# Belém, COP30, Marcha #310

An episode of [Angu de Grilo](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1477913959), 18 Nov 2025, 2 h 20 min.

Audio: https://anchor.fm/s/d0822c8/podcast/play/111339163/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2025-10-18%2F0bf792b0-fb95-34eb-6d14-f01fcef75350.mp3

Boa terça, angulers! Abrimos com o convite: Vai ter Angu ao vivo com @raullsantiago na @fluprj! Dia 23 de novembro, domingo, às 14h, no Viaduto de Madureira. Que honra!!! Esperamos vocês!! No primeiro bloco do #310, a COP30! @flaviaol esteve em Belém para a COP e dividiu as impressões sobre a cidade, a comida, o evento. Fizemos o resumão da primeira semana e compartilhamos as expectativas para a reta final da COP30. Depois, falamos da @marchadasmulheresnegras2025 que acontece no próximo dia 25, em Brasília. Reunião histórica de mulheres negras brilhantes em prol da reparação e do bem viver, motes da Marcha. Por fim, a redução de algumas tarifas impostas por Trump, o primeiro turno das eleições no Chile e os protestos no México, mais um da onda de indignação da geração Z. Sirva-se! Cortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_ Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorne Cortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza

## Transcript

[0:02] Oi, eu sou a Isabela. Eu sou a Flávia.
[0:04] E você caiu longo de grilo, grilo, grilo.
[0:24] Olá, Hugo, lê mais um? Hugo de grilo está no ar.
[0:29] Boa terça-feira pra você. 18 de novembro Hugo de 1310, com um
[0:35] anúncio de angu ao vivo na flup, Hein?
[0:39] Já tá nas redes e vamos falar sobre isso aqui imediatamente.
[0:43] E aí, flavel, só dá um bom dia que eu já vou passar a agenda.
[0:49] Ah, foi incrível. Eu estou em estado de graça por
[0:52] vários motivos, profissional, pessoal e espiritual.
[0:57] Eu estou falando da. Índia está falando da cópia?
[1:00] Eu ainda estou. Eu nem cheguei lá ainda.
[1:02] Ela já está dando Espanha. Porque eu acabei de chegar, né?
[1:05] Eu acabei de voltar meus últimos dias, meu fim de semana.
[1:09] Foram todos em em Belém, né? Eu cheguei em Belém na
[1:13] quarta-feira. Não fala, prende o verbo, não
[1:17] fala mais nada, não fale mais nada, porque nós teremos um
[1:22] bloco dedicado a isso. Mas antes da gente chegar lá,
[1:27] quero convidar vocês angunas para um angu ao vivo na flup.
[1:33] Segundo ano de angu ao vivo na flup.
[1:36] A gente já tinha passado aqui a agenda da flup, não é isso na
[1:39] semana passada. Ainda estávamos ajustando os
[1:42] últimos detalhes para nossa confirmação.
[1:45] Vai ter angu ao vivo dia 23, domingo, no viaduto de
[1:50] Madureira, às 2:00 da tarde. Flávia Ol Bela reis entrevista o
[1:57] Raul Santiago, gente. Olha, eu não sei nem o que
[2:00] dizer. Eu não sei se vocês conhecem o
[2:03] Raul, eu imagino que sim, mas comunicador, fundador do
[2:07] instituto papo reto, os maiores, mais importantes e relevantes
[2:11] ativistas pelas comunidades, pelas favelas, pelas periferias
[2:17] do Brasil. Empreendedor social.
[2:20] Que a gente conhece, sei lá. Eu acho que há mais de 10 anos,
[2:24] né? Um amigo querido, uma pessoa
[2:26] muito importante pro Rio de Janeiro, pro Brasil, que eu fico
[2:31] sempre admirada em ouvir o Raul falar em todos os lugares que eu
[2:35] já ouvi ele falar, todos os eventos que eu já tive
[2:38] oportunidade de estar com ele e agora poder entrevistar ele pro
[2:41] nosso angu vai ser. Um luxo, ainda mais na flup, que
[2:47] eu sei que vocês vão chegar junto.
[2:49] A programação da flup tá incrível, então tem muita.
[2:52] Vai ter muita coisa rolando, né, nesses nesses dias de flup, lá
[2:56] no viaduto de Madureira. E nós estaremos lá, não é?
[2:59] Isso ó, muito animada. Ah, vai ser incrível, porque de
[3:03] novo vai ser nosso encerramento, né?
[3:06] De angu, do angu ao vivo. Este ano a gente estava até
[3:10] tentando 11, participação também na Flip, na Flip Petrópolis, mas
[3:17] não rolou. Vai ficar pro ano que vem?
[3:19] E aí a flup fez esse convite a partir inclusive do impacto, né?
[3:25] Do trauma da megaoperação, massacre, carnificina, matança
[3:31] que aconteceu. Nos complexos do alemão e da
[3:34] Penha. E o Raul como um mídia ativista
[3:38] dali e que teve na linha de frente, inclusive do resgate dos
[3:42] corpos. Foi uma ideia do Júlio ludemir,
[3:46] da própria flup, né? Da coordenação da flup, de é
[3:50] propor esse angu com o Raul, que é de fato, como a Isabela,
[3:54] falou, um jovem hoje, mas nem tão jovem, mas que eu acompanho
[3:59] a década, né? E acho que vai ser muito rico,
[4:02] porque o Raul afora, né? Essa história envolvendo o
[4:09] enfrentamento, o debate sobre a violência policial, a
[4:15] necropolítica, que é disso que se trata.
[4:18] Mas ele é 11, ativista muito potente em ações comunitárias, é
[4:25] um dos fundadores do movimentos, que é uma.
[4:30] Uma reunião, né? De jovens propostas pela julita
[4:34] lengruber do do sesec para sensibilizar EE pôr OA Juventude
[4:40] da favela na linha de frente. É desse debate sobre guerras,
[4:45] drogas, política de drogas, política de segurança pública.
[4:50] Eu estive no lançamento do movimentos para você terem, para
[4:56] vocês terem uma ideia. Eu acho que foi em 2017, ou 16
[5:01] ou 17 e dividindo mesa com a Marielle.
[5:05] Eu tinha acabado meio de conhecer a Marielle.
[5:07] Então, pra vocês terem uma ideia do que significa, né, esse nosso
[5:12] encontro com com o Raul e na flup, que é um território, né?
[5:19] De pensar a literatura, produção literária, formação de leitores,
[5:23] formação de autores, mas a partir da perifa.
[5:28] Da quebrada, da favela. Vai ser super bacana esse ano em
[5:32] Madureira. Ainda por cima, então, que é um
[5:37] território que também me diz muito respeito.
[5:40] Eu acho que vai ser bem bonito, bem emocionante todo mundo
[5:43] convidar. Gente muito, muito, muito, muito
[5:46] incrível. Animadíssima também para ouvir o
[5:51] Raul. Óbvio, né?
[5:52] Para além, é óbvio que a gente vai falar, né?
[5:54] Do desse trágico episódio aí. Do do massacre da Penha, mas
[6:01] muito além disso, né? O Raul é muito propositivo.
[6:05] Ele é muito de andar pra frente, de colocar, tirar a ideia do
[6:10] papel, de fazer a roda girar, de fazer tudo acontecer.
[6:14] É, então a gente também quer falar de futuro, quer falar de
[6:18] presente, quer falar da da favela também, como essa
[6:21] potência, né? Empreendedora, criativa.
[6:25] Nossa, estou muito animada. Já estou dando spoiler aqui dos
[6:28] assuntos, mas estou muito animada.
[6:30] Então esperamos vocês lá e também vejam toda a programação
[6:34] da flup e se organizem para passar o dia inteiro lá em
[6:39] Madureira. Até porque ali perto do viaduto
[6:41] também domingo está acontecendo, final de domingo está
[6:44] acontecendo um negocinho legal, que é o ensaio de rua da
[6:47] Portela. Então já se organiza para
[6:49] emendar uma coisa na outra. Porque dá tempo de de fazer
[6:54] tudo. Vamos começar então esse ângulo
[6:57] de grilo. A gente vai fazer um primeiro
[6:59] bloco falando da cop, né? Na semana passada a gente falou
[7:03] da primeira cúpula dos líderes, quais seriam as diretrizes das
[7:06] discussões e agora já podemos fazer aí 11 linha do tempo,
[7:11] trazer aqui comentários do que foi essa primeira semana.
[7:14] Que teve protesto, teve barkeiata, teve marcha pelo
[7:19] clima, teve, olha, teve um Monte de de de coisas pra gente
[7:23] comentar e, claro, traçar aí o que vai ser essa reta final,
[7:28] essa segunda e última, né? Últimos dias de cópia pela
[7:31] frente também vamos falar dessas expectativas e vamos começar
[7:35] esse assunto, claro, com Flávia Ol.
[7:37] Trazendo as suas impressões, né? De ter ido, de ter participado
[7:41] de de conversas, de ter trabalhado de lá.
[7:44] Então também queremos ouvir muito disso.
[7:47] No segundo bloco, vamos fazer uma convocação aqui em chamar
[7:52] todo mundo pra marcha das mulheres negras, que acontece
[7:55] dia 25 de novembro. E no último bloco a gente faz um
[7:59] apanhadão aí dos pop UPS e atualização aqui de alguns
[8:03] assuntos e coisas que a gente vai deixar para as próximas
[8:06] semanas. Teve algumas das tarifas do
[8:10] Trump caíram. Acho que vocês devem ter
[8:12] acompanhado, né? Foram retiradas é de vários
[8:16] itens que a gente citou aqui muitas vezes ao longo desses
[8:19] últimos meses. Tá rolando também.
[8:23] É a expectativa aí para as eleições no Chile, protesto da
[8:27] janzi no México, mais um da onda global, né?
[8:30] De protestos que tem acontecido da geração z pelo mundo.
[8:33] Vamos fazer um dar uma lembrada geral dos protestos da genzi que
[8:37] aconteceram já esse ano também. E acho que é isso, né gente?
[8:42] Vamos que vamos que a gente tenha assunto pra tratar neste
[8:46] angu. Ah, e só lembrando.
[8:49] Se tudo der certo, na nossa conversa com o Raul no sentido
[8:53] da gravação, na terça-feira que vem o angu é o nosso papo com o
[8:58] Raul, tá, e aí acontece no domingo.
[9:01] E aí? Iria ao ar o nosso papo na
[9:04] terça-feira. Então, dando tudo certo com a
[9:06] gravação, o angu da semana que vem é a nossa conversa com o
[9:09] Raul e aí a gente volta nos programas ao vivo da outra
[9:13] semana, mas isso a gente também consegue avisar e atualizar
[9:17] vocês. Nas redes, depois do nosso papo,
[9:22] vamos que vamos. Flávia, comece antes da gente
[9:28] tratar aqui da parte burocrática da cop.
[9:32] Quero saber de você como foi a saída a Belém, sua primeira vez
[9:36] em Belém? Que que você achou de tudo,
[9:40] tanto da cidade, da comida, da estrutura da cop?
[9:44] Quais? É áreas você frequentou, aonde
[9:48] você transitou lá dentro, na cidade é que que você foi fazer
[9:54] lá? Quais foram as conversas, as
[9:56] trocas que você viu que você teve?
[9:58] Queremos saber todas as impressões da sua pessoa física
[10:04] e da sua pessoa jurídica. Depois, já entrando aí na
[10:07] temática mesmo das negociações e da e da agenda.
[10:12] Bom, foi incrível. Foi uma das experiências assim
[10:16] incríveis. Acho que faltava isso na minha
[10:18] cartela. Eu nem sabia que faltava na
[10:21] minha cartela de de vida. Faltava ticar Belém e 11
[10:28] cobertura de cop, né? Eu já cobri Olimpíada, Copa do
[10:32] Mundo, enfim, governos, eventos, Jogos Olímpicos, Copa do Mundo
[10:39] fora do Brasil, enfim. Já fiz bastante coisa nessa
[10:43] vida, mas teve um sabor, né? E um significado muito especial
[10:50] estar na cop 30. Esse encontro, né?
[10:55] Da ONU, realizado no Brasil, encontrar uma sociedade civil
[11:02] tão vibrante, tão organizada e tão disposta.
[11:07] A participar do debate, não abrir mão de participação, de
[11:11] soltar sua voz. Esse é 1.eu.
[11:13] Viajei a convite da anistia, a TV me me autoria, me liberou.
[11:19] Eu participei de uma de de agendas, né?
[11:22] De pelo menos 2 agendas da da da sociedade civil.
[11:26] E também fiz 2 entradas no em pauta diretamente de lá da blue
[11:33] zone. Na cop 30, que era AA sede
[11:36] oficial, resumidamente, essa foi a agenda profissional.
[11:42] Do ponto de vista pessoal, foi avassaladora.
[11:46] Assim, eu cheguei na quarta-feira de manhã, por volta
[11:50] de meio-dia, peguei um voo. É 8 da manhã aqui no Rio.
[11:54] São 3 horas e meia de viagem quando voo direto, né?
[11:59] Do Rio para lá. E a aproximação pro pouso é algo
[12:03] absolutamente avassalador. Você sai das nuvens e vê
[12:11] floresta, rios, como disse a Jurema, rios em curvas, porque
[12:16] Rio reto é coisa de cidade, né? De centros urbanos, de
[12:21] metrópoles, que enfiam seus rios numa banilhas, né?
[12:27] Então é, são as. Marginais de São Paulo são as
[12:34] avenidas, né? Com canais no Rio de Janeiro que
[12:37] fazem dos rios trajetórias em linha reta da natureza.
[12:43] Não, né? Os rios serpenteiam a Terra e a
[12:48] floresta e eu comecei a chorar no avião e passei o dia inteiro
[12:52] chorando. Toda vez que eu lembrava, eu
[12:54] chorava. A equipe da anistia que me
[12:56] encontrou e me chamou pra almoçar.
[12:59] Achou que eu estava sentindo alguma coisa, falava, Ah, eu
[13:02] estou muito emocionada e começava a chorar, porque foi
[13:04] uma é uma coisa assim absurda. Eu já tinha ido ao parar visitar
[13:10] Carajás 30 anos atrás, mas eu realmente acho que eu fui direto
[13:15] ou pousei em Belém e peguei outro avião.
[13:18] Eu lembro de, obviamente, Manaus e o caminho que eu fiz de navio,
[13:24] barco até Parintins, eu lembro de sobrevoar.
[13:29] De Manaus até uruku o campo da Petrobras e foram horas.
[13:34] Só floresta, só verde é. Eu lembro de de todas essas
[13:39] imagens, mas essa aproximação de Belém me pegou e obviamente que
[13:45] a gente tá falando de viagens que eu fiz há 30201510 anos
[13:52] atrás e hoje a urgência, né? Da agenda, obviamente, ela torna
[13:58] tudo mais à flor da pele. A comida é inacreditável.
[14:03] Eu não comi nada ruim, nada ruim, é assim, espetacular.
[14:09] Os sabores, os peixes. Estou apaixonada por filhote, eu
[14:14] não sou muito, vou confessar aqui, pode ser que eu choque
[14:17] muita gente, eu não sou muito de pirar o cu.
[14:20] Eu acho pirarucu, um peixe muito gorduroso.
[14:23] Deixei o tambaqui. Gente, eu amava o tambaqui, era
[14:27] o meu favorito. Mas eu provei o filhote, vocês
[14:31] não tem noção. Provei a dourada também, o
[14:34] dourada ou a dourada gostoso. Mas o filhote é um negócio
[14:40] assim. Eu não tenho palavras.
[14:43] Tão recalcada semana passada que eu fui no tacacá do norte aqui
[14:47] do Flamengo, que é um restaurante de comida.
[14:50] Do norte, mas acho que basicalmente do Pará só para
[14:53] comer uma costela de tambaqui. Eu amo tacaca do norte e amo
[14:57] pescados na brasa. E sei que tem um de comida
[14:59] manauara também, que é o manicumã aqui em em Botafogo,
[15:03] que eu nunca fui, mas também estou por aí.
[15:06] Então você que está recalcado com todo mundo postando comidas
[15:10] na cop? Tá aí o roteiro dos restaurantes
[15:13] aqui do Rio que dá pra gente matar um pouco a vontade.
[15:17] Gente, é um negócio inacreditável.
[15:20] A comida e teve coisa que eu não comi, tá?
[15:23] Porque algumas coisas eu já tinha experimentado antes.
[15:26] Por exemplo, eles têm moqueca, eles têm vatapá, eles têm
[15:28] manissoba. É que é, inclusive, originária
[15:33] do Pará. Tem uma disputa com Recôncavo
[15:34] baiano, né? Com Cachoeira e tudo mais.
[15:37] Tem uma, tem 11, tensão latente da manissoba do Pará e da
[15:44] manissoba, é do Recôncavo, mas assim eu comi o arroz paraense,
[15:51] que é um negócio inacreditável, é muito caranguejo.
[15:57] Né? A casquinha de caranguejo.
[16:00] O caranguejo com camarão na cuia.
[16:03] EE uma farofa de pirarucu. Piracuí geralmente é a farinha.
[16:14] De piracu comi foi de é, mas eu acho que era de pirarucu a que
[16:19] eu comi no apoema, Na Na casa, a poema.
[16:24] As frutas, os sucos, sucos de itaperabá, o suco de cupuaçu, os
[16:31] drinks feitos com essas polpas de fruta e cachaça de jambu.
[16:39] Cachaça de Umuarama, eu acho, é os sorvetes, gente, o sorvete
[16:51] carimbó, um. Castanha eu acho que coco e
[16:56] geleia de cupuaçu misturada no sorvete, o sorvete taperebá, que
[17:00] é o nosso Cajá, olha assim, é um lugar de sabores inacreditáveis.
[17:08] O povo é uma delícia, amoroso, animado, prestativo.
[17:15] A maioria feliz de receber as pessoas tinha algumas críticas
[17:20] em relação a, por exemplo. Obras que derrubaram árvores,
[17:24] pedaços de floresta, né? Inclusive para abrigar a
[17:27] estrutura da cop 30. Mas é todo mundo muito
[17:35] prestativo. Incrível a devoção, né?
[17:40] Porque AAA cidade já estava toda decorada para o Natal, mas que
[17:44] na verdade não é para o Natal, é para o sírio.
[17:48] Então as avenidas, a Santa. Né?
[17:52] A nazinha Nossa Senhora de Nazaré em luzes e as luzes se
[17:57] acendendo e as árvores iluminadas com aquelas
[18:01] guirlandas. Sabe de de luzes super bonita, a
[18:05] cidade toda acesa, uma cidade interessante.
[18:10] Assim é com muito contraste, com muita desigualdade, que tem
[18:14] Torres imensas arganha céus mesmo.
[18:17] Né? Tem uma skyline, você você vai
[18:19] pro Rio e olha Belém, uma skyline tipo Nova Iorque,
[18:23] prédios altíssimos, assim, prédios Lange 20 andares,
[18:27] prédios imensos e ao mesmo tempo bairros inteiros, né?
[18:32] Residenciais, não exatamente periféricos, não, até bem é
[18:37] centrais, com casas muito simples, Rio assoreado, esgoto
[18:44] que você vê que está faltando falta de saneamento.
[18:47] É, havia uma queixa muito grande sobre uma comunidade.
[18:53] É, eu já vou me lembrar o nome que para as obras, inclusive de
[19:00] cop, houve um escoamento de de esgoto para essa comunidade.
[19:05] Comunidade da barca, eu acho, Vila da barca, e eles estavam
[19:08] muito irritados, zangados com toda razão, é uma cidade.
[19:15] Tomada de mangueiras. Eu ainda quero entender porquê
[19:19] tomadas bairros inteiros, avenidas inteiras.
[19:23] E aí tem 1111. Prática de comer Manga caída.
[19:30] Você vê assim, Manga caída do pé, inclusive com danos a
[19:35] automóveis. Eventualmente cai numa pessoa,
[19:39] mas uma população absolutamente fascinada.
[19:44] Uma experiência de transporte hidroviário muito interessante.
[19:51] Eu visitei no sábado à tarde, depois da marcha, a ilha do
[19:56] combu, que é 11 área, eu diria preservada, né?
[20:02] É, você faz o passeio, entra pelo Rio EE.
[20:06] Aí tem algumas alguns restaurantes, é uns mais
[20:10] chiques, outros menos eu. É, é.
[20:13] Visitei um que tinha uma área que você podia descer uma escada
[20:16] e tomar banho. A experiência foi realmente
[20:20] espiritual, de descer aquela escada, pisar naquele fundo de
[20:25] Rio que era uma lama e a Água Doce, e do outro lado, a skyline
[20:30] de floresta, de árvore de Amazônia.
[20:34] Floresta tropical, caiu uma chuva.
[20:38] E para é assim, é um negócio, é uma aula, é uma aula de clima, é
[20:43] uma aula de desigualdade, é uma aula da urgência, é ambiental,
[20:49] muitos indígenas, de diferentes etnias, diferentes lugares
[20:54] também do Pará. É presentes circulando,
[21:00] protestando, se manifestando, gente de todo canto do mundo
[21:05] primeiro. Com um certo estranhamento e
[21:08] depois me parece que absolutamente entregues aos
[21:13] sabores, às urgências, aos debates, aos diálogos.
[21:18] Muita gente do Rio, de São Paulo, sudestinos, né?
[21:23] É como somos chamados. É também participando, se
[21:27] emocionando e ouvindo provocações.
[21:31] Absolutamente fundamental. Autoridades misturadas a essas,
[21:38] a essas pessoas sendo abordadas. Foi muito incrível.
[21:43] A música aí tive no na sexta-feira é que foi a uma
[21:47] agenda de dia inteiro da anistia.
[21:50] Depois teve uma festa na casa poena com show da laíse e os
[21:56] sinceros. Cara, foi muito legal, muito
[22:02] divertido e é. E é incrível.
[22:04] Como assim as pessoas curtem o brega?
[22:09] O tecno brega, como eu e a Isabela, curtimos escola de
[22:14] samba. Então as pessoas sabem todas as
[22:16] músicas e as coreografias, o gestual da sofrência.
[22:24] Né? Do do drama, né, que aquelas
[22:27] letras estão contando. Tem várias.
[22:30] É versões em brega de canções sobretudo Americanas, muito
[22:36] conhecidas. Então, assim, é muito engraçado
[22:40] se deparar com essas versões. Eu que sou da velha guarda, por
[22:44] exemplo, total eclipse of the hard é uma, é uma canção, é.
[22:49] Eu acho que aí eu não sei viver sem você.
[22:51] A versão é muito legal, é muito legal.
[22:56] É a Laís e uma querida nossa, canta divinamente, afinadíssima.
[23:04] E é um jeito de cantar que é agudo, anasalado.
[23:08] É difícil cantar, é bem difícil cantar.
[23:12] E ela olha, arrasa. Dira Paes eu não via a dira, mas
[23:18] Dira Paes dando penta em tudo quanto é programação.
[23:21] Ela que é uma filha, né? Do Pará, é absolutamente em
[23:26] casa. Eu fiquei num hotel onde se
[23:29] hospedou o Shawn Mendes, que chegou lá e encontrou inclusive
[23:32] com Oo Raoni ordas de fãs fazendo vigília na porta do
[23:39] hotel de madrugada, o dia inteiro gritando o Shaw Mendes.
[23:42] Foi tão engraçado também isso. As meninas, né?
[23:46] Um Monte de adolescente. Foi muito interessante o calor,
[23:51] usei todas as minhas roupas e eu levei e falei vou levar tipo 2
[23:55] mudas por dia, porque eu já já conhecia, né?
[23:59] O clima amazônico e o dia inteiro a gente andando não sei
[24:02] o que, pra sair pra jantar, merecia 11 troca de roupa, um
[24:07] banho. Então usei tudo, nossa, conheci
[24:11] lugares incríveis. Bebi drinks incríveis, conheci
[24:16] pessoas incríveis, foi muito bacana, foi muito bacana assim o
[24:21] encontro com Belém. Eu mandava toda hora áudio pra
[24:24] pra família. Vocês não estão acreditando no
[24:27] que eu tô comendo, mandando foto de comida, mandando foto de
[24:31] tudo. Tive no ver o peso, mas foi
[24:34] rápido. Eu claramente é explorei, muito
[24:39] menos da cidade do que eu gostaria.
[24:42] Mas eu tive uma agenda de trabalho também intensa.
[24:44] Pra vocês terem uma ideia, no primeiro dia eu andei 7 km e
[24:48] meio, no segundo dia eu eu andei 9 km e 800.
[24:52] No último dia eu andei 5 km. Foi assim, no dia da marcha eu
[24:57] andei 5 km, então não peguei a marcha inteira, mas andei 5 km
[25:03] porque eu cheguei do do da metade da marcha e.
[25:09] Pô, super cansativo, né, gente? Eu sou uma mulher de 56 anos,
[25:13] não esqueçam disso agora. Eu comi muito bem, eu fui muito
[25:16] bem recebida. Eu estou absolutamente
[25:19] apaixonada pelo Pará. Vocês sabem o quão carioca eu
[25:23] sou, o quão apaixonada pelo Rio de Janeiro eu sou, o quão devota
[25:28] da cultura de rua eu sou. Vocês sabem da minha paixão pela
[25:32] Bahia, por Salvador. Né?
[25:34] É uma conexão muito forte que eu tenho, inclusive ancestral.
[25:37] Mas eu posso dizer a vocês, um pedaço do meu coração ficou no
[25:42] Pará, muitas angulers do Pará e de fora.
[25:47] Todo mundo perguntando pela Isabela, querendo tirar foto,
[25:51] mandando beijo pra Isabela e pro Martin, falando do conselhos,
[25:55] que sente falta do conselhos. A gente vai precisar fazer um
[25:58] angu de grilo em Belém. A gente tem que estruturar isso.
[26:03] Eu sei que a gente quase fez, mas bateu na trave.
[26:07] Pois é, gente, bateu. Muito na trave.
[26:09] Tem um algo ao vivo em Belém, na cop, mas enfim, vocês sabem que
[26:13] tudo estava muito complexo em relação, né?
[26:17] Aí da contratação a lugar, a negociação também por conta, né?
[26:23] Da dessa agenda da superlotação da cidade, dessa vez não deu.
[26:28] Mas eu passei o ano todo, eu fui pra Santarém, né?
[26:31] No ano passado é, já fui pro Marajó a trabalho, ano passado
[26:36] fui pra alter do chão a trabalho, e eu passei o ano
[26:39] inteiro falando, gente, vocês não estão entendendo, a gente
[26:41] precisa ir a Belém, a gente precisa ir ao alter do chão, a
[26:44] gente precisa ir, pelo amor de Deus, falando pra família.
[26:47] Mas eu sabia que esse ano IA ser impossível, por inclusive por
[26:50] conta, né? Da cop, mas assim eu tô. 100% na
[26:55] Bandeira, vamos a Belém, vamos pra o pé do chão, com Martin,
[26:59] com família, com todo mundo, por favor, porque é um negócio
[27:02] realmente assim. Inacreditável é, é, é
[27:05] inacreditável. Então, muito, muito feliz e
[27:09] contente com o relato de amor de Flavia.
[27:12] Ol não eu. Deixei meu coração no Pará.
[27:15] Eu preciso voltar. Eu tô arrasada também que eu
[27:18] comprei um conjunto de cerâmica marajoara lindo.
[27:23] E a tigela? O BOL principal, tigela maior
[27:28] chegou espatifada. Mas a minha filha não me me
[27:32] deixou jogar fora. Vai agora é vai agora investir
[27:37] no na veia, na vocação de reconstituição.
[27:42] Eu só espero que a minha tigela não vire aquele Jesus.
[27:49] Sabe do que que eu? Tô falando aquele da espanhol,
[27:53] eu acho todos. Sabemos não vire um meme a minha
[27:58] tigela, mas eu já tava jogando fora, já tava na porta pra jogar
[28:03] fora e ela falou não joga? Então eu deixei na mesma caixa
[28:07] na embalagem porque ela se desfez em caquis realmente.
[28:12] Vamos ver, vai? Que um milagre acontece.
[28:16] Eu trouxe polpa de fruta. Congelada eu trouxe pimenta, que
[28:21] é onde eu vou. Eu trago pimenta, pimenta com
[28:24] jambu, pimenta com cupuaçu, pimenta com esse é outra coisa.
[28:29] Molho de pimenta. Só não comprei pimenta e Natura
[28:32] porque eu já tava com pressa. E aí, mas lá tem né?
[28:36] A cumary, né? Que é aquela pimenta que arrasa
[28:40] quarteirão. Eu sei porque eu tenho é molho
[28:44] de Cumari e sei que é a pimenta do ela é piquititica assim,
[28:48] amarelinha, mas é uma danada. Enfim, foi.
[28:54] Foi muito incrível, gente, foi muito incrível, muito incrível
[28:59] mesmo e acho que foi aí. Enfim, vou entrar no, pois é, eu
[29:05] quero entrar. Na Na parte da agenda, nas suas
[29:08] impressões. Da cop mesmo do evento é o que
[29:12] que você viu, o que que você ouviu e as discussões que você
[29:17] participou é, eu acho que. Independentemente do das
[29:21] questões de estrutura. E teve realmente problemas, né?
[29:25] É material, equipamentos que não foram entregues, catering que
[29:31] não chegou na hora, que ficou um dia sem comida, máquina de café.
[29:34] Tem várias questões. É estruturais.
[29:38] Que é de fato não funcionaram e não necessariamente tem a ver
[29:42] com é, enfim, com a organização com quem assumiu esse papel
[29:48] dentro do governo federal e as próprias intervenções é urbanas,
[29:53] urbanísticas, feitas pelo governo do Pará.
[29:57] É em Belém pra receber essa estrutura.
[30:00] O hotel mesmo que eu, que eu fiquei, ficou pronto.
[30:03] Semanas antes da da cop, mais de um é, é, aconteceu isso.
[30:09] Teve gente reclamando de preço, que depois se readequaram.
[30:13] Mas esse fenômeno de inflacionar cidades que abrigam grandes
[30:17] eventos, não é só em Belém, né? A gente sabe aqui por Ah, os
[30:21] taxistas estão cobrando valor fixo pelas corridas, não estão
[30:25] no taxímetro. Hã?
[30:27] O Rio de Janeiro também tem tabela.
[30:29] Né, no Carnaval, por exemplo, isso não é novidade, não é, é
[30:34] inédito, não tem nada a ver, é grande evento, a oferta e
[30:38] demanda tem umas questões, alguns lugares absolutamente
[30:42] lotados. Ontem A Fila é no terminal
[30:46] hidroviário para quem foi tirou o domingo de folga para conhecer
[30:50] cumbu outros lugares de de Belém, né?
[30:53] Tomar um banho de Rio, gente, era um negócio assim.
[30:57] Desde cedíssima, a sorte é que eu fui sábado, não peguei nenhum
[31:02] sufoco. Aliás, quero deixar um beijo
[31:03] aqui pra mim, a nilma Bentes, do cedempla, que foi nos receber,
[31:09] né? A gente se encontrou no evento
[31:11] da anistia e ela é uma velha militante do do movimento de
[31:16] mulheres negras, uma líder incrível.
[31:19] Isabela já teve a oportunidade de conhecê la também.
[31:22] A gente, inclusive, participou, ajudou com.
[31:25] Recolhendo doações e doando roupas para um bazar que eles
[31:28] organizaram lá no ano passado. E a nilma?
[31:31] Muito engraçada que eu, apaixonada por Belém, né?
[31:34] No caso de amor, EE. Aí eu falei, mas eu quero voltar
[31:38] para o sírio. Aí ela falou, Ah, é, a Santa
[31:42] está de cabelo azul porque é 11 imagem do que é tipo uma árvore
[31:46] de Natal, o rosto e o cabelo, né?
[31:48] Então azul. Ela falou, eu lancei moda porque
[31:51] ela tem o cabelo azul há há anos.
[31:52] Então nasinha EE niuma e ela mandou uma mensagem dizendo que
[31:58] queria nos esperar na estação pra dar um presentinho que que
[32:01] me comoveu profundamente porque foi uma nanã, uma nanã
[32:05] pikititica. E eu tinha acabado de de ter a
[32:08] minha experiência espiritual pisando na lama do fundo do Rio,
[32:12] na lama de nanã EE eu fiquei muito emocionada.
[32:16] Era um sábado. Aí já estou.
[32:19] Era um sábado, pisei na lama dentro do Rio, então tinha Oxum,
[32:24] tinha nanã eu de iemanjá com meus filhos de conta.
[32:27] Foi assim, uma experiência assim, espiritual mesmo, muito
[32:32] forte, quase um transe EE. Quando eu chego, eu vou me dar
[32:37] de presente sem saber de nada disso.
[32:41] Me deu num num copinho de requeijão, que era uma imagem,
[32:43] porque Titica para ela. Para ela não se quebrar Na Na
[32:47] viagem. Quando eu abri, era uma nãzinha
[32:50] assim, de de madeira. Então eu fiquei muito
[32:53] emocionada, porque para mim foi 11, confirmação, né?
[32:56] Disso. E a gente circulou um pouco pela
[32:59] cidade com a com a nilma, que é uma frasista e tem histórias
[33:02] incríveis. E aí ela ela tem OAOO, cedempa,
[33:08] tem uma quiosque, né? No na Praça da República.
[33:13] Há muito tempo que elas ocupam esse espaço e tudo mais.
[33:17] E ela apelidou porque AA cop tinha a blue zone, que é a área
[33:23] é oficial da conferência das autoridades, das delegações, a
[33:26] greenzone, que é a área da sociedade civil que vocês não
[33:30] vão acreditar. Mas eu não consegui entrar na
[33:31] greenzone. Eu chegava, parava no corredor
[33:34] de mídia, voltava não sei o que. Foram poucos dias depois eu
[33:38] fiquei em atividade externa e acabei não conhecendo a
[33:41] greenzone, que disse que está incrível também.
[33:43] E ela montou, ela transformou AO quiosque a tenda do do CD empa,
[33:51] na Praça da República, na black zone.
[33:55] Então tinha blue zone, green zone, black zone, do movimento
[33:59] de mulheres negras, incrível, a nilma.
[34:02] E aí eu falei assim, Ah, nilma, eu quero muito vir para o sírio,
[34:07] porque tenho loucura de vir essa festa.
[34:10] Eu não sou católica, né? Eu sou do candomblé, mas eu
[34:14] tenho 11 história também no catolicismo.
[34:18] Tenho muita devoção à nossa senhora e acho muito linda essa
[34:22] essa manifestação de fé, né? AA senhora de Nazaré nem tive no
[34:28] na catedral, não consegui visitar.
[34:30] É igrejas, por isso que eu vou ter que voltar ao parar.
[34:34] E aí ela falou assim, Ah, é? Eu não tenho essa essas coisas
[34:39] não, mas o povo gosta realmente de, né?
[34:41] Do sírio e tal, vem, eu fico meio encafifada.
[34:45] Ela falou que eu vejo as pessoas fazendo aquela caminhada com
[34:50] casa na cabeça e agradecendo a Santa porque conquistou uma casa
[34:56] e achando que é milagre. E eu não acho que ter casa é
[34:59] milagre, ter casa é política pública.
[35:01] Então é um absurdo você pensar em eles, não.
[35:06] E eu falei, é, realmente tem toda razão, casa própria,
[35:09] política pública, não é não é milagre de Santa.
[35:16] E vamos para o material. Material não tem lugar, mas é.
[35:21] Assim é EE é porque a luta dela é pela vida digna, pela moradia
[35:28] digna. Então não precisava pedir isso
[35:30] para Santa. Ela faz 111 ponderação muito
[35:34] objetiva na direção de a fé se alicerce para o que o estado não
[35:41] provém. É muito interessante então vocês
[35:43] verem, ó, ó, o povo com quem eu ando, né?
[35:46] Eu l Jurema No No carro e ela é muito engraçada, ela é uma
[35:52] figura muito maravilhosa. Tava uma zoeira na praça que se
[35:56] chama a praça do terminal. Hidroviário, chama Princesa
[36:01] Isabel e ela escreveu, eu vou esperar vocês no terminal, na
[36:06] praça Princesa Isabel, mas ela bota entre aspas, Princesa
[36:09] Isabel. Aí eu falei pra Jurema, ela
[36:11] escreveu 2 vezes, entre aspas, não foi engano.
[36:14] Ela não reconhece, ela não reconhece o nome da praça.
[36:20] E aí tava 11 super zoeira. Aí a gente entrou no carro, ela
[36:23] fechou a porta e falou assim, eu conheci um carioca um tempo
[36:27] atrás. Que ele contou uma história de
[36:30] um sujeito que tava numa praça batendo com um pedaço de pau na
[36:34] própria cabeça e alguém perguntou Pra Ele, vem cá, isso
[36:38] não dói? Aí ele falou, doer?
[36:40] Dói, mas quando para é tão bom. E aí ela falou, é assim que eu
[36:44] tô me sentindo essa zoeira toda quando a gente entrou no carro e
[36:47] experimentou o silêncio. Belém é ótimo, mas é muito
[36:52] barulhento. Enfim, esses são os momentos,
[36:55] né? De de afeto, de encontros que eu
[36:59] vivi. Encontrei minhas 2 amigas que a
[37:01] gente faz uma confraria que não conseguia se reunir.
[37:04] Já tem praticamente um ano, Raquel Vita e Bárbara Pereira, e
[37:08] a gente conseguiu se encontrar em Belém 2 vezes, então foi
[37:13] incrível também. Jurema, a gente tava hospedada
[37:16] no mesmo, no mesmo hotel. EE se encontrou e trocou muito.
[37:22] É o Rogério Studart, que é um economista que eu conheço há 100
[37:25] anos, ficou um grande amigo, foi professor da UFRJ, diretor na
[37:31] cepal, diretor no banco mundial, diretor no banco Interamericano
[37:37] de desenvolvimento. Está atuando no eixo das
[37:39] finanças sustentáveis, finanças climáticas.
[37:42] Aliás, e a gente conseguiu jantar Átila Roque, meu
[37:47] parceiro, meu irmão, meu companheiro.
[37:50] Também conseguimos nos encontrar e não tá.
[37:52] Tive, inclusive, num evento dele, onde estava também a
[37:55] ministra Macaé Evaristo, com quem conversei.
[37:58] Encontrei ministra Marina Silva, Denise, Dora e a própria Jurema,
[38:05] que são EMBAIXADORAS, né? Do vozes do bioma junto com a
[38:10] primeira dama, janja janja, pelas mulheres, Jurema pela
[38:14] igualdade racial, Denise Dora pelos direitos humanos e
[38:18] transição justa. Foram muitos encontros.
[38:21] Gente, o Kiko Afonso, da ação da cidadania, quem mais?
[38:28] Meu Deus? AI tanta gente, babá da Hilton,
[38:31] né? Do ileomil, juaru, Lúcia Xavier
[38:34] de crioula, entre outras. Pessoal do Observatório do
[38:38] clima, meus colegas, né? André trigueiro, Lizandra
[38:43] Rodrigues. Sônia Bridge passadia, eu não
[38:47] consegui encontrar, só falei por mensagem porque eu fiz o em
[38:50] pauta, né? E a Júlia duailibi também, mas
[38:54] foi muito incrível. Agora assim, o que mais me
[38:58] impressionou, porque eu não fui pra cop fazer é a agenda
[39:02] oficial, né? Eu fui pra pra sociedade civil,
[39:06] que é de fato o jornalismo. Que me digamos assim, que mais
[39:12] me me empolga, me envolve. Então eu fiquei muito no eixo da
[39:18] de acompanhar a agenda e a mobilização da sociedade civil.
[39:24] E tinha muita gente, né? Da TV da GloboNews e muitos
[39:29] colegas que é estavam dedicados à agenda oficial que entra no
[39:35] momento decisivo nesta semana que.
[39:39] Fora se inicia os ministros, né? De estado, chegaram a partir de
[39:45] ontem para as reuniões oficiais na direção da construção de um
[39:49] documento final, que não é simples, porque a cop tem
[39:54] agendas objetivos de efetivamente por em em prática,
[40:01] né? É a cobrança das chamadas ndcs
[40:04] das metas de redução de emissões.
[40:08] E a gente já ultrapassou o que estava especificado no acordo de
[40:13] Paris, que era não ultrapassar 1° e meio.
[40:16] E no ano passado, o ano de 2024 foi o mais quente da história,
[40:22] né? EE passou, né?
[40:24] De um e meio, talvez um e 56°. E isso obviamente nos ameaça,
[40:30] inclusive como espécie humana. Se a gente não conseguir
[40:34] reverter, é o chamado. Ponto de não retorno, né?
[40:38] Que cientistas como o Carlos nobre é a ex ministra Isabela
[40:43] Teixeira, eu tive com a Sueli Araújo, ex presidente do Ibama,
[40:49] também cientista, tratando disso, com o iphan da Amazônia,
[40:55] que que faz estudos e emite alertas nessa área.
[41:01] Conheci o Mateus, encontrei o Mateus Gomes.
[41:04] Né? E deputada estadual no Rio
[41:07] Grande do Sul e a deputada Talíria Petrone aqui do Rio de
[41:11] Janeiro. Eles que integram, entre outros
[41:15] 11 frente uma mobilização de parlamentares na direção de é
[41:20] construir uma ponte com a com a presidência, com a coordenação
[41:26] das cops, seja a ONU, seja a própria cop 30 brasileira,
[41:31] porque se tem ciência de que muitas atribuições.
[41:35] De cumprimento de metas envolvem governo federal, estados,
[41:39] municípios e, portanto, passa por agenda parlamentar, seja na
[41:43] Câmara dos deputados e no Senado, seja nas assembleias
[41:47] legislativas, seja nas câmaras municipais.
[41:51] Então Superinteressante. Tem predominantemente
[41:54] parlamentares, vereador, deputado estadual e deputado
[41:57] federal do campo da esquerda, mas não só.
[42:01] Tem centro, um centro direita, uma direita democrática também
[42:06] interessada em participar desse esforço, dessa mobilização.
[42:10] Isso foi bem interessante entender que tem parte, porque a
[42:14] gente é o é o país que tem bancada do boi, né?
[42:18] Bancada do agro, bancada da da bala, muitas disputas, né?
[42:23] Ainda vou chegar lá para falar dessa questão.
[42:25] É fundiária e da demarcação dos territórios indígenas,
[42:28] quilombolas. Então a gente tem uma parte, né?
[42:33] É do legislativo, que é a vanguarda do atraso, né?
[42:38] Que tá empenhada em retrocessos. Mas é bom saber que também tem é
[42:44] parlamentares membros do do legislativo imbuídos, né?
[42:48] Da disposição de dialogar, de se fazer presente e de é auxiliar
[42:55] governos e população no cumprimento dessas metas na
[42:59] busca de uma. Da nossa sobrevivência, né?
[43:02] É sobre isso, os dados, né? Sobre a situação climática, não
[43:07] apenas no Brasil, mas no mundo. É muito.
[43:11] São muito graves, dramáticos, preocupantes e acho interessante
[43:18] ver essa mobilização parlamentar.
[43:21] Essa foi 11 das coisas que que me chamaram atenção, mas não tem
[43:26] nada que tenha me chamado mais atenção.
[43:30] Do que a mobilização ampla, vasta, diversa, numerosa da
[43:37] sociedade civil organizada, a começar pelo movimento indígena,
[43:43] que deu demonstração assim de um amadurecimento, sabe?
[43:49] E de um país que que que é, é nasceu do genocídio indígena.
[43:56] Você ter o grau. De engajamento, de capacidade de
[44:01] mobilização e de resposta que os indígenas exigiram.
[44:06] EE, presentes, né? Democraticamente presentes a cop
[44:11] 30, ela está sendo também uma aula de democracia.
[44:16] Gente, por que? Por que que eu digo isso foi
[44:19] minha primeira cop, mas eu acompanho essa agenda há
[44:24] bastante tempo. Né?
[44:26] E a gente pode lembrar de acordos em Paris é e de
[44:30] encontros, né? Em Paris, em Madri, Na Na
[44:35] Espanha, né, Paris, França, na Alemanha, com participação da
[44:41] sociedade civil, manifestações, algumas com repressão policial.
[44:46] A gente sabe disso. Isso é parte do jogo
[44:50] democrático, embora indesejável, né?
[44:52] Sobretudo no que diz respeito a violência.
[44:55] Mas as últimas 3 cópias foram em países não democráticos, né?
[45:01] Ou semi democráticos ou podemos chamar de autoritários.
[45:05] Egito, em 2022, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em 2023,
[45:14] Baku, no Azerbaijão, em 2024. Não houve, embora tenha havido
[45:20] participação de sociedade civil por meio de delegações
[45:24] diminutas, não houve autorização permissão para manifestações de
[45:30] rua, engajamentos e protestos. E isso retornou as cópias nessa
[45:37] edição de Belém e foi muito impressionante.
[45:40] Quero fazer aproveitar. Que você está falando isso?
[45:43] Introduzindo AO tema só para pontuar.
[45:46] Eu acho que momentos, né, de dessas manifestações da
[45:50] sociedade civil e principalmente dos povos indígenas, que aí dá
[45:54] pra gente já começar a destrinchar, acho que vale
[45:58] mencionar a barchiata, né? Que teve no segundo, logo no
[46:02] segundo dia da da cop. Foram 200 embarcações que se
[46:08] reuniram na Bahia do guarajá. Já na manhã foi um movimento
[46:19] simbólico da cúpula dos povos, né, que é esse evento paralelo
[46:24] que sempre acontece, né? Junto com com a cop 30, foram
[46:27] mais de 5000 pessoas de 60 países que foram nessas 200
[46:33] embarcações nesse ato pela Amazônia e que denunciou em
[46:37] faixas e cartazes o avanço de grandes obras.
[46:41] O agro, né? Projetos e o crescimento do agro
[46:44] sobre os territórios, defendendo os modos de vida sustentáveis de
[46:47] populações ribeirinhas e indígenas, quilombolas, enfim.
[46:52] Teve também na terça-feira um protesto na entrada da Blu zone,
[46:58] que que enfim acabou virando uma grande confusão.
[47:01] A gente pode até falar disso depois, levando inclusive a
[47:03] manifestações da ONU, questionamentos da ONU em
[47:06] relação à segurança. Mas que começou com a presença,
[47:09] né, de representantes, lideranças indígenas, depois
[47:12] chegaram outros, é outras integrantes, né, de movimentos
[47:16] sociais, é organizações estudantis também, que ocuparam
[47:21] ali, né, Oo saguão da blzone. E aí gerou, né, extensionamento
[47:27] com o que tinham faixas, né, de protesto, conto, exploração de
[47:29] petróleo, enfim. Teve é embate ali com os
[47:33] seguranças e aí deu o corre, corre, foi a entrada, né, da
[47:37] bluzone que a bluzone acho que é importante dizer, né, o espaço é
[47:41] o espaço oficial, onde ficam oficial países, os líderes, né,
[47:47] de outras nações, onde onde acontecem as reuniões, né, de
[47:51] fato, né? Oficiais da agenda de dos
[47:54] governos não é a área destinada para a sociedade civil.
[48:00] Inclusive muitas críticas relacionadas a quantidade de
[48:03] representantes é da sociedade civil ou de de enfim, que
[48:08] tiveram acesso a essas conversas e a essas negociações dentro da
[48:14] bluzone também em relação a blzone, né?
[48:17] Mas é, é dentro da bluzone. E aí teve isso teve é no sábado,
[48:24] a marcha pelo. Clima. 70000 pessoas.
[48:29] Reunidas pelas ruas de Belém, né?
[48:32] Então muitas representantes, né? De povos etnias indígenas, é a
[48:40] ministra do meio ambiente e mudança do clima.
[48:42] Marina e a ministra dos povos indígenas, Sônia guazajara,
[48:46] subiram no carro principal pra apoiar a manifestação.
[48:50] Então teve, né? Essa grande marcha nessa
[48:53] segunda-feira, que a gente tá gravando, já aconteceu.
[48:58] A marcha global indígena pelo clima então ativistas e
[49:05] população de várias etnias de vários povos indígenas se
[49:09] reuniram nessa segunda-feira na rua do do Belém, então esse esse
[49:14] evento nessa marcha hoje marca o Dia dos Povos Indígenas na cop
[49:19] 30. Então foi um marcador aí, né?
[49:22] Desse, desse momento, dessas demandas, desse pedido.
[49:26] E eu acho que e domingo, deixa. Eu só vou te interromper.
[49:29] Só. Pra lembrar, domingo teve também
[49:33] a marcha das mulheres por justiça climática.
[49:36] Com o movimento feminista de de todas as de todos os grupos, de
[49:41] todas as nuances, mulheres negras, mulheres indígenas,
[49:44] mulheres, mulheres brancas, EE foi uma espécie de reencontro,
[49:50] né? Do movimento ou dos movimentos
[49:53] feministas com esse tema da justiça climática, 30 anos
[49:59] depois, 3 décadas depois da Rio 92?
[50:04] Porque houve? Essa mobilização também
[50:07] feminista no na Rio 92 a Rio 92, que é o grande pontapé inicial
[50:14] dessa agenda climática, inclusive da ONU, né?
[50:17] É a partir dali que se decide que haverá encontros anuais para
[50:23] pensar a questão climática, para estabelecer metas.
[50:27] Então, assim, isso até confirma, em alguma medida, o
[50:30] protagonismo. Brasileiro também nessa agenda e
[50:35] foi Superinteressante, porque eu falei que participei Na Na
[50:39] sexta-feira de um evento da da anistia, né?
[50:43] Estamos no clima, é, aliás, os nomes eram ótimos também.
[50:47] O Observatório do clima botou Lima AI agora acabei de
[50:52] esquecer. Ah, daqui a pouco eu lembro, foi
[50:55] lindo AA mesa que a gente fez, mas daqui a pouco eu conto mais.
[50:58] Só lembrando que Jurema Werneck e a Denise Dora, que eu já citei
[51:03] aqui também, elas participaram da Rio 92 e Jurema já é uma
[51:08] ativista do movimento negro e tudo mais.
[51:11] E ela dizia, não é possível que a gente vá pensar que não
[51:15] tivemos nenhum tipo de avanço, né?
[51:18] A partir da sociedade civil, porque naquela naquele é 92, nós
[51:23] estávamos todos, inclusive o movimento de mulheres, o
[51:26] movimento negro. Pra salvar as baleias, pra
[51:30] salvar o urso panda. Pra salvar baleia, urso panda,
[51:37] arara-azul e o mico-leão-dourado.
[51:40] Eles estão salvos? Ela falou assim, 30 anos depois,
[51:45] a gente pode dizer que eles estão salvos?
[51:47] E já naquela época. É em particular, o movimento
[51:51] negro, o movimento de mulheres negras dizia, nós precisamos
[51:55] salvar as a nós mesmos como humanidade, como pessoas vítimas
[52:00] da exclusão, do racismo, da desigualdade.
[52:04] É EE nesse intervalo, né? De tempo passado, a gente vê
[52:11] como a sociedade civil teve a Rio +20, aqui no Rio também
[52:15] participamos. Foi incrível também.
[52:19] Preciso dizer que o Rio de Janeiro também recebe muito bem
[52:22] seus convidados, né? O Rio o Rio é muito bom de
[52:25] evento, né? Então é isso, com nossas dores e
[52:29] delícias, assim como Belém tem as deles próprios.
[52:34] Mas teve Rio +20, tem as cópias e agora essa cópia na Amazônia,
[52:41] a gente é testemunhar o amadurecimento da sociedade
[52:45] civil organizada. É comovente.
[52:49] É eu te interrompi para falar da marcha, da marcha das mulheres.
[52:52] Vou te devolver para pegar de volta.
[52:54] Falar da marcha global pelo clima.
[52:57] Faltou falar da. Sexta-feira o protesto dos
[53:02] indígenas munduruku, que bloquearam a entrada da bluzônia
[53:06] exigindo 11 reunião com o presidente Lula, tinha, tem uma
[53:11] pauta, né? Do, do, do.
[53:13] Que era pedido? Né dessa reunião?
[53:16] E eu acho que esse protesto também escancarou a falta de
[53:22] diálogo, espaço, né, e protagonismo dado aos povos
[53:27] indígenas na agenda oficial e nas conversas oficiais, né?
[53:31] Tiveram que é, foi, foi. Foi um protesto que demorou
[53:35] bastante tempo, com essa entrada bloqueada.
[53:39] Então, participantes, delegados, né?
[53:42] Que pessoas que precisavam ali entrar e sair.
[53:45] Da Blu zone não conseguiam entrar porque a entrada foi
[53:48] bloqueada. É, os indígenas foram
[53:51] encaminhados pra desse grupo, né, protestando dos mundurukus,
[53:55] foram encaminhados pra uma reunião com presidentes da
[53:57] conferência e a ministra dos povos indígenas.
[54:01] Depois voltaram a ter essa entrada bloqueada.
[54:06] E isso quando eu vi, né, que a exigência era essa conversa com
[54:10] o Lula. É poder ter espaço pra.
[54:12] Apresentar suas pautas para colocar seu seu, seu, seus
[54:16] posicionamentos na frente a uma cop que está sendo feita num
[54:21] território que é é originário, que é que que que desde sempre,
[54:28] né, foi dos povos indígenas e que foi invadido, né?
[54:31] Pelo resto de todo mundo. Eu acho que denuncia a falta,
[54:35] né? Desse, desse diálogo e dessa.
[54:39] Prioridade dentro da agenda oficial.
[54:42] Foi exatamente essa pergunta que eu contei aqui para vocês, 2
[54:46] ango de grilos atrás que lá, quando eu fui a Itaipu, né?
[54:51] E tive a oportunidade de participar, né?
[54:53] De uma roda de conversa aí de perguntas com a ministra Gleisi
[54:58] Hoffmann, ministra das relações institucionais, foi exatamente a
[55:01] pergunta que eu fiz, qual vai ser o espaço dado?
[55:05] Para é indígenas, ribeirinhos, quilombolas, comunidades
[55:10] tradicionais, assentados dentro da agenda oficial da cop.
[55:14] Qual é a tensão, o espaço que vai ser dado pelo governo para
[55:17] essas agendas, para ouvir essas pessoas e se vai ter algum
[55:21] compromisso de demarcação, né? Público do governo brasileiro
[55:26] para os povos indígenas? EE, os povos quilombolas e as
[55:31] comunidades quilombolas. A minha pergunta não foi
[55:34] respondida, né? Tipo assim, a real é essa, Ah,
[55:37] tem a cúpula dos povos, foi o que ela me respondeu.
[55:41] E para além disso, da demarcação é muito difícil.
[55:44] A gente está atuando em outras frentes, na direção dessa
[55:47] qualidade de vida, de acesso a direitos básicos das populações
[55:51] indígenas. Tudo bem, isso tudo é muito
[55:52] importante, mas de fato não. Não havia, né, planejamento,
[55:58] nenhum espaço considerado. Por muitos, né?
[56:02] Adequado e proporcional pra essa agenda, né?
[56:07] Com os povos originários isso ficou muito claro, né?
[56:11] A principal demanda dos povos mundurucus era essa reunião, né?
[56:16] Com o presidente Lula? A revogação do decreto que
[56:20] institui o plano nacional de hidrovias, que elegem os rios
[56:23] Tapajós, madeira e Tocantins como eixos pra navegação de
[56:27] cargas. Isso era uma demanda principal,
[56:30] que isso fosse revogado, além da proteção, né?
[56:34] De do de das terras indígenas contra grandes empreendimentos e
[56:39] também a demarcação. E fato é que depois desses
[56:43] protestos, foi anunciado a pelo governo federal o avanço na
[56:49] demarcação de mais 2 territórios.
[56:52] Terras indígenas que fazem parte, né?
[56:55] Que são terras indígenas do povo munduruku, no Pará.
[56:59] Então, Na Na sexta-feira, o governo anunciou que já que vai
[57:02] avançar na demarcação das terras sauré muybu e sauré bahim.
[57:10] Gente, eu não sei se pronuncia assim, tá?
[57:12] Mas são terras do povo munduruku, no Pará.
[57:15] E se comprometeu a analisar os impactos de grandes projetos de
[57:18] infraestrutura nessa bacia do Tapajós.
[57:21] É, então acho que isso. Né?
[57:24] Voltando para Flavia, ao falar desse amadurecimento, né?
[57:27] É óbvio que os povos indígenas sempre manifestaram muito
[57:32] diretamente, claramente, as não só as suas necessidades, como os
[57:36] seus direitos, os direitos que o estado brasileiro deve, né?
[57:41] Aos povos indígenas, né? A gente tem aquela imagem
[57:44] eterna, né? Do de Ailton krenak na
[57:48] constituinte. Então essa é uma imagem que o
[57:50] que o Brasil já deveria estar acostumado a ver.
[57:53] Né, os povos indígenas reivindicando os seus direitos,
[57:56] mas foi mais um exemplo, né? Então eu falei da abarquiata, eu
[58:01] falei da marcha do dos povos indígenas nessa segunda-feira.
[58:05] A gente falou da marcha pelos, pelo clima na baixa das
[58:07] mulheres, pela justiça climática, a gente falou do
[58:10] protesto na blusônia na terça-feira, a gente tá falando
[58:13] agora do protesto do povo munduruku na blusônia também na
[58:16] sexta-feira. Então assim, é tudo muito
[58:20] organizado, né? Tudo muito pensado para chamar.
[58:23] A atenção pra essas demandas, quando a gente vê que a agenda
[58:26] oficial tá com as suas atenções voltadas pra isso, óbvio que tem
[58:31] outras pautas que são de interesses, né?
[58:34] Mundiais que serão debatidas com líderes do mundo todo, que que
[58:39] são as pautas comuns, né? Dentro desse assunto global, né?
[58:44] Da da de pensar mudança climática no âmbito global.
[58:48] Mas se a gente tá fazendo uma copa no Brasil, em Belém.
[58:53] Precisa ter mais espaço, né? Pra olhar para o nosso próprio
[58:58] território, para a nossa própria agenda.
[59:02] E essa mobilização fez isso brilhantemente.
[59:06] É, foi. Incrível o caso dos mundurukus é
[59:10] é de livros manual, né? Porque eles demonstraram uma
[59:16] capacidade de organização e de é ação de incidência política.
[59:23] Né? Não foi só uma porque, veja,
[59:26] quando eu cheguei lá Na Na quarta-feira, tinha tido uma.
[59:31] Na terça, né? Teve uma invasão da blue zone.
[59:35] Era o final de uma manifestação super importante de
[59:39] profissionais de saúde. Chamando atenção pra clima, né?
[59:44] E crise climática é uma questão de saúde.
[59:47] Então assim é essa reivindicação dos movimentos, né?
[59:51] É? Seja profissionais, seja
[59:54] étnicos, seja de gênero, seja de enfim de territórios, é, elas
[1:00:00] são absolutamente importantes pra puxar a discussão pra vida
[1:00:06] real. É sobre um sistema de saúde que
[1:00:11] se sobrecarrega quando há ondas de calor extremo, quando há frio
[1:00:19] extremos, quando há desequilíbrios, né, do ponto de
[1:00:23] vista climático, ecológico, que permite a proliferação de
[1:00:28] vetores de novas doenças. Enfim, próprios desastres.
[1:00:33] Ambientais agravados pelas mudanças climáticas, então
[1:00:37] assim. Foi uma manifestação, uma
[1:00:40] caminhada do pessoal, do dos profissionais de saúde,
[1:00:44] inclusive com médicos sem Fronteira participando.
[1:00:48] Não é nem comum, né? É médicos sem Fronteira
[1:00:50] participarem de manifestações desse tipo, mas participando que
[1:00:55] acabou com uma invasão de é. Alguns era um número muito menor
[1:01:02] do que é efetivamente. Teve a manifestação,
[1:01:04] participaram da manifestação e é militantes de é políticos mesmo
[1:01:10] sem sem ter vinculação com com a área.
[1:01:14] Foi um baita descuido da segurança, porque o lugar era
[1:01:17] facilmente controlável tanto que nos dias que se seguiram.
[1:01:21] Gradearam um pouco mais e fizeram aquela linha de de fila.
[1:01:26] O que é, impediria que uma horda é entrasse de de de súbito, né?
[1:01:35] Em grupo. Isso acabou acontecendo depois e
[1:01:38] houve. É como eles chegaram a entrar na
[1:01:41] bluesônicos que que fica? Sobre a segurança de é pessoal
[1:01:46] contratado da ONU, é, muitos deles nem falavam inglês, nem
[1:01:50] falavam português, né? Eram eram realmente um staff de
[1:01:53] segurança. É formado por estrangeiros.
[1:01:57] Houve 111 preocupação. A ONU mandou aquela carta para o
[1:02:03] Lula. Houve reunião, polícia federal,
[1:02:06] força nacional, presidência. Da cop pra um reforço é Na Na
[1:02:13] segurança das áreas de oficiais. E isso foi visível quando eu
[1:02:20] cheguei lá Na Na quarta-feira é já as pessoas já tinham notado
[1:02:25] 11 mudança no esquema de segurança.
[1:02:27] E na quinta-feira, que foi quando a ONU mandou uma carta
[1:02:31] diretamente pro Lula, é ainda maior.
[1:02:34] Aí tinha soldado pra caramba, soldados armados, enfim.
[1:02:39] E isso EE mesmo diante disso é, os mundurukus conseguiram se
[1:02:45] organizar com uma de, volto a dizer, com uma ação de
[1:02:50] incidência muito potente e muito organizada, que foi.
[1:02:56] Formar uma corrente humana antes, né?
[1:02:58] Da área de acesso e impedir o acesso a cop até que tivessem
[1:03:04] garantias de um encontro que eles queriam que fosse com o
[1:03:06] Lula. O presidente da República não
[1:03:08] estava mais lá e houve 11 junta, né?
[1:03:11] Presidente da cop, André Corrêa do Lago, embaixador a Ana Toni,
[1:03:15] diretora executiva, ministra Sônia guajajara, dos povos
[1:03:19] indígenas, ministra Marina Silva, do meio ambiente.
[1:03:23] E tinha mais ministros. Acho que acho que o ministro.
[1:03:27] Paulo Teixeira, do desenvolvimento Agrário.
[1:03:31] Ainda mais autoridades presentes nessa reunião.
[1:03:36] Dessa, desse encontro, desse momento, resultou o que eu até
[1:03:42] agora considero a foto da cop, a foto do Hilton Júnior, do
[1:03:46] Estadão, que viralizou, de um de um jeito que é o bebezinho
[1:03:50] munduruku encarando o André Corrêa do Lago no colo dele.
[1:03:55] E depois tem uma outra que é o bebê completamente acolhido, que
[1:03:58] é essa foi da do repórter Brasil.
[1:04:01] O bebê completamente acolhido No No colo, abraçado pelo André,
[1:04:06] que tem um significados os mais variados.
[1:04:09] Eu eu gosto de ficar com é o significado desse futuro diígeno
[1:04:15] dos próprios tradicionais, cobrando desse homem branco a
[1:04:19] ação. A gente pode pensar.
[1:04:22] No acolhimento, eu gosto de pensar nessa ideia de
[1:04:25] acolhimento, de compreensão, de leitura, divisão do mundo.
[1:04:29] E menos Na Na Posse, né? No No domínio, né?
[1:04:35] Eu gosto de pensar na ideia de acolhimento, compreensão,
[1:04:39] cobrança e chamado a responsabilidade.
[1:04:43] Vi inclusive essa foto. É do bebê indígena olhando André
[1:04:48] como não é bom, né? Porque a gente não bota nosso
[1:04:52] bebê no colo de qualquer um, por qualquer motivo.
[1:04:56] Então, Eu Acredito muito nas na força dos herês das crianças.
[1:05:01] Até brinquei com o Walter Salles e a minha mãe dizia, a criança
[1:05:06] foi que descobriu o pé redondo, né?
[1:05:08] A criança desmascara o diabo. Minha mãe contava essa história
[1:05:12] de o diabo disfarçado numa festa.
[1:05:16] E uma criança? Eu sempre penso no marketing
[1:05:18] quando quando eu lembro dessa história da da minha mãe e ela
[1:05:22] dizia que o tem uma crença, né? O diabo tem vários nomes, várias
[1:05:27] representações, enfim, que pese a gente ser de religião, de
[1:05:32] matriz africana, e isso não existe, mas vamos pensar nessas
[1:05:35] forças. Ele tem vários nomes e várias
[1:05:38] formas de se apresentar e tem uma ideia de que o diabo tem o
[1:05:43] pé redondo. Tem dedos e ele estava
[1:05:47] disfarçado numa festa e uma criança olha, vê aquele pé
[1:05:53] esquisito e aponta, ih, olha aqui, esse homem tem pé redondo.
[1:05:57] EE, é é a criança que desmascara?
[1:06:00] Oo diabo, né? E ele é expulso daquele ambiente
[1:06:04] uma vez reconhecido. Então eu não vejo desse gesto.
[1:06:11] Essa imagem eu não, não sei como é que a cena se construiu, mas
[1:06:15] eu não vejo uma situação, não enxerga uma situação fortuita.
[1:06:19] Ah, por acaso ele tava ali, pegou o bebê no colo, não sei o
[1:06:22] que eu acho que tem uma, tem um rito.
[1:06:26] Eu Acredito num rito por trás dessa, dessa, que pra mim é a
[1:06:30] imagem da cop. E aí, no dia seguinte, houve de
[1:06:34] fato o anúncio de demarcação. Foi no mesmo dia da da marcha
[1:06:39] global pelo clima. A marcha foi uma coisa
[1:06:42] impressionante. Andou pelas ruas de Belém, falam
[1:06:46] em 70000 pessoas marchando pelo clima, mas era gente.
[1:06:54] Imagina um cortejo, mas um cortejo com o mesmo propósito.
[1:07:01] Mas. Absolutamente heterogêneo,
[1:07:04] porque tinham movimentos com seus próprios carros de som ou
[1:07:07] megafone, gritando as suas próprias palavras de ordem.
[1:07:11] Em português, em língua indígena, em língua estrangeira
[1:07:16] espanhol, inglês é movimento de mulheres, movimento LGBTQIA+,
[1:07:21] movimento de gays, trans, bissexuais, EE, lésbicas,
[1:07:26] movimento dos atingidos por barragens, movimento é.
[1:07:32] De proteção ao cerrado. Aliás, eu tirei uma foto com o
[1:07:35] coração do cerrado, um cara carregando assim 11, coração,
[1:07:41] movimento negro, movimento de jovens da periferia, movimento
[1:07:45] de mulheres negras, movimento quilombola, movimento indígena
[1:07:48] de vários lugares do Brasil e do e do planeta.
[1:07:53] Movimento cara literário comunitário de de de comunidade,
[1:08:00] favelas, né? Por exemplo, do do Pará mesmo.
[1:08:05] Então, assim, era muito incrível.
[1:08:06] Você andava e via as representações mais variadas
[1:08:12] cada um. Com a sua, a sua agenda própria
[1:08:16] relacionada à questão climática, aos efeitos, aos problemas, mas
[1:08:22] todo mundo marchando na mesma direção.
[1:08:25] Isso foi muito bonito. Isso foi assim incrivelmente
[1:08:30] bonito. Depois ainda teve.
[1:08:33] No dia seguinte, já mencionei a marcha de mulheres, a marcha dos
[1:08:36] indígenas, esse processo da cúpula dos povos.
[1:08:40] Né? Essa edição começou com a
[1:08:42] barchiata. A Isabela já se referiu, mas com
[1:08:44] um discurso muito forte do cacique Raoni, que é um grande
[1:08:49] líder indígena, com mais de 90 anos de projeção Internacional,
[1:08:54] que fez uma fala muito firme contra a exploração de petróleo
[1:08:58] da margem Equatorial na Foz do Amazonas.
[1:09:01] É em defesa da floresta, da biodiversidade, das comunidades
[1:09:05] indígenas, dos territórios. De ribeirinhos, EEE locais.
[1:09:11] Depois, teve o encerramento da cúpula dos povos em no domingo,
[1:09:16] na Universidade Federal do Pará, com o banquete, né?
[1:09:21] Da cúpula banquetaço uma coisa linda.
[1:09:24] Estimativa de 70000 pessoas de novo participando ali.
[1:09:29] E com toda a cúpula, com Marina Silva presente, com Guilherme
[1:09:34] Boulos, que agora é o ministro da Secretaria de governo, com
[1:09:38] Sônia guajajara, com o presidente da cop, de novo, o
[1:09:41] embaixador André Corrêa do Lago, com a Ana Toni, é recebendo essa
[1:09:46] carta. Aliás, um fenômeno muito
[1:09:47] interessante também foi o das cartas.
[1:09:49] Eu até destaquei isso na minha coluna do Globo No No domingo,
[1:09:54] porque ao longo do processo de preparação da cop.
[1:09:59] A presidência brasileira da conferência tornou pública
[1:10:04] várias cartas, né? Cartas abertas ao mundo, a
[1:10:08] autoridades, a sociedade civil, é a cientistas em relação a
[1:10:14] urgência climática, as necessidades de construção desse
[1:10:18] pacto. E no Brasil?
[1:10:20] Só no Brasil mesmo. Muitas organizações, inúmeras
[1:10:24] dezenas, responderam a carta. Do André Corrêa do Lago, dizendo
[1:10:29] que tinham diagnósticos e propostas para o enfrentamento a
[1:10:33] mudanças climáticas. Outra coisa que me me comoveu
[1:10:37] muito foi o projeto centro integrado da Serra da
[1:10:41] misericórdia, da Ana Santos, representados no mutirão global
[1:10:46] pelo clima. Ela que é.
[1:10:49] Pelo menos uma década coordena, né?
[1:10:52] Lidera projetos de reflorestamento, de agricultura
[1:10:57] orgânica sustentável, proteção, preservação hídrica na Serra da
[1:11:02] misericórdia, lembrada hoje tragicamente pelo massacre lá no
[1:11:07] complexo da Penha e do alemão, no 28 de outubro, mas que já
[1:11:12] tinha um trabalho de vida e não de morte de ação climática.
[1:11:19] Reconhecido, inclusive por quem? Pela presidência brasileira da
[1:11:23] cop 30 estava envolvida nessa agenda.
[1:11:27] Agora, dia 20 de novembro, vai ter apresentação o Painel de
[1:11:31] alto nível da do mutirão global pelo clima e o vídeo em que Ana
[1:11:38] e o projeto da Serra da misericórdia aparecem já foi
[1:11:41] exibido na semana do clima em bom na Alemanha, em Londres, na
[1:11:46] no Reino Unido, na Inglaterra e no na.
[1:11:49] Das do Panamá, no Panamá, deverá também estar representada.
[1:11:53] Então, o reconhecimento da potência, da participação é
[1:11:57] popular comunitária nessa agenda climática.
[1:12:01] Outro debate que foi super importante tem sido, né, o
[1:12:05] debate sobre finanças climáticas, que passa por aquele
[1:12:09] fundo, né, de manutenção de floresta em pé.
[1:12:11] A gente já falou sobre isso, que o Brasil.
[1:12:14] É lançou que tem engajamento, que esperam inclusive mais
[1:12:17] recursos, né? Mais é aplicações sendo feitas
[1:12:21] até o fim da da cop, mas que por hora tem Brasil, tem Indonésia,
[1:12:27] tem Noruega. Eu acho que Alemanha e Reino
[1:12:31] Unido vão vão entrar Alemanha. Prometeu anunciar essa semana
[1:12:36] com o valor, né? Que vai destinar o fundo e esse
[1:12:40] debate é. Super importante, né?
[1:12:43] Das finanças climáticas. E o Rogério studert que veio,
[1:12:47] que foi a Belém, justamente para trazer essa reflexão e
[1:12:52] apresentar o resultado final de um curso de finanças climáticas,
[1:12:55] do qual ele foi curador, com participação do IX instituto
[1:12:59] clima, EE sociedade e do Museu do Amanhã aqui do Rio.
[1:13:04] É justamente para é educar, qualificar.
[1:13:09] Nem economistas, mas não só jovens economistas.
[1:13:11] Mas não só nessas saídas climáticas.
[1:13:15] E o que é de financiamento, né? Pra pra enfrentamento as
[1:13:19] mudanças climáticas. E o que foi Superinteressante é
[1:13:23] a incorporação por eles dos temas, né?
[1:13:27] Habitação, saneamento, como sendo os investimentos nessa
[1:13:33] área, como sendo também dimensões.
[1:13:36] Dos financiamentos climáticos, que a gente fala muito em
[1:13:40] recuperação de floresta, em evitar desmatamento, em
[1:13:44] transição energética e em manter floresta em pé.
[1:13:48] Mas há outras dimensões do investimento público social que
[1:13:53] estão intimamente ligados a questão climática.
[1:13:57] E por óbvio, né? Antes disso, a questão da vida
[1:14:01] digna, do bem viver. Então, habitação sendo
[1:14:04] incorporada. Saneamento básico, absolutamente
[1:14:07] fundamental. Rogério trouxe esse essa
[1:14:11] reflexão central da cop, que é o nome do do espaço, né?
[1:14:16] Da agenda que a que o Observatório do clima montou em
[1:14:20] Belém. E eles fizeram umas aulas
[1:14:22] públicas e eu participei com a Jurema da aula sobre impacto, já
[1:14:27] tinha tido sobre ndc, sobre o que que é cop, o que que é, é OA
[1:14:32] convenção quadro. Do clima das Nações Unidas e a
[1:14:36] gente fez uma sobre impactos na vida.
[1:14:39] Era 11, sala de um centro cultural, sei lá.
[1:14:43] Participaram pelo −150 pessoas. Foi super emocionante, foi super
[1:14:48] bonito, gente de todas as idades, estudante, gente de
[1:14:51] Belém de fora. O Observatório do clima fez uma
[1:14:54] agenda super legal. Tinham mais de 80 espaços da
[1:14:57] sociedade civil, com debates, com agenda, com as edições de
[1:15:01] vídeo. Com coisas de conscientização,
[1:15:04] de engajamento, eles montaram 11 mapa com pelo menos 20 desses
[1:15:09] lugares. E a cada um que você IA, você
[1:15:11] botava um carimbo. E aí, dependendo do número de
[1:15:14] carimbos que você tivesse, ou seja, de organizações de
[1:15:17] eventos, de que você tivesse participado, você ganhava
[1:15:20] brindes, os mais variados, de copo ecológico, garrafinha, uma
[1:15:25] caixa. Todos os brindes, um álbum de
[1:15:28] figurinhas, livros, enfim, foi super bacana, né?
[1:15:32] Pensar isso, pensar que o Brasil teve é uma a cop, né?
[1:15:38] Do ponto de vista do credenciamento oficial, teve
[1:15:41] participação de 56100 pessoas, então a segunda maior cop da da
[1:15:49] história. E o Brasil teve a maior
[1:15:54] delegação. Com 3800 pessoas, incluindo
[1:15:58] autoridades, né? Negociadores, empresas, é
[1:16:03] sociedade civil e enquanto os lobistas do petróleo, da cadeia
[1:16:09] produtiva de petróleo. Essa é o principal agenda, né?
[1:16:13] O desmame, vamos chamar assim, dos combustíveis fósseis.
[1:16:17] O mapa do caminho, né, que o Lula também mencionou no
[1:16:20] discurso, foi muito elogiado no discurso de abertura. 1600
[1:16:25] representantes da indústria de petróleo lá engravatados,
[1:16:29] discretos, negociando silenciosamente e a sociedade
[1:16:34] civil se fazendo presente com barulho, com agendas, com
[1:16:41] propostas, com cartas. Eu até lembrei do da central do
[1:16:45] Brasil, do filme do Walter. Brasil é mesmo um país de troca
[1:16:49] de correspondência, né? Escrevi porque central do
[1:16:53] Brasil. É a Dora, né?
[1:16:55] O papel da da Fernanda Montenegro, ela escreve cartas
[1:16:58] pedidos da das pessoas, dos analfabetos ali, da da central
[1:17:02] do Brasil. Eu lembrei da canção do Chico
[1:17:05] Buarque e do francisjane, meu caro amigo, que é em forma de
[1:17:09] carta. É e tantas outras, né?
[1:17:12] Tantas outras canções, exemplos, livros, né?
[1:17:16] Trocas de de correspondência. E eu achei muito interessante
[1:17:21] você pensar que o. O presidente da cop lança uma
[1:17:25] carta aberta ao ao planeta e que organizações tão variadas contra
[1:17:32] quanto mulheres da maré, mulheres do cerrado, associações
[1:17:36] comunitárias no morro da providência, que o cerrado da
[1:17:39] Amazônia, de população ribeirinha, se reúnem pra
[1:17:43] escrever cartas para. Em resposta com as suas
[1:17:48] propostas, é realmente uma sociedade civil, sobretudo do
[1:17:51] ponto de vista da representação feminina, muito disponível para
[1:17:55] melhorar a vida das suas próprias comunidades, das suas
[1:17:59] famílias, de seus territórios, mas sobretudo do do planeta.
[1:18:05] Foi muito, muito, muito bacana. O evento da anistia também foi
[1:18:09] super bacana. Sobre impactos, a gente, eu, eu,
[1:18:13] mediei 11 mesa. Teve a participação inclusive da
[1:18:16] Sueli Araújo, já citei aqui. Em relação à exploração de
[1:18:20] petróleo, na semana passada houve 11.
[1:18:23] Resultado igualmente importante que a justiça britânica
[1:18:28] responsabilizou a BHP, a mineradora Anglo australiana,
[1:18:35] pela tragédia de Mariana, que completou 10 anos, que feriu de
[1:18:40] morte o Rio Doce, né? A gente sabe disso.
[1:18:44] A maior tragédia ambiental do Brasil.
[1:18:47] A justiça brasileira hesita, e a justiça estrangeira
[1:18:53] Internacional, por se tratar de uma empresa, né?
[1:18:55] É global. Deu esse esse veredito.
[1:18:59] Foi uma Vitória importante dos movimentos, né?
[1:19:02] É de, de, de organizações. Afetadas, né?
[1:19:10] É do território afetadas por esse, por esse vazamento, por
[1:19:14] essa tragédia. EEA.
[1:19:18] Sueli Araújo dizia, é de responsabilidade das empresas,
[1:19:21] sim. Assim como Brumadinho também
[1:19:25] foi, porque não houve a drenagem adequada, a manutenção da
[1:19:30] drenagem e aqueles sedimentos, aqueles resíduos da exploração
[1:19:35] de minério de ferro. Em Minas Gerais, né?
[1:19:38] Na região de Mariana, na região de Pardinho, eles viraram uma
[1:19:42] geleia, era uma Montanha de geleia.
[1:19:44] Então, obviamente que aquilo que aquela tragédia era não só
[1:19:48] evitável criminosa tem responsáveis, tem autores, né?
[1:19:53] É, ela dizia isso e foi. Foi bem interessante assim esse
[1:19:58] encontro. Os indígenas guaranis do
[1:20:02] Paraguai e do Paraná estavam presentes, participaram do
[1:20:06] evento da da anistia e ainda hoje buscam reparação por
[1:20:11] Itaipu. Que foi AA viagem que você
[1:20:14] comentou, né? Eles ainda estão cobrando que
[1:20:17] prometeram a compra de de terrenos, né?
[1:20:20] De terras pra. Fixação é dos povos indígenas e
[1:20:25] isso só aconteceu parcialmente. O pedido de desculpas que foi
[1:20:30] emitido, né? Tornado público por Itaipu
[1:20:33] binacional não é considerado suficiente.
[1:20:36] Os indígenas do Paraguai não tiveram nada ainda, então também
[1:20:40] estão cobrando das autoridades do Paraguai.
[1:20:43] Eles reconhecem que o Brasil está mais avançado.
[1:20:45] Embora os guaranis do Paraná digam que é está menos avançado
[1:20:50] do que foi prometido e é Na Na Na comparação ao dano causado.
[1:20:57] Então assim, gente, todo mundo presente, todo mundo presente,
[1:21:02] consciente, EE fazendo suas exigências.
[1:21:07] Agora, os corredores oficiais, é uma tensão muito maior.
[1:21:11] Na Arábia Saudita, se manifestou radicalmente contrária a uma a
[1:21:16] um abandono dos combustíveis fósseis.
[1:21:19] É outros países, é se omitem. Os Estados Unidos não
[1:21:24] compareceram nem com delegação nem com autoridades.
[1:21:28] Aí a gente teve a presença do governador da Califórnia, que
[1:21:31] faturou, né? Do ponto de vista político, essa
[1:21:34] presença Na Na agenda climática. É a questão é de quem vai pagar
[1:21:40] essa conta, de quem vai financiar.
[1:21:43] A situação dos países é em desenvolvimento e de países
[1:21:48] pobres que mais sofrem com as mudanças climáticas.
[1:21:51] E a gente falou aqui do racismo ambiental na semana passada da
[1:21:55] declaração, posto que esses lugares precisam de
[1:21:59] investimentos em adaptação, em mitigação, é em resiliência.
[1:22:04] De onde é que vai sair o dinheiro, então?
[1:22:06] São debates. É importantes, urgentes, né?
[1:22:11] Por isso a chamada a cop da verdade.
[1:22:14] Mas eu acho que a pressão da sociedade civil, ela ajuda muito
[1:22:19] a pressionar delegações e governos.
[1:22:22] E a realização num território que está visivelmente tão
[1:22:26] afetado é por esse tema, é também absolutamente
[1:22:31] fundamental. Então, assim, fazer a cop em
[1:22:33] Belém. Em que pese Oo, alguns problemas
[1:22:37] de infraestrutura e tudo mais, é, foi um golaço, porque você tá
[1:22:42] ali no meio, aí você vê, Ah, é a ONU, é tá reclamando que o
[1:22:46] ar-condicionado não tá funcionando, que tá calor
[1:22:49] demais? Pois é, irmão, é sobre isso, é
[1:22:52] sobre o calor demais, né? É sobre floresta desmatada, é
[1:22:57] sobre emissões de combustíveis fósseis, é sobre exatamente esse
[1:23:01] calor demais. Que que esse encontro para isso
[1:23:05] esse encontro foi, é realizado então assim, super, Ah, chove,
[1:23:10] está alagando, tem muitas forças.
[1:23:13] É exatamente é assim que é o clima quente, úmido, né, da
[1:23:18] região amazônica, da faixa Equatorial.
[1:23:22] A gente aprende isso na escola, mas não experimenta, né?
[1:23:26] A gente vê os rios voadores passando, a gente vê as nuvens.
[1:23:30] Chovendo e eventualmente chovendo.
[1:23:33] Então foi muito incrível ver isso em Belém, né, ver é Belém
[1:23:39] abrigando e mostrando na da prática, né?
[1:23:43] O que são os efeitos? Outro debate importante é que o
[1:23:48] movimento negro, não só brasileiro, né, vem
[1:23:51] reivindicando e a gente está no limiar de é conseguir é a
[1:23:55] referência a afrodescendente na declaração final.
[1:23:59] Porque tem essa percepção, né, do racismo ambiental, da
[1:24:03] desigualdade que se abate também sobre o povo preto, da diáspora
[1:24:08] e de África. Então Oo chefe da delegação de
[1:24:13] dos países africanos, ele se comprometeu em apoiar essa
[1:24:18] referência. E o Brasil precisa apresentar,
[1:24:22] né, essa proposta para que ela seja incluída no documento
[1:24:26] final. É uma admissão, né?
[1:24:29] Por parte das Nações Unidas que há impactos específicos sobre
[1:24:33] essas comunidades. O debate alcança também as
[1:24:36] comunidades rurais afrodescendentes, porque aí a
[1:24:40] gente tá falando também de quilombos em áreas periféricas
[1:24:45] ou do interior. Então, muita coisa acontecendo.
[1:24:50] É um mundo em disputa, é um futuro em disputa e é uma
[1:24:55] sociedade civil. Muito disposta a pressionar, a
[1:24:59] estar nessa disputa, ainda que não ocupe como outros grupos,
[1:25:07] né? Os assentos principais, mas que
[1:25:10] estão chamando atenção e que estão fazendo um papel muito
[1:25:16] bonito na direção. De cobrar o enfrentamento às
[1:25:21] mudanças climáticas e, de quebra, dar uma aula do que que
[1:25:26] é democracia, participação social.
[1:25:29] Isso é inequívoco. E isso foi muito bonito de
[1:25:31] testemunhar. Arrasou.
[1:25:34] Flávia olha no seu depoimento, que bom, gente.
[1:25:38] Eu acho que fica a expectativa para essa semana, segunda e
[1:25:43] última semana, primeiro essa a gente vai conseguir terminar
[1:25:46] essa copa, é a gente, o Brasil, né?
[1:25:48] Na data, porque pelo histórico da cop, acaba sempre atrasando,
[1:25:54] né? Por conta das negociações, tem
[1:25:56] um otimismo em torno da primeira semana.
[1:25:59] Ter as conversas técnicas terem andado bem, né?
[1:26:04] Principalmente dos de quais seriam os direcionamentos, né?
[1:26:07] Da conversa, das negociações, como a gente tratou na semana
[1:26:11] passada. Que a primeira semana é sempre
[1:26:13] uma conversa mais técnica sobre é o teor, né, dessas metas,
[1:26:18] dessa desses documentos. E a segunda semana entra é a
[1:26:23] questão política, né? Então nessa segunda-feira já a
[1:26:28] chegada, né, dos os ministros já chegaram em em Belém para
[1:26:34] liderar essas conversas políticas.
[1:26:37] Para que esse, né? Que essas negociações.
[1:26:40] Avancem. E esse documento final seja
[1:26:44] gerado. Então, não só ministros do
[1:26:47] Brasil, tá? Ministros e autoridades de
[1:26:49] vários países chegaram nessa segunda semana, nessa
[1:26:53] segunda-feira. O vice, né?
[1:26:55] E ministro da indústria, Geraldo Alckmin, também deu uma
[1:26:59] entrevista numa declaração durante um discurso na cop,
[1:27:03] defendendo triplicar a energia renovável, dobrar a eficiência
[1:27:07] energética até 2030. Que esse caminho para o fim da
[1:27:12] dependência de combustíveis fósseis, então também já teve 11
[1:27:17] declaração. E que a principal meta dessa
[1:27:20] dessa semana, que o compromisso, né?
[1:27:22] Da cop deve ser esse tal desse mapa do caminho para transição
[1:27:27] energética, esse que é o grande, acho que está sendo o grande
[1:27:30] calcanhar de Aquiles aí. E a grande expectativa é de se o
[1:27:33] Brasil se é essa cop, né? No cop 30, vai ser capaz de, de
[1:27:39] fato, construir esse mapa do caminho, com metas e prazos
[1:27:44] estabelecidos e etapas concretas para esse objetivo, né?
[1:27:49] A gente falou isso na semana passada.
[1:27:51] É esse mapa do caminho. É um plano de ação, com etapas,
[1:27:56] prazos, metas concretas para esse objetivo, né?
[1:28:00] Principalmente da transição energética, que é o grande
[1:28:04] assunto dessa cop. É, e para que a cop 30 não caia
[1:28:08] num lugar de uma cop? Pouco resolutiva assim, né?
[1:28:12] Em que não foram tratadas metas viáveis, em que não foram
[1:28:15] estabelecidos prazos é que façam sentido, que sejam verdadeiros e
[1:28:20] que os países não se comprometeram de verdade.
[1:28:23] Né, com essa em atingir essa meta, especialmente em relação à
[1:28:26] redução, né, de emissão de gases de efeito estufa, de uso de
[1:28:29] combustíveis fósseis. Então tem essa expectativa de
[1:28:33] qual vai ser, né, esse documento final em relação a essas metas,
[1:28:39] a esse comprometimento, especialmente em relação a esse
[1:28:43] tal desse mapa do caminho que é o norte, né?
[1:28:46] A ser perseguido. Dentro dessas conversas, a
[1:28:51] criação desse roteiro, claro. Então acho que essa é a grande
[1:28:55] expectativa. A gente falou de uma primeira
[1:28:57] semana que teve muito, né? É ações de movimentos, dos
[1:29:02] movimentos sociais, né, da sociedade civil, dos grupos
[1:29:06] organizados. E essa semana acho que os olhos
[1:29:09] se voltam de fato, para essas negociações entre nações.
[1:29:16] E qual vai ser, né? Desse documento final, do que
[1:29:19] vai ser pensado, né? Desse financiamento é climático,
[1:29:24] né? Do desse fundo, né, quem mais
[1:29:26] vai chegar junto No No fundo das florestas tropicais para sempre,
[1:29:31] né? Na tradução em português e qual
[1:29:35] vai ser a capa, o slogan, o mote, o assunto principal, como
[1:29:41] essa cop 30 será lembrada? Então acho que essa é a
[1:29:45] expectativa da semana que a gente vai fechar e vai atualizar
[1:29:49] no nosso próximo ângulo de grilo, que talvez não seja o da
[1:29:52] semana que vem, né? Mas Oo da por conta da do ango
[1:29:56] ao vivo mais da outra. Quer deixar mais algum pop up de
[1:30:00] assunto aí para essa semana de de do que a gente ficar de olho
[1:30:04] ou acho que é isso mesmo? Não, eu estou de olho também.
[1:30:06] Na questão dos defensores dos direitos humanos, né?
[1:30:08] É, eu acho que esse é um ponto super importante.
[1:30:12] Um pouco antes do início da cop, no dia 3 de novembro, 2
[1:30:18] integrantes do movimento de mulheres é quebradeiras de coco
[1:30:24] babaçu do Pará foram assassinadas, né?
[1:30:28] É a Antônia Ferreira dos Santos, 53 anos, a Marli Viana Barroso,
[1:30:33] de 71. Elas saíram no dia 3 de novembro
[1:30:37] pra. É o trabalho e não retornaram e
[1:30:41] foram encontradas com sinais de violência.
[1:30:43] A polícia do Pará prendeu um suspeito na semana passada.
[1:30:47] Ministério dos direitos humanos e a ministra Macaé, né?
[1:30:51] Disse que vai acompanhar as investigações na semana é
[1:30:56] anterior a cop, o Brasil lançou é pelo Ministério, pela própria
[1:31:01] ministra Macaé, plano nacional de proteção aos defensores, as
[1:31:05] defensoras de direitos humanos. Ambientalistas e comunicadores é
[1:31:12] uma é o cumprimento de uma exigência pela condenação do
[1:31:17] Brasil na corte Interamericana de direitos humanos pelo
[1:31:22] assassinato, em 1982. Tá do Gabriel Sales pimenta, que
[1:31:28] era um advogado que atuava também em favor de comunidades
[1:31:32] na questão. Fundiária lá no Pará, é ele era
[1:31:39] ligada a pastoral da Terra, pertence à igreja católica e em
[1:31:45] 2017, em 82 o crime 2017, saiu a sentença contra o Brasil,
[1:31:51] exigindo a montagem de um programa de proteção a
[1:31:56] defensores dos direitos humanos. O Brasil já tem um programa de
[1:32:02] de proteção, mas que não dava conta.
[1:32:05] Como não deu? Né?
[1:32:07] E a ideia do plano novo, que foi assinado pelo Lula a partir da
[1:32:12] da atuação da ministra Macaé, é fazer 11 envolvimento, produzir
[1:32:19] um envolvimento obrigatório de outros ministérios também,
[1:32:24] porque era um programa do Ministério dos direitos humanos,
[1:32:28] com o apoio. Então, assim, tinha que pedir a
[1:32:32] polícia federal, o Ministério da justiça, que a polícia federal
[1:32:35] fizesse determinada coisa. E agora, pelo menos, 7
[1:32:38] ministérios têm atribuições nessa área, Ministério das
[1:32:43] mulheres, Ministério da igualdade racial, Ministério dos
[1:32:46] povos indígenas, Ministério da justiça e segurança pública,
[1:32:49] Ministério do desenvolvimento Agrário.
[1:32:51] É o próprio Ministério dos direitos humanos, a secom, todo
[1:32:57] mundo envolvido. Com atribuições nesse desse
[1:33:03] projeto de proteção a defensores de direitos humanos,
[1:33:08] ambientalistas e comunicadores. E aí, o que a ministra Macaé me
[1:33:14] explicou? Eu a entrevistei lá em Belém
[1:33:17] sobre isso é que a intenção desse novo plano é proteger, não
[1:33:23] só pessoas, porque o foco até aqui era pessoas.
[1:33:26] Então eu sei que a Isabela é uma ativista de determinado
[1:33:30] território e Ela Foi ameaçada, precisa de proteção.
[1:33:33] A intenção é proteger, é fazer uma análise macro para
[1:33:38] identificar quem são. Pessoas potencialmente vítimas e
[1:33:44] proteger o próprio território, a própria comunidade, o coletivo.
[1:33:49] No caso, por exemplo, das quebradeiras de coco, havia
[1:33:54] representantes desse grupo que tinham proteção.
[1:33:58] Essas 2, Antônia e a Marli não tinham.
[1:34:02] Então, veja, passou. Gente, e elas foram assassinadas
[1:34:07] às vésperas da da cop 30, no Pará, que é o local de maior
[1:34:13] incidência, tem 1485 pessoas protegidas.
[1:34:17] Já é pelo plano, pelo programa anterior, 176 são no Pará.
[1:34:23] É o maior número. Então, essa questão EE,
[1:34:30] sobretudo, é das pessoas protegidas, 459 envolvidas na
[1:34:36] agenda de direito à Terra e 405 envolvidas na agenda de
[1:34:41] territórios indígenas, de povos indígenas.
[1:34:44] A gente veja onde é que, onde é que vem a violência.
[1:34:47] É fundiária, né? É por território ancestral.
[1:34:52] Então esse é um ponto que eu quero acompanhar, porque no fim
[1:34:54] de semana, no domingo, né, de sábado pra domingo.
[1:34:58] Na manhã de domingo, Dezesseis de Novembro, na retomada dessa
[1:35:02] dessa Terra indígena peli tucuê, no Mato Grosso do Sul, o líder
[1:35:07] Guarani kaiowá Vicente Fernandes kaiowá foi assassinado com um
[1:35:13] tiro na cabeça. Então é outra, outro episódio.
[1:35:18] De violência envolvendo a questão da demarcação de
[1:35:21] territórios indígenas. A disputa é por território no
[1:35:25] Brasil durante a cop 30. É absolutamente fundamental que
[1:35:30] a gente acompanhe e cobre providências, é.
[1:35:34] Desculpa que eu terminei. Assim eu comecei tão emocionada,
[1:35:37] né? Tão alto astral, durante e tal.
[1:35:40] E o final foi meio anti clímax. Mas é assim que é o Brasil, né?
[1:35:44] É assim que é o planeta. Eu IA falar?
[1:35:47] Isso é nessa dicotomia que a gente vive, né?
[1:35:51] Dentro de um mesmo assunto, de um mesmo território, de uma
[1:35:54] mesma cidade, num país com esse grau de desigualdade no mundo,
[1:35:59] né? Com esse grau de desigualdade, a
[1:36:00] gente vive na Corda Bamba entre os extremos.
[1:36:04] E é isso mesmo. E a gente precisa é denunciar um
[1:36:09] dos lados e também se agarrar no outro lado, porque senão a gente
[1:36:13] não anda pra frente. A gente perde a capacidade de
[1:36:16] imaginar futuros melhores e possíveis.
[1:36:19] Mas então vamos falar das coisas boas e vamos denunciar também as
[1:36:23] atrocidades? Bom, vamos para o nosso segundo
[1:36:27] bloco, para a gente falar da marcha, que a gente ainda tem
[1:36:31] assuntos pela frente. Bom minha.
[1:36:37] Gente, quero passar primeiro a agenda da marcha.
[1:36:43] Das mulheres negras para a gente começar a falar desse assunto, a
[1:36:47] marcha de 2025, o nome completo da marcha desse ano é marcha das
[1:36:53] mulheres negras por reparação e bem viver.
[1:36:57] Vai acontecer no dia 25 de novembro.
[1:37:01] É na próxima terça-feira em Brasília.
[1:37:05] Mas é uma programação extensa, né?
[1:37:08] Eu acho que vale dizer, né, que começa de 20 a 26 de dezembro a
[1:37:14] semana por reparação e bem viver em Brasília, com muitas
[1:37:19] atividades, enfim, vai ter. Vai ter um Monte de coisa, a
[1:37:23] gente pode entrar nelas. Tá rolando online também.
[1:37:28] A gente até comentou isso aqui. Eu não sei se eu cheguei a
[1:37:31] comentar no ângulo de grilo, mas comentei no meu Instagram.
[1:37:34] Rodas de conversa, debates virtuais que tem acontecido,
[1:37:38] aconteceram nas últimas semanas. Levando, né?
[1:37:41] Assuntos em relação à maternidade.
[1:37:43] A beleza é a presença nas redes sociais de forma virtual, aberta
[1:37:49] para todo mundo. Participar com influenciadoras
[1:37:53] negras também é 11. Agenda extensa no dia 25 vai ter
[1:37:58] show, Larissa luz. Preta aí, zébone Luana Hansen,
[1:38:04] show extra do canalha, bloquinho delas.
[1:38:07] Vai ter feira, vai ter um Monte de coisa acontecendo no dia 25,
[1:38:10] mas é uma agenda bastante extensa.
[1:38:13] A concentração pra. Marcha é é a partir das 8 da
[1:38:16] manhã, a marcha sai às 10 e retorna às 15 e shows e feira
[1:38:20] começam a partir das 16:00 em Brasília.
[1:38:25] Vale dizer que todos. Os estados estão sendo
[1:38:28] representados? A marcha está sendo articulada
[1:38:31] pelos comitês impulsionadores estaduais, municipais e
[1:38:35] regionais de todos os estados, além de integrantes de outras
[1:38:39] organizações da sociedade civil, ativistas independentes, grupos
[1:38:44] comunitários. Então é uma organização feita a
[1:38:47] muitas mãos. Óbvio que sempre tem como
[1:38:51] participar lá, né? Você se organizar para ir, para
[1:38:54] estar presente na marcha, mas também com essa divulgação,
[1:38:58] divulgando as imagens, divulgando a agenda paralela,
[1:39:01] divulgando as diretrizes, né? As missões, o assunto que a
[1:39:05] marcha tá levantando. Quero passar para Flávia Ol Pra
[1:39:09] Ela comentar, falar da da marcha especialmente, né?
[1:39:14] Dentro dessa temática da reparação.
[1:39:17] E do bem viver, EE. Aí eu.
[1:39:20] Volto com mais detalhes dessa agenda, é, eu acho.
[1:39:25] A gente quis fazer um bloquinho, não é um bloco imenso, né?
[1:39:29] Já gastamos quase o tempo todo do podcast com a cop 30, que
[1:39:33] também diz respeito, né, a mulheres negras, ao movimento
[1:39:36] quilombola, ao movimento negro. Mas eu acho muito importante a
[1:39:40] gente lançar os holofotes, né? Hoje está começando a Semana da
[1:39:45] Consciência Negra. É, a gente está aí no novembro é
[1:39:48] negro, dia 20, né? quinta-feira é Oo dia da da
[1:39:53] Consciência Negra. O que a gente está testemunhando
[1:39:56] ou prestes a testemunhar é a sua organização.
[1:40:00] É do movimento de mulheres negras, que na semana que vem
[1:40:05] repete 11 marcha, que é considerada histórica e muito
[1:40:11] emblemática, que foi a primeira marcha de mulheres negras lá em
[1:40:15] Brasília. Em novembro de de 1900 de 2015,
[1:40:20] eu tava. Inclusive eu perdi a marcha
[1:40:22] porque eu tava a caminho de Palmares.
[1:40:23] Eu passei o 20/11/2015 no Quilombo dos Palmares, né?
[1:40:26] Foi quando eu conheci o Quilombo dos Palmares, na Serra a Serra
[1:40:30] da barriga, em União dos Palmares, em Alagoas.
[1:40:32] Mas foi um momento muito relevante para o movimento de
[1:40:35] mulheres negras. E quando a gente pensa nesse.
[1:40:45] Período, né? De 10 anos, e o tanto que
[1:40:48] mulheres negras têm participado do debate público de posições
[1:40:53] ainda não no número que merecemos, mas de visibilidade
[1:40:57] social. De voz, de visibilidade,
[1:41:00] profissional, de é ocupação nos espaços de poder, seja político,
[1:41:06] seja até menos político, né? Mas seja político, seja
[1:41:10] corporativo, seja é educacional, seja na área social, é.
[1:41:16] A gente vê que essas articula na literatura, né?
[1:41:21] Nas artes. Então, se você faz um antes, EOO
[1:41:25] depois, né? E a partir do engajamento da
[1:41:28] luta histórica de mulheres como lélia Gonzales, Beatriz
[1:41:32] nascimento, Luiza bairros, é Sueli Carneiro, Jurema Werneck,
[1:41:38] Lúcia Xavier, Conceição Evaristo.
[1:41:41] Vamos pensar mais e grandes artistas, atrizes, dona Rute de
[1:41:47] Souza, dona Léia Garcia, dona Chica Xavier.
[1:41:51] Elza Soares, né? Grande cantora.
[1:41:54] Vamos botar Alcione, né? 11 das grandes vozes pretas, as
[1:41:59] atrizes, a Taís Araújo, a Juliana Alves, que participa
[1:42:03] desde menina. Ela é ligada à à crioula, papel
[1:42:07] da anistia, o papel do movimento negro unificado, essas marchas
[1:42:12] todas, todo ano a gente participa, né?
[1:42:15] Da marcha que tem no Júlio das pretas, no Rio de Janeiro.
[1:42:20] A gente teve Marielle, a gente tem Benedita da Silva, a gente
[1:42:23] tem Leci Brandão, a gente tem Jurema Batista, a gente tem
[1:42:29] taliria Petrone, Dandara, deputada Dandara, deputada,
[1:42:34] Bruna da bancada do do Rio Grande do Sul, né?
[1:42:37] Eleita, eleita, vereadora primeiro e depois deputada
[1:42:41] estadual. Tô querendo achar o sobrenome
[1:42:44] delas, que eu falei da Dandara sem aurea Carolina.
[1:42:49] Que foi deputada federal, não tentou a reeleição, mas vai,
[1:42:53] promete. Ano que vem vai se candidatar,
[1:42:56] vai voltar à política. Então, assim a gente tem azoilda
[1:43:01] Trindade, educadora de Jamila Ribeiro, Giovanna Xavier, são
[1:43:07] Elisa Lucinda também na literatura.
[1:43:10] São tantas na literatura, na música, que a Elisa faz de um
[1:43:14] tudo, né? Sabemos.
[1:43:16] É então assim, eu acho que a gente olha as as ielo orixás.
[1:43:20] Mãe Estela, beata de iemanjá, mãe Estela de oxóssi, mãe beata
[1:43:25] de iemanjá, as yas que fundaram tantos desses terreiros, mãe
[1:43:29] meninazinha de Oxum no engajamento absolutamente
[1:43:33] fundamental do projeto, liberte o nosso sagrado de por fim ao
[1:43:40] sequestro dos instrumentos sagrados.
[1:43:43] Peças é ferramentas. Roupas, fins de contas
[1:43:48] sequestrados pela polícia no Rio de Janeiro desde o século
[1:43:53] passado e agora abrigados no Museu Nacional.
[1:43:57] A luta por igualdade religiosa. Helena, Teodoro, tô.
[1:44:01] Tô tentando me lembrar de de todo mundo, gente.
[1:44:04] É óbvio que eu vou esquecer, mas eu acho muito importante a gente
[1:44:10] lembrar. E a agenda do movimento de
[1:44:13] mulheres pretas é pelo bem viver.
[1:44:17] E essa ideia de bem viver ela é muito ampla, né?
[1:44:20] Ela envolve trabalho digno, moradia, é acesso à educação, à
[1:44:26] saúde, a oportunidades de é trabalho e rendimento, é a
[1:44:31] creche, a acolhimento, programas de saúde.
[1:44:34] Me lembrei agora da Fernanda Lopes, da Abrasco.
[1:44:37] A programas de saúde? Bom, as intelectuais todas, né?
[1:44:41] A tula pires, a inaê, Valéria Bastos, famosa sogra da Isabela,
[1:44:49] também conhecida, né? Como mãe do Rafael e vó do
[1:44:52] Martin. É super importante, entende?
[1:44:56] EE, uma marcha que é. Em Brasília, para chamar atenção
[1:45:02] das autoridades, dos poderes constituídos.
[1:45:05] A Eliana Alves Cruz, pelo amor de Deus, não falei?
[1:45:08] Ana Maria Gonçalves, né? É No No campo das escritoras
[1:45:13] Miriam Alves grande escritora, poeta, maravilhosa, as
[1:45:18] intelectuais todas, a Neusa, a Lígia Maria, né?
[1:45:24] Da do tempo espiralar, que a Conceição sempre cita.
[1:45:29] A nossa Lívia Vaz Santana, do mundo jurídico Leda Maria.
[1:45:35] Leda Maria aqui, eu falei. Lígia, né?
[1:45:37] É Leda Maria, gente. Flávia Ol com.
[1:45:39] Nomes não levem pro pessoal, é difícil mesmo e acabei me.
[1:45:45] Perdendo a Neusa Santos juristas, Adriana Alves Cruz é,
[1:45:51] já falei da Lívia, preciso falar da Karen Louise.
[1:45:56] São tantas, gente, são tantas, nossa.
[1:45:59] Mas eu acho importante que a gente, na medida do possível,
[1:46:03] participe. Quem puder participar,
[1:46:06] reverbere, repercuta, acompanhe, se informe, né?
[1:46:14] Porque é uma agenda que diz respeito a todas nós, não é uma
[1:46:20] agenda a agenda das mulheres negras.
[1:46:23] Ela não é uma agenda do precário, de garantir o
[1:46:27] precário. De garantir o mínimo.
[1:46:30] É um apelo, é uma fala, é uma ênfase numa vida boa.
[1:46:37] E isso envolve gargalhada, envolve lazer, envolve cultura,
[1:46:41] envolve Descanso, envolve ócio, né?
[1:46:46] O bem viver pressupõe tudo isso, pressupõe.
[1:46:50] Qualidade de vida num sentido muito amplo. bem-estar num
[1:46:54] sentido muito amplo. Então é muito bonito que essas
[1:46:57] mulheres que estão é essencialmente na base da
[1:47:02] pirâmide social brasileira. Embora seja o grupo mais
[1:47:05] numeroso, quase 28% da população brasileira são compostos por
[1:47:10] mulheres pretas e. Confinadas, né?
[1:47:15] Em baixo salário, em excesso de jornada de trabalho, em
[1:47:18] informalidade, sobre representadas na pobreza, na,
[1:47:23] nas famílias monoparentais, sem um companheiro, sem alguém para
[1:47:27] dividir. É atribuições,
[1:47:29] responsabilidades, lutando por justiças, por justiça, por seus
[1:47:34] filhos, companheiros assassinados, seja pela polícia,
[1:47:38] seja numa sociedade excessivamente violenta.
[1:47:41] Elas é propõe um evento, é uma caminhada de visibilidade e de
[1:47:47] reivindicação pelo bem viver. Isso é super bonito.
[1:47:52] Então assim, convido todo mundo realmente a.
[1:47:55] Por perto, né? Física ou assistindo, apoiando,
[1:47:59] divulgando, compartilhando e celebrando nossas vidas e nossos
[1:48:05] sonhos. Arrasou.
[1:48:07] Flávia olha, deixa eu falar mais da agenda, porque vão ter muitas
[1:48:12] agendas paralelas, né? Eu falei dessa semana do AI meu
[1:48:17] Deus, cadê semana por reparação e bem viver.
[1:48:21] Então tem muitos eventos. Acontecendo gente ao mesmo tempo
[1:48:24] na página no Instagram oficial da marcha.
[1:48:27] Vocês conseguem acompanhar não só os posts da marcha em
[1:48:31] parceria com outros comitês, né? De organização dos estados,
[1:48:36] porque vários comitês estão fazendo suas próprias rodas de
[1:48:39] conversas, seus próprios eventos, não só em Brasília, mas
[1:48:43] também virtuais, por exemplo. A organização de mulheres negras
[1:48:48] com deficiência vão fazer uma roda de conversa dia 21,
[1:48:54] partindo do comitê nacional de mulheres negras com deficiência,
[1:48:58] sobre anticapacitismo, né? Então tem muitas frentes
[1:49:02] acontecendo. O mulheres negras decidem vai
[1:49:05] ter uma casa casa. Mulheres negras decidem em
[1:49:08] Brasília dia 23 e 24 de novembro, que também já tem.
[1:49:13] A programação rolando já tem várias confirmações de mulheres
[1:49:17] negras que vão participar de diálogos de conversas de mesas.
[1:49:21] Então vale muito também entrar no perfil do mulheres negras.
[1:49:25] Decidem pra acompanhar essa agenda, né?
[1:49:28] É que vai acontecer em Brasília, por conta da marcha.
[1:49:32] Tem também a programação dos diálogos globais por reparação.
[1:49:37] E bem viver, que é mais uma iniciativa entre os dias 22 e 24
[1:49:43] de novembro, uma iniciativa do comitê impulsor global rumo a
[1:49:47] marcha das mulheres negras, que é um evento que também, né?
[1:49:51] Engloba é vários eixos de conversa, mas reúne mulheres de
[1:49:55] vários lugares também para essa programação.
[1:49:59] Então, assim, tem muita coisa que que vai acontecer
[1:50:02] simultaneamente e ao redor da marcha.
[1:50:06] Tanto presencialmente em Brasília, quanto online, para
[1:50:10] quem não puder estar. Então eu recomendo muito, muito,
[1:50:14] mesmo que vocês entrem no perfil da marcha e olhem cada post,
[1:50:19] porque tem muitas coisas que vão acontecer.
[1:50:22] É de forma virtual, em parceria com outros comitês, que vale
[1:50:26] muito a pena a gente acompanhar, a gente olhar e eventualmente,
[1:50:31] Ah, não posso participar, não posso ir, mas conhecer, né?
[1:50:34] Outros movimentos, grupos organizados de mulheres negras
[1:50:37] em todos os estados do Brasil. E também com muitas frentes de
[1:50:42] debates, de pautas, né? Próprias de grupos em que eu
[1:50:46] acho que muitos, muitas de de vocês, agulhas também que estão
[1:50:50] ouvindo, podem. Se identificar, né?
[1:50:53] Com, com o debate, com a é, com os posicionamentos, com o
[1:50:59] acolhimento e buscar nesse grupo 11 lugar seguro, né?
[1:51:05] De debate, de acolhimento, de mobilização, de formação
[1:51:09] política. Então, muito incrível, muito
[1:51:13] importante. Ainda tem muito, muita
[1:51:15] programação para ser confirmada. EE para sair também.
[1:51:20] No final de semana em que essas agendas paralelas vão acontecer,
[1:51:25] acho que é isso, não é isso, é isso.
[1:51:28] Então vamos para o nosso último bloco, para a gente deixar os
[1:51:31] pop UPS aí da semana. Bom, vamos falar da primeiro.
[1:51:38] Começar falando da redução, né, das tarifas?
[1:51:41] Que foram anunciadas aí aquelas tarifas 50% para vários setores,
[1:51:47] enfim, na noite de sexta-feira foi anunciada.
[1:51:50] A redução de tarifas pra cerca dos Estados Unidos, né?
[1:51:53] De importação pra cerca de 200 produtos, incluindo café, carne,
[1:51:57] açaí e Manga. A maior parte das tarifas foram
[1:52:01] reduzidas, né? No caso do Brasil, de 50 para
[1:52:04] 40%. Essa foi uma questão, né, de que
[1:52:08] uma ressalva, porque Ah, foram reduzidas as tarifas, mas não
[1:52:13] tem tanta coisa assim pra ser comemorada, porque a tarifa se
[1:52:16] mantém. Né?
[1:52:18] E não, não houve a redução para o patamar anterior, né?
[1:52:23] A sobretaxa de 40% é ainda continua.
[1:52:28] Então, o que saiu teoricamente aí foi a tarifa de reciprocidade
[1:52:31] de 10%. Mas essa sobretaxa que foi que
[1:52:35] entrou em vigor, né, em agosto, continua, exceto para o suco de
[1:52:41] laranja, não é isso flavel suco de laranja que a gente.
[1:52:46] Foi tão falado aqui que já tinha sido, já tá isento das tarifas
[1:52:51] de 40%. Agora, o suco de laranja também
[1:52:55] ficou fora da tarifa de 10%, que era aquela de sempre.
[1:52:59] O café, por exemplo, que foi uma grande é que a gente sempre
[1:53:04] tratou todo mundo, né? Tratou como um olhar muito
[1:53:07] grande, porque os Estados Unidos.
[1:53:09] Consome muito café, consome muito café da brasileiro.
[1:53:13] E esse impacto já estava sendo sentido, né?
[1:53:15] Pela pelo consumidor final, continuou taxado em 40%.
[1:53:21] Então foi uma redução a ser comemorada.
[1:53:25] Dá pra dizer assim ou ser. Não, não foi o suficiente, né?
[1:53:30] Acho que para ser comemorado do ponto de vista do suco de
[1:53:35] laranja, sim, mas é que não foi. Algo direcionado ao Brasil, né?
[1:53:39] No primeiro momento, parecia que já era resultado da
[1:53:44] reaproximação da aproximação Trump e Lula.
[1:53:47] Reunião para cá, reunião para lá, né?
[1:53:49] 39 segundos no corredor, nos corredores da ONU.
[1:53:52] Depois uma reunião maior lá em Kuala Lumpur, na Malásia.
[1:53:58] Encontro dos 2 chanceleres, né? Dos dos secretários de estado,
[1:54:02] Marco Rubio, e do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em
[1:54:06] Washington, rapidamente em Kuala Lumpur, depois no Canadá e
[1:54:10] depois em Washington, de novo na semana passada.
[1:54:13] Se esperava que houvesse algum tipo de de resultado mais
[1:54:19] benéfico, de Alívio. Mais benéfico, inclusive, é a
[1:54:23] luz também, não somente da. Atuação, né?
[1:54:27] Da tentativa de negociação, de aproximação é do governo Lula
[1:54:32] com o governo Trump, mas também da da inserção da iniciativa
[1:54:37] privada do setor privado, seja brasileiro, seja é americano.
[1:54:42] E uma sensibilização e uma urgência um pouco maior, porque
[1:54:47] a inflação Americana está galopante.
[1:54:50] Tem em razão disso, a inflação dos alimentos, né?
[1:54:52] O Trump tá amargando pressão, perda de popularidade, e isso
[1:54:57] envolve principalmente café, carne e também o suco de
[1:55:01] laranja. Mas o Brasil é o principal
[1:55:04] exportador de café, maior produtor exportador do mundo.
[1:55:08] O principal é para os Estados Unidos e é é um exportador de
[1:55:13] carne absolutamente importante, porque a carne dianteira.
[1:55:19] Que vai para os Estados Unidos e que é a base de hambúrguer.
[1:55:25] A comida é mexicana, né? Dos tacos, enfim, é a base.
[1:55:32] É dessa das almôndegas. É muito consumidas nos Estados
[1:55:37] Unidos. Então, ainda há expectativa de
[1:55:40] manter essa negociação e de sanções é se reduzirem.
[1:55:45] Pelo menos nesses 2 outros eixos, né?
[1:55:48] Da carne, do café, tem um problema com maquinário pesado.
[1:55:53] A gente sabe que tudo isso está acontecendo por conta da atuação
[1:55:59] de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo lá nos Estados
[1:56:02] Unidos. Né?
[1:56:04] É que levaram essas sanções é ao Brasil prejuízos, é para o
[1:56:10] exportador. E sobre isso a gente já falou
[1:56:13] longamente, mas eu acho que é sempre importante lembrar que
[1:56:16] isso não está acontecendo Do Nada.
[1:56:19] Isso está acontecendo a partir da provocação.
[1:56:22] O governo já tem uma impressão de que vai ser mais fácil.
[1:56:28] É algum tipo de negociação envolvendo?
[1:56:31] As tarifas, né? Redução do tarifácio do que as
[1:56:34] sanções a autoridades. Há menos Esperança em relação a
[1:56:39] isso. A questão da magnitski contra o
[1:56:41] ministro Alexandre de Moraes e a suspensão de visto de outras
[1:56:45] autoridades. E assim vai.
[1:56:47] Quer dizer, as relações diplomáticas estão
[1:56:49] restabelecidas, melhores do que eram No No passado.
[1:56:54] Mas o processo é lento. EE ainda não chegou num.
[1:57:00] Um nível num ponto que agrade, né?
[1:57:03] Que sacie o Brasil continuar acompanhando.
[1:57:08] Continuaremos acompanhando isso. Vocês já sabem que vira e mexe a
[1:57:11] gente volta nesse assunto aqui. Vamos falar das eleições no
[1:57:15] Chile, porque a gente também já tinha deixado pendurado que isso
[1:57:20] IA. Que tava chegando?
[1:57:23] Fato é que o primeiro turno aconteceu no último domingo.
[1:57:28] E já definiu qual vai ser a disputa do segundo turno, que é
[1:57:31] a Janete Jara. Será que fala assim?
[1:57:34] Janete Jara, Jara hara não sei. Do partido comunista apoiada
[1:57:40] pelo atual presidente, Gabriel boric, vai enfrentar José
[1:57:45] Antônio Castro, do partido republicano de extremíssima
[1:57:49] direita, que inclusive foi quem perdeu para o boric na última
[1:57:53] eleição, né? Em 2021, ele e o boric foram
[1:57:56] para o segundo turno. E aí ele acabou perdendo, né?
[1:58:00] O bori que ganhou, né? A eleição de 2021, nesse
[1:58:03] primeiro turno a Janet teve 26 por quase 27% dos votos, o cast
[1:58:11] teve 24%, mas os indicativos nas pesquisas, né?
[1:58:16] Do primeiro turno com mesmo dando uma vantagem pra pra
[1:58:21] harajara no primeiro turno. Os levantamentos indicavam que
[1:58:26] ela seria derrotada em 11 eventual segundo turno, que vai
[1:58:29] ser no dia 14 de dezembro, tá? Já tem data, mas isso tudo,
[1:58:34] gente, vocês sabem, pode mudar na velocidade da luz.
[1:58:37] Então isso é uma coisa para a gente acompanhar, né?
[1:58:40] Teve essa já tá aí, tem esse encaminhamento para o segundo
[1:58:43] turno no Chile, é uma das acho que vale ressaltar aqui, né,
[1:58:48] sobre o casting, que ele se. A linha se espelha
[1:58:52] completamente. EE é alvo de comparações a
[1:58:56] Trump, a milei a Bolsonaro, né? Ele faz parte dessa linha aí, de
[1:59:04] essa linha política de extremíssima direita.
[1:59:08] Bate. Claro, muito.
[1:59:10] Na tecla, né? Nas suas propostas da segurança
[1:59:13] pública? Uma das suas promessas é
[1:59:15] instalar cercas ou valas ao longo das Fronteiras do Chile
[1:59:21] com a Bolívia e o Peru para impedir a entrada de imigrantes
[1:59:25] sem documento. É também declarou.
[1:59:28] Já a sua intenção, né? De gerar autodeportações, né?
[1:59:33] De imigrantes sem documento e que e sua intenção é que esse
[1:59:38] número ultrapasse, inclusive o de Trump, endossa.
[1:59:44] É a abordagem. Mão de ferro de El Salvador
[1:59:47] visitou a El Salvador no ano passado.
[1:59:50] Para conhecer né, sua mega prisão apesar né?
[1:59:55] Dos relatos infinitos de violações de direitos humanos?
[2:00:00] Propõe na frente econômica propostas muito semelhantes as
[2:00:05] de milei. Então é um ajuste fiscal
[2:00:08] drástico de cortáco 6 de quase 6 bilhões de dólares?
[2:00:13] Em 18 meses cortando gastos políticos, né?
[2:00:18] Apesar de obviamente, isso levantar dúvidas sobre essa
[2:00:22] viabilidade. Então conhecendo né, essa, essa
[2:00:29] conhecendo mais deste candidato das suas propostas de Extrema
[2:00:34] direita nessas eleições. E aí eu queria falar da Janet,
[2:00:40] ela já foi. Ela já foi assessora do ministro
[2:00:45] do desenvolvimento social, depois subsecretária de
[2:00:48] segurança social. Durante o segundo mandato da
[2:00:51] Michelle bachelet, que foi 2014 a 2018.
[2:00:58] Eu falei, né, que ela é do partido comunista.
[2:01:02] Ela, em 2018, com a retomada, né?
[2:01:04] Da direita, como a presidência, ela passou a atuar só como
[2:01:10] consultora, saiu do governo. Representou manifestantes
[2:01:14] acusados durante os protestos sociais de 2018 e 2019.
[2:01:19] E Ela Foi nomeada durante o governo do Gabriel borik como
[2:01:23] ministra do trabalho. Então, ela já foi ministra do
[2:01:26] trabalho e promoveu reformas ambiciosas.
[2:01:30] Então entrou no sistema previdenciário, reduziu jornada
[2:01:34] de trabalho para 40 horas semanais, aumentou o salário
[2:01:37] mínimo. E aí tem gente que fala dessas
[2:01:39] conquistas que foram mais evidentes no governo anterior.
[2:01:42] E agora a missão é conseguir conquistar os votos, né?
[2:01:48] Além, obviamente, da esquerda, mas do centro e da centro
[2:01:51] direita, tentando atenuar o medo, né, do do comunismo, do do
[2:01:57] partido comunista, Por Ela ser do partido comunista e também
[2:02:00] criar esse outro perfil, né? Que que seja do né, que se
[2:02:06] oponha, né? A esse extremo do cast, desse
[2:02:10] ultra mega. Liberal, né?
[2:02:13] Extrema direita é. Então, apesar das das pesquisas
[2:02:18] de segundo turno não estarem favoráveis a ela.
[2:02:20] Tem 1 mês, né, gente? Tudo pode acontecer nesse mês,
[2:02:23] especialmente ela sendo apoiada, né?
[2:02:26] Pelo atual ainda presidente Gabriel boric.
[2:02:30] Vamos acompanhar algo a acrescentar.
[2:02:32] Flavel é, eu acho que é esse embate, né, que um pouco repete
[2:02:38] aí o Brasil. Né?
[2:02:39] De 2022, quer dizer, entre a Extrema direita, só que só que
[2:02:44] inverso, né? Que o governo que tá é o governo
[2:02:46] atual, é o governo de esquerda do Gabriel bórit, que não, não
[2:02:50] teve boa avaliação. E esse é um tema que a gente
[2:02:53] vai, é, tem tratado e vai continuar tratando, né?
[2:02:57] É muito difícil ter uma popularidade alta, né?
[2:03:02] Nas, na, na conjuntura global muito polarizada.
[2:03:07] Quem destoa um pouco é a presente do México, mas mesmo
[2:03:10] assim tem uma. Eu estive no México recentemente
[2:03:13] e tem algo que eles consideram meio inexplicável, porque ela
[2:03:17] tem popularidade alta acima de 70% de aprovação, mas a
[2:03:21] avaliação do governo em segurança pública é 80% de
[2:03:27] desaprovação e de inflação e de questão de alimentos também.
[2:03:31] Então ninguém entende como é que é a figura dela é uma figura que
[2:03:36] agrada ao eleitorado, mas o governo não, o traços
[2:03:39] importantes, partes importantes do governo, não.
[2:03:43] Então, assim, para o segundo turno, foi o candidato da
[2:03:47] Extrema direita e havia até pelo menos AA véspera, né?
[2:03:52] Até a eleição. 11. Expectativa local de que.
[2:03:59] Os candidatos da direita e da direita democrática se
[2:04:02] aglutinariam em torno do nome da direita que chegasse ao segundo
[2:04:07] turno, porque já havia a convicção de que ela não
[2:04:10] ganharia, né? Ela candidata do Boris não
[2:04:13] ganharia No No primeiro turno, no entanto, foi o da Extrema
[2:04:18] direita. O Chile é um país que já sofreu
[2:04:22] demais, né? Com o arbítrio, né?
[2:04:25] Com autoritarismo. E a gente vai ter que entender
[2:04:29] se o eleitorado, que que opção, que o eleitorado vai preferir
[2:04:33] fazer, se é essa de se engajar e abraçar um candidato de Extrema
[2:04:39] direita, se é dar algum tipo de voto de confiança, né?
[2:04:45] Ao modelo boric, eu lembro que foi Oo boric que convocou aquela
[2:04:51] reunião, é de defesa da democracia.
[2:04:54] Que aconteceu no dia seguinte ao discurso do do Lula na
[2:04:58] assembleia geral da ONU, lá em Nova Iorque, em que eles falaram
[2:05:02] da falta de conexão com os movimentos populares.
[2:05:05] Tem tem umas questões, né, importantes aí, de de como A
[2:05:12] esquerda também está com dificuldade no mundo e a própria
[2:05:16] direita democrática, né? Porque não é só sobre ser de
[2:05:21] esquerda ou direita, é sobre. Escolhas que o eleitorado está
[2:05:26] fazendo na direção de da Extrema direita, né?
[2:05:31] De extremos. E isso está acontecendo no mundo
[2:05:33] todo. Portugal está vivendo isso,
[2:05:35] Alemanha está vivendo isso, Estados Unidos não precisa nem
[2:05:37] falar Argentina e vamos ver como é que o Chile se comporta a ver.
[2:05:45] Mas é um ponto importante nesse momento de América Latina e de
[2:05:48] América do sul, muito acossados, muito ameaçados por Donald
[2:05:53] Trump, pelo poder militar americano.
[2:05:55] Tem uma tem 11 dimensão aí que não é desprezível.
[2:05:59] E aí, para fechar, eu acho que vale a gente falar dos protestos
[2:06:04] no México. Que aconteceram no último
[2:06:06] domingo porque? Pra puxar aí o fio da meada,
[2:06:10] fazer uma lembrança aí coletiva, desse último ano de protestos aí
[2:06:15] que a geração z, né? Os jovens se engajaram muito ao
[2:06:19] redor do mundo protestando contra governos.
[2:06:23] É no último domingo no México, pelo −120 pessoas ficaram
[2:06:27] feridas, né? Incluindo aí 100 policiais.
[2:06:30] É em confrontos durante protestos.
[2:06:33] É contra a violência no México e inclusive contra o governo da
[2:06:38] presidente Cláudia shainbaum. É assim que fala, gente, é
[2:06:43] porque eu leio muito mais notícia do que assisto.
[2:06:45] Então as pronúncias pra mim são uma questão porque né, eu, eu em
[2:06:50] geral eu não assisto notícia, eu leio escrito, então eu, eu
[2:06:54] sempre nunca sei direito qual é a pronúncia.
[2:06:57] Mas enfim, esses protestos foram organizados.
[2:07:02] Em resposta ao assassinato, há poucas semanas atrás, do
[2:07:06] prefeito de uruapan, Carlos manzo.
[2:07:09] Ele era um prefeito de acho que direito ou Extrema direita, né?
[2:07:13] Podendo falar, podemos até falar isso.
[2:07:15] Ele era comparado, inclusive, também ao presidente de El
[2:07:18] Salvador, porque pedia medidas. Era muito conhecido como um
[2:07:22] book. Ele mexicano, exatamente.
[2:07:26] É, demandava medidas e tinha tolerância zero, né?
[2:07:30] A criminalidade? Ele falava muito abertamente,
[2:07:34] pressionava por medidas de segurança, de de governo contra
[2:07:39] os cartéis de drogas mexicanos e foi assassinado no dia dos
[2:07:46] mortos, durante uma celebração. No dia dos mortos, No No dia
[2:07:49] primeiro, na verdade, né? Na noite a anterior, mas já há
[2:07:52] uma festividade do dia dos mortos.
[2:07:55] Tomou um homem, fez 7 tiros na direção dele, chegou a ser
[2:07:59] socorrido, mas acabou. Morrendo.
[2:08:02] E esses protestos, enfim, também no último domingo, né?
[2:08:07] Também tinham a ver, né, com esse aumento da violência, com
[2:08:11] essa, com essa morte, né? E aos crimes que tem repercutido
[2:08:16] no país em relação à segurança, especialmente em relação aos.
[2:08:22] Cartéis de drogas e foram é AAA presidente acusou, né, que essas
[2:08:28] manifestações, que essas marchas que também ocorreram em outras
[2:08:31] cidades, né? Não só na Cidade do México, mas
[2:08:33] de terem sido financiadas por políticos de direita que se
[2:08:36] opõem ao seu governo para abalar o seu governo.
[2:08:39] Mas o fato é que ainda está sendo visto como um protesto,
[2:08:43] né? Mais um impulsionado pela
[2:08:45] geração ZE nos últimos meses, isso aconteceu muito.
[2:08:49] Tem sido chamado popularmente até de primavera dos novinhos,
[2:08:54] né? De certa forma, porque a geração
[2:08:57] z é o grupo, né, de pessoas que nasceram entre 95 e 2009.
[2:09:02] Isso varia muito, né? Essa é uma definição de Datas
[2:09:05] dos Estados Unidos em geral, mas especialmente para país, vamos
[2:09:09] dizer assim, do sul global, né? Em que a internet, em que essa
[2:09:13] conectividade digital chegou depois?
[2:09:16] Começam AA considerar os anos 2000, né, como um marcador aí
[2:09:21] dessa geração z, porque tem tudo a ver com ser a primeira geração
[2:09:26] nativa digital que já cresceu na internet.
[2:09:30] Mas isso é uma coisa que varia muito de país pra país, né?
[2:09:32] Então essa essa data aí, né, dos nascidos da geração z, é uma
[2:09:37] coisa que varia, mas só pra gente relembrar.
[2:09:41] Eu acho que tivemos alguns casos bastante emblemáticos nesse ano.
[2:09:45] De manifestões, impulsionadas pela geração z, então rolou no
[2:09:52] Quênia. Jovens depois da morte do de um
[2:09:55] blogueiro Albert oyuan, centenas de pessoas foram às ruas e
[2:10:01] jovens, né? Exigindo a Renúncia do vice
[2:10:03] chefe da polícia e do presidente, além de protestar
[2:10:06] também contra a brutalidade policial na Indonésia.
[2:10:09] No fim do de agosto, teve protesto contra regalias
[2:10:13] parlamentares. E o presidente acabou de fato,
[2:10:15] suspendendo alguns benefícios apolíticos pra tentar controlar
[2:10:19] essa crise. Bom, gente, teve no Nepal, né?
[2:10:22] A gente falou sobre isso aqui, é sobre é as manifestações contra
[2:10:29] o luxo de políticos em comparação a pobreza da
[2:10:32] população. É, foi uma manifestação que
[2:10:36] eclodiu também a partir da proibição, né?
[2:10:39] De de redes sociais, né? É.
[2:10:42] Quando isso, esse assunto já estava sendo inflamado nas
[2:10:45] redes. Foram cenas fortíssimas, né?
[2:10:47] Da ex primeira dama, a casa do ex primeiro do do ex presidente
[2:10:52] ou ex primeiro-ministro, não me lembro exatamente, foi colocado
[2:10:56] a fogo. Teve gente que foi agredida, né?
[2:10:59] Na rua? Membros ex membros de governo de
[2:11:02] fato, esse movimento no Nepal derrubou o governo e provocou
[2:11:05] novas eleições parlamentares nas Filipinas.
[2:11:09] Milhares de pessoas também foram à rua pra protestar contra
[2:11:13] corrupção em projetos de controles de enchentes.
[2:11:16] EAO. Estopim pra essa revolta foi a
[2:11:19] exibição de carros de luxo por um casal de empreiteiros, né?
[2:11:22] Ligados, né? Ao ao governo.
[2:11:25] No Peru, jovens protestaram contra a presidente e o
[2:11:28] Congresso por conta de uma reforma da da previdência.
[2:11:32] Também no radar das manifestações, o aumento da
[2:11:35] criminalidade, a corrupção e a economia em Madagascar.
[2:11:39] Desde a última semana de setembro tem ocorrido protestos
[2:11:42] contra corte de energia e falta de água e exigindo a Renúncia do
[2:11:47] presidente. No Marrocos, os jovens estão
[2:11:49] protestando contra os gastos da Copa do Mundo e pedindo mais
[2:11:53] investimento em saúde e educação.
[2:11:55] Qualquer semelhança do que vivemos no Brasil não é mera
[2:11:58] coincidência, né? Os movimentos estão sendo
[2:12:01] organizados também pelas redes sociais.
[2:12:04] Então e agora, enfim, isso também do Chile.
[2:12:07] Então isso tudo, né? Sendo impulsionado pela geração
[2:12:12] z, pelos jovens, né? Ali de 20 e poucos anos, e
[2:12:17] principalmente, começando no ambiente digital, essas
[2:12:20] discussões, essa indignação, essa movimentação sendo gestada
[2:12:25] nas redes sociais. Então acho que é bastante
[2:12:30] bastante característico desse momento global.
[2:12:34] Como a gente tá vivendo, né? Não é só num país, não, são
[2:12:37] movimentos isolados. A gente vai desenrolando esse
[2:12:41] novelo aí, pegando esse fio, né, dessa linha do tempo, desse
[2:12:44] último, desse último ano, e ver que isso tem acontecido não só
[2:12:48] em 2025, né gente? Mas enfim, né, a gente nos
[2:12:52] últimos, na última década, né, isso os jovens movimentaram, né,
[2:12:56] a primavera árabe, enfim, tudo que aconteceu.
[2:12:59] De grandes manifestações, né? Da população jovem.
[2:13:03] Algumas alguns momentos muito marcantes aconteceram nos
[2:13:06] últimos anos e já com o uso, com a ferramenta do celular, da
[2:13:12] conectividade, da rede social, como um ambiente de gestação,
[2:13:18] né? Desses protestos e desses
[2:13:20] movimentos. Então começamos no México, mas é
[2:13:24] só para a gente pegar uma foto maior de que isso?
[2:13:27] Isso é um movimento. É um movimento global, né?
[2:13:30] Que tem acontecido dessa indignação e dos protestos aí
[2:13:33] encabeçados pela janzi. Algum comentário flavel pra
[2:13:37] gente fechar este episódio e encerrar esse ângulo de grilo?
[2:13:40] Não é que eu acho que eu quero fazer um, digamos assim, um spot
[2:13:45] de de alerta. Porque esse papo aí de
[2:13:48] manifestação de geração z, é verdade que há uma dimensão EE?
[2:13:54] Faz bastante tempo que eu falo isso quando ela nem era nem.
[2:13:57] Tinha chegado, né? A vida adulta, sobre a falta, a
[2:14:01] escassez de políticas públicas de perspectiva de propósitos pra
[2:14:05] Juventude. Esse é um dado, né?
[2:14:08] Um dado concreto. E aqui no angu, várias vezes a
[2:14:10] gente falou de. Possibilidade de inserção de
[2:14:14] população jovem, de qualificação, inclusive a partir
[2:14:17] da agenda ambiental, de agroecologia, de recuperação de
[2:14:23] de solos e florestas e áreas desmatadas etc, que aliaria
[2:14:28] propósito a trabalho e renda. Mas não dá para pensar que 100%
[2:14:36] dessa insatisfação. Ela é resultado de uma geração
[2:14:42] mais consciente dos problemas, das assimetrias mais indignadas
[2:14:49] e mais engajadas. E aí eu tô falando do papel das
[2:14:52] redes sociais, das plataformas digitais.
[2:14:55] No caso, por exemplo, do Nepal, a evidências mesmo de.
[2:15:01] Que as manifestações de rua ganharam corpo a partir de uma
[2:15:05] atuação, de uma ação algoritima, que entregava conteúdos para
[2:15:11] fomentar esse essa insatisfação envolvendo não que fossem
[2:15:16] Santos. Das ostentações é de
[2:15:19] governantes, de filhos, de governantes, mostrando esses
[2:15:22] contrastes. Isso começou é a produzir
[2:15:26] insatisfação. Havia uma perspectiva de
[2:15:29] regulação de redes sociais no país e uma é reação das
[2:15:34] plataformas a isso. O governo de lá agiu de uma
[2:15:37] forma absolutamente equivocada. Que foi é ao identificar esse
[2:15:41] movimento? E a inclusão das manifestações,
[2:15:45] proibir todas as redes sociais. E aí gerou aquela é insurreição
[2:15:51] que nós tomamos conhecimento. Então também tem que ter um
[2:15:55] pouco de reflexão crítica. Na direção de pensar o que que
[2:16:01] tá provocando essas manifestações?
[2:16:05] O quanto tem de é infiltração e de indução do campo da Extrema
[2:16:12] direita? Da infiltração político
[2:16:15] ideológica é em movimentos genuínos, meritórios de
[2:16:20] reivindicação de mais qualidade de vida, de política pública, de
[2:16:24] políticas sociais, pela pela Juventude.
[2:16:27] Não dá para abraçar isso tudo como sendo algo muito natural de
[2:16:32] uma geração conectada, crítica, consciente, engajada e.
[2:16:37] E ativa no sentido de sair da das plataformas digitais EE
[2:16:44] tomarem as ruas. Isso porque há várias
[2:16:47] evidências, né? De cooptação é de jovens a
[2:16:51] partir de plataformas digitais, de jogos de cooptação, pra
[2:16:56] inclusive práticas violentas, misóginas, homofóbicas, né?
[2:17:00] A gente tem conhece toda essa gênese, né?
[2:17:03] Né? De cooptação, acolhimento e, a
[2:17:07] partir daí, de estímulo à violência, incluindo a violência
[2:17:11] política. Então é preciso prestar atenção
[2:17:14] e entender se tem um papel das plataformas digitais, das redes
[2:17:19] sociais, nesses algoritmos, nessas entregas algoritmicas que
[2:17:23] são absolutamente opacas, né? Sem nenhum tipo de
[2:17:28] transparência. Então a gente não sabe onde é
[2:17:30] que tá essa, essa motivação. E isso, em alguma medida me
[2:17:34] preocupa a luz de outros movimentos.
[2:17:37] E aí, objetivamente criminosos envolvendo é jogos e redes
[2:17:44] sociais e a Juventude, principalmente adolescente, está
[2:17:47] aí a série adolescência que não nos deixa mentir, é isso?
[2:17:51] Flávia Ol e chega né? Que esse angu Era pra Ser mais
[2:17:54] curto, meu Deus do céu, mais de 2.
[2:17:56] Horas que que é isso? Agora que eu estou vendo?
[2:17:59] Pois é, e eu já estou super atrasada, cheia de apuração para
[2:18:03] fazer para TV. Pelo amor e chega o fogo bom a.
[2:18:12] Agenda dessa semana é a flup. É Flea, que a gente também
[2:18:16] falou. Na semana passada, tudo rolando
[2:18:18] no viaduto de Madureira, na cufa, também ali no viaduto.
[2:18:23] Nos encontramos lá esse final de semana com o nosso angu ao vivo
[2:18:28] com o Raul Santiago, dia 23, domingo às 2:00 da tarde e nada
[2:18:34] mais a dizer um beijo. Boa semana para vocês, um bom
[2:18:39] feriado. Ah, festival negro é lindo.
[2:18:41] A gente tá semana passada, gente, dia 20 no circo voador é
[2:18:45] um bom feriado de dia de da Consciência Negra.
[2:18:49] Descansem, divirtam, se permitam se.
[2:18:53] É bom trabalho para quem for trabalhar no feriado, quem for
[2:18:56] viajar, Boa Viagem e a gente se encontra.
[2:18:59] Quem for na FUP, a gente se encontra.
[2:19:02] Domingo é isso, beijo até lá, beijo, boa semana.
[2:19:06] Valeu Belém, angulas de Belém, meu beijo.
[2:19:08] Meu carinho eterno, já, já eu volto.

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