[29:03] Contra o Catar, Na Na sequência daquele conflito com o Irã
[29:10] recente, também desse ano. EE Ah, até ouvir a Sandra
[29:15] Coutinho comentando, até de uma certa sinalização, embora não
[29:23] política forte, né? No sentido de.
[29:27] Decisão mas é simbólica e importante que foram todos os
[29:34] discursos da na assembleia geral da ONU, em setembro e o
[29:39] reconhecimento do estado palestino por vários países que
[29:43] até então não reconheciam, né? Por exemplo, França, por
[29:47] exemplo. Reino Unido.
[29:49] Houve também uma manifestação imensa na Itália, pressionando a
[29:54] Giorgia Meloni para. Reconhecer o estado palestino
[29:58] ela não fez, mas a gente vê, é, viu, viu muito nitidamente
[30:03] crescer nesse período do massacre israelense, não é?
[30:08] É exagero chamado esse jeito, né?
[30:11] Das forças de defesa de Israel contra Gaza.
[30:15] A gente viu crescer a, digamos assim, a defesa, né?
[30:20] Da criação. Do estado palestino, da solução
[30:23] de 2 estados, que é algo que o Brasil já defende há bastante
[30:26] tempo. EE, isso chegou na assembleia da
[30:31] ONU, mas do ponto de vista desse acordo recém firmado, ainda é um
[30:37] Horizonte de longo prazo. Então há várias perguntas, né?
[30:43] A serem feitas. Faltam corpos e restos mortais
[30:48] de reféns israelenses. Israel teria é libertado e
[30:55] encaminhado, né, em ônibus, para Cisjordânia, para Jerusalém,
[30:59] para a própria faixa de Gaza. Acho que 1948 presos palestinos,
[31:02] alguns e muitos, né? Marcelo Lins sempre chama
[31:07] atenção para isso. Sem julgamento, sem acusação
[31:09] formal, incluindo mulheres e menores de idade.
[31:17] Mas Israel se recusou a libertar o majuan bargutti, que é o
[31:29] prisioneiro palestino mais conhecido, já tá 2 décadas preso
[31:35] por Israel em Israel e que seria o líder político capaz de
[31:42] produzir essa caminhada na direção.
[31:46] De uma solução de convivência assim fica harmoniosa entre é os
[31:52] 2 estados, né? É um líder palestino que
[31:56] reconhece Oo estado de. Israel.
[31:59] E que seria capaz de aglutinar, de unir os palestinos da direção
[32:05] desse estado palestino. E aí há analistas que dizem que
[32:11] o governo de Netanyahu não libertou.
[32:14] O bargut, justamente por isso que seria é 11 caminho mais,
[32:20] digamos assim, rápido, de construção de um estado
[32:25] palestino, de uma Palestina independente.
[32:28] Esse é um tema, né? A gerar desconfiança.
[32:32] Há também desconfiança em razão dessa proposta de uma
[32:37] reconstrução, né? É de.
[32:41] Infraestrutura, vida normal, né? De retomada em Gaza, né?
[32:46] Em particular por meio de uma, digamos assim, de um núcleo de
[32:52] gestão que eles chamam de tecnocratas.
[32:55] Não palestinos, né? Ou não necessariamente
[32:59] palestinos também. Isso não está bem, é demarcado,
[33:02] sob o comando de Donald Trump, pra promover essa reconstrução
[33:08] de Gaza. É, fala se no nome do Tony
[33:11] Blair, né, o ex primeiro-ministro do Reino
[33:14] Unido. E obviamente que há muita
[33:16] antipatia em relação a isso, porque é uma tela, é uma
[33:20] colonização de novo, é uma é uma estrutura, digamos, imperial, de
[33:27] domínio de um território sem a legitimidade política.
[33:31] Então isso também é provoca críticas.
[33:35] E se não críticas, dúvidas, porque não está claro.
[33:39] Né, como como esse modelo será estruturado?
[33:43] A ajuda humanitária voltou a entrar, né?
[33:47] E em Gaza? Mas ainda ainda leva tempo até
[33:52] que se normalize, no mínimo, o estado de saúde e o estado
[33:59] nutricional dessa população, porque foram, enfim, crianças
[34:03] sem vacina. A gente tá falando assim.
[34:06] Do cessar fogo que Oo, Guga chacra prefere usar essa
[34:09] expressão cessar fogo a usar acordo de paz por conta de de
[34:16] fragilidades que estão postas. Mas veja, não é só entrar
[34:20] comida, entrar água e vida que segue, né?
[34:22] A infraestrutura foi totalmente destruída.
[34:26] A população da faixa de Gaza marchou, né, na direção de
[34:32] volta, né? Pro pro norte?
[34:35] Eu acho da da faixa supostamente retornando AA casa, mas não tem
[34:43] casa, né? Não tem nada, não tem casa, não
[34:46] tem escola, não tem trabalho, não tem, é meio de transporte,
[34:52] não tem infraestrutura básica. Hospitais também foram
[34:56] destruídos. Então, assim, é uma situação
[34:58] muito dramática, muito difícil. E na sexta-feira havia notícias
[35:04] de que. Homens do Hamas, armados,
[35:07] circulavam ao norte de Gaza um pouco.
[35:11] Tem uma interpretação de que era pra eu IA falar da segurança,
[35:16] mas não é da segurança. É manter a ordem na nesse
[35:21] regresso da população? É.
[35:25] Mas, por outro lado, há quem enxergue uma demonstração ainda
[35:31] de força e de é controle do Hamas.
[35:35] É sobre o território, o que obviamente não agrada, né?
[35:42] É Israel também. Em Israel há a desconfiança, EE
[35:49] temor, né? Grupos mais radicalizados é,
[35:56] eram contra Oo acordo, Netanyahu acaba, é.
[36:01] Aceitando, né? Os termos a partir inclusive de
[36:05] uma Aliança com a oposição a ele e não com a sua própria base.
[36:12] Fala se que os Estados Unidos conseguiu negociar, costurar,
[36:17] né? Um ambiente em que ele permaneça
[36:20] à frente do governo por mais um tempo, porque havia o temor de
[36:24] uma deposição imediata dele, né? Ele que é muito impopular, e
[36:29] isso também. É algo que dá tanto pra falar
[36:33] sem sem grande equívoco, né? É que ele ele era muito
[36:39] impopular e se ancorava no conflito, na guerra pra se
[36:45] manter no poder, inclusive em relação a problemas judiciais
[36:48] que ele enfrenta, né? Relacionados a corrupção.
[36:53] Eu mencionei também investigações sobre o próprio
[36:56] 7/10/23. Mas eu fico muito com a leitura
[37:02] do do Marcelo Lins, que diz, não, não é o ideal.
[37:07] E o ideal, nesse caso, não é possível, né?
[37:10] O ideal é que nada disso tivesse acontecido.
[37:13] É muito irracional, né? É tudo muito triste, tudo muito
[37:16] triste, mas terminimamente a informação.
[37:22] De que houve o cessar fogo, né? Que aqueles bombardeios, que
[37:25] aquele aquele ambiente permanente de destruição, ele tá
[37:31] suspenso, foi interrompido já é um baita de um consolo, né?
[37:36] Diante da carnificina que foram esses 2 últimos anos.
[37:43] Então o que a gente pode fazer é observar.
[37:48] Né? OOO desenrolar dos
[37:50] acontecimentos, seja por Israel, pelo governo Netanyahu, seja
[37:55] pelo Hamas, seja por esses parceiros.
[37:58] Estados Unidos à frente, mas também Egito, Catar, Arábia
[38:05] Saudita, mirados, árabes, Síria, Irã.
[38:09] Tem vários, né? Tem muitos parceiros, pontos de
[38:13] observação. Macron tava lá, o
[38:16] primeiro-ministro do Reino Unido tava no nessa reunião de de
[38:22] assinatura do acordo. É curioso, né?
[38:25] Uma reunião de países e não ter a ONU à frente também é
[38:29] demonstra, em que pese o que eu já comentei sobre a assembleia
[38:33] geral, mas um foi um acordo costurado à margem, né?
[38:38] Da organização multilateral que tanto tentou ao longo desses 2
[38:42] anos, né? Acordos e mais acordos, seja na
[38:46] assembleia, seja no próprio conselho de segurança.
[38:49] E nada foi adiante, né? Rússia, China, observando com
[38:54] cautela a Rússia mais crítica, a China, como sempre, mais
[38:59] cautelosa. Agora, é inequívoco que cessarem
[39:04] os bombardeios é um ganho, né? É um é um ganho realmente pra
[39:10] uma. População que não tinha mais
[39:12] nada, agora falta muito e falta entender que projeto é esse.
[39:17] É que esse grupo de países Estados Unidos à frente tem pra
[39:21] Gaza, né? Porque os primeiros discursos do
[39:25] Donald Trump eram de transformar num balneário, né?
[39:30] De resort, uma área turística sobre o sobre o domínio.
[39:38] É dos Estados Unidos em em particular.
[39:42] Então, assim, a gente obviamente sente o Alívio, porque as
[39:47] imagens, a situação eram realmente as mais dramáticas
[39:51] possíveis, quase inimagináveis. Mas é, ainda falta muito.
[39:58] Eu também queria só destacar por último o comunicado do
[40:03] Itamaraty. Quando do do anúncio, né?
[40:06] Em que o próprio Hamas EE posteriormente o governo de
[40:11] Israel, as autoridades de de Israel anunciaram que tinham
[40:15] pactuado, né? Esse cessar fogo, esse acordo.
[40:20] O governo brasileiro soltou uma nota, o Itamaraty, louvando isso
[40:26] e destacando o papel dos Estados Unidos.
[40:30] Me parece que é essa ênfase. Em destacar o papel dos Estados
[40:35] Unidos de Donald Trump. É também se aproxima, né?
[40:40] Se relaciona a essa? A esse momento de tentativa de
[40:46] reaproximação, de retomada de negociações comerciais, né?
[40:50] Em particular entre o governo brasileiro e o governo de Donald
[40:55] Trump. Então, ali o Brasil faz um
[40:59] reconhecimento explícito. Né?
[41:01] O que é? Sugere assim, uma certa boa
[41:05] vontade, uma disposição para OA retomada do do diálogo, né?
[41:12] Com os Estados Unidos? E nessa mesma linha, o Marco
[41:18] Rubio já falou com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira.
[41:26] É na semana passada, 3 dias depois.
[41:30] Da do telefonema Lula, Trump, na quinta-feira, eles se falaram
[41:34] por 15 minutos. Houve essa.
[41:37] Essa negociação é entre as equipes e os 2 ministros se
[41:42] falaram do bissecretário, né? Mas equivalente a ministro de
[41:45] relações Exteriores e Mauro Vieira.
[41:49] Nas notas, eles destacaram que tem especialmente o Brasil que
[41:54] vão tratar dos interesses, né? Das questões.
[41:57] Econômico comerciais entre os 2 países, OA.
[42:02] Nota do departamento de. Estado dos Estados Unidos
[42:04] mencionava não só a questão de questões é de interesse
[42:10] econômico entre os países, mas também é os temas de interesse
[42:15] regional. E aí a interpretação de que
[42:20] Rubio pretende tratar com Mauro Vieira sobre Venezuela, sobre
[42:25] Haiti. Sobre Cuba?
[42:30] Cuba, exatamente. Então se se interpretou que
[42:34] quando ele fala de interesses regionais, né?
[42:38] Estão falando de Venezuela, de Cuba e também do do Haiti.
[42:43] No fim da semana também, Trump ameaçou taxação de 100% sobre
[42:48] produtos da China. A China fez 11, movimento em
[42:53] relação a restringir ainda mais o acesso.
[42:55] Dos Estados Unidos, né? As as exportações chinesas de
[43:01] dos chamados minerais críticos, terras raras e, enfim, agora No
[43:07] No. Nessa segunda-feira veio a
[43:09] notícia de que Xi Jinping e Donald Trump podem se encontrar
[43:13] na Coreia do Sul. Mas ainda é um território, né?
[43:17] É, digamos assim, pantanoso esse das relações comerciais com
[43:22] Trump, mas aparentemente. O clima com Lula desanuviou, né?
[43:29] A gente tá vendo, não houve mais referências de Trump a
[43:34] Bolsonaro. A caça às bruxas a tudo que a
[43:37] gente viu ali no período crítico, né?
[43:41] Entre julho EE setembro, então assim, mas eu queria destacar
[43:46] que o fato de o Brasil ter acenado aos Estados Unidos na
[43:51] questão de Gaza e Israel. Eu acho que é um indício também
[43:56] dessa boa vontade de retomar o diálogo com esse parceiro.
[44:00] É de 2 décadas. Então é isso.
[44:03] É o que a gente pode enfim, esperar ainda a expectativa de
[44:08] que Mauro Vieira e Donald EE Marco Rubio se encontrem, né?
[44:13] Esta ou na próxima semana para tentar viabilizar.
[44:19] Tal reunião, o tal encontro de Lula e Trump em Kuala Lumpur, na
[44:23] Malásia. E a gente sabe que o preço, a
[44:26] inflação do café, da carne estão preocupando muito, né?
[44:31] O presidente americano, o governo americano e o Brasil é
[44:35] pode ter, é, é uma alternativa. E isso teria a ver com o
[44:41] tarifácio de 50% aplicado sobre o Brasil.
[44:45] Então é isso, costurei aí um pouco de.
[44:48] Israel, Gaza, Trump, Brasil e Estados Unidos.
[44:56] Uma baita Vitória de Trump, que queria ganhar o Nobel da Paz.
[44:59] E pode ser que em esse esse acordo, né?
[45:04] É avançando, né? O passo a passo dele sendo
[45:08] efetivamente cumprido. É muito provável que no ano que
[45:11] vem Trump esteja mesmo habilitado pra a ganhar o Nobel
[45:16] da Paz, que é o sonho dele. Agora é a escolha, é até fim de
[45:23] janeiro, né? Normalmente, ele é obcecado por
[45:26] isso. Também teria de dar alguma
[45:29] sinalização no que diz respeito aos a forma unilateral com que
[45:35] ele apresenta sua agenda prioritária, especialmente no
[45:38] que diz respeito a ao comércio Internacional.
[45:42] Que pais é essa que ele? Viola todos os direitos humanos
[45:45] no nos próprios Estados Unidos. Enfim, realmente, se o Trump
[45:50] ganhar o Nobel da Paz, é é a prova de que tudo pode acontecer
[45:56] no planeta. Realmente não vai faltar nada.
[45:58] Eu entendo a participação, né? E esse esse cessar fogo
[46:03] encabeçado aí por ele, né, que fez essa costura, apresentou
[46:07] esses pontos. Mas daí a ganhar o Nobel da Paz
[46:11] como se ele não fizesse, é? Como se toda a atuação da vida
[46:16] dele fosse pautada pela paz. Muito pelo contrário, né?
[46:21] Enfim, isso isso aí é história para o ano que vem.
[46:27] Vamos deixar para 2026? Bom, então fechamos esse
[46:32] assunto. Vamos para o nosso segundo e
[46:37] último bloco, que vai ser um pouco alargado.
[46:41] Mas já podemos passar por aí, vamos que vamos.
[46:49] Deixa eu começar? Rapidamente na história do
[46:52] metanol, que eu acho que é uma coisa curta e a gente já já
[46:58] trata desse assunto pra pra passar pros próximos tópicos.
[47:03] Eu acho que é só pra atualizar mesmo, gente.
[47:05] Assim no momento é semana passada mais uma morte foi
[47:10] confirmada, né? De uma mulher de 30 anos que
[47:13] tomou vodka contaminada. É num evento de pagode.
[47:18] A gente tinha falado que ela estava em estado gravíssimo na
[47:20] semana passada. Acho que se a gente chegou a
[47:22] citar ela, acabou morrendo na ao longo da semana passada.
[47:26] E aí o que eu só queria atualizar, principalmente, é que
[47:30] na última sexta-feira. Foi encontrada pela polícia
[47:35] civil uma fábrica clandestina em São Bernardo do Campo, onde
[47:39] tinham centenas de garrafas, galões, rótulos falsificados.
[47:43] Tudo foi apreendido. E essa pode ser a explicação de
[47:46] dessa trilha, né? De intoxicações.
[47:50] Especialmente porque São Bernardo do Campo foi onde meio
[47:52] que as coisas começaram, né? É onde 2 casos de de morte foram
[47:58] confirmados. O que foi um dos pontos que faz
[48:03] que que que levou, né? Nessa investigação da história
[48:07] da fábrica é a informação, a suspeita de que esse metanol
[48:11] usado na adulteração de bebidas nessa fábrica clandestina tenha
[48:15] vindo de postos dos combustíveis.
[48:17] Então, a hipótese é que eles compravam etanol nos postos de
[48:22] gasolina, né? Nos postos de combustíveis, pra
[48:25] fazer essa classificação da bebida, usar esse etanol do
[48:28] posto. Pra colocar nas bebidas
[48:31] falsificadas, mas com a adulteração do etanol por
[48:35] metanol nos postos de gasolina, que foi uma daquelas coisas que
[48:39] a gente tratou aqui daquela mega operação, né?
[48:43] Do que envolvia inclusive o PCC. Mas esse grande esquema, né?
[48:47] De postos com combustível adulterado, né?
[48:51] Com essa compra do etanol no posto de gasolina, esse etanol
[48:56] do posto já era metanol. Compraram achando que era um
[49:00] etanol para falsificar a bebida, e algumas garrafas chegaram a
[49:05] uma concentração de 45% da garrafa.
[49:09] Metanol, então era basicamente metade metanol, metade água. 11
[49:15] concentração surreal porque, para ter uma ideia, o limite
[49:20] tolerável do metanol em bebidas como o Rod e COL gin é 2 gotas a
[49:25] cada 100 ml. Então você pensa, uma garrafa
[49:28] meio a meio. É óbvio, né?
[49:30] Que que aquilo ali, quase instantaneamente IA causar uma
[49:34] intoxicação na gravidade das que a gente viu, né?
[49:38] Também é no final de semana, na entrevista do fantástico, da
[49:42] mulher que ficou cega, né? Que tá completamente cega também
[49:46] por ter tomado 11 caip vodka Na Na história do bar No No
[49:52] jardins. Então são 29 pessoas intoxicadas
[49:56] com bebida adulterada, né? Confirmações de intoxicação São
[50:00] Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, 5 pessoas morreram.
[50:04] Então essa é a primeira é atualização dessa saga ainda é
[50:10] que que vale a pena a gente atualizar, porque a gente tem
[50:13] acompanhado, claro, bem de perto, e aí quero passar pro
[50:18] Barroso na quinta-feira. Se despediu, anunciou sua
[50:22] aposentadoria depois de 12 anos como ministro do Supremo
[50:27] Tribunal Federal, os últimos 2 anos como presidente do supremo.
[50:30] Fez um discurso bem emocionado Na Na numa numa sessão plenária
[50:35] de quinta-feira. É em que ele disse que deixará o
[50:39] cargo. Consentimento de dever cumprido,
[50:42] que não cumprido, que não tem apego ao poder, com o coração
[50:46] apertado, mas com consciência tranquila de quem cumpriu a
[50:49] missão. Da sua vida, disse que a vida
[50:53] proporcionou a bênção de servir ao país, retribuindo muito mais
[50:57] do que recebi. Ele tem 67 anos, se eu não me
[51:03] engano, tem 67, tem 67 e anunciou a sua aposentadoria.
[51:10] E aí começou em medir até 2033 + 6.
[51:13] Anos e meio acho os 7 anos, porque até os 70?
[51:18] E 5 não. Até até aniversário de são
[51:23] obrigados a sair isso. E aí começou imediatamente uma
[51:28] corrida de quem será que vai ser a próxima, né?
[51:33] Mais uma indicação, então, do Lula pra essa vaga que vai abrir
[51:37] no supremo. Com a saída do Barroso, óbvio
[51:40] que cresceu de novo, né? O movimento de pedido por uma
[51:43] mulher nessa vaga, por uma mulher negra nessa vaga.
[51:47] Mas gente. Bom, os nomes que estão cotados
[51:51] não são mulheres, muito menos mulheres negras.
[51:53] Então é com bastante desânimo que eu já quebro a expectativa
[51:57] aqui de de todo mundo. E aí, queria passar pra Flávia
[52:01] ou falar de quem são esses os mais cotados pra é?
[52:08] Essa indicação no lugar do Barroso é tão logo o.
[52:12] O ministro Barroso anunciou, né, essa aposentadoria, né?
[52:18] Essa saída antecipada dele do Supremo Tribunal Federal.
[52:21] E esse e essa conversa, né? A especulação de que o Barroso
[52:26] não cumpriria até o fim, né? Do do prazo possível AO seu
[52:31] ciclo. No No Supremo Tribunal Federal,
[52:34] ela não é nova. Inclusive, 2 anos atrás já havia
[52:37] essa expectativa. Ele que enfrentou uma questão
[52:42] familiar, um câncer grave da da mulher dele, que acabou
[52:46] falecendo. E diziam assim, que esse
[52:49] próprio, esse próprio processo, esse próprio desencanto, deu a
[52:53] ele uma outra percepção, assim, de da vida, de viver mais a
[52:57] vida, de ter mais tempo, mas ele.
[53:01] Teria decidido se tornar presidente, né?
[53:04] Ele era Oo presidente seguinte, né?
[53:08] De 23 pra pra cá, EE ele decidir decidir então se tornar
[53:16] presidente e cumprir esse mandato de presidente da do
[53:19] Supremo Tribunal Federal antes de anunciar essa aposentadoria.
[53:23] E mal entregou a presidência, né?
[53:28] Para o ministro Luiz Edson Fachin.
[53:30] Ele realmente até surpreendendo alguns pela rapidez da decisão.
[53:35] Gente que achava que ele estaria até o fim do ano, né?
[53:38] O início do ano que vem, mas ele é anunciou na última
[53:43] quarta-feira que aquela seria sua última sessão.
[53:46] Ainda promete entregar alguns votos que estão com ele.
[53:49] No pedido de vista, há uma expectativa de que ele entregue
[53:54] o voto relacionado a questão da descriminalização do aborto.
[53:59] Pra pra mulheres que interrompam a gestação até 12 semanas ou ou
[54:05] ou algo assim. Ele que pediu destaque, né?
[54:09] Vocês vão lembrar aqui, 2 anos atrás, quando a ministra rosa
[54:13] Weber se despediu do Supremo Tribunal Federal, o último ato
[54:17] dela foi entregar o voto ela relatora no caso do desse tema
[54:23] do aborto. Aliás, um voto.
[54:24] Tem um angu de grilo sobre isso, né?
[54:27] Que a gente tratou. Com profundidade do voto
[54:30] histórico EE excepcional da ministra rosa Weber, mas Barroso
[54:38] assume no dia seguinte e pede destaque porque AA votação
[54:42] estava em plenário eletrônico. Ele pede destaque que significa
[54:47] que o assunto vai para o plenário presencial, né?
[54:52] E nunca pautou, nunca pautou nesse nesse tempo todo a ação.
[54:58] Deu a entender que pode entregar seu voto, mas é é o que a gente
[55:03] vai ver, quer dizer, ao longo dessa semana e da próxima.
[55:05] Eu acho que ele fica mais essa semana e a próxima e se despede
[55:09] com isso. Lula acabou tendo de mão beijada
[55:15] a possibilidade de indicar mais um ministro do Supremo Tribunal
[55:19] Federal. Eu fui meio a primeira que que
[55:22] dei, inclusive foi no em pauta da última quinta-feira.
[55:27] Que já 11 conjunto de organizações da sociedade civil
[55:33] ligada a representatividade no sistema judiciário publicou uma
[55:37] carta defendendo, né? É uma mulher em particular, uma
[55:44] mulher negra. Então, as organizações foram
[55:46] justiça, plataforma justa e a temes gênero e justiça chamando
[55:52] atenção. Pra pra desigualdade de gênero e
[55:55] raça no judiciário. Hoje a gente tem só ministra
[55:58] Cármen Lúcia como ministra, né? Do Supremo Tribunal Federal, em
[56:02] 11 ministros, uma mulher. Mas, sinceramente, ninguém tem
[56:08] Esperança de que o Lula vá fazer algum aceno em relação a isso,
[56:13] porque não fez anteriormente e já deu a entender mais de uma
[56:17] vez que não está interessado, né?
[56:20] Não tá comprometido com essa agenda.
[56:23] Nem essa nem também da lista tríplice, por exemplo, né?
[56:28] Na PGR, ele indicou o? Paulo gonet e já.
[56:33] É, recomendou a recondução sem que ele levasse, sem que ele
[56:39] considerasse, né? Lista tríplice ou qualquer outro
[56:43] critério de diversidade é de gênero e raça.
[56:48] Mas os nomes que apareceram, eu queria só ler, porque eu acho
[56:51] que. Poxa, vale a pena.
[56:54] A gente tem em mente, porque muitas dessas dessa conversa,
[56:57] Ah, o Lula só vai indicar alguém que ele confie.
[57:01] Agora, como é que vai confiar numa mulher se ele só está
[57:04] cercado de homens se ele não dá essa oportunidade, né?
[57:08] Então é difícil, né? É difícil defender irmão, mas
[57:13] seriam 10 juristas que poderiam substituir o Luís Roberto
[57:18] Barroso e ele na entrevista. Que deu.
[57:20] Logo depois de fazer o discurso de despedida, em que chorou, se
[57:24] emocionou. Ele disse que gostaria de ser
[57:26] sucedido por uma mulher. Tem a Edilene lobo, ministra do
[57:31] tribunal superior eleitoral, Mônica de Melo, defensora
[57:34] pública, Sheila de Carvalho, secretária nacional de acesso à
[57:38] justiça do MJ, Vera Lúcia Araújo, que é negra, ministra
[57:43] substituta do tribunal superior eleitoral.
[57:45] A Sheila também é negra. Daniela Teixeira, ministra do
[57:49] superior tribunal de justiça que aparece como uma das favoritas
[57:53] entre mulheres, né? Houvesse essa possibilidade.
[57:58] Dora Cavalcante, advogada que integra o conselho de
[58:01] desenvolvimento econômico super social, conselhão Maria
[58:05] Elizabeth rocha, que é a presidenta do superior tribunal
[58:09] militar, a primeira mulher, a única mulher que em 137 anos
[58:15] presidiu. Oo superior tribunal militar
[58:20] Adriana Cruz juíza federal do Rio de Janeiro, ex secretária
[58:24] nacional de justiça. Primeira mulher a ser secretária
[58:28] geral, né? Do do conselho nacional de
[58:31] justiça. Foi na gestão Barroso, requerida
[58:34] Adriana Cruz. Karen Louise, juíza do Rio
[58:37] Grande do Sul que vai tomar Posse agora como integrante do
[58:40] conselho nacional do Ministério público também outra
[58:44] maravilhosa. Flávia Carvalho, juíza de São
[58:49] Paulo, juíza auxiliar no Supremo Tribunal Federal.
[58:53] E falam também da Carol proner, que é advogada, jurista, é e
[58:59] também muito próxima, né? Do do presidente da da
[59:02] República, da família. Ela que é casada com o Chico
[59:05] Buarque. EE tem uma participação de fato,
[59:08] quando da prisão do Lula é 11, figura.
[59:13] Bom, entre outras, tá gente, tem mais gente, mas foi isso, quer
[59:17] dizer, são esses os nomes que estão aparecendo, mas eu acho
[59:21] que mais como pra marcar posição.
[59:23] E já começaram os ataques a quem é apresenta, né?
[59:27] Essa ideia como se fosse antidemocrático você reivindicar
[59:30] a diversidade de gênero e raça no Supremo Tribunal Federal.
[59:35] Eu já vi esse filme, né, nas 2 indicações anteriores.
[59:39] É em que Lula escolheu Cristiano Zanin e depois Flávio Dino.
[59:43] Tive intensamente participando desse debate sobre uma mulher,
[59:48] especialmente uma mulher negra, No No Supremo Tribunal Federal.
[59:52] E foram muitos ataques, muitos ataques.
[59:55] É, eu não vou me esquecer de cada uma das pessoas que me
[59:59] atacou pessoalmente por pela simples defesa de uma de uma
[1:00:03] ideia. Eu não esqueço, não esqueço
[1:00:06] mesmo. Então é, segue o barco.
[1:00:09] É, não tenho nenhuma Esperança. Acho um erro do Lula.
[1:00:13] Acho mesmo. É porque depois vai querer como
[1:00:17] quer, né? Os votos das mulheres, dos
[1:00:20] pretos, das mulheres pretas, vai querer campanha, mas não entrega
[1:00:24] a representatividade. Aliás, mesmo a bem sucedida
[1:00:29] guinada na comunicação do governo, você vê muito mais
[1:00:34] imagens. Depoimentos, participações dos
[1:00:37] ministros homens e das ministras mulheres.
[1:00:40] Fica aí a dica, estamos de olho. Dito isso, o favoritismo para a
[1:00:47] próxima vaga no Supremo Tribunal Federal é de Jorge Messias, o
[1:00:52] advogado geral da união, que é 11, jurista muito competente,
[1:00:58] muito capaz, muito leal a Lula, ao governo.
[1:01:01] Com entregas importantes, né? É eu Na Na última sexta-feira no
[1:01:07] estúdio e é, fui capaz de listar sem muita dificuldade, sei lá, 5
[1:01:14] ou 6 é ações importantes do Jorge Messias.
[1:01:19] É nesse governo Lula, nesse terceiro mandato.
[1:01:22] É que, em alguma medida, o avalizam seja do ponto de vista
[1:01:27] da consistência, consistência jurídica, seja do próprio.
[1:01:31] É interesse e proximidade, já que esse é o critério, né?
[1:01:35] Com o presidente da República Oo Jorge Messias, por exemplo, foi
[1:01:44] quem é assinou e propôs a inconstitucionalidade daquela.
[1:01:50] Da lei, né? De desoneração é da folha que
[1:01:54] foi instituída. Eu acho que em 2017 vai sendo
[1:01:57] renovada indefinidamente pelo Congresso, que beneficia aqueles
[1:02:01] 17 setores. Foi dele, é a proposição do
[1:02:06] decreto, é da do do pedido de confirmação de
[1:02:13] constitucionalidade. Constitucionalidade não é
[1:02:17] inconstitucionalidade. Do decreto famoso decreto do
[1:02:21] IOF, que o que a Câmara dos deputados, que o Congresso
[1:02:25] derrubou aquela crise, né, que envolveu Haddad, Lula e Hugo
[1:02:32] Motta, lá em julho, vocês vão lembrar disso.
[1:02:35] E o Supremo Tribunal Federal deu ganho de causa pro pro governo a
[1:02:39] partir dessa provocação do Jorge Messias no INSS.
[1:02:45] Foi dele aquela iniciativa de ir ao supremo.
[1:02:49] Pra trancar os processos envolvendo as retiradas, né?
[1:02:54] O de de de dinheiro dos pensionistas e dos aposentados
[1:02:58] do INSS, de modo a viabilizar o plano de ressarcimento que o
[1:03:03] governo montou e efetivamente é entregou, além dos recursos
[1:03:11] extraordinários dos créditos extraordinários.
[1:03:14] É fora, portanto, da meta fiscal pra pagar.
[1:03:19] Oo ressarcimento aos aposentados e pensionistas?
[1:03:23] AAA saída jurídica foi muito desenhada pelo pelo AGUEE isso
[1:03:32] obviamente. Pelo menos 3 iniciativas que dão
[1:03:35] que deram, né? Conforto pro pro governo em seus
[1:03:40] pleitos. Além disso, foi o Jorge Messias
[1:03:43] o primeiro a assinar um artigo no New York Times.
[1:03:45] Falando da soberania, da autonomia do judiciário
[1:03:49] brasileiro e da soberania brasileira, quando Trump
[1:03:51] anunciou é o tarifaço, ele também entrou com o pedido do ao
[1:03:59] Supremo Tribunal Federal para levar adiante o julgamento
[1:04:03] relacionado àquele artigo 19 do Marco civil da internet, que que
[1:04:08] acabou por responsabilizar as plataformas nos crimes de.
[1:04:13] Pedofilia, crimes contra criança, contra adolescentes,
[1:04:17] fraudes financeiras e fraudes com saúde pública.
[1:04:20] Aquela desinformação relacionada a remédios foi a partir dali.
[1:04:25] Então, veja, ele tem um domínio jurídico e de entendimento e de
[1:04:32] provocação ao Supremo Tribunal Federal, que é em alguma medida
[1:04:36] me parece que confirma Oo conhecimento, né?
[1:04:40] O notório, o saber jurídico. O interesse, a lealdade de Lula.
[1:04:44] Ele já tinha a senha, né? Pra pra ser indicado ministro do
[1:04:48] supremo quando o escolhido foi Flávio Dino.
[1:04:52] E não me parece que há possibilidade de outro nome.
[1:04:56] Acho que OOO Messias EOPT quer o Messias.
[1:05:01] Tem gente que indevidamente, na minha opinião é aponta o fato
[1:05:05] dele ser um evangélico terrivelmente evangélico como 11
[1:05:11] ponto positivo. De fazer uma ponte, de fazer um
[1:05:14] aceno a esse campo. É da sociedade brasileira e da
[1:05:18] política brasileira. E Jorge Messias é mesmo muito
[1:05:21] evangélico. É ele que participa e discursa
[1:05:25] da Marcha Para Jesus, aquela grande, em São Paulo, pelo
[1:05:28] governo, em nome do governo, e parece que é muito articulado
[1:05:31] politicamente. Agora, por fora estariam
[1:05:35] ocorrendo o Rodrigo Pacheco, que é senador e ex presidente do
[1:05:39] Senado, que Lula gostaria de ver.
[1:05:41] Candidato ao governo de Minas, mas ele é hesita em relação a
[1:05:46] isso e é o candidato favorito do Davi alcolumbre, atual
[1:05:51] presidente do Senado. E, portanto, ele ele tem muito
[1:05:56] apoio no Senado federal e alguns ministros do supremo, que também
[1:06:01] gostam bastante do do Barroso. Então seria uma segunda.
[1:06:05] É opção. Aparecem também o Bruno Dantas,
[1:06:08] que é ex presidente do tribunal de contas da união, e o Vinícius
[1:06:13] Carvalho, que é o ministro chefe da Controladoria geral da da
[1:06:17] união. Mas não me parece que alguém vai
[1:06:20] tirar do Messias. É essa?
[1:06:24] Indicação e mais, não digo desejo sorte, como diz o André
[1:06:28] HB, é. Gata, a gata ablo.
[1:06:33] Antes da gente passar aqui rapidamente pra pra a informação
[1:06:40] dos meios de transporte, quero só falar 2 coisas, o episódio do
[1:06:44] angu que a gente falou do voto da rosa Weber pela
[1:06:46] descriminalização do aborto é o episódio de 205, exatamente 100
[1:06:51] episódios. Atrás.
[1:06:53] Desse. Quem não ouviu vale a pena,
[1:06:56] porque realmente o voto dele dela foi foi bem emocionante.
[1:06:59] Eu nem lembrava mais disso, mas mas resgatei aqui da minha
[1:07:02] memória e eu tinha deixado em suspenso.
[1:07:06] Esqueci gente de comentar no final do no primeiro episódio, a
[1:07:10] vaia do Netanyahu, que eu fui procurar de novo contexto que já
[1:07:13] tinha embaralhado tudo na minha cabeça foi no sábado, Estados
[1:07:17] Unidos enviou o Steve weekf. Whitkoff pra como porta-voz dos
[1:07:23] Estados Unidos pra fazer um discurso na praça dos reféns em
[1:07:27] telavive. E aí?
[1:07:30] Em vários momentos ele citou o Donald Trump e arrancou aplausos
[1:07:34] da audiência. Mas quando citou o Netanyahu,
[1:07:39] realmente muita, muita gente vaiou.
[1:07:42] Então tentou expressar uma gratidão, né?
[1:07:45] Ao ao Netanyahu e é o seu principal negociador.
[1:07:50] Mas foi interrompido várias vezes pelas vaias das pessoas,
[1:07:54] então era isso que eu tinha deixado do.
[1:08:00] Do em. Suspenso naquele momento.
[1:08:04] Daí que eu fui falar das vaias e trago aqui agora, bom, vamos
[1:08:08] falar da história dos meios de transporte, que eu acho que é
[1:08:10] 11. Bem interessante esse aglomerado
[1:08:14] aí de de dados do censo 2022. Que nessa nessa última edição,
[1:08:22] pela primeira vez fez perguntas sobre o meio de transporte usado
[1:08:26] nos deslocamentos das pessoas. 32% dos entrevistados se
[1:08:31] deslocam de automóvel. Deslocamento para o trabalho tá
[1:08:35] 21% ônibus, depois, em terceiro lugar, vem o deslocamento a pé,
[1:08:41] 18% fazem o trajeto de casa para o trabalho a pé, caminhando até
[1:08:45] 30 minutos. Em seguida, motocicletas, 16%
[1:08:51] dos trabalhadores entrevistados. Olha aí o que a gente falou, né?
[1:08:54] Da história da do do uso muito frequente no dia a dia de
[1:08:58] motocicleta, no deslocamento das pessoas e de carro também, né?
[1:09:03] Quando a gente falou na semana passada em relação à autoescola,
[1:09:06] ao treinamento desses motoristas a regularizar, né?
[1:09:10] Essas carteiras de motoristas a regularizar e tirar, né?
[1:09:13] Das pessoas que sequer têm carteira de motorista e andam
[1:09:16] sem carteira. É deslocamento de trem ou metrô.
[1:09:20] Correspondem a 1.6% e vans, Perus e outros veículos
[1:09:26] semelhantes. 1.4%, então, nossa quase residual, né?
[1:09:33] E aí, a análise de um dos especialistas, Mauro Sérgio
[1:09:39] Pinheiro, analista do censo. É dessa história é que há uma
[1:09:44] preferência pelo automóvel, o que é um reflexo dessa opção
[1:09:47] histórica, né? Que o Brasil fez por carro e
[1:09:51] pelas rodovias como meio de integração, né?
[1:09:54] Meio de de de transporte, praticamente oficial de
[1:09:59] integração entre as cidades e os estados.
[1:10:01] A gente tem uma malha ferroviária ridícula comparado a
[1:10:05] outros lugares do mundo, pra um país de país de dimensões
[1:10:08] continentais como é o Brasil. E metroviária nem se fala, né?
[1:10:12] Aí é mais micoso ainda. E também mencionou o descompasso
[1:10:18] entre a oferta de transporte público e o crescimento urbano.
[1:10:21] As cidades vão crescendo muito mais rápido do que o poder
[1:10:24] público consegue oferecer de infraestrutura, não só do que
[1:10:27] consegue oferecer, porque a gente sabe que beleza, as
[1:10:29] cidades realmente estão crescendo muito rápido.
[1:10:31] E você construiu. Né?
[1:10:33] 11 metrô uma linha de trem não é uma coisa tão simples assim, mas
[1:10:38] ainda quando há a possibilidade. É inacreditável o tempo que se
[1:10:44] demora pra construir, né? Um sistema pra pra mapear e pra
[1:10:49] crescer uma linha de trem de metrô ou pra criar, né?
[1:10:52] Uma linha de trem de metrô. Atenas, grandes cidades do
[1:10:55] Brasil é um 1000, né? A gente falou sobre isso na
[1:10:58] semana passada. Como muitas pessoas acabam
[1:11:01] usando o carro mesmo sem ter carteira, não, simplesmente
[1:11:05] porque AI nossa, amo o carro, amo andar de carro, amo andar de
[1:11:08] moto, mas é o meio de transporte que tem, né?
[1:11:11] Especialmente em lugares em que Oo não, não há transporte de
[1:11:17] passageiros em trem, milhares de daqui, quais são?
[1:11:21] Dá pra gente contar a gente, talvez nos dedos as cidades
[1:11:25] brasileiras com o metrô. Né?
[1:11:27] Especialmente se for intermunicipal, mais difícil
[1:11:30] ainda, né? Deslocamentos possam ser feitos
[1:11:33] longos. É de metrô, que tenham trajetos
[1:11:37] traçados funcionais, que também não é o caso do Rio de Janeiro,
[1:11:40] que é o metrô linha reta, que é uma coisa que não faz o menor
[1:11:42] sentido, né? Você demora 3 horas, mais de 2
[1:11:46] horas de uma consulta de metrô, você não tem como cortar
[1:11:48] caminho, você dá a volta ao mundo.
[1:11:51] Então assim é, é uma malha, por exemplo, de um trajeto de metrô
[1:11:54] não traçado, que não faz o menor sentido.
[1:11:57] E o tempo? Que se demora?
[1:11:58] No Rio de Janeiro, pra construção de de novas estações,
[1:12:03] tem algumas paradas aí no papel há décadas, né?
[1:12:06] A linha 4 do metrô, não 3 do metrô eu já nem me lembro mais,
[1:12:12] que é a linha que queria São Gonçalo e Niterói é a promessa
[1:12:15] mais antiga que existe, é o desenho mais antigo que tem.
[1:12:18] E isso não saiu do papel, né? Não há vislumbre de que vá de
[1:12:23] quando isso sairá do papel. Bom, quero só voltar aqui na
[1:12:29] história do da pesquisa, do que a gente falou, mas 2 divisões
[1:12:33] rápidas por região. Então quando a gente tá falando,
[1:12:36] né? De infraestrutura pública de
[1:12:38] transporte urbano. No norte, o predomínio de
[1:12:41] deslocamento é por motocicleta, no nordeste também e no sudeste,
[1:12:48] no sul e centro centro Oeste, carro.
[1:12:52] É o meio de transporte mais utilizado, então o norte,
[1:12:55] nordeste, moto sudeste, sul, centro Oeste, carro e o tempo de
[1:13:01] deslocamento. Mais da metade dos trabalhadores
[1:13:04] brasileiros leva até meia hora pra chegar ao trabalho.
[1:13:10] Então a gente tem, né? Uma eu acho que nós assim do do
[1:13:13] eixo talvez Rio São Paulo, né, que são, que é a maioria dos
[1:13:17] ouvintes aqui do ângulo de grilo.
[1:13:20] Do que a gente acompanha, né? Desse, dessa logística de
[1:13:24] transporte, de trânsito muito grande, né?
[1:13:26] Nas grandes cidades, nessas principais metrópoles, né, que
[1:13:31] tem um trânsito horroroso e que um e 1 e 1 esquema de transporte
[1:13:36] público que não dá conta, né? Da demanda e que num dia que cai
[1:13:41] uma chuva, né, o falta uma luz ou tem um acidente, o trânsito
[1:13:46] fica completamente impactado. AI, o metrô tem uma falha, o
[1:13:51] trem tem uma falha, aquilo acabou, não tem zona de
[1:13:54] escoamento, não tem nada. Eu acho que Rio, São Paulo,
[1:13:57] Salvador, são cidades que tem um trânsito muito ruins, né?
[1:14:01] E a gente tem essa dimensão. Especialmente, eu acho que Rio e
[1:14:04] São Paulo são cidades muito grandes, né, que há um
[1:14:07] deslocamento de boa parte da população nesse fluxo pendular
[1:14:11] aí de baixada Fluminense pro centro da cidade.
[1:14:16] Né? É as as periferias de São Paulo
[1:14:19] pra pro centro, né? Ali de da ou pra cidade de São
[1:14:23] Paulo pra Oo trabalho diariamente ou várias vezes na
[1:14:28] semana, a gente tem a impressão que o Brasil inteiro tem esse
[1:14:32] deslocamento imenso. E a real é que nas cidades
[1:14:34] menores, né, que são, a maior parte do Brasil é que não tem
[1:14:38] zilhões de habitantes. Esse deslocamento, né?
[1:14:42] É muito, muito menor. Porque os deslocamentos nas
[1:14:45] cidades são pequenos e é o que a gente e é o que a própria
[1:14:49] pesquisa levantou, o deslocamento a pé é o terceiro,
[1:14:52] né? Quando eu acho que ninguém
[1:14:54] chutaria. Talvez quem vive numa grande
[1:14:57] metrópole, que o deslocamento a pé em até 30 minutos seria o
[1:15:02] terceiro meio de transporte dos brasileiros pra ir ao trabalho.
[1:15:06] Mas a real é que em boa mais da metade do Brasil, as pessoas vão
[1:15:10] a pé até o trabalho. As pessoas levam até meia hora.
[1:15:14] Pra chegar ao trabalho independente de transporte
[1:15:17] público. E quase 20% vão a pé pro
[1:15:19] trabalho andando menos de meia hora.
[1:15:22] Então acho que isso dá uma dimensão da deterioração total
[1:15:26] da qualidade de vida pra quem mora nas metrópoles, né?
[1:15:29] Como as pessoas são forçadas a enfrentar?
[1:15:33] 11 sistema de trânsito de transporte público horroroso.
[1:15:38] Que precariza demais a qualidade de vida, porque você fica horas,
[1:15:42] 2 horas, 3 horas pra ir pra voltar, né?
[1:15:46] Pra o seu trabalho. Então o quanto você perde, né?
[1:15:50] De de tempo de Descanso, de tempo de eventualmente se
[1:15:53] qualificar, né? De estudar tempo com a sua
[1:15:56] família, tempo com seus filhos, tempo pra cuidar da sua saúde,
[1:15:59] pra fazer uma atividade física, porque você tá em pé,
[1:16:01] emprensado. No transporte público como essa
[1:16:05] é uma realidade muito comum, né? Na nas metrópoles, que não é uma
[1:16:08] realidade. No resto é do Brasil, é.
[1:16:12] E o que a gente falou na semana passada de como muita gente usa
[1:16:16] carro e moto pra se locomover nas coisas banais do dia a dia,
[1:16:21] né? No dia a dia, de trabalho, de
[1:16:23] rotina, não necessariamente porque prefere, mas porque em
[1:16:27] muitas regiões é o que tem, né? Que a gente tem uma
[1:16:31] infraestrutura de transporte público que é muito deficitária
[1:16:33] e muito cara também, né? Em, em em muitos lugares é isso,
[1:16:40] vagal. O que o que é que você quer
[1:16:41] falar sobre isso? Bom, foram várias as.
[1:16:44] Informações muito úteis, como sempre, consistentes, profundas,
[1:16:49] fundamentais sobre a sociedade e a realidade brasileira que o
[1:16:53] IBGE divulgou na semana passada. A última delas foi sobre mais
[1:16:58] uma queda na proporção de pessoas.
[1:17:01] É em insegurança alimentar grave em situação de fome no Brasil, e
[1:17:06] a gente que já tinha saído do mapa da fome, ratifica essa,
[1:17:13] essa essa boa notícia. É lembrando sempre que norte e
[1:17:19] nordeste é onde tem a maior concentração de pessoas
[1:17:22] afetadas, famílias chefiadas por mulheres, famílias chefiadas por
[1:17:26] pessoas pretas e pardas, famílias com renda é per capita
[1:17:32] de até um salário mínimo. Então a gente vê que pobreza é
[1:17:36] CEP, né? Condições de vida.
[1:17:40] Gênero, raça fazem parte dessas dimensões de uma análise sobre
[1:17:45] insegurança alimentar no Brasil, falando em CEP, Correios.
[1:17:52] Ministério das comunicações, portanto, e Ministério das
[1:17:55] cidades anunciaram que todas as 12348 favelas e comunidades
[1:18:01] urbanas identificadas pelo IBGE no censo 2022 já tem CEP.
[1:18:07] Código de endereçamento postal. Era um projeto para garantir
[1:18:12] assegurar o CEP para todas as comunidades em 2026.
[1:18:17] Foi antecipado para esse ano e agora.
[1:18:20] É, começa um outro trabalho em pelo −300 comunidades de é
[1:18:27] zoneamento de mapeamento, de de identificação de ruas, vielas,
[1:18:34] travessas, becos. Para é individualizar, né?
[1:18:40] Pelo menos é para cada Logradouro ter é o seu CEP.
[1:18:45] Nem preciso dizer. Eu escrevi a coluna do Globo
[1:18:47] sobre isso. Falei na GloboNews, falei na
[1:18:49] CBN, mas rapidamente. Gostaria de falar aqui o quanto
[1:18:53] CEP é 11 dimensão, um indicador de cidadania, de dignidade
[1:19:01] humana, porque absolutamente fundamental você ter como.
[1:19:06] Receber uma encomenda, se inscrever num concurso, se
[1:19:10] inscrever num processo seletivo, se é inscrever em políticas
[1:19:14] sociais, especialmente clínica da família, é atendimentos que
[1:19:19] vão é até a as comunidades que vão até endereço.
[1:19:23] Só pensa que CEP é banal quem sempre teve CEP é, e aí?
[1:19:29] Por fim, o IBGE anunciou. AA pesquisa, né?
[1:19:34] De meio de transporte e de tempo de deslocamento.
[1:19:38] E aí a gente vê, né, cara? Muito nitidamente essa ideia do
[1:19:42] carro dominando. E é no outro extremo, os é meios
[1:19:47] de transporte. É de alta, de alta.
[1:19:53] Como é que eles chamam, Hein? De alto impacto é trens e
[1:19:59] metrôs. É baixíssimo?
[1:20:03] É. É carro.
[1:20:04] É pelo menos 10 vezes mais usado que metrô e trem, o que é um
[1:20:11] absurdo completo. E especialmente pensando que o
[1:20:14] Brasil teve malha, né? É ferroviária e deixou AA
[1:20:21] sucatear. De uma forma quase é inviável.
[1:20:26] Então as pessoas andam essencialmente de ônibus e quem
[1:20:29] anda de ônibus é essencialmente preto e pobre e quem pode anda
[1:20:34] de carro também. Motos também largamente
[1:20:37] utilizada. A gente falou disso na semana
[1:20:39] passada, não vou repetir agora. Um modelo que é, valoriza,
[1:20:45] prioriza e pensa em infraestrutura sob a ótica do
[1:20:48] carro, ele obviamente está condenado a.
[1:20:53] Ah, é o colapso. E é o que a gente vê, sobretudo
[1:20:57] nas grandes cidades. O Rio de Janeiro é uma das
[1:21:01] regiões em que o tempo de deslocamento casa, trabalho,
[1:21:05] casa, escola, casas são um dos maiores do Brasil.
[1:21:09] Pelo menos 12, 2 horas, né? Boa parte da população, isso
[1:21:14] acaba com a qualidade de vida. E eu falo de isso também por
[1:21:17] experiência própria, porque passei.
[1:21:21] Para fazer o ensino médio, para fazer a faculdade, cerca de pelo
[1:21:26] menos 3 e até 4 horas e meia no transporte entre ida e volta de
[1:21:30] casa pra pra universidade, de casa pra esse, onde eu, onde eu
[1:21:35] cursava o ensino médio. É isso, obviamente é um
[1:21:38] indicador de má qualidade de vida.
[1:21:40] A gente perde o tempo que se perde no transporte.
[1:21:43] É tempo útil de convivência, que poderia estar sendo dedicado ao
[1:21:47] lazer, a mais estudo. A dormir, a se alimentar melhor,
[1:21:52] a conviver com a família, a ter uma vida social, comunitária.
[1:21:56] Então, obviamente que transporte, deslocamento é tempo
[1:22:01] de deslocamento, são indicadores de qualidade de vida, assim como
[1:22:06] eu mencionei, e de dignidade, né?
[1:22:09] Porque não dizer de dignidade é humana, como eu mencionei Oo
[1:22:14] CEP. Então o IBGE escancara esse esse
[1:22:18] dado. É pra formuladores de políticas
[1:22:22] pensarem nisso. É nesse contexto que se situa o
[1:22:26] debate sobre tarifa zero no transporte?
[1:22:29] Muitos especialistas que chamam atenção pra isso.
[1:22:32] Sem é a tarifa zero é vai ser impossível você criar algum tipo
[1:22:38] de incentivo ao transporte coletivo.
[1:22:41] E em razão disso, vai ser cada vez mais carro, inclusive porque
[1:22:45] você compara qualidade, tempo e preço.
[1:22:49] E aí, vale mais a pena usar ou transporte público individual?
[1:22:53] Leia se Uber ou o próprio carro, a própria moto para se deslocar
[1:22:59] para ir ao trabalho. Não é sobre falta de
[1:23:03] consciência. Pelo contrário.
[1:23:04] Às vezes, na ponta do lápis, vale mais a pena pelo tempo que
[1:23:08] se perde, pela má qualidade. É do transporte público.
[1:23:12] Vale mais a pena você ter o seu próprio carro, você ter a sua
[1:23:16] moto e se deslocar. Sem falar em cidades pequenas ou
[1:23:21] médias, que sequer tem uma estrutura de transporte que vale
[1:23:25] a pena. A gente, por exemplo, tem
[1:23:28] viajado e tem é essa essa casa na Serra, um lugar que não passa
[1:23:33] ônibus. Ou a gente vai de carro ou tem
[1:23:35] que, sei lá, pedir um Uber. Do de Itaipava ou de secretário
[1:23:43] ou de da Rodoviária de Petrópolis pra conseguir chegar
[1:23:48] é no município de Paraíba do Sul, passa uma linha de ônibus
[1:23:52] que vai até OAO limite entre Petrópolis e Paraíba do Sul e
[1:23:57] Paraíba do Sul. Como a área é rural, não tem
[1:24:00] ônibus, não tem transporte público.
[1:24:03] Então, mesmo as pessoas que. Que trabalham, seja na obra,
[1:24:07] seja nos condomínios, seja um prestador de serviço, qualquer
[1:24:12] que seja, ou ele vai de carro ou ele vai de moto, não tem.
[1:24:16] É outra opção. Então é, é é sobre isso.
[1:24:19] Há notícias de que o Ministério da fazenda tá estudando modelo
[1:24:24] de tarifa zero, né? É em transporte público pra
[1:24:29] formatar um programa, é federal nessa, nessa direção.
[1:24:33] Um modelo que privilegia o coletivo.
[1:24:36] A gente tem mais de 100 municípios brasileiros que já
[1:24:39] tem transporte gratuito. Maricá é um deles.
[1:24:43] Mas não é só prefeitura de esquerda que trata disso.
[1:24:46] Aliás, muitos prefeitos de direita estão descobrindo a
[1:24:50] vantagem que é é AA tarifa zero. E as experiências são muito boas
[1:24:57] porque aumenta. Atividade econômica a gente tem
[1:25:01] alguns municípios que já tem no domingo, né, o transporte
[1:25:05] gratuito. Brasília é um, né?
[1:25:08] É, São Paulo é outro. Em tese, te dá mais
[1:25:12] possibilidade de circulação EE de lazer, mas obviamente não é
[1:25:16] suficiente. Agora, esses estudos são estudos
[1:25:18] que estão é evoluindo. Não só Brasil afora, mas mundo
[1:25:24] afora. Na semana passada, houve uma
[1:25:26] tentativa de implementação em Belo Horizonte, mas Oo lobby a
[1:25:32] pressão, né? Dos empresários de ônibus
[1:25:35] conseguiram brecar a aprovação. É um debate que Belo Horizonte
[1:25:40] seria, então, a primeira capital brasileira a ter tarifa zero?
[1:25:44] Não vai ser, mas o debate está posto, né?
[1:25:47] É. EE, é verdade que ele teria que
[1:25:50] ser subsidiado, mas eventualmente em razão de outras
[1:25:55] despesas, é de governo relacionadas anão ter isso
[1:26:02] estrada, sinal, acidente é e portanto, custos com saúde, com
[1:26:09] infraestrutura, com equipe, né? Engenharia de tráfico, com tudo
[1:26:14] isso é, eventualmente é, compensaria?
[1:26:19] Subsídio? Então é é algo pra gente, pra
[1:26:23] gente ter em mente é pensar EE quem sabe levar adiante.
[1:26:28] E que boa. Essa contribuição do IBGE a
[1:26:32] esses dados estão disponíveis no site.
[1:26:34] Em linguagem muito compreensível, é?
[1:26:38] Relatórios consistentes tem o release tem é a notícia da
[1:26:42] agência de notícias do IBGE, tem a publicação.
[1:26:45] Eu acho que vale muito a pena, especialmente quem é pensa em
[1:26:49] inclusão social, enfrentamento a desigualdade é em desigualdades
[1:26:54] de renda, raça e raça e cor, periferia, centro, quer dizer,
[1:27:01] tá tudo imbricado EE vale a pena se debruçar sobre isso?
[1:27:06] Eu acho que é só. Bom, vamos passar a.
[1:27:09] Nossa agenda cultural, Flávia ou quero começar este?
[1:27:18] Sábado. Não, eu quero começar.
[1:27:20] Pela quinta, né? Antes do sábado tem
[1:27:24] quinta-feira, minha gente. Ah, tá, porque o sábado
[1:27:27] estaremos juntos, sábado estaremos juntos.
[1:27:29] Tem angu na Flynn? Mas pois é isso que eu queria
[1:27:34] falar. Gente, não vai ser.
[1:27:36] Eu já tinha falado isso no não tá bom?
[1:27:38] Fala da quinta-feira. Então pra gente do centropelar
[1:27:41] não, gente. quinta-feira. 16 de outubro às 19:00 eu vou estar
[1:27:48] com minha que minhas queridas, né?
[1:27:51] Eliana Alves Cruz e Maju Coutinho no papeando sobre o
[1:27:57] novo livro, o novo romance da Eliana que eu estou terminando
[1:28:00] de ler. Meridiana.
[1:28:03] É uma experiência de mobilidade social.
[1:28:05] É disso que trata o livro. E ela resolveu convidar essas 2
[1:28:10] amigas, Maju e eu que vivemos, né, experiências de mobilidade
[1:28:15] social pra discutir esses sentimentos.
[1:28:20] E o livro é bem forte, bem comovente.
[1:28:23] Famílias negras que vem da periferia, EEE acabam, enfim.
[1:28:30] Se se transferindo para outros territórios e todos os todas as
[1:28:33] dores e delícia desses desse processo.
[1:28:38] O Bruno Quixote e a Camila Pitanga vão fazer leituras de
[1:28:41] trechos do do livro chiquérrimo. E o Fernando baldraya, que é o
[1:28:50] editor da da Eliana na companhia das letras, é que vai fazer a
[1:28:55] mediação? Vai ser.
[1:28:57] Na no cinema do shopping da Gávea e depois o lançamento do
[1:29:02] livro na janela livraria, que também é lá naqueles São Vicente
[1:29:06] e 52, Rio de Janeiro. Não percam, tem uma vasta vão Na
[1:29:11] Na página na no perfil da Eliana Alves Cruz.
[1:29:16] Instagram, que tem a programação toda Brasil afora.
[1:29:19] Começa Na Na quinta, na quarta-feira, dia 15, em
[1:29:23] Brasília. É aí 16 no Rio, aí vai ter São
[1:29:27] Paulo, um papo com AC Maya, maravilhosa, que faz o Mano a
[1:29:31] Mano com o Mano Brown e por aí vai.
[1:29:34] Então tá na rua, tá nascendo o novo livro de Eliana Alves Cruz,
[1:29:40] meridiana. Aliás, que coisa linda A
[1:29:43] Entrevista da Maju. Com a Ana Maria Gonçalves e o
[1:29:48] Lázaro Ramos, Ana Maria falando obviamente do defeito de cor,
[1:29:52] EOO Lázaro falando da rainha da rua, paissandú dona Ruth de
[1:29:57] Souza, o livro, a biografia dela que ele ajudou a escrever.
[1:30:02] Eu acho que dá para dizer assim, né, Isabela?
[1:30:04] Ele falou dessa biografia no nosso ângulo especial também.
[1:30:07] Se quiser, vamos lá ouvir. Não, não fala nada.
[1:30:10] Porque quem não ouviu até agora o nosso ângulo especial?
[1:30:14] Vai ter que ir lá ouvir lamento com Lázaro Ramos.
[1:30:18] Sem mais spoilers sobre isso, podemos falar do sábado, sábado.
[1:30:24] Alô Niterói, São Gonçalo, Maricá, redor.
[1:30:36] Estaremos no sábado. Todas as.
[1:30:43] Comunidades. Estaremos agora no dia 18,
[1:30:47] sábado, às 6:30 da tarde, na Flynn festa literária
[1:30:53] Internacional de Niterói. Não vai ser uma gravação de angu
[1:30:58] ao vivo, gente. Nós estaremos lá pra pra falar.
[1:31:02] A gente não vai entrevistar ninguém.
[1:31:05] Então essa é a primeira informação, não vai ser o angu
[1:31:08] ao vivo. Vamos falar sobre livros que a
[1:31:11] gente ama, sobre literatura, livros que mudaram nossa vida.
[1:31:15] A influência dos livros na nossa vida, do nosso trabalho.
[1:31:20] Vai ser um papo bem livre, bem formal, do jeito que a gente
[1:31:23] gosta. Vai ter um tempinho depois para
[1:31:26] a gente se cumprimentar para tirar foto naquele esquema que
[1:31:30] quem já foi nos nossos ao vivo sabe como é.
[1:31:33] Esperamos vocês lá AO arroba, tá?
[1:31:37] Acompanhem. Tá tudo sendo divulgado No No
[1:31:39] Instagram oficial da flim flim oficial é começa dia 16, então
[1:31:45] aproveita uma programação enorme, vai do dia 16 até dia
[1:31:50] 19, dia 16 é quinta-feira, então começa de quinta, vai até
[1:31:55] domingo, de quinta a domingo, uma programação extensa, mas nós
[1:31:59] estaremos lá. No sábado, às 6:30 da tarde, no
[1:32:04] reserva cultural de Niterói, na arena flim, que é que vai ser o
[1:32:10] nosso espaço que a gente estará no na terça-feira, tem outras
[1:32:15] mesas Na Na terça-feira, lá no sábado tem outras mesas
[1:32:18] incríveis. Então dá para chegar cedo, ó.
[1:32:21] Na tarde de de sábado, por exemplo, vai ter cá com o
[1:32:25] Barcelos, preciso citar. O número 1 de?
[1:32:29] Jornalistas mais admirados do Brasil.
[1:32:34] Somente então, assim dá para chegar cedo, fazer a sua
[1:32:38] programação do dia. No site já tem o PDF com a
[1:32:42] programação toda montada, vai lá no link da bio, que tem o PDF
[1:32:46] com todos os horários, tudo lá, então vocês podem já montar.
[1:32:51] Aí é quais são as mesas que vocês vão assistir?
[1:32:53] Mas a gente vai estar lá. Estamos muito animadas.
[1:32:56] Outra coisa que eu queria divulgar aqui no nosso ângulo de
[1:33:00] grilo, uma notícia maravilhosa para vocês que adoram o livro
[1:33:06] ideias para adiar o fim do mundo, de Aílton krenak.
[1:33:10] Assim como como nós amamos e sempre citamos esse livro aqui,
[1:33:14] já citamos aqui, já entrevistamos Aílton krenak aqui
[1:33:19] vocês já sabem, já estão carecas de saber disso, é que.
[1:33:25] É. Está no Oo espetáculo ideias pra
[1:33:29] diar. O fim do mundo chegou no espaço
[1:33:32] cultural municipal de Sérgio Porto, no Rio.
[1:33:35] Aqui no Humaitá. A gente tinha falado que estava
[1:33:38] em cartaz lá, o avesso da pele e agora ideias pra diar o fim do
[1:33:43] mundo. Então é gente pra quem ama.
[1:33:48] Esse livro, né? Acho imperdível.
[1:33:51] É a segunda temporada do espetáculo esgotou.
[1:33:54] Estreou no teatro futuros, no Flamengo, em dezembro de 2024.
[1:33:58] É, e agora tem vai ter essa essas semanas, no espaço
[1:34:05] cultural Sérgio Porto. É de 17 a 26 de outubro.
[1:34:10] Então esse final de semana e no próximo não dá para deixar para
[1:34:15] depois. Sexta e sábado, às 8:00,
[1:34:18] domingo, às 7 da noite. Então, os sites estão vendendo
[1:34:23] no os ingressos estão vendendo no site ingressos Rio
[1:34:26] cultura.com.br, Ah, eu tô muito animada.
[1:34:29] Tomara que a gente consiga ir. Acho que vale é dizer, né, que
[1:34:35] os os pera aí, pera aí, deixa eu achar aqui a informação, pera
[1:34:39] aí. A maior parte?
[1:34:43] Dos artistas, do do espetáculo e da equipe são indígenas.
[1:34:47] Então isso é obviamente extremamente importante, né?
[1:34:51] Quando a gente tá falando de um livro que vem de pensamentos,
[1:34:57] falas, palestras, saberes é da oralidade, né?
[1:35:01] Dos saberes de um líder indígena que é aí, então, krenak.
[1:35:05] Então, ter essa. Essa participação, né?
[1:35:10] Esse essa obra está encabeçada também por por equipes, por
[1:35:14] artistas indígenas, extremamente importantes, e acho que vale a
[1:35:18] pena demais a gente prestigiar para que seja a segunda
[1:35:22] temporada de muitas. Então já deixa aí essa nossa
[1:35:26] indicação cultural para os próximos 2 finais de semana,
[1:35:29] mais algo flavel que temos a dizer não, eu acho que é só, né?
[1:35:33] É uma boa? Partiu.
[1:35:35] Hoje você está falando muito mais do que eu.
[1:35:38] Pois é, tá vendo às vezes? As coisas acontecem, é raro.
[1:35:44] Ah, quem é seu palpite? Quem matou a.
[1:35:46] Bethman, Ah, gente, o meu palpite inicial era tia Celina.
[1:35:54] Desde aquela história do arco ali, né?
[1:35:57] Da dependência financeira dela ser humilhada por tá gastando
[1:36:02] dinheiro, vai ter que vender a última fazenda não sei o que,
[1:36:05] né? Que.
[1:36:06] Teve aquela trama ali dela se sentir muito presa, muito
[1:36:08] sufocada por essa coisa controladora da Odete.
[1:36:11] Ou pra mim já começou ali a se desenhar que tinha selina, daria
[1:36:15] o grito de libertação dela matando a Odete.
[1:36:18] Mas, sinceramente, do fundo do meu coração, eu acho que não vai
[1:36:22] ser nenhum dos 5 que foram apontados ali.
[1:36:25] Eu acho que um dos 5 talvez tenha sido o tiro que errou, né?
[1:36:28] Aquele tiro que tá lá na parede que teria OOOO tiro que não
[1:36:33] teria sido o tiro que não pegou. Mas eu acho que nenhum dos 5
[1:36:37] matou. Eu estou acreditando mais na
[1:36:39] hipótese de que, na verdade, a Odete vai estar viva e vai ser
[1:36:42] ela que vai dar a banana pro Brasil, né?
[1:36:44] Aquela cena icônica também no final da novela, que na de 88
[1:36:47] era o Marco Aurélio. Eu estou achando que nessa
[1:36:49] versão vai ser ela. Eu acho abominável a ideia da
[1:36:52] Odete ficar viva, porque acaba com a pergunta do século, né,
[1:36:56] que é, quem matou a Odete Roitman?
[1:36:58] Então acho eu acho bizarro. Mas eu acho que tem uma
[1:37:01] construção para que na verdade seja isso.
[1:37:03] Eu espero estar errado, eu espero que alguém tenha matado
[1:37:06] ela, mas eu sinceramente não sei o que eu queria, que eu acho que
[1:37:11] AI seria bom, sabe? Seria realmente checelina,
[1:37:15] porque eu acho que ela é uma mulher muito presa, muito
[1:37:17] controlada, porque vive muito numa sombra, né?
[1:37:20] Da Odete, das demandas, da Odete, da vida, da Odete, das
[1:37:24] irresponsabilidades, da Odete, das fugas, da Odete.
[1:37:27] E eu acho que esse teria sido o grito de libertação de
[1:37:30] tiacelina, mas eu acho que não vai ser isso que vai acontecer.
[1:37:33] E você flavel, eu acho que. Fátima atirou errado e Marco
[1:37:39] Aurélio matou, provavelmente com o revólver de Fátima, porque não
[1:37:44] tem o silenciador, a história do silenciador.
[1:37:47] Mas eu acho que Fátima e Marco Aurélio acho que é um combo, é.
[1:37:51] Acho que é o que é mais consistente.
[1:37:54] Assim eu não vejo. Na Celina, por exemplo.
[1:37:58] Especialmente porque é um crime premeditado, sabe?
[1:38:01] Eu acho que se fosse assim, uma situação é.
[1:38:06] De um momento de raiva, e aí tem uma.
[1:38:08] Arma ao alcance, empurrava. Sei lá, alguma coisa assim eu
[1:38:12] acharia plausível, mas a Celina não me parece ser um personagem
[1:38:17] com uma construção dramática. É capaz de cometer um
[1:38:23] assassinato premeditado, pegar uma arma, botar na bolsa, é ir
[1:38:28] até o Copacabana Palace, entrar No No, no elevador, enfim, acho
[1:38:35] eu acho meio inverossímil, mas, enfim, tudo é possível, né?
[1:38:38] Novela é, novela é. Então meu palpite é Fátima e
[1:38:43] Marco Aurélio. Eu acho que é um consórcio, não
[1:38:45] um consórcio planejado, mas eu acho que.
[1:38:48] Alguém deu um tiro e o outro completou o serviço.
[1:38:51] E acho que o Marco Aurélio tá muito é na direção de cometer
[1:38:57] esse crime, né? Ele quis isso o tempo inteiro,
[1:39:00] há muito tempo. Acho, inclusive, que vai ser
[1:39:02] injusto pensar que foi uma outra pessoa tendo ele, porque se não
[1:39:07] foi ele, ele vai tá totalmente livre, né?
[1:39:10] Vai continuar assim ou vai? Ele vai ser muito recompensado.
[1:39:15] Então eu não acho que o Marco Aurélio pode não tá nessa.
[1:39:19] Nessa treta, mas o pior que eu acho que não.
[1:39:22] Vai estar, gente, mas a gente só vai saber isso na sexta-feira e
[1:39:30] terça-feira. Estaremos aqui no próximo ano.
[1:39:32] Diguinho comentando, de cara, tem.
[1:39:34] Tô. Olha 7 hoitman?
[1:39:37] Gente, um beijo, beijo, boa semana.
[1:39:39] Cuidem se bem. Boa semana, bom final.
[1:39:42] De semana aguardamos vocês na Flynn até.
[1:39:46] Terça-feira que vem fui.

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