# Episódio 62 - Rita da Nova

An episode of [Ponto Final, Parágrafo](https://invisiblenetwork.ai/podcast/1446064267), 8 Mar 2023, 1 h 27 min.

Audio: https://anchor.fm/s/80a352c/podcast/play/66126691/https%3A%2F%2Fd3ctxlq1ktw2nl.cloudfront.net%2Fstaging%2F2023-2-7%2Fe2e9ca65-ccc7-89e1-8d81-3de3df1892f8.mp3

Neste episódio, conhecemos o primeiro romance de Rita da Nova, "As coisas que faltam", a história de uma menina, Ana Luís, que passa a vida focada em encontrar o pai. A autora explica como foi o processo de escrita, a construção das personagens, o distanciar da realidade e o ultrapassar de bloqueios. A escritora fala também da maneira como os leitores estão a receber o livro e revela que já tem ideias para um próximo livro. Para além de discutirmos a maneira de comer um húngaro, há sugestão de 3 livros que marcaram a Rita, tal como em 2019, a primeira vez que a Rita veio ao podcast. Considera contribuir no Patreon: patreon.com/pontofinalparagrafo Ler e assinar a newsletter do podcast: www.getrevue.co/profile/magdacruz Clube de Leitura: https://join.slack.com/t/clubedeleiturapfp/shared_invite/zt-12tebtrl2-fSxM2fh7liyX1jnuLot_FQ Contacto do podcast: pontofinalparagrafo.fm@gmail.com Segue o Ponto Final, Parágrafo nas redes sociais: Instagram, Twitter e Facebook Produção, apresentação e edição: Magda Cruz Genérico: Nuno Viegas Livros mencionados no episódio: (01:15): Apresentação da autora (03:27): "As coisas que faltam", de Rita da Nova (47:20): As sugestões da convidada (51:05): "O retorno", de Dulce Maria Cardoso (59:08): "Swimming in the Dark" ou "Nadar no Escuro", de Tomasz Jedrowski (1:03:58):"The Song of Achilles" ou "O Canto de Aquiles", de Madeline Miller (1:12:25): Continuação de "As coisas que faltam", de Rita da Nova (1:24:17): Despedidas

## Transcript

[0:24] Olá e sê bem-vindo ao bem-vindo ao Ponto Final, parágrafo, um
[0:27] programa na sfm, feito em parceria com a comunidade,
[0:30] cultura e arte sobre literatura, Hoje têm NOS vossos ouvidos Rita
[0:34] da Nóvoa, bem-vinda de novo. Olá, tudo bem, ISTO foi, foi
[0:38] mais ou menos da mesma maneira como como NOS NOS salvamos da
[0:42] última vez da última vez são as mesmas palavras.
[0:44] Quero só começar por dizer que da última vez dei algum trabalho
[0:47] na edição, porque digo, muitas vezes a palavra pá já não me
[0:51] recordo e sim levei na cabeça e por isso, desta vez vou tentar
[0:56] reduzir ao ao podemos fazer um drinking game também?
[0:59] Não, não, não, não vamos fazer, não vamos fazer, porque se
[1:01] fizermos um drinking game, saímos daqui as 2 bastante
[1:03] tocadas e eu tenho que conduzir a seguir.
[1:05] Portanto, não vamos fazer também não trouxe tequila que a única
[1:08] coisa que eu Bebo, portanto dizer, mas já, mas agora vou
[1:10] tentar fazer uma pequena biografia tua para pores no teu
[1:13] próximo livro, está bem, na BAD. Joana devia ter cerca de 7 anos
[1:17] quando, quando começou mesmo a ler, recorda as primeiras
[1:20] leituras. Quando estava com a avó, iam
[1:22] comprar livros em uma livraria de ponte de Lima e desde cedo
[1:26] quis ler livros de adulto. Aproveitou a biblioteca da mãe
[1:29] para começar a ler e acontece que aos 13 anos lê um livro que
[1:32] acaba por a marcar, falamos de o diário de Anne Frank, um registo
[1:37] que pôs realmente a pensar na vida e achar que era uma menina
[1:40] com muita sorte. Uma pequena nota, Anne Frank
[1:43] tinha 13 anos quando escreveu o livro.
[1:45] Para para a Kitty, portanto, a mesma idade que tinhas quando
[1:48] Leste foi por essa altura que percebeu algo muito importante
[1:51] que ler é mais do que uma forma de entretenimento puro.
[1:54] Acabou por ler todos os livros da Agatha Christie, Jane Austen
[1:57] e das irmãs Bronte e uma grande Difusora de Anabela de Malhadas,
[2:01] Hipocondríaca e competitiva até jogar ao jogo do sério.
[2:05] Pode-se dizer que Rita da nova é uma boa nova para o mundo os que
[2:09] a rodeiam têm a impressão de que é uma super mulher, dona de uma
[2:12] mão cheia de gatos e madrinha de muitos outros, reza a lenda que
[2:16] os gatos da Rita só estão acordados.
[2:18] Quando é hora de gravar episódios de podcasts, seja o
[2:21] terapia de casal, que é o consultório que tem com o
[2:23] marido, Guilherme Fonseca ou o livrete que faz com a amiga
[2:27] Joana da Silva no último ano, escreveu o primeiro romance, as
[2:30] coisas que faltam, que vamos falar neste episódio e quando
[2:33] vem o Podcast em 2019, não havia pandemia.
[2:36] O preço dos ovos era bem mais baixo e, sobretudo, o livro a
[2:41] ler Alif ainda não estava traduzido para português.
[2:43] Entretanto, passou muita coisa. É verdade, eu fico muito feliz
[2:46] que a ler ali esteja finalmente traduzido.
[2:48] Profecias, porque assim Toda A Gente vai poder chorar.
[2:52] Não só as pessoas que estão confortáveis na leitura em
[2:55] inglês, mas mas também aquelas que não estão e eu acho que
[2:58] livros para sofrer são sempre o melhor tipo de livros, ainda por
[3:01] cima Na Na Na editora, que é mãe dos teus livros e editora mãe da
[3:05] do meu livro de Terapia de casal, que que escrevi com o
[3:07] Guilherme e do do meu do meu primeiro romance.
[3:10] Portanto, acho que não podia ter ficado numa melhor casa, não é?
[3:16] Sabes? Agora parece aquelas autoras que
[3:18] só falam contra a minha causa. Sim trataram me tão bem, mas é
[3:21] verdade. Trataram me trataram super bem.
[3:24] A minha primeira pergunta é assim, tiveste a ideia para a
[3:27] primeira fase do do teu livro? Enquanto estavas a Tomar banho,
[3:31] minha pergunta é, quão cara ficou conta de água?
[3:34] Olha, não ficou muito cara, porque.
[3:38] Eu tive poucos bloqueios de escrita.
[3:41] Podemos dizer assim, ou seja, a tiveste só indecisões de onde
[3:45] pôr. Mas certas partes sim,
[3:47] essencialmente. O que acontece é este livro.
[3:50] É todo escrito na primeira pessoa.
[3:52] E por isso eu acho que parte da do meu processo foi entrar nesta
[3:56] pessoa. Porque ela não tem, tem muito
[3:59] pouco a ver comigo. Vamos dizer assim, não, não vou
[4:01] dizer que não tem nada a ver. Tem pouquíssima ver a.
[4:05] Então eu acho que parte dos meus dias foram a tentar encaixar-me
[4:09] dentro dessa personagem e encontrar a voz dessa
[4:11] personagem. E sabemos que essas coisas
[4:14] acontecem sempre quando nós estamos em piloto automático,
[4:16] nomeadamente no banho, ou conduzir normalmente, contexto
[4:19] em que não dá jeito nenhum. Escrever não é?
[4:21] E tinhas que sair do banho melhor o chão para apontar a
[4:25] brasa, mas eu tenho a sorte de ter boa Memória quando são estas
[4:28] coisas, então guardei muito bem, tipo, tive no banco a repetir a
[4:32] frase para mim, só para não não me esquecer e assim que sair do
[4:35] banho fui fui a correr às notas do telemóvel, eu escrevia e
[4:38] tive, eu tive essa ideia de começar o livro.
[4:41] Há ainda numa fase em que o livro não estava a ser escrito
[4:45] no sentido em que ele estava. Ele estava a ser estruturado
[4:48] para ser apresentado. A editora estava estava a fazer
[4:50] a sinopse o. UI está a desenvolver um enredo
[4:53] NOS seus pontos principais para a editora aprovar a História e
[4:57] soube que queria começar assim. Isso ajudou-me muito também
[5:00] porque foi uma boa maneira de. Eu sei que esta é a minha.
[5:03] A minha primeira frase do livro, então eu sei, tens um ponto de
[5:06] partida em que fase da vida desta pessoa é que é que o livro
[5:09] começa AE depois mesmo fim também já estava bastante claro
[5:13] na tua cabeça, desde o desde mais ou menos no início, porque
[5:15] eu fim. Ele é inspirado num
[5:18] acontecimento da da vida da minha família, como muitas
[5:21] outras coisas deste livro, então eu sabia que queria que aquilo
[5:25] fosse o fim. E não, não vou estragar.
[5:28] Não é para quem não leu, mas eu sabia que.
[5:31] Queria que terminasse daquela forma a maneira Como Eu tinha
[5:35] pensado que a ação se desenrolar até lá chegar era muito
[5:38] diferente, mas o fim tinha de ser.
[5:40] O percurso foi mudando, mas OA viagem.
[5:44] A viagem foi mudando, mas Oo destino era aquele mesmo.
[5:46] Sim, sim, sim. E depois nesse ano em que
[5:48] estiveste a escrever o livro, portanto, 5 meses a escrever
[5:51] diariamente, tirando os fins de semana sim, e puseste um
[5:54] horário, tinhas era como se fosse o teu trabalho, meu
[5:57] trabalho. Eu tenho a sorte de poder estar.
[6:01] De poder ter escrito o livro quase como não é quase como é
[6:05] mesmo como o meu trabalho, porque consegui a.
[6:09] Prepararam a minha vida profissional para isso, ou seja,
[6:12] estive durante algum tempo a essencialmente a ganhar dinheiro
[6:14] para saber que estaria bem nesses nesses meses a escrever
[6:18] sem um pé de meia de escritor assim e, portanto, tendo essa
[6:21] sorte, o que eu fazia Era Eu acordava cedo, treinava.
[6:27] Bebia o meu café e parti parti para o meu escritório, que lá em
[6:31] casa, cada um de nós tem o seu escritório, que é uma grande
[6:33] vantagem NOS dias que correm e das 10 à uma eu escrevia sempre.
[6:39] É só a tarde era reservada para outra tarefa, sim, a tarde a
[6:44] tarde, às vezes também tinha escrita quando a manhã corria
[6:47] bem o suficiente para eu ter vontade de escrever à tarde.
[6:50] Às vezes a vontade de escrever isso é essa é que essa não é
[6:52] assim. Como não há vontade de fazer
[6:54] certas tarefas, é preciso sentar à frente da folha em branco,
[6:57] como se costuma dizer, não é sim, ou seja, Se Eu estivesse à
[7:00] espera que me desse vontade de escrever, provavelmente na
[7:03] maioria dos dias Eu Não ia escrever AE aquilo e aquilo era
[7:06] o meu trabalho, então eu tinha de todos os dias, pelo menos.
[7:09] Apresentar trabalho a minha chefe que Era Eu, não é?
[7:12] Então a fosse um capítulo, um parágrafo inteiro, um capítulo
[7:18] inteiro ou de meia dúzia de palavras.
[7:20] Eu tinha de sair todos os dias com alguma coisa escrita e por
[7:24] isso das 10 há, há uma eu escrevia.
[7:27] A tarde ou continuava a escrita mais ali depois do almoço, que é
[7:31] quando eu mais eu deixo de ser produtivo a partir das 4 da
[7:33] tarde, então também é bom sabermos estes ritmos aparecer o
[7:37] sono, o sono, a preguiça, a vontade para ler, para os meus
[7:40] gatos, sol também desaparece, não sei se também sim, eu também
[7:43] me afeta sim, EEE, então depois à tarde e a ler o ia pesquisar
[7:48] sobre várias coisas que eram importantes para o livro,
[7:50] nomeadamente uma coisa chamada The Father complex, que é um
[7:54] fenómeno da psicologia. As pessoas podem achar que que é
[7:57] o são chamados de discos ou o complexo de édipo, mas na
[8:02] realidade é um bocadinho mais do que isso, não é?
[8:05] É tem mais ciência, tem mais ciência social e tem de facto a
[8:09] ver com o impacto que crescessem figura parental tem nomeadamente
[8:13] e principalmente nas Mulheres. Como é que isso influencia?
[8:16] Decisões diz sempre que pai e filha têm sempre uma relação não
[8:20] mais especial, mas diferente de alguma maneira.
[8:22] E como é que essa ausência parental no, no caso do no caso
[8:26] de complex? Os estudos centram se exatamente
[8:28] nesta figura parental masculina ausente.
[8:31] Não é para uma para uma mulher. EEE como é que isso tem impacto?
[8:36] EE, como é que ciência? Depois foi mostrando que as
[8:41] decisões destas Mulheres são impactadas, às vezes
[8:43] inconscientemente por essa ausência.
[8:44] Como é que as Mulheres lidam com essa ausência, as escolhas que
[8:48] que tomam, etc? Portanto, tiveste o cuidado de
[8:51] ir ver a ciência por trás do da coisa e não ir atrás de clichés
[8:55] ou aquilo que achamos que é. Que que acontece sim, eu acho
[8:59] que a ciência ajuda muito. Não é psicologia, ajuda muito
[9:02] quando tu estás a querer explorar uma coisa que.
[9:05] Mesmo sendo uma verdade universal, não é igual da mesma
[9:08] forma para todas as pessoas. EE.
[9:09] Por isso, a história desta mulher da Ana Luís, ela não
[9:13] pretende ser o exemplo de todas as histórias de ausência
[9:16] parental. Ela é um exemplo no meio de
[9:18] várias coisas e tem a sorte de muitas Mulheres e até alguns
[9:21] homens falarem comigo e dizerem, eu identifiquei muito com esta
[9:24] história. Esta história não era, não foi
[9:26] sempre a minha, mas houve aqui pontos em que ela efetivamente
[9:28] foi a minha a seja na infância, seja na adolescência.
[9:33] Já no início da idade adulta, está no lixo, portanto.
[9:35] É bom perceber que este trabalho que eu fiz não foi em vão.
[9:38] Esta pesquisa, esta leitura a mesmo que lá está.
[9:42] Eu Não tenha conseguido representar com uma história
[9:44] todas as vivências, porque isso é sempre impossível, não é?
[9:46] Sim, mas acabou por ser 111 história universal, em com que
[9:50] as pessoas se identificam. Fico muito feliz por isso.
[9:53] Livro agora, a data que estamos a gravar.
[9:57] O livro já vai na terceira edição, terceira edição, mas já
[9:59] tinha chegado à segunda edição e nem tinha passado uma semana da
[10:03] pré-venda da primeira edição. A Rita, que começou a escrever
[10:07] este livro, consegue acreditar, acreditar nisto se lhe
[10:09] dissesses. Agora, a Rita começou a escrever
[10:11] nem irrita dores eu a. Genuína, estás incrédula, não?
[10:16] Eu digo sempre ISTO e as pessoas dizem, isso é falsa.
[10:18] Modéstia, não é? É mesmo.
[10:21] Eu tenho alguma noção do mercado editorial português e sei que é
[10:25] muito difícil uma autora mulher, infelizmente, mas uma autora
[10:28] mulher jovem, com o seu primeiro livro, com o seu primeiro
[10:31] romance. Não estou aqui a descartar o
[10:33] livro da Terapia de casal, mas é um contexto completamente
[10:35] diferente. Chegaram onde chegaram e estão
[10:36] NOS tops e ser abraçada. Terceira edição ainda nem tem 1
[10:40] mês cá fora ser acarinhado desta forma, a é mesmo muito, muito,
[10:47] muito, muito, muito. Bom que ISTO esteja a acontecer,
[10:50] mas eu também sei que ISTO não é ISTO, não é regra, ou seja, ISTO
[10:54] é um exemplo muito positivo, mas muito raro.
[10:58] E então sinto-me super honrada por ISTO.
[11:01] Está a acontecer-me a mim. EE, acho que com muita
[11:05] responsabilidade em cima, porque a acontecer-me a mim eu tenho.
[11:09] Tenho neste momento um acho que um começo a ter uma voz que eu
[11:12] acho que pode ser importante nestes temas, ou seja, de de.
[11:16] Representatividade há no mundo editorial, não é na sobretudo de
[11:22] representatividade feminina, representatividade jovem,
[11:24] porque, infelizmente, como sabemos e não não é um mercado
[11:27] perfeito para 11 jovem autora singrar.
[11:31] Estou muito contente que a Comunidade que me acompanha de
[11:33] outros projetos tenha sido aqui 1111 impulsionadora tão boa
[11:38] disto a isso, eu espero que o livro que a qualidade do livro
[11:41] CORRESPONDA AA todo o hype que ele teve ainda antes de estar cá
[11:45] fora, porque tens leitores de dos?
[11:47] Dos, dos vários projetos que tens, tens leitores que vêm um
[11:50] pouco daí, mas aquela aquela Senhora que estava Na Na Na
[11:53] apresentação oficial do teu livro só te segue No No blog há
[11:55] pessoas que só seguem no Instagram.
[11:57] Há pessoas que a pessoa só ouve os podcasts do sabes e que
[12:00] chegaram ao livro que entretanto tiveram necessidade de mandar
[12:04] Mensagem a dizer Não te conhecia.
[12:06] Foi a partir do teu Livro, Gostei ou não gostei, seja o que
[12:08] for, mas é mesmo interessante esta ideia de que estou a
[12:12] conseguir chegar o que o meu livro está a conseguir, agregar
[12:15] essas pessoas todas que me acompanham NOS pessoas tão
[12:18] diversas, tão diferentes. Todas todas juntas num num só
[12:21] projeto ou as coisas que faltam ainda eram 11 ficheiro e já as
[12:25] pessoas antecipavam Oo teu livro, mas sentiste alguma
[12:28] forma? Pressão dos leitores enquanto
[12:30] escrevias as pessoas a enquanto enquanto escrevia, eu acho que
[12:34] não, ou seja, é eu também. Não fui muito amiga de mim mesma
[12:38] porque basicamente fui publicando muitas coisas sobre
[12:42] muitas coisas, mas não algumas sobre o processo.
[12:43] Eu acho que também é importante porque faz parte da minha vida,
[12:45] não era o meu, era o meu trabalho naquela altura.
[12:47] EE, então eu acho que é interessante.
[12:49] Eu fui sempre partindo alguma coisa, escreveu, deixando
[12:51] migalhas algumas coisinhas AEA. Certa altura, o que pode parecer
[12:56] do do lado dos leitores e eu contra mim falo porque sou
[12:59] leitora, não é? E também às vezes, olho para os
[13:01] meus autores favoritos, então nunca mais escreves, nunca mais
[13:03] lanças, nada estamos aqui há muitos livros teus sim, sim, a
[13:06] então a. Então, foi bom estar do outro
[13:10] lado e perceber, OK, ISTO demora mais tempo do que eu achava ou
[13:14] ISTO tem uma. Tem um ciclo de vida próprio,
[13:17] não é porque mesmo que eu escrevo em 5 meses, o livro não
[13:20] vai sair no final desses 5 meses.
[13:21] O livro tem de ser editado. O livro tem de ser revisto a
[13:24] todo e eu já imaginava, tem que haver uma capa.
[13:26] Já conheço a experiência, terapia de casal, mas eu acho
[13:28] que aqui eu estava com mais pressa que as coisas
[13:30] acontecessem, porque eu queria meu nome próprio e também queria
[13:32] muito que esta história viesse cá para fora e sabia que as
[13:35] pessoas também estavam de alguma forma entusiasmadas a.
[13:38] Mas sentiste alguma maneira que o Público colocou teu livro num
[13:41] patamar alto? Tu costumas dizer que não gostas
[13:43] de pôr 11 livro de que gostaste num?
[13:47] Num num pedestal de uma de uma, de alguma maneira, porque as
[13:50] pessoas podem ler e depois não gostar, não gostar tanto.
[13:52] Eu sinto que as pessoas estavam com muitas expectativas, mesmo
[13:55] muitas com expectativas de gostar mais que não seja porque
[13:58] gostam de mim de alguma forma. E isso é isso.
[14:00] É uma pressão gigante no sentido em que, obviamente, Eu Não vou
[14:02] pedir às pessoas, não gostam de mim, não gosta de mim, Eu Não
[14:05] tenho amor, livro, sim, não, não tenho expectativas em relação ao
[14:08] livro. Toda expectativa existe em tudo
[14:10] e em todas as coisas que fazemos, não é?
[14:12] E cabe-me a mim lidar com isso, e não tanto, as não são as
[14:16] pessoas que têm de de aprender a lidar com essa expectativa, não
[14:19] é? É por mim, então, obviamente que
[14:22] é muita pressão, mas eu acho que o livro está a corresponder a
[14:25] isso, ou seja, fico muito feliz, sobretudo quando vejo pessoas
[14:28] que um acham que ISTO não é um género habitual delas e depois
[14:31] lêem e gostam e 2 pessoas que não me conhecem de lado nenhum,
[14:34] portanto, não tem expectativa absolutamente nenhuma com em
[14:37] relação ao meu livro e que clinic gostam?
[14:39] Então eu penso, OK, ISTO não é só porque as pessoas gostam de
[14:42] mim, ISTO é porque as pessoas também conseguiram gostar
[14:44] daquilo que eu criei. Porque ISTO agora já não é meu,
[14:47] sabes? Então é quase deixar ir um
[14:49] filho, tipo, olha, agora vai faço mercadinho, faz o teu dia
[14:53] em que o livro chega às livrarias é o primeiro dia de
[14:55] Escola, Sabes? É tipo, vai, vai, vamos furar os
[14:58] 2, mas olha, já te venho buscar exato, sim, sim ou não, não
[15:01] venho, não venho buscar mais agora és do mundo, sabe?
[15:04] Mas também sinto que a proximidade que tens com com os
[15:06] leitores e é benéfica AA escritores que colocam um muro
[15:11] alto AA frente deles. Eu acho que Tens, Tens tens 11
[15:15] ambiente mais acessível, comunicativo, mais transparente,
[15:19] que que também chama e convidativo.
[15:21] Eu Não sei se isso é pelos projetos que eu já tinha pelos
[15:24] podcasts, pelo blog, ou seja, porque eu já tinha essa
[15:28] comunicação quase bilateral com as pessoas, não é?
[15:32] OOEE não sei se é porque quase quase defeito.
[15:35] Vamos chamar assim de profissão, porque sempre trabalhei em
[15:37] comunicação e, portanto, foi fácil de o foi Giro EE fácil a
[15:42] estratégia de marketing veio com criar exato essa estratégia de
[15:45] marketing. Quando comecei a divulgar o
[15:47] livro, foi uma coisa que me deu imenso prazer fazer, finalmente
[15:49] comunicar uma coisa que é minha e que e que eu então, colorido e
[15:52] diferente daquilo que costumamos ver a aliás, temos aqui um prato
[15:57] de húngaros, exatamente uma travessa bastante bonito.
[16:00] EE, por isso Eu Não sei se foi a se é quase.
[16:05] De tudo isso o é se efetivamente a Como Eu te explicar, ou se as
[16:12] pessoas sentiram que eu estava mesmo aberta a falar sobre o meu
[16:16] livro. Estou super aberta e é giro
[16:18] porque eu já fiz algumas sessões de apresentação e algumas
[16:21] pessoas depois, no momento dos autógrafos, em que foi a
[16:23] primeira vez que eu vi uma apresentação do livro ou a
[16:26] pessoas que mandam mensagens no Instagram a comentar o livro a
[16:29] fazer perguntas sobre o livro e eu respondo as pessoas, e
[16:31] primeira vez que eu estou a poder esclarecer dúvidas com
[16:34] autor e eu acho que. Esta era que nós vivemos no
[16:37] Instagram do GTA Grande de dos dos discordes dos Tick tock, de
[16:41] desta aproximação mesmo NOS podcasts, não é?
[16:43] Eu acho que isso é bom para os autores.
[16:44] Pode ser bom para os autores, para para os que quiserem,
[16:46] obviamente abrir essa porta. Claro que depois é preciso
[16:49] também saber fechar esses momentos e saberes dizer, OK,
[16:52] ISTO que Eu Não vou revelar mais a partir daqui o ISTO que a
[16:56] pessoa me está a dizer é, é uma opinião.
[16:59] No meio de 70000, Eu Não tenho de considerar todas as opiniões
[17:02] e não tenho num próximo livro ter em conta.
[17:05] Todas as opiniões das pessoas para fazer 11 coisa de que me
[17:08] orgulho, sabes a se calhar, nem Toda A Gente sabe navegar nisso.
[17:11] Eu própria também estou a aprender, mas eu acho que foi
[17:14] muito benéfico. EE, gosto muito da ideia de como
[17:17] estás a dizer que as pessoas dizem a nunca tinha tido um
[17:19] autor a comentar o livro comigo, Pá, porque não sabes porque nós
[17:23] reservamos esses momentos para uma Feira do Livro ou para uma
[17:25] apresentação especial, sabes? AE, portanto, estou, eu já tive
[17:30] esse momento de quase de Fan Girling com com alguns autores
[17:33] que eu gosto, nomeadamente com o Thomas Hidro Sky, então acho que
[17:35] que trouxe Hoje aqui para falarmos que vamos falar.
[17:37] Mas AAE por isso porque não fazer a mesma coisa, EE abrir a
[17:42] conversa com os meus leitores, não é?
[17:44] Aliás, desde a apresentação do do teu livro Na Na livraria
[17:48] Martins, houve ouvintes do Podcast lá que lá estiveram e
[17:52] quiseram deixar algumas perguntas para TI.
[17:54] A sónia foi uma delas e Ela Foi ouvir mesmo episódio 17 de 2019,
[18:00] ninguém ninguém a obrigou, mas ela fez esse esse esse grande
[18:05] esforço. EE, ela pergunta assim.
[18:08] Como é que se sentiria a Rita 2019, que dizia não apreciar
[18:11] pessoas ou estar a estar estar com elas se soubesse que iria
[18:15] fazer episódios de podcast ao vivo e apresentar o seu primeiro
[18:18] livro de ficção perante mais de uma centena de pessoas?
[18:21] Porque realmente a livraria Martins estava cheia até ao teto
[18:26] a. Uma coisa que eu tenho
[18:28] compreendido em relação a mim NOS últimos anos.
[18:32] AE, acho que é influência do meu marido.
[18:34] É muito importante nisto é que eu se calhar, sou mais pessoa de
[18:37] pessoas do que eu achava. No sentido em que a.
[18:41] Acho que encontrei o equilíbrio que é bom para mim de a dar-me
[18:46] com pessoas e eu genuinamente gosto quando no final do
[18:50] espetáculo terapia de casal, nós estamos ao final livres a falar
[18:53] com as pessoas. As pessoas querem fazer fill.
[18:54] Tem sido filas 45 minutos, 50 minutos.
[18:57] Não é não, não. No Porto nós temos uma fila de 1
[18:59] hora e meia. A Fila demorou mais tempo do que
[19:02] os espectáculos. Vocês também são um casal per
[19:05] capita que tem mais livros, que são todos certeza mal, mas acho
[19:08] que dá para perceber o que é que vais em em proporção, não é a
[19:11] proporção, porque. Na cabeça, mas mas é muito
[19:13] interessante, as pessoas querem e passam.
[19:16] É é meia-noite, vão para casa. Sabes o que é que estou aqui a
[19:19] fazer? Eu se pudesse, estava na cama,
[19:20] então as pessoas têm coisas para te dizer coisas para para te
[19:23] confidenciar. Então é muito interessante ouvir
[19:25] as pessoas e. E é bom e eu gosto muito.
[19:30] Tenho que tenho aprendido a gostar desse momento e dá muita
[19:32] energia. Fico muito feliz, mas também sei
[19:34] que há momentos em que eu preciso simplesmente de não de
[19:38] não existir para o mundo, pois são maneiras diferentes de
[19:40] carregar bateria. Eu as minhas baterias, elas não
[19:43] se carregam estando com pessoas elas, elas esgotam.
[19:45] Se sim, se é o verdadeiro, a verdadeira definição de um de um
[19:49] estar sozinho, eu preciso estar sozinha para carregar, mas
[19:52] também já percebi que ganho muito em abrir um bocadinho e
[19:57] estar com pessoas em. Às vezes, se gastarmos a bateria
[19:59] um bocadinho, não, não vai fazer mal, só vai fazer bem, então é
[20:01] um bocadinho isso que eu sinto sim, não vais até à poupança da
[20:04] bateria, não ficas em modo eco, mas, mas ainda ainda falas com
[20:09] as pessoas a na altura em que estavas.
[20:11] Portanto, antes de escrever este livro a já quando, quando tinhas
[20:16] vindo cá ao podcast, tinhas revelado que tinhas convites de
[20:19] outras de outras editoras. EE, até acho que é importante
[20:22] falarmos, falarmos disto é entretanto Na Na.
[20:26] Na apresentação do livro a em Lisboa.
[20:28] Tinhas revelado que tinhas um primeiro manuscrito para uma
[20:32] outra editora que não funcionou na altura, não estava
[20:35] convencida. Como É Que É este processo de
[20:38] escrever? Não ficar totalmente satisfeita
[20:41] e partir para outro para outro projeto?
[20:43] Eu Não terminei sequer um manuscrito, o que eu acho que é
[20:46] acaba, acabou por me dar algum. A impulso para fazer outra coisa
[20:50] completamente diferente, mas eu acho que é OK.
[20:53] Nem todas as histórias que tu tens dentro de TI se
[20:56] funcionarem. Eu Não sei se algum dia vou
[20:59] voltar a pegar na história que estava a escrever com a
[21:00] tradutora. Não sei, honestamente, não sei
[21:02] se é que neste momento não quero.
[21:02] Não passou de rascunho, quase sim.
[21:04] Foram 45 capítulo tentativa e sabe foram foram uma tentativa a
[21:10] Eu Não sei se alguma vez vou pegar nessa história ou não sei
[21:12] se alguma vez vou pegar em episódios que aconteceu nessa
[21:14] história para contar outra, sabes?
[21:16] Eu acho que há muita coisa que se recicla na a pensar nesse
[21:19] termo, reciclar, sabes a agora quando escrevi o quando escrevi
[21:23] o as coisas que faltam, eu fui buscar alguns textos meus
[21:26] antigos, querem aguardados. Porque falava um bocadinho sobre
[21:31] a perda numa relação e fui buscar algumas metáforas que eu
[21:35] tinha escrito na altura e é oq, estou reciclar as coisas.
[21:37] Essa parte está cheia de frases bem deliciosas EOK, é OK tu tu
[21:43] reciclas coisas porque a porque só assim é que tu consegues ir
[21:47] buscar 11 sensação, uma emoção, um sentimento que tu sentiste
[21:51] numa certa altura da tua vida que agora não sentes.
[21:54] E que mas, mas tu escreveste na altura e conseguiste
[21:57] transformá-lo em palavras, então por que não?
[21:59] Trazê-lo para para aquela personagem naquele momento.
[22:03] Porque é é certo que aquele Concelho escreve sobre o que
[22:07] sabes é super válido e é acho que é é tão dado porque é mesmo
[22:11] verdadeiro. Mas nós não temos que saber tudo
[22:14] do que estamos a escrever, nem tudo o que nós sabemos tem de
[22:16] estar a passar naquele momento connosco.
[22:18] Então AA ideia de nós, queremos diárias de escrevermos.
[22:21] Às vezes sentimos de certa forma, ir buscar esse
[22:23] apontamento. EEE trazê-los EE, se calhar
[22:26] mudá-los ligeiramente para ser a perspetiva mais de 7 personagens
[22:29] aqui, uma história que vai desde desde o início da adolescência,
[22:33] se calhar um pouco antes, pouco antes, sim, sim, portanto, 8
[22:35] anos. E ainda não ainda não é
[22:37] considerada adolescente, acho que é só os 15 ou 16 a 13.
[22:42] Por causa dos teen. Eu achava que era os 15 a, até
[22:46] porque há há uns tempos. Aliás, não há uns tempos, este
[22:49] ano faz a uma olha por acaso até esta história tem meta Dulce AA
[22:55] Uma AIA escola de escrita mais antiga do país, faz 15 anos a
[22:59] escrever, escrever e convidou a Dulce Maria Cardoso para para
[23:02] falar sobre adolescência 11 que os livros dela têm várias
[23:05] personagens adolescentes. Este livro que vamos falar, o
[23:08] retorno tem um rapaz adolescente do Rui o Rui pronto e então era
[23:14] celebrada a adolescência. Fiquei 15.
[23:16] Mas se calhar não se calhar, é como aquela coisa.
[23:18] Há quem há quem diga que o jovem até aos 35 outros, pois tem uma,
[23:22] tem uma data, um bocadinho anterior a, mas espero que seja
[23:25] até as 35. Ainda está a ser considerada
[23:29] jovem. Ainda estás 31, ainda tens ainda
[23:31] tens um bocadinho, é verdade? Aprova para aproveitar.
[23:35] E então, e em que em que altura é que surge desde desse
[23:38] manuscrito? Não avançar é quando é que surge
[23:42] o Click é agora que eu vou escrever este livro, que na
[23:45] altura para TI era Ana Luís, não era as coisas que faltam a ISTO
[23:50] também tem que ver com com a tua história pessoal que também
[23:53] quiseste pôr no livro o que acontece quando tu propões um
[23:57] livro a uma editora, mesmo que essa?
[23:58] Ou seja, a editora a convidar para escrever um livro.
[23:59] Olha numa editora, chega ao pé de ti, diz Olha.
[24:02] Adorei vi coisas escritas por TI, acho que tens imenso
[24:05] potencial que é escrever um livro se dizes sim, editora diz
[24:07] o que histórias é que tens? A esta história sempre foi.
[24:12] Sempre está sempre esteve aqui atrás da minha orelha, ela
[24:15] sempre existiu na minha cabeça como uma coisa que eu gostaria
[24:17] de contar, mas a verdade é que também nesse momento percebes
[24:21] que se já não tiveres essa noção, que uma editora é um
[24:25] negócio, não é? E que os livros devem ser
[24:27] vendidos e tem que ter 111 valor comercial também.
[24:30] Eles têm de conseguir ser vendidos.
[24:31] Depois de conseguir com um primeiro livro, se calhar chegar
[24:35] a várias pessoas, EE, muitas vezes os autores tomam decisões
[24:41] a. Não vou dizer que prejudicam as
[24:43] histórias que querem contar, mas se calhar escolhem certas
[24:46] histórias para contar dependendo de seu primeiro livro, o segundo
[24:48] terceiro, quarto, mas sentes que isso aconteceu contigo.
[24:51] Sinto que quando falei com a primeira editora, com quem, com
[24:54] quem andava em conversas a foi, era necessário fazer isso.
[24:58] E daí a primeira história que eu ia escrever não ser a Ana Luís.
[25:02] Depois, em 2021, eu acho a escrita entrou em contato
[25:08] connosco comigo, Guilherme, para Escrevermos um livro do do
[25:11] Terapia de casal. Na altura, fiquei meio em dúvida
[25:14] se devia ser escrever o primeiro livro se devia escrever ou
[25:17] terapia de casal, se se não devia ignorar esse convite,
[25:21] porque realmente eu quero escrever, são livros de ficção,
[25:24] mas depois aceitei e acho que as coisas alinharam todas
[25:27] perfeitamente, porque aí conheci a Marta Miranda, Encontraste
[25:30] editoras exatamente a Marta Miranda.
[25:32] Fátima, que são as minhas 2 editoras a.
[25:36] EE percebi logo que vocês são as pessoas com quem eu quero
[25:39] trabalhar, elas sim, e que? Efetivamente a maneira delas
[25:43] trabalhar alinhava se muito bem com a minha, no sentido em que.
[25:47] A Cátia é uma pessoa super racional.
[25:50] Super analítica, atento aos detalhes, a Cátia vai te dizer
[25:53] que tu na página 10 estás a contradizer.
[25:55] O que disseste na página 50? A então é muito bom ter uma
[25:58] pessoa destas, muito racional, muito com olho clínico, olho
[26:01] clínico, atentas a marimbar para a parte emocional.
[26:03] Ela só quer é saber que aquela história que aquele enredo
[26:06] depois, às vezes pomos lá qualquer coisa, seja num texto
[26:09] de ficção. No meu caso, num num num mero
[26:12] texto jornalístico de 1 minuto, ponho lá o que que eu chamo,
[26:16] gorduras que só tem importância para mim que vivi aquele momento
[26:19] e acho que aquela coisa tem que estar lá e.
[26:21] E pelo produto final para o leitor, aquilo é completamente
[26:24] indiferente, completamente indiferente.
[26:25] EE, depois a Marta, que é uma pessoa muito mais emocional e
[26:29] uma pessoa que me disse uma coisa que eu nunca esperei
[26:31] ouvir, que eh não, este livro precisa de mais dor aqui neste
[26:34] bocadinho e eu pensei, OKK, só um leite sim exato, OK, ela?
[26:40] Quando ela me disse isso eu pensei por mais lágrima, OK?
[26:43] Então muito bem-estar, se não estás a dizer isso, eu vou
[26:46] considerar este feedback, então eu acho que somos uma tríade
[26:49] muito interessante. Trabalho porque eu.
[26:52] Eu a considero que consigo equilibrar bem na escrita ao
[26:56] lado emocional com o lado racional.
[26:59] Mas é bom ter estas 2 pessoas a puxar por cada um dos meus lados
[27:02] a vez do cérebro, não é? Então é muito interessante,
[27:04] então sim, comecei a trabalhar com elas no dia do casal.
[27:08] E depois a, em conversa com a Marta.
[27:12] Quase que lhe confidenciar as coisas, tinha ela perguntou como
[27:15] é que está o teu outro livro e se não está a avançar e pronto,
[27:19] olha, e depois ela disse, então, olha, Rita, se algum dia.
[27:22] Tu quiseres escrever outra coisa connosco.
[27:25] Nós estamos à procura de um de um autor novo e eu pensei, e
[27:27] nesta oportunidade agora não vou, não vou continuar a tentar
[27:31] escrever uma coisa que não, que não está a sair para mim, que
[27:34] não está a funcionar por questão de agenda, por questão de
[27:38] Desencontros, Encontros e Desencontros com outra editora.
[27:40] Eu pensei, OK, então vamos, vamos parar por aqui, porque
[27:43] neste momento eu, eu, eu, eu sinto que o meu caminho é por
[27:46] aqui. Acho que se comprovou que o
[27:49] resultado final eu estou super satisfeita e acho que não teria.
[27:52] Cito ISTO se não tivesse trabalhado com aquelas 2
[27:55] pessoas, então então é isso, ou seja, quando lhes quando eu lhes
[27:58] propus a Ana Luís. Eu senti que elas estavam é mais
[28:03] do que mais do que receptivas a uma história que não é uma
[28:07] história convencional de primeiro romance.
[28:09] Para uma autora nova, tu tens? Tens muita ideia no mercado
[28:13] editorial que uma autora da minha idade, uma autora jovem,
[28:16] deve deve começar pelos caminhos beijos por uma coisa mais leve,
[28:20] mais mais de massas que chegue a mais pessoas a uma história não
[28:26] tão dura, não tão triste sentir a temperatura da água exatamente
[28:30] não tirar logo, não mergulhar logo, não mergulhar numa coisa
[28:32] que é triste, é assumidamente triste, mas também esperançosa.
[28:35] Eu gosto de acreditar. AE, eu senti que ela tinha essa
[28:38] receptividade, porque ela já já conhecia minha maneira de
[28:40] escrever ela. Já sabiam as coisas que eu
[28:43] gostava de ler, já me conheciam. Um bocadinho também como pessoa,
[28:45] então foi bom, sabes? Foi muito bom ter escrito
[28:47] terapia de casal com elas, primeiro ter sido o meu primeiro
[28:49] livro a em parceria com Guilherme, porque também tirou a
[28:53] pressão de de escrita do livro Sozinha.
[28:55] Foi muito bom trabalhar com ele. E ao mesmo tempo, abriu esta
[28:59] porta e quando eu propus esta história, a Marta e a Cátia.
[29:04] Eu senti uma receptividade completamente diferente do que
[29:06] talvez se ISTO tivesse sido meu primeiro livro.
[29:08] Elas viram as peças do puzzle, juntaram, me juntaram na Joana
[29:12] Vocês os 2 Nuno terapia de casal também tem uma brincadeira que
[29:15] é. O Guilherme perguntou do livro,
[29:18] Quem é que eu sou? Talvez o Fernando Ali um não há,
[29:23] não há ninguém que seja inspirado, não, essa é a
[29:25] realidade. Ele perguntou-me se alguém
[29:26] tivesse de ser pá, então dizer Oo, Fernando Bigode, o seu
[29:31] bigode não, mas ISTO porquê? Porque quando essa, quando essas
[29:34] numa só história, a várias histórias de pessoas que te são
[29:37] próximas de alguma maneira, eu queria te perguntar qual é o
[29:40] nível de semelhança com a vida real, porque o escritor acaba
[29:42] sempre por um bocado. Estavas a dizer, escrevemos
[29:45] sobre aquilo que que conhecemos, não totalmente conseguiste
[29:49] distanciar te e. Por lá uns uns pós de Lippi de
[29:53] imaginação, ficção, aliás, é esse Oo género do livro, não é?
[29:57] A chama-se romance, mas é tipo móvel.
[30:00] E é claro que são fixes. Eu gosto.
[30:02] Eu gosto muito da ideia de ficção literária que acho que é
[30:04] o género que nós devíamos ter cá em vez de romance.
[30:07] Sim, mas é a palavra, mas vamos buscar ao inglês.
[30:09] Fomos buscar um inglês. Qual é que é o nível de
[30:11] semelhança aqui na vida com a vida real?
[30:14] A foste acolhendo experiências? Sim, sim, sim.
[30:18] Ou seja, há aqui várias. Por exemplo, acontece uma coisa
[30:22] não estragar, mas acontece uma coisa com logo no início do
[30:25] livro, em que analisa a um exercício na escola em que lhe
[30:27] pedem para fazer uma árvore genealógica.
[30:30] E é nesse nesse momento em que Ana Liz percebe que a família
[30:32] dela não é uma família convencional, porque os outros
[30:34] meninos têm todos, têm os ramos, todos estamos todos para
[30:36] preencher o avô, a avó, o tio, pai os, os primos, os irmãos e
[30:41] Ana Luís só tem a mãe e só tem os avós maternos.
[30:44] AE. Essa ideia surgiu me de uma
[30:47] história que não tenho nada a ver com esta, mas que é
[30:49] interessante, porque eu tenho assim uma família, um bocadinho
[30:51] estranha. O meu pai e a minha mãe juntaram
[30:54] se voltaram separar. Depois voltaram-se a juntar
[30:56] neste momento, divorciados novamente.
[30:57] Então há aqui. Minha família é tipo, irmãos de
[31:00] um lado, irmãs do outro. Depois, há o ex-marido,
[31:03] ex-mulher, assim, uma grande confusão e O Meu Irmão mais
[31:05] novo. Uma vez na escola, tentou
[31:08] explicar a essa dinâmica que eu era também uma coisa semelhante.
[31:12] Ele, ele era pequenino, devia ter uns 34 anos, não desculpa,
[31:15] devia ter estar no terceiro ou no quarto ano a então tentaram.
[31:19] Eu acho que era esse o exercício e ele tentou explicar a dinâmica
[31:21] familiar. Mas antes de explicar a dinâmica
[31:24] familiar, perguntou ao professor se pedir ao quadro porque era
[31:26] mais fácil para ele desenhar e a pessoa disse, o Papa Francisco
[31:29] não vai, só não faz qualquer quadro que isso vai demorar.
[31:32] Nenhum menino está a vir ao quadro.
[31:33] Não vai ser tão especial. Exatamente vais contar daí a tua
[31:36] família acabou se e ele disse, Oh k, pai ficou uma novela,
[31:40] começou Papá e este é primo do outro e esta não sei quê.
[31:43] E esta é a questão, disse Francisco.
[31:45] Retiro o que disse, toma o giz, bem, pá, sabes então essa essa
[31:49] história que é uma história da minha família, inspira deitada
[31:54] que não, que No No na sua concretização.
[31:57] Não está nada, não tem nada a ver, não é se tu vires, mas, mas
[32:00] o ponto de partida é a mesma coisa.
[32:02] Não sei explicar bem Como É Que É explicar bem EEE esta imagem
[32:05] visual da da árvore genealógica veio dessa história porque como
[32:08] podes ver. Há muita coisa que é inspirada
[32:11] na realidade, mas eu tentei sempre dar-lhe dar-lhe o seu
[32:14] cunho. Há coisas que aconteceram
[32:15] efetivamente na minha família, mas Eu Não posso dizê-las aqui
[32:17] porque estraga o livro. Posso dizer depois em off o
[32:21] chocolate? O chocolate quando, quando Ana
[32:25] Luíza o chocolate é verdade, sim os 4 bem o chocolate na quando
[32:28] andava na escola Tens cadastro, portanto não porque Eu Não fui
[32:32] apanhada pelo polícia, fui apanhada, fui apanhada porque
[32:35] andei aqui, andamos a falar disso na escola acabar, se vou
[32:37] continuar ao vivo, contou a directora de turma.
[32:40] Diretor de turma, ligou para o meu pai, é tão simples quanto
[32:42] ISTO, ou seja, não fui apanhada pela polícia, mas fui apanhada
[32:46] na minha, no meu disparate, que chocolate é que era?
[32:49] Já agora era um Twix gosto aprovo, era um Twix a prova.
[32:52] Se fosse um kit Kat reprovável, não Twix um Twix sim, sim.
[32:55] Kitkat não, não me apraz mas até depois apontei ISTO porque achei
[33:00] engraçado a profissão de Ana Luís era da tua mãe.
[33:03] Sim. Sim fiquei ISTO é giro?
[33:06] Sim, sim, sim, sim, era da tua mãe.
[33:08] ISTO é bom, porque eu tenho dificuldade em inventar coisas.
[33:12] EE, sinto que se tivesse que inventar ia ser muito paralelo
[33:17] paralelo, sim OKA realidade e depois, entretanto, quando eu
[33:21] acabei de ler o livro, fiz um exercício que foi começar a ler
[33:23] a do fim para a frente de trás para frente e comecei a
[33:28] encontrar a várias peças de puzzle que tu IAS a várias
[33:32] pistas que IAS dando OKE, eu agora sinto Se Eu começar a ler
[33:35] outra vez. No início eu vou encontrar aqui
[33:36] muita coisa, mesmo ao nível de de estudo da narrativa, já não,
[33:42] não, já não como leitora curiosa, depois, só com
[33:45] curiosidade ali, mais para estudar a maneira como
[33:49] escreveste, eu acho que ia gostar ainda mais, portanto.
[33:52] Se quiserem gostar ainda mais reler se quiserem dar um 5.5
[33:56] exatamente no 6 já tem, tem aí. Infelizmente, o juiz não
[34:00] permite, não permite, mas isso mostra também a simplicidade da
[34:03] escrita. É o melhor a complexidade na
[34:07] simplicidade? Sim, o livro lê-se muito bem,
[34:09] ainda há pouco estava AA, estava-te a falta-me o verbo,
[34:13] mas. Admitir vá sim a revelar isso
[34:17] eu, eu nunca sei dizer a palavra revelar digo sempre relevar OK,
[34:21] eu tenho dificuldade nessa palavra, já está saber porque
[34:23] estavas, estavas a confessar a confidenciar era era a palavra
[34:27] que eu queria exatamente temos aqui, já estamos aqui a fazer Oo
[34:29] dicionário de sinónimos, olha é uma ferramenta importantíssima
[34:33] para quem escreve, usaste muitas vezes fui dicionário de
[34:36] sinónimos no computador? Não, não, sim, sim, sim, não
[34:38] compraste um não, não é, mas o que é que eu ia dizer a eu li o
[34:43] Livro Peguei para e 4 vezes. EE despachei e despachei o livro
[34:47] sim, portanto, ele é bastante rápido de ler.
[34:49] Eu acho a não não tão rápido escrever, mas bastante rápido de
[34:54] de ler. Foi um aninho pronto.
[34:56] Foi foi não 5 meses com concentrados e depois mais uns
[34:58] meses de edição e em 2019 falamos também da da necessidade
[35:03] que tinhas de conseguir uma personagem bem bem escrita, bem
[35:08] trabalhada, não seja dar profundidade às personagens e
[35:13] passar do. O arquétipo na altura usamos
[35:17] mesmo esta expressão, que é que é que é certa, achas que
[35:20] conseguiste fazer diferente? Fazer tu falaste de uma de uma
[35:25] ferramenta que é para estruturar a personagem, estrutura mais a
[35:30] história do que propriamente um enredo em si?
[35:32] O enredo? Sim, sim.
[35:33] O que eu? O que eu tentei sempre fazer com
[35:35] Ana Luiz. Foram 2 coisas, a primeira foi.
[35:39] Contrariar os meus instintos, Senhora Ana Luís, não podia em
[35:42] momento algum ser eu, porque Tomar uma decisão que tu
[35:46] tomarias, ou seja, analista e obviamente coisas minhas,
[35:49] nomeadamente o ódio a bananas, tipo odeio a banana e acho que a
[35:52] Ana Luís não se esse ódio a bananas não sairia tão real na
[35:55] Ana Luís. Se não fosse tão inspirada em
[35:58] mim, já não me lembrava que ela não gostava de bananas, o,
[36:00] portanto, há um momento em que ela é obrigada a comer frutas,
[36:05] incluindo banana. Então esse momento passou a ser
[36:08] mais especial para mim. EE, então, esse ódio que ela que
[36:12] ela tem, a banana é uma coisa minha da Rita, não é?
[36:15] Então obviamente que há. Ali tem coisas minhas, mas eu
[36:18] tentei sempre contrariar o os instintos, Se Eu, Se Eu naquela
[36:21] situação fizesse, a analista teria de fazer B.
[36:24] A além disso, tentei também outra coisa que foi, Eu Não
[36:28] queria que Ana Liz fosse uma personagem adorada.
[36:31] Queria que as gostassem de analistas, tivessem defeitos
[36:34] também. Sim.
[36:35] Eu queria cara Luiz fosse uma personagem que despertasse.
[36:39] A alguma revolta até nas pessoas, ou seja, queria que as
[36:42] pessoas sentissem, porque é que ela está a fazer ISTO quando é
[36:44] tão óbvio? É tão óbvio que ela devia fazer
[36:47] de outra forma. É tão, ou seja, os instintos de
[36:50] Rita, não é? Eu queria mesmo que as pessoas
[36:52] passavam. Eu pensava porque ela já não fez
[36:54] ISTO porque ela não disse porque é que ela não procurou, porque é
[36:56] que ela não se impôs, porque é que ela não foi procurada de
[36:59] outra forma a. Porque eu acho que só isso
[37:03] consegue trazer ao de cima. O condicionamento da
[37:07] personalidade de Ana Luís tem por não conhecer o pai, sabes?
[37:09] Só isso é que consegue trazer ao ao de cima A o facto de ser uma
[37:13] pessoa tão passiva, tão para unha em certos momentos, deixa a
[37:16] vida passar Por Ela, Por Ela. Por quê?
[37:18] Porque ela está focada numa coisa, ela está focada no numa
[37:21] ausência, então nada do que está à volta dela lhe interessa.
[37:25] Particularmente, ela só precisa de saber aquilo.
[37:27] Mas mesmo assim, quando está quase a saber aquilo, deixei o
[37:30] momento passar um momento passar.
[37:32] Depois de repente passaram, não sei quantos, porque ela vou ter
[37:35] tempo só para não usar, porque? Porque lá está, porque ela?
[37:39] Ela não consegue Tomar as rédeas da sua própria vida, só consegue
[37:43] um certo momento, só um momento em que ela consegue fazê-lo, e
[37:47] isso tem muito a ver, precisamente com o que muitas
[37:50] Mulheres passam. Esta ideia de eu sinto-me
[37:52] incompleta. Eu Não sei o que é que hei de
[37:53] fazer e acho que. É interessante que muitas
[37:57] pessoas digam não conseguir todo relacionar-me com Ana Luiza,
[38:00] Odiei, Ana, Luíza ou gostei muito mais ABCD outras
[38:03] personagens e isso para mim é um elogio.
[38:06] E as pessoas não sabem, mas isso primeiro elogio, porque
[38:08] trabalhaste maneira que eu queria fazer.
[38:10] Eu Não gosto no vídeo. Rita, não gosto de Ana Luís.
[38:12] As editoras não gostavam de Ana Luísa.
[38:14] Eu acho que isso foi um. Foi um trabalho muito
[38:15] interessante nós darmos vida a uma personagem.
[38:19] Que é detestável e não também não é difícil definir logo
[38:22] também também justifica um bocadinho a capa, que é um
[38:24] desenho abstrato que é tipo, quem é esta mulher?
[38:27] EE, um desenho que não está completo também se tu vires
[38:30] tipo, têm falhas, eu acho que isso é Super interessante
[38:32] também. Ou seja, para responder à tua
[38:34] pergunta de eu sinto que consegui dar profundidade estas
[38:37] personagens. No naquilo e sinto que consegui
[38:41] isso, sobretudo através das atitudes delas que eu acho que é
[38:43] sempre um trabalho difícil, que é mais do que a personagem
[38:46] dizer, Eu sou ISTO. É a personagem mostrar que é
[38:47] hiato as ações e acho da mãe, não é intriga NOS a todos os
[38:51] comportamentos da mãe é como é, como é que nós, Eu Não sou mãe?
[38:54] Não vou, não vou pôr-lhe. O rótulo é boa, se é boa mãe, se
[38:57] é má mãe é uma, mas tem tem comportamentos questionáveis,
[39:01] momentos mais julgáveis. Não sei se essa palavra existe e
[39:07] às vezes ficamos, porque é que fizeste ISTO?
[39:09] Mas depois porque é que não fazes outra forma?
[39:11] E eu acho que isso é que para mim, enquanto escritora, porque
[39:13] isso fazia com que Ana Luís tivesse outro comportamento e
[39:16] era um dominó e veio tudo de um comportamento.
[39:18] Mas quantas relações de mãe e filha não são assim?
[39:21] Que é só se elas sentassem e conversassem, estava resolvido.
[39:25] EE muitas vezes não se faz isso bem um bocadinho em vídeo, mais
[39:29] na mesma casa e pequena em casa pequena, vivia, aliás, dormiam
[39:33] quase juntas sim e não conseguiam e a comunicação era
[39:36] era, não era efetiva, não era, não era boa.
[39:39] E, portanto, eu acho que consegui de alguma forma trazer
[39:41] personagens que pelo menos conseguem despertar alguma coisa
[39:44] nas pessoas. Não é só tipo, Ai adorei esta
[39:45] personagem porque ela é tão forte, ela vai ela faz ela
[39:48] acontece e ela consegue. É um herói.
[39:50] Mas para mim, não é recomendável que as pessoas não desistissem
[39:53] dessas personagens e chegassem. Chegassem ao fim do livro.
[39:56] Até porque, claro que sim, alimentos depois, em que não há
[39:59] momentos em que se percebe, Percebes 11, não queria dizer em
[40:02] que momento sim, sim, há momentos em que tu percebes e
[40:04] que eu acho que justo dão um ar de Esperança.
[40:06] A história foi por ISTO, dão um ar de Esperança a história que
[40:10] eu acho que é importante. Também não queria, só que as
[40:12] pessoas orassem, não? Queria que as pessoas olhassem
[40:15] para o futuro e pensar assim, não, nem tudo é mau também.
[40:18] E também de certeza que que se identificam com esta com estas
[40:22] decisões das personagens e relação mãe, filha ou não, e
[40:26] isso também é super ou não. Mas desde que desperta alguma
[40:28] coisa nas pessoas, eu estou, estou bem.
[40:31] Há também 111 elemento que faz parte do teu livro.
[40:35] Aliás, já o mencionamos e está até na promoção do teu livro os
[40:38] belos dos húngaros que estão aqui fizeram questão de estar
[40:41] presentes, vieram pelo próprio pé e estou aqui até cá até ao
[40:45] estúdio FM e Benfica estão aqui presentes.
[40:47] Boa tarde, boa tarde, boa, responderam sim.
[40:51] Elegeram um para falar, não é o porta-voz, o porta-voz dos
[40:55] húngaros a pronto e estou a aproveitar, ainda que não estás
[40:59] muito enjoada deles, exato para termos aqui 111 amostra deles.
[41:04] Mas os ouvintes. Ou seja, sónia perguntou, por
[41:08] quê húngaros no teu livro? Porque não um pastel de nata, um
[41:12] outro bolo, uma língua de veado, uma areia, porque os húngaros
[41:16] fazem parte da minha infância desde miúda, que é um elemento
[41:19] mesmo real? Sim, super real.
[41:20] Eu adoro húngaros húngaros com marmelada.
[41:24] Sempre, portanto, estes que temos aqui tem um este a, não é
[41:27] isso, mas não estavas húngaros com com marisco, sem doce
[41:30] branco, estes recheado sim, os recheados para mim com
[41:33] marmelada. OK, mas não as compras assim
[41:36] juntas não, não, já se comprei há uns que se compram que eu
[41:38] comprei com marmelada, sempre vi com doce de morango sim.
[41:41] Normalmente este é o pronto, os que vêm mais um pacote tem doce
[41:44] de morango, os que vais mesmo às pastelarias comprar tipo em
[41:47] quilos e não sei quê. Esse é que é que tem, quanto é
[41:50] que custou aqueles 3 kg de bastante?
[41:52] Não vou, não vou, não vou revelar aqui quanto é que está o
[41:55] quilo da carne está caro, tá caro?
[41:57] Mas fazer uma parceria com uma panificadora exatamente uma
[42:01] pastelaria neste caso, mas sim, é um momento da minha infância,
[42:04] eu lembro-me sempre de em miúda lanchar.
[42:06] Húngaros ou comer húngaros? E então quando quando é preciso
[42:11] que a Ana Luís descubra coisas que não conhece, porque a vida
[42:14] dela é a vida, não tem desse muito mal, não é?
[42:17] Não há elementos, não há doces, não há comidas estranhas, é tudo
[42:21] muito má. 11 banana no frigorífico que Ana Luís não
[42:25] come porque eu dei a não e ainda por cima já está com manchas
[42:27] pretas, também não cu, então, então quando é preciso que era
[42:31] Luiz, descubra uma coisa na casa de uma amiga, assim uma coisa
[42:34] diferente para comer. A minha cabeça falava para os
[42:37] húngaros porque porque é uma coisa que eu associo muito.
[42:39] A minha infância, daí daí os húngaros e daí que eles vem.
[42:42] Hino e no processo da ESCRITA vieram cedo também.
[42:47] Sim. Sim.
[42:48] Há registos teus, nomeadamente. 13 de Fevereiro 2022 O teu
[42:53] segundo dia foram os húngaros. Olha de Fevereiro, já havia
[42:57] sabes porquê? Porque gravei episódio de
[43:00] podcast com a Lénia Rufino, gravei o livrete e alanya foi
[43:03] uma das primeiras leitoras do meu livro.
[43:05] Mesmo antes de ele estar muito composto e partilhando muitas
[43:07] coisas com alanya a que é uma coisa que eu recomendo muito que
[43:10] é encontrem uma patrona sim, uma primeira leitura.
[43:14] O escritor pare, sabes uma pessoa que vai ler o teu livro
[43:17] com olhos de escritor? EE partilhado com ela essa parte
[43:22] dos húngaros e ela, quando foi a minha casa?
[43:23] Vou daí que eles estejam. Portanto, já antes de 13 de
[43:26] Fevereiro eles existiam e Ela Foi uma boa vá editora.
[43:32] Ela, ela não é uma editora, ela não hesitou basicamente, a única
[43:35] coisa que eu precisava. Ia partilhando alguma coisa com
[43:37] algumas pessoas, deu só um. Foi podendo ter um feeling
[43:40] feeling, é que tens que estás a gostar disto.
[43:42] Não estás a gostar? Que personagens é que estão a
[43:44] chamar a atenção? Mais uma 11 ótica de escritor
[43:47] leitor, porque a edição Ela Foi feita pelas editoras e ficou
[43:51] super bem entregue, mas este lado de.
[43:53] Mais pessoas a ler houve várias pessoas que fizeram isso por
[43:56] mim, a quem eu fui pedindo opinião a quem fui perguntando
[43:59] se queriam ler alguma coisa para porque acho que é sempre bom,
[44:02] porque se não és tu sozinha com 2 editoras e às vezes há coisas
[44:06] porque é interessante passares Sei Lá um capítulo alguém e a
[44:09] pessoa dizer que a EU gostei deste pormenor ou eu agora
[44:12] gostava de saber porque é que sabes que é uma coisa que se
[44:15] calhar colocar perguntas que está se calhar na tua cabeça,
[44:17] não é? Não, não está No No plano de
[44:19] História, mas que podem abrir portas.
[44:21] E já agora, aqui uma pergunta que não podia deixar de fazer.
[44:25] Qual é, afinal, a forma certa de comer húngaro?
[44:28] Olha, eu gosto tal e qual como a Ana Luís, como ela concluiu que
[44:31] é comer, pegar no chocolate, comer a outra parte e no fim
[44:35] comer a parte um chocolate. Mas há quem abra.
[44:38] Um. OK, eu fiz o exercício ver qual
[44:41] é que era o meu. A minha Memória muscular de
[44:44] comer húngaro e a tua Memória muscular e começar pelo
[44:46] chocolate não é comer metade, metade a primeira trinca a
[44:50] metade, metade metade, porque depois eu fico muito enjoada de
[44:53] comer só chocolate OKEE então eu vou comendo pelo meio meio meio
[45:00] sim. Interessante, equilibrado, sim,
[45:02] mas deu, deu, deu, deu, deu questões às pessoas.
[45:07] Eu acho que isso também é interessante.
[45:08] Acho que fazer um tutorial exato como comer em húngaro AA.
[45:12] Sónia deixou mais uma pergunta que Eu Não podia deixar de
[45:14] fazer, até porque porque tem piada a ela?
[45:17] Pergunta que o comentário é que a Rita tem tem a fazer perante a
[45:20] coincidência da sua protagonista, Ana Luís, ter em
[45:23] comum com a protagonista de how to kill your family.
[45:27] O facto de ambas crescerem sem pai olha eu quando comecei a
[45:30] ler, olha sónia. Quando eu comecei a ler eu
[45:34] pensei, Oh, meu Deus, olha, aqui está uma coisa muito parecida
[45:37] com a minha, mas muito mal feita.
[45:39] Foi logo estive e pensei isso, mas é, mas é verdade porque eu a
[45:43] quando eu estava a escrever, eu tentava sempre fugir de livros
[45:47] que fossem parecidos com aquilo que eu estava a escrever.
[45:51] Só que eu ia lá sempre parar. Havia sempre uma personagem que
[45:53] não conhecia o pai sempre. Fosse dessa, eu as voltas que
[45:57] desse mesmo livro, em que a sinopse não parecia, não entendo
[46:00] não dar a entender nada disso, aparecia me sempre.
[46:02] Então eu pensei o país. E concluí que é mesmo uma
[46:04] história universal, não é esta mesmo 11 Tema geral.
[46:09] Por isso sónia a feliz por ter conseguido.
[46:13] Eu acho fazer um bocadinho melhor do que a Bela Maki fez
[46:15] com a Turquia family a pior livro 2022 pior livro da vida
[46:20] Daddy EE pronto mas, mas a inspiração de ler livros.
[46:26] Mas também é boa, sabes ler livros maus?
[46:27] É bom? Eu gosto porque dizem que o
[46:29] caminho não seguir não e fazem-te fazer o exercício
[46:33] enquanto escritora de como é que ele resolveria ISTO porque
[46:36] muitas vezes os livros maus partem de 2 premissas.
[46:38] Depois, a concretização é que não é boa, porque em princípio
[46:40] os ler não é porque ler a premissa peças interessantes e
[46:42] depois vais ler um não tão interessante ou não tão bem
[46:45] executado, concretizou. Ou a escrita está a falhar aqui
[46:49] em certos pontos, então eu gosto de os ler para fazer o exercício
[46:52] de como é que eu escrevi ISTO, como é que eu resolvi esta
[46:54] premissa? Então, se calhar dava para fazer
[46:57] e ia por aqui, fazia aqui, fazia aquilo.
[46:58] Fazia, não sei quê e com a família por mim fazer isso,
[47:01] apesar de não ser um género que eu que eu que eu escreva, não é
[47:03] porque é muito mais thriller e thriller.
[47:06] Vamos muitas aspas porque aquilo não não encanta ninguém a
[47:10] parece-me um bom exercício para tua para a tua próxima edição do
[47:13] workshop de escrita. Olha, por exemplo, quando ler um
[47:15] livrinho voltar, escrevam se e quando isso voltar e se voltar a
[47:20] fazer aqui a transição. Para já, vamos voltar a falar do
[47:23] teu livro, prometo fazer a transição zinha, falar do que
[47:26] puderes para os teu, para os livros que sugeriste.
[47:29] E convido-vos a ouvir o episódio 17, em que a Rita trouxe 3
[47:35] livros diferentes. Gostei que tivesse escolhido
[47:37] outros 3. Aliás, também passaram, passaram
[47:39] alguns anos, alguns anos, foste foste lendo outras coisas a
[47:43] pedir. Portanto, para trazer 3
[47:45] sugestões de livros que começava por perguntar se algum destes
[47:49] autores influenciou a escrita do teu livro de alguma maneira.
[47:53] A não propriamente o livro que trouxeste, mas eu acho que Dulce
[47:57] Maria Cardoso é uma influência 100% Na Na minha vida, na minha
[48:01] vida de escritora, embora eu tenha feito o exercício de não
[48:04] vezes quando as coisas estavam a soar muito doce.
[48:06] Maria Cardoso, eu dava um passo atrás atrás e tentava reformular
[48:10] a tentava, OK, Rita Giro, mas vamos dizer ISTO.
[48:12] Por outras palavras de outra forma, AE acho que foi um elogio
[48:16] para mim quando as pessoas lêem um livro e dizem-me ali, umas
[48:18] vibes. Dulce Maria Cardoso, o dele ali,
[48:20] umas vibes de Elena Ferrante, eu fico tipo, Ok, obrigada.
[48:23] Para objetivo, mas fico feliz até tenta fazer o exercício
[48:26] oposto, que era quando me estava a soar muito como estas 2
[48:28] autoras eu tentava. Reformular ligeiramente e não e
[48:32] não ser tão parecido, por isso acho que não na escrita Eu
[48:36] diria, talvez a Dulce Maria Cardoso seja aquele que que está
[48:39] mais presente na escrita só porque é a única autora
[48:41] portuguesa que eu trago. E então há aqui lados das
[48:44] expressões portuguesas maneiras de dizer coisas, diálogos entre
[48:49] personagens, não é a, mas eu gostei bastante do do
[48:51] vocabulário que usaste, que é foste até buscar palavras que eu
[48:55] já não via há muito tempo que atraem catraia catraia é porque
[48:58] catraia é a maneira como a minha avó.
[49:01] Sempre se referiu aos miúdos. O catraio canalha minha avó eram
[49:04] as 2 coisas, então que atrai é uma palavra muito presente na
[49:07] minha vida, mesmo que não seja do léxico comum, então por isso
[49:10] sim, acho que Dulce Maria Cardoso.
[49:12] Tem um lado regional, não é que que está bastante presente no
[49:17] livro. Os outros 2 a Song of Kylie
[49:20] chama de Lin Miller. Eu acho que a única influência
[49:23] que poderá ter é o facto de vamos lá tornar uma história
[49:25] triste, ainda mais triste. E o senhor.
[49:30] Não sei se tem grande influência, mas foi um dos
[49:32] livros que eu mais gostei de ler NOS últimos tempos.
[49:36] A tatuei, inclusivamente, inclusivamente na tatuagem
[49:40] inspirada neste livro, porque a EU adoro, adoro, adoro, adoro
[49:45] histórias de amor LGBT é uma das coisas que mais gosto de ler.
[49:48] Aliás, trago 2, portanto, acho que isso é signo.
[49:52] Eu tinha ideia que a meta, o só Aquiles era, era simplesmente
[49:57] mitologia e não. Não sei, é sobre, é sobre
[50:02] Aquiles e pátroclo, portanto, é sobre a história deles um.
[50:08] Que na mitologia, supostamente são amigos.
[50:12] E mesmo no filme do Troia são amigos mesmo na história, na
[50:16] história com a letra H, as pessoas do mesmo sexo que tinham
[50:21] relações mais do que amizade eram sempre chamadas amigos,
[50:25] pois mesmo ali para uma censura leve, sim, mas é, mas é é.
[50:30] É é maravilhoso, é incrível, pronto foi.
[50:32] Eu acho que a destes livros, só o retorno é que não me fez
[50:37] chorar. Os outros 2 fizeram chorar
[50:38] imenso. Parecia um bebé quando está
[50:40] abaixo dos livros e, portanto, recomendo a todas as pessoas que
[50:43] gostam de livros como catarse, porque eles são, são incríveis.
[50:45] A tua avó até diz que tem uma bexiga na testa.
[50:49] Quando era criança tinha agora, já não tanto, mas é isso.
[50:53] Ou seja, acho que há aqui influências, mas que são muito
[50:56] mais influências do género de de de livros que eu gosto e que,
[50:59] portanto, é aquilo que eu também tento transportar a minha
[51:01] escrita mais do que propriamente influências de escrita por
[51:04] Évora. Vamos começar, então, com com o
[51:06] retorno da da Dulce Maria Cardoso.
[51:08] Portanto, uma história que se passa entre Luanda e Lisboa, em
[51:11] 1975, portanto, agora estamos quase a chegar a Abril.
[51:15] É uma é uma leitura. É uma boa leitura para essa
[51:18] altura foi o Tema que te que te fez trazer.
[51:21] Trazer este livro foi a escrita, qual é que foi o teu?
[51:25] Ou seja, Eu Não sou. Diria que não sou a maior fã de
[51:32] 25 de Abril como Tema, porque já já já já se viu muito.
[51:35] Já foi, já está muito feito, já está muito em filmes, em séries,
[51:38] em livros, ou seja, é é um. E bem é uma é uma história tão
[51:42] importante da nossa, da nossa história para a lancia que eu
[51:46] acho que é. É normal que seja usado como
[51:48] como Tema, mas o que eu gosto no retorno é a perspetiva, porque
[51:52] ele é narrado da perspetiva de um adolescente do Rui e.
[51:57] E, então acho acho esse exercício Super interessante,
[52:00] como é que uma mulher? Adulta.
[52:03] Que viveu tudo aquilo que o Rui está a viver naquele momento,
[52:06] porque a Dulce Maria Cardoso, a família também é uma família de
[52:09] retornarmos. Conseguem dar uma não só a
[52:12] perspetiva, ela consegue dar não só a perspetiva de um rapaz
[52:14] jovem. Ai, como é que voltar de Angola?
[52:20] Como é que isso influencia na vida dele?
[52:22] Como é que, como é que isso faz? Com que ele?
[52:24] Como é que isso influencia as suas decisões, etc.
[52:27] Mas também a falar um bocadinho destes hotéis para onde os
[52:30] retornados foram parar, que é uma coisa que Eu Não tinha visto
[52:33] ainda, se calhar sou eu também só sobre o partido sobre a
[52:36] partir deste livro, é que eu acho Super interessante, Como É
[52:38] Que É quase tudo de enraízas aquelas pessoas, elas voltam
[52:43] para aquilo que é, vou pôr muitas aspas o país delas.
[52:47] Há e não são bem recebidas também recebidas são postas num
[52:50] hotel. Eu acho que este livro é um
[52:51] exercício de empatia gigante, mesmo não só de empatia por um
[52:55] adolescente de 17 anos. Acho eu que é a idade que ele
[52:58] tem ali há muito tempo. Não, não me recordo ao certo,
[53:00] mas pela situação que estavam a viver, que estão a viver e que
[53:03] voltam alguns sem nada, sim. E como é que ISTO?
[53:06] E também como é que se reconhece estarem sempre presos a alguma
[53:09] coisa que pode voltar de lá, que é no caso, é o pai que ficou lá,
[53:12] então eles são desenraizados, não é eles?
[53:15] São eles, são retornados. Mas não conseguem nunca
[53:19] desprender-se, porque há ali uma figura que não volta também
[53:22] rapazes a milhares de quilómetros.
[53:23] Então eu acho que mais do que ser uma história sobre 25 de
[53:28] Abril sobre as guerras coloniais, etc.
[53:32] E sobre colonial colonialismo, olha, é uma palavra que eu tenho
[53:35] dificuldade. Olhe colonialismo exatamente
[53:38] igual a TI. É uma história sobre a raízes
[53:40] sobre a identidade, sobre se tu és a mesma pessoa, quando não
[53:44] estás no sítio que consideras casa e eu acho isso.
[53:47] Ótimo, há mesmo a uma frase do teu livro, as coisas que faltam,
[53:51] que me fez lembrar o retorno que tem a ver com a casa que é.
[53:54] Às vezes voltamos a casa, mas a casa não é a mesma.
[53:56] Acho que era uma coisa deste género.
[53:58] É uma das frases que eu tenho que eu tenho destacada, mas não
[54:01] é exato, mas não, não se não saberei onde, onde é que ela,
[54:05] onde ela estará. Sei que está no fundo de uma
[54:07] página, OK, sim, essa Memória visual também costuma ter com
[54:10] algum livro. Sei que é de uma página da
[54:12] esquerda no fundo, mas agora agora onde sim, sim, agora para
[54:16] encontrar um já agora, já que tenho um livro na mão.
[54:19] Uma umas das páginas que eu mais gostei foi a 212 e 213.
[54:25] Foi quando o que é quando ver tenho quando as pessoas dizem na
[54:29] página 200 e não sei quê de de pá, não sei se passa certamente
[54:33] que que frase é essa que cá em baixo no penúltimo parágrafo que
[54:38] começa no dia seguinte, a depois da da pergunta estranha é que
[54:43] Toda A Gente continuasse nas suas vidas, como se a minha não
[54:45] tivesse sido destruída no fim de semana, eu e ISTO esta ideia.
[54:49] Continua Na Na página seguinte, que é.
[54:52] Como é que tantas vezes ISTO aconteceu?
[54:55] Outras pessoas e eu passava por elas.
[54:57] Elas estavam numa situação má e para mim era ignorava.
[55:00] Isso era indiferente. Portanto, há sempre alguém que
[55:03] se está a travar 11 coisa tem sempre um problema que nós não e
[55:07] que me tem uma máscara e fazem o dia, o dia a dia delas.
[55:10] Mas estão ali com com com problema e eu e eu gostei da
[55:13] dessa dessa passagem. Pronto é o retorno, que é um dos
[55:18] livros que eu tenho que pegar. Está a ganhar pó há uns 2 anos,
[55:21] comprei na Feira LIVRE, juntamente com ele e te
[55:24] machucou. Eu estou.
[55:25] Quando a Dulce negociar o segundo eu leio primeiro, até
[55:30] porque acaba em cliffhanger, portanto, se não lidas, quantos
[55:33] anos é que estás agarrado ao penhasco a.
[55:37] Eu acho que na pandemia 2020, então são muitos eu respeito.
[55:41] Eu respeito a Dulce adulto pode fazer o que ela quiser.
[55:44] A Dulce Dulce, nunca, nunca mais quiser escrever Eliete eu
[55:47] respeito, sabes? A Dulce é aquele para mim, é
[55:50] aquela pessoa que pode fazer o que quiser, menos fazer mal a
[55:52] animais. Mas eu sei que ela não ia fazer
[55:54] certo. Ela tem algum animal, tem um
[55:57] cão, acho, eu tem um. Eu sou esse tipo de pessoa, sim,
[56:00] ela tem na minha biografia, na minha auto, não autobiografia
[56:06] não autorizada, não tem, não tem a minha, não tem possessivos
[56:08] antes da do nome, ela fala do cão, há um momento a não, mas
[56:13] esse momento é totalmente ficcional.
[56:14] Do lembro-me que ela disse que é é uma história com um cão que é
[56:17] muito forte, que depois eu via uma intervenção qualquer e ela e
[56:21] ela diz isso pronto, OK, vão ler se é que tem, acho que tem cães.
[56:25] Se calhar tenho essa ideia exatamente por causa desse
[56:27] livro. Portanto, o retorno de Dulce
[56:29] Maria Cardoso, que está editado pela tinta da China a uma edição
[56:32] de bolso e é esta que a Rita tem dos dos 10 anos do livro nada
[56:37] pela própria Dulce Maria tem uma Bela história de uma Bela
[56:40] história. Posso contar muito rapidamente,
[56:41] então saiu a edição comemorativa dos 10 anos, capa dura, capa
[56:45] dura, que acho que nem nem agora não é o meu género, mas é assim,
[56:49] tinhas que ter a Dulce pode fazer tudo EE, então eu andei
[56:53] algum tempo a pensar, compro, compro, compro, não compro.
[56:55] Porque o Guilherme normalmente estas eu falo com o Guilherme
[56:58] porque ele valida todas as minhas decisões de impulso e
[57:01] quando ele disser que não, tu já sabes qual é a tua decisão.
[57:03] Antes nunca Diz Que Não sabes o género.
[57:05] Oh pá, queres compra, podes compra, porque é que estás a
[57:07] chatear-me? Então a Guilherme, que é que
[57:10] achas comprar os 10 anos da Dulce Maria é pá, se quiseres
[57:13] compra e pá, não vou comprar passado, não preciso mais disso,
[57:17] tenho outra, porque ISTO é só porque só porque só porque é uma
[57:19] edição especial de 10 anos, mas eu já tenho outra, eu já li
[57:21] outra, então era sempre esta conversa AEA certa altura.
[57:27] Eu efetiva compra não digo Oh Guilherme tipo encomenda online
[57:31] ai o meu livro nunca mais chega tipo eu vejo no Instagram.
[57:34] O livro é chegar a casa de imensas pessoas.
[57:36] Eu nunca mais chega eu, como assim vai estar um bocado
[57:38] estranho meu livro nunca mais chega Guilherme, pois o nem
[57:40] sabia está. Pois, não sei, não sei quê,
[57:43] então o que tinha acontecido ou o adulto partilha editora tinta
[57:46] da China com o Ricardo Araújo Pereira, com quem o Guilherme
[57:48] trabalha. Então o Guilherme tinha pedido
[57:49] ao Ricardo para levar o exemplar da edição de 10 anos para ser
[57:54] assinado pela Dulce e depois o Guilherme para Guilherme
[57:56] oferecer como prenda de aniversário.
[57:59] Então contactos do Guilherme? Sim, então eu fiz a compra
[58:03] depois do Guilherme já ter feito a compra, estou Guilherme teve
[58:05] de ligar para a tinta da China a pedir para cancelarem a minha
[58:07] encomenda, mas para não dizerem que tinham cancelado essa
[58:09] encomenda que era para eu achar que o retorno ia chegar a minha
[58:11] casa, a. Mas acidentalmente assinado e
[58:17] dedicado para depois quando pudesse, dizia, Olha, Cancelei a
[58:19] tua encomenda e chegou e chegou aqui.
[58:22] Então foi assim um esquema mirabolante, mas já está pronto.
[58:27] Uma Bela, uma Bela surpresa. Tenho o livro assinado,
[58:30] infelizmente, não, não vi adulta assinar, mas acredito que, se
[58:34] quiserem fazer 11 surpresa á vossa cara-Metade, façam ISTO,
[58:38] façam ISTO, arranjem contactos nas editoras e pensão Célia sim,
[58:42] sim, cancele as encomendas. Estás mesmo a achar muito
[58:45] estranho, nunca mais chegavas, eu perdi.
[58:47] Acontece o mesmo complô com o teu livro?
[58:50] Sim, já houve vários namorados a pedir Se Eu podia assinar os
[58:53] livros para as namoradas como surpresa, portanto.
[58:55] EE, que já estavam a pedir o livro antes de ele existir e eu
[58:58] disse, pois Giro, mas eu ainda não.
[59:01] Ainda não saiu, portanto, mesmo que eu queira assinar, mas tem
[59:03] que aguentar os cavalos exato sim, muito bem.
[59:07] Vamos falar do segundo livro que é esse mesmo que tens à tua
[59:10] frente, o swing swimming in the Dark ou nadar no escuro de está
[59:13] Thomas geral Sky é um é um nome alemão.
[59:18] Penso Eu Não é Polaco e alemão, ele é Polaco e Polaco, porque eu
[59:21] escrevi alemão, eu sentia que não era que não era alemão, por
[59:23] isso é que disse que era Polaco pronto Polaco, mas ele escreveu
[59:26] em inglês o original ou certamente inglês Sim Park, vou
[59:31] seja o inglês não é traduzido. Dudu placa mesmo, foi logo
[59:34] escrito originalmente em inglês. Hã interessante pode haver aí
[59:39] sim, basicamente partida. Ele quis distanciar-se da língua
[59:42] materna dele e escrever noutra língua para se distanciar de
[59:45] alguma forma da história. É preciso mexer também?
[59:48] E é ter ali ter ali 111 boa mão No No vocabulário inglês, não é?
[59:54] Não é tudo fácil, eu quando li, quando li, quando vi o livro AA
[59:58] capa fez-me logo lembrar o Eu Não sei dizer o nome dele, mas
[1:00:02] OOO André acima fez-me lembrar o os Oo filme e o Caliban exato e
[1:00:10] fiquei um ISTO é ISTO é considerado como Burn passado na
[1:00:14] Polónia, a não é, não é a Itália é passado.
[1:00:18] Polónia com o contexto político e social da Polónia, portanto,
[1:00:21] passa-se NOS anos 80. A mesma coisa não é liberdade e
[1:00:26] amor juntam-se e fazem um livro sim, exato.
[1:00:29] Basicamente é isso sendo que aqui.
[1:00:31] Não há assim tanta liberdade quanto isso, ou seja, há 2
[1:00:33] personagens, 2 homens AAE. Agora tenho que recordar o nome
[1:00:37] deles, porque eu sou igual. Nunca sei o nome de ninguém EEE
[1:00:42] eu ia no se ha e eles apaixonam se no.
[1:00:49] Num campo de férias. E, basicamente, eles têm depois,
[1:00:53] à medida que vão crescendo, têm perspectivas muito diferentes
[1:00:55] sobre o que é que é ter uma relação homossexual naquela
[1:00:57] altura, um deles acha que? Tem o direito e o dever de se
[1:01:02] assumir, de dizer, nós estamos juntos, nós somos um casal, o
[1:01:05] outro acha que para eles sobreviverem tem de se manter em
[1:01:08] segredo. ISTO tem uma época em que se
[1:01:10] passa NOS 80. Pronto, então, a eu gosto muito
[1:01:16] de comer o nome do filme é o meu filme favorito.
[1:01:18] Sempre é o filme que eu vejo quando estou triste.
[1:01:20] Banda sonora também tudo é o filme que eu vejo quando estou
[1:01:22] triste, quando estou feliz sempre, mas eu acho que se
[1:01:26] ninguém da Dark enquanto livro é melhor do que como Hibernando
[1:01:28] André Simon. Boa, então a é é mesmo, está
[1:01:34] muito bem escrito a são pouquíssimas páginas e eu, eu eu
[1:01:39] digo sempre ISTO que é não é preciso um calhamaço para contar
[1:01:42] bem uma história e este é um exemplo disso.
[1:01:44] A seguiste esse essa premissa não é premissa palavra, mas essa
[1:01:48] regra, mas eu tentei, tentei cortar mais do que escrevia,
[1:01:50] claro, como é óbvio, mas eu sou sempre muito sintética, então às
[1:01:53] vezes pensava, se calhar tenho que desenvolver um bocadinho
[1:01:55] mais porque senão não está a passar o que eu quero quase
[1:01:57] quase sempre dá para dizer a mesma coisa, menos palavras
[1:01:59] exato sim, sim, sim. É, então, é isso que eu gosto
[1:02:03] neste livro é precisamente. Essa ideia de que não há uma
[1:02:07] forma certa de tu lidares com aquilo que és.
[1:02:10] Mas que muitas vezes a tua forma não vai ser a mesma forma das
[1:02:14] pessoas que estão à tua volta. E como é que tu lidas com isso?
[1:02:16] Como é que tu consegues um? Conviver criar uma vida em
[1:02:22] conjunto com alguém, seja se a pessoa.
[1:02:24] Um Par romântico, família, etc. Amigos, quando tinham a mesma
[1:02:28] idade no filme, não tem, não é sim, aqui tem a mesma idade.
[1:02:30] Acho que é um que é ligeiramente mais velho, mas não é assim, não
[1:02:33] é puro, não é não, não é significativo, é, ou seja, mesmo
[1:02:36] uma questão de. É um amor de jovens que depois
[1:02:40] vai crescendo e é. E isso é Encontros e
[1:02:45] Desencontros da da da vida, mas eu gosto muito, muito, muito
[1:02:48] deste livro e foi daqueles que eu li de rajada dia e
[1:02:52] eventualmente vou querer relê-lo agora este ano para para ler com
[1:02:56] ele só li no ano passado, mas vou querer ler este ano para ler
[1:02:58] um bocadinho com mais calma e recomendas que se leia na versão
[1:03:02] original em inglês ou a tradução em português, não sei se já
[1:03:05] listas 2 e meia com a versão traduzida, mas conheço a
[1:03:08] tradutora, sei quem ela é e podem confiar com e sim uma
[1:03:12] visita tua confiança. A tua confiança nela, eu já eu
[1:03:15] já estou a sentir que vou sair daqui ler todas as tuas
[1:03:18] sugestões. Esta segunda sugestão foi
[1:03:20] swimming in the Dark ou nadar no escuro de toma-se generalski.
[1:03:24] Estou aqui por aquele assunto, não sei se estás a sentir a
[1:03:28] edição inglesa, eu acho que é da Bloomsbury, sim, é acho que sim.
[1:03:31] Em português e edição, clube do autor exatamente é isso.
[1:03:35] E antes de antes de chegar ao teu terceiro livro e aqui uma
[1:03:39] pequena pergunta, o quê do poster dos 50 livros que tens de
[1:03:43] ler antes de morrer? Quantos é que já Leste?
[1:03:45] Olha, não sei, podias-me ter dito que era para eu contar para
[1:03:48] contar, mas acho que para aí uns 7 ou 8.
[1:03:51] Já tens desde quando UI pá e desde 2016 páginas
[1:03:55] essencialmente clássicos. Então a minha pergunta vai aí, Q
[1:03:59] achas que no futuro o canto de Aquiles vai fazer parte de uma
[1:04:02] lista de clássicos? Vai estar nesse posto, vai vai,
[1:04:05] vai, vai, sem dúvida no que depender de mim vai Se Eu mandar
[1:04:08] vai. A sim, quando eu for a
[1:04:11] Primeira-Ministra, vai ser plano nacional de leitura e vai ser
[1:04:16] leitura obrigatória para Toda A Gente a partir dos 18 anos.
[1:04:20] A é aconselhado só para não maiores.
[1:04:23] Não tenho, mas que algumas cenas um pouco escaldantes compreende
[1:04:26] melhor. Compreende isso?
[1:04:28] Não acho que estou, disse. 18 anos com podia ter dito outra
[1:04:31] coisa a, mas acho que tem aqui muito lado a tem um lado
[1:04:36] mitológico não é histórico por muitas aspas nestes temas.
[1:04:40] Paulo, Gostas? Eu também gosto muito de
[1:04:41] mitologia e. Eu quando era miúda?
[1:04:46] Fazia dossiers de mitos gregos, tipo os deuses gregos deuses
[1:04:52] gregos são superiores aos romanos ou não, obviamente,
[1:04:54] apesar de ser, não há dúvida, apesar de serem os mesmos.
[1:04:57] Quantos nomes exato? Mas era isso eu fazia isso,
[1:05:00] fazia dossiês, imprimia na altura e escrevia, tipo este é o
[1:05:05] Deus Baco Baco. Eu também estava a lembrar do
[1:05:07] Baco Dionísio Dionísio, exatamente Dionísio No No grego
[1:05:10] por acaso pronto, então eu fazia isso e adorava toda do lado da
[1:05:15] mitologia grega e foi uma coisa que passou um bocadinho ao lado,
[1:05:18] depois na minha vida, ou seja, não fui explorando tanto.
[1:05:20] E sinto que com Song de Kilis voltou aqui um fui desbloquear
[1:05:24] uma Memória que eu tinha muito lá atrás AE voltei a ler muita
[1:05:29] muito de mitologia. Há uns que são mais bem
[1:05:32] conseguidos. Este não é apenas outro.
[1:05:33] Rita é linda daqueles. Helena de Tróia, não é porque
[1:05:36] ela se calhar nem aparece. Ela aparece pouquinho.
[1:05:39] Acho eu que já nem me lembro para Veres aí para Veres a
[1:05:42] importância que eu dou. Helena de Tróia, acho que se sim
[1:05:46] aparece, mas tipo, é segundaria, muito muito só meteram porque
[1:05:49] faz parte, faz parte da história, mas o que é que te
[1:05:52] atraiu então? A vou ser muito honesta.
[1:05:56] O que me atraiu foi o facto de ter visto muita gente devastada
[1:05:58] com este livro. Também quer uma fatia desse
[1:06:01] bolo. Foi que eu pensei não se há
[1:06:03] pessoas a chorar, eu vou querer chorar e é certo que eu acabei
[1:06:06] este livro. Olha, engraçadíssimo porque
[1:06:08] tanto a minha nadar como O Sangue o Wiki Leaks foram 2
[1:06:12] livros que Li Na Madeira em anos diferentes, mas Li Na Madeira
[1:06:15] nas férias, faz retiros para a Madeira para chorar.
[1:06:17] Não temos lá um casal de amigos a morar e então vamos lá todos
[1:06:20] os anos ter com eles e então foram os 2 livros na Madeira a,
[1:06:26] portanto, os 2 em contexto de Verão.
[1:06:27] Vamos fazer uma excursão ir. Exatamente é muito bom.
[1:06:30] Nunca fui a Madonna se muito bem na Madeira e então
[1:06:33] essencialmente a eu acho que aquilo que me atraiu foi OK, vou
[1:06:37] voltar a ler um bocadinho de de mitologia e saber um bocadinho
[1:06:40] mais ao mesmo tempo que sabia que era que era uma história.
[1:06:44] Com contornos LGBT e sabia que era uma história triste e tens 3
[1:06:48] coisas aí que, mas porquê este e não outro no mesmo género?
[1:06:53] A não, eu acho que este foi foi mesmo porque foi, ou seja, o
[1:06:56] cheguei a ele exatamente porque foi muito falado.
[1:06:58] Ele é de 2010 ou 2011, ou seja, ele voltou a estar na berra
[1:07:01] agora recentemente. E viral no Tiktok e ficou me
[1:07:05] este como como um, talvez uma Rita Lee mitologia favorito.
[1:07:10] Porque pela maneira como está escrito, ele está, há pessoas
[1:07:13] que fizeram já há uns episódios. Acho que no livro tu falaste
[1:07:17] disso. Não há outro, há uma outra
[1:07:18] autora que não, que não fez tão bem different.
[1:07:21] Sim, eu gosto dela, só só não sinto.
[1:07:24] Que os livros dela sejam tão bons quanto os da Madeline
[1:07:26] Miller e eu mesmo a nível histórico entre aspas sim de
[1:07:30] pesquisas histórica, vamos pôr aspas e escrita também.
[1:07:32] Depois eu fiz aspas e não disse que fiz aspas.
[1:07:36] Quem tem mais experiência em podcast Marilyn Miller, ela é
[1:07:39] efetivamente muito boa escritora, muito boa
[1:07:43] investigadora, tanto que ela demora anos e anos e anos a
[1:07:46] escrever livros porque ela tem mesmo de facto esta pesquisa.
[1:07:49] Não quero que nada faz. Ela dá muito tempo para escrever
[1:07:53] 11 livro sobre o meu mito favorito, que é o mito do a
[1:07:55] descida pro Zé Fan. Eu estou muito entusiasmada por
[1:07:59] aqui, esse livro saia, mas ela pobrezinha, eu sigo no Instagram
[1:08:02] e ela está a sofrer de covide prolongado.
[1:08:05] Portanto, aquelas pessoas que ficaram com muitas com elas.
[1:08:08] David, então ela veio no outro dia dizer que anda sempre muito
[1:08:12] cansada e que, portanto, o livro que ela está a escrever vai
[1:08:14] demorar um bocadinho mais. É do amor ou não, não, por
[1:08:17] exemplo, é a da o mito que é usado para justificar a ver
[1:08:22] estações do ano Inverno e o Verão essencialmente Aprese Fan.
[1:08:26] A Eu Não sei, eu acho que Ela É Uma Princesa ou era uma.
[1:08:31] Alguma coisa do género é que OA desapaixona se Por Ela.
[1:08:37] E foi pedi-la AA família Ai acordou com a família, então que
[1:08:43] a ela não sei se foi com a família que ele acordou ISTO.
[1:08:47] Posso posso dar a ser a dizer errado, mas o acordo final foi
[1:08:50] de que ela passava meio ano no submundo com Watch e passava
[1:08:54] meio ano na Terra. E apresentemos estações quentes
[1:08:59] e estações. Tens, tens uma tens um meio ano
[1:09:01] em que tudo morre, porque é quando a PF e representação da
[1:09:05] da vida, mudança da da da agricultura, etc.
[1:09:09] Vai para baixo e outro meio ano que é quando ela volta a Terra e
[1:09:13] tudo cresce, tudo floresta, etc a.
[1:09:16] E eu gosto muito, muito desse mito.
[1:09:18] Acho que é um mito muito engraçado para explicar porque é
[1:09:21] que é metade do ano. As coisas morrem na outra metade
[1:09:23] delas renascem. É e estou muito entusiasmada
[1:09:26] para que a Marilyn eu escrevo, porque ela escreve de uma
[1:09:28] maneira mesmo, muito, mas ela disse que ia escrever sim a.
[1:09:31] Há, estou muito entusiasmada que ela escreva também li o circ
[1:09:35] dela, mas gostaste tanto eu gostei muito do Circ, mas eu
[1:09:38] acho que só vi que está escrito de uma maneira muito mais
[1:09:41] bonita, apesar de eu de história da Cir ser mais interessante,
[1:09:45] porque é uma história que não é tão explorada, eu acho que este
[1:09:48] livro é a Song of Killings. O quanto aquilo é é superior e
[1:09:51] superior é mais bonito. Eu estive com ele na mão em
[1:09:54] Paris, mas não tinha espaço na mala e acabei por não trazer
[1:09:58] nenhum livro. E vais ter que começar a fazer
[1:10:01] check-in de uma de uma mala vazia.
[1:10:03] Eu faço muitas vezes isso, não vou mentir quando vou.
[1:10:05] Então Nova Iorque EE Londres e assim são sempre sítios que fica
[1:10:09] caríssimo a cara a mala para Chica.
[1:10:13] Compensa o preço dos livros? Não, não se calhar Eu Não faço
[1:10:16] tipo check in da mala vazia, faço é comprem voos com mala de
[1:10:19] porão, acaba sempre por compensar, porque levo as coisas
[1:10:22] e depois trago. Não, não levo, é mala cheia para
[1:10:25] lá. Vai vai espaço suficiente para
[1:10:27] trazer, trazer livros? Muito bem, então fica a sugestão
[1:10:32] de execução. Houve aqui li se o canto de
[1:10:34] Aquiles de Madeline Miller, uma edição minotauro e Davi, também
[1:10:39] da em inglês da Bloomberg, e há uma edição também da Bertrand,
[1:10:44] que que eu acho que vi pronto. Eu acho que ele estava irritado
[1:10:48] por um, não sei se era. Eu acho que ele estava editado
[1:10:50] pela Minotauro e agora foi editado pela Bertrand ou ao
[1:10:52] contrário, 11 em português? Não, não sei já ao certo qual é
[1:10:56] que tinha editado primeiro e qual é que é dito eu ler em
[1:10:58] inglês é muito difícil, não é super fácil.
[1:11:00] É fácil, sim, não tem nada tipo, nada te mete.
[1:11:05] Linguagem de época não é nada disso.
[1:11:07] Que é uma coisa que também é interessante nestes livros de
[1:11:09] que te põe em contato com os mitos de uma maneira muito
[1:11:12] interessante. Outro outra sugestão muito boa e
[1:11:14] que se gostarem de audiolivros vale muito a pena.
[1:11:16] Audiolivro é precisamente mitos de Stephen Fry.
[1:11:20] Ou se Freud compilou tem tem 3 livros ou mitos?
[1:11:25] O heróis e o Tróia em que ele explora no mito.
[1:11:29] Ele fala, explica te AAA estrutura da mitologia grega no
[1:11:33] Tróia, ele Desmistifica um bocadinho a Guerra de Tróia no
[1:11:36] herói. Ele fala especificamente só de
[1:11:37] heróis, tipo Hércules, etc. A dos meus filmes favoritos é o
[1:11:42] Hércules, claro, e as canções que eles em português, eu nunca
[1:11:46] vi inglês. Essencialmente, ele explica tudo
[1:11:49] uma maneira muito simples, com aquele seu sotaque britânico
[1:11:51] maravilhoso e com muita piada. Então é uma boa maneira, uma boa
[1:11:54] introdução para. Entrar no universo, perceber a
[1:11:58] estrutura das mitologias, a perceber o que é que são os
[1:12:02] deuses, o que é que são, o que é que é o Olimpo, etc.
[1:12:06] E é muito interessante. Ele explica os mitos todos,
[1:12:08] muito bem. Um dos meus gatos chama-se
[1:12:10] Olympus olha. Gosto muito de causa da
[1:12:12] mitologia ou até Tóquio, porque era o ano dos Jogos Olímpicos,
[1:12:15] OK, só que aí ficou e ficou Tóquio a outra Vitória que é,
[1:12:19] tem tudo a ver, não é glória, sim, glória tem tudo assim a ver
[1:12:24] há uns com os outros. E voltando ao teu livro, ia te
[1:12:28] perguntar sobre Oo apoio da da lénia?
[1:12:31] Balelas? Sim, mas mas já falamos um pouco
[1:12:34] disso. Portanto, a lénia Rufino foi,
[1:12:37] foi uma ajuda, mas aproveitava para te fazer uma pergunta que o
[1:12:41] Guilherme te fez No No terapia de casal e que lhe fizeram a ele
[1:12:44] quando ele lançou Oo livro dele, que é o que é que espera, o que
[1:12:49] é que esperas que os leitores levem da da leitura do teu livro
[1:12:52] as coisas que faltam? Se já conseguiste refletir sobre
[1:12:56] essa sobre essa questão, eu acho que a resposta é a mesma que é,
[1:12:58] eu acho que a. Eu gosto que as pessoas pensem o
[1:13:04] que quando acabam o meu livro, que que a reflexão seja.
[1:13:07] Que as coisas que NOS faltam. Elas.
[1:13:12] Como é que eu sei dizer como é que eu dizer ISTO?
[1:13:13] Eu acho que pus ISTO numa não partem só dos outros?
[1:13:15] Não, não, não. Até agora, não, não consigo
[1:13:20] essencialmente o que eu, o que eu acho que é importante as
[1:13:22] pessoas perceberem é. Que as coisas que NOS faltam não
[1:13:26] são tão decisivas como nós. Por vezes, achamos AE que AA
[1:13:31] caminho que se pode fazer a partir dessa falta e que é
[1:13:33] possível aprender a viver com a falta, com as coisas que nós não
[1:13:36] temos e que se calhar nunca vamos ter.
[1:13:38] Mas é OK, porque temos outras sabes e o foco.
[1:13:41] Muitas vezes nós pomos nas coisas que NOS faltam, mas há
[1:13:44] quando nós conseguirmos fechar essa essa essa portinha na nossa
[1:13:48] vida, essa janelinha que está sempre a teimar em abrir, não é
[1:13:52] nós. A as coisas que nós temos, elas
[1:13:55] elas podem ser o foco e é a base para nós construirmos em cima
[1:13:59] disso a, ou seja, não são as coisas que NOS faltam que NOS
[1:14:02] define. Acho que é um bocadinho essa
[1:14:06] essa, se fossemos aqui fosse um exercício de escola, ISTO é a
[1:14:09] moral da história. Se bem que a moral da história é
[1:14:11] aquela que as pessoas quiserem para elas e aquilo que.
[1:14:14] Que quiserem retirar porque há muita gente retirou outras
[1:14:18] coisas, que é super válido porque eu escrevi, mas as
[1:14:21] pessoas quando lêem também vão buscar coisas, memórias delas,
[1:14:25] as vivências delas e conseguem concluir outras coisas em cima,
[1:14:28] que que nem eu ambicionei escrever, portanto.
[1:14:32] É interessante. E eu acho que já falaste disto,
[1:14:35] mas queria te perguntar se se gostavas de ver feita 11 edição
[1:14:40] em e-Book e depois em ou simultaneamente em audiolivro
[1:14:45] até narrado por TI, acho que seria um êxito.
[1:14:48] AA edição em Audiobook é um Tema sensível, só porque não é uma
[1:14:53] prática comum da editora com que eu costumo trabalhar e por isso
[1:14:56] é provável que ela nunca venha a acontecer.
[1:14:58] A é o que é. Também não se pode ter todos os
[1:15:01] modelos de um de leitura vá exato.
[1:15:03] A primeira sim é o que é, se talvez no futuro isso aconteça,
[1:15:06] talvez não aconteça. Honestamente, não estou, não
[1:15:09] estou muito preocupada com isso. O Audiolivro gostaria muito o
[1:15:13] ebook não olha LIVRE, primeiro esta a primeira folga LIVRE foi
[1:15:17] dado, foi. Queres reformular sim?
[1:15:20] Basicamente é isso é essencialmente a.
[1:15:23] A versão digital e-book não é uma prática muito comum da
[1:15:26] editora e eu sei que era uma forma de chegar outras pessoas e
[1:15:30] pessoas que se calhar não, não, não podem ter um livro físico
[1:15:32] por algum motivo lá fora, enfim, há várias condicionantes, mas a
[1:15:39] é é uma, não é uma prática da editora e, honestamente, neste
[1:15:42] momento não é. Também o meu foco.
[1:15:43] Pode ser que no futuro aconteça, pode ser que aconteça, mas não
[1:15:45] estou genuinamente preocupada com isso.
[1:15:47] E o audiolivro gostava muito. Não sei se queria ser eu a
[1:15:52] narrar. A porque quer distanciar a voz
[1:15:56] da Ana Luís da minha mais uma vez para as pessoas não acharem
[1:15:59] que Ana Liz sou eu, porque não sou.
[1:16:02] A mas acho que era interessante, vamos ver, vamos sempre acho que
[1:16:08] é olha jogo, jogo, como se costuma dizer neste neste, neste
[1:16:10] caso, os formatos, acho que vais reunir a equipa, vão pensar numa
[1:16:14] estratégia exatamente para a próxima jornada, atacar a
[1:16:17] próxima jornada e depois logo se logo se verá sim, sim, eu que
[1:16:20] adoro futebol e que percebo imenso a fazer metáforas.
[1:16:22] Qual é o teu clube? Não tenho.
[1:16:25] Mas Portugal não é daqueles não nem nem abomino.
[1:16:29] Vamos falar de futebol porque vem 11 minha veia a anti
[1:16:33] Cristiano Ronaldo ao de cima, é é e não vamos querer isso,
[1:16:38] portanto não tinhas nenhum desporto que de que gostasse ou
[1:16:41] que praticasse não não, não desporto é a os livros, alguns
[1:16:46] livros são pesados. Sabes que o exercício físico na
[1:16:48] minha vida só surgiu muito tarde?
[1:16:50] Há, portanto, não Sei Lá. Simpatizo com o Sporting, mas
[1:16:53] acho que é aquela coisa do OK. Em primeira mão, Rita da nova
[1:16:56] simpatiza com o Sporting clube Portugal.
[1:16:59] Acho que é mais, porque a minha família era toda do Sporting e
[1:17:01] não se calhar havia mais, mas não, não é de todo, não, não,
[1:17:05] não sou mesmo fã da de futebol. É uma pergunta para húngaro, é
[1:17:10] exatamente que é sentes que estás mais perto de ser escritor
[1:17:13] a tempo inteiro agora? A sim, até porque é já estou a
[1:17:19] começar a pensar no próximo livro, por isso, sim, se ser
[1:17:22] escritor a tempo inteiro é uma coisa que me vai pagar as
[1:17:24] contas, não sei. Há, portanto, vamos ter sempre
[1:17:28] que vou. Acho que vou ser escritora a
[1:17:30] tempo inteiro, no sentido em que escrever livros vai ser o foco e
[1:17:33] a minha prioridade, mas eu vou ter sempre de arranjar.
[1:17:36] Outros trabalhos freelancers de de da área que eu que eu costumo
[1:17:39] trabalhar para ajudar a sustentar, porque infelizmente
[1:17:42] acho que não vai ser suficiente, não porque Eu Não queira não,
[1:17:45] porque acho que que os meus livros não são um flop, mas
[1:17:50] porque o mercado português não está pronto para que um autor
[1:17:54] sobreviva só de de livros. Tens de ser um sucesso gigante a
[1:17:59] um sucesso mesmo, até quase um livro com várias, com várias
[1:18:01] tiragens, com uma tiragem alta, mas sim uma tiragem alta com
[1:18:04] várias edições, mas também tem de ser um livro.
[1:18:07] Am. Transversal o suficiente ao
[1:18:09] autor que que seja lido transversalmente e não sei se
[1:18:12] isso vai acontecer alguma vez comigo.
[1:18:14] Mas. Estou cá para ver, ou seja, já
[1:18:18] começaste a escrever esse esse livro e é uma história que não
[1:18:21] tem nada a ver e não não com este universo.
[1:18:24] Não comecei a escrever ainda. Comecei a estrutural, que é uma
[1:18:26] parte. Eu acho que é mais importante
[1:18:27] até que a escrita AE é onde eu definir a estratégia e é
[1:18:31] exatamente e é onde eu começo a organizar os meus pensamentos e
[1:18:34] o que é que eu quero fazer? Foi.
[1:18:36] Foi aí que surgiu na altura da Ana Luís, surgiu a primeira
[1:18:38] frase do livro A é um lado importante mesmo, até para
[1:18:43] depois, quando estou a escrever, não ficar completamente perdida
[1:18:45] e saber. Organizar ideias e momentos sim,
[1:18:47] momentos chave da História é e não vai ter nada a ver com as
[1:18:51] coisas que faltam e eu gostava muito de 1 dia ainda escrever a
[1:18:55] história da da tia Ermelinda. Quem é esta personagem,
[1:18:57] personagem veio favorita. É uma personagem que não estava
[1:19:00] prevista, pois não estava, não era.
[1:19:02] Fazia parte do plano inicial das personagens que apareceu e que
[1:19:04] eu deixei entrar e bater à porta.
[1:19:06] Sim, sim, sim, e tu entra, entra, deu-te.
[1:19:09] Foi a personagem que deu mais gozo escrever ou é mesmo pelas
[1:19:13] características dela que te fez definir?
[1:19:15] Esta é minha. Personagem favorita, eu quero
[1:19:18] escrever talvez 111 livro totalmente só sobre eu quero
[1:19:22] escrever porque eu também quero compreender como é que ela se
[1:19:24] tornou mulher que se tornou. E como é que ela dá Por Ela com
[1:19:28] a de qualidade? Um sobrinho, que história é
[1:19:30] esta? Sabes a que não está muito
[1:19:32] pensada na minha cabeça, seja a back story, the daughter,
[1:19:36] Melinda não está muito cansada, mas eu acho que pode ser uma
[1:19:38] bactéria interessante. A gosto muito dela, gosto muito
[1:19:42] dela, gosto muito da. Do facto dela ser às vezes é
[1:19:46] boa, outras vezes é má. O serviço, não percebes bem o
[1:19:50] objetivo dela, sabes? Estás sempre analisadas, fica,
[1:19:53] gostei desta desta atitude. Obrigada, não gostei outras
[1:19:57] vezes a por favor, não me chateia mente que aquela mulher
[1:20:00] tem um objetivo claro na vida dela.
[1:20:02] Que Eu Não vou dizer qual é para não estragar.
[1:20:04] Mas percebes que a Net é um objetivo claro.
[1:20:06] Ela usa as pessoas à volta dela. Para que isso aconteça e
[1:20:11] escrever uma personagem manipuladora é muito
[1:20:13] interessante, sobretudo uma boa personagem manipuladora, que é
[1:20:15] uma personagem que. Nem sempre tu percebes que ela
[1:20:17] está a manipular, mas ela está não transparece essa intenção,
[1:20:21] mas aquela mulher não sabe fazer lá, não é?
[1:20:23] Então é interessante essa ideia de uma pessoa que está sempre
[1:20:25] ali no canto, mas que consegue organizar as coisas todas para
[1:20:29] que tudo corra como ela, como ela quer, por isso SIM 1 dia vou
[1:20:32] querer escrever sobre o termo linda, mas neste momento preciso
[1:20:34] de me distanciar completamente destas personagens desta
[1:20:37] história deste livro para conseguir escrever uma coisa que
[1:20:40] não tenha nada a ver até para gerir expectativas com as outras
[1:20:43] pessoas que esta história é vai ser completamente nova, com
[1:20:46] personagens completamente novas. 1/7 completamente diferente.
[1:20:50] A ideia para esse livro surgiu quando ainda estava a ver.
[1:20:55] A meio mais ou menos eu apontei a ideia e deixei-a estar só
[1:20:59] para. Não foi no banho para não
[1:21:00] perder? Não, não foi, não foi, não sei,
[1:21:01] não sei onde é que foi, mas guardei e pensei, Ficas aqui
[1:21:05] agora um bocadinho a que eu tenho uma história para terminar
[1:21:09] e depois logo ficou a marinar. Ainda bem, porque é bom, é
[1:21:12] sempre bom ficar efetivamente a marinar EEA ganhar contornos e
[1:21:16] vida, porque às vezes é só uma ideiazinha, era giro Se Eu
[1:21:19] fizesse XOK, mas isso não é uma história, então é bom ela ficar.
[1:21:24] Na gaveta um pouco um bocadinho a apurar, a apurar.
[1:21:27] Ainda tenho uma pergunta que para mim é crucial, Eu Não
[1:21:29] consigo sair daqui sem resposta, que é o restaurante no
[1:21:32] restaurante OOA tasca daquele senhor fanático pelo Benfica e
[1:21:35] esse restaurante existe, não há, então estava assim, eu ia passar
[1:21:40] a ser 11 sítio é o sítio ideal para para nós fazermos uma
[1:21:44] digressão e lermos o teu livro lá.
[1:21:45] Sim, ele é inspirado na Adega das Gravatas que é aqui
[1:21:48] pertinho, que não tem nada a ver com com quer dizer e tem mais ou
[1:21:52] menos a ver e não tem, mas ele é inspirado assim nesse sítio.
[1:21:55] Foi sítio onde Eu Não fui muitas vezes na vida na realidade, mas
[1:21:58] saltou te a referência à mente e sim exato, OK, ISTO uma é um bom
[1:22:02] sítio para acontecer. Aquilo que aconteceu.
[1:22:04] Um sítio parecido pode ser interessante um.
[1:22:08] E, apesar de Eu Não ser a maior fã de futebol, eu acho que o
[1:22:11] futebol é um. É uma coisa tão da nossa
[1:22:13] cultura. Que era um elemento agregador?
[1:22:16] Sim, sim, que era ridículo, não não aproveitar para ser quase o
[1:22:21] Tema desse restaurante, não é? Então?
[1:22:24] Sim ainda ainda o filho ainda figura No No teu livro, a data
[1:22:28] de apresentação do teu livro. Penso que ainda algumas e ver no
[1:22:32] teu Instagram porque vai vais adicionando?
[1:22:34] Eu posso dizer as que tenho para já tenho no dia 6 de Março no
[1:22:39] corte inglês de Vila Nova de Gaia, às 6:30.
[1:22:41] São todas às 6:30 fazer muitas piscinas, Norte sul, ando ando
[1:22:43] ando ando ando muito bem, como tu podes calcular pouquíssimo
[1:22:46] cansada, preciso de muita agitação na minha vida.
[1:22:49] Então 6 de Março é o corte inglês Vila Nova de Gaia, a 7 de
[1:22:53] Março, Bertrand. No shopping da Cidade do Porto e
[1:22:56] 8 de Março no Forum Aveiro, todas às 6:30 da tarde.
[1:22:58] Portanto, para já, horinha, sim, para já é ISTO, estamos assim
[1:23:03] ano a tentar encontrar datas mais a Sul.
[1:23:07] É Malta, não vale a pena mandarem mensagens a perguntar e
[1:23:10] Algarve e Braga, e não sei quê, porque tudo está a ser pensado,
[1:23:13] se não for, é porque não dá mesmo para ir.
[1:23:16] Ou seja, Eu Não estou a desconsiderar.
[1:23:18] Estou só a tentar. Encontrar os sitios certos para
[1:23:21] me para me receberem EE tentar perceber se é viável ou não, até
[1:23:25] para mim andar de um lado para o outro é sempre super, mas também
[1:23:29] não. Não vale a pena chegar e de
[1:23:30] estares AA cansar tanto que chegas lá e não não dá isso 10
[1:23:35] pessoas, a tua bateria social das pessoas, obviamente que eu
[1:23:38] considero muito essas 10 pessoas e fico muito feliz que elas me
[1:23:40] leiam. Mas é um gasto de recursos de
[1:23:43] tempo que por isso é dinheiro em húngaro.
[1:23:45] Sim, por isso é que é não nem todas, não só a primeira que
[1:23:47] teve húngaros, acabaram-se os húngaros comeram se todos sim,
[1:23:50] sim, sério, sim, Eu Não cheguei a comer nenhum, não consegui
[1:23:52] chegar lá, pois estava estava estava lá na eu estava nas
[1:23:55] escadas ao pé da do pilar, mas é isso, ou seja, é mais fácil para
[1:23:59] mim agregar estas datas e fazer uma temporada aqui uma temporada
[1:24:01] ali e por isso eu vou anunciando mais datas.
[1:24:04] Se não anunciar é porque não foi mesmo possível, há sempre
[1:24:07] Esperança exato que as coisas que falta cheguem a vossa, a
[1:24:11] vossa zona de. Presidente residência essa esse
[1:24:15] o termo. A fazer aqui uma pequena
[1:24:18] despedida, OK? Na última hora, estive à
[1:24:20] conversa com a Rita da nova, conhecida como Papa pontes
[1:24:23] aproveita O Tempo para viajar ler e escrever no seu blog.
[1:24:27] Para ela, a atração principal numa cidade são sempre as
[1:24:30] livrarias e não são apenas pontos de passagem, são pontos
[1:24:34] de abastecimento. Queria ser jornalista ou
[1:24:36] escritora porque via a escrita como parte do seu futuro, mas
[1:24:39] reconhece que o jornalismo não era um bom caminho, já que acha
[1:24:42] que não sabe dar títulos às coisas.
[1:24:44] Prova em contrário, é este título do seu primeiro romance.
[1:24:48] Estudou ciências da comunicação, não gostou, até porque na
[1:24:51] Universidade Nova de Lisboa pediam lhe para ver o cartão de
[1:24:54] cidadão. Não acreditavam que se chamasse
[1:24:56] mesmo Rita da nova e andasse na nova, gosta de ler contos, mas
[1:25:00] escrevê-los irrita e até já descobriu que consegue escrever
[1:25:04] com música, desde que não tenha letra.
[1:25:06] Eu sou igual, sim, por isso durante a escrita não vou
[1:25:09] apanhar a ouvir Harry Styles, Olivia, Rodrigo e a acho que é
[1:25:14] assim que se diz Sophia, Stephen, Sophia, Stephen, aliás,
[1:25:17] já falamos um bocadinho do dele para sonora.
[1:25:19] Há também de dança banda Senhora a Rita tem os objetivos de vida
[1:25:23] bem definidos, ler todos os livros de Saramago e nunca mais
[1:25:27] pegar em. Agustina Bessa Luís, eu aprovo e
[1:25:31] assim é o que é o que é? A partir das 9 da noite é fácil
[1:25:34] encontrá-la ou está a fazer uma sessão ao vivo de terapia de
[1:25:36] casal ou fazer o idealmente, idealmente a dormir?
[1:25:40] Sim, sempre dormir é minha atividade favorita da vida até
[1:25:42] mais do que ler sim, sim, sim, eu provo problemas boa nesse
[1:25:46] desporto, prova provada que Eu Não consigo aquelas pessoas que
[1:25:48] dizem valer para a cama. E conseguem estar a ler na cama
[1:25:51] e até altas horas. Eu Não sou essa pessoa, eu vou
[1:25:53] adormecer porque o sono é é a melhor coisa do quantas vezes é
[1:25:56] que acordas com um livro aberto? Não acordo, porque eu já sei, já
[1:26:00] já já já notas tu adormecer? Sim, quando eu comecei começa,
[1:26:03] tipo adormecer a meio de uma de uma página ou assim fecho o
[1:26:06] livro o Livro Mesinha de cabeceira e desliga a luz,
[1:26:09] porque já sei que. Já sei que vou adormecer, porque
[1:26:11] o sono lá está, é a melhor coisa do mundo.
[1:26:13] Convidamos então a dormir, fazer uma festa, a dormir bem, a
[1:26:17] passar a noite EAA, deitarem se com a leitura de as coisas que
[1:26:22] faltam um bom, um bom ritual de de soneca, exatamente durmam
[1:26:26] bem, obrigada Rita. Obrigada.
[1:26:30] Obrigada por ouvires até ao fim. Este episódio foi produzido,
[1:26:33] conduzido e editado por mim. Magda Cruz.
[1:26:36] O genérico é da autoria de Nuno Viegas.
[1:26:38] Se gostas do meu trabalho, considera apoiar o Ponto Final
[1:26:41] parágrafo no patreon a partir de 2 EUR, podes fazer parte da
[1:26:45] Comunidade e ter informações em primeira mão, como saber quem
[1:26:48] convide para o podcast e fazer-lhes perguntas, quem apoia
[1:26:52] o Ponto Final? Parágrafo pode receber um de 3
[1:26:54] livros sorteados em parceria com a leia todos os meses e também
[1:26:58] no Patreon, que podes ouvir episódios bónus.
[1:27:01] Bem como no Kobo Plus e leia EU e o Ponto Final parágrafo.
[1:27:06] Estamos nas redes sociais até um próximo episódio, quinzenalmente
[1:27:09] às quartas boas leituras.

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